Neurologista da UFPR indica que perda de olfato e paladar por covid-19 pode permanecer após eliminação do vírus

Perda de olfato e de paladar são alguns dos sintomas mais comuns da covid-19, ocorrendo até com mais frequência que outras manifestações características da doença como tosse, febre e cansaço, e têm auxiliado no diagnóstico inicial de pessoas infectadas pelo coronavírus. Esses sintomas são corriqueiros também em outros tipos de resfriado e gripe, porém sempre de forma transitória e reversível. O que tem se observado com relação à covid-19 são relatos de perda de olfato e paladar sem retorno mesmo após o desaparecimento dos demais sintomas e da criação de anticorpos pelo organismo.

Esse é o caso de Viviane Flumignan Zétola, que está há quatro meses sem sentir gosto e cheiro de praticamente nada. Médica neurologista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ela descobriu que havia sido infectada pelo vírus logo no início da pandemia no Brasil, em 17 de março, e, após a perda súbita desses sentidos, passou a pesquisar mais sobre o assunto que está dentro de sua especialidade médica. Seu autorrelato foi publicado na revista internacional Crimson Publishers.

Viviane explica que a maioria das infecções respiratórias apresenta um neurotropismo, ou seja, um vírus que tem habilidade de infectar o sistema nervoso periférico, acometendo a parte respiratória. Por isso é comum a manifestação de anosmia (perda da capacidade do olfato) por um curto espaço de tempo coexistente com outros sintomas respiratórios como congestão nasal e coriza. “Com o coronavírus, o desenvolvimento da anosmia é diferente, pois pode acontecer independentemente do comprometimento respiratório alto e da congestão nasal. No meu caso não tive nenhum desses sintomas, o que me diz que essa via de entrada para o sistema nervoso pode ocasionar um processo inflamatório comprometendo a via olfatória. Ainda estamos aprendendo de que maneira isso pode acontecer”.

Estudos recentes revelam que cerca de 36% dos pacientes infectados pelo coronavírus desenvolvem complicações neurológicas, das quais as mais comuns relativas ao sistema nervoso periférico são a disgeusia, isto é, a diminuição da capacidade de paladar (5,6%) e a hiposmia, ou baixa sensibilidade olfativa, (5,1%). Porém como os testes olfativos e de sabor não fazem parte dos exames gerais de saúde, os médicos precisam confiar nos relatórios de pacientes, o que pode levar a uma análise estatística subestimada desses sintomas.

Na experiência da neurologista, a perda de olfato e paladar aconteceu de forma súbita e total após o quarto dia do início dos demais sintomas, que de modo geral restringiram-se a febre e tosse. “Estava assistindo a um filme, minha filha fez pipoca e eu não senti nem o cheiro e nem o gosto da pipoca. Foi aí que percebi o sintoma e então passei a me observar”. Após 20 dias do início da doença, ela notou um retorno leve na percepção do sabor principalmente para alimentos condimentados, mas o olfato não melhorou. Depois de 30 dias sem melhora no olfato, Viviane realizou um teste de Sniffin Sticks, exame que submete o paciente a diferentes cheiros e produz um score de acertos e erros. O resultado foi compatível com hiposmia.

O mecanismo que converte os estímulos em olfato e paladar é uma sequência complexa de processos com mediadores bioquímicos induzidos pela presença de partículas. Segundo a especialista, as particularidades anatômicas tornam esses neurônios mais vulneráveis a lesões, no entanto eles geralmente são substituídos em poucos dias. “Apesar disso, certos medicamentos, radiação e infecções virais podem prejudicar esse sistema de renovação, que normalmente é rápido. Parece que nesse contexto, a renovação do neurônio no nervo craniano I não acontece porque a célula indiferenciada da lâmina basal foi atacada”.

Mesmo após a cura dos demais sintomas e a realização de diversos exames que demonstram uma boa resposta imunológica do organismo ao coronavírus, Viviane ainda persiste com perda de paladar e olfato. “Apresento recuperação para alguns olfatos e paladares específicos, porém para outros posso dizer que é zero. Tenho dois cachorros e me balizo pelo fato de não sentir cheiro algum proveniente deles”, comenta.

Recentemente, especialistas da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, descobriram que o coronavírus ataca as células que fornecem suporte metabólico e estrutural aos neurônios sensoriais, bem como certas células-tronco e vasos sanguíneos. O estudo, publicado na revista científica Science Advances, indica que o vírus altera o sentido do olfato nos pacientes não infectando diretamente os neurônios, mas afetando a função das células de suporte.

A combinação de anosmia e ageusia pode impactar significativamente a qualidade de vida em pacientes sobreviventes e, de acordo com a neurologista, deve ser considerada uma bandeira vermelha para o diagnóstico diferencial de síndromes respiratórias agudas, sugestivo de coronavírus. “As razões para isso ainda não são claras. Esperamos que mais casos, séries e pesquisas se concentrem em informações prognósticas sobre sintomas e seu valor para o desenvolvimento de doenças específicas no futuro”.

Covid-19 e sistema nervoso
O estudo que aponta cerca de 36% de pacientes apresentando complicações neurológicas decorrentes da covid-19 revela que a maior parte dessas questões está relacionada ao comprometimento do sistema nervoso central, sendo mais frequentes as tonturas (16,8%) e dores de cabeça (13,1%). Segundo a publicação, os sintomas neurológicos são significativamente mais comuns em casos graves em comparação aos menos severos. “Esses pacientes também apresentavam alto nível de dímero D no sangue e menor número de linfócitos. Ambos foram implicados como tendo um papel potencial na fisiopatologia AVC em pacientes com covid-19 e como mecanismo de possível imunossupressão”, comenta a neurologista.

A atuação do sistema nervoso neurológico é bastante importante em todos os aspectos relacionados à doença provocada pelo novo coronavírus e Viviane alerta para outras consequências causadas por essa relação. “Temos visto também uma espécie de encefalopatia, um comprometimento do comportamento do encéfalo, que pode causar agitação quando o paciente é desligado do respirador. Essa conduta não é comumente vista em outras doenças que requerem auxílio do ventilador mecânico. Nesses casos, as pessoas precisam ser sedadas novamente e, muitas vezes, retornam ao respirador”. O relato da médica indica um dos motivos que têm contribuído para a escassez de algumas drogas sedativas e para a permanência prolongada em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Percebemos que a covid-19 pode afetar tanto o sistema nervoso central como o periférico. Há muitos eventos trombóticos e pró-trombóticos que têm capacidade de ocasionar microtromboses e até Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, menciona a neurologista destacando que os estudos atuais estão bastante focados na sobrevivência do paciente, mas que em breve devem passar a relatar com mais profundidade as sequelas que a doença pode deixar.

Link para a matéria
https://bit.ly/3hRnCmW

Alemanha oferece bolsa de estudos de até 2.770 euros mensais para jovens brasileiros

No dia 5 de agosto, Dr. Damian Grasmück, Responsável pelo Departamento de Seleção da Fundação Alexander von Humboldt, participará de live no Youtube para esclarecer dúvidas sobre o programa

Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, a Fundação Alexander von Humboldt decidiu manter o processo de seleção para a edição 2020/2021 da Bolsa Chanceler Alemã para Futuros Líderes do Brasil (German Chancellor Fellowships for prospective leaders from Brazil). O projeto conta ainda com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo) e do Consulado Geral da Alemanha em São Paulo.

O programa é uma oportunidade única para jovens talentos brasileiros, que, além de impulsionarem suas carreiras, recebem um incentivo financeiro para capacitação profissional e pessoal na Alemanha, país detentor de importantes e renomadas universidades, tecnologias e mestres.

No dia 5 de agosto, às 10h, o Responsável pelo Departamento de Seleção da Fundação Alexander von Humboldt, Dr. Damian Grasmück, participará de uma live no Youtube da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo para apresentar mais detalhes sobre o programa e esclarecer as principais dúvidas sobre o processo de seleção. Interessados podem se inscrever clicando aqui. A live acontecerá em inglês.

As inscrições para a Bolsa Chanceler Alemã para Futuros Líderes já estão abertas e vão até o dia 15 de setembro. Mais informações sobre o programa Bolsa Chanceler Alemã estão no site da Fundação Alexander von Humboldt: http://www.humboldt-foundation.de/web/german-chancellor-fellowship.html

Sobre a Bolsa Chanceler Alemã para Futuros Líderes:

O programa German Chancellor Fellowship é destinado a jovens pesquisadores do Brasil, da China, da Índia, da Rússia e dos Estados Unidos. A iniciativa da Fundação Alexander von Humboldt (AvH) concede ainda os futuros líderes a oportunidade de realizarem um projeto de pesquisa sobre questões mundiais como convidados em cooperação com uma instituição-anfitriã da Alemanha. Com apoio do anfitrião, os bolsistas têm um ano para se concentrarem em seus objetos de estudo. A Bolsa Chanceler contempla várias áreas como Política, Economia, Mídia, Administração ou Cultura.

O projeto conta com o patrocínio da Chanceler da República Federal da Alemanha, possibilitando, assim, a oportunidade única aos bolsistas de apresentarem o resultado de seus projetos pessoalmente a Chanceler Alemã Angela Merkel.

Formação superior completa, fluência em inglês ou em alemão são alguns dos requisitos da bolsa. Outra exigência é a apresentação de uma carta de recomendação de um mentor para a pesquisa, que pode ser de instituição de ensino privada ou pública. A ajuda mensal para os aprovados varia entre 2.170 euros e 2.770 euros, dependendo das qualificações. Cursos adicionais de alemão, suporte para a família acompanhar o bolsista e as despesas com viagem estão previstos na bolsa. Todos os requisitos podem ser conferidos no site da Fundação Alexander von Humboldt.

BRAVE CF 37: Fenômeno no amador, “novo Khabib” estreia com passeio; brasileiro Deiga-Scheck perde

Estocolmo, Suécia - 2 de Agosto de 2020

O BRAVE Combat Federation, principal organização de MMA do Oriente Médio, realizou neste sábado (1) em Estocolmo, Suécia, o primeiro evento de uma série de três programados para a capital sueca.

O BRAVE CF 37 foi um card repleto de grandes duelos e ficou marcado pela estreia de uma das maiores promessas do MMA na atualidade: o russo radicado no Reino Unido Muhammad Mokaev, bicampeão mundial amador da IMMAF e quem vem sendo chamado de “novo Khabib”, pela semelhança no estilo com o conterrâneo daguestanês.

Em um duelo marcado pela rivalidade, e pela troca de farpas públicas na semana que o antecedeu, Mokaev e seu adversário Glenn McVeigh tiveram que ser advertidos pelo árbitro central, pois permaneceram provocando um ao outro mesmo durante a luta.

Se no trash talk o embate ficou equilibrado, dentro do cage a situação foi bem diferente. Em um combate bastante unilateral, Mokaev não deu a menor chance para McVeigh e com uma atuação dominante do início ao fim, venceu por decisão unânime dos jurados, conquistando sua primeira vitória profissional, que se soma a um cartel de 23-0 no amador.

Único representante brasileiro na noite, Michael Deiga-Scheck acabou finalizado pelo sueco Fernando Flores. Ainda no primeiro assalto, Deiga-Scheck foi pego em um belíssimo brabo choke, sendo forçado a bater em desistência.

Na luta principal da noite, o dinamarquês Louis Glismann levou a melhor no duelo de especialistas na luta agarrada e finalizou o até então invicto finlandês Henri Lintula. Glismann pegou o rival em um mata-leão no segundo assalto, chegando a sua sétima vitória como profissional.

Outra campeã mundial da IMMAF também fez sua transição profissional em grande estilo na noite. Trata-se da sueca Bianca Antman, que derrotou Vera Nykanen por nocaute no terceiro assalto com um belíssimo chute alto, conectado diretamente na cabeça da rival.

Confira os resultados do BRAVE CF 37:

Peso meio-médio: Louis Glismann venceu Henri Lintula por finalização (mata-leão) no R2
Peso pesado: Irman Smajic venceu Fatih Aktas em decisão unânime
Peso galo: Muhammad Mokaev venceu Glenn McVeigh em decisão unânime
Peso combinado (100 kg): Anton Turkalj venceu Athanasios Chergkeletzis por TKO no R1
Peso pena: Fernando Flores venceu Michael Deiga-Scheck por finalização (brabo choke) no R1
Peso palha feminino: Bianca Antman venceu Veera Nykanen por nocaute no R3
Peso leve: Hamid Sadid venceu Seyyed Masoud Derekeh por TKO no R1
Peso meio-médio: Mohamed Zarey venceu Ahouzi Kouame por finalização (chave de calcanhar) no R1

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Pet terapia: a maneira alternativa de levar conforto e carinho a crianças e idosos

Cães terapeutas contribuem para a socialização e equilíbrio emocional das pessoas

A Terapia Assistida por Animais (TAA), popularmente conhecida como pet terapia, tem como objetivo despertar a socialização, diminuir o estresse, aumentar a autoestima, motivar, descontrair e entreter as pessoas. Normalmente é realizada em instituições como casas de repouso, hospitais, orfanatos e entidades assistenciais. A atividade é essencial para deixar o ambiente mais acolhedor e leve, além de permitir que, em alguns casos, o assistido lembre-se de algum animalzinho que teve ao longo da vida.

Os principais fundamentos da pet terapia estão ligados à parte emocional, concentração e socialização. “Cães de raças mais dóceis são os que obtêm os melhores resultados. O Golden Retriever, por exemplo, consegue perceber as mudanças de humor. Se uma pessoa começa a se debater ou chorar, ele chega próximo e intervém de alguma forma”, revela Carla Bonfin, psicóloga e voluntária do grupo de pet terapia “Pelo Carinho”, de Belo Horizonte, apoiado pela Origens, linha de alimentos para cães e gatos do Grupo Adimax, que possui um projeto social voltado a essa terapia alternativa.

Mas, engana-se quem pensa que a TAA se limita a cães de raça, os SRDs (Sem Raça Definida) são igualmente bem-vindos, pois o fator determinante é o comportamento do animal. Desta forma, gatos, cavalos, pássaros, golfinhos e elefantes também possuem efeitos terapêuticos sobre as pessoas.

Todo esse envolvimento benéfico entre animais e humanos está presente no projeto Nutrindo Amor, que percebeu a importância da pet terapia na vida das pessoas. “A maioria das ações são realizadas por voluntários acompanhados dos próprios pets, que levam conforto a pessoas que estão debilitadas de alguma forma, seja fisicamente ou emocionalmente”, explica André Sano, coordenador do marketing social da Adimax, empresa responsável pelo projeto e que realiza parcerias com grupos de pet terapia pelo Brasil, oferecendo assistência e incentivo a esses grupos, além de alimento para os animais.

A história da pet terapia

A pet terapia surgiu em 1792, quando o filantropo Willian Tuke indicou o uso de animais domésticos no tratamento de doentes de um asilo em Londres (Inglaterra) e, desde então, vem ganhando cada vez mais espaço na sociedade devido aos resultados positivos. Os principais beneficiados da terapia são pacientes no espectro autista, com demência, paralisia cerebral e transtornos mentais. Porém existem pesquisas que utilizam o tratamento auxiliar também em casos de AVC, obesidade e hipertensão.

Um estudo realizado com pacientes crianças pelo Departamento de Ciências e Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, mostrou que um grupo submetido a um tratamento pós-operatório com a presença de cães terapeutas, teve o nível de estresse mais baixo e a percepção de dor modificada comparado àquele sem a presença do animal. Ao ter uma resposta emocional positiva devido a presença dos cães, que distraem e entretêm com carinho, a recuperação tanto física como mental dos pacientes teve uma melhora.

No Brasil, a TAA é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).

Sobre a Adimax

Fundada em 2002, a Adimax tem a missão de promover o bem-estar animal, produzindo mais de 300 itens em diversas categorias. Entre as marcas de destaque estão a Fórmula Natural, Origens, Magnus e Qualidy. Com sede em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, conta com mais três unidades fabris: Abreu e Lima (PE), Uberlândia (MG) e Goianápolis (GO), além de diversos centros de distribuição espalhados por todo o país. A instituição tem o engajamento com várias causas sociais, que fazem parte do seu propósito que é “Amparar idosos e pessoas com deficiência.”

Quais os caminhos para o combate ao comércio ilegal?

Representantes do setor de destilados e especialistas no combate ao Mercado Ilegal debatem efeitos e desdobramentos da crise em todo o ecossistema

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São Paulo, julho de 2020 - Os efeitos e desdobramentos da crise no setor de destilados, além dos riscos do mercado ilegal e as restrições ao consumo e comercialização. Esses foram os temas debatidos no webinar "Pandemia, crise econômica e mercado ilegal de bebidas alcoólicas", que aconteceu nesta terça-feira, 28/07. Promovido pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e pelo Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil, o encontro virtual contou com a participação de representantes do Ministério da Economia, Ministério da Agricultura e da Aliança Internacional de Combate ao Comércio Ilegal (TRACIT).

De acordo com um Estudo da Euromonitor, apresentado pelo IBRAC durante o debate, 14,6% do volume do mercado geral de bebidas é ilegal. No setor de destilados, com volume de 398 milhões de litros de álcool puro, e um valor de mercado de R$ 34 bilhões, os ilegais chegam a 28,8% do volume total. "Fiscalização, parceria com o Governo, conscientização do consumidor, redução da tributação para os destilados e um modelo isonômico de tributação para bebidas alcoólicas. Esse é o caminho para combatermos o mercado ilegal, que acarreta uma perda de arrecação de R$ 10,2 bilhões no setor de bebidas alcóolicas em geral e de R$ 5,5 bilhões no segmento de bebidas destiladas", reforça Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC.

Segundo José Silvino Filho, presidente executivo do Núcleo, o mercado ilegal traz o fortalecimento do crime organizado e perda de arrecadação, já que não há pagamento de impostos. "Além disso, traz riscos potenciais à saúde dos consumidores, que ingerem bebidas sem qualquer controle sanitário. Álcool é álcool!, por isso, defendemos isonomia tributária como um pleito importante em relação ao seu combate", completa.

Crise e reflexos internacionais
Outro convidado para o evento, Esteban Giudici, consultor sênior de políticas da Aliança Internacional de Combate ao Comércio Ilegal (TRACIT), explicou que o mercado ilegal é um problema que acontece pela alta carga fiscal, corrupção e ação do crime organizado. "É um fenômeno internacional e a pandemia acelerou as tendências que já existiam", afirmou. Para ele, é necessário maior conscientização, políticas coordenadas e estratégias ficais para controlar o problema. "Precisamos da cooperação entre o setor público e privado. Quando falamos do comércio ilegal de bebidas, estamos falando também de financiamento ao crime organizado", ressaltou.

De acordo com Carlos Vitor Müller, coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para que o Ministério da Agricultura tenha melhores condições de ampliar o controle do comércio ilegal, se faz necessário que os recursos sejam crescentes. "Sabemos do extenso problema que o mercado ilegal causa ao setor de bebidas alcoólicas. Estamos em busca de iniciativas para ampliar nossas ações, como o Plano Nacional de Combate a Fraudes e a promoção da integração com outros órgãos de controle, que vem sendo construído pelo MAPA", antecipou.

Já Jorge Luiz de Lima, CEO do Projeto Custo Brasil do Ministério da Economia, destacou que: "Com a redução da participação do Estado, temos que pensar em outro tipo de fiscalização física. Precisamos investir na conscientização da sociedade em geral e muitas ações que podem ser adotadas para que, haja o aumento da conscientização e da penalidade. É necessária a massificação da conscientização da população em relação ao consumo de mercadoria ilegal. Além disso, uma análise da eficiência das leis e uma aproximação com a Polícia Federal", defende.

Ainda de acordo com Andreia de Oliveira Gerk, Diretora Substituta do Departamento de Inspeção do produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o aumento da informalidade se deve à penalidades brandas, informações incorretas em relação à formalização, facilidade de comercialização e à alta tributação. "Nossa legislação para quem pratica ilícitos é branda, ainda mais se considerarmos que a ilegalidade é crime contra a saúde pública. Muitas vezes a pessoa retorna ao comércio ilegal, mesmo já tendo sido autuada e tendo os produtos destruídos. Só a ação do MAPA não é suficiente", explica.

Sobre o IBRAC
O Instituto Brasileiro da Cachaça - IBRAC é a entidade representativa do segmento produtivo da Cachaça. Com abrangência nacional possui entre os seus associados as principais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) do segmento produtivo da Cachaça, sejam elas produtoras, estandardizadoras ou engarrafadoras, que correspondem a mais de 80% do volume de Cachaça comercializado formalmente no Brasil. No Instituto também estão presentes 17 entidades de classe (estaduias/regionais/nacionais) do segmento produtivo.
Com essa composição o IBRAC é a mais ampla representação de uma categoria de bebidas no Brasil.

Sobre o Núcleo
O Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcoólicas no Brasil é a união de um grupo de empresas do setor, com o objetivo de unificar as vozes e fortalecer as iniciativas individuais que contribuem para que a relação da sociedade com bebidas alcoólicas seja transparente e responsável.
Este grupo considera imprescindível o enfrentamento do comércio e produção ilegal de bebidas alcoólicas em território nacional, assim como promover um ambiente concorrencial equilibrado e coerente, no qual as bebidas alcoólicas sejam tratadas de maneira simétrica tanto do ponto de vista regulatório como tributário.
Outro compromisso do Núcleo é a manutenção, em nível local, das diretrizes globais da International Alliance for Responsable Drinking (IARD), que em tradução livre seria a Aliança Internacional para o Consumo Responsável de Bebidas. O objetivo do IARD, fundado em 2012, é estabelecer um compromisso de trabalho conjunto para combate ao uso prejudicial de álcool e estabelecer novos padrões de responsabilidade para o setor como um todo, de acordo com a iniciativa das Organização Mundial da Saúde (OMS).

Olga Kiun e Davi Sartori interpretam George Gershwin em nova live da Unicultura

Olga Kiun e Davi Sartori interpretam George Gershwin em nova live da Unicultura

Concerto didático “O jazz na música clássica” será transmitido dia 06 de agosto (quinta-feira), às 20h, no Facebook

A pianista russa Olga Kiun e o compositor brasileiro Davi Sartori são as atrações da nova live da Unicultura na próxima quinta-feira (6), às 20h, no perfil da ONG no Facebook. Os músicos apresentam repertório escolhido para mostrar ao piano a combinação do jazz com a música clássica. Com 40 minutos de duração, o programa reserva três composições do músico George Gershwin - “Três Prelúdios” (1926), “Summertime” da sua ópera “Porgy and Bess” (1935) e a consagrada Rhapsody in Blue (1924).

A especialista Liana Justus também participa com comentários contextualizados sobre as composições executadas. Originalmente apresentado em junho de 2019, na cidade de Medianeira, o concerto didático retorna com uma versão editada inédita dentro do Projeto Bravíssimo.

Gershwin - Pioneiro de uma nova era na música popular e na música clássica americana, George Gershwin (1898 - 1937) uniu os dois estilos. Pianista e compositor americano, escreveu a maioria de suas obras vocais e teatrais em parceria com seu irmão Ira Gershwin (1896-1983). Compôs 22 musicais e mais de 700 canções.

A composição que marca a entrada do jazz na música clássica é Rhapsody in Blue, tocada em Nova York, em 1924, na presença dos compositores russos Stravinsky e Rachmaninoff. Gershwin compôs os Três Prelúdios em 1926. Cada prelúdio é um exemplo da música clássica americana do início do século 20, influenciada pelo jazz. O primeiro apresenta ritmos variados, do blues ao baião brasileiro, com sonoridade bem jazzística. O segundo, uma canção de ninar com sabor de jazz. Já no terceiro, Gershwin coloca um caráter espanhol, mas também com a presença do jazz.

Olga e Davi - Radicada em Curitiba desde os anos 1990, Olga Kiun (74) iniciou seus estudos de piano aos 6 anos com sua mãe e sua avó, ambas professoras do Conservatório Musical de Chisinau (Moldávia). Aos 17 anos, ingressou no Conservatório Tchaikovsky, em Moscou. No Brasil, atuou como solista na Orquestra Sinfônica do Estado do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Brasileira, entre outras. Formou várias gerações de músicos em Curitiba.

Pianista, arranjador e compositor, Davi Sartori foi aluno de Olga Kiun na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Premiado em concursos por todo o país, atuou como solista nas principais orquestras do sul do Brasil, tendo se apresentado com a Camerata Antiqua de Curitiba. Foi solista com a orquestra de cordas de Ribeirão Preto, com a regência de Claudinei Alves De Oliveira, e com a Orquestra de Câmara no Festival Olga Kiun, com regência de Osvaldo Colarusso.

Curso - Outra atração para quem acompanhar o evento é a oportunidade de ganhar o curso da professora Liana Justus “A Música Clássica no Cinema” em homenagem ao maestro italiano Ennio Morricone'' falecido recentemente. Para receber acesso gratuito aos vídeos com as aulas basta publicar seu email durante a transmissão do recital.

Projeto Bravíssimo - Viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura do Governo Federal com patrocínio da Frimesa, da Lar Cooperativa Agroindustrial e Fertipar, apoio da Prefeitura Municipal de Medianeira, Rede Costa Oeste de Comunicação e Publicar Painéis o projeto Bravíssimo fomenta a música clássica instrumental por meio de uma programação anual de concertos. Os espetáculos acontecem em continuidade ao projeto da compra de um piano para a cidade de Medianeira, cujos objetivos estão focados em oferecer uma nova proposta cultural, com programação e formação de plateia. As apresentações são concertos didáticos que levam à população informações relevantes do segmento clássico musical.

Serviço:
Projeto Bravíssimo apresenta “O jazz na música clássica”
Data: 06 de agosto de 2020
Horário: 20h
Local: https://www.facebook.com/unicultura.ong/live/
Duração: 40 min
Realização: Unicultura
Patrocínio: Frimesa, Lar Cooperativa Agroindustrial e Fertipar
Evento no Facebook:https://www.facebook.com/events/292251391867577

Super Telêmaco reverte parte do valor da venda do aplicativo para escola especial

As compras de clientes realizadas pelo app “Meu Telêmaco” irão arrecadar um valor para a vaquinha virtual da Escola Especial Mercedes Stresser. O mercado estará com a ação até o dia 19 de agosto de 2020.

É o momento de ajudar o próximo. O mercado de Curitiba, Super Telêmaco, localizado no bairro Portão, está com uma ação para ajudar a Escola Especial Mercedes Stresser, que atende crianças portadoras de necessidades especiais. As vendas on-line realizadas pelo aplicativo “Meu Telêmaco” até o dia 19 de agosto de 2020 irão reverter parte do valor para a vaquinha virtual, lançada pela escola neste ano, para ajudá-los diante da pandemia. Além disso o mercado atua também na prevenção da circulação do coronavírus e por isso tem incentivado a compra virtual pelo app visando o bem-estar dos seus clientes e colaboradores.

Carlos Alberto Gomes, diretor do Super Telêmaco, comenta que neste período de isolamento social a entidade precisa dessa ajuda mais do que nunca. “Agora a escola não está podendo promover os eventos beneficentes presenciais, que a auxiliavam nas arrecadações e por isso é de grande importância ajudá-los neste momento. Como eles lançaram recentemente a vaquinha virtual, decidimos apoiá-la revertendo essa parte das vendas pelo app, para que eles passem por este momento”.

Diferenciais da compra pelo app "Meu Telêmaco"

O diretor comenta ainda que o Super Telêmaco está sempre buscando inovar e melhorar a experiência do cliente, e no momento o aplicativo “Meu Telêmaco” veio para somar e reforçar esses valores com diferenciais que promovem agilidade, conforto e segurança para os clientes. “O nosso app foi lançado recentemente e tem sido um grande sucesso entre nossos clientes, pois além de ser uma alternativa para evitar o contágio do coronavírus é um aplicativo de fácil manuseio, que proporciona uma compra cômoda, podendo ser realizada pelo próprio usuário ou por terceiros. Temos casos de filhos que moram fora de Curitiba e fazem a compra para entregá-la aos pais idosos em Curitiba.”

Ele também preza pela entrega rápida e segura e com o frete grátis para Curitiba se a venda for maior que R$120,00. “Buscamos entregar as compras em até 3 horas para toda a Curitiba, se a venda for realizada até às 18h. Além disso, prezamos pela segurança, pois quem entrega são os nossos próprios funcionários, não terceirizamos”.

SERVIÇO:
Mercado Super Telêmaco
Endereço: Rua Agostinho Merlin, 586 – Portão
Informações: (41) 3085 4800

Aplicativo Meu Telêmaco
Baixe o aplicativo “Meu Telêmaco” que está disponível gratuitamente nas lojas virtuais disponíveis no seu smartphone.