Dia Internacional da Felicidade: neuropsicóloga explica como o cérebro percebe o bem-estar e por que a felicidade é diferente para cada pessoa

Celebrado em 20 de março, o Dia Internacional da Felicidade propõe uma reflexão sobre o bem-estar emocional e os fatores que contribuem para uma vida mais equilibrada. Embora frequentemente associada a momentos de alegria ou conquistas, a felicidade é um conceito complexo, influenciado por aspectos psicológicos, neurológicos e sociais.

Para a neuropsicóloga Aline Graffiette, compreender como o cérebro interpreta as emoções e experiências pode ajudar as pessoas a desenvolver uma relação mais saudável com a própria felicidade.

“A felicidade não é um estado permanente nem uma fórmula única. Cada pessoa constrói sua percepção de bem-estar a partir de vivências, valores, vínculos afetivos e senso de propósito”, explica.

A especialista destaca alguns pontos importantes para entender como a felicidade se manifesta na vida cotidiana.

A felicidade é subjetiva

O que gera bem-estar para uma pessoa pode ser diferente para outra. Para alguns, felicidade está ligada a conquistas profissionais; para outros, a momentos de descanso, convivência familiar ou experiências simples do cotidiano.

Segundo a neuropsicóloga, reconhecer essa individualidade ajuda a reduzir comparações e expectativas irreais sobre como a vida “deveria” ser.

O cérebro responde às emoções positivas

Do ponto de vista da neurociência, experiências que geram prazer e satisfação estimulam a liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina e ocitocina. Essas substâncias estão relacionadas à sensação de recompensa, motivação, conexão social e equilíbrio emocional.

Por isso, hábitos como cultivar relações saudáveis, praticar gratidão, realizar atividades prazerosas e cuidar do corpo contribuem para o bem-estar mental.

Felicidade não significa ausência de emoções difíceis

Outro ponto importante, segundo a especialista, é compreender que sentir tristeza, frustração ou ansiedade também faz parte da experiência humana.

“A saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. O equilíbrio está na capacidade de reconhecer e lidar com diferentes emoções, sem negar ou evitar sentimentos difíceis”, afirma.

O impacto das redes sociais na percepção de felicidade

Na sociedade atual, as redes sociais também influenciam a forma como as pessoas percebem a própria felicidade. Muitas vezes, plataformas digitais apresentam recortes idealizados da vida cotidiana, o que pode gerar comparações e pressão para aparentar felicidade constante.

Para Aline Graffiette, desenvolver consciência sobre esse comportamento é fundamental para preservar o equilíbrio emocional.

“É importante lembrar que o que vemos nas redes sociais geralmente é apenas um fragmento da realidade. Cada pessoa vive desafios e momentos difíceis que não aparecem necessariamente nesses espaços”, explica.

Pequenas experiências também constroem felicidade

A especialista ressalta ainda que a felicidade não está apenas em grandes conquistas ou eventos marcantes. Momentos simples do cotidiano — como uma conversa significativa, um momento de descanso ou uma atividade que gera prazer — também ativam circuitos cerebrais associados ao bem-estar.

“O cérebro responde muito às pequenas experiências positivas do dia a dia. Quando aprendemos a reconhecer esses momentos, ampliamos nossa percepção de satisfação e equilíbrio”, conclui.

*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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