BIQUINI CELEBRA QUATRO DÉCADAS EM CURITIBA NA ESTREIA DO BRASIL NA COPA DO MUNDO

“No dia 13 de junho, a banda apresenta a turnê ´A Vida Começa Aos 40´ com repertório de sucessos e novo projeto comemorativo. O show na capital paranaense marca a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo com uma grande festa verde amarela com transmissão ao vivo no Igloo Super Hall”.

Comemoração em dose dupla! A banda Biquini desembarca em Curitiba para comandar a festa da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo contra o Marrocos e para celebrar quatro décadas de história que construiu uma trajetória de mais de 2.500 apresentações por todos os estados do país e em mais de 800 cidades no Brasil e no exterior. Com realização da Prime, no dia 13 de junho, o quarteto chega para apresentar a turnê “A Vida Começa Aos 40”, com um show especial no Igloo Super Hall (R: Dino Bertoldi,740), novo espaço para shows e eventos que integra o complexo da Arena Jockey Eventos, e que vai proporcionar experiências únicas ao público com seus setores diferenciados, área gastronômica e amplos bares com drinks bem elaborados. A casa abre às 16h30 para receber o público para torcer para o Brasil com transmissão ao vivo em um mega telão de led e o show têm início logo após o jogo.

No repertório, o público vai ouvir músicas que marcaram diferentes fases da história da banda. Entre elas, estão “Timidez”, “Vento Ventania”, “Dani” e “Chove Chuva”. A proposta da turnê é reunir os principais sucessos do grupo em um espetáculo renovado, com nova concepção visual e detalhes pensados para marcar a data comemorativa.

Formado por Bruno Gouveia, Miguel Flores da Cunha, Álvaro Birita e Carlos Coelho, o Biquini chega aos 40 anos em atividade ininterrupta. Ao longo desse percurso, a banda vendeu quase dois milhões de discos e acumulou milhões de seguidores nas redes sociais e nas plataformas musicais. Além disso, consolidou uma relação de longa duração com o público, atravessando gerações.

A nova fase também inclui outros projetos. Um disco com músicas inéditas será lançado como parte das comemorações. Ao mesmo tempo, toda a turnê será filmada para um documentário. Já o figurino do show leva assinatura de Rodrigo Fraga. Além disso, a banda também prepara o lançamento de um vinho em parceria com a vinícola Helios.

O nome da turnê não poderia ser melhor: A Vida Começa aos 40! Parece até contradizer os versos de Zé Ninguém, sucesso do Biquini de 1991, mas a verdade é que nunca a banda esteve em melhor fase. Seus shows têm lotado arenas, festas e eventos de todo país. Num mundo onde o etarismo parece contaminar muitas pessoas e diversos profissionais tem suas carreiras abreviadas, A Vida Começa Aos 40 é uma prova do quanto a maturidade, experiência de campo е vivência de Bruno, Coelho, Miguel e Álvaro fazem a diferença no palco. Os garotos de 18 anos que começaram esta viagem em 1985 continuam pulando dentro deles.

Experiência

Os ingressos estão à venda pela plataforma www.blueticket.com.br com valores a partir de R$60,00 (meia-entrada) + taxa adm., de acordo com o setor. ***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. PISTA – R$120,00 (inteira)/ R$60,00 (meia-entrada) + taxa adm/ ÁREA VIP (em frente ao palco com banheiros e bares exclusivos) – R$260,00 (inteira)/R$130,00 (meia-entrada) + taxa adm/ BISTRÔ – R$1.800,00 + taxa adm (cada bistrô acomoda 6 pessoas, sem banquetas, e o espaço está localizado dentro da área vip com banheiros/bares exclusivos) / EXPERIÊNCIA PREMIUM PRIME - R$320,00 por pessoa + taxa adm. ***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. INGRESSO SOLIDÁRIO – doadores de 1kg de alimento não-perecível, possuem 40% de desconto sobre o valor da inteira. A entrega será feita na entrada do evento e as doações serão recebidas por entidades específicas a serem cadastradas e definidas. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.

SERVIÇO:
BIQUINI com Brasil na Copa
Realização: Prime
QUANDO: 13 de junho de 2026 (sábado)
LOCAL: Igloo Super Hall/Jockey Club do Paraná (R: Dino Bertoldi,740, Tarumã)
HORÁRIO: a partir 16h30
VALORES: a partir de R$60,00 (meia-entrada) + taxa adm., de acordo com o setor. ***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.
A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer.
INGRESSO SOLIDÁRIO – doadores de 1kg de alimento não-perecível, possuem 50% de desconto sobre o valor da inteira. A entrega será feita na entrada do evento e as doações serão recebidas por entidades específicas a serem cadastradas e definidas. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.
***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.
VENDAS ONLINE: www.blueticket.com.br .Para compras online é necessária a comprovação do direito ao benefício da meia-entrada no acesso ao evento.
FORMA DE PAGAMENTO: Dinheiro, Pix e cartões de crédito/débito
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Jovens com 17 anos acompanhado de maior responsável.Jovens com idade entre 14 e 16 anos terão acesso ao evento com os pais ou acompanhado de responsável legal com documento assinado em cartório. Menores de 14 anos somente acompanhado dos pais.
Informações p/ o público: @maisumadaprime
Realização: Prime

RODRIGO TEASER ABRE DATA EXTRA CURITIBA

“Devido ao grande sucesso, o maior espetáculo da América Latina,´Tributo ao Rei do Pop´, em homenagem ao astro norte-americano Michael Jackson, ganha nova data, no dia 25 de junho. A apresentação extra acontece no palco do Guairão. Ingressos estão à venda”.

O significado e o legado de Michael Jackson ainda permanecerão vivos por muitas gerações. Prova disso é o sucesso do show “Tributo ao Rei do Pop”, estrelado por Rodrigo Teaser e considerado o maior espetáculo da América Latina em homenagem ao astro norte-americano. Com 12 anos de sucesso de público e crítica, o show já passou por oito países, quatro continentes, mais de 300 cidades e já foi visto por mais de um milhão de pessoas. Devido ao grande sucesso, Rodrigo Teaser volta a Curitiba e ganha mais uma nova data. Com realização da Prime, o artista desembarca na capital paranaense no dia 25 de junho com uma sessão extra, pois o dia 27.06 já está esgotado. A apresentação que recria toda a estrutura das principais performances do Rei do Pop, acontece no palco Teatro Guaíra (R: Conselheiro Laurindo, 175) às 21h15 em uma megaprodução, com direito a elevadores de palco, catapulta, banda ao vivo e bailarinos.

Com cenários e figurinos idênticos àqueles utilizados pelo Rei do Pop, Teaser também é dono de um espetáculo adorado pelo público brasileiro desde a sua estreia, realizada em junho de 2013. O show, que reúne sucessos como "Beat It", "Smooth Criminal", "Thriller", "Wanna Be Startin' Somethin'" e "Billie Jean", já rodou todo o país e teve diversas datas no exterior.

O show "Tributo ao Rei do Pop", com quase duas horas de duração, vai passar a limpo boa parte da carreira de Michael, em meio a diversas surpresas. A direção é assinada pelo norte-americano LaVelle Smith Jr., vencedor de um troféu Grammy e bailarino de Michael Jackson por 28 anos. Os shows contam com as participações de Jennifer Batten, que foi a guitarrista do rei do pop, e Kevin Dorsey, backing vocal e diretor musical do astro norte-americano.

Os ingressos estão à venda através do www.diskingressos.com.br e custam a partir de R$100,00 (meia-entrada) + taxa adm, o valor varia de acordo com o setor. A meia-entrada é para estudantes, maiores de 60 anos, professores, mesários, profissionais da saúde, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. Clientes Clube Disk Ingressos possuem40% de desconto na compra de até dois ingressos por associado. INGRESSO SOCIAL - doadores de 1kg de alimento não-perecível possuem 40% de desconto sobre o valor da inteira. A entrega será feita na entrada do evento. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei. Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei. Os ingressos podem ser adquiridos através do Disk Ingressos - Call-center Disk Ingressos (41) 33150808 e online – www.diskingressos.com.br . É obrigatória a apresentação de documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário na compra do ingresso e na entrada do teatro.

SERVIÇO:
RODRIGO TEASER – “Tributo ao Rei do Pop”
Quando: 25 e 27 de junho de 2026 (Quinta e Sábado).
Local: Teatro Guaíra (R: Conselheiro Laurindo, 175)
Horários: Abertura do teatro: 20h/ Início do espetáculo: 21h15
Duração do show: cerca de 120min
Ingressos: a partir de R$100,00 (meia-entrada) + taxa adm, o valor varia de acordo com o setor. A meia-entrada é para estudantes, maiores de 60 anos, professores, doadores de sangue, mesários, profissionais da saúde, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. Clientes Clube Disk Ingressos possuem40% de desconto na compra de até dois ingressos por associado. INGRESSO SOCIAL - doadores de 1kg de alimento não-perecível possuem 40% de desconto sobre o valor da inteira. A entrega será feita na entrada do evento. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei. Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei. É obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário, na compra do ingresso e na entrada do teatro.
Forma de Pagamento: Dinheiro, pix e cartões de crédito/débito Visa e Mastercard.
Pontos de Venda: Disk Ingressos - Call-center Disk Ingressos (41) 33150808, online – www.diskingressos.com.br e na bilheteria do teatro Guaira (de terça a sábado, das 12 às 18 horas).
**Entrega em domicílio com taxa de entrega.
Classificação etária: livre
Informações p/ o público: (41) 33150808 / @maisumadaprime
Realização: Prime

CAIXA CULTURAL CURITIBA TRAZ TEMPORADA DE SHOWS DE LU FACCINI – VOA NOITE

Três noites de espetáculo reúnem canções inéditas, parcerias artísticas e diversidade de sonoridades contemporâneas

O multiartista, compositor e produtor cultural Lu Faccni. Foto: Yaraçá
A CAIXA Cultural Curitiba ilumina o palco para a estreia de Voa Noite, primeiro álbum solo de Lu Faccini, que será lançado em três apresentações, nos dias 29, 30 e 31 de maio. Nascido em Porto Alegre e radicado em Curitiba, o multiartista, compositor e produtor cultural apresenta um trabalho autoral construído ao longo do tempo e marcado pelo encontro entre diferentes linguagens musicais e parcerias artísticas. A sessão do sábado (30) contará com intérprete em Libras e, após o show, haverá um bate-papo entre o artista e o público.

Assinado com o próprio nome, Voa Noite é um disco solo, porém não sozinho. Para a temporada de lançamento, Lu sobe ao palco com a banda que o acompanha desde o início do processo e recebe como convidada especial a cantora e compositora argentina Soema Montenegro nas três noites. Parceiros de longa data, os artistas têm atuado no intercâmbio entre as cenas independentes do Brasil e da Argentina. Soema também participa do álbum, que conta ainda com colaborações de Ava Rocha e Juliana Linhares. O lançamento do disco acontece neste dia 20 de maio em todas as plataformas digitais.

Com dez faixas, o repertório atravessa diferentes ritmos, sonoridades e temas contemporâneos. Canções como “Só mais um homem”, “Sigo mudando” e “Namorada dos trovões” articulam reflexões sobre masculinidades, paternidade, transformações pessoais e questões decoloniais. Destaque para “Cine Invisível”, primeiro single do disco, com participação de Ava Rocha.

O espetáculo tem direção musical de Leo Gumiero (também produtor do álbum, ao lado de Acácio Guedes) e reúne uma equipe artística formada por Gabriela Bruel (percussão), Dani Dalessa (bateria), Bruna Buschle (contrabaixo), Luis Otávio (guitarra) e Nati Bermúdez (flauta e vozes), além de criação de luz, projeções, figurino e equipe técnica. A obra é atravessada ainda pela presença simbólica de Roseane Santos, artista da cena curitibana e parceira de Lu, cuja memória incide de forma sensível e decisiva no projeto.

Sobre Lu Faccini
Artista múltiplo, compositor e produtor cultural, Lu Faccini vive em Curitiba desde 2007 e constrói uma trajetória marcada pela ponte entre contextos, áreas e coletivos. Nos últimos anos, lançou diversos álbuns e projetos tanto como compositor quanto como diretor artístico e produtor. Entre os destaques estão “ímã de nove pontas” (2020) e “Furiosa Aberta” (2021), com o grupo ímã; “Fronteiriça” (2020), de Roseane Santos (no qual atuou como instrumentista, compositor e diretor artístico); e “Livro Vivo” (2021), também em parceria com Roseane. Em “Voa Noite”, Lu reúne a experiência acumulada e a reinventa em um trabalho autoral que se abre ao encontro — com banda, com convidadas e com as muitas camadas do tempo.

SERVIÇO:
[Música] Show Voa Noite – Lu Faccini
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Data: 29, 30 e 31 de maio (sexta, sábado e domingo)
Horários: sexta e sábado às 20h; domingo às 19h
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia entrada
Vendas: a partir do sábado 23 de maio presencialmente na bilheteria a partir das 10h e online a partir das 15h no site Link
Horário da bilheteria: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 10h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência: a sessão de sábado 30 de maio contará com intérprete em Libras
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Espetáculo imersivo “Vozes da Floresta: Histórias Mura” celebra a cultura amazônica com experiência sensorial gratuita em Curitiba

Montagem transforma o Portão Cultural em um pedaço da floresta por meio de música, projeções audiovisuais e narração de histórias. Ingressos pelo Sympla a partir de 1º de junho. O espetáculo conta com acessibilidade em audiodescrição e Libras.

Um pedaço da Amazônia em Curitiba! A capital paranaense recebe nos dias 16, 17 e 18 de junho, o espetáculo "Vozes da Floresta: Histórias Mura" – uma experiência cênico-musical imersiva que transporta o público ao coração da Amazônia por meio da música, narração de histórias, projeções e áudio 360° em paisagens sonoras imersivas. O evento que acontece no Auditório Antônio Carlos Kraide (Portão Cultural) é gratuito e contará com acessibilidade inclusiva com audiodescrição via QR Code e interpretação em Libras. Os ingressos estarão disponíveis a partir de 1º de junho, pelo Sympla.

Inspirado nas memórias, nos modos de vida e na tradição oral do povo indígena Mura, o espetáculo cria um ambiente sensorial que aproxima o espectador da cultura ribeirinha amazônica. Canções autorais, contação de histórias, projeções audiovisuais e sons imersivos conduzem o público por atmosferas que exploram a infância, os costumes, os cantos e os encontros da floresta – sempre valorizando a ancestralidade indígena de forma contemporânea, respeitosa e sem folclorização.

Idealização e parceria

O projeto foi criado pelos irmãos amazonenses descendentes do povo Mura – Darlison Meireles e Lucas Meireles, do Coletivo Puxirum – em parceria com Paulo Bueno, diretor da Click Cultural.

“O espetáculo nasce do desejo de compartilhar as histórias que ouvimos ao longo da vida, à beira dos rios e dentro da floresta. É uma forma de manter viva a memória do nosso povo e mostrar que a cultura indígena é resistência, beleza e pertencimento”, afirma Darlison Meireles, um dos idealizadores.

Canções autorais

Darlison Meireles e Lucas Meireles, que também são músicos, apresentarão durante o espetáculo canções autorais como “Curumim” e “Fuxico”, que ajudam a dar forma a esse universo. "Curumim" traz o olhar da infância e a descoberta do mundo em conexão com a natureza. Já "Fuxico" fala das histórias que circulam entre as pessoas, passando de voz em voz e criando laços por meio da memória e da convivência.

Sobre Coletivo Puxirum

O espetáculo é realizado pelo Coletivo Puxirum, formado por Adalter Ferreira, Darlison Meireles, Gabi Castro, Kaila Meireles, Lucas Meireles, Victória Niza e Paulo Bueno, uma iniciativa que reúne artistas em torno da criação coletiva e da valorização das culturas originárias, promovendo encontros entre tradição e presente, com respeito e sem folclorização.

Acessibilidade como diferencial e compromisso social

Um dos diferenciais do espetáculo "Vozes da Floresta: Histórias Mura" é o compromisso social com a acessibilidade. "O projeto foi pensado para que pessoas com diferentes condições possam vivenciar a experiência de maneira autônoma, confortável e acolhedora", comenta Meireles.

A produção oferece audiodescrição por QR Code (basta ter o celular e fones de ouvido), com descrição detalhada dos elementos visuais e narrativos da apresentação; interpretação em Libras, garantindo acessibilidade comunicacional para pessoas surdas e com deficiência auditiva; além de espaços reservados para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

A organização também faz uma recomendação especial para o público com Transtorno do Espectro Autista: como a trilha sonora imersiva e os efeitos atmosféricos podem intensificar sensações, a sugestão é levar abafadores auriculares para quem tem hipersensibilidade sonora.

"A acessibilidade não é um apêndice do projeto – é parte da sua alma. Queremos que todos, independentemente de sua condição, possam sentir a floresta e se conectar com as histórias do povo Mura", destaca a produção.

Serviço:
Espetáculo “Vozes da Floresta – Histórias Mura”
Datas: 16, 17 e 18 de junho de 2026
Local: Auditório Antônio Carlos Kraide – Portão Cultural (Av. República Argentina, 3430 – Água Verde, Curitiba – PR)

Produção: Coletivo Puxirum e Click Cultural

Realização: Projeto da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da política nacional Aldir Blanc de fomento à cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.

Apoio: Click Audioworks, Fundação Cultura de Curitiba e Prefeitura de Curitiba.

Duração: 50 min
Chegada recomendada: 15 minutos antes

Classificação: livre (atenção para estímulos sensoriais)

Cia de 2 apresenta o premiado espetáculo “Leões, Vodka e um Sapato 23” no Sesc da Esquina, em Curitiba

Peça propõe uma reflexão sobre a liberdade ao reinterpretar a trágica história do Circo Vostok. Apresentação única acontece dia 23 de maio (sábado), com ingressos a partir de R$ 10

A Cia de 2, grupo teatral com mais de 20 anos de trajetória, chega a Curitiba para uma apresentação única do premiado espetáculo de teatro e circo "Leões, Vodka e um Sapato 23". A sessão acontece dia 23 de maio (sábado), às 20h, no Teatro do Sesc da Esquina.
A montagem parte do trágico e conhecido evento envolvendo o Circo Vostok para convidar o público a uma profunda reflexão sobre o aprisionamento - seja ele físico, social ou psicológico. Ao colocar em cena leões que enfrentam o seu destino no picadeiro, a obra levanta um questionamento contundente: afinal, quem realmente está enjaulado? Os animais ou nós, presos em nossas próprias contradições e injustiças humanas?
O espetáculo mistura os "restos" de uma banda e de um circo, utilizando pedaços de lona e sobras de vodka em um ambiente tomado por murmúrios russos e rugidos felinos. Em cena, quatro leões bufos convocam a plateia para testemunhar sua própria morte, sua miséria e os amargos dias de fome dentro da jaula. O tom tragicômico e a estética circense criam uma atmosfera imersiva e provocativa.
Desde sua estreia oficial em 2019, na 5ª edição do CIRCOS (Festival Internacional Sesc de Circo, em São Paulo), a peça tem trilhado um caminho de grande sucesso de público e crítica. A obra já circulou por inúmeras unidades do Sesc em São Paulo e no Paraná, além de ter integrado a programação de importantes festivais nacionais e internacionais, como o FESTCLOWN (Brasília), FESTIA (Canoas) e o Festival de Inverno de Bonito (MS).
"Leões, Vodka e um Sapato 23" rendeu a Cia de 2, prêmios de destaque na cena teatral nacional, incluindo: Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias (2023): Vencedor nas categorias Melhor Espetáculo (1º lugar), Melhor Direção e Melhor Cenografia e FENATA – Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (2019): Vencedor de Melhor Espetáculo (Júri Popular) e Melhor Figurino.
Ficha técnica
Elenco: Adriano Laureano, Jean de Oliveira, Jonas di Paula e Guilherme Padilha
Direção: Daniela Biancardi
Direção Musical: Mateus Guimarães
Figurinos: Chris Galvan
Maquiagem: Daniela Biancardi
Iluminação: Miguel Ramos
Orientação Dramat gica: Suzana Aragão
Cenografia: Núcleo de Pesquisa e Montagem do espetáculo
Confecção de Cenário: Willian Alves e Orlando Sales
Edição de Som: DJ Evelyn Cristina
Adereços: Márcio Douglas e Orlando Sales
Produção: Jean Oliveira
Serviço:
Espetáculo "Leões, Vodka e um Sapato 23" (Cia de 2)
23 de maio, sábado, às 20 horas
Sesc da Esquina — R. Visconde do Rio Branco, 969 - Mercês, Curitiba - PR
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia-entrada) | R$ 10 (Trabalhador do Comércio)
Classificação Indicativa: Maiores de 12 anos

“História”, nova peça da companhia brasileira de teatro, ganha estreia nacional em Curitiba

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam História, a nova criação e montagem da companhia brasileira de teatro que estreia no Teatro Guairinha, em Curitiba, no dia 6 de junho de 2026

Estreia nacional em Curitiba: ingressos já estão à venda

Com texto e direção de Marcio Abreu, o espetáculo criado coletivamente em sala de ensaio dá continuidade à pesquisa da companhia às questões relativas à memória, sonho e história, e faz parte das comemorações dos 25 anos de trabalho ininterrupto deste coletivo.

A importância da relação entre memória coletiva e memória íntima na construção de uma trajetória histórica de um país chamado Brasil é um dos pontos de partida para a pesquisa e criação da peça “História”, que estreia em 6 de junho no Teatro Guairinha, em Curitiba/PR. Com texto e direção de Marcio Abreu, e criação e produção da companhia brasileira de teatro, o espetáculo criado coletivamente em salas de ensaios, tem em cena a atriz Carolina Virgüez, o ator Rafael Bacelar e o músico Felipe Storino.

Os ingressos já estão à venda no DiskIngressos: www.diskingressos.com.br/grupo/3215/2026-06-10/pr/curitiba/historia

Preços: R$ 33,90 (meia) e R$ 67,80 (inteira).

“História” é apresentado pela Petrobras e pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet e do Governo do Brasil, e está inserido em um projeto mais amplo, de manutenção da companhia brasileira de teatro, um dos mais importantes e reconhecidos coletivos das artes cênicas do país, que se estrutura em três eixos principais de atividades, realizadas ao longo do período de um ano (agosto/2025-julho/2026).

A ideia do espetáculo surgiu de uma consciência que foi se formando de um trabalho a outro da companhia, no curso de uma pesquisa em longo prazo que tem erupções em diversas obras de Marcio Abreu. Desde PROJETO bRASIL, peça de 2014 criada a partir de estudos sobre discursos públicos e de olhares diversos para a História do país e seus dilemas, passando por Preto, de 2017, obra emblemática e que se inscreve na curva histórica, antecipando discussões que logo ganhariam mais amplitude na sociedade sobre imagem social, coexistência de diferenças, a síncope como linguagem e a nossa melhor ancestralidade advinda das raízes africanas. Culminando em Sem Palavras, peça de 2021 que materializa em sua dramaturgia as narrativas que costumeiramente não tem lugar na História e que se torna corpo-livro.

Já em AO VIVO [dentro da cabeça de alguém], de 2024; e Sonho Elétrico, de 2025, a companhia apresenta peças que se voltam mais radicalmente para a investigação das relações possíveis entre memória íntima e memória coletiva. Nas duas peças, de diferentes maneiras, há o exercício de pensar os territórios dos sonhos, dos imaginários e das memórias como dimensões da vida e as suas capacidades perceptivas e de ação no mundo. Em ambas as peças, o público é convidado a entrar na cabeça de uma artista, uma personagem ficcional, acessar aos recônditos de sua memória, e percorrer um percurso quase fotográfico na História de uma geração e de um Brasil, percebido através de múltiplas vozes e corpos, ampliando a perspectiva do ser na dimensão do sonho manifesto como ação no mundo, agora.

“Escrevi e encenei essas peças, igualmente imantado pela presença de cada artista que ocupa a cena. Cada corpo que está ali presente é em si e antes de tudo um conjunto de narrativas. Cada corpo é escrito. É História. E a questão mais importante que se impõe como desafio de linguagem é como fazer reverberar essas presenças, mesmo em construções ficcionais. A ficção me parece, nessa pesquisa e no tempo histórico que vivemos, um fundamental elemento para tornar Memória e História perceptíveis no acontecimento artístico”, afirma Marcio Abreu.

A peça que estreia agora, em 2026, “História”, segue essa pesquisa e reafirma a qualidade mutável da História, essa ciência que investiga e analisa as ações, transformações e permanências nas sociedades humanas ao longo do tempo, criando uma obra no Teatro hoje, que contemple múltiplas narrativas escritas e orais, arquivos, objetos e imagens que se compõem e recompõem, as paisagens individuais e coletivas da vida e da memória. A peça também busca compreender o presente, utilizando fontes como relatos, fotos, histórias, memórias, canções, vestígios, lacunas para reconstruir e repensar as experiências.

A nova peça da companhia, “História”, é também uma insurgência, uma ressignificação de sentidos e um ato de partilha, já que busca iluminar e atuar no campo de disputas urgentes de narrativas que ficaram e ficam sistematicamente de fora da chamada “História oficial”. Esta pode determinar a vida e o destino de indivíduos e de comunidades. Mas indivíduos e comunidades podem, provavelmente, deixar marcas na História através de seus atos e movimentos. A História habitualmente aceita como tal é aquela registada de forma escrita e baseada em princípios e modelos teóricos assimilados com o tempo e de acordo com as hierarquias do pensamento formal. Mas, certamente, a História está antes e além da chamada História oficial. De múltiplas narrativas se faz a História que nos inclui e da qual queremos fazer parte. São as pessoas e os coletivos humanos que fazem a História.

A peça é especialmente atravessada pela encruzilhada do nosso tempo, e chama para a urgência de ocupar a História no calor do momento, uma ação de construção no presente, de criar memória no presente, curvando-se para o passado e para o futuro num só giro espiral, como define poética e filosoficamente a nossa mestra maior Leda Maria Martins. A esse chamado, nós artistas precisamos atender. Se não fizermos a História, seremos feitos por ela. É esta a divisa. Não há outra.

É uma peça sobre estar vivo agora. É uma espécie de ensaio sobre vivências no tempo, sobre como colocar tempos múltiplos em relação, no presente, uma ação concreta de construção no presente e no Teatro. Em cena, os tempos - histórico, subjetivo, futuro e da memória - estão todos em convivência.

“História" é uma pesquisa, criação e produção dos membros da companhia brasileira de teatro: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria. Com uma equipe diversa de multiartistas e parceiros da companhia, conta com as colaborações criativas e dramatúrgicas de toda equipe: Key Sawao, bailarina e artista da cena e que assina a direção de movimento da peça; trilha sonora original e direção musical do multi-instrumentista e compositor Felipe Storino que também está em cena; assistência de dramaturgia da artista da cena Idylla Silmarovi; figurinos do estilista e criador Luiz Cláudio Silva e seu Apartamento 03; e cenografia do arquiteto, designer e artista Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura. Foi ainda atravessada e contaminada por toda experiência deste Projeto maior, em especial das três residências Voo Livre e todos e todas as artistas, especialistas, pensadores e colaboradores que atuaram nessa experiência maior, e estão devidamente nominados na ficha técnica deste Projeto.

O PROJETO

O espetáculo “História”, apresentado e patrocinado pela Petrobras por meio da Lei Rouanet, encerra as comemorações dos 25 anos da companhia brasileira de teatro, e foi articulado em 3 eixos.

O primeiro eixo é a criação deste novo trabalho, iniciado com dramaturgia original, com o título de “História”, e que leva em conta as relações possíveis entre história coletiva e história pessoal, como cada indivíduo, cada sujeito na sociedade pode interferir na história coletiva e como os fatos, os acontecimentos históricos coletivos podem determinar a história de uma pessoa. A importância da relação entre memória coletiva e memória íntima na construção de uma trajetória histórica de um país.

O segundo eixo é a pesquisa para a construção dessa dramaturgia, com a presença de pensadores, técnicos e artistas de diversas áreas das 5 regiões do país, e dividida em dois procedimentos:

Seminários abertos ao público e um dispositivo de criação, criado por nós da companhia, que se chama Voo Livre, ao mesmo tempo pedagógico e criativo.

O terceiro eixo é a circulação da companhia e de seu repertório de 25 anos de trabalho ininterrupto nas regiões Norte e Nordeste.

Todo esse projeto tem conexão entre esses três eixos, e foi desenvolvido ao longo de um ano. A companhia, sediada em Curitiba, se afirma como um movimento criativo, dinâmico, em desenvolvimento e em transformação, e nesses 25 anos incorpora o olhar e o trabalho de artistas de diversas regiões em todas as suas criações, entendendo também os deslocamentos simbólicos e de linguagem que estão envolvidos no pensamento da companhia.

A urgência do momento e as transformações da nossa sociedade são absolutamente coerentes com a trajetória desse coletivo que se espalha pelo Brasil, que se afirma no deslocamento no território brasileiro e para além do Brasil, e na construção de um trabalho em longo termo, em longo prazo, de continuidade, de verticalidade na relação com o público e de proposição de ponta, de construção de arte de ponta com um diálogo intenso com o público e de desenvolvimento de linguagem.

Destes eixos e momentos, chegamos ao Teatro Guairinha na cidade de Curitiba/PR para a estreia de História em 6 de junho de 2026, onde realizamos 8 sessões do espetáculo; e na cidade do Rio de Janeiro/RJ, no Teatro 2 do CCBB Rio, com 16 sessões entre 2 e 26 de julho de 2026.

SERVIÇO: “História” - nova peça da companhia brasileira de teatro

Apresentações: dias 6, 7 e de 10 a 14 de junho de 2026

Horários: quarta a sábado, às 20h | domingos, às 16h e 20h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Duração: 90 minutos

Classificação etária: 18 anos

Ingressos: R$ 33,90 (meia) e R$ 67,80 (inteira).

Vendas: www.diskingressos.com.br/grupo/3215/2026-06-10/pr/curitiba/historia

FICHA TÉCNICA

Texto Final e Direção: Marcio Abreu

Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria [companhia brasileira de teatro]

Dramaturgia: Marcio Abreu, Carolina Virgüez, Rafael Bacelar, Key Sawao, Nadja Naira, Felipe Storino, Idylla Silmarovi, Cássia Damasceno e José Maria

Criação e Performance: Carolina Virgüez e Rafael Bacelar

Direção técnica, Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira

Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria

Direção Musical, Trilha Sonora Original e Performance: Felipe Storino

Direção de Movimento, assistência de direção e colaboração criativa: Key Sawao

Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03

Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura

Assistência de dramaturgia e colaboração criativa: Idylla Silmarovi

Assistência de produção e arte: Taís Morgado e Kauê Mar

Fotos Ensaios – Etapa RJ: Nana Moraes

Fotos Ensaio – Etapa SP: Ethel Braga

Programação Visual: Pablito Kucarz e Miriam Fontoura

Mídias Sociais: Kalindi D’Elia

Assessoria de Imprensa - Curitiba: Fabiano Camargo

Produção local - Curitiba: Meire Abe

Criação e produção: companhia brasileira de teatro

Guairão terá noite histórica com The Fevers e Renato & Seus Blue Caps em celebração à Jovem Guarda

.

No dia 28 de junho, Curitiba vai receber dois grandes ícones da música brasileira, em uma noite de nostalgia, emoção e sucessos que marcaram gerações

Curitiba vai receber um encontro histórico para celebrar um dos maiores movimentos da música brasileira, a JOVEM GUARDA. No dia 28 de junho, às 19h, as lendárias bandas The Fevers e Renato & Seus Blue Caps sobem ao palco para celebrar a música que embalou os sonhos e corações de milhões de brasileiros durante a era de ouro.

Com mais de seis décadas de estrada, a banda The Fevers, que se tornou sinônimo de romantismo e baladas dançantes, promete fazer o público cantar junto clássicos como “Vem Me Ajudar”, “Mar de Rosas” e “Dá o Fora”. Já Renato & Seus Blue Caps, traz no repertório sucessos eternos como “Menina Linda” e “Não Te Esquecerei”, garantindo a atmosfera nostálgica e dançante que marcou o movimento da Jovem Guarda.

A apresentação única promete reunir gerações em uma noite emocionante, repleta de memórias afetivas, coreografias marcantes e muito rock romântico. O evento é uma oportunidade imperdível para os fãs reviverem os grandes sucessos que marcaram época e também para as novas gerações conhecerem de perto a energia contagiante dessas bandas fundamentais para a história da música popular brasileira.

Serviço: MELHOR DA JOVEM GUARDA COM THE FEVERS E RENATO & SEUS BLUE CAPS

Data: 28 de junho de 2026 (domingo)
Local: Teatro Guaíra – Curitiba/PR
Horário: Portas às 18h | Shows às 19h
Classificação etária: Livre
Ingressos: a partir de R$ 90 a meia-entrada + taxa adm

Link de compra - https://www.diskingressos.com.br/evento/2841/2026-06-28/pr/curitiba/melhor-da-jovem-guarda-the-fevers-e-renato-e-seus-blue-caps

Realização: Dumas Produções

Informações: https://www.instagram.com/dumasproducoes/ ou whats 413315-0808

Osmar Barutti é a penúltima atração do projeto Piano e Voz

O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical, série que a cantora Cristina El Tarran promove na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) traz como penúltima atração o pianista Osmar Barutti para única apresentação no dia 21 de maio, quinta-feira, às 19h30. No repertório do recital foram escolhidos temas clássicos do jazz e muitas surpresas musicais. Destaque para a participação especial do músico Derico Sciotti (sax) num encontro inédito dos dois músicos em Curitiba. O projeto é dedicado à memória do pianista paranaense Fernando Montanari. Os ingressos, com preços populares de 15 e R$7,50, já estão à venda no site Comprenozet pelo link: Piano& Voz.
Cristina El Tarran está entusiasmada com essa apresentação que vai reunir no mesmo palco dois integrantes da famosa banda do Programa do Jô. “O Osmar é um pianista que eu admiro há muito tempo não só pelo programa, mas, principalmente, pela sua elegância ao piano. O projeto está me oferecendo essa possibilidade e aproveitei essa oportunidade e convidei o Derico que tem uma versatilidade enorme no sax e na flauta e já tem uma intimidade enorme como o Osmar. Essa é a primeira vez que eles se apresentam na Capela Santa Maria e tenho certeza que será um encontro musical inesquecível”.
Cantora e produtora Musical, Cristina El Tarran, com mais de 35 anos de carreira, domina repertórios variados da música brasileira ao mais puro Jazz. Sobre a homenagem ao pianista Fernando Montanari, ela conta que ele foi um nome fundamental no cenário da música instrumental em Curitiba. A cantora explica que em todos os concertos está homenageando o Montanari como reconhecimento ao seu talento e por sua contribuição significativa na origem do jazz em Curitiba. “Foi o Fernando que me incentivou a cantar o repertório jazzístico. E ele ensinava a todos de forma generosa e paciente. O projeto é dedicado a ele por ter construído uma linda história musical na cidade. E quando falei do projeto ao Derico, que é um amigo de longa data, ele ficou muito entusiasmado em participar ao lado do Osmar, pela primeira vez nesse lugar encantador que é a Capela. Será uma noite muito especial, uma celebração ao amor”, considera.
Dona de uma voz suave e acolhedora Cristina El Tarran comenta que, como o próprio nome adianta, a proposta da série é promover uma jornada musical, passeando por estilos e gêneros diversificados. “No projeto Piano e Voz cada pianista convidado se apresenta com a sua personalidade e seu sotaque dentro da música. Agora é a vez do Osmar Barutti e vamos finalizar com o João Carlos Coutinho, outro grande pianista que eu sempre admirei”. De fato, a cantora apresenta sua arte com uma dedicação ímpar, traduzida na qualidade em tudo que faz. Em sua trajetória musical, Cristina dividiu o palco com grandes nomes da música nacional e mundial; Flora Purim e Airto Moreira, João Donato, José Neto, Rosa Maria Colin, Ayrton Montarroyos, Derico e Sérgio Sciotti, Fatima Guedes, Maestro Edson Frederico, Luiz Carlos Vinhas e, recentemente, com os pianistas Cristovão Bastos e Gilson Peranzetta.
Osmar Barutti
A quinta atração da série Piano e Voz – Uma jornada musical, o pianista, compositor e arranjador Osmar Barutti iniciou seus estudos de Música ainda criança, como autodidata. Aos 15 anos de idade recebeu seu primeiro Diploma em música conferido pelo Conservatório Musical Heitor Villa Lobos (SP). Interessou-se pela música erudita e pela música popular, especialmente pelo jazz e pela música brasileira composta por Jobim e por outros grandes mestres.
Em 1980 viajou para Boston, USA, onde permaneceu durante três anos na qualidade de bolsista na famosa Berkley Faculty of Music, onde graduou-se com destaque. De volta ao Brasil, foi convidado pela Universidade Livre de Música para lecionar Piano, Harmonia e Arranjo. Também tocou ativamente na noite paulistana em casas noturnas, bares e clubes sociais.
Em 1990, foi convidado por Jô Soares a participar por quase duas décadas do Programa do Jô. Durante este período, Osmar Barutti acompanhou inúmeros cantores/as do Brasil e do exterior: George Benson, Stancey Kent, Emilio Santiago, Roberto Carlos, para citar apenas alguns. Atualmente apresenta-se com seu "Sexteto Osmar Barutti " em Teatros e Salas de música pelo interior paulista e diversas capitais brasileiras.
O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical Cristina El Tarran convida Grandes nomes do Piano Brasileiro é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Uninter.

Serviço: Piano & Voz – Uma jornada musical - Cristina El Tarran & Osmar Barutti.
Dia 21 de maio, quinta-feira.
Horário: 19h30
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Entrada: R$15 e R$7,50 (meia entrada).
Ingressos à venda no site Comprenozet pelo link: Piano& Voz.
Classificação 12 anos
Duração: 75 minutos

Espetáculo sobre Alzheimer transforma memória em cena bilíngue no Teatro Guaíra

Manual de Como Não Esquecer Meu Nome fica em cartaz de 28 de maio a 7 de junho, com sessões de quinta a domingo, unindo Português e Libras em narrativa inspirada em história real

Na foto de Luiza Helena, a atriz Amanda Curedes em cena do espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, que aborda memória e afeto em uma construção bilíngue entre Português e Libras. (Para mais imagens acesse: FOTOS Luiza Helena - Manual de Como Não Esquecer Meu Nome)

O espetáculo Manual de Como Não Esquecer Meu Nome chega ao miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba, para uma temporada independente entre os dias 28 de maio e 7 de junho. Criada pela atriz Amanda Curedes, ao lado da diretora Laís Cristina, a montagem parte de uma experiência pessoal para construir uma narrativa sobre memória, cuidado e identidade. “A peça nasce da minha relação com a minha avó e da tentativa de entender o que permanece quando quase tudo se perde”, comenta Amanda.

Inspirado na história real de Eunice, avó da atriz, o espetáculo acompanha o avanço do Alzheimer e a perda gradual das memórias, até o ponto em que quase tudo desaparece, menos o nome do marido. Em cena, Amanda conduz esse percurso a partir da perspectiva da neta, revisitando a trajetória da avó e reconstruindo fragmentos de uma vida atravessada pelo cuidado, pelo trabalho e pela família.

Acessibilidade como eixo de criação

Um dos eixos centrais do espetáculo é a construção bilíngue em Português e Libras. Pensado desde o início para incluir o público surdo, o trabalho vai além da tradução simultânea: toda a dramaturgia é sinalizada em cena, integrando as duas línguas como parte da estrutura narrativa.

A presença da Libras atravessa ritmo, composição e atuação, criando uma experiência que amplia as possibilidades de comunicação e percepção no teatro. A consultoria em Libras é realizada por Gabriela Grigolom (Negabi), artista surda, em colaboração com o intérprete Nathan Sales, garantindo que a Libras esteja presente como língua de criação e não apenas como recurso de acessibilidade. O espetáculo também se relaciona com as investigações do CPTB - Coletivo de Pesquisa em Teatro Bilíngue, que acompanha o projeto como espaço de experimentação artística. “O processo de criação foi também um processo de aproximação com a Libras. A dramaturgia foi sendo construída junto com essa língua, entendendo como o corpo, o tempo e o espaço se organizam a partir dela”, comenta Amanda.

Memória, cuidado e identificação

Ao reconstruir a trajetória de Eunice, a peça lança um olhar sobre a vida de mulheres que dedicaram grande parte de suas histórias ao cuidado de outros, como mães, avós, esposas e trabalhadoras, e que, muitas vezes, tiveram suas próprias identidades diluídas por esses papéis.

Sem tratar o Alzheimer apenas como tema clínico, o espetáculo se aproxima das experiências cotidianas de quem convive com a doença, abordando suas dimensões afetivas, familiares e sociais. “Apesar de partir de uma história pessoal, é um trabalho que encontra identificação em muitas pessoas, principalmente em quem já viveu de perto o Alzheimer na família”, afirma Laís.

A temporada marca a continuidade de uma pesquisa artística que se desdobra agora em formato independente, reunindo artistas em torno de um processo colaborativo. Voltada para todos os públicos, a peça dialoga especialmente com mulheres, idosos, familiares de pessoas com Alzheimer e a comunidade surda.

SERVIÇO: Manual de Como Não Esquecer Meu Nome
Datas: 28 a 31 de maio e 4 a 7 de junho (quinta a domingo)
Horários: Qui e sex às 20h | Sáb às 18h e 20h | Dom às 16h e 18h
Local: Mini auditório Glauco Flores de Sá Brito - Teatro Guaíra (Rua Amintas de Barros, 70 - Centro)
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Língua: Português e Libras

Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia-entrada) + taxas

Link:https://www.diskingressos.com.br/grupo/2956/2026-06-07/pr/curitiba/manual-de-como-nao-esquecer-meu-nome
*À venda pelo Disk Ingressos e na bilheteria do teatro

Instagram: @teatromanual

Apoio: Larissa Camargo Confeitaria | Garalhufa Escola de Atuação | Padaria América

Informações adicionais

Sobre Amanda Curedes: Amanda Curedes é atriz, palhaça e professora de teatro, formada em Artes Cênicas pela UNESPAR- FAP. Faz parte do CPTB- Coletivo de Pesquisa de Teatro Bilíngue(Português e Libras), investigando memória, e experimentações que entrelaçam as duas línguas na cena teatral. Integra o Grupo de Teatro de Rua Olho Rasteiro, com participação em espetáculos e festivais, e além do teatro também atua no audiovisual, em 2024 participou do curta metragem "Depois Vem o Silêncio" com a personagem protagonista bilíngue "Beatriz". Atua também como educadora na formação artística de crianças e adolescentes no Instituto Playing For Change e realizou alguns trabalhos como professora de teatro em cursos de formação voltados a comunidade surda com a produtora Fluindo Libras em Curitiba.

Sobre Laís Cristina: diretora, atriz e bacharel em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná, com 15 anos de trajetória dedicada ao teatro, marcada pelo aprofundamento contínuo em processos criativos e pesquisa artística. Seu trabalho se concentra na criação cênica em português e Libras, reconhecendo a língua de sinais como elemento estruturante da dramaturgia e da composição visual. Dirigiu as montagens Todos os Ossos da Língua (2023) e Copo d’Água à Uma e Quinze. Atualmente está à frente de Manual de Como Não Esquecer Meu Nome, espetáculo que articula memória e presença em uma encenação que valoriza o encontro entre diferentes modos de sentir e perceber a cena.

Ficha técnica:

Direção: Laís Cristina | Atuação: Amanda Curedes | Dramaturgia: Amanda Curedes e Laís Cristina | Consultoria em Libras: Gabriela Grigolom e Nathan Sales | Intérprete de Libras: Nathan Sales | Músicos: José Moura e Paulo Chierentini | Trilha original: José Moura, Paulo Chierentini e Wenry Bueno | Iluminação: Anry Aider | Operação de som: Nathani Ribeiro | Cenografia: Kamile Enzo | Cenotécnicos: Luis Curedes e Juvenal Pereira | Figurino: Belle Viana | Preparação corporal: Ane Adade | Interlocução acadêmica: Stela Fischer, Milena Flick, Márcio Mattana e Giovana Maria de Oliveira | Produção: Laís Cristina e Luiza Helena | Mídia e comunicação: Luiza Helena | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

Thai Melo apresenta no Guairinha a turnê ‘Como é que eu vim parar aqui?’

Com sessões nos dias 16 e 17 de maio, a peça aclamada pelo público revela a amplitude artística da comunicadora, que faz transição do ambiente digital para o teatro com talento inquestionável.

Após um provocante sucesso de público e crítica em sua temporada em São Paulo, o espetáculo Como é que eu vim parar aqui?, estrelado por Thai de Melo, segue em turnê nacional ao longo de 2026. Apresentada pelo Nubank Ultravioleta, a peça já tem sessões confirmadas inicialmente em cinco capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba. Na capital paranaense, serão apresentadas duas sessões, sendo no dia 16 de maio, sábado, às 20 horas, e no dia 17 de maio, domingo, às 18 horas, no Guairinha.

A montagem revela a potência artística da comunicadora em sua estreia teatral solo, encantando o público com sua força criativa e de performance, o que tem resultado em ingressos esgotados com semanas de antecedência, praticamente em todas as sessões realizadas ao longo de 2024 e 2025. Nascida em Boa Vista, Roraima, Thai de Melo, formou-se em jornalismo, o que aprimorou seu lado comunicativo e questionador, escolhendo a Internet como seu principal canal. Sua habilidade na criação de conteúdo digital, refletindo sua trajetória no mundo da moda, atraiu a atenção de marcas prestigiadas como Gucci, Dior e Prada, ao mesmo tempo em que a fez ganhar muito reconhecimento online (@thaidemelobufrem).

A crítica especializada é praticamente unânime ao reconhecer, na força e na liberdade criativa de Como é que eu vim parar aqui?, o talento de Thai de Melo em se reinventar artisticamente, consolidando sua transição do ambiente digital para o teatro com linguagem própria, presença cênica e discurso autoral consistente. “O desejo foi transpor o mundo da internet para o teatro sem ser didática sobre isso. Testar essa persona em um ambiente completamente diferente. Nada é mais oposto à internet do que o teatro”, afirma Thai.

Dirigido por Bruno Guida e produzido por Dani Angelotti, o espetáculo é definido pela própria Thai como uma autoficção. No palco, ela conduz o público por provocações, críticas e reflexões que transitam entre humor, perplexidade, esmero cênico e emoção, abordando temas universais como maternidade, casamento, carreira, expectativas sociais, traumas, memórias de infância e o impacto da internet na construção da identidade contemporânea. Temas comuns e presentes no dia a dia de todo mundo apresentados de uma forma muito peculiar, que ora causa espanto, ora encanto, mas sempre com muito esmero técnico, cênico e de atuação.

A encenação aposta em uma construção estética singular, reunindo criadores de diferentes áreas. O figurino é assinado por Alexandre Herchcovitch e Flávia Laffer, a trilha sonora é de Dan Maia, a direção de movimento de Gabriel Malo e a direção de arte de Ana Ariette. O texto é de autoria da própria Thai de Melo, em parceria com Juliana Rosenthal.

Segundo o diretor Bruno Guida, o espetáculo nasce do encontro entre universos distintos: “São artistas que não vêm necessariamente do teatro tradicional, mas que criam uma linguagem conjunta, com estética apurada e um leve flerte com a bufonaria”. Ator, diretor e tradutor, membro do Lincoln Center Director's Lab, com formação no Teatro Escola Célia Helena, na École Philippe Gaulier, em Paris, e na Escola de Teatro de Moscou (GITIS). Dirigiu espetáculos como Bárbara e A Última Entrevista de Marília Gabriela, de Michelle Ferreira; In Extremis, de Neil Bartlett; Blackbox, do coletivo P.L.U.T.O., The Pillowman, de Martin McDonagh, e outros. Como ator, participou de mais de 20 montagens teatrais.

Para a produtora Dani Angelotti, a montagem dialoga com uma necessidade contemporânea das artes cênicas: “Pensar novos caminhos, atrair novos públicos e cruzar linguagens é fundamental. Thai possui uma potência rara e se revela uma grande presença nos palcos”. Dani possui mais de 20 anos de experiência em direção artística e produção, atuando principalmente nas artes cênicas. É diretora e criadora da Cubo Produções e vice-presidente da APTI. É idealizadora do MIACENA e conta com mais de 50 produções.

SINÓPSE
Como é que eu vim parar aqui? acompanha uma jornada marcada por reflexões sobre escolhas, expectativas e os caminhos que moldam a vida contemporânea. Ao longo da narrativa, surgem questionamentos universais que atravessam temas como maternidade, casamento, carreira, dinheiro, busca pela fama, impacto da internet, memórias de infância e as pressões sociais que influenciam a construção da identidade.

Com linguagem cômica e sensível, o espetáculo alterna humor e emoção para aproximar o público de situações reconhecíveis do cotidiano, convidando à reflexão sobre os desafios, contradições e transformações presentes em toda trajetória individual.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Juliana Rosenthal e Thai de Melo
Direção: Bruno Guida
Atuação: Thai de Melo
Direção de arte: Ana Arietti
Figurinos: Alexandre Herschcovitch e Flavia Laffer
Iluminação: Cesar Pivetti
Trilha sonora: Dan Maia
Direção de movimentos: Gabriel Malo
Assistente de direção: Giselle Lima
Fotografia: Mariana Maltoni
Designer: Laerte Késsimos
Diretor de palco: Sasso Campanaro
Camareiro: Jô Nascimento
Operação de luz: Rodrigo Pivetti
Técnica e operação de áudio, e microfonação: LABSOM - Julia Mauro, Kleber Marques e Rafu Ferraz
Assessoria de Imprensa: Fernando Sant’ Ana
Assistente de produção: Juliana Barbosa
Produção Executiva: Camila Scheffer
Direção de Produção: Dani Angelotti
Idealização: Thai de Melo e Dani Angelotti
Realização: Cubo Produções

SERVIÇO: Como É Que Eu Vim Parar Aqui?, com Thai de Melo
Data: 16 e 17 de maio – sábado às 20 horas e domingo às 18h.
Local: Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante)
Endereço: Rua XV de Novembro, 971 – Centro – Curitiba - Paraná
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 55 minutos
Ingressos à venda pela DiskIngressos a partir de R$ 50 a inteira social e R$ 25 a meia-entrada social.
Link: https://www.diskingressos.com.br/grupo/3060/2026-05-17/pr/curitiba/como-e-que-eu-vim-parar-aqui

** Todas as apresentações contam com recursos de acessibilidade comunicacional:
Intérprete de Libras e Audiodescrição prévia não continua.**

Vozes que resistem: “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna em nova temporada na Capela Santa Maria

Montagem híbrida que une tragédia grega, ópera e rap reestreia em Curitiba com protagonismo feminino e entrada gratuita nos dias 22 e 23 de maio.

Na foto de @fiscaazulfotogtafia, a atriz Taciane Vieira em cena ocupa o centro da narrativa como Antígona, conduzindo com voz e presença a travessia poética de “Édipo: Uma Ópera RAP”. (Para mais imagens acesse: Fotos Édipo na Capela)
Entre o trágico e o pulsante, entre o mito e a urgência do agora, o espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna para uma temporada, em novo formato, renovando sua potência estética e política ao revisitar um dos mais conhecidos mitos da antiguidade sob uma perspectiva radicalmente contemporânea: a das mulheres que sobreviveram à tragédia.

Após sessões lotadas no Teatro Guairinha, em 2024, a montagem da Entre 2 Produções chega à Capela Santa Maria para duas apresentações gratuitas, nos dias 22 e 23 de maio, precedidas por um ensaio aberto no dia 20. A obra, que articula tragédia grega, ópera e rap, transforma o palco em território de fricção entre linguagens, tempos e vozes, sobretudo aquelas historicamente silenciadas.

Sob direção cênica de Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid e direção musical e composição de André Ricardo Souza, o espetáculo constrói uma tessitura híbrida em que o erudito e o urbano não apenas coexistem, mas se tensionam e se reinventam mutuamente. Em cena, canto lírico, beats, corpos em movimento e poesia falada erguem uma narrativa que desloca o centro do mito: não mais o herói trágico, mas as mulheres que restam. “A gente não queria apenas revisitar o mito, mas escutar o que ficou à margem. É um trabalho sobre presença, sobre as mulheres que permaneceram e que agora conduzem a narrativa”, destaca a diretora Jossane.

Da tragédia clássica ao corpo contemporâneo
Inspirado na obra de Sófocles, o espetáculo desloca o eixo narrativo para Antígona e Ismene, filhas de Édipo, que assumem o protagonismo de uma história marcada por fatalidades e silenciamentos. Ao dar corpo e voz a essas personagens, a montagem propõe uma escuta ampliada, sensível e crítica, sobre as heranças simbólicas e afetivas que atravessam o feminino ao longo da história.

O trabalho nasce de um processo colaborativo que reúne artistas de diferentes campos, do hip hop à música de concerto, da dança urbana à interpretação teatral, criando uma linguagem cênica singular, marcada pela força coletiva e pela diversidade de expressões.

Quando as mulheres ocupam a narrativa
Em “Édipo: Uma Ópera RAP”, o mito é atravessado por um gesto político e poético que devolve às mulheres o lugar de narradoras de sua própria história. Antígona e Ismene emergem das margens para se tornarem eixo e pulsação da cena.

Em cena, Taciane Vieira, Jaquelivre, Vanessa Rafaelly, Jossane Ferraz e Kimberlyn Freitas tecem um tecido vivo de vozes e presenças que sustenta a narrativa. Entre canto, palavra e movimento, suas atuações não se organizam apenas como personagens, mas como um coro feminino que atravessa o espetáculo, ampliando a escuta e tensionando as camadas do mito. Soma-se a elas a presença do ator e bailarino Silvester Neto e do MC Junior Zehut, que irrompem em cenas de rap. Ao lado desse núcleo, outros artistas e musicistas reforçam a arquitetura coletiva da obra, na qual o feminino não é apenas tema, mas força estruturante da cena.

Entre batidas, árias e movimentos, o espetáculo constrói uma paisagem sonora e visual que evoca tanto o rito ancestral quanto a urgência urbana. O resultado é uma obra que reverbera no presente, questionando estruturas de poder, memória e apagamento. “A música nasce desse encontro entre mundos que, à primeira vista, parecem distantes. O rap traz a urgência da fala, enquanto o canto lírico expande o tempo da escuta. Juntos, eles criam uma dramaturgia sonora que atravessa o corpo e a memória”, afirma o diretor musical André Ricardo.

SERVIÇO: ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP

Ensaio aberto: 20 de maio (terça-feira), às 15h

Reservas: via Instagram @entre2producoes ou pelo e-mail entre2prod@gmail.com

Apresentações: 22 e 23 de maio ( sexta-feira e sábado), às 20h

Sessão com Libras: 23 de maio

Local: Capela Santa Maria

Entrada: Gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

Realização: Entre 2 Produções

SINOPSE

A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo Édipo: Uma Ópera RAP, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas do rei tebano, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega.

FICHA TÉCNICA

Direção: Jossane Ferraz | Direção Musical e composição: André Ricardo | Dramaturgia: Marcelo Bourscheid | Assistência de direção e designer gráfico: Rapha Fernandes | Produção e Realização: Entre 2 Produções | Assistentes de produção: Róger Borges Araujo e Íris Pereira Gonçalves | Elenco: Taciane Vieira, JaqueLivre, Silvester Neto, Kymberlyn Freitas e Jossane Ferraz | Instrumentistas: Dalila Lopes, Violinista Chavosa, Lina Abe e João Martinez | Cantora lírica: Vanessa Rafaelly | MC: Junior Zehut | Iluminação: Lucri Reggiani | Cenografia: Jossane Ferraz e Rapha Fernandes | Figurino: Rapha Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

13º Festival Comédia EnCena ocupa Curitiba com humor, drama e experiências teatrais para todos os públicos

De 7 de maio a 7 de junho, festival reúne espetáculos que transitam entre comédia, drama e diferentes experiências cênicas

Na foto de Walter Jaworski, o espetáculo Valentin, que está na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, que chega com uma programação para todos os públicos, de 7 de maio a 7 de junho. (Acesse aqui para mais imagens: Espetáculos | Fotos)

Nem só de riso vive a comédia. Na 13ª edição do Festival Comédia EnCena, o humor se expande e se aproxima de temas, afetos e conflitos que atravessam o cotidiano. Entre os dias 7 de maio e 7 de junho de 2026, o Teatro Barracão EnCena recebe uma programação que percorre a comédia, o drama e a dramédia, reunindo criações próprias, grupos convidados e diferentes modos de relação com o público. “O festival cresce a cada edição, tanto em diversidade de propostas quanto na relação com o público. A ideia é criar um espaço onde diferentes experiências possam conviver”, afirma Juscelino Zilio, diretor do Teatro Barracão EnCena.

A abertura acontece no dia 7 de maio com Séquiço, Dorgas & Róquenrróu, do grupo criaCorvos, que retorna ao festival também com Inferno: A (Divina) Comédia, uma releitura irreverente do clássico de Dante. Nos primeiros dias, entram em cartaz Anáguas, Florais e Gin Tônica, comédia que mistura humor e memória afetiva, e Encontro em Semibreve ou Depois da Partida, realizada em parceria com o Teatro do Alvorecer, que investiga as permanências e rupturas nas relações amorosas.

Ao longo da programação, o Barracão EnCena apresenta diferentes frentes de sua produção. Em Entre Risos e Improvisos, o jogo cênico se constrói a partir da participação direta do público, enquanto Crush se volta ao universo adolescente, abordando descobertas, inseguranças e afetos. Já Valentin, inspirado na obra do dramaturgo alemão Karl Valentin, resgata o humor crítico e fragmentado dos cabarés europeus do início do século XX.

Rir, pensar e sentir: outras camadas da comédia

A programação também dedica espaço às infâncias, com os espetáculos João e Maria, que incorpora elementos da cultura brasileira à narrativa clássica dos irmãos Grimm, e A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico, em parceria com a BN Produções, que aposta na imaginação e na relação entre gerações como motor da cena.

O drama aparece ao longo da programação e ganha destaque em diferentes momentos do festival. Na comédia Tem um Nome pra Isso, produção em parceria com a Sociedade Poética, com texto e direção de Pagu Leal, a maternidade é abordada a partir de suas contradições, tensões e sobrecargas cotidianas. Já Os Vivos e os Mortos, dirigido por Edson Bueno, propõe uma reflexão sobre amor, memória e finitude, enquanto Dois Perdidos Numa Noite Suja, com direção de Silvia Monteiro e produzida pela BN Produções, mergulha em um universo urbano marcado por desigualdades e conflitos. Completa esse eixo o solo A Saga de Lauren na Terra Sem Sol, de Cris Raséc, da produtora Sala de Atriz de São Paulo, que articula questões de identidade, opressão e emancipação feminina.

Entre os formatos que deslocam a experiência teatral, o festival apresenta O Enigma, inspirado na obra O Assassinato no Expresso Oriente, de Aghata Christie, realizado em parceria com a Serra Verde Express. A proposta leva o público para dentro de um trem em movimento, onde a narrativa se constrói a partir da participação direta dos espectadores, que são os detetives da história, aproximando teatro e jogo investigativo.

Ao longo de mais de um mês de programação, o Festival Comédia EnCena abre espaço para encontros e experiências compartilhadas, aproximando artistas e público em diferentes propostas estéticas e formatos de fruição. “A gente acredita na comédia como porta de entrada, mas também como linguagem potente para falar de temas profundos. Nesta edição, o público vai rir, mas também vai se emocionar e se reconhecer em cena”, afirma Mevelyn Gonçalves.

Trajetória: um festival que cresce com o tempo

Criado em 2011, o Festival Comédia EnCena nasceu no Teatro Barracão EnCena e, ao longo dos anos, se consolidou como um espaço próprio de criação e encontro com o público. Realizado de forma independente, o festival se sustenta por meio de parcerias, incentivos e apoio de pessoas físicas, reunindo espetáculos já reconhecidos e novos trabalhos da cena local. “Foi um movimento natural de crescimento. Ao longo do tempo, entendemos o festival como um espaço nosso, de continuidade e troca com o público”, afirma Mevelyn Gonçalves, diretora do teatro e produtora do festival.

SERVIÇO: 13º Festival Comédia EnCena

Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160)

Data: 07 de maio a 07 de junho de 2026

Ingressos: de R$ 30 a R$ 90 (consulte valores por espetáculo)

Sympla:https://www.sympla.com.br/eventos?s=Com%C3%A9dia%20EnCena

Classificação indicativa: variada (de livre a 16 anos)

Vendas: bilheteria do teatro e canais oficiais

Informações: @teatrobarracaoencena | www.barracaoencena.com.br

PROGRAMAÇÃO

07/05 (quinta-feira) - 20h: Séquiço, Dorgas & Róquenrróu (criaCorvos). Abertura do festival com humor irreverente e esquetes que misturam nonsense, música e crítica.

08/05 (sexta-feira) - 20h | 09/05 (sábado) - 18h30 | 10/05 (domingo) - 21h: Anáguas, Florais e Gin Tônica (Barracão EnCena). Comédia que mistura memória, afeto e relações, acompanhando um casal em sua trajetória.

09/05 (sábado) - 21h | 10/05 (domingo) - 18h30 | 14/05 (quinta-feira) - 20h: Encontro em Semibreve ou Depois da Partida (Barracão EnCena + Teatro do Alvorecer). Dramédia sobre encontros, despedidas e os atravessamentos do amor.

10/05 (domingo) - 16h | 17/05 (domingo) - 11h30 | 24/05 (domingo) - 16h: A Incrível Aventura de Sofia e Vovô Ludovico (Barracão EnCena). Espetáculo infantil que convida o público a uma viagem pelo universo da imaginação.

15/05 (sexta-feira) - 20h | 16/05 (sábado) - 21h | 17/05 (domingo) - 18h30: Entre Risos e Improvisos (Barracão EnCena). Show de improviso com participação da plateia, cada sessão é única.

17/05 (domingo) - 21h | 06/06 (sábado) - 18h30 | 07/06 (domingo) - 18h30: Inferno: A (Divina) Comédia (criaCorvos). Adaptação irreverente da obra de Dante, com humor ácido e visual impactante.

21/05 (quinta-feira) - 20h | 23/05 (sábado) - 18h30 | 24/05 (domingo) - 21h: Os Vivos e os Mortos. Drama sobre amor, memória e as marcas deixadas pelas relações.

22/05 (sexta-feira) - 20h | 23/05 (sábado) - 21h | 24/05 (domingo) - 18h30: Tem um Nome pra Isso (Barracão EnCena). Comédia sensível sobre maternidade, sobrecarga e afetos contemporâneos.

24/05, 31/05 e 07/06 (domingos) - 16h: João e Maria (Barracão EnCena). Clássico infantil com elementos da cultura brasileira e participação do público.

28/05 (quinta-feira) - 20h | 30/05 (sábado) - 18h30 | 31/05 (domingo) - 18h30: Crush (Barracão EnCena). Comédia juvenil que aborda descobertas, sexualidade e o universo adolescente.

29/05 (sexta-feira) - 20h | 30/05 (sábado) - 21h | 31/05 (domingo) - 21h: Valentin (Barracão EnCena). Espetáculo inspirado no cabaré alemão, com humor crítico e cenas do cotidiano.

04/06 (quinta-feira) - 20h: A Saga de Lauren na Terra Sem Sol. Solo que aborda opressões e atravessamentos femininos em busca de liberdade.

05/06 (sexta-feira) - 20h | 06/06 (sábado) - 21h | 07/06 (domingo) - 21h: Dois Perdidos Numa Noite Suja. Clássico do teatro brasileiro sobre desigualdade e sobrevivência urbana.

05/06, (sexta-feira) | 06/06 (sábado) | 07/06 (domingo) - 19h30: O Enigma (Barracão EnCena + Serra Verde Express). Experiência imersiva em um trem em movimento, onde o público participa da investigação.