Pesquisa do Sebrae revela que 89% dos pequenos negócios já enfrentam queda no faturamento

De acordo com o levantamento, caso as medidas de isolamento da população permaneçam por mais tempo, 36% dos empreendimentos devem fechar as portas em um mês

Os primeiros dias de restrição à circulação de pessoas e isolamento social, em decorrência do Coronavírus, já atingem o equilíbrio financeiro das empresas e ameaça a sobrevivência de milhões de pequenos negócios no país. Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, 89% das micro e pequenas empresas brasileiras já observam uma queda no seu faturamento. E 36% dos empreendedores afirmam que precisarão fechar o negócio permanentemente, em 1 mês, caso as restrições adotadas até agora permaneçam por mais tempo.

A pesquisa, feita entre os dias 20 e 23 de março, junto a um universo de 9.105 donos de pequenos negócios – sendo 794 (8,7%) deles com sede no Paraná, revelou que, na média, a redução no faturamento das empresas foi de 69%. Os empresários ouvidos pelo Sebrae ressaltam que, mesmo adotando uma estratégia de venda online, o faturamento anual do negócio sofreria uma queda de 74%, caso as políticas de isolamento social sejam mantidas por um período de dois meses.

Com a expressiva queda nas vendas, 54% dos empreendedores já preveem que precisarão solicitar empréstimos para manter o negócio em funcionamento sem gerar demissões. E, avaliando as perspectivas da economia brasileira, 33% dos empresários entrevistados acreditam que o país deve levar um ano ou mais para voltar ao normal.

As medidas de restrição ao deslocamento de pessoas já fizeram com que 42% dos empresários tomassem a decisão de fechar temporariamente o negócio e levou 26% a reduzir a jornada de trabalho da empresa.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa confirma a importância e a urgência de medidas de socorro aos pequenos negócios. “As pequenas empresas representam 99% de todos os empreendimentos do país e geram mais da metade dos empregos formais. A situação provocada pela pandemia exige de todos os agentes públicos o compromisso pela busca de soluções concretas e rápidas para os problemas que essas empresas estão enfrentando no dia a dia da crise”, destaca Melles. O presidente do Sebrae ressalta que a instituição está atuando junto às diferentes instâncias de governo, ao Congresso e ao Judiciário para o desenvolvimento dessas soluções. “O Sebrae está, nesse momento, ao lado dos empresários e disponibilizando todo o apoio por meio das diferentes plataformas de atendimento”, destaca.

PRINCIPAIS NÚMEROS DA PESQUISA NO PARANÁ

Como o seu faturamento mensal está sendo afetado?

2% aumentou
4% permaneceu igual
88% diminuiu
Quanto foi a perda em termos de faturamento mensal até este momento?

de mais de 50% - 62 % dos entrevistados
de 41% a 50% - 13 % dos entrevistados
de 31% a 40% - 9 % dos entrevistados
de 21% a 30% - 9 % dos entrevistados
de 11% a 20% - 3 % dos entrevistados
de 6% a 10% - 2 % dos entrevistados
até 5% - 2 % dos entrevistados
Por quanto tempo acredita que o negócio permaneça aberto, com as restrições adotadas até agora?

Mais de 6 meses - 3%
De 5 a 6 meses – 3 %
De 3 a 4 meses – 8 %
De 2 a 3 meses – 30 %
Até 1 mês – 36 %
MAIS NÚMEROS DA PESQUISA NO BRASIL

Ações que já estão sendo adotadas pela empresa

57% disponibilizou álcool-gel p-colaboradores
54% ampliou a limpeza
50% disponibilizou álcool-gel p-clientes
42% fechou temporariamente o negócio
26% reduziu jornada de trabalho
Ações que a empresa ainda vai adotar

40% fechar temporariamente o negócio
28% ampliar a limpeza
26% disponibilizar álcool-gel
26% aumentar vendas on-line
25% fechar permanentemente
Quanto tempo vai demorar para a situação da economia brasileira voltar ao normal?

Mais de 12 meses – 24 %
12 meses – 9 %
6 meses – 19 %
3 meses – 9 %

Produtores rurais se adaptam às mudanças de consumo de alimentos devido à pandemia

É preciso buscar novos canais de venda e repensar formas de relacionamento e atendimento do cliente

Crédito: Divulgação

Apesar de não haver risco de desabastecimento de alimentos no País em virtude da pandemia do novo Coronavírus, os pequenos produtores rurais enfrentam o desafio de chegar até o cliente que, por prevenção, mudou os hábitos de consumo e basicamente tem se alimentado dentro de casa. Com a perda dos principais canais de venda, que são as feiras, bares e restaurantes fechados, temporariamente, os donos de pequenos negócios rurais devem buscar novos canais de comercialização e repensar formas de relacionamento e atendimento ao cliente.

Diante de um momento de crise, é preciso soluções para o negócio e enxergar novas possibilidades, que incluem a realização de parcerias, sejam elas por meio de associações ou cooperativas, para fazer as entregas (delivery) e aumentar o mix de produtos. Além disso, é importante encarar a situação como uma oportunidade de se aproximar do cliente, ouvindo demandas e, assim, fidelizá-lo para que se lembre do seu negócio depois que a crise passar.

Por exemplo, como muitos profissionais estão trabalhando em casa em regime de home office, pode ser uma oportunidade para agregar valor ao produto entregando-o em porções menores, já acondicionadas em kits específicos, como um kit de frutas, kit de folhosas e raízes. Também vale incluir um brinde na hora da entrega ou até mesmo uma sugestão de receita.

Marilini Della Valentina, produtora de verduras e legumes em Umuarama, noroeste do Paraná, vem recebendo pedidos e realizando entregas para os moradores da cidade. Para isso, ela montou um grupo com clientes para divulgar seus produtos pelo whatsapp e tem buscado ampliar o número de clientes. Ela manteve os preços cobrados na feira em que participava, antes da pandemia do Coronavírus. Há a isenção de taxa de entrega para compras acima de R$20.

Segundo ela, as entregas têm sido essenciais para o sustento de sua família. “Temos diversos custos com as nossas produções e essa foi a saída que a gente encontrou para conseguir se manter e conseguir ter algum lucro”, afirma ela.

Juanice Boszcz Brongel, que produz cogumelos, tomates e morangos para molhos e geleias na cidade de Contenda, região metropolitana de Curitiba, também tem investido em entregas para seus clientes, que incluem moradores e alguns estabelecimentos do município e da capital paranaense. Ela percebeu a queda da demanda e, por conta disso, resolveu ajudar outros produtores locais.

“A gente tem estocado alguns alimentos de cinco produtores da região que não estavam conseguindo vender em feiras ou no Ceasa. Dessa forma, eles não perdem aquilo que já plantaram e a gente busca realizar a venda desses produtos também para os nossos clientes. É uma maneira de ajudá-los em um momento tão difícil”, afirma.

Para que os produtos não estraguem, são armazenados dentro das próprias instalações da empresa. Ela também ressalta o cuidado com que o trabalho é feito. “Temos feito tudo de maneira muito organizada, observando os padrões de segurança e higiene para oferecer mais qualidade aos clientes”, ressalta.

O Sebrae recomenda que este momento de quarentena também seja uma oportunidade para os pequenos produtores rurais reunirem a família para discutir e planejar o empreendimento rural com ações de curto, médio e longo prazo. Além disso, devem rever os investimentos da produção para a próxima safra e, se os recursos estiverem apertados, reprogramar a produção, plantando em menos áreas da melhor forma possível sem esquecer da qualidade do processo produtivo.

Atento às necessidades específicas desses empreendedores, o Sebrae preparou um conjunto de sugestões que podem ser adotadas para minimizar os prejuízos com a pandemia do novo Coronavírus:

• Estabeleça novos canais de comercialização, principalmente de pequenos mercados locais. Existe uma tendência de os consumidores buscarem esse pequeno negócio;

• Explore plataformas de comercialização e/ou vitrine de produtos online para encontrar novos clientes. O Sebrae criou a plataforma Mercado Azul para anúncio de produtos e serviços;

• Utilize as redes sociais para divulgar seus produtos e agendas de entregas, criando uma rotina semanal. Ao divulgar a lista de produtos disponíveis, separe-os por grupos de alimentos para melhor visualização;

• Estabeleça um dia e horário da semana para realizar as entregas aos clientes, sempre evitando a aglomeração e o contato físico com as pessoas neste momento. Não se esqueça que é preciso disponibilizar os produtos de forma segura e em condições adequadas de higiene e transporte;

• Utilize a criatividade para o condicionamento do seu kit de produtos por cliente fidelizado para facilitar as entregas. Para isso, realize um planejamento prévio dos produtos que cada cliente deseja consumir, semanalmente.

Atendimento Sebrae/PR

Desde que as medidas oficiais previstas para combater a pandemia do Coronavírus foram anunciadas, o Sebrae/PR promove uma força-tarefa para atender, digitalmente e sem custos, empreendedores de micro e pequenas empresas em todo estado. O contato pode ser feito pelo portal do Sebrae/PR. Nele é possível acessar canais como whatsapp, 0800 570 0800 e telefones regionais, onde o empresário tem acesso orientações, consultorias, exemplos de empreendedores que encontraram soluções inovadoras no momento de crise, além de cursos online com conteúdos diversos.

Sebrae lança campanhas para ajudar os pequenos negócios a superarem a crise do Coronavírus

Durante o mês de abril, "Compre do Pequeno" e "Sebrae ao seu lado" estarão nas TVs aberta e fechada, e na Internet dando orientação à sociedade e aos empreendedores

O Sebrae lança neste sábado (28) duas novas iniciativas com o objetivo de apoiar e orientar os pequenos negócios durante a crise provocada pelo COVID-19. As campanhas “Compre do Pequeno” e “Sebrae ao seu lado” serão veiculadas nas TVs aberta e fechada e na internet. As peças da campanha fortalecem a importância dos pequenos negócios para o país e estimulam a sociedade brasileira a privilegiar as micro e pequenas empresas nesse momento de crise, preservando os negócios locais e milhões de empregos.

A campanha “Compre do Pequeno” alerta que durante esses tempos de isolamento social, é importante cuidar de nós mesmos e das pessoas que estão ao nosso lado e que o ato de priorizar, no momento da compra, a opção pelos pequenos negócios, ajuda a manter a população perto de casa e as micro e pequenas empresas a ficarem mais fortes, mantendo empregos e a economia local funcionando. A campanha estará nos canais de TV aberta e canais por assinatura durante boa parte do mês de abril e nas mídias sociais e portais de notícia até o final de abril.

“Sebrae ao seu lado” é uma campanha que tem como público os Microempreendedores Individuais (MEI), microempresários e donos de pequenos negócios. A campanha lembra que, em tempos difíceis como esse, todo mundo precisa se adaptar e que os empresários não estão sozinhos. Os anúncios estarão nas TVs aberta e por assinatura, bem como nas mídias sociais, informando que o Sebrae continua apoiando os micro e pequenos negócios com uma força tarefa virtual, que está trabalhando para encontrar soluções e oportunidades para que esses empresários possam enfrentar os desafios do momento. Os especialistas do Sebrae estão atendendo por telefone, pelo portal e pelas redes sociais, esclarecendo dúvidas e dando orientações.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, reforça que os pequenos negócios são o alicerce da economia brasileira. “O Brasil tem quase 17 milhões de micro e pequenas empresas, que respondem por quase metade da massa salarial do país e aproximadamente 30% do PIB nacional. Mas, nesse momento, o setor está entre os mais vulneráveis à crise”, destaca Melles. “Por isso, insistimos na importância de incentivar a população a comprar dos pequenos negócios. Mais do que nunca, é hora de priorizar o pequeno comércio de bairro, perto de nossas casas, para a compra de produtos e utilização de serviços pagos, bem como pela internet e por aplicativos”, ressalta o presidente do Sebrae.

Prazo final de entrega da declaração anual do MEI é prorrogado para 30 de junho

Medida faz parte de um conjunto de ações do Governo Federal no enfrentamento ao Coronavírus
Por causa dos impactos da pandemia do Coronavírus (Covid-19), o prazo final para entrega da Declaração Anual Simplificada, referente a 2019, para o microempreendedor individual (MEI) foi prorrogado para 30 de junho de 2020. A medida, aprovada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (26). Além disso, também foi prorrogado, para a mesma data, o prazo para apresentação da Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) referente ao ano passado.

O consultor do Sebrae/PR, Rodrigo Feyerabend, elogiou a decisão e explicou que a equipe de consultores está à disposição para realizar todas as orientações necessárias aos microempreendedores individuais, por meios digitais.

“A prorrogação é uma importante medida tomada durante esse período de combate aos efeitos do Coronavirus. Ela possibilitará que os empreendedores cumpram com essa obrigação acessória e consigam se reorganizar diante da situação inesperada. Os empreendedores que tiverem qualquer dúvida ou que busquem orientações à respeito do assunto poderão procurar o Sebrae/PR em vários canais digitais para auxiliar no processo de declaração”, afirmou.

Atendimento

O Sebrae/PR promove uma força-tarefa para atender digitalmente e sem custos os empreendedores de micro e pequenas empresas em todo Estado, diante das medidas previstas para combater a pandemia do coronavírus (Covid-19). O contato com essa força de trabalho pode ser feito pelo portal do Sebrae/PR (https://www.sebraepr.com.br/). Nele é possível acessar canais como WhatsApp, 0800 570 0800 e telefones regionais, onde o empresário tem acesso livre e gratuito a orientações, exemplos de outros empreendedores que encontraram soluções inovadoras, dicas de como lidar com a atual situação, além de cursos online com conteúdo diverso.

Pequenos negócios de chocolate e doces buscam alternativas para driblar a perda de clientes na Páscoa

Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, empresas estão investindo, principalmente, nas mídias sociais para se aproximar do público

A Páscoa, principal período de vendas para a indústria do chocolate durante o ano, se transformou, em 2020, em um dos maiores desafios já encarados pelos setores. Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, os empresários que esperavam um crescimento de 5% a 10% nas vendas este ano (de acordo com pesquisas do segmento), estão tendo de criar soluções alternativas para reduzir o impacto com a restrição de deslocamento dos clientes imposta em praticamente todos os estados.

A crise foi um duro golpe para a empreendedora de Curitiba, Rosana Correa, que já trabalhava com doces há dois anos, mas que começou a se dedicar exclusivamente à atividade no final de 2019. Ela já havia comprado embalagens e produtos para a produção de ovos de páscoa e outros doces, além de ter recebido as encomendas quando a pandemia atingiu o país. “Com a situação atual fiquei com receio de atender os clientes, mesmo com todos os cuidados e com a utilização de recursos como o delivery. Comecei a me preocupar com os prejuízos que teria”, afirma.

Foi quando ela descobriu a campanha nas redes sociais “Páscoa Adiada” #pascoaatéjunho, criada por confeiteiros de diferentes locais para estender os pedidos da data para o mês de junho, período que daria um fôlego para a produção dos confeiteiros. Ela resolveu aderir à campanha e o resultado foi bem recebido pelos clientes. “Muitos clientes me apoiaram. Alguns estavam pensando em cancelar os pedidos voltaram atrás e outros realizaram até mesmo mais pedidos. Acredito que dessa forma poderemos produzir com mais segurança qualidade para o nosso cliente”, ressalta a empresária. Com isso, ela espera começar a produzir os ovos em maio e assim recuperar boa parte das vendas perdidas ao longo do período de Páscoa.

A empresária Adeline Torquato, de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, também afirmou que as vendas devem ser muito prejudicadas por conta da crise do coronavirus, especialmente por forçar uma contenção de gastos durante a Páscoa para muitas pessoas. Ela afirma que deve intensificar os informativos para a realização de encomendas e retomar o delivery de ovos e doces. “Queremos estimular a realização de mais pedidos por parte de nossos clientes para que possamos atingir um faturamento mínimo para manter as contas em dia”, explica.

Atento às necessidades específicas desses empreendedores, o Sebrae preparou um conjunto de sugestões que podem ser adotadas para reduzir as perdas com a pandemia do Coronavírus.

CUIDADOS FINANCEIROS

O momento pede que empreendedores revejam seus gastos e cuidem do controle do fluxo de caixa. Repense expectativas de vendas, evitando compras desnecessárias, inclusive para o período da Páscoa. Se trabalha com encomenda, peça mais prazo de produção para seu cliente. Se tem contas em aberto com fornecedores, renegocie prazos de pagamentos. Se necessário, reduza sua oferta (mix) de produtos, trabalhando apenas com aqueles que garantem boa margem de lucro, priorizando liquidar o estoque acumulado e não fazer compras arriscadas. A hora é de apertar os cintos.

CUIDADOS COM A PRODUÇÃO

Todo estabelecimento de alimentação deve cumprir as Boas Práticas de Fabricação (BPF) e manipulação de alimentos. No cenário atual, as BPFs devem ser revistas e implementadas por completo, caso haja falhas de operação, conforme estabelece a RDC ANVISA nº 216/04, disponível em no link. A RDC deve ser lida e compreendida, destacando-se que os responsáveis pela manipulação devem ter conhecimentos sobre contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos, manipulação higiênica dos alimentos e boas práticas. Um exemplo de cuidados é a redução de microrganismos presentes na pele em níveis seguros, durante a lavagem das mãos com sabonete antisséptico ou por uso de agente antisséptico (como o álcool 70%) após a lavagem e secagem das mãos. Luvas e máscaras também podem ser aliadas, mas devem ser substituídas com frequência. No Portal do Sebrae estão disponíveis materiais orientativos, incluindo um curso EAD de boas práticas, disponível no Portal do Sebrae.

CUIDADOS COM A SAÚDE

Esteja atento à sua saúde e das pessoas ao seu redor, seja sua família, fornecedores ou clientes. Respeite as distâncias e oriente a todos sobre as cautelas necessárias. Muitas confeitarias são formadas por empreendedores que trabalham sozinhos, ou que contam com poucos auxiliares. É fundamental que você ou seu colaborador se afaste totalmente da produção caso haja suspeita da doença ou de contato com doentes, ainda que a princípio pareça um leve resfriado. Monitore a temperatura corporal e esteja atento a tosses e falta de ar.

REPENSANDO O MODELO DE NEGÓCIO

É importante repensar o modelo de negócio nesse momento. Se a empresa trabalha com um ponto fixo, a alternativa para driblar a falta dos clientes é investir imediatamente nas mídias sociais, nas plataformas de comércio eletrônico e nos aplicativos de entrega. Comunique ao cliente (o que muitas vezes acontece por aplicativos de comunicação e redes sociais) que seu negócio está adotando todas as medidas cabíveis que prezam pela segurança e qualidade do seu produto. Atente-se para que todos os seus fornecedores e prestadores de serviço (como entregadores) também tenham todo o cuidado necessário com o coronavírus.

OPORTUNIDADES PARA CONFEITARIAS
Para a confeitaria, o momento é mais propício para produtos que sejam protegidos (embalados individualmente). Alimentos a serem compartilhados (como bolos de corte) são um possível foco de contaminação no momento de o cliente compartilhá-los com seus amigos e familiares. Além disso, o adiamento de diversos eventos e confraternização limitarão essas demandas. A confeitaria apresenta muitos produtos de tamanhos menores, e apostar nessas opções, embalando-as individualmente, é uma oportunidade. Nessa linha de produtos, entram os brownies, cupcakes, pão de mel, docinhos, bolo de amanhã, bolo no pote, dentre outros.

Pequenos negócios de alimentação fora do lar, lazer e serviços de beleza serão os mais atingidos pelo Coronavírus

Sebrae reúne dicas para os empresários dos segmentos que atuam com interação direta com o público para reduzir impactos negativos do Covid 19

A notificação dos primeiros casos de COVID 19 no Brasil deu início à adoção de um conjunto de medidas restritivas à circulação de pessoas na maioria das cidades brasileiras. Espaços públicos como cinemas, academias de ginástica, universidades, escolas e outros estabelecimentos públicos e privados estão fechando as portas e estimulando a política do home office (trabalho em casa). O resultado é que diversos setores econômicos já começam a sentir o impacto da falta de clientes. A queda de público e de vendas está levando as empresas, em especial os pequenos negócios, a adotar medidas emergenciais para reduzir custos e aumentar a receita, buscando equilibrar o caixa durante o período mais agudo da crise. Preocupado com a situação dos pequenos negócios, mais sensíveis à queda do consumo, o Sebrae está desenvolvendo um conjunto de orientações para auxiliar os empreendedores na adoção de medidas que reduzam o impacto da crise.

Segundo os especialistas do Sebrae, os segmentos mais sensíveis aos efeitos econômicos do Coronavírus são exatamente aqueles onde normalmente se dá uma maior interação presencial com os clientes, como: alimentação fora do lar, setor turístico, varejo tradicional, economia criativa (shows, teatros...), serviços de beleza, entre outros. Pensando nas particularidades específicas de cada grupo, o Sebrae preparou um conjunto de informações para ajudar os empreendedores a enfrentarem a crise de forma mais profissional e qualificada. Além desses segmentos, também gera preocupação o setor de negócios que têm como insumos matéria prima importada, principalmente da China. A paralização da produção da indústria chinesa deve afetar diretamente as empresas que atuam na área de eletrônicos, peças para o setor automotivo, têxtil, entre outras.

Planejamento

Um primeiro cuidado, que deve ser comum a todos os empresários independente do segmento de atuação, é redobrar a atenção com o planejamento. Os especialistas do Sebrae alertam que é importante estar atento às mudanças dos hábitos de consumo. Neste momento em que boa parte da população deve permanecer em casa, o foco do consumidor vai estar voltado principalmente para produtos e serviços essenciais. Por isso, é importante estar preparado para a oscilação das vendas. Nesse contexto, é fundamental realizar o planejamento de cenários para entender as implicações financeiras e operacionais caso a crise se estenda por um período prolongado. Também é recomendado que os donos de pequenos negócios digitalizem processos e ferramentas para integrar planejamento, demanda, suprimento e capacidade de produção e entrega.

“Os empresários devem ainda monitorar e ter soluções para a falta dos funcionários no local de trabalho. Vale implementar planos para continuar suas funções essenciais de negócios, caso você sofra com uma ausência de colaboradores acima do normal. Nesse sentido, é crucial treinar a equipe para desempenhar funções essenciais da empresa, de modo que o negócio possa operar mesmo que os principais funcionários estejam ausentes”, orienta o gerente de Competitividade do Sebrae, César Rissete. “Os empreendedores devem estar preparados para alterar suas práticas de negócio, se necessário, para manter operações críticas ao funcionamento da empresa. Por exemplo: identificar fornecedores alternativos, priorizar clientes ou suspender temporariamente algumas de suas operações, se necessário”, acrescenta.

Abaixo, confira as dicas específicas para os segmentos mais impactados. Mais orientações, no portal: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/coronavirus

Dicas Setoriais:

Alimentação Fora Do Lar

Reforce a importância de seguir os procedimentos de higiene na cozinha, no salão e no escritório.
Reduza em 1/3 quantidade de meses e estabeleça uma distância entre as mesas de 2m.
Aumente a prática da entrega direta por delivery ou incentive o consumidor a encomendar e buscar no restaurante – (Grab and Go).
Negocie com aplicativos de delivery a redução da cobrança de taxa.
Busque fontes alternativas de suprimentos, com diversificação de fornecedores preferencialmente locais.
Verifique o modal de transporte para reduzir o tempo de reposição.
Preste atenção no prolongamento dos prazos de entrega para avaliar o desempenho e a capacidade de acordo com as promessas do fornecedor e entrega ao cliente.
Beleza

Intensifique a higienização diária. Limpe periodicamente todas as superfícies com álcool gel 70%: maçanetas, balcão, recepção, bancadas, cadeiras (inclusive braços) e lavatório.
Ofereça álcool gel 70% para todos os clientes na entrada do estabelecimento e a todos os parceiros e colaboradores.
Reforçar a importância da troca de toalhas e capas a cada cliente.
Reforce a obrigatoriedade de uso da autoclave para os perfuro-cortantes, abrindo a embalagem na frente do cliente.
Aumente as distâncias entre as cadeiras e lavatórios para o mínimo de 1,5m.
Divulgue nas redes sociais que o ambiente segue todas as medidas de contenção da propagação do COVID 19.
Não faça demissões nesse primeiro momento para não perder empregados já preparados e não assumir custos com demissão. Se for necessário, antecipar as férias pode ser uma alternativa.
Promova a venda delivery de cosméticos home care, elaborando kits de produtos que atendam às necessidades das clientes. Melhor ainda se forem personalizados, conforme histórico de procedimentos.
Feiras Livres

Faça um planejamento emergencial de modo que você possa trabalhar com delivery, mesmo que de forma temporária.
Planeje com seus fornecedores alternativas de abastecimento no caso da paralização das atividades dos centros de abastecimento.
Adote uma política de atendimento direto ao cliente via telefone ou Whatsapp.
Indústria de eletroeletrônicos

Identifique potenciais fornecedores nacionais que poderiam substituir insumos importados
Determine os insumos realmente críticos (volume de acordo com a necessidade de médio prazo), entenda os riscos dos fornecedores diretos e subcontratados.
Logística e transporte

Limpe e desinfete seu veículo. Preste atenção especial às superfícies com as quais você e os usuários entram em contato frequentemente (especialmente importante para motoristas de transporte individual)
Mantenha as janelas do automóvel abertas para fazer o ar circular melhor.
Moda – Indústria e Varejo

Aumente a ventilação natural do espaço de produção. Caso tenha que usar ar condicionado, verifique se os filtros se encontram limpos.
Priorize os fornecedores locais para evitar falta ou atraso de entrega.
Serviços Educacionais

Substituição excepcional das aulas presenciais por virtuais, tendo como apoio o uso de ferramentas tecnológicas. Sugere-se, inclusive, que esta opção de atendimento ao aluno seja contabilizada como atividade letiva.
Para as escolas que não têm plataforma de ensino à distância, deve-se analisar a possibilidade de uso em caráter emergencial.
Adiar eventos extracurriculares, como feiras culturais, gincanas ou torneios desportivos.
Turismo

Aproveitar o momento de baixa para fazer melhorias na infraestrutura.
Definir política de cancelamento e adiamento das reservas dos serviços.
Definir e implementar comunicação com clientes e fornecedores.
Comunicar ao cliente para adiar e não cancelar a viagem
Economia Criativa

Distribuição de conteúdo via serviços de streaming
Transformar eventos presenciais em transmissões online, alinhadas ao movimento dos MOOCS (Massive Open Online Courses).

Mercado de chás e ervas une empreendedores e especialistas no Sebrae/PR

Promovido pelo Sebrae/PR, SlowTea atraiu participantes da cadeia para debater o mercado e aproximar atores
Dani Lieuthier fala sobre as experiências de chás e ervas ao redor do mundo. (Foto: InoveFoto)
Um encontro realizado na última sexta-feira (13), em Curitiba, aproximou participantes da cadeia produtiva de chás, ervas aromáticas, condimentares e medicinais. O evento, que integra o Comunidades Sebrae, teve como foco a promoção de networking, negócios e o debate sobre formas de impulsionar a produção e comercialização de chás e ervas no Paraná. Produtores, empresários, consumidores e instituições participaram do SlowTea.
“Produtores, especialistas, profissionais e até mesmo pessoas de outras regiões do Brasil compareceram ao evento em busca de um elo. O estado produz chás, ervas aromáticas, condimentares e medicinais que são distribuídos para o país, mas há falta de informação sobre isso. O propósito do Sebrae/PR é ligar toda esta cadeia”, explica Maria Isabel Guimarães, coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae/PR.
Tradicionalmente, os chás são conhecidos como bebidas quentes e/ou medicinais, mas sua utilização vem sendo ampliada. A participante do evento e chef de cozinha Vânia Krekniski comenta que sempre gostou de chás, contudo, começou a utilizar as ervas nos preparos de seus pratos recentemente.
“As ervas estão muito ligadas à gastronomia. Estou trabalhando com a cozinha local e, a partir de agora, quase todos os pratos terão algum tipo de erva que remeta à infância, por exemplo. Uso muito a camomila e a erva-doce e agora estou produzindo um ravioli de cordeiro com infusão de óleo de poejo, que é conhecida como hortelãzinha e me lembra bons momentos”, pontua.

Paineis foram apresentados e promoveram o debate entre participantes. (Foto: InoveFoto)
Alessandra Gebur, participante do evento, começou a trajetória de empreendedora por meio do SouCuritiba, projeto de economia criativa que tem o apoio do Sebrae/PR e desenvolve souvenirs da capital paranaense. A partir disso, ela e a sócia decidiram abrir a BlenderiaCuritiba e trabalhar a erva-mate como matéria-prima para a loja de chás e ervas.
“Há uma grande oportunidade neste momento porque o mercado está em expansão e a porta de entrada é a curiosidade sobre esses novos usos. O evento foi genial porque uniu a cadeia do começo ao fim. Como empreendedora, preciso estar em contato com os produtores e conhecer os ingredientes. Há também o benefício de outras visões de mercado de outros empreendedores que podem trazer ótimas ideias. Um evento como esse só favorece o mercado porque beneficia desde o produtor até o consumidor final, que terá produtos mais interessantes à disposição”, finaliza.
Rômulo Marinho de Mello é pesquisador e produtor rural de óleos essenciais no Rio Grande do Sul. Ele participou do encontro e comentou que iniciativas como essas são benéficas para o setor.
“Acredito que esse tipo de evento fortalece a cadeia pela aproximação de pessoas e porque incentiva ao consumo de plantas de formas diferentes. Conhecemos os chás medicinais, mas há também o incentivo do consumo de chás como bebidas energéticas, chás gelados e tantos outros. Essas iniciativas são interessantes e vão agregar e favorecer negócios na área. Acho interessante que esse movimento continue abrindo novos caminhos”, pontua.
O evento contou com uma palestra de abertura ministrada por Dani Lieuthier sobre as expedições de chás e ervas por diferentes biomas do Brasil e do mundo, seguida por uma apresentação das frentes de atuação e projetos do SlowTea. Um painel da análise sensorial da erva-mate também foi apresentado, assim como o mapeamento ecológico de produtores de ervas aromáticas e medicinais.

Participantes puderam realizar networking e fechar negócios durante o TeaBreak (Foto: InoveFoto)

Sebrae/PR leva ecossistemas de inovação para o Smart City Expo Curitiba 2020

Público poderá conferir o trabalho de startups, além de assistir a palestras e realizar networking no estande da instituição

Apresentar como as soluções dos micros e pequenos negócios e os ecossistemas de inovação podem transformar as cidades e torná-las mais inteligentes. É com essa missão que o Sebrae/PR estará presente no Smart City Expo Curitiba, edição brasileira do maior evento de cidades inteligentes do mundo, que acontece em 26 e 27 de março, no Centro de Eventos Positivo.

“Queremos apresentar a nossa atuação e fortalecer o trabalho de empreendedores que trazem soluções que melhoram a qualidade de vida nas cidades com crescimento, tecnologia e sustentabilidade”, afirmou a consultora do Sebrae/PR, Adriana Kalinowski.

Para expor esse cenário, startups atendidas pelo Sebrae/PR realizarão pitches para investidores. Além disso, o público poderá conferir palestras de 15 minutos sobre temas relacionados ao desenvolvimento de novos negócios e mercado. No espaço, o participante também poderá realizar networking com os empreendedores e conhecer mais sobre os programas e soluções do Sebrae/PR.

No dia 26, às 11h15, na Plenária Principal do evento, a consultora Adriana Kalinowski e o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Agostini, apresentarão, um cenário completo sobre os ecossistemas de inovação do Paraná.

O Smart City Expo Curitiba 2020 é chancelado pela FIRA Barcelona, consórcio público espanhol formado pela Prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona, que é o organizador do Smart City Expo World Congress, maior evento sobre cidades inteligentes do mundo. No Brasil, o evento é organizado pelo iCities, empresa curitibana especializada em soluções inteligentes, e tem o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba. São esperadas mais de 10 mil pessoas para esta que é a terceira edição do evento no Brasil.

SERVIÇO
Smart City Expo Curitiba 2020
Data: 26 e 27 de março de 2020
Local: Centro de Eventos Positivo
(Alameda Ecologica Burle Marx, 2518 - Santo Inácio – Curitiba)
Informações e inscrições: www.smartcityexpocuritiba.com

Em Curitiba, evento debate o cenário e mercado de chás e ervas

No Sebrae/PR, movimento valoriza a cultura local, as plantas nativas, o alimento limpo e sustentabilidade

Para discutir as perspectivas da produção de chás na Região Metropolitana de Curitiba e também no Paraná, o Sebrae/PR promove nesta sexta-feira (13), das 13h30 às 18h, na sua sede, em Curitiba, o SlowTea – Chás do Paraná. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo sistema Sympla por meio do link https://www.sympla.com.br/slow-tea---chas-do-parana__798600.

O evento abordará os desafios e avanços na produção e beneficiamento de ervas, plantas aromáticas e medicinais que podem ser utilizadas na gastronomia, fármacos, temperos e bebidas. Maria Isabel Guimarães, consultora do Sebrae/PR, adianta que o evento, realizado dentro do Comunidades Sebrae – Agro, é aberto para empresas da área e empreendedores envolvidos na cadeia.

“Teremos produtores, consumidores e empreendedores de comércio e varejo, além de sommeliers e especialistas. O setor está em alta no momento. Falaremos dos mais diferentes usos de chás e das ervas, como na gastronomia, medicina, na indústria cosmética e outros”, explica.

De acordo com o IBGE, o Paraná é o maior produtor de erva-mate e camomila do país e possui longa tradição na produção de diversas ervas. O cultivo da erva-mate, por exemplo, foi grande propulsor da economia paranaense no século XIX, conhecida como época do “ouro verde”.

A necessidade de fortalecer o mercado regional foi o motivo principal para a organização do evento. “Não é desejo que esse trabalho aconteça só em Curitiba, mas no Paraná todo que é forte na produção. Precisamos nos posicionar como marca coletiva para o Brasil e mundo. O objetivo envolve a valorização de empresas do setor no que diz respeito à qualidade, segurança e mercado”, pontua Maria Isabel.

Dados do Deral/Seab, de 2017, indicavam o Paraná como o maior produtor nacional de plantas medicinais, aromáticas e condimentares. O estado responde por 90% da produção nacional.

O evento contará com uma palestra de abertura ministrada por Dani Lieuthier sobre as expedições de chás e ervas por diferentes biomas do Brasil e do mundo, seguida por uma apresentação das frentes de atuação e projetos do SlowTea. Um painel da análise sensorial da erva-mate também será apresentado, assim como o mapeamento ecológico de produtores de ervas aromáticas e medicinais. Os participantes poderão ainda realizar conexões profissionais durante o tea break e encerramento do evento.

Sebrae/PR aproxima empreendedores da cadeia de panificação e cafeterias

Comunidades Sebrae promove debate sobre o mercado e aproxima empresários da cadeia

Empreendedores e entusiastas do setor de panificação e cafeterias se reuniram nesta quinta-feira (20), no Sebrae/PR, para dialogar sobre as mudanças, desafios e projeções para o futuro nesses mercados. O evento contou com a presença de Divanildo Carvalho Junior, da Trilhas do Trigo, Oscar Pablo Luzardo, da La Panoteca, Rodrigo Santiago, do Chicago Bakery, Georgia Franco de Souza, do Lucca Cafés Especiais, Lara Saya, da Supernova Coffee Roasters e Guilherme Lucavei, do Moka Club, para os debates. Os painéis do evento “O que está mudando na panificação e nas cafeterias” tiveram moderação da jornalista Jussara Voss.
O Paraná tem uma longa tradição de ser o maior produtor de trigo no país, apesar de ter registrado uma perda de 34% na produção em 2019, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. Por outro lado, Divanildo Carvalho Junior, do Trilhas do Trigo, afirma que já é possível produzir no Paraná grãos de excelente qualidade e que suprem a demanda de mercado devido aos avanços em pesquisas científicas. Essa foi apenas uma das várias modificações que ocorreram nesse setor.
"São muitas transformações em diferentes vertentes. Tivemos mudanças também nos equipamentos com a volta dos fornos de lastro e masseiras que trabalham melhor a massa. Porém, o fundamental é a formação de padeiros no Brasil. Precisamos ter grades curriculares formais e de longo tempo, com aulas de segurança alimentar, domínios de panificação e fermentação, além de outras para entender a padaria como negócio. Precisamos ter essa formação porque o mercado vai demandar”, analisa.
O Paraná também teve grande relevância para a história do mercado do café, uma vez que foi o maior produtor desse grão no país até 1975. A tradição do consumo da bebida é refletida hoje em consumidores mais exigentes e paladares mais apurados. Nessa perspectiva, existe uma abertura do mercado para os cafés especiais. Guilherme Lucavei, do Moka Club, comenta que, ao mesmo tempo em que existe a demanda do consumidor, também há a oferta do mercado em produtos diferenciados.
“A mudança vem nas duas pontas: da demanda de consumidores com referências diversas que procuram cafés diferenciados e, ao mesmo tempo, também vem do movimento da indústria que está buscando formas de agregar valor aos seus produtos. Os comerciantes de cafeterias querem trazer produtos melhores para vender mais”, pontua.

O evento
Assim como a união perfeita do feijão com arroz, a dupla café e pão também é símbolo de parceria na mesa do brasileiro. Entender os dois como complementares e conseguir explorar da melhor forma este dueto é a indicação da coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães.
“São dois segmentos que estão em uma vertical. Estamos falando de produtores de grãos que fazem o trigo para panificadoras e o café para cafeterias. Hoje, o Sebrae trabalha o negócio como um todo. Não é só abrir uma cafeteria ou panificadora, é entender que existe um cliente que procura por produtos especiais. Para fazer um bom produto, precisa de conhecimento, que foi ofertado aqui. O ‘Comunidades Sebrae’ vem para trazer informações não só de gestão, mas também técnicas para microempresários que tem um bom produto e conseguem oferecê-lo com valor diferenciado para um cliente que está cada vez mais exigente”, analisa.
O evento contou com, aproximadamente, 100 participantes, entre eles, Leilane Locatelli, que fez a inscrição para o evento logo que soube da data.
“Tenho uma cafeteria que vende doces e cafés especiais, além de pão de fermentação natural. Este evento foi bem alinhado ao que meu negócio oferece. Tive vários insights do que foi falando aqui, como tendências para o mercado. Às vezes a gente não se atenta e, no fim, isso faz toda a diferença”, considera.
O Comunidades Sebrae é uma estratégia de relacionamento presencial do Sebrae/PR direcionada para um conjunto de empresas que possuem perfil de crescimento e que estão nos setores de Comércio e Serviços, Agronegócios, Indústria, Turismo, TI e Economia Criativa. No evento desta quinta-feira, depois dos painéis e debates, os empreendedores participaram de rodadas de networking, apresentação e degustação de produtos.

FETAEP lança 1ª Feira da Agricultura Familiar do Paraná

Em parceria com a Prefeitura Municipal de Curitiba, a iniciativa visa colocar o produtor em contato com o consumidor

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores familiares do Estado do Paraná (FETAEP) lança a 1ª Feira da Agricultura Familiar do Paraná, que reunirá produtores e compradores em um só lugar. O anúncio será feito durante uma mostra da feira, com a participação de mais de 50 expositores na sede da federação, em Curitiba, na próxima terça-feira (18), às 12h. Ao todo serão 180 participantes convidados que poderão conhecer os produtores e o seu trabalho.

O evento trará diversos produtos da agricultura familiar como frutas, legumes, verduras, embutidos, queijos, geleias, compotas, entre outros para degustação do público e utilização em aulas show com quatro chefs de cozinha, que irão demonstrar as possibilidades gastronômicas dos insumos. Outra atração será a “Ilha de Cachaça” onde os presentes poderão experimentar cachaças artesanais aromáticas e saborizadas trazidas pelos produtores.

O evento é uma mostra do que será a 1ª Feira da Agricultura Familiar do Paraná, que será realizada na primeira quinzena de junho, no Mercado Municipal de Curitiba e será aberta ao público. O evento proposto pela FETAEP conta com parceria da Prefeitura Municipal de Curitiba, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar, do Senar, da Emater e dos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) filiados à federação. A expectativa é que pelo menos 200 expositores levem seus produtos e consigam expandir e fortalecer seus negócios.

Marcos Brambilla, presidente da FETAEP, explica que “o objetivo é estimular novos empreendimentos, principalmente para aquele agricultor que está na fase inicial do negócio. Ele terá a oportunidade de se aproximar do público final, conhecer as exigências do consumidor e melhorar ainda mais o seu produto para participar desse mercado de forma competitiva”.

A agricultura familiar é responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos no país e reúne 14 milhões de agricultores no Brasil. “No Paraná, mais de 80% das propriedades rurais são de estabelecimentos da agricultura familiar. Realizar uma feira especialmente para esse setor significa colocar no mercado produtos de qualidade produzidos em nosso estado. A feira será uma grande vitrine para nossos agricultores gerando renda e proporcionando mais qualidade de vida”, explica Brambilla.

No dia do lançamento, a FETAEP também recebe a Expedição da Agricultura Familiar, além de palestras e aulas show. Confira a programação completa:

08h – Inscrição e Café Colonial

09h – Expedição da Agricultura Familiar com Giovani Ferreira da Gazeta do Povo

09h30 – Censo Agropecuário: Agricultura familiar do Paraná 2020 com Jorge Mryczka do IBGE

10h – Agricultura Familiar e Mercado com Luiz Damaso Gusi, secretário de Abastecimento da Prefeitura Municipal de Curitiba

10h30 – Empreendedorismo na agricultura familiar com Maria Isabel Rosa Guimarães do SEBRAE

11h – Gestão e inovação na agricultura familiar com Marcos Junior Brambilla, presidente da FETAEP

12h – Lançamento da feira de produtos da agricultura familiar no Paraná

12h30 – Almoço

14h30 – Aulas Show (as três aulas acontecem simultaneamente, em salas diferentes)

Aula Show: Gastronomia funcional biomassa de banana verde com Iracema Bertoco Brianese do Centro Europeu

Aula Show: Mel de Jataí na gastronomia com Gabriela Carvalho do Quintana Gastronomia

Aula Show: Pães especiais e farinhas apropriadas com Rene Seifert da Casa da Videira – Wittmarsum

Aula Show: Critérios para um queijo de qualidade com Flávia Rogoski do Bom Vivant do Mercado Municipal

15h45 – Café da tarde com produtos da agricultura familiar

Aula show sobre cortes especiais reuniu cerca de 100 profissionais do mercado da carne no Sebrae/PR

Evento fez parte do primeiro encontro do Comunidade Sebrae, que visa desenvolver as diversas cadeias do agronegócio do Paraná

Crédito: Luis Felipe Miretzki / Inove Foto

Cerca de 100 profissionais ligados ao mercado da carne estiveram nesta terça-feira (11), no Sebrae/PR, em Curitiba, para uma aula show com Marcelo Bolinha, especialista com mais de 30 anos de experiência em cortes de carnes, que oferece consultorias sobre o tema no Brasil e no mundo. Na capacitação, eles tiveram a oportunidade de aprender mais sobre como realizar os melhores cortes em ovinos e suínos e ter o aproveitamento de toda a carcaça. Para o evento, foram utilizados um cordeiro de cerca de 4 meses, com peso de até 30 kg; e um porco da raça moura, típica do Sul do país.

Além da aula show, os profissionais tiveram a oportunidade de realizar um networking em rodadas de negócios e de realizar uma degustação das carnes ao final do evento. Estiveram presentes chefs de cozinha, donos de açougues, frigoríficos e produtores rurais de ovinos e suínos de Curitiba e região metropolitana.

A coordenadora estadual de agronegócios do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães, explicou que a ideia era trazer, por meio da experiência de Marcelo Bolinha, empresário do ramo, novas opções de cortes, embalagens, atendimento ao consumidor e uso de animais de origem.

“Além de evitar o desperdício, eles poderão oferecer cortes de melhor qualidade. O encontro também foi uma oportunidade para as pessoas se conectarem e realizarem negócios. Queremos integrar os que trabalham nessa cadeia e ajudá-los a crescer, levando ao consumidor novos produtos de qualidade, diferenciados e de origem, proporcionando maior vantagem competitiva”, afirmou.

O evento marcou o primeiro encontro do Comunidade Sebrae - Agronegócios, que visa desenvolver as diversas cadeias do agro, no Paraná. Após os profissionais de carnes, na próxima quinta-feira (20), estarão reunidos no Sebrae/PR representantes da panificação e dos cafés especiais.

O evento

Durante sua aula show, Marcelo ressaltou a importância dos profissionais entenderem os diversos tipos de cortes e saberem como vender as melhores opções para os clientes. Segundo ele, é preciso evitar o desperdício e agregar valor.

“O açougue tem que se transformar, inovar, oferecer produtos que agregam valor ao consumidor. Aproveitar todos os resíduos e retalhos é também uma forma de lucrar, pois o que seria desperdiçado pode se tornar a matéria-prima de maior valor agregado, transformado em kafta, hambúrguer, carnes moídas especiais, entre outros”, afirmou.

Crédito: Luis Felipe Miretzki / Inove Foto

Segundo ele, o brasileiro tem muito interesse em aprender sobre novos cortes e ter mais informações sobre as carnes, temperos e outros produtos que consome. “Temos carnes de grande qualidade e esse é um momento de mudança na mentalidade do consumidor. Faz parte de um grande movimento de mobilização desses profissionais para o desenvolvimento de novos hábitos por parte de clientes, açougueiro e produtor de carnes”, ressaltou.

Para o empresário Igor Marquesini, do restaurante Igor, as dicas contribuirão em seu estabelecimento. “O evento foi importante para abrir a nossa cabeça. Também temos esse pensamento de aproveitar nossos produtos ao máximo e acredito que poderemos aplicar vários desses ensinamentos no nosso dia a dia”, disse.

Já o criador de ovinos, José Ribeiro Junior, ressaltou que o evento pode agregar valor às carnes e beneficiar outros produtores. “Muitas vezes vendemos carcaça inteira ou cortes básicos e aqui aprendemos como é possível oferecer cortes mais nobres a partir da carcaça do cordeiro, por exemplo. Além disso, foi uma ótima oportunidade de conhecer e estabelecer boas ligações com outros profissionais desse mercado”, finalizou.

Sebrae identifica os segmentos mais promissores para pequenos negócios em 2020

Retomada da economia e expectativa de safra recorde devem beneficiar as empresas voltadas ao atendimento do mercado interno

A expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola, deve favorecer diretamente as micro e pequenas empresas (MPE) do país, que estão voltados majoritariamente ao mercado interno.
O otimismo é maior para as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços, para os negócios voltados ao atendimento das necessidades básicas da população, para o segmento da construção, bem como os pequenos negócios que atuam no setor do agronegócio. Essas são as conclusões do estudo “Negócios Promissores em 2020” realizado pelo Sebrae a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia.
Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, havia uma expectativa - em 2019 - de que houvesse uma recuperação mais forte da economia, que acabou não se confirmando. Assim, acabaram prevalecendo, segundo Melles, os pequenos negócios com um perfil mais voltado à manutenção e reparação de bens.
“Agora, em 2020, com a retomada da economia e o aumento da confiança de consumidores e empresas, estamos caminhando para o fortalecimento dos negócios mais voltados ao atendimento do consumo de bens e serviços associados às necessidades básicas da população, como: gastos com alimentação, moradia, restaurantes e serviços pessoais”, comenta o presidente do Sebrae.
No setor de Serviços, de acordo com o estudo, as expectativas são positivas para os pequenos negócios de serviços pessoais, serviços prestados às empresas, na área da saúde, educação e transporte. Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas). Já na construção civil, as MPE de edificações, manutenção, comércio de material de construção e serviços especializados têm boas perspectivas de crescimento. Por fim, no segmento do agronegócio, o Sebrae aponta a possibilidade de um bom ano para os pequenos produtores rurais que atuam no comércio de cidades próximas às áreas de intensa produção agropecuária e no setor de máquinas e equipamentos.

QUEM GANHA COM O CENÁRIO GLOBAL E NACIONAL

Serviços pessoais (cabelereiro, manicure, estética e beleza)
Serviços prestados às empresas (administração, vendas, serv. jurídicos e org. de feiras)
Serviços de saúde, educação e transporte (cuidadores, clínicas, ensino superior, treinamento e transporte carga/passageiro)
Serviços de informática e comunicação (serv. internet, desenvolvimento de programas, reparação de equipamentos de comunicação)
Bens e serviços voltados para o atendimento das necessidades básicas da população (comércio de alimentos, serv. pratos prontos)
Construção (manutenção/reparação de moradias, edificações, comércio de material de construção e serviços especializados)
Produtores rurais (p.ex. milho, soja e algodão) e atividades de apoio à agropecuária
Pequeno comércio do interior, próximo às grandes áreas produtoras da agropecuária
MPE que exportam para os EUA e Leste

PRINCIPAIS INFORMAÇÕES DO RELATÓRIO

Produto Mundial deve crescer 3,4% a.a. (Fonte: FMI)
PIB brasileiro deve crescer 2,5% a.a. (Fonte: FMI)
Juros baixos, inflação e câmbio com tendência de estabilização (Fonte: Boletim Focus)
Melhora paulatina na Taxa de Desocupação e no rendimento médio real do trabalhador (projeções Sebrae)
Safra agrícola recorde em 2020 (Fonte: Conab/M.A.)

Tecnologia para a humanização é tendência para o setor do varejo, em 2020

Em evento do Sebrae/PR, empresários puderam conferir as principais novidades da NRF, maior evento de varejo do mundo

Crédito: Luis Felipe Miretzki / Inove Foto
Lojas e marcas devem utilizar dados e tecnologias para buscar a humanização. Essa foi o principal tema abordado no evento "Tendências para o varejo 2020 pós NRF". Promovido pelo Sebrae/PR, o evento reuniu mais de 150 empresários de Curitiba e Região Metropolitana para debater os principais destaques do NRF Retail's Big Show, o maior evento de varejo do mundo, que acontece anualmente, no mês de janeiro, em Nova York. Este ano foram 800 expositores e cerca de 38 mil visitantes de 86 países.
O Sebrae/PR organizou uma missão com empresários e representantes de entidades para conferir as novidades do mundo do varejo. Segundo o coordenador de Comércio e Mercado do Sebrae/PR, Lucas Hahn, a utilização de dados para fidelizar clientes e o uso de tecnologias como inteligência artificial e reconhecimento facial são temas presentes. Mas, é necessário que as marcas humanizem seus serviços.
"Não queremos nos relacionar apenas com máquinas. A humanização voltou a ser um forte referencial porque se constatou que as empresas que contam com relações mais humanas faturam acima da média. A tecnologia tem que estar presente para auxiliar nesse processo sem nunca perder de vista a humanização", afirmou ele.
Hahn citou o exemplo da marca Starbucks que, com o novo CEO, Kevin Johnson, voltou a investir nos últimos anos em atendimentos humanos, uma vez que a marca envolve, justamente, em momentos de descontração, satisfação e interação. A humanização agrega valor ao produto e é percebida como diferencial pelo cliente. "A diversidade, a inclusão e a sustentabilidade tanto em relação às questões sociais quanto ambientais valorizam uma marca e fortalecem o engajamento dos funcionários", explicou.
Outros importantes temas também devem estar no radar dos varejistas, como a fidelização de clientes, formatos de comércio eletrônico, utilização de canais de omnichannel, qualificação e conhecimento de vendas, além da estratégia de compra pela internet e retirada em loja física (chamada de BOPIS, no inglês).
De acordo com o consultor do Sebrae/PR gigantes da tecnologia também trouxeram ensinamentos para o setor. A Microsoft, por exemplo, buscou empoderar seus funcionários e reimaginar a cadeia de compras ao oferecer informações mais completas sobre os perfis de clientes e oportunidades de fidelização. Já a Amazon, responsável por 75% de todas as compras online dos Estados Unidos, oferece novas regras para o mercado.
"A Amazon vende para todas as gerações porque se comunica de diferentes maneiras com cada tipo de público", ressalta Hahn. Além disso, a empresa oferece parcerias com diferentes marcas para que elas disponibilizem seus produtos em sua plataforma, enquanto cuida da distribuição e todo o processo logístico.
O evento

Crédito: Luis Felipe Miretzki / Inove Foto
Além das tendências de varejo obtidas com base na NRF, o público também pode conferir soluções voltadas para o varejo por parte de empresas como a Olist, Total Erp e Duopana. Ao final, os participantes participaram de rodadas de networking em que puderam falar sobre suas empresas, soluções e quais os tipos de fornecedores e clientes pretendem alcançar.
Guimel Andrade, representante de loja especializada em linhas de peças para veículos, destacou que o evento foi muito importante para entender um mercado que está cada vez mais diversificado, inovador e complexo. "Tem algumas tendências inovadoras que serão muito importantes para nós. Queremos acompanhar e nos adequar cada vez mais ao mercado", reforçou.
Quem também elogiou a iniciativa foi a diretora de uma loja de calçados, que buscou entender os movimentos e novidades do varejo. Ela também pretende ampliar seus negócios a partir da rede de contatos realizada no evento. "Foi uma experiência bacana e conseguimos alguns contatos importantes aqui. Acredito que podem sair bons negócios a partir disso", afirmou.

Fim dos smartphones, robôs domesticados e a conexão de tudo: guia apresenta “bússola do futuro” para empreendedores

Guia do Sebrae/PR traz transformações comportamentais e de hábitos de consumo para os próximos anos; mudanças abrem oportunidades para micro e pequenos negócios

Voltar para o passado com um bilhete premiado, apostar na loteria, ganhar uma bolada e nunca mais se preocupar com dinheiro na vida (em qualquer lugar do espaço-tempo): ficção científica pura. Não quer dizer, entretanto, que não seja possível “enxergar” o futuro e – por que não? – empreender com base nas tendências. Com base em pesquisas, números e vertentes, o Sebrae/PR lançou o Guia de Tendências para Pequenos Negócios - 2020/2021. É gratuito e está disponível para download aqui.

São 35 páginas com as principais apostas de especialistas para os próximos anos, pautadas pela análise de diversos relatórios de empresas internacionais especializadas em estudos de tendências. Por exemplo, enquanto muitos falam que, cada vez mais, não conseguimos viver sem o celular, o Guia do Sebrae/PR aponta: os smartphones estão com os dias contados. Por outro lado, os e-sports - esportes eletrônicos: alguns até podem torcer o nariz, mas os tempos mudaram, joguinhos passaram a ser coisa de gente grande e o segmento apresenta um enorme potencial para o empreendedorismo.

Da domesticação de robôs às moedas invisíveis; da disputa tecnologia versus emprego ao futuro das redes sociais, o documento faz projeções sobre comportamentos de consumo e de relações no ambiente empresarial – e como isso pode criar oportunidades de negócio para as micro e pequenas empresas paranaenses.

“Apesar de sua concretude nunca poder ser garantida (afinal, ninguém é verdadeiramente capaz de adivinhar o futuro), esses estudos ainda são uma ferramenta poderosa, podendo ser de grande ajuda para o mercado e, até mesmo, para a humanidade. Podem, inclusive, ser o grande diferencial no desenvolvimento de estratégias das empresas, colocando-as um passo à frente e antecipando-as quanto a possíveis problemas ou comportamentos ‘inesperados’ dos consumidores; assim como pode, ainda, ajudá-las a compreender as proporções de seus impactos e demais responsabilidades diante da sociedade e do planeta”, apresenta um trecho do Guia.

O Guia

Estruturado em quatro grandes temas – Re-Humanização Globalizada; Conexão de Tudo; Vivenciando Experiências; e Gestão Inteligente – o guia do Sebrae/PR se debruça sobre uma série de microtendências, de forma clara e objetiva, e trazendo em cada uma delas pontos de reflexão para os empreendedores.

“Os estudos de tendências são capazes de ampliar a nossa visão, tornando-a muito mais holística, e de modo que podemos assimilar com mais precisão os atuais contextos globais”, explica o consultor do Sebrae/PR, Maurício Reck. Com a publicação, é possível compreender diversos insights sobre o que a sociedade anseia ou necessita no momento, podendo ser crucial para as tomadas de decisões nos negócios.

Com o material acompanha uma ferramenta que oferece uma reflexão sobre como se encaixar com as atuais macrotendências e também um posterior plano de ação para botar as ideias em prática.

“Por meio de exercícios, o empreendedor pode avaliar a aplicabilidade das tendências no seu negócio, de que forma pode trabalhá-las ou, se já trabalha, como melhorar o processo, de acordo com a sua condição. Além disso, quem tiver dúvidas, pode entrar em contato com o Sebrae/PR por meio do telefone 0800 570 0800 ou marcar uma consultoria presencial”, finaliza Reck.

Melado de Capanema recebe registro de indicação geográfica

INPI concedeu registro na espécie indicação de procedência; a IG é a primeira da região Sudoeste e a oitava do Paraná

Legenda da foto: Produtos à base de melado e potes com o melado escorrido e batido (crédito - Maikelly Ribas)

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou na terça-feira (17), na Revista da Propriedade Industrial (RPI) nº 2554, a concessão da indicação geográfica (IG) “Capanema”, na espécie indicação de procedência (IP), para o produto “melado batido e melado escorrido”. A área geográfica delimitada totaliza 419,403 km2 e está integralmente localizada no município de Capanema, no sudoeste do Paraná. A IG foi concedida em nome da Associação de Turismo Doce Iguassu.

A IG de Capanema é a oitava registrada no INPI e a primeira da região Sudoeste. A primeira foi a IP Norte Pioneiro do Paraná para café verde em grão e industrializado torrado em grão e ou moído, concedida em 2012. Em 2017, o Instituto concedeu IG para a Indicação de Procedência São Matheus, em São Mateus do Sul e municípios vizinhos (território que faz parte da Regional Sul do Sebrae/PR), a primeira do Brasil relacionada à erva-mate. Atualmente, existem 75 registros de IG no Instituto, sendo 55 indicações de procedência nacionais e 20 denominações de origem (11 nacionais e nove estrangeiras).

O prefeito de Capanema, Américo Bellé, acredita que a IG do melado contribuirá para dar maior destaque aos atrativos do município.

“Vai projetar a cidade, nossa cultura, o turismo da região. É uma grande conquista, com um trabalho que veio sendo feito há muitos anos. Acredito que será um incentivo para que as agroindústrias aproveitem essa oportunidade e invistam na melhoria da produção”, declara o prefeito.

Segundo a secretária municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Raquel Belchior Szimanski, Capanema conta atualmente com oito agroindústrias e 16 produtores de cana-de-açúcar.

“A concessão da IG é resultado de iniciativa do Sebrae, que conhecia bem a qualidade dos nossos produtos e incentivou o movimento. O melado de Capanema é reconhecido, com grande demanda e oferta muito aquém. A indicação de procedência deverá gerar processo de desenvolvimento das agroindústrias, com a necessidade de mais fornecedores de matéria prima”, observa. Raquel relata ainda que produtores de leite estão pensando em mudar de ramo e plantar cana-de-açúcar.

Legenda da foto: A IG foi concedida para o melado batido e o melado escorrido de Capanema (crédito - Maikelly Ribas)

O pedido de IG foi depositado no INPI, em Curitiba, no dia 29 de outubro de 2015. Alyne Chicocki, consultora do Sebrae/PR, revela que o documento tem 1.300 páginas, com informações, histórias, fotos, relatos e reportagens sobre a cultura e a produção do melado. Nesses quatro anos, foram necessários três envios de exigências solicitadas pelo Instituto.

“O melado de Capanema já é reconhecido pela qualidade e sabor. A concessão da IG é a chancela do INPI que liga o melado escorrido e batido com a história e a cultura do município.”

Alyne conta que o Sebrae/PR fomentou o processo de indicação geográfica desde o início, com apoio técnico de consultoria em campo, para a pesquisa, coleta e redação do material. “Produtores, entidades, Administração Pública e Sebrae uniram-se e acreditaram no processo, desde o início. Paralelamente, o Sebrae apoiou a organização dos produtores, que criaram a Aprocana, em 2018, que tornou-se a Cooperfronteira neste ano”, completa Alyne.

Ciclo do turismo
A IG foi concedida à da Associação de Turismo Doce Iguassu, proponente do processo no INPI. Odair Fernando Martini é o presidente da entidade de turismo rural, que engloba produtores de melado, bolachas e proprietários de balneários no rio Iguaçu.

“[A IG] Vem beneficiar o município de Capanema, especialmente os agricultores familiares, que poderão ampliar a renda e continuar no setor. Também reforçará o ciclo do turismo, é mais um fator para atrair pessoas e agregar renda os produtores”, avalia. “A associação agradece a todos aqueles que contribuíram, foram muitos anos de luta”, acrescenta Martini.

Itamar Schuck é o diretor-presidente da Cooperfronteira (Cooperativa Agroindustrial Fronteira Iguaçu) que conta com 45 cooperados, entre agroindústrias e produtores de cana e outras pessoas que têm interesse em participar do processo produtivo. Para ele, a concessão da IG para o melado é mais um fator de motivação para dar continuidade ao trabalho.

“Hoje, aumentar a produção é o nosso gargalo. O desafio é inovar e modernizar as agroindústrias. Esse foi um dos objetivos para a criação da cooperativa, para unir forças e ganhar escala.”

Schuck acredita ainda que a IG ajudará a demonstrar que o melado de Capanema não recebe aditivos químicos ou açúcar branco. “Muitos perguntam qual é o segredo do melado ficar branquinho. É uma particularidade da região, resultado da combinação de temperatura, tipo de solo e forma de produção. Temos temperaturas mais altas, clima mais seco, condições propícias para a produção de uma cana-de-açúcar com maior teor de sacarose”, explica.

No ano que vem, deverá ser criada uma comissão para implantar o sistema nas usinas de melado e também junto aos produtores interessados em obter o selo da IG, seguindo as boas práticas agrícolas e de produção e os demais requisitos do Caderno de Especificações Técnicas. A expectativa é que ainda em 2020 sejam lançados os primeiros produtos com a IG.

As IGs do Paraná
Hoje, o Paraná possui oito produtos com IG: São Mateus do Sul com a erva mate e derivados; Norte Pioneiro com os cafés especiais; Carlópolis com a goiaba de mesa; Oeste do Paraná como mel; Witmarsun com o queijo colonial; Marialva com as uvas finas de mesa; Ortigueira com o mel; e o melado de Capanema. Outros quatro territórios têm pedidos prestes a serem protocolados e/ou sendo analisados pelo INPI: Morretes com a cachaça, Antonina com a bala de banana e o Litoral com barreado e farinha de mandioca.

As Indicações Geográficas podem ser na modalidade Indicação de Procedência (IP) ou Denominação de Origem (DO). São registros diferentes que não possuem uma hierarquia ou ordem de solicitação e, normalmente, são representados nos produtos por um selo. O registro de Indicação de Procedência garante a tradição histórica da produção em certa região geográfica. Já a Denominação de Origem indica propriedades de qualidade e sabor que são ligadas ao ambiente, meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos, onde é produzido e aos processos e tecnologias utilizados.