Moradia sustentável: setor da construção civil paranaense aposta em soluções ecológicas nos empreendimentos residenciais

As novidades vão além dos mecanismos de reaproveitamento da água ou geração de energia solar e estão na arquitetura, uso e descarte racional de materiais e diferentes tecnologias. 

Acompanhando a tendência nacional, incorporadoras e construtoras do Paraná estão investindo cada vez mais em projetos que usam a tecnologia e soluções inteligentes de sustentabilidade ambiental, econômica e social nos empreendimentos destinados à moradia. E Curitiba, que já recebeu o título de “capital ecológica”, colabora de forma relevante para a posição que o Brasil conquistou, de ser o 4º país com mais construções sustentáveis no mundo. O ranking é do U.S. Green Building Council (Conselho das Construções Verdes) e considera os projetos que receberam certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). 

Entre os pouco mais de 600 projetos brasileiros certificados em 160 países, a capital paranaense se destaca, por exemplo, com edifícios comerciais como a sede da RAC Engenharia – que teve a maior pontuação LEED Platinum da América Latina -, além do primeiro prédio corporativo do mundo com autossuficiência em água, o Edifício Eurobusiness.

Mas, além dos empreendimentos comerciais, pensados para inspirar o setor com soluções sustentáveis e inovadoras, a preocupação com a criação de espaços mais saudáveis para as pessoas, com impacto ambiental reduzido, já está em projetos de condomínios residenciais de Curitiba. E o cuidado com a qualidade de vida dos moradores e das futuras gerações é um diferencial que tem conquistado os consumidores.

Alguns diferenciais, que despertam a simpatia de quem procura um imóvel com longevidade, já são conhecidos. Alguns exemplos são os sistemas de reaproveitamento da água da chuva ou águas cinzas (chuveiros e pias) e os painéis solares para uso da energia no aquecimento da água das piscinas e chuveiros de uso compartilhado ou privativo. Mas a sustentabilidade vai muito além disso. 

Para o engenheiro civil e diretor de desenvolvimento imobiliário da incorporadora Altma, Gabriel Falavina, os projetos inteligentes incorporam o conceito da sustentabilidade em diversos detalhes. “Uma simples fachada pode impactar positivamente o meio ambiente, por exemplo, se usa tecnologias autolimpantes. Isso representa economia de água. Também pode gerar sustentabilidade social ao criar a integração ideal entre o interno e o externo, além de gerar uma sustentabilidade ambiental e econômica através de tecnologias de isolamento térmico. Não é muito óbvio, mas soluções assim, garantem conforto e menos consumo com climatizadores, ar condicionado ou aquecedores”, exemplifica.

Outro cuidado que resulta em economia de energia são os sistemas de eficiência lumínica. E isso acontece não apenas com soluções como sensores de presença e a escolha de lâmpadas de LED. “Considerar, no projeto arquitetônico, o aproveitamento da luz natural nos ambientes internos do empreendimento, através de posição solar e disposição das janelas, tem impacto também no conforto e economia de energia, tanto com relação à iluminação, quanto na questão térmica, que pode ser otimizada com vedações, esquadrias e técnicas que aumentam a eficiência nesse aspecto”, explica o engenheiro.

Considerando os três pilares da sustentabilidade, um empreendimento pode oferecer ainda mais soluções que contribuam com o desenvolvimento da cidade, do estado e do país. “Um projeto que faz uso inteligente dos espaços, reduzindo corredores e ampliando a relação entre moradia por m² construído, é mais sustentável. Até mesmo a oferta de algumas conveniências podem fazer a diferença do ponto de vista do Meio Ambiente. É o caso das hortas comunitárias, fachadas verdes, jardins suspensos, por exemplo”, cita.

O novo empreendimento da incorporadora, o Árten, – que tem lançamento previsto para o primeiro semestre deste ano – tem como principal característica a sustentabilidade. O condomínio terá placas de captação de energia solar para uso em áreas comuns, fachada autolimpante, sistemas de reuso de água da chuva e horta comunitária. O projeto também incorpora soluções inovadoras. O condomínio terá bikes elétricas de uso compartilhado e estações de recarga de carros elétricos em todas as vagas de garagem.  

Além disso, a incorporadora vai oferecer dois anos de Uber gratuito para os clientes que colocarem o carro na compra do apartamento, pelo valor da tabela Fipe. “A ideia é encorajar a redução do número de carros por família, através da oferta de facilidades para o deslocamento na cidade com o uso dos aplicativos de carona ou veículos não poluentes. O que queremos, com isso, é contribuir para a qualidade de vida das pessoas e para que Curitiba – que é a capital com mais carros por habitante – seja uma cidade cada vez mais inteligente e ecológica, com menos congestionamentos e poluição”, conclui.

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*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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