Oficinas circenses nas escolas municipais ajudam o intelecto e coordenação motora das crianças

A Escola Municipal Augusto Pires de Paula, em Campo Largo, irá receber o projeto Circo Maker

 

Saúde, bem-estar, estímulo do intelecto e coordenação motora. Esses são alguns dos benefícios de atividades circenses para crianças. Por meio do projeto Circo Maker, que mistura a arte circense com o movimento maker – ou faça você mesmo -, cerca de 100 alunos do 3º, 4º e 5º ano da Escola Municipal Augusto Pires de Paula, em Campo Largo, vão desenvolver muita criatividade e habilidades.

O projeto irá ofertar 16 oficinas gratuitas às crianças e, ao final das aulas, os alunos apresentarão um número circense de sua autoria. O Projeto tem o patrocínio da Cocel e é realizado com apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Estado do Paraná.

Para a Alenice de Fatima de Freitas Lara, diretora da Escola Municipal Augusto Pires de Paula, as oficinas são de extrema importância para os alunos, pois oportunizam as crianças a terem contato com a cultura circense. “As oficinas ajudam no desenvolvimento da aprendizagem das crianças, visto que elas são práticas e chamam a atenção dos pequenos por ser algo que não estão acostumadas no cotidiano escolar”, afirma a profissional.

Ela ainda destaca que é uma forma divertida de trabalhar a concentração, a atenção, o equilíbrio e a autoestima. “O circo é uma prática corporal que estimula o intelecto das crianças. Pois, trabalhando com movimentos corporais, estimula as crianças a desenvolverem várias habilidades, como coordenação motora, noções de lateralidade, desenvolvimento da criatividade, habilidades físicas, equilíbrio, autoconfiança e diversão”, conclui Alenice.

Além disso, as atividades circenses também promovem às crianças a socialização de grupos, envolvendo os alunos em dinâmicas em que é preciso pensar na convivência coletiva, no comportamento social e na responsabilidade individual e ambiental.

“É muito interessante esse trabalho coletivo, eles desenvolvem a percepção da importância de cada um, do trabalho comum e do senso coletivo. Eles entendem a sua importância e o seu lugar no momento. O malabarismo, por exemplo, desenvolve perseverança porque é uma atividade muito difícil, é preciso querer muito. Então esse foco é muito bacana de se ver”, conta o professor das oficinas, Alexandre Tosin Gabardo.

Justamente em situações como essas, o projeto é importante para que as crianças encontrem a possibilidade de se auto afirmar como indivíduos capazes e competentes para resolver desafios.

Para a diretora da Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, Jacqueline Merchiori, os alunos participaram das oficinas com interesse e entusiasmo. “Essa oficina foi muito importante, pois possibilitou aos nossos estudantes momentos de descontração, alegria, trabalho em equipe e, principalmente, enfrentar desafios”, finaliza.

Oficinas

Para entrarem na temática circense, as oficinas são divididas em quatro módulos que contemplam as áreas do equilibrismo, malabarismo, acrobacia e mágica. Na acrobacia, os alunos terão a oportunidade de aprender técnicas de estrelas, paradas de mão e muitos outros. No módulo de equilíbrio, serão trabalhados exercícios com bola, perna-de-pau e mais. Já no malabarismo, os alunos usarão claves, aros e bolas. E, por fim, serão ensinados truques simples de mágica no último módulo.

Mas, além dos conteúdos circenses, as crianças são incentivadas a construírem seus equipamentos. Assim, elas aprendem a criar objetos relacionados ao conteúdo trabalhado como, por exemplo, bolinhas de malabares com técnicas de balões, claves com cabos de vassoura e garrafas pet, prato chinês com tecido e muitos outros. Desta forma, os professores também estimulam as crianças a utilizarem materiais recicláveis.

Ao final da oficina, como os alunos acabam dominando alguns movimentos circenses, eles criam um pequeno espetáculo para ser apresentado para todos os alunos. “Eles desenvolvem muito a criatividade ao longo do processo. Na mostra artística, eu direciono, mas muito do que eles apresentam vem deles, criam os próprios números”, afirma o professor das oficinas, Alexandre Tosin Gabardo.

Alinhamento com as ODS

Todo o projeto está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Por isso, durante as oficinas, o projeto trabalha os objetivos de saúde e bem-estar, igualdade de gênero, redução de desigualdades e consumo e produção responsável.

Os participantes recebem informações sobre os ODS, seus objetivos e metas trabalhadas no projeto. A partir de desenhos e frases feitas por eles, é criado um banner que é doado para a escola.

*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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