Testes rápidos para COVID-19 apresentam taxa de erro de até 75%

Especialista alerta para baixa sensibilidade e especificidade dos testes disponíveis no mercado

 

Em meio à pandemia da COVID-19, diferentes testes estão disponíveis no mercado para detectar o coronavírus. O Ministério da Saúde aponta que os testes rápidos apresentam uma taxa de erro de 75% para resultados negativos. Apesar dos resultados rápidos, a maioria dos testes rápidos apresentam sensibilidade e especificidade muito reduzidas em comparação as outras metodologias. Segundo o diretor técnico do LANAC, Marcos Kozlowski, é preciso ficar atendo a metodologia usada para identificar a doença. “O ideal é avaliar se a metodologia é segura, em conjunto com o médico, para realização do teste certo para cada caso”, afirma.

Existem dois testes rápidos disponíveis no mercado: de antígeno (que detectam proteínas do vírus na fase de atividade da infecção) e os de anticorpos (que identificam uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus). Esses testes são realizados em diversos lugares, e são similares aos testes de farmácia para gravidez. “Esses exames são feitos com o uso de uma lâmina de nitrocelulose, que reage com a amostra, seja de sangue ou secreção da nasofaringe, porém apresentam especificidade muito baixa”, explica. “Muitas vezes, com apenas uma gota de sangue não é possível chegar ao resultado final. E a coleta da secreção nasal precisa ser realizada por um profissional capacitado para tal, para garantir assim um resultado real”, completa.

O LANAC utiliza dois testes para detecção do vírus. Aprovado pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, com resultado previsto para o mesmo dia da coleta de sangue, realizadas até às 17h, o teste sorológico do laboratório é fabricado pela farmacêutica Roche, e apresenta 99,8% de sensibilidade para anticorpos contra o Sars-CoV-2 e especificidade maior que 99,8%, o que diminui a probabilidade de falsos positivos e negativos. O PCR é feito em parceria com o Genoprimer, laboratório especialista em diagnóstico molecular, e a coleta nasofaringe é realizada exclusivamente por técnicos de laboratório capacitados. “Dependendo dos sintomas e situação do paciente, o médico irá indicar o teste mais preciso para identificar a doença e, principalmente, quando realizar o teste para um resultado mais assertivo”, completa.

 

Sobre o LANAC:

Há 29 anos, o LANAC – Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 62 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 500 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

 

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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