Evento reúne nomes da arquitetura local e marca o lançamento da coleção Artefacto Edition 2026 – Cosmos, assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis.
Em sintonia com as celebrações dos 50 anos da Artefacto, a unidade de João Pessoa apresenta a Mostra 2026 sob o tema "Maturidade", propondo uma reflexão sobre o tempo, o olhar que evolui e a sofisticação que se constrói a partir da experiência.
A exposição reúne profissionais de destaque da arquitetura e do design de interiores da capital paraibana em um circuito de ambientes que exploram diferentes interpretações do morar contemporâneo. Inspirados pelo tema, os participantes desenvolvem espaços que valorizam escolhas conscientes, estética apurada e profundidade emocional — atributos que dialogam com o momento atual do habitar e com a trajetória da marca ao longo de suas cinco décadas.
Mais do que uma mostra, o projeto se consolida como uma plataforma de expressão criativa, na qual cada ambiente traduz narrativas singulares sobre cultura, identidade e permanência. Em João Pessoa, a edição reforça a conexão da Artefacto com o cenário criativo da cidade, evidenciando a diversidade de linguagens e a força autoral dos profissionais envolvidos.
Como parte das comemorações, a marca apresenta também a Artefacto Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a linha reúne peças que orbitam entre legado e futuro. Linhas precisas, equilíbrio entre forma, técnica e função e uma pesquisa sofisticada de materiais — como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça — resultam em um mobiliário de presença serena, pensado para dialogar com o tempo e com a evolução do morar contemporâneo.
Esperamos vocês!
Alice Medeiros / @alicemedeirosarquiteta
No desenho de O Quarto Pleno, refúgio idealizado pela arquiteta Alice Medeiros para a Mostra Artefacto João Pessoa, a maturidade se revela na liberdade de se importar apenas com o que faz sentido. Inspirado pela atmosfera contemplativa e pictórica dos Jardins de Giverny, de Claude Monet, o ambiente abole as fronteiras entre interior e exterior por meio de uma generosa esquadria de vidro incolor. Uma abertura estratégica que banha o espaço com luz natural e convida o jardim a entrar, colocando a casa em harmonia com seu entorno. Logo na entrada do ambiente, a ideia de se ater ao essencial ganha forma em um canto de leitura que tem a escrivaninha Halston e a cadeira Etta como principais protagonistas, lembrando que madurecer, em qualquer época é também nunca deixar de criar. Conforme se avança pelo espaço, a atmosfera se desloca para o relaxamento absoluto: o sofá Illi, com suas formas orgânicas, dialoga com a mesa de centro Ginza e com as mesas laterais Halston e Louise, que evocam um abraço acolhedor. No coração do projeto, a cama Capricornio assume o centro da cena, banco Janus e pela elegância da Vanity Desk Lulli.
Antonio Neves / @antonionevesarquiteto
Saber subtrair é, talvez, a máxima expressão da elegância. Longe de ser sinônimo de escassez, a opção pelo vazio permeia o Santuário Atemporal, quarto assinado pelo arquiteto Antonio Neves, voltado inteiramente para o repouso consciente e para a introspecção. Um ambiente concebido em torno de um minimalismo caloroso que, por dispensar modismos efêmeros, abre espaço para uma nova modalidade de luxo. Um luxo silencioso, que celebra o tempo e ganha forma através da curadoria milimétrica de móveis e objetos conduzida pelo arquiteto. A começar pela imponência rigorosa da cabeceira Maschio, ladeada pelas mesas de cabeceira Berge e pela funcionalidade sofisticada da cômoda Ray, que ganhou posição de destaque. Próximos dela, a mesa lateral Flap e o banco Hara adicionam um dinamismo extra ao layout. A opção definitiva pelo autocuidado, por sua vez, encontra sua plena expressão no par de cadeiras Hara. Com ergonomia impecável, e estrategicamente posicionadas, elas desenham o ponto focal de contemplação do quarto, produzindo um convite irresistível para descansar o corpo e desacelerar a mente.
Bethania Tejo Arquitetos Associados / @bethaniatejo / @bethaniatejoarquitetura
Marcado por suas formas lineares e assimétricas, o Living de Conexão, espaço criado por Bethania Tejo para celebrar os 50 anos da Artefacto, foi concebido como um refúgio cosmo polita, onde coexistem design, arte e tempo. Combinada a tons de terracota e vermelho, o azul imprime ao espaço uma atmosfera vibrante, revelando que a maturidade não está no excesso, mas na precisão das escolhas. Como resultado, a arquiteta dá vida a um ambiente autêntico, construído na escala humana, onde cada móvel e cada detalhe arquitetônico se torna parte de um extenso painel de conexões genuínas e permanentes, onde o mobiliário Artefacto assume protagonismo. O Módulo Opus, de estética orgânica, convida à entrada; o Buffet Constantin, equilibra presença e discrição; as poltronas Nyx giratórias expressam acolhimento e fluidez, enquanto as poltronas e puffs Mentha sugerem uma vivência zen e despojada. Ocupando posição central, as mesas de centro Oro evocam a ideia de ciclos e permanência, ao mesmo tempo em que a moldura AKA, posicionada estrategicamente, cria a sensação de uma janela interna que amplia perspectivas e reflete o tempo como movimento.
João Braz / @joaobraznetto
Navegar é preciso; viver não é preciso.” O célebre verso eternizado por Fernando Pessoa, serviu de bússola para o arquiteto João Braz na montagem de desse imponente espaço, com pé-direito duplo e mezanino – que integra living, quarto e sala de jantar – , no qual o profissional materializa os interiores de uma casa como metáfora de um porto. Visto que, para João, a maturidade apenas se consolida quando a alma aceita o movimento natural da vida, com seus altos e baixos. Com seus ventos a favor, mas também suas tempestades. Coração náutico do projeto, o módulo Austral ganhou estofado azul-marinho profundo. Ao seu redor, orbitam a mesa lateral Giocco, a mesa de centro Eduardo e a poltrona Poline. Já na transição para o jantar, a mesa Fontana surge cercada pelas cadeiras Áurea, enquanto no mezanino, o repouso é resguardado pela cama Zoe Queen, acompanhada pelas mesas de cabeceira Gio e pelas cadeiras Bonheur. O resultado final, de uma simplicidade refinada, convida o visitante a sentir o corpo como barco, o mar como a vida e a casa, como seu porto seguro.
João Romualdo / @joaoromualdo
Maturidade, para o arquiteto João Romualdo, não é algo que se dita; é algo que se reconhece. Ela se manifesta na clareza de quem somos, nos valores que defendemos e nas escolhas que imprimimos em nossa rotina. E foi sob essa perspectiva, de autoconhecimento e solidez, que ele assina o Escritório Weberton Filho: o espaço de trabalho de um diretor executivo amante de viagens, que reconfigura o conceito dos ambientes de trabalho, por meio de um layout fluido e integrado, propondo uma nova forma de se reunir e de produzir. Um cenário onde a sobriedade se funde a uma sofisticação discreta, no qual o mobiliário da Artefacto atua como parâmetro de longevidade e identidade. O atendimento, por exemplo, se estabelece através da mesa bar Lena, acompanhada pelo gaveteiro Regia, pelas cadeiras Daphne e pela marcante cadeira Chiara. Logo ao lado, a área de conversação ganha o conforto do sofá Carrie e a presença escultural da icônica poltrona Pol. Completando a proposta, as mesas laterais Shah e Vide se unem ao puff Nick, deter minando um espaço eminentemente voltado ao trabalho, mas com ares de galeria particular.
JT Arquitetos / @jtarquitetos
Assinado pelo escritório JT Arquitetos, dos arquitetos João Coura e Taty Travassos, o Living Perenidade pode ser visto como um exercício de lucidez estética. Empenhados em provar que o verdadeiro refinamento reside no ato de retirar e não propriamente de acrescentar, no ambiente, a dupla conceitua maturidade na constância e na coragem de investir em uma sofisticação despida de excessos e fiel à sua própria essência. Assim, em meio a uma atmosfera intimista, o espaço convida o visitante a descansar o corpo e a desacelerar a mente Fruto de um estudo preciso sobre proporções e intencionalidade, cada peça do mobiliário, assume uma função clara e poética. O estofamento generoso do módulo Meteora ancora o living com sobriedade contemporânea, dividindo o protagonismo com as formas esculturais da poltrona Calix: um móvel que, com suas linhas orgânicas, transcende o utilitário para se transformar em objeto de admiração. Por sua vez, o buffet Sanur e a caixa bar Chet organizam as linhas perime trais do espaço, enquanto, refletindo a busca por rigor, a moldura Callet arremata a cena, costurando a com posição, em grande estilo.
Oficina Arquitetura / @oficinaarquitetura
Deixar o tempo passar sem pressa, medindo as horas não pelos ponteiros, mas pelo desenho da sombra que cruza o piso, pela brisa que agita as folhas e pelo reflexo do sol no espelho d’água. É sob essa perspectiva de desaceleração, e serenidade, que os arquitetos Ana Cristina, Daniella Figueiredo e Yuri Fernandes, da Oficina Arquitetura, dão vida ao Living Raízes um refúgio ao ar livre profundamente sensorial, onde a maturidade se desfaz de excessos para abraçar a leveza, e no coração do qual um exuberante Jambeiro assume o papel de eixo organizador do espaço. Mais do que um elemento paisagístico, uma escultura viva, vista pelos arquitetos como um símbolo de permanência e de memória, que ancora o projeto à terra. Ao seu redor, o mobiliário convida à pausa e ao convívio compartilhado: o sofá e a chaise longue Bold, os grandes protagonistas do espaço, dividem a cena com as poltronas Gap e Calisto, estabelecendo um diálogo de contornos atemporais. As mesas de centro Zalla, os bancos Kawe e Porter, além do carro chá Arugam complementam o estar. E arrematando o cenário com sua elegância despretensiosa, surgem a coluna de jantar Mulligan e as cadeiras Lanta.
Ponto 3 Arquitetura / @ponto3arquitetura
O ambiente Arquivo Vivo, elaborado pela dupla Gesiel Soares e Raphael Barbosa, da Ponto3 Arquitetura, nasce da ideia de que uma casa não é só feita de móveis e objetos, mas de histórias que se acumulam e se tornam presença. No projeto, um grande living, integrado à galeria, é concebido como um espaço sereno, onde a luz indireta e as proporções equilibradas determinam uma atmosfera silenciosa e atemporal, e na qual a maturidade se revela na consciência plena do que realmente importa: memórias, permanência e afeto. Mais do que meras imagens, as fotografias expostas constituem um acervo afetivo que percorre os vá rios momentos compartilhados entre o escritório e a Artefacto ao longo dos anos. Uma narrativa de tempo e legado que encontra eco no mobiliário selecionado: as mesas de centro Giocco, com sua marchetaria delicada, evocam memórias e se tornam símbolos de continuidade. O módulo Kubrick, de linhas precisas, e as poltronas Pollux que convidam à contemplação. E por fim, arrematando a composição, a coluna de jantar Moon, o banco Vivika e a chaise longue Papillon compartilham conforto e identidade.
Sandra Moura Arquitetos / @sandramouraarquitetura
O alhar para o tempo não como um agente de desgaste, mas como um processo de lapidação. Eis o ponto de partida do desenho deste living, assinado por Sandra Moura. Sob um teto acolhedor, a maturidade se manifesta no ambiente através do reencontro com as origens, representada, de forma viva, por quatro pés de jabuticabeira, que pontuam o espaço, celebrando a clareza do presente e a riqueza do passado. Em síntese, segundo a arquiteta, trata-se de um elogio ao habitar consciente, no qual a bagagem cultural e a memória afetiva configuram um espaço capaz de atravessar muitas gerações. Transitando entre tempo e legado, o mobiliário assume o papel de guardião de histórias. As curvas sinuosas e a so lidez dos móveis dialogam diretamente com a organicidade das jabuticabeiras e com a refinada curadoria de obras de arte. Elemento central na composição, a mesa de jantar Arco evoca, com extrema leveza, uma das formas estruturais mais antigas e resilientes da humanidade. Ao seu redor, o módulo Baco, o puff Escape, as poltronas Solis, Poline e Sin, além das cadeiras Calix, e do aparador Arco, criam uma dinâmica de contemplação. Um olhar atento que recusa o efêmero e mira o atemporal.
Tainá Andrade / @tainaandrade.arq
Existe uma luz muito específica que habita a memória de todos: aquela que atravessava as janelas e iluminava o assoalho da casa de nossos avós. E foi a partir desse resgate afetivo que a arquiteta Tainá Andrade projetou o seu Living de Memórias: um ambiente no qual a maturidade se revela não como um distanciamento do passado, mas como a consciência do tempo. Segundo sua criadora, um projeto que funciona como uma autêntica engrenagem sensorial, na qual o calor e o sol são traduzidos em arquitetura, celebrando a volta às origens sob essa atmosfera dourada, o mobiliário ganha contornos de pura permanência: com o conjunto de módulo e chaise longue Getz assumindo o protagonismo, ao trazer a palha e a madeira para o centro da cena. Com o magnetismo das poltronas Mayu, e do precioso jogo de mesas componíveis Kentar, cujos tampos de cristal fusion parecem lapidados pelo próprio sol. E, por fim, ampliando a sensação de profundidade, pelo brilho da moldura Emiliano, em tom bronze, provando que amadurecer é ter a sensibilidade de manter os pés no chão, mas sem perder de vista a luz que nos inspirou.
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