O MON abrirá todos os dias no Carnaval

O Museu Oscar Niemeyer (MON) estará aberto ao público em todos os dias do feriado de Carnaval, incluindo segunda (excepcionalmente), terça e quarta-feira (dias 12, 13 e 14), em horário normal: das 10h às 18h, com acesso até às 17h30. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria física ou de maneira remota, aqui.

O público poderá ver diversas exposições em cartaz, como: “Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos; “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”; “Sou Patrono”; “Perpétuo Movimento”, de Norma Grinberg; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Colonialismo”; “Sonoridades de Bispo do Rosário”; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Poty, Entre Dois Mundos”; “Pátio das Esculturas”, “Espaço Niemeyer” e “MON Sem Paredes”.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Mais informações
nas redes sociais:
@museuoscarniemeyer
e no site:
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON realiza programação especial na mostra de Bispo do Rosário

O Museu Oscar Niemeyer realizará em fevereiro duas oficinas artísticas ministradas por artistas participantes da exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário”, em cartaz na Sala 6. As vagas são limitadas e as inscrições serão pelo site e pelas redes sociais do MON.

São elas: “Oficina de Bordado Criativo e Experimental”, com Rick Rodrigues, dias 8 e 9, e “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”, com Marlon de Paula, dias 15 e 16. Os horários são sempre das 14h às 17h, totalizando 6 horas de cada oficina. As atividades são para o público acima de 15 anos.

Na “Oficina de Bordado Criativo e Experimental”, o artista irá propor a construção de obras com suportes alternativos, utilizando técnicas do bordado tradicional e expandido.

Em “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”, os participantes terão uma vivência com a técnica pinhole, um método rudimentar para criar imagens sem o auxílio de equipamento fotográfico convencional.

Os artistas
Rick Rodrigues é natural de João Neiva (ES). Artista visual e mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), trabalha com séries de desenhos, gravuras, bordados, objetos e instalações. Também integra o Coletivo Almofadinhas, formado por três artistas que utilizam o bordado para elaborar suas obras, enfatizando memória, gênero, afetividade e sexualidade. O artista apresentou 11 exposições individuais, participou de mais de 50 exposições coletivas, ministra oficinas de desenho e bordado experimental e vivencia residências artísticas com frequência.

Marlon de Paula é natural da região do Vale do Rio Doce (MG). Sua produção é permeada pela dimensão ambiental e mitológica dos territórios que habita. Mestrando em Artes Visuais pela EBA/UFMG, foi contemplado com o XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez (2021) e 4º Prêmio Décio Noviello de Fotografia. Também foi selecionado pelo 9º Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger (2023) e participou do Programa de Residência do Museu Bispo do Rosário/RJ (2019) e da residência de criação no Labanque – Centre de Production et de Diffusion en Art Contemporain, em Béthune/França (2022).T

A exposição
Com mais de 100 obras expostas, a exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário” coloca o legado de Arthur Bispo do Rosário em diálogo com outros artistas cujos processos criativos foram influenciados por ele e pela convivência com a Colônia Juliano Moreira, onde Bispo do Rosário passou a maior parte da vida como interno. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho.

Além de Rick Rodrigues e Marlon de Paula, participam da mostra os artistas Antônio Bragança, Stella do Patrocínio, Leonardo Lobão, Paulo Nazareth, Eduardo Hargreaves, Fernanda Magalhães e Guilherme Gontijo Flores.

Evocando os aspectos sonoros e poéticos presentes na obra do artista, os diversos objetos, instalações, colagens, assemblages e estandartes presentes na exposição dialogam com a obra visual, performática e poética de outros artistas que integram a exposição, deixando evidente o impacto de seu legado no cenário da arte contemporânea.

Arthur Bispo do Rosário (1909-1989) foi interno da Colônia Juliano Moreira (RJ), um dos maiores hospitais psiquiátricos do país no século passado, durante boa parte de sua vida. Carregou vários estigmas de marginalização social ainda vigentes em nossa sociedade – negro, pobre, louco, asilado em um manicômio – e conseguiu, na sua genialidade, subverter a lógica excludente proposta, a partir da sua obra.

Centenas de exposições nacionais e internacionais feitas ao longo das últimas décadas em torno do seu trabalho mostram o incrível alcance de sua obra. Bispo do Rosário foi tema de livros, filmes e peças de teatro, entre outras vertentes artísticas.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
Oficina “Bordado Criativo e Experimental”,
com o artista Rick Rodrigues,
dias 8 e 9,
das 14h às 17h (6 horas de oficina)
Inscrições: https://bit.ly/OficinaRickRodrigues2024

Oficina “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”,
com o artista Marlon de Paula,
dias 15 e 16,
das 14h às 17h (6 horas de oficina)
Inscrições: https://bit.ly/OficinaMarlondePaula2024

As atividades são para o público acima de 15 anos.

As vagas são limitadas e as inscrições para cada atividade serão pelo site e pelas redes sociais do MON. Para participar da oficina, será necessário adquirir ingressos de acesso ao Museu.

www.museuoscarniemeyer.org.br

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA A EXPOSIÇÃO SONHO SOBRE SOIS, DE FABIANA WOLF

A mostra traz obras de arte contemporânea, é gratuita e fica em cartaz até 31 de março

Obra “Caverna”, de Fabiana Wolf

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, a partir de 6 de fevereiro de 2024, a exposição Sonho Sobre Sois, de Fabiana Wolf. As telas de arte contemporânea são desenvolvidas a partir de experiências humanas coletivas e surgem das variadas referências estéticas de Fabiana. A mostra é gratuita e fica em cartaz até 31 de março. No dia da abertura, haverá uma visita guiada com a artista às 20h.

Em lonas de larga escala, Fabiana transita entre objetivo e subjetivo, figurativo e abstrato, literal e metafórico, pessoal e coletivo. A partir de linhas, retratos, manchas e imagens embaralhadas, ela constroi suas narrativas usando a tela como superfície e utilizando diferentes meios para a construção pictórica.

Sua técnica inclui tinta a óleo, acrílica, pastel oleoso e seco e carvão, e suas referências passam pelo neoexpressionismo, pelo cinema e pela música. Há influência visual de William Kentridge, Giacometti, Basquiat, passando pela sonoridade de Villa Lobos, Egberto Gismonti e pelo cinema de Chris Marker, Tarkovsky e Eisenstein.

A artista também trabalha com a análise crítica de cenários, abordando temas como a desigualdade social, a discriminação e a exploração das classes trabalhadoras no mundo. Mais recentemente, a pandemia da Covid 19 e as mazelas causadas por esta resultaram em uma tela de 5 metros de altura que representa o obituário de sua mãe e seu padrasto, ambos vítimas do coronavirus. É nesse contexto que são produzidas as obras de Sonho Sobre Sois, a partir de imagens que dizem respeito a todos os inconscientes.

Fabiana Wolf nasceu em Aracaju (SE) em 1996 e vive e trabalha em São Paulo (SP) desde os 18 anos. Começou a pintar de maneira autodidata na infância. Sua pesquisa passa pelo audiovisual, a partir das pinturas e a construção de narrativas dentro da imagem. Participou de festivais internacionais de cinema no Canadá, Estados Unidos, Grécia, Chile, Armênia e Itália e, em 2022, teve sua primeira exposição individual na Galeria São Paulo Flutuante, com curadoria de regina Boni e Manu Maltez.

Serviço:
[Exposição] Sonho Sobre Sois
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro, Curitiba (PR)
Abertura: 6 de fevereiro, às 19h, com visita guiada com a artista às 20h
Visitação: de 7 de fevereiro a 31 de março de 2024
Horários: de terça a sábado, das 10h às 20h, e nos domingos de feriados das 10h às 19h
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência
Entrada Franca 
Informações: (41) 4501-8722 | www܂caixacultural܂gov܂br

1°/02/2024
Assessoria de Imprensa da CAIXA
(45) 3723-0005 / (48) 3062-8008 / (51) 3151-2544 / (41) 4501-8192
CAIXA Notícias | Caixa | imprensa܂cultura@caixa܂gov܂br

Obra “Obituário”, de Fabiana Wolf

MON oferece oficinas e mediações gratuitas em fevereiro

O Museu Oscar Niemeyer (MON) terá, durante todo o mês de fevereiro, oficinas artísticas e mediações gratuitas para o público. A primeira atividade acontecerá dia 7/2, em duas sessões: 10h30 e 14h30. O laboratório de experiências vai explorar o carvão como ferramenta artística.

Na semana seguinte, em 14/2, os visitantes poderão conhecer detalhes da exposição “Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos – em cartaz no Olho, no Espaço Araucária, torre e rampa. A mediação começará às 15h.

Na oficina de 21/2, também em duas sessões (10h30 e 14h30), os participantes criarão colagens através de formas e objetos cotidianos. A inspiração da atividade são os padrões visuais presentes nas obras da exposição “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”, em cartaz na Sala 5.

Por fim, a mostra asiática também terá uma visita mediada pelos educadores do Museu. A ação ocorrerá em 28/2, às 15h.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço

Oficinas

Laboratório de Experiências: Carvão
7 de fevereiro
Sessão 1: 10h30 às 12h / Sessão 2: 14h30 às 16h
Espaço de Oficinas
* Recomendada para maiores de 3 anos. A participação de um adulto responsável é obrigatória para menores de 14 anos de idade. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeitas a lotação.

Oficina de Colagem: Padrões Visuais
21 de fevereiro
Sessão 1: 10h30 às 12h / Sessão 2: 14h30 às 16h
Espaço de Oficinas
* Recomendada para maiores de 5 anos. A participação de um adulto responsável é obrigatória para menores de 14 anos de idade. As inscrições são liberadas 15 minutos antes e por ordem de chegada na fila, sujeitas a lotação.

Mediações
“Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos
14 de fevereiro
15h
Olho
* A participação de um adulto responsável é obrigatória para menores de 14 anos. As mediações emitem declaração de horas. Basta assinar a lista de presença no dia e solicitar o documento pelo e-mail educativo@mon.org.br.

“Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”
28 de fevereiro
15h
Sala 5
* A participação de um adulto responsável é obrigatória para menores de 14 anos. As mediações emitem declaração de horas. Basta assinar a lista de presença no dia e solicitar o documento pelo e-mail educativo@mon.org.br.

Sesc Paço da Liberdade lança edital para desenvolvimento de artistas iniciantes

Sistema Fecomércio Sesc Senac PR

Com 100 horas de duração, projeto tem como foco a produção iniciante no campo das artes visuais

Até o dia 25 de março o Sesc PR está com edital aberto para a seleção de artistas e pesquisadores que vão participar da 6ª edição do Projeto Permanente de Desenvolvimento e Experimentação em Artes Visuais 2024, no Sesc Paço da Liberdade. O processo é aberto a estudantes universitários de Artes Visuais, Museologia, Arquitetura e Design, artistas formados há no máximo oito anos, estudantes de pós-graduação, curadores e arte-educadores.

Serão selecionados 12 participantes – nove artistas visuais, um curador, um arte-educador e uma vaga para expografia –, todos artistas iniciantes que, de junho de 2024 a fevereiro de 2025, receberão 100 horas de treinamentos e desenvolvimento, dois cursos ministrados por especialistas em suas áreas e externos à instituição, além dos encontros semanais, quando serão discutidos projetos; processo criativo; produção, organização, modelos, identidade, montagem e expografia de uma exposição; conteúdos textuais e projeto de ação educativa.

Para cada vaga oferecida há condições específicas de participação, disponíveis no edital. A seleção dos candidatos envolve duas etapas: habilitação e qualificação técnica.

Os artistas selecionados receberão incentivo financeiro para que possam executar a prática do trabalho artístico que vai compor a exposição coletiva com todos os participantes do projeto, em março do próximo ano.

Duas Cadeiras no Deserto

A quinta edição do projeto resultou na exposição Duas Cadeiras no Deserto, dos artistas Barbara Haro, Beatriz Gerolin, Claudete Luginieski, Lilian Reif, Luísa Barichello, Luiza Urban, Priscilla Durigan, Tatiana Adami e Vini Maia e curadoria Renan Archer.

Durante oito meses este grupo participou de encontros semanais mediados pelo orientador de atividades de artes visuais do Sesc Paço da Liberdade. Além disso, também participaram de outras atividades formativas em interlocução com a curadora e professora da UNB Ana Avelar e com a professora da UFPR e artista Juliana Gisi. Desta forma, o desenvolvimento artístico individual foi o resultado de um processo coletivo que passou por etapas cruciais para a elaboração de uma exposição. Duas Cadeiras no Deserto apresentou ao público o conjunto de experimentações, pesquisas e trabalhos produzidos por este grupo e também os interesses, escolhas e inquietações vivenciadas neste percurso.

Dúvidas e informações sobre o novo edital podem ser esclarecidas pelo telefone (41) 3234-4202 ou pelo e-mail sac.pacodaliberdade@sescpr.com.br. O edital completo está disponível AQUI.

Exposição “João Turin: Vida, Obra, Arte” completa 10 anos, consagrada como a mais visitada na história do Museu Oscar Niemeyer

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Foto: Maringas Maciel

Este ano de 2024 marca uma década desde que a exposição "João Turin: Vida, Obra, Arte" abriu suas portas no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e se tornou uma referência na história da arte brasileira. Durante o período de oito meses em que esteve em cartaz (de 05/06/2014 a 22/02/2015), a mostra atraiu um extraordinário número de visitantes, alcançando a marca de 266 mil pessoas, tornando-se a mais visitada na história do MON.

Além de conquistar o público local, a exposição obteve reconhecimento internacional, assegurando seu lugar no ranking da revista britânica The Art Newspaper entre as mais visitadas do mundo em 2014. No Brasil, conquistou o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como a melhor exposição do ano. No mesmo evento de premiação promovido pela ABCA, arrebatou também o Prêmio Sérgio Milliet na categoria melhor livro de arte por “João Turin: Vida, Obra, Arte”, biografia escrita pelo jornalista, historiador, escritor e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite.

Esta foi a maior mostra sobre João Turin já realizada, após um intenso trabalho de resgate de ponta a ponta de todo o trabalho deixado pelo artista, promovida pela Família Ferrari Lago, que adquiriu os direitos patrimoniais sobre a obra de Turin, sendo responsável pela gestão de seu legado, composto por 410 obras.

O trabalho de resgate foi acompanhado por José Roberto Teixeira Leite, que além de escrever a biografia de Turin, foi curador da exposição, montada no privilegiado espaço conhecido como “Olho” do Museu Oscar Niemeyer. Contou não apenas com esculturas (arte pela qual Turin é mais conhecido), mas também por pinturas, desenhos e até projetos de design, inclusive em arquitetura e moda deixados pelo artista, mostrando o quanto era versátil.

Cerca de 130 obras em bronze foram apresentadas, sendo que grande parte ainda estava inédita até aquele momento. “João Turin não pôde fundir em bronze boa parte de suas esculturas, que permaneceram em gesso, guardadas há décadas por sua família”, afirma Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra de João Turin. “Durante o resgate de ponta a ponta, iniciado em 2013, montamos uma fundição para realizar a produção de mais de 100 obras de Turin em bronze. Muitas delas puderam ser vistas pela primeira vez na exposição no Museu Oscar Niemeyer”, completa.

Entre as peças expostas, uma parte considerável trazia onças e outros animais, mostrando porque Turin é consagrado como o maior escultor animalista brasileiro: “Marumbi”, “Luar do Sertão”, “Tigre esmagando a cobra”, entre outras. Os visitantes também puderam admirar “Frade Lendo”, escultura selecionada pelo governo brasileiro para presentear o Papa Francisco em sua visita ao Brasil em 2013. A mostra também contou com “Pietá” feita em 1917 na Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau, na França, tendo sobrevivido a um bombardeio na Segunda Guerra Mundial que arrasou com a cidade.

O público que passou pelo local pôde contemplar também pinturas, desenhos, documentos, vestidos feitos a partir de projetos deixados pelo artista, projetos de arquitetura e design, e até apreciar a reprodução do ateliê em que João Turin trabalhava.

A celebração destes 10 anos é um momento para refletir sobre como esta exposição ajudou a propagar a obra e a importância de João Turin, bem como solidificar um ponto de referência na cena cultural de Curitiba e além. A exposição viajou para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde foi apresentada de forma condensada no Museu Nacional de Belas Artes (em 2015) e na Pinacoteca de São Paulo (em 2016). Para celebrar esta década de impacto artístico e cultural, estão sendo programados eventos especiais ao longo do ano, que serão divulgados em breve.

Últimos dias da exposição de Victor Brecheret no MON

A exposição “O Feminino na Obra de Victor Brecheret” poderá ser vista até 21 de janeiro. A mostra é uma parceria do Museu Oscar Niemeyer com o Instituto Victor Brecheret (IVB), em cartaz na Sala 1.

Com obras que se relacionam ao eterno feminino, a exposição reúne pequenas, médias e grandes esculturas que alternam em materiais e técnicas variadas, como bronze e mármore, além de uma coleção de desenhos, em bico de pena e caneta tinteiro, uma expressão autônoma de criação artística. A curadoria é de Daisy Peccinini.

Também compõe a mostra uma linha do tempo que remete as principais realizações do modernista Victor Brecheret, nome imprescindível no cenário nacional e internacional.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Exposição “O Feminino na Obra de Victor Brecheret”, de Victor Brecheret
Sala 1
Até 21 de janeiro

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Últimos dias da exposição Poesia Experimental Portuguesa

Mostra na Caixa Cultural Curitiba celebra 60 anos do movimento

O público de Curitiba tem até o próximo domingo (21) para assistir a exposição "Poesia Experimental Portuguesa", que acontece na Caixa Cultural Curitiba na Galeria Mezzanino (Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro). O compilado de obras apresenta, pela primeira vez ao público brasileiro, um panorama da poesia experimental realizada em Portugal desde os anos 1960 até os dias atuais. São cerca de 80 trabalhos de 18 artistas portugueses, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri. A coletânea percorre uma trajetória de seis décadas de produção poética em diferentes formatos e suportes: impressões, pinturas, caligrafias, fotografias, objetos, áudios e vídeos. A exposição, com produção da Espaço Líquido, tem visitação gratuita, de terça a domingo, das 10h às 20 horas, e nos domingos, das 10 às 19 horas. E na próxima quinta-feira, dia 18, será realizado um bate-papo virtual com os poetas portugueses Fernando Aguiar, Rui Torres e Silvestre Pestana. O encontro terá mediação dos curadores Bruna Callegari e Omar Khouri e acontecerá via Youtube (youtube.com/@espacoliquido ), às 14h30.
A Poesia Experimental Portuguesa surgiu na década de 1960, desafiando métodos e convenções pré-definidas na cena artística portuguesa. Reconhecida em outros países como concreta, visual, espacial ou intersemiótica, autodenominou-se, em Portugal, Poesia Experimental com o lançamento, em 1964, de revista de mesmo nome, a qual alcançou o seu segundo número em 1966. Em cerca de 60 anos de existência, a Poesia Experimental segue em atividade. Cada artista desenvolve uma maneira diferente de expressão da visualidade na poesia. Ao longo dos anos, as novas gerações de poetas deram continuidade às experimentações, mantendo sempre o princípio da invenção. Tudo pode virar poesia: poemas-objetos, poesia visual, poesia-performance, poesia-cinética e videopoesia.

Serviço:
Exposição: "Poesia Experimental Portuguesa"
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Curitiba/PR
Informações: (41) 4501-8722
Período: Até domingo, dia 21/01/24
Horários de visitação: de terça-feira a sábado das 10h às 20h, domingos e feriados das 10h às 19h.
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação Indicativa: livre para todos os públicos
Entrada Franca
Bate-papo virtual com poetas portugueses: quinta-feira, dia 18, às 14h30 no canal:https://www.youtube.com/@espacoliquido
Participação dos poetas portugueses Fernando Aguiar, Rui Torres e Silvestre Pestana. O encontro terá mediação dos curadores Bruna Callegari e Omar Khouri.

Sobre os participantes:
Fernando Aguiar (Lisboa 1956-). Poeta, artista plástico e performer, curador e colecionador,
tem sido responsável, nos últimos anos, pela divulgação da Poesia Experimental Portuguesa
dentro e fora do país. Aguiar organizou festivais, exposições e antologias de poesia
experimental, entre os quais Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa (1985), 1º Festival Internacional de Poesia Viva (1987), Concreta, Visual, Experimental, Poesia Portuguesa 1959-1989 (1989), Imaginários de Ruptura, Poéticas Experimentais (2002) entre outros.
Rui Torres (Porto 1973-). Professor na Universidade Fernando Pessoa (UFP), leccionando
seminários de graduação e pós-graduação em comunicação, semiótica, literatura e hipermédia
– seus cruzamentos e metodologias. Faz trabalhos de escrita criativa digital, poesia digital e/ou
ciberliteratura. Criador e coordenador do site ARQUIVO DIGITAL DA PO.EX.
Silvestre Pestana (Funchal-Madeira 1949-). Poeta, artista plástico e performer, com obrasintegrando importantes coleções como as da Fundação Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian. Pioneiro da poesia com/para computador nos anos 80’, sua obra é marcada pelo hibridismo e permutação de signos linguísticos, misturando frequentemente procedimentos baseados em sistemas digitais com representações de carácter analógico. Fez parte da representação portuguesa na XIV Bienal de São Paulo, em 1977.

Encenação dos Reis Magos no Passeio Público de Curitiba, e no Centro tem concerto beneficente de Natal

Nesta quinta-feira estive no lançamento do espetáculo de Natal do Passeio Público de Curitiba, emocinante e super indico, a comemoração dos 40 anos do Shopping Mueller em seu jardim…é táo lindo quanto o sorriso do nosso Prefeito Rafael Greca de Macedo!
Fiz imagens para você meu leitor:
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Encenação dos Reis Magos estreia nesta quinta no Passeio Público de Curitiba, e no Centro tem concerto beneficente de Natal. Foto: Pedro Ribas/SMCS
Encenação dos Reis Magos estreia nesta quinta no Passeio Público de Curitiba, e no Centro tem concerto beneficente de Natal. Foto: Pedro Ribas/SMCS
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Nesta quinta-feira (30/11), o Natal de Curitiba tem duas atrações imperdíveis para os moradores e visitantes da cidade. O Passeio Público, o parque mais antigo da capital paranaense, recebe a estreia da temporada das encenações do Auto de Adoração dos Reis Magos, na Ilha da Ilusão, que integra o Natal Mueller no Passeio Público. Ao mesmo tempo, a Igreja Bom Jesus dos Perdões, em frente à Praça Rui Barbosa, será palco do 25º Concerto Beneficente Natalino de Órgão.

Quarta-feira em Curitiba tem concerto de Natal com Diane White-Clayton e show no Madalosso
Crianças lotam centro de eventos do Parque dos Tropeiros para celebrar o Natal de Curitiba
É de graça! 5 dicas para você curtir ainda mais a programação do Natal de Curitiba
Às 19h30, na Ilha dos Poetas do Passeio Público, tem início o espetáculo que encantará o público com a dramatização poética e musical da chegada dos Reis Magos à manjedoura. Melchior, Balthazar e Gaspar protagonizam a emocionante jornada guiados pela Estrela Guia até a manjedoura de Cristo.

A encenação, produzida pela Fundação Cultural de Curitiba para celebrar o Natal, promete encantar toda a família. As apresentações acontecem de quinta a domingo, às 19h30, até o dia 23 de dezembro.

Além do auto na Ilha dos Poetas, o Natal Mueller no Passeio Público permite a moradores e turistas aproveitarem e apreciarem o nostálgico carrossel veneziano e a bela decoração, com destaque para a árvore de Natal de luz e os contornos que evidenciam ainda a ponte pênsil e o lago do espaço verde.
As atrações do Natal de Curitiba 2023 não precisam de agendamento.
O cenário ao ar livre, ao lado do carrossel, proporciona um ambiente único para apreciar o espetáculo, reforçando o espírito natalino que toma conta do Passeio Público. Após um primeiro fim de semana movimentado, com a passagem de 4 mil crianças pelo Carrossel do Shopping Mueller, a expectativa é que as encenações dos Reis Magos atraiam ainda mais visitantes para o centenário parque curitibano.

Concerto beneficente natalino de Órgão
Quase no mesmo horário, às 19h20, a Igreja Bom Jesus dos Perdões abre suas portas para o 25º Concerto Beneficente Natalino de Órgão. O repertório, composto por peças eruditas apresentadas por coralistas à capela e embaladas ao som do órgão e de instrumentos de sopro e de cordas, promete transportar o público para uma atmosfera de celebração.

Além dos talentosos organistas Jeanine Franke Mundstock, Eugenio Gall, Ricardo Hermmann e Maria Esther Arce, o concerto conta com a participação especial do tenor Anderson Luis Ombrellino e dos corais Vokx & Coral Folclórico Italiano Santa Felicidade e Bom Jesus, regidos por Maria Esther Arce. O Trio Barroco, composto por Aloiso Schmid (violino), Orlando Fraga (gamba), Eugenio Gall (órgão), e Ornella de Lucca (soprano), também se apresenta, enriquecendo ainda mais a experiência musical.

Para prestigiar o concerto, o público só precisa levar um quilo de alimento não perecível para ser doado a famílias carentes, beneficiadas pela ação social da paróquia. A Igreja Bom Jesus dos Perdões, construída em 1907 pelos franciscanos em estilo neogótico, é um local histórico com capacidade para 450 pessoas e abriga um raro órgão Speith de quase 100 anos, um dos últimos da marca em funcionamento no Brasil.

SERVIÇO

Auto de Adoração dos Reis Magos no Passeio Público
Dias: de 30/11 a 23/12 (de quinta a domingo)
19h30
Local: Passeio Público (R. Presidente Carlos Cavalcanti, s/n – Centro)

25° Concerto Beneficente Natalino de Órgão
Dia: quinta-feira (30/11), às 19h20
Local: Igreja Bom Jesus Dos Perdões (Praça Rui Barbosa, 149)

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO NATAL DE CURITIBA 2023 DESTA QUINTA-FEIRA (30/11)

9h – Decoração Ademicon no Jardim Botânico (Rua Engenheiro Ostoja Roguski, n.º 350)
10h – Feira Especial de Natal da Praça Osório
10h – Feira Especial de Natal da Praça Santos Andrade
14h – Carrossel Shopping Mueller no Passeio Público
15h – Roda-Gigante O Boticário na Rua XV (perto da Praça Osório)
15h30 – Auto de Natal na Rua da Cidadania Pinheirinho (Av. Winston Churchill, 2033 – Capão Raso)
18h – Constelação Natal Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido)
18h – Natal na Defensoria Pública
19h – Árvore de Luz da Volvo no Centro Cívico (ao lado do Palácio 29 de Marços, sede da Prefeitura de Curitiba)
19h – Natal Servopa – Trânsito de Luzes (Rua General Mário Tourinho, 1010)
19h – Decoração Natal Ligga Arena na Praça Afonso Botelho (Rua Engenheiros Rebouças, 3020 – Água Verde)
19h – Árvore da Vida O Boticário na Rua XV (Rua Dr. Muricy e a Avenida Marechal Floriano Peixoto)
19h – Árvore de Luz ParkShoppingBarigüi (Parque Barigui)
19h – Estações de Luz Uninter na Avenida Sete de Setembro (entre o Shopping Estação e a Praça do Japão)
19h – Decoração no Caminho de Luz Ligga no Parque Barigui
19h20 – Concerto Beneficente Natalino de Órgão (Igreja Bom Jesus dos Perdões – Pça Rui Barbosa, 149)
19h30 – Auto do Presépio de São Francisco no Largo da Ordem (em caso de chuva será transferido para dentro do Memorial de Curitiba)
19h30 e às 20h20 – A Fantástica Fábrica do Papai Noel no Restaurante Família Madalosso (Av. Manoel Ribas, 5.875)
19h30 – Concerto Luminoso Ademicon do Jardim Botânico (Rua Engenheiro Ostoja Roguski, n.º 350)
19h30 – Auto Encontro de Emoções no Parque Barigui
19h30 – Decoração Família Moletta (R. Nicola Pellanda, 5962 – Umbará). Os ingressos para essa atração custam R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia). Crianças até 5 anos não pagam
A Prefeitura de Curitiba promove o Natal de Curitiba – Luz dos Pinhais 2023 com o patrocínio das empresas Electrolux, Ligga, Ademicon, Shopping Mueller, O Boticário, Uninter, ParkShopping Barigui, Club Athletico Paranaense, Servopa, Volvo, Hard Rock Café, AirPromo, Midialand e Banco do Brasil. A decoração poderá ser apreciada até 7 de janeiro. A programação completa do Natal de Curitiba – Luz dos Pinhais 2023 pode ser consultada no site natal.curitiba.pr.gov.br.

*com divulgação fonte site da Prefeitura de Curitiba

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“Lina Faria – Passando a limpo”: MIS-PR celebra trajetória de fotógrafa paranaense com exposição inédita

Com curadoria do fotógrafo João Urban, a artista revela sua abordagem e captação sensível em imagens que protagonizam as mulheres em dimensões e diversas realidades, e hoje faz parte do projeto Memória Viva até 23 de fevereiro de 2024.

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Entra em cartaz na segunda (11), na Sala Adalice Araújo, às 17h, a exposição “Lina Faria – Passando a limpo”, realizada pelo Museu da Imagem e do Som do Paraná. A mostra consagra uma homenagem à fotógrafa paranaense e sua contribuição para a fotografia do Paraná, com destaque para sua forma sensível de capturar as imagens.
“A fotografia da Lina Faria é manuscrita, é escrita corrida, é feita “na mão”! Com a caligrafia do carinho pelas pessoas que fotografa, é feita de sorriso e abraços”, diz o curador João Urban, colega de profissão e amigo de Lina desde quando trabalharam juntos no antigo estúdio Zap.
Um dos pontos curiosos dessa exposição é a descoberta de um conjunto significativo de fotografias feitas por Lina na colônia polonesa Tomás Coelho, em Araucária e Campo Largo, no ano de 1984 para a Secretaria de Estado da Cultura. Essas fotos, originalmente creditadas a Urban devido a um erro na identificação, tiveram sua verdadeira autoria resgatada no acervo do MIS, evidenciando o olhar de Lina presente nessas imagens.
Em “Passando a Limpo”, Lina é apresentada como uma fotógrafa do mundo, uma flâneur moderna que explora não apenas as cidades, mas também as histórias e as pessoas que nelas habitam. Sua abordagem fotográfica capta fragmentos do cotidiano, revelando a poesia e a imaginação presentes ao nosso redor, desde os espaços íntimos das pessoas até as paisagens urbanas.
Os projetos de Lina revelam o interesse na relação estética das mulheres com seus espaços, explorando presídios, áreas rurais e urbanas para capturar a vida feminina em diferentes contextos. Seus trabalhos também incluem registros em Cuba, mostrando a rotina das cubanas em suas residências, sempre revelando fascínio pela relação das pessoas com seus ambientes e narrativas pessoais.
“O que posso dizer é que o tempo me tornou tímida para abordagens fotográficas”, relata Lina ao amigo e curador Urban. Apesar dos desafios da violência urbana e da crescente busca das pessoas por privacidade, ela não acredita na morte da fotografia documentária, mas afirma que tem medo. Em relação à verdade na fotografia, ela acredita que esta é a verdade que o fotógrafo quer imprimir ao seu público.
“Essa habilidade de Lina em capturar a essência das coisas, seu olhar sensível para o mundo ao seu redor é o que está estampada na exposição. É como consegue contar histórias através de suas fotografias de um jeito só dela, mesmo em lugares e tempos diferentes. Além de ser uma homenagem à jornada de todas as fotógrafas mulheres do Paraná e do Brasil”, conta Mirele Camargo, diretora do MIS-PR, que busca celebrar a trajetória de grandes fotógrafos paranaenses com o projeto Memória Viva.

HISTÓRIA PASSADA A LIMPO – Nascida no município de Nova Esperança, 1955, Lina teve o primeiro contato com a arte visual aos 17 anos, por meio dos slides projetados por Adalice Araújo durante aulas de História da Arte na UFPR, quando cursava Comunicação Social. Sua paixão pela fotografia solidificou posteriormente, quando teve acesso a equipamentos ao trabalhar com still para cinema.
Ela não se dedicou a pesquisas extensivas, mas absorveu influências significativas. No estúdio Zap, conviveu com o trabalho de diferentes fotógrafos como João Urban, Nego Miranda, Márcio Santos e Dico Kremer, absorvendo a efervescência cultural do ambiente. A poesia de Baudelaire, Walter Benjamin e Italo Calvino, juntamente com seu convívio com arquitetos durante o trabalho no IPPUC, também influenciaram a abordagem do urbano na fotografia.
Cuba, vilas rurais e o cotidiano do centro de Curitiba: sua sensibilidade e olhar atento se direcionam para diferentes cenários. Seus projetos abrangem uma rica variedade de temas, desde a série “Identidade e Intimidade”, que adentra os lares das pessoas para resgatar suas histórias, até “Prisão Feminina”, que explora a estética das mulheres em ambientes carcerários. Esses projetos refletem o tema comum para Lina: o embate entre o ser humano e seu ambiente, seja físico ou arquitetônico.

CRÉDITOS – A busca pelo ensaio perdido de Lina na colônia Tomás Coelho em 1984 se estendeu por anos, em diferentes fontes possíveis. Esse mistério se desenrolou por meio da descoberta de Catarina Knapri Cunha e Maria Fernanda Rodrigues, funcionárias do museu que pesquisavam fotografias e se depararam com uma imagem em preto e branco, semelhante a um cromo identificado como pertencente a João Urban.
Urban explica a origem da confusão: “Ninguém sabia explicar o sumiço dos cromos. Como eu estava fotografando a colônia desde 1980, algum funcionário, que sabia disso, identificou os slides como sendo meus”.
A revelação veio de uma identificação equivocada dos registros como pertencentes a Urban, devido ao seu trabalho fotográfico contínuo na colônia Tomás Coelho na década de 80.
“Foi aí que me buscaram para confirmar se eu e a Lina havíamos fotografado juntos em Tomás Coelho, o que desvendou o mistério do desaparecimento do ensaio que a Lina havia feito em 84... tanto eu como a Lina estávamos atrás desse material justamente para essa exposição”, esclarece Urban.

MEMÓRIA VIVA – “Lina Faria – Passando a limpo” é parte do projeto Memória Viva, uma iniciativa do MIS-PR que busca homenagear a trajetória de importantes agentes culturais do Paraná, ainda em vida.

Serviço
Abertura 11 de dezembro, às 17h
Visitação até 23 de fevereiro de 2024
De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h
Sala Adalice Araújo – Rua Ébano Pereira, 240, Centro – Curitiba – Paraná.

Intensivos de férias para divertir e entreter pequenos com arte

Que tal aproveitar o início das férias escolares para preencher a agenda das crianças com aulas de arte? Esta é a proposta de dois novos cursos que o Solar do Rosário lança em dezembro, com aulas de aquarela e pintura para crianças e jovens, de 7 a 14 anos. As inscrições já estão abertas na secretaria, com mais informações pelos telefones (41) 3225-6232 – 98803-4634 – 98803-8089.

Confira os cursos intensivos de dezembro no Solar do Rosário:

Intensivo de Férias para crianças: Técnicas de Pintura Através da História – com professora Carla Schwab

Usando referências artísticas de forma divertida, a artista visual Carla Schwab ministra esse Intensivo de Férias para Crianças: Técnicas de Pintura Através da História. A professora aproveita a criatividade dos pequenos, aliada a história de grandes artistas, para ensinar novas técnicas. O curso é voltado para alunos de 7 a 12 anos.

As aulas presenciais acontecem nos dias 5, 6, 7 e 8 de dezembro, das 14h às 17h. Investimento: R$ 250.

https://solardorosario.com.br/cursos/intensivo-de-ferias-para-criancas-tecnicas-de-pintura-atraves-da-historia-2023/

Intensivo de Férias Infantojuvenil: Técnicas de Aquarela – com professora Mari Ines Piekas

As férias dos pequenos começam com muita animação e arte com o Intensivo de Férias Infantojuvenil: Técnicas de Aquarela. O curso, voltado a crianças e jovens de 7 a 14 anos, estimula os alunos a praticar a criatividade, coordenação motora, e conhecimento de técnicas, cores e pincéis. Quem ministra esse intensivo é Mari Ines Piekas, doutora em desenho, ilustradora de literatura infantojuvenil e professora no Solar do Rosário há 15 anos.

O Intensivo acontece nos dias 11, 12, 13 e 14 de dezembro, das 14h às 16h. Investimento: R$ 250.

https://solardorosario.com.br/cursos/intensivo-de-ferias-infantojuvenil-2023/

Solar do Rosário

Endereço: Rua Lourenço Pinto, 500 – 6º, 7º e 8º andares
Telefones: (041) 3225-6232 – 98803-4634 – 98803-8089
Secretaria de cursos do Solar do Rosário: funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e sábado das 9h às 13h.
Galeria de arte: aberta no mesmo horário da secretaria.
Mais em: www.solardorosario.com.br

Com 120 mil ingressos vendidos em Curitiba, exposição imersiva Van Gogh & Impressionistas anuncia suas últimas semanas

Curitiba tem sido palco de uma experiência de arte e tecnologia única com a exposição Van Gogh & Impressionistas, instalada no Shopping Estação. Com mais de 120 mil ingressos vendidos na cidade, a atração tem encantado visitantes de todas as idades.

A exposição imersiva utiliza tecnologia de ponta para dar vida às obras apresentadas. Por meio de efeitos e movimentos de videografismo, as pinturas ganham vida e proporcionam uma experiência única e emocionante ao público. Além disso, uma trilha sonora especial completa a atmosfera envolvente da exposição.

Nesta quinta-feira, 23 de novembro, a produtora Lightland, que promove a atração em várias capitais brasileiras, anunciou que a temporada curitibana está em suas últimas semanas e abriu novas datas na plataforma de vendas.

Prestes a completar meio milhão de ingressos vendidos em todo o país, os realizadores comemoram o sucesso junto ao público da capital paranaense: a forma como os curitibanos abraçaram Van Vogh & Impressionistas é algo jamais visto. Estamos com 99% de nossa lotação preenchida desde que estreamos. E o envolvimento das pessoas daqui com a arte é algo incomparável, diz Davi Telles, CEO da produtora.

Para quem ainda não conseguiu ir à exposição, esta é a última chance para aproveitar. Ingressos limitados com novas datas já disponíveis para venda no site lightland.com.br e na loja física no piso L1 do Shopping Estação.

SERVIÇO
Com 120 mil ingressos vendidos em Curitiba, exposição imersiva Van Gogh &
Impressionistas anuncia suas últimas semanas
Dias de funcionamento:
diariamente, exceto às terças-feiras
Horário:
Segunda a sábado: das 10h às 22h (último horário de entrada às 21h)
Domingos e feriados: das 11h às 22h (último horário de entrada às 21h)
Local:
Estacionamento superior do Shopping Estação - Av. Sete de Setembro, 2775 - Rebouças -
Curitiba/PR
Quanto custa:
- Segunda a sexta - Diurno: R$70 inteira / R$35 meia-entrada;
- Segunda a sexta - Noturno: R$90 inteira / R$45 meia-entrada;
- Fim de semana e feriados: R$110 inteira / R$55 meia-entrada
- Meia-entrada: para segmentos previstos em lei, mediante apresentação de
comprovação na entrada: estudantes; jovens com idade entre 15 e 29 anos que
possuam Carteira de Identidade Jovem; professores das redes pública e privada;
pessoa com deficiência e seu acompanhante, se necessário; pessoa com 60 anos
ou mais; doadores de sangue e medula e outras hipóteses previstas em legislação
local. Gratuito para crianças até 4 anos
Sobre o Shopping Estação
O Shopping Estação é ponto de encontro e referência em entretenimento e gastronomia na cidade, com um mix de lojas e serviços completo, além de reunir parte da história de Curitiba no Museu Ferroviário, único museu dentro de um shopping no Brasil. Inaugurado em 14 de novembro de 1997, há 25 anos o Shopping Estação tem participação ativa na vida dos curitibanos e de milhares de turistas que passam pela capital paranaense.
Fotos: Vinicius Porto/Lightland Produções

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA A EXPOSIÇÃO POESIA EXPERIMENTAL PORTUGUESA

Exposição celebra 60 anos da poesia pós-verso portuguesa

A CAIXA Cultural Curitiba recebe a exposição Poesia Experimental Portuguesa, entre os dias 21 de novembro de 2023 e 21 de janeiro de 2024. O compilado de obras apresenta um panorama da poesia experimental realizada em Portugal, desde os anos 1960 até os dias atuais. São cerca de 80 trabalhos de 18 artistas portugueses, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri.

A coletânea percorre uma trajetória de seis décadas de produção poética em diferentes formatos e suportes: impressões, pinturas, caligrafias, fotografias, objetos, áudios e vídeos.

Apelidada com as iniciais PO-EX, a Poesia Experimental nunca se configurou como um movimento fechado e teve pouca visibilidade no Brasil, embora ambos os países compartilhem da mesma língua e os portugueses tenham sido influenciados pela Poesia Concreta brasileira. Na exposição, destacam-se obras de artistas como Ana Hatherly, António Aragão, Salette Tavares, Silvestre Pestana, António Barros, Fernando Aguiar, Abílio-José Santos, entre outros. Falecido no ano passado, o poeta E. M. de Melo e Castro, pai da cantora Eugénia Melo e Castro, recebe homenagem especial da curadoria.

Fernando Aguiar. Ensaio para uma nova expressão da escrita (1983)

O curador e poeta brasileiro, Omar Khouri, conta que a Poesia Experimental sempre foi considerada uma prática artística de resistência e transgressão. “Esta poesia nasce e se desenvolve no que se pode chamar Era Pós-Verso, instaurada pela Poesia Concreta, nos anos de 1950. Os experimentais são poetas que valorizam as visualidades todas, assim como as técnicas que as possibilitam. Fizeram uso de todos os media que se apresentaram acessíveis”, explica.

Bruna Callegari, também curadora da coletânea, esclarece que a PO-EX é uma poesia que, desde o início, teve como característica a desmaterialização. “Ela se fundou em um conceitualismo muito forte e utilizou meios e materiais frágeis e de pouca circulação. Nesta coletânea nós apresentamos um recorte significativo, que marcam todas as décadas desde os anos 1960 até obras feitas em 2018. É um material rico e panorâmico dessa poesia, que atravessou os tempos, tendo preservado e expandido o seu projeto de resistência cultural e de radicalidade da linguagem”, declara a curadora.

A exposição visa resgatar e evidenciar o histórico dos artistas e de sua valiosa produção cultural. Ao longo do período expositivo, será lançado um livro-catálogo, com edição de textos dos autores portugueses E.M de Melo e Castro, Ana Hatherly e Fernando Aguiar, além de reprodução das obras em exposição. Estão previstas ainda lives com os poetas Fernando Aguiar e Silvestre Pestana.

Sobre a Poesia Experimental Portuguesa
A Poesia Experimental Portuguesa surgiu na década de 1960, desafiando métodos e convenções pré-definidas na cena artística portuguesa. Reconhecida em outros países como concreta, visual, espacial ou intersemiótica, em Portugal, foi denominada de Poesia Experimental, com o lançamento, em 1964, de revista de mesmo nome, a qual alcançou o seu segundo número em 1966.

Em cerca de 60 anos de existência, a Poesia Experimental segue em atividade. Cada artista desenvolve uma maneira diferente de expressão da visualidade na poesia. Ao longo dos anos, as novas gerações de poetas deram continuidade às experimentações, mantendo sempre o princípio da invenção - Tudo pode virar poesia: poemas-objetos, poesia visual, poesia-performance, poesia-cinética e vídeo-poesia.

SERVIÇO:
Exposição Poesia Experimental Portuguesa
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Teatro, Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro.
Data: Abertura dia 21/11 às 19h. Período da exposição de 21/11/23 a 21/01/24
Horário: Terça a sábado das 10h às 20h | Domingos e feriados das 10h às 19h.
Entrada: gratuita
Informações: Site Curitiba | CAIXA Cultural | Instagram caixaculturalcuritiba|
Classificação Indicativa: livre para todos os públicos

Em 10 anos, duas obras de João Turin dadas como perdidas foram resgatadas

“Pietá” foi localizada na França há uma década, enquanto “No Exílio” ganhou uma releitura em bronze neste ano

Pietá (foto Maringas Maciel) e No Exílio (foto Daniel Castellano-SMCS) web.jpg

O artista João Turin (1878-1949) teve seu trabalho resgatado de ponta a ponta, algo até então inédito na área de artes no Brasil. Além de etapas como catalogação, restauro, pesquisa histórica, fundição de esculturas em bronze, entre outras, o trabalho também incluiu missões à Europa (onde o artista morou por cerca de 15 anos no começo do século XX) em busca de obras que estavam desaparecidas.

Em 2023, completa-se uma década em que foi localizada “Pietá”, em uma cidade da França (até então achava-se que a obra teria sido destruída durante a Segunda Guerra Mundial). Uma equipe foi enviada ao local para fazer um molde da escultura. Outra obra perdida, “No Exílio”, também foi resgatada, mas por meio de uma releitura, inaugurada em setembro deste ano para comemorar o aniversário de nascimento de Turin. Ambas as obras encontram-se em exposição permanente no Memorial Paranista, em Curitiba.

A “Pietá” de Turin
A partir de 2011, quando a Família Ferrari Lago passou a gerir o acervo de obras deixado por João Turin, teve início o audacioso projeto de resgate de todo o legado do artista. Uma equipe coordenada pelo professor, escritor e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite realizou uma minuciosa pesquisa histórica que resultou na biografia “João Turin: Vida, Obra, Arte”. Como desdobramento destas pesquisas, em 2013 foi descoberta na França uma de suas obras mais relevantes, “Pìetá”, localizada em Condé-sur-Noireau, na Baixa Normandia. Trata-se de um baixo-relevo de 1917 esculpido em pedra. Dada como perdida por quase 70 anos, a escultura sobreviveu aos bombardeios da 2ª Guerra Mundial, que arrasaram a cidade em 1944, mas a obra permaneceu intacta na Igreja de Saint Martin, que teve suas edificações parcialmente destruídas.

Com a descoberta, foi iniciada uma ação para integrar a obra ao acervo do artista, com a produção de um molde a partir da obra primígena, para que pudesse ser reproduzida no Brasil. “Foi montada uma equipe multidisciplinar com um produtor brasileiro que morava na França na época, Odilon Merlin, e liderada pelo escultor Elvo Benito Damo, de Curitiba, que coordenou a moldagem no local. Depois disso, o molde foi transportado de navio para o Brasil, onde fizemos a primeira fundição inédita em bronze da Pietá”, relata Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra de João Turin.

Essa missão e o processo de resgate e produção do molde foi registrado no documentário “A Pietá de João Turin”, dirigido por Fabrizio Rosa e produzido por Samuel Lago (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo).

No Exílio
Também considerada perdida, “No Exílio” foi a primeira escultura de grandes proporções feita por Turin, concebida em Bruxelas e premiada com Menção Honrosa em Paris. “Durante muito tempo procuramos por essa obra tanto em Bruxelas quanto em Paris, mas não conseguimos localizar”, afirma Samuel Lago. Uma forma de trazer a obra para os dias de hoje foi por meio de uma releitura. Por sugestão do pesquisador Maurício Appel, a artista Luna do Rio Apa foi convidada a realizar uma releitura em argila, a partir de fotografias de época, resultando em uma imponente escultura com 2,70m de altura e mais de 300 quilos.

Em um segundo momento, o escultor Edson de Lima fez a moldagem para a produção da escultura em gesso pedra. A última etapa foi a fundição em bronze, através de uma parceria em que a Família Ferrari Lago cedeu o molde em silicone para a Prefeitura de Curitiba/FCC, para que esta pudesse fundir a escultura, que foi incorporada ao acervo municipal da cidade. Em 21 de setembro, quando se comemoraram os 145 anos de nascimento de João Turin, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, inaugurou a releitura em bronze de “No Exílio” no Jardim de Esculturas do Memorial Paranista.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.

Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil, precursor da arte escultórica no Paraná e um dos criadores do movimento artístico e cultural conhecido como Paranismo. Os trabalhos do artista compõem acervos de 15 museus e instituições do Brasil, além de possuir obras em locais públicos do Paraná, Rio de Janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Agendamento de visitas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Documentário “A Pietá de João Turin”:
https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo

Vídeo com detalhes da moldagem:
https://www.youtube.com/watch?v=LK5CVSCPo7U

Artista paranaense produz obra hiper-realistaem tamanho natural para Instituto Collaço Paulo

São Sebastião Brasileiro, de Lara Baruzzo, será entregue pela Artestil à instituição catarinense e estabelece relação atemporal entre fé, pragas e busca por redenção

A Artestil Galeria de Arte recebe colecionadores e interessados em arte brasileira, nesta terça-feira, dia 31 de outubro, a partir das 17 horas, para apresentar uma obra da artista plástica Lara Baruzzo, que retrata São Sebastião e traz inúmeras simbologias, produzida especialmente para o Instituto Collaço Paulo, de Florianópolis. O trabalho, em óleo sobre tela, tem 1,20m por 2,20m, traduz o talento da jovem artista, especialmente na interpretação da anatomia humana e utilização de elementos históricos e conceituais.

Lara debruçou-se sobre a história do santo por quatro meses, entre a concepção, estudos preliminares e execução do quadro. O conhecimento da artista em anatomia foi essencial para alcançar o resultado que traz imensa força e simbolismo à figura retratada, porém os elementos trazidos para a composição são igualmente simbólicos e intensos e passeiam entre o renascimento, o barroco e o contemporâneo.

Simbolismo
São Sebastião teria sido um soldado romano martirizado por professar e não renegar a fé em Jesus Cristo. “Todo santo intercede naquilo que teve dificuldade. Ele não morre quando é flechado. Sobrevive e segue intercedendo pelos valores cristãos do amor e do perdão. É um herói da fé”, explica a artista. O santo é considerado protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.

A tela traz ainda uma alusão à Batalha de Guanabara, quando se acredita que o santo teria aparecido apenas para os índios, quase que como se protegesse o território dos povos originários, por isso São Sebastião batiza o Estado do Rio de Janeiro. A ilha de Florianópolis também está presente na representação, com uma imagem de Nossa Senhora do Desterro. Alguns dos principais ciclos da economia colonial brasileira estão representados pelas folhas e frutos do café, erva-mate e cana-de-açúcar. Muitas referências evidenciam a luta contra a morte e estabelecem um liame com a luta da humanidade e da ciência contra a Covid. Outros símbolos ainda trazem conexão com o sincretismo religioso brasileiro a partir de elementos que remetem às religiões de matrizes africanas.

Instituto Collaço Paulo
O Instituto Collaço Paulo – Centro de Arte e Educação é uma entidade privada, sem fins lucrativos, de Florianópolis (SC), que promove a arte e a cultura com programas educativos para salvaguardar a Coleção Collaço Paulo, do casal Jeanine Gondin Paulo e Marcelo Collaço Paulo. A instituição atua na conservação e difusão de um acervo significativo e desenvolve ações que abrangem exposições, ciclos de debates, cursos, entre outras atividades socioeducativas.

Lara Baruzzo
Lara Baruzzo é brasileira e tem uma trajetória extensa e plural na cena artística. Além de várias formações no Brasil e na Europa, ela aprimorou suas habilidades com importantes nomes internacionais como Steve Huston, Glenn Vilppu, Sheldon Borenstein entre outros. Foi mentorada por Mathieu Noziere (França), Gustavo Diaz (Porto Alegre/Brasil) e Kathiucia Dias (Los Angeles/USA). Lara expõe desde 2011 e é representada por Liliana Cabral, da Artestil Galeria de Arte, de Curitiba.

SERVIÇO:

Entrega técnica de “S. Sebastião Brasileiro”
Dia 31/10 (terça-feira)
Das 17 às 18 horas - master class para arte-educadores e interessados para detalhamento da obra
18h30 – entrega da obra com brinde para convidados
Artestil Galeria de Arte
Alameda Carlos de Carvalho, 1663

América Andina é tema de exposição fotográfica de Daniel Castellano

Mostra gratuita de um dos principais nomes da fotografia brasileira será aberta em 30/9 no NH Curitiba The Five e reunirá dezenas de imagens inéditas

Reconhecido como o poeta dos cenários curitibanos, em um trabalho que envolve caminhar pela cidade e registrar o cotidiano urbano com fotografias inspiradoras e de ângulos geométricos inesperados, Daniel Castellano anuncia sua nova exposição fotográfica batizada de “América Andina”. A mostra foi idealizada após sua viagem à icônica região e reunirá 20 imagens exclusivas, representando uma jornada visual pelas paisagens, culturas e histórias locais.

“Essa exposição oferece uma oportunidade única para os visitantes se conectarem com a riqueza e a diversidade dessa região fantástica”, explica o fotógrafo. As imagens foram feitas em incursões do fotógrafo pela América do Sul desde 2016 e transportam os visitantes para maravilhas naturais como o Deserto do Atacama, Lago Titicaca, Deserto de Sal de Uyuni, cidades históricas como Machu Picchu e Cusco, além de manifestações culturais e a vida cotidiana da região. “Minha motivação é proporcionar uma experiência visual e emocionalmente envolvente que celebre a América Andina, suas comunidades e suas paisagens. É importante que a gente conheça mais sobre nossos países vizinhos, sua diversidade cultural e questões sociais pertinentes à região”, complementa.

"Abrir espaço para artistas locais, como é o caso do Castellano, é muito gratificante. As fotografias são inspiradoras e ele conseguiu captar fotos únicas, que são verdadeiros presentes aos curitibanos e turistas. Oferecer acesso livre à arte é uma excelente oportunidade de melhorar o dia de todos que passam pelo hotel, sejam colaboradores, hóspedes e pessoas que trabalham no nosso complexo, além é claro, de quem passa por nossas instalações diariamente”, incentiva o diretor do NH Curitiba The Five, Antonio de Albuquerque.

As obras ficarão expostas até o dia 30 de outubro no lobby do hotel. Os trabalhos também estarão disponíveis para compra.

Serviço:

Exposição “América Andina” - Daniel Castellano

Entrada gratuita

Até 30 de outubro

NH Curitiba The Five

Endereço: Rua Nunes Machado, 68 - Batel | Curitiba - PR

Telefone: +55 41 3434-9400

Instagram: @nhhotelsbrasil e @fivelounge

Site: www.nh-hoteles.pt/

SOBRE NH HOTELS

NH Hotels é a marca de luxo do NH Hotel Group, destacada por seus hotéis modernos e singulares em localizações perfeitas na Europa e na América Latina, que se conectam facilmente com as cidades e bairros. Cada NH Hotel é cuidadosamente projetado para oferecer uma experiência confiável que sempre atenderá às expectativas dos hóspedes. Seu estilo descontraído, urbano e fresco faz deles um marco para se hospedar, trabalhar e interagir agradavelmente fora de casa. Quer os viajantes visitem os NH Hotels a negócios ou a lazer, esses hotéis oferecem a seus hóspedes um serviço caloroso e excelente para garantir uma estada perfeita e prática, com uma boa relação custo-benefício. Eles estão prontos para atender adequadamente às necessidades dos hóspedes, felizes em ir além, para que as estadas dos hóspedes sejam sempre um prazer.