Entrevista coletiva hoje, às 15h30 na Delegacia de Estelionato de Curitiba Grupo Bitcoin Banco denuncia golpe de R$ 50 milhões

Quadrilha de fraudadores envolve mais de 30 pessoas

 

O Delegado-chefe da Delegacia de Estelionato de Curitiba, Emanoel David, e o porta-voz do grupo, Jorge Luiz Fayad Nazário, dão entrevista coletiva sobre a fraude às 15h30 (Rua Professora Antonia Reginato Vianna, 1177 – bairro Capão da Imbuia)

A Delegacia de Estelionato de Curitiba recebeu no fim da manhã de hoje (24 de maio) denúncia do Grupo Bitcoin Banco (GBB) sobre um esquema de fraude que vinha fazendo saques duplicados, valendo-se de uma vulnerabilidade na plataforma de operações de compra e venda de criptomoeda. Cerca de 30 nomes já foram identificados e apresentados ao delegado Emanoel David, para abertura de inquérito.

Apenas um dos fraudadores conseguiu sacar R$ 2 milhões ilegalmente, mas o montante total do golpe deve chegar a R$ 50 milhões assim que todos os nomes envolvidos forem identificados. Para isso, os técnicos estão consultando toda a base de dados e movimentações feitas nos últimos três meses nas exchanges NegocieCoins, TemBTC e BATExchange, que somam mais de 100 mil clientes. O delegado David já solicitou as informações para dar prosseguimento à investigação.

A investigação interna do grupo, que tem sede em Curitiba e é dono das duas maiores corretoras de bitcoins do Brasil, vem sendo feita desde a semana passada, quando surgiram as primeiras suspeitas sobre o golpe. Os técnicos da área de TI identificaram súbito aumento de patrimônio de alguns clientes, decorrente de operações suspeitas de trade (compra e venda de criptomoeda).

Para evitar mais prejuízos com saques fraudulentos, o Grupo adotou a operação manual dos pagamentos solicitados, o que gerou lentidão no atendimento aos clientes desde quinta-feira, dia 16. Com isso, conseguiu monitorar cada pedido feito e começar a identificar os fraudadores. O ritmo mais lento, por sua vez, acabou provocando um acúmulo atípico de solicitações de saques e até mesmo o cancelamento de algumas ordens de venda. Operações que levavam até 24 horas passaram a demorar, em alguns casos, até 96 horas, situação agravada nesta semana com o encerramento abrupto da conta das corretoras pelo banco Brasil Plural.

Além de trazer prejuízo para a empresa, a ação criminosa também atrapalhou a vida dos clientes, que estão tendo que esperar por mais tempo para fazer seus investimentos e saques, tanto em reais quanto em criptomoedas. Mas o grupo garante que não haverá qualquer prejuízo para os clientes, que foram inclusive isentados de taxas bancárias cobradas em operações que tiveram que ser canceladas no domingo, dia 19.

“Como é caraterística do GBB, todos os pagamentos serão honrados. Porém, por causa da fraude, não podemos mais nos comprometer com prazo máximo. Infelizmente, a agilidade que era nosso diferencial, com pagamento em poucas horas, não pode ser retomada agora e também teremos que reduzir os montantes a serem sacados até que tudo se normalize. Mas esperamos poder normalizar tudo entre os dias 29 de maio e 5 de junho”, diz o presidente do GBB, Johnny Pablo dos Santos.

Além da denúncia à Polícia Civil, o GBB adotou outras providências emergenciais para conter a fraude e regularizar as operações. A empresa optou por não suspender as operações de trade e transferências interexchanges. Serão suspensos apenas os depósitos e saques externos nesta sexta-feira e nos dias 27 e 28 de maio, segunda e terça-feiras. Até lá estão sendo levantados todos os dados para a investigação policial. E adotou o seguinte protocolo:

  • estão suspensos os depósitos em reais e em criptomoedas de hoje até quarta-feira, dia 29
  • o limite de saque será de R$ 10 mil e 1 Bitcoin por dia, a partir de quarta-feira, dia 29, por prazo indeterminado
  • nenhum saque será cancelado mas todos os saques que excederem os R$ 10 mil que já foram solicitados serão reajustados para o limite diário de R$ 10 mil e 1 Bitcoin
  • os pagamentos serão realizados a partir de quarta-feira, dia 29, conforme os limites do sistema bancário

O Grupo Bitcoin Banco alerta seus clientes e o mercado sobre a ação dos criminosos e a possibilidade de que eles estejam tentando outros golpes, como oferecer a compra de posição em criptomoeda com deságio de até 50%. “Essa posição não existe. Ela é fruto de uma ação fraudulenta e quem achar que está levando vantagem ficará no prejuízo”, afirma o presidente do GBB.

Santos destaca que, com três anos de atuação e cerca de 200 funcionários em Curitiba e São Paulo, o Grupo Bitcoin Banco investe permanentemente em segurança de suas plataformas e mantém uma equipe de 30 pessoas em pesquisa, desenvolvimento e TI. Essa é a primeira vez que um ataque desse tipo é feito ao GBB.

 

Sobre o Grupo Bitcoin Banco

 Com sede em Curitiba, o Grupo Bitcoin Banco é um dos primeiros da América Latina a atuar com investimentos e negócios relacionados às criptomoedas. O grupo econômico é composto pela Sociedade Anônima Bitcoin Banco de Cryptocurrency, primeira companhia brasileira não integrante do SFN especializada em negócios com moedas virtuais, com uma unidade física localizada em Curitiba e outra em São Paulo; pelas exchanges NegocieCoins, que tem um dos maiores volumes de negociação entre as corretoras nacionais, e TemBTC; pela Imobiliária Tagmob (que aceita bitcoins em seus negócios); pela Opencoin (empresa detentora de uma plataforma de e-commerce), e pela Fork Content, primeira agência de publicidade brasileira a utilizar a blockchain. Algumas das empresas que formam o GBB são filiadas ao Icoinomia, primeiro Instituto brasileiro criado para a defesa dos operadores de câmbio de criptomoedas, e do livre exercício da atividade econômica das organizações que operam com moeda virtual.

 *com divulgação

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VanessaMalucelliAndersen

Colunista do Site — Divirta-se Curitiba!

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