Vestir o Olhar homenageia Efigênia Rolim com estreia de documentário no Pátio Batel

Na noite de segunda-feira (28/09), o Pátio Batel celebrou a trajetória e o legado de Efigênia Rolim, artista homenageada da segunda edição da ocupação Vestir o Olhar. O encontro aconteceu no Átrio do Piso L1, dentro da própria mostra, e reuniu familiares, amigos, artistas e profissionais que fizeram parte de sua história.

Os convidados assistiram, em primeira mão, ao documentário sobre a artista, produzido pelo Pátio Batel e pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), e acompanharam uma performance de Carlos Daitschman, contador de histórias, ator, figurinista e padrinho artístico de Efigênia. O curta fica em exibição no espaço da ocupação e está disponível nas redes sociais das duas instituições.

Nascida em Abre Campo (MG), em 1931, e radicada em Curitiba, Efigênia começou a criar no início dos anos 1990, quando encontrou um papel de bala brilhando no chão. Desde então, transformou embalagens, papéis metalizados e plásticos descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. Poeta e educadora, construiu uma obra que aproximou, de forma pioneira, o reaproveitamento de materiais e a arte do vestir. Efigênia faleceu em março deste ano, aos 94 anos.
O documentário também revisita a criação da “Rainha do Planeta”, obra presente em Vestir o Olhar II e cedida pelo Museu Oscar Niemeyer. Com 1,88 metro de altura, a escultura é um manequim que a artista revestiu com embalagens diversas, e traduz a evolução de sua produção: as flores de papel de bala, que no início enfeitavam vestidos de bonecas e as próprias roupas de Efigênia, passaram com o tempo a cobrir objetos maiores e esculturas inteiras. Para a artista, a Rainha encarnava um espírito da natureza protetor do planeta, síntese de uma obra que sempre uniu arte, reaproveitamento e consciência ambiental.

Além da peça do MON, o conjunto de obras de Efigênia exibido na ocupação reúne trabalhos emprestados pela Simões de Assis, galeria curitibana fundada em 1984, e por colecionadores particulares.
“Numa exposição sobre a relação entre moda e arte, não podíamos deixar de pensar na Efigênia, uma artista ímpar. Como curitibana, lembro dela desde criança, um ícone da cidade. É uma honra homenageá-la na nossa ocupação artística”, afirma Camila Fleischfresser, head de marketing do Pátio Batel.

A parceria com o MON vai além do filme: o museu cedeu à ocupação uma obra de seu acervo assinada por Efigênia, responde pela seleção de videoartes do telão central e dedica à artista a mostra “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”, no Espaço Homenagem, ao final do túnel.

Com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural, Vestir o Olhar reúne obras de nove artistas sob o mote “a arte compõe e a moda expõe” e segue com visitação gratuita até 18 de outubro.
Assista ao documentário neste link:
https://youtu.be/Qf8Q6PP1Ivc

Sobre o Pátio Batel
Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 13 anos de história, o Pátio Batel se consolida como “único em todos os sentidos”: um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.

Em Curitiba, Feira Sou Sul movimenta mais de R$ 31 mil em vendas de produtos com IG

Evento reuniu cerca de 650 visitantes e 15 expositores e terá continuidade em restaurantes e cafeterias da capital até 3 de outubro
A valorização dos produtos com Indicação Geográfica (IG) e a conexão entre produtores, consumidores e profissionais da gastronomia marcaram a primeira edição da feira Sou Sul, realizada no último fim de semana (26 e 27), em Curitiba. Promovido pelo Sebrae/PR em parceria com o Fórum Origens, o evento reuniu cerca de 650 visitantes, aproximadamente 15 expositores e movimentou mais de R$ 31 mil em vendas diretas ao longo de dois dias.
Além das vendas realizadas durante a feira, os produtores fizeram contatos com chefs de cozinha e proprietários de empórios, criando possibilidades de novos negócios após o evento.
Para Sérgio Medeiros, coordenador do Fórum Origens, os resultados também apareceram na resposta do público e nas conexões comerciais estabelecidas durante a feira.
“O Sou Sul foi um sucesso. Todos os expositores venderam muito bem seus produtos. Além da venda no evento, fizeram vários contatos com chefs e donos de empórios para vendas futuras. Outro ponto positivo foi a participação do público nas aulas de gastronomia, todas lotaram”, afirma Sérgio, que também é presidente da Associação dos Amigos da Onça e diretor do Curitiba Honesta.
A programação também contou com aulas de gastronomia conduzidas voluntariamente pelos chefs Carlos Fogo, Délio Canabrava, da Cantina do Délio, Roberta Schwanke, Sérgio Medeiros e Felipe Cavalcanti, do Tekoa. Os profissionais apresentaram preparos que combinaram diferentes produtos com Indicação Geográfica e ajudaram a mostrar ao público as possibilidades de utilização desses ingredientes na gastronomia. Todas as aulas tiveram as 15 vagas preenchidas.
Já no domingo, Sérgio Medeiros preparou a tradicional Carne de Onça de Curitiba, enquanto o chef Felipe Cavalcanti, do Tekoa, apresentou uma sobremesa à base de Erva-mate São Matheus, Camomila de Mandirituba e chocolate branco. Todas as aulas incluíram degustação e tiveram as vagas preenchidas.
“O propósito da feira foi cumprido. Queríamos aproximar o consumidor das Indicações Geográficas do Paraná e do Sul do Brasil e dar aos pequenos empreendedores a oportunidade de apresentar seus produtos e contar suas histórias. A Indicação Geográfica também é isso: história e cultura preservadas por meio dos produtos e dos territórios. E conseguimos levar tudo isso também para a gastronomia”, afirma Maria Isabel.
Valorização dos produtos e dos territórios
Entre os expositores, a produtora Lucélia Costa, de Jaboti, no Norte Pioneiro do Paraná, participou da feira com morango e café especial, dois produtos ligados à identidade da região. Integrante de uma associação ligada à IG do morango, ela também trabalha com café especial reconhecido pela origem.
Para Lucélia, a participação no evento foi uma experiência positiva, tanto pela possibilidade de apresentar os produtos a novos consumidores quanto pelas vendas realizadas durante os dois dias.
“Foi uma experiência muito positiva. Tivemos a oportunidade de apresentar nossos produtos para pessoas que ainda não conheciam a origem e o trabalho por trás deles, além de conversar diretamente com consumidores e abrir novos contatos. Para nós, esse tipo de feira ajuda muito na divulgação e na valorização do produto”, relata.
Outro expositor foi Eduardo da Silva, que representa a quarta geração de uma família produtora de goiaba em Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná. Durante a feira, ele comercializou goiabas in natura em unidades e em embalagens próprias dos produtos com Indicação Geográfica.
Para Eduardo, as vendas ficaram acima do esperado. “Foi uma feira bem produtiva, de dois dias, e além do esperado em questão de comercialização. Geralmente a gente leva uma quantidade pequena de caixinhas, mas dessa vez levamos uma quantidade maior e conseguimos comercializar em torno de R$ 1,8 mil. Foi quase o dobro das feiras normais”, conta.
Além das vendas, o produtor destaca os contatos feitos com potenciais compradores. “Tive algumas conversas com empórios da região que tiveram interesse na fruta. A gente só fica parado na questão logística, mas esperamos que isso ajude a melhorar bastante”, afirma.
Para Marcos Borges, representante da Olho Embutidos, que produz a linguiça Blumenau, a feira foi uma oportunidade de apresentar o valor da Indicação Geográfica e trocar experiências.
“Todos que visitaram nosso espaço conheceram de perto o valor da nossa Indicação Geográfica e trocaram experiências incríveis conosco. A visibilidade que o evento proporciona reforça nosso compromisso com a qualidade, a origem e a tradição do nosso produto”, diz Borges.
Franciele Rechembach Haselbauer, da queijaria Encantilado, produtora de queijo colonial de Manfrinópolis, no sudoeste do Paraná, destaca a importância de apresentar o produto a consumidores de outras regiões.
“É importante que aconteçam esse tipo de evento para levarmos nosso produto para fora, divulgando além da nossa região e buscando reconhecimento e valorização. Muitas pessoas ainda não conhecem o queijo colonial do Sudoeste do Paraná, e a feira é uma vitrine para apresentar o produto e contar a nossa história”, declara Franciele.
Já Marcos Venturin, produtor do Mel de Melato da Bracatinga, em União da Vitória, ressalta o resultado das vendas e a abertura de novas oportunidades comerciais.
“Superou totalmente as expectativas. Foi excelente em contatos e vendas. A gente vê que as feiras são muito importantes para a divulgação do produto, para as pessoas conhecerem e terem informação sobre o que é o melato da bracatinga”, conta Venturin.
Produtos com IG chegam a restaurantes de Curitiba
A programação do Sou Sul terá continuidade com o movimento “Tem IG no Prato, na Taça e na Xícara”, que será realizado entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, em restaurantes e cafeterias de Curitiba. A iniciativa levará produtos com Indicação Geográfica (IG) para pratos, bebidas e preparações especiais, ampliando o contato do público com os sabores e as histórias dos territórios de origem.
O público poderá experimentar preparações com ingredientes como carne de onça e broa de centeio de Curitiba, morango e café do Norte Pioneiro, melado de Capanema, goiaba de Carlópolis e bala de banana de Antonina.
Entre as opções, estão o hambúrguer de Porco Moura com molho feito com goiaba de Carlópolis e broa de centeio de Curitiba, no Trama Restaurante; o cappuccino e o cold brew preparados com melado de Capanema, no Per Tutti Café; e a sobremesa com morango do Norte Pioneiro e camomila de Mandirituba, também no Trama.
A programação inclui ainda preparações com carne de onça de Curitiba em estabelecimentos como Bar do Alemão, Burguer Bar, Casa Mauá e Jabuti, além de opções com café do Norte Pioneiro em cafeterias participantes.
A ação dá continuidade à aproximação entre produtores e o setor gastronômico iniciada durante a Feira Sou Sul e amplia as possibilidades de os produtos com IG chegarem a novos consumidores.
Confira todos os estabelecimentos participantes: Baba Bistrô Árabe, Bar do Alemão, Barbaran, Broto Café, Burguer Bar (Juvevê e Xaxim), Cantina do Délio (Batel e Itupava), Casa Mauá, Jabuti, Padaria América, Per Tutti, Royalty Café, Sambiquira, Trama Restaurante e Tekoa,

“Colagem Continuada” reúne 19 artistas em nova exposição da Bienal de Curitiba

Nova mostra na Sala Adalice Araújo, na SEEC, apresenta obras que partem da colagem como forma de pensamento. Com isso, aproximam imagens, materiais, histórias e diferentes gerações da produção contemporânea.
Curitiba, agosto de 2026 | Como dar um nome para algo que é uma novidade mas sempre esteve aqui? Recortar, aproximar, sobrepor, deslocar, justapor, aglutinar. Uma imagem retirada de seu contexto encontra outra; um fragmento aparentemente sem importância ganha novo sentido quando muda de lugar; tecidos, papéis, fotografias, pinturas e referências de tempos distintos passam a compartilhar uma mesma superfície. É desse princípio, tão simples quanto radical, que parte “Colagem Continuada”, nova exposição da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba - LIMIARES, que inaugura dia 17 de setembro, às 17 horas, na Sala Adalice Araújo, espaço da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) que integra as sedes do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná).

Com curadoria de Jhon Voese e Mário de Alencar, a mostra reúne 19 artistas e expande a ideia de colagem para além de uma técnica artística. Aqui, colar também significa aproximar pessoas, pensamentos, referências e modos de fazer. A própria construção da exposição é entendida pelos curadores como uma operação de montagem: artistas que já desenvolviam suas pesquisas encontram obras produzidas em outros momentos, pessoas entram no projeto ao longo do percurso e novas relações aparecem justamente porque elementos inicialmente separados passam a conviver. “O ato de curar uma exposição aqui é encarado como um ato de colagem”, escreve Jhon Voese no texto curatorial. “Colagem é o impacto fulminante do passado com o futuro”, escreve Mário de Alencar completando. Para eles, uma mostra também nasce dessa sucessão de encontros: “A ideia que se justapõe a outra e que faz nascer um projeto”, ou “A colagem não começa, e a colagem nunca termina. A colagem continua…”

A exposição apresenta trabalhos de Alexandre Cruz Sesper, Alysson Mazzochin, Ana Camargo, André Bergamin, Annette Skarbek, Arnaldo Baptista, Bia Franzolin, Bomju Coelho, Castrenhos (Gabriel Castro), Dedé Ribeiro, Emerson Persona, Guilherme Lepca, Joana de Lima, Juan Pablo Mapeto, Lucas Fier, Marilene Ropelato, Mário de Alencar, Moira Lacowicz e Yara Osman. Embora reunidos pela colagem, os artistas não obedecem a uma fórmula única. A força da mostra está na multiplicidade de procedimentos. Papel encontra tecido; imagens extraídas de enciclopédias ou antigas ilustrações são deslocadas, transferidas e transformadas; recortes acrescentam volume à pintura; restos, rasgos e sobras deixam de ser descarte para assumir protagonismo. Em outros trabalhos, é a própria associação entre imagens e ideias que funciona como colagem.

Essa diversidade também impede que o gênero seja reduzido à sua aparência mais conhecida. Colagem não é simplesmente recortar uma figura e colocá-la sobre outra superfície. É um modo de pensar por aproximações, rupturas e recombinações. Uma imagem pode esconder parcialmente outra sem apagá-la; materiais carregam suas próprias memórias; aquilo que estava destinado a desaparecer reaparece ocupando uma posição completamente diferente. Colagem são as sobras do almoço dentro de um pote plástico. Colagem é a revista recortada, a fita cassete copiada, o filme pirateado, a farofa de domingo e a roupa velha costurada.

A história da colagem acompanha alguns dos momentos mais transformadores da arte moderna e contemporânea. Picasso e os cubistas incorporaram fragmentos da vida cotidiana às obras; os dadaístas fizeram do corte e da montagem instrumentos de crítica; artistas como Hannah Höch utilizaram imagens da imprensa para desmontar e reconstruir visualmente a sociedade de seu tempo. Mais tarde, procedimentos semelhantes atravessariam o Fluxus, a pop art e inúmeras experiências que dissolveram as fronteiras entre pintura, fotografia, objeto, palavra e vida cotidiana.

Os curadores recuperam essas referências sem transformá-las em uma genealogia rígida. Duchamp, Picasso, Matisse e Hannah Höch aparecem em seu texto ao lado de artistas brasileiras e de experiências posteriores justamente porque a própria história da arte também pode ser percebida como uma colagem. São ideias que se acumulam, se contradizem, são retomadas e modificadas.

No Brasil, essa lógica encontra terreno particularmente fértil. Os curadores mencionam um universo “articulado, colado por Rosanas, Reginas e Lygias”, evocando uma produção que historicamente desafiou separações entre objeto e experiência, arte e cotidiano, matéria e participação. “A colagem não para, a colagem só cresce, o de cima esconde o que o de baixo tece”, parafraseia Voese. Ao que de Alencar completa: “Seria ela uma técnica que surge diante dos excessos visuais e do lixo gráfico criados pela Revolução Industrial? Talvez uma ferramenta conceitual fabricada pelos modernistas para remover o verniz de seriedade da arte. Ou possivelmente algo muito mais ancestral e onipresente na cultura humana: um gatilho para a apropriação daquilo que vem de fora, um mecanismo para transformar o outro naquilo que é nosso”.

Nesse ponto que a exposição encontra LIMIARES, conceito da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba. Se esta edição investiga fronteiras em transformação entre humano e tecnológico, material e imaterial, natureza e cultura, passado e futuro, a colagem opera naturalmente nessas zonas intermediárias.

Uma fotografia antiga torna-se material contemporâneo. O retalho carrega a memória do tecido ao mesmo tempo em que integra outra composição. Uma imagem perde sua função original e passa a produzir novos sentidos. Cada fragmento permanece sendo aquilo que era e, simultaneamente, torna-se outra coisa ao entrar em relação com os demais.

“Quando iniciei eu tinha uma ideia, mas a ela foram sendo coladas novas”, afirma Voese. “É impossível ter uma ideia que não seja fruto de uma colagem daquilo que se tinha e daquilo que veio”. Alencar reflete: “Porque, no fim das contas, essa é a pergunta que precisamos responder: qual o papel da colagem brasileira, pautada na antropofagia vanguardista e no caldeirão de misturas que é nossa cultura, para a arte contemporânea? A resposta é fácil, contudo: Colagem é aquilo que chamarmos de colagem”.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. Patrocínio: Aurora Coop. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea.

FICHA TÉCNICA
Curadoria: Jhon Voese e Mário de Alencar
Coordenação de projeto: Ana Camargo e Jhon Voese
Design: Mário de Alencar
Expografia: Ana Camargo e Jhon Voese

Agradecimentos: Asa Basa, Lucas Velloso, Alan Amorim, Bomju Coelho, Clube da Colagem e Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC Paraná.

Artistas: Alexandre Cruz Sesper – @_sesper | Alysson Mazzochin – @bettercallpuff | Ana Camargo – @ana.carolcamargo | André Bergamin – @andre.bergamin | Annette Skarbek – @annetteskarbek | Arnaldo Baptista – @arnaldobaptistaoficial | Bia Franzolin – @_biafranzolin.art | Bomju Coelho – @bomju_coelho | Castrenhos (Gabriel Castro) – @castrenhos | Dedé Ribeiro – @dederibeiro | Emerson Persona – @emersonpersona | Guilherme Lepca – @lepca.art | Joana de Lima – @joanadelima | Juan Pablo Mapeto – @juanpablomapeto | Lucas Fier – @lucasfier | Marilene Ropelato – @marilene_ropelato | Mário de Alencar – @mariodealencar | Moira Lacowicz – @moira.lacowicz | Yara Osman – @yaraosmanyaya

SERVIÇO
16.ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES
Exposição: Colagem Continuada
Curadoria: Jhon Voese e Mario de Alencar
Local: Sala Adalice Araújo – Secretaria de Estado da Cultura / MAC Paraná Rua Ébano Pereira, 240, Centro

Patrocínio: Aurora Coop

Abertura: 14 de setembro
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h
Entrada gratuita

Mais informações:
@bienaldecuritiba
www.16bienaldecuritiba.org

Cerâmica molda novos objetos para a casa

A cerâmica vem ganhando espaço no design de interiores e aparece em diferentes objetos que ajudam a construir a identidade dos ambientes. Bowls, luminárias, esculturas, castiçais, centros de mesa, pratos e objetos de parede são alguns exemplos de como o material pode ser incorporado à casa.

Além da beleza, a cerâmica acrescenta textura, forma e personalidade à decoração. Peças com desenho marcante podem funcionar como pontos de destaque, enquanto objetos menores ajudam a criar composições mais interessantes em mesas, estantes e aparadores. Entre acabamentos, cores e formas, o material também permite misturar referências e trazer mais design para o cotidiano.

Vasos de acabamento artesanal da FITZ

Com formas alongadas, alças marcantes e acabamento em tons terrosos, os vasos que chegam à FITZ combinam presença escultórica e uma estética de inspiração artesanal. Dispostos em diferentes alturas, as peças podem ser usadas tanto individualmente quanto em composição, trazendo textura e personalidade para ambientes.

Disponíveis na FITZ, em Pinheiros, os vasos integram a seleção da marca, que reúne mobiliário, objetos e peças para a casa com olhar voltado ao design e à curadoria.

Acervo Jorge Feitosa – vaso cornucópia de cerâmica vintage Brasileira C. 1960

Com formato de cornucópia, símbolo de abundância inspirado em um chifre curvado, este vaso de cerâmica artística brasileira, produzido por volta dos anos 1960, combina uma silhueta orgânica a um relevo geométrico que percorre toda a superfície. O esmalte em tons de ocre, caramelo e marrom café valoriza a textura e reforça o desenho da peça. Selecionado por Jorge Feitosa para o acervo, o vaso mostra como a cerâmica pode assumir um papel de destaque na decoração, trazendo forma, textura e história para os ambientes.

Vaso Elementos - estudiobola

Com desenho minimalista e esmalte reativo, o vaso Elementos, do estudiobola, explora a relação entre forma e matéria. Durante a queima, o calor provoca variações na superfície, criando texturas e nuances que fazem com que cada peça tenha um resultado próprio. O volume de linhas contidas contrasta com a pele marcada pelo processo cerâmico, dando ao vaso uma presença escultórica que combina com diferentes composições de interiores.

Coleção Vector, Inge Simonis na 6F Decorações

A coleção Vector, assinada pela designer holandesa Inge Simonis e comercializada com exclusividade pela 6F Decorações, explora a cerâmica como matéria-prima central para a criação de objetos de forte presença escultórica. A partir das possibilidades plásticas do material, a designer trabalha volumes, geometrias e linhas precisas, criando peças de linguagem contemporânea. A cerâmica deixa de ser apenas suporte e passa a definir a própria identidade da coleção, valorizando textura, forma e o caráter artesanal de cada objeto.

Coleção Orquídea, da Les Ottomans, na 6F Decorações

Assinada pelo influenciador Marcelo Antunes, a coleção Orquídea, da Les Ottomans, leva a exuberância da flora brasileira à mesa. Importadas com exclusividade pela 6F Decorações, as louças são produzidas em cerâmica italiana e recebem pinturas de orquídeas, folhagens e elementos tropicais em uma paleta vibrante, que traduz o olhar maximalista da marca. A coleção marca a parceria entre o criativo brasileiro e a Les Ottomans, unindo referências da natureza tropical à tradição artesanal italiana.

Tecline e a mesa Antigua assinada por Arthur Casas

A Tecline apresenta a Mesa Antigua, assinada pelo arquiteto Arthur Casas, que parte de um azulejo cerâmico desenhado originalmente para revestimento de parede. Na peça, os azulejos são organizados em um mosaico horizontal e formam o tampo, criando um desenho contínuo marcado pelo relevo e pelo acabamento areia matte. A estrutura fina em aço galvanizado completa a composição e deixa o trabalho artesanal da cerâmica em evidência. O resultado leva um elemento de arquitetura para o mobiliário de forma simples e bem resolvida.

Vasos de cerâmica da Breton Casa

Na coleção de vasos de cerâmica da Breton Casa, a cerâmica não busca a perfeição, busca o gesto. Curvas, relevos e pequenas assimetrias revelam o caminho das mãos sobre a matéria e fazem de cada vaso uma peça singular. Com volumes quase escultóricos e a argila assumindo seu protagonismo, os vasos da Breton Casa colocam o fazer artesanal em primeiro plano e traduzem uma linguagem cara à marca: o design brasileiro feito com identidade, autoria e alma.

Na Mostra Artefacto Curitiba, Ornare integra loft de Jayme Bernardo que traduz maturidade em conforto e design

Foto: Jayme Bernardo

Ornare, marca global referência em mobiliário de alto padrão sob medida, está presente na edição 2026 da Mostra Artefacto Curitiba, que neste ano traz o tema “Maturidade”. O ambiente é a vitrine assinada pelo escritório Jayme Bernardo Arquitetos, denominada “Vida Plena”, que fica em exposição por três meses, após a abertura da Mostra na cidade - no dia 20 de agosto, localizada na Rua Comendador Araújo, 672, no Batel.

São mais de 95 m² de um loft onde a sofisticação e o design predominam, trazendo uma ressignificação do tema para o público. Segundo o arquiteto Jayme Bernardo, “maturidade” não se relaciona com a idade. “É uma fase da vida sem data para acontecer. Precoce ou tardia, terá o seu valor. Ela se materializa no conforto, em decisões assertivas nos objetos que nos cercam, nas texturas e nas cores. Não existe padrão, mas sim uma sensação de bem-estar.”, comentou.

No projeto, o closet Wall System da Ornare aparece como uma das principais soluções do ambiente. O sistema permite uma composição contínua e versátil, integrando painéis, prateleiras, gaveteiros, sapateiras e acessórios de forma precisa. O resultado reforça a proposta de um espaço funcional, sofisticado e conectado à ideia de maturidade como escolha consciente de conforto e organização.

“Estar na Mostra Artefacto Curitiba em um projeto assinado por Jayme Bernardo reforça a conexão da Ornare com a arquitetura autoral e com profissionais que traduzem o alto padrão em experiências completas”, comentou o CEO nacional da Ornare, Pitter Schattan.

A presença na mostra também reforça a atuação da Ornare em Curitiba, onde a marca mantém o showroom na Al. Dr. Carlos de Carvalho, 555, consolidando sua relação com arquitetos, designers e clientes da região.

Erva-mate e a história de Curitiba são temas de aula-passeio gratuita no Shopping Estação

Atividade conduzida por Rogério Bealpino acontece no dia 26 de agosto, no Museu Ferroviário, e aborda a influência do ciclo da erva-mate na formação da capital paranaense.

Muito antes de se tornar um dos símbolos da cultura do sul do Brasil, a erva-mate teve papel fundamental na economia e no desenvolvimento do Paraná. Especialmente entre os séculos XIX e início do XX, a produção e a comercialização do chamado “ouro verde” movimentaram a economia paranaense, impulsionaram o surgimento de engenhos, estimularam o comércio e contribuíram para o crescimento e a transformação urbana de Curitiba.

Essa relação entre a erva-mate e a formação histórica da capital será tema de uma aula-passeio gratuita no Museu Ferroviário, localizado no Shopping Estação. A atividade acontece no dia 26 de agosto, às 19h, e será conduzida por Rogério Bealpino.

Dentro da antiga Estação Ferroviária de Curitiba, hoje preservada como Museu Ferroviário, que o público poderá conhecer um pouco mais dessa trajetória. A experiência permite observar essa história no próprio espaço em que parte dela aconteceu. Integrado ao Shopping Estação, o Museu preserva elementos da antiga estação e mantém viva a memória da ferrovia. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo aplicativo Podi. Os participantes ainda vão ganhar um mimo especial.

Serviço
Aula-Passeio com Rogério Bealpino
A Erva-Mate na Formação Histórica Curitibana
Data: 26 de agosto
Horário: 19h
Inscrições: gratuitas, pelo aplicativo Podi.
Local: Museu Ferroviário - Shopping Estação
Endereço: Av. Sete de Setembro, 2.775 – Rebouças, Curitiba

Imagem: divulgação Shopping Estação

Artefacto Curitiba celebra 50 anos com Mostra 2026

Com o tema “Maturidade”, nova edição reúne nomes da arquitetura e do design de interiores, apresenta a coleção Edition 2026 – Cosmos e marca um novo momento da operação da marca na capital paranaense.

No ano em que celebra cinco décadas de história, a Artefacto anuncia a Mostra Curitiba 2026, que tem como tema “Maturidade”. A edição reúne renomados arquitetos e designers de interiores convidados a desenvolver ambientes autorais que traduzem diferentes interpretações sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas — e seus reflexos na evolução do morar contemporâneo.

Em Curitiba, o conceito ganha um significado particular. A abertura da Mostra coincide com um importante momento de expansão da operação local, marcado pela aquisição da Villa Margarethe, um dos casarões históricos da Rua Comendador Araújo. Construída em 1917, a residência integra a memória arquitetônica da capital paranaense e passa a fazer parte de um novo capítulo da presença da marca na cidade.

A incorporação de um imóvel centenário à operação estabelece um diálogo natural com o tema da Mostra. Maturidade, neste contexto, também se traduz na valorização do tempo, da memória e da permanência, abrindo novas possibilidades a partir de uma história já construída. A expansão reforça a presença da Artefacto no mercado paranaense e integra o atual ciclo de investimentos da empresa em endereços estratégicos no país.

Mais do que uma exposição de arquitetura e interiores, a Mostra reafirma um dos pilares construídos pela Artefacto ao longo de sua trajetória: o estreito e bem-sucedido relacionamento com os profissionais locais. Nesta edição, os ambientes exploram diferentes perspectivas sobre a maturidade, valorizando escolhas conscientes, identidade, memória, autenticidade e permanência — conceitos que dialogam tanto com as novas formas de morar quanto com o momento vivido pela própria marca em seu cinquentenário.

Em paralelo, a Artefacto apresenta a Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a coleção reúne móveis marcados por linhas puras, volumes definidos e proporções exatas, em um equilíbrio entre forma, técnica e função. A pesquisa de materiais combina pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça em peças de presença serena, concebidas para atravessar o tempo e permanecer relevantes.

“Celebrar 50 anos é reconhecer nossa trajetória e continuar olhando para o futuro. Em Curitiba, esse movimento ganha um significado especial com a Villa Margarethe, um imóvel que carrega mais de um século de história. Sua incorporação à operação da Artefacto dialoga com o tema Maturidade e reforça nossa presença na cidade. É também um gesto para Curitiba, um presente que valoriza e ajuda a preservar sua memória”, declara Paulo Bacchi, CEO da Artefacto.
Da Villa Margarethe
A Villa Margarethe está inserida no Conjunto Urbano da Rua Comendador Araújo, oficialmente tombado pelo Estado do Paraná em 2004. Pela qualidade de sua arquitetura e estado de conservação, é considerada um dos exemplares residenciais remanescentes mais representativos da Curitiba das primeiras décadas do século XX, período em que a prosperidade da erva-mate e o avanço da indústria contribuíram para transformar a paisagem urbana da cidade.

Erguida originalmente para Oscar Charles Mueller, a residência recebeu o nome Villa Margarethe em homenagem à sua esposa, Margarethe Lepper. O imóvel remonta ao período de prosperidade econômica impulsionado pela erva-mate e preserva características da arquitetura residencial da Curitiba do início do século XX, reunindo referências do Art Nouveau, ecletismo europeu e da arquitetura germânica.

Segue abaixo os ambientes da Mostra.

Ana Letícia Virmond / @analeticiavirmond

Serenidade conquistada ao longo da vida: é assim que Ana Letícia Viermond define maturidade. Experiência que se transforma em repertório e conduz a escolhas conscientes e assertivas. O projeto Casa Lounge traduz essa ideia em um espaço gourmet que convida a desacelerar, compartilhar momentos e celebrar o prazer das boas escolhas. Para Ana, o verdadeiro luxo está no que permanece, no que desperta emoções e, acima de tudo, resiste ao tempo. Como os móveis. Cada um deles respeitando a essência da Artefacto e valorizando a excelência técnica e artesanal de seus produtos. A integração entre as áreas, por exemplo, é plena e natural, favorecida pelo módulo Lounge, peça protagonista, que segundo a profissional sintetiza o próprio conceito do projeto, ao colocar arte, matéria e permanência em perfeita harmonia. Nos demais móveis, materiais como madeira, mármore, tecido e couro reforçam a sensação de atemporalidade, enquanto o desenho limpo evidencia a simplicidade das formas. Como ocorre, por exemplo, com a mesa de jantar Jud, a cadeira Lille, a banqueta Hara e a poltrona Calix que se unem ao lounge em uma composição equilibrada onde cada detalhe dialoga com o todo.

André Bertoluci / @andrebertoluciarquitetura

Maturidade é compreender que o tempo e o silêncio revelam a essência das coisas. Fiel à máxima, Living & Convívio, projeto de Andre Bertolucci reflete exatamente isso: espaços que não seguem tendências, mas que acolhem histórias, fortalecem vínculos e permanecem atuais pela verdade de cada escolha. Para o arquiteto, o tempo não diminui o valor das coisas, mas as revela. Uma visão que se materializa em uma sequência de ambientes – living, sala de jantar, lounge e estar bar – que traduzem diferentes momentos da convivência: receber e compartilhar. Privilegiando materiais naturais – madeira, mármore, fibras naturais e cerâmica artesanal – a atmosfera é serena e atemporal. A iluminação combina luz natural, filtrada pelas cortinas, com camadas de iluminação artificial, reforça a sensação de permanência e bem-estar. Escolhido pela sua capacidade de equilibrar design e longevidade, o mobiliário traz como destaque o módulo Evans e o sofá Direc, coluna de jantar Sabang e poltronas como a Mayu e a Arua. Entre todas as peças, porém, a poltrona Arua, ocupa lugar especial no projeto, por sua linguagem, a um só tempo, artesanal e contemporânea.

Angela Chinasso Arquitetura / @angelachinasso

O projeto de Angela Chinasso e Carlos Reichmann é quase uma licença poética: transformar o sótão em uma suíte com três ambientes –quarto de vestir, sala de banho e hall de distribuição–, no qual a habilidade da profissional se revela na liberdade criativa e na harmonia entre espaço e indivíduo. A luz natural que entra pelas mansardas foi preservada, mantendo paredes e tetos brancos para dar respiro aos olhos e permitir que cores, texturas e mobiliário assumam protagonismo. Para a dupla, a maturidade pode ser definida como o silêncio do excesso e a permanência do essencial e o projeto confirma a tese.

Escolhido não apenas pelo seu componente estético, mas pela capacidade de emocionar e criar vínculos, o mobiliário traz peças de perfil atemporal e dimensões compatíveis com as dimensões do ambiente, tais como o buffet Kep e a coluna de jantar Maniang, que organizam e equilibram o espaço; a cabeceira Talalla que imprime continuidade ao quarto, sem obstruir a entrada da luz natural; a mesa de centro Pandia e a mesa componível Kentar: móveis que funcionam como pontos de apoio versáteis, capazes de se adaptar a diferentes momentos.

Ary Jacobs e Renan Mutao / @architetonika

Tempo Vivo, loft com jardim, que leva a assinatura da dupla Ary Jacobs e Renan Mutão, nasce da compreensão de que amadurecer não é imobilidade, nem apego ao passado. Mas sim a segurança de acolher o novo sem perder a identidade. Para os arquitetos, maturidade é permitir que o tempo nos transforme sem apagar aquilo que nos identifica. Dessa forma, integrando living, suíte e varanda, o espaço traduz essa filosofia ao criar uma base sólida sobre a qual novas histórias possam ser incorporadas. E revelando por meio do confronto de épocas, linguagens e estilo, que a verdadeira sofisticação está na continuidade e na autenticidade. A paleta de tons terrosos, marrons profundos e nuances minerais é pontuada por verdes intensos e inesperados. A iluminação em camadas valoriza volumes e texturas, destacando obras e objetos, enquanto zonas de luz e sombra reforçam o caráter cenográfico. Selecionado com critério, o mobiliário, integralmente especificado para compor essa atmosfera, traz móveis como o módulo Coltrane e a cama com cabeceira Talalla. Peças escolhidas pela capacidade de atravessar diferentes momentos, sem perder relevância.

Camila Picoli / @volarque

Um espaço que acolhe, desperta os sentidos e transforma a arquitetura em cenário de memórias, encontros e escolhas que permanecem. Assim pode ser definido Essência: quarto criado por Camila Picoli que traduz maturidade como a expressão do tempo vivido com significado. Uma ideia que se manifesta por meio de escolhas precisas – uma paleta de cores neutra e terrosa, a iluminação indireta e cênica – além de uma profusão de texturas, que ajudam a transformar o ambiente em uma autêntica experiência sensorial. Especificado para sustentar essa visão de sofisticação, o mobiliário marca presença, mas sem excessos: o sofá Illi e a cama Brasília estabelecendo o eixo de conforto, acompanhados por mesas como a Boyang, Vide e Nambu, que oferecem um tipo de apoio a um só tempo funcional e elegante. A estante Apex organizando o espaço com leveza e precisão, enquanto peças como o banco Emile e a mesa bar Lena acrescentam versatilidade. Entre todos os móveis, porém, a poltrona Pollux ocupa lugar especial: seu desenho baixo sugere pleno acolhimento, enquanto um detalhe na parte posterior, em material distinto, a torna escultural sob qualquer ângulo.

Caroline Andrusko Arquitetos / @carolineandruskoarquitetos

Compreender que a verdadeira riqueza está naquilo que permanece. Nos vínculos que construímos, nas histórias que compartilhamos e nas memórias que levamos. Tudo isso é o que define a essência da maturidade, segundo a arquiteta Caroline Andrusko. O projeto Capítulos surge assim como uma celebração da passagem do tempo: um espaço que acolhe o presente e preserva o futuro. Mais do que um espaço residencial, o ambiente foi concebido para acolher experiências que atravessam o tempo: refeições compartilhadas, conversas prolongadas, risadas que fortalecem vínculos. A curadoria do mobiliário reforça essa percepção. Módulo Orfei, mesas de centro como a Jud e a caixa bar Manhattan traduzem leveza e atemporalidade. Em contraponto, peças de personalidade como a mesa de jantar Radix e a cama Tassel revelam expressão artesanal. Essa composição de contrastes, segundo Caroline, resume a própria maturidade: razão e sensibilidade, matéria e memória. Entre todas as peças, porém, a mesa Radix e as cadeiras Nori são, para ela, as que carregam maior significado: representam o gesto de compartilhar alimentos e fortalecer vínculos.

Cris Daros / @crisdaros_arquitetura

Silenciar o excesso para revelar o essencial: é nesse gesto que Cris Daros encontra a maturidade. O projeto O Tempo que Transforma traduz essa filosofia em dois ambientes que dialogam com fluidez e onde o luxo não se impõe, mas acolhe. living e estar íntimo/escritório se conectam em um exercício de amplitude e sofisticação. Mármore, camurça, boiserie e tecidos texturizados criam uma composição elegante que convida à contemplação, à pausa e ao habitar a melhor versão de si mesmo. A paleta em branco e verde, por sua vez, reforça a atmosfera de serenidade, enquanto a iluminação cenográfica transforma o espaço em um oásis de conforto e acolhimento. O sofá Evans surge como o coração do living, com suas proporções generosas e linhas limpas. As poltronas Mayu imprimem movimento ao espaço, com seu design giratório que permite múltiplas interações. A mesa lateral Stewart, com seu desenho preciso e acabamento refinado, funcionando como ponto de apoio e elemento escultórico. E por fim, o buffet Sanur, com suas linhas suaves e acabamento que valorizam a materialidade, tornando-se peça-chave para o equilíbrio visual do ambiente.

Deborah Nicolau / @deborahnicolau

No ano em que celebra seus 50 anos, Deborah Nicolau apresenta o Home DNA, um espaço que traduz a maturidade como processo contínuo de evolução. Mais do que um home theater, o ambiente é concebido como refúgio: um lugar de silêncio e emoção, de leitura e contemplação, de encontros e memórias. Para Deborah, maturidade é viver com intencionalidade, cultivar gratidão e continuar evoluindo sem perder a essência. O Home DNA é a materialização dessa visão particular: um ambiente que emociona hoje e que pretende continuar fazendo sentido amanhã.

As curvas percorrem o espaço em movimento contínuo, inspiradas na ideia do infinito. Nada termina em si mesmo; cada gesto conduz ao próximo e o mobiliário vem reforçar essa filosofia. O módulo Baco, peça central do projeto, com suas proporções generosas e encostos móveis, adaptando-se aos mais diferentes momentos: de uma conversa a dois aos filmes assistidos com os amigos. Ao seu redor, poltronas como a Wiggins e a Times, mesas de centro Boyang e Lena, além da estante Apex, compõem uma escultura viva, onde forma e função coexistem em perfeito equilíbrio.

Denise Ribas e Carolina Ribas / @deniselribas / @carollealribas

Na Suíte Permanência, Carolina e Denise Ribas, mãe e filha, celebram a maturidade como a capacidade de fazer escolhas conscientes e valorizar aquilo que resiste ao tempo. Para as arquitetas, o verdadeiro luxo está no que permanece: materiais que envelhecem com dignidade e que atravessam gerações sem perder relevância. No ambiente, o pé-direito elevado amplia a sensação de liberdade e bem-estar, enquanto a madeira, presente no forro, e nos painéis das paredes, aquece o ambiente. Aparente, a estrutura do telhado reforça a honestidade construtiva, enquanto linho, pedra, couro e um grande tapete revelam uma arquitetura que merece ser experimentada pelos sentidos. A paleta cromática privilegia tons terrosos, beges e off-white, criando uma atmosfera serena e atemporal, ao passo que o mobiliário traduz maturidade em estética. Móveis como o sofá Argand e a cabeceira Maschio selecionados por suas linhas orgânicas e atemporais, privilegiando conforto e permanência. A poltrona Coquile simbolizando o equilíbrio conquistado ao longo do tempo, enquanto o módulo e puff Baco complementa a experiência com versatilidade.

Elaine Zanon e Claudia Machado / @arquitetareoficial

Inspiradas pela busca de bem-estar e pela valorização da experiência cotidiana, Elaine Zanon e Claudia Machado, do estúdio Arquitetare, reafirmam, neste projeto, que a verdadeira maturidade na arquitetura é construir espaços que permanecem significativos, revelando sua força na essência, e não na quantidade de elementos. Reflexo da experiência acumulada pelas profissionais na criação de ambientes que reúnem sofisticação e acolhimento, o projeto não apenas atende às necessidades práticas, mas também promove contemplação e pertencimento.

Desenvolvido para valorizar proporção e equilíbrio, o mobiliário foi escolhido com base em seu design atemporal e potencial de permanência como o sofá Patong e poltrona Zac, estruturam as áreas de convivência, enquanto mesas como a componível Lang, e a lateral Moh, traduzem funcionalidade com elegância. Como grande destaque a poltrona Eiru sinaliza a herança oriental da composição. Vistos em conjunto, cada elemento, segundo as arquitetas, foi integrado ao projeto para reforçar a ideia de maturidade como legado ou, em outras palavras, das escolhas que resistem ao tempo e, ainda assim, permanecem relevantes.

Guilherme Bez / @studioguilhermebez

Guilherme Bez parte da ideia de que maturidade é ousar com equilíbrio. Assim, seu espaço foi concebido como uma experiência sensorial, inspirado na superfície lunar e em sua materialidade moldada pelo tempo. Cada relevo é memória, cada textura é registro de transformação. Imperfeições são celebradas como expressão de autenticidade. Tudo nele convida à contemplação: o olhar feminino impresso na cortina sugerindo pausa, o poema em homenagem ao fundador da Artefacto, Albino Bacchi, oculto atrás de uma cortina translúcida.

Reforçando a atmosfera intimista e acolhedora da composição, o mobiliário explora ciclos e permanência. O sofá Papillon, a mesa de jantar Eclipse, as poltronas Ricci e as mesas Louise evocam formas orgânicas e circulares, remetendo às fases da Lua.

A mesa lateral Louise Plissê, em forma de ampulheta, sugere a passagem do tempo, enquanto as molduras Orbit e Aka evocam o movimento dos astros. Entre todas as peças, porém, as molduras Orbit e Aka ocupam lugar especial no imaginário do arquiteto. Além de ampliar o espaço por sua reflexão, elas criam dramaticidade – itens essenciais em seus projetos.

Gustavo Scaramella / @gustavoscaramella

O ambiente Déco Privé, assinado por Gustavo Scaramella, é uma declaração de autenticidade. Com perfume art déco e mistura de épocas e estilos, o projeto não teme sobrepor camadas. As linhas retas da marcenaria funcionam como pano de fundo para obras de arte, mobiliário e objetos compondo uma atmosfera marcante. O jogo de cheios e vazios, texturas e cores imprime intensidade, sem recorrer a falsos neutros. Para o arquiteto, maturidade é autenticidade, ousadia, repertório e segurança. E Déco Privé reproduz essa visão em um espaço marcante, onde moda, arte e arquitetura se encontram para sugerir experiências.

A iluminação é cênica e acolhedora, resolvida em grande parte com peças decorativas que criam uma atmosfera intimista e sofisticada. Escolhido, em função de suas proporções e escala, móveis como a poltrona Moh, a estante Jeri, a mesa de centro Trieste e o buffet Kep compõem um layout fluido e elegante. Juntos, cada item dialoga com a proposta, imprimindo profundidade visual ao espaço e estimulando uma abordagem sensorial. Entre todos, porém, o sofá Direc ocupa lugar especial: versátil, ele é um dos preferidos do arquiteto nos mais diversos projetos.

Ivan Wodzinsky / @ivanwodzinsky

Definições claras, diretas e conscientes. Um espaço residencial com dimensões reais, compatíveis com o mercado atual. O trabalho de Ivan Wodzinsky parte da ideia de que maturidade está nas experiências e no entendimento mais profundo das situações, tanto na vida pessoal quanto no exercício da profissão. Para Ivan, maturidade é continuar trabalhando com a mesma dedicação e entusiasmo dos 20 anos. E essa visão se torna perceptível em cada detalhe deste projeto. Camurça, madeira, couro e microtexturas criam uma atmosfera acolhedora, em tons de bege e marrom, enquanto a iluminação, intimista, divide o protagonismo com a luminosidade intensa das janelas do ambiente. Restrito ao essencial, o mobiliário foi escolhido por sua atemporalidade e pela predominância de materiais naturais na sua confecção. Entre os destaques estão a coluna de jantar Turen, com tampo em mármore marrom imperial, a poltrona Tanah giratória, a escrivaninha Moya e a poltrona Hobie. No living, o sofá Nocmii, a poltrona Tanah e o aparador Delray formam o triângulo conceitual que, segundo o arquiteto, sustenta a harmonia da composição.

Jacy Ebrahim, Cymara Ebrahim Largura e Camila Ebrahim Largura / @ebrahimarquitetura

Chegar à 15ª participação na Mostra Artefacto Curitiba é, para as arquitetas Camila, Cymara e Jacy Ebrahim, um marco de maturidade e continuidade. E, para comemorar a data, nada melhor do que celebrar as raízes da marca por meio da presença simbólica de uma jabuticabeira: árvore que evoca memória e permanência. Assim, foi em torno dela, que o trio projetou um lugar de encontros. Um espaço integrado a uma área gourmet e a uma grande varanda, pensado para receber e reunir. E foi assim que nasceu o Café e Varanda. Um ambiente projetado para reconhecer raízes, preservar memórias e criar novas camadas de encontro e convivência.

Reforçando essa narrativa de tempo e legado, o mobiliário foi escolhido em função de sua atemporalidade e capacidade de atravessar gerações sem perder relevância. A poltrona Kamari, com seu desenho orgânico e proporções generosas, sugerindo momentos de contemplação. O banco Hara adicionando versatilidade e, por fim, arrematando a composição, dois móveis essenciais: a imponente poltrona Indiana e a cadeira Molu, inspirada na cadeira diretor, convidando ao convívio em torno à mesa.

Jayme Bernardo / @jaymebernardoarquitetos

Para Jayme Bernardo, a maturidade não tem hora marcada para chegar: é um estado de espírito que acaba sendo alcançado por todos, cedo ou tarde, mas sempre com enorme valor. No projeto Vida Plena, concebido pelo arquiteto para ocupar a vitrine, essa visão se materializa em um loft inspirado pela cidade eterna de Roma. Uma composição na qual painéis e cortinas setorizam o espaço, produzindo uma atmosfera, ao mesmo tempo, sofisticada e acolhedora. Enquanto a iluminação, pensada em camadas, coloca em destaque volumes e materiais, conferindo profundidade e dramaticidade ao conjunto.

Tal qual a capital italiana, trata-se de um espaço que convida a desacelerar e apreciar o belo e, no qual, o mobiliário ocupa papel-chave, ampliando a sensação de requinte: os módulos Opus e Baco estabelecendo o tom exato de conforto. As mesas de centro como a Tarakan e a Lux criando pontos de apoio permanentes. Enquanto, a cama Capricórnio e as cômodas Ray e Greta reforçam a ideia de permanência. E, por fim, a Caixa Bar Pietra que ocupa um lugar especial no projeto, perfeitamente alinhado ao ideal de maturidade perseguido pelo arquiteto.

Jocymara Nicolau / @jocymaranicolauarq

Neste projeto, que leva a assinatura de Jocymara Nicolau, a maturidade é entendida como a capacidade de reconhecer o valor do essencial e transformar escolhas conscientes em espaços relevantes. Inspirada pela cultura nórdica, Jocymara valoriza o luxo silencioso: materiais naturais, conexão com a natureza e escolhas que transcendem tendências. Tal como ocorre no desenho neste loft, no qual a iluminação, desenvolvida por meio de automação, permite diferentes cenários que revelam camadas da arquitetura e transformam a percepção ao longo do tempo.

Pensado com base na sua capacidade de dialogar com a arquitetura, a escolha do mobiliário reforça a intenção de criar um ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo, duradouro. Entre os destaques, estão o contemporâneo módulo Kadan – em versão atualizada que ampliou ainda mais as suas possibilidades de configuração –, a coluna de jantar Mulligan com tampo em cristal, a mesa de centro Lamai, de mármore, e a cama Zafra, com suas formas curvas e leveza visual. Entre todas elas, para a arquiteta, a cadeira Etta tem lugar especial. Segundo ela, por conta do equilíbrio e da precisão de seu desenho.

Juliana Meda / @julianamedaarquiteta

Juliana Meda entende maturidade como respeito ao tempo, às pessoas e às escolhas. Uma ideia que se materializa em um lounge concebido para convivência e criação e onde arquitetura e relacionamento se entrelaçam de forma natural. Em síntese, um espaço de trabalho pensado para receber clientes, promover encontros e apresentar projetos, transformando a convivência em eixo central da composição. Concebida em camadas, a iluminação valoriza texturas e reflexos, tendo por base uma combinação de madeira, mármore, couro e tecidos naturais, em permanente diálogo com os tons de vinho e de verde que envolve o espaço. No coração do ambiente, uma ampla ilha de mármore dialoga com a mesa Arco, apresentando o móvel como símbolo de convivência. Ao redor desse núcleo, diferentes atmosferas se revelam: o sofá Geta, as poltronas Nyx e a chaise longue Harrison oferecem acolhimento e pausa, enquanto mesas como Lena, Lux e Giocco imprimem versatilidade e sofisticação. Arrematando a composição, a escrivaninha Regia, acompanhada da poltrona Solis, configuram o espaço criativo, enquanto a caixa bar Pietra amplia a experiência de receber.

Larissa Galindo Arquitetura / @larissagalindoarq

Determinados espaços se limitam a abrigar, outros, a respirar. O Loft Equilíbrio, assinado pela arquiteta Larissa Galindo, nasce dessa intenção: ser um lugar para reunir, contemplar e permanecer. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, o ambiente propõe devolver ao corpo a calma e à mente o equilíbrio. Para a profissional, maturidade é ter segurança para propor aquilo em que realmente acreditamos. O Loft Equilíbrio surge como materialização dessa ideia: um espaço que não remete apenas ao tempo, mas sobre como escolhemos vivê-lo. Como fio condutor, a própria matéria: o linho, que ganha personalidade com o uso; o revestimento das paredes, que celebra as marcas do tempo em vez de tentar escondê-las; e as pedras, que carregam em sua origem milhares de anos de existência. São escolhas que não almejam a perfeição, mas a autenticidade, assim como os móveis: o sofá Blossom, a poltrona Zac, a coluna de jantar Tibau e a cadeira Batar com suas proporções equilibradas e elegância silenciosa. A mesa componível Paloh e os bancos Kalao e Kawe, projetos adaptáveis às diferentes fases da vida, mas sem nunca perder significado.

Lisiê Pissetti / @lisiepissettiarquitetura

Uma paleta de cores claras, enriquecida por texturas sobrepostas, criando uma sofisticação discreta, silenciosa, que não precisa de excessos para se afirmar. Uma iluminação pensada para ser parte da arquitetura: protagonista durante o dia, intimista à noite. Apresentando três atmosferas distintas – sala de jantar, living e refúgio – Permanência, ambiente assinado por Lissiè Pissetti, é exatamente isso: um convite a ficar, a contemplar e a transformar o cotidiano em legado. Afinal, para ela, a maturidade está em valorizar o que permanece. Nesse contexto, a natureza se torna igualmente presente. Fibras naturais, pedras e vegetação compõem uma narrativa sensorial que celebra o tempo como aliado da beleza. Traduzindo acolhimento e permanência, o mobiliário reforça essa linguagem, por meio de suas formas fluídas e orgânicas: o sofá Nouvel, ponto de partida do projeto, com suas linhas arredondadas e estofamento em plumas de ganso. A coluna de jantar Sabang, a poltrona Luisa, o buffet Anyer, com as mesas componíveis Biak e Kentar, ao seu redor, construindo uma composição coesa e atemporal.

Luiz Mori Neto / @luizmorinetoarquiteto

Nas palavras do arquiteto Luiz Mori Neto, maturidade é olhar para trás. É reconhecer uma trajetória construída com disciplina e paixão. Mas, também olhar para frente e acreditar que os melhores projetos ainda estão por vir. Este escritório materializa essa filosofia: um ambiente que honra o passado, ousa nas cores e abre espaço para o futuro. Um espaço, a um só tempo clássico e contemporâneo, instalado em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, concebido sem a preocupação de ser arquitetonicamente correto. Mas, sim, a expressão genuína de um instante criativo. Reforçando este ideal de maturidade, o mobiliário foi selecionado com base na sua qualidade atemporal: a caixa bar Chet, a poltrona Armstrong, o cavalete Manuk, o puff Kallady, a cadeira Miarin, a mesa componível Kentar e o aparador Manui. Todos escolhidos pela precisão de seus desenhos e pela capacidade de unir funcionalidade e permanência. Segundo o arquiteto, peças essenciais para a construção de um espaço que não busca apenas atender às necessidades práticas do dia a dia, mas também traduzir identidade e emoção ao longo do tempo.

Priscilla Muller / @primuller.arq

Em Origem, projeto que engloba living, biblioteca e hall, Priscila Muller explora a maturidade como leveza e confiança. Para a arquiteta, amadurecer é aceitar que não temos controle sobre tudo e, ainda assim, viver com serenidade, reconhecendo quem somos e, principalmente, quem não somos. É também reconhecer os aprendizados ao longo da jornada, mas sabendo que nunca seremos completamente maduros. Reflexo dessas convicções, seu ambiente ousa nas escolhas, valoriza o silêncio e transforma o ato de habitar em uma experiência leve e altamente significativa.

A cor terracota domina a paleta, trazendo calor e intensidade, enquanto a iluminação suave, e delicada, reforça o caráter acolhedor. O mobiliário prima por sua capacidade de produzir conforto e oferecer acolhimento. Assim, o módulo e puff Pluma, as poltronas Calisto e Mios, as mesas de centro Pandia e Davis, além do banco Lucero, compõem um espaço pensado para o uso cotidiano e o bem-estar permanente. Entre todos os móveis, a poltrona Calisto ocupa lugar especial: moderna e exclusiva, segundo a profissional, é ela que confere uma personalidade singular ao conjunto.

Samara Barbosa / @arq_samarabarbosa

Em meio à velocidade e às urgências da vida contemporânea, Samara Barbosa apresenta um espaço criado para celebrar a convivência: o café servido sem pressa, a taça de vinho compartilhada, a conversa que se prolonga, o livro aberto sobre a mesa. Em Tempo de Encontro a maturidade se traduz na escolha de materiais que envelhecem com beleza, uma vez que, para a arquiteta, o importante é perceber que o tempo não tira valor das coisas; pelo contrário, ele revela aquilo que realmente importa. Selecionado para compor essa atmosfera de permanência e acolhimento, o sofá Piero estrutura o living com linhas generosas e curvas que convidam ao relaxamento, criando um eixo de conforto e convivência. As poltronas Harrison e Carrie, por sua vez, acrescentam personalidade: a primeira com imponência e proporções marcantes, a segunda com suavidade e versatilidade, permitindo diferentes formas de uso. Entre todas as peças, porém, a caixa bar Pietra é o móvel que traduz a essência do projeto. Mais do que mobiliário, ela simboliza hospitalidade e acolhimento, afinal, abrir suas portas para servir um café ou um vinho oferece sempre a oportunidade de um novo encontro.

Suelen Parizotto Arquitetos / @suelen_parizotto_arquiteta

Há momentos na vida em que a maturidade se revela como liberdade de viver de acordo com nossos próprios valores, sem precisar da aprovação dos outros. Foi com base nessa visão que a arquiteta Suelen Parizotto concebeu o Living Raízes: um espaço criado para traduzir autenticidade e pertencimento, que presta uma homenagem às histórias que nos moldam e às memórias que nos acompanham. Com base em uma paleta de cores sóbria –, em tons de marrom, fendi e café – e materiais como madeira, couro e tecidos naturais para reforçar a ideia de permanência e essencialidade.

Dando corpo a essa narrativa, a escolha do mobiliário evoca valores perenes e essenciais: o módulo Maddox e as poltronas Kan e Luna estabelecendo o tom de acolhimento. As mesas de apoio como a Fylla, Croma e Nambu oferecendo versatilidade e leveza. E, finalmente, a mesa de centro Grid, tomada pela arquiteta como peça de contemplação, com seu interior de vidro trabalhado, produzindo uma sensação de profundidade acentuada, e surpreendendo o olhar. Para Suelen, um exemplo perfeito do melhor design contemporâneo: sofisticado e capaz de atravessar o tempo.

Talita Nogueira / @talitanogueiraarquitetura

Entre Tempos – espaço residencial híbrido que reúne living, quarto e jantar – criado pela arquiteta Talita Nogueira, é uma declaração sobre liberdade e desapego. Inspirado em referências artísticas locais, como o quadro da artista Ju Maia, o projeto celebra a história como patrimônio maior. É um espaço que aponta a maturidade como autonomia: reconhecer que nossa trajetória, com suas camadas e memórias, é o que nos torna verdadeiramente independentes. Reforçando a narrativa de que a construção de um ambiente não deve se limitar a tendências passageiras, mas sim, traduzir repertório e história, o mobiliário assume papel protagonista. O sofá Eos estabelece o eixo de conforto, enquanto mesas como a Yego, Moon e Brass oferecem versatilidade e sofisticação. A cabeceira Mira e o aparador Arco reforçam a ideia de permanência tão cara à arquiteta, ao mesmo tempo em que a moldura Orbit cria um ponto de contemplação. Entre as peças preferidas da profissional, a mesa Shah, a cadeira Vimen e a poltrona Pol ocupam lugar especial: são escolhas recorrentes, que se tornaram quase assinaturas em seus projetos, traduzindo pertencimento e autenticidade.

Viviane Loyola Arquitetos Associados / @viviane_loyola

Para a arquiteta Viviane Loyola, a maturidade, traduzida na criação de espaços contemporâneos, está em compreender que a verdadeira sofisticação não está em perseguir o novo indistintamente. Mas, sim, aquilo que, de fato, permanece. Em criar espaços que acolhem, equilibram elegância e conforto e, acima de tudo, continuam fazendo sentido ao longo do tempo. Tal como neste refúgio integrado – com living, jantar e suíte –, que celebra a chegada da maturidade não como um marco cronológico, de passagem do tempo, mas como conquista de um olhar mais atento e consciente sobre a vida. Um olhar capaz, por exemplo, de selecionar, em meio ao acervo Artefacto, os móveis mais afinados com a linguagem atemporal e as proporções equilibradas do seu projeto. Como o sofá São Paulo que organiza a área de estar, acompanhado pelas mesas de centro Ginza e Pandia e pelas mesas laterais Halston e Ginza. Assim como, no dormitório, a cabeceira Piet, a cômoda Ray e a mesa de cabeceira Berge que reforçam a ideia de permanência. Sem esquecer, claro, da mesa de jantar Circa que ocupa papel central na composição, sinalizando a troca de experiências e a construção de memórias.

Wolfgang Schlögel / @wolfgangschlogelpaisagista

No trabalho de Wolfgang Schlogel, maturidade significa respeito. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Essa visão se reflete em seus projetos paisagísticos, concebidos para valorizar o que já existe na natureza e, quando necessário, apenas complementar com sensibilidade. Em seu jardim – que reúne espelho d'água, vegetações diversas, deck em madeira, vasos, esculturas, além de um painel artístico em cerâmica –, rochas e tons terrosos reforçam a conexão com a natureza, enquanto o verde predomina como cor essencial. A iluminação, pontual e calma destaca elementos-chave, criando uma atmosfera serena e acolhedora, adaptada aos mais diversos momentos.

Sintonizado com a proposta do paisagista, o mobiliário outdoor foi escolhido pela sua qualidade construtiva e capacidade de compor o projeto, sem no entanto interferir na leveza geral da composição. Entre os destaques módulos como o Zazah; poltronas como a Gap; e mesas de centro como a Lexter. A poltrona Calisto, porém, ocupa lugar especial: sua transparência e delicadeza permitem uso direto sobre o gramado, integrando-se, como poucas, ao desenho da área.

Serviço

Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 / Curitiba

Artefacto celebra 50 anos e novo momento em Florianópolis

A Artefacto reuniu arquitetos, designers de interiores, convidados e nomes da cena catarinense para a abertura da Mostra Artefacto Florianópolis 2026, em uma noite que marcou as celebrações dos 50 anos da marca e um novo capítulo de sua presença em Santa Catarina.

Com o tema “Maturidade”, a edição propõe um olhar sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas, traduzidos em ambientes autorais assinados por profissionais da arquitetura e do design de interiores. A proposta ganha significado especial justamente no ano do cinquentenário da Artefacto, ao estabelecer um diálogo entre trajetória, identidade e as novas formas de morar.

A noite também celebrou a expansão da operação em Florianópolis, que ganha uma nova área e amplia a experiência oferecida a profissionais e clientes. O movimento integra o atual ciclo de investimentos da Artefacto em seus principais endereços no país e reforça a importância de Santa Catarina dentro da estratégia de crescimento da marca.

Outro destaque da Mostra é a Artefacto Edition 2026 – Cosmos, assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade do universo, a coleção explora linhas precisas e materiais como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça, em peças concebidas para atravessar o tempo.

Roadshow I Love Italian Wines Roadshow I Love Italian Wines apresenta, em setembro, cerca de 60 expositores e vinhos inéditos para o mercado brasileiro

Inscrições para os eventos já estão abertas

Compradores de bares, hotéis, restaurantes, supermercados, empórios, distribuidoras e importadoras, interessados em conhecer ou revisitar o melhor da produção vinícola italiana, vão ter uma oportunidade única para isso em setembro, quando serão realizados os roadshows I Love Italian Wines.

Organizados pela ICE - Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas (ITA – Italian Trade Agency), que atua no exterior como Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, em parceria com as feiras Vinitaly e a Wine South America, os eventos vão passar por quatro capitais: Brasília, no dia 11 de setembro, Rio de Janeiro (14/9), São Paulo (16/9) e Curitiba (18/9).

A programação inclui degustações de vinhos, muitos dos quais ainda inéditos no Brasil, e masterclasses que serão conduzidas por profissionais reconhecidos no Brasil e no exterior por seu conhecimento e experiência nesse mercado. É o caso de Mário Márcio Lescano Júnior, Italian Wine Ambassador pela Vinitaly International Academy e Chief Academic Officer da International Sommelier Guild (Brasília); Marcelo Copello, um dos principais críticos e curadores de vinhos do País (Rio de Janeiro); Jorge Lucki, membro da Académie Internationale du Vin e colunista do jornal Valor Econômico e das revistas Valor Investe e Prazeres da Mesa (São Paulo); e Julio Kunz, sommelier, consultor internacional, palestrante e Italian Wine Ambassador pela Vinitaly International Academy (Curitiba).

Os profissionais interessados em participar do I Love Italian Wines precisam cadastrar-se previamente pelo site www.italianwines.com.br

As regiões produtoras presentes no ILIW

ILIW promete uma verdadeira viagem enológica por 16 das vinte regiões italianas. Serão cerca de 60 vinícolas do país europeu e importadoras brasileiras que apresentarão mais de 600 rótulos.

Uma dessas regiões é o Vêneto, um dos terroirs mais versáteis e influentes da Itália, reconhecido pelas uvas tintas Corvina, Corvinone e Rondinella — base do Amarone della Valpolicella e do Valpolicella —, com Merlot e Cabernet Sauvignon/Franc presentes principalmente no Bardolino e em diversos IGT regionais, além das brancas Glera (mínimo 85% no Prosecco DOC), Garganega (mínimo 70% no Soave DOC), Pinot Grigio e Sauvignon. O Vêneto abriga rótulos emblemáticos como Amarone, Prosecco, Bardolino e Soave. De lá participam do ILIW oito empresas, o maior grupo do evento.

Da Toscana chegam seis vinícolas. A região central é célebre por grandes tintos à base de Sangiovese e notáveis pela longa capacidade de evolução — Chianti (mínimo 70% no Chianti DOCG e 80% no Chianti Classico), Brunello di Montalcino (100% Sangiovese, com no mínimo 5 anos de envelhecimento) e Vino Nobile di Montepulciano (no mínimo 70% Sangiovese, chamado localmente de Prugnolo Gentile). Entre os brancos históricos, destaca-se o Vernaccia di San Gimignano, primeira DOCG italiana (1966), produzido a partir da casta Vernaccia (mínimo 85%). A região também cultiva o tradicional Trebbiano Toscano, branco predominante desde o século XVII e historicamente exigido no Chianti, e Vermentino como branca mediterrânea em expansão. As variedades internacionais Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc entraram na região no século XX e ganharam destaque principalmente nos chamados "Super Toscanos" (IGT Toscana), como Tignanello, Sassicaia e Ornellaia.

Com cinco participantes, a Emilia-Romagna combina os estilos frisantes e espumantes típicos da Emília com a tradição vitícola da Romagna. Tem no Lambrusco seu grande ícone regional — tinto leve, levemente efervescente, produzido a partir de um conjunto de castas aparentadas (Grasparossa, Sorbara, Salamino, Maestri e outras, com 8 DOCs próprias). Brancos relevantes incluem o Albana di Romagna DOCG (mínimo 95% Albana, primeira DOCG branca da Itália, em 1987), sobretudo do tipo passito doce (incluindo a categoria "Passito" e "Amabile", o lendário "Albana Passito") e o Pignoletto (Colli Bolognesi Pignoletto DOCG, mínimo 85% da casta localmente chamada Pignoletto — botanicamente próxima do Grechetto).

O Piemonte, terra do Barolo (100% Nebbiolo), estará presente com quatro vinícolas. A região assina uma gama que vai dos tintos de longa guarda — além do próprio Barolo, o Barbaresco (100% Nebbiolo), o Barbera d'Asti DOCG (≥ 90% Barbera) e o Dolcetto d'Alba DOC (100% Dolcetto) — aos brancos e espumantes marcantes do gênero, com destaque para o Gavi DOCG (100% Cortese), o Roero Arneis DOCG (100% Arneis) e os aromas de Moscato Bianco que dão origem ao Asti DOCG e ao Moscato d'Asti DOCG.

Também com quatro empresas participantes, Abruzzo apresenta o consagrado Montepulciano d'Abruzzo DOCG (da casta Montepulciano, distinta da Sangiovese toscana), complementado pela versão rosato do Cerasuolo d'Abruzzo DOC e pelo branco Trebbiano d'Abruzzo DOC.

Sinônimo dos grandes brancos italianos, que combinam limpidez aromática, textura e elegância em rótulos como o Friulano e a Malvasia Istriana, além de tintos de personalidade (Refosco) e doces raros como o Picolit, o Friuli-Venezia Giulia traz três vinícolas.

Outros três produtores chegam da Campânia, terroir de antiguidade e energia vulcânica. A uva Aglianico dá vida a tintos profundos e longevos (como o Taurasi, conhecido como o Barolo do Sul), enquanto uvas como Fiano, Greco e Falanghina geram brancos entre os mais nobres da Itália (Fiano di Avellino, Greco di Tufo e Falanghina).

Outro destaque do evento são as três vinícolas localizadas na Puglia, região que se destaca por tintos com notas de fruta madura, calor e intensidade. Entre as uvas tintas, destacam-se a Primitivo, a Negroamaro, a Malvasia Nera e a Susumaniello; entre as brancas, sobressaem a Trebbiano Giallo, a Bombino Bianco, a Verdeca e a Malvasia Bianca. Entre os vinhos mais icônicos da região estão o Primitivo di Manduria DOC, o Negroamaro e o Salice Salentino DOC.

Vales alpinos e encostas que dão origem a vinhos de refinamento técnico caracterizam a região do Trentino-Alto Ádige, que produz tintos intensos como o Teroldego Rotaliano DOC (100% Teroldego) e o Lagrein DOC, brancos tensos de Chardonnay, Pinot Grigio, Müller-Thurgau e Gewürztraminer, e a efervescência do Trento DOC. Para o evento virão duas vinícolas.

Sicília e Lombardia também mostrarão a produção de duas empresas, cada uma. A primeira é um mosaico mediterrâneo de solos e climas: brancos sápidos e aromáticos (Grillo, Catarratto, Inzolia) e tintos encorpados (Nero d'Avola), além do histórico Marsala DOC. A segunda combina a sofisticação do espumante e a tradição continental. Entre as uvas tintas, destacam-se a Croatina, a Pinot Nero, a Barbera e a Merlot; entre as brancas, sobressaem a Chardonnay, a Riesling Italico, a Pinot Grigio e a Trebbiano di Lugana. Entre os vinhos mais representativos da região estão o Franciacorta DOCG, Lugana DOC, Valtellina Superiore/Sforzato e Oltrepò Pavese.

As quatro outras regiões serão representadas por uma vinícola cada.

É o caso da Úmbria, com vinhos de expressão intensa, caso do Sagrantino di Montefalco DOCG (100% Sagrantino). Já o Grechetto e o Orvieto Bianco representam o lado gastronômico da região, marcado por frescor e tradição. Entre as uvas tintas, destacam-se a Sangiovese, a Merlot, a Sagrantino e a Cabernet Sauvignon; entre as brancas, sobressaem a Trebbiano Procanico.

A Sardenha conserva um patrimônio de castas e estilos muito próprios. Entre os vinhos mais representativos produzidos na Sardenha estão o Vernaccia di Oristano DOC, o Vermentino di Gallura DOCG (100% Vermentino) e o Cannonau di Sardegna DOC (Grenache local).

Tradicionalmente ligado aos brancos dos Castelli Romani, o Lazio combina vocação histórica e diversidade territorial e, entre os vinhos mais representativos da região, estão o Est!Est!Est! di Montefiascone DOC, o Cesanese del Piglio DOCG (≥ 85% Cesanese) e o Frascati DOCG (≥ 70% Malvasia/Bellone).

E, por fim, as Marche são uma terra de equilíbrio entre mar e colina, onde os brancos alcançam uma expressão particularmente refinada. Entre as uvas tintas cultivadas na região, destacam-se a Montepulciano, a Sangiovese, a Lacrima e a Merlot; entre as brancas, sobressaem a Verdicchio, a Biancame, a Passerina e a Pecorino. Entre os vinhos mais representativos figuram Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC, o Verdicchio di Matelica DOCG, o Rosso Conero DOC (≥ 85% Montepulciano), o Lacrima di Morro d'Alba DOC e o Bianchello del Metauro DOC.

Além das vinícolas italianas, várias importadoras também vão marcar presença no I Love Italian Wines 2026: Aurora, Barrinhas, Casa Flora, Cecconello Vino, ItaliaMais, Italy Import, Domno do Brasil, Europa Distribuidora, Futura 2, Grand Cru Importadora, Italibras – Vinifera Import, Mondo Italy, Nine, OP Global, Parajú, Porto a Porto, Rosso & Rouge, Sicilianess e Tucano.

Crédito das fotos: Gladstone Campos

Feira gratuita reúne mais de 5 mil discos de vinil neste fim de semana

Neste fim de semana, 22 e 23 de agosto, os amantes de vinil têm um encontro marcado na 2ª Feira de Vinil da Capivara CWB. A feira, que acontece no piso L1 do Shopping Curitiba, e tem entrada gratuíta, reúne mais de 5 mil discos nacionais e importados de diversos gêneros musicais, como rock, MPB, jazz, samba, pop, entre outros.

Espaço de encontro para colecionadores experientes e para novos entusiastas do som analógico, a feira oferece muito mais do que o acesso a milhares de álbuns entre clássicos e raridades reunidos. Proporciona aos visitantes a oportunidade de garimpar, trocar experiências e fortalecer a comunidade apaixonada pela cultura e pelo encanto dos discos de vinil.

Serviço
Feira de Vinil – Shopping Curitiba
Evento: 2ª Feira de Vinil da Capivara CWB
Data: 22 e 23 de agosto de 2026 (sábado e domingo)
Horário: Das 10h às 22h
Local: Piso L1, em frente à Riachuelo
Organização: Capivara Discos e Vinil Project

33ª Feira da Louça celebra conquista do título de Capital Nacional da Louça para Campo Largo

Evento será realizado de 3 a 13 de setembro, no City Center Outlet Premium, com 78 expositores, peças exclusivas, ofertas especiais e uma programação gastronômica com grandes chefs de destaque nacional

Campo Largo e toda a região se preparam para viver uma edição histórica da Feira da Louça. Entre os dias 3 e 13 de setembro, a 33ª edição do evento reunirá 78 expositores no City Center Outlet Premium, em uma estrutura ampliada para receber o grande público que, ano após ano, transforma a feira em um dos momentos mais aguardados do calendário paranaense.

A edição de 2026 ganha um significado ainda maior por acontecer no mesmo ano em que Campo Largo passou a ser oficialmente reconhecida como Capital Nacional da Louça. Para o público, a Feira da Louça continua mantendo sua principal característica, como a oportunidade de encontrar produtos de alta qualidade direto com as empresas e artesãos que fazem parte da tradição de Campo Largo, com peças selecionadas e promoções exclusivas para o evento.

Além de ampliar a área do evento, a organização trabalhou na distribuição dos espaços e na circulação interna para proporcionar uma experiência mais confortável aos visitantes. A expectativa é receber novamente um público expressivo, depois de uma edição de 2025 que ultrapassou a marca de 190 mil visitantes.

“Esta será uma edição muito especial porque acontece em um momento histórico para Campo Largo. O título de Capital Nacional da Louça reconhece uma trajetória construída por empresas, trabalhadores, empresários, artesãos e por toda uma comunidade que ajudou a transformar a louça na identidade do município. Nossa expectativa é fazer uma Feira à altura desse momento, com uma estrutura preparada para receber bem o público e uma programação que valorize ainda mais a indústria e a gastronomia”, afirma o presidente do Sindilouça-PR, Fábio Germano.

A Feira da Louça é promovida pelo Sindilouça-PR e se consolidou como uma importante vitrine para a produção de Campo Largo, atraindo visitantes de diferentes cidades do Paraná e também de outros estados. A força do evento acompanha a dimensão do polo industrial local, visto que Campo Largo responde por cerca de 75% da produção brasileira destinada aos setores de bar, hotel e restaurante

2ª Feira da Louça Gourmet

Se a indústria é a essência da Feira da Louça, a gastronomia será novamente um dos grandes destaques da programação. Em 2026, o evento recebe a segunda edição da Feira da Louça Gourmet, que durante os onze dias aproximará a produção de Campo Largo à gastronomia paranaense e de chefs reconhecidos nacionalmente.

A programação contará com a participação de nomes de destaque da gastronomia, incluindo o retorno do chef francês Claude Troisgros, que fez um grande sucesso na edição anterior. Entre as novidades, aula-show com a chef Manu Buffara, eleita Melhor Chef Mulher da América Latina pela premiação Latin America's 50 Best Restaurants em 2022; e ainda Celso Freire, um dos principais nomes da gastronomia paranaense e brasileira, considerado o chef dos chefs, que realizará uma noite com convidados da alta gastronomia, os chefs Igor Marquesini e Claudia Dotti. A programação ainda terá nomes de chefs que já passaram pelo MasterChef, como o Vitor Bourguignon e Johnlee Francis Steinsack. Campo-larguenses continuam nesta edição com novos pratos feitos pela chef Nathália Pianaro e os influenciadores Amandha Louise e Ademir Martinez.

A Feira da Louça Gourmet foi criada em parceria com o Sebrae e Senac para mostrar a conexão entre território, gastronomia e identidade, utilizando ingredientes que possuem Indicação Geográfica como protagonistas das preparações e representam diferentes regiões paranaenses e tradições. Para completar a experiência, as receitas serão apresentadas nas louças produzidas em Campo Largo, transformando cada prato também em uma demonstração da qualidade e da identidade da indústria que dá nome ao evento.

A Feira da Louça Gourmet será realizada em uma arena gastronômica montada pelo Senac especialmente preparada para a programação. Um dos elementos da estrutura será a bancada em fullstone, confeccionada especialmente para o evento pela Incepa, com a tecnologia BioSafe. O material incorpora, durante as etapas iniciais de produção do porcelanato, um aditivo à base de nanopartículas de prata com propriedades antimicrobianas, tecnologia desenvolvida para contribuir para um ambiente mais seguro e reduzir a presença de microrganismos na superfície.

Dama da Louça ganha novo conceito

A Dama da Louça, escultura criada pelo artista plástico campo-larguense Toto Lopes, está preparada para circular novamente por cidades da Região Metropolitana de Curitiba como parte da divulgação da 33ª edição. Para 2026, a Dama da Louça ganhará um novo conceito, mantendo a estrutura que já conquistou o público, mas apresentando uma proposta visual renovada, pensada para surpreender quem acompanhar o circuito de divulgação.

A obra, que se tornou um dos ícones visuais da Feira da Louça, é formada por cerca de 300 pratos e possui quase 500 quilos de estrutura. Desde que foi criada, nenhum dos pratos se quebrou ou apresentou lascas durante o transporte, um detalhe que acabou se tornando também uma demonstração simbólica da resistência e da durabilidade das louças produzidas em Campo Largo.

O evento

A 33ª Feira da Louça de Campo Largo será realizada de 03 a 13 de setembro de 2026, no City Center Outlet Premium. O espaço conta com estacionamento gratuito, praça de alimentação, espaço kids e dezenas de lojas nacionais e internacionais, que também estarão integradas ao movimento provocado pela Feira da Louça e com promoções especiais e bem atrativas para este período. A entrada para a Feira é gratuita.

O evento tem o patrocínio da Prefeitura Municipal de Campo Largo, do Sistema Fecomércio PR, do Sistema Fiep, Sebrae, da Compagás, Cocel, do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e Caixa Econômica Federal; apoio da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná, do City Center Outlet Premium e Clarim Imóveis; e promoção da RPC.

Serviço

33ª Feira da Louça de Campo Largo

Local: City Center Outlet Premium – Rua João Bertoja, nº 1995, Itaqui de Cima, Campo Largo (PR)

Data: 3 a 13 de setembro de 2026

Horários: 3 de setembro, das 17h às 22h. De 4 a 13 de setembro, das 10h às 22h.

Entrada e estacionamento: gratuitos

Mais informações pelo site www.feiradalouca.ind.br | Instagram: @feiradalouca | Facebook: @feiradaloucacampolargo.

Com mais de 50 mil visitantes, Exposição Dinos Alive estende temporada em Curitiba

Agora, a jornada imersiva entre dinossauros em tamanho real, segue em cartaz até o final de agosto, em uma estrutura inédita no Jockey Plaza Shopping

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

Mais de 50 mil pessoas já visitam a exposição internacional Dinos Alive, em cartaz no Jockey Plaza Shopping. Prevista para ser uma curta temporada em Curitiba, o mundo imersivo dos dinossauros em tamanho real, estendeu para visitação até o fim de agosto.

Ação especial Dia dos Pais

Para celebrar o Dia dos Pais, o Dinos Alive contará com uma ação especial de 07 a 16 de agosto. O pai que for acompanhado do filho, neste período, não paga ingresso. A ação é válida somente para acesso a exposição e não inclui complementos. A liberação será efetuada diretamente na entrada do evento.

Dinos Alive

O piso L2 do Jockey Plaza Shopping, reúne mais de 40 réplicas animadas de dinossauros em tamanho real, além de ambientes temáticos, atrações interativas e experiências educativas para toda a família. Os ingressos estão à venda pelo site da Fever, a partir de R$ 55. Confira serviço completo abaixo.

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

Ao longo do percurso, o público é transportado para o período Jurássico em um espaço cenográfico que recria o habitat das criaturas que habitaram a Terra há milhões de anos. Entre os destaques da exposição estão espécies como T-Rex, Estegossauro, Anquilossauro e Velociraptor, com estruturas robotizadas que se movimentam e reproduzem sons, proporcionando uma experiência ainda mais realista.

A mostra também conta com um aquário virtual inspirado nos animais marinhos da era pré-histórica, além de conteúdos educativos sobre os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, apresentados de forma interativa ao longo da visita. A proposta da experiência é unir entretenimento e aprendizado em um passeio pensado para encantar crianças e adultos.

Além das réplicas gigantes, a exposição terá cenários instagramáveis e áreas interativas. Parte das atrações possui custo adicional, como a experiência em realidade virtual.

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

A experiência Dinos Alive já passou por outras cidades brasileiras com ambientação imersiva, iluminação temática, sons ambientes e espécies que chegam a mais de 10 metros de comprimento.

Serviço – DINOS ALIVE – Immersive Experience em Curitiba

Dias e horários de visitação:

Terça a Sexta-feira das 14h às 22h
Sábados das 10h às 22h
Domingos e feriados das 14h às 20h

*As sessões iniciam com intervalos a cada 30 min

** Tempo médio de visitação é de aproximadamente 1 hora

Onde: Jockey Plaza Shopping – piso L2 (Rua Konrad Adenauer, 370 – Tarumã)

Vendas: Fever (https://feverup.com/pt/curitiba)

Bilheteria no local somente nos dias de exibição e seguindo o mesmo horário de funcionamento – ingressos sem taxa de serviço

VALORES:

Terça à Sexta-feira:

MEIA-ENTRADA

R$ 55,00

SOLIDÁRIO

R$ 60,00

INTEIRA

R$ 110,00

INGRESSO VIP

R$ 99,00*

* ingresso + Walking VR (experiência com óculos de realidade virtual) ou parquinho + acesso prioritário + poster oficial

Sábado, Domingo e Feriado:
MEIA-ENTRADA

R$ 65,00

SOLIDÁRIO

R$ 70,00

INTEIRA

R$ 130,00

INGRESSO VIP

R$ 109,00*

* ingresso + Walking VR (experiência com óculos de realidade virtual) ou parquinho + acesso prioritário + poster oficial

** Limite de compra de 8 ingressos por CPF

*Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Modalidades de meia-entrada:

Os jovens de baixa renda (pessoa com idade entre 15 e 19 anos que pertence à família com renda mensal de até dois salários mínimos) desde que inscritos no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal (Lei 12.933/2013);
Os estudantes (pessoa regularmente matriculada em instituição de ensino, pública ou privada);
As pessoas com deficiência (pessoa que possui impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial); e os acompanhantes das pessoas com deficiência (aquele que acompanha a pessoa com deficiência, o qual pode ou não desempenhar as funções de atendente pessoal), limitado a 01 (um) acompanhante por pessoa com deficiê
Os idosos, com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Professores da Rede Pública e Particular do Estado do Paraná (Lei Estadual 15.876 de 2008): mediante apresentação do comprovante salarial referente ao mês vigente ou da Carteira Funcional emitida pela Secretaria de Educação e/ou a Instituição de Ensino Particular e, em todos os casos, de Documento de Identidade original (RG) ou cópia autenticada.
Doadores regulares de sangue registrados no hemocentro e nos bancos de sangue dos hospitais do Estado do Paraná (Lei Estadual 13.964 de 2002): mediante apresentação do documento oficial expedido pela Secretaria de Estado da Saúde identificando a pessoa como doadora regular e Documento de Identidade original (RG) ou cópia autenticada.
Portadores de câncer (Lei Estadual 18.445 de 2015): mediante apresentação do atestado médico contendo a classificação internacional da doença (CID). Este documento deve ser fornecido por um profissional cadastrado no Sistema único de Saúde (SUS), expedido em até um ano antes de sua apresentação. Apresente também um Documento de Identidade oficial com foto, expedido por órgão público e válido em todo território nacional, original ou cópia autenticada.
Mesários ou Eleitores nomeados para prestar apoio logístico em eleições, plebiscitos e referendos (Lei Estadual 21.931 de 2024): mediante certidão expedida pela Justiça Eleitoral do Paraná, comprovando o serviço prestado. A partir da nomeação, o benefício é válido por 2 anos. Não terá direito à meia-entrada o mesário e o eleitor nomeado que deixar de comparecer a qualquer um dos turnos da eleiçã
Profissionais da saúde, do sistema público e privado de saúde do Paraná, tais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, psicanalistas, odontólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros (Lei Estadual 22.235 de 2024): mediante a apresentação de documento de identidade e, alternativamente, contracheque, carteira funcional emitida por estabelecimento público ou privado de saúde ou carteira de identificação expedida por entidade de classe. serão exigidos no ato da compra, na retirada do ingresso e no momento do acesso ao evento.

Documentos que comprovam a condição de beneficiário:

Jovens de baixa renda: Identidade Jovem acompanhada de documento de identificação com foto expedido por órgão público e válido em todo o território nacional.
Estudantes: CIE – Carteira de Identificação Estudantil, expedida pela ANPG, ingressos AERGS, UNE, UBES, UEE RS, UGES e municipais filiadas à ANPG, UNE, UBES, Diretórios Centrais dos Estudantes – DCE, Centros e Diretórios Acadêmicos, de nível médio e superior, conforme modelo único, nacionalmente padronizado, ou seja, que possuam os requisitos impostos pela lei, quais sejam: I - nome completo e data de nascimento do estudante;
- foto recente do estudante;
- nome da instituição de ensino na qual o estudante esteja matriculado;
- grau de escolaridade; e,
- data de validade até o dia 31 de março do ano subsequente ao de sua expedição, estão aptos a receber o benefício da meia-entrada.

Só serão aceitas CIE expedidas a partir de 2023;

Pessoas com deficiência: Cartão de Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social ou documento emitido pelo INSS que ateste a aposentadoria da pessoa com deficiência, ambos acompanhados de documento de identificação com foto expedido por órgão público e válido em todo o território nacional.
Acompanhantes das pessoas com deficiência: Apresentação de declaração pela pessoa com deficiência, ou na sua impossibilidade, por seu acompanhante.
Idosos: Documento de identificação com foto, nome completo e data de nascimento.
Ingressos solidário:

Desconto especial para aqueles que doarem 1Kg de alimento não perecível. O alimento deve ser entregue na entrada do evento junto com a apresentação dos ingressos desta modalidade.

Artefacto João Pessoa apresenta a Mostra 2026 com o tema “Maturidade”

Evento reúne nomes da arquitetura local e marca o lançamento da coleção Artefacto Edition 2026 – Cosmos, assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis.

Em sintonia com as celebrações dos 50 anos da Artefacto, a unidade de João Pessoa apresenta a Mostra 2026 sob o tema "Maturidade", propondo uma reflexão sobre o tempo, o olhar que evolui e a sofisticação que se constrói a partir da experiência.

A exposição reúne profissionais de destaque da arquitetura e do design de interiores da capital paraibana em um circuito de ambientes que exploram diferentes interpretações do morar contemporâneo. Inspirados pelo tema, os participantes desenvolvem espaços que valorizam escolhas conscientes, estética apurada e profundidade emocional — atributos que dialogam com o momento atual do habitar e com a trajetória da marca ao longo de suas cinco décadas.

Mais do que uma mostra, o projeto se consolida como uma plataforma de expressão criativa, na qual cada ambiente traduz narrativas singulares sobre cultura, identidade e permanência. Em João Pessoa, a edição reforça a conexão da Artefacto com o cenário criativo da cidade, evidenciando a diversidade de linguagens e a força autoral dos profissionais envolvidos.

Como parte das comemorações, a marca apresenta também a Artefacto Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a linha reúne peças que orbitam entre legado e futuro. Linhas precisas, equilíbrio entre forma, técnica e função e uma pesquisa sofisticada de materiais — como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça — resultam em um mobiliário de presença serena, pensado para dialogar com o tempo e com a evolução do morar contemporâneo.

Esperamos vocês!

Alice Medeiros / @alicemedeirosarquiteta

No desenho de O Quarto Pleno, refúgio idealizado pela arquiteta Alice Medeiros para a Mostra Artefacto João Pessoa, a maturidade se revela na liberdade de se importar apenas com o que faz sentido. Inspirado pela atmosfera contemplativa e pictórica dos Jardins de Giverny, de Claude Monet, o ambiente abole as fronteiras entre interior e exterior por meio de uma generosa esquadria de vidro incolor. Uma abertura estratégica que banha o espaço com luz natural e convida o jardim a entrar, colocando a casa em harmonia com seu entorno. Logo na entrada do ambiente, a ideia de se ater ao essencial ganha forma em um canto de leitura que tem a escrivaninha Halston e a cadeira Etta como principais protagonistas, lembrando que madurecer, em qualquer época é também nunca deixar de criar. Conforme se avança pelo espaço, a atmosfera se desloca para o relaxamento absoluto: o sofá Illi, com suas formas orgânicas, dialoga com a mesa de centro Ginza e com as mesas laterais Halston e Louise, que evocam um abraço acolhedor. No coração do projeto, a cama Capricornio assume o centro da cena, banco Janus e pela elegância da Vanity Desk Lulli.

Antonio Neves / @antonionevesarquiteto

Saber subtrair é, talvez, a máxima expressão da elegância. Longe de ser sinônimo de escassez, a opção pelo vazio permeia o Santuário Atemporal, quarto assinado pelo arquiteto Antonio Neves, voltado inteiramente para o repouso consciente e para a introspecção. Um ambiente concebido em torno de um minimalismo caloroso que, por dispensar modismos efêmeros, abre espaço para uma nova modalidade de luxo. Um luxo silencioso, que celebra o tempo e ganha forma através da curadoria milimétrica de móveis e objetos conduzida pelo arquiteto. A começar pela imponência rigorosa da cabeceira Maschio, ladeada pelas mesas de cabeceira Berge e pela funcionalidade sofisticada da cômoda Ray, que ganhou posição de destaque. Próximos dela, a mesa lateral Flap e o banco Hara adicionam um dinamismo extra ao layout. A opção definitiva pelo autocuidado, por sua vez, encontra sua plena expressão no par de cadeiras Hara. Com ergonomia impecável, e estrategicamente posicionadas, elas desenham o ponto focal de contemplação do quarto, produzindo um convite irresistível para descansar o corpo e desacelerar a mente.

Bethania Tejo Arquitetos Associados / @bethaniatejo / @bethaniatejoarquitetura

Marcado por suas formas lineares e assimétricas, o Living de Conexão, espaço criado por Bethania Tejo para celebrar os 50 anos da Artefacto, foi concebido como um refúgio cosmo polita, onde coexistem design, arte e tempo. Combinada a tons de terracota e vermelho, o azul imprime ao espaço uma atmosfera vibrante, revelando que a maturidade não está no excesso, mas na precisão das escolhas. Como resultado, a arquiteta dá vida a um ambiente autêntico, construído na escala humana, onde cada móvel e cada detalhe arquitetônico se torna parte de um extenso painel de conexões genuínas e permanentes, onde o mobiliário Artefacto assume protagonismo. O Módulo Opus, de estética orgânica, convida à entrada; o Buffet Constantin, equilibra presença e discrição; as poltronas Nyx giratórias expressam acolhimento e fluidez, enquanto as poltronas e puffs Mentha sugerem uma vivência zen e despojada. Ocupando posição central, as mesas de centro Oro evocam a ideia de ciclos e permanência, ao mesmo tempo em que a moldura AKA, posicionada estrategicamente, cria a sensação de uma janela interna que amplia perspectivas e reflete o tempo como movimento.

João Braz / @joaobraznetto

Navegar é preciso; viver não é preciso.” O célebre verso eternizado por Fernando Pessoa, serviu de bússola para o arquiteto João Braz na montagem de desse imponente espaço, com pé-direito duplo e mezanino – que integra living, quarto e sala de jantar – , no qual o profissional materializa os interiores de uma casa como metáfora de um porto. Visto que, para João, a maturidade apenas se consolida quando a alma aceita o movimento natural da vida, com seus altos e baixos. Com seus ventos a favor, mas também suas tempestades. Coração náutico do projeto, o módulo Austral ganhou estofado azul-marinho profundo. Ao seu redor, orbitam a mesa lateral Giocco, a mesa de centro Eduardo e a poltrona Poline. Já na transição para o jantar, a mesa Fontana surge cercada pelas cadeiras Áurea, enquanto no mezanino, o repouso é resguardado pela cama Zoe Queen, acompanhada pelas mesas de cabeceira Gio e pelas cadeiras Bonheur. O resultado final, de uma simplicidade refinada, convida o visitante a sentir o corpo como barco, o mar como a vida e a casa, como seu porto seguro.

João Romualdo / @joaoromualdo

Maturidade, para o arquiteto João Romualdo, não é algo que se dita; é algo que se reconhece. Ela se manifesta na clareza de quem somos, nos valores que defendemos e nas escolhas que imprimimos em nossa rotina. E foi sob essa perspectiva, de autoconhecimento e solidez, que ele assina o Escritório Weberton Filho: o espaço de trabalho de um diretor executivo amante de viagens, que reconfigura o conceito dos ambientes de trabalho, por meio de um layout fluido e integrado, propondo uma nova forma de se reunir e de produzir. Um cenário onde a sobriedade se funde a uma sofisticação discreta, no qual o mobiliário da Artefacto atua como parâmetro de longevidade e identidade. O atendimento, por exemplo, se estabelece através da mesa bar Lena, acompanhada pelo gaveteiro Regia, pelas cadeiras Daphne e pela marcante cadeira Chiara. Logo ao lado, a área de conversação ganha o conforto do sofá Carrie e a presença escultural da icônica poltrona Pol. Completando a proposta, as mesas laterais Shah e Vide se unem ao puff Nick, deter minando um espaço eminentemente voltado ao trabalho, mas com ares de galeria particular.

JT Arquitetos / @jtarquitetos

Assinado pelo escritório JT Arquitetos, dos arquitetos João Coura e Taty Travassos, o Living Perenidade pode ser visto como um exercício de lucidez estética. Empenhados em provar que o verdadeiro refinamento reside no ato de retirar e não propriamente de acrescentar, no ambiente, a dupla conceitua maturidade na constância e na coragem de investir em uma sofisticação despida de excessos e fiel à sua própria essência. Assim, em meio a uma atmosfera intimista, o espaço convida o visitante a descansar o corpo e a desacelerar a mente Fruto de um estudo preciso sobre proporções e intencionalidade, cada peça do mobiliário, assume uma função clara e poética. O estofamento generoso do módulo Meteora ancora o living com sobriedade contemporânea, dividindo o protagonismo com as formas esculturais da poltrona Calix: um móvel que, com suas linhas orgânicas, transcende o utilitário para se transformar em objeto de admiração. Por sua vez, o buffet Sanur e a caixa bar Chet organizam as linhas perime trais do espaço, enquanto, refletindo a busca por rigor, a moldura Callet arremata a cena, costurando a com posição, em grande estilo.

Oficina Arquitetura / @oficinaarquitetura

Deixar o tempo passar sem pressa, medindo as horas não pelos ponteiros, mas pelo desenho da sombra que cruza o piso, pela brisa que agita as folhas e pelo reflexo do sol no espelho d’água. É sob essa perspectiva de desaceleração, e serenidade, que os arquitetos Ana Cristina, Daniella Figueiredo e Yuri Fernandes, da Oficina Arquitetura, dão vida ao Living Raízes um refúgio ao ar livre profundamente sensorial, onde a maturidade se desfaz de excessos para abraçar a leveza, e no coração do qual um exuberante Jambeiro assume o papel de eixo organizador do espaço. Mais do que um elemento paisagístico, uma escultura viva, vista pelos arquitetos como um símbolo de permanência e de memória, que ancora o projeto à terra. Ao seu redor, o mobiliário convida à pausa e ao convívio compartilhado: o sofá e a chaise longue Bold, os grandes protagonistas do espaço, dividem a cena com as poltronas Gap e Calisto, estabelecendo um diálogo de contornos atemporais. As mesas de centro Zalla, os bancos Kawe e Porter, além do carro chá Arugam complementam o estar. E arrematando o cenário com sua elegância despretensiosa, surgem a coluna de jantar Mulligan e as cadeiras Lanta.

Ponto 3 Arquitetura / @ponto3arquitetura

O ambiente Arquivo Vivo, elaborado pela dupla Gesiel Soares e Raphael Barbosa, da Ponto3 Arquitetura, nasce da ideia de que uma casa não é só feita de móveis e objetos, mas de histórias que se acumulam e se tornam presença. No projeto, um grande living, integrado à galeria, é concebido como um espaço sereno, onde a luz indireta e as proporções equilibradas determinam uma atmosfera silenciosa e atemporal, e na qual a maturidade se revela na consciência plena do que realmente importa: memórias, permanência e afeto. Mais do que meras imagens, as fotografias expostas constituem um acervo afetivo que percorre os vá rios momentos compartilhados entre o escritório e a Artefacto ao longo dos anos. Uma narrativa de tempo e legado que encontra eco no mobiliário selecionado: as mesas de centro Giocco, com sua marchetaria delicada, evocam memórias e se tornam símbolos de continuidade. O módulo Kubrick, de linhas precisas, e as poltronas Pollux que convidam à contemplação. E por fim, arrematando a composição, a coluna de jantar Moon, o banco Vivika e a chaise longue Papillon compartilham conforto e identidade.

Sandra Moura Arquitetos / @sandramouraarquitetura

O alhar para o tempo não como um agente de desgaste, mas como um processo de lapidação. Eis o ponto de partida do desenho deste living, assinado por Sandra Moura. Sob um teto acolhedor, a maturidade se manifesta no ambiente através do reencontro com as origens, representada, de forma viva, por quatro pés de jabuticabeira, que pontuam o espaço, celebrando a clareza do presente e a riqueza do passado. Em síntese, segundo a arquiteta, trata-se de um elogio ao habitar consciente, no qual a bagagem cultural e a memória afetiva configuram um espaço capaz de atravessar muitas gerações. Transitando entre tempo e legado, o mobiliário assume o papel de guardião de histórias. As curvas sinuosas e a so lidez dos móveis dialogam diretamente com a organicidade das jabuticabeiras e com a refinada curadoria de obras de arte. Elemento central na composição, a mesa de jantar Arco evoca, com extrema leveza, uma das formas estruturais mais antigas e resilientes da humanidade. Ao seu redor, o módulo Baco, o puff Escape, as poltronas Solis, Poline e Sin, além das cadeiras Calix, e do aparador Arco, criam uma dinâmica de contemplação. Um olhar atento que recusa o efêmero e mira o atemporal.

Tainá Andrade / @tainaandrade.arq

Existe uma luz muito específica que habita a memória de todos: aquela que atravessava as janelas e iluminava o assoalho da casa de nossos avós. E foi a partir desse resgate afetivo que a arquiteta Tainá Andrade projetou o seu Living de Memórias: um ambiente no qual a maturidade se revela não como um distanciamento do passado, mas como a consciência do tempo. Segundo sua criadora, um projeto que funciona como uma autêntica engrenagem sensorial, na qual o calor e o sol são traduzidos em arquitetura, celebrando a volta às origens sob essa atmosfera dourada, o mobiliário ganha contornos de pura permanência: com o conjunto de módulo e chaise longue Getz assumindo o protagonismo, ao trazer a palha e a madeira para o centro da cena. Com o magnetismo das poltronas Mayu, e do precioso jogo de mesas componíveis Kentar, cujos tampos de cristal fusion parecem lapidados pelo próprio sol. E, por fim, ampliando a sensação de profundidade, pelo brilho da moldura Emiliano, em tom bronze, provando que amadurecer é ter a sensibilidade de manter os pés no chão, mas sem perder de vista a luz que nos inspirou.

6ª Mostra MOVE entra na etapa final com espetáculos de Arapongas, Maringá e Curitiba

Teatro de animação, épico e clownesco ocupam o Espaço Obragem, acompanhados de oficinas gratuitas de formação, ao longo de agosto. Ingressos antecipados a R$10

A 6ª Mostra MOVE – Grupos de Teatro do Paraná chega à sua segunda e última etapa ao longo do mês de agosto. Após receber produções de Londrina, Jacarezinho, Maringá e Curitiba no primeiro bloco da programação, o evento retoma suas atividades no Espaço Obragem reunindo mais grupos da diversa cena contemporânea paranaense. O projeto destaca a circulação de companhias do interior e da capital, apresentando trabalhos voltados ao público infantil e adulto.
Além de sessões abertas a todos os públicos, com ingressos populares a partir de R$10, a mostra também realiza apresentações gratuitas direcionadas a estudantes e professores de escolas públicas e a participantes de centros de convivência.
As apresentações dos espetáculos adultos abertas ao público em geral acontecem de quinta à sábado, às 20h. Aos domingos, às 19h. Já a peça infantil, A Moça Bordadeira", será encenada no sábado e domingo (15 e 16) às 16h. É para estas sessões que os ingressos antecipados estão à venda.
Completando a programação, cada companhia convidada ministrará uma oficina formativa gratuita voltada a estudantes, artistas e interessados nas artes cênicas, cujas inscrições já podem ser realizadas.
Cultura popular e fé nas memórias do campo - A programação de agosto abre com o espetáculo "Branca Flor", do Grupo Paiol, vindo de Arapongas, com apresentações abertas entre 06 e 09 de agosto. Voltada ao público acima de 16 anos, a montagem inspira-se na cultura do campo e nas experiências dos povos latino-americanos. A cena constrói uma dramaturgia barroca e alegórica sobre o romance entre uma jovem elevada à santidade e um trabalhador da lavoura. Com coro popular, rádio, ritual e música ao vivo, a peça utiliza a "Geada Negra" como metáfora central para tratar de pertencimento, resistência e amor frente às forças que tentam devastar os afetos e a Terra.
Fundado em 2013 a partir da fusão da Cia Magnífica e do Grupo Faces, o Grupo Paiol centra suas pesquisas na cultura popular brasileira e na poética do corpo.
Poesia visual e o universo feminino – Nos dias 15 e 16 de agosto, a Cia Fantokid’s Teatro de Bonecos, de Maringá, apresenta o espetáculo infantil "A Moça Bordadeira". A montagem é uma adaptação do conto de fadas moderno de Marina Colasanti e acompanha a rotina de uma jovem que cria o mundo ao seu redor através do tear. Ao recorrer a bonecos e objetos animados, a peça constrói uma narrativa leve e poética sobre os desejos, angústias, autonomia e buscas do universo feminino.
Em atividade desde 1994, a Cia Fantokid’s possui vasta trajetória no teatro de animação, somando participações em grandes festivais como FILO, FETACAM e o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos de Curitiba.

Teatro épico e inovação tecnológica - Na semana seguinte, as apresentações abertas serão entre 20 e 23/08, com o grupo Circo Teatro Sem Lona (Maringá) levando à cena o espetáculo adulto "Porque Dobram os Sinos". Livremente inspirado na obra e em poemas de Bertolt Brecht, o trabalho propõe uma reflexão crítica sobre relações de poder e contradições sociais a partir do embate entre um imperador e um mendigo. A encenação combina o teatro épico a um painel de LED de três metros de altura: o mesmo ator interpreta os dois papéis em tempo real (um presencial e outro em projeção digital), formato idealizado durante o período pandêmico para tensionar a presença e a tecnologia.
Com 30 anos de história, o Circo Teatro Sem Lona acumula mais de 70 prêmios nacionais e circulação por mais de mil cidades brasileiras, mesclando linguagens do circo, teatro e acessibilidade.
Fechando a 6ª Mostra MOVE, entre os dias 27 e 30 de agosto, o Grupo Obragem de Teatro (Curitiba) apresenta "Breves Palavras, Línguas e Outras Vozes". O monólogo, escrito e dirigido por Olga Nenevê e atuado por Eduardo Giacomini, transita entre o riso e a melancolia. Através da figura do personagem Infelicíssimo — um homem marcado pelo abandono e em crise existencial —, a montagem dialoga com entidades simbólicas como a Dor, a Fúria, a Tristeza e a Mória para discutir a solidão e a desintegração dos vínculos humanos.
Criado em 2002, o Grupo Obragem de Teatro desenvolve pesquisas contínuas de linguagem e circulação nacional, sendo também responsável pela idealização e curadoria da Mostra MOVE.
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná e Ministério da Cultura – Governo Federal.

SERVIÇO
6ª Mostra MOVE – Grupos de Teatro do Paraná (2ª Etapa – Programação de Agosto)
· Próximas apresentações abertas:
Ø Dias 06 a 09/08. Quinta a sábado, às 20h; e domingo às 19h: Grupo Paiol (Arapongas) | "Branca Flor" (60 min) — Adulto (16 anos);
Ø Dias 15 e 16/08 às 16h: Cia Fantokid’s Teatro de Bonecos (Maringá) | "A Moça Bordadeira" (45 min) — Infantil
Ø Dias 21 a 22/08. Quinta a sábado, às 20h; e domingo às 19h: Cia Circo Sem Lona (Maringá) / Porque os Sinos Dobram (35 min). – Adulto
Ø Dias 27 a 30/08, Quinta a sábado, às 20h; e domingo às 19h: Grupo Obragem - "Breves Palavras, Línguas e Outras Vozes". Adulto.

Local: Espaço Obragem – criação e compartilhamento artístico (Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco, Curitiba/PR)
Ingressos antecipados para espetáculos abertos: A partir de R$ 10,00
Vendas antecipadas: https://pixta.me/grupo-obragem-de-teatro
Inscrições gratuitas para oficinas: https://tinyurl.com/4hwzskcj

Inove dá início às comemorações de seus 40 anos com projeto inédito que reúne grandes nomes da arquitetura e do design

O primeiro encontro apresentou os profissionais convidados para a experiência denominada 10+30
A Inove Design deu início às celebrações de seus 40 anos reunindo os profissionais convidados para integrar o projeto 10+30, uma iniciativa inédita que marcará a trajetória da marca ao longo dos próximos meses. O nome faz referência aos 10 anos do Inove Studio, braço dedicado ao design autoral, somados aos 30 anos da Inove como loja, formando as quatro décadas de história que a empresa celebra em 2026. O projeto transformará as lojas da Inove em uma experiência de arquitetura e design, na qual escritórios convidados interpretarão marcas icônicas presentes na curadoria da loja por meio de ambientes autorais.
O primeiro encontro marcou o início desse processo criativo, aproximando profissionais, marcas e ideias que ganharão forma nos próximos meses. O lançamento oficial está marcado para 22 de setembro.
Fundada em Curitiba, em 1986, por Eviete Dacol e Alceu Bomfim Jr., a Inove constrói uma trajetória marcada pela valorização do design autoral e pela conexão entre designers, arquitetos e clientes.
Elenco 10 + 30 INOVE: BOSCARDIN CORSI, CATHERINE MORO, CLAUDIA HORTA, DIANE JUSTUS, GIULIANO MARCHIORATO, JORGE ELMOR, KUSTER E BRIZOLA, MARCOS BERTOLDI ARQUITETOS, PINHEIRO LIMA & MATTIOLI, RAUEN GARBERS, TALITA NOGUEIRA, VOLPATO ARQUITETURA e SILMARA PIMPÃO.
FOTO: Patrícia Amancio

Inverno: mantas e velas transformam a casa em um ambiente acolhedor

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Com a chegada do inverno, os ambientes da casa ganham ainda mais protagonismo. As temperaturas mais baixas convidam a desacelerar e a valorizar espaços que transmitam conforto, bem-estar e uma atmosfera acolhedora, onde cada detalhe contribui para tornar a rotina mais agradável.

Na decoração, pequenos elementos têm o poder de transformar os ambientes. Mantas confeccionadas artesanalmente em lã adicionam textura, aquecem visualmente salas e quartos e proporcionam ainda mais conforto. Já as velas decorativas, mesmo sem fragrância, complementam a composição dos espaços por meio de formas, materiais e acabamentos que reforçam a sensação de aconchego.

Para a estação, a Artefacto Home apresenta uma seleção de mantas produzidas manualmente em lã, que evidenciam o cuidado com o acabamento e a valorização do trabalho artesanal. A curadoria também reúne velas decorativas em diferentes formatos e materiais, como concreto e metal, peças que unem design e sofisticação para compor mesas de centro, aparadores, estantes e cantos de leitura.

A combinação de texturas naturais, iluminação suave e objetos cuidadosamente escolhidos cria ambientes elegantes e convidativos, mostrando que pequenos detalhes são capazes de aquecer a decoração e tornar a casa ainda mais confortável durante o inverno.

Artefacto

www.artefacto.com.br

@artefactooficialbrasil