Cultura abre nova fase de inscrição para o Programa de Capacitação e Formação em Cultura

Etapa é destinada aos municípios com saldo de vagas
Começa nesta terça-feira (26/05) uma nova fase de inscrição para os cursos do Programa de Capacitação e Formação em Cultura com foco nos municípios que possuem saldo de vagas (confira no serviço). Podem se inscrever dirigentes públicos de cultura; servidores ou cargos em comissão vinculados à área da cultura; artistas; e produtores/agentes culturais. As inscrições online estão abertas até o dia 5 de junho de 2020 pelo portal www.sic.cultura.pr.gov.br.
“A distribuição de vagas nessa segunda etapa será inversamente proporcional à procura de vagas na primeira fase de inscrições, visando universalizar o acesso a todos os municípios. Dessa forma, conseguimos garantir aos municípios que não tiveram inscrições, que tenham pelo menos uma vaga assegurada”, comenta a superintendente-geral da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.
Mais da metade das vagas foram preenchidas em 148 municípios na primeira etapa, realizada de 5 a 11 de maio. Para essa fase há 1420 vagas em 251 cidades para os cursos de Introdução às políticas públicas culturais no Brasil (384 vagas); História da Arte: vanguardas europeias – século XX (526 vagas); e Semiologia e Cultura: a fotografia e o cinema (510 vagas). Confira as informações completas sobre cada curso AQUI.
SELEÇÃO – Após o credenciamento, o gestor municipal de cultura observará alguns critérios para validar as inscrições, como o perfil profissional do candidato (se necessário, o dirigente poderá solicitar ao candidato seu currículo ou portfólio para esta validação); a ordem de inscrição no sistema (ranking de chegada).
Na sequência, o candidato recebe e-mail da equipe do programa informando o resultado da inscrição e também pode conferir pelo Sistema de Informação da Cultura (SIC.Cultura) com seu login e senha. Os aprovados também recebem e-mail de confirmação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com orientações para iniciar o curso.
DESISTÊNCIA – Caso o candidato selecionado e aprovado desista de fazer o curso antes do início das aulas, é importante informar ao gestor municipal de cultura para que a vaga seja disponibilizada a outros interessados.

REALIZAÇÃO – O Programa de Capacitação e Formação em Cultura é uma realização da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, por meio da Superintendência-Geral da Cultura, em parceria com o Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância da Universidade Estadual de Ponta Grossa (NUTEAD/UEPG) e Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da Diretoria de Assuntos Culturais (PROEX/DAC).
SERVIÇO
Inscrições abertas para o Programa de Capacitação e Formação em Cultura
De 27 de maio até às 23h59m do dia 5 de junho de 2020
Cursos: Introdução às políticas públicas culturais no Brasil; História da Arte: vanguardas europeias – século XX; Semiologia e Cultura: a fotografia e o cinema.
Municípios com vagas (251): CLIQUE AQUI
Inscrições: www.sic.cultura.pr.gov.br
Mais informações: www.cultura.pr.gov.br

Crédito fotos: Divulgação.

Dia dos Namorados e Corpus Christi especiais na Serra Gaúcha

Casa Hotéis têm pacotes românticos para quem vai passar o feriadão em Gramado ou Cambará do Sul

Com a volta dos serviços e atividades turísticas na Serra Gaúcha, tanto o Dia dos Namorados quanto o feriado de Corpus Christi terão um gostinho ainda mais especial, já que as duas datas serão celebradas no mesmo dia. Esse ano a Sexta-Feira Santa cairá no dia 12 de Junho, um bom motivo para uma viagem especial e romântica por esse que é um dos destinos mais cobiçados do país.

Quem escolher ir para a região, uma boa opção é se hospedar nos empreendimentos do grupo Casa Hotéis, que até até lá estarão com três dos seus quatro hotéis abertos. Em Cambará do Sul, está o Parador, em meio à natureza e com uma proposta de glamping (acampamento com luxo). Em Gramado ficam os hotéis Casa da Montanha, o mais tradicional e familiar deles, e Wood, muito procurado por quem gosta de uma “pegada” mais moderna e descolada. Todos têm pacote especial para a data. O Wood Hotel se prepara para voltar às atividades no próximo dia 29 de maio. Veja abaixo o que eles programaram:

Na sexta-feira, dia 12, os restaurantes dos hotéis, que são abertos ao público, oferecerão jantares com menus especiais de quatro a cinco etapas, incluindo entrada, prato principal e sobremesa. No Parador, os hóspedes ainda poderão interagir com a cozinha gourmet do Alma RS, restaurante reconhecido pelo cardápio sazonal inspirado na gastronomia do Rio Grande do Sul, onde os pratos serão finalizados em frente aos clientes.

Para quem ficar hospedado nos hotéis, há opções de adquirir um pacote especial de Dia dos Namorados que inclui jantar para duas pessoas, um kit de boas-vindas especial no apartamento com mensagem personalizada enviada pelo cliente e que será preparada pela equipe dos hotéis junto a uma caixa de chocolates finos de Gramado e uma garrafa de espumante da região produtora de vinho do Rio Grande do Sul, além de uma cesta de piquenique para quem quiser sair um pouco dos hotéis e curtir um lugarzinho em meio à natureza que tanto Cambará do Sul e Gramado oferecem.

Tarifas

No Casa da Montanha, as diárias de 11 a 14 de junho estão a partir de R$ 1.161. No Wood, para ficar nas mesmas datas, os valores começam em R$ 948. Já quem escolher descansar no Parador, o investimento começa em R$ 1.088. Todos têm cortesia de café da manhã e comportam crianças. Informações detalhadas devem ser solicitadas previamente com a equipe de reservas. A exigência mínima é de três diárias no período. Lembrando que os valores são por apartamento.

Importante destacar que para evitar a contaminação do Covid-19, os hotéis adotaram medidas máximas de segurança de acordo com as orientações do Ministério da Saúde. Para a reserva, faz-se necessário o check-in online para evitar qualquer tipo de contato entre pessoas e com objetos. Além disso, há medição de temperatura corporal ainda na entrada dos empreendimentos, é obrigatório o uso de máscaras tanto dentro dos hotéis quanto nas cidades, álcool gel estão disponíveis nos ambientes comuns, inclusive, máscara e álcool agora fazem parte dos amenities dos hotéis. Os restaurantes suspenderam o serviço de buffet, atendendo apenas à la carte e com hora marcada, entre outras mudanças. Os clientes são prontamente informados de todas as novidades pelos sites dos empreendimentos e também quando chegam, já que devem assinar um termo concordando com as novas medidas.

Por causa dessa situação atual, todas as áreas comuns como Kids Club, piscina, jacuzzi, fitness center e spa seguem fechados.

Serviço

www.casahoteis.com.br

Central de Reservas: (54) 3295-7575 |Whatsapp: (54) 9 9632-5097

Email: reservas@casahoteis.com.br

Artistas propõem reflexão sobre o mundo depois da pandemia

O “Pensando o Amanhã”, projeto do Goethe-Institut, apresenta depoimentos de artistas e intelectuais de diversos países que lançam olhares diferentes sobre o que será o planeta pós-coronavírus

O que será do mundo pós-pandemia? Tentar responder a essa pergunta atualmente é quase como tentar decifrar o sentido da vida. Para pensar sobre que mundo teremos passada a maior crise sanitária já vivida pelo planeta Terra, o Goethe-Institut buscou em “Pensando o Amanhã”, a partir do depoimento de artistas e intelectuais do mundo todo, uma reflexão sobre o futuro. Escritores, músicos, filósofos, historiadores tentaram, a partir da vivência de cada um, projetar o planeta encerrada a necessidade de isolamento social.

A transformação pela arte
Angela Su, artista de mídia e performer de Hong Kong, não acredita em mudanças radicais no comportamento humano pós-pandemia enquanto a sociedade ainda estiver enraizada em conceitos neoliberais, capitalistas e patriarcais. Ela teme uma guerra por recursos naturais, dependência ainda maior da internet e China e Rússia em luta para se tornar o país mais poderoso do mundo. Mas vê esperança na beleza, expressa na maneira em que a arte pode emocionar e transformar um indivíduo. “Continuo com a ilusão de que a arte de alguém, ou até mesmo meu trabalho, possa tocar uma pessoa em um canto remoto do mundo e fazer com que essa pessoa traga mudanças capazes de salvar a humanidade”.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21841782.html
Treinador elíptico
A escritora tcheca Petra Hulová cita o filósofo também tcheco Václav Bělohradský para refletir sobre o momento e o que há de vir passada a pandemia. Václav definiu certa vez que uma crise deveria nos permitir a escolha entre catástrofe e alternativas. “O que estamos todos experimentando no momento é um empurrão nos limites da nossa imaginação”, acredita Petra. “Sempre nos foi dito que vivemos em um sistema que não pode ser mudado, para o qual não há alternativas. No entanto, agora vemos como a vida pode mudar radicalmente em questão de dias. Essa experiência em si é valiosa”, aponta. Para ela, a esperança está no potencial de mudança. Ela entende haver conexões entre o capitalismo, mudança climática e o covid-19, sendo o vírus a “personificação de uma natureza e uma sociedade doentes”. “O coronavírus é nosso treinador elíptico, nos ensinando a ver o mundo e a nós mesmos sob uma nova luz. Se ele não nos quebrar, vai nos fazer mais fortes”.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21851280.html
Lidar com o luto
Ciente de que o número de mortos em alguns países da América Latina deve ficar na casa dos milhares – se não dos milhões – a filósofa mexicana Julieta Lomelí entende que o saldo final de vítimas deve causar um impacto indelével na saúde mental das populações. Fundamental para o enfrentamento da covid-19, o confinamento social também tem um preço a ser pago, não só econômico. E isso tem se refletido em seu país, onde boa parte da economia está pautada no comércio informal. “No longo prazo, a generalização da dor da perda de membros da família forçará o Estado a dedicar mais atenção e um orçamento maior a questões de saúde mental”, avalia. Neste caso, Julieta entende que o desafio imediato do México e também da América Latina será o de aprender a lidar com a morte em larga escala, superar o luto e lembrar que a recessão econômica, em algum momento, vai passar. “Uma consequência positiva será a exigência, vigilância e mobilização de cidadãos para que o Estado garanta o direito à saúde e faça da assistência médica um serviço universal e gratuito, independentemente da classe social.”
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21849895.html
Desejo insistente de viver
Vivendo no país em que o governo federal se coloca contra as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o artista soteropolitano Tiago Sant’anna vê com dificuldades fazer uma previsão do que será o mundo pós-pandemia. “Mas um fator é quase certo”, constata: “as desigualdades irão aumentar razoavelmente. As medidas para as pessoas mais pobres são limitadas. As campanhas de doação e as ações de filantropia não serão suficientes porque precisamos de políticas sociais mais profundas e efetivas – em curto e longo prazos”, lamenta. Apesar do desalento com que a realidade atual se apresenta, o artista vê que a superação a essa crise sanitária sem precedentes virá por meio de “lutas diárias, do senso comunitário que nos une e do desejo insistente de viver.”
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21856136.html
De volta à caverna
O jornalista alemão George Seesslen retorna à alegoria da caverna, de Platão, para apontar o momento atual, em que “somos dobrados novamente e, enquanto podemos esperar por um novo desdobramento, isso não é uma situação tão miserável. Mas quanto tempo dura essa espera? E que poder ganha a impaciência?”, questiona. Embora ainda veja o mundo enfrentando crises diferentes – a “matriosca” (uma crise dentro de uma crise); a “teoria da idade das trevas” (ascensão de doutrinas de salvação e redenção e teorias da conspiração; ameaça de uma ampla catástrofe ecológica; guerras civis como um estado permanente) e a própria crise do coronavírus, que une as crises entre si enquanto aparenta encobri-las – sua esperança está na libertação do sujeito que pensa criticamente. E que pode ser ele o agente provocador da mudança no mundo a partir do isolamento.
https://www.goethe.de/ins/br/pt/kul/sup/dan/21820816.html
De Curitiba
Em breve, o site apresentará também uma contribuição genuinamente curitibana: a escritora, jornalista e ativista Bebeti do Amaral Gurgel foi convidada pelo Goethe-Institut Curitiba a escrever para o site. O texto de Bebeti irá ao ar nos próximos dias.

Sobre o Goethe-Institut Curitiba
Em Curitiba desde 1972, o Goethe-Institut é o Instituto Cultural oficial da República Federal da Alemanha, fundado em 1951 na cidade de Munique, na Alemanha. Atualmente, o Goethe-Institut possui 157 sedes em 98 países, sendo 12 somente na Alemanha e cinco no Brasil. O objetivo é promover o conhecimento da língua alemã em todo o mundo assim como o intercâmbio cultural. Mais informações, acesse o site do Goethe-Institut Curitiba: https://www.goethe.de/de/index.html.

Como será a volta ao trabalho após a pandemia?

Imagine que você receba uma mensagem de seu gestor informando que no próximo dia primeiro — pode ser de qualquer mês — você deve retornar às suas atividades em seu ambiente de trabalho físico, ao local onde trabalhava antes do home office. O que você espera encontrar? Como será o reencontro com seus colegas? E, em termos de gestão, o que será que mudou ou mudará?

Nossa intenção neste artigo é discutir o papel da área de gestão de pessoas no que diz respeito à volta do colaborador, às tendências e possíveis ações que poderão ser tomadas após o controle da pandemia do coronavírus.

As mudanças em função da Covid-19 ocorreram de forma muito rápida. Não houve tempo hábil, como profissionais de gestão de pessoas, para refletir e estudar as melhores alternativas, escolher as mais adequadas e discuti-las com os envolvidos. Tudo aconteceu de maneira tão veloz que tem gente que ainda nem se conscientizou das mudanças pelas quais passamos, estamos passando e, principalmente, pelas que virão no tocante ao trabalho e à gestão das pessoas.

Se outras áreas sofreram impacto — a de gestão de pessoas, posso afirmar — foi uma das mais atingidas, pois todas as empresas mexeram em seus quadros de pessoal, alterando atividades e colocando a maior parte, quando possível, em home office; algumas já fizeram demissões, outras estão planejando isso agora e muitas outras as farão após o retorno dos trabalhadores aos seus postos. Logo, se a área de gestão de pessoas sofreu de forma muito marcante neste processo de mudança, também deverá responder de maneira ainda mais contundente às necessidades da empresa e dos colaboradores em todo esse processo.

A tendência é que se perceba o trabalho a distância de forma mais positiva do que se via até então, que se reconheçam as vantagens desta categoria de labor — entendidas antes da pandemia como pouco significativas. Muitos torciam o nariz quando se aventava instituir o home office. Hoje, entretanto, empregados e empregadores, com certeza, já pensam diferente. Não cabe discutir se o trabalho remoto é positivo ou negativo ainda, mas sim que foi possível e que foi factível fazer a alteração do local e tipo de trabalho executado até então.

Outro olhar recai sobre as tecnologias que temos disponíveis: as que funcionaram, as que precisam ainda de muito investimento ou aquelas que só necessitam de pequenos ajustes para servir aos objetivos de se mudar a forma de como e onde o trabalho é ou será realizado. Ficou claro o quanto somos dependentes delas e como nos tornaram independentes de uma cadeira e uma baia dentro da empresa para produzirmos. Essa área, a de TI, aliada à gestão de pessoas, conquistará grandes espaços em um breve futuro.

A volta dos colaboradores à empresa, aos seus postos de trabalho, não se dará de forma única e irrestrita, ou seja, cada empresa está decidindo quando e como isso ocorrerá. Mas, voltaremos todos, em tempos e formas diferentes. E, diferente também, será nossa percepção de como é trabalhar ao lado de outras pessoas, de ter um lugar fixo numa empresa, de ter uma rotina mais controlada e menos flexível. E, talvez isso faça com que as pessoas passem a inquirir suas empresas do porquê não poderem ter mais flexibilidade.

Cabe à gestão de pessoas pensar nesse momento de retorno, como o de um recomeço. Alguns colaboradores regressarão com mais dores e perdas do que ganhos. Outros, mais maduros e seguros, outros ainda, desconfiando de tudo e de todos. Assim, se quem tem a responsabilidade de cuidar das pessoas dentro da empresa ignorar todos esses impactos, nossa volta pode ser mais traumatizante do que nossa vinda para trabalhar em casa.

Alguns se questionam se haverá aumento de pessoas que atuarão em home office depois do controle da pandemia. Para Fabiana Marin, consultora empresarial com 20 anos de experiência em Gestão de Pessoas, a resposta é positiva. “Haverá um misto entre presencial e teletrabalho. No passado as empresas não acreditavam que os colaboradores pudessem ser produtivos se trabalhassem de seus lares, mas isso mudou”, explica. Desta maneira, cabe à gestão de pessoas ensinar seus colaboradores a como atuar longe das instalações da empresa, capacitá-los não apenas na área técnica, mas especialmente, visando seu lado humano, pois precisam estar preparados psicologicamente para essa nova etapa de suas carreiras.

Autor: Ademir Bueno é professor dos cursos de Gestão Estratégica Empresarial e Administração do Centro Universitário Internacional Uninter

Miolo Reserva: novos por dentro e por fora

Evolução da linha traz mudanças no rótulo, revisão nos cortes e lançamento do Syrah

Com 30 anos no mercado, a mais tradicional linha de vinhos da Miolo acaba de passar por um processo de modernização. A transformação é visível na identidade, agora mais sofisticada, mas também nos próprios vinhos diante do resultado da Safra 2018. Outra novidade é o lançamento do Miolo Reserva Syrah, feito no Vale do São Francisco, disponível ainda este mês. Quem ganha é o consumidor que já a partir de maio pode apreciar esta evolução com o relançamento da linha composta por vinhos de alta qualidade e com excelente custo-benefício para o dia a dia.

A mudança começa pelo rótulo que passa a exibir uma identidade moderna e ao mesmo tempo sóbria e luxuosa. “Depois de uma série de novos lançamentos e novos rótulos super premium e ultra premium, chegou a vez de incrementar e reapresentar a linha Reserva, a mais tradicional da Miolo, que iniciou com o Reserva Merlot Safra 1990”, destaca o diretor superintendente da empresa, Adriano Miolo.

O lançamento Miolo Reserva Syrah é único com uvas cultivadas nos vinhedos próprios da vinícola Terranova, na Bahia. Além deste, a linha possui outros oito rótulos, sendo cinco tintos (Cabernet Sauvignon, Tempranillo, Merlot, Tannat e Pinot Noir) e três brancos (Chardonnay, Pinot Grigio e Sauvignon Blanc), estes produzidos na vinícola Seival Estate, Campanha Meridional (RS). A Linha foi criada para destacar a expressão máxima de cada variedade de uva. Para isso, a elaboração leva em conta cada particularidade, tudo para colocar no mercado vinhos mais elaborados, dentro da tradicional categoria Reserva, uma escolha segura para consumidores que buscam opções de qualidade na faixa de R$ 50.

Com a troca da roupagem, a Linha Reserva também incorpora no contra rótulo de seus vinhos o Selo da The Vegan Society, que certifica os produtos como 100% veganos e livres de alergênicos, mais um diferencial da marca que acompanha as tendências de consumo e o novo comportamento dos consumidores.

Miolo Reserva Syrah
De coloração violácea profunda, este vinho traz aromas de frutas vermelhas maduras como ameixa. Sua complexidade ganha nuances de defumado e especiarias, principalmente pimenta preta. Redondo com tanino persistente e baixa acidez. Um vinho de média estrutura e intensa presença em boca. Ideal ser degustado com temperatura entre 16ºC e 18ºC.

Santa Casa completa 140 anos e ganha apoio do LIDE Paraná

Empresários se unem à campanha que tem como meta adquirir equipamentos para combate ao COVID-19 em um dos hospitais que é referência no estado

No dia 22 de maio a Santa Casa completou 140 anos. Um lindo trabalho pela saúde que vem ganhando reforços. O LIDE Paraná aderiu à campanha #SantaCasaAFavorDaVida, que visa arrecadar fundos em prol do hospital, que é um dos centros de referência no combate ao Covid-19 e está ganhando ampliação de leitos.

O LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) é uma organização que reúne empresários de diversos setores em busca do desenvolvimento econômico e social. A unidade do Paraná, no comando de Heloisa Garrett, realiza encontros periódicos para debater o fortalecimento da economia paranaense e reúne empresários, fundadores e CEOs dos maiores grupos empresariais do Estado.

"Durante a pandemia do COVID-19 o LIDE tem se reinventado e investido em uma agenda com informação de qualidade de maneira online, além disso estamos reunindo nossas forças e procurando ajudar quem mais precisa neste momento" explica Garrett que esteve visitando as obras de ampliação do centenário hospital acompanhada de Noemi Moraes, diretora hospitalar da Santa Casa, Monsenhor Antônio Robson Gonçalves, vice-presidente do Conselho de Administração da Santa Casa e Eduardo Bistratini Otoni, diretor-geral da Santa Casa.

A meta da campanha é arrecadar R$ 1,5 milhão até o mês de junho, todo valor arrecado será destinado ao auxílio no combate ao coronavírus dentro do hospital, serão comprados equipamentos hospitalares e de proteção, insumos e ajudará nas despesas extras com funcionários.

Como doar?

Para doar basta apenas entrar no site da Santa Casa, escolher de qual forma quer realizar a doação e escolher a quantia, qualquer valor pode ser doado. Nesta semana o LIDE fez a doação de máscaras de proteção facial do modelo "face shielf" ao Hospital, indicada para profissionais da saúde que estão trabalhando na linha de frente do enfrentamento à pandemia. A ação foi viabilizada por meio do projeto "use vento na direção certa", criado pela empresa catarinense Nob Multisports, em parceria com o campeão olímpico Robert Scheidt.

Doar também é uma forma de salvar vidas, faça parte dessa campanha do bem.

Venda de vitaminas cresce mais de 50% durante pandemia

Cimed, líder em vendas, aposta em linha que ajuda a aumentar a imunidade

O consumo de vitaminas disparou no Brasil. Em abril, o aumento foi de 58% em relação ao mesmo mês em 2019, enquanto em março o crescimento atingiu 54%, comparado ao mesmo período. É o que aponta o relatório da IQVIA. E não à toa, foram os itens dedicados à prevenção os que tiveram mais saída nas farmácias nesse período. Dados do instituto também mostram que a Cimed, conhecida por fornecer medicamentos a preços acessíveis para a população, foi a indústria que mais viu seus produtos chegarem às mãos dos consumidores. A Cimed vendeu mais de 16 milhões de unidades no mês passado, entre vitaminas, produtos de higiene e beleza, medicamentos isentos de prescrição médica (OTC) e produtos de cuidado ao paciente.

João Adibe Marques, CEO da companhia, afirma que o papel do líder é inovar, fornecer acesso e cuidar da saúde da sociedade principalmente agora. E, por causa disso, a Cimed lança nessa semana a vitamina Lavitan CDZSE, o primeiro multivitamínico voltado exclusivamente para o aumento da imunidade, ao combinar cinco princípios ativos: Selênio, Zinco e as vitaminas C, D e E. No primeiro trimestre, a companhia havia feito outra estreia no mercado nacional, quando lançou o primeiro complexo vitamínico efervescente, o Lavitan 5G. De 2015 para 2020, a Cimed dobrou seu portfólio de produtos destinados à prevenção, passando de 15% para 30%.

GT Building lança série de certificações que atestam a qualidade de seus empreendimentos

Divididos em oito categorias, selos serão a prova real de que a incorporadora entrega os mais diferentes serviços em formato ideal para os clientes

A GT Building – uma das principais incorporadoras imobiliárias do Paraná e pioneira em diversos produtos relacionados ao setor – lança os Selos GT Building, certificações que irão demonstrar quais as virtudes, conceitos, habilidades e serviços oferecidos em seus empreendimentos. São oito diferentes categorias que podem ser aplicadas juntas ou separadamente. São elas: Pet Friendly, Sustentabilidade, Controle por Voz, Personalização, Flexibilidade, Tecnologia, Chave na Mão e Senior Friendly.

Mauricio Fassina, diretor de incorporação da GT Building e um dos idealizadores do projeto, explica como surgiu o plano de criar selos próprios. “Nós temos a pretensão de sempre oferecer aos clientes um conceito inovador, que se alia à tecnologia e à modernidade no setor de construção. A partir desse pensamento, acreditamos que também podemos ser vanguardistas na concepção e validação de certificações exclusivas e que atestem ainda mais a qualidade e os diferenciais que dedicamos a cada projeto”, comenta.

Todos os imóveis do portfólio da incorporadora que ainda não foram entregues estão relacionados a uma ou mais certificações. O Denmark, por exemplo, possui Tecnologia e Controle por Voz. Por sua vez, o Bosco Centrale está relacionado ao selo Sustentabilidade. Além disso, os selos Personalização e Flexibilidade são aplicáveis a quase todos os prédios por serem específicos às mudanças do apartamento, enquanto o Senior Friendly e Pet Friendly possuem uma amplitude de serviços que se espalham por todo o condomínio.

Além dos selos próprios, a GT Buiding também está alinhada a outras certificações de padrão mundial, como o Green Building Council e o Green Building Council Brasil, que garantem a excelência de conceitos sustentáveis em empreendimentos de todo o mundo.

Conheça os selos

Pet Friendly: Este selo constará em empreendimentos que possuirão pet places, ou seja, espaços dedicados exclusivamente ao lazer, atividades e bem-estar dos animais.
Sustentabilidade: Este selo constará em empreendimentos que buscam efetivar o equilíbrio com o meio ambiente ao adotarem práticas sustentáveis como o reaproveitamento de água, uso de luz natural, pontos de carregamento de carros elétricos, tratamento de ruídos, gestão de resíduos e menor consumo de energia.
Controle por Voz: Este selo constará em empreendimentos que terão sistema de automação compatíveis com os dispositivos Alexa e Google Home. Bastará programar uma das Inteligências Artificiais para efetuar facilidades como controle de iluminação e ativação de aparelhos eletrônicos.
Personalização: Este selo chancela o diferencial de exclusividade que a empresa quer entregar ao cliente. O empreendimento que tem o selo permite a mudança na planta de alguns ambientes, bem como alteração dos acabamentos internos, pontos de ilunimação e itens de tecnologia.
Flexibilidade: Este selo garante ao cliente algumas alterações de planta e configuração de cômodos como living ampliado, cozinha e abertura de suites.
Tecnologia: Este selo constará em empreendimentos que possuem segurança e inovação desde a concepção do projeto, disponibilizando acesso facial e biométrico, câmeras inteligentes e, em alguns casos, portaria virtual.
Chave na Mão: Este selo constará em empreendimentos que estarão prontos para morar ou alugar assim que forem entregues. Isso vai desde o mobiliário básico até a decoração do apartamento, que será assinada por arquitetos e designers de interiores de Curitiba.
Senior Friendly: Essa certificação constará em empreendimentos que são específicos para quem quer viver a melhor idade com segurança e conforto. São apartamentos com iluminação controlada por voz, tomadas elevadas, pisos antiderrapantes, portas largas e botões de “help” físicos e por voz.

Sobre a GT Building

A partir de um conceito inovador, aliado à tecnologia, modernidade, qualidade e diferentes projetos de vida, a GT Building faz parte do grupo GT Company, que desde 2017 empreende no setor imobiliário em Curitiba por meio da GT Invest. Com foco na construção de alta qualidade, nos comprometemos com a excelência, ideias inovadoras guiadas pelas mãos dos líderes, a incorporadora chega como uma das maiores empresas do ramo em Curitiba, com 20 empreendimentos em diferentes fases, entre eles o Denmark, Bosco Centrale e o Maison Alto da Glória. Para saber mais, acesse: www.gtbuilding.com.br

Nespresso investe em programas sociais para impulsionar cultura cafeeira

Marca lança três cafés oriundos de países da África e da América do Sul

Pioneira no segmento de cafés em cápsula, a Nespresso lança no Brasil a linha Reviving Origins. Composta por três cafés sazonais, a novidade nasceu a partir do projeto homônimo, que tem como objetivo resgatar a economia cafeeira em áreas afetadas por adversidades, como conflitos, dificuldades econômicas e desastres ambientais. Homenageando suas respectivas origens no nome, AMAHA awe UGANDA, TAMUKA mu ZIMBABWE e ESPERANZA de COLOMBIA representam uma oportunidade para os produtores beneficiados.

Com investimento de 10 milhões de francos suíços, a Nespresso está trabalhando na capacitação e disponibilidade de recursos e ferramentas necessárias para melhorar a qualidade e a produtividade das colheitas e, portanto, os lucros de cafeicultores da Uganda, da Colômbia e do Zimbábue. Essa é a primeira vez que as variedades chegam ao mercado brasileiro, mas a iniciativa existe há dois anos como parte dos projetos da companhia focadas em sustentabilidade.

"Nosso principal propósito enquanto companhia é valorizar as pessoas que fazem parte da nossa cadeia. Por isso, por meio das ações do Reviving Origins, trabalhamos em busca de soluções construtivas para dar suporte às áreas de cultivo de café onde há vulnerabilidade social. Queremos ajudar as comunidades locais a fortalecerem suas economias por meio do café", diz Guilherme Amado, Líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™ no Brasil.

O projeto Reviving Origins atua dentro dos pilares do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™, lançado em 2003 em colaboração com a ONG Rainforest Alliance e o Imaflora, para fornecer aos produtores conhecimentos e técnicas que os apoiem na produção de um café de alta qualidade, utilizando práticas sustentáveis e que também contribuam com a qualidade de vida.

A CADA XÍCARA, UMA EXPERIÊNCIA

• AMAHA awe UGANDA: A variedade "Esperança de Uganda" ou originalmente, "Amaha awe Uganda", no idioma local Lhukonzo, é um café único, que contém notas raras de sândalo e tons florais, de acidez e corpo médios. Em Uganda, questões climáticas, práticas agrícolas ruins e dificuldades econômicas fizeram com que a produção de café de alta qualidade fosse um desafio nos últimos anos. Como parte do programa Reviving Origins a Nespresso está trabalhando com mais de 2.000 produtores, fornecendo capacitação e conhecimento para melhorar a qualidade e a produtividade do café, além de estabelecer práticas agrícolas sustentáveis. O resultado desse trabalho é um espresso de intensidade 8, desenvolvido em um terreno único, onde a sombra e os nutrientes fornecidos pelas bananeiras criam um terreno ideal para a variedade arábica.

• TAMUKA mu ZIMBABWE: No Zimbábue, a produção de café está sob pressão há vários anos, passando de 15.000 toneladas no final dos anos 80 para apenas 500 toneladas em 2017. No país, a Nespresso oferece treinamento contínuo sobre qualidade e produtividade, além de assistência técnica gratuita por meio de sua rede de engenheiros agrônomos. Como resultado, a produtividade melhorou. A disponibilidade de café de alta qualidade seguindo os pilares sustentáveis da marca cresceu em 9% na província de Manicaland, no Zimbábue. Tudo isso aumentou a distribuição desse café 100% arábica com aromas frutados de groselha e cranberry, acidez equilibrada e intensidade 5.

• ESPERANZA de COLOMBIA: Na Colômbia, 50 anos de conflitos armados fizeram com que muitos agricultores abandonassem suas terras e o café quase desapareceu de Caquetá e El Rosario. Nas regiões, a Nespresso também enfrenta desafios de infraestrutura com os produtores locais, ajudando-os a construir unidades de moagem e auxiliando na criação de cooperativas de café, tornando o negócio mais lucrativo e profissional. ESPERANZA de COLOMBIA é um café sazonal composto por grãos arábica ricos e equilibrados, com notas frutadas e acidez delicada, sabores tão marcantes nos cafés do país. O impacto de Reviving Origins na área de Caquetá foi o aumento da produção sustentável dessa variedade em 10%.

Os cafés de Edição Limitada da linha Reviving Origins estarão pelos próximos dois meses no site e no aplicativo da Nespresso e também pelo telefone 0800 7777737, pelo valor de R﹩ 4,00 cada cápsula.

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Sobre a Nespresso

A Nespresso é pioneira em café em porções individuais da mais alta qualidade sustentável. No Brasil desde 2006, conta com 32 Boutiques e cerca de 600 funcionários nas principais cidades do país. A linha doméstica da marca oferece 29 variedades de cafés, além de máquinas e acessórios para uma experiência completa. Já a linha Nespresso Profissional apresenta 15 cafés e maquinas adequadas para estabelecimentos de alta rotatividade, como hotéis, restaurantes e empresas. Por meio do compromisso The Positive Cup™, a Nespresso atua na gestão sustentável do café, do alumínio e em práticas relacionadas ao clima com metas globais até 2020. No Brasil, a marca tem investido no sistema de reciclagem de cápsulas e possui mais de 157 pontos de coleta. Todas as informações sobre a Nespresso e o compromisso com sustentabilidade podem ser encontradas no site www.nespresso.com.

Medo do coronavírus pode agravar estado de saúde de pacientes crônicos

Os hospitais estão tendo uma “fuga”de pacientes por medo de contaminação com o novo coronavírus; as instituições estão preparadas para receber tanto os pacientes com Covid-19, como pacientes com outras doenças e incidentes de saúde

A demora em procurar ajuda em um hospital por medo de contágio do Coronavírus levou uma mulher, na faixa dos 70 anos, a agravar seus problemas de saúde. Ela sofreu uma queda em casa, fraturou a coluna e, esperou cinco dias para ir ao hospital, ficou em casa sem movimentos, o que gerou uma tromboembolia pulmonar. O relato é do médico e diretor técnico do Hospital Marcelino Champagnat, Rogério de Fraga.

O caso, ocorrido no fim de março, e outras histórias de complicações por não procurar ajuda médica a tempo são relatados pelo médico, como a dificuldade que a equipe do hospital teve para convencer um paciente com sintomas de AVC para ficar no estabelecimento de saúde. “Temos um nível de cuidado máximo, bem como protocolos e utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), a divisão de fluxos de paciente com Covid-19 e seus sintomas, separado de pacientes com outras doenças, além de uma ala preparada para o isolamento”, diz o médico.

Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, a maior parte dos doentes que estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais privados do Paraná, atualmente, é de pessoas com doenças crônicas e/ou graves e não com a Covid-19. São pessoas que tiveram descompensação de seus quadros por não terem se tratado, principalmente com doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer, diabetes, e doenças psiquiátricas. A média de ocupação desses hospitais caiu 40% durante a pandemia em comparação com uma média de 75% registrada normalmente. O Paraná tem atualmente 4.200 leitos de UTI’s públicos e privados. E 1.900 são somente leitos privados e que não atendem o SUS, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes).

De acordo com Ventorim, a maioria dos hospitais privados do Paraná está preparada para atender os pacientes durante a pandemia. Vários têm a certificação de qualidade ONA, canadense e americana, que prevê a estruturação e execução de planos de contingência para situações como a pandemia. O presidente do Sindipar conta que desde que começaram os primeiros casos no País, os hospitais investiram em infraestrutura, equipes e fluxos para atender a população. Enquanto alguns construíram novas UTIs e áreas de emergência específicas para receber os pacientes com sintomas de doenças respiratórias ou com a Covid-19, outros investiram na alteração de fluxo, separando áreas distintas para receber pacientes com a doença e outras não relacionadas à Covid-19.

Pânico

O medo de se contaminar com o novo coronavírus, que afugentou as pessoas com doenças crônicas e graves dos hospitais, aconteceu também em países como a Espanha, Itália e EUA, que tiveram aumento de mortalidade por doenças não relacionadas à Covid-19. Na região Norte da Itália, por exemplo, houve um incremento de morte por doenças cardíacas fora dos hospitais em 58% durante a pandemia. A incidência de mortes em casa em Nova York aumentou 800% em abril deste ano. Em São Paulo, a mortalidade domiciliar por causa de infarto agudo do miocárdio subiu 80%, segundo a Vigilância Epidemiológica daquele Estado.

A cardiologista intervencionista Viviana Guzzo Lemke alerta que os pacientes com doenças cardiovasculares, mesmo durante a pandemia, precisam procurar os hospitais ou seu médico quando tiverem qualquer sinal de descompensação da sua doença ou ao ter sintomas compatíveis com infarto, como dor no peito, falta de ar e sudorese. Viviana conta que não está sendo incomum os pacientes chegarem no hospital já com complicações do infarto, por terem demorado a procurar o atendimento médico. Foi o caso de um paciente que procurou o hospital dois dias depois de sentir dores no peito. Ele já estava infartado e com insuficiência cardíaca. “É importante que o paciente saiba que o infarto não respeita quarentena”, diz a médica. Os hospitais que atendem pacientes com problemas cardiológicos chegaram a atender apenas 30% dos pacientes em comparação a igual período no ano passado, por causa do medo das pessoas contraírem o novo coronavírus.

O oncologista Evanius Garcia Wiermann alerta também que o paciente não pode negligenciar o câncer por causa do medo do novo coronavírus. “O câncer não é menos importante que a Covid-19. Provavelmente teremos um surto, no próximo ano, de pessoas com câncer. As pessoas diagnosticadas com a doença não podem abandonar o tratamento. E quem tem histórico na família ou sintomas precisa fazer exames, procurar o hospital ou o seu médico”, avisa. Ele cita uma estatística do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de que o Brasil vai ter 50 mil menos casos de câncer diagnosticado este ano por causa da pandemia e do medo que ela dissemina entre as pessoas. Wiermann relata que há até casos de pessoas que abandonaram o tratamento quimioterápico por medo de contrair a Covid-19 em hospitais.

“A população não pode entrar em contato com o outro “p” de pandemia que é o pânico. As pessoas precisam conversar com seus médicos e ter um hospital de confiança com ambiente seguro. Os bons hospitais estão preparados para dar atendimento com segurança, tanto de pacientes com a Covid-19 quanto de pacientes com outras doenças não relacionadas à essa doença”, afirma o superintendente médico do Vita Batel, Gustavo Justo Schulz.

Os hospitais especializados registraram uma queda de 50% no atendimento por causa da pandemia. Segundo a neurologista Vanessa Rizelio não há coincidência alguma: mortes por infartos e acidente vascular cerebral (AVC) podem aumentar durante o período de isolamento social. Como estas doenças se manifestam de forma súbita, é bom estar atento aos sinais. “Temos observado não só aqui no Brasil, mas no mundo, a diminuição de chegada de pacientes com suspeita de AVC aos hospitais”, avalia. “E quando vão, chegam além do tempo para estabelecer um tratamento que melhora o quadro e evitar sequelas (até quatro horas do início dos sintomas)". Entre os sintomas do AVC estão a dificuldade para falar, pronúncia de palavras ou de a pessoa enrolar a língua; e falta de coordenação motora com desequilíbrio na hora de tentar caminhar, entre outros.

Vacinas

No início do isolamento social houve uma retração na procura por vacinas, de modo geral, até por quê algumas recomendações estavam divergentes se era recomentado fazer ou não a vacinação em função do novo coronavírus. Mas desde que a Sociedade Brasileira de Imunizações se posicionou deixando claro que as vacinas não deveriam ser adiadas houve um retorno de forma progressiva na procura e o volume de atendimentos está normalizando. “Não estar com a vacinação em dia pode levar a uma debilidade imunológica, que pode tornar a pessoa mais suscetível ao coronavírus e outras infecções”, avisa a coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Giamberardino.

Suicídios

A psiquiatria é uma das áreas mais impactadas pela pandemia porque os transtornos mentais como a ansiedade, depressão e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, aumentam nesse período, segundo o psiquiatra Roberto Ratzke. O afastamento das pessoas dos hospitais e clínicas acaba piorando a saúde mental dos pacientes, que podem enfrentar outro tipo de problema também com uma medida recente da Anvisa no período da pandemia, de acordo com o psiquiatra. Em sua opinião, a permissão para os médicos darem receita para três meses é perigosa porque o acúmulo de remédios pode levar a pessoa com transtorno mental a cometer suicídio, tomando todos os comprimidos. “Nosso receio é que muita gente vá morrer por suicídio por ter acesso a mais remédios de receita por um período mais longo”, avisa. Outro aspecto que pode se agravar com o afastamento de pacientes do tratamento psiquiátrico provocado pelo medo do novo coronavírus são as psicoses, como a esquizofrenia, por exemplo. Segundo Ratzke, em geral o paciente com psicose não tem noção que está doente e tem dificuldade em ir ao médico. Com a pandemia, o psiquiatra prevê o aumento de crises psicóticas ocorrendo em casas e famílias sofrendo em lidar com o problema.

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