Na linha tênue entre arte e moda a H-AL abre a Bienal de Curitiba 2018

 

Na intensa discussão sobre a obra “Despida de Palavras” apresentada pela dupla Alexandre Linhares e Thifany F. na Galeria Teix, durante o último mês, surge um convite: a H-AL fará uma performance de abertura na Bienal de Curitiba deste ano. No dia 18 de outubro, uma obra pronta se transforma em tantos outros pedaços que retornam às roupas numa constante mutação artística.

Sempre em flerte entre a arte e a moda, entender o conceito do trabalho feito pela marca curitibana exige questionamentos: “O produto final roupa é uma forma de comercializar o nosso processo artístico”. Desta maneira, Alexandre e Thifany conceituam o trabalho que realizam há mais de 10 anos.

Os artistas vivem pela urgência da vanguarda, de criar o novo com seus produtos e processos, e esta provocação será novamente refletida no momento da Bienal, mas é constantemente lembrada em diversas parcerias artísticas realizadas pela dupla – tanto quanto em sua produção diária pelo ateliê na Al. Prudente de Moraes, 445.

A preocupação com a criação em si e o respeito a materiais e formas de expressão são inerentes ao trabalho que dá significado a ideias que comunicam – antes mesmo dos títulos como “slow” e “eco” serem tão caros às marcas nos dias de hoje.

Natural que se pense na H-AL como uma marca de moda, mas Alexandre e Thifany expandem fronteiras: “Estamos mostrando o que a gente faz em superfície, sejam elas quais forem. E isso pode ter aplicações múltiplas”, comenta Alexandre. Dessa vontade surgiu inclusive a recente criação de um painel de 18m² em algodão cru pintado na INOVE, loja de mobiliário e decoração, que virará estampa para estofados e almofadas, por meio de processos de recuperação.

 

O processo orgânico

No ateliê, técnicas artesanais como o patchwork, matelassês e bordados são alinhadas à pintura e tudo é produzido integralmente com resíduos têxteis de ateliês e indústrias de Curitiba, para fomentar a economia circular local. De cada elemento surgem formas que vão significando à medida que se finaliza cada peça/obra num processo artístico intenso. “Para mim é muito mágico ver um todo, fragmentado por pedaço. E até mesmo quando a gente emenda o tecido, só vai ver no que que deu quando a peça estiver costurada”, revela Thifany.

Pelas araras repletas de modelos, cada um surge de um objetivo. “A gente começa com uma ideia: o que é que vai ser comunicado. Ai, dentro disso vemos que linha isto toma”, explicam. “Peças de arte vestíveis” é slogan e conceito para quem quer começar a entender o que é executado.

Para a coleção de momentos, a H-AL já foi responsável pelo figurino de Elza Soares no espetáculo “A mulher do fim do mundo”, veste a atriz Letícia Sabatella no trabalho com a “Caravana Tonteria”, neste ano assina o figurino da Mulamba, que lança CD em dezembro, e há quase uma década cuida do visual do Grupo Fato; assim como veste tantas outras várias clientes que acompanham a trajetória em busca de conceito artístico e um trabalho único. Cada um que se dedica a entender uma estética vibrante oferecida pela marca, se delicia com poder realizar na prática parte do que gira nosso mundo hoje: conexões.

 

H-AL

Al. Prudente de Moraes, 445 – Mercês – Curitiba/PR

www.h-al.com

@halartetextil

*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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