Metade dos pacientes com disfunções na tireoide não sabem que têm a doença

Endocrinologista do Pilar Hospital explica os principais sintomas da doença e a importância do tratamento adequado

 Mais de 300 milhões de pessoas em todo mundo sofrem de disfunções na tireoide, mas metade delas não sabem que têm o problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde as mulheres são as mais afetadas pela doença, mas a endocrinologista do Pilar Hospital, Andressa Bornschein, destaca que todos devem prestar atenção nos sintomas e procurar um médico.

Quando a tireoide não funciona corretamente ocorrem diversos distúrbios no organismo, pois a glândula é responsável pela produção de hormônios que agem no funcionamento de órgãos vitais, como coração e cérebro por exemplo, além de interferir na regulação da fertilidade, ciclos menstruais, memória, concentração, humor e peso. De acordo com a endocrinologista, existem três principais problemas apresentados pela tireoide: “O hipotireoidismo, quando ocorre a redução na produção dos hormônios e o hipertireoidismo, quando há o excesso desses hormônios no organismo e ainda os nódulos de tireoide, que podem ser únicos ou múltiplos, no entanto 95% são benignos”, explica.

Tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo são causados por doenças autoimunes, ou seja, o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula. A doença de Hashimoto é a causa mais comum do primeiro e o segundo é provocado pela doença de Graves. Segundo a médica, não há nenhuma dieta alimentar ou mudança de comportamento que possa prevenir as disfunções da tireoide, no entanto “deve-se cuidar com fórmulas de emagrecimento que contenham o hormônio T3, que podem alterar a função tireoidiana. Alguns medicamentos e alimentos que contenham grande quantidade de iodo também podem interferir no funcionamento da glândula”, destaca.

O importante, segundo a endocrinologista, é que os problemas na tireoide possuem tratamento quando o paciente segue corretamente as recomendações médicas. No hipotireoidismo é feita uma reposição de hormônio T4 (Levotiroxina), que deve ser utilizado diariamente em jejum. Já no caso de pessoas com hipertireoidismo, o tratamento é baseado em remédios que bloqueiam a produção exagerada de hormônios pela tireoide, ou ainda com cirurgia ou iodo radioativo. “Em situações de nódulos, se pequenos, eles podem ser somente acompanhados com ecografia anualmente sem necessidade de tratamento, e em outros casos com cirurgia ou dose de iodo radioativo”, comenta.

Atenção aos sintomas

Os problemas na tireoide atingem mais as mulheres, aparecendo em 10% delas, especialmente após a menopausa, quando a porcentagem aumenta para 12 a 15%. As disfunções são menos frequentes em homens, com uma prevalência de 3%, no entanto, a médica alerta para que ambos os sexos prestem atenção nos sintomas. “No hipotireoidismo pode ocorrer cansaço excessivo, falta de disposição, sonolência, dores musculares e articulares, redução da memória, alteração na regulação dos ciclos menstruais, queda de cabelo, unhas quebradiças, pele ressecada, alteração no peso, prisão de ventre e infertilidade”, diz.

Naqueles que apresentam hipertireoidismo, conforme a médica, pode haver perda de peso, palpitações, tremores de mãos, insônia, episódios de diarreia, olhos esbugalhados, irritabilidade, ansiedade, irregularidade menstrual, aumento da transpiração. “Já no caso de nódulos na tireoide, pode não haver sintomas ou se apresentar como um caroço na região do pescoço, com desconforto local. Por isso a importância da consulta com um médico especializado e a realização de exames de imagem e outros que possam auxiliar no diagnóstico precoce”, conclui.

Integrando o escopo de atendimento à detecção precoce, os pacientes dispõem do apoio da CEDIP (Clínica de Exames de Diagnósticos por Imagem), que conta com profissionais especializados na realização de exames e diagnóstico de diversos tipos de doenças.

           *com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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