Roda Circo encerra circulação histórica atendendo mais de 6 mil pessoas

 entre Paraná e São Paulo

Com passagens por cidades de fronteira e atuação social em Curitiba, projeto celebra sucesso de público, reconhecimento da Funarte e Selo SESI ODS.

CURITIBA (PR) – Após dois anos de estrada, o projeto Roda Circo: Circo Moderno consolida sua trajetória como uma das iniciativas culturais mais impactantes da região sul. Ao todo, mais de 6.000 pessoas foram alcançadas pelas atividades de formação de público, oficinas e espetáculos sob a lona itinerante, percorrendo municípios do Paraná (como Tunas do Paraná, Santana do Itararé e Adrianópolis) e de São Paulo (Itararé, Nova Campina e Barão de Antonina).

O projeto, idealizado pela produtora e pesquisadora Carol Scabora, em parceria com Vitor Vinicius, uniu a tradição milenar do circo de lona a uma metodologia de mediação cultural premiada. Em 2023, o grupo foi laureado com o Prêmio Funarte de Circo Carequinha e, em 2025, recebeu o Selo SESI ODS, que reconhece práticas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Impacto Social na Capital e Região Metropolitana – Além da itinerância nas fronteiras, o Roda Circo firmou território em Curitiba e Piraquara em parcerias estratégicas com o projeto Karatê DO e com a Fundação de Ação Social (FAS), de Curitiba. O foco foi o atendimento a crianças acolhidas e pessoas em situação de rua, utilizando a arte circense como ferramenta de resgate da cidadania.

Grace Puchetti, representante da FAS, destaca o impacto transformador nas populações vulneráveis. “As oficinas serviram como espaço de fortalecimento psíquico e relacional. A educadora Carol Scabora conduziu os trabalhos com excelência diante das vulnerabilidades dos participantes, despertando habilidades profissionais e pessoais.”

Do Picadeiro para a Academia – O impacto do projeto também ganha contornos acadêmicos. A experiência prática da turnê acabou por fundamentar a pesquisa de mestrado de Carol Scabora na UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), com defesa prevista para julho de 2026. O estudo analisa os meios de produção do circo itinerante sob a ótica da mediação teatral.

“Percebemos que o público vulnerável é extremamente ativo quando estimulado por dinâmicas lúdicas. O circo é um espaço de acolhimento que preenche lacunas sociais”, explica Carol, comentando que muitos dos participantes das oficinas traziam situações sociais do seu cotidiano à tona.

Próximos Passos – O cronograma de ações continua em fevereiro de 2026, com mais dois encontros voltados aos grupos atendidos pela FAS em Curitiba. O objetivo é manter a chama da arte circense acesa, provando que o circo, além de entretenimento, é um mercado de atuação profissional e uma poderosa ferramenta de educação.

*com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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