O ROCK NAS VEIAS DE ANGUS YOUNG

No momento em que o AC/DC anuncia seu retorno, editora Best Seller lança a biografia de seu líder, o lendário guitarrista Angus Young. Em High Voltage, o biógrafo Jeff Apter esmiúça a trajetória e revela bastidores de gravações e shows, entre estes a participação no primeiro Rock in Rio, em 1985

 

Sempre vestido de uniforme colegial, com o cigarro se equilibrando nos lábios, uma aparência agressiva como o som de sua guitarra e de uma inquietude enquanto toca nos palcos, Angus Young é das figuras mais indistintas do mundo do rock. O caçula da família, hoje com 64 anos, é conhecido por ser guitarrista, compositor, líder e fundador, junto com o seu irmão Malcolm, da famosa banda de rock AC/DC. Com o olhar do cronista, mas também de fã – como demonstra em um epílogo no fim do livro – Jeff Apter lança High Voltage (Ed. BestSeller), a primeira biografia focada em Angus Young. O autor aborda com detalhes de ‘como essa coisa de inseto se contorcendo’ se tornou habitual para o guitarrista, a influência de Richard Wayne e Chuck Berry para seu estilo musical, a morte de seu irmão e companheiro Malcolm, e as mudanças na estrutura da banda, como a substituição de Brian Johnson por Axl Rose, vocalista do Guns N’ Roses.

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HIGH VOLTAGE

(High Voltage – The Life of Angus Young, AC/DC’s Last Man Standing)

 

Jeff Apter

 

Tradução de Daniel Croce

280 págs. | R$49,90

 

 

 

Ed. BestSeller| Grupo Editorial Record

 

 

 

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Neste livro, o leitor conhece a vida da família Young, que nem sempre foi guiada por holofotes. Fugindo do pior inverno em 200 anos do Reino Unido, o casal Margaret e William decidiram ir para Austrália com os filhos George, 16, Malcolm, 10, e Angus, de 8 anos. O destino era a periferia de Sydney, na Villawood Migrant Host, um conjunto habitacional, onde cada casa abrigava duas famílias, sendo raro os momentos de privacidade. Eles ficaram pouco tempo ali, mas foi o suficiente para Malcolm descrever a experiência como similar a um campo de concentração.

 

A primeira influência do rock estava dentro de sua própria casa. Na década de 1960, George fez sucesso com a The Easybeats, atuando como guitarrista e coautor de diversas canções, mas apesar do reconhecimento internacional, o grupo não durou muito tempo. O infeliz exemplo, porém, seria útil para a futura banda dos outros dois irmãos, como uma espécie de ‘fórmula do sucesso’. George seguiu a carreira como compositor e produtor, junto com seu parceiro Vanda, e acabaram produzindo os primeiros álbuns do AC/DC, como Powerage e High Voltage.

 

Em 1973, após trabalhar em alguns lugares e fazer parte de bandas que não deram certo, foi a vez de Angus e Malcolm engatarem para sempre no mundo do rock. Com Dave Evans no vocal, Larry Van Kriedt no baixo, Colin Burguess nas baquetas, Malcolm na guitarra-base e o caçula na guitarra-solo: estava pronta a primeira formação do AC/DC. O nome foi dado por Margaret que, ao costurar mais um uniforme de Angus, olhou um adesivo da máquina onde estava escrito as siglas. Na hora, eles não imaginavam que as letras eram um código utilizado pela comunidade gay, mas, mesmo após a descoberta, não desistiram da ideia. A configuração da banda, porém, mudaria ao longo do tempo.

 

A última turnê da banda terminou em 2016 e pela primeira vez não teve a presença de Malcolm, que estava afastado por problemas de saúde e foi substituído pelo sobrinho Stevie Young. Além disso, Phil Rudd havia sido preso recentemente, Brian Johnson foi proibido de fazer shows por estar com problemas auditivos, e Cliff Williams declarou sua aposentadoria. Diante desse cenário, Angus confessou que não sabia como seria o futuro do AC/DC.

 

“você me pergunta porque gosto de dançar/ e porque gosto de cantar/ e porque gosto de tocar/ é que tenho que ter prazer de alguma forma/ e se me perguntar como é que sou/ venha e deixe-me ouvi-la gritar na alta”, o trecho traduzido da música High Voltage, define o que os artistas do AC/DC sentiam enquanto estavam no palco: um prazer, que se medido, estaria na frequência das guitarras.

 

O AUTOR

Jeff Apter é um mestre em biografias. Com mais de 20 livros publicados, a maioria sobre o mundo da música, ele já escreveu sobre Keith Urban, Jeff Buckley e The Bee Gees. Como ghostwriter, já trabalhou com Kasey Chambers, Mark Evans, baixista original do AC/DC, e Richard Clapton. Também fez parte da equipe da Rolling Stone Australia por quatro anos.

 

*com divulgação

 

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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