Concerto raro: obra icônica de John Cage chega a Curitiba

'Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado' será apresentado no Teatro Paiol (26 e 27/10) pelas pianistas Lilian Nakahodo e Grace Torres. Obra será executada integralmente.

Finalmente Curitiba irá receber a turnê da revolucionária obra do norte-americano John Cage (1912 – 1992), ‘Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado’, das pianistas Grace Torres e Lilian Nakahodo. O concerto, com duração de 70 minutos, será apresentado dias 26 e 27 de outubro (quinta e sexta), às 20h, no Teatro Paiol. Serão as últimas apresentações da turnê que já passou por cidades como: Rio de Janeiro (RJ), Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Os ingressos, com preços populares, podem ser adquiridos via Sympla.

Parafusos (de diferentes tipos e tamanhos), porcas, pedaços de plástico e borracha colocados milimetricamente entre as cordas de um piano de cauda fazem parte da complexa preparação para esta execução. A direção musical é da pianista e professora Vera Di Domênico.

Composta entre 1946 e 1948 com 16 sonatas e 4 interlúdios, a obra raramente é executada na íntegra em público. Grace e Lilian, integrantes do Coletivo Pianovero, foram as primeiras e únicas pianistas da América do Sul a gravarem a composição por inteiro, ao vivo. O feito inédito das brasileiras com o álbum ‘Preparado em Curitiba – John Cage: Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado’ foi lançado em janeiro de 2012, na 30ª Oficina de Música de Curitiba e no mês seguinte em Darmstadt, na Alemanha, no evento ‘Tage für Neue Musik’. De lá para cá o duo fez diversas apresentações no Brasil.

A obra, uma das mais representativas do repertório erudito do século XX, revela a identificação de Cage com o pensamento indiano e dialoga com sonoridades das orquestras de gamelão da Indonésia.

A preparação do piano, que demora de duas a três horas para ficar pronto conforme as precisas indicações feitas por Cage, as quais chamou de ‘bula’, no caderno das partituras impressas da obra, é o grande desafio do trabalho. O autor especificou não só o material a ser utilizado, de acordo com a característica de cada tecla, mas a localização e a distância entre elas e os objetos. “Pode não parecer, mas tudo é feito com muita técnica. As partituras foram escritas de forma tradicional. Não há nada de improviso, os fundamentos são muito sólidos”, conta a diretora.

Ao todo, 45 notas são preparadas para o ciclo de Sonatas e Interlúdios e diferentes métodos são usados para modificar o som original do instrumento. A inserção de diferentes objetos em suas cordas resulta em sonoridades inimagináveis.

“Existe ainda muito preconceito com a obra, pois muitos acham que a preparação agride o piano, pelo contrário, o acaricia. O resultado são sons assimétricos, porém delicados e sensíveis que lembram uma exótica orquestra de percussão”, explica Grace.

Parte do estudo, realizado no período de um ano pelas pianistas, foi feito em um piano convencional. Para poderem estudar em um piano de cauda preparado e criar uma relação auditiva com a composição tal como ela é, elas contam que foi preciso alugar um instrumento durante vários meses para que pudessem executar a obra.

Considerada como uma das melhores realizações de Cage, o objetivo da obra é expressar os nove estados emocionais, experimentados por qualquer ser humano, de acordo com a tradição hindu, conhecidos como rasa, são eles: o heróico, o erótico, o maravilhoso, o cômico, o patético, o furioso, o terrível, o abominável e a tranquilidade.

“Algumas notas soam como piano, outras não. A composição se encaixa perfeitamente nesta sonoridade. Tem muito respiro, muito silêncio. Os sentidos ficam aguçados, ouvimos o entorno, o tecido da nossa roupa, os ruídos das cadeiras, da plateia, insetos, tosses, pigarros. O mesmo acontece com o público. Alguns podem sentir até mesmo um desconforto porque não estão acostumados ou não esperam por isso em um concerto de piano”, avisa Lilian.

Além dos concertos, o projeto também vai oferecer gratuitamente neste mesmo período miniconcertos didáticos para alunos da rede pública de ensino, bate-papo online interativo com a equipe técnica do projeto e oficina abordando a preparação de piano e a obra de John Cage.

“Estamos de volta com este projeto porque retomar o contato com esta obra visionária e tão relevante não só para a música, mas para as artes em geral, é uma oportunidade de aprofundamento, hoje podemos oferecer ainda mais ao projeto e ao público. É uma grande alegria poder realizar no Brasil um projeto com esta qualidade”, conclui Vera.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Incentivo: Colégio Positivo, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba.

Sobre John Cage (1912-1992) foi compositor, teórico musical experimentalista, escritor, multiartista. Investigador incansável, foi pioneiro da música de acaso ou aleatória, da música eletrônica, do uso de instrumentos não convencionais, bem como do uso não convencional de instrumentos convencionais. Considerado uma das figuras chave nas vanguardas artísticas do pós-guerra, contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento estético da música no século XX abrindo caminhos para outros compositores eruditos experimentarem sonoridades variadas. Sua obra mais conhecida é 4’33” (1952), peça precursora da arte conceitual por não executar uma única nota musical, ao apresentá-la os músicos não tocam nada, ficam quietos diante do instrumento durante o tempo especificado no título.

Suas maiores influências vêm da Ásia, estudou filosofia indiana e zen budismo nos anos 40. O I Ching, texto clássico chinês, foi uma importante ferramenta de composição para ele.

Influenciou muitos artistas de todo o mundo e integrou o movimento Fluxus, que abrigava artistas plásticos e músicos.

Sobre as Pianistas:

Grace Torres

Curitibana, compositora, produtora e Mestre em Música (UFPR). Integra o Coletivo Pianovero e o Fato, grupo autoral com 9 álbuns e shows pelo Brasil e exterior. Atuou como pianista em montagens como a “Ópera dos Três Vinténs”; com Lilian Nakahodo gravou ao vivo e fez concertos pelo Brasil com as “Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado”, de John Cage (2012-2016). Como compositora, criou trilhas premiadas para dança, teatro e audiovisual.

Lilian Nakao Nakahodo

Piracicabana radicada em Curitiba, graduada em Produção Sonora e Mestre em Música (UFPR). Pianista, compositora, produtora e editora de áudio, integra o Coletivo Pianovero e o Sons Nikkei, projeto de fusão musical Brasil-Japão. Ao lado de Grace Torres e Vera Di Domênico, realizou a 1ª gravação integral na América Latina, ao vivo, das "Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado", de John Cage, além de concertos pelo Brasil (2012-2016). Em 2022 lançou um EP com composições próprias para piano preparado.

Sobre a Diretora Musical:

Vera Di Domênico

Pianista, professora e idealizadora de projetos pianísticos. Diretora e curadora do Coletivo Pianovero. Graduada em Música e Piano na UFRJ, FAPARTE/SP, Escola Superior de Música de Viena, e em Música Contemporânea para Piano (Stuttgart). Foi diretora dos Auditórios do MASP e coordenadora de música da FASM/SP. Criou e dirigiu dezenas de projetos pianísticos, como o "Preparado em Curitiba: John Cage - Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado”, com gravação ao vivo, concertos e workshops (2012-2016).

Sobre o Coletivo Pianovero

Desde 2018 cria projetos pianísticos a partir de Curitiba. São solistas, professores, estudantes e amadores que, sob direção de Vera Di Domênico, realizaram: VEXATIONS, de Eric Satie, performance com 24h de duração; “De Sons e Terras Distantes: a música de Gurdjieff e De Hartmann para piano” na Capela Santa Maria, na Oficina de Música de Curitiba e no Auditório do MASP. Na pandemia, 2 concertos online com 28 pianistas de 7 países, a “Gurdjieff Music Experience”: https://shre.ink/ajIn

Serviço:

O que: Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado, de John Cage.

Pianistas: Lilian Nakahodo e Grace Torres

Quando: 26 e 27/10 (quinta e sexta)

Que horas: 20h

Onde: Teatro Paiol (Rua Cel. Zacarias, 51 – Prado Velho)

Quanto: R$10 e R$5 (meia) pela plataforma Sympla:

Link dia 26: https://www.sympla.com.br/evento/piano-inquieto-sonatas-e-interludios-de-john-cage-para-piano-preparado-curitiba/2164392

Link dia 27: https://www.sympla.com.br/evento/piano-inquieto-sonatas-e-interludios-de-john-cage-para-piano-preparado-curitiba/2164394

Classificação: Livre

Duração: 70 minutos

Ficha técnica:

Direção Musical: Vera Di Domênico

Pianistas: Grace Torres e Lilian Nakahodo

Projeto gráfico: Karine Kawamura

Concepção visual: Silvio Silva Jr.

Fotografia: Gabriel Stocchero

Assessoria de Imprensa: Glaucia Domingos

Produção: Elis Ribeirete

Saiba mais:

Plataformas digitais:

trato.red/preparado
https://soundcloud.com/johncagepreparado

iTunes:http://itunes.apple.com/us/album/id1155881212
Spotify: http://open.spotify.com/album/1l7HUac3bCogMyf0nbTJPh

Youtube: Sonata I

https://www.youtube.com/watch?v=t1K3BlhKAoo

Sonata IX

https://www.youtube.com/watch?v=rWK77vd4MMU

Redes Sociais:

Coletivo Pianovero

https://www.facebook.com/ColetivoPianoVero

https://www.instagram.com/coletivopianovero/

Projeto Original

https://www.facebook.com/preparado.em.curitiba

Contatos:

Produção

Elis Ribeirete

contato@designproprio.com.br

41 99921 1613

As pianistas Grace Torres e Lilian Nakahodo em turnê nacional com Sonatas e Interlúdios Para Piano Preparado, de John Cage.A preparação é feita com a inclusão cuidadosa e calculada de parafusos, porcas, pedaços de plástico e borracha em um piano de cauda.As pianistas Lilian Nakahodo e Grace Torres
Visualizar todas as imagens em alta resolução

Estefan Iatcekiw apresenta concerto solo na Capela Santa Maria

Reconhecido mundialmente, pianista de 19 anos faz última apresentação em Curitiba em 2023

Em turnê pela América Latina, o jovem pianista Estefan Iatcekiw se apresenta na próxima quinta-feira (03/08), às 20h, na Capela Santa Maria. O concerto marca o pré-lançamento do seu novo álbum “Memories” e terá no programa os 24 prelúdios do compositor russo Sergei Vasilievich Rachmaninov (1873-1943). Com 19 anos, Estefan é o único pianista no mundo, nesta idade, que domina a obra completa deste grande compositor russo.

Após apresentações no Teatro Colón, em Buenos Aires e na Sala São Paulo, em São Paulo Estefan faz seu último concerto em Curitiba em 2023. O pianista ainda se apresenta em São Paulo (12/08), Recife (16/08) e Salvador (22/08), para então retornar à Rússia e continuar seus estudos no Conservatório Tchaikovsky. Convidado pela Embaixada Brasileira na Rússia, dia 06 de setembro, Estefan realiza um concerto especial para celebrar a Independência do Brasil comemorada dia 07 de setembro.

Trajetória - Curitibano de nascimento, Estefan iniciou no piano aos 5 anos de idade e, desde os 9 anos, foi orientado pela pianista russa radicada em Curitiba, Olga Kiun. Em agosto de 2019, com apenas 15 anos de idade, o musicista iniciou seus estudos no Conservatório Tchaikovsky em Moscou, na classe do professor Sergey Kuznetsov, sendo o integrante mais jovem da instituição, desde a fundação do Conservatório, em 1866.

Além do extenso currículo de prêmios e apresentações, o jovem pianista tem como peculiaridade o chamado “ouvido absoluto” - a capacidade de identificar e reproduzir espontânea e acuradamente sons que tenha ouvido, como notas musicais.

Estefan se apresenta regularmente nas maiores salas de concerto nacionais e internacionais, atuando como solista frente a grandes orquestras, sob a regência de renomados maestros, e apresentando um variado programa solo, com um vasto repertório composto de músicas russas, francesas, alemãs, americanas, e também de obras de compositores brasileiros.

Em 2023, Estefan Iatcekiw lançou seu primeiro álbum solo Destiny, com obras do grande compositor Sergei Rachmaninov. Estefan interpreta as 2 Sonatas de S. Rachmaninov, que são obras de altíssimo nível técnico e expressivo, e graças à sua perfeita execução destas obras de Rachmaninov, e com o título que recebeu no grande Concurso Internacional Rachmaninov em Moscou/Rússia em 2022, tornou-se um pianista em evidência global.

S E R V I Ç O
Recital de Estefan Iatcekiw - Pré-Lançamento do Álbum Memories
Data: quinta-feira, 03 de agosto de 2023
Local: Capela Santa Maria
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 273 - Centro
Ingressos: R$ 15 - https://comprenozet.com.br/eventos/memories-estefan-Iatcekiw/

Crédito da Foto: Evgeny Evtyukhov

Concerto em Ri Maior comemora 18 anos no Guairinha

Espetáculo da Cia dos Palhaços tem duas sessões nos dias 29 e 30 de julho

A Cia dos Palhaços, conhecida por seus espetáculos divertidos e emocionantes, está comemorando 18 anos do seu primeiro espetáculo, "Concerto em Ri Maior", no Teatro Guairinha. As apresentações acontecem nos dias 29 e 30 de julho, proporcionando ao público a oportunidade de reencontrar essa comédia musical inesquecível.

Desde sua estreia, em 2005, no teatro Antonio Carlos Kraide, "Concerto em Ri Maior" encantou plateias por todo o Brasil e Portugal, passando por mais de 90 cidades. A peça é uma mistura envolvente de dança, improvisação e palhaçaria, liderada pelo maestro carismático e palhaço russo, Wilson Chevchenco, que não fala português. Com a ajuda de seu fiel amigo e tradutor, o palhaço Sarrafo, interpretado por Felipe Ternes, o espetáculo proporciona momentos de humor, interação e muitas confusões hilárias.

Eliezer Vander Brock, talentoso palhaço e músico, assume o papel de Wilson Chevchenco na montagem, trazendo uma figura excêntrica e mal-humorada que contrasta com a energia e alegria do divertido Sarrafo. A relação única entre esses personagens é o coração do espetáculo e se une às obras musicais de forma encantadora, proporcionando ao público uma experiência de catarse musical cômica. “A relação entre o funcionário e o chefe autoritário abordada na peça também estabelece uma conexão especial com a audiência, fazendo com que o público se identifique e se divirta com as experiências desenvolvidas”, explica Felipe.

Ao longo dos anos, "Concerto em Ri Maior" evoluiu, conquistando públicos de todas as faixas etárias e classes sociais. O espetáculo teve início com cenas de improviso e foi construído em pequenas partes, levando a apresentações em diversos cenários inusitados, como um canavial para cortadores de cana, fábrica de sutiã e peças automotivas, além de circulações pelo Sesi/PR e Sesc/PR.

Uma das ocasiões foi durante o Festival de Circo de Campo Mourão, quando a plateia testemunhou uma performance emocionante com um jovem rapaz, demonstrando uma conexão genuína entre os artistas e o público. “Em uma das cenas do espetáculo pedimos para uma pessoa da plateia subir ao palco, escolhemos um anão para a nossa surpresa, e na hora de dançar com o Sarrafo, que tem quase 2 metros de altura, ele pulou no colo e dançou lindamente. A plateia foi à loucura, foi um momento que nunca mais esquecemos. É incrível ver como as pessoas se entregam de coração”, comenta Eliezer.

Outra situação inusitada que a companhia passou, foi em uma cidade do interior do Paraná, era um evento para a prefeitura realizado em um salão paroquial. “Como era um evento grande, e depois da nossa apresentação, eles iriam continuar e só tinha uma saída, que era pelo palco. Não podíamos esperar o evento terminar, iríamos pegar estrada para realizar outra apresentação, então saímos pela janela do banheiro, e começamos a passar nosso cenário, figurinos e adereços por lá. Até que a polícia para no local e nos aborda. Foi uma situação bem engraçada, os palhaços “roubando” coisas pela janela da igreja. São lembranças tão gostosas que reforçam o quanto o espetáculo tem vida e boas histórias para contar”, lembra Felipe.

Diante do sucesso e do carinho do público, "Concerto em Ri Maior" se consagrou como um clássico da Cia dos Palhaços, cativando plateias de todas as idades com sua abordagem única e divertida da música, dança e palhaçaria.

Serviço:

Concerto em Ri Maior

Dias: 29 e 30 de julho

Horário:

Sábado, às 21h. Domingo, às 19h.

Local: Guairinha (R. XV de Novembro, 971).

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Duração: 70 minutos.

Classificação: 10 anos.

Venda antecipada de ingressos no link:

https://deubalada.com/evento/79/Concerto_em_Ri_Maior_-_Especial_de_18_anos

https://deubalada.com/evento/80/Concerto_em_Ri_Maior_-_Especial_de__18_anos

Ficha técnica

Direção Musical: Eliezer Vander Brock

Elenco: Eliezer Vander Brock e Felipe Ternes de Oliveira

Sonoplastia: Eliezer Vander Brock

Iluminação: Anry Aider

Técnico de Som: Henrique Rocha

Produção: Nathalia Luiz e Juliana Takenaka

Direção Artística: Felipe Ternes

Comunicação: Com Leite Comunicação Integrada

Realização: Cia dos Palhaços

Roberto Corrêa e o encontro das Violas Brasileiras

O violeiro Roberto Corrêa apresenta o repertório do seu novo disco, Concerto para Vaca e Boi, ao lado do gambista Gustavo Freccia, no Memorial Paranista

A apresentação faz parte da programação da 40ª Oficina de Música de Curitiba

Dia 02/02 (quinta-feira) às 19h30, no Teatro Cleon Jacques, o violeiro Roberto Corrêa, uma das maiores referências da viola no Brasil, apresenta o encontro das Violas Brasileiras, instrumentos regionais brasileiros, com a Viola da Gamba, que teve seu apogeu na Renascença e no Barroco. Vindas de tempos antigos, duas culturas musicais distintas dialogam em um trabalho autoral e contemporâneo.

Dentre as violas regionais utilizadas por Corrêa neste trabalho, está a Viola Caiçara, também conhecido como Viola de Fandango, ligada às tradições musicais do litoral paranaense.

Roberto Corrêa utiliza a bagagem de seus quarenta e cinco anos de carreira para conduzir as violas populares do Brasil para a música de concerto, em um repertório autoral lançando no seu mais recente disco, Concerto para Vaca e Boi, o 20º álbum do artista. O novo trabalho traz 12 composições do instrumentista, feitas especialmente para cada uma das seis violas brasileiras – Viola Repentista, Viola de Buriti, Viola Caiçara, Viola Machete Baiana, Viola de Cocho e Viola Caipira– em duo com a Viola da Gamba. Pela primeira vez, Roberto compôs para a Viola da Gamba, instrumento muito utilizado no segmento da música antiga, que sempre o atraiu.

“De certa forma a sonoridade da viola da gamba baixo lembra o mugido do boi e da vaca e me traz lembranças de um passado saudoso”, afirma Corrêa que tem a lida com o gado na história de sua família. Segundo o artista, não há registro deste encontro das violas brasileiras com a da gamba. “No Brasil também são instrumentos antigos, mas ficaram na oralidade, não têm a escrita de suas práticas passadas”.

“O período barroco, para mim, é o auge da música ocidental”, afirma ele, que tem entre seus compositores preferidos Bach e Vivaldi. Neste trabalho, o convidado especial foi o gambista Gustavo Freccia, que leciona na Escola de Música de Brasília. “Quando a gente junta os instrumentos, vira algo novo e é muito surpreendente”, conta Freccia. “Essa mistura da Viola da Gamba com instrumentos tradicionais brasileiros é muito rica e interessante. São timbres que se casam e formam uma combinação de sonoridades particular e inexplorada”, afirma. É um encontro no tempo de um instrumento da corte com instrumentos do povo.

O projeto resulta, também, na inclusão das violas tradicionais brasileiras no contexto da música de concerto, aproximando tradições musicais distintas: a música popular regional e a música de câmara. A ruptura destas fronteiras é explorada por Roberto Corrêa ao longo de seus 40 anos de carreira, especialmente em seu trabalho para a Viola Caipira e a Viola de Cocho. No Concerto para vaca e boi, ele expandiu esta abordagem para outras violas populares do Brasil.

Ao longo da apresentação os músicos falam sobre seus instrumentos, contextualizando-os.

Artesania nos instrumentos
Alguns instrumentos utilizados no projeto foram ajustados para atender as exigências das músicas compostas para o álbum, principalmente no que se refere a afinação, onde as cravelhas rústicas foram substituídas por cravelhas mais adequadas. Também foram feitas diversas experiências com cordas para se conseguir um equilíbrio na sonoridade, principalmente nos instrumentos de cordas de tripa e náilon – Viola de Cocho e Viola de Buriti. Até cordas de raquetes de badminton e Squash foram testadas e utilizadas.

Sobre Roberto Corrêa
Uma das maiores referências da viola caipira no Brasil, Roberto Corrêa se dedica ao estudo, à composição e ao ensino da viola há 40 anos. Chamado pelo crítico Tárik de Souza de “Guimarães Rosa encordoado”, o mineiro Roberto Corrêa é descendente de uma família de violeiros de Campina
Verde. É graduado em Física e Música pela Universidade de Brasília. Tem doutorado em Musicologia pela Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo (ECA-USP) com a tese Viola caipira: das práticas populares a escritura da arte, defendida em 2014. É um pesquisador incessante do instrumento, tendo dedicado sua vida ao estudo e à prática da viola.

Lançou 20 discos de viola, já tocou em todo o Brasil e também em diversas partes do mundo, como Áustria, China e Portugal. É músico, intérprete e tem seu trabalho ligado às tradições interioranas, mas também associado à contemporaneidade e à erudição. Conta com três livros dedicados ao estudo da viola: Viola caipira, de 1983, um dos primeiros sobre o instrumento no Brasil, A arte de pontear viola, de 2000, com um método para ensino e aprendizagem da viola, e Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte, de 2019, resultado da sua tese de doutorado.

Sobre Gustavo Freccia
É músico gambista e cantor, com doutorado em Performances Culturais (2021) e mestrado em Música - Canto (2015), ambos pela Universidade Federal de Goiás. É professor de Viola da Gamba e Música de Câmara na Escola de Música de Brasília (CEP-EMB SEEDF).

SERVIÇO:
40ª OFICINA DE MÚSICA DE CURITIBA QUINTA, 02/02
19H30 – Teatro Cleon Jacques / Memorial Paranista Concerto para Vaca e Boi
Roberto Corrêa: Viola Brasileiras Gustavo Freccia: Viola da Gamba Gratuito

Concerto em Ri Maior Maior volta aos palcos no Guairinha

Espetáculo da Cia dos Palhaços é uma comédia musical para todas as idades

A Cia dos Palhaços completou 18 anos e comemora sua trajetória de sucesso com grandes espetáculos. O Concerto em Ri Maior foi a primeira montagem da companhia e ganha um espaço especial no repertório dos artistas. Já passou por 90 cidades pelo Brasil e Portugal, e volta em temporada nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro em Curitiba, no Guairinha.

Diversão garantida para todas as idades, “Concerto em Ri Maior” é uma comédia musical que une dança, improvisação e palhaçaria. Na história, um maestro e palhaço que não fala o idioma português, Wilson Chevchenco, apresenta um concerto baseado em sua origem russa. Para isso, conta com a ajuda de seu fiel amigo, o palhaço Sarrafo, que atua como tradutor para a plateia. A partir daí, muita interação com o público e humor entram em cena, numa sequência de divertidas confusões. “Um dos segredos deste trabalho é o envolvimento da plateia e a forma como os palhaços apresentam a música misturada à comédia, resultando numa catarse musical cômica”, explica o palhaço e músico Eliezer Vander Brock, que interpreta Wilson Chevchenco na montagem. "Trazer uma figura excêntrica como um palhaço russo mal-humorado (Chevchenco), destoando de seu tradutor contente e cheio de energia (Sarrafo), enriquece a relação dos dois em cena e amarra as histórias de cada obra musical.

O resultado encanta o público e captura a atenção até o final", completa. O público, aliás, é parte fundamental da trama, pois é convocado pelo palhaço Sarrafo para fazer o papel de coral no concerto atrapalhado.

Sarrafo é vivido por Felipe Ternes, que também assina a direção artística da montagem. Cabe a ele ainda os números de malabarismo e dança. A direção musical é de Vander Brock, e ele também mostra seu talento múltiplo tocando vários instrumentos no espetáculo, como piano, violão, acordeom, gaita e harmônica.

A primeira encenação deste espetáculo foi em 2005. De lá para cá, percorreu o país de norte a sul, participando de festivais de teatro, circo e música. Passou também por Portugal, em 2012, com apresentações em Lisboa, Porto, Portalegre e Sintra.

Serviço:

Concerto em Ri Maior

Horário: Sextas, sábados e domingos, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2023.

Sextas e sábados, às 21h. Domingos às 19h.

Local: Guairinha (R. XV de Novembro, 971).

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Duração: 70 minutos.

Classificação: 10 anos.

Venda antecipada de ingressos no link:

https://www.ticketfacil.com.br/eventos/cctg-concerto-em-ri-maior.aspx

Ficha técnica

Direção Musical: Eliezer Vander Brock

Elenco: Eliezer Vander Brock e Felipe Ternes de Oliveira

Sonoplastia: Eliezer Vander Brock

Iluminação: Anry Aider

Técnico de Som: Henrique Rocha

Produção: Fabrício de Angelis, Nathalia Luiz e Juliana Takenaka

Direção Artística: Felipe Ternes

Comunicação: Com Leite Comunicação Integrada

Realização: Cia dos Palhaços

Daniel Migliavacca e Sérgio Albach realizam concerto instrumental no Teatro Barracão EnCena

Concerto de encerramento da Série DUOS, com bandolim e clarone, será nos dias 14 e 15 de dezembro, às 20h

Foto: Ricardo Soca

Nos dias 14 e 15 de dezembro (quarta e quinta-feira), às 20h, o bandolinista Daniel Migliavacca apresenta o concerto de encerramento da Série DUOS, dessa vez ao lado do clarinetista Sérgio Albach, no palco do Teatro Barracão EnCena. Os ingressos têm preços populares a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro a partir das 19h nos dias de apresentação.

Neste projeto, Daniel busca explorar a sonoridade do bandolim experimentando combinações pouco usuais com outros instrumentos, a exemplo da percussão, do violino, do baixo elétrico, da voz e da guitarra, que protagonizaram os primeiros cinco concertos. Para a sexta apresentação da série inédita, a ideia é combinar o bandolim com o clarone e o clarinete de Sérgio Albach, diretor da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba desde 2002 e dono de uma vasta carreira nacional e internacional.

A série ocupa o Teatro Barracão EnCena desde julho. No total, serão 12 shows, sendo dois concertos seguidos por mês. O bandolinista relembra as apresentações e diz que a ideia é encerrar a série com chave de ouro. “Foi uma alegria enorme realizar essa série e tocar ao lado de músicos que eu admiro tanto. Tocar em duo é sempre um desafio porque exige bastante da nossa percepção e interação com o outro e com a música. Já tô pensando na segunda temporada, com certeza!”, declara Daniel Migliavacca.

O projeto, que conta com o incentivo do CEDIP, da Bosch e da Celepar, através da Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Curitiba, também prevê a realização de seis concertos didáticos em regiões descentralizadas, com o objetivo de ampliar o alcance do projeto e fomentar a formação de plateia nos bairros.

Sobre Daniel Migliavacca
O bandolinista Daniel Migliavacca é um dos jovens representantes do Choro e do bandolim no Brasil. Tem se destacado em diversos projetos como instrumentista, compositor, arranjador e diretor musical. Já conquistou prêmios pelo Brasil como instrumentista e compositor e possui 7 CDs lançados. É bacharel em Música Popular pela UNESPAR (2011) e mestre em Música pela UFRJ (2019) tendo lançado uma série de Dez Estudos para Bandolim Solo contribuindo para o desenvolvimento técnico do instrumento no Brasil.
Recentemente, lançou o álbum “Pra ser Feliz” com seu quarteto em parceria com a cantora Rogéria Holtz, e prepara, ainda para 2022, o lançamento do álbum “A Bossa Eterna de Raul de Souza” dedicado ao trombonista Raul de Souza, também com seu quarteto, e tendo como convidado o flautista e saxofonista Eduardo Neves.

SERVIÇO DUOS
14 e 15 de dezembro, às 20h - Daniel Migliavacca convida Sérgio Albach (clarone e clarinete/PR)
Local: Teatro Barracão Encena
(R. Treze de Maio, 160 - Centro, Curitiba - PR, 80020-270)
Ingressos: R$10 (inteira) / R$5 (meia entrada)
Vendas no local, uma hora antes das apresentações

FICHA TÉCNICA
Direção musical: Daniel Migliavacca
Músicos: Daniel Migliavacca, Caíto Marcondes, Gabriel Vieira, Glauco Solter, Izabel Padovani, Mario Conde e Sérgio Albach
Direção de produção e Gestão de projeto: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Luana Camargo
Assistência de produção: Záire Osório
Técnico de som: Chico Santarosa
Iluminação: Victor Sabbag
Projeto gráfico: Pablito Kucarz
Redes sociais e Assessoria de imprensa: Platea Comunicação e Arte
Registro fotográfico: Ricardo Soca e Gus Benke
Registro audiovisual: Renato Próspero
Captação de recursos: Meire Abe

Produção: Flutua Produções
Incentivo: CEDIP, Bosch e Celepar

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Músicas de cinema invadem o Guairinha. Pianista Thiago Lima conduz espetáculo em 14 de dezembro

Será um programa de aproximadamente uma hora, com trechos de mais de 50 temas emocionantes
No próximo dia 14 de dezembro, às 20h, o Teatro Guairinha apresenta o espetáculo “Trilhas inesquecíveis do cinema ao piano”, conduzido por Thiago Lima.

O pianista Thiago Lima completa 25 anos de carreira este ano, e traz em sua trajetória musical a experiência de criar trilhas sonoras para teatro, cinema, dança, ginástica rítmica, entre outras mídias. Além de ter uma intensa atuação como Coach de carreira no projeto “Talentos no Palco”.

Quem não lembra daquele tema de 007, ou aquele nostálgico tema de Perfume de Mulher, a envolvente música de A Bela e a Fera, os divertidos temas das séries de TV, a lendária trilha de Star Wars, e por aí vai?

Foi pensando na emoção que as trilhas sonoras proporcionam que Thiago Lima preparou um espetáculo com trechos de grandes trilhas marcantes ao piano. “Será um programa de aproximadamente uma hora, com trechos de mais de 50 temas emocionantes”, assegura o artista.

Serviço

“Trilhas inesquecíveis do cinema ao piano”, com Thiago Lima

Data: 14 de dezembro, às 20h

Local: Teatro Guairinha, em Curitiba

Ingressos: https://ticketfacil.showare.com.br/Performance/ShoWareFrontEndPerSectionReservation.aspx?PerformanceId=20988&trk_eventId=2349

Realização: Amarias Cultura

Coro e Madrigal da UFPR confirmam novas datas de concerto

Os dois grupos se apresentam em dezembro, nos dias 11 e 12(domingo e segunda), às 20h30, no Teatro da Reitoria, sob a regência e direção artística do maestro Alvaro Nadolny

Depois do adiamento da última temporada devido o novo surto de Corona Vírus, onde alguns cantores se contaminaram, o Coro e o Madrigal da UFPR voltam ao palco, agora em segurança para todos. Para encerrar a temporada de 2022 o Coro vai apresentar composições do músico austríaco Anton Bruckner, entre elas o grandioso “Te Deum”, para coro e solistas. Já o Madrigal interpreta obras de compositores contemporâneos como Nunc Dimittis; de Arvo Pärt, Even when He is silent; de Kim Arnesen e inclui também um Pai Nosso; de Neemias Tamura, integrante do Madrigal que compôs a peça especialmente para o grupo.

Este também é um momento importante para os dois grupos musicais da Universidade Federal do Paraná, que se despedem do seu maestro Alvaro Nadolny e da pianista Karina Ferrer. Os dois se aposentam a partir de dezembro.

O Coro da Universidade Federal do Paraná foi fundado em 17 de outubro de 1958 pelo Maestro Mario Garau, falecido em 2013. Há 34 anos é comandado pelo músico Alvaro Nadolny que nesse período desenvolveu intenso trabalho de pesquisa e exploração das possibilidades expressivas da voz humana. Preparou dezenas de solistas que hoje integram importantes grupos musicais no país. Em 2010 criou o Madrigal da UFPR, com cantores oriundos do próprio Coro, com a finalidade de aprimoramento no estudo da técnica de canto erudito.

Hoje o Coro e o Madrigal se tornaram importantes celeiros para novos cantores e também grandes incentivadores para novos regentes, compositores e professores de canto. A exemplo disso, Nadolny divide a batuta do seu último concerto com o jovem músico Lucas Svolenski, que além de regente, também integra os grupos musicais como cantor.

Karina Ferrer Gineste da Silva é a pianista oficial do Coro há 27 anos e também atua junto ao Madrigal desde a sua criação. Além disso, ela também desenvolveu trabalhos de correpetição, acompanhando e preparando solistas para recitais e concertos.

Serviço: Concerto - Coro e Madrigal da Universidade Federal do Paraná
Dias: 11 e 12 de dezembro (domingo e segunda), às 20h30
Local: Teatro da Reitoria – UFPR (Rua XV de Novembro, 1299,
Centro - Curitiba)
Regência e direção artística são do maestro Alvaro Nadolny, com
participação do auxiliar de regência Lucas Svolenski e dos pianistas Karina
Ferrer Gineste da Silva e Hermes Drechsel.
Entrada Franca. Colaboração: 1 litro de leite longa vida (em prol do Instituto Semeando a Paz)

Nova companhia de ópera de Curitiba faz sua estreia com o espetáculo “La Sonnambula”

Estrelada pela soprano ítalo-brasileira Ornella de Lucca, Companhia Santa Cecília se apresenta no próximo dia 27 de novembro, no Guairinha

Curitiba acaba de ganhar uma nova companhia de ópera. Trata-se da Companhia Santa Cecília, que faz sua estreia com o espetáculo “La Sonnambula”, que será apresentado no próximo dia 27 de novembro (domingo), às 20 horas, no Guairinha (auditório Salvador de Ferrante).

Com direção musical de Thiago Plaça Teixeira, o concerto lírico será estrelado pela soprano ítalo-brasileira Ornella de Lucca, que acaba de voltar para a capital paranaense após uma temporada de trabalhos e estudos na Itália. Formada pela conceituada Universität Mozarteum de Salzburg, da Áustria, ela já participou de vários concertos, óperas e operetas tanto no Brasil quanto no exterior, cantando papéis principais.

Em “La Sonnambula”, Ornella será acompanhada pelo tenor Vitorio Scarpi, pelo barítono Cláudio de Biaggi, pela também soprano Melissa Bergonso e pela mezzo-soprano Diana Danieli. Com formações variadas e diversos trabalhos já realizados, todos eles integram a Companhia Santa Cecília, sendo naturais do Paraná e residentes de Curitiba.

O coro será formado pelos cantores líricos convidados Lívia Ribeiro, Maria Julia Mello e Paloma López (sopranos); Maico Sant’Anna, Mario Malinconi e Odair Sebaniski (tenores); e Divonei Scorzato, Johann Kamien e Roberto Guimarães (baixos). A narração será feita pelo ator Renet Lyon.

A orquestra que tocará na montagem de estreia é composta por músicos de Curitiba que também participam de outros grupos da cidade, como Orquestra Sinfônica do Paraná, Camerata Antiqua de Curitiba e Orquestra Filarmônica da UFPR. Eles contarão com a regência do maestro Felipe Biesek.

La Sonnambula

A ópera La Sonnambula, do compositor italiano Vicenzo Bellini, é dividida em dois atos, tendo sido apresentada pela primeira vez no Teatro Carcano, em Milão, em 1831. A ação acontece em uma vila suíça no início do século XIX. Amina (que será interpretada por Ornella de Lucca) - filha adotiva de Teresa (Diana Danieli), dona do moinho da vila - comemora seu noivado com Elvino (Vitorio Scarpi), um jovem e rico fazendeiro.

Durante os festejos, chega um misterioso estrangeiro, que é, na verdade, o Conde Rodolfo (Cláudio de Biaggi), que retorna à vila de sua infância depois de muitos anos. O Conde hospeda-se naquela noite na hospedaria da vila, cuja proprietária é Lisa (Melissa Bergonso), apaixonada por Elvino.

Ninguém sabe, mas Amina é sonâmbula e justamente naquela noite perambula pela vila chegando até o quarto do Conde. Vendo a moça em estado de sonambulismo, o Conde discretamente se retira, mas a presença dela no quarto é descoberta por Lisa e revelada, dando origem a um grande conflito.

FICHA TÉCNICA:

Direção musical e correpetição: Thiago Plaça Teixeira.

Solistas: Ornella de Lucca, Vitorio Scarpi, Cláudio de Biaggi, Melissa Bergonso e Diana Danieli.

Coro: Lívia Ribeiro, Maria Julia Mello, Paloma López, Maico Sant’Anna, Mario Malinconi, Odair Sebaniski, Divonei Scorzato, Johann Kamien e Roberto Guimarães.

Ator/narrador: Renet Lyon.

Regência: Felipe Biesek.

Violino I: Ângelo Martins da Silva (spalla), Pablo Malagutti, Paulo André Hübner,

Pedro Ferreira, Vinícius Henrique Batista e Vitor Andrade.

Violino II: Dan Tolomony (chefe de naipe), Cesar Augusto Vieira, Everton Escorissa Santos e Vinicius Marini Woicolesko.

Viola: Jader da Cruz (chefe de naipe) e Fabiane Nishimori Ferronato.

Violoncelo: Samuel Pessatti (chefe de naipe) e Bruno Vinicius Rosa.

Contrabaixo: Vitor Vieira da Costa.

Flauta: Denusa Castellain.

Oboé: Maicon Alves Nogueira.

Clarinete: Elvis Willian Ferreira Tosta e Karine Leticia Fragoso.

Fagote: Juliano Pontes.

Trompa: João Gustavo Schmidt Braz e Weber Alesandro Gomes.

Trompete: Otavio Rasera.

Tímpano: Ivan Souza Lemes.

Iluminação: Lucas Amado.

Projeções: Lumen Audiovisual.

SERVIÇO:

Ópera “La Sonnambula”

Quando: 27 de novembro (domingo)

Onde: Teatro Guaíra (Auditório Salvador de Ferrante - Guairinha). Rua XV de Novembro, 971, Centro, Curitiba.

Horário: 20 horas

Duração do espetáculo: uma hora e trinta minutos

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação etária: 7 anos

Venda de ingressos: site Ticket Fácil (https://www.ticketfacil.com.br/eventos/cctg-concerto-lirico-la-sonnambula-de-bellini.aspx)

Vencedor do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, pianista Jonathan Fournel faz recital em Curitiba (PR) na próxima segunda-feira (14/11)

Mais recente ganhador do prestigiado Concurso Internacional Rainha Elisabeth da Bélgica (2021), o pianista francês Jonathan Fournel apresenta-se em recital solo em Curitiba (PR) na próxima segunda-feira, 14 de novembro, às 20h, no Auditório Regina Casillo (Rua Lourenço Pinto, 500 - Centro). A entrada é gratuita.

O concerto terá obras de Wolfgang Amadeus Mozart (Sonata n° 14 KV 457, em Dó menor), Cesar Franck (Prelúdio Fuga e Variação), Karol Szymanowski (Variações, em Si menor, Op. 3) e Johannes Brahms (Sonata n°1 Op. 1, em Dó maior).

Esta será a terceira apresentação do pianista no Brasil. A turnê nacional começou em São Paulo (SP), no dia 6 de novembro; passou por Manaus (AM) no dia 10; e vai se encerrar com duas récitas com a Filarmônica de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG), nos dias 17 e 18 desse mês.

O Concurso Internacional Rainha Elisabeth da Bélgica existe desde 1937 e é um dos mais respeitadas do gênero, premiando pianistas, violinistas, violoncelistas, cantores e compositores (alternadamente entre um ano e outro) do mundo todo. Seu nome é uma homenagem à monarca belga (ela mesma, praticante de violino).

Fournel tem realizado apresentações em algumas das principais salas de concerto e em festivais ao redor do mundo, combinando técnica e refinamento. Nascido em Sarrebourg, França, em 1993, é filho de um organista e de uma professora de teoria musical. Começou a estudar piano em 2000, no Conservatório de Sarreguemines e posteriormente, em 2001, ingressou no Conservatório de Estrasburgo. Em 2009, ingressou no Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris.

Hoje, a clareza de suas interpretações e a profunda compreensão das obras interpretadas são alguns dos seus diferenciais no palco. Antes de vencer o Concurso Rainha Elisabeth em 2021 (então com 27 anos), o pianista obteve também o primeiro lugar no Concurso Internacional de Piano da Escócia, em Glasgow, e no Concurso Internacional Viotti, em Vercelli, Itália.

Durante sua turnê brasileira, o jovem músico demonstrará sua versatilidade ao executar programas diferentes, que incluem desde trechos de óperas - caso dos primeiros movimentos da ópera O Cavaleiro da Rosa, Op. 59: Suíte, de Richard Strauss, e do Prelúdio da ópera “Os Mestres Cantores de Nuremberg”, de Richard Wagner - até peças de compositores consagrados, como o Concerto para piano nº 1, em Ré menor, Op. 15, de Johannes Brahms e o Concerto para piano nº 2, em Fá menor, Op. 21, de Frédéric Chopin; entre outras obras para piano e orquestra.

SERVIÇO

14/11, segunda-feira | 20h | Curitiba – Paraná
JONATHAN FOURNEL, piano.
Auditório Regina Casillo | Rua Lourenço Pinto, 500
Ingressos | Entrada franca
Estacionamento gratuito no local | Informações | 41 3310 6803

Programa:
Wolfgang Amadeus Mozart | Sonata n° 14 KV 457, em Dó menor
César Franck | Prelúdio Fuga e Variação
Karol Szymanowski |Variações, em Si menor, Op. 3
Johannes Brahms | Sonata n°1 Op. 1, em Dó maior

Cláudio Cruz retorna para reger a Orquestra Sinfônica do Paraná em programa com Mozart e Brahms no Teatro Guaíra

Veterano de concertos à frente da Orquestra Sinfônica do Paraná, o maestro Cláudio Cruz retorna à regência em um repertório que conta com Mozart e Brahms. Ele já havia conduzido a OSP nesta temporada de 2022, no concerto em homenagem ao dia das mães, em maio passado. A apresentação acontece no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto – o Guairão – no dia 13 de novembro, domingo, 10h30. Os ingressos já estão à venda e custam R$ 20,00.

“A OSP é uma das boas orquestras do Brasil e é um privilégio ser convidado para regê-la, ainda por cima pela segunda vez na mesma temporada”, afirma o maestro. Para ele, o retorno é uma demonstração da boa relação que desenvolveu com os músicos. “Vou reger os solistas – e a OSP tem bons solistas – a pedido deles, em especial porque uma das peças é feita para o naipe de sopros”, completa Cruz, se referindo à sinfonia concertante de Mozart, que ocupa boa parte da primeira metade do programa.

Para Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, não importa que não seja comum repetir maestros, se o resultado for bom para os músicos e, especialmente, para o público. "Em maio o maestro Cláudio Cruz fez um grande trabalho regendo as Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos. Tenho certeza que ele vai fazer o Guaíra se emocionar com Mozart e Bhrams", disse.

Mozart
O programa inicia combinando duas obras de Mozart, a abertura da ópera Don Giovanni e a sinfonia concertante para oboé, clarineta, fagote, trompa e orquestra, em mi bemol maior (K 297-b). Cláudio Cruz justifica a seleção: “como é uma obra muito particular, com seus solos de sopro, era importante escolher uma abertura que pudesse manter um diálogo. Por isso iremos tocar este primeiro movimento de Don Giovanni, para dialogar com a sinfonia consertante”.

Se, por um lado, a abertura de Don Giovanni apresenta um Mozart já confiante em suas construções harmônicas, a sinfonia concertante, composta uma década antes, é justamente o ponto de rompimento com as formas barrocas. Os solos marcam essa ruptura, mas o compositor austríaco o personaliza ao focar nos sopros (uma predileção particular), com a excepcionalidade de que todos os três movimentos são no mesmo tom de Mi bemol maior.

Os solos serão tocados por Paulo Barreto (oboé), Jairo Wilkens (clarinete), Jamil Bark (fagote) e André Vieira Rocha (trompa).

Brahms
"Além disso, vou reger a 2ª sinfonia de Brahms, que é magnífica, uma obra prima", se empolga o maestro. A segunda Sinfonia recebeu, desde as primeiras sessões, um grande clamor do público austríaco, inclusive superior ao da primeira. Ela possui uma compreensão mais fácil, com uma seção sonora mais imediata, sobretudo em seu primeiro movimento. Cruz concorda: “é uma sinfonia com grande apelo popular, com tudo o que se pode querer de otimismo, com esperança no destino da humanidade. Uma obra robusta, romântica".

Serviço
Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, com Maestro Cláudio Cruz
13 de novembro, 10h30 - Bento Munhoz da Rocha Neto - Guairão.
Tempo de duração do espetáculo: 90 minutos
Classificação etária: 7 anos
Especificações do espetáculo: Mozart: abertura Don Giovanni; Mozart: sinfonia concertante para Sopros; Brahms: 2ª sinfonia.
PREÇOS DOS INGRESSOS: Inteira: R$ 20,00 (vinte reais); Meia: R$ 10,00 (dez reais)
Ticket Fácil // https://www.ticketfacil.com.br/eventos/cctg-concerto-osp-maestro-claudio-cruz.aspx

Comunidade Ucraniana de Curitiba se prepara para concerto histórico

Coral Poltava, Capela de Banduristas Fialka, Orquestra Poltava e OttavaBassa se preparam para fazer história em um concerto com mais de 150 artistas, em alusão aos períodos de guerra da Ucrânia, na Capela Santa Maria

O Grupo Folclórico Ucraniano Poltava leva ao palco da Capela Santa Maria seu mais novo concerto em memória ao povo ucraniano, “Україна, єдина нація”, em português, “Ucrânia, nação única”. O espetáculo, que acontece no dia 30/10, às 19h, contará com o coral e a orquestra do grupo e narração da atriz convidada Simone Hidalgo, ao lado da Capela de Banduristas Fialka e do prestigiado coro OttavaBassa.
Com direção geral do premiado tenor Vitorio Scarpi e direção musical do maestro Igor Yulian Kovaliuk, o repertório contará com músicas nacionais ucranianas de compositores renomados e arranjos exclusivos feitos para o concerto.
O evento tem como intuito arrecadar alimento para ajudar as famílias ucranianas refugiadas no Brasil. Os ingressos estão esgotados, porém, quem quiser contribuir pode levar 1kg de alimento não perecível ao Clube Poltava durante o sábado 29/10 (das 14h às 21h, na Rua Pará, 1035, Água Verde) ou à Capela Santa Maria no domingo 30/10 (entre 18h às 19h, na Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro).
O concerto “Україна, єдина нація” tem apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Capela Santa Maria Espaço Cultural, Representação Central Ucraniano Brasileira, Embaixada da Ucrânia da República Federativa do Brasil, Aintepar e UkraBar.

O Grupo Folclórico Ucraniano Poltava
Fundado em 1981, pelo então Bispo Eparca dos ucranianos católicos do Brasil, Dom Efraim Basílio Krevei, o Grupo Folclórico Ucraniano Poltava é atualmente uma das maiores instituições mantenedoras da cultura ucraniana no Brasil. Ao longo de seus 41 anos de história, o Grupo Poltava preserva, ensina e divulga a etnia ucraniana através de seus diversos departamentos de música, dança, língua e artesanato. Conhecido no Brasil e no mundo, o Poltava tem a honra de trazer, à Capela Santa Maria, seu concerto em memória ao povo ucraniano.

Serviço:
Concerto Україна, єдина нація
Data: 10 de outubro
Horário: 19h
Local: Capela Santa Maria | Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro
Ingressos: Esgotados
Contribuição: 1Kg de alimento não perecível
Entrega de alimentos: Clube Poltava - sábado 29/10 - das 14h às 21h - Rua Pará, 1035, Água Verde | Capela Santa Maria - domingo 30/10 - das 18h às 19h - Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro

Daniel Migliavacca convida o baixista Glauco Sölter para concerto inusitado no Teatro Barracão EnCena

Esta é a terceira apresentação da série DUOS, liderada pelo bandolinista Daniel Migliavacca, marcada para os dias 14 e 15 de setembro, às 20h

Depois de dois concertos realizados nos meses de julho e agosto, a série inédita “DUOS” segue ocupando o palco do Teatro Barracão EnCena. Nos dias 14 e 15 de setembro, quarta e quinta-feira, às 20h, o bandolinista Daniel Migliavacca recebe o músico Glauco Sölter e seu baixo elétrico para a terceira apresentação do projeto. As entradas, com preços populares a R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada), ficam à venda na bilheteria do Teatro uma hora antes do concerto.

Neste projeto, Daniel busca explorar a sonoridade do bandolim experimentando combinações inusitadas com outros instrumentos, a exemplo da percussão e do violino, que protagonizaram os primeiros concertos. Desta vez, o instrumento escolhido para contracenar com o bandolim é o baixo elétrico de Glauco Sölter, que já é um parceiro de longa data. Daniel e Glauco já realizaram diversos concertos e uma turnê na Europa, passando por seis países. Para esse concerto da série, o duo preparou um repertório especial, explorando diversos ritmos brasileiros.

A série acontece até dezembro, sempre no Teatro Barracão EnCena, localizado na região central de Curitiba. No total, serão 12 shows, com dois concertos seguidos por mês. Os próximos convidados são a cantora Izabel Padovani (19 e 20 de outubro); o guitarrista Mário Conde (23 e 24 de novembro) e o clarinetista Sérgio Albach (14 e 15 de dezembro).

O músico explica que um dos objetivos da série é o motivo de bandolim, apesar de estar intimamente ligado ao repertório e à cultura do Choro, ser pouco utilizado em outros ritmos e gêneros musicais. “Uma das motivações de realizar essa série é tocar repertórios muito variados, exercitando bastante a improvisação e a conversa musical com os convidados. Além do desejo de experimentar novas sonoridades com o bandolim”, complementa.

O projeto, que conta com o incentivo do CEDIP, da Bosch e da Celepar, através da Lei de Incentivo à Cultura da cidade de Curitiba, também prevê a realização de seis concertos didáticos em regiões descentralizadas, com o objetivo de ampliar o alcance do projeto e fomentar a formação de plateia nos bairros.

Sobre Daniel Migliavacca
O bandolinista Daniel Migliavacca é um dos jovens representantes do Choro e do bandolim no Brasil. Tem se destacado em diversos projetos como instrumentista, compositor, arranjador e diretor musical. Já conquistou prêmios pelo Brasil como instrumentista e compositor e possui 7 CDs lançados. É bacharel em Música Popular pela UNESPAR (2011) e mestre em Música pela UFRJ (2019) tendo lançado uma série de Dez Estudos para Bandolim Solo contribuindo para o desenvolvimento técnico do instrumento no Brasil.
Recentemente, lançou o álbum “Pra ser Feliz” com seu quarteto em parceria com a cantora Rogéria Holtz, e prepara, ainda para 2022, o lançamento do álbum “A Bossa Eterna de Raul de Souza” dedicado ao trombonista Raul de Souza, também com seu quarteto, e tendo como convidado o flautista e saxofonista Eduardo Neves.

SERVIÇO DUOS
14 e 15 de Setembro, às 20h - Daniel Migliavacca convida Glauco Sölter (baixo elétrico/PR)
19 e 20 de Outubro, às 20h - Daniel Migliavacca convida Izabel Padovani (voz/SP)
23 e 24 de Novembro, às 20h - Daniel Migliavacca convida Mário Conde (guitarra/PR)
14 e 15 de Dezembro, às 20h - Daniel Migliavacca convida Sérgio Albach (clarone e clarinete/PR)
Local: Teatro Barracão Encena
(R. Treze de Maio, 160 - Centro, Curitiba - PR, 80020-270)

Ingressos: R$10 (inteira) / R$5 (meia entrada)
Vendas no local, uma hora antes das apresentações

FICHA TÉCNICA
Direção musical: Daniel Migliavacca
Músicos: Daniel Migliavacca, Caíto Marcondes, Gabriel Vieira, Glauco Solter, Izabel Padovani, Mario Conde e Sérgio Albach
Direção de produção e Gestão de projeto: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Luana Camargo
Assistência de produção: Záire Osório
Técnico de som: Chico Santarosa
Iluminação: Victor Sabbag
Projeto gráfico: Pablito Kucarz
Redes sociais e Assessoria de imprensa: Platea Comunicação e Arte
Registro fotográfico: Ricardo Soca
Registro audiovisual: Renato Próspero
Captação de recursos: Meire Abe

Produção: Flutua Produções
Incentivo: CEDIP, Bosch e Celepar

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Concerto Étnico da Ladies Ensemble mexe com as raízes e emociona orquestra, solistas e público

A Orquestra Ladies Ensemble emocionou o público presente ao Auditório Regina Casillo no último fim de semana ao unir músicas do século XII dos povos árabe, judeu e cristão no “Concerto Étinico - As 3 Culturas”. Cada etnia foi representada por uma cantora: Lucia Loxca cantou o repertório andaluz. A mezzo soprano Daniele de Oliveira, de Curitiba, interpretou as músicas cristãs e a cantora Fortuna, de São Paulo, foi responsável pelas obras em sefaradi e hebraico. O espetáculo foi realizado pelo Ministério do Turismo e Solar do Rosário.

“Eu chorei! É muito forte, é muito impactante, porque a gente lida com três culturas muito antigas, que foram irmãs, mexe com as raízes da gente”, emocionou-se a fundadora, diretora artística e musical da orquestra, Fabiola Bach Akel. A época focada, chamada Idade de Ouro, foi um tempo de paz entre as três culturas na Península Ibérica, que rendeu grandes avanços nas ciências, como Medicina, Astronomia e Filosofia.

Para a cantora Fortuna, foi uma experiência marcante de retorno às raízes: “Me aproximar de músicos queridos de Alepo, cidade onde nasceu meu pai, resgatou a alegria da minha origem”, conta. “Um momento único para todos: a música estabelece pontes, une os povos, fomenta a paz e o bem-estar indiscriminadamente”, completa.

“Esse concerto foi maravilhoso para nós! E conseguimos trazer para o público uma cultura diferente, tentamos transmitir a nossa cultura para o público brasileiro conhecer”, disse Lucia Loxca.

“Foi um espetáculo emocionante e emblemático sobre como a música e a cultura podem unir povos, derrubar fronteiras e superar conflitos. Nosso trabalho busca justamente valorizar a arte como um elemento transformador”, afirma Lucia Casillo Malucelli, diretora do Solar do Rosário, centro cultural privado que abriga o Auditório Regina Casillo.

Para o público a experiência foi igualmente bela. Levado pela mãe que havia assistido ao concerto de julho, o redator publicitário Vitor Zannin, de 22 anos, achou tudo “ótimo”. “Fiquei muito feliz de ter vindo, achei a acústica do ambiente realmente ótima, as performances e o repertório excelentes. Aproveitei muito a tarde!”

Para reproduzir toda a riqueza das três culturas e a beleza da música da época - entre os anos 1100 e 1200, os irmãos Abed e Myria Tokmaji foram solistas com instrumentos antigos. Abed tocou alaúde e Myria, que é integrante da orquestra, o qanum, instrumento de cordas originário do século X.

Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, o projeto “Orquestra Ladies Ensemble no Auditório Regina Casillo” é anual com um concerto diferente a cada mês, trazendo para o público de Curitiba um trabalho musical e cultural muito rico.

Os próximos espetáculos do programa serão:

23 e 24 de setembro (sexta às 20h; sábado às 17h): Concerto Sinfônico baseado nas obras de Shakespeare

28 e 29 de outubro (sexta às 20h; sábado às 17h): Concerto Sinfônico Gala Lírica

27 e 28 de novembro (sexta às 20h; sábado às 17h): Concerto Sinfônico em memória das vítimas do Holodomor

20 e 21 de dezembro (terça e quarta às 20h): Concerto Sinfônico de Natal

Crédito das fotos: @osgonzagasoficial

Ladies Ensemble traz as três culturas para o palco, num concerto que celebra a paz e o entendimento

Músicas do século XII dos povos árabe, judeu e cristão serão acompanhadas por instrumentos da época. Cada etnia será representada por uma cantora

O próximo concerto da Orquestra Ladies Ensemble será uma verdadeira celebração do espírito de irmandade. Nos dias 12 e 13 de agosto, o “Concerto Concerto Étnico - As 3 Culturas” levará ao palco do Auditório Regina Casillo músicas antigas das culturas árabe, cristã e judaica. A época focada, entre os anos 1100 e 1200, foi um momento em que esses povos conviviam em harmonia. A realização é do Solar do Rosário.

A música é uma linguagem universal, capaz de tocar a alma dos ouvintes. O concerto concebido pela fundadora, diretora artística e musical da orquestra Fabiola Bach Akel traz mais do que a arte musical, mas uma rica tradição cultural, que propõe uma profunda reflexão.

Na Península Ibérica, árabes, judeus sefarditas e cristãos compartilharam em vários séculos de história comum, idiomas perfeitamente entendidos entre si, refrões, contos, lendas, vivências e, ainda, tristes desencontros produzidos ao longo de séculos de convivência e separação. “O Sul da Espanha naquela época era muito desenvolvido. Em Córdoba e Toledo eles já tinham iluminação pública, a parte cultural era muito evoluída, havia um entrosamento entre as culturas. Dali saíram alguns grandes tratados de Medicina, de História, de Astronomia”, conta Fabiola.

Este concerto reúne um legado extraordinário, uma herança cultural que ainda se mantém viva na língua ladina - semelhante ao castelhano, uma mistura do hebraico com os idiomas da região, amplamente falada no passado, hoje restrita a alguns povos depositários deste verdadeiro tesouro - que neste espetáculo extravasa na musicalidade. Fabíola, modestamente, lembra por meio da música que há caminhos capazes de levar povos irmãos ao entendimento.

Para contribuir com o Hospital Pequeno Príncipe, o público é convidado a levar doações de alimentos não perecíveis. Como os concertos têm incentivo fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura, os ingressos têm valores acessíveis.

Instrumentos e cantoras

Naquela época e local, havia uma maioria árabe, que também falavam outra língua, o algemiado - espécie de mistura entre o árabe e o espanhol. Sua influência na música das outras duas culturas fica evidente nos instrumentos musicais compartilhados por todos: pela similaridade, há momentos em que não é possível identificar de qual etnia é a música.

Para reproduzir essa riqueza, a orquestra traz instrumentos da época, como o alaúde, que será tocado pelo solista convidado Abed Tokmaji. Refugiado sírio, Abed mora em Curitiba e é irmão da integrante da Ladies Ensemble Myria Tokmaji, que trouxe para a orquestra a sonoridade do qanum, instrumento de cordas originário do século X. “Inserimos o qanum com a Myria em 2018. Foi um desafio fazer essa conversa entre ele e os instrumentos ocidentais modernos”, diz Fabiola. Desta vez, além do qanum, a conversa inclui o alaúde.

Lucia Loxca, esposa de Aded, também participará do concerto, como cantora. A ela caberá o repertório andaluz. A mezzo soprano Daniele de Oliveira, de Curitiba, canta as músicas cristãs e de São Paulo vem a cantora Fortuna, responsável pelas obras em sefaradi e hebraico.

“É linda essa escolha da Fabiola e da Orquestra de trazer um tempo áureo, de grandes avanços. Além da convivência pacífica e da riqueza cultural, foi um berço de uma civilização e cultura que trouxeram a Filosofia, a Ciência, era uma época muito iluminada. E uma grande oportunidade ouvir uma música tão antiga, tão importante para a História, com instrumentos antigos”, afirma Lucia Casillo Malucelli, diretora do Solar do Rosário.

A Ladies Ensemble

Primeira orquestra formada só por mulheres no Brasil, a Ladies Ensemble atua desde 2009 e reúne musicistas de diferentes idades, vertentes, influências e inspirações. A orquestra é expoente em um universo com diminuta presença feminina em posições de liderança e mostra que mulheres podem ser protagonistas em uma orquestra.

O apoio a causas da mulher é uma de suas missões centrais — entre elas, a conscientização sobre o câncer de mama. Para isso, produz iniciativas como o “Concerto das Rosas” — espetáculo apresentado para milhares de pessoas entre 2017 e 2018 com o objetivo de arrecadar fundos para a compra de próteses mamárias.

Hoje com “casa própria” no Auditório Regina Casillo, a Ladies Ensemble tem entre suas missões a formação de plateia, a democratização da música clássica e a formação de musicistas. Desde seu início pioneiro como noneto, em 2009, até hoje, a orquestra influencia e inspira outras mulheres a seguirem seus sonhos e paixões sem medo.

O projeto anual “Orquestra Ladies Ensemble no Auditório Regina Casillo” foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, e conta com patrocínio das empresas BHS Corrugated, Oregon, Nórdica Veículos, Guararapes, Impextraco, Tintas Dacar, Sollo Sul, Ferragens Negrão, Transunion, Abase Vet, Grupo Barigui Veículos, Grasp, Milium, Trutzschler, Agrosul Catarinense, GV2C, Tintas Alessi, Fobras, PASA, Delta Cable, Plast & Pack, M.A. Máquinas, Dissul, Stampa Food e Perkons. Conta com apoio de Casillo Advogados e Cia da Roupa, Hotel Bourbon. A instituição beneficiada é o Hospital Pequeno Príncipe. A realização é do Solar do Rosário, espaço particular de Arte e Cultura em Curitiba fundado em 1992. Com direção geral de Lucia Casillo Malucelli.

Serviço
Concerto Étnico - As 3 Culturas
Datas: 12 e 13 de agosto de 2022
Horário: Sexta às 20h | Sábado às 17h
Local: Auditório Regina Casillo - Rua Lourenço Pinto, 500, Centro, Curitiba – PR
Ingressos: R$ 35 (inteira) / R$ 17,50 (meia)
Vendas pelo Disk Ingressos: (41) 3315-0808 | https://www.diskingressos.com.br/

Estacionamento gratuito no local

Crédito das fotos: Marcelo Elias

Projeto social Vida e Arte encantou Curitiba com espetáculo Trem da Vida

Concerto reuniu músicos experientes e estreantes na noite da última terça-feira

Idealizado pelo casal Paulo Davi e Deborah França há 12 anos, o Projeto Vida e Arte fomenta a cultura por meio de aulas de dança, coro e música. O objetivo inicial era alcançar jovens em situação de vulnerabilidade social e oferecer uma alternativa que fizesse a diferença. O casal mal podia imaginar que o projeto atenderia mais de 3.500 crianças e tornaria possível o sonho da graduação para ao menos 100 delas.

Das aulas de música, em que hoje estão matriculados 250 alunos, forma-se a Orquestra Filarmônica do Projeto Vida e Arte – que se apresentou no último dia 21 na Primeira Igreja Batista de Curitiba, com 60 músicos das mais variadas idades. Matheus Ribas é um deles: com apenas 11 anos de idade, faz parte do projeto há pouco menos de um ano e se apresentou pela primeira vez com a orquestra em Trem da Vida. No entanto assumiu com propriedade o desafio de levar a percussão do espetáculo.

Já Leonardo Souza tem 39 anos. Também nunca havia se apresentado com uma Orquestra, da qual passou a participar por causa de seus dois filhos, que também participam do Vida e Arte. Apesar de já ter tido vivências similares, conta que desta vez é diferente: "confesso que com a orquestra, pela primeira vez, estou com frio na barriga".

Para Douglas Almeida, maestro e coordenador do projeto há 11 anos, Trem da Vida é especial: foi a primeira vez que a filarmônica se apresentou em uma grande produção nos últimos anos, devido à pandemia. Douglas mal podia conter suas expectativas antes de subir ao palco, pois enfim a orquestra via a chance de se apresentar novamente, e com o cantor e pastor Rodolfo Abrantes.

Trem da Vida trouxe uma abordagem diferente: assim como um trem, o espetáculo era dividido em paradas. Sonhos, conquistas, festas, paixões e esperança eram algumas delas. Já o programa musical era quase exclusivamente brasileiro, contando com Villa Lobos, Tom Jobim, Zequinha de Abreu, Pixinguinha e é claro, com músicas autorais de Rodolfo Arantes, convidado especial do evento.