Programação diversificada e acessível celebra o aniversário de Alfredo Andersen

Programação diversificada e acessível celebra o aniversário de Alfredo Andersen
De 18 a 26 de novembro o Museu Casa Alfredo Andersen promove oficinas, workshop, palestras e bate-papos gratuitos durante a Semana Andersen

Em comemoração ao aniversário de Alfredo Andersen, celebrado no dia 3 de novembro, o Museu Casa Alfredo Andersen promove uma série de atividades nas duas últimas semanas do mês, com oficinas, workshop, palestras e bate-papos conduzidos por professores da Academia Alfredo Andersen e artistas convidados, além da 1ª Exibição Coletiva da Academia, com a projeção dos trabalhos produzidos pelos alunos durante o segundo semestre de 2019. A programação é gratuita, mas as vagas são limitadas. Inscrições abertas na secretaria do museu.

“A Semana Andersen é, acima de tudo, um momento de confraternização para nós. Por isso buscamos uma programação diversificada e acessível, para atrair mais pessoas para dentro do museu e da academia. Fizemos questão que as atividades fossem gratuitas e voltadas para qualquer pessoa interessada nos temas, sem necessidade de conhecimento prévio em artes. Até mesmo crianças e adolescentes podem participar, desde que acompanhados dos pais ou responsáveis”, comenta o diretor do MCAA, Luiz Gustavo Vidal Pinto.

A Semana Andersen 2019 celebra o legado do artista e vai além, ao apresentar e discutir temas ligados a outros campos artísticos, como a residência artística com Alfi Vivern, a roda de conversa entre artistas e pensadores, a oficina inédita de master copy, a palestra do historiador e youtuber Robério Santos com participação de Danilo Caymmi, entre outros. “Os temas irreverentes não se distanciam da personalidade de Alfredo Andersen: desbravador, divertido e sociável, Andersen radicalizou ao mudar-se para o Brasil e casar-se com Ana, sua esposa parnanguara da tribo dos Carijós”, explica a responsável pela programação, Patrícia Mannarino.

Programação
Na segunda, dia 18/11, o artista plástico Sérgio Moura conduz a “Oficina básica de serigrafia: estampe sua bolsa”, das 14h às 17h30. Os participantes aprenderão técnicas iniciais de impressão serigráfica artística em papel e tecido e, em seguida, colocam em prática os conhecimentos adquiridos estampando uma bolsa de algodão. Todo o material será disponibilizado pelo museu.

A abertura oficial da Semana Andersen será no mesmo dia, a partir das 18h45, com a apresentação do Conservatório de Música Popular Brasileira, uma performance do ator José Plínio como Alfredo Andersen e a 1ª Exibição Coletiva da Academia Alfredo Andersen, com a projeção dos trabalhos produzidos pelos alunos durante o segundo semestre de 2019.

Já na terça-feira, dia 19/11, das 14h às 17h, a artista e psicóloga Ivana Guimarães Vieira propõe a oficina “Uma tarde de arte e terapia”. A arte terapia é um método baseado no uso de várias formas de expressão artística com finalidade terapêutica. Nessa vivência, a professora conduz os participantes a observarem trabalhos de Alfredo Andersen e a reinterpretarem por meio da técnica de giz pastel seco. Ao final, haverá uma roda de conversa. O material será disponibilizado aos participantes.

Dia 20/11, das 14h às 17h, tem a “Oficina de master copy” com o artista João Paulo de Carvalho. Em belas artes, o trabalho do “copista” implica em entender a coleção de um artista. Na oficina de master copy, inédita em Curitiba, os alunos irão realizar um trabalho de pesquisa no acervo expositivo de Alfredo Andersen no Museu Casa e trabalhar uma de suas obras. Para essa atividade será necessário que os interessados tragam seu próprio material: tela, pincéis e tintas, preferencialmente a óleo.

O que a frase “você não é fotogênico” tem de verdade? Fotógrafos profissionais afirmam que o momento em que a pessoa é fotografada conta mais que a sua beleza. Essa é a proposta do “Workshop de fotografia: como fazer um retrato” que ocorre dia 21/11, das 14h às 17h, com o professor Christian Shoenhofen. Serão abordados tópicos importantes do retrato, desde sua perspectiva histórica, os retratos produzidos por Andersen, luz e perspectiva, até a realização de um pequeno retrato. Para participar, os interessados precisam levar um celular com câmera.

No mesmo dia, das 17h30 às 19h30, a “Roda de conversa: arte e encontro” reúne os artistas e pensadores de Curitiba Bruno Marcelino, Carlos Nigro, Charly, Didone, Francisco Borges Laranjal, Gleusa Salomão, Luiz Gustavo Vidal, Marcelo Conrado, Rogério Geraud e Sérgio Moura para um bate-papo que propõe o religar da arte com a vida, um momento de trocar ideias, de conversar pausadamente e escutar sem pressa.

Encerrando a Semana Andersen, dia 26/11, às 19h, o museu recebe o jornalista, professor e pesquisador Robério Santos e o músico Danilo Caymmi para a palestra “As Quatro Vidas de Volta Seca”. Autor do livro de mesmo nome, Robério se propõe a esclarecer muitos pontos da trajetória do cangaceiro Volta Seca, personagem que inspirou o livro Capitães de Areia, de Jorge Amado. Serão abordados temas como a infância do personagem, sua entrada no cangaço, a prisão e a reconstrução da vida em liberdade, e ainda composições de sucesso como Maria Bonita e Mulher Rendeira, com a participação de Danilo Caymmi.

Residência artística
A proposta da Residência Artística do MCAA é dar a oportunidade para que estudantes e admiradores de artes acompanhem de perto a produção de artistas. A cada mês um novo artista é convidado. A partir de 18 de novembro, sempre das 14h às 17h30, o artista argentino radicado em Curitiba Alfi Vivern estará no museu dando continuidade ao trabalho Submarino, apresentado na 14ª Bienal Internacional de Curitiba. Nascido em Buenos Aires, em 1948, Vivern mora no Brasil desde 1972. Seu trabalho já rodou cidades e países de diferentes continentes, da América à Ásia, e suas peças estão expostas em vários museus ao redor do mundo.

Serviço
Semana Andersen
De 18 a 26 de novembro de 2019
Programação completa: www.mcaa.pr.gov.br
Atividades gratuitas
Inscrições para as oficinas na secretaria do museu

Museu Casa Alfredo Andersen
Rua Mateus Leme, 336. Curitiba-PR
Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado das 10h às 16h.
(41) 3222-8262 | (41) 3323-5148
maa@seec.pr.gov.br

Fotos: Créditos salvos no nome do arquivo.

“MAC-PR realiza a mesa-redonda “O engajamento artístico na ditadura e na contemporaneidade”

"MAC-PR realiza a mesa-redonda “O engajamento artístico na ditadura e na contemporaneidade”

Evento integra a programação da exposição “Pequenos gestos: memórias disruptivas”

Acontece nesta quarta-feira (13/11), no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), às 19 horas, a mesa-redonda “O engajamento artístico na ditadura e na coontemporaneidade”, com Caroline Schroeder e Emanuel Monteiro, evento que integra o ciclo de ativações da exposição “Pequenos gestos: memórias disruptivas”. O artista e professor Emanuel Monteiro aborda dois aspectos fundamentais desde a perspectiva da exposição: a exigência colonial da branquidade que engessa o artista negro em uma única forma de ativismo, e também faz um convite para a ampliação de noções e perspectivas do "lugar de fala". Já a pesquisadora Caroline Schroeder fala sobre seu compromisso em reescrever e inscrever criticamente, para além da pouca complexidade de discursos dicotômicos observados na historiografia sobre a relação entre arte/censura, artista/instituição durante a ditadura militar.

A ideia da mesa é explicitar o compromisso comum da plataforma curatorial e institucional do MAC-PR em construir e apresentar outras narrativas a partir e desde o seu acervo. Pensar uma contemporaneidade dialética que – como propõe o curador nigeriano Okwui Enwezor, morto em abril deste ano – possibilite uma ressignificação da história da arte, da arte moderna e contemporânea a partir das exigências do pensamento anticolonial na atualidade. Sem negar, excluir ou inviabilizar, tensionar e ampliar a base fundacional da história da arte e o modus operandi de suas instituições, pensada ainda hoje desde uma perspectiva branca, masculina e eurocêntrica.

A exposição “Pequenos gestos: memórias disruptivas”, aberta em 8 de outubro, é resultado da intensa pesquisa feita pela curadora Fabrícia Jordão no rico e diverso acervo do MAC-PR, que hoje reúne em torno de 1.800 obras.

A mostra se estrutura em três núcleos. Um deles, de caráter mais alegórico, revolve em torno da questão identitária brasileira, passando por percepções exóticas e simplificadoras da cultura nacional, muitas vezes vista por meio do olhar estrangeiro, embotado de clichês. Outro núcleo contém obras que compartilham entre si abordagens geopolíticas, propondo discussões a respeito de fronteiras e território. O terceiro, por sua vez, está voltado a questões de viés ambiental, ecológico, tão presente nos debates da contemporaneidade.

Focada em contranarrativas de criadores que questionam ou contrariam discursos hegemônicos, a curadora afirma que “em cada um dos três conjuntos de obras é possível perceber gestos que interrompem as narrativas que normatizam e naturalizam opressões e violências na constituição de uma identidade nacional”.

Fabrícia Jordão é doutora e mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Professora titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é responsável pelas disciplinas de curadoria, mediação e educação.

Foram selecionadas para a mostra obras de 21 artistas que integram a coleção do MAC-PR: Alice Yamamura (PR), Antonio Henrique Amaral (SP), Aprígio Fonseca e Frederico (PE), Beto Schwafaty (SP), Carla Vendrami (PR), Danúbio Gonçalves (RS), Dulce Osinski (PR), Eduardo Freitas (PR), Estevão Machado (MG), Glauco Menta (PR), German Lorca (SP), José Carlos Sade (PR), Jorge Francisco Soto (Uruguai), Liz Szczepanski (PR), Marcelo Conrado (PR), Plínio César Bernhardt (RS), Rogério Ghomes (PR), Vera Chaves Barcellos (RS), Vera Rodrigues (SP) e Vilmar Nacimento (SC).

Serviço

Ciclo de ativações da exposição “Pequenos gestos: memórias disruptivas”

Ativação 1: Mesa-redonda | O engajamento artístico na ditadura e na contemporaneidade

Com Caroline Schroeder e Emanuel Monteiro

13 de novembro de 2019, às 19h

Participação gratuita

MAC no MON | Miniauditório

Rua Marechal Hermes, 999. Centro Cívico. Curitiba/PR

www.mac.pr.gov.br | (41) 3323-5328

IG: mac_parana | FB: macparana

O MAC-PR está em reforma. Durante o período de restauro de sua sede, inaugurada em 1974, o museu está funcionando no MON, com programação nas salas 8 e 9.

Programação especial no feriado da Proclamação da República

Programação especial no feriado da Proclamação da República

Espaços da SECC funcionam em horários especiais; Cotidiano Leitor realiza a primeira Festa Literária

Na sexta-feira, feriado da Proclamação da República, o público poderá visitar os espaços culturais da Superintendência da Cultura da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC), para conferir as exposições em cartaz nos museus, que funcionam em horários especiais. Com exceção do Centro Juvenil de Artes Plásticas (CJAP), que estará fechado na sexta-feira (15/11).

Na Superintendência da Cultura da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC), foi inaugurada recentemente na Sala Adalice Araújo a mostra "Fronteira sem Limites", que faz parte da programação da 14ª Bienal de Curitiba e reúne o trabalho de oito artistas paranaenses, com curadoria de Brugnera.

Além disso, o projeto Cotidiano Leitor realiza este ano a primeira Festa Literária, que acontece de 15 a 17 de novembro no Museu Oscar Niemeyer. São três dias de atividades gratuitas, entre contação de histórias, oficinas artísticas, rodas de leituras e diálogos com grandes escritores e ilustradores do cenário nacional. No dia 15 de novembro, às 16h, no Auditório Poty Lazzarotto, a escritora Marina Colasanti e a poeta, atriz, jornalista e cantora Elisa Lucinda participam da roda de conversa “Escrita feminina: lugar de escuta e lugar de fala”. Já no dia 16, o diálogo será com os premiados ilustradores Odilon Moraes e Roger Mello, com a temática “Discursos da imagem na literatura infantil brasileira”. E, no dia 17, os convidados Daniel Munduruku e Cidinha da Silva falam sobre “Literatura afro-brasileira e indígena”.

O Museu Oscar Niemeyer (MON) conta com as mostras inauguradas recentemente “Spider” (Aranha), da artista francesa Louise Bourgeois, e “Declaração de Princípios”, que reúne trabalhos recentes e inéditos do artista paranaense Geraldo Leão. Também estão em cartaz “África, mãe de todos nós: conexão entre mundos”, que reúne uma significativa coleção de máscaras africanas, e “Ásia: a terra, os homens, os deuses”, com uma seleção de 200 peças vindas de mais de dez países do continente.

Já no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), que está funcionando temporariamente nas salas 8 e 9 do MON por conta da reforma da sua sede no centro, o visitante pode ver a mostra "Pequenos gestos, memórias disruptivas", resultado da intensa pesquisa feita pela curadora Fabrícia Jordão no rico e diverso acervo da instituição, que hoje reúne em torno de 1.800 obras.

História

No Museu Paranaense, a novidade são as mostras que fazem parte da 14ª Bienal de Curitiba: “Animalis Imaginibvs”, de Mauro Espíndola com curadoria de Adolfo Montejo Navas, e a mostra coletiva “Além da Ética”, que tem curadoria de Massimo Scaringella. São trabalhos de 17 artistas, entre brasileiros e estrangeiros, apresentando seus olhares acerca dos mais diversos temas. Além disso, o museu conta com uma série de exposições históricas, como “Ocupação do território paranaense”, “Dinheiro e Honraria: o acervo de numismática do Museu Paranaense”, “Imigração no Paraná”, “Igrejas ucranianas no Paraná”, entre outras.

No Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), o público pode conferir a “Exposição 6 x 6 Horizontes PR”, que também faz parte da 14ª Bienal de Curitiba, com cocuradoria de Eliane Prolik e que reúne artistas do Paraná de diversas linguagens e poéticas. O visitante também tem acesso à coleção tridimensional do MIS-PR, composta por rádios, radiolas, toca-discos, moviolas, câmeras fotográficas e projetores.

Vivenciar o cotidiano do artista norueguês Alfredo Andersen é a experiência que o visitante pode ter no Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA). O espaço exibe parte do acervo do pintor, além de objetos e documentos da escola-ateliê.

E no Museu do Expedicionário (MEXP), o acervo de fotografias, mapas, documentos, peças, ilustrações, filmes e livros retrata a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial.

Confira o horário de funcionamento dos museus da SEEC:

Espaços Culturais

15/11

Sexta

16/11

Sábado

17/11

Domingo

CJAP

Fechado

Fechado

Fechado

MCAA

10h-16h

10h-16h

10h-16h

MAC-PR

10h às 18h

10h às 18h

10h às 18h

MEXP

10h às 12h

14h às 17h

10h às 12h

14h às 17h

10h às 12h

14h às 17h

MIS-PR

10h-16h

10h-16h

10h-16h

MON

10h às 18h

10h às 18h

10h às 18h

MP

10h-16h

10h-16h

10h-16h

Serviço:

Museu Casa Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme, 336. (41) 3222-8262. Curitiba/PR.

Museu de Arte Contemporânea do Paraná – Rua Marechal Hermes, 999. (41) 3323-5328. Curitiba/PR.

Museu do Expedicionário – Praça do Expedicionário, s/nº. (41) 3362-8231. Curitiba/PR.

Museu da Imagem e do Som do Paraná – Rua Barão do Rio Branco, 395. (41) 3232-9113. Curitiba/PR.

Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999. (41) 3350-4400. Curitiba/PR.

Museu Paranaense – Rua Kellers, 289. (41) 3304-3300. Curitiba/PR.

HOJE, 03 DE NOVEMBRO, COMEMORAMOS O ANIVERSÁRIO DE ALFREDO ANDERSEN . VIVA ALFREDO ANDERSEN !

HOJE, 03 DE NOVEMBRO, COMEMORAMOS O ANIVERSÁRIO DE ALFREDO ANDERSEN .
VIVA ALFREDO ANDERSEN !Alfred Emil Andersen nasceu em Khristiansand, sul da Noruega, dia 3 de novembro de 1860, único filho homem dentre os cinco do casal Tobias Andersen e Hanna Carina Andersen.

Sua formação artística ocorreu na Europa, em ateliês particulares na Noruega e Dinamarca, e na Academia Real de Belas Artes de Copenhagen; foi aluno de artistas e decoradores de destaque em seu tempo, como Wilhelm Krogh e Carl A. Andersen.

Entre as décadas de 1880 e 1890, Andersen atuou como artista profissional na Noruega e na Dinamarca, desempenhando atividades como pintor (com mostras individuais em Oslo e Copenhagen), professor, cenógrafo e jornalista. Aqueles eram anos conturbados no norte da Europa, particularmente para a Noruega, que após anos de dominação dinamarquesa e sueca conquistava sua independência política e cultural. Um grande movimento nacionalista e de busca por elementos que caracterizassem a identidade norueguesa impulsionou a criação artística e definiu essas décadas como umas das mais produtivas nas artes na Noruega.

É nesse contexto que encontramos aqueles que são considerados alguns dos maiores artistas noruegueses: o compositor Edvard Grieg (1843-1907), o dramaturgo Henrik Ibsen (1828-1906) e o escritor Knut Hamsun (1859-1952). Andersen foi impregnado por esse espírito nacionalista romântico, especialmente pelo contato que teve com Hamsun e com o pintor regionalista Olaf W. Isaachsen (1835-1893).

Sendo filho de um capitão da marinha mercante, Andersen teve a oportunidade de visitar vários locais do mundo e, devido a essa facilidade, em 1889 foi para Paris fazer a cobertura jornalística do Salão Oficial de Belas Artes, no ano em que a Torre Eiffel foi inaugurada como um marco da Exposição Universal de Paris.

Em 1892, após um longo período de viagens pela Europa e América, Andersen desembarcou no Paraná, fixando residência em Paranaguá, num período tenso da história do Brasil, marcado pela consolidação do regime republicano e por motins e levantes populares como a Revolução Federalista.

Apesar do desconhecimento da língua portuguesa e das diferenças culturais, Andersen se adaptou à sociedade brasileira. Primeiramente, ele se estabeleceu no litoral do Paraná, e lá residiu por cerca de dez anos, vivendo de retratos sob encomenda e de decorações cênicas para casas que fazia.

Com 42 anos, pouco tempo após casar com a parnanguara Ana de Oliveira (1882-1945), Andersen se mudou para Curitiba. Na capital do Paraná abriu um ateliê na Rua General Deodoro (atual Rua Marechal Deodoro) no espaço antes ocupado pelo fotógrafo alemão Adolpho Volk. Nos anos em que manteve seu ateliê, Andersen retomou suas atividades profissionais mais próximo o possível com o que fazia na Europa, realizando exposições individuais, participando de mostras coletivas e retomando seu papel como professor de desenho e pintura. Naqueles anos Andersen também buscou incentivar o desenvolvimento do mercado de obras de arte, entretanto, Curitiba ainda se encontrava muito aquém das localidades por onde havia passado. Esta era uma cidade em processo de implantação de infraestrutura urbana, (poucas ruas tinham pavimentação, com fornecimento deficitário de luz elétrica, e o transporte de pessoas, bens e produtos era feito basicamente por tração animal), cuja população se dividia entre agricultores (imigrantes de diferentes etnias assentados em colônias), comerciantes (que negociavam muitos produtos vindos de outras localidades), industriais (relacionados ao processo de produção de erva-mate e produtos alimentícios, ou à indústria gráfica e metalúrgica), políticos, religiosos, profissionais liberais e manufatureiros.

Na década de 1910, Andersen, então pai de três filhos, passou a lecionar desenho em instituições de ensino formal da cidade, como a Escola Alemã, o Colégio Paranaense e a Escola de Belas Artes e Indústrias (primeira instituição voltada para o ensino de técnicas artísticas do Paraná e que em 1893 causou grande impacto em Andersen). Além disso, ele estreitou seus laços com o Governo do Estado, executando o primeiro projeto para o brasão do Estado do Paraná. Naquela década, mais precisamente em 1915, um ano após o nascimento de sua última filha, Andersen mudou seu ateliê-escola para a edificação onde hoje é o Museu Alfredo Andersen, localizada na então Rua Assunguy, atual Rua Mateus Leme.

Nos anos seguintes àquela década, o trabalho de Andersen como pintor, educador e agente cultural foi extremamente rico, e sua reputação profissional solidificou-se, demonstrando como a classe burguesa que se estabelecia em Curitiba mantinha um gosto enraizado nas tradições artísticas europeias do século XIX.

Em 1927, Andersen retornou à Noruega para visitar a família e amigos e reencontrou seu antigo professor Wilhelm Krogh. Lá, recebeu um convite do governo norueguês para ficar e dirigir a Escola de Belas Artes de Oslo, mas Andersen declinou e retornou ao Brasil.

Os últimos anos de sua vida foram marcados pelo reconhecimento de seu trabalho e por homenagens, como o título de Cidadão Honorário de Curitiba que recebeu em 1931 da Câmara Municipal de Curitiba. O pintor, já então chamado de “Alfredo” Andersen, faleceu em Curitiba no dia 9 de agosto de 1935.
Meu bisavô, com muita honra! meus aplausos!

http://www.mcaa.pr.gov.br

*com divulgação

O Museu Casa Alfredo Andersen é uma instituição administrada pelo poder público estadual, vinculada à COSEM.

mcaa@seec.pr.gov.br

Rua Mateus Leme 336
Curitiba
m.me/museucasaalfredoandersen
(41) 3323-5148

Família Fardo leva novidade para o 2º Festival Vinopar

Família Fardo leva novidade para o 2º Festival Vinopar

Vermute será lançado durante o evento do vinho, que acontece nos próximos dias 19 e 20 no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba

Neste fim de semana, dias 19 e 20 de outubro, será realizado o 2º Festival Vinopar de Vinho Paranaense, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com a participação de sete vinícolas de Curitiba e Região Metropolitana.

Quem passar pelo quiosque da Família Fardo Vinícola terá a oportunidade de experimentar em primeira mão, o Vermute. A Vinícola aproveitará o momento para fazer o lançamento da bebida que consiste num vinho composto, elaborado com 80% de vinho branco chardonnay macerado e de 20% de infusão de ervas e especiarias, que utilizam como base a Grappa elaborada na própria vinícola e que passa por longa maturação em barricas de carvalho.

A recomendação do enólogo Renato Garcia é apreciá-lo à temperatura máxima de 20 graus, o que garante a riqueza aromática, embora possa ser consumida gelada. “Tanto como aperitivo quanto digestivo, o vermute vai bem”, destaca Renato. O lote único conta com apenas 700 garrafas.

O lançamento faz parte das festividades de 10 anos da Vinícola Família Fardo, que ao longo do ano apresentou novos rótulos aos amantes do vinho e, até o fim de 2019 ainda trará outras novidades para o mercado.

Além do primeiro vermute, quem passar pelo Museu Oscar Niemeyer, terá a oportunidade de degustar outros 11 rótulos, em taças com 20ml.

- Tinto Merlot

- Tinto Pinot Noir

- Branco Malvasia

- Branco Chardonnay

- Rosé Malbec

- Espumante Brut

- Espumante Extra Brut

- Espumante Moscatel

- Grappa

- Limoncello

- Cabernet Sauvignon 2011

Serviço:

O valor dos ingressos (lote promocional): Entrada com 20 Degustações (+ taça de brinde + 1 gf de água): R$ 50, com entrega gratuita em Curitiba e/ou retirada dos ingressos na vinícola até dia 18/10/2019.

Além da experiência enogastronomica, o festival contará com produtos típicos paranaenses e workshops educativos.

No sábado (19), o evento acontece das 11h às 19h30 e no domingo (20), das 11h às 17h.

Compre seu convite:

https://www.familiafardo.com.br/produtos

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Primeiro domingo do mês tem atividade com artista do acervo no MON

Primeiro domingo do mês tem atividade com artista do acervo no MON
 
Para este domingo, 6/10, o Museu Oscar Niemeyer preparou uma série de atividades gratuitas aos visitantes. Das 11h às 14h, acontecerá a oficina livre “Tecelando”, que ensinará a técnica de bordado com as mãos. Já às 14h30, inicia-se a oficina “Espelho, espelho meu”, parte do programa Artistas do Acervo. Na ação, a artista Fernanda Castro trabalhará com autorretrato através do espelho. Nesta segunda atividade haverá tradução para libras até as 16h30.
 
As ações são gratuitas. Para participar, basta chegar ao local no horário indicado. Por acontecerem no interior do Museu, é necessário adquirir o ingresso de entrada, que custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). 
 
Sobre o MON
 
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção de arte asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, mantidas num espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
 
Serviço – Domingo 6/10
Oficina “Tecelando”
Técnica: bordado com as mãos
Horário: das 11h às 14h
Local: Sala de Oficinas – Subsolo
 
Oficina “Espelho, espelho meu” – Artistas do Acervo*
Técnica: autorretrato através do espelho, com a artista Fernanda Castro
Horário: das 14h30 às 17h
Local: Sala de Oficinas – Subsolo
*Com tradução para libras até as 16h30
 
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Quartas gratuitas (oferecimento: Governo do Estado do Paraná)
Informações: (41) 3350-4468
www.museuoscarniemeyer.org.br