Maria Augusta Nissel apresenta retrospectiva de sua trajetória artística em primeira exposição individual na Ybakatu

Mostra reúne aquarelas de diferentes períodos e percorre a formação da artista com mestres como Guido Viaro e Theodoro De Bona, além de suas pesquisas recentes com a técnica

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Guita Nissel Sem tìtulo 2025 Aquarela 32 x 55 cm

A artista plástica Maria Augusta Araújo Nissel apresenta, a partir de 31 de outubro (sábado), sua primeira exposição individual na Galeria Ybakatu, em Curitiba. A mostra “A luz e o tempo” reúne obras de diferentes períodos e percorre sua trajetória artística, desde os trabalhos iniciais até a produção atual, com destaque para a aquarela, linguagem à qual dedicou a maior parte de seu fazer artístico. A abertura é realizada das 11h às 15h, com entrada gratuita.

Também conhecida como Guita Nissel, ou simplesmente Maia, Maria Augusta Araújo Nissel começou nas artes ainda na infância e ingressou no curso de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) em 1959, integrando uma das primeiras turmas, que teve como professores alguns dos maiores e mais importantes nomes da arte paranaense. Durante sua formação, foi convidada por Guido Viaro a participar de seu ateliê de aquarela, e teve aulas com outros nomes conceituados, como Theodoro De Bona, Freyesleben e Erbo Stenzel. Também chegou a trabalhar com De Bona, experiência que ampliou seu contato com a prática artística e com os conhecimentos transmitidos por esses mestres. “Tive a felicidade de ter a nata de professores”, recorda.

A escolha pela aquarela também passou por uma questão prática: a artista desenvolveu alergia à tinta a óleo e a solventes, o que a levou a explorar outras possibilidades. Na técnica, encontrou uma linguagem que valoriza a transparência, a luz e a relação entre água e pigmento. “A essência da aquarela é o papel. A luz é o papel. Se você perder a luz, que é o papel, você perdeu a aquarela”, afirma Maria Augusta, para quem a contenção também é parte fundamental do processo. “Quanto menos tinta tiver, melhor fica a aquarela”, completa.

Interessada em experimentar materiais e procedimentos, a artista segue explorando novas possibilidades, entre elas a aquarela caligráfica, técnica à qual passou a se dedicar nos últimos anos. Sua relação com a pintura acontece em ciclos, alternando períodos de produção com outros de afastamento, sem que isso represente uma ruptura com a arte.

O compartilhamento do conhecimento também ocupa lugar importante em sua trajetória. Maria Augusta promove aulas gratuitas de aquarela para pequenos grupos de jovens e adultos, movida pela convicção de que aquilo que se aprende precisa ser transmitido. “O que você tem não pode morrer com você, tem que persistir através dos outros”, diz. A ideia remete à própria formação da artista, que reconhece nos ensinamentos de seus professores uma herança que continua presente em seu trabalho.

A exposição ganha um significado especial por acontecer na Galeria Ybakatu, fundada por sua filha, Tuca Nissel, que há mais de 30 anos atua no circuito da arte contemporânea brasileira. Assim como sua mãe, a galerista também se formou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Seu trabalho de conclusão do curso de Escultura foi uma exposição realizada na casa da família, que passou a ser o primeiro endereço da Galeria Ybakatu. Desde então, a galeria consolidou sua presença como espaço de grande destaque na arte contemporânea, mantendo uma pesquisa artística sensível. “A arte sempre fez parte da nossa vida, mas ver a trajetória da minha mãe reunida numa exposição aqui na galeria é muito especial. É uma história que vem de antes da Ybakatu e que, de certa forma, também faz parte da história dela”, comenta Tuca.

Ao longo de três décadas, a Ybakatu realizou mais de 110 exposições individuais e coletivas e participou de importantes feiras de arte no Brasil e no exterior. A retrospectiva de Maria Augusta Araújo Nissel aproxima, assim, duas trajetórias ligadas pela arte, reunindo a memória de uma artista e a história de um espaço dedicado à difusão da produção artística contemporânea.

Serviço:
Exposição: A luz e o tempo, de Maria Augusta Araújo Nissel (Maia)
Abertura: 31 de outubro de 2026 (sábado), das 11h às 15h
Local: Galeria Ybakatu
Endereço: Avenida Vicente Machado, 1056, Batel, Curitiba (PR)
Visitação: até 19 de novembro de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 13h30 às 19h
Entrada: gratuita

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Guita Nissel - Foto: Gilson Camargo

Documentário sobre Juarez Machado ganha exibição gratuita em Curitiba

O documentário “Juarez Machado – Memórias e Reflexões” será exibido, gratuitamente, em Curitiba na terça-feira, 20 de outubro, às 18h, na Artestil Galeria de Arte numa parceria com o Instituto Internacional Juarez Machado.A sessão leva à capital paranaense o filme que reconstitui a trajetória de um dos artistas plásticos brasileiros de maior projeção internacional.
Com 40 minutos de duração, o documentário percorre a vida do artista joinvilense, da formação às incursões em diferentes linguagens, como pintura, escultura, cenografia e figurino, que projetaram seu trabalho no Brasil e no exterior. A produção é construída a partir de depoimentos do próprio Juarez Machado, que relembra episódios da carreira e do processo criativo.
Nascido em Joinville, Juarez Machado somou décadas de atuação internacional sem romper o vínculo com a cidade natal. Em 2014, Joinville ganhou o Instituto Internacional Juarez Machado, centro cultural criado pelos irmãos Edson Busch Machado e Juarez Machado para preservar a vida e a obra do artista e incentivar as manifestações artísticas.Ele faleceu em 6 de outubro, aos 85 anos, no interior do Rio de Janeiro. Por isso, a exibição em Curitiba ganha também o significado de homenagem, ao aproximar o público de histórias e bastidores que moldaram sua obra.
O documentário já foi exibido em Joinville, em sessões no Teatro Juarez Machado, no Instituto Internacional Juarez Machado e em outros espaços da cidade, e também em Florianópolis. O projeto é realizado com recursos do SIMDEC (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura), via Lei de Incentivo.
Artestil Galeria de Arte
Com mais de quatro décadas de história, a Artestil é uma das mais tradicionais galerias de arte da Região Sul. Conduzida pela galerista e produtora cultural Liliana Cabral, representa importantes artistas paranaenses e nomes do cenário nacional e internacional das artes visuais, entre eles Juarez Machado.
Serviço | Exibição do documentário “Juarez Machado – Memórias e Reflexões”
Quando: 20 de outubro de 2026 (terça-feira), 18h
Onde: Artestil Galeria de Arte - Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 1663 – Batel - Curitiba (PR)
Quanto: Gratuito
Ficha técnica
Produção Executiva: Jay Alan | Direção de Produção: XWT Produções | Direção: Anderson Dresch | Sound Designer: Douglas Bifaroni | Locução off: Priscila Castellar | Produção: Everton Dias | Montagem: Murilo Machado | Assistente de Produção: Ian Correa | Pesquisa: Edson Busch Machado | Trilhas sonoras: Envato Elements

Artestil abre “A Doce Arte de Viver”, de Juarez Machado, em homenagem ao artista

A Artestil Galeria de Arte inaugura no próximo sábado, 17 de outubro, às 11 horas, a exposição “A Doce Arte de Viver – La Dolce Art de Vivre”, de Juarez Machado. A mostra estava pronta e com abertura marcada quando o artista faleceu, no último dia 6 de outubro, aos 85 anos.

Representante de Juarez Machado, a galeria consultou a família sobre o futuro da exposição. A decisão foi mantê-la. “Vamos continuar com a exposição porque meu pai gostaria que suas obras continuassem vivas”, afirmou João Machado, filho do artista. Com isso, a mostra ganha um novo sentido: passa a ser uma homenagem a Juarez e à sua família. A Artestil assume o compromisso de realizar esse desejo e de celebrar a vida do artista e sua contribuição imperecível ao mundo da arte.

O título da exposição resume o espírito de sua obra. Em telas de cores intensas, Juarez Machado retratou a boemia, a música, a dança e os encontros, com personagens elegantes e teatrais que se tornaram sua assinatura. Reunidas agora, as obras convidam o público a celebrar justamente aquilo que o artista mais pintou: o prazer de viver.

Juarez Machado nasceu em Joinville (SC), em 1941, e estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba. Pintor, escultor, desenhista e ilustrador, construiu um universo próprio, reconhecível à primeira vista. Em 1986 mudou-se para Paris, onde viveu e trabalhou por quatro décadas. De lá, levou o olhar brasileiro ao mundo, com exposições em diversos países e obras em importantes coleções. Sua arte permanece, seu traço permanece, sua história permanece.

Morre o artista catarinense Juarez Machado, aos 85 anos, no Rio de Janeiro

Morreu nesta terça-feira (6/10) o artista catarinense Juarez Machado, um dos mais representativos e importantes artistas brasileiros do século 20 e 21. Ele tinha 85 anos, estava internado em Vassouras (RJ) desde a última terça-feira (29/9) com pneumonia e sofreu uma parada cardíaca. Deixa três filhos.

A Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias na cidade. O Instituto Internacional Juarez Machado, fundado pelo artista com seu irmão Edson Machado, divulgou uma nota de pesar e informou que ficará fechado até 9 de outubro.

Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, cenógrafo, escritor e ator, Juarez tinha uma característica estética marcante e singular, e transitou por diferentes linguagens e meios de comunicação. Ficou nacionalmente conhecido por seu trabalho como o “mímico” do Fantástico nos anos 1970 e por ter desenvolvido uma iconografia muito particular, tornando-o um artista representativo e de projeção internacional para a arte brasileira do século 20 e 21.

Infância e adolescência

Juarez Machado nasceu em Joinville em 16 de março, filho do caixeiro viajante João de Oliveira Machado e de Leonora Busch Machado, que trabalhava pintando leques em uma fábrica da cidade. Desde a infância demonstrava talento para as artes e criatividade além do comum. Aos três anos de idade fez o primeiro desenho “registrado”: um tanque de guerra desenhado na página de um jornal que noticiava a Segunda Guerra Mundial. O original foi guardado por sua mãe e faz parte do acervo do artista, no Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville.

Na adolescência, trabalhou como ilustrador de um laboratório farmacêutico e, ao apresentar-se para o serviço militar, foi convocado para trabalhar como artista de painéis do Batalhão de Infantaria. Após servir o exército por um ano, foi para Curitiba (PR) estudar na Faculdade de Belas Artes. Na capital paranaense, começou a trabalhar na TV Paraná como cenografista.

Foi na época de estudante que recebeu seus primeiros prêmios: em 1961, conquistou o 2º lugar de Pintura na Mostra de Jovens Talentos e Menção Honrosa no 13º Salão da Primavera. No ano seguinte, levou o 1º prêmio de Desenho e Escultura na Exposição de Jovens Talentos, foi eleito o Melhor Escultor do Paraná no 19º Salão do Paraná; recebeu a Medalha de Prata no 3º Salão de Curitiba; e Medalha de Bronze na 14ª Exposição de Curitiba.

O artista inovador

Após a formatura, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a circular nas mesmas rodas que os grandes ilustradores e escritores de seu tempo: fez amizade com Ziraldo, Jaguar, Millôr Fernandes e outros artistas que trabalhavam nos principais jornais. Em plena ditadura militar, burlava a censura com suas contribuições ácidas a veículos como “O Cruzeiro”, “Fatos e Fotos”, “Desfile”, “Ele e Ela” e “O Pasquim”, além do “Jornal do Brasil”.

Em 1973, Juarez compôs a equipe que trabalhou na criação do Fantástico, o programa dominical da Rede Globo. Ele trabalhava como cenógrafo do programa e produzia cenários e efeitos para vídeos musicais de artistas como Elis Regina, Roberto Carlos, Raul Seixas e Emílio Santiago, considerados visionários para a época

Em 1974, precisou assumir um espaço vazio deixado pela ausência de Chico Anysio, que não pode produzir o episódio de seu quadro de humor no dominical por estar doente. Juarez, que assinava a coluna de humor Nonsense, no Jornal do Brasil, inspirou-se pelo mesmo tipo de humor de suas tirinhas e criou um quadro especialmente para o programa. O resultado foi tão bom que permaneceu na programação. Ele interagia com os próprios desenhos, sempre com o rosto pintado de branco, vestindo uma fantasia, em silêncio e sozinho.

Juarez Machado também foi precursor de um movimento no Brasil: o do livro-imagem. “Ida e Volta”, publicado em 1975, fez história como a primeira obra brasileira a ter uma narrativa formada apenas por ilustrações. Como autor, ele também lançou os livros “Domingo de Manhã”, “Limite”, “Saída” e “Emoções”, todos no mesmo estilo.

Internacionalização da trajetória

Em 1986, após procurar por vários países, Juarez encontrou seu lugar no mundo em Montmartre, famoso por ser o “bairro dos artistas” de Paris. Na capital francesa, costumava visitar o Museu do Louvre e outras instituições culturais com frequência para estudar e buscar inspiração.

Sua obra chegou a países como Estados Unidos, Portugal, Itália, Japão, Uruguai, Suíça, Líbano, Bélgica e Austrália, em exposições e coleções. Foi em uma exposição em Paris o cineasta Jean-Pierre Jeunet conheceu as telas do artista brasileiro e encontrou as cores que buscava para usar no filme que estava produzindo, no início dos anos 2000: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.

Jeunet fotografou quadros, livros e outros trabalhos de Juarez para mostrar à equipe de filmagem. Além disso, dois quadros de Juarez Machado aparecem no filme, decorando o quarto da protagonista, posicionados ao lado da cama. Depois, ele ainda contribuiu com o cineasta na direção de fotografia de “Eterno Amor”, filme que também era protagonizado pela atriz Audrey Tatou.

Legado para a cidade natal

Em 2014, Juarez cumpriu uma promessa que fez a si mesmo aos 19 anos, quando estava mudando para Curitiba para estudar por não haver na época, em sua cidade-natal, um espaço para formação de artistas: de que um dia voltaria a Joinville e construiria um centro de referência para a cidade.

O lugar foi construído no terreno da antiga casa dos pais dele, na rua Lages, com o nome Instituto Internacional Juarez Machado. O espaço possui duas galerias e uma biblioteca dedicada às artes. Além da exposição das obras do artista, o instituto promove exposições de artistas locais, nacionais e internacionais.

Juarez Machado também dá nome a um dos teatros da cidade, localizado no Centreventos Cau Hansen e inaugurado em 8 de outubro de 2001, há 25 anos. No foyer do teatro estão localizadas duas obras que ele produziu para presentear a cidade: “Autorretrato”, uma escultura em bronze do busto do artista; e “Uma história de amor em Joinville”, tela a óleo de 97cm × 3,94m concebida como uma narrativa visual dedicada à cidade e ao universo teatral, representando atores, palcos, bastidores, cenários e atividades que integram o fazer cênico.

Ele também foi responsável pela obra que decora o portal de entrada principal do Centreventos Cau Hansen: o mural “O Grande Circo”. O mural tem 90 m² e é formado por 963 peças cerâmicas pintadas à mão, e foi inaugurado em 1999.

Luiza Brasil, Tete Conde, Thai de Melo, Carollina Lauriano, André Carvalhal e mais: Vestir o Olhar reúne nomes da moda e da arte em talks e oficinas no Pátio Batel

Luiza Brasil, Tete Conde, Thai de Melo, Carollina Lauriano, André Carvalhal e mais: Vestir o Olhar reúne nomes da moda e da arte em talks e oficinas no Pátio Batel

A próxima conversa é na quarta (23), às 19h, com Luiza Brasil e Tete Conde sobre a função dos desfiles de moda. No sábado (26), a mostra recebe oficina para adultos, com o Coletivo Brutas, e oficina infantil que homenageia a Efigênia Rolim

Depois de abrir o ciclo de talks com o estilista Ronaldo Fraga, a segunda edição da ocupação artística Vestir o Olhar segue até 18 de outubro reunindo, no Átrio do Pátio Batel, alguns dos nomes mais influentes da moda e da arte no país. Passam pela programação gratuita a jornalista e influenciadora Luiza Brasil, a analista de mercado e comportamento Tete Conde, a comunicadora de moda e performer Thai de Melo, a curadora de arte Carollina Lauriano, o escritor e consultor de branding André Carvalhal e a jornalista Priscila Monteiro, especialista em comunicação e luxo, além de Luiz Gustavo Vidal, Mariah Viana e Diego Godoy, à frente da Bienal da Moda. As mediações são de Lais Machado, consultora de imagem e estilo há 10 anos que atua no segmento de consultoria corporativa e já atendeu marcas como Prada, Miumiu e BMW, entre outras; e Ana Luisa Torres, publicitária, jornalista e estrategista de marcas.

A próxima conversa acontece na quarta-feira (23), às 19h: "Qual a função dos desfiles de moda?". Desde o século XIX, o propósito dos desfiles vem se transformando, em ritmo ainda mais acelerado com a internet e as redes sociais. Luiza Brasil e Tete Conde debatem para que servem hoje as passarelas, das primeiras apresentações ao "see now, buy now", com mediação de Lais Machado. É o segundo dos cinco talks da programação.

Confira os próximos talks, sempre às quartas-feiras, às 19h, no Átrio do Piso L1:
23/09 – "Qual a função dos desfiles de moda?", com Luiza Brasil e Tete Conde, mediação de Lais Machado
30/09 – "Moda é arte? O debate centenário", com Carollina Lauriano e Thai de Melo
07/10 – "A Bienal da Moda e a história da moda paranaense", com Luiz Gustavo Vidal, Mariah Viana e Diego Godoy
14/10 – "Arte como suporte para construção de branding", com André Carvalhal e Priscila Monteiro, mediação de Ana Luisa Torres

Oficina com Coletivo Brutas criará obra em grupo; oficina infantil homenageia Efigênia Rolim
Em 26 de setembro, sábado, das 14h às 17h, o Coletivo Brutas conduz a oficina "Infalíveis: como materializar uma conversa", no Concierge, Piso L1. É o único sábado com oficina para adultos: nos demais fins de semana, as turmas são dedicadas à família. A atividade parte dos infláveis "Infalível" (2018) e "Sacolagem Vapupu Rolim" (2026) para explorar obras que usam o ar como estrutura, com a produção de lona plástica a partir de sacos descartados. Formado em Curitiba em 2015, o Brutas reúne Érica Storer, Estelle Flores, Gio Soifer, Jéssica Luz e Paula Calory.

No mesmo dia, em quatro turmas à tarde, a oficina para crianças "Transformando objetos" homenageia Efigênia Rolim, a "Rainha do Papel de Bala", que transformou materiais descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. Conduzida por Samantha Baldissera, com visita guiada mediada por Lucia Müller, a atividade convida os participantes a criar pequenos objetos, personagens ou acessórios a partir de materiais inusitados.

Serviço
Talks: quartas-feiras, às 19h, no Átrio do Piso L1, gratuitos. Próximas datas: 23/09, 30/09, 07/10 e 14/10
Oficina "Infalíveis", com o Coletivo Brutas: 26/09, sábado, das 14h às 17h, no Concierge do Piso L1. R$ 45, 35 vagas, 15 anos ou mais
Oficina para a família "Transformando objetos": 26/09, sábado, com turmas às 13h30, 14h45, 16h e 17h15. R$ 45 por participante, 44 vagas por turma
Inscrições: aplicativo do Pátio Batel, pelo programa Singular
Local: Pátio Batel, Av. do Batel, 1868, Curitiba (PR)
Mais informações: www.patiobatel.com.br/vestiroolhar

Vernissage dá início a 2ª edição da ocupação artística “Vestir o Olhar” do Pátio Batel

Aberta ao público até 18 de outubro, a exposição reúne trabalhos de 9 artistas no átrio do shopping, agregando visitas guiadas, oficinas e talks à programação

O Pátio Batel convida o público a experimentar o encontro entre arte e moda na segunda edição da ocupação artística Vestir o Olhar. De 16 de setembro a 18 de outubro, o Átrio se transforma em um espaço vivo de encontros, criação e troca, com talks, visitas guiadas, oficinas e outras experiências ao longo da exposição. As atividades ocorrem dentro da própria mostra, que tem curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural.

O Vestir o Olhar teve início nesta terça (15) com um vernissage exclusivo para convidados, que reuniu a curadora, Ana Carolina Ralston, e os artistas Guita Soifer, Janet Vollebregt, Jum Nakao, Labô Young, Nazareth Pacheco, Nino Cais, Nathalie Edenburg e Ronaldo Fraga. Foi a primeira oportunidade de ver a mostra, que abre ao público nesta quarta (16).

Linguagens reunidas na ocupação se desdobram em nove oficinas temáticas, distribuídas em 24 turmas, que levam para a prática o mote da ocupação — "a arte compõe e a moda expõe". Uma delas é dedicada à artista homenageada desta edição, Efigênia Rolim. As inscrições são feitas pelo app do Pátio Batel, no Singular, com valor de R$ 45 por participante.

“A arte é um dos pilares da nossa marca e está presente na forma como pensamos a experiência no Pátio Batel. Não somos apenas um centro de compras: somos também um espaço que aproxima as pessoas da cultura, seja por meio das nossas exposições, do nosso acervo ou de iniciativas como o ateliê da artista Guita Soifer no subsolo. A mostra Vestir o Olhar nasce desse propósito de encantar e de ampliar o repertório cultural dos nossos clientes e evidenciar a conexão entre os universos da arte e da moda”, afirma Camila Fleischfresser, head de marketing do Pátio Batel.

Terças e quintas: visitas guiadas, do olhar à criação
Às terças-feiras, 19h, o público vive uma experiência em duas etapas: primeiro, percorre as obras em uma visita guiada pela exposição, mediada por Lucia Müller; depois, parte para a criação em uma oficina conduzida por uma arte-educadora. A primeira oficina para adultos, no dia 22 de setembro, é a de customização de peças, conduzida por Lucia Müller, onde os participantes criam estampas em roupas a partir de stencils, moldes que permitem aplicar tinta de tecido. Cada participante deve levar uma peça de roupa de tecido plano e liso, como algodão, linho ou jeans.
Na oficina de relicários, também conduzida por Lucia Müller, a proposta é montar uma peça (que também pode ser um broche) cheia de significado, com a foto de alguém ou de algo especial. Os participantes devem levar uma foto impressa, que pode ser providenciada no Color Lab, no Piso L3. Já “Costurando seu próprio quadro”, mediada por Lisiani Serea, explora os princípios da composição artística com tecidos, fios e linhas, no lugar da tradicional pintura com tinta e pincel sobre tela. Para fechar o calendário, “Memórias Coletivas”, o Coletivo Bordas convida o público a transformar um grande tecido em uma obra compartilhada, com a técnica que preferir, seja desenho, pintura ou costura.

Sábados: arte para toda a família
Aos sábados, as oficinas para a família ocorrem em quatro turmas ao longo da tarde, operadas pela UniDanitê Brinca Lab e conduzidas por Samanta Baldissera - educadora, artista e mentora de criatividade. As turmas também incluem visita guiada, mediada por Lucia Müller. A programação começa com o “Caderno de artista”, em que o participante ganha um caderno para personalizar e criar personagens por meio de cores, formas e símbolos.

Em “Transformando objetos”, a homenageada é Efigênia Rolim, uma das mais originais artistas populares radicadas em Curitiba, que faleceu neste ano. Conhecida como a “Rainha do Papel de Bala”, Efigênia transformou materiais descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. Inspirada na relação da artista com a matéria, a memória, o cotidiano e a transformação, a oficina convida os participantes a criar pequenos objetos, personagens ou acessórios, mostrando que elementos inusitados também podem carregar histórias.

A prática de customização de peças ganha uma versão para a família, que parte de uma pergunta: e se a sua personalidade fosse uma roupa, como ela seria? Com carimbos, tintas, linhas, colas, feltros e tecidos, cada participante transforma uma peça trazida de casa em uma roupa nova e única. No mosaico, os participantes fazem uma releitura de uma das obras de Nathalie Edenburg a partir da união de papeis coloridos, por meio de colagem, e a programação se encerra com uma oficina de desenho e aquarela.

Confira a agenda completa de oficinas:
17/09, 19h (quinta, adultos): visita guiada + imersão no ateliê de Guita Soifer
19/09 (sábado, família): oficina “Caderno de artista” – oficina com Samanta Baldissera e visita guiada com Lucia Müller
22/09 (terça, adultos): visita guiada + oficina “Customização de peças” – mediação de Lucia Müller
26/09 (sábado, família): oficina “Transformando objetos, uma homenagem à Efigênia Rolim” – oficina com Samanta Baldissera e visita guiada com Lucia Müller
28/09 Evento em homenagem à Efigênia Rolim, com exibição de documentário sobre a artista
29/09 (terça, adultos): visita guiada + oficina “Relicário” – mediação de Lucia Müller
03/10 (sábado, família): oficina “Customização de peças” – oficina com Samanta Baldissera e visita guiada com Lucia Müller
06/10 (terça, adultos): visita guiada + oficina “Costurando seu próprio quadro” – oficina com Lisiani Serea e visita guiada com Lucia Müller
10/10 (sábado, família): oficina “Mosaico” – oficina com Samanta Baldissera e visita guiada com Lucia Müller
13/10 (terça, adultos): visita guiada + oficina “Memórias Coletivas” – oficina com o Coletivo Bordas e visita guiada com Lucia Müller
15/10, 19h (quinta, adultos): visita guiada + imersão no ateliê de Guita Soifer
17/10 (sábado, família): oficina “Aquarela” – oficina com Samanta Baldissera e visita guiada com Lucia Müller

Visitas guiadas ao ateliê de Guita Soifer
A programação inclui ainda duas visitas guiadas gratuitas ao ateliê de Guita Soifer, nos dias 17 de setembro e 15 de outubro, às 19h. Nos dois encontros, o público passa primeiro pela ocupação, no átrio, e segue para uma imersão no ateliê. Os interessados em se inscrever devem se cadastrar pelo aplicativo do shopping, o Singular. A visita é gratuita.

Com carreira consolidada no Brasil e no exterior, Guita Soifer possui trabalhos exibidos em países como Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Argentina, Chile e Japão. No Paraná, teve exposições realizadas em instituições como o Museu Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná e o Museu Alfredo Andersen. Sua produção é marcada pela experimentação constante e pela ressignificação de materiais e objetos cotidianos, criando obras que desafiam limites entre instalação, escultura, memória e narrativa visual.

Talks completam a programação
Cinco talks acontecem às quartas-feiras, às 19h, no Átrio do Pátio Batel (Piso L1). A participação é gratuita, com resgate do benefício no app do Pátio Batel, pelo programa Singular.

16/09 – “Quem é e o que faz um diretor criativo?”: O estilista mineiro Ronaldo Fraga, um dos nomes mais autorais da moda brasileira, recebe o paranaense Rafael Chaouiche, fundador da marca homônima e primeiro brasileiro no reality “Making the Cut”. Os dois falam do trabalho criativo por trás de uma marca, da inspiração ao styling, passando por silhueta, imagem e comunicação. A mediação é de Mariah Viana, diretora criativa da Novolouvre, VP da Cultura ACP e coordenadora da Bienal da Moda.

23/09 – “Qual a função dos desfiles de moda?”: Desde o século XIX, o propósito dos desfiles vem se transformando, em ritmo ainda mais acelerado com a internet e as redes sociais. A jornalista e influenciadora Luiza Brasil e a analista de mercado e comportamento Tete Conde debatem para que servem hoje as passarelas, das primeiras apresentações ao “see now, buy now”. A mediação é da consultora de estilo Lais Machado.

30/09 – “Moda é arte? O debate centenário”: A curadora de arte Carollina Lauriano e a comunicadora de moda e performer Thai de Melo discutem as afinidades e divergências entre as duas formas de expressão. Também falam de como elas se complementam na construção de repertório.

07/10 – “A Bienal da Moda e a história da moda paranaense”: Três convidados contam como nasce uma bienal de moda no Paraná: Luiz Gustavo Vidal, presidente da Cultura ACP (Associação Comercial do Paraná) e criador da Bienal da Moda; Mariah Viana, VP da Cultura ACP e coordenadora da Bienal; e Diego Godoy, headhunter da Muuda e membro do comitê. A conversa revisita as indústrias, escolas e marcas autorais do estado. Também aborda as ambições do evento de conectar moda, educação, inovação e economia criativa em Curitiba.
14/10 – “Arte como suporte para construção de branding”: O escritor, professor e consultor de branding André Carvalhal e a jornalista Priscila Monteiro, especialista em comunicação e luxo, discutem como a arte pode apoiar o posicionamento de marcas. Eles partem de cases que vão de gigantes do luxo a grifes de nicho. A mediação é da publicitária Ana Luisa Torres.

“O principal ponto é conectar com maior força e propriedade a relação entre arte e moda. Se, na primeira edição, convidamos artistas visuais que já tinham colaborações com a moda, mas que, na sua essência, trabalhavam as artes plásticas, neste segundo momento reunimos artistas que permeiam os dois mundos, com trajetórias significativas na arte e na moda e que fazem essa costura de uma forma única”, afirma a curadora Ana Carolina Ralston.

Nesta edição, a mostra conta com a parceria do Museu Oscar Niemeyer (MON), que empresta uma obra de Efigênia Rolim de sua coleção e dedica à artista a exposição “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”, a partir de 16 de setembro. Diariamente, às 19h30, o telão central exibe videoartes do acervo do MON, com trabalhos de Eliane Prolik, Regina Silveira, Sonia Dias, Tokyo Show e Tony Camargo.
Vestir o Olhar também integra a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba.

Serviço
Vestir o Olhar – 2ª edição | Oficinas
Exposição: 16 de setembro a 18 de outubro, no horário de funcionamento do shopping, com entrada gratuita
Oficinas para adultos (visita guiada + oficina): terças-feiras, às 18h30, de 22/09 a 13/10
Oficinas para a família: sábados, com turmas às 13h30, 14h45, 16h e 17h15, de 19/09 a 17/10
Local: Pátio Batel, Av. do Batel, 1868, Curitiba (PR) – Átrio do Piso L1
Valor: R$ 45 por participante (clientes Diamante e Esmeralda do programa Singular podem resgatar com pontos)
Inscrições: pelo app do Pátio Batel. Vagas limitadas: até duas por CPF nas oficinas para adultos e até quatro nas oficinas para a família
Curadoria: Ana Carolina Ralston | Produção: Ayo Cultural
Mais informações: www.patiobatel.com.br/vestiroolhar

Sobre o Pátio Batel
Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 13 anos de história, o Pátio Batel se consolida como “único em todos os sentidos”: um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.

“Colagem Continuada” reúne 19 artistas em nova exposição da Bienal de Curitiba

Nova mostra na Sala Adalice Araújo, na SEEC, apresenta obras que partem da colagem como forma de pensamento. Com isso, aproximam imagens, materiais, histórias e diferentes gerações da produção contemporânea.
Curitiba, agosto de 2026 | Como dar um nome para algo que é uma novidade mas sempre esteve aqui? Recortar, aproximar, sobrepor, deslocar, justapor, aglutinar. Uma imagem retirada de seu contexto encontra outra; um fragmento aparentemente sem importância ganha novo sentido quando muda de lugar; tecidos, papéis, fotografias, pinturas e referências de tempos distintos passam a compartilhar uma mesma superfície. É desse princípio, tão simples quanto radical, que parte “Colagem Continuada”, nova exposição da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba - LIMIARES, que inaugura dia 17 de setembro, às 17 horas, na Sala Adalice Araújo, espaço da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) que integra as sedes do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná).

Com curadoria de Jhon Voese e Mário de Alencar, a mostra reúne 19 artistas e expande a ideia de colagem para além de uma técnica artística. Aqui, colar também significa aproximar pessoas, pensamentos, referências e modos de fazer. A própria construção da exposição é entendida pelos curadores como uma operação de montagem: artistas que já desenvolviam suas pesquisas encontram obras produzidas em outros momentos, pessoas entram no projeto ao longo do percurso e novas relações aparecem justamente porque elementos inicialmente separados passam a conviver. “O ato de curar uma exposição aqui é encarado como um ato de colagem”, escreve Jhon Voese no texto curatorial. “Colagem é o impacto fulminante do passado com o futuro”, escreve Mário de Alencar completando. Para eles, uma mostra também nasce dessa sucessão de encontros: “A ideia que se justapõe a outra e que faz nascer um projeto”, ou “A colagem não começa, e a colagem nunca termina. A colagem continua…”

A exposição apresenta trabalhos de Alexandre Cruz Sesper, Alysson Mazzochin, Ana Camargo, André Bergamin, Annette Skarbek, Arnaldo Baptista, Bia Franzolin, Bomju Coelho, Castrenhos (Gabriel Castro), Dedé Ribeiro, Emerson Persona, Guilherme Lepca, Joana de Lima, Juan Pablo Mapeto, Lucas Fier, Marilene Ropelato, Mário de Alencar, Moira Lacowicz e Yara Osman. Embora reunidos pela colagem, os artistas não obedecem a uma fórmula única. A força da mostra está na multiplicidade de procedimentos. Papel encontra tecido; imagens extraídas de enciclopédias ou antigas ilustrações são deslocadas, transferidas e transformadas; recortes acrescentam volume à pintura; restos, rasgos e sobras deixam de ser descarte para assumir protagonismo. Em outros trabalhos, é a própria associação entre imagens e ideias que funciona como colagem.

Essa diversidade também impede que o gênero seja reduzido à sua aparência mais conhecida. Colagem não é simplesmente recortar uma figura e colocá-la sobre outra superfície. É um modo de pensar por aproximações, rupturas e recombinações. Uma imagem pode esconder parcialmente outra sem apagá-la; materiais carregam suas próprias memórias; aquilo que estava destinado a desaparecer reaparece ocupando uma posição completamente diferente. Colagem são as sobras do almoço dentro de um pote plástico. Colagem é a revista recortada, a fita cassete copiada, o filme pirateado, a farofa de domingo e a roupa velha costurada.

A história da colagem acompanha alguns dos momentos mais transformadores da arte moderna e contemporânea. Picasso e os cubistas incorporaram fragmentos da vida cotidiana às obras; os dadaístas fizeram do corte e da montagem instrumentos de crítica; artistas como Hannah Höch utilizaram imagens da imprensa para desmontar e reconstruir visualmente a sociedade de seu tempo. Mais tarde, procedimentos semelhantes atravessariam o Fluxus, a pop art e inúmeras experiências que dissolveram as fronteiras entre pintura, fotografia, objeto, palavra e vida cotidiana.

Os curadores recuperam essas referências sem transformá-las em uma genealogia rígida. Duchamp, Picasso, Matisse e Hannah Höch aparecem em seu texto ao lado de artistas brasileiras e de experiências posteriores justamente porque a própria história da arte também pode ser percebida como uma colagem. São ideias que se acumulam, se contradizem, são retomadas e modificadas.

No Brasil, essa lógica encontra terreno particularmente fértil. Os curadores mencionam um universo “articulado, colado por Rosanas, Reginas e Lygias”, evocando uma produção que historicamente desafiou separações entre objeto e experiência, arte e cotidiano, matéria e participação. “A colagem não para, a colagem só cresce, o de cima esconde o que o de baixo tece”, parafraseia Voese. Ao que de Alencar completa: “Seria ela uma técnica que surge diante dos excessos visuais e do lixo gráfico criados pela Revolução Industrial? Talvez uma ferramenta conceitual fabricada pelos modernistas para remover o verniz de seriedade da arte. Ou possivelmente algo muito mais ancestral e onipresente na cultura humana: um gatilho para a apropriação daquilo que vem de fora, um mecanismo para transformar o outro naquilo que é nosso”.

Nesse ponto que a exposição encontra LIMIARES, conceito da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba. Se esta edição investiga fronteiras em transformação entre humano e tecnológico, material e imaterial, natureza e cultura, passado e futuro, a colagem opera naturalmente nessas zonas intermediárias.

Uma fotografia antiga torna-se material contemporâneo. O retalho carrega a memória do tecido ao mesmo tempo em que integra outra composição. Uma imagem perde sua função original e passa a produzir novos sentidos. Cada fragmento permanece sendo aquilo que era e, simultaneamente, torna-se outra coisa ao entrar em relação com os demais.

“Quando iniciei eu tinha uma ideia, mas a ela foram sendo coladas novas”, afirma Voese. “É impossível ter uma ideia que não seja fruto de uma colagem daquilo que se tinha e daquilo que veio”. Alencar reflete: “Porque, no fim das contas, essa é a pergunta que precisamos responder: qual o papel da colagem brasileira, pautada na antropofagia vanguardista e no caldeirão de misturas que é nossa cultura, para a arte contemporânea? A resposta é fácil, contudo: Colagem é aquilo que chamarmos de colagem”.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. Patrocínio: Aurora Coop. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea.

FICHA TÉCNICA
Curadoria: Jhon Voese e Mário de Alencar
Coordenação de projeto: Ana Camargo e Jhon Voese
Design: Mário de Alencar
Expografia: Ana Camargo e Jhon Voese

Agradecimentos: Asa Basa, Lucas Velloso, Alan Amorim, Bomju Coelho, Clube da Colagem e Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC Paraná.

Artistas: Alexandre Cruz Sesper – @_sesper | Alysson Mazzochin – @bettercallpuff | Ana Camargo – @ana.carolcamargo | André Bergamin – @andre.bergamin | Annette Skarbek – @annetteskarbek | Arnaldo Baptista – @arnaldobaptistaoficial | Bia Franzolin – @_biafranzolin.art | Bomju Coelho – @bomju_coelho | Castrenhos (Gabriel Castro) – @castrenhos | Dedé Ribeiro – @dederibeiro | Emerson Persona – @emersonpersona | Guilherme Lepca – @lepca.art | Joana de Lima – @joanadelima | Juan Pablo Mapeto – @juanpablomapeto | Lucas Fier – @lucasfier | Marilene Ropelato – @marilene_ropelato | Mário de Alencar – @mariodealencar | Moira Lacowicz – @moira.lacowicz | Yara Osman – @yaraosmanyaya

SERVIÇO
16.ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES
Exposição: Colagem Continuada
Curadoria: Jhon Voese e Mario de Alencar
Local: Sala Adalice Araújo – Secretaria de Estado da Cultura / MAC Paraná Rua Ébano Pereira, 240, Centro

Patrocínio: Aurora Coop

Abertura: 14 de setembro
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h
Entrada gratuita

Mais informações:
@bienaldecuritiba
www.16bienaldecuritiba.org

Cerâmica molda novos objetos para a casa

A cerâmica vem ganhando espaço no design de interiores e aparece em diferentes objetos que ajudam a construir a identidade dos ambientes. Bowls, luminárias, esculturas, castiçais, centros de mesa, pratos e objetos de parede são alguns exemplos de como o material pode ser incorporado à casa.

Além da beleza, a cerâmica acrescenta textura, forma e personalidade à decoração. Peças com desenho marcante podem funcionar como pontos de destaque, enquanto objetos menores ajudam a criar composições mais interessantes em mesas, estantes e aparadores. Entre acabamentos, cores e formas, o material também permite misturar referências e trazer mais design para o cotidiano.

Vasos de acabamento artesanal da FITZ

Com formas alongadas, alças marcantes e acabamento em tons terrosos, os vasos que chegam à FITZ combinam presença escultórica e uma estética de inspiração artesanal. Dispostos em diferentes alturas, as peças podem ser usadas tanto individualmente quanto em composição, trazendo textura e personalidade para ambientes.

Disponíveis na FITZ, em Pinheiros, os vasos integram a seleção da marca, que reúne mobiliário, objetos e peças para a casa com olhar voltado ao design e à curadoria.

Acervo Jorge Feitosa – vaso cornucópia de cerâmica vintage Brasileira C. 1960

Com formato de cornucópia, símbolo de abundância inspirado em um chifre curvado, este vaso de cerâmica artística brasileira, produzido por volta dos anos 1960, combina uma silhueta orgânica a um relevo geométrico que percorre toda a superfície. O esmalte em tons de ocre, caramelo e marrom café valoriza a textura e reforça o desenho da peça. Selecionado por Jorge Feitosa para o acervo, o vaso mostra como a cerâmica pode assumir um papel de destaque na decoração, trazendo forma, textura e história para os ambientes.

Vaso Elementos - estudiobola

Com desenho minimalista e esmalte reativo, o vaso Elementos, do estudiobola, explora a relação entre forma e matéria. Durante a queima, o calor provoca variações na superfície, criando texturas e nuances que fazem com que cada peça tenha um resultado próprio. O volume de linhas contidas contrasta com a pele marcada pelo processo cerâmico, dando ao vaso uma presença escultórica que combina com diferentes composições de interiores.

Coleção Vector, Inge Simonis na 6F Decorações

A coleção Vector, assinada pela designer holandesa Inge Simonis e comercializada com exclusividade pela 6F Decorações, explora a cerâmica como matéria-prima central para a criação de objetos de forte presença escultórica. A partir das possibilidades plásticas do material, a designer trabalha volumes, geometrias e linhas precisas, criando peças de linguagem contemporânea. A cerâmica deixa de ser apenas suporte e passa a definir a própria identidade da coleção, valorizando textura, forma e o caráter artesanal de cada objeto.

Coleção Orquídea, da Les Ottomans, na 6F Decorações

Assinada pelo influenciador Marcelo Antunes, a coleção Orquídea, da Les Ottomans, leva a exuberância da flora brasileira à mesa. Importadas com exclusividade pela 6F Decorações, as louças são produzidas em cerâmica italiana e recebem pinturas de orquídeas, folhagens e elementos tropicais em uma paleta vibrante, que traduz o olhar maximalista da marca. A coleção marca a parceria entre o criativo brasileiro e a Les Ottomans, unindo referências da natureza tropical à tradição artesanal italiana.

Tecline e a mesa Antigua assinada por Arthur Casas

A Tecline apresenta a Mesa Antigua, assinada pelo arquiteto Arthur Casas, que parte de um azulejo cerâmico desenhado originalmente para revestimento de parede. Na peça, os azulejos são organizados em um mosaico horizontal e formam o tampo, criando um desenho contínuo marcado pelo relevo e pelo acabamento areia matte. A estrutura fina em aço galvanizado completa a composição e deixa o trabalho artesanal da cerâmica em evidência. O resultado leva um elemento de arquitetura para o mobiliário de forma simples e bem resolvida.

Vasos de cerâmica da Breton Casa

Na coleção de vasos de cerâmica da Breton Casa, a cerâmica não busca a perfeição, busca o gesto. Curvas, relevos e pequenas assimetrias revelam o caminho das mãos sobre a matéria e fazem de cada vaso uma peça singular. Com volumes quase escultóricos e a argila assumindo seu protagonismo, os vasos da Breton Casa colocam o fazer artesanal em primeiro plano e traduzem uma linguagem cara à marca: o design brasileiro feito com identidade, autoria e alma.

Pátio Batel anuncia a 2ª edição do Vestir o Olhar e aproxima arte e moda em ocupação com nove artistas

A exposição de arte de 16 de setembro a 18 de outubro, tem curadoria de Ana Carolina Ralston, homenagem à artista Efigênia Rolim e traz nomes como Ronaldo Fraga e Jum Nakao

O Pátio Batel anuncia a segunda edição de Vestir o Olhar, ocupação de arte contemporânea que transforma o shopping em uma grande galeria aberta ao público. Depois de uma estreia que instalou, no último ano, obras de nove artistas por três andares, a mostra retorna ainda mais próxima da moda, guiada pelo mote “a arte compõe e a moda expõe”. A exposição tem visitação aberta de 16 de setembro a 18 de outubro, com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural.

Em 2026, Vestir o Olhar constrói seu próprio território no átrio do shopping. A curadoria reuniu trabalhos vindos de acervos, museus, galerias e colecionadores particulares, ao lado de criações concebidas especialmente para a mostra. O fio condutor é a relação entre o vestir e o olhar: obras que partem de diferentes linguagens e materiais para revelar distintas visões sobre a arte, o corpo e o modo como nos relacionamos com aquilo que vestimos e adornamos. Reunidas, elas criam possibilidades de encontro entre arte e moda, ampliando o olhar sobre essas linguagens e suas interseções.

“O principal ponto é conectar com maior força e propriedade a relação entre arte e moda. Se, na primeira edição, convidamos artistas visuais que já tinham colaborações com a moda, mas que, na sua essência, trabalhavam as artes plásticas, neste segundo momento reunimos artistas que permeiam os dois mundos, com trajetórias significativas na arte e na moda e que fazem essa costura de uma forma única”, afirma a curadora Ana Carolina Ralston.

Uma galeria no coração do Pátio

Toda a ocupação se concentra no átrio do shopping, transformado em uma galeria cenográfica. Um portal de entrada recebe o público e dá acesso às ilhas expositivas, uma para cada artista. “A arte é um dos pilares da nossa marca e está presente na forma como pensamos a experiência no Pátio Batel. Não somos apenas um centro de compras: somos também um espaço que aproxima as pessoas da cultura, seja por meio das nossas exposições, do nosso acervo ou de iniciativas como o ateliê da artista Guita Soifer no subsolo. A mostra Vestir o Olhar nasce desse propósito de encantar e de ampliar o repertório cultural dos nossos clientes e evidenciar a conexão entre os universos da arte e da moda”, afirma Camila Fleischfresser, head de marketing do Pátio Batel.

A segunda edição presta uma homenagem a Efigênia Rolim, uma das mais originais artistas populares radicadas em Curitiba, falecida este ano, conhecida como a “Rainha do Papel de Bala” por transformar materiais descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. A ação celebra uma artista cuja pesquisa aproximou de forma pioneira a apropriação de materiais e a arte do vestir, além de reconhecer seu papel como professora e educadora e sua importância para a produção artística da região Sul do Brasil.

Nove nomes entre a arte e a moda

A seleção de Vestir o Olhar 2026 reúne artistas de acervo consagrado e criadores em plena atividade, todos habitando a fronteira entre as artes visuais e a moda:

Efigênia Rolim: a “Rainha do Papel de Bala” fez do descarte a sua matéria-prima, transformando embalagens e materiais reciclados em roupas e esculturas. Sua obra aproxima arte e moda pelo reaproveitamento de materiais e pela roupa como território de identidade, afeto e criação, em uma pesquisa que antecipou discussões muito presentes na arte contemporânea.
Guita Soifer: uma das mais importantes artistas paranaenses, transita entre gravura, pintura, fotografia e instalação. Seu trabalho investiga memória, matéria e transformação, dialogando com a construção visual do corpo e da imagem.
Janet Vollebregt: artista holandesa com base entre Brasil e Europa, cria instalações e esculturas que exploram corpo, espaço e energia. Sua pesquisa integra arte, design e arquitetura em experiências sensoriais que vestem espaços.
Jum Nakao: um dos nomes mais relevantes da moda autoral brasileira, ficou conhecido pelo icônico desfile “A Costura do Invisível”, onde roupas de papel foram rasgadas diante do público. Sua obra aproxima moda, arte e performance ao questionar os processos e o consumo da indústria.
Labô Young: investiga identidade, cultura urbana e visualidade contemporânea em tramas que evocam a Amazônia e dialogam com a estética da moda. Para a mostra, o artista produz peças especialmente concebidas para a exposição.
Nathalie Edenburg: artista, modelo e joalheira, transita entre a pintura e o design de joias. Sua produção explora formas orgânicas e processos intuitivos em um surrealismo que veste o corpo e o adorno.
Nazareth Pacheco: com trajetória consolidada, trabalha materiais como vidro, cristais e metal para explorar o corpo como território de investigação. Sua obra evoca o adorno e tensiona a fronteira entre beleza e dor, desejo e desconforto.
Nino Cais: trabalha com fotografia, colagem e objetos, usando roupas e elementos domésticos do cotidiano. Sua obra aproxima arte e moda de forma poética e conceitual, deslocando o sentido das coisas comuns.
Ronaldo Fraga: um dos principais estilistas do país, constrói coleções que narram histórias e identidades culturais do Brasil. Sua prática ultrapassa a moda e trata o desfile como linguagem artística e crítica.

Parceria com o Museu Oscar Niemeyer

Nesta edição, Vestir o Olhar ganha um parceiro de extrema importância para as artes: o Museu Oscar Niemeyer (MON), que empresta uma das obras de Efigênia Rolim, de sua coleção, para compor a mostra no Pátio Batel. A parceria se estende também à programação audiovisual, com uma curadoria de videoarte de seu acervo exibida na tela central da ocupação. Para aprofundar o encontro com a obra da artista Efigênia Rolim, o MON instala ainda um totem de venda de ingressos no shopping, convidando o público a estender a experiência e visitar “Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo”, mostra-homenagem que o museu dedica à artista em seu novo espaço, no final do túnel, a partir de 16 de setembro.

Agenda com talks, visitas guiadas e mais

Vestir o Olhar se propõe como uma experiência a ser vivida ao longo de mais de um mês, com programação gratuita e aberta ao público. Estão previstas visitas guiadas semanais, às terças-feiras, que conduzem o visitante pelas obras, além de oficinas para adultos, durante a semana, e para crianças, aos finais de semana. As oficinas infantis serão operadas pela UniDanitê Brinca Lab e conduzidas por uma arte-educadora, assim como as oficinas voltadas ao público adulto.

A programação de oficinas convida o público a experimentar na prática algumas das linguagens presentes na exposição. Entre as atividades estão Customização de Roupa, que propõe transformar peças com novas criações; Caderno de Artista, voltada à construção de um diário visual pessoal; Mosaico: Pequenas Partes, Grandes Imagens, que explora composição e fragmentação; e Colagem, Cor e Camadas, dedicada à sobreposição de materiais e texturas. Algumas das oficinas são inspiradas diretamente em obras e processos criativos dos artistas presentes em Vestir o Olhar, aproximando ainda mais o público do universo de cada um deles.

A mostra trará uma série de cinco talks já confirmados, que reúnem nomes de peso da moda e da cultura, como Ronaldo Fraga, Luiza Brasil, Thai de Melo, Tete Conde, André Carvalhal, Chaouiche, Carollina Lauriano, Priscila Monteiro e Mariah Salomão Viana, em conversas sobre criação, desfile, arte e bem-estar.

Confira a programação completa de talks:

Dia 16/09: “Quem é o que faz um Diretor Criativo” com Ronaldo Fraga e Chaouiche, com mediação Mariah Viana.

Dia 23/09: “Qual a função dos desfiles de moda” com Tete Conde e Luiza Brasil, com mediação de Lais Machado.

30/09: “Moda é arte? O debate centenário” com Thai de Melo e Carollina Lauriano.

07/10: “A Bienal da Moda e a história da moda no Paraná”, com Luiz Gustavo Vidal, Mariah Viana e Diego Godoy.

14/10: “Arte como suporte para construção de branding” com André Carvalhal e Priscila Monteiro, com mediação de Ana Luisa Torres.

Vestir o Olhar na Bienal de Curitiba

Vestir o Olhar integra a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, que acontece até novembro de 2026 e reúne mais de 300 artistas de 38 países em exposições, instalações e ações urbanas espalhadas pela cidade. Ao aproximar arte e moda em uma ocupação inédita no Pátio Batel, a mostra soma-se ao tema “LIMIARES” da Bienal, ampliando os diálogos sobre fronteiras e interseções entre linguagens contemporâneas.

Serviço

Vestir o Olhar 2ª edição
16 de setembro a 18 de outubro, no horário de funcionamento do shopping
Local: Pátio Batel, Av. do Batel, 1868, Curitiba (PR) - Átrio do Piso L1
Entrada: gratuita
Curadoria: Ana Carolina Ralston e Produção Ayo Cultural
Programação: visitas guiadas e talks gratuitos (inscrições pelo app do Pátio Batel, pelo programa Singular). Oficinas também terão inscrições pelo app do Pátio Batel, com valor fixo de R$45.
Mais informações e agenda de talks, oficinas e visitas guidadas em: patiobatel.com.br/vestiroolhar

Sobre o Pátio Batel

Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 12 anos de história, o Pátio Batel se consolida como "único em todos os sentidos": um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.

Titanic: Jockey Plaza recebe exposição de 2,5 mil m² inédita no Sul do país

Experiência internacional já recebeu 2,5 milhões de visitantes e reúne mais de 150 objetos relacionados à história do navio, ambientes recriados em tamanho real e recursos imersivos

Pela primeira vez na Região Sul do Brasil, a exposição internacional “Titanic: Uma Viagem Imersiva” desembarca no Jockey Plaza Shopping, em Curitiba, no dia 18 de setembro. Instalada em uma área de aproximadamente 2.544 m², a atração reúne mais de 150 objetos relacionados à história do navio, recriações em tamanho real e experiências multimídia que transportam o visitante para uma das viagens mais conhecidas da história.

Curitiba será a segunda cidade brasileira a receber a exposição, depois de São Paulo. A experiência itinerante estreou mundialmente em 2024, em Atlanta, nos Estados Unidos, e já recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes em suas temporadas pelo mundo.

A chegada ao Paraná envolve uma grande operação de bastidores. São 21 dias de montagem até que os espaços estejam prontos para receber o público. Entre os destaques estão recriações em tamanho real das luxuosas cabines de primeira classe, além de documentos de construção e registros técnicos do Titanic e bilhetes originais emitidos pela White Star Line, companhia responsável pelo navio.

“Receber pela primeira vez no Sul uma exposição internacional dessa dimensão reforça o posicionamento do Jockey Plaza como principal destino das grandes exposições e eventos inéditos em Curitiba. É uma atração que desperta a curiosidade de diferentes gerações e oferece uma oportunidade de conhecer de perto uma história que continua fascinando o mundo mais de um século depois”, afirma a gerente de marketing do Jockey Plaza Shopping, Michelle Cirqueira.

Uma viagem pela história

Coproduzida pela Exhibition Hub, Wow Entretenimento e Fever, “Titanic: Uma Viagem Imersiva” combina objetos históricos, cenários, projeções multimídia e imagens em 3D para apresentar diferentes momentos da trajetória do RMS Titanic.

Durante a experiência, o visitante poderá conhecer detalhes da construção do transatlântico, entrar em ambientes inspirados no interior da embarcação e acompanhar histórias de passageiros e tripulantes. A exposição apresenta ainda objetos relacionados aos salões de jantar, uniformes da tripulação, documentos históricos e fragmentos de destroços recuperados pelo navio Minia.

Entre os documentos apresentados estão bilhetes de primeira classe, cujo valor, atualizado, equivaleria a aproximadamente 60 mil euros. Cartas e relatos pessoais ajudam a contar as histórias de quem estava a bordo, incluindo uma carta de Thomas Andrews, principal projetista do Titanic, para sua família.

Recursos imersivos também recriam momentos decisivos da viagem, como a formação do iceberg e a colisão. Ao final, um tour virtual leva o público até os destroços do Titanic, que permanecem no fundo do Oceano Atlântico.

A visita completa tem duração estimada entre 60 e 90 minutos e classificação livre. Menores de 16 anos devem estar acompanhados por um adulto e crianças de até dois anos têm entrada gratuita.

O Jockey Plaza Shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370. O estacionamento custa R$ 10 para permanência de até 30 minutos e R$ 20 para todo o período dentro da mesma diária. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. As operações de alimentação funcionam de segunda a sexta, das 10h às 22h, aos sábados, das 10h às 23h, e aos domingos, das 11h às 22h.

Serviço: Titanic: Uma Viagem Imersiva – Jockey Plaza Shopping

Local: Piso L2 – Jockey Plaza Shopping
Abertura ao público: 18 de setembro
Temporada: por tempo limitado
Horários: segunda a sexta-feira, das 14h às 22h (última sessão às 21h); sábado, das 10h às 22h (última sessão às 20h); domingos e feriados, das 12h às 20h (última sessão às 19h)
Ingressos: a partir de R$ 60, disponíveis pelo site e aplicativo da Bilheteria Digital. Bilheteria local a partir de 17 de setembro
Classificação: livre. Menores de 16 anos devem estar acompanhados por um adulto. Crianças de até 2 anos têm entrada gratuita.
Grupos e visitas pedagógicas: grupos e instituições de ensino podem realizar visitas mediante reserva antecipada pelo telefone (41) 99535-2093
*Acessível para pessoas com deficiência (PcD)

Artefacto Curitiba celebra 50 anos com Mostra 2026

Com o tema “Maturidade”, nova edição reúne nomes da arquitetura e do design de interiores, apresenta a coleção Edition 2026 – Cosmos e marca um novo momento da operação da marca na capital paranaense.

No ano em que celebra cinco décadas de história, a Artefacto anuncia a Mostra Curitiba 2026, que tem como tema “Maturidade”. A edição reúne renomados arquitetos e designers de interiores convidados a desenvolver ambientes autorais que traduzem diferentes interpretações sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas — e seus reflexos na evolução do morar contemporâneo.

Em Curitiba, o conceito ganha um significado particular. A abertura da Mostra coincide com um importante momento de expansão da operação local, marcado pela aquisição da Villa Margarethe, um dos casarões históricos da Rua Comendador Araújo. Construída em 1917, a residência integra a memória arquitetônica da capital paranaense e passa a fazer parte de um novo capítulo da presença da marca na cidade.

A incorporação de um imóvel centenário à operação estabelece um diálogo natural com o tema da Mostra. Maturidade, neste contexto, também se traduz na valorização do tempo, da memória e da permanência, abrindo novas possibilidades a partir de uma história já construída. A expansão reforça a presença da Artefacto no mercado paranaense e integra o atual ciclo de investimentos da empresa em endereços estratégicos no país.

Mais do que uma exposição de arquitetura e interiores, a Mostra reafirma um dos pilares construídos pela Artefacto ao longo de sua trajetória: o estreito e bem-sucedido relacionamento com os profissionais locais. Nesta edição, os ambientes exploram diferentes perspectivas sobre a maturidade, valorizando escolhas conscientes, identidade, memória, autenticidade e permanência — conceitos que dialogam tanto com as novas formas de morar quanto com o momento vivido pela própria marca em seu cinquentenário.

Em paralelo, a Artefacto apresenta a Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a coleção reúne móveis marcados por linhas puras, volumes definidos e proporções exatas, em um equilíbrio entre forma, técnica e função. A pesquisa de materiais combina pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça em peças de presença serena, concebidas para atravessar o tempo e permanecer relevantes.

“Celebrar 50 anos é reconhecer nossa trajetória e continuar olhando para o futuro. Em Curitiba, esse movimento ganha um significado especial com a Villa Margarethe, um imóvel que carrega mais de um século de história. Sua incorporação à operação da Artefacto dialoga com o tema Maturidade e reforça nossa presença na cidade. É também um gesto para Curitiba, um presente que valoriza e ajuda a preservar sua memória”, declara Paulo Bacchi, CEO da Artefacto.
Da Villa Margarethe
A Villa Margarethe está inserida no Conjunto Urbano da Rua Comendador Araújo, oficialmente tombado pelo Estado do Paraná em 2004. Pela qualidade de sua arquitetura e estado de conservação, é considerada um dos exemplares residenciais remanescentes mais representativos da Curitiba das primeiras décadas do século XX, período em que a prosperidade da erva-mate e o avanço da indústria contribuíram para transformar a paisagem urbana da cidade.

Erguida originalmente para Oscar Charles Mueller, a residência recebeu o nome Villa Margarethe em homenagem à sua esposa, Margarethe Lepper. O imóvel remonta ao período de prosperidade econômica impulsionado pela erva-mate e preserva características da arquitetura residencial da Curitiba do início do século XX, reunindo referências do Art Nouveau, ecletismo europeu e da arquitetura germânica.

Segue abaixo os ambientes da Mostra.

Ana Letícia Virmond / @analeticiavirmond

Serenidade conquistada ao longo da vida: é assim que Ana Letícia Viermond define maturidade. Experiência que se transforma em repertório e conduz a escolhas conscientes e assertivas. O projeto Casa Lounge traduz essa ideia em um espaço gourmet que convida a desacelerar, compartilhar momentos e celebrar o prazer das boas escolhas. Para Ana, o verdadeiro luxo está no que permanece, no que desperta emoções e, acima de tudo, resiste ao tempo. Como os móveis. Cada um deles respeitando a essência da Artefacto e valorizando a excelência técnica e artesanal de seus produtos. A integração entre as áreas, por exemplo, é plena e natural, favorecida pelo módulo Lounge, peça protagonista, que segundo a profissional sintetiza o próprio conceito do projeto, ao colocar arte, matéria e permanência em perfeita harmonia. Nos demais móveis, materiais como madeira, mármore, tecido e couro reforçam a sensação de atemporalidade, enquanto o desenho limpo evidencia a simplicidade das formas. Como ocorre, por exemplo, com a mesa de jantar Jud, a cadeira Lille, a banqueta Hara e a poltrona Calix que se unem ao lounge em uma composição equilibrada onde cada detalhe dialoga com o todo.

André Bertoluci / @andrebertoluciarquitetura

Maturidade é compreender que o tempo e o silêncio revelam a essência das coisas. Fiel à máxima, Living & Convívio, projeto de Andre Bertolucci reflete exatamente isso: espaços que não seguem tendências, mas que acolhem histórias, fortalecem vínculos e permanecem atuais pela verdade de cada escolha. Para o arquiteto, o tempo não diminui o valor das coisas, mas as revela. Uma visão que se materializa em uma sequência de ambientes – living, sala de jantar, lounge e estar bar – que traduzem diferentes momentos da convivência: receber e compartilhar. Privilegiando materiais naturais – madeira, mármore, fibras naturais e cerâmica artesanal – a atmosfera é serena e atemporal. A iluminação combina luz natural, filtrada pelas cortinas, com camadas de iluminação artificial, reforça a sensação de permanência e bem-estar. Escolhido pela sua capacidade de equilibrar design e longevidade, o mobiliário traz como destaque o módulo Evans e o sofá Direc, coluna de jantar Sabang e poltronas como a Mayu e a Arua. Entre todas as peças, porém, a poltrona Arua, ocupa lugar especial no projeto, por sua linguagem, a um só tempo, artesanal e contemporânea.

Angela Chinasso Arquitetura / @angelachinasso

O projeto de Angela Chinasso e Carlos Reichmann é quase uma licença poética: transformar o sótão em uma suíte com três ambientes –quarto de vestir, sala de banho e hall de distribuição–, no qual a habilidade da profissional se revela na liberdade criativa e na harmonia entre espaço e indivíduo. A luz natural que entra pelas mansardas foi preservada, mantendo paredes e tetos brancos para dar respiro aos olhos e permitir que cores, texturas e mobiliário assumam protagonismo. Para a dupla, a maturidade pode ser definida como o silêncio do excesso e a permanência do essencial e o projeto confirma a tese.

Escolhido não apenas pelo seu componente estético, mas pela capacidade de emocionar e criar vínculos, o mobiliário traz peças de perfil atemporal e dimensões compatíveis com as dimensões do ambiente, tais como o buffet Kep e a coluna de jantar Maniang, que organizam e equilibram o espaço; a cabeceira Talalla que imprime continuidade ao quarto, sem obstruir a entrada da luz natural; a mesa de centro Pandia e a mesa componível Kentar: móveis que funcionam como pontos de apoio versáteis, capazes de se adaptar a diferentes momentos.

Ary Jacobs e Renan Mutao / @architetonika

Tempo Vivo, loft com jardim, que leva a assinatura da dupla Ary Jacobs e Renan Mutão, nasce da compreensão de que amadurecer não é imobilidade, nem apego ao passado. Mas sim a segurança de acolher o novo sem perder a identidade. Para os arquitetos, maturidade é permitir que o tempo nos transforme sem apagar aquilo que nos identifica. Dessa forma, integrando living, suíte e varanda, o espaço traduz essa filosofia ao criar uma base sólida sobre a qual novas histórias possam ser incorporadas. E revelando por meio do confronto de épocas, linguagens e estilo, que a verdadeira sofisticação está na continuidade e na autenticidade. A paleta de tons terrosos, marrons profundos e nuances minerais é pontuada por verdes intensos e inesperados. A iluminação em camadas valoriza volumes e texturas, destacando obras e objetos, enquanto zonas de luz e sombra reforçam o caráter cenográfico. Selecionado com critério, o mobiliário, integralmente especificado para compor essa atmosfera, traz móveis como o módulo Coltrane e a cama com cabeceira Talalla. Peças escolhidas pela capacidade de atravessar diferentes momentos, sem perder relevância.

Camila Picoli / @volarque

Um espaço que acolhe, desperta os sentidos e transforma a arquitetura em cenário de memórias, encontros e escolhas que permanecem. Assim pode ser definido Essência: quarto criado por Camila Picoli que traduz maturidade como a expressão do tempo vivido com significado. Uma ideia que se manifesta por meio de escolhas precisas – uma paleta de cores neutra e terrosa, a iluminação indireta e cênica – além de uma profusão de texturas, que ajudam a transformar o ambiente em uma autêntica experiência sensorial. Especificado para sustentar essa visão de sofisticação, o mobiliário marca presença, mas sem excessos: o sofá Illi e a cama Brasília estabelecendo o eixo de conforto, acompanhados por mesas como a Boyang, Vide e Nambu, que oferecem um tipo de apoio a um só tempo funcional e elegante. A estante Apex organizando o espaço com leveza e precisão, enquanto peças como o banco Emile e a mesa bar Lena acrescentam versatilidade. Entre todos os móveis, porém, a poltrona Pollux ocupa lugar especial: seu desenho baixo sugere pleno acolhimento, enquanto um detalhe na parte posterior, em material distinto, a torna escultural sob qualquer ângulo.

Caroline Andrusko Arquitetos / @carolineandruskoarquitetos

Compreender que a verdadeira riqueza está naquilo que permanece. Nos vínculos que construímos, nas histórias que compartilhamos e nas memórias que levamos. Tudo isso é o que define a essência da maturidade, segundo a arquiteta Caroline Andrusko. O projeto Capítulos surge assim como uma celebração da passagem do tempo: um espaço que acolhe o presente e preserva o futuro. Mais do que um espaço residencial, o ambiente foi concebido para acolher experiências que atravessam o tempo: refeições compartilhadas, conversas prolongadas, risadas que fortalecem vínculos. A curadoria do mobiliário reforça essa percepção. Módulo Orfei, mesas de centro como a Jud e a caixa bar Manhattan traduzem leveza e atemporalidade. Em contraponto, peças de personalidade como a mesa de jantar Radix e a cama Tassel revelam expressão artesanal. Essa composição de contrastes, segundo Caroline, resume a própria maturidade: razão e sensibilidade, matéria e memória. Entre todas as peças, porém, a mesa Radix e as cadeiras Nori são, para ela, as que carregam maior significado: representam o gesto de compartilhar alimentos e fortalecer vínculos.

Cris Daros / @crisdaros_arquitetura

Silenciar o excesso para revelar o essencial: é nesse gesto que Cris Daros encontra a maturidade. O projeto O Tempo que Transforma traduz essa filosofia em dois ambientes que dialogam com fluidez e onde o luxo não se impõe, mas acolhe. living e estar íntimo/escritório se conectam em um exercício de amplitude e sofisticação. Mármore, camurça, boiserie e tecidos texturizados criam uma composição elegante que convida à contemplação, à pausa e ao habitar a melhor versão de si mesmo. A paleta em branco e verde, por sua vez, reforça a atmosfera de serenidade, enquanto a iluminação cenográfica transforma o espaço em um oásis de conforto e acolhimento. O sofá Evans surge como o coração do living, com suas proporções generosas e linhas limpas. As poltronas Mayu imprimem movimento ao espaço, com seu design giratório que permite múltiplas interações. A mesa lateral Stewart, com seu desenho preciso e acabamento refinado, funcionando como ponto de apoio e elemento escultórico. E por fim, o buffet Sanur, com suas linhas suaves e acabamento que valorizam a materialidade, tornando-se peça-chave para o equilíbrio visual do ambiente.

Deborah Nicolau / @deborahnicolau

No ano em que celebra seus 50 anos, Deborah Nicolau apresenta o Home DNA, um espaço que traduz a maturidade como processo contínuo de evolução. Mais do que um home theater, o ambiente é concebido como refúgio: um lugar de silêncio e emoção, de leitura e contemplação, de encontros e memórias. Para Deborah, maturidade é viver com intencionalidade, cultivar gratidão e continuar evoluindo sem perder a essência. O Home DNA é a materialização dessa visão particular: um ambiente que emociona hoje e que pretende continuar fazendo sentido amanhã.

As curvas percorrem o espaço em movimento contínuo, inspiradas na ideia do infinito. Nada termina em si mesmo; cada gesto conduz ao próximo e o mobiliário vem reforçar essa filosofia. O módulo Baco, peça central do projeto, com suas proporções generosas e encostos móveis, adaptando-se aos mais diferentes momentos: de uma conversa a dois aos filmes assistidos com os amigos. Ao seu redor, poltronas como a Wiggins e a Times, mesas de centro Boyang e Lena, além da estante Apex, compõem uma escultura viva, onde forma e função coexistem em perfeito equilíbrio.

Denise Ribas e Carolina Ribas / @deniselribas / @carollealribas

Na Suíte Permanência, Carolina e Denise Ribas, mãe e filha, celebram a maturidade como a capacidade de fazer escolhas conscientes e valorizar aquilo que resiste ao tempo. Para as arquitetas, o verdadeiro luxo está no que permanece: materiais que envelhecem com dignidade e que atravessam gerações sem perder relevância. No ambiente, o pé-direito elevado amplia a sensação de liberdade e bem-estar, enquanto a madeira, presente no forro, e nos painéis das paredes, aquece o ambiente. Aparente, a estrutura do telhado reforça a honestidade construtiva, enquanto linho, pedra, couro e um grande tapete revelam uma arquitetura que merece ser experimentada pelos sentidos. A paleta cromática privilegia tons terrosos, beges e off-white, criando uma atmosfera serena e atemporal, ao passo que o mobiliário traduz maturidade em estética. Móveis como o sofá Argand e a cabeceira Maschio selecionados por suas linhas orgânicas e atemporais, privilegiando conforto e permanência. A poltrona Coquile simbolizando o equilíbrio conquistado ao longo do tempo, enquanto o módulo e puff Baco complementa a experiência com versatilidade.

Elaine Zanon e Claudia Machado / @arquitetareoficial

Inspiradas pela busca de bem-estar e pela valorização da experiência cotidiana, Elaine Zanon e Claudia Machado, do estúdio Arquitetare, reafirmam, neste projeto, que a verdadeira maturidade na arquitetura é construir espaços que permanecem significativos, revelando sua força na essência, e não na quantidade de elementos. Reflexo da experiência acumulada pelas profissionais na criação de ambientes que reúnem sofisticação e acolhimento, o projeto não apenas atende às necessidades práticas, mas também promove contemplação e pertencimento.

Desenvolvido para valorizar proporção e equilíbrio, o mobiliário foi escolhido com base em seu design atemporal e potencial de permanência como o sofá Patong e poltrona Zac, estruturam as áreas de convivência, enquanto mesas como a componível Lang, e a lateral Moh, traduzem funcionalidade com elegância. Como grande destaque a poltrona Eiru sinaliza a herança oriental da composição. Vistos em conjunto, cada elemento, segundo as arquitetas, foi integrado ao projeto para reforçar a ideia de maturidade como legado ou, em outras palavras, das escolhas que resistem ao tempo e, ainda assim, permanecem relevantes.

Guilherme Bez / @studioguilhermebez

Guilherme Bez parte da ideia de que maturidade é ousar com equilíbrio. Assim, seu espaço foi concebido como uma experiência sensorial, inspirado na superfície lunar e em sua materialidade moldada pelo tempo. Cada relevo é memória, cada textura é registro de transformação. Imperfeições são celebradas como expressão de autenticidade. Tudo nele convida à contemplação: o olhar feminino impresso na cortina sugerindo pausa, o poema em homenagem ao fundador da Artefacto, Albino Bacchi, oculto atrás de uma cortina translúcida.

Reforçando a atmosfera intimista e acolhedora da composição, o mobiliário explora ciclos e permanência. O sofá Papillon, a mesa de jantar Eclipse, as poltronas Ricci e as mesas Louise evocam formas orgânicas e circulares, remetendo às fases da Lua.

A mesa lateral Louise Plissê, em forma de ampulheta, sugere a passagem do tempo, enquanto as molduras Orbit e Aka evocam o movimento dos astros. Entre todas as peças, porém, as molduras Orbit e Aka ocupam lugar especial no imaginário do arquiteto. Além de ampliar o espaço por sua reflexão, elas criam dramaticidade – itens essenciais em seus projetos.

Gustavo Scaramella / @gustavoscaramella

O ambiente Déco Privé, assinado por Gustavo Scaramella, é uma declaração de autenticidade. Com perfume art déco e mistura de épocas e estilos, o projeto não teme sobrepor camadas. As linhas retas da marcenaria funcionam como pano de fundo para obras de arte, mobiliário e objetos compondo uma atmosfera marcante. O jogo de cheios e vazios, texturas e cores imprime intensidade, sem recorrer a falsos neutros. Para o arquiteto, maturidade é autenticidade, ousadia, repertório e segurança. E Déco Privé reproduz essa visão em um espaço marcante, onde moda, arte e arquitetura se encontram para sugerir experiências.

A iluminação é cênica e acolhedora, resolvida em grande parte com peças decorativas que criam uma atmosfera intimista e sofisticada. Escolhido, em função de suas proporções e escala, móveis como a poltrona Moh, a estante Jeri, a mesa de centro Trieste e o buffet Kep compõem um layout fluido e elegante. Juntos, cada item dialoga com a proposta, imprimindo profundidade visual ao espaço e estimulando uma abordagem sensorial. Entre todos, porém, o sofá Direc ocupa lugar especial: versátil, ele é um dos preferidos do arquiteto nos mais diversos projetos.

Ivan Wodzinsky / @ivanwodzinsky

Definições claras, diretas e conscientes. Um espaço residencial com dimensões reais, compatíveis com o mercado atual. O trabalho de Ivan Wodzinsky parte da ideia de que maturidade está nas experiências e no entendimento mais profundo das situações, tanto na vida pessoal quanto no exercício da profissão. Para Ivan, maturidade é continuar trabalhando com a mesma dedicação e entusiasmo dos 20 anos. E essa visão se torna perceptível em cada detalhe deste projeto. Camurça, madeira, couro e microtexturas criam uma atmosfera acolhedora, em tons de bege e marrom, enquanto a iluminação, intimista, divide o protagonismo com a luminosidade intensa das janelas do ambiente. Restrito ao essencial, o mobiliário foi escolhido por sua atemporalidade e pela predominância de materiais naturais na sua confecção. Entre os destaques estão a coluna de jantar Turen, com tampo em mármore marrom imperial, a poltrona Tanah giratória, a escrivaninha Moya e a poltrona Hobie. No living, o sofá Nocmii, a poltrona Tanah e o aparador Delray formam o triângulo conceitual que, segundo o arquiteto, sustenta a harmonia da composição.

Jacy Ebrahim, Cymara Ebrahim Largura e Camila Ebrahim Largura / @ebrahimarquitetura

Chegar à 15ª participação na Mostra Artefacto Curitiba é, para as arquitetas Camila, Cymara e Jacy Ebrahim, um marco de maturidade e continuidade. E, para comemorar a data, nada melhor do que celebrar as raízes da marca por meio da presença simbólica de uma jabuticabeira: árvore que evoca memória e permanência. Assim, foi em torno dela, que o trio projetou um lugar de encontros. Um espaço integrado a uma área gourmet e a uma grande varanda, pensado para receber e reunir. E foi assim que nasceu o Café e Varanda. Um ambiente projetado para reconhecer raízes, preservar memórias e criar novas camadas de encontro e convivência.

Reforçando essa narrativa de tempo e legado, o mobiliário foi escolhido em função de sua atemporalidade e capacidade de atravessar gerações sem perder relevância. A poltrona Kamari, com seu desenho orgânico e proporções generosas, sugerindo momentos de contemplação. O banco Hara adicionando versatilidade e, por fim, arrematando a composição, dois móveis essenciais: a imponente poltrona Indiana e a cadeira Molu, inspirada na cadeira diretor, convidando ao convívio em torno à mesa.

Jayme Bernardo / @jaymebernardoarquitetos

Para Jayme Bernardo, a maturidade não tem hora marcada para chegar: é um estado de espírito que acaba sendo alcançado por todos, cedo ou tarde, mas sempre com enorme valor. No projeto Vida Plena, concebido pelo arquiteto para ocupar a vitrine, essa visão se materializa em um loft inspirado pela cidade eterna de Roma. Uma composição na qual painéis e cortinas setorizam o espaço, produzindo uma atmosfera, ao mesmo tempo, sofisticada e acolhedora. Enquanto a iluminação, pensada em camadas, coloca em destaque volumes e materiais, conferindo profundidade e dramaticidade ao conjunto.

Tal qual a capital italiana, trata-se de um espaço que convida a desacelerar e apreciar o belo e, no qual, o mobiliário ocupa papel-chave, ampliando a sensação de requinte: os módulos Opus e Baco estabelecendo o tom exato de conforto. As mesas de centro como a Tarakan e a Lux criando pontos de apoio permanentes. Enquanto, a cama Capricórnio e as cômodas Ray e Greta reforçam a ideia de permanência. E, por fim, a Caixa Bar Pietra que ocupa um lugar especial no projeto, perfeitamente alinhado ao ideal de maturidade perseguido pelo arquiteto.

Jocymara Nicolau / @jocymaranicolauarq

Neste projeto, que leva a assinatura de Jocymara Nicolau, a maturidade é entendida como a capacidade de reconhecer o valor do essencial e transformar escolhas conscientes em espaços relevantes. Inspirada pela cultura nórdica, Jocymara valoriza o luxo silencioso: materiais naturais, conexão com a natureza e escolhas que transcendem tendências. Tal como ocorre no desenho neste loft, no qual a iluminação, desenvolvida por meio de automação, permite diferentes cenários que revelam camadas da arquitetura e transformam a percepção ao longo do tempo.

Pensado com base na sua capacidade de dialogar com a arquitetura, a escolha do mobiliário reforça a intenção de criar um ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo, duradouro. Entre os destaques, estão o contemporâneo módulo Kadan – em versão atualizada que ampliou ainda mais as suas possibilidades de configuração –, a coluna de jantar Mulligan com tampo em cristal, a mesa de centro Lamai, de mármore, e a cama Zafra, com suas formas curvas e leveza visual. Entre todas elas, para a arquiteta, a cadeira Etta tem lugar especial. Segundo ela, por conta do equilíbrio e da precisão de seu desenho.

Juliana Meda / @julianamedaarquiteta

Juliana Meda entende maturidade como respeito ao tempo, às pessoas e às escolhas. Uma ideia que se materializa em um lounge concebido para convivência e criação e onde arquitetura e relacionamento se entrelaçam de forma natural. Em síntese, um espaço de trabalho pensado para receber clientes, promover encontros e apresentar projetos, transformando a convivência em eixo central da composição. Concebida em camadas, a iluminação valoriza texturas e reflexos, tendo por base uma combinação de madeira, mármore, couro e tecidos naturais, em permanente diálogo com os tons de vinho e de verde que envolve o espaço. No coração do ambiente, uma ampla ilha de mármore dialoga com a mesa Arco, apresentando o móvel como símbolo de convivência. Ao redor desse núcleo, diferentes atmosferas se revelam: o sofá Geta, as poltronas Nyx e a chaise longue Harrison oferecem acolhimento e pausa, enquanto mesas como Lena, Lux e Giocco imprimem versatilidade e sofisticação. Arrematando a composição, a escrivaninha Regia, acompanhada da poltrona Solis, configuram o espaço criativo, enquanto a caixa bar Pietra amplia a experiência de receber.

Larissa Galindo Arquitetura / @larissagalindoarq

Determinados espaços se limitam a abrigar, outros, a respirar. O Loft Equilíbrio, assinado pela arquiteta Larissa Galindo, nasce dessa intenção: ser um lugar para reunir, contemplar e permanecer. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, o ambiente propõe devolver ao corpo a calma e à mente o equilíbrio. Para a profissional, maturidade é ter segurança para propor aquilo em que realmente acreditamos. O Loft Equilíbrio surge como materialização dessa ideia: um espaço que não remete apenas ao tempo, mas sobre como escolhemos vivê-lo. Como fio condutor, a própria matéria: o linho, que ganha personalidade com o uso; o revestimento das paredes, que celebra as marcas do tempo em vez de tentar escondê-las; e as pedras, que carregam em sua origem milhares de anos de existência. São escolhas que não almejam a perfeição, mas a autenticidade, assim como os móveis: o sofá Blossom, a poltrona Zac, a coluna de jantar Tibau e a cadeira Batar com suas proporções equilibradas e elegância silenciosa. A mesa componível Paloh e os bancos Kalao e Kawe, projetos adaptáveis às diferentes fases da vida, mas sem nunca perder significado.

Lisiê Pissetti / @lisiepissettiarquitetura

Uma paleta de cores claras, enriquecida por texturas sobrepostas, criando uma sofisticação discreta, silenciosa, que não precisa de excessos para se afirmar. Uma iluminação pensada para ser parte da arquitetura: protagonista durante o dia, intimista à noite. Apresentando três atmosferas distintas – sala de jantar, living e refúgio – Permanência, ambiente assinado por Lissiè Pissetti, é exatamente isso: um convite a ficar, a contemplar e a transformar o cotidiano em legado. Afinal, para ela, a maturidade está em valorizar o que permanece. Nesse contexto, a natureza se torna igualmente presente. Fibras naturais, pedras e vegetação compõem uma narrativa sensorial que celebra o tempo como aliado da beleza. Traduzindo acolhimento e permanência, o mobiliário reforça essa linguagem, por meio de suas formas fluídas e orgânicas: o sofá Nouvel, ponto de partida do projeto, com suas linhas arredondadas e estofamento em plumas de ganso. A coluna de jantar Sabang, a poltrona Luisa, o buffet Anyer, com as mesas componíveis Biak e Kentar, ao seu redor, construindo uma composição coesa e atemporal.

Luiz Mori Neto / @luizmorinetoarquiteto

Nas palavras do arquiteto Luiz Mori Neto, maturidade é olhar para trás. É reconhecer uma trajetória construída com disciplina e paixão. Mas, também olhar para frente e acreditar que os melhores projetos ainda estão por vir. Este escritório materializa essa filosofia: um ambiente que honra o passado, ousa nas cores e abre espaço para o futuro. Um espaço, a um só tempo clássico e contemporâneo, instalado em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, concebido sem a preocupação de ser arquitetonicamente correto. Mas, sim, a expressão genuína de um instante criativo. Reforçando este ideal de maturidade, o mobiliário foi selecionado com base na sua qualidade atemporal: a caixa bar Chet, a poltrona Armstrong, o cavalete Manuk, o puff Kallady, a cadeira Miarin, a mesa componível Kentar e o aparador Manui. Todos escolhidos pela precisão de seus desenhos e pela capacidade de unir funcionalidade e permanência. Segundo o arquiteto, peças essenciais para a construção de um espaço que não busca apenas atender às necessidades práticas do dia a dia, mas também traduzir identidade e emoção ao longo do tempo.

Priscilla Muller / @primuller.arq

Em Origem, projeto que engloba living, biblioteca e hall, Priscila Muller explora a maturidade como leveza e confiança. Para a arquiteta, amadurecer é aceitar que não temos controle sobre tudo e, ainda assim, viver com serenidade, reconhecendo quem somos e, principalmente, quem não somos. É também reconhecer os aprendizados ao longo da jornada, mas sabendo que nunca seremos completamente maduros. Reflexo dessas convicções, seu ambiente ousa nas escolhas, valoriza o silêncio e transforma o ato de habitar em uma experiência leve e altamente significativa.

A cor terracota domina a paleta, trazendo calor e intensidade, enquanto a iluminação suave, e delicada, reforça o caráter acolhedor. O mobiliário prima por sua capacidade de produzir conforto e oferecer acolhimento. Assim, o módulo e puff Pluma, as poltronas Calisto e Mios, as mesas de centro Pandia e Davis, além do banco Lucero, compõem um espaço pensado para o uso cotidiano e o bem-estar permanente. Entre todos os móveis, a poltrona Calisto ocupa lugar especial: moderna e exclusiva, segundo a profissional, é ela que confere uma personalidade singular ao conjunto.

Samara Barbosa / @arq_samarabarbosa

Em meio à velocidade e às urgências da vida contemporânea, Samara Barbosa apresenta um espaço criado para celebrar a convivência: o café servido sem pressa, a taça de vinho compartilhada, a conversa que se prolonga, o livro aberto sobre a mesa. Em Tempo de Encontro a maturidade se traduz na escolha de materiais que envelhecem com beleza, uma vez que, para a arquiteta, o importante é perceber que o tempo não tira valor das coisas; pelo contrário, ele revela aquilo que realmente importa. Selecionado para compor essa atmosfera de permanência e acolhimento, o sofá Piero estrutura o living com linhas generosas e curvas que convidam ao relaxamento, criando um eixo de conforto e convivência. As poltronas Harrison e Carrie, por sua vez, acrescentam personalidade: a primeira com imponência e proporções marcantes, a segunda com suavidade e versatilidade, permitindo diferentes formas de uso. Entre todas as peças, porém, a caixa bar Pietra é o móvel que traduz a essência do projeto. Mais do que mobiliário, ela simboliza hospitalidade e acolhimento, afinal, abrir suas portas para servir um café ou um vinho oferece sempre a oportunidade de um novo encontro.

Suelen Parizotto Arquitetos / @suelen_parizotto_arquiteta

Há momentos na vida em que a maturidade se revela como liberdade de viver de acordo com nossos próprios valores, sem precisar da aprovação dos outros. Foi com base nessa visão que a arquiteta Suelen Parizotto concebeu o Living Raízes: um espaço criado para traduzir autenticidade e pertencimento, que presta uma homenagem às histórias que nos moldam e às memórias que nos acompanham. Com base em uma paleta de cores sóbria –, em tons de marrom, fendi e café – e materiais como madeira, couro e tecidos naturais para reforçar a ideia de permanência e essencialidade.

Dando corpo a essa narrativa, a escolha do mobiliário evoca valores perenes e essenciais: o módulo Maddox e as poltronas Kan e Luna estabelecendo o tom de acolhimento. As mesas de apoio como a Fylla, Croma e Nambu oferecendo versatilidade e leveza. E, finalmente, a mesa de centro Grid, tomada pela arquiteta como peça de contemplação, com seu interior de vidro trabalhado, produzindo uma sensação de profundidade acentuada, e surpreendendo o olhar. Para Suelen, um exemplo perfeito do melhor design contemporâneo: sofisticado e capaz de atravessar o tempo.

Talita Nogueira / @talitanogueiraarquitetura

Entre Tempos – espaço residencial híbrido que reúne living, quarto e jantar – criado pela arquiteta Talita Nogueira, é uma declaração sobre liberdade e desapego. Inspirado em referências artísticas locais, como o quadro da artista Ju Maia, o projeto celebra a história como patrimônio maior. É um espaço que aponta a maturidade como autonomia: reconhecer que nossa trajetória, com suas camadas e memórias, é o que nos torna verdadeiramente independentes. Reforçando a narrativa de que a construção de um ambiente não deve se limitar a tendências passageiras, mas sim, traduzir repertório e história, o mobiliário assume papel protagonista. O sofá Eos estabelece o eixo de conforto, enquanto mesas como a Yego, Moon e Brass oferecem versatilidade e sofisticação. A cabeceira Mira e o aparador Arco reforçam a ideia de permanência tão cara à arquiteta, ao mesmo tempo em que a moldura Orbit cria um ponto de contemplação. Entre as peças preferidas da profissional, a mesa Shah, a cadeira Vimen e a poltrona Pol ocupam lugar especial: são escolhas recorrentes, que se tornaram quase assinaturas em seus projetos, traduzindo pertencimento e autenticidade.

Viviane Loyola Arquitetos Associados / @viviane_loyola

Para a arquiteta Viviane Loyola, a maturidade, traduzida na criação de espaços contemporâneos, está em compreender que a verdadeira sofisticação não está em perseguir o novo indistintamente. Mas, sim, aquilo que, de fato, permanece. Em criar espaços que acolhem, equilibram elegância e conforto e, acima de tudo, continuam fazendo sentido ao longo do tempo. Tal como neste refúgio integrado – com living, jantar e suíte –, que celebra a chegada da maturidade não como um marco cronológico, de passagem do tempo, mas como conquista de um olhar mais atento e consciente sobre a vida. Um olhar capaz, por exemplo, de selecionar, em meio ao acervo Artefacto, os móveis mais afinados com a linguagem atemporal e as proporções equilibradas do seu projeto. Como o sofá São Paulo que organiza a área de estar, acompanhado pelas mesas de centro Ginza e Pandia e pelas mesas laterais Halston e Ginza. Assim como, no dormitório, a cabeceira Piet, a cômoda Ray e a mesa de cabeceira Berge que reforçam a ideia de permanência. Sem esquecer, claro, da mesa de jantar Circa que ocupa papel central na composição, sinalizando a troca de experiências e a construção de memórias.

Wolfgang Schlögel / @wolfgangschlogelpaisagista

No trabalho de Wolfgang Schlogel, maturidade significa respeito. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Essa visão se reflete em seus projetos paisagísticos, concebidos para valorizar o que já existe na natureza e, quando necessário, apenas complementar com sensibilidade. Em seu jardim – que reúne espelho d'água, vegetações diversas, deck em madeira, vasos, esculturas, além de um painel artístico em cerâmica –, rochas e tons terrosos reforçam a conexão com a natureza, enquanto o verde predomina como cor essencial. A iluminação, pontual e calma destaca elementos-chave, criando uma atmosfera serena e acolhedora, adaptada aos mais diversos momentos.

Sintonizado com a proposta do paisagista, o mobiliário outdoor foi escolhido pela sua qualidade construtiva e capacidade de compor o projeto, sem no entanto interferir na leveza geral da composição. Entre os destaques módulos como o Zazah; poltronas como a Gap; e mesas de centro como a Lexter. A poltrona Calisto, porém, ocupa lugar especial: sua transparência e delicadeza permitem uso direto sobre o gramado, integrando-se, como poucas, ao desenho da área.

Serviço

Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 / Curitiba

Artefacto celebra 50 anos e novo momento em Florianópolis

A Artefacto reuniu arquitetos, designers de interiores, convidados e nomes da cena catarinense para a abertura da Mostra Artefacto Florianópolis 2026, em uma noite que marcou as celebrações dos 50 anos da marca e um novo capítulo de sua presença em Santa Catarina.

Com o tema “Maturidade”, a edição propõe um olhar sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas, traduzidos em ambientes autorais assinados por profissionais da arquitetura e do design de interiores. A proposta ganha significado especial justamente no ano do cinquentenário da Artefacto, ao estabelecer um diálogo entre trajetória, identidade e as novas formas de morar.

A noite também celebrou a expansão da operação em Florianópolis, que ganha uma nova área e amplia a experiência oferecida a profissionais e clientes. O movimento integra o atual ciclo de investimentos da Artefacto em seus principais endereços no país e reforça a importância de Santa Catarina dentro da estratégia de crescimento da marca.

Outro destaque da Mostra é a Artefacto Edition 2026 – Cosmos, assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade do universo, a coleção explora linhas precisas e materiais como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça, em peças concebidas para atravessar o tempo.

Exposição reúne finalistas do Concurso Fotográfico Corpus Christi no Shopping Mueller

Mostra da Arquidiocese de Curitiba será aberta no dia 17 de agosto e reúne 40 imagens selecionadas entre os participantes do concurso

Foto: Divulgação/ Shopping Mueller.

O Shopping Mueller recebe, de 17 a 30 de agosto, a exposição fotográfica do Concurso Corpus Christi, promovido pela Arquidiocese de Curitiba. A mostra reúne as 40 imagens finalistas da edição deste ano e poderá ser visitada gratuitamente.

A abertura acontece no dia 17 de agosto, às 19 horas, no espaço de eventos do Shopping Mueller (piso L4). A data antecede o Dia Mundial da Fotografia, celebrado em 19 de agosto, e marca também o anúncio dos vencedores do 4º Concurso Fotográfico Corpus Christi Curitiba 2026. As fotografias foram selecionadas a partir de quatro categorias: Tapete, Retrato do Teatro, Vocação e Elementos Religiosos, com dez finalistas em cada uma.

A exposição apresenta diferentes olhares sobre a celebração de Corpus Christi, valorizando tanto a dimensão religiosa da data quanto a capacidade da fotografia de registrar detalhes, pessoas, símbolos e momentos que fazem parte da tradição. As imagens selecionadas revelam perspectivas diversas dos participantes e aproximam o público dos elementos que compõem a celebração.

Além da avaliação do júri técnico, o público também participou da escolha de suas fotografias favoritas, por meio de votação pelo site da arquidiocese.

Serviço
Exposição Fotográfica Concurso Corpus Christi
Local: Shopping Mueller – piso L4
Data: de 17 a 30 de agosto de 2026
Abertura e anúncio dos vencedores: 17 de agosto, às 19h
Entrada: gratuita
Endereço: Avenida Cândido de Abreu, 127 – Centro Cívico, Curitiba (PR)
Informações: www.shoppingmueller.com.br
Instagram: @muellercwb

Sobre o Shopping Mueller
Desde sua inauguração, em 1983, o Mueller se mantém como referência em estilo, conforto e sofisticação. Passear pelos seus corredores é viajar pela história e cultura de Curitiba. Sempre atento às tendências, o shopping reúne mais de 200 lojas e restaurantes, com marcas de renome nacional e internacional. Além das opções de compras e gastronomia, o Mueller promove eventos, atividades culturais e mantém um compromisso sério com a sustentabilidade, oferecendo experiências que encantam, envolvem e cativam seus visitantes.

Shopping Mueller

Mueller Curitiba

Com mais de 50 mil visitantes, Exposição Dinos Alive estende temporada em Curitiba

Agora, a jornada imersiva entre dinossauros em tamanho real, segue em cartaz até o final de agosto, em uma estrutura inédita no Jockey Plaza Shopping

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

Mais de 50 mil pessoas já visitam a exposição internacional Dinos Alive, em cartaz no Jockey Plaza Shopping. Prevista para ser uma curta temporada em Curitiba, o mundo imersivo dos dinossauros em tamanho real, estendeu para visitação até o fim de agosto.

Ação especial Dia dos Pais

Para celebrar o Dia dos Pais, o Dinos Alive contará com uma ação especial de 07 a 16 de agosto. O pai que for acompanhado do filho, neste período, não paga ingresso. A ação é válida somente para acesso a exposição e não inclui complementos. A liberação será efetuada diretamente na entrada do evento.

Dinos Alive

O piso L2 do Jockey Plaza Shopping, reúne mais de 40 réplicas animadas de dinossauros em tamanho real, além de ambientes temáticos, atrações interativas e experiências educativas para toda a família. Os ingressos estão à venda pelo site da Fever, a partir de R$ 55. Confira serviço completo abaixo.

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

Ao longo do percurso, o público é transportado para o período Jurássico em um espaço cenográfico que recria o habitat das criaturas que habitaram a Terra há milhões de anos. Entre os destaques da exposição estão espécies como T-Rex, Estegossauro, Anquilossauro e Velociraptor, com estruturas robotizadas que se movimentam e reproduzem sons, proporcionando uma experiência ainda mais realista.

A mostra também conta com um aquário virtual inspirado nos animais marinhos da era pré-histórica, além de conteúdos educativos sobre os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo, apresentados de forma interativa ao longo da visita. A proposta da experiência é unir entretenimento e aprendizado em um passeio pensado para encantar crianças e adultos.

Além das réplicas gigantes, a exposição terá cenários instagramáveis e áreas interativas. Parte das atrações possui custo adicional, como a experiência em realidade virtual.

foto: JESRAEL JOATAN WRUBLEVSKI

A experiência Dinos Alive já passou por outras cidades brasileiras com ambientação imersiva, iluminação temática, sons ambientes e espécies que chegam a mais de 10 metros de comprimento.

Serviço – DINOS ALIVE – Immersive Experience em Curitiba

Dias e horários de visitação:

Terça a Sexta-feira das 14h às 22h
Sábados das 10h às 22h
Domingos e feriados das 14h às 20h

*As sessões iniciam com intervalos a cada 30 min

** Tempo médio de visitação é de aproximadamente 1 hora

Onde: Jockey Plaza Shopping – piso L2 (Rua Konrad Adenauer, 370 – Tarumã)

Vendas: Fever (https://feverup.com/pt/curitiba)

Bilheteria no local somente nos dias de exibição e seguindo o mesmo horário de funcionamento – ingressos sem taxa de serviço

VALORES:

Terça à Sexta-feira:

MEIA-ENTRADA

R$ 55,00

SOLIDÁRIO

R$ 60,00

INTEIRA

R$ 110,00

INGRESSO VIP

R$ 99,00*

* ingresso + Walking VR (experiência com óculos de realidade virtual) ou parquinho + acesso prioritário + poster oficial

Sábado, Domingo e Feriado:
MEIA-ENTRADA

R$ 65,00

SOLIDÁRIO

R$ 70,00

INTEIRA

R$ 130,00

INGRESSO VIP

R$ 109,00*

* ingresso + Walking VR (experiência com óculos de realidade virtual) ou parquinho + acesso prioritário + poster oficial

** Limite de compra de 8 ingressos por CPF

*Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.

Modalidades de meia-entrada:

Os jovens de baixa renda (pessoa com idade entre 15 e 19 anos que pertence à família com renda mensal de até dois salários mínimos) desde que inscritos no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal (Lei 12.933/2013);
Os estudantes (pessoa regularmente matriculada em instituição de ensino, pública ou privada);
As pessoas com deficiência (pessoa que possui impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial); e os acompanhantes das pessoas com deficiência (aquele que acompanha a pessoa com deficiência, o qual pode ou não desempenhar as funções de atendente pessoal), limitado a 01 (um) acompanhante por pessoa com deficiê
Os idosos, com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Professores da Rede Pública e Particular do Estado do Paraná (Lei Estadual 15.876 de 2008): mediante apresentação do comprovante salarial referente ao mês vigente ou da Carteira Funcional emitida pela Secretaria de Educação e/ou a Instituição de Ensino Particular e, em todos os casos, de Documento de Identidade original (RG) ou cópia autenticada.
Doadores regulares de sangue registrados no hemocentro e nos bancos de sangue dos hospitais do Estado do Paraná (Lei Estadual 13.964 de 2002): mediante apresentação do documento oficial expedido pela Secretaria de Estado da Saúde identificando a pessoa como doadora regular e Documento de Identidade original (RG) ou cópia autenticada.
Portadores de câncer (Lei Estadual 18.445 de 2015): mediante apresentação do atestado médico contendo a classificação internacional da doença (CID). Este documento deve ser fornecido por um profissional cadastrado no Sistema único de Saúde (SUS), expedido em até um ano antes de sua apresentação. Apresente também um Documento de Identidade oficial com foto, expedido por órgão público e válido em todo território nacional, original ou cópia autenticada.
Mesários ou Eleitores nomeados para prestar apoio logístico em eleições, plebiscitos e referendos (Lei Estadual 21.931 de 2024): mediante certidão expedida pela Justiça Eleitoral do Paraná, comprovando o serviço prestado. A partir da nomeação, o benefício é válido por 2 anos. Não terá direito à meia-entrada o mesário e o eleitor nomeado que deixar de comparecer a qualquer um dos turnos da eleiçã
Profissionais da saúde, do sistema público e privado de saúde do Paraná, tais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, psicanalistas, odontólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre outros (Lei Estadual 22.235 de 2024): mediante a apresentação de documento de identidade e, alternativamente, contracheque, carteira funcional emitida por estabelecimento público ou privado de saúde ou carteira de identificação expedida por entidade de classe. serão exigidos no ato da compra, na retirada do ingresso e no momento do acesso ao evento.

Documentos que comprovam a condição de beneficiário:

Jovens de baixa renda: Identidade Jovem acompanhada de documento de identificação com foto expedido por órgão público e válido em todo o território nacional.
Estudantes: CIE – Carteira de Identificação Estudantil, expedida pela ANPG, ingressos AERGS, UNE, UBES, UEE RS, UGES e municipais filiadas à ANPG, UNE, UBES, Diretórios Centrais dos Estudantes – DCE, Centros e Diretórios Acadêmicos, de nível médio e superior, conforme modelo único, nacionalmente padronizado, ou seja, que possuam os requisitos impostos pela lei, quais sejam: I - nome completo e data de nascimento do estudante;
- foto recente do estudante;
- nome da instituição de ensino na qual o estudante esteja matriculado;
- grau de escolaridade; e,
- data de validade até o dia 31 de março do ano subsequente ao de sua expedição, estão aptos a receber o benefício da meia-entrada.

Só serão aceitas CIE expedidas a partir de 2023;

Pessoas com deficiência: Cartão de Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social ou documento emitido pelo INSS que ateste a aposentadoria da pessoa com deficiência, ambos acompanhados de documento de identificação com foto expedido por órgão público e válido em todo o território nacional.
Acompanhantes das pessoas com deficiência: Apresentação de declaração pela pessoa com deficiência, ou na sua impossibilidade, por seu acompanhante.
Idosos: Documento de identificação com foto, nome completo e data de nascimento.
Ingressos solidário:

Desconto especial para aqueles que doarem 1Kg de alimento não perecível. O alimento deve ser entregue na entrada do evento junto com a apresentação dos ingressos desta modalidade.

Plaza Campos Gerais recebe exposição inédita da Porsche Cup Brasil neste fim de semana

Grupo Tacla Shopping

O carro número 5, pilotado pelo ponta-grossense Guilherme Figueiredo, poderá ser visto gratuitamente nos dias 25 e 26 de julho, no primeiro piso do shopping

Os apaixonados por automobilismo e velocidade têm um encontro marcado em Ponta Grossa nos dias 25 e 26 de julho. O Plaza Campos Gerais recebe a exposição do Porsche número 5, modelo oficial conduzido pelo piloto ponta-grossense Guilherme Figueiredo na categoria Trophy da Porsche Cup Brasil. A atração é gratuita e ficará em exibição no primeiro piso do shopping.

Esta é a primeira vez que o veículo oficial de competição do piloto é apresentado em sua cidade natal. A iniciativa aproxima a comunidade dos Campos Gerais do automobilismo ao trazer para perto do público um carro que disputa provas em alguns dos principais circuitos do país, como os autódromos de Interlagos e Velocitta, ambos em São Paulo.

Além de conferir os detalhes técnicos e o design do superesportivo, os visitantes também poderão participar de uma ativação digital. Quem interagir com a campanha oficial no perfil do piloto no Instagram (@guilhermefig5) poderá tirar fotos exclusivas ao lado do veículo e concorrer a brindes personalizados da equipe.

Para o piloto, o evento é uma forma de retribuir o apoio recebido na região. "Convido toda a população da cidade para conhecer o carro que leva as marcas de grandes empresas da nossa região para as pistas da Porsche Cup Brasil. Será uma excelente oportunidade para passear com a família", destaca Guilherme Figueiredo.

Serviço

Exposição Porsche Cup Brasil no Plaza Campos Gerais

Data: 25 e 26 de julho

Local: primeiro piso do Shopping Plaza Campos Gerais, Ponta Grossa (PR)

Entrada: gratuita

Principais atrações: exposição do Porsche número 5, espaço para fotos, campanha interativa no Instagram e distribuição de brindes

Redes Sociais: @guilhermefig5 e @plazacamposgerais

SOBRE O PLAZA CAMPOS GERAIS

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade. Com dezenas de grandes marcas nacionais e internacionais, o Plaza Campos Gerais abriga ainda seis salas de cinema.

Shopping Estação abre novas vagas para aula-passeio sobre a história da Estação Ferroviária de Curitiba – edição de férias escolares

O novo encontro será no dia 23 de julho, às 16h e as vagas são limitadas

Após o sucesso das inscrições da primeira turma, que teve as vagas preenchidas rapidamente, o Shopping Estação abriu uma nova oportunidade para crianças e suas famílias participarem da aula-passeio “História da Estação Ferroviária de Curitiba para Crianças”, no dia 23 de julho, às 16h. A atividade integra a programação especial de férias escolares e oferece uma maneira gratuita, divertida e educativa de conhecer um dos principais patrimônios históricos da capital paranaense.

Conduzida pelo educador patrimonial Rogério Bealpino, a aula-passeio acontece no Museu Ferroviário de Curitiba e convida crianças e adultos a embarcarem em uma viagem pelo passado da cidade. Durante o percurso, os participantes conhecem curiosidades sobre a construção da antiga estação, sua importância para o desenvolvimento de Curitiba e personagens que marcaram a história do local.

Com uma linguagem leve e interativa, a atividade transforma a visita ao museu em uma experiência de aprendizado para toda a família, despertando o interesse das crianças pelo patrimônio histórico e cultural de Curitiba. Instalado no Shopping Estação, o Museu Ferroviário preserva parte da antiga estação inaugurada em 1885 e reúne objetos, documentos e espaços históricos que ajudam a contar a trajetória da ferrovia no Paraná.

“Queremos que as famílias aproveitem as férias para criar boas lembranças, e nada melhor do que unir lazer e conhecimento. Esta é uma forma diferente de conhecer a história da nossa cidade, e despertar a curiosidade das crianças por meio de uma experiência imersiva”, destaca a gerente de Marketing do Shopping Estação, Daniela Leal.

As inscrições são gratuitas, realizadas exclusivamente pelo aplicativo Podi, e as vagas são limitadas.

Serviço
Aula-passeio: História da Estação Ferroviária de Curitiba para Crianças
Data: 23 de julho de 2026 (quinta-feira) – vagas limitadas
Horário: 16h
Quanto: Gratuito
Local: Museu Ferroviário de Curitiba (Piso L1)
Inscrições: gratuitas pelo aplicativo Podi
Shopping Estação
Av. Sete de Setembro, 2.775 – Rebouças
Curitiba (PR)
Informações: www.shoppingestacao.com.br