Vestir o Olhar homenageia Efigênia Rolim com estreia de documentário no Pátio Batel

Créditos: Pátio Content Lab

Encontro marcou a primeira exibição do documentário produzido em parceria com o Museu Oscar Niemeyer e contou com performance de Carlos Daitschman, padrinho artístico da “Rainha do Papel de Bala”

Na noite de segunda-feira (28/09), o Pátio Batel celebrou a trajetória e o legado de Efigênia Rolim, artista homenageada da segunda edição da ocupação Vestir o Olhar. O encontro aconteceu no Átrio do Piso L1, dentro da própria mostra, e reuniu familiares, amigos, artistas e profissionais que fizeram parte de sua história.

Os convidados assistiram, em primeira mão, ao documentário sobre a artista, produzido pelo Pátio Batel e pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), e acompanharam uma performance de Carlos Daitschman, contador de histórias, ator, figurinista e padrinho artístico de Efigênia. O curta fica em exibição no espaço da ocupação e está disponível nas redes sociais das duas instituições.

Nascida em Abre Campo (MG), em 1931, e radicada em Curitiba, Efigênia começou a criar no início dos anos 1990, quando encontrou um papel de bala brilhando no chão. Desde então, transformou embalagens, papéis metalizados e plásticos descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. Poeta e educadora, construiu uma obra que aproximou, de forma pioneira, o reaproveitamento de materiais e a arte do vestir. Efigênia faleceu em março deste ano, aos 94 anos.
O documentário também revisita a criação da “Rainha do Planeta”, obra presente em Vestir o Olhar II e cedida pelo Museu Oscar Niemeyer. Com 1,88 metro de altura, a escultura é um manequim que a artista revestiu com embalagens diversas, e traduz a evolução de sua produção: as flores de papel de bala, que no início enfeitavam vestidos de bonecas e as próprias roupas de Efigênia, passaram com o tempo a cobrir objetos maiores e esculturas inteiras. Para a artista, a Rainha encarnava um espírito da natureza protetor do planeta, síntese de uma obra que sempre uniu arte, reaproveitamento e consciência ambiental.

Além da peça do MON, o conjunto de obras de Efigênia exibido na ocupação reúne trabalhos emprestados pela Simões de Assis, galeria curitibana fundada em 1984, e por colecionadores particulares.
“Numa exposição sobre a relação entre moda e arte, não podíamos deixar de pensar na Efigênia, uma artista ímpar. Como curitibana, lembro dela desde criança, um ícone da cidade. É uma honra homenageá-la na nossa ocupação artística”, afirma Camila Fleischfresser, head de marketing do Pátio Batel.

A parceria com o MON vai além do filme: o museu cedeu à ocupação uma obra de seu acervo assinada por Efigênia, responde pela seleção de videoartes do telão central e dedica à artista a mostra “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”, no Espaço Homenagem, ao final do túnel.

Com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural, Vestir o Olhar reúne obras de nove artistas sob o mote “a arte compõe e a moda expõe” e segue com visitação gratuita até 18 de outubro.
Assista ao documentário neste link:
https://youtu.be/Qf8Q6PP1Ivc

Sobre o Pátio Batel
Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 13 anos de história, o Pátio Batel se consolida como “único em todos os sentidos”: um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.

*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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