Principais tendências para o projeto de Bares e Restaurantes

Um bom conceito e originalidade são as principais diretrizes, segundo Claudia Novaes, da CN Dois Arquitetura, escritório expert no assunto

No projeto da padaria Padang, Claudia Novaes levou para a decoração todo o conceito e história do estabelecimento. Foto: Marcelo Magnani
Um bom restaurante é composto por muito mais do que seu cardápio. É isso que diz a arquiteta especialista no ramo gastronômico, Claudia Novaes, à frente do escritório CN Dois Arquitetura. Ela afirma que toda a experiência de sair de casa para comer deve ser embalada por um estabelecimento com um conceito bem pensado, capaz de entreter e criar boas memórias. “A decoração, serviço e cardápio devem ser coerentes, permitindo uma experiência única”, explica. Pensando nisso, a profissional reuniu as principais tendências para bares e restaurantes, capazes de ajudar a criar o clima perfeito para o estabelecimento.

1. Invista em uma história
Segundo a arquiteta Claudia Novaes, ter um estabelecimento que gere entretenimento para os clientes é o que há de maior tendência no mercado. “Por isso, a técnica do storytelling vem sendo cada vez mais procurada quando projetamos um bar ou restaurante”, afirma. Antes usada no marketing, a técnica de contar histórias é capaz de cativar um cliente, fazendo com que as pessoas se relacionem e se lembrem do estabelecimento. “Essa história deve ser vista em todos os âmbitos do restaurante – seja em sua fachada, cardápio, decoração – gerando uma curiosidade nas pessoas”, diz Claudia.

2. Originalidade sempre

Cores, texturas e formas marcam a decoração do restaurante Apó, projetado por Claudia Novaes. Foto: Marcelo Magnani
Quando se fala de decoração para bares e restaurantes, Claudia Novaes afirma que não gosta de seguir modas. “Nesse mercado, o ideal é seguir um conceito, e não uma moda. A originalidade é quem faz a diferença. É preciso ser inusitado e surpreender os clientes, para que eles possam usufruir de um momento único e genuíno, mas sempre com muito propósito”, afirma.

Com uma grande liberdade de explorar estilos de design, a especialista do CN Dois Arquitetura diz que tudo é possível, desde que respeite o conceito e história do estabelecimento. “O espaço se torna atemporal quando amarrado com um bom conceito. Se o design está alinhado com a história da marca, com o produto e com o que está sendo vendido, tudo ganha um propósito. As cores e formas passam a ter a missão dde passar uma mensagem, e assim não envelhecem, pois estão constituídas dentro de um conceito geral, e não sobre um gosto de decoração”, explica.

3. Frescor do verde

Utilizar plantas na decoração é sempre bem vindo – como Claudia Novaes fez no projeto do restaurante Nope e da padaria Padang. Fotos: Marcelo Magnani
Apesar da originalidade ser uma máxima quando se fala de bares e restaurantes, Claudia Novaes afirma que alguns elementos sempre podem ser explorados – como a tendência da biofilia, que leva o verde das folhagens para o interior dos estabelecimentos. “Plantas criam uma ambientação muito boa e agradável, contribuindo para uma atmosfera que gera bem-estar”, opina. Materiais rústicos, como a madeira ou o tijolinho, também se tornam bastante atemporais.

“No geral, um estabelecimento se torna muito frágil se sua decoração está desalinhada com seu conceito. Esse conceito, desenvolvido com equipes complementres, é o que realmente faz um bar ou restaurante não se tornar obsoleto e, em muitas vezes, pode tornar o espaço um ditador de tendências”, finaliza.

Sobre a CN Dois Arquitetura:
O escritório fundado em 2013 está sob o comando da arquiteta Claudia Novaes, profissional antenada sempre em busca de oferecer soluções completas onde o cliente pode ter seu projeto gastronômico (bar, restaurante, padaria, dark kitchen e etc.) realizado do início ao fim em um único lugar. Com uma equipe profissional dedicada, que cresceu gradativamente para atender as demandas trazidas a cada novo cliente, o time está em constante evolução e trabalha arduamente para superar as expectativas de cada cliente, sempre aprimorando conhecimento, estudando novas tendências e otimizando os processos para conquistar os melhores resultados.

https://cndois.com.br/
@cndois

Arquitetura

A badalada The OX Room Steakhouse, de Curitiba, conquistou mais uma premiação internacional pelo seu moderno projeto arquitetônico: o Space Wizards Award 2022.

A casa recebeu a medalha de prata na categoria “Bares e Restaurantes” da APDC Awards, da China, e é a única do Brasil a figurar no ranking da premiação do país asiático. O prêmio é o terceiro recebido pela moderna steakhouse desde que abriu as portas há três anos.

A medalha de prata foi concedida por conta do projeto criado pela equipe do arquiteto Guilherme Bez, do Studio Guilherme Bez, e também é um convite para ele integrar o júri que vai eleger os designers chineses da nova geração, como representante do Brasil na competição.

Para o arquiteto, este é mais um reconhecimento do projeto que vem se destacando desde a inauguração, com um ambiente moderno e aconchegante para os clientes.

“Foi uma surpresa receber mais este prêmio, é a prova de que o projeto deu certo e é reconhecido tanto pelos clientes como por outros profissionais do setor”, diz.

Além do Space Wizards Award 2022, a The OX Room Steakhouse recebeu ainda o LIV Hospitality Awards, como o melhor design de interiores das Américas Central e do Sul, e o International Design Awards (IDA), como o ambiente mais bem decorado do país e um dos mais belos do mundo.

O Studio Guilherme Bez fica na Rua Atílio Bório, 120, Cristo Rei. Informações no (41) 99986-5510 e (41) 3057-0646. E também no Instagram @studioguilhermebez e no site www.guilhermebez.com.

O que é a APDC

A Asia Pacific Design Center (APDC) é um membro global da Federação Internacional de Arquitetos/Designers de Interiores (IFI), considerada um dos mais prestigiados conselhos internacionais deste mercado. Os membros principais da associação incluem renomados arquitetos e designers de interiores que atuam na China e região da Ásia-Pacífico.

A missão da APDC é fortalecer a cooperação e intercâmbios trans-regionais de design e melhorar o status dos profissionais do setor. Entre as ações, estão fortalecer as habilidades e negócios dos designers, espalhar as ideias sustentáveis e defender um estilo de vida saudável e de baixo carbono.

Sobre a The OX Room Steakhouse

Diferente de uma churrascaria convencional, a The OX Room Steakhouse é um restaurante de alta culinária com um lounge bar, drinks autorais e um atendimento diferenciado. São cortes especiais com acompanhamentos e bebidas selecionados especialmente para surpreender o paladar.

A inspiração para a criação da OX veio das steakhouses dos Estados Unidos que se tornaram uma grande febre internacionalmente, onde o churrasco é preparado e apresentado de maneira especial em um ambiente descontraído e requintado. Com o objetivo de oferecer uma experiência gastronômica moderna com uma comida incrível em um ambiente agradável e inovador.

O cardápio da OX é dividido em opções para o almoço, menu executivo, entradas, saladas, principais de carnes e frutos do mar, surf n’turf (do mar à terra), sobremesas e happy hour. Todas as carnes são certificadas da raça de gado Angus com textura e sabor inigualáveis selecionadas diretamente no açougue da OX.

Já a adega de vinhos possui rótulos de 27 regiões do mundo, entre brancos, rosés, tintos e espumantes. Todos os drinks foram pensados de acordo com as carnes servidas, levando em consideração os cortes, o preparo, o nível de gordura, o molho, os temperos e tudo o que há no prato para harmonização.

Serviço

A The OX Room Steakhouse fica na Al. Dom Pedro II, 390, no bairro do Batel. Reservas e informações pelo telefone (41) 99779 3354 ou (41) 3039 4577, e ainda no site oxsteakhouse.com.br e no Instagram www.instagram.com/oxroom_steakhouse/.

Pop-up da Breton em Curitiba apresenta showroom de designers brasileiros

A produção do showroom foi inspirada nas características do lifestyle curitibano

Inaugurada em 27 de janeiro, a pop-up da Breton, em Curitiba, apresenta a coleção "Desejos de Família" nas primeiras ambientações da loja. No projeto, pensado para acolher o público nesse primeiro contato da marca com a cidade, a proposta é trazer o aconchego por meio de um estilo contemporâneo clássico - identidade do lifestyle curitibano.

A coleção, que conta com mais de 200 itens e assinatura de 21 designers brasileiros, é pautada no conforto e em elementos sensoriais do mobiliário. "A Breton é uma marca de família, feita para a família. E no showroom curitibano os ambientes demonstram carinho e aconchego, com propostas para todas as faixas etárias, da criança ao idoso", descreve o diretor de produto e estilo da marca, Daniel Pegoraro.

Nos 150m² da pop-up os clientes encontram peças assinadas por Lilly Sarti, como a poltrona Bumbo e os sofás Agogo e Cello; por Reinaldo Lourenço, com a mesa de centro Rei; e por Bruno Simões, com as poltronas Tropico e Palma, que está na vitrine da loja. "Por ser uma marca que busca constantemente a inovação, o showroom, em Curitiba, é dinâmico. Sempre apresentará novos produtos e ambientações diferenciadas", adianta Pegoraro.

A Breton

Fundada em 1967, a marca mantém o seu DNA e tradição sobre valores como família e lar. A Breton é reconhecida pela qualidade, design exclusivo e inovação de suas peças, oferecendo móveis e objetos de decoração de alto padrão, residencial ou comercial, sempre com o objetivo de superar as expectativas de seus clientes. Atualmente, a grife de mobiliário tem 14 lojas físicas pelo País (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Boa Vista, Manaus, Balneário Camboriú e Porto Alegre, com inaugurações previstas em Curitiba e Cuiabá para o ano de 2022).

Serviço
Breton – Pop-up | Curitiba
Inauguração: 27/01 (quinta-feira)
Aberto ao público: a partir de 31/01 (segunda-feira)
Endereço: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 860 – Batel
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h | Aos sábados, das 10h às 16h
Telefone: (41) 9 9114-4602
Instagram: @bretonoficial
Site: www.breton.com.br

UniumIguarias da culinária holandesa atraem moradores dos Campos Gerais e turistas ao “paraíso das tortas”

Com uma história inspiradora e sabores que remetem aos Países Baixos, Tortas Wolf preparam receitas da torta de amora, holandesa e também da empadinha da loja

Com 10 anos de idade, Dona Terezinha Wolf Domingues, nascida em Tibagi, cidade do interior do Paraná, mudou-se para Carambeí, na região dos Campos Gerais (PR), onde trabalhou como empregada doméstica. Descendente de alemães, ela herdou muitas receitas típicas do país de origem e também da Holanda e, com seus dotes culinários, começou a aceitar encomendas de amigos, vizinhos e conhecidos da região.

Isaak, um dos filhos, resolveu comprar um trailer para vender lanches e precisava de alguém para fazer salgados. Recorreu então à mãe e pediu para que ela fizesse empadinhas. O salgado fez muito sucesso. Tempos depois, Isaak foi convidado para participar do Segundo Festival de Tortas de Carambeí. Então, convidou a mãe para fazer algumas tortas no evento.

Não imaginavam que aquele era o início de uma história de sucesso. O marido de Dona Terezinha, Samuel, e os outros filhos, Diego e Jackson, decidiram investir no talento dela e passaram a participar de vários eventos. Com a propaganda que os filhos faziam e a boa repercussão do trabalho, a procura pelas tortas doces e salgadas foram aumentando. Em 2015, resolveram abrir seu próprio negócio, criando a Tortas Wolf, localizada no centro de Carambeí.

Além da unidade física, em dezembro de 2021, lançaram o Tortas Wolf Delivery e Takeway, em Ponta Grossa (PR). Diego Wolf, filho de Dona Terezinha, comenta que, mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, foi o período no qual a empresa mais cresceu. “No início, ficamos sem saber o que fazer, mas nos adaptamos para que as pessoas continuassem comprando conosco. Tiramos fotos do cardápio, colocamos nas redes sociais e fizemos várias promoções. Também lançamos produtos novos, como sopa e quentão, além de realizarmos muitas campanhas diárias”, completa.

Junto com a Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a família Wolf preparou três receitas dos pratos mais vendidos na loja de tortas. Confira:

Torta de Amora

Ingredientes - para torta

6 colheres (sopa) de margarina
1 gema
5 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de amido de milho
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
Ingredientes - recheio

500 ml de leite
3 gemas
1/2 xícara (chá) de amido de milho
1 xícara (chá) de açúcar
amoras frescas ou congeladas, chantilly para cobrir e amoras para decorar.
Modo de preparo

Em uma vasilha, coloque a margarina, o açúcar, a gema e mexa bem. Em seguida, adicione o amido de milho e a farinha até formar uma "bola" lisinha e homogênea. Leve a massa à geladeira por cerca de 30 minutos. Depois de gelar a massa, abra-a e cubra o fundo e as laterais de uma forma de 25 cm. Leve ao forno por aproximadamente 30 minutos ou até dourar a massa. Deixe esfriar.

Recheio

Coloque em uma panela o leite, o amido, o açúcar e as gemas peneiradas. Acrescente as gotas de baunilha e leve ao fogo baixo até engrossar. Desligue o fogo e espere esfriar para adicionar o chantilly. Depois que o creme esfriar, adicione as amoras frescas e recheie a massa já assada e fria. Bata o chantilly e espalhe por cima. Leve à geladeira.

Torta Holandesa

Ingredientes

150 g de biscoito de maisena
100 g de manteiga sem sal
1 xícara (chá) de açúcar refinado
200 g de manteiga sem sal
500 ml de creme de leite gelado
170 g de chocolate meio amargo derretido
200 g de creme de leite
Modo de preparo

Triture o biscoito no processador (ou liquidificador) e misture com a manteiga, formando uma farofinha. Forre uma fôrma de aro removível com a farofinha, pressionando bem. Coloque-a no forno (180° C) por cerca de 10 minutos. Retire do forno e espere a massa esfriar.

Recheio

Na batedeira, misture bem o açúcar com a manteiga. Adicione o creme de leite e a essência de baunilha e volte a bater. Para a cobertura, misture o chocolate meio amargo derretido com o creme de leite.

Na montagem, depois de pré aquecer a massa e deixar esfriar, coloque os biscoitos redondos ao redor da forma. Adicione o recheio e leve à geladeira por 4 horas. Retire da geladeira e despeje a cobertura por cima. Volte à geladeira por mais 6 horas.

Empadinha

Ingredientes - massa

1 quilo de farinha de trigo Herança Holandesa premium
600 g de margarina
2 ovos
1 colher (sopa) de sal
2 gemas para pincelar
Ingredientes - recheio

2 peitos de frango
1 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de azeite
1 dente de alho picado
1 colher (sopa) de colorau
2 xícaras (chá) de água quente
1/2 colher (sopa) de caldo de galinha
200 ml de água
5 colheres (sopa) de farinha de trigo
Requeijão cremoso a gosto
Modo de preparo

Numa tigela bem grande, coloque farinha de trigo, margarina, ovos, sal e misture bem até formar uma massa lisa.

Recheio

Em uma panela, coloque os peitos de frango, cubra com água, tempere com sal, tampe e deixe cozinhar por 30 minutos em fogo médio. Desligue o fogo, escorra a água, coloque o frango em uma tigela e desfie com as mãos. Em fogo médio, aqueça numa panela o azeite e doure o alho picado, o colorau, a água quente e o frango desfiado. Misture bem, adicione o caldo de galinha e cozinhe por 10 minutos. Reserve. No liquidificador, coloque a água, a farinha de trigo e bata até formar uma mistura homogênea. Despeje essa mistura na panela com o frango desfiado mexendo sem parar e cozinhe por 5 minutos. Apague o fogo e reserve. Acrescente o requeijão cremoso a gosto.

Na montagem, forre as forminhas caneladas (10 centímetros de diâmetro x 2 centímetros de altura) com uma porção da massa, distribua no fundo o requeijão cremoso, coloque o recheio de frango e reserve. Abra o restante da massa em uma bancada, corte discos com mais ou menos 11 centímetros de diâmetro e coloque na forminha (que já está com o recheio). Aperte as bordas para retirar o excesso de massa e reserve. Distribua as forminhas em uma assadeira grande e leve ao forno preaquecido a 180° C por, aproximadamente, 40 minutos.

SERVIÇO

Tortas Wolf

Endereço: R. dos Lírios, 569 - Jardim Novo Horizonte, Carambeí - PR

Telefone: (42) 3231-1726

Site: https://www.tortaswolf.com.br/

Sobre a Unium

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Todas as marcas reunidas pela Unium, inclusive a Alegra, são reconhecidas pela qualidade e excelência.

A Unium também conta com três marcas de lácteos: Naturalle - de produtos livres de aditivos -, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa - farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência.

Hospital Pediátrico garante educação e cultura há mais de 20 anos

Pioneira, a instituição oferece atendimento educacional aos pacientes internados desde os anos 1980 e celebra 20 anos de formalização do setor

Já imaginou uma escola que não tem salas de aula ou horários fixos, na qual a cada minuto um corredor, um setor ou um leito se tornam locais de aprendizagem? Esse é o Hospital Pequeno Príncipe, que além de promover saúde integral com excelência técnico-científica também garante o direito à educação e à cultura desde a década de 1980 e que formalizou o Setor de Educação e Cultura (Educ) em 2002. Nesta quarta, dia 2 de março, o Educ completa 20 anos, e o Pequeno Príncipe tem muito a comemorar.

O pioneirismo na educação hospitalar é uma marca registrada do Pequeno Príncipe, que foi o primeiro hospital do Paraná a assinar, em 1988, um convênio com a Secretaria Municipal da Educação, que passou a ceder professores da rede de ensino para atender os pacientes em tratamento na instituição. Isso faz com que as crianças e adolescentes possam continuar com sua educação formal sem perder o ano letivo ou ficarem com seus conteúdos atrasados. Em 2007, foi estabelecido um convênio também com a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed), e, desde então, professoras e pedagogas do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (SAREH) atuam no Educ.

Atendimento individualizado e personalizado

O Setor de Educação e Cultura também valoriza as necessidades, potencialidades e desejos de cada paciente, fazendo com que cada um tenha um atendimento personalizado. Esse é o caso de Vitor Prust, do Serviço de Transplante de Medula Óssea, que perdeu a visão e precisou de novos estímulos durante o processo de sua educação, e um deles foi a música. O interesse surgiu com apresentações de piano que aconteciam na Praça do Bibinha do Hospital, tornando a curiosidade pelas canções uma maneira de aprendizado.

Hoje, aos 14 anos, Vitor aprendeu a ler partituras em braile e toca teclado. “A equipe do Setor de Educação e Cultura foi imprescindível para o tratamento dele. Além das atividades práticas e dos conteúdos didáticos que a escola encaminhava para ele, a gente percebia também que cada profissional que estava ali presente fazia de tudo para que meu filho se sentisse bem. Então as atividades eram bem direcionadas conforme o estado de saúde e o ânimo dele, sempre de uma maneira respeitosa. Tudo isso fez muita diferença na vida dele e durante o período de internamento”, ressalta Janira Prust, mãe do Vitor.

Entre as iniciativas do Setor de Educação e Cultura também se destacam a presença dos pais em todos os momentos, o incentivo à leitura, a realização de oficinas de arte e cultura, e o estímulo à saúde. “O tempo todo a criança está aqui pensando no tratamento, no cuidado e na cura, e quando eles estão com a gente isso muda. É uma janela aberta para o que está lá fora, para o mundo, para a vida”, fala o coordenador do setor, Claudio Teixeira.

Coronavírus

Com pandemia da COVID-19, a preocupação com a continuação dos estudos formais dos pacientes incentivou o atendimento a distância e uma articulação ainda mais cuidadosa entre família e escola de origem. Na parte cultural, todas as ações foram adaptadas para os meios virtuais, de acordo com as suas particularidades: contações de histórias foram feitas todas as semanas; aulas de musicalização foram voluntariamente oferecidas por uma escola de música; aulas de jardinagem viraram apresentações sobre plantas nativas e plantas alimentares não convencionais. Tudo por videochamada, até que, aos poucos, as atividades culturais presenciais começaram a ser retomadas. Um projeto de música e teatro percorreu os ambulatórios e jardins do Pequeno Príncipe no final de 2021, atendendo aos pacientes ambulatoriais e seus familiares. Neste ano, a biblioteca do quinto andar voltou a funcionar para empréstimos e leitura no local. A biblioteca ambulante também voltou a circular pelas enfermarias, com o empréstimo de livros para as crianças e os adolescentes internados, bem como às suas famílias.

Parte do DNA do Pequeno Príncipe

Ao longo dos anos, o Setor de Educação e Cultura conseguiu aperfeiçoar cada vez mais seus serviços. Além do poder público, parcerias com arte-educadores e grupos culturais diversificaram o planejamento de atividades – fazendo da promoção à saúde uma prática ainda mais ampla. Já foram milhares de crianças e adolescentes do Paraná e de todo o Brasil atendidos e dezenas de projetos educacionais e culturais ofertados.

O coordenador do setor não consegue imaginar o Pequeno Príncipe sem o trabalho do Educ, que, segundo ele, tornou-se parte do DNA da instituição. “É um ganho que espero e acredito que realmente vai permanecer, vai se sedimentar, solidificar, porque é um caminho sem volta. Não basta cuidar da doença, há que se estimular a saúde. E para isso, educação e cultura são fundamentais. É vida pulsando, é o que move a gente, é o que mobiliza forças internas, é o que nos faz vibrar por dentro, e isso já é um tanto de saúde. Se a gente está motivado, está feliz, o tratamento dá mais certo, as crianças ficam mais receptivas às intervenções clínicas e as acolhem de uma maneira mais tranquila. Tudo tende a correr melhor”, completa Teixeira.

Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo utiliza tecnologia assistiva para desenvolver habilidades de pessoas com deficiência

Pequeno Cotolengo utiliza diversos métodos de aprendizado e acessibilidade para promover inclusão social

Prevista pela Lei nº 13.146/2015, sendo conhecida como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a tecnologia assistiva engloba todos e quaisquer produtos, equipamentos, recursos, metodologias, estratégias e práticas que promovam a funcionalidade e a participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo mais independência e inclusão. No Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, as tecnologias assistivas estão presentes em vários contextos.

Entende-se como tecnologia assistiva recursos que auxiliam pessoas com deficiência a terem mais autonomia, como objetos tecnológicos, tradutores de língua de sinais, acessibilidade digital como a audiodescrição, teclados alternativos, rampas de acesso, andadores, aparelhos de surdez, entre outros.

Atualmente, o Pequeno Cotolengo atende 230 Assistidos com múltiplas deficiências, que dependem dos serviços de acolhimento, saúde e educação ofertados. Toda estrutura do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo é adaptada com acessibilidade para cadeirantes, rampas de acesso e corredores largos para a passagem de cadeiras de rodas ou Assistidos com bengalas e andadores.

Um dos locais que mais utiliza as tecnologias assistivas na Organização é a Escola Pequeno Cotolengo, em que os profissionais de educação utilizam essas tecnologias como ferramentas e estratégias de ensino, conforme explica a diretora da Escola, Alessandra Marquete. “As tecnologias assistivas tornaram-se, de forma crescente, importantes instrumentos de nossa cultura, e o acesso a elas é um meio concreto de inclusão e interação com o mundo. A utilização das tecnologias em sala de aula propicia um ambiente estimulador e diferenciado de aprendizagem despertando o interesse do estudante”, comentou.

A Escola Pequeno Cotolengo conta com lousas interativas, playtables, aplicativos para comunicação alternativa e tablets. Durante as atividades escolares dos Assistidos, foi elaborado um cronograma de execução para acompanhamento das atividades, desde o treinamento dos profissionais até a aplicação das atividades tecnológicas em sala de aula. “Independentemente de suas deficiências, nossos Assistidos interagem com as ferramentas de acordo com suas possibilidades e assimilações, alguns precisando de mais apoio, outros menos, mas todos se sentindo parte deste mundo tecnológico”, enfatizou a diretora da Escola.

O uso das tecnologias assistivas visa otimizar a funcionalidade de pessoas com deficiência, proporcionando independência, estímulo cognitivo, melhor qualidade de vida, desenvolvimento de novas habilidades e interação social. A comunicação alternativa utilizada na Escola é um exemplo de otimização da autonomia. Ela é desenvolvida para pessoas sem fala ou sem escrita funcional que, por meio de tecnologias assistivas como cartões e pranchas de comunicação, conseguem expressar suas vontades, posicionamentos e opiniões.

Além das tecnologias assistivas utilizadas na educação especial, todo material de auxílio para a vida diária empregado nas atividades das equipes de terapia ocupacional e fisioterapia é adaptado, assim como as cadeiras de rodas e veículos utilizados pelos Assistidos do Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, que se valem da tecnologia para proporcionar mais segurança e inclusão.

Questões contemporâneas em cena

A peça Se Eu Fosse Deus, escrita por Oderval Figueiredo, estreia no próximo sábado, dia 5, às 19h30, na Cia. Do Abração (Rua Paulo Ildefonso Assumpção, 725, Bacacheri). Dirigida por Daniel de Mattos Keller, a montagem traz questionamentos contemporâneos que surgem a partir de uma reunião de condomínio onde, aos poucos, sete personagens vão se revelando com personalidades diferentes e conflitantes. Cada um com a sua verdade e os seus interesses... O espetáculo é uma tragicomédia que questiona: se você tivesse todo o poder necessário para fazer o que bem quisesse, o que faria?. A temporada prossegue, sempre aos sábados e domingos, até o dia 10 de abril.
O autor explica que seu texto é como um quebra cabeça montado com cada personagem. O elenco – formado pelos atores André Moiano, Angélica Bueno, Patty Sozzi, Lara Moutinho, Kaue Marquetti, Luana Johnson e Vilson Kurz – representam arquétipos da sociedade contemporânea com idéias distintas, sejam liberais ou conservadoras, altruístas ou egoístas, conforme suas crenças e ideologias. “A intenção do texto é ressaltar o respeito às diferenças. Para os que adoram apontar, eu digo: atire a primeira pedra”, comenta Oderval Figueiredo.
Animado com a possibilidade de dirigir uma peça que traz um contexto atual e relevante, o diretor Daniel de Mattos Keller conta que está estimulado com o desafio. “Se Eu fosse Deus traz questionamentos intensos que precisam ser colocados para a sociedade, é uma peça necessária", considera. Ele conta que a montagem é repleta de reviravoltas e o texto tem um tom 'Nelson Rodriguiano'. Daniel acredita que após dois anos de pandemia, isolamento, decepções e frustrações - e com as próximas eleições no horizonte -, com certeza essa montagem irá impactar muita gente.

Serviço: Se Eu fosse Deus. Texto: Oderval Figueiredo. Direção: Daniel de Mattos Keller. Elenco: André Moiano, Angélica Bueno, Patty Sozzi, Lara Moutinho, Kaue Marquetti, Luana Johnson e Vilson Kurz. Participação especial de Anidria Zielinski. Trilha original de André Richter. Maquiagem de Taynara Siqueira.
Estreia sábado, dia 5, às 19h30, na Cia. Do Abração (Rua Paulo Ildefonso Assumpção, 725, Bacacheri). Ingressos: R$30 – a venda pela plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/eventos?s=se+eu+fosse&tab=eventos. Classificação: 16+. Apresentações aos sábados, às 19h30, e domingos, às 18h30. A temporada prossegue até o dia 10 de abril.