Arte dentro de casa: museus e eventos culturais com exposições virtuais

Ícones nacionais da arte, da Pinacoteca à Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, contam com atrações gratuitas em meios digitais

CURITIBA, 15/06/2021 – O acesso à arte e cultura, ainda que limitado pela pandemia, continua sendo essencial às pessoas. Conhecer artistas e obras, revisitar importantes períodos históricos do Brasil e apreciar a produção cultural do país são ótimas pedidas. Ainda que muitos espaços estejam fechados ou com visitas limitadas, plataformas digitais fornecem conteúdo e qualidade para o público.

Confira uma lista de indicações:

Bienal On-Line: Ação digital da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, a Bienal On-Line apresenta muito conteúdo gratuito pelas redes sociais. Até dezembro, o evento tem programação de exposições, lives e bate-papos, entre outras atividades como a chamada aberta para artistas divulgarem seus trabalhos nos stories do Instagram @bienaldecuritiba. Pintura, escultura, vídeoarte, design e arquitetura, entre muitos outros, são apresentados na Bienal, que celebra discussões sobre responsabilidade socioambiental, tecnologia e arte. Mais informações em www.instagram.com/bienaldecuritiba e bienaldecuritiba.com.br.

Museu do Amanhã: Localizado no Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã é dedicado à ciência. Foi inaugurado em 2015 com a proposta de pensar o futuro, sobre como podemos moldar os próximos 50 anos. Discussões ambientais, de sustentabilidade e convivência são promovidas pelo espaço e por suas exposições. A visita virtual apresenta fotos, vídeos e áudios explicando o conceito dos detalhes da construção, das obras de arte e das pesquisas que ganham as paredes do museu. Confira em: https://museudoamanha.org.br/tourvirtualpratodomundo/.

Museu Oscar Niemeyer: Com um espaço de 35 mil metros quadrados de área construída, é considerado o maior museu de arte da América Latina. Contando com acervo próprio e recebendo grandes exposições, já realizou desde 2002mais de 350 mostras nacionais, internacionais e itinerantes. No site, é possível conferir informações e imagens de algumas destas atrações. A visita virtual 3D destaca os espaços do MON, do famoso Olho ao jardim de esculturas, passando pelas maquetes e até uma sala de exposição. Disponível em www.museuoscarniemeyer.org.br/visite/visita-virtual-3D.

Pinacoteca de São Paulo: Fundada em 1905, a Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais, destacando produções a partir do século XIX até hoje. Seu cervo conta com 11 mil peças, incluindo nomes que mudaram os rumos da arte brasileira, como Tarsila do Amaral e Candido Portinari. A visita virtual conta com vídeo pelos corredores do prédio centenário que abriga o museu e a apreciação de obras, com explicações e links para entender a trajetória da arte brasileira. Mais em pinacoteca.org.br/visite/tour-virtual.

Museu Nacional de Belas Artes: Localizado no Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes abriga o maior acervo de obras de arte do século XIX. Inaugurado em 1938, abriga pinturas e esculturas de variados temas, desde um conjunto de esculturas africanas e arte decorativa até mobiliário e obras de arte popular e sacra. Documentos, livros, desenhos e objetos históricos também completam o acervo. Há dois roteiros de visita disponíveis, além da visualização de coleções, em artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes.

MON apresenta a exposição da artista Kika Costa

O Museu Oscar Niemeyer (MON) apresenta a exposição inédita “Formas & Anjos: Obras de Kika Costa (1984-2021)”, que reúne uma visão panorâmica da produção da artista desde a década de 1980 até hoje.
A artista, que é uma pessoa com deficiência, nasceu em 1961, em Porto Alegre (RS), onde vive. Trabalha exclusivamente com cerâmica, numa produção sistemática e contínua.
“A principal missão de uma instituição cultural é democratizar a arte, e ela deve ser exercida em sua plenitude”, diz a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. “Certamente, a exposição de Kika Costa contribuirá para ampliar o debate sobre as produções artísticas de pessoas com deficiência, que muitas vezes encontram limitadores.”
Ela explica que o MON se consolida, ano após ano, como uma instituição dinâmica, aberta ao diálogo artístico e à troca de experiências múltiplas. Com essa preocupação, o MON criou o Núcleo de Acesso e Participação (NAP), para ampliar o acesso de todos os públicos a obras do acervo e às atividades oferecidas pela instituição.
“O objetivo é inserir cada vez mais a comunidade no Museu, participando ativamente de suas ações e propostas”, comenta Juliana.
Kika Costa tem obras nos acervos do Museu Oscar Niemeyer (MON), do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), entre outros.

A mostra
A exposição tem curadoria de Gaudêncio Fidelis e curadoria adjunta de Ana Zavadil. “A obra de Kika Costa é uma contribuição significativa para a história das formas artísticas dentro de uma perspectiva criativa, estética e cultural que tem muito a nos ensinar sobre a natureza do objeto de arte como gerador de conhecimento”, diz Gaudêncio.
Para a curadora Ana Zavadil, a produção da artista é uma “demonstração de superação dos mais diversos obstáculos que um artista precisa enfrentar para produzir e ter sua obra reconhecida. Especialmente se essa artista é também uma pessoa com deficiência em um mundo que é essencialmente normativo”, comenta Ana.
Durante a exposição, será lançado o livro homônimo de autoria do curador e historiador de arte Gaudêncio Fidelis. Com 320 páginas e ilustrado por cerca de 600 obras, o livro se propõe a investigar os deslocamentos da obra da artista no campo da arte e da cultura.

O curador
Gaudêncio Fidelis (Brasil, 1965) é curador e historiador de arte. É mestre em Arte pela New York University (NYU) e doutor em História da Arte pela State University of New York (SUNY), com a tese “A Recepção e a Legibilidade da Arte Brasileira Contemporânea nos Estados Unidos” (1995-2005). Foi fundador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, em 1992. Publicou inúmeros livros, entre eles, “O Cheiro como Critério: em Direção a uma Política Olfatória em Curadoria” (Argos, 2015). Foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) entre 2011-2014. Foi curador-chefe da 10a Bienal do Mercosul – Mensagens de uma Nova América, em 2015, e curador da exposição “Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, em 2017, exibida em Porto Alegre no Santander Cultural e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 2018. Desde 2019, é financiado pelo Institute of International Education (IIE) – Scholars Rescue Fund (SRF) e pelo programa The New School University in Exile Consortium (UIE), enquanto trabalha como pesquisador na Parsons School of Design, em Nova York.

A curadora-adjunta
Ana Zavadil (Brasil, 1957) é curadora e historiadora da arte brasileira moderna e contemporânea. É graduada em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 2004, e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de Santa Maria/RS (2011) com a dissertação “Reatando os Nós: Arte & Fato Galeria, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e Torreão, espaços de legitimação em Porto Alegre” (1985-1997). Foi curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS (2013-2014), curadora assistente da 10ª Bienal do Mercosul: “Mensagens de uma Nova América”, em 2015, e curadora-chefe do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS (2015-2018); pertenceu à equipe de acervo e curadoria do MACRS (2011, 2012). Publicou o livro “Entre Curadoria AZ” (2013), mapeamento da jovem produção de arte contemporânea no Rio Grande do Sul, do período 2000-2013. Publicou também o livro “Há Tempo Atento ao Tempo” (2011), monografia do artista Leandro Selister.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
Exposição “Formas & Anjos: Obras de Kika Costa” (1984-2021)
Sala 11
Museu Oscar Niemeyer (MON)
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON inaugura a exposição da artista Sonia Dias Souza

O Museu Oscar Niemeyer (MON) reabriu ao público com uma nova exposição: "Radical", primeira individual da artista Sonia Dias Souza, na Sala 1 do Museu. Com curadoria de Agnaldo Farias, a mostra tem caráter imersivo e reúne fotografias e instalações inéditas.

“O conjunto dos trabalhos propõe introspecção, mas, simultaneamente, diálogo com o imaginário universal, num dualismo instigante”, comenta a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

O objetivo é compartilhado pela instituição: o Museu Oscar Niemeyer tem o propósito de sensibilizar as pessoas pela arte. “Ao oferecer experiências múltiplas, como a apresentação do interessante trabalho dessa artista, facilita ao espectador uma leitura mais plural sobre si mesmo e sobre o mundo”, diz Juliana.

Um exemplo é a instalação “A semente que somos”, trabalho composto por cerca de três mil sementes de flores de lótus desidratadas, unidas por finos fios de arame e penduradas através de fios de pesca. As sementes foram escolhidas pela artista em razão do seu simbolismo, por estarem ligadas ao processo da vida e de sua superação.

“A beleza desta obra está em fazer refletir sobre a flor de lótus, que brota destas sementes apesar do ambiente adverso em que está enraizada, como a esperança que nasce do lodo”, comenta Juliana.

As muitas possibilidades de interpretação e a expansão de significados são marcas registradas da artista, que recusa a temporalidade e a possibilidade de perspectiva única em sua obra.

Os trabalhos apresentados se desenvolvem em conexão, sobre a relação do homem consigo e com seu entorno; sobre sua finitude, sua existência subjetiva como parte da complexa estrutura que sustenta a vida. Todos foram concebidos como janelas pelas quais encontramos possíveis acessos de novos sentidos e alternativas para a solução dos conflitos, inquietudes e medos que nos afligem nessa experiência da vida contemporânea

O título da exposição é inspirado pelo contraste entre a essência da natureza humana e as manifestações do Universo, ambas presentes na sutileza da produção de Sonia Dias Souza. “Radical” também traduz a noção de raiz como metáfora do engajamento de qualquer ser vivo com sua própria evolução, algo presente em sua busca.

A artista acredita que o universo, em suas diferentes dimensões, do macro ao micro subatômico, se organiza e se autorregula como uma composição de energias que estão em movimento e fluxo constantes, acontecendo através de processos interdependentes de interação e comunicação, do qual nós, humanos, somos parte.

“O mundo material que nos rodeia não é diferente. É uma rede de padrões inseparáveis de relações e a nossa evolução está na qualidade dessas relações”, diz Sonia.

O trabalho apresentado reúne expressões plásticas de uma visão subjetiva de nossa existência como fenômeno da complexa estrutura que sustenta o grande mistério da vida.

“Esta não é uma simples exposição de obras de arte. Para sua individual no Museu Oscar Niemeyer, Sonia Dias Souza preparou um ambiente único, um espaço projetado para tocar num ponto essencial: nós e o mundo somos uma coisa só”, explica o curador Agnaldo Farias.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
Exposição “Radical”, da artista Sonia Dias Souza
Sala 1
Museu Oscar Niemeyer (MON)
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON leva “O Mundo Mágico dos Ningyos” a São José dos Pinhais

O Museu Oscar Niemeyer (MON) leva a São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a exposição “O Mundo Mágico dos Ningyos”, uma versão da que está em cartaz no Museu. A mostra poderá ser vista a partir de 11 de junho, no Museu Atílio Rocco.

“Uma das maiores coleções de arte asiática da América Latina, que pertence ao acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON) graças a uma generosa doação feita pelo professor Fausto Godoy, apresenta-se aqui num novo recorte”, explica a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

“O Mundo Mágico dos Ningyos” traz para perto do público a singular coleção de bonecos japoneses que, naquele país, extrapola o lúdico infantil. Muito mais do que brinquedos, são objetos de forte simbologia, revelam os costumes e a cultura do Japão.

Fausto Godoy, que assina a curadoria da exposição, explica que os Ningyos ocupam um lugar diferente na sociedade japonesa, em relação aos bonecos no Ocidente. “Para nós, eles são brinquedos, enquanto no Japão são objetos cheios de significados milenares, que evocam uma atmosfera mágica e ritualística”, diz. “São muito valiosos, frágeis e guardados como tesouros de família.”

Tradicionalmente, os Ningyos são presentes utilizados para desejar longevidade, saúde e fertilidade aos recém-nascidos. Também são exibidos pelas famílias em datas especiais e a eles se atribui a missão de proteger e purificar as casas que os recebem.

O significado da palavra Ningyo é “forma humana”: nin (humano, gente) e gyo (forma). “Esses objetos aqui apresentados atravessaram os últimos 200 anos do Japão e mostram um viés pouco explorado, mas extremamente rico, da alma e da cultura japonesas”, comenta Godoy.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
“O Mundo Mágico dos Ningyos”
Período expositivo: 11 de junho a 18 de julho
Museu Atílio Rocco (Rua Quinze de Novembro, 1.660)
www.museuoscarniemeyer.org.br

Legado do artista João Turin pode ser apreciado em um dos maiores jardins de esculturas do Brasil

E em memorial que reúne quase 100 obras

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Lide Multimídia - O escultor João Turin (1878-1949) é o grande destaque do Memorial Paranista, inaugurado em 14 de maio no Parque São Lourenço, em Curitiba. O novo espaço conta com 78 obras de Turin em uma exposição permanente, que pode ser visitada gratuitamente com agendamento antecipado pela internet (www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista) limitada a pequenos grupos em razão das medidas de prevenção de covid-19. O local guarda a memória do Paranismo, movimento artístico que exalta a identidade do estado do Paraná. Na área externa foi construído um dos maiores jardins de esculturas do Brasil, com 15 obras de Turin ampliadas em bronze. Ao todo, são quase 100 obras reunidas no Parque em uma junção de esforços entre Prefeitura de Curitiba (coordenadora geral do projeto), Copel, Família Lago (detentora dos direitos autorais de João Turin) e Governo do Estado do Paraná.

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://www.youtube.com/watch?v=0ZevRuwdti8

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MON estará aberto também às segundas-feiras

O Museu Oscar Niemeyer (MON) tem uma novidade aos seus visitantes: a partir de 24 de maio, passará a abrir também às segundas-feiras. A iniciativa tem o objetivo de oferecer mais uma opção para que o público visite o local em segurança, dentro do rígido protocolo sanitário que, entre outras questões, determina a limitação de pessoas para garantir o distanciamento seguro durante a pandemia.

De acordo com a determinação da Superintendência de Cultura do Paraná, o MON estará fechado neste sábado e domingo (22 e 23/5).

“A ideia é oferecer um dia a mais da semana como opção para que o público visite o MON em segurança e tranquilidade”, explica a diretora-presidente da instituição, Juliana Vosnika.
Ela lembra que um dos itens do rigoroso protocolo sanitário aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde prevê público reduzido e limites individuais em cada sala expositiva, de acordo com o tamanho de cada uma.

O amplo espaço físico de 35 mil metros quadrados faz com que o MON, maior museu de arte da América Latina, seja uma das opções mais seguras de lazer durante a pandemia.
“É importante que o Museu continue sendo um espaço vivo e atuante e que a arte levada até o público possa ter um papel inspirador”, comenta Juliana. “Além de conteúdo, o Museu oferece aos visitantes leveza, entretenimento e descontração de maneira muito segura”, diz.

Outra medida adotada foi a substituição de todo o material impresso, como guias e folders, por versões digitais, disponíveis por QR codes. O protocolo completo de segurança do MON está disponível aqui: bit.ly/protocolomon.

Conteúdo
Várias exposições estão em cartaz atualmente no MON. São elas: “A Travessia do Desastre”, de François Andes; “Schwanke, uma Poética Labiríntica”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Segunda Edição”; “Japonésia”, de Naoki Ishikawa; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Luz ≅ Matéria”; “África, Mãe de Todos Nós”; “Museu em Construção”; “Espaço
Niemeyer”; “Cones” e obras do Pátio das Esculturas.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
Museu Oscar Niemeyer
Aberto ao público: de segunda a sexta, das 10h às 18h
www.museuoscarniemeyer.org.br

Escarpa Devoniana é tema de exposição

A artista visual Maria Baptista apresenta nesta terça-feira (18/5), no Museu da Fotografia do Solar do Barão, a exposição “Cartografia Mítica da Escarpa Devoniana”, com mapas, objetos, fotografias e vídeos que compõem uma proposta “work in progress”, iniciada em 2020.

Os trabalhos foram produzidos durante a passagem da artista por cidades como Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa e Tibagi, que integram a Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, região de rica biodiversidade marcada pelo encontro dos biomas da Mata Atlântica com o Cerrado. Também fazem parte da exposição trabalhos anteriores, de 2018 e 2019, produzidos durante imersões nesse mesmo contexto geográfico.

Outro jeito de conhecer os resultados desta jornada é visitar o site www.cartografiamitica.wordpress.com, que reúne fragmentos da pesquisa, referências utilizadas para criação dos trabalhos e outras citações.

“O projeto surgiu da vontade de juntar questões da cartografia, como a feitura de mapas, a identificação de elementos no espaço, com uma investigação a respeito das histórias e mitos que permeiam esse território”, explica a artista que registrou cada passo da pesquisa também em seu instagram.

O Solar do Barão está aberto, mas por conta das restrições provocadas pela pandemia, é bom estar atento aos dias de funcionamento e aos protocolos de segurança. Também é possível agendar visita guiada diretamente com a artista, pelo instagram (@gutabap).

O Projeto é realizado com apoio do Fundo Municipal de Cultura – Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba

Serviço:
Local: Museu da Fotografia Cidade de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533 - Solar do Barão).
Horário de visitação das 12h às 18h. Respeitando o protocolo de saúde com uso obrigatório de máscara, álcool gel e distanciamento. Com no máximo 4 pessoas em sala.
Informações: 3321-3240
Agendamento de visitas guiadas pelo instagram: @gutabap

Exposição Japonésia ficará em cartaz no MON até 4 de julho

Com a prorrogação, o público ganha um tempo maior para visitar a exposição do fotógrafo japonês Naoki Ishikawa.
A exposição “Japonésia”, do fotógrafo Naoki Ishikawa, fruto da parceria inédita entre o Museu Oscar Niemeyer (MON) e a Japan House São Paulo, foi prorrogada. Com a reabertura do museu, a mostra ficará em cartaz até o dia 4 de julho. A exposição faz parte de uma série de ações de intercâmbio programadas pelas duas instituições que prevê exposições e outras atividades culturais e educativas a serem realizadas de forma conjunta.

“Japonésia” foi concebida pela Japan House São Paulo, que apresentou esta exposição inédita na América Latina entre outubro de 2020 e janeiro de 2021. Com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, diretora Cultural da instituição nipônica, a exposição reúne 74 fotografias, resultado de várias séries realizadas por Ishikawa durante o período de 2009 a 2019. A mostra revela particularidades do arquipélago japonês, ressaltando sua diversidade de paisagens e culturas, levando os visitantes a uma verdadeira expedição por um Japão múltiplo. O termo "Japonésia" foi criado e conceituado pelo escritor japonês Toshio Shimao, com a intenção de enfatizar que o país é um conjunto de ilhas, indissociável embora multicultural.

Em tempos digitais, Naoki Ishikawa, considerado um dos artistas mais relevantes no cenário atual da fotografia no Japão, se destaca por fotografar de maneira analógica as paisagens das terras japonesas, trazendo um olhar singular para a interação entre a natureza e a presença humana e seus traços culturais nesses locais. Ishikawa, com sua extensa trajetória artística, vem mostrando seu trabalho com muito sucesso na Ásia e nos Estados Unidos, além de conquistar prêmios como a da The Photographic Society of Japan, na categoria Lifetime Achievement Award.

“Os trabalhos de Naoki Ishikawa reforçam a forte ligação do Japão com o mar, evidenciando a diversidade das paisagens naturais particulares de cada região. É um belíssimo trabalho de um artista do século XXI que nos faz tomar parte das suas descobertas”, afirmou Natasha Barzaghi Geenen. De acordo com a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika, a cooperação institucional enfatiza a intenção do MON em ampliar horizontes. “Queremos ir além da influência eurocêntrica e apresentar ao visitante a arte asiática, a africana e a latino-americana”, destacou.

Com sede na Avenida Paulista, a Japan House São Paulo tem como objetivo ser uma base de difusão de diferentes vertentes da cultura japonesa e esta associação com o MON amplia a rede de conexões com outras cidades e reforça a aproximação com o público paranaense. “Seguimos apresentando o Japão de hoje além dos muros de nossa sede em São Paulo e a parceria com o MON é um dos importantes movimentos neste sentido”, enfatiza Eric Klug, Presidente da Japan House São Paulo.

Sobre o Museu Oscar Niemeyer (MON):

O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP):

A Japan House é uma iniciativa com a finalidade de divulgar os diversos atrativos, atividades e medidas governamentais do Japão, ampliando o conhecimento de toda a comunidade internacional referente a cultura japonesa. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir as portas, seguida por Londres (Inglaterra) e Los Angeles (EUA). Atua como plataforma pública na geração de oportunidades de cooperação e intercâmbio entre o Japão e o Brasil, nas mais diversas áreas como artes, negócios, esportes, design, moda, gastronomia, educação, turismo, ciência e tecnologia. Apresentando o Japão, promove exposições, seminários, workshops e inúmeras outras atividades em sua sede, em outros espaços e digitalmente. Em fevereiro de 2020, a Japan House São Paulo alcançou a marca de 2 milhões de visitantes, sendo considerada uma das principais instituições culturais da Avenida Paulista. Desde abril de 2020, a instituição possui a Certificação LEED na categoria Platinum - o mais alto nível de reconhecimento do programa - concedida a edificações sustentáveis.

Serviço:
“Japonésia”, Naoki Ishikawa
Em cartaz até 4 de julho de 2021
Sala 7 - Museu Oscar Niemeyer (MON)
Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Endereço: Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico
Contato: (41) 3350-4400
museuoscarniemeyer.org.br
Facebook: museuoscarniemeyer
Instragram: museuoscarniemeyer

Japan House São Paulo
Endereço: Avenida Paulista, 52 – Bela Vista – São Paulo (SP)
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 11h às 17h
Site: https://www.japanhousesp.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/japanhousesp
Twitter: https://www.twitter.com/japanhousesp
YouTube: https://www.youtube.com/japanhousesp
Facebook: https://www.facebook.com/japanhousesp
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/japanhousesp

MON reabre ao público com exposição inédita do premiado artista Schwanke

O Museu Oscar Niemeyer (MON) reabriu ao público de acordo com o decreto estadual 7.506/2021 e seguindo orientações de segurança determinadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Entre as várias medidas adotadas para a reabertura está o limite de pessoas para visitação nas salas expositivas e em todo o Museu, para garantir o distanciamento seguro. O material impresso, como guias e folders, foi substituído por versões digitais, disponíveis por QR codes. Leia o protocolo de segurança completo aqui: http://bit.ly/protocolomon

Devido à pandemia, o MON ficou fechado ao público nos períodos de 17/3/2020 a 16/10/2020, de 6/12/2020 a 9/1/2021 e de 27/2/2021 a 30/4/2021.

Luiz Henrique Schwanke
Como novidade na reabertura, o Museu Oscar Niemeyer (MON) apresenta a exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, concebida exclusivamente para o espaço do Olho. É uma retrospectiva do trabalho do artista Luiz Henrique Schwanke (1951-1992), desde a década de 1970 até as últimas produções, num total de mais de 150 obras, sendo boa parte inédita.

“Ao realizar a exposição, que é inédita e foi idealizada especialmente para o espaço do Olho, o MON reverencia esse artista pesquisador tão importante que, com seu trabalho, explorou magistralmente as mais diversas linguagens, o que faz com que sua obra permaneça tão atual”, afirma a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. “Ao visitar a mostra, o público terá a oportunidade de encontrar um conjunto de obras múltiplas que permitem não apenas contemplar, mas que instigam”, comenta.

“Trata-se de uma retrospectiva de toda a produção de Schwanke desde 1976, percorrendo experiências múltiplas. Mais de 70% das obras apresentadas são inéditas, pertencentes ao acervo da família e de colecionadores”, explica Juliana.

A superintendente-geral de Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, destaca a onipresença do artista no cenário das artes entre as décadas de 1970 e 1990. “Com a exposição em seu mais icônico espaço expositivo, o MON reconhece a importância desse profícuo e premiado artista, que viveu alguns anos em Curitiba, cidade que certamente o inspirou”, afirma Luciana.

O premiado artista tem em sua obra a singularidade de permitir diferentes abordagens e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente.

“A obra de Schwanke é um campo de inquietação e desassossego e se constitui em um verdadeiro labirinto”, diz a curadora Maria José Justino. “Entrar em sua obra é um convite a percorrer caminhos que oferecem diversas linguagens e, quando acreditamos encontrar a saída, não passa de novas sendas para outras rotas, outras paragens e novos sentidos”, afirma.

A exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, realizada pelo MON, conta com o apoio do Instituto Luiz Henrique Schwanke.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/Paraná
Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h
www.museuoscarniemeyer.org.br

Família Lago entrega três obras para o Memorial Paranista João Turin

Memorial Paranista João Turin - entrega de obras 08-04-2021 - foto Maringas Maciel (2).jpeg

Na última quinta-feira (08/04), a Família Lago realizou a entrega de três obras do artista João Turin para a Fundação Cultural de Curitiba, em regime de comodato. Na ocasião, estava presente o prefeito Rafael Greca. As obras vão integrar o Memorial Paranista João Turin, construído pela Prefeitura no Parque São Lourenço, e que deverá ser inaugurado em breve. Detentora dos direitos autorais de João Turin, a Família Lago entregou duas estátuas em gesso (“Luar do Sertão” e “Tigre Esmagando Cobra”) e um baixo relevo em bronze de uma Pietá, que o escultor produziu em 1917. Quanto a esta obra, o primeiro exemplar foi feito em pedra e está na França, em uma Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau, considerada uma verdadeira relíquia, que resistiu aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

Ventura Shopping traz nova exposição sobre a capital paranaense

Mostra do designer e ilustrador paranaense Maycon Prasniewski acontece até março

Curitiba se destaca pela qualidade e quantidade de pontos turísticos e culturais. Ao todo, são pelo menos 40 espalhados pela cidade. O designer e ilustrador paranaense Maycon Prasniewski reuniu alguns desses locais em uma série de ilustrações em homenagem à capital. A exposição “Nossa Curitiba”, que conta com 12 obras, fica no Ventura Shopping, no bairro Portão, até o dia 31 de março.

Diante da diversidade cultural, Prasniewski apresenta em suas obras uma peculiaridade de cada ponto turístico. “Meu objetivo foi, de certo modo, fazer a minha pequena contribuição para valorizar o patrimônio local. Sobre a estética, busquei reforçar as características únicas que cada um desses lugares proporciona”, acrescenta o artista.

Todas as peças são representadas com muita delicadeza, com tons pastéis e traços modernos. “Realizei algumas obras com freehand para dar um aspecto mais humanista ao trabalho e a paleta de cores usada nos dá esta atmosfera mais lúdica e encantadora dos cenários”, comenta o artista.

Serviço

Exposição “Nossa Curitiba”, de Maycon Prasniewski

Data: até 31 de março

Local: Ventura Shopping, setor verde do shopping, em frente as Lojas Americanas

Endereço: R. Itacolomi, 292 - Portão - Curitiba - PR

Entrada gratuita

Sobre o Ventura Shopping

Considerado o maior shopping de descontos de Curitiba, o Ventura Shopping possui mais de 200 lojas, incluindo as âncoras Lojas Americanas, Havan, Casa China, Studio Z, Sorama Móveis, Fatec e Ímpar Odonto - primeira clínica odontológica em um shopping center de Curitiba. Localizado no bairro Portão, o Ventura é administrado pelo Grupo Tacla Shopping - que possui outros sete empreendimentos no sul e sudeste - e JCR Empreendimentos. Mais informações: www.venturashopping.com.br

Sobre o Grupo Tacla Shopping

Conglomerado com mais de 80 anos de tradição, experiência no varejo e referência no setor em todo país, o Grupo Tacla possui oito empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, sendo eles: Catuaí Palladium Foz do Iguaçu (PR), Jockey Plaza Curitiba (PR), Palladium Curitiba (PR), Palladium Ponta Grossa (PR), Ventura Shopping Curitiba (PR), Itajaí Shopping (SC), Porto Belo Outlet Premium (SC) e Shopping Cidade Sorocaba (SP). Outras duas operações estão em fase de construção no Paraná: Citycenter Outlet, em Campo Largo, e Palladium Umuarama. Mais informações: www.taclashopping.com.br

Museu Histórico de Witmarsum reformará sede com doação

Doação de R$ 50 mil foi realizada pelo Sistema de Transmissão Gralha Azul, da ENGIE

Curitiba, janeiro de 2021 – Em dezembro, o Sistema de Transmissão Gralha Azul (STGA), da ENGIE Brasil Energia, realizou a doação de R$ 50 mil para investimentos no Museu Histórico de Witmarsum (Heimat Museum), localizado no município de Palmeira (PR). A verba ajudará na reforma física da sede, localizada na antiga Fazenda Cancela da própria colônia.
O museu histórico, fundado em 15 de setembro de 1989, conta a trajetória dos imigrantes menonitas russo-alemães que formaram a Colônia Witmarsum. Há 30 anos, realiza um papel fundamental na preservação da história local da comunidade, considerado também parte do Patrimônio Histórico do Estado do Paraná.
De acordo com o Diretor de Implantação do STGA, Márcio Daian, doações como essa são resultados de reconhecimento e respeito à cultural local. “Sabemos que o Museu Histórico de Witmarsum tem um papel indispensável, não só para a região em que atua, mas para a história do Paraná e do Brasil. Realiza atividades de preservação cultural e educacional de suma importância para manter viva a tradição e a união das famílias da colônia. O STGA também acredita na conservação patrimonial e, por isso, tem a certeza de que essa parceria traz inúmeros benefícios”, finaliza.
Para o diretor do museu, Ricardo Philippsen, essa doação é uma ajuda extremamente necessária. “Em momentos de pandemia, sabemos que devidos às restrições e todos os cuidados, tivemos que nos adaptar. Nesse ano ficamos fechados, mas conseguimos a autorização para reformar a estrutura do museu que é um bem tombado pelo Patrimônio Histórico do PR”. Philippsen relata ainda que a reforma recebeu também a parceria de alunos universitários do curso de Arquitetura, que farão o projeto dessa reestruturação. Ainda, de acordo com o diretor do museu, a prioridade é realmente investir na estrutura e na manutenção das atividades da instituição.
O Presidente da Associação de Moradores da Colônia Witmarsum, Rubens Kliewer, também esteve presente no ato da doação e reforçou o diferencial que trará esse investimento. “Com a possibilidade de fazermos a reforma com essa doação, o museu deixará de ser apenas um lugar que reúne nossas histórias para ser reconhecido como um agente cultural da comunidade”, acredita. Ainda de acordo com Kliewer, a comunidade luta para manter a tradição e já possui um idioma próprio reconhecido como Patrimônio Material, chamado de Plautdeutsch. “Aqui temos uma história de 500 anos que temos que preservar. Essa doação, não se trata só de uma reforma estrutural e sim, de preservar nossas origens”, finaliza.
O repasse dos recursos foi oficializado na Colônia Wittmarsun com a participação de representantes da ENGIE, o Gerente Local Gustavo Poyer e o Coordenador Socioambiental e Consultor Jurídico do STGA, Carlo Bruno Lopes do Nascimento.
Ao todo, o Sistema de Transmissão Gralha Azul (STGA), da ENGIE, já investiu neste ano mais de R$ 1.4 milhão em ações socioambientais voluntárias.

Sobre o ST Gralha Azul
O Sistema de Transmissão Gralha Azul, da ENGIE, passará por 27 municípios do Centro-Sul e Centro-Oriental paranaense, movimentando cerca de cinco mil vagas de emprego ainda em 2020, com a construção de mais de 1.000 quilômetros de linhas de transmissão e 2.200 torres. Em execução no Paraná desde setembro de 2019, o projeto - que tem o investimento de R$ 2 bilhões - contempla ainda quinze linhas de transmissão, construção de cinco novas subestações de energia e a ampliação de cinco subestações já existentes. Sua implantação deverá ser concluída em setembro de 2021, com a operação escalonada prevista para iniciar em julho.

Programação especial celebra 160 anos de Alfredo Andersen, mestre da pintura paranaense

No próximo dia 3 de novembro, Alfredo Andersen completaria 160 anos. E para celebrar a data, o complexo Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA), que abriga o museu e a academia de artes que leva o nome do artista, em conjunto com a Sociedade de Amigos de Alfredo Andersen organizaram uma série de eventos para lembrar a sua relevância histórica e celebrar o legado deste importante ícone da arte paranaense e brasileira.

A programação começa no dia 2, com a abertura oficial da Semana Andersen 2020 e o lançamento de um selo comemorativo ao emigrante norueguês. E segue com atividades diárias até o dia 6, quando será inaugurada a exposição dos alunos “Vista da Janela” em homenagem a uma de suas mais famosas pinturas, a qual retrata o bairro curitibano do Alto da Glória a partir da janela de seu ateliê. A programação completa segue abaixo.

“Se hoje o Paraná produz arte contemporânea com muita qualidade, isso se deve muito à obra de um pioneiro: Alfredo Andersen. Ele foi um dos responsáveis pelo lançamento das bases para que, dentro de um processo cultural, se desenvolvesse no Paraná uma infraestrutura para uma metodologia do ensino da arte e do fazer artístico, inclusive deixando diversos discípulos que também fizeram história na pintura”, explica Luiz Gustavo Vardanega Vidal Pinto, diretor do MCAA.

Biografia – Alfredo Andersen nasceu em Kristiansand na Noruega em 1860 e completou sua formação artística na Dinamarca. Apesar de conhecido na Europa, optou viver no Paraná. A partir de 1892, em Paranaguá; e mais tarde, em 1902, em Curitiba.

Foi professor em colégios particulares e deu aulas em seu próprio atelier, formando uma geração de artistas paranaenses, como Lange de Morretes, Freyesleben, Estanislau Traple, Ghelfi, Koop, e Theodoro De Bona, entre outros.

Considerado o pai da pintura paranaense, foi um dos mais talentosos e emotivos intérpretes da gente e da paisagem do Estado do início do século 20. E sua importância para a cultura local é tão significativa que, no ano de 1959 foi inaugurado, em Curitiba, um museu que leva seu nome, sendo o único museu dedicado a um norueguês fora de seu pais de origem.

Programação:

Dia 02/11 – Abertura da Semana Andersen 2020 com o lançamento do “Selo Comemorativo 160 anos de nascimento de Alfredo Andersen”.

Lançamento de proposta “#compartilhandersen” em redes sociais, chamada para participação do público com postagens de obras do artista e experiências com o espaço Museu e Academia Andersen.

Vídeo da atriz Sandra Gutierrez declamando a poesia “Melancolia”, sobre obra: Rocio

03/11 – Menção Honrosa da Câmara dos Vereadores por Julieta Reis, em homenagem ao pintor Alfredo Andersen. Pronunciamento da Sessão plenária assembleia Legislativa do Paraná, pelo Deputado Rubens Recalcatti. Vídeo do governador Ratinho Junior, no Palácio Iguaçu, sobre a relevância de Andersen para o Estado.

04/11 – Live: Bisnetos de Andersen – Bate papo com os bisnetos do pintor, Wilson Andersen Balão e Dirceu Andersen Júnior, juntamente com o diretor do MAA, Luiz Gustavo Vidal e a mediadora Maria Ângela Marques.

05/11 – Divulgação das cinco obras imperdíveis do Acervo de Alfredo Andersen (TOP 5).

06/11 – Abertura da Exposição “Vista da Janela”, no espaço expositivo da Academia Andersen, com transmissão pelas redes sociais.

Lançamento do catálogo digital da exposição.

Serviço:

Semana Alfredo Andersen

Quando: de 3 a 6 de novembro

Mais informações: www.comunicacao.pr.gov.br

http://www.mcaa.pr.gov.br/

facebook.com/museucasaalfredoandersen

@museucasaalfaredoandersen

Com novas diretrizes e categorias, vem aí o 67º Salão Paranaense

Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Paraná e Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Edital e formulário de inscrição: www.mac.pr.gov.br

Realização: Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Paraná e Museu de Arte Contemporânea do Paraná

Museu Paranaense promove simpósio virtual sobre arte indígena

Programação contará com palestras, relatos das aldeias e outros vídeos de 25 a 29 de maio na conta do museu no Instagram
O Museu Paranaense (MUPA) promove de 25 a 29 de maio o I Simpósio Virtual “Arte indígena em comunicação: diálogos entre saberes tradicionais, estética e sustentabilidade”. O evento, que será transmitido na conta @museuparanaense no Instagram, tem a colaboração de diferentes comunidades indígenas, pesquisadores e instituições. Todos os dias será publicada a biografia do convidado e, em seguida, exibida a palestra e outros vídeos, além de uma transmissão ao vivo.

Em tempos de muitas reflexões decorrentes da pandemia em um mundo globalizado, o simpósio busca valorizar o sentido de comunidade, formada tanto pelos pesquisadores quanto por indígenas, em atividades que rompem as fronteiras do museu, chegando também nas aldeias. Ele visa criar um espaço de diálogos entre as memórias, o cotidiano nas aldeias, as coleções de arte indígena e as instituições culturais da América do Sul. São contribuições importantes que vão entrelaçar narrativas sobre saberes tradicionais, tanto de povos amazônicos como do sul do Brasil e nordeste da Argentina, com estudos acadêmicos apresentados por pesquisadores experientes.

A diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega, explica que a arte indígena será analisada sob várias perspectivas, como patrimônio, diversidade, cinema, memórias, produção cultural, e acervos em instituições públicas e privadas. “No simpósio virtual será destacada a importância dos saberes tradicionais em relação à sustentabilidade e à construção das identidades. Serão abordados também os diálogos e articulações da arte indígena com a cosmologia, as narrativas míticas, os saberes tradicionais, os artefatos e os agentes mediadores. A ideia é promover a aproximação entre várias temáticas que vêm sendo estudadas no Museu Paranaense desde as suas origens, em 1876”.

PROGRAMAÇÃO – Na segunda-feira (25/05), às 18h, tem palestra com a professora da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Luisa Elvira Belaunde, sobre a trajetória de mulheres indígenas em Cantagallo, no Peru, na busca de sustentabilidade e no reconhecimento da arte Shipibo-Konibo, e suas relações sociocosmológicas, especialmente a da artista Olinda Silvano.

Dia 26/05 (terça) a programação começa às 13h, com um mergulho na cultura Mbyá-Guarani do litoral paranaense. A cacica Mbyá-Guarani Juliana Kerexu Mirim Mariano, liderança indígena feminina no sul do Brasil, mostra a diversidade e a importância das artes no perpetuar da memória ancestral e na construção da identidade ameríndia. Danças e músicas que se conectam com o sagrado e com a natureza socialmente transformada.

Ainda na terça, às 18h, o professor da Universidade de São Paulo, Pedro de Niemeyer Cesarino, faz uma análise contextualizada das artes de povos ameríndios, especialmente da bacia amazônica e outras regiões das terras baixas da América do Sul, destacando os processos na produção de artefatos e construções. Ele discute as relações entre pessoas e objetos, mitos e ritos, percorrendo múltiplas trajetórias convergentes à impermanência material nas artes.

Na quarta-feira (27/05), às 18h, será realizada uma live com os diretores do filme “Bicicletas de Nhanderú”, os indígenas Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira e Ariel Ortega, e a arqueóloga do Museu Paranaense, Claudia Inês Parellada. O link do filme será disponibilizado pelo Instagram do MUPA no próximo domingo, dia 24 de maio, para quem quiser assistir antes do bate-papo.

Na quinta-feira (28/05) tem programação dupla: às 13h será exibido vídeo produzido pelo professor Florêncio Rekayg Fernandes que apresenta aspectos culturais Kaingang na Terra Indígena Rio das Cobras, sudoeste do Paraná, incluindo a herança de saberes e fazeres, como o trançado, importantes na sustentabilidade e na afirmação da identidade étnica. O vídeo mostra a elaboração de cestos em taquara, da forma tradicional e raramente observada, com os motivos decorativos alternando fibras mais claras com as enegrecidas por carvão fixados com cera de abelha jataí.

E às 18h, a arqueóloga responsável pelo Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense, Claudia Inês Parellada, fala sobre a busca de novos horizontes no estudo das artes indígenas no Paraná entrelaçando com dados arqueológicos e históricos, e discutindo materialidade e imaterialidade, diversidade e herança cultural. A pesquisadora destaca as coleções arqueológicas e etnográficas do MUPA possibilitando diferentes conexões e rupturas em análises sobre representações simbólicas, mitos e cultura material no transcorrer do tempo.

Encerrando o simpósio, na sexta (29/05), às 18h, a pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, Lúcia Hussak Van Velthem, apresenta um histórico das principais pesquisas já desenvolvidas sobre artes indígenas no Brasil, com a análise de diferentes conceitos que buscam englobar e destacar a diversidade cultural. Com muitos exemplos, aponta articulações entre mitologia e arte, e elenca referências fundamentais para reflexões sobre essa temática.
CONTINUA – Além do simpósio virtual, o Museu Paranaense vai promover também um encontro presencial, previsto para o segundo semestre de 2020, dando continuidade ao projeto, com mais convidados de comunidades indígenas e científicas.

SERVIÇO
I Simpósio Virtual Arte indígena em comunicação: diálogos entre saberes tradicionais, estética e sustentabilidade
De 25 a 29 de maio de 2020
Pelo Instagram do Museu Paranaense – @museuparanaense

PROGRAMAÇÃO
Dia 25 de maio de 2020 (segunda) às 18h
Palestra “Uma biografia urbana do Kene Shipibo-Konibo” com a professora Dra. Luisa Elvira Belaunde (Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Lima, Peru)

Dia 26 de maio de 2020 (terça) às 13h
Vídeo “Arte Mbyá-Guarani da Tekoa Takuaty, Ilha da Cotinga, litoral do Paraná” de Juliana Kerexu Mirim Mariano (Cacica Mbyá-Guarani do Tekoa Takuaty, Paraná).

Dia 26 de maio de 2020 (terça) às 18h
Palestra “A política da impermanência nas artes ameríndias” com o professor Dr. Pedro de Niemeyer Cesarino (Universidade de São Paulo).

Dia 27 de maio de 2020 (quarta) às 18h
Live com os diretores do filme “Bicicletas de Nhanderú”, os indígenas Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira e Ariel Ortega, e a arqueóloga Dra. Claudia Inês Parellada (Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense).

Dia 28 de maio de 2020 (quinta) às 13h
Vídeo “Memória e arte Kaingang em Rio das Cobras, Paraná” do professor Kaingang Florêncio Rekayg Fernandes (doutorando em Antropologia na Universidade Federal do Paraná).

Dia 28 de maio de 2020 (quinta) às 18h
Palestra “Entrelaçando arqueologias e artes indígenas no Paraná, sul do Brasil” com a Dra. Claudia Inês Parellada (Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense).

Dia 29 de maio de 2020 (sexta) às 18h
Palestra “Artes dos povos indígenas no Brasil” com a professora Dra. Lúcia Hussak Van Velthem (Museu Paraense Emílio Goeldi).