Texturas e perfurações em belas formas orgânicas ressaltam obra brasileira na Itália

A magia cálida do vidro com enorme capacidade de transformação atribui leveza à arte colocando em evidência pela quinta vez o trabalho da curitibana Désirée Sessegolo em Veneza.

Por Emanuelle Spack

Testando os limites da teoria com seu estilo próprio para converter o fluido incandescente e reproduzir algo diferente e inovador em uma peça rígida, a designer e artista vidreira Désirée Sessegolo destaca texturas e perfurações que agregam um efeito orgânico e inusitado à sua obra Amazônia, que foi selecionada para o The Venice Glass Week 2022, um festival internacional dedicado à arte em vidro, que será realizado entre os dias 17 e 25 de setembro, no Instituto Vêneto de Ciências, Letras e Artes – Palazzo Loredan, em Veneza, na Itália.

É a quinta vez consecutiva que a artista vidreira curitibana vai representar o Brasil no festival. Désirée tem uma forte ligação com a natureza e sempre agrega o tema em suas obras. “Esse importante momento de reconhecimento à arte vidreira brasileira é oportuno para chamar a atenção para algo relevante, como questão ambiental”, explica a artista que tem a habilidade de transformar o vidro em poesia.

No dia 05 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, uma data para lembrar da importância de um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade, além de ser a maior reserva natural do planeta. “O The Venice Glass Week sempre acontece em setembro, então, neste ano, eu incorporei um elemento a outro, levando a arte como forma de reflexão para a situação da degradação do meio ambiente, em especial a da Amazônia, que afeta o ecossistema do bioma causando impactos em todo o mundo.” ressalta Désirée.

Sobre a Amazônia

A confluência entre artes visuais e natureza mostra-se como uma das vertentes poéticas da obra que propõe a reflexão sobre a importância da floresta para o planeta e, em última análise, a um pensamento crítico sobre a relação do homem com a natureza nos dias de hoje.
Composta por 3 esculturas em vidro feitas manualmente por meio de uma técnica exclusiva de vitrofusão, as peças são repletas de texturas e perfurações que agregam um efeito orgânico e inusitado à obra. Para a artista, o vidro é um material perfeito para expressar conceitos relativos à “transformação”, pois ele próprio é um material natural, que assim como a natureza, permite infinitas transformações.
Sobre a artista
Désirée Sessegolo é designer e artista vidreira. Seu trabalho é reconhecido pelo Museu Alfredo Andersen, Casa João Turin, Museo del Vidrio de Bogotá, International Biennale of Glass na Bulgária, Bienal de Arte em Vidro da Costa Rica e The Venice Glass Week na Itália, entre mais de 50 mostras, salões e prêmios que participou em 15 anos dedicados à arte do vidro.
A denominação “Vidro Celular”, técnica exclusiva da designer e artista visual, se define pelo seu processo de fusão, onde as partículas de vidro se movimentam buscando um equilíbrio físico, originando texturas orgânicas compostas por espaços vazados que remetem a texturas celulares.
Redes Sociais:

Instagram

Facebook

Site da artista

Portfólio da artista

Histórico de participações na The Venice Glass Week

2018 – Instalação Amazônia

2019 – Morpho

2020 – Oggetti (participação cancelada devido à pandemia)

2021 – Instalação Vuoti

2022 – Amazônia

Serviço

The Venice Glass Week 2022 /The Italian Glass Weeks

Data: 17 a 25 de setembro de 2022

Local: Instituto Vêneto de Ciências, Letras e Artes – Palazzo Loredan – Veneza.

Entrada: Gratuita

Site do evento

Facebook

Instagram

Twitter

YouTube

Hashtags
#exposicao #arte #artes #mostra #vidro #artista #artistavidreira #design #designer #designbrasileiro #arteemvidro #Itália #Brasil #Curitiba #curitibana #vidrocontemporaneo #vidrocelular #vidrofusao #glassartists #arteemvidrobrasileira #vetroartistico #TheVeniceGlassWeek #TheItalianGlassWeeks #vidrocelular #artecontemporâneabrasileira #Amazônia #Amazzonia #fundaçãoculturaldecuritiba

Alexandre Herchcovitch e Luan Valloto participam de evento exclusivo no Museu Oscar Niemeyer

O encontro "Moda e Beleza, a indústria do futuro!”, realizado pelo SEBRAE, convidou grandes nomes nacionais e locais para apontar o direcionamento do futuro do mercado da moda e beleza

No último SEBRAE Experience, o design foi destaque. Com o tema "Moda e Beleza, a indústria do futuro!”, o SEBRAE convidou Alexandre Herchcovitch, Luan Valloto, Camila Yahn e Melissa Volk em diferentes ações que aconteceram no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Luan Valloto é um dos maiores nomes da moda paranaense e foi o escolhido para representar o estado no evento.

“Fico muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho, ser convidado junto a profissionais tão importantes do mercado nacional é um momento especial. Acredito que a arte intersecciona a moda e relaciono isso com a arquitetura. Este encontro foi a união do conceito que sempre levo no meu trabalho”, revela Valloto.

A experiência foi a união de diferentes vertentes da arte. Além dos talks, palestras e apresentações, o evento conta também com a apresentação da performance “À flor concreta”, assinada por Valloto, em que apresenta um olhar contemporâneo sobre a união da moda, arquitetura e dança. Com 10 bailarinos profissionais de grupos locais, a performance é um desdobramento da coleção homônima do designer, que traduz, em um espetáculo de 10 minutos, um sentimento provocado pelo poema “A Flor e a Náusea”, de Carlos Drummond de Andrade. Embalados por uma trilha sonora original – composição de Maycon Ananias, com design de som de Vitor Rosa – os bailarinos criam, no palco, uma relação poética com as roupas que vestem e que pairam sobre seus corpos, em movimentos semicoreografados. .

O evento foi exclusivo para convidados, mas transmitido online nas plataformas do SEBREA. Para encerrar o evento, Alexandre Herchcovitch, Luan Valloto, Camila Yahn e Melissa Volk participaram de uma roda de conversa para aprofundar o objetivo do evento em criar um espaço de discussão e pensamento criativo sobre o mercado do vestuário e de cosméticos, alinhado com as suas fronteiras de conhecimento e da inovação.

Banco Safra patrocina museu e minissérie que marcam os 200 anos da Independência

A relação do Banco Safra com o patrimônio histórico e cultural do Brasil mais uma vez se reforça com as comemorações dos 200 anos da Independência, programadas para hoje. O Safra e outros 27 patrocinadores participaram desde o início do projeto de restauro, ampliação e modernização do Museu do Ipiranga. O banco também é patrocinador de “Independências", minissérie que estreia na TV Cultura nesta quarta-feira.

O Banco Safra possui mais de 180 anos de fundação e sempre entendeu que a preservação da cultura, das artes e da própria história é a melhor forma de garantir esses patrimônios às futuras gerações. São legados que se transferem.

O Novo Museu do Ipiranga, por exemplo, cuja área foi duplicada, com toda infraestrutura e segurança, será colocado à disposição de todas as pessoas a partir do dia 8, em visitas que devem ser agendadas pela internet. O Novo Museu do Ipiranga foi totalmente restaurado, plenamente acessível e com diversos recursos tecnológicos.

O projeto de restauro, ampliação e modernização tem valor global estimado de R$ 211 milhões e teve o Safra como um dos patrocinadores. É uma realização da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp), do Governo Federal e Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e contou com o apoio da USP e do Governo do Estado de São Paulo, no desenvolvimento institucional para captação de recursos, além de outras parcerias.

Já a minissérie “Independências” começa a ser exibida amanhã, quarta-feira (8), após o Jornal da Cultura. Será uma megaprodução que terá 16 episódios, com exibição de um por semana. A obra terá no elenco Antônio Fagundes (vivendo Dom João 6º) e Daniel de Oliveira, que interpreta D. Pedro I. A série foi criada por Luís Alberto de Abreu e dirigida por Luiz Fernando Carvalho, mesma dupla responsável por sucessos como "Hoje é dia de Maria", "Capitu" e "A Pedra do Reino", que foram grandes sucessos da TV brasileira.

A partir de fatos reais e históricos, irá mostrar os anos que antecederam a Independência, desde a Convenção de Viena, em 1815, à afirmação do Brasil como Império e o nascimento de Pedro II, herdeiro do trono brasileiro, em 1825. Todos esses aspectos serão retratados em filmagens a partir de vários núcleos cênicos, no Brasil e no exterior.

Sobre o Banco Safra
O Safra é um dos maiores bancos privados do Brasil. Com mais de dez mil colaboradores e atuação nos segmentos Pessoa Física e Pessoa Jurídica, a instituição possui patrimônio líquido de mais de R$ 15 bilhões. A carteira de crédito se aproxima de R$ 155 bilhões e os recursos de terceiros sob gestão da Safra Asset totalizam mais de R$ 100 bilhões. Os números são referentes ao fechamento de 2021.

O banco faz parte da história de uma família que atua no segmento financeiro há 180 anos e que está presente em 26 países. Ao redor do mundo, os valores agregados sob gestão chegam a R$ 1,9 trilhão. Em todas as localidades onde atua, a marca Safra é reconhecida pela solidez, segurança e relacionamento próximo.

Mesa redonda debate obra de Juarez Machado no MON

Artista desenvolveu seu estilo e começou a trilhar sua trajetória em Curitiba. Mostra comemorativa aos seus 80 anos acontece no MON até setembro. Mesa-redonda sobre sua vida e obra ocorre no dia 23 de agosto, no Miniauditório do museu
Antes de se tornar um dos maiores nomes da arte brasileira e influenciar até o cinema francês, o catarinense Juarez Machado passou anos decisivos em Curitiba e fez parte de um capítulo importante da arte paranaense na década de 1960.

Foi na Escola de Música e Belas Artes do Paraná – na companhia de nomes da geração moderna como Helena Wong, João Osório Brzezinski e Fernando Velloso – que o multiartista começou a formar o estilo único que marca sua obra até hoje. E foi trabalhando no teatro e na televisão da capital paranaense que Juarez descobriu os trilhos que o levariam ao Rio de Janeiro e, depois, ao exterior.

Quem conta é o professor e crítico de arte Fernando Bini, que apresenta “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos” – mostra comemorativa em cartaz até 18 de setembro no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.

No dia 23 de agosto, às 18 horas, Bini participa de uma mesa redonda sobre a vida e obra do artista no Miniauditório do MON com participação do curador da exposição, Edson Busch Machado, e dos artistas Fernando Velloso e João Osório Brzezinski. A mediação será da diretora cultural do Museu, Glaci Gottardello.

Edson Busch Machado também conduzirá duas visitas mediadas à mostra no dia 24 de agosto (leia mais abaixo).

Relação com Curitiba
“Juarez sempre disse que já nasceu artista. Mas ele achava que sua cidade natal, Joinville [SC], ainda não dava condições para isso. Ao ver uma exposição de artistas modernos de Curitiba em Joinville, ele se entusiasmou e decidiu vir”, conta Bini.

O professor explica que Juarez Machado começou a desenvolver ainda enquanto estudava na Belas Artes o estilo e o tipo de figura que usa até hoje – influenciado pelos principais movimentos da história da arte ensinados na escola, do Renascentismo ao Modernismo.

Sua primeira exposição individual, realizada na galeria Cocaco, em 1963, já tinha como tema as bicicletas – ícone de seu universo artístico, juntamente com elementos como o guarda-chuva.

“Juarez influenciou seus pares mais próximos e recebeu influência, por exemplo, do desenho de Luiz Carlos de Andrade Lima. Mas ele criou uma maneira própria de ser que não tem como ser copiada”, avalia Bini.

Juarez Machado completou 80 anos em 2021. (Max Schwoelk)
De Curitiba para o mundo
Trabalhando também como criador de cenários para televisão e teatro na capital paranaense, Juarez Machado entrou em contato com artistas do Rio de Janeiro. A cidade contava com uma cena e um mercado de artes mais desenvolvido e logo se tornou o próximo destino do artista.

No Rio, Juarez se destacou como ilustrador, cenógrafo para televisão e teatro, figurinista, escultor e cartunista, passando por veículos como o “Pasquim” e a TV Globo – onde manteve um popular quadro no programa “Fantástico” entre 1973 e 1978.

“De repente, o Rio de Janeiro também ficou pequeno para o Juarez e, em seguida, ele parte para Inglaterra, Estados Unidos e França – sempre em busca de elevar a arte brasileira ao nível internacional”, diz Bini.

Um dos melhores exemplos desta internacionalização ocorreu em 2001, com o lançamento do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, do diretor francês Jean-Pierre Jeunet. A estética do longa é diretamente inspirada pelo universo pictórico de Juarez Machado, a exemplo do uso das cores – um dos elementos mais marcantes de sua obra.

“Juarez não é um artista joinvilense, nem curitibano, nem carioca e nem francês. É um nômade, que quis ter ateliês em cada um destes lugares para absorver tudo o que acontece no mundo”, conclui Bini. “Não é possível dizer em detalhes de onde vem cada elemento. Ele construiu sua própria síntese.”

Visitas mediadas
No dia 24/8, o curador Edson Busch Machado vai conduzir visitas mediadas à mostra “Juarez Machado – Volta ao mundo em 80 anos” para o público espontâneo.

Em cartaz desde junho no MON, a exposição abrange desde o início da carreira do pintor na capital paranaense até sua fase internacional com a mudança para Paris, em 1986. São mais de 170 obras.

As mediações acontecerão às 11h e às 15h. Para participar, basta chegar à entrada da Sala 3 do MON com 15 minutos de antecedência. A entrada é franca às quartas-feiras.

Serviço

Mesa redonda com Edson Busch Machado, Fernando Bini, João Osório Brzezinski e Fernando Velloso
Mediação: Glaci Gottardello, diretora cultural do MON
Dia 23 de agosto, às 18h
Miniauditório do MON

Visita mediada à exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos” com Edson Busch Machado
Dia 24 de agosto, às 11h e às 15h.
Sala 3 do MON

Exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos”
De 2 de junho a 18 de setembro de 2022
Sala 3
Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999), (41) 3350-4400. De terça a domingo, das 10h às 17h30 (permanência até 18h). R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Toda quarta-feira, entrada gratuita.
www.museuoscarniemeyer.org.br

Mês em homenagem às artes é convidativo para conhecer o legado do artista paranaense João Turin

Agosto é um mês de homenagem às artes, com datas que celebram as atividades artísticas e os profissionais da área. Em 12/08 se comemora o Dia Nacional das Artes, enquanto 24/08 é o Dia do Artista. Por ocasião destas datas, este é um mês convidativo para realizar passeios culturais e visitas a espaços como museus, memoriais e galerias para conhecer mais sobre artistas brasileiros e suas obras, que muito contribuem com a cultura nacional.

Em Curitiba, é possível conhecer de forma gratuita a vida e o legado artístico do escultor João Turin (1878-1949), que tem boa parte de suas obras expostas em espaços públicos da cidade, como diversas praças e também no Memorial Paranista, construído em sua homenagem. Conhecido como o maior escultor animalista do Brasil, realizou esculturas e baixos-relevos não somente de animais (em especial onças, retratadas com realismo), mas também representações de personalidades, povos indígenas, momentos históricos, obras que dialogam com a arte sacra, entre outros temas.

O roteiro cultural pode começar pela Praça Tiradentes, onde há uma estátua do personagem da História do Brasil que dá nome à praça, em uma obra que completa 100 anos. Criada em 1922 quando Turin morava na França, foi exposta no Salão dos Artistas Franceses em Paris, onde recebeu boas referências da crítica francesa. No ano seguinte, participou do Salão Nacional de Belas Artes de 1923, no Rio de Janeiro, tendo recebido na ocasião menção honrosa e um prêmio em dinheiro. No mesmo local, também há obras do artista no Monumento à República.

A cerca de 800 metros de distância, na Praça Santos Andrade, está a Águia de Haia, que integra o monumento a Rui Barbosa. Assim, o roteiro começa a mostrar Turin como escultor animalista. Em outro ponto próximo, na rotatória do Centro Cívico, está uma das obras mais representativas do artista, “Luar do Sertão”, de uma onça rugindo. Originalmente batizada como “O rugir do Tigre”, rendeu ao artista a medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1947. Além de Curitiba, um exemplar está presente também no Rio de Janeiro, na Praça General Osório. É possível encontrar em outros locais públicos da capital paranaense bustos de celebridades assinados por Turin, como o do maestro Carlos Gomes (na praça de mesmo nome).

Jardim de Esculturas - Memorial Paranista João Turin - Onça e Tartaruga - Foto Maringas Maciel.jpg

Memorial Paranista reúne 100 obras do artista
O local mais importante para conhecer João Turin e seu legado artístico é o Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, que conta com uma seleção representativa das obras do artista. Construído pela Prefeitura de Curitiba, o espaço abriga cerca de 100 esculturas e baixos-relevos em bronze de João Turin em uma exposição permanente disposta em dois ambientes: em uma área interna (onde estão a maior parte das obras e também murais com informações sobre a trajetória do artista) e outra externa, que constitui o maior jardim de esculturas público do Brasil, com 13 obras ampliadas em bronze, a céu aberto. Boa parte delas são de onças em diversas situações (em repouso, em combate, brincando com um filhote, etc), com destaque para “Marumbi”, que retrata a luta de dois grandes felinos, em uma ampliação em proporção heróica, com quase 3 metros de altura e 700 quilos. Quem quiser saber mais sobre o artista, também tem a opção de agendar uma visita guiada no site do Memorial Paranista.

A conquista de um espaço privilegiado como este, que proporciona grande visibilidade ao legado de João Turin é um dos pontos mais altos de um trabalho minucioso de levantamento de seu legado: um resgate de ponta a ponta, realizado pela Família Lago, algo até então inédito no mundo das artes. Foi iniciado em 2008, quando tiveram início as negociações com a família do artista, e compreendeu uma série de etapas, como pesquisa, localização de obras, catalogação, recuperação, fundição, entre outras. Foram catalogadas 410 obras, contemplando não somente esculturas, mas também desenhos, pinturas, design de moda e criações arquitetônicas. “Estamos em um caminho de tornar João Turin cada vez mais conhecido e sem dúvida uma exposição permanente é importante nessa estratégia. Além disso, o Memorial Paranista começou a ser apontado como um dos pontos turísticos mais procurados de Curitiba, o que contribui para aumentar a popularidade do artista”, comenta Samuel Lago, um dos gestores da obra de João Turin.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

João Turin - Índio Guairacá II - foto André Castellano (1).jpg

A fotografia “O Último Retrato de Oscar Niemeyer” ganha destaque em nova sala do Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba

Obra de autoria da carioca Paula Klien, em exposição na recém aberta sala Torre do Olho, também está no livro “Pessoas me interessam”

0jFjOzYzMzMmY6InYu02bj5SYyJXZ0BUasxWZjVHbh1WYzNXZuFmd6MDMyQTN2QTO5EjOnVGcq5ydvxGMxkTO3AjMmlTNxQWZzITMiFGZ3QzN4EjN1MWM5QGN0YkMlQGN0YkMlgDNzMTMGJTJ2IjNzYTO3MDOy8VL0ETLfpDN
O último retrato de Oscar Niemeyer (Paula Klien)

Obra da artista carioca Paula Klien, a fotografia "O Último Retrato de Oscar Niemeyer", clicada em agosto de 2012, ganha destaque a partir desta semana em nova sala da Torre do Olho no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A fotografia está exposta ao lado do croqui original do museu feito pelo arquiteto e exposto pela primeira vez. A obra também integra o livro "Pessoas Me Interessam", de autoria da artista. No dia em que foi clicada, faltavam poucos dias para a abertura da exposição “Edible”, de Paula, que tratava da fome sob diversos ângulos. A artista aproveitou para perguntar ao arquiteto do quê ele tinha mais fome na vida, e ele respondeu: “tenho fome de trabalho”.

Mais sobre o Museu Oscar Niemeyer
O Museu Oscar Niemeyer (MON), patrimônio estadual, localizado em Curitiba (PR), abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional, com mais de 14 mil obras nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. É considerado o maior museu de arte da América Latina, com um espaço de cerca de 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área para exposições. Inaugurado em 2002, o projeto é de autoria do reconhecido arquiteto brasileiro que leva seu nome. Com um total de 12 salas expositivas, a cada ano são realizadas mais de 20 mostras que, juntas, recebem um público superior a 360 mil visitantes.

Mais sobre Paula Klien
A artista visual Paula Klien se inspira na filosofia oriental milenar, pesquisando o invisível e trabalhando os acidentes no campo da espiritualidade, transcendência, silêncio e entrega. Suas pinturas acontecem na água. Telas de grandes dimensões ou papéis de alta resistência são imersos em depósitos de água, preparados no estúdio ou em águas de rios brasileiros, enquanto recebem pigmentação com nanquim chinês. O conceito revela o fluxo de nossas vidas.

Agora, Paula Klien transporta a tradição de seu trabalho diretamente para o futuro, ao ter sido uma das pioneiras na cena de arte contemporânea brasileira no uso de NFTs. Representada pela Metaverse Agency, a artista lançou suas primeiras coleções na MakersPlace, uma das mais importantes plataformas de NFT e foi uma das 100 artistas globalmente convidadas para o lançamento da plataforma Binance. Também apresentou em larga escala seus NFTs na ArtRio 2021. Recentemente, fez seu primeiro drop na Tropix - marketplace global de criptoarte de Daniel Peres Chor e, agora, lança NFT na Invert - projeto de Andres Bilbao.

Sua obra física foi exposta muitas vezes no Brasil e no exterior. Representada em Berlim pela galeria aquabitArt, esteve em diversas ocasiões na capital alemã. Fez individuais e coletivas na galeria e participou de feiras de arte como Positions Berlin Art Fair e Paper Positions Berlin, bem como de uma coletiva no Deutsche Bank. Sua obra também foi exposta em Nova Iorque a convite da Clio Art Fair, em Buenos Aires na ArteBa, em Londres na Saatchi Gallery, e em Bienais na Itália. Na Europa, o trabalho da artista é representado pela Galeria Casa70 Lisboa.

No Brasil, suas exposições individuais contaram com curadoria de ponta: “Extremos Líquidos”, por Marcus Lontra, e “Fluvius”, por Denise Mattar. Obras de Paula Klien integram coleção de dois museus brasileiros. O MON (Museu Oscar Niemeyer) abriga “O ultimo retrato de Oscar Niemeyer” e o MACS (Sorocaba Contemporary Art Museum) abriga “ZigZag” e “Wherever you go, I go”.

Como fotógrafa, a artista fez parte de oficina com Steve McCurry, realizou campanhas e editoriais de moda e publicou dois livros de retratos, intitulados “Pessoas Me Interessam” e “It’s Raining Men”. Paula Klien fotografou um enorme número de modelos e celebridades. É de Paula Klien o último retrato de Oscar Niemeyer, em seu quarto, aos 104 anos de idade.

Serviço:
Instagram
Site Paula Klien
Museu Oscar Niemeyer

Mostra de Juarez Machado no MON é opção para as férias de julho em Curitiba

Cheia de elementos lúdicos, exposição comemorativa aos 80 anos do artista tem atrativos para todas as idades

Personagens lúdicos, cores vibrantes, humor, mímica e até uma bicicleta de rodas quadradas suspensa no teto. O universo fantástico representado na exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer, está repleto de itens para encantar as crianças nestas férias de julho de 2022.

São mais de 170 pinturas, desenhos e esculturas de todas as fases da carreira de um dos mais representativos e importantes artistas brasileiros, o que torna a visita uma opção de passeio extraordinária para a família toda. A exposição está na sala 3 do MON.

A coletânea comemora os 80 anos de Juarez Machado, abrangendo desde o início da carreira do pintor catarinense em Curitiba até sua fase internacional com a mudança para Paris, nos anos 1980.

Entre as atrações que devem unir gerações estão as vinhetas animadas que Juarez apresentava no programa “Fantástico”, da Rede Globo, nos anos 1970. Com o rosto pintado, o artista atuava como mímico e interagia com seus desenhos. O quadro fez um enorme sucesso e até hoje é um dos fatos pelos quais Juarez é mais conhecido por quem cresceu naquela época – e agora poderá ser visto pelos mais novos em monitores instalados na mostra.

A bicicleta, um dos principais símbolos do estilo lúdico do artista, está por toda a parte e é o tema de uma grande projeção de vídeo ao final da exposição.

A obra escultórica do artista, um dos destaques da mostra, foi objeto de oficinas artísticas para crianças entre junho e julho. Inspirados pelas figuras fantásticas relacionadas à água e à chuva, as crianças produziram esculturas em argila com o tema “Viagem aquática”.

Atividades para crianças
No dia 15 de julho, crianças de seis a 11 anos terão a chance de participar de uma atividade imersiva baseada na exposição durante a programação do evento “Férias no MON”, das 14h às 16h30.

O Educativo do Museu criou a atividade “Pintura em 80 movimentos”, que vai se inspirar nos movimentos dos quadros e esculturas de Juarez Machado para criar esculturas e pinturas vivas, além de um painel coletivo. Os ingressos são limitados e custam R$50 reais – valor que contempla a participação da criança + 1 adulto (que deverá acompanhar a criança em todas as atividades). Mais informações no link bit.ly/FeriasnoMON.

A exposição
A obra de Juarez Machado tornou-se patrimônio mundial, colecionando prêmios de arte nacionais e internacionais. Suas criações, ricas em ousadia, complexidade e humor, influenciaram gerações de artistas no Brasil e no exterior.

O nome da exposição — uma referência ao clássico de Júlio Verne “A Volta ao Mundo em 80 Dias” — traduz, em parte, o movimento constante de Juarez Machado, que nasceu em Joinville (SC), em 1941, e hoje se divide entre seus ateliês nas capitais fluminense e francesa depois de correr o mundo.

No Brasil, o artista multimídia também deixou sua marca em referências da cultura popular como o semanário impresso “O Pasquim”, além da TV Globo. O quadro que estrelou para o “Fantástico” foi mantido de 1973 até 1978. Também tiveram a assinatura de Juarez Machado capas de livros e discos e projetos de design – alguns dos quais podem ser vistos na vitrine de artes gráficas da mostra.

Serviço
Exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos”
De 2 de junho a 18 de setembro de 2022
Sala 3
Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999), (41) 3350-4400. De terça a domingo, das 10h às 17h30 (permanência até 18h). R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Toda quarta-feira, entrada gratuita.
www.museuoscarniemeyer.org.br

Centenário de Lolô Cornelsen vai resgatar a história da arquitetura no Paraná com grande evento e pré-lançamento de livro

No próximo dia 07 de julho, data em que Lolô completaria 100 anos, o Museu Oscar Niemeyer vai receber grandes nomes da arquitetura, personalidades, parentes e amigos em uma grande celebração do legado deixado pelo “Homem Asfalto”

CURITIBA, 30/06/2022 – O centenário de um dos nomes mais relevantes da arquitetura brasileira, Ayrton João Cornelsen, o Lolô Cornelsen, será celebrado com um grande evento na cidade de Curitiba. Na próxima quinta-feira, dia 07 de julho, dia em que Lolô Cornelsen completaria 100 anos, arquitetos renomados, personalidades, parentes e amigos do homem que ajudou a construir o Paraná que conhecemos e que conta com projetos emblemáticos espalhados pelo mundo vão se reunir no Museu Oscar Niemeyer para uma programação repleta de homenagens e boas lembranças.

O evento, que terá entrada gratuita, contará com uma série de atividades especiais dedicadas a Lolô Cornelsen, que faleceu em 5 de março de 2020, na capital paranaense, com destaque para a mesa redonda com grandes profissionais do mercado; exibição de filmes, fotos e áudios; e pré-lançamento do livro “Lolô Cornelsen – Vida e Obra”. “Queremos destacar as obras do Lolô e, antes de tudo, um homem muito à frente de seu tempo. Ele está diretamente ligado ao desenvolvimento do Estado do Paraná, além de ter mostrado todo o seu talento em outras áreas, como a do automobilismo. Não podemos esquecer também de sua sensibilidade e técnicas incríveis para o desenvolvimento de projetos residenciais até hoje celebrados por profissionais da arquitetura. Lolô Cornelsen foi único e merece todo o carinho nesta data tão especial, em que completaria 100 anos”, destaca a arquiteta e produtora cultural Consuelo Cornelsen, filha de Lolô.

A mesa redonda “Reflexões sobre a obra do Lolô”, mediada por Rafaela Tasca, vai receber os arquitetos Salvador Gnoato, Marcos Bertoldi, Guilherme Macedo e Fernando Canalli. Durante a conversa, serão relembrados grandes projetos do arquiteto que impactaram a visão de profissionais e repercutem até hoje. Obras em audiovisual também vão celebrar a carreira de Cornelsen, com destaque para os vídeos “Lolô Maravilha”, de Acir Guimarães, e “Lolô – Sem Palavras”, de Iko e Hiran Pessoa de Mello, e o áudio “Lolô – Últimas Palavras”, de Airton Pissetti.

Outra grande atração do evento será o pré-lançamento do livro “Lolô Cornelsen – Vida e Obra”, obra assinada por Guilherme Macedo e Josehenrique Zuchi. Os projetos arquitetônicos mais relevantes de Lolô até suas contribuições para o desenvolvimento social e econômico do oeste e sudoeste do Paraná são retratados no livro, que será lançado oficialmente ainda em 2022. Macedo pesquisou sobre Cornelsen ainda na faculdade, trabalhou em um escritório na icônica Residência Belotti, projetada pelo arquiteto, e chegou a conhecer Lolô, contato que o estimulou a reunir as principais obras do celebrado curitibano. “Ele é muito diverso e sempre acaba surpreendendo a gente”, comenta Macedo. “A ideia do livro é tentar alinhar a produção de Lolô, conseguir juntar num material mais robusto toda a trajetória dele que, até então, se encontrava de forma pontual e muito isolada”, complementa.

Para Guilherme Macedo, o centenário resgata a relevância de Cornelsen destacando a variedade de seus projetos e toda influência que teve, tem e que ainda pode ter na arquitetura paranaense e brasileira. “Acredito que o principal ponto seja mostrar essa diversidade de coisas e momentos que a gente pode passar, que a gente não precisa ficar refém de um só tipo de arquitetura ou só um tipo de trabalho”, destaca. “Ele fazia algo que vinha de dentro para fora dele, queria fazer aquilo independente do que os outros pensassem, porém sempre pensava no outro. É o maior aprendizado que ele pode ter deixado: buscar ser eficiente de forma sustentável, inventiva e econômica, pensando sempre num Paraná melhor”, completa Macedo.

A pluralidade de Lolô

Curitibano, Ayrton João Cornelsen nasceu em 07 de julho de 1922. Formado pela Universidade Federal do Paraná em Arquitetura e Engenharia Civil, foi construindo uma carreira sólida muito cedo. Um dos últimos representantes do modernismo brasileiro, o arquiteto ganhou a alcunha de “Homem Asfalto”: foi diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, no qual, desde 1950, foi responsável pela pavimentação de mais de 400 quilômetros de rodovias que interligam o Paraná.

Participando diretamente da elaboração de cidades e planejamentos urbanísticos no oeste e sudoeste do estado, contribuiu diretamente para o desenvolvimento do Paraná. Projetos como a Rodovia do Café, a revitalização da Estrada da Graciosa e o ferry-boat de Guaratuba o elevaram ao reconhecimento nacional. Convidado pessoalmente por Juscelino Kubitschek par representar o Brasil no exterior, chegou a estruturar de hospitais e escolas a campos de golfe e hotéis pela Europa, África e pelas Américas.

A paixão pelos esportes o levou a atuar diretamente na área: foi jogador do Athletico Paranaense, conquistando três campeonatos (amador em 1943 e 1944, e com o time principal, em 1945). Foi criador do escudo “CAP” que estampou os uniformes do clube até 2019. A rivalidade entre clubes, ele deixou somente em campo: foi idealizador do projeto original do estádio Couto Pereira, do Coritiba, e da Vila Olímpica do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro (RJ).

O “Homem Asfalto” também deixou seu nome em residências modernistas espalhadas por Curitiba e, como não poderia ser diferente ao analisar seu apelido, nas pistas de corrida, assinando os projetos de importantes autódromos pelo mundo: Autódromo Internacional de Curitiba, Autódromo de Jacarepaguá (Rio de Janeiro), Autódromo de Luanda (Angola) e Autódromo de Estoril (Portugal).

O evento “Centenário de Lolô Cornelsen” será realizado no Museu Oscar Niemeyer (R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico), no dia 07 de julho (quinta-feira), a partir das 20h, com entrada gratuita.

Museu Planeta Água

Nesta quarta-feira estive no coquetel de inauguração do Museu Planeta Água,  dia 29 de junho às 19 horas.
O Museu Planeta Água é um espaço exclusivo, concebido na primeira estação de tratamento de água da capital e do Paraná, que se propõe a desvendar os mistérios, características, aspectos científicos e interações ecológicas envolvendo a água, revelando sua importância para a manutenção da vida humana e de todas as outras formas de vida na Terra.
Inovador, interativo e sensorial, o Museu adota uma abordagem multidisciplinar e abrangente, apresentando os mais variados aspectos relacionados à água, seus usos e funções – ambientais, científicos, educacionais, históricos, sociais, tecnológicos, de abastecimento e de saúde.

O coquetel contou  com a presença do vice-governador e outras autoridades do governo.

A TRANSIÇÃO

Em íntima conexão com processos de distintas naturezas, a artista Lizete Zem realiza composições nas quais se manifestam as passagens, cujo sentido inerente vincula-se à relação entre o passado e o presente, mas também pode apontar para o atemporal.
O elemento primordial que descreve tanto seu processo quanto seu conjunto de obras consiste, portanto, na TRANSIÇÃO, que acontece por meio de diferentes aspectos.
Num primeiro sentido, transição possui caráter amplo e conceitual. Refere-se, mais precisamente, à mudança poética da obra como um todo, e muito bem marcada pelas peças de cerâmica expostas nessa mostra de 2022, no Museu Guido Viaro.
Nessas peças estão contidos resquícios de reflexões anteriores sobre os orgânicos, que trazem, em essência, as concepções de estrutura e base consistente, vinculadas à natureza corpórea e simbolizadas por formas ósseas, tons de vermelhos terrosos ou sanguíneos, assim como, pela terra propriamente dita. Agora, rompidas com quaisquer bases sólidas, as peças sugerem-se em conjunto como uma estrutura flexível e, por conseguinte, passível de ser modificada.
Mobilidade tal que surge com muita força nas pinturas mais recentes, inaugurando o trabalho pictórico com as velaturas. Em consonância com a atmosfera sutil, ao invés da terra, a base que se apresenta no chão, abaixo das composições pictóricas, consiste na esvoaçante areia, sugerindo a ideia de vínculos entre matérias mais delicadas.
Pinturas que manifestam, portanto, outros tipos de transições, diretamente evidenciadas nas relações sensíveis. Durante o processo de composição, a artista, em conexão sensível com sua obra, observa as vivas transformações cromáticas e formais ocorrentes durante a secagem da tinta a óleo, que, assim como a observação das mutações dos fenômenos da natureza, são capazes de transformá-la intimamente.
Quando finalizadas, as composições pictóricas, cada qual a sua maneira, oferecem ao espectador a possibilidade de perceber as variadas perspectivas e formas produzidas pelas passagens entre os campos cromáticos e transparentes, e, portanto, de conduzir simultaneamente quem as bem observa ao encontro com atmosferas delicadas e espaços transcendentes, como espécies de labirintos, portais, etc.
Enfim, na presença imediata do que há de mais sutilmente sensível e, por que não dizer, naturalmente mágico, indagamo-nos se seria possível algo mais nos surpreender nesta exposição: “Pergunte ao vento”...

Ana Carolina Mondini é Dr.ª em Filosofia e Crítica de Arte – Curitiba, 2022

MON inaugura exposição do artista Juarez Machado

A exposição comemorativa “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos”, que será inaugurada no Museu Oscar Niemeyer no dia 2 de junho, apresenta a obra de um dos mais representativos e importantes artistas brasileiros.

O multiartista catarinense Juarez Machado tem sua história ligada a Curitiba, para onde se mudou no início dos anos 1960 para estudar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Ele completou 80 anos em 2021.

A exposição reúne 166 obras em diversos suportes: pintura, desenhos, fotos, escultura e instalação. A coletânea abrange desde o início da carreira do pintor na capital paranaense até sua fase internacional com a mudança para Paris, em 1986 — passando pelos períodos no Rio de Janeiro, onde se destacou também como ilustrador, cenógrafo para televisão e teatro, figurinista, escultor e cartunista, entre outros ofícios criativos. A curadoria é de Edson Busch Machado.

“Lúdica e poética como tudo o que Juarez Machado produz, a mostra percorre com interatividade diferentes décadas, estilos, localidades, materiais, técnicas, mídias e vertentes artísticas”, afirma a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer (MON), Juliana Vosnika. “Artista com obra no acervo, ele escreve agora o seu nome definitivamente na história do MON, num importante momento em que completa 20 anos e se consolida entre os principais museus da América Latina”, comenta.

Curitiba
A exposição inclui trabalhos que remetem ao início da carreira de Juarez Machado em Curitiba. “Seu despertar como artista teve início em Joinville. Mas foi em Curitiba que ele fundamentou esse trabalho antes de seguir pelo mundo”, diz Busch, que é também irmão do artista.

A mostra conta, por exemplo, com desenhos feitos com graxa para sapato na Rua XV de Novembro, no início dos anos 1960, quando Juarez nem sequer tinha recursos para comprar tintas. “O público de Curitiba irá se identificar com o Juarez que viveu em Curitiba de 1961 a 1964, quando também fez grandes amizades com nomes como Fernando Velloso, João Osorio Brzezinski, Fernando Calderari e Domício Pedroso”, lembra o curador.

Ateliês
O nome da exposição — uma referência ao clássico de Júlio Verne “A Volta ao Mundo em 80 Dias” — traduz, em parte, o movimento constante de Juarez Machado, que nasceu em Joinville (SC), em 1941, e hoje se divide entre seus ateliês nas capitais fluminense e francesa depois de correr o mundo.

A mostra inclui obras produzidas em diferentes locais — sobretudo em ateliês em Paris, mas também em locais temporários para o artista, como Veneza e Saint Paul de Vence, na França. “Cada ateliê é representado com cores, códigos e uma linha pictórica diferente, que a exposição reúne muito didaticamente”, explica Busch.

Influência
A obra de Juarez Machado tornou-se patrimônio mundial, colecionando prêmios de arte nacionais e internacionais. Suas criações, ricas em ousadia, complexidade e humor, influenciaram gerações de artistas no Brasil e no exterior.

Entre os artistas influenciados por Juarez Machado está o diretor francês de cinema Jean-Pierre Jeunet, que se inspirou no inconfundível universo de cores do pintor para criar o visual do famoso filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001). O diretor conheceu o artista no início dos anos 2000, comprou quadros e estudou seu estilo.

“É possível relacionar a temática, as paletas de cores e diversas nuances do filme com todas as pinturas da exposição, pois Jeunet se inspirou diretamente nas obras do artista”, explica Busch. “O público conseguirá identificar cores como o verde veronese e o vermelho terral que são vistos em ‘Amélie’”, explica Busch.

Mímica
No Brasil, o artista multimídia também deixou sua marca em referências da cultura popular como o semanário impresso “O Pasquim” e a TV Globo, onde criou quadros humorísticos e musicais, além de assinar a criação de cenários e figurinos. Muitos ainda se lembram dos vídeos de mímica que Juarez Machado criou e estrelou para o programa “Fantástico” nos anos 1970.

A exposição fará referência a este famoso personagem nacional com a exibição de alguns desses vídeos em dois monitores. “É realmente uma figura significativa para muita gente que começou a conhecer Juarez a partir deste quadro do ‘Fantástico’”, lembra o curador.

Ilustração
Também tiveram a assinatura de Juarez Machado capas de livros e discos e projetos de design e arquitetura ao lado de nomes como Sergio Rodrigues e o próprio Oscar Niemeyer.

Algumas das mais de 200 capas de discos e livros criadas pelo artista poderão ser vistas na vitrine de artes gráficas da mostra, que ajudará a compor a retrospectiva da vida e obra de Juarez, juntamente com um painel de fotografias e informações biográficas.

Escultura
Entre os destaques da exposição estão dezenas de esculturas, suporte com o qual Juarez Machado se destacou logo no início da carreira. Há obras em bronze, metal e gesso, além da conhecida instalação criada com estátuas de Branca de Neve e os Sete Anões.

Também estará presente a famosa bicicleta com rodas quadradas que inspirou o logotipo do Instituto Juarez Machado.

Instituto
Mais recente empreendimento de Juarez Machado em Joinville, o instituto que leva seu nome foi fundado pelo artista em 2014, com a ideia de estimular a arte na cidade catarinense. A instituição, sediada em uma antiga casa da família construída em meados da década de 1930, desenvolve pesquisas, resgate e promoção de obras de Juarez e de outros artistas locais.

O instituto vem desenvolvendo mostras paralelas a partir da aprofundada pesquisa sobre a trajetória de Juarez Machado para a exposição que será aberta agora no Museu Oscar Niemeyer.

Bicicleta
Segundo o curador da exposição, Edson Busch Machado, a ideia é que o público percorra a mostra como se estivesse fazendo um passeio de bicicleta — um dos ícones do universo pictórico de Juarez. Esse é o tema da projeção de vídeo que encerra a exposição.

“Juarez mescla a bicicleta, um elemento da infância em sua cidade natal, com a descoberta da figura humana, seja no estudo da anatomia na Belas Artes ou das belas mulheres que ele tão bem retrata em suas pinturas. E, a partir desses dois elementos, a curadoria parte para suas demais obras”, explica. “É uma viagem de bicicleta que percorre esses 80 anos e relembra todos esses elementos — os ateliês, as paisagens, as mulheres”, explica Busch.

Educativo
Ao longo do período expositivo, estão previstas seis oficinas para escolas públicas de Curitiba. Também haverá duas visitas mediadas, realizadas pelo curador da exposição para o público visitante, com tradução em libras, conforme o cronograma a seguir:

– Oficinas com público espontâneo: dias 8 e 22 junho, das 15h às 17h
– Oficinas com público agendado: dias 6 e 20 de julho: das 15h às 17h
– Oficinas com escola pública: dias 10 e 24 de agosto, das 15h às 17h
– Visitas mediadas ao público espontâneo com o curador, Edson Busch Machado: dia 24 de agosto, às 11h e às 15h

Catálogo
No dia 23 de agosto, às 19h, será lançado ao público o catálogo da exposição contendo texto curatorial, linha do tempo do artista e imagens de obras. O lançamento será marcado por uma mesa redonda no miniauditório do MON com a participação do curador da exposição, Edson Busch Machado, e do crítico de arte Fernando Bini.

A exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos” foi concebida pelo Instituto Juarez Machado e fica em cartaz até 18 de setembro. A mostra é uma realização da Secretaria Especial da Cultura (Ministério do Turismo) e do MON e tem patrocínio da Vonder.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
Exposição “Juarez Machado – Volta ao Mundo em 80 Anos”
De 2 de junho a 18 de setembro de 2022
Sala 3
Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999), (41) 3350-4400. De terça a domingo, das 10h às 17h30 (permanência até 18h). R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Toda quarta-feira, entrada gratuita.
www.museuoscarniemeyer.org.br

Foto de Juarez: Max Schwoelk
Fotos das obras: Dico Kremer
Legendas:
"Verão em Deauville" – Óleo sobre tela (40x100) – Paris, 1999
"Lembranças do Piano de Tom Jobim" – Óleo sobre tela (73x100) – Paris, 1994
"Diretas Já" – Óleo sobre tela (70x95) – 1984
Sem título – Escultura em bronze (35,2 x 26,6 x 12,8) – 2000

Exposição no Museu Casa Alfredo Andersen celebra a memória de Maria Bueno

A mostra "Maria Bueno e Tantas Outras" propõe um diálogo entre o retrato que o próprio Andersen fez de Maria Bueno com apropriações de seis artistas curitibanos
Alta | Web
Exposição está no Museu Casa Alfredo Andersen (Divulgação)
Exposição está no Museu Casa Alfredo Andersen
(Divulgação)
Alta | Web
Cinco artistas curitibanos participam da mostra (Divulgação)
Cinco artistas curitibanos participam da mostra
(Divulgação)
Figura ícone do imaginário curitibano, Maria Bueno ganha uma exposição celebrando sua memória no Museu Casa Alfredo Andersen. A mostra "Maria Bueno e Tantas Outras" propõe um diálogo entre o retrato que o próprio Andersen fez de Maria Bueno com apropriações de seis artistas curitibanos. A exibição abre no MCAA no sábado, 28, às 11 da manhã.

Os artistas convidados para produzir obras que remetam à Maria Bueno foram André Malinski (in memorian), Claudia Lara, Giovana Casagrande, Leila Alberti, Rafael Codognoto e Emerson Persona, que também assina a curadoria da exibição. "Essa reunião discute como os artistas reagem à Maria Bueno. Não é uma exposição que vai tratar de uma Maria Bueno em particular", reflete Persona

As "outras tantas" do título da exposição se referem às outras Marias que foram retratadas por Alfredo Andersen ao longo de sua prolífica carreira. Além de Maria Bueno, o visitante poderá ver os quadros Maria Josepha de França Pimpão, Maria Amélia D'Assumpção, Maria Dias de Paiva e Maria Café.

"É muito significativo para o Museu Alfredo Andersen falar e representar aspectos da vida de Maria Bueno, uma paranaense que é tão íntima de todos os Curitibanos", diz Luiz Gustavo Vidal, diretor do MCAA. "A exposição apresenta várias interpretações de grandes artistas locais sobre o personagem, o ícone. Se procura fortificar o ícone", completa.

Maria Bueno

Assassinada brutalmente por seu companheiro, um enciumado soldado raso, no final do Século XIX, a ideia de Maria Bueno foi aos poucos sendo reapropriada pela cultura. Desde o assassinato de reputação, com acusações de prostituição, até a "beatificação popular", com ritos de devoção em sua honra que acontecem em seu túmulo no dia de finados. Como pouco se sabia sobre ela, qualquer narrativa era provável.

"Essa exposição abre uma série de atividades sobre ela e o interessante na sua vida é justamente que nós não sabemos nada dela. A única certeza que temos é a lenda Maria Bueno foi vítima de homicídio, sendo a primeira vítima de feminicídio retratada nos jornais da época. O motivo, a história que cerca sua vida e a relação com o soldado que a matou são totalmente incertas", afirma Vidal.

O diretor do MCAA emenda: "Até mesmo a forma como ela é retratada, postumamente pelo Alfredo Andersen, são representações diferentes das descrições de como seria Maria Bueno de fato. Uma mulher negra, essa é a questão."

Serviço

Exposição Maria Bueno e Tantas Outras

Museu Casa Alfredo Andersen - Rua Mateus Leme 336 - Centro - Curitiba - PR

Galeria Poty Lazzarotto: Curitiba ganha espaço cultural que homenageia um dos principais artistas curitibanos

Obras restauradas ficam no Curso Positivo e mostram a vida escolar dos alunos, por meio de 18 painéis

Quando o Curso Positivo completou 25 anos, em 1996, o artista plástico curitibano Poty Lazzarotto retratou a trajetória de seus alunos com um mural em uma das unidades. Os 18 módulos mostram a vida escolar, desde o Ensino Básico até a preparação para o Ensino Superior. Agora, ao comemorar mais de 50 anos de história, a instituição inaugura a Galeria Poty Lazzarotto, com as mesmas obras, totalmente restauradas. O espaço fica na sede mais central, na avenida Vicente Machado, em Curitiba, e está aberto à visitação do público.

A inauguração da galeria reuniu, no último dia 17, mais de 100 pessoas, entre elas a secretária municipal da Educação de Curitiba, Maria Silvia Bacila, a superintendente geral da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, representantes da família do artista, outras autoridades, imprensa e demais convidados. "Para nós é uma grande honra poder sediar esse espaço com obras desse grande artista, que marcou época não apenas em Curitiba, mas em todo o mundo", destacou Renato Ribas Vaz, diretor do Curso Positivo.

Sobre a Galeria Poty Lazzarotto

A estrutura do mural se destaca pela harmonia e as tonalidades de pastel como fundo. Amarelo, salmão, cinza-azulado e creme destacam a pintura em preto. Os painéis foram executados pelo também artista plástico e cenógrafo paranaense Bira Paes, a partir da projeção dos originais de Poty, sobre os painéis de madeira. Na época, os dois dirigiram todo o processo e acompanharam de perto a instalação dos painéis na antiga sede do Curso Positivo.

No primeiro painel é possível ver um autorretrato de Lazzarotto no processo de criação do mural. O croqui em suas mãos tem a logomarca da instituição de ensino e a janela mostra a paisagem paranaense, onde nasceu o Curso Positivo. Nos painéis seguintes estão as atividades esportivas e artísticas em diferentes modalidades. A largada de uma corrida representa o esporte, e também o vestibular. Os candidatos, lado a lado, buscam uma vaga na universidade. A cena seguinte enfatiza as pernas dos candidatos, demonstrando precisar de "muita perna", isto é, de muita determinação para vencer esta corrida. A mão com o gesto de Positivo significa o resultado conquistado. O painel final mostra a entrada na Universidade Federal do Paraná, a mais tradicional instituição de ensino superior do Estado.

SERVIÇO

Galeria Poty Lazzarotto

Local: Curso Positivo - Rua Vicente Machado, 317, Centro, Curitiba/PR

Horário de Funcionamento: 8h às 19h

Entrada Franca, mediante agendamento

Mais informações e agendamento de visita: 3232-4011

Sobre o Curso Positivo

Fundado em 1972, o Curso Positivo nasceu de um sonho de um grupo de jovens professores, apaixonados pela profissão, que se uniram por um ideal: criar um curso pré-vestibular diferente, que acompanhasse os estudantes até os dias que antecediam o vestibular - algo pioneiro no Brasil, no início da década de 70. Desde então, o Curso Positivo se estabeleceu como uma instituição de destaque, registrando, historicamente, o maior índice de aprovação nos vestibulares mais concorridos das mais importantes faculdades e universidades do Paraná, bem como excelentes resultados nos exames das principais instituições de Ensino Superior do Brasil. O Curso Positivo conta com duas sedes em Curitiba (PR), uma em Joinville (SC) e uma em Ponta Grossa (PR), e dispõe de uma equipe de professores com grande experiência, material didático de alta qualidade para a melhor preparação e um inovador sistema de aulas dinâmicas totalmente focado na aprovação dos vestibulandos. O Curso Positivo utiliza o Sistema Positivo de Ensino.

Musin – Museu do Som Independente realiza bate-papos sobre a pesquisa em música durante a 20ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo IBRAM

Programação conta com convidados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, que tratam de temas relacionados à preservação da memória musical no Brasil

Capa de matéria 600x400.jpg

Entre os dias 16 e 22 de maio, é realizada em todo o Brasil a 20ª Semana Nacional de Museus, ação da Política Nacional de Museus do Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, que tem o propósito de mobilizar os museus de todo o país a partir de um esforço de convergência de suas programações em torno de um mesmo tema: “O Poder Dos Museus”. O Musin – Museu do Som Independente (que originou a Fonoteca da Música Paranaense) realiza uma série de bate-papos com convidados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná que relatam suas experiências sobre a pesquisa e a preservação da memória da música, com destaque para o rock.

Os bate-papos são transmitidos de forma virtual, diariamente, no canal do Observatório da Cultura do Brasil (www.youtube.com/observatoriodaculturadobrasil) sempre às 19h, conduzidos por Manoel de Souza Neto, idealizador do Musin, sendo que os debates têm mediação do jornalista Rodrigo Juste Duarte. Todos os vídeos ficarão disponíveis no canal após exibição.

No primeiro dia (16/05), o jornalista, músico e pesquisador Ayrton Mugnaini Jr. Relata seus trabalhos em livros sobre músicos que escreveu e sobre a curadoria do Arquivo do Rock Brasileiro pela Associação Cultural Dynamite. Na terça-feira (17/05), o biógrafo Pedro de Luna (responsável pelas biografias da banda Planet Hemp, do rapper Speed Freaks e do baixista Chapignon, do Charlie Brown Jr., entre outras) comenta sobre os desafios da pesquisa na era digital. O jornalista Marcelo Mara (do blog e canal de youtube Disco Furado) participa de um debate sobre memória da resistência em oposição à memória oficial, no dia seguinte. A fanzineira e produtora cultural Thina Curtis relata sobre a preservação de fotos, cartazes, demo tapes, fanzines e discos de vinil, na quinta-feira (19/05).

Os dias 20 e 21/05 são reservados para apresentações de três pesquisas realizadas no Musin, sendo uma sobre um dos maiores artistas saídos do Paraná (o maestro Waltel Branco) e duas sobre a cena rock local, mas com abordagens distintas. Na sexta-feira, o Mestre em História Thiago Rafael de Souza fala de sua dissertação “Mil tipos diferentes de músicas: a trajetória profissional de Waltel Branco”, enquanto o jornalista Douglas Maia Rodrigues comenta o trabalho “Sem Ressonância: uma web reportagem sobre o rock curitibano e jornalismo cultural”. No sábado, o publicitário Victor Schroeder discorre sobre sua pesquisa “Curitiba: Cidade do Rock”, um estudo sobre economia da música local.

A programação se encerra no domingo (22/05) com a palestra “A economia política da música na perspectiva das pesquisas feitas na instituição, contribuições para a produção acadêmica e teoria”, com Manoel J de Souza Neto, cientista Político, pesquisador, escritor e agitador cultural. Fundador do MUSIN – Museu do Som Independente e da Fonoteca da Música Paranaense, foi integrante da Câmara/Colegiado Setorial de Música e CNPC do MINC (2005/17) e é editor do Observatório da Cultura do Brasil.

A20ª Semana Nacional de Museus é uma iniciativa que apresenta para a comunidade como os museus vêm se mostrando como instituições capazes de se reinventar em momentos de crise, ao longo dos tempos históricos, ao qual podemos perceber seu poder de auxiliar as sociedades a se reconhecerem e transformarem as suas realidades

Sobre o Musin e a Fonoteca da Música Paranaense
O Musin – Museu do Som Independente hoje faz parte de uma rede de iniciativas com acervo próprio constituído de um museu com mais de 400 mil documentos de estudos da música e cultura (Musin), biblioteca de economia política da cultura, uma Fonoteca da Música Paranaense, com 3.400 discos paranaenses, laboratórios de pesquisa acadêmica e prática de economia criativa (Observatório da Cultura do Brasil), além de editora, canais digitais. A estrutura está dividida em elementos do mesmo CNPJ. A Editora Umbigo Casa de Cultura foi fundada em 2003, o Observatório da Cultura, foi fundado em 2011, sendo também responsável pelo Musin – Museu do Som Independente (fundado em 2003), e Fonoteca da Música Paranaense (fundada em 2018).

Serviço:
Musin – Museu do Som Independente / Fonoteca da Música Paranaense na 20ª Semana Nacional de Museus

De 16 a 22 de maio, sempre às 19h
Transmissão pelo canal do Observatório da Cultura do Brasil:
www.youtube.com/observatoriodaculturadobrasil (não ocorrerá atividade presencial)

Guia com a programação completa da 20ª Semana Nacional de Museus: https://www.gov.br/museus/pt-br/assuntos/noticias/20SNMGuiadaProgramao_V3.pdf

Programação:

16/05 (segunda-feira) - 19h às 20h
Debate: “Diversidade cultural e preservação da memória e patrimônio imaterial. Políticas culturais no contexto da preservação da memória, para além dos museus estatais”, com Ayrton Mugnaini Jr. (SP)

17/05 (terça-feira) - 19h às 20h
Debate: A produção acadêmica, catálogos, edição de livros e os acervos públicos, privados e comunitários. Desafios e avanços na era digital”, com Pedro de Luna (RJ/SP)

18/05 (quarta-feira) - 19h às 20h
Debate: A música independente no contexto da memória. Subculturas, culturas urbanas e guetos. A memória da resistência em oposição a memória oficial”, com Marcelo Mara (PR)

19/05 (quinta-feira) - 19h às 20h
Debate: “Desafios da preservação da memória das culturas undergrounds. Preservação de fotos, cartazes, demo tapes, fanzines, discos de vinil”, com Thina Curtis (SP)

20/05 (sexta-feira) - 19h às 20h
Apresentação de pesquisas realizadas no museu: “biografias musicais, cenas regionais, cenários independentes e de gêneros musicais específicos”, com Thiago Rafael de Souza e Douglas Maia (PR)

21/05 (sábado) - 19h às 20h
Apresentação de pesquisas realizadas no museu: “Pesquisas de economia política da música”, com Victor Schroeder (PR)

22/05 (domingo) - 19h às 20h
Palestra: “A economia política da música na perspectiva das pesquisas feitas na instituição, contribuições para a produção acadêmica e teoria”, com Manoel J de Souza Neto

Inauguração da exposição “Insólitos” no MAC-PR

Inaugurou na noite desta quarta-feira, 4 de maio, a exposição “Insólitos” no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), em Curitiba. A abertura contou com presenças da Superintendente-geral da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande, da idealizadora do projeto, Malu Meyer, da diretora do MAC-PR, Ana Rocha, da curadoria Pollyanna Quintella, do artista expositor Tony Camargo e do público apreciador de arte contemporânea. A mostra, que segue até 31 de julho, marca o início do Clube de Colecionadores do MAC-PR e a primeira ação da Associação de Amigos do MAC (AAMAC). “Insólitos” reúne obras de cinco artistas convidados: Daniel Acosta, Mano Penalva, Maya Weishof, Tony Camargo e Washington Silvera que trazem a temática do incomum, o anormal, o que não é habitual, o infrequente e o raro. Também estão em exposição outras importantes obras de António Manuel, Cybele Varela, Henrique Fuhro, Pietrina Checcacci, Vera Chaves Barcellos, Solange Escosteguy e Ubi Bava, do acervo do museu.
No dia 10 de maio (terça-feira) será feito o lançamento do Clube de Colecionadores do MAC-PR na SOMA Galeria, dirigida por Malu Meyer, a partir das 19h. O endereço é Av. 7 de Setembro, 5708, Curitiba.
Mais informações sobre “Insólitos”: www.mac.pr.gov.br.
Fotos: Maringas Maciel

Legendas das Fotos:
01
Malu Meyer (ao centro, idealizadora do projeto Insólitos) e Pedro Amin (foto Maringas Maciel)

02
Pollyanna Quintella (Curadora), Ana Rocha (Diretora do MAC-PR), Tony Camargo (artista expositor) e Luciana Casagrande (Superintendente-geral de Cultura) (foto Maringas Maciel)

03
Ana Rocha (Diretora do MAC-PR), Pollyanna Quintella (Curadora) e Luciana Casagrande (Superintendente-geral de Cultura) (foto Maringas Maciel)

04
Pollyanna Quintella (curadora) com Vilma Slomp (artista) (foto Maringas Maciel)

05
Tony Camargo (artista expositor) (foto Maringas Maciel)

06
Luciana Casagrande (Superintendente-geral de Cultura) e Karina Amadori Insólitos 05 - Tony Camargo (artista expositor) (foto Maringas Maciel)

07
Ana Rocha com Tuca Nissel e Fabiane Queiroz (ambas da Ybakatu Galeria de Arte) (foto Maringas Maciel)

08
Os artistas Hugo Mendes (esq.) e Tony Camargo (foto Maringas Maciel)

09
Ale Mazzarolo (artista) com Milena Kovalczuk (foto Maringas Maciel)

10
Maurício Pinheiro Lima com Karina Amadori (foto Maringas Maciel)

Exposição Silêncios revela em traços e cores as incertezas que o período de confinamento trouxe às pessoas

Os últimos dois anos foram diferentes e inconstantes, pois a pandemia trouxe muitas mudanças e circunstâncias incertas para todos nós. Há pessoas que continuaram na ativa incansavelmente e há aquelas que se beneficiaram desse período para estudar, refletir, mudar algo em si, exercer outras atividades que até então não exerciam, e assim por diante. A exposição coletiva Silêncios revela um pouco disso, ela propõem uma reflexão sobre o período de confinamento. Essa produção foi desenvolvida nesses últimos dois anos, momento em que os artistas buscaram na arte o refúgio para passar esse período tão difícil. Ela constituiu-se no lar e traz para o visitante a perspectiva de um olhar contemplativo sobre objetos afetivos ao redor da casa. Está aberta para visitação no Espaço de Arte Francis Bacon até o dia 27 de maio.
Mais de 20 pinturas sobre tela, 10 colagens e uma instalação com mais de 50 desenhos e aquarelas de tamanhos variados compõem o ambiente que tem a curadoria do professor de pintura e desenho do Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, Luiz Lavalle. Ele explica que para idealizar essa mostra foram estudados vários artistas contemporâneos que exploram a temática da casa, entre eles o artista curitibano João Paulo de Carvalho, que foi usado como referência nos trabalhos. “A exposição corresponde à produção dos artistas do ateliê do Museu Casa Alfredo Andersen, sob minha orientação no período pandêmico. As produções correspondem a pinturas de médio e pequeno formato, em suma monocromáticas, desenvolvidas a partir de cenas de interiores, em torno da casa e objetos afetivos, retratando a ausência, o silêncio e a transitoriedade do tempo.”
Essa exposição se enquadra no contexto da arte contemporânea porque explora suportes diferentes, além da pintura tradicional, como colagens, desenhos, poesias, anotações e uma instalação coletiva de grandes dimensões. E a mensagem que o grupo de artistas quer transmitir revela muito mais do que os olhos podem ver. “Essas obras refletem o universo pessoal de cada artista, suas incertezas, medos, crenças e também a esperança em dias melhores. A exposição é como um grande diário coletivo aberto e desmembrado, propondo uma visão otimista de mundo, onde o coletivo e a arte são fundamentais para o desenvolvimento humano”, finaliza Lavalle.

Artistas:
Adriana Joaquim
Andrea Gotti
Anna Petraglia
Claudete Farhat
Graciela Scandurra
Graziela Borche
Káthia Coelho
Miriam Saad
Nori Roseira
Regina J. Oleski
Rosângela Soares Pinto
Sissi Kleuser
Sônia M. Romaniuk

Sobre o curador:
Lavalle é graduado em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela FAP. Tem pós-graduação em Artes Visuais pelo SENAC. É professor de pintura e desenho no Museu Alfredo Andersen. Como artista visual, pesquisa as linguagens da pintura, desenho e fotografia.

Serviço
Exposição Silêncios
Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Ordem Rosacruz (AMORC)
Endereço: Rua Nicarágua, 2620 - Bacacheri - 82515-260 - Curitiba, Paraná.
Entrada: Franca
Data: até 27 de maio de 2022.
Horário: de terça a sexta-feira das 13h30 às 17h. O Espaço não abre nos feriados.