O bar, que é uma tradição em Curitiba, terá promoções de bebidas e comidas de segunda à quinta.
Esse ano o Jabuti Bar completa duas décadas e meia sendo o botequim mais tradicional do Água Verde, em Curitiba/PR. A história desse local incrível da cidade começou em um ambiente familiar: Sidnei, um dos proprietários, morava em um terreno com seus pais (onde hoje fica o bar) e, junto com o seu amigo Marcelo, decidiram abrir o Jabuti.
O nome também carrega uma história singular: o pai do Sidnei, caminhoneiro de profissão, viajava muito para a região norte do país, e naquela época (anos 70/80) era comum comprar animais legalmente. Eles tinham um viveiro com araras, papagaios e vários jabutis andavam soltos pelo terreno. Um dia, já perto da inauguração do bar, os dois sócios descansavam após o almoço e viram um jabuti andando próximo das obras do bar e, assim, surgiu o nome “Jabuti”.
O Jabuti Bar é especialista em acolher as pessoas, levar alegria, com muita cerveja gelada, feijoada e comida de boteco de respeito. Ao longo desses anos, o bar colecionou momentos inesquecíveis, teve contato com clientes especiais que viraram amigos, testou e reinventou diversas receitas e refinou constantemente o cardápio.
Além disso, foi premiado com aperitivos de boteco originais e exclusivos da casa, recebeu a indicação ao prêmio Bom Gourmet como o melhor Sabor Popular da Cidade e participou de festivais.
Nessa semana de comemoração, o Jabuti Bar receberá os antigos clientes e faz um convite especial a todos que ainda não conhecem a casa, para viver esse momento.
Além das porções clássicas que são: tronquinho de cupim, bolinho de costela, sanduba de boteco e muito mais.
Outras informações, acesse: https://www.instagram.com/jabutibar ou ligue: (41) 3229-5054
SERVIÇO
Nome: Especial Jabuti 25 anos
Data: De 28 a 31 de agosto
Horário: 17h às 22h
Endereço: R. Prof. Assis Gonçalves, 1506 – Água Verde, Curitiba/PR
Jabuti
Lettering: 25 Anos de amizade e de Boa Vizinhança
A história de um dos botecos mais tradicionais de Curitiba se confunde com a história de dois amigos: Marcelo Toshio e Sidnei Sionek, parceiros “desde os tempos de catequese e grupo de jovens”, do Água Verde, onde foram criados.
Se atualmente toda a região onde o Jabuti Bar está é um polo gastronômico, há 25 anos só havia um restaurante alemão e um ou outro boteco por perto.
Lettering: DNA de Armazém
O início da história do Jabuti remonta a 1992. A esquina onde o bar está é o endereço residencial dos pais do Sid, seu Vicente e dona Helena. Eles seguem morando nos fundos, em meio a um belíssimo jardim com pomar. Caminhoneiro de profissão, o seu Vicente construiu a parte da frente da casa para ser um armazém, mas não concretizou o plano.
Em 1994, o Sid transforma o espaço numa loja de games.
“a moçada que se reunia em volta do poste, passou a se encontrar na Harmonia Games.”
Enquanto jogavam, comiam o que havia disponível: paçoca, amendoim, bebiam refrigerante e água.
Um Dekassegui e um Roqueiro
Em 96, o Toshio foi trabalhar no Japão. O Sid resolveu investir em outra paixão, a música. Foi tocar percussão em bandas de rock cover.
De volta do Japão, em 1997, o Toshio e o Sid se reencontraram no mesmo bairro. Junto com outros quatro amigos, eles fundaram a Peixe Cachorro, casa em que moravam e onde realizavam festas que ficaram famosas na região, com shows de bandas alternativas.
Ao longo dos dois anos vivendo na Peixe Cachorro, o Sid foi aprendendo sobre logística de vender bebidas e receber pessoas.
O Sonho do Bar
Marcelo, então, propôs ao Sidnei que abrissem um bar. Após seis meses procurando um ponto, não acharam nada. A solução encontrada foi utilizar a frente da casa dos pais do Sid, onde era para ter sido o armazém.
Convenceram o seu Vicente e a dona Helena e começaram as reformas. Um tio do Toshio que era pedreiro liderou a empreitada, e os meninos foram os serventes da obra.
“Misturamos massa, fizemos prateleiras, pintamos, ajudamos a levantar a cozinha com um fogão de quatro bocas.”
Investindo o pouco dinheiro que haviam juntado, a dupla de amigos estava perto de realizar o sonho de abrir um bar. Só faltava o nome.
Jabuti
O seu Vicente viajava muito pelo norte do Brasil e voltava com animais para casa: araras, papagaios, uma preguiça… e jabutis.
Um dia, depois de almoçar com a família Sionek, Toshio deixou um pouco de comida no prato, quando Dona Helena recomendou “jogue pro jabuti.”
Em 19 de novembro de 1998, nascia o Jabuti Bar, batizado com o nome do bicho resistente, longevo e forte.
Desde o primeiro dia, o estabelecimento encheu de amigos da casa Peixe Cachorro, dos tempos do Harmonia Games, além de quem passava pela rua e parava para ver novidade.
O Toshio foi para a cozinha com a namorada Fabiane. Preparavam sanduíches tipo x-salada e fritavam aipim, batatas e manjubinha. No salão, ficaram Sidnei e a namorada Bárbara.
Fabiane e Bárbara continuam até hoje, como esposas.
Feijoada e Música
No segundo final de semana, aconteceu a primeira feijoada da Casa. Serviram na cumbuca, com samba e choro ao vivo, e a receita fez sucesso.
Desde os primórdios, o Jabuti nunca parou de evoluir.
“A coisa foi crescendo, tivemos que trabalhar cada vez mais, fomos investindo em estrutura”. Aos domingos, a banda Regra 4 para tocava ao vivo. Era tanta gente que a aglomeração chegava a trancar a esquina onde o bar está. O agito durou até a vizinhança passar a reclamar do barulho e então não houve mais domingueira no Jabuti.
Jabuti 25 Anos
Eis a receita que parece permear estes 25 anos de história: o respeito e a maturidade. Sidnei Sionek e Marcelo Toshio se conheceram no bairro Água Verde, assim como conhecem toda a vizinhança, que é uma parte considerável do seu público.
Ali os meninos cresceram, tornaram-se jovens e, depois, adultos. No bairro, os dois vêm formando e criando família, implementando a cozinha, desenvolvendo fornecedores.
O mesmo parceiro fornece as batatas e a mandioca desde a inauguração.
O seu Vicente e a dona Helena ainda vivem na casa atrás do bar.
Respeito, maturidade, boa vizinhança e família, portanto, são os principais ingredientes no preparo de cada feijoada, cada petisco, cada pão com bolinho, de cada caipirinha ou shot de cachaça servidos.
Roteiro 2
O que comer no Jabuti
Tronquinho de cupim (croquete de cupim desfiado, empanado na panko)
Bolinho de costela
Carne de onça (receita original, preparada desde a inauguração)
Pão com tiras de mignon
Pão com bife
Nos almoços de sábado, buffet livre de feijoada com MPB ao vivo: 64,90 por pessoa
Cachaças
Além da cerveja sempre bem gelada, as cachaças ajudaram a popularizar o Jabuti. Não deixe de provar as licorosas de banana e de jabuticaba.
Quer uma dica final, do autor? No jardim da dona Helena tem um pé carregado de limão rosa, ou limão cravo. Exija junto com a sua porção ou, quem sabe, na caipirinha. Faça estes meninos irem colher do pomar onde morava o jabuti e onde eles cresceram e se tornaram homens.
Quando posso ir?
O Jabuti Bar abre de segunda a sexta, das 17h até meia-noite. Aos sábados, do meio-dia até meia-noite, com buffet de feijoada no almoço. Aos domingos não abre.
@jabutibar
Contribuição André Bezerra
*com divulgação
Minha experiência valiosa no @jabutibar:
Categorias:AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO, AGENDA DA SEMANA, AGENDA DO FIM DE SEMANA, BARES, Bebidas, BRASIL, COLUNA VANESSA MALUCELLI, DIVIRTA-SE, evento, FREE LIFESTYLE, GASTRONOMIA, LANÇAMENTOS, musica, OPORTUNIDADE, PASSEIO, restaurantes













COMENTÁRIOS