Artefacto Curitiba celebra 50 anos com Mostra 2026

Com o tema “Maturidade”, nova edição reúne nomes da arquitetura e do design de interiores, apresenta a coleção Edition 2026 – Cosmos e marca um novo momento da operação da marca na capital paranaense.

No ano em que celebra cinco décadas de história, a Artefacto anuncia a Mostra Curitiba 2026, que tem como tema “Maturidade”. A edição reúne renomados arquitetos e designers de interiores convidados a desenvolver ambientes autorais que traduzem diferentes interpretações sobre o tempo, a permanência e as experiências acumuladas — e seus reflexos na evolução do morar contemporâneo.

Em Curitiba, o conceito ganha um significado particular. A abertura da Mostra coincide com um importante momento de expansão da operação local, marcado pela aquisição da Villa Margarethe, um dos casarões históricos da Rua Comendador Araújo. Construída em 1917, a residência integra a memória arquitetônica da capital paranaense e passa a fazer parte de um novo capítulo da presença da marca na cidade.

A incorporação de um imóvel centenário à operação estabelece um diálogo natural com o tema da Mostra. Maturidade, neste contexto, também se traduz na valorização do tempo, da memória e da permanência, abrindo novas possibilidades a partir de uma história já construída. A expansão reforça a presença da Artefacto no mercado paranaense e integra o atual ciclo de investimentos da empresa em endereços estratégicos no país.

Mais do que uma exposição de arquitetura e interiores, a Mostra reafirma um dos pilares construídos pela Artefacto ao longo de sua trajetória: o estreito e bem-sucedido relacionamento com os profissionais locais. Nesta edição, os ambientes exploram diferentes perspectivas sobre a maturidade, valorizando escolhas conscientes, identidade, memória, autenticidade e permanência — conceitos que dialogam tanto com as novas formas de morar quanto com o momento vivido pela própria marca em seu cinquentenário.

Em paralelo, a Artefacto apresenta a Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a coleção reúne móveis marcados por linhas puras, volumes definidos e proporções exatas, em um equilíbrio entre forma, técnica e função. A pesquisa de materiais combina pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça em peças de presença serena, concebidas para atravessar o tempo e permanecer relevantes.

“Celebrar 50 anos é reconhecer nossa trajetória e continuar olhando para o futuro. Em Curitiba, esse movimento ganha um significado especial com a Villa Margarethe, um imóvel que carrega mais de um século de história. Sua incorporação à operação da Artefacto dialoga com o tema Maturidade e reforça nossa presença na cidade. É também um gesto para Curitiba, um presente que valoriza e ajuda a preservar sua memória”, declara Paulo Bacchi, CEO da Artefacto.
Da Villa Margarethe
A Villa Margarethe está inserida no Conjunto Urbano da Rua Comendador Araújo, oficialmente tombado pelo Estado do Paraná em 2004. Pela qualidade de sua arquitetura e estado de conservação, é considerada um dos exemplares residenciais remanescentes mais representativos da Curitiba das primeiras décadas do século XX, período em que a prosperidade da erva-mate e o avanço da indústria contribuíram para transformar a paisagem urbana da cidade.

Erguida originalmente para Oscar Charles Mueller, a residência recebeu o nome Villa Margarethe em homenagem à sua esposa, Margarethe Lepper. O imóvel remonta ao período de prosperidade econômica impulsionado pela erva-mate e preserva características da arquitetura residencial da Curitiba do início do século XX, reunindo referências do Art Nouveau, ecletismo europeu e da arquitetura germânica.

Segue abaixo os ambientes da Mostra.

Ana Letícia Virmond / @analeticiavirmond

Serenidade conquistada ao longo da vida: é assim que Ana Letícia Viermond define maturidade. Experiência que se transforma em repertório e conduz a escolhas conscientes e assertivas. O projeto Casa Lounge traduz essa ideia em um espaço gourmet que convida a desacelerar, compartilhar momentos e celebrar o prazer das boas escolhas. Para Ana, o verdadeiro luxo está no que permanece, no que desperta emoções e, acima de tudo, resiste ao tempo. Como os móveis. Cada um deles respeitando a essência da Artefacto e valorizando a excelência técnica e artesanal de seus produtos. A integração entre as áreas, por exemplo, é plena e natural, favorecida pelo módulo Lounge, peça protagonista, que segundo a profissional sintetiza o próprio conceito do projeto, ao colocar arte, matéria e permanência em perfeita harmonia. Nos demais móveis, materiais como madeira, mármore, tecido e couro reforçam a sensação de atemporalidade, enquanto o desenho limpo evidencia a simplicidade das formas. Como ocorre, por exemplo, com a mesa de jantar Jud, a cadeira Lille, a banqueta Hara e a poltrona Calix que se unem ao lounge em uma composição equilibrada onde cada detalhe dialoga com o todo.

André Bertoluci / @andrebertoluciarquitetura

Maturidade é compreender que o tempo e o silêncio revelam a essência das coisas. Fiel à máxima, Living & Convívio, projeto de Andre Bertolucci reflete exatamente isso: espaços que não seguem tendências, mas que acolhem histórias, fortalecem vínculos e permanecem atuais pela verdade de cada escolha. Para o arquiteto, o tempo não diminui o valor das coisas, mas as revela. Uma visão que se materializa em uma sequência de ambientes – living, sala de jantar, lounge e estar bar – que traduzem diferentes momentos da convivência: receber e compartilhar. Privilegiando materiais naturais – madeira, mármore, fibras naturais e cerâmica artesanal – a atmosfera é serena e atemporal. A iluminação combina luz natural, filtrada pelas cortinas, com camadas de iluminação artificial, reforça a sensação de permanência e bem-estar. Escolhido pela sua capacidade de equilibrar design e longevidade, o mobiliário traz como destaque o módulo Evans e o sofá Direc, coluna de jantar Sabang e poltronas como a Mayu e a Arua. Entre todas as peças, porém, a poltrona Arua, ocupa lugar especial no projeto, por sua linguagem, a um só tempo, artesanal e contemporânea.

Angela Chinasso Arquitetura / @angelachinasso

O projeto de Angela Chinasso e Carlos Reichmann é quase uma licença poética: transformar o sótão em uma suíte com três ambientes –quarto de vestir, sala de banho e hall de distribuição–, no qual a habilidade da profissional se revela na liberdade criativa e na harmonia entre espaço e indivíduo. A luz natural que entra pelas mansardas foi preservada, mantendo paredes e tetos brancos para dar respiro aos olhos e permitir que cores, texturas e mobiliário assumam protagonismo. Para a dupla, a maturidade pode ser definida como o silêncio do excesso e a permanência do essencial e o projeto confirma a tese.

Escolhido não apenas pelo seu componente estético, mas pela capacidade de emocionar e criar vínculos, o mobiliário traz peças de perfil atemporal e dimensões compatíveis com as dimensões do ambiente, tais como o buffet Kep e a coluna de jantar Maniang, que organizam e equilibram o espaço; a cabeceira Talalla que imprime continuidade ao quarto, sem obstruir a entrada da luz natural; a mesa de centro Pandia e a mesa componível Kentar: móveis que funcionam como pontos de apoio versáteis, capazes de se adaptar a diferentes momentos.

Ary Jacobs e Renan Mutao / @architetonika

Tempo Vivo, loft com jardim, que leva a assinatura da dupla Ary Jacobs e Renan Mutão, nasce da compreensão de que amadurecer não é imobilidade, nem apego ao passado. Mas sim a segurança de acolher o novo sem perder a identidade. Para os arquitetos, maturidade é permitir que o tempo nos transforme sem apagar aquilo que nos identifica. Dessa forma, integrando living, suíte e varanda, o espaço traduz essa filosofia ao criar uma base sólida sobre a qual novas histórias possam ser incorporadas. E revelando por meio do confronto de épocas, linguagens e estilo, que a verdadeira sofisticação está na continuidade e na autenticidade. A paleta de tons terrosos, marrons profundos e nuances minerais é pontuada por verdes intensos e inesperados. A iluminação em camadas valoriza volumes e texturas, destacando obras e objetos, enquanto zonas de luz e sombra reforçam o caráter cenográfico. Selecionado com critério, o mobiliário, integralmente especificado para compor essa atmosfera, traz móveis como o módulo Coltrane e a cama com cabeceira Talalla. Peças escolhidas pela capacidade de atravessar diferentes momentos, sem perder relevância.

Camila Picoli / @volarque

Um espaço que acolhe, desperta os sentidos e transforma a arquitetura em cenário de memórias, encontros e escolhas que permanecem. Assim pode ser definido Essência: quarto criado por Camila Picoli que traduz maturidade como a expressão do tempo vivido com significado. Uma ideia que se manifesta por meio de escolhas precisas – uma paleta de cores neutra e terrosa, a iluminação indireta e cênica – além de uma profusão de texturas, que ajudam a transformar o ambiente em uma autêntica experiência sensorial. Especificado para sustentar essa visão de sofisticação, o mobiliário marca presença, mas sem excessos: o sofá Illi e a cama Brasília estabelecendo o eixo de conforto, acompanhados por mesas como a Boyang, Vide e Nambu, que oferecem um tipo de apoio a um só tempo funcional e elegante. A estante Apex organizando o espaço com leveza e precisão, enquanto peças como o banco Emile e a mesa bar Lena acrescentam versatilidade. Entre todos os móveis, porém, a poltrona Pollux ocupa lugar especial: seu desenho baixo sugere pleno acolhimento, enquanto um detalhe na parte posterior, em material distinto, a torna escultural sob qualquer ângulo.

Caroline Andrusko Arquitetos / @carolineandruskoarquitetos

Compreender que a verdadeira riqueza está naquilo que permanece. Nos vínculos que construímos, nas histórias que compartilhamos e nas memórias que levamos. Tudo isso é o que define a essência da maturidade, segundo a arquiteta Caroline Andrusko. O projeto Capítulos surge assim como uma celebração da passagem do tempo: um espaço que acolhe o presente e preserva o futuro. Mais do que um espaço residencial, o ambiente foi concebido para acolher experiências que atravessam o tempo: refeições compartilhadas, conversas prolongadas, risadas que fortalecem vínculos. A curadoria do mobiliário reforça essa percepção. Módulo Orfei, mesas de centro como a Jud e a caixa bar Manhattan traduzem leveza e atemporalidade. Em contraponto, peças de personalidade como a mesa de jantar Radix e a cama Tassel revelam expressão artesanal. Essa composição de contrastes, segundo Caroline, resume a própria maturidade: razão e sensibilidade, matéria e memória. Entre todas as peças, porém, a mesa Radix e as cadeiras Nori são, para ela, as que carregam maior significado: representam o gesto de compartilhar alimentos e fortalecer vínculos.

Cris Daros / @crisdaros_arquitetura

Silenciar o excesso para revelar o essencial: é nesse gesto que Cris Daros encontra a maturidade. O projeto O Tempo que Transforma traduz essa filosofia em dois ambientes que dialogam com fluidez e onde o luxo não se impõe, mas acolhe. living e estar íntimo/escritório se conectam em um exercício de amplitude e sofisticação. Mármore, camurça, boiserie e tecidos texturizados criam uma composição elegante que convida à contemplação, à pausa e ao habitar a melhor versão de si mesmo. A paleta em branco e verde, por sua vez, reforça a atmosfera de serenidade, enquanto a iluminação cenográfica transforma o espaço em um oásis de conforto e acolhimento. O sofá Evans surge como o coração do living, com suas proporções generosas e linhas limpas. As poltronas Mayu imprimem movimento ao espaço, com seu design giratório que permite múltiplas interações. A mesa lateral Stewart, com seu desenho preciso e acabamento refinado, funcionando como ponto de apoio e elemento escultórico. E por fim, o buffet Sanur, com suas linhas suaves e acabamento que valorizam a materialidade, tornando-se peça-chave para o equilíbrio visual do ambiente.

Deborah Nicolau / @deborahnicolau

No ano em que celebra seus 50 anos, Deborah Nicolau apresenta o Home DNA, um espaço que traduz a maturidade como processo contínuo de evolução. Mais do que um home theater, o ambiente é concebido como refúgio: um lugar de silêncio e emoção, de leitura e contemplação, de encontros e memórias. Para Deborah, maturidade é viver com intencionalidade, cultivar gratidão e continuar evoluindo sem perder a essência. O Home DNA é a materialização dessa visão particular: um ambiente que emociona hoje e que pretende continuar fazendo sentido amanhã.

As curvas percorrem o espaço em movimento contínuo, inspiradas na ideia do infinito. Nada termina em si mesmo; cada gesto conduz ao próximo e o mobiliário vem reforçar essa filosofia. O módulo Baco, peça central do projeto, com suas proporções generosas e encostos móveis, adaptando-se aos mais diferentes momentos: de uma conversa a dois aos filmes assistidos com os amigos. Ao seu redor, poltronas como a Wiggins e a Times, mesas de centro Boyang e Lena, além da estante Apex, compõem uma escultura viva, onde forma e função coexistem em perfeito equilíbrio.

Denise Ribas e Carolina Ribas / @deniselribas / @carollealribas

Na Suíte Permanência, Carolina e Denise Ribas, mãe e filha, celebram a maturidade como a capacidade de fazer escolhas conscientes e valorizar aquilo que resiste ao tempo. Para as arquitetas, o verdadeiro luxo está no que permanece: materiais que envelhecem com dignidade e que atravessam gerações sem perder relevância. No ambiente, o pé-direito elevado amplia a sensação de liberdade e bem-estar, enquanto a madeira, presente no forro, e nos painéis das paredes, aquece o ambiente. Aparente, a estrutura do telhado reforça a honestidade construtiva, enquanto linho, pedra, couro e um grande tapete revelam uma arquitetura que merece ser experimentada pelos sentidos. A paleta cromática privilegia tons terrosos, beges e off-white, criando uma atmosfera serena e atemporal, ao passo que o mobiliário traduz maturidade em estética. Móveis como o sofá Argand e a cabeceira Maschio selecionados por suas linhas orgânicas e atemporais, privilegiando conforto e permanência. A poltrona Coquile simbolizando o equilíbrio conquistado ao longo do tempo, enquanto o módulo e puff Baco complementa a experiência com versatilidade.

Elaine Zanon e Claudia Machado / @arquitetareoficial

Inspiradas pela busca de bem-estar e pela valorização da experiência cotidiana, Elaine Zanon e Claudia Machado, do estúdio Arquitetare, reafirmam, neste projeto, que a verdadeira maturidade na arquitetura é construir espaços que permanecem significativos, revelando sua força na essência, e não na quantidade de elementos. Reflexo da experiência acumulada pelas profissionais na criação de ambientes que reúnem sofisticação e acolhimento, o projeto não apenas atende às necessidades práticas, mas também promove contemplação e pertencimento.

Desenvolvido para valorizar proporção e equilíbrio, o mobiliário foi escolhido com base em seu design atemporal e potencial de permanência como o sofá Patong e poltrona Zac, estruturam as áreas de convivência, enquanto mesas como a componível Lang, e a lateral Moh, traduzem funcionalidade com elegância. Como grande destaque a poltrona Eiru sinaliza a herança oriental da composição. Vistos em conjunto, cada elemento, segundo as arquitetas, foi integrado ao projeto para reforçar a ideia de maturidade como legado ou, em outras palavras, das escolhas que resistem ao tempo e, ainda assim, permanecem relevantes.

Guilherme Bez / @studioguilhermebez

Guilherme Bez parte da ideia de que maturidade é ousar com equilíbrio. Assim, seu espaço foi concebido como uma experiência sensorial, inspirado na superfície lunar e em sua materialidade moldada pelo tempo. Cada relevo é memória, cada textura é registro de transformação. Imperfeições são celebradas como expressão de autenticidade. Tudo nele convida à contemplação: o olhar feminino impresso na cortina sugerindo pausa, o poema em homenagem ao fundador da Artefacto, Albino Bacchi, oculto atrás de uma cortina translúcida.

Reforçando a atmosfera intimista e acolhedora da composição, o mobiliário explora ciclos e permanência. O sofá Papillon, a mesa de jantar Eclipse, as poltronas Ricci e as mesas Louise evocam formas orgânicas e circulares, remetendo às fases da Lua.

A mesa lateral Louise Plissê, em forma de ampulheta, sugere a passagem do tempo, enquanto as molduras Orbit e Aka evocam o movimento dos astros. Entre todas as peças, porém, as molduras Orbit e Aka ocupam lugar especial no imaginário do arquiteto. Além de ampliar o espaço por sua reflexão, elas criam dramaticidade – itens essenciais em seus projetos.

Gustavo Scaramella / @gustavoscaramella

O ambiente Déco Privé, assinado por Gustavo Scaramella, é uma declaração de autenticidade. Com perfume art déco e mistura de épocas e estilos, o projeto não teme sobrepor camadas. As linhas retas da marcenaria funcionam como pano de fundo para obras de arte, mobiliário e objetos compondo uma atmosfera marcante. O jogo de cheios e vazios, texturas e cores imprime intensidade, sem recorrer a falsos neutros. Para o arquiteto, maturidade é autenticidade, ousadia, repertório e segurança. E Déco Privé reproduz essa visão em um espaço marcante, onde moda, arte e arquitetura se encontram para sugerir experiências.

A iluminação é cênica e acolhedora, resolvida em grande parte com peças decorativas que criam uma atmosfera intimista e sofisticada. Escolhido, em função de suas proporções e escala, móveis como a poltrona Moh, a estante Jeri, a mesa de centro Trieste e o buffet Kep compõem um layout fluido e elegante. Juntos, cada item dialoga com a proposta, imprimindo profundidade visual ao espaço e estimulando uma abordagem sensorial. Entre todos, porém, o sofá Direc ocupa lugar especial: versátil, ele é um dos preferidos do arquiteto nos mais diversos projetos.

Ivan Wodzinsky / @ivanwodzinsky

Definições claras, diretas e conscientes. Um espaço residencial com dimensões reais, compatíveis com o mercado atual. O trabalho de Ivan Wodzinsky parte da ideia de que maturidade está nas experiências e no entendimento mais profundo das situações, tanto na vida pessoal quanto no exercício da profissão. Para Ivan, maturidade é continuar trabalhando com a mesma dedicação e entusiasmo dos 20 anos. E essa visão se torna perceptível em cada detalhe deste projeto. Camurça, madeira, couro e microtexturas criam uma atmosfera acolhedora, em tons de bege e marrom, enquanto a iluminação, intimista, divide o protagonismo com a luminosidade intensa das janelas do ambiente. Restrito ao essencial, o mobiliário foi escolhido por sua atemporalidade e pela predominância de materiais naturais na sua confecção. Entre os destaques estão a coluna de jantar Turen, com tampo em mármore marrom imperial, a poltrona Tanah giratória, a escrivaninha Moya e a poltrona Hobie. No living, o sofá Nocmii, a poltrona Tanah e o aparador Delray formam o triângulo conceitual que, segundo o arquiteto, sustenta a harmonia da composição.

Jacy Ebrahim, Cymara Ebrahim Largura e Camila Ebrahim Largura / @ebrahimarquitetura

Chegar à 15ª participação na Mostra Artefacto Curitiba é, para as arquitetas Camila, Cymara e Jacy Ebrahim, um marco de maturidade e continuidade. E, para comemorar a data, nada melhor do que celebrar as raízes da marca por meio da presença simbólica de uma jabuticabeira: árvore que evoca memória e permanência. Assim, foi em torno dela, que o trio projetou um lugar de encontros. Um espaço integrado a uma área gourmet e a uma grande varanda, pensado para receber e reunir. E foi assim que nasceu o Café e Varanda. Um ambiente projetado para reconhecer raízes, preservar memórias e criar novas camadas de encontro e convivência.

Reforçando essa narrativa de tempo e legado, o mobiliário foi escolhido em função de sua atemporalidade e capacidade de atravessar gerações sem perder relevância. A poltrona Kamari, com seu desenho orgânico e proporções generosas, sugerindo momentos de contemplação. O banco Hara adicionando versatilidade e, por fim, arrematando a composição, dois móveis essenciais: a imponente poltrona Indiana e a cadeira Molu, inspirada na cadeira diretor, convidando ao convívio em torno à mesa.

Jayme Bernardo / @jaymebernardoarquitetos

Para Jayme Bernardo, a maturidade não tem hora marcada para chegar: é um estado de espírito que acaba sendo alcançado por todos, cedo ou tarde, mas sempre com enorme valor. No projeto Vida Plena, concebido pelo arquiteto para ocupar a vitrine, essa visão se materializa em um loft inspirado pela cidade eterna de Roma. Uma composição na qual painéis e cortinas setorizam o espaço, produzindo uma atmosfera, ao mesmo tempo, sofisticada e acolhedora. Enquanto a iluminação, pensada em camadas, coloca em destaque volumes e materiais, conferindo profundidade e dramaticidade ao conjunto.

Tal qual a capital italiana, trata-se de um espaço que convida a desacelerar e apreciar o belo e, no qual, o mobiliário ocupa papel-chave, ampliando a sensação de requinte: os módulos Opus e Baco estabelecendo o tom exato de conforto. As mesas de centro como a Tarakan e a Lux criando pontos de apoio permanentes. Enquanto, a cama Capricórnio e as cômodas Ray e Greta reforçam a ideia de permanência. E, por fim, a Caixa Bar Pietra que ocupa um lugar especial no projeto, perfeitamente alinhado ao ideal de maturidade perseguido pelo arquiteto.

Jocymara Nicolau / @jocymaranicolauarq

Neste projeto, que leva a assinatura de Jocymara Nicolau, a maturidade é entendida como a capacidade de reconhecer o valor do essencial e transformar escolhas conscientes em espaços relevantes. Inspirada pela cultura nórdica, Jocymara valoriza o luxo silencioso: materiais naturais, conexão com a natureza e escolhas que transcendem tendências. Tal como ocorre no desenho neste loft, no qual a iluminação, desenvolvida por meio de automação, permite diferentes cenários que revelam camadas da arquitetura e transformam a percepção ao longo do tempo.

Pensado com base na sua capacidade de dialogar com a arquitetura, a escolha do mobiliário reforça a intenção de criar um ambiente sofisticado e, ao mesmo tempo, duradouro. Entre os destaques, estão o contemporâneo módulo Kadan – em versão atualizada que ampliou ainda mais as suas possibilidades de configuração –, a coluna de jantar Mulligan com tampo em cristal, a mesa de centro Lamai, de mármore, e a cama Zafra, com suas formas curvas e leveza visual. Entre todas elas, para a arquiteta, a cadeira Etta tem lugar especial. Segundo ela, por conta do equilíbrio e da precisão de seu desenho.

Juliana Meda / @julianamedaarquiteta

Juliana Meda entende maturidade como respeito ao tempo, às pessoas e às escolhas. Uma ideia que se materializa em um lounge concebido para convivência e criação e onde arquitetura e relacionamento se entrelaçam de forma natural. Em síntese, um espaço de trabalho pensado para receber clientes, promover encontros e apresentar projetos, transformando a convivência em eixo central da composição. Concebida em camadas, a iluminação valoriza texturas e reflexos, tendo por base uma combinação de madeira, mármore, couro e tecidos naturais, em permanente diálogo com os tons de vinho e de verde que envolve o espaço. No coração do ambiente, uma ampla ilha de mármore dialoga com a mesa Arco, apresentando o móvel como símbolo de convivência. Ao redor desse núcleo, diferentes atmosferas se revelam: o sofá Geta, as poltronas Nyx e a chaise longue Harrison oferecem acolhimento e pausa, enquanto mesas como Lena, Lux e Giocco imprimem versatilidade e sofisticação. Arrematando a composição, a escrivaninha Regia, acompanhada da poltrona Solis, configuram o espaço criativo, enquanto a caixa bar Pietra amplia a experiência de receber.

Larissa Galindo Arquitetura / @larissagalindoarq

Determinados espaços se limitam a abrigar, outros, a respirar. O Loft Equilíbrio, assinado pela arquiteta Larissa Galindo, nasce dessa intenção: ser um lugar para reunir, contemplar e permanecer. Em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, o ambiente propõe devolver ao corpo a calma e à mente o equilíbrio. Para a profissional, maturidade é ter segurança para propor aquilo em que realmente acreditamos. O Loft Equilíbrio surge como materialização dessa ideia: um espaço que não remete apenas ao tempo, mas sobre como escolhemos vivê-lo. Como fio condutor, a própria matéria: o linho, que ganha personalidade com o uso; o revestimento das paredes, que celebra as marcas do tempo em vez de tentar escondê-las; e as pedras, que carregam em sua origem milhares de anos de existência. São escolhas que não almejam a perfeição, mas a autenticidade, assim como os móveis: o sofá Blossom, a poltrona Zac, a coluna de jantar Tibau e a cadeira Batar com suas proporções equilibradas e elegância silenciosa. A mesa componível Paloh e os bancos Kalao e Kawe, projetos adaptáveis às diferentes fases da vida, mas sem nunca perder significado.

Lisiê Pissetti / @lisiepissettiarquitetura

Uma paleta de cores claras, enriquecida por texturas sobrepostas, criando uma sofisticação discreta, silenciosa, que não precisa de excessos para se afirmar. Uma iluminação pensada para ser parte da arquitetura: protagonista durante o dia, intimista à noite. Apresentando três atmosferas distintas – sala de jantar, living e refúgio – Permanência, ambiente assinado por Lissiè Pissetti, é exatamente isso: um convite a ficar, a contemplar e a transformar o cotidiano em legado. Afinal, para ela, a maturidade está em valorizar o que permanece. Nesse contexto, a natureza se torna igualmente presente. Fibras naturais, pedras e vegetação compõem uma narrativa sensorial que celebra o tempo como aliado da beleza. Traduzindo acolhimento e permanência, o mobiliário reforça essa linguagem, por meio de suas formas fluídas e orgânicas: o sofá Nouvel, ponto de partida do projeto, com suas linhas arredondadas e estofamento em plumas de ganso. A coluna de jantar Sabang, a poltrona Luisa, o buffet Anyer, com as mesas componíveis Biak e Kentar, ao seu redor, construindo uma composição coesa e atemporal.

Luiz Mori Neto / @luizmorinetoarquiteto

Nas palavras do arquiteto Luiz Mori Neto, maturidade é olhar para trás. É reconhecer uma trajetória construída com disciplina e paixão. Mas, também olhar para frente e acreditar que os melhores projetos ainda estão por vir. Este escritório materializa essa filosofia: um ambiente que honra o passado, ousa nas cores e abre espaço para o futuro. Um espaço, a um só tempo clássico e contemporâneo, instalado em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, concebido sem a preocupação de ser arquitetonicamente correto. Mas, sim, a expressão genuína de um instante criativo. Reforçando este ideal de maturidade, o mobiliário foi selecionado com base na sua qualidade atemporal: a caixa bar Chet, a poltrona Armstrong, o cavalete Manuk, o puff Kallady, a cadeira Miarin, a mesa componível Kentar e o aparador Manui. Todos escolhidos pela precisão de seus desenhos e pela capacidade de unir funcionalidade e permanência. Segundo o arquiteto, peças essenciais para a construção de um espaço que não busca apenas atender às necessidades práticas do dia a dia, mas também traduzir identidade e emoção ao longo do tempo.

Priscilla Muller / @primuller.arq

Em Origem, projeto que engloba living, biblioteca e hall, Priscila Muller explora a maturidade como leveza e confiança. Para a arquiteta, amadurecer é aceitar que não temos controle sobre tudo e, ainda assim, viver com serenidade, reconhecendo quem somos e, principalmente, quem não somos. É também reconhecer os aprendizados ao longo da jornada, mas sabendo que nunca seremos completamente maduros. Reflexo dessas convicções, seu ambiente ousa nas escolhas, valoriza o silêncio e transforma o ato de habitar em uma experiência leve e altamente significativa.

A cor terracota domina a paleta, trazendo calor e intensidade, enquanto a iluminação suave, e delicada, reforça o caráter acolhedor. O mobiliário prima por sua capacidade de produzir conforto e oferecer acolhimento. Assim, o módulo e puff Pluma, as poltronas Calisto e Mios, as mesas de centro Pandia e Davis, além do banco Lucero, compõem um espaço pensado para o uso cotidiano e o bem-estar permanente. Entre todos os móveis, a poltrona Calisto ocupa lugar especial: moderna e exclusiva, segundo a profissional, é ela que confere uma personalidade singular ao conjunto.

Samara Barbosa / @arq_samarabarbosa

Em meio à velocidade e às urgências da vida contemporânea, Samara Barbosa apresenta um espaço criado para celebrar a convivência: o café servido sem pressa, a taça de vinho compartilhada, a conversa que se prolonga, o livro aberto sobre a mesa. Em Tempo de Encontro a maturidade se traduz na escolha de materiais que envelhecem com beleza, uma vez que, para a arquiteta, o importante é perceber que o tempo não tira valor das coisas; pelo contrário, ele revela aquilo que realmente importa. Selecionado para compor essa atmosfera de permanência e acolhimento, o sofá Piero estrutura o living com linhas generosas e curvas que convidam ao relaxamento, criando um eixo de conforto e convivência. As poltronas Harrison e Carrie, por sua vez, acrescentam personalidade: a primeira com imponência e proporções marcantes, a segunda com suavidade e versatilidade, permitindo diferentes formas de uso. Entre todas as peças, porém, a caixa bar Pietra é o móvel que traduz a essência do projeto. Mais do que mobiliário, ela simboliza hospitalidade e acolhimento, afinal, abrir suas portas para servir um café ou um vinho oferece sempre a oportunidade de um novo encontro.

Suelen Parizotto Arquitetos / @suelen_parizotto_arquiteta

Há momentos na vida em que a maturidade se revela como liberdade de viver de acordo com nossos próprios valores, sem precisar da aprovação dos outros. Foi com base nessa visão que a arquiteta Suelen Parizotto concebeu o Living Raízes: um espaço criado para traduzir autenticidade e pertencimento, que presta uma homenagem às histórias que nos moldam e às memórias que nos acompanham. Com base em uma paleta de cores sóbria –, em tons de marrom, fendi e café – e materiais como madeira, couro e tecidos naturais para reforçar a ideia de permanência e essencialidade.

Dando corpo a essa narrativa, a escolha do mobiliário evoca valores perenes e essenciais: o módulo Maddox e as poltronas Kan e Luna estabelecendo o tom de acolhimento. As mesas de apoio como a Fylla, Croma e Nambu oferecendo versatilidade e leveza. E, finalmente, a mesa de centro Grid, tomada pela arquiteta como peça de contemplação, com seu interior de vidro trabalhado, produzindo uma sensação de profundidade acentuada, e surpreendendo o olhar. Para Suelen, um exemplo perfeito do melhor design contemporâneo: sofisticado e capaz de atravessar o tempo.

Talita Nogueira / @talitanogueiraarquitetura

Entre Tempos – espaço residencial híbrido que reúne living, quarto e jantar – criado pela arquiteta Talita Nogueira, é uma declaração sobre liberdade e desapego. Inspirado em referências artísticas locais, como o quadro da artista Ju Maia, o projeto celebra a história como patrimônio maior. É um espaço que aponta a maturidade como autonomia: reconhecer que nossa trajetória, com suas camadas e memórias, é o que nos torna verdadeiramente independentes. Reforçando a narrativa de que a construção de um ambiente não deve se limitar a tendências passageiras, mas sim, traduzir repertório e história, o mobiliário assume papel protagonista. O sofá Eos estabelece o eixo de conforto, enquanto mesas como a Yego, Moon e Brass oferecem versatilidade e sofisticação. A cabeceira Mira e o aparador Arco reforçam a ideia de permanência tão cara à arquiteta, ao mesmo tempo em que a moldura Orbit cria um ponto de contemplação. Entre as peças preferidas da profissional, a mesa Shah, a cadeira Vimen e a poltrona Pol ocupam lugar especial: são escolhas recorrentes, que se tornaram quase assinaturas em seus projetos, traduzindo pertencimento e autenticidade.

Viviane Loyola Arquitetos Associados / @viviane_loyola

Para a arquiteta Viviane Loyola, a maturidade, traduzida na criação de espaços contemporâneos, está em compreender que a verdadeira sofisticação não está em perseguir o novo indistintamente. Mas, sim, aquilo que, de fato, permanece. Em criar espaços que acolhem, equilibram elegância e conforto e, acima de tudo, continuam fazendo sentido ao longo do tempo. Tal como neste refúgio integrado – com living, jantar e suíte –, que celebra a chegada da maturidade não como um marco cronológico, de passagem do tempo, mas como conquista de um olhar mais atento e consciente sobre a vida. Um olhar capaz, por exemplo, de selecionar, em meio ao acervo Artefacto, os móveis mais afinados com a linguagem atemporal e as proporções equilibradas do seu projeto. Como o sofá São Paulo que organiza a área de estar, acompanhado pelas mesas de centro Ginza e Pandia e pelas mesas laterais Halston e Ginza. Assim como, no dormitório, a cabeceira Piet, a cômoda Ray e a mesa de cabeceira Berge que reforçam a ideia de permanência. Sem esquecer, claro, da mesa de jantar Circa que ocupa papel central na composição, sinalizando a troca de experiências e a construção de memórias.

Wolfgang Schlögel / @wolfgangschlogelpaisagista

No trabalho de Wolfgang Schlogel, maturidade significa respeito. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional. Essa visão se reflete em seus projetos paisagísticos, concebidos para valorizar o que já existe na natureza e, quando necessário, apenas complementar com sensibilidade. Em seu jardim – que reúne espelho d'água, vegetações diversas, deck em madeira, vasos, esculturas, além de um painel artístico em cerâmica –, rochas e tons terrosos reforçam a conexão com a natureza, enquanto o verde predomina como cor essencial. A iluminação, pontual e calma destaca elementos-chave, criando uma atmosfera serena e acolhedora, adaptada aos mais diversos momentos.

Sintonizado com a proposta do paisagista, o mobiliário outdoor foi escolhido pela sua qualidade construtiva e capacidade de compor o projeto, sem no entanto interferir na leveza geral da composição. Entre os destaques módulos como o Zazah; poltronas como a Gap; e mesas de centro como a Lexter. A poltrona Calisto, porém, ocupa lugar especial: sua transparência e delicadeza permitem uso direto sobre o gramado, integrando-se, como poucas, ao desenho da área.

Serviço

Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 / Curitiba

Artefacto João Pessoa apresenta a Mostra 2026 com o tema “Maturidade”

Evento reúne nomes da arquitetura local e marca o lançamento da coleção Artefacto Edition 2026 – Cosmos, assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis.

Em sintonia com as celebrações dos 50 anos da Artefacto, a unidade de João Pessoa apresenta a Mostra 2026 sob o tema "Maturidade", propondo uma reflexão sobre o tempo, o olhar que evolui e a sofisticação que se constrói a partir da experiência.

A exposição reúne profissionais de destaque da arquitetura e do design de interiores da capital paraibana em um circuito de ambientes que exploram diferentes interpretações do morar contemporâneo. Inspirados pelo tema, os participantes desenvolvem espaços que valorizam escolhas conscientes, estética apurada e profundidade emocional — atributos que dialogam com o momento atual do habitar e com a trajetória da marca ao longo de suas cinco décadas.

Mais do que uma mostra, o projeto se consolida como uma plataforma de expressão criativa, na qual cada ambiente traduz narrativas singulares sobre cultura, identidade e permanência. Em João Pessoa, a edição reforça a conexão da Artefacto com o cenário criativo da cidade, evidenciando a diversidade de linguagens e a força autoral dos profissionais envolvidos.

Como parte das comemorações, a marca apresenta também a Artefacto Edition 2026 – Cosmos, coleção assinada por sua diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade que estrutura o universo, a linha reúne peças que orbitam entre legado e futuro. Linhas precisas, equilíbrio entre forma, técnica e função e uma pesquisa sofisticada de materiais — como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça — resultam em um mobiliário de presença serena, pensado para dialogar com o tempo e com a evolução do morar contemporâneo.

Esperamos vocês!

Alice Medeiros / @alicemedeirosarquiteta

No desenho de O Quarto Pleno, refúgio idealizado pela arquiteta Alice Medeiros para a Mostra Artefacto João Pessoa, a maturidade se revela na liberdade de se importar apenas com o que faz sentido. Inspirado pela atmosfera contemplativa e pictórica dos Jardins de Giverny, de Claude Monet, o ambiente abole as fronteiras entre interior e exterior por meio de uma generosa esquadria de vidro incolor. Uma abertura estratégica que banha o espaço com luz natural e convida o jardim a entrar, colocando a casa em harmonia com seu entorno. Logo na entrada do ambiente, a ideia de se ater ao essencial ganha forma em um canto de leitura que tem a escrivaninha Halston e a cadeira Etta como principais protagonistas, lembrando que madurecer, em qualquer época é também nunca deixar de criar. Conforme se avança pelo espaço, a atmosfera se desloca para o relaxamento absoluto: o sofá Illi, com suas formas orgânicas, dialoga com a mesa de centro Ginza e com as mesas laterais Halston e Louise, que evocam um abraço acolhedor. No coração do projeto, a cama Capricornio assume o centro da cena, banco Janus e pela elegância da Vanity Desk Lulli.

Antonio Neves / @antonionevesarquiteto

Saber subtrair é, talvez, a máxima expressão da elegância. Longe de ser sinônimo de escassez, a opção pelo vazio permeia o Santuário Atemporal, quarto assinado pelo arquiteto Antonio Neves, voltado inteiramente para o repouso consciente e para a introspecção. Um ambiente concebido em torno de um minimalismo caloroso que, por dispensar modismos efêmeros, abre espaço para uma nova modalidade de luxo. Um luxo silencioso, que celebra o tempo e ganha forma através da curadoria milimétrica de móveis e objetos conduzida pelo arquiteto. A começar pela imponência rigorosa da cabeceira Maschio, ladeada pelas mesas de cabeceira Berge e pela funcionalidade sofisticada da cômoda Ray, que ganhou posição de destaque. Próximos dela, a mesa lateral Flap e o banco Hara adicionam um dinamismo extra ao layout. A opção definitiva pelo autocuidado, por sua vez, encontra sua plena expressão no par de cadeiras Hara. Com ergonomia impecável, e estrategicamente posicionadas, elas desenham o ponto focal de contemplação do quarto, produzindo um convite irresistível para descansar o corpo e desacelerar a mente.

Bethania Tejo Arquitetos Associados / @bethaniatejo / @bethaniatejoarquitetura

Marcado por suas formas lineares e assimétricas, o Living de Conexão, espaço criado por Bethania Tejo para celebrar os 50 anos da Artefacto, foi concebido como um refúgio cosmo polita, onde coexistem design, arte e tempo. Combinada a tons de terracota e vermelho, o azul imprime ao espaço uma atmosfera vibrante, revelando que a maturidade não está no excesso, mas na precisão das escolhas. Como resultado, a arquiteta dá vida a um ambiente autêntico, construído na escala humana, onde cada móvel e cada detalhe arquitetônico se torna parte de um extenso painel de conexões genuínas e permanentes, onde o mobiliário Artefacto assume protagonismo. O Módulo Opus, de estética orgânica, convida à entrada; o Buffet Constantin, equilibra presença e discrição; as poltronas Nyx giratórias expressam acolhimento e fluidez, enquanto as poltronas e puffs Mentha sugerem uma vivência zen e despojada. Ocupando posição central, as mesas de centro Oro evocam a ideia de ciclos e permanência, ao mesmo tempo em que a moldura AKA, posicionada estrategicamente, cria a sensação de uma janela interna que amplia perspectivas e reflete o tempo como movimento.

João Braz / @joaobraznetto

Navegar é preciso; viver não é preciso.” O célebre verso eternizado por Fernando Pessoa, serviu de bússola para o arquiteto João Braz na montagem de desse imponente espaço, com pé-direito duplo e mezanino – que integra living, quarto e sala de jantar – , no qual o profissional materializa os interiores de uma casa como metáfora de um porto. Visto que, para João, a maturidade apenas se consolida quando a alma aceita o movimento natural da vida, com seus altos e baixos. Com seus ventos a favor, mas também suas tempestades. Coração náutico do projeto, o módulo Austral ganhou estofado azul-marinho profundo. Ao seu redor, orbitam a mesa lateral Giocco, a mesa de centro Eduardo e a poltrona Poline. Já na transição para o jantar, a mesa Fontana surge cercada pelas cadeiras Áurea, enquanto no mezanino, o repouso é resguardado pela cama Zoe Queen, acompanhada pelas mesas de cabeceira Gio e pelas cadeiras Bonheur. O resultado final, de uma simplicidade refinada, convida o visitante a sentir o corpo como barco, o mar como a vida e a casa, como seu porto seguro.

João Romualdo / @joaoromualdo

Maturidade, para o arquiteto João Romualdo, não é algo que se dita; é algo que se reconhece. Ela se manifesta na clareza de quem somos, nos valores que defendemos e nas escolhas que imprimimos em nossa rotina. E foi sob essa perspectiva, de autoconhecimento e solidez, que ele assina o Escritório Weberton Filho: o espaço de trabalho de um diretor executivo amante de viagens, que reconfigura o conceito dos ambientes de trabalho, por meio de um layout fluido e integrado, propondo uma nova forma de se reunir e de produzir. Um cenário onde a sobriedade se funde a uma sofisticação discreta, no qual o mobiliário da Artefacto atua como parâmetro de longevidade e identidade. O atendimento, por exemplo, se estabelece através da mesa bar Lena, acompanhada pelo gaveteiro Regia, pelas cadeiras Daphne e pela marcante cadeira Chiara. Logo ao lado, a área de conversação ganha o conforto do sofá Carrie e a presença escultural da icônica poltrona Pol. Completando a proposta, as mesas laterais Shah e Vide se unem ao puff Nick, deter minando um espaço eminentemente voltado ao trabalho, mas com ares de galeria particular.

JT Arquitetos / @jtarquitetos

Assinado pelo escritório JT Arquitetos, dos arquitetos João Coura e Taty Travassos, o Living Perenidade pode ser visto como um exercício de lucidez estética. Empenhados em provar que o verdadeiro refinamento reside no ato de retirar e não propriamente de acrescentar, no ambiente, a dupla conceitua maturidade na constância e na coragem de investir em uma sofisticação despida de excessos e fiel à sua própria essência. Assim, em meio a uma atmosfera intimista, o espaço convida o visitante a descansar o corpo e a desacelerar a mente Fruto de um estudo preciso sobre proporções e intencionalidade, cada peça do mobiliário, assume uma função clara e poética. O estofamento generoso do módulo Meteora ancora o living com sobriedade contemporânea, dividindo o protagonismo com as formas esculturais da poltrona Calix: um móvel que, com suas linhas orgânicas, transcende o utilitário para se transformar em objeto de admiração. Por sua vez, o buffet Sanur e a caixa bar Chet organizam as linhas perime trais do espaço, enquanto, refletindo a busca por rigor, a moldura Callet arremata a cena, costurando a com posição, em grande estilo.

Oficina Arquitetura / @oficinaarquitetura

Deixar o tempo passar sem pressa, medindo as horas não pelos ponteiros, mas pelo desenho da sombra que cruza o piso, pela brisa que agita as folhas e pelo reflexo do sol no espelho d’água. É sob essa perspectiva de desaceleração, e serenidade, que os arquitetos Ana Cristina, Daniella Figueiredo e Yuri Fernandes, da Oficina Arquitetura, dão vida ao Living Raízes um refúgio ao ar livre profundamente sensorial, onde a maturidade se desfaz de excessos para abraçar a leveza, e no coração do qual um exuberante Jambeiro assume o papel de eixo organizador do espaço. Mais do que um elemento paisagístico, uma escultura viva, vista pelos arquitetos como um símbolo de permanência e de memória, que ancora o projeto à terra. Ao seu redor, o mobiliário convida à pausa e ao convívio compartilhado: o sofá e a chaise longue Bold, os grandes protagonistas do espaço, dividem a cena com as poltronas Gap e Calisto, estabelecendo um diálogo de contornos atemporais. As mesas de centro Zalla, os bancos Kawe e Porter, além do carro chá Arugam complementam o estar. E arrematando o cenário com sua elegância despretensiosa, surgem a coluna de jantar Mulligan e as cadeiras Lanta.

Ponto 3 Arquitetura / @ponto3arquitetura

O ambiente Arquivo Vivo, elaborado pela dupla Gesiel Soares e Raphael Barbosa, da Ponto3 Arquitetura, nasce da ideia de que uma casa não é só feita de móveis e objetos, mas de histórias que se acumulam e se tornam presença. No projeto, um grande living, integrado à galeria, é concebido como um espaço sereno, onde a luz indireta e as proporções equilibradas determinam uma atmosfera silenciosa e atemporal, e na qual a maturidade se revela na consciência plena do que realmente importa: memórias, permanência e afeto. Mais do que meras imagens, as fotografias expostas constituem um acervo afetivo que percorre os vá rios momentos compartilhados entre o escritório e a Artefacto ao longo dos anos. Uma narrativa de tempo e legado que encontra eco no mobiliário selecionado: as mesas de centro Giocco, com sua marchetaria delicada, evocam memórias e se tornam símbolos de continuidade. O módulo Kubrick, de linhas precisas, e as poltronas Pollux que convidam à contemplação. E por fim, arrematando a composição, a coluna de jantar Moon, o banco Vivika e a chaise longue Papillon compartilham conforto e identidade.

Sandra Moura Arquitetos / @sandramouraarquitetura

O alhar para o tempo não como um agente de desgaste, mas como um processo de lapidação. Eis o ponto de partida do desenho deste living, assinado por Sandra Moura. Sob um teto acolhedor, a maturidade se manifesta no ambiente através do reencontro com as origens, representada, de forma viva, por quatro pés de jabuticabeira, que pontuam o espaço, celebrando a clareza do presente e a riqueza do passado. Em síntese, segundo a arquiteta, trata-se de um elogio ao habitar consciente, no qual a bagagem cultural e a memória afetiva configuram um espaço capaz de atravessar muitas gerações. Transitando entre tempo e legado, o mobiliário assume o papel de guardião de histórias. As curvas sinuosas e a so lidez dos móveis dialogam diretamente com a organicidade das jabuticabeiras e com a refinada curadoria de obras de arte. Elemento central na composição, a mesa de jantar Arco evoca, com extrema leveza, uma das formas estruturais mais antigas e resilientes da humanidade. Ao seu redor, o módulo Baco, o puff Escape, as poltronas Solis, Poline e Sin, além das cadeiras Calix, e do aparador Arco, criam uma dinâmica de contemplação. Um olhar atento que recusa o efêmero e mira o atemporal.

Tainá Andrade / @tainaandrade.arq

Existe uma luz muito específica que habita a memória de todos: aquela que atravessava as janelas e iluminava o assoalho da casa de nossos avós. E foi a partir desse resgate afetivo que a arquiteta Tainá Andrade projetou o seu Living de Memórias: um ambiente no qual a maturidade se revela não como um distanciamento do passado, mas como a consciência do tempo. Segundo sua criadora, um projeto que funciona como uma autêntica engrenagem sensorial, na qual o calor e o sol são traduzidos em arquitetura, celebrando a volta às origens sob essa atmosfera dourada, o mobiliário ganha contornos de pura permanência: com o conjunto de módulo e chaise longue Getz assumindo o protagonismo, ao trazer a palha e a madeira para o centro da cena. Com o magnetismo das poltronas Mayu, e do precioso jogo de mesas componíveis Kentar, cujos tampos de cristal fusion parecem lapidados pelo próprio sol. E, por fim, ampliando a sensação de profundidade, pelo brilho da moldura Emiliano, em tom bronze, provando que amadurecer é ter a sensibilidade de manter os pés no chão, mas sem perder de vista a luz que nos inspirou.

Mostra de cinema português traz quatro filmes contemporâneos à Cinemateca de Curitiba

Exibições gratuitas acontecem de quinta a domingo dentro da programação do Festival Camões de Cultura Lusófona

A Cinemateca de Curitiba recebe, entre os dias 25 e 28 de junho, a Mostra de Cinema Português, integrada à programação do Festival Camões de Cultura Lusófona. Com curadoria do pesquisador e professor Fernando Brito, a iniciativa apresenta ao público curitibano um panorama do cinema português contemporâneo por meio de quatro produções assinadas por importantes realizadores do país.

A programação começa na quinta-feira (25), às 19h, com "Colo" (2017), de Teresa Villaverde. O drama acompanha uma família portuguesa impactada pela crise econômica, explorando as tensões e distanciamentos que surgem diante das dificuldades financeiras.

Na sexta-feira (26), também às 19h, será exibido "Vitalina Varela" (2019), de Pedro Costa. O filme narra a chegada de uma mulher cabo-verdiana a Portugal dias após o funeral do marido, iniciando uma jornada marcada pela memória, pelo luto e pela busca de pertencimento.

No sábado (27), às 19h, o público poderá assistir a "Mal Viver" (2023), de João Canijo. A obra retrata cinco mulheres de uma mesma família que administram um hotel em decadência na costa norte portuguesa, revelando conflitos geracionais e relações familiares marcadas por ressentimentos.

Encerrando a mostra, no domingo (28), às 18h, será exibido "Viver Mal" (2023), também de João Canijo. Complementar a "Mal Viver", o filme desloca o foco para os hóspedes do hotel, explorando diferentes histórias familiares e afetivas que se cruzam naquele espaço.

Além de destacar temas como memória, relações familiares, identidade e transformações sociais, a mostra oferece uma oportunidade de contato com alguns dos nomes mais relevantes da cinematografia portuguesa contemporânea.

SERVIÇO

Mostra de Cinema Português
Data: 25 a 28 de junho
Local: Cinemateca de Curitiba
Endereço: R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco
Entrada gratuita

Programação:

25/06 (quinta-feira) – 19h
"Colo" (Teresa Villaverde, 136 min., classificação 14 anos)

26/06 (sexta-feira) – 19h
"Vitalina Varela" (Pedro Costa, 124 min., classificação 12 anos)

27/06 (sábado) – 19h
"Mal Viver" (João Canijo, 127 min., classificação 14 anos)

28/06 (domingo) – 18h
"Viver Mal" (João Canijo, 124 min., classificação 16 anos)

Artefacto apresenta a Mostra 2026 no D&D Shopping com o tema “Maturidade”

Evento reúne nomes da arquitetura e do design de interiores e marca o lançamento da coleção Cosmos, assinada

por Patricia Anastassiadis.

No ano em que celebra 50 anos, a Artefacto leva ao D&D Shopping mais uma edição de sua
Mostra, que em 2026 propõe uma reflexão sobre o tempo a partir do tema “Maturidade”.
Reunindo arquitetos e designers de interiores, o projeto transforma o espaço em uma vitrine
do morar contemporâneo, onde cada ambiente explora a precisão das escolhas, a força dos
materiais e a construção de narrativas mais depuradas. Aqui, maturidade se traduz menos
como passagem do tempo e mais como síntese, um olhar que elimina excessos e valoriza o
essencial.
Instalada em um dos principais endereços de design de São Paulo, a Mostra apresenta uma
sequência de espaços que equilibram forma, função e permanência, em composições que
refletem diferentes leituras sobre o tema, sempre a partir de uma estética contida e
consistente.
No mesmo contexto, a marca lança a Artefacto Edition 2026 Cosmos, coleção assinada por sua
diretora criativa, Patricia Anastassiadis. Inspirada na ideia de ordem e totalidade, a linha
propõe um mobiliário de presença serena, com desenho preciso e uma pesquisa refinada de
materiais.
“Chegar aos 50 anos é um momento de reflexão e celebração. A maturidade, para nós,
representa a capacidade de evoluir sem perder a essência”, afirma Paulo Bacchi.
Esperamos vocês!
Mostra Artefacto 2026 D&D Shopping

CAMILA PIMENTA (@camilapimentaoficial)
Arquiteta e designer de interiores, Camila Pimenta atua no mercado nacional e internacional
com projetos residenciais e corporativos que evidenciam a arquitetura como ferramenta
estratégica de valorização patrimonial, sem abrir mão da identidade. À frente de um escritório
estruturado em São Paulo, desenvolve soluções que integram arquitetura e interiores com
consistência e precisão.
Para esta edição da Mostra, assina a vitrine concebida como uma homenagem ao legado da
marca em seu ciclo de 50 anos. Intitulado “Reflexos do Tempo”, o projeto parte da ideia de
permanência, aquilo que atravessa o tempo e se consolida, e se traduz em um jantar integrado
ao estar, estruturado por decisões claras e bem definidas. A instalação em planos de vidro
suspensos adiciona leveza ao conjunto, enquanto peças como a mesa de jantar Lena, a caixa
bar Pietra e a poltrona Greek reforçam a narrativa proposta.

DÉBORA VALENTE (@deboravalentedv)
Designer de interiores, Débora Valente desenvolve projetos residenciais e corporativos com
abordagem autoral e olhar atento à materialidade. Baseada em São Paulo, sua atuação se
destaca pela construção de ambientes que equilibram funcionalidade e expressão.
Na Mostra Artefacto, apresenta um living integrado ao quarto e home office, com 68 m2, em
que o conceito de maturidade se manifesta por meio de escolhas conscientes e da valorização
do essencial. Mármore, madeira e tecidos compõem a base do projeto, criando uma atmosfera
acolhedora e precisa. A narrativa é conduzida pelo mobiliário, com destaque para a mesa de
jantar Lena, a poltrona Poline e os puffs Dorset.

HAYASAKI ARQUITETURA (@hayasakiarquitetura / @fabianohayasakiarquiteto /
@taniahayasaki / @belaharumi)
Com base no interior de São Paulo, o escritório Hayasaki Arquitetura, composto por Fabiano
Hayasaki, Tania Hayasaki e Isabela Hayasaki, reúne um repertório sólido na criação de projetos
que articulam design, técnica e linguagem contemporânea. A atuação abrange diferentes
tipologias, sempre com atenção à coerência espacial e à qualidade dos detalhes.
Para a Mostra, os profissionais apresentam o ambiente “Essência do Tempo”, um espaço de
78,10 m2 que integra living, jantar e quarto. O projeto traduz o conceito de maturidade como
evolução e consistência, por meio de uma composição que privilegia madeira, tons de marrom
e nuances greige. Peças como o sofá Argand, a cama Tassel e a mesa de centro Modi
estruturam o ambiente com sobriedade e permanência.

JOIA BERGAMO ARQUITETURA E DESIGN DE INTERIORES (@joiabergamo)
Com mais de três décadas de atuação, Joia Bergamo constrói uma trajetória marcada pela
criação de ambientes que aliam sofisticação e bem-estar. À frente de seu escritório,
desenvolve projetos residenciais e corporativos com forte apuro estético e domínio de
composição.
Na Mostra Artefacto, apresenta o espaço “Entre asas e raízes”, um living de 62 m2 integrado ao
jantar. O projeto traduz a maturidade como equilíbrio, refletido em uma paleta que transita
entre tons naturais e verdes, com madeira em boiserie, pedras e superfícies monocromáticas.
A iluminação, conduzida por um elemento em vidro soprado, valoriza o conjunto, enquanto o
mobiliário, com destaque para o módulo Baco, as poltronas Nyx e a mesa de jantar Halston,
finaliza a proposta com unidade.

LETHICIA PANOSSIAN (lethicia_panossian)
Diretora criativa do Mapa Group, Lethicia Panossian atua no desenvolvimento de projetos de
interiores voltados a um público exigente, com presença no Brasil e no exterior. Sua produção

se destaca pela construção de ambientes equilibrados, com atenção ao detalhe e à experiência
sensorial.
Nesta edição, assina um loft de 59,40 m2 que traduz a maturidade como síntese e clareza. O
projeto valoriza texturas, tecidos naturais e uma paleta em tons neutros, pontuada por metais
e detalhes sutis. A iluminação foi pensada para proporcionar conforto visual e destacar o
mobiliário, que conduz a narrativa do espaço, com peças como a mesa de jantar Minos, o sofá
Eos e a poltrona Pol.

LUCIANA ALMEIDA (@lucianaalmeidaarquitetura)
Arquiteta e designer de interiores, Luciana Almeida conduz seu escritório há mais de duas
décadas, desenvolvendo projetos residenciais e corporativos pautados por precisão e
sensibilidade.
A profissional apresenta um ambiente de 54 m2 que interpreta o conceito de maturidade a
partir de escolhas conscientes e bem resolvidas. O espaço parte do reconhecimento da
trajetória da marca e se traduz em um refúgio contemporâneo, onde o mobiliário assume
papel central. As estantes Maurice estruturam a composição e estabelecem um diálogo
afetivo, enquanto peças como a poltrona Calix e o sofá Papillon reforçam a unidade do
projeto.

OLEGÁRIO DE SÁ (@olegariodesa_arquiteto)
Arquiteto e urbanista, Olegário de Sá constrói uma linguagem reconhecida pela integração
entre arquitetura, interiores e paisagem. Seus projetos valorizam a espacialidade, a luz natural
e a curadoria cuidadosa de materiais e mobiliário.
Para a Mostra Artefacto, assina uma vitrine de 47,20 m2 que traduz a maturidade como
resultado do tempo e da permanência. O espaço é estruturado por uma base neutra, com uso
de madeira e revestimentos naturais, criando um cenário que valoriza o mobiliário. Peças
como a estante Maurice, a mesa de jantar Arco e a cadeira Aurea compõem a narrativa com
equilíbrio e precisão.

SHIRLEI DIAS (@s.a.arquitetosassociados)
À frente da SA Arquitetos Associados, Shirlei Dias acumula mais de duas décadas de atuação
no desenvolvimento de projetos residenciais e corporativos. Sua abordagem combina
estratégia, técnica e acompanhamento integral das etapas do projeto.
Na Mostra, apresenta um living com jantar de 57 m2, no qual o conceito de maturidade é
explorado a partir da relação com o tempo e a memória. A madeira assume protagonismo no
espaço, criando unidade entre paredes e teto, enquanto os materiais e texturas constroem
uma atmosfera acolhedora. O mobiliário, com peças como a poltrona Pollux, o módulo Escape
e o balanço Grano, estrutura a composição e reforça o conceito.

Serviço
Artefacto D&D Shopping
AV. das Nações Unidas, 12.555

CAIXA CULTURAL CURITIBA RECEBE A 10ª MOSTRA CENA BREVE DEDICADA À LINGUAGEM DOS GRUPOS DE TEATRO

Doze cenas curtas selecionadas entre 43 produções inscritas evidenciam a diversidade das criações coletivas

10ª Mostra Cena Breve Curitiba (Foto: Divulgação)

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 29 de abril e 2 de maio, a 10ª Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro. Após nove anos desde a última edição, o evento é retomado e reúne artistas de diferentes coletivos teatrais contemporâneos para compartilharem suas inquietações, pesquisas e criações poéticas em cenas de 15 minutos.

Criada em 2005, a Mostra Cena Breve consolidou-se ao longo das edições como um espaço de visibilidade e troca para o teatro de grupo, mantendo como proposta a apresentação de cenas de curta duração, que exploram o diálogo entre diferentes linguagens, processos criativos e modos de organização artística. Nessas duas décadas, o projeto já contou com a participação de 110 grupos de teatro de nove estados brasileiros, totalizando 184 apresentações em Curitiba e outras cidades paranaenses.

Para esta edição, foram selecionadas 12 cenas apresentadas em sessões com quatro trabalhos por noite, intercaladas por entreatos conduzidos pelo ator e rapper, Henrique Augusto. A curadoria privilegia a diversidade de coletivos e formatos, reunindo grupos, companhias, parcerias e formações temporárias, além da interlocução entre diferentes linguagens cênicas. A seleção foi realizada por Anne Celli, Greice Barros e Sueli Araújo, artistas com trajetória reconhecida nas artes cênicas.

Adicionalmente, no período da manhã, a programação inclui o Papo Aberto, que promove um encontro com os artistas que se apresentaram no dia anterior. A oportunidade busca ampliar o diálogo sobre processos criativos, manutenção de grupos, saberes e fazeres no campo do teatro, promovendo a troca de experiências entre os participantes e o público interessado.

Com a retomada das atividades em 2026, em sua 10ª edição, a Mostra reafirma sua importância no cenário das artes cênicas, tanto pela mobilização de artistas participantes quanto pela adesão do público, consolidando-se como um espaço de criação, experimentação e fortalecimento dos coletivos teatrais.

Realizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o projeto conta com apoio da CAIXA Cultural Curitiba e patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil, fortalecendo a criação artística e a diversidade das produções culturais no país.

Serviço:
[Artes Cênicas] 10ª Mostra Cena Breve dedicada à linguagem dos grupos de teatro
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Abertura: 29 de abril às 20h – entrada gratuita com distribuição 30 minutos antes na bilheteria
Data: 29 a 03 maio de 2026
Site: CAIXA Cultural Curitiba
Instagram: caixaculturalcuritiba
Informações: (41) 3041-2155
Greice Barros (41) 99601 6446 - e-mail

Cenas Curtas
Data: 30 de abril a 02 de maio
Horário: 20h
Duração: 75 minutos com 4 cenas por sessão
Classificação indicativa por sessão:
Dia 30/04 - Indicado para a partir de 12 anos
Dia 01/05 - Indicado para a partir de 18 anos
Dia 02/05 - Indicado para a partir de 14 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada e clientes CAIXA)
Bilheteria: Venda presencial a partir de sábado (25) às 10h, e na Bilheteria Digital após as 15h

Papo Aberto:
Data: 1º a 03 de maio
Horário: 10h30
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: livre para todas as idades
Ingressos: gratuitos, com distribuição 30 minutos antes na bilheteria

CAIXA CULTURAL CURITIBA CELEBRA OS 35 ANOS DO FESTIVAL DO MINUTO COM MOSTRA VOLTADA AO PÚBLICO INFANTIL

Produções brasileiras e internacionais abordam o cotidiano de forma lúdica e divertida em vídeos de até 60 segundos

Vídeo-minuto “Sardines”, de Lucas Santiago

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, de 25 a 29 de março, a Mostra Infantil do Festival Permanente do Minuto, reunindo uma seleção de vídeos com até 60 segundos de duração, especialmente voltada ao público infantil. A programação é gratuita e integra as comemorações pelos 35 anos do Festival do Minuto, considerado um dos mais tradicionais eventos audiovisuais do país.

Cerca de 30 vídeos-minutos, produzidos entre 2011 e 2025, mesclam produções nacionais de dez estados brasileiros e trabalhos internacionais de sete países, evidenciando a diversidade estética, técnica e narrativa do acervo do festival. Os vídeos exploram, de forma lúdica e criativa, situações do cotidiano e temas inusitados, convidando crianças e acompanhantes a uma experiência sensorial e divertida.

A Mostra Infantil foi pensada para estimular a imaginação e a criatividade, reforçando a conexão entre o público mirim e o audiovisual, como espaço de descoberta e expressão artística desde a infância.

Ainda, como parte da programação comemorativa de 35 anos do Festival Permanente do Minuto, a CAIXA Cultural Curitiba recebe, em junho, o lançamento da Rede de Exibição do Minuto, com a exibição inédita da Mostra Melhores Minutos de 2025. Adicionalmente, mostras especiais do acervo e palestras com Marcelo Masagão – idealizador e curador do festival, integram as celebrações.

As sessões acontecem em diferentes horários ao longo da semana e do final de semana, favorecendo a aproximação do público infantil com o audiovisual e ampliando o acesso das famílias à programação cultural. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil, reforçando o compromisso com a inclusão cultural e o incentivo à criação artística desde as fases iniciais da vida.

Festival Permanente do Minuto:
Criado em 1991, o Festival do Minuto é pioneiro no formato de vídeos com até 60 segundos, reunindo produções de amadores e profissionais e acompanhando a evolução das tecnologias, da linguagem audiovisual e diferentes formas de narrar tempo e espaço, ao longo de mais de três décadas.

Informações adicionais e inscrição para as categorias Animação, Nano Minuto, Vertical e Tema Livre, além dos concursos temáticos, estão disponíveis no site do festival. Os vídeos selecionados pela curadoria concorrerão ao Troféu Minuto.

Serviço:
[Audiovisual] Mostra Infantil do Festival do Minuto
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro
Datas e Horários: 25 a 29 de março de 2026
Nos dias 25, 26 e 27 de março (quarta a sexta-feira) as sessões ocorrem às 10h, 14h e 16h
• Nos dias 28 e 29 de março (sábado e domingo), as sessões ocorrem às 11h, 15h e 17h
Ingressos: gratuitos, distribuídos 1h antes do início
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acessível para pessoas com deficiência
Site: CAIXA Cultural Curitiba
Instagram: @caixaculturalcuritiba
Informações: CAIXA Notícias | Instagram CAIXA | imprensa.sul@caixa.gov.br

Grupo Magiluth vai dar “festão tecnobrega” na Ópera de Arame

Dividida em duas partes, releitura de “Édipo Rei” tem forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” das redes sociais

*Por Sandoval Matheus

Habitués do Festival de Curitiba, os pernambucanos do Magiluth frequentam o maior evento de artes cênicas da América Latina há quase 15 anos. Aportaram por aqui pela primeira vez na edição de 2012, e logo de cara com três espetáculos: “Aquilo Que Meu Olhar Guardou Pra Você”, “O Canto de Gregório” e “1 Torto”, os últimos dois pela Mostra Fringe. Também pelo Fringe, voltaram no ano seguinte, com “Viúva, Porém Honesta”. Dali pra frente, estiveram mais três vezes na Mostra Oficial, rebatizada em 2022 de Mostra Lucia Camargo, com “Dinamarca” (2018), “Estudo Nº 1: Morte e Vida” (2022) e “Apenas o Fim do Mundo” (2024).

Em 2026, o Magiluth chega à programação do 34ª edição do Festival de Curitiba com a peça “Édipo REC”, uma releitura da tragédia grega de Sófocles com forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” nas redes sociais. Dividido em duas partes, o espetáculo começa com um “festão”, nas palavras do dramaturgo Giordano Castro. “É discotecagem, música pra balançar, pra dançar. A gente convida o público pra estar no palco, bebendo e tudo mais”, conta, em entrevista.

As sessões acontecem nos dias 08 e 09 de abril, às 20h30, e ajudam a marcar o retorno da programação do Festival de Curitiba à Ópera de Arame. “A proposta é fazer a coisa ficar gigantesca. São mais de mil e quinhentos lugares.” Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Fundado em 2024, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Magiluth é hoje um dos grupos teatrais mais respeitados do país, batizado com o acrônimo produzido a partir das iniciais de seus quatro fundadores: Marcelo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Thiago Liberdade.

Da trupe original, ficaram Lucas e Giordano, que no decorrer dos anos ganharam o acréscimo de Bruno Parmera, Mário Sergio Cabral, Pedro Wagner e Erivaldo Oliveira. Erivaldo, inclusive, faz uma ponta de “O Agente Secreto”, filme de Kléber Mendonça Filho indicado ao Oscar em quatro categorias, entre elas Melhor Seleção de Elenco.

Em “Édipo REC”, pensada como parte das comemorações dos vinte anos do grupo, em 2024, todos estão no palco, com a atriz convidada Nash Laila. A produção é do próprio Grupo Magiluth e do Corpo Rastreado.

A peça ainda reedita a parceria com o encenador paulista Luiz Fernando Marques, o Lubi, que pela quarta vez dirige uma peça da companhia. “A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste a camisa. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth”, brinca Giordano.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
No quê vocês basearam a montagem dessa versão tão inusual de Édipo Rei?

Tudo começa com a ideia de fazer um espetáculo pra comemorar os 20 anos do Magiluth. A gente queria algum clássico, alguma coisa que fosse marcante. E a ideia primeira era pensar num espetáculo que fosse uma celebração, uma festa mesmo.

Quando a gente chega no Édipo e começa a estudar a estrutura dramatúrgica da peça, percebe que existem leituras possíveis dentro dela. Uma delas, que talvez a gente siga muito mais do que a da peça original, é a do filme do Pasolini.

O filme tem uma primeira parte imaginando o que aconteceu antes, e na segunda parte ele usa basicamente a estrutura da peça original. É isso que a gente pega pra fazer o espetáculo.

Então, quem for assistir ao Édito REC vai pegar toda a trajetória do Édipo, não somente o Édipo do Sófocles, a gente faz uma atualização pensando o que aconteceu antes.

Quando a gente começa a fazer o espetáculo e a pensar sobre ele, uma das coisas que chama muito a nossa atenção é que a tragédia do Édipo é uma tragédia pela busca de se conhecer. A busca por tentar entender a si mesmo vai revelando a sua própria tragédia.

Hoje, a gente tem um excesso de informação o tempo todo, não só daquilo que a gente consome, mas também do que dá pro mundo. O tempo todo todo mundo tem uma câmera, está criando conteúdo, alguma coisa sobre si. E a discussão que a gente faz é: o que você revele que é de fato verdadeiro, o que é você por trás de tudo isso? Nessa busca por tentar saber quem é, o Édipo vai encontrando a própria tragédia.

É um espetáculo que flerta, faz uma junção, de toda a trajetória do Magiluth nesses 20 anos. Tem um flerte muito grande com a linguagem audiovisual, algo que a gente sempre traz muito forte pra dentro das peças do Magiluth. É por isso também que a Nash está conosco. A Nash é uma atriz que, se você pegar os dez últimos filmes pernambucanos que foram feitos, ela está em oito. É uma cara muito comum no cinema pernambucano.

Nessa primeira parte da peça o Édipo é um DJ. Tem também um beijaço, certo? Fala um pouco dessa festa.

A gente faz na peça uma divisão clássica do teatro grego. A primeira parte é comédia, a segunda é tragédia, tentando fazer com o que o público perceba que, pra você ter a dimensão da tragédia, você tem que viver um momento de festa: “Opa, a coisa virou”. É uma peça em que você experimenta isso. A primeira parte é uma festa mesmo, a gente convida o público pra estar conosco, dançando, cantando, beijando, sarrando.

Isso dura uma hora. O público vai estar uma hora com o DJ Édipo. Dentro do espelhamento que a gente faz da peça, o antigo DJ, o DJ Laio, morreu misteriosamente numa situação e violência. E quem assume agora a festa é esse novo DJ que chega na cidade, esse forasteiro, o DJ Édipo, que traz de volta a alegria pra aquele lugar. Então, assim, é festão mesmo, discotecagem, música pra balançar, pra dançar, a gente convida o público pra estar com a gente no palco, bebendo e tudo mais.

A proposta da gente é essa e dentro da Ópera de Arame é fazer a coisa ficar gigantesca, né? São mil e poucos lugares. Depois, num segundo momento, a gente convida o público a sentar e a assistir a tragédia desse Édipo.

No material de divulgação, vocês chamando Édipo REC de “uma tragédia à la Magiluth”. Como você define isso?

É fazer com que você viva a experiência, de fato. Os espetáculos do Magiluth tem a proposta de fazer o público participar de uma forma muito ativa, vivenciar aquela situação. Muito mais do que assistir ou apreciar, é fazer com que essa experiência seja uma experiência de fato imersiva. É uma das coisas que a gente foi entendendo dentro da linguagem do grupo.

Dentre todas as possibilidades à mão, por que Édipo?

Talvez porque, dentro dos clássicos, foi o que a gente conseguiu ver de forma mais palpável esse flerte com o cinema? Quando a gente encontrou a obra do Pasolini – talvez ela tenha aparecido pra gente até antes do que o próprio Édipo. Foi uma busca pra ver onde o teatro e o cinema se encontravam de alguma forma. O filme do Pasolini é muito forte.

A gente também assiste a um filme muito legal chamado “O Funeral das Rosas”, um filme japonês da década de 60, uma adaptação que tem uma travesti fazendo o Édipo. E isso deu um bom na cabeça da gente, maravilhoso.

É um filme feito na década de 60, numa sociedade super restrita, cheia de valores muito arraigados, e ao mesmo tempo é absolutamente contemporâneo. Quando a gente terminou de assistir, eu fazia assim: “Não é possível. De quando é que esse filme, gente? Parece que foi feito no ano passado”.

Foi quando a gente viu a possibilidade dramatúrgica que essa peça poderia dar. Se a galera fez isso em 60, vai o Édipo virar DJ é fichinha.

Agora, queria que você falasse um pouco da parceria com o Luiz Fernando Marques, o Lubi. Como ela se consolidou? Por que vocês se deram tão bem trabalhando juntos?

Trabalhar com o Lubi é muito fácil e gostoso, porque ele é um diretor que propõe e dirige muito numa ideia de parceria, horizontalidade, o que pra gente é muito caro. O Magiluth é um grupo que está caminhando pra 22 anos, e que foi se consolidando por essa relação de horizontalidade.

Quando a gente encontra um parceiro como Lubi, um diretor que vem pra trabalhar com o material da sala de ensaio, um material que a gente pensa de forma coletiva, isso é muito legal. A gente se sente muito respeitado por trabalhar com ele dessa forma, sabe? De fato, somos atores-criadores, e o Lubi é um diretor que tem uma escuta e uma sensibilidade muito forte pra entender os anseios desse grupo. Quando a gente propõe um projeto pro Lubi, a primeira pergunta que ele sempre faz é: “Tá bom, mas como é que vocês querem fazer essa peça?”. Nunca é uma proposta tipo: “Ai, eu queria que a gente fizesse a peça assim”.

Isso é muito legal. Acaba que no resultado final da peça, todo mundo está muito empoderado sobre aquilo, sabe muito o que está fazendo. A gente está em cena muito completo, porque é uma criação de fato coletiva.

O Lubi é um diretor muito sensível, e com um olhar para as questões e discussões contemporânea. Ele consegue fazer com que a gente perceba dentro da peça discussões que são muito importantes trazer pro nosso tempo de agora. É um cara muito bom de trabalhar. A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste muito mais a camisa do que a gente. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth.

Vocês também já disseram que fizeram essa trabalho porque gostariam de entender o que faz as pessoas saírem de casa pra assistir a uma história tão antiga. Conseguiram?

As peças são clássicas porque o tempo todo elas têm coisas muito humanas pra dizer. As questões humanas que atravessam essa peça, ou tantos outros clássicos, são questões que nos atravessam o tempo todo. Ela não se torna uma peça data, porque ela não está falando sobre uma situação específica, está falando sobre gente.

E quando a gente faz o Édipo, começa a entender e a levantar a peça, começa a perceber que existem muitas coisas dentro dela que são sobre nós, sobre nossa relação social, individual, sobre a relação do indivíduo com o meio. Viver essa experiência é responder muita coisa sobre si, sabe?

Por isso todo mundo sempre volta pra ver. O Édipo não é um cara que matou o pai, ficou com a mãe e agora está descobrindo a própria tragédia. Isso é Freud. É como Freud leu a peça. O Édipo está dizendo: cara, quem eu sou? Quem eu sou no meio disso aqui? Tipo, o mundo está acontecendo ao meu redor e eu estou querendo entender. Obviamente que não são respostas diretas, matemáticas.

Na montagem, o corifeu [no teatro grego, responsável por fazer a ponte entre o coro e os atores] da peça original é representado por uma câmera que fica captando e reproduzindo as imagens. E você mesmo antes levantou uma crítica ao excesso de produção de fotos e vídeos que a gente faz hoje, nas redes sociais. Como a peça trata isso?

Existem dois personagens que carregam a peça e que são importantíssimos pra contar e alinhavar essa história: o coro e o corifeu. O coro, na figura de uma mestre de cerimônias, uma drag queen, que convida as pessoas a viver tudo aquilo. E o corifeu que observa a situação.

A discussão que a gente vai trazendo na peça é a partir desses dois personagens, que vão revelando suas questões. O coro vai falando pro corifeu que, por mais que a gente tenha hoje um excesso de câmeras, um excesso de filmagens, um excesso de informações, ainda assim isso é um recorte. Não tem a ver com a experiência de tudo aquilo.

E aí em algum momento a gente começa a brincar dentro da peça com a experiência do é o cinema e o que é o teatro. E como a gente faz com que aquilo ali esteja vivo.

Por mais que o corifeu vá fazendo um recorte e ajudando a gente a fazer a leitura da peça a partir desses recortes, ainda assim a experiência completa tem a ver com presença, com o fato de estar ali e vivenciar tudo aquilo. E aí entra essa discussão sobre as redes sociais, né?

Uma coisa é aquilo tudo que eu posto no meu Instagram, o recorte que eu dou. E o recorte que eu dou no meu Instagram sou eu, Giordano, pai de família, artista, apaixonado pelo seu filho, e quem me acompanha, chega e diz: “Nossa, é tão legal ver teus vídeos com o seu”. Beleza, mas isso é quando eu estou na câmera. Fora da câmera, ninguém viu que esse final de semana eu dei um beliscão nele. E ele ficou puto comigo, e que eu briguei com ele. Porque aquele recorte que eu postei no Instagram é um recorte específico, mas na vida, criar uma criança, viver um relacionamento, viver essas dores, é uma outra coisa. Tem essa discussão dentro da peça: o que é real e o que é ficção? O que é real e o que você está recortando?

O cinema ou o teatro dão conta dos dias de hoje?

Eu acho que não. Tanto um quanto o outro são sempre um recorte artístico daquilo ali. Tem muito mais a ver com a ideia de proporcionar uma experiência estética.

A vida vai ser sempre a vida, sabe? Não tem como. Por mais que a gente faça e aconteça, ainda assim vai ser um recorte estético e artístico. O que a gente propõe é que, mesmo que seja uma experiência estética coordenada e encaminhada por um grupo de artistas, ainda assim ela seja sensorialmente quente, sabe?

Nesses quase 22 anos, como é a relação do Magiluth com a cidade de Recife? Parece que vocês têm até um tipo de fã-clube, certo?

Eu acho que uma das coisas que a gente conseguiu fazer nesses 22 anos de coletivo foi uma construção artística e estética muito alinhada com o pensamento de uma geração da cidade. Em Recife, Pernambuco como um todo, a gente tem uma ideia cultural muito apaixonada pela cidade. Eu tava agora no carnaval vendo isso. Não sei se em outro lugar as pessoas usam a bandeira do estado como roupa, como em Pernambuco. No carnaval a gente canta o hino da cidade, como quem está cantando uma música de carnaval.

Essa relação com a cidade é uma coisa muito forte, que tem a ver com uma construção passada, que veio antes de nós, mas que continua acontecendo. O Magiluth é muito fruto da continuidade de um legado cultural pernambucano. E falando da sua aldeia, você fala do seu mundo, né?

Agora parece que a camisa da Pitombeira [Pitombeira dos Quatro Cantos, tradicional bloco de carnaval de Olinda] se tornou uma segunda farda brasileira, todo mundo tem uma camisa da Pitombeira, e isso tem muito a ver com o filme do Kleber [Mendonça Filho], que usa elementos da cultura pernambucana pra falar sobre uma ideia de Brasil.

Quando “O Agente Secreto” está discutindo a memória brasileira, essa memória apagada, esquecida, causada por uma anistia e uma ditadura militar absolutamente violenta, e pra isso usa elementos fantásticos como a perna cabeluda, alguns críticos de cinema falaram: “Ah, mas parece algo muito localizado”.

Aí você fala: “Tá bom, você acha isso localizado, mas você lê ‘Cem Anos de Solidão’ e se emociona e, sei lá, quando é que você foi na Colômbia? Ou ouviu aquele realismo fantástico?”. São elementos que estão contando aquela história.

E quando a gente chega no Magiluth, é um grupo muito pautado, muito enraizado na cultura de uma cidade, de um estado, o tempo todo dialogando com questões nossas, mas que têm a ver com o mundo, sabe? É festa que a gente propõe no Édipo é uma discotecagem de qualquer festa de Recife. Tem som, grave alto, uma batida tecnobrega pernambucana, essa coisa toda. A gente é muito feliz de ser uma companhia com 22 anos sediada em Recife, sabe?

E já que a gente entrou no assunto, qual é a sua avaliação de “O Agente Secreto”?

Eu acho impecável, maravilhoso. Erivaldo, do Magiluth, está no filme. A gente fez até uma camisa na onda de que ele vai trazer o Oscar pra gente. É um filme que muitos amigos e parceiros fazem e participam. Eu saí muito emocionado do cinema. Eu acho realmente uma obra-prima, o melhor filme do Kléber, mesmo.

Eu acho que é um filme de uma densidade e de uma importância muito grande, principalmente nesse processo que a gente está vivendo, que chegou tão perto da perda de uma conquista tão dura que foi a democracia.

No final do filme, na última cena, quando menina chega pra conversar e um dos personagens do Wagner diz: “Então, você sabe mais do meu pai do que eu. Eu não sei nada do meu pai”. Caralho. Foi de uma geração pra outra que tudo se apagou, sabe? Eu acho assim que é um filme que vai trazer alguma coisa, sabe? Tem uma qualidade muito foda.

Trouxe bastante já, vários prêmios. Agora o pessoal está na expectativa do Oscar.

É, já trouxe bastante. Só pra Pitombeira, já pagou dois carnavais. Então, já trouxe muito.

Hoje, vocês são um os grupos mais respeitados do país, mas imagino que seja difícil se manter por mais de 20 anos fazendo teatro. Já fizeram muita coisa, não exatamente por vontade artística, mas por necessidade de sobreviver?

Já, já. Fizemos muito. Hoje, com 22 anos, dentro desse recorte do teatro brasileiro, a gente não é mais nenhum novinho. Mas que bom que na frente da gente tem alguns outros dinossauros, que também vão estar no Festival de Curitiba, como o Grupo Galpão e o Armazém, uma galera que veio antes e que foi abrindo todo o espaço pra que a gente pudesse andar.

Fora disso, quando alguém que sabe um pouco da história do Magiluth encontra o grupo, tem a ideia de que parece que a gente já chegou sentando na janela, saca? “Nossa, a galera vai todo ano pro Festival de Curitiba.” Cara, pra gente chegar aqui, teve que roer muita coisa.

A gente fez muita coisa, ação de bombom, trabalho de divulgação, teatro de empresa. A gente já fez a ação de Dia dos Namorados do Sonho de Valsa. Irmão, você está entendendo. Passei um mês andando de perna de pau, vestido de Cupido, no meio de shopping center e em parada de ônibus, entregando bombom e fazendo piada com o público. Isso a gente já fez, pô. Traz pra cá, vamos viver essa porra. Tem que pagar conta. Hoje, por tudo que conquistou, a gente está conseguindo, obviamente, escolher algumas coisas, tentar fazer com que sejamos donos do nosso destino.

Mas não é fácil. Vez ou outra você faz assim, “hum, esse projeto não era bem o projeto que eu queria fazer”, mas a gente tem que fazer porque precisa, mas obviamente com um lugar de mais autonomia, para poder escolher alguns processos. É uma loucura. É começar todo o ano pensando o que é que vamos fazer, como é que vai ser, quanto tempo a gente tem pela frente, planejamento, a mesma coisa de qualquer empresa.

E como é que faz um grupo funcionar por tanto tempo, manter ele coeso? Por mais que todos tenham o mesmo propósito, são pessoas, com suas idiossincrasias.

A gente tenta resolver tudo de forma democrática, o que é dificílimo, porque democracia com seis pessoas sempre tem um momento que pode dar empate. Aí começa de fato o exercício democrático, quando você começa a conversar, a entender, a fazer a divisão das coisas. Mas eu acho que nesse processo todo a gente também foi encontrando um lugar de respeito muito grande. Entendendo que todo mundo trabalha em prol de um bem coletivo. Todo mundo quer o melhor para o trabalho, o melhor para o grupo.

E quando existe algum atrito em relação ao trabalho, sempre existe o pensamento de todos nós que esse atrito é por conta de caminhos e não de objetivos. Todos nós queremos o mesmo objetivo, o caminho que cada um quer fazer pra chegar naquele objetivo é que às vezes é diferente.

E, claro, estamos envelhecendo juntos, percebendo que questões e ranzinzices de cada um vão aumentando, mas quem está a menos tempo no grupo está há quase dez anos, é muito tempo trabalhando juntos, você começa a entender muito bem.

E criando uma relação familiar, né? E você começa a entender que família não está ligada somente a amor. Eu tenho um irmão, ele é meu irmão, ele nasceu comigo e é isso. Eu posso não gostar, eu posso não sei o quê, mas é o que tenho.

Somos uma família. Cada um tem suas questões, mas é que somos. E como é que a gente vai trabalhando com isso? Eu acho que hoje o grupo está num lugar que maturidade de relação muito bonito. E, obviamente, sempre vai ter conflito.

Sempre vai ter um dia em que alguém acordou com o ovo mais virado. E aí hoje somam outras questões, né? Metade do grupo já tem filho. Agora o problema já é outro, o problema é com quem vai ficar a criança. Tem que viajar e a gente pensa assim: “Meu Deus, onde é que vai ficar o menino? Com quem vai ficar o menino? Pelo amor de Deus”. Tem um pouco disso.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica
Criação: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Direção: Luiz Fernando Marques
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner
Design de luz: Jathyles Miranda
Design gráfico: Mochila Produções
Figurino: Chris Garrido
Trilha sonora: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Cenografia e montagem de vídeo: Luiz Fernando Marques
Cenotécnico: Renato Simões
Videomapping e operação: Carol Goldinho
Operação de som: Gabriel Mago
Captação de imagens: Bruno Parmera, Pedro Escobar e Vitor Pessoa
Equipe de produção de vídeo: Diana Cardona Guillén, Leonardo Lopes, Maria Pepe e Vitor Pessoa
Produção: Grupo Magiluth e Corpo Rastreado
Instagram: @brunoparmera_ @erivaldooliveiraator @giordanocastro @torresmagiluth @mariosergiocabralator @nashlaila @roberto__brandao @eupedrowagner
Serviço:
Édipo REC – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Ópera de Arame - Rua João Gava, 920 - Abranches
Data: 8 de 9 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Teatro contemporâneo
Classificação: 18 anos
Duração: 120 min (+5 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

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Premiado drama “Dois Papas” ganha montagem brasileira no Festival de Curitiba

No palco do Guairão, dentro da programação da Mostra Lucia Camargo, espetáculo transforma imaginado encontro entre Bento XVI e Jorge Bergoglio em um diálogo sobre polarização, tradição e mudança

Em tempos de polarização, o palco reafirma sua posição de campo de confronto. É nesse contexto que a Mostra Lucia Camargo, do Festival de Curitiba, recebe “Dois Papas”, nos dias 6 e 7 de abril, no Guairão. A encenação brasileira do texto de Anthony McCarten reúne Celso Frateschi e Zécarlos Machado em um duelo cênico de ideias, fé e poder.

Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Com direção de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro imaginado entre dois líderes da Igreja Católica com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista cardeal argentino Jorge Bergoglio, então futuro Papa Francisco, vivido por Celso Frateschi.

Primeira montagem internacional do texto teatral de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, a dramaturgia ganhou projeção mundial ao ser indicada a três Oscars, quatro Globos de Ouro e cinco BAFTAs. No palco, a encenação brasileira propõe uma imersão na intimidade e nos dilemas desses dois homens públicos, revelando a humanidade por trás das vestes papais.

A trama parte do momento em que Bergoglio viaja a Roma decidido a pedir aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado para uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se desenha é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

“Apesar de ser um homem mais aberto, é Bergoglio quem chega hesitante ao encontro. Já Bento XVI, mais conservador, é quem propõe o diálogo. É nesse jogo de complexidades que a trama se desenrola. O que move essa história é justamente a possibilidade de escuta mútua diante das diferenças”, observa o diretor Munir Kanaan.

Além de Frateschi e Machado — que voltam a dividir o palco após “Santa Joana”, de Bernard Shaw, nos anos 1980 — o elenco conta com Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de personagens femininas próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, jovem freira argentina transformada pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, editora de livros religiosos e confidente de Bento XVI.

A encenação aposta em forte aparato visual. O cenário branco, concebido como instalação cênica, se transforma a partir de figurinos, objetos e projeções, construindo desde ambientes sacros até momentos de intimidade. O videomapping insere conteúdos documentais e amplia o impacto estético do espetáculo, enquanto a trilha sonora conduz as transições com sutileza.

O ator Zécarlos Machado destaca a atualidade da obra: “Vivemos um tempo em que cada um tem sua própria verdade, muitas vezes de forma agressiva. A peça propõe um caminho de reconciliação pela escuta, pelo reconhecimento do humano no outro — mesmo que ele pense diferente.”

Celso Frateschi, que traz no repertório montagens como “O Grande Inquisidor” e “Processo de Giordano Bruno”, ressalta que a discussão extrapola o universo religioso: “São duas visões de mundo antagônicas que nos fazem refletir sobre a polarização e os impasses do nosso tempo. A dramaturgia é potente, filosófica, mas profundamente acessível.”

Trajetória e reconhecimento
Estreada mundialmente em junho de 2019, no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chega ao Brasil com produção da Gengibre Multimídia e da Zug Produções. Após temporada de estreia no Sesc-SP, com sessões esgotadas e ampla repercussão crítica, o espetáculo foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, marcando a retomada das apresentações teatrais no espaço histórico.

“Dois Papas” foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama do Ano 2025 e teve seus protagonistas indicados ao Prêmio APCA 2025 na categoria Melhor Ator, consolidando-se como uma das montagens mais relevantes da temporada.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. O espetáculo conta com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Munir Kanaan Dramaturgia: Anthony McCarten Elenco: Celso Frateschi, Zécarlos Machado, Carol Godoy e Eliana Guttman Equipe Criativa: Dramaturgia: Anthony McCarten Tradução: Rui Xavier Diretor Assistente: Gustavo Trestini Trilha Sonora: Dan Maia Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud Cenário: Eric Lenate Figurino: Carol Roz Iluminação: Beto Bruel Produção: Gengibre Multimídia e Zug Produções Instagram: @doispapasteatro @munir_kanaan @carolgodoyatriz @celsofrateschi @zecarlosmachadooficial @eguttman

Serviço:
Dois Papas – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Teatro Guaíra (Guairão)
Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro
Data: 6 de 7 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Drama
Classificação: Livre
Duração: 135 min (+15 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

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CASACOR Paraná revela o elenco da edição 2026; mostra estreia em 9 de maio

Elenco da CASACOR Paraná 2026 posa no NH Collection, hospedagem oficial da mostra l Foto: Alice Sanzio
A CASACOR Paraná 2026 abrirá suas portas no dia 9 de maio em uma residência charmosa, com um interessante prédio lateral, localizada em uma das principais vias de Curitiba: Av. Cândido Hartmann, 405, Bigorrilho. O espaço, de propriedade da incorporadora parceira GT Building, ganhará nova vida sob a assinatura de um elenco que reúne prestigiados escritórios paranaenses de arquitetura e design — dos veteranos que participam desde as primeiras edições aos novos talentos que seguem despontando na mostra.

Conheça os nomes confirmados para esta 32ª edição:

Alessandra Gandolfi
Amanda Xavier e Debora Borkoski
Ana Paula da Fonseca
Ananda Nagashina e Nathália Cemim
André Henning
Arthur Calliari
Ary Polis Jacobs e Renan Mutao
Bianca Gemin e Rafaela Romitelli
Camila Rocha
Camille Scopel, Guilherme Belotto e Thiago Tanaka
Carla Grüdtner
Carlos Reichmann
Carol Bastos
Caroline Figueiredo
Cintia Ramos
Diego Miranda Leite e Zeh Pantarolli
Elaine Zanon e Claudia Machado
Fernanda Gonçalves
Flavia Glanert
Givago Ferentz
Helena Provesi
Janaina Marques
Jocymara Nicolau
Julia Akemi Tomita e Patricia Ampessam
Juliana Marques
Karolinna Venturi
Lucas Sampieri e Maria Luisa Bechtold
Marcelo Lopes
Marcelo Meirelles e Gabriela Batista Prêto
Maria Alice Crippa e Gustavo Assis
Marina Carvalho e Thalita Peron
Rebeca Zanuthi e Thiago Zoller
Roberta Lanza
Rodolfo Fontana
Sérgio Valliatti e Luciana Patrão
Thalison Soares
Walkiria Nossol
Wolfgang Schlögel

A principal inspiração para os expositores será o tema nacional da CASACOR deste ano, “Mente e Coração”, definido após estudos de cenários e tendências mundiais. A proposta criativa desafia os profissionais a pensar a casa como um espaço de cura diante do excesso de informações e das angústias provocadas pela inserção da inteligência artificial no cotidiano.

A campanha também fomenta a criação de ambientes que colocam em evidência a arte, o artesanato, o design, a moda e o craft em suas múltiplas expressões. A edição paranaense da mostra promete levar uma “onda colorida” ao novo endereço, transformando o local em palco de inspiração, criatividade e celebração do morar contemporâneo.

Além da residência principal, o projeto se estende a um prédio lateral com um conceito de uso misto, reunindo gastronomia, entretenimento e lojas temáticas que há anos acompanham a CASACOR Paraná. Também estão previstas unidades residenciais compactas e modernas, em sintonia com as novas formas de morar.

Reconhecida como a maior referência em arquitetura, design e decoração no estado, a CASACOR Paraná conta com o patrocínio master da Deca, a tinta oficial da Coral, o patrocínio local Eletrolux e GT Building, apoio local do Balaroti, apoio estrutural da Celana Construções, hospedagem oficial do NH Collection e segurança patrimonial da Alcatraz.

CASACOR Paraná
De 9 de maio a 5 de julho
Avenida Cândido Hartmann, 405, Bigorrilho – Curitiba
(41) 3155-6161 | (41) 98868-1517
info@casacorparana.com.br
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“Rapsody in the Sky” marca um ponto de inflexão na pesquisa de Bernardo Mora

“Rapsody in the Sky” marca um ponto de inflexão na pesquisa de Bernardo Mora: é aqui que a pulsação cinética começa a emergir com clareza, dissolvendo a rigidez geométrica em ritmo, fluxo e vibração. As diagonais multicoloridas atravessam o campo pictórico como ventos sonoros, criando a sensação de um espaço suspenso, onde luz e movimento se entrelaçam.
A obra se transforma em partitura visual — uma rapsódia aberta, em que céu, cor e deslocamento se convertem em experiência sensorial. “Rapsody in the Sky” marca um ponto de inflexão na pesquisa de Bernardo Mora: é aqui que a pulsação cinética começa a emergir com clareza, dissolvendo a rigidez geométrica em ritmo, fluxo e vibração. As diagonais multicoloridas atravessam o campo pictórico como ventos sonoros, criando a sensação de um espaço suspenso, onde luz e movimento se entrelaçam. A obra se transforma em partitura visual — uma rapsódia aberta, em que céu, cor e deslocamento se convertem em experiência sensorial.

Bernardo Mora

Mostra Black Home Sul entrega livro especial e troféu para os profissionais participantes

Na reta final, Mostra Black Home Sul entrega livro especial e troféu para os profissionais participantes
Durante evento exclusivo, os profissionais participantes da Mostra receberam a edição de luxo do livro do evento e um prêmio em homenagem à excelência e ao pioneirismo de seus projetos.

Na última sexta-feira (14), o CEO da Mostra Black Home Sul, Fernando Rodrigues, entregou para os profissionais que assinam os espaços do evento, um livro especial edição de luxo da Mostra. O exemplar, com mais de 100 páginas e capa dura, traz os 20 ambientes que compõem a Mostra, com fotos dos espaços, além de imagens do corredor humanitário - produzido pelo Instituto Construa com Elas - e anúncios dos patrocinadores e cotistas.

Durante o evento, que foi exclusivo para os profissionais, também foi entregue para os participantes um prêmio, produzido pelo artista plástico, arquiteto e designer David Tessler: “A Luneta: Uma Metáfora para a Arquitetura Visionária”. Trata-se de um objeto de design exclusivo, revestido em laca preta e com mármore Branco Paraná, produzido como uma homenagem à excelência e ao pioneirismo dos profissionais participantes. De acordo com o artista, a inspiração da peça reside na função histórica da luneta: expandir o olhar para o que está além do óbvio e revelar territórios inexplorados. “Esta analogia traduz a visão de vanguarda dos arquitetos, que, por meio de sua estética única e referências profundas, rompem barreiras e definem novos padrões no design e na arquitetura contemporânea.”

Reta final e próxima edição da Mostra Black Home Sul

A Mostra Black Home Sul agora está em contagem regressiva. O evento - que conta com 20 espaços assinados por 25 profissionais - fica aberto até o dia 25 de novembro, terça-feira, e está localizado na Rua Olavo Bilac, no Batel, em duas casas charmosas da região.

O horário de visitação é de terça a sexta, das 14h às 21h; aos sábados, das 13h às 21h; e aos domingos e feriados, das 13h às 19h. Os ingressos custam R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada) e estão à venda pelo link: https://eleventickets.com/ediprom/mostra-black-home-sul.

Desde a abertura da Mostra até o início de novembro, ao todo, foram mais de 2.500 pessoas que passaram pelo evento. Essa edição também contou com dezenas de eventos, visitas-guiadas e gravações realizadas e que contaram com a presença de cerca de 600 pessoas.

De acordo com Fernando Rodrigues, essa edição surpreendeu a cidade. “Quem visitou a Mostra, pôde ver de perto espaços exclusivos repletos das principais tendências da arquitetura e do design. Foi uma mostra que rendeu muitos elogios pela qualidade com que foi entregue, diante do grande elenco de profissionais participantes que são referência em Curitiba.”

A próxima edição da Mostra Black Home Sul já está em andamento e a previsão é de que o evento aconteça em 2026.

Elenco da Mostra:

No elenco, estão os profissionais: Ana Cristina Avila (Códigos de Luxo), Anna Kelly Margatto e Carla Grande (La Vigna Bar), Cássio Robledo (Restaurante Spot 105), Claudia Canales (Jardim das Boas Energias), Claudia Horta e Edison Vello (Recepção), Ivan Wodzinsky (Living com Lareira), Jaqueline Siebert (Banheiros Funcionais e Refúgio Gourmet), July Franchesca Dallagrana (Jardim do Caminhar), Karin Brenner, Ana Paula Pavelski e Cindie Choueri (Estar da Colecionadora), Karen Camilotti (Espaço Gourmet de uma chef Contemporânea), Laura Ribas e Tatiana Ravache (Suíte Reverso), Luiz Maganhoto e Daniel Casagrande (Living Contemporâneo), Natalya Lopes Ferreira (Raízes do Tempo), Priscilla Müller (Cabana Urbana), Rosa Dalledone e Camila Dalledone Gasparin (Suíte do Empresário), Roger França (Studio Casa Brasileira), Viviane Busch (Cozinha Gourmet) e Wilson Pinto (Fachada, Paisagismo Casa 1 e Paisagismo Casa 2).

SERVIÇO:
Mostra Black Home Sul
Data: até 25 de novembro de 2025
Endereço: Rua Olavo Bilac, 486, Casa 01, Batel – Curitiba (PR)
Instagram: @mostrablackhomesul
Ingressos: https://eleventickets.com/ediprom/mostra-black-home-sul
Valores: R$120,00 (inteira) e R$60,00 (meia-entrada - beneficiário legal com comprovação mediante documento) | Crianças até 12 anos não pagam (mediante comprovação de documento)
Dias e Horários:
De terça a sexta: das 14h às 21h
Sábado: das 13h às 21h
Domingos e feriados: das 13h às 19h
Segundas-feiras: fechado

I MOSTRA ATINJ ITINERANTE DE TEATRO PARA CRIANÇAS EM MATINHOS

A Associação de teatro para infância e Juventude do Paraná apresenta

“De 10 a 14 de setembro, a cidade litorânea será palco para nove apresentações teatrais de sete companhias paranaenses no Centro Cultural de Matinhos – UFPR litoral, que vai promover no público infantil um interesse especial pela arte e suas diversas formas de manifestação”.

A alegria e a magia do teatro vão descer a serra e tomar conta de Matinhos no mês de setembro. A Associação de Teatro para Infância e Juventude do Estado do Paraná (ATINJ/PR) vai realizar entre os dias 10 e 14 de setembro, a I Mostra ATINJ Itinerante de Teatro para Crianças, viabilizado através da parceria da ATINJ/PR e Universidade Federal do Paraná – Litoral. O evento é uma oportunidade de compartilhar a produção teatral de companhias paranaenses, direcionada ao público de todas as idades para incentivar o entretenimento para toda a família. As apresentações acontecerão no Auditório Juliano Fumaneri Weiss, no Teatro do Centro Cultural da UFPR - Litoral (R: Jaguariaíva,512).

A ideia é promover no público infantil um interesse especial pela arte e suas diversas formas de manifestação. A edição de 2025 traz esta novidade de levar para a cidade litorânea, grupos paranaenses voltados ao fazer teatral dirigido às infâncias. Serão 9 apresentações de 08 espetáculos diferentes de sete companhias das cidades de Curitiba, Matinhos, Maringá e Sarandi. Deste total, no final de semana, serão realizadas três apresentações gratuitas abertas ao público e, em dias letivos, 06 apresentações vão acontecer nos períodos manhã e tarde, direcionadas ao público das Escolas Públicas Municipais. Linguagens artísticas variadas como teatro, circo, dança, música, artes visuais e literatura fazem parte da programação.

Além das apresentações, a mostra também é composta por uma oficina teatral, direcionada a professores e interessados e uma mesa-redonda sobre a dramaturgia teatro para crianças em Curitiba. A programação completa da mostra está disponível em: https://mostraatinj.blogspot.com/.

A presidente da Associação, Letícia Guimarães, comenta sobre a importância da mostra que é uma forma de encontrar-se com as crianças, com as famílias, com os artistas e educadores, além de ser uma aposta na abertura do campo sensível e imaginativo da experiência estética e do fazer poético. “A primeira mostra ATINJ Itinerante leva espetáculos premiados e realizados por grupos comprometidos com este ofício há bastante tempo, para a cidade de Matinhos. O projeto é essencial para que cada vez mais a arte esteja presente na vida das pessoas. É uma grande alegria e prazer proporcionar a convivência criativa. Nossas expectativas são sempre as melhores. O evento brinda o público com bons espetáculos e reúne artistas para celebração e reflexão”.

O evento proporciona ao público de escolas públicas o acesso gratuito às apresentações. Neste aspecto, o teatro surge como fator de integração social, possibilitando às crianças, que muitas vezes nunca assistiram uma peça de teatro, um outro olhar ou até uma possibilidade de ver e rever a própria infância com mais sensibilidade. “É um evento muito importante que proporciona oficina, espetáculos e principalmente a mesa redonda, que é discutido as linguagens e as formas de se fazer teatro. Contamos com a participação e divulgação de todos”, reforça Pedro Uchoa, vice-presidente da ATINJ.

“A importância deste projeto para a cidade de Matinhos no litoral do Paraná está no impacto direto no que se refere à formação de novas plateias, principalmente por ser um projeto direcionado para as crianças e adolescentes matinhenses. A Mostra Atinj de Teatro para Crianças oportuniza a toda a comunidade ver espetáculos de teatro de alta qualidade técnica apresentado por várias Companhias de Teatro, vindas de todo o Estado do Paraná, especializadas na linguagem infanto juvenil, além de oferecer oficinas e debates para professores de artes do litoral e também da comunidade acadêmica, especificamente os estudantes do Curso de Licenciatura em Artes da UFPR litoral, que terão a oportunidade de participar desse movimento artístico-cultural que vem somar no processo de formação deles, já que serão os futuros arte educadores que atuarão em Matinhos e demais municípios do litoral”, afirma Alaor de Carvalho, ator, professor da UFPR Litoral e coordenador do projeto

Dentre a programação prevista, a mostra de espetáculos terá 100% de ingressos gratuitos, revertendo à população produtos culturais de qualidade.

COMPANHIAS PARTICIPANTES

COMPANHIA DO ABRAÇÃO (Curitiba): A Cia do Abração é um espaço de arte e cultura, fundado em 2001, por Letícia Guimarães e tem como proposta principal a pesquisa e produção teatral para todas as idades, embasados em dramaturgia própria e difundidas como espetáculos de repertório. Sua proposta estética está alicerçada na fusão de linguagens artísticas elaborada em investigações advindas de processos colaborativos. Além da dança e das artes visuais, trabalha e investiga as técnicas de manipulação de objetos, mímica, produção sonora e conhecimentos da antropologia.

CIA. PÉ NO PALCO (Curitiba): Fundada em 1995 por Fátima Ortiz o Pé no Palco Atividades Artísticas. Criação da companhia estável - Círculo de Encenação e Pesquisa e consolida quatro segmentos de atividades: Cursos Livres de Teatro, Círculo de Encenação e Pesquisa, Ação em Valores Humanos e Workshop, Cursos e Eventos.

MRG PRODUÇÕES ARTÍSTICAS (Curitiba): Fundada em 1995 por Marcio Roberto, é considerada uma das maiores produtoras de arte e cultura do Paraná. Com sede em Curitiba, tem como principal segmento artístico a produção de espetáculos teatrais através de clássicos da literatura. Oferece arte primorosa, criada por artistas premiados. Montagens consagradas atestam a sua sensibilidade e amor na produção artística.

CIA. PALAVRAAÇÃO (Curitiba): – A PalavrAção Cia de Teatro da UFPR, iniciou seus trabalhos em 1995 na cidade de Curitiba/PR, vinculada a PROEC - Pró Reitoria de Extensão e Cultura. Criada pelo Prof. Dr. Hugo Daniel Mengarelli, diretor e pesquisador de teatro, que por mais de duas décadas tornou possível e fértil a presença da pesquisa, formação artística e criação teatral na Universidade Federal do Paraná. Atualmente sediada em Matinhos/PR, desde 2018, como um projeto de extensão universitária vinculada ao Curso de Licenciatura em Artes da UFPR Litoral, sob a direção do professor Dr. Alaor de Carvalho, a PalavrAção faz um resgate de sua história revisitando seu repertório e propondo novas leituras de espetáculos já montados, como uma homenagem aos 30 anos de história dentro da UFPR, que serão comemorados em 2025.

CENATRUPE (Sarandi/PR): A companhia artística Cenatrupe de Sarandi-PR, município localizado no norte do estado Paraná surgiu em 2013. Em seu Histórico, a Cenatrupe ministrou oficinas de iniciação teatral ao grupo infantojuvenil “Os Petelekos”, contratada pela escola de artes “Ateliê das Artes” localizada em Sarandi/PR para instrução teatral, montagem e direção de espetáculos durante os anos de 2014 e 2015 (Espetáculos “Chapeuzinho vermelho em: O que a História não contou” e “O Mágico de Oz”), e ministração de oficina de “Teatro do Oprimido” a turma adulta de teatro da mesma escola artística. Em 2014 Cenatrupe também por meio de sua representante legal foi convidada pela SEJUV Secretaria Municipal da Juventude Cultura, Esporte e Lazer de Sarandi/PR a realizar o projeto “Proscênio” durante 15 dias com oficinas e ensaios resultando na montagem da esquete “Honesta”. Em seu Histórico pessoal a companhia Cenatrupe já montou mais de 40 espetáculos.

MEU CLOWN (Maringá/PR): O grupo Meu Clown nasce na cidade de São Paulo (2005), fruto da cooperação entre artistas e pesquisadores do campo da palhaçaria. Marcelo Colavitto, membro fundador e diretor da trupe, trouxe metodologias de formação de clowns de seus estudos com discípulos de Jacques Lecoq, buscando valorizar a gênese do teatro poético que tem no corpo sua fonte de inspiração criativa. O grupo já se apresentou em diversos festivais de teatro no Brasil e já fez apresentações na Itália (2013), Taiwan (2015), Chile (2016), França (2018), Portugal (2018) e Espanha (2022 e 2023). Possui 10 peças em seu repertório sendo 8 de autoria própria. Em 2021 publicou um livro no qual há o registro de sua dramaturgia e processo de criação cênica.

CENAHUM (Curitiba/PR) - Fundada em 1995 por George Sada, a Cena Hum Academia Multiartes surge no panorama artístico paranaense como a primeira instituição privada dedicada à formação de artistas nas artes cênicas do Paraná. Oferecendo cursos de teatro para todas as idades e abrigando o maior acervo de figurinos do estado, com mais de 25 mil peças, a Cena Hum expandiu suas atividades em 2015, criando o Grupo Empresarial Cena Hum, composto por três empresas: Academia, Produtora e Instituto. Com uma estrutura física ampla e equipe qualificada, a Cena Hum Academia Multiartes busca ser um espaço onde vida e arte se encontram.

RESUMO DOS ESPETÁCULOS DO FESTIVAL

10 de setembro (quarta) – 9:30h | Local: Teatro UFPR Matinhos - O GIGANTE EGOÍSTA - Cia MRG Produções Artísticas

Sinopse - Conta a história de um Gigante, dono de um espetacular jardim. As crianças das redondezas sempre brincam com as flores, os passarinhos, as árvores e os pequenos animais que ali vivem, mas o Gigante começa a ficar incomodado com aquela “invasão” e decide isolar o jardim, expulsando as crianças e impedindo suas entradas em definitivo. Então, durante muito tempo, somente a Neve, o Vento Norte e o Granizo podiam entrar no jardim. E tudo se tornou seco, triste e solitário. A felicidade, o prazer, a liberdade e a beleza abandonaram o jardim e como consequência, também a vida do Gigante. Um dia, surge no jardim um Menino Misterioso. Sensibilizado com a sua presença e carcomido pelo egoísmo e pela solidão, o Gigante permite ao menino brincar em seu jardim. E ficam amigos. O Gigante então percebe que o caminho para a felicidade passa pela generosidade e nos bons momentos vividos com os outros. Abre os portões do jardim, derruba os cadeados e os muros e convida as crianças a voltarem. Com elas volta a primavera, voltam os passarinhos, as flores, as folhas verdes e o calor. Os dois, o calor da natureza e o calor humano.

O GIGANTE EGOÍSTA não é apenas uma belíssima lição de vida para com ela compartilhar reflexões com as crianças; é também uma das mais belas páginas da literatura universal, escrita por um verdadeiro gênio das palavras, que lhes deu a dimensão de arte. Em outras palavras, o que o Gigante fez com seu jardim, Oscar Wilde fez com as palavras: deu-lhes um significado de arte, beleza e humanidade. Oscar Wilde nasceu em Dublin, na Irlanda. Escreveu contos, peças de teatro e romances e passou a vida rodeado por intelectuais. Na maturidade ganhou fama por sua sofisticação e inteligência. É reconhecido internacionalmente como um dos dez maiores escritores de todos os tempos. Duração: 50min / Classificação – Livre

10 de setembro (quarta) - 14h30 | Local: Teatro UFPR Matinhos - QUER BRINCAR DE ALGUMA COISA! QUE COISA? - Cia Pé no Palco – Curitiba/PR
Sinopse - Procura-se uma coisa. Como assim uma coisa? Uma coisinha, uma
coisona, uma coisita. Tem muita coisa que pode ser uma coisa. Calma, calma. Através da imaginação passamos por diversas culturas, mesclando estéticas e criando nossa própria identidade que vai do Blues até o forró, do Canto Lírico ao Rock´n´Roll. Já que vivemos nesse mundo cheio de informações, por que não deixar a criatividade livre para despertar novas conexões? Uma atriz e um ator em cena, cantam, dançam, tocam e contam a saga que é estar em busca de alguma coisa. A interatividade com o público se estabelece nas diversas linguagens do espetáculo, através do visual, da contação, das palavras, no jogo e da troca de olhares entre atores e plateia, no campo sensível, no campo da imaginação e através das músicas compostas especialmente para o espetáculo. Duração: 50min | Classificação – Livre

11 de setembro (quinta) – 9:30h | Local: Teatro UFPR Matinhos - O MÁGICO DE OSS –Cia do Abração – Curitiba/PR.

Sinopse - Na nossa história, a protagonista, Doroti, uma menina egoísta e dominadora, briga com seus amigos e se sente incompreendida por seus avós. Em um ataque de fúria, a menina egoísta que acredita que a vida que leva é sem graça e sem cores, se vê abduzida por um furacão que a transporta para um lugar mágico e colorido. Na jornada psicodélica de Doroti, ela encontra um espantalho sem cérebro, um homem de lata sem coração e um tigre covarde. Todos se unem para encontrar o único que poderá dar-lhes o que cada um necessita: o poderoso Mágico de OSS, o único capaz de dar um cérebro, um coração, coragem e o caminho de volta para casa. Porém, em nossa história, toda esta viagem, todos estes encontros, tudo foi apenas projeção do subconsciente de Doroti que, com a viagem, transcendeu suas fraquezas e conquistou virtudes. Duração: 50min/Classificação – Livre

11 de setembro (quinta) - 14h30 | Local: Teatro UFPR Matinhos - FÁBULA DOS RATOS – Cia Cenatrupe – Sarandi/PR.

Sinopse - Fábula dos Ratos é uma adaptação das fábulas de domínio público “O rato Roeu a Roupa do Rei”, “A Assembleia dos Ratos” e “O Leão e o Ratinho” e objetiva um resgate das fábulas apoiado na linguagem simples e popular, e assim durante a história o ratinho vai se envolvendo em muita confusão, desde decidirem uma solução para os problemas com o gato, até ajudar um leão capturado pelos caçadores. Duração: 45 min/Classificação – Livre

12 de setembro (sexta) – 9h30 e 14h30| Local: Teatro UFPR Matinhos- ESTÓRIAS BRINCATES DE MUITAS MAINHAS - Cia do Abração – Curitiba/PR
Sinopse - O foco temático apresentado na peça é a relação entre mães e filhos, as diferentes relações que se podem estabelecer neste mesmo binário, ressaltando o respeito que devemos ter pelas diferenças individuais de cada ser humano, quer seja ele mãe ou filho. Três simpáticos velhinhos contadores de histórias, movidos pelos sentimentos de saudades e lembranças, falam sobre suas próprias mães e sobre as diferentes mães que conhecem. Duração: 50min/Classificação – Livre

12 de setembro (sexta) – 20h | Local: Teatro UFPR Matinhos - SALTIMBANCOS – Grupo PALAVRAÇÃO – UFPR/LITORAL
Sinopse – “Os Saltimbancos” é um musical infantil inspirado no conto “Os Músicos de Bremen”, dos Irmãos Grimm, com adaptação brasileira feita por Chico Buarque. A história acompanha quatro animais — um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata — que, após serem maltratados por seus donos, decidem fugir e formar um grupo musical. Unidos pelo sonho de liberdade e por uma vida melhor, eles enfrentam desafios e descobrem a força da amizade, da união e da arte como forma de resistência e transformação. Com músicas marcantes e mensagens de justiça social, o espetáculo encanta crianças e adultos com sua leveza, humor e crítica social disfarçada de poesia. Duração: 50min/Classificação – Livre

13 de setembro (sábado) - 15h | Local: Teatro UFPR Matinhos - O TELEPATA - Cia Meu Clown – Maringá/PR.

Sinopse – A trupe Meu Clown preparou uma atração internacional para oferecer a sua audiência, porém, tudo leva a crer que o palhaço Benedito não cumpriu com a sua importante função de contratar os artistas para a apresentação conforme o combinado. Agora só resta uma solução: O improviso e o talento artístico musical do grupo terá que dar conta desse lapso indesculpável. A diversão é garantida nesse modesto espetáculo baseado em cenas clássicas da palhaçaria brasileira, recheadas com muita música e interação. Duração: 50min / Classificação – Livre

14 de setembro (domingo) – 15h | Local: Teatro UFPR Matinhos - DOIDO PRA VOAR – CenaHum
Sinopse - Baseada na obra homônima de Hermes Bernardi Junior, “Doido pra Voar” conta a história de um menino que sonha em comprar um avião vermelho presente na vitrine da única loja de brinquedos da cidadezinha onde vive. Incapaz de realizar o desejo, ele acaba inventando seu próprio avião e uma série de outros brinquedos em seu laboratório mágico, o quintal de sua casa. Lá, a imaginação corre solta. Porém, a vida do menino muda totalmente quando sua família vai para uma cidade maior e ele precisa manter a imaginação em meio a uma nova realidade, onde a tecnologia também passa a fazer parte de suas brincadeiras e de seus novos amigos. Duração: 50min / Classificação – Livre

SERVIÇO:
I Mostra ATINJ Itinerante de Teatro para Crianças - MATINHOS
Quando: de 10 a 14 de setembro de 2025 ( de quarta a domingo)
Local: Teatro da UFPR Litoral/Matinhos - Auditório Juliano Fumaneri Weiss (R: Jaguariaíva, 512)
Classificação etária: Livre

ENTRADA GRATUITA

APRESENTAÇÕES DIRIGIDAS ÀS ESCOLAS
10/09/25 (quarta, 09h30): O GIGANTE EGOÍSTA
10/09/25 (quarta, 14h30): Quer Brincar de Alguma Coisa? Que Coisa?
11/09/25 (quinta, 09h30): O MÁGICO DE OSS
11/09/25 (quinta, 14h30): FÁBULA DOS RATOS
12/09/25 (sexta, 09h30): ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS
12/09/25 (sexta, 14h30): ESTÓRIAS BRINCANTES DE MUITAS MAINHAS

Apresentações ABERTAS AO PÚBLICO
12/09/25 (sexta, 20h): SATIMBANCOS
13/09/25 (sábado, 15h): O TELEPATA
14/09/25 (domingo, 15h): DOIDO PRA VOAR

ATIVIDADES COMPLEMENTARES - Oficina Teatral para professores– 20 Vagas
QUANDO: 10/09/25 (quarta), das 17 às 20h
Local: Auditório Juliano Fumaneri Weiss, da UFPR Litoral (R: Jaguariaíva, 512)
A essência deste projeto é o incentivo e a motivação da arte e da cultura para professores em geral, trabalhando aspectos importantes no desempenho profissional e pessoal através dos jogos teatrais. A proposta é levar para o público-alvo, o conhecimento de que o teatro, além de lazer, pode trazer muitos benefícios para quem o pratica, como por exemplo: concentração, desinibição, integração, trabalho em equipe, criatividade, autoestima, expressão corporal etc. Os participantes farão atividades e exercícios utilizando-se de algumas técnicas teatrais através de jogos, dando ênfase na expressão corporal e vocal, na integração do grupo, na desinibição, na disciplina e em especial na concentração. O relaxamento e a respiração também serão pontos fortes a serem exercitados. Com aula de 3h de duração, a oficina será desenvolvida a fim de auxiliar numa nova opção de ver as situações do cotidiano e buscar suas soluções de maneira a incentivar a colaboração ou cooperação entre seus colegas de trabalho. Nas cenas improvisadas, todos terão a oportunidade de vivenciarem personagens diferenciados e ao mesmo tempo despertar empatia, a imaginação e criatividade.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES – INDICADO A PROFESSORES DE ARTE E INTERESSADOS - Mesa-Redonda e Palestra
Quando: 13/09/2025, das 17h às 19h (Sábado)
LOCAL: TEATRO DA UFPR LITORAL/MATINHOS - Auditório Juliano Fumaneri Weiss (R: Jaguariaíva, 512)
Mesa-Redonda com os artistas participantes da Mostra e mediado por Letícia Guimarães e Palestra “Dramaturgia para Infância”, com Fátima Ortiz. Nosso intuito é fortalecer as ações de democratização dos bens culturais, cumprindo nosso papel de artistas e cidadãos conscientes destas necessidades.

Cozinha Gourmet e Jardim na Mostra Black Home Sul traduz o “novo luxo” com móveis planejados da Movepar Curitiba

Movepar Curitiba

Cozinha Gourmet e Jardim na Mostra Black Home Sul traduz o "novo luxo" com móveis planejados da Movepar Curitiba

Ambiente assinado por Viviane Busch combina memórias afetivas, sofisticação e personalização extrema, com marcenaria sob medida que é o coração do projeto

Na Mostra Black Home Sul, a arquiteta Viviane Busch apresenta o ambiente Cozinha Gourmet e Jardim, um espaço que une acolhimento, sofisticação e funcionalidade, com móveis planejados e sob medida assinados pela Movepar Curitiba.

Com a proposta de criar “um ambiente com alma”, Viviane buscou despertar memórias afetivas, traduzindo a essência da casa como lugar de encontro. “Quisemos um espaço que acolhesse e fizesse as pessoas quererem ficar. É na cozinha que acontecem as melhores conversas e momentos”, conta.

A escolha de materiais reforça esse conceito. As pedras naturais nas paredes, a madeira e as vigas aparentes no teto evocam a sensação de uma “casa de vó modernizada”, enquanto os eletrodomésticos de última geração, tendências em marcenaria e mobiliário solto de alto padrão revelam o que Viviane chama de “novo luxo”. “Hoje, luxo é viver bem nos espaços, sem ostentação. Tudo tem intenção e propósito”, explica.

Para dar vida ao projeto, a parceria com a Movepar Curitiba foi fundamental. “Tudo o que pensamos foi acolhido e respeitado. Encontramos todos os padrões de acabamento que queríamos, com ferragens e acessórios que completaram a proposta. Cada painel, gaveta com detalhes em palha e iluminação foi feito de forma personalizada, sem precisarmos nos adaptar a módulos ou padrões engessados”, afirma Viviane.

Segundo Simone Oliveira, diretora da Movepar Curitiba, a atenção aos detalhes e a personalização foram determinantes para o resultado. “A cozinha é o coração da casa, e nesse ambiente conseguimos unir técnica, estética e funcionalidade. Cada peça foi planejada para atender às necessidades do projeto e garantir durabilidade e beleza”, destaca.

O espaço, leve e sofisticado, conta ainda com um jardim integrado, repleto de verde, e um estar perfeito para saborear as receitas preparadas na cozinha. Uma copa e um wine bar completam o ambiente, criando um refúgio para receber, viver e celebrar.

SERVIÇO:

Mostra Black Home Sul

Data: de 28 de agosto a 25 de novembro de 2025

Endereço: Rua Olavo Bilac, 486, Casa 01, Batel – Curitiba (PR)

Instagram: @mostrablackhomesul

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Detallhe mobiliario planejado da Movepar Curitiba
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Divulgação / Movepar
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Os diretores da Movepar, Diogo Oliveira e Simone Oliveira com Viviane Busch, arquiteta que assina o espaço Cozinha Gourmet e Jardim
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Detallhe mobiliario planejado da Movepar Curitiba
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Detallhe mobiliario planejado da Movepar Curitiba
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Movepar Curitiba leva móveis planejados e inovadores à Suíte do Empresário na Mostra Black Home Sul

Movepar Curitiba

Movepar Curitiba leva móveis planejados e inovadores à Suíte do Empresário na Mostra Black Home Sul

Ambiente criado pelas arquitetas Rosa e Camilla Dalledone homenageia o empresário curitibano Gari Marques e conta com móveis planejados e sob medida da Movepar Curitiba

Curitiba

De 28 de agosto a 25 de novembro, o bairro Batel, em Curitiba, será palco da Mostra Black Home Sul, evento que reúne grandes nomes da arquitetura e do design em duas charmosas casas da Rua Olavo Bilac. A Movepar Curitiba marca presença em dois ambientes, entre eles a Suíte do Empresário, assinada pelas arquitetas Rosa Dalledone e Camilla Dalledone Gasparin (@rosadalledonearquitetura e @camilladalledone_arq).

O espaço presta homenagem ao empresário curitibano Gari Marques, um dos fundadores da rede Mais Um Café, hoje a maior do Brasil. A escolha foi uma forma de valorizar o papel do empreendedor na economia nacional.

“Eu acho bastante importante homenagear os verdadeiros heróis que trazem emprego e oportunidade para este país. A figura do empresário é essencial para termos uma economia saudável. Escolhemos o Gary como representante, mas a homenagem se estende a todos que movimentam o mercado com inovação e coragem”, explica Rosa Dalledone.

A inspiração para o projeto veio do perfil de um jovem empresário moderno, apreciador de design arrojado, carros esportivos e soluções contemporâneas. O mobiliário desenhado especialmente para o ambiente traz linhas dinâmicas e fluidas, que transmitem leveza, movimento e sofisticação.

“Não se trata de imitar um carro, mas de traduzir o conceito de velocidade, leveza e modernidade presentes nesse universo. Buscamos um espaço elegante, mas também acolhedor e funcional”, destaca Camilla Dalledone Gasparin.

Entre os destaques, estão os móveis com formas orgânicas e o uso do couro de micélio — material ecológico produzido no Paraná que se apresenta como alternativa ao couro natural. A madeira, o veludo das cortinas e a iluminação automatizada completam a proposta, criando cenários que variam conforme a necessidade.

“O mobiliário planejado não pode ser engessado. Ele precisa ter funcionalidades que se adaptem a diferentes projetos, mantendo acabamento impecável e a possibilidade de personalização. É isso que encontramos na Movepar”, ressalta Rosa.

Segundo o diretor da Movepar Curitiba, Diogo Oliveira, a parceria com as arquitetas reforça a essência da marca: unir estética, qualidade e originalidade em cada projeto. “Nosso objetivo é transformar ambientes em experiências únicas. A Suíte do Empresário mostra como é possível aliar inovação, materiais sustentáveis e um design pensado para transmitir a personalidade de quem vive no espaço”, afirma.

A Mostra Black Home Sul promete revelar tendências que vão do uso de formas curvas e iluminação estratégica a materiais inovadores e soluções de conforto, reunindo inspiração e funcionalidade em cada detalhe.

SERVIÇO:

Mostra Black Home Sul

Data: de 28 de agosto a 25 de novembro de 2025

Endereço: Rua Olavo Bilac, 486, Casa 01, Batel – Curitiba (PR)

Instagram: @mostrablackhomesul

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Detalhe moveis planejados na Suite do Empresário
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Antonio More
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Suite do Empresário
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CASACOR Paraná: um passeio imperdível para curtir o inverno com ambientes aconchegantes, gastronomia e lojas

A 31ª edição da mostra de decoração segue aberta ao público até 27 de julho, em uma das casas mais emblemáticas do Batel, em Curitiba

Projeto: Roberta Lanza l Foto: Bia Nauiack

Durante a tradicional temporada de inverno curitibano, a CASACOR Paraná se destaca como uma opção de passeio imperdível para quem busca lazer com conforto e inspiração. Nesta 31ª edição, um dos casarões mais icônicos do Batel, localizado na Rua Carmelo Rangel nº 505, ganhou nova vida e abriga 33 ambientes assinados por profissionais renomados do estado.

Além de apresentar as principais tendências de arquitetura, design e paisagismo em propostas residenciais de diversos estilos, a mostra convida o público a explorar operações gastronômicas, lojas exclusivas e espaços instagramáveis. A atmosfera acolhedora é garantida por ambientes aquecidos e lareiras, o que faz da CASACOR Paraná o roteiro ideal para curtir os dias frios em Curitiba.

Confira 12 desses ambientes, que podem ser visitados até o dia 27 de julho:

Hall de Entrada

O espaço que antecipa a sofisticação dos ambientes internos da casa é também um convite ao aconchego do lar. O piso em madeira natural aquece a ambientação, assim como a iluminação direcionada. O projeto combina tons sóbrios com elementos esculturais em uma estética artística e marcante.

Projeto: Walkiria Nossol l Foto: Bia Nauiack

Living

A biofilia transforma o living em um verdadeiro refúgio urbano que integra sala de estar, sala de home theater, bar e espaço para receber. A iluminação é um elemento fundamental para criar uma atmosfera convidativa: durante o dia, a luz natural realça as formas orgânicas e as texturas naturais da ambientação; à noite, o projeto luminotécnico desenha cenas sofisticadas que reforçam a sensação de pertencimento.

Projeto: Maria Alice Crippa e Gustavo Assis l Foto: Eduardo Macarios

Sala da Lareira

A palavra "lareira" deriva do latim "lar", termo que se refere à casa. Ponto central desta sala, a lareira é mais do que uma fonte de conforto térmico, é símbolo de acolhimento. A parede bruta, iluminada por uma estrutura, representa a luz do convívio social, capaz de aquecer mesmo nos dias mais frios. Em contraponto, a grande caixa de madeira, combinada a outros materiais naturais, forma uma base sólida para o bem-estar e a qualidade de vida.

Projeto: Roberta Lanza l Foto: Bia Nauiack

Sala de Jantar

Pensado para proporcionar conforto térmico, este ambiente é inspirado nos ecossistemas naturais de cooperação. A sala de jantar se impõe como um organismo vivo ao traduzir a metáfora dos casulos de insetos em cada detalhe. A proposta ganha vida nas formas orgânicas, nos materiais naturais e nos estímulos sensoriais, que promovem acolhimento, trocas e convivência.

Projeto: Alessandra Gandolfi l Foto: Eduardo Macarios

Bar e Charutaria

Um ambiente atemporal, projetado para quem aprecia os momentos íntimos e os prazeres que exigem presença. O refúgio do dono da casa recepciona a partir de cores quentes, iluminação indireta e materiais nobres. O bar e a charutaria enriquecem a experiência na sala, pensada tanto para contemplação na solitude quanto para boas conversas com convidados.

Projeto: Mariana Andrade e Raissa Lamy l Foto: Eduardo Macarios

Cozinha

A decoração agradável desta cozinha exalta a madeira natural, que, somada aos tons terrosos, cria um ambiente acolhedor que vai além das soluções tecnológicas funcionais. O layout fluido e a luz natural generosa transformam a cozinha no centro vivo da casa, um espaço onde o tempo desacelera e as memórias ganham sabor.

Projeto: Carla Grüdtner l Foto: Eduardo Macarios

Quarto

Na área íntima, a comodidade se revela na poética da composição. Nesta proposta sensorial e simbólica, obras dos filhos do casal dividem a parede com criações de grandes artistas, esculturas e livros. Os tons terrosos, os materiais naturais e o mix de estampas conferem aconchego ao ambiente, com sofisticação e identidade.

Projeto: Talita Nogueira l Foto: Eduardo Macarios

Office

A multifuncionalidade também é sinônimo de conforto. Neste ambiente, além de local de trabalho, há espaço para livros, objetos decorativos e uma área de descanso e leitura. A ambientação, que combina madeira de manejo florestal, iluminação direcionada e outras texturas, como tecidos e cerâmicas, foi inspirada nos amantes de literatura, que, mesmo onde exercem seu ofício, encontram abrigo para folhear seus livros.

Projeto: Cintia Ramos l Foto: Emy Tsutsumi

Lounge

A celebração do design como extensão da natureza transforma este lounge em um espaço de aconchego, que abriga dois banheiros. Além de funcional, o local convida à permanência ao harmonizar tons neutros com cores vibrantes, texturas naturais com acabamentos cerâmicos, trabalho artesanal com soluções tecnológicas. A experiência é enriquecida pelo conforto térmico das lareiras.

Projeto: Maria Eduarda Caiado l Foto: Guilherme Rocha

Praça

A área externa da casa também é aquecida com lareiras, que conferem um charme especial à piscina. O design confortável do mobiliário e a naturalidade da vegetação estão inseridos em uma projeção acústica agradável, ideal para confraternizar durante o passeio. Os materiais utilizados no projeto, como revestimentos e iluminação, apostam em tecnologia para exposição e resistência ao ar livre.

Projeto: Wolfgang Schlögel l Foto: Eduardo Macarios

Bar

Com operação do Sacas Hub, o bar da casa oferece um cardápio de drinks – incluindo criações exclusivas para a mostra – e pratos. Ainda que o projeto seja inspirado no fundo do mar e promova a sensação de estar entre as ondulações reenergizantes das águas, a experiência sensorial é complementada por lareiras que aquecem o ambiente.

Projeto: Givago Ferentz l Foto: Antônio More

Bistrot

A operação gastronômica do Hard Rock Cafe Curitiba replica, dentro da CASACOR Paraná, a atmosfera intimista do projeto original. A alma roqueira da cidade se revela nos tons escuros, texturas sóbrias e iluminação cênica. O visitante é convidado a uma experiência completa pelo universo musical, como na exposição das icônicas guitarras que dão ritmo à decoração pulsante e acolhedora.

Projeto: Marcelo Lopes l Foto: Nenad Radovanovic

Serviço

Ingressos
Ingressos disponíveis para compra no site, no aplicativo oficial ou na bilheteria do evento. O valor individual é R$ 96,00 e as modalidades disponíveis são: ingresso comum, ingresso meia-entrada, ingresso cliente cartões Banco BRB (de 25 a 50% de desconto) e compra em grupo (acima de 30 ingressos).

Endereço
Rua Carmelo Rangel, 505, Batel – Curitiba/Paraná

Horário de funcionamento
De terça a sexta-feira das 14h às 21h
Sábado das 13h às 21h
Domingos e feriados das 13h às 19h
Fechada às segundas-feiras

Contato
(41) 98868-1517
info@casacorparana.com.br
www.casacor.com.br
@casacorpr

Festival de Curitiba divulga programação de sua 33ª edição

Um dos mais importantes eventos de artes cênicas do Brasil ocorre de 24 de março até 6 de abril
FOTOS: Festival de Curitiba 2025 - fotos Mostra Lúcia Camargo - Google Drive
Com aproximadamente 350 atrações em mais de 70 espaços de Curitiba e Região Metropolitana, o Festival de Curitiba divulgou a programação oficial de sua 33ª edição, que ocorre de 24 de março a 6 de abril, reunindo espetáculos teatrais premiados e aclamados pelo público, assim como estreias nacionais, dança, circo, humor, música, oficinas, shows, performances e gastronomias.

A venda de ingressos inicia nesta quinta-feira (6) pelo site oficial www.fesivaldecuritiba.com.br e pela bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 - Piso L2, Centro Cívico).

“O Festival de Curitiba é uma celebração vibrante do teatro, da arte e da cultura, levando uma programação diversificada e de qualidade ao público com o compromisso de inovar e proporcionar boas histórias, tendo parte de sua programação gratuita e acessível, buscando a pluralidade e promovendo a arte e a economia de Curitiba e região”, explica o diretor do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz. Em 2024, o evento recebeu mais de 200 mil pessoas, além de 2 mil artistas que movimentaram a economia criativa e o turismo da capital paranaense.

Para esta edição, estão confirmados nomes consagrados como Débora Falabella, Cláudia Abreu, Renata Sorrah, Paulo Betti, Reynaldo Gianecchini, Julia Lemmertz, Gregorio Duvivier, Deborah Evelyn, Heloísa Périssé, Marcelo Serrado, Rodrigo Pandolfo, Tainá Müller, Nena Inoue, Rosana Stavis, César Mello, Flávio Bauraqui, Grace Passô, Jessica Teixeira, entre outros.

A cerimônia de abertura ocorrerá no dia 24 de março, com a apresentação do espetáculo “Os Mambembes”, em que seis grandes atores (Cláudia Abreu, Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Leandro Santanna, Orã Figueiredo e Paulo Betti) e um músico (Caio Padilha) viajam pelo Brasil transformando a praça pública em teatro com um ônibus que se torna cenário. O texto que eles encenam e discutem é baseado na comédia escrita por Artur Azevedo, em 1904, sobre as aventuras de atores e atrizes de teatro.

Confira a programação das mostras e eventos culturais que fazem parte do 33º Festival de Curitiba:
Mostra Lucia Camargo - Com aproximadamente 30 espetáculos selecionados pela curadoria que segue para o seu terceiro ano de atuação, formada pela produtora e pesquisadora Daniele Sampaio, a atriz e diretora Giovana Soar e o dramaturgo e crítico teatral Patrick Pessoa, a Mostra Lucia Camargo tem como marca a diversidade contemporânea do teatro nacional e internacional e a representatividade de diferentes grupos. “Temos certeza que essa será uma edição memorável, com dezenas de nomes consagrados, montagens aclamadas pelo público e sucessos de crítica”, comenta a também diretora do Festival de Curitiba, Fabíula Passini. “Recebemos a proposta da curadoria desta edição com bastante entusiasmo, não só pela pluralidade, qualidade e sucesso dos espetáculos, mas também pela amplitude geográfica, vindo de diferentes regiões do Brasil, além de países como Argentina e Uruguai”, completa.

Em um dos mais importantes teatros do Paraná, o Guairão, estarão em cartaz espetáculos como “Prima Facie”, primeiro solo de Débora Falabella, que chega ao Festival após imenso sucesso, causando comoção nacional e internacional, e com três indicações ao Prêmio Shell, de Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Música; o aguardado musical “Ray - Você Não Me Conhece”, que retrata a trajetória de Ray Charles desde os primeiros passos na música até sua consagração como um dos maiores ícones, ressaltando sua luta pelos direitos civis e o papel como voz contra as injustiças sociais; a comédia romântica “Brilho Eterno”, com Reynaldo Gianecchini e Tainá Müller, altamente aclamada pela crítica e que conquistou quatro prêmios, incluindo o de "Melhor Espetáculo" no Prêmio Bibi Ferreira; “O Céu da Língua”, espetáculo de Gregorio Duvivier com direção de Luciana Paes que estreará em Curitiba após sucesso de público e de críticas em Portugal e no Rio de Janeiro; e a comédia “Avesso do Avesso”, em que ao apresentarem histórias de supostos casais, Heloísa Périssé e Marcelo Serrado vivem vários personagens em esquetes que conduzirão a plateia às gargalhadas.

No Guairinha, a estreia nacional de “Daqui Ninguém Sai”, novo espetáculo do Teatro de Comédia do Paraná, com direção de Nena Inoue. A montagem apresenta mais de 30 contos de Dalton Trevisan, que completaria 100 anos em 2025, e trechos de cartas inéditas do autor com outros escritores, tendo em seu processo de criação a participação do contista curitibano.

Também o drama “Alaska”, em que pela primeira vez em sua carreira, Rodrigo Pandolfo dirige e atua ao mesmo tempo em uma história misteriosa que gera uma grande porta aberta para diferentes interpretações do público; a tragédia “Rei Lear”, posicionada entre os melhores espetáculos pela Folha de São Paulo no último ano, conecta a dramaturgia shakespeariana ligada à vida da drag queen contemporânea, tendo o protagonista sido indicado ao Shell de melhor ator; além disso o drama “Júpiter e a Gaivota - É Impossível Viver Sem o Teatro”, em que a Companhia Setor de Áreas Isoladas cria uma nova escritura cênica da obra “A Gaivota”, do russo Anton Tchékhov, para discutir a ideia de amor e evocação nos tempos atuais, a partir de uma leitura feminina, contemporânea e brasileira; e “Nebulosa de Baco”, da premiada companhia curitibana Stavis-Damaceno, com dramaturgia de Marcos Damaceno, que traz para a capital paranaense pela primeira vez o seu novo espetáculo, sucesso de críticas em sua estreia no Rio de Janeiro, com Rosana Stavis e Helena Jorge.

Já no Teatro José Maria Santos, a peça contemporânea “Cabaré Haikai”, que parte de obras consagradas de Paulo Leminski, que completaria 80 anos em 2024, com sua filha Estrela Leminski na dramaturgia, reflexiona sobre seu legado como poeta e escritor, mas também consagra a sua vertente musical; o drama “Língua”, uma elogiada trama criada em português e em Libras para refletir sobre os impasses de comunicação universais, sem colocar a condição de surdez como tema central da história, conta com diração de Vinicius Arneiro; o espetáculo “A Última Ceia”, projeto que teve sua estreia em 2024 no Kunstenfestivaldesart (Bruxelas), tendo sido apresentado também no Kaserne Theatre (Basel), Theaterformen (Braunschweig), Berlim (Sophiensaele) e em São Paulo (Casa do Povo), em uma peça-jantar que parte do famoso quadro homônimo de Leonardo Da Vinci e do acontecimento bíblico para se perguntar sobre como criar uma imagem final que persista, ainda que aquele grupo não exista mais; o documentário contemporâneo “Homens Pink”, da La Vaca Companhia de Artes Cênicas, de Florianópolis, projeto que iniciou sua trajetória com um premiado filme documentário, traz ao palco do Teatro José Maria Santos uma performance que celebra o orgulho da ancestralidade LGBT+; e “Sebastião”, um musical da companhia Ateliê 23, de Manaus, inspirado no livro “Um Bar Chamado Patrícia”, do estilista Bosco Fonseca, que traz à cena questionamentos e afirmações sobre corpos que ainda são postos à margem dos cuidados e do direito à existência.
No Teatro da Reitoria, a Companhia Brasileira de Teatro traz o contemporâneo “AO VIVO [dentro da cabeça de alguém]”, com texto original e direção de Marcio Abreu, com Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte, com montagem formada por diferentes elementos de diversos campos de memória dos artistas que a compõem; também o drama musical “Bom Dia, Eternidade”, do Grupo O Bonde, em que em cena os atores e atrizes são espelhados por músicos com mais de sessenta anos, alguns influentes pré bossa-nova, num jogo cênico carregado de simbolismo; o famoso drama “IN ON IT”, sucesso de público e crítica, estrelado por Emílio de Mello e Fernando Eiras, que volta depois de 15 anos com uma temporada aclamada em 2024; e o premiado espetáculo porto alegrense de dança urbana “Trivial - Um Espetáculo de B-Boys”, que traz à cena seis bailarinos da periferia, que cruzam o trivial cotidiano e as dificuldades comuns da região em que vivem e o preconceito com a expressão artística, em que dançar breaking é a forma de expressão e profissão que sustenta.

Na Caixa Cultural Curitiba, dois espetáculos premiados internacionais, sendo a performance “No Estoy Solo”, diretamente da Argentina, em que Iván Haidar, um dos mais importantes coreógrafos do país vizinho, usa o toque como ferramenta para ativar os sentidos como veículo de comunicação; e o uruguaio “El Desmontaje”, um híbrido entre conferência, documentário e peça de teatro, que destaca a respeitada dançarina, coreógrafa, atriz, diretora e professora de literatura Jimena Márques, e abre a possibilidade de redefinição da cena, questionando diferentes formas possíveis.

No Teatro Cleon Jacques, a estreia nacional de “Gaviota”, vindo também direto da Argentina e aclamado pelo mundo todo, por meio de um drama que desafia as convenções teatrais com um elenco feminino notável, em que quase não há limite entre o espaço da ficção e o do público; e a montagem experimental “O Fim É Uma Outra Coisa”, premiada no 8º Prêmio Leda Maira Martins, da atriz e pesquisadora da culinária afro mineira Zora Tikar Santos, que conduz um encontro em que seus saberes alquímicos e ancestrais estão em jogo entre suas memórias, sonhos e as influências indígenas e negras no país.

O Teatro Paiol recebe “Monga”, direto de Fortaleza, Ceará, da Catástrofe Produções e Corpo Rastreado, em uma continuidade da pesquisa de Jéssica Teixeira iniciada no seu primeiro solo "E.L.A" (2019), em que o seu corpo estranho se fez matéria bruta para suas construções dramatúrgicas.

E para finalizar, dois espetáculos gratuitos na Mostra Lucia Camargo, o “Laborioso Contato: Um Palhaço Anuncia o Fim do Mundo”, na Ruína de São Francisco, que mistura a música, o circo, o teatro de animação e a dança em um solo performático, que tem como principal objetivo abordar temas despóticos; e o aclamado e super aguardado “A Velocidade da Luz”, na Praça Santos Andrade, dirigido pelo premiado argentino Marco Canale, em que a montagem é criada junto de pessoas idosas selecionadas em Curitiba, nascendo de suas memórias, dos conflitos do presente, da imaginação de futuro e de suas relações com a cidade que habitam. A montagem foi criada na Argentina (FIBA, 2017), Alemanha (Festival Theaterformen, 2019), Japão (Tokyo TOKIO Festival, 2021), Suíça (FAR - Nyon, 2022), Espanha (FIT de Cádiz, 2023), Brasil (Festival Mirada, 2024) e no Chile (Centro GAM, 2024).

Mostra Fringe - Com parte de sua programação gratuita e acessível a todos os públicos, a mostra ocupa teatros, praças, parques e ruas de Curitiba e Região Metropolitana, com aproximadamente 280 espetáculos, produzidos por mais de 1800 artistas e técnicos vindos de 12 estados do Brasil, como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de outros países, como Argentina, Peru, Bolívia e Estados Unidos, sendo 153 deles apresentados de forma gratuita e 18 no sistema “Pague Quanto Vale”.

O Fringe é uma mostra que não passa pela curadoria do Festival. Nela, companhias de teatro, circo, música, dança e outras vertentes artísticas participam por meio de cadastro voluntário, separadas por “Mostras”, “Espetáculos de Rua” e pelo “Circuito Independente”.

Neste ano, o Fringe contará com atrações vindas de quatro regiões do Brasil e promoverá a sua terceira edição da “Rodada de Conexões”, que reúne e aproxima curadores e programadores de festivais e salas de teatro de todo o Brasil, com companhias presentes no Fringe e também de grupos radicados em Curitiba.

Interlocuções - O Interlocuções foca em ações formativas, que objetivam a experiência e a integração entre artistas e público, estimulando o pensamento crítico sobre as artes cênicas e atraindo também estudantes de grupos. Com parte de sua programação indicada pela curadoria da Mostra Lucia Camargo, estão previstos vários debates, encontros, palestras, oficinas e lançamentos de livros para a edição de 2025, com programação totalmente gratuita. Parte das oficinas possui vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail interlocucoes@festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Lucia Camargo, a Mostra Fringe e o Interlocuções são apresentados por Petrobras, Sanepar, CAIXA e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de CNH Capital - New Holland, EBANX, ClearCorrect - Neodent, Viaje Paraná e Copel - Pura Energia, além do patrocínio especial da Universidade Positivo.
Mostra Surda de Teatro - A fim de promover a importante acessibilidade à arte e fortalecendo um “Festival para Todos”, a Mostra Surda de Teatro, que se consolida em sua segunda edição, celebra o protagonismo de artistas surdos, apresentando a cultura e a expressão artística em Libras.

Com espetáculos e montagens de diferentes regiões do Brasil, a mostra destaca e valoriza as produções teatrais da comunidade surda, ocupando o Sesc da Esquina. Estarão em cartaz, os espetáculos “Vozes Silenciadas”, drama de Fortaleza, em uma performance que dramatiza relatos reais de surdos do interior cearense; a contação de história infantil “A Chapeuzinho Azul”, também de Fortaleza-CE, que transporta o público para uma floresta repleta de personagens únicos, cada um com lições valiosas sobre a cultura surda; “A Palhaça Surda Mara”, direto do Ceará, em que a talentosa artista surda Lyvia Cruz apresenta sua mais recente performance, assumindo o papel da adorável e divertida Palhaça Mara; o infantil "A Astronauta Mara: Aventuras no Mundo das Bocas e das Mãos", também do Ceará, em uma apresentação bilíngue (Libras e Língua Portuguesa) que leva o público em uma jornada cósmica, promovendo inclusão e diversidade; o espetáculo “Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui”, de Belo Horizonte, com uma produção teatral que aborda a experiência de pessoas surdas e ouvintes negras, ao explorar questões de identidade, representatividade e resistência; a peça “Ilíada em Libras - Canto I”, uma montagem teatral da Ilíada de Homero, com o ator Jonatas Medeiros, traduzido e performatizado na Língua Brasileira de Sinais; e “Movimento de Escuta”, um espetáculo de dança sobre cultura surda da Cia de Dança SOM, do Rio de Janeiro, composta por cinco bailarinos surdos.
Guritiba - Projeto cultural, social e de formação de plateia, que ocorre durante todo o ano e tem início junto ao Festival de Curitiba, tem como foco a democratização do acesso à arte para crianças, adolescentes, educadores e famílias. Em 2025, o Guritiba ocorre de 25 de março a 6 de abril com uma programação especial com espetáculos para toda a família.

Nesta edição, o Teatro Bom Jesus recebe a estreia nacional de “O Menino Maluquinho - O show”, do Grupo Tupi Pererê, que é uma releitura da obra com as canções de Rosy Greca e uma homenagem para Ziraldo e todos os fazedores de arte para crianças; a peça “Ítaca”, de São Paulo, que conta sobre um barco, tripulado por um único, valente e pitoresco marinheiro, que cruza o oceano, em uma história com humor sensível e técnica apurada; além de “Dinossauros do Brasil”, nova montagem da Pia Fraus, de São Paulo, que comemora 40 anos de história, com 13 cenas independentes que contam o surgimento dos dinossauros brasileiros até os dias atuais. Vale destacar também o espetáculo “Elefanteatro”, um dos mais aguardados desta edição, de Belo Horizonte, em que um enorme elefante, um ser sagrado e gigante, feito com materiais reciclados e sucata, caminha acompanhado por uma multidão que ele mesmo forma, em uma apresentação surpreendente e gratuita no Passeio Público.

Dando o pontapé inicial para o Programa Guritiba, contará ainda com três peças que circularão escolas e instituiçõe sociais de Curitiba e região, sendo “Vida Plástica”, da companhia Lado a Lado, repleto de arte circense que alia arte, educação e consciência ambiental, ideal para promover reflexões importantes entre alunos de todas as idades; “Yeye & Seu Espelho”, que conta a história de uma jovem cheia de sonhos que vive na cidade do rio; e o teatro de formas animadas “Dia Claro, Noite Escura”, que apresenta uma costureira em seu ateliê, que canta lindamente e tem como ofício criar bonecas de pano.

O Guritiba é apresentado por CNH Capital - New Holland, Peróxidos do Brasil e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de BRFértil Fertilizantes, Ritmo Logística e Grupo Barigui.

MishMash - Mostra de variedades artísticas e performáticas que diverte famílias inteiras com números de malabarismo, mágica, mímicas, circo, palhaçaria, música, entre outras vertentes, ocorre nos dias 5 e 6 de abril, no Teatro UP Experience – Universidade Positivo, com curadoria de Rafael Barreiros, o Palhaço Alípio. Com o tema “Histórias Fantásticas”, a edição deste ano do MishMash contará, por meio da arte, as histórias marcantes dos artistas que irão compor o espetáculo.
O MishMash é apresentado por Tintas Darka, Vianmaq Equipamentos, Universidade Positivo, Arotubi, Unimed Curitiba e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio da TradeStar Group, Impextraco, Gelopar e Cimento Itambé.

Risorama - Mantendo sua tradição em formato de um grande comedy club com os maiores nomes do humor do país, o Risorama chega em sua maioridade, na 21ª edição, com humoristas de destaque da televisão, da internet e dos palcos. Com apresentações com serviço de bar ao público e tendo como anfitrião Diogo Portugal, um dos precursores do stand-up no Brasil, o mais tradicional festival de humor nacional ocorre de 27 de março a 1º de abril, na Live Curitiba. Entre os confirmados, estão Nany People, Diguinho Coruja, Criss Paiva, Rodrigo Marques, Dra. Rosângela, Fabiano Cambota, Matheus Ceará, Afonso Padilha, entre outros.

O Risorama é apresentado por Helisul Aviação, Havan, Paraná Banco e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de Foxlux, Porto a Porto, Grupo Barigüi e Neovia Engenharia, tendo como cerveja oficial a Therezópolis.
Gastronomix - O primeiro evento artístico e gastronômico ao ar livre do país, o Gastronomix une programação de música instrumental, artes cênicas e gastronomia. Com curadoria do estrelado Chef Celso Freire, o festival de gastronomia conta com a participação de restaurantes e chefs nacionais e internacionais premiados. Já estão confirmados nomes como Flávia Quaresma, do Rio de Janeiro, Felipe Schaedler, do “Banzeiro”, de Manaus, Heiko Grabolle, do “Pommitz”, de Santa Catarina, Vitor Bourguignon, do “Stro” e “Boi and Beer”, de Curitiba, e Rafael Lafraia, do “Curry Pasta”, entre outros. O evento utiliza gastronomia sustentável e fornecedores locais para diminuir ao máximo os impactos ambientais, além de servir pratos de degustação em louças de porcelanas e talheres de inox, retornáveis, com valores especiais.
Aulas-show e atividades para toda a família fazem parte da programação. O Gastronomix ocorre nos dias 28, 29 e 30 de março, das 11h às 18h, na Universidade Positivo, anexo ao lago e ao Espaço de Eventos.

O Gastronomix é apresentado por Grupo Potencial, Seara Gourmet, Universidade Positivo, Britânia e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio da Servopa (70 anos) e Electra Comercialização de Energia, tendo a Therezópolis como cerveja oficial.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Valores:
Mostra Lucia Camargo – De GRATUITOS até R$85 (entrada inteira), + taxa adm.
Risorama – De R$42,50 até R$85 (entrada inteira) + taxa adm.
Fringe – De GRATUITOS até R$75 (entrada inteira) + taxa adm.
Mostra Surda de Teatro - GRATUITA.
MishMash – De R$30 até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.
*Confira opções de combos de ingressos para a família.
Programa Guritiba – De GRATUITOS até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.
Gastronomix – De R$10 até R$20 (entrada inteira) + taxa adm.
*Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais de R$40 e R$20, somente na bilheteria física. Verifique as condições especiais para colaboradores de empresas apoiadoras e clubes de descontos.

Serviço:
33.º Festival de Curitiba
Data: De 24/3 a 6/4 de 2025
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.
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