Na próxima terça-feira começa uma vivência inédita e gratuita para o público 60+
A Caixa Cultural apresenta o projeto “Sabedoria em Cena: Histórias que transcendem” uma vivência ministrada pela artista Lilian Abdalla (Cia ArleKrim) que busca resgatar a prática milenar de contar históriastendo como protagonistas pessoas a partir dos 60 anos de idade, com o objetivo de valorizar e reconhecer a importância delas como detentoras de saberes e experiências enriquecedoras. As oficinas vão acontecer de terça a domingo, entre 28/11 a 03/12, na Caixa Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro). As inscrições são gratuitas e já estão abertas pelo link: Sabedoria em Cena.. As vagas são limitadas a 20 pessoas por turma, uma de manhã – das 10 às 12h – e outra à tarde – das 14 às 16 h.
A artista Lilian Abdalla explica que a cada dia é realizado um exercício temático que aborda um aspecto da contação de histórias. Nos quatro primeiros encontros, de terça a sexta – ela vai trabalhar com os temas “Ocontador que me habita”, quando os participantes contam um fato inusitado que presenciaram ou viveram; “Aimagem que conta” quando o contador usa o corpo, a modulação da voz e a cadência das frases como recursospara formar as imagens e atingir o ouvinte; “O cavalo que corre e o cavalo que come”, uma dinâmica sobre a contação; e “A minha história. O que eu tenho para ela e o que ela tem para mim?”, quando os participantesse conectam ao conto como parte de sua própria história de vida, enchendo-o de qualidades baseadas em suasexperiências pessoais. No sábado será feito um “Ensaio geral” e no domingo um sarau com a apresentação das histórias e criações trabalhadas durante os encontros.
O objetivo dessa Vivência é durante as atividades, por meio da escuta de histórias da tradição oral, resgatar o papel das pessoas mais velhas como guardiãs das memórias. Os participantes vão compartilhar suas histórias, pontos de vista e reflexões sobre suas trajetórias de vida, promovendo um espaço de escuta ativa e valorização de suas experiências.
Para isso, são propostos jogos teatrais e outras atividades lúdicas, a fim de explorar a expressão corporal, criatividade e desinibição, para que se sintam confortáveis e confiantes durante o processo de compartilhamento. Também são trabalhadas atividades que desenvolvem a memória, utilizando imagenscomo recurso. Os encontros são permeados de música e brincadeiras, dando leveza para a atividade. Aotrabalhar com o corpo, mente e expressão artística, a vivência proporciona uma experiência enriquecedorae transformadora. Os participantes têm a oportunidade de ampliar suas percepções da realidade, ressignificarsuas trajetórias de vida e fortalecer sua autoestima.
Ao final, é promovido um sarau aberto para celebrar e contar as histórias trabalhadas durante osencontros. Isso possibilita não apenas que os participantes sejam ouvidos e reconhecidos, mas também que as histórias escolhidas sejam preservadas e transmitidas, fortalecendo os laços intergeracionais e promovendo a valorização das pessoas idosas como agentes ativos na transmissão de conhecimento esabedoria.
Encontro 1(28/11- terça-feira) – O contador que me habita
O contador como um bom mentiroso é o ponto de partida. Os participantes contam um fato inusitado quepresenciaram ou viveram, enquanto outros tentam adivinhar se o contador convenceu a plateia de que viveuesses fatos.
Encontro 2 (29/11 – quarta-feira) – A imagem que conta
As histórias são feitas de imagens. O contador usa o corpo, a modulação da voz e a cadência das frases comorecursos para formar as imagens e atingir o ouvinte. Os participantes trabalham as imagens através dedesenhos que representam momentos de uma mesma história. As cores dos lápis coloridos dão o clima decada passagem.
Encontro 3 (30/11 – quinta-feira) – O cavalo que corre e o cavalo que come
A imagem do cavalo que galopa ajuda a compreender o ritmo dos eventos em uma história, enquanto ocavalo que come simboliza uma pausa na narrativa para reflexão antes de retomar o fluxo. Essa dinâmicaconsciente de acelerar e expandir torna a contação mais natural aos ouvidos da plateia. Identificam-se osparticipantes que resumem os fatos e aqueles que preferem detalhar cada aspecto, expandindo a história.
Encontro 4 (01/12 – sexta-feira) – A minha história. O que eu tenho para ela e o que ela tem paramim?
Os participantes se conectam ao conto como parte de sua própria história de vida, enchendo-o de qualidadesbaseadas em suas experiências pessoais.
Encontro 5 (02/12 – sábado) – Ensaio geral
É realizado um ensaio geral das histórias e criações, planejando a abertura do sarau, a ordem dasapresentações.
Encontro 6 (03/12 – domingo) – Sarau
Um dia após a finalização da vivência, terá a apresentação das histórias trabalhadas durante os encontros.
*com divulgação
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