Umami: conheça a origem e as vantagens do quinto gosto para saúde

Doutora em ciência de alimentos explica a origem, lista os alimentos e destaca seus benefícios
Quinto Gosto - Comitê Umami
Janeiro de 2021 – Você já deve ter escutado a palavra umami em programas e séries de TV sobre culinária, mas esse gosto é muito mais que um termo do universo da gastronomia. Ao lado do doce, salgado, azedo e amargo, o quinto gosto básico do paladar humano confere mais sabor às preparações e traz benefícios para a saúde. Descoberto em 1908 pelo professor e pesquisador Kikunae Ikeda, a palavra significa ‘delicioso’ e ‘saboroso’ em português.

O umami existe em centenas de alimentos, incluindo carnes curadas, cogumelos, queijos, peixes e tomates. É a base de famosos caldos e o responsável pela preferência unânime por macarronadas e pizzas, regados com deliciosos molhos e queijo parmesão ralado. “Não se trata de um termo culinário, mas pode ser um grande aliado à saúde. O principal responsável por esse gostinho é o aminoácido chamado glutamato, presente naturalmente em diferentes alimentos”, explica Hellen Maluly, doutora em ciência de alimentos do Comitê Umami.

Os benefícios estão atraindo a atenção de muitos profissionais, não apenas no mundo da gastronomia, mas também na área médica e de nutrição. “O umami é de dar água na boca, literalmente. Uma das principais vantagens é o auxílio na saúde bucal, pois estimula a salivação. Esse aumento da secreção salivar promove uma melhora na mastigação e aumenta a sensibilidade ao sabor global dos alimentos, auxiliando o consumo de alimentos que acabam excluídos da dieta pela dificuldade de ingestão relacionada à deglutição ou aceitação. Do ponto de vista da saúde, isso é muito bom, principalmente para quem possui a sensação de boca seca ou a perda gradual de paladar, comum em idosos devido ao avanço da idade e em pacientes expostos à quimioterapia”, explica Hellen.

O gosto umami pode ser identificado em alimentos como queijos, tomates, milho, ervilha, algas, cogumelos e carnes, além do realçador de sabor presente no mercado, o glutamato monossódico (sigla em inglês: MSG). “Além de proporcionar uma experiência gastronômica muito mais gostosa, o quinto gosto também auxilia na digestão de proteínas e pode ajudar na redução de até 37% de sódio das refeições, sem perder o sabor global da preparação. “Enquanto 1g de sal de cozinha tem 388mg de sódio, a mesma quantidade de glutamato monossódico possui apenas 123mg”. Cozinhar com ingredientes que conferem o umami nas quantidades adequadas pode ser uma experiência simples, saudável e muito prazerosa”, ressalta a especialista.

UMAMI
É o quinto gosto básico do paladar humano, descoberto em 1908 pelo cientista japonês Kikunae Ikeda. Foi reconhecido cientificamente no ano 2000, quando pesquisadores da Universidade de Miami constataram a existência de receptores específicos para este gosto nas papilas gustativas. O aminoácido ácido glutâmico e os nucleotídeos inosinato e guanilato são as principais substâncias umami. As duas principais características do umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento. Para saber mais, acesse www.portalumami.com.br e acompanhe também pelas redes sociais facebook.com/ogostoumami e instagram.com/ogostoumami.

Palladium tem crescimento no Paraná

Com resiliência e expectativa de recuperação do setor, shopping de Curitiba fecha 2020 com vacância zero

O varejo foi fortemente impactado durante a pandemia do novo coronavírus, por causa do fechamento do comércio em diversas regiões do Brasil. No período de lockdown, os shoppings chegaram a ter perdas de 89% das vendas em relação ao período que antecedeu o pico da pandemia, conforme o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA) – Impactos da Covid-19. Em novembro, por outro lado, 82% da receita já tinha sido recuperada, quando comparada ao período pré-pandemia. O retorno gradual se reflete nas vendas dos lojistas, que mostram resiliência à crise.

No Paraná, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do comércio varejista cresceram 0,9% em outubro - sexta taxa positiva consecutiva desde maio. Com isso, o patamar do varejo bateu recorde pela terceira vez seguida, ficando 0,9% acima de setembro e 8% superior a fevereiro. Em relação a outubro de 2019, o comércio cresceu 8,3%, alcançando a quinta taxa positiva consecutiva e a maior para um mês de outubro desde 2012 (9,2%).

Em Curitiba, o Palladium Shopping Center segue com a expectativa de recuperação do setor e celebra os bons resultados. “Precisamos nos reinventar e oferecer serviços diferenciados para os consumidores. Observamos que as datas comemorativas não passaram em branco e muitos clientes aderiram ao delivery e drive-thru, e que o movimento nos corredores cresceu”, conta a gerente de marketing do empreendimento, Cida Oliveira.

No Paraná, entre os setores do comércio que mais cresceram estão: eletrônicos (56%), informática e telefonia (11%) e cosméticos e higiene pessoal (10%), de acordo com os boletins do mês de setembro das secretarias de Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes do Paraná. Embalado pela reação do varejo, o Palladium Shopping Center Curitiba registrou um aumento de 12% nas vendas em novembro, frente a outubro, e 56% com relação a setembro. O destaque foi o segmento de telefonia, com aumento de 34%.

Vacância zero

Além disso, o Palladium Shopping Center Curitiba anuncia a abertura de novas lojas, de diversos setores. “Fechamos o ano de 2020 com vacância zero e arrisco dizer que conseguimos atingir, em meio à pandemia, o melhor mix de lojas de todos os tempos. Inauguramos a Pernambucanas, a nova âncora do shopping, além da Santa Lolla, La Mandinne, Flora Pura e muitas outras”, ressalta Cida.

No Palladium Curitiba, as principais aberturas já confirmadas para 2021 são: Magazine Luiza, Lindt e Johnny Rockets.

Para a gerente de marketing do shopping, este é um momento de celebração. “Depois de meses fechados e passarmos por momentos de incertezas, estamos muito felizes em anunciar as inaugurações e conquistas deste ano. Além de melhorar o nosso mix de opções para os clientes, estamos contribuindo para o avanço do varejo e da economia local, gerando empregos e novos negócios”, celebra.

Sobre o Palladium Shopping Center

Um dos empreendimentos do Grupo Tacla Shopping, o Palladium Curitiba foi inaugurado em 2008 na capital paranaense. Destaca-se pela área construída de 154 mil m² distribuídos em três pisos, sendo o centro de compras com maior mix do sul do país. O shopping possui 350 lojas, entre âncoras e satélites, praça de alimentação com mais de 30 opções de fast-food, Boulevard com 10 restaurantes, além de oito salas multiplex de cinema UCI e sala IMAX – que também faz parte do Grupo Tacla e possui a maior tela do Brasil. Sua estrutura foi planejada para garantir o conforto dos mais de 1,5 milhão de clientes que passam pelo empreendimento todo mês. Mais informações em: https://palladiumcuritiba.com.br

Sobre o Grupo Tacla Shopping

Conglomerado com mais de 80 anos de tradição, experiência no varejo e referência no setor em todo país, o Grupo Tacla possui oito empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, sendo eles: Catuaí Palladium Foz do Iguaçu (PR), Jockey Plaza Curitiba (PR), Palladium Curitiba (PR), Palladium Ponta Grossa (PR), Ventura Shopping Curitiba (PR), Itajaí Shopping (SC), Porto Belo Outlet Premium (SC) e Shopping Cidade Sorocaba (SP). Outras duas operações estão em fase de construção no Paraná: CityCenter Outlet, em Campo Largo e Palladium Umuarama. Mais informações em: http://www.taclashopping.com.br

Ex-participante do Masterchef lança curso online de confeitaria gratuito

Bolos artesanais e lucrativos são a proposta do lançamento

São Paulo, janeiro de 2021 – A confeiteira Haila Santua, conhecida por sua marcante participação no programa MasterChef Brasil, acaba de lançar seu primeiro curso de confeitaria o MasterCakes Lucrativos, que acontecerá dos dias 11 a 14 de janeiro de forma gratuita e totalmente on-line.
“Depois que comecei a me dedicar a gastronomia tenho um propósito muito grande de levar esse amor para as pessoas, seja nos eventos que trabalho ou nas dicas que posto nas redes sociais. Este curso é o primeiro passo de um grande sonho, espero poder levar meu conhecimento e ajudar as pessoas com ele”, comenta a confeiteira, que revelou ter como meta a abertura de uma escola de confeitaria com seu nome.
O curso gratuito terá 4 aulas gratuitas que irão auxiliar o aluno a entender melhor o mundo da confeitaria e como iniciar a ter lucro com a produção de bolos artesanais. Os interessados devem se inscrever no site: www.mastercakeslucrativos.com.br e seguir os passos do vídeo de introdução para garantir que tenham acesso a todas as aulas disponibilizadas.
Sobre Haila Santuá começou a fazer bolos aos 10 anos para vender na escola. Aos 16 anos entrou para faculdade de artes cênicas, se formou com 19, e logo, entrou para faculdade de publicidade, se formando na segunda graduação aos 23 anos. Goiana, cristã, atriz, publicitária por formação, e cozinheira por paixão. Aos 25 anos ficou desempregada e resolveu se dedicar aos estudos de gastronomia com intuito de se inscrever para o programa de culinária mais disputado da TV: o MasterChef Brasil. Mesmo tendo um início com muitas críticas no programa se superou, começou a se destacar na competição, ganhando provas como líder, e provas com chefes estrelados, assim se tornando uma forte candidata, e chegou ao 5° lugar na competição. Sua espontaneidade, carisma e humildade a tornaram uma das favoritas do público, conquistando mais de 200.000 seguidores no Instagram.

Esalpet realiza campanha de arrecadação de tampinhas plásticas em prol da causa animal

Em parceria com o projeto Curitiba Ecopet, a rede de petshops vai recolher e converter as tampinhas em doações para ongs de proteção animal

CURITIBA, 11/01/2020 – Em uma iniciativa voltada ao cuidado e acolhimento de cães e gatos em situação de abandono, a Esalpet, maior rede curitibana de petshops, que conta com 6 unidades na capital paranaense, acaba de se tornar um ponto de coleta de itens recicláveis com venda revertida em benefício da causa animal. A ação é uma parceria com a ONG Curitiba Ecopet, que desde 2018 atua na geração de recursos para o resgate e amparo de animais desabrigados.

Com cunho social e ambiental, a campanha vai arrecadar tampinhas plásticas e lacres de alumínio que serão vendidos a cooperativas de reciclagem com a renda integralmente convertida para alimentação e necessidades básicas de saúde aos bichinhos assistidos pela ONG, como castração, vacinação, avaliação veterinária e compra de ração. “Nosso trabalho no dia a dia consiste em oferecer o melhor em produtos, serviços e facilidades para nossos clientes e seus pets. Mas entender e fomentar o nosso papel como agentes sociais de transformação também para os animais desprotegidos ou em busca de um novo lar sempre foi uma prioridade para nós. Por esse motivo, abraçamos a iniciativa da Curitiba Ecopet e estamos muito orgulhosos de fazer parte deste movimento”, afirma Bruno José Esperança, diretor geral da Esalpet.

O público poderá se dirigir a qualquer unidade da Esalpet (Rebouças, Vila Izabel, Centro Cívico, Uberaba, Santa Felicidade e ParkShopping Barigui) para realizar as doações. Serão recebidos lacres de alumínio e tampinhas de garrafa pet, produtos de higiene, beleza, limpeza e de alimentos como leite, iogurte e sucos, além de tampinhas de bombona de água e medicamentos (excluso tampas com agulhas de seringa). “Mobilizar a comunidade em uma causa tão importante e que também é sustentável, já que proporciona a destinação correta as tampinhas de plástico, é a motivação ideal para mostrar que não é preciso muito para ajudar e fazer a diferença na sociedade”, completa o diretor geral da Esalpet.

A Esalpet conta com seis unidades em Curitiba (PR): Rebouças (Rua 24 de Maio 1875), Uberaba (Av. Sen. Salgado Filho, 5532), Vila Izabel (R. Prof. Sebastião Paraná, 125), Centro Cívico (R. Mateus Leme, 1896), Santa Felicidade (Av. Ver. Toaldo Túlio, 420) e no ParkShoppingBarigui. Mais informações e horários de funcionamento no site www.esalpet.com.br ou no perfil oficial da rede no Instagram (@esalpet).

Mercado de plantas registra aumento de vendas durante pandemia e prevê crescimento para 2021

Hábito tradicional na Europa, cultivo de flores foi adotado por brasileiros como hobby para enfrentar longo período em casa

Florir a casa e cuidar das plantas foi um hábito que muitos brasileiros adotaram em 2020 como uma válvula de escape para o estresse e a ansiedade gerados pela pandemia. Mesmo as plantas verdes, aquelas que não possuem flores, também ganharam espaço nos lares. De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), alguns produtores chegaram a registrar aumento de até 20% nos negócios desse setor.

Enquanto no Brasil esse hábito está chegando agora, na Europa, a prática é comum e já faz parte do dia a dia das pessoas desde muito antes da chegada da Covid-19. Para Olga Jaqueline Los Kassies, descendente de holandeses e produtora de flores na região dos Campos Gerais, no Paraná, há 25 anos, esse costume é rotineiro e faz parte da cultura e criação dos europeus. “As flores fazem parte da cultura holandesa, diria até que o cultivo delas em grande escala ou até mesmo em casa, é uma paixão. Após o período do inverno, as pessoas querem florir seus jardins com cores trazendo vida e alegria”, conta.

Mercado

A chegada da pandemia afetou diretamente o setor de flores. Para Olga, que cultiva gypsophila, o conhecido mosquitinho, e também boca de leão, a saída foi investir na criatividade. “A gypsophila ainda consigo fornecer para floriculturas que colocam em buquês, mas a boca de leão é mais complicada porque é usada basicamente em casamentos e formaturas, que estão suspensos. Para manter as vendas, eu decidi arriscar e colocar o produto com preço de atacado direto para o consumidor em formato de autoatendimento em alguns estabelecimentos da região, como posto de gasolina e supermercado”, conta.

Porém, segundo o Ibraflor, com a mudança no perfil de vendas, agora voltadas para a ornamentação das casas, e os novos formatos de compra, como o delivery, o setor deve ser impulsionado para um crescimento de 5% em 2021. Atualmente, a área conta com 8,2 mil produtores, aproximadamente 15 mil hectares de área cultivada e mais de três mil variedades produzidas no Brasil.

Dia Nacional da Tulipa

Para os holandeses, o mês de janeiro é época de comemorar o Dia Nacional da Tulipa, celebrado no terceiro sábado do mês, quando começa a colheita. Para a coordenadora do Global Integration da Associação Cultural Brasil Holanda, Marina van der Vinne, a data colore a cultura do país. “Quando pensamos nos Países Baixos, é natural imaginarmos as cores vivas dos campos de tulipas, o país é marcado por essa imagem e, neste período em que estamos em casa, trazer essa alegria para dentro dos lares é ainda mais importante”, explica.

Para a arquiteta Rozilani Karas Basso, que visitou os campos de tulipas holandeses, a experiência foi marcante. “A cultura holandesa e todo o seu cuidado com a cidade já são impressionantes, mas a cor e beleza das flores é ainda mais impactante para nós, que não temos esse hábito no Brasil”, ressalta.

Na Holanda, o melhor período para visitar e conhecer os campos floridos é na primavera, estação que se estende até o fim de junho.

Sobre a ACBH

A Associação Cultural Brasil-Holanda (ACBH) é uma organização formada por holandeses e descendentes de holandeses no Brasil, oriundos de diversas colônias. Visa preservar o patrimônio histórico artístico e cultural holandês e brasileiro para a posteridade. Também quer incentivar, desenvolver e divulgar as várias formas de expressão cultural. Mais informações: https://www.acbh.com.br/.

Parceria incentiva plantio de araucárias e conservação genética

Parceria firmada entre a Embrapa Florestas e a ENGIE, por meio do Sistema de Transmissão Gralha Azul, vai incentivar o plantio de araucária (Araucaria angustifolia), bem como a estruturação de um banco genético para conservação da espécie no estado do Paraná.
A parceria prevê a instalação de 13 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) de técnicas de plantio de araucária - associada a outras espécies da Floresta Ombrófila Mista – em propriedades de agricultores paranaenses, como estratégia de transferência de tecnologia e estabelecimento de coleção de material genético. Segundo Erich Schaitza, Chefe Geral da Embrapa Florestas, “há um número significativo de produtores rurais que, por lei, devem recuperar áreas de florestas em suas propriedades para atender ao novo Código Florestal, mas não possuem referências técnicas, na forma de sistemas de produção, que lhes permitam fazer essa recuperação de forma eficiente, com uma visão conservacionista, mas também produtiva. Dessa forma, espera-se estabelecer em campo uma série de exemplos de ‘como fazer’, com todo um detalhamento passo a passo ao longo do tempo, tanto do ponto de vista silvicultural, quanto de custos de implantação e possibilidades de obtenção de renda.”
Outro ponto interessante do projeto é a inclusão de caixas de abelhas sem ferrão nas URTs. As abelhas podem ser uma fonte de renda para produtores e também funcionam como um indicador de qualidade ambiental das áreas.

Incentivo ao plantio
As URTs vão servir como modelo para adoção da tecnologia para outros produtores rurais. A intenção é realizar dias de campo e outras ações para que conheçam como fazer e sintam-se incentivados a plantar araucária, conservá-la e, como consequência, ainda gerar renda. “Além disso, os produtores rurais participantes vão receber recursos para conduzir estas ações em suas áreas, em um modelo de pagamento semelhante ao desenvolvido pelo projeto Estradas com Araucárias, executado pela Embrapa Florestas há mais de dez anos”, completa Schaitza.
A instalação das unidades tem o apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), responsável pela extensão rural e pesquisa agropecuária no estado. O IDR vai apoiar a organização de produtores e parte da capacitação do projeto. Com isso, uma forte equipe de engenheiros florestais e agrônomos do IDR poderá usar as URTs em seu processo de trabalho.

Banco genético com variabilidade
Outro braço da parceria prevê a instalação de um banco de conservação de Araucaria angustifolia, que consiste em uma grande área destinada ao plantio de araucárias, a ser realizado de forma criteriosa. A criação do banco busca garantir que a variabilidade genética da população natural esteja totalmente representada no plantio. Assim, ameaças à erosão genética dentro da espécie podem ser evitadas ou revertidas, caso necessário. Além disso, essas populações poderão ser base para programas de melhoramento genético. Segundo Schaitza, “esse é um trabalho estruturante, contínuo e dispendioso, que deve ser repetido ao longo de toda a região de ocorrência da araucária. Exige amplas coletas de sementes e análises cuidadosas da paisagem, da distribuição das árvores dentro de fragmentos, da distribuição de machos e fêmeas na natureza e, posteriormente, dentro da população base”. O banco será instalado na Fazenda da Embrapa em Ponta Grossa.
O trabalho vai utilizar ferramentas modernas de biologia molecular, analisando a variabilidade genética das populações coletadas e das árvores plantadas. Com isso, tem-se a garantia de qualidade da estratégia de conservação.
“Essa população base vai se somar às que temos na área da Embrapa Florestas em Colombo/PR. São bancos com mais de 30 anos, únicos, que auxiliam na conservação genética da araucária. Esperamos continuar a ampliação de nossos bancos com outras parcerias. Nesse aspecto, o projeto com a ENGIE é um modelo de organização”, finaliza Schaitza.
“Essa é uma parceria que será muito gratificante. Sabemos de sua importância não só para a conservação, mas para o incentivo e orientação de produtores para a sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente. Essa parceria e a possibilidade de participarmos de um projeto que vai da conservação genética, ao plantio, conservação e geração de renda é uma das boas práticas que estamos adotando, buscando fazer a diferença”, relata o diretor de implantação do Sistema de Transmissão Gralha Azul, Márcio Daian Neves. Como exemplo de outras ações adotadas pela ENGIE nos últimos anos, está a doação e o plantio de mais de 700 mil mudas somente no estado do Paraná, sendo que em 2019 foram mais de 50 mil mudas.