Imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao Museu de Arte Sacra após restauro

Encerramento do projeto é marcado por aula-passeio e palestra de apresentação dos resultados do processo de pesquisa, conservação e restauro da peça tricentenária ligada à história de Curitiba

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Créditos: Luiz Pacheco
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Após passar por um processo de pesquisa, conservação e restauro conduzido pela restauradora Ana Caniatti, a imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao acervo do Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC). A conclusão do projeto será marcada por uma aula-passeio no MASAC no dia 20 de outubro, às 16h, e uma palestra gratuita no dia 21 de outubro, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade, que apresentará ao público os resultados do trabalho realizado na imagem.

Trazida de Portugal em 1720, a imagem é reconhecida como a segunda representação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais a ocupar o lugar de padroeira na Catedral Metropolitana de Curitiba. Com 87 centímetros de altura e cerca de 35 quilos, é confeccionada em terracota e apresenta rica policromia. Ao longo de mais de três séculos, atravessou diferentes momentos da história da cidade, incluindo um período em que seu paradeiro permaneceu desconhecido. Foi reencontrada na Lapa na década de 1970 e, em 1981, passou a integrar o acervo do MASAC.

Idealizado pela restauradora Ana Caniatti, o projeto Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação reuniu diferentes frentes de trabalho para investigar e preservar a peça. O processo incluiu pesquisa histórica e iconográfica, exames de imageamento e análises, que subsidiaram a definição da proposta de conservação e restauro da imagem. A iniciativa também contempla ações de educação patrimonial e a disponibilização gratuita dos resultados da pesquisa, ampliando o acesso ao conhecimento produzido ao longo do projeto.

O processo de restauro foi orientado por exames e análises, realizados em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ajudaram a identificar materiais e compreender intervenções realizadas na imagem ao longo do tempo. O trabalho também envolveu a higienização da peça e testes para remoção de camadas de pintura acrescentadas em restaurações anteriores, com o cuidado de preservar a pintura original.

A intervenção buscou respeitar tanto a matéria preservada quanto as lacunas que fazem parte da trajetória da obra, evitando reconstruir elementos sem referências seguras. Os dedos quebrados das mãos da santa, por exemplo, não foram reconstruídos pela ausência de referências sobre sua posição original. A decisão faz parte de uma abordagem que considera a imagem também como documento histórico em seus aspectos materiais e simbólicos.

Para Ana Caniatti, o projeto permite aproximar o trabalho de conservação e restauro da preservação da memória da própria cidade. “A pesquisa histórica e iconográfica, os exames, as análises laboratoriais e o trabalho de diferentes profissionais nos deram uma base sólida para compreender a obra e conduzir a intervenção de forma criteriosa. Cada decisão considerou esse conjunto de informações e as condições apresentadas pela própria imagem, sempre priorizando a preservação de sua matéria original e de sua trajetória. Concluir esse trabalho e devolver a imagem ao museu é especialmente significativo. A intervenção se encerra, mas a pesquisa permanece aberta, ampliando as possibilidades de compreensão de sua história e materialidade”, afirma a restauradora.

A entrega oficial da imagem restaurada ao MASAC será realizada no dia 20 de outubro de 2026, às 16h, quando também será realizada uma aula-passeio gratuita e aberta ao público, mediada pelo educador Rogério Bealpino. A partir de então, a obra voltará a ficar exposta e disponível para visitação durante o horário de funcionamento do museu.

No dia seguinte, 21 de outubro, os resultados do projeto serão apresentados ao público em uma palestra gratuita, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade. O encontro contará com a participação de Ana Caniatti, da historiadora Deborah Agulham e do pesquisador André Maragno. A atividade terá tradução simultânea em Libras e não requer inscrição prévia.

Além da pesquisa e do restauro, o projeto inclui ações de educação patrimonial voltadas à aproximação do público com a história e a memória relacionadas à imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Entre os meses de setembro e outubro, foram realizadas dez aulas-passeio no Museu de Arte Sacra, mediadas pelo educador Rogério Bealpino, abordando as três imagens históricas da santa e sua relação com a história de Curitiba, e também o processo de restauração. As atividades também incluíram momentos de conversa e reflexão sobre patrimônio, memória e preservação.

Como parte das ações de democratização do acesso ao patrimônio, os resultados da pesquisa histórica desenvolvida ao longo do projeto também serão disponibilizados gratuitamente em formato digital. O material estará disponível gratuitamente, a partir de 20 de outubro, em https://linktr.ee/flutuaproducoes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Kirsten Painéis Elétricos, da Livrarias Curitiba, da Serra Verde Express e da BWT Operadora de Turismo.

Sobre Ana Caniatti
Ana Caniatti é conservadora-restauradora e museóloga, formada em Artes Plásticas pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), técnica em Conservação e Restauração pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e graduada em Museologia pelo Centro Universitário Claretiano. É museóloga do Museu Ferroviário de Curitiba e responsável pelo Atelier Caniatti Conservação e Restauro, onde desenvolve trabalhos de conservação-restauração de pinturas de cavalete e imaginária. Entre seus trabalhos recentes estão projetos realizados no Museu Casa Fritz Alt e no Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke. Também realizou cursos introdutórios em conservação de pinturas de cavalete e imaginária sacra, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundo Municipal da Cultura de Curitiba, e a exposição Eterno Feminino, sobre a trajetória da artista Teca Sandrini, no Museu Oscar Niemeyer.

SERVIÇO
Entrega oficial da imagem e Aula-passeio no MASAC
20 de outubro de 2026, às 16h
Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC) | Rua Doutor Claudino dos Santos, 49 – São Francisco (anexo à Igreja da Ordem)
Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia

Palestra – Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação
21 de outubro de 2026, às 18h30
Sala Cine Pensamento – SESC Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques, 189 – Centro
Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia
Acessibilidade: tradução simultânea em Libras

Mais informações: instagram.com/anacaniattirestauro e instagram.com/flutuaproducoes

FICHA TÉCNICA
Coordenação de projeto e restauro: Ana Caniatti
Assistência de restauro: Carolina Burigo
Pesquisa histórica: Deborah Agulham Carvalho
Consultoria em exames: André Maragno
Ministrante de ação educativa: Rogério Bealpino
Design gráfico e diagramação: Pablito Kucarz
Assessoria de imprensa e redes sociais: Thays Cristine
Registro fotográfico: Carol Castanho
Intérpretes de Libras: Elaine Moreira e Jéssica Nascimento
Consultoria em restauro: Lucia Passarini
Audiodescrição: Vias Abertas – Manoel Negraes e Rodrigo Teixeira
Captação de recursos: Meire Abe
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Assistência de produção: Dânatha Siqueira

Realização: Caniatti Conservação e Restauro
Produção: Flutua Produções

Crossroads Jazz & Classics mergulha na revolução do bebop com homenagem a Dizzy Gillespie e Charlie Parker

Projeto segue nesta quinta-feira, 8 de outubro, com noite dedicada ao bebop, entrada gratuita até 19h e double de chope até 20h

Antes de o jazz chegar a tantas das formas que conhecemos hoje, houve uma revolução. Nos anos 1940, músicos como Charlie Parker e Dizzy Gillespie ajudaram a transformar o gênero a partir do bebop, levando velocidade, improvisação e novas possibilidades harmônicas para o centro da música. É essa virada que o Crossroads Jazz & Classics revisita na quinta-feira, 8 de outubro, em Curitiba.

A noite começa com Jeff Sabbag & Sergio Rocha e segue com o Kubis Quarteto, responsável pelo show principal. A apresentação presta homenagem a Parker e Gillespie a partir do repertório e da linguagem que fizeram do bebop um dos capítulos mais importantes da história do jazz.

Mais do que um estilo marcado por andamentos rápidos e solos virtuosos, o bebop mudou a relação entre composição e improvisação. A música passou a exigir escuta, precisão e liberdade ao mesmo tempo, abrindo caminho para diferentes gerações de jazzistas. Parker, no saxofone, e Gillespie, no trompete, estiveram no centro desse movimento.

Os shows fazem parte do Crossroads Jazz & Classics, série que dedica as quintas-feiras de outubro a diferentes vertentes do jazz no Crossroads. Com curadoria musical do pianista Jeff Sabbag, músico atuante desde 1981 e com trajetória ligada à música instrumental em Curitiba, o projeto propõe novos recortes a cada semana, passando por estilos, períodos, repertórios e formações que ajudam a mostrar a amplitude do gênero.

Para acompanhar esse clima histórico e cultural, o Crossroads preparou duas atrações especiais. A primeira é a presença de um piano de cauda, que reforça a ambientação e aproxima o espaço da atmosfera dos clubes de jazz. A segunda é a volta de itens antigos do cardápio, resgatando sabores que também fazem parte da memória da casa.

Nas quintas de Crossroads Jazz & Classics, a casa abre às 18h e a música começa às 19h30. A entrada é gratuita até as 19h e, após esse horário, o valor de portaria será de R$ 25. A noite também terá double de chope até as 20h.

Serviço
Crossroads Jazz & Classics | Bebop Jazz – homenagem a Dizzy Gillespie e Charlie Parker
Data: quinta-feira, 8 de outubro
Atrações:Jeff Sabbag & Sergio Rocha; Kubis Quarteto
Local: Crossroads
Endereço: Av. Iguaçu, 2310, Água Verde, Curitiba
Abertura da casa: 18h
Início das apresentações: 19h30
Entrada: gratuita até 19h | R$ 25 após 19h
Promoção: double de chope até 20h
Mais informações: @barcrossroads e crossroads.com.br

Joabe grava álbum ao vivo em Curitiba

O multi-instrumentista Celso Joabe vai gravar seu primeiro álbum autoral, Vó Maria, na próxima quinta-feira (08), no estúdio da Brasil Nativo (Rua Almirante Gonçalves 2118). O projeto é um tributo profundo e afetuoso do músico à ancestralidade e às suas duas avós, ambas chamadas Maria. O repertório traz uma seleção de composições originais que transitam por múltiplos estilos e linguagens, resultando em uma obra de música universal que une a sofisticação harmônica, o ritmo e a emoção crua de uma gravação ao vivo. Os ingressos já estão à venda pelo Sympla.
Celso Joabe conta que essa gravação será uma noite para celebrar a vida, a música e as raízes que nos sustentam. No palco ele será acompanhado por Davi Corrêa (bateria) e Sarana Brown (baixo elétrico) e, ainda, as participações especiais de Rebeca Friedmann (violoncelo) e Luis Otávio (guitarra tenor). “Mais do que um concerto, esta noite será uma celebração ritualística do afeto, do tempo e das histórias de vida”, considera o músico que convida o público para uma oportunidade de vivenciar de perto a energia e os bastidores da criação de um registro fonográfico ao vivo.
Celso Joabe
Celso Joabe é um artista multi-instrumentista, trompetista, pianista, compositor, arranjador, professor, escritor, filósofo e psicanalista, contando com mais de 30 anos de experiência em variados géneros musicais como o jazz, a MPB, o funk, o choro e o latin jazz. Formado com grandes nomes no Conservatório de Tatuí, construiu uma sólida trajetória com projeção no Brasil e no Paraguai, onde viveu em Assunção durante nove anos, compondo bandas sonoras para teatro e assumindo a direção musical do reconhecido grupo "Nestor Ló y Los Caminantes". Atualmente a residir em Curitiba, dedica-se primordialmente à música instrumental, integrando formações como o Rebeca Friedmann Trio, o quarteto Tributo a Saul Trumpete, o Pedro Afara Project, o Mokoia e o seu próprio grupo, o C.J. Trio. Para além da performance artística, é produtor cultural, autor do método pedagógico "Long Tones Groove", professor em conservatórios e festivais, e autor dos livros de contos "Contos do Outro Lado" e "Contos Sincopados". Ao longo da sua carreira, apresentou-se em diversos festivais e colaborou com influentes músicos do cenário nacional e internacional

Serviço:
Vó Maria – show de gravação do primeiro álbum autoral do multinstrumentista Celso Joabe com Davi Corrêa (bateria) e Sarana Brown (baixo elétrico). Participações especiais: Rebeca Friedmann (violoncelo) e Luis Otávio (guitarra tenor).
Quinta-feira, dia 08, às 20 horas.
Local: Brasil Nativo (Rua Almirante Gonçalves 2116)
Ingressos preço único R$50 + taxas a venda pelo Sympla.
Reservas – 99985-6104

Crédito da foto: Yumi Kitaka/Divulgação

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O SHOW DE JOÃO BOSCO EM CURITIBA (PR)

Artista desembarcar na capital paranaense no próximo dia 16 (sexta-feira). Única apresentação acontece no Guiarão. Ingressos ainda estão à venda no Disk Ingressos

Créditos: Divulgação

Falta pouco para o show histórico de João Bosco em Curitiba (PR) para celebrar seus 80 anos. Com mais de cinco décadas de carreira, 40 álbuns lançados e clássicos que se tornaram patrimônio cultural do Brasil, cantor, compositor e violonista desembarca na capital paranaense no próximo dia 16 de outubro (sexta-feira) para única apresentação no Teatro Guaíra(R: Conselheiro Laurindo, 175) às 21h15. A realização é da Prime, Tacatinta, Sassaô Produções e MRG. Ingressos ainda estão à venda no Disk Ingressos.

Canções de sua parceria com Aldir Blanc, como “O Bêbado e a Equilibrista”, “O Mestre-Sala dos Mares”, “Bala com Bala”, “Kid Cavaquinho”, “De Frente pro Crime” e “Rancho da Goiabada” transcendem o tempo e permanecem vivas no imaginário coletivo.

“João Bosco 80 Anos” é um encontro com a história viva da música brasileira. A turnê é um espetáculo concebido como celebração e afirmação de legado de um artista que celebra oito décadas de vida e 54 anos de carreira.

João Bosco atravessa décadas com a mesma inquietação criativa, expandindo seus caminhos musicais, seus parceiros e amigos, sem jamais perder a identidade que o consagrou.

SOBRE O ARTISTA

João Bosco nasceu em Ponte Nova (MG). Começou a tocar violão aos 12 anos, incentivado pela família. Um de seus primeiros parceiros foi Vinicius de Moraes, que o encorajou a ir para o Rio de Janeiro. Em 1971, conheceu o letrista Aldir Blanc, com quem fez uma série de parcerias de sucesso.

SERVIÇO

João Bosco 80 anos

Data: 16 de outubro (sexta-feira)

Horário: 21h15

Local: Teatro Guaíra(R: Conselheiro Laurindo, 175)

Realização: Prime, Tacatinta, Sassaô Produções e MRG

Ingresso à venda no Disk Ingressos