Dia de Finados é o tema de programa especial do Canal Angelini

Prof Maria José Devesa fala sobre religião, morte e vivenciar o luto

Os números de mortos em 2020 deprime qualquer ser humano. A Covid-19 fez o mundo conviver com notícias de mortes, famílias e amigos de luto.
No Dia de Finados, 2 de novembro, há rituais diferentes por tradições étnicas ou cerimônias religiosas para reverenciar e lembrar os mortos.
A jornalista Cris Angelini entrevista, nesse Dia de Finados, a Dra Maria José Devesa. Psicóloga, psicanalista, especializada em Medicina Psicossomática, trabalhou por 8 anos na preparação psicológica para morte em pacientes oncológicos. É Professora e coordenadora das aulas de Religiosidade e Espiritualidade e Saúde na Residência Multidisciplinar de Cuidados Paliativos da Faculdade de Medicina da USP.
A Professora de Religiões e Saúde na Faculdade de Medicina do ABC, preparou uma aula para a audiência do Canal Angelini para explicar como as religiões encaram a morte.
“Como integrante do PROSER - Programa de Estudos de Religiosidade e Espiritualidade do Instituto de Psiquiatria da FMUSP/HC, onde leciona vários cursos como: Religiões e Saúde ou Comunicação de Más Notícias, a Prof. Dra Maria José é uma autoridade na área de preparação de profissionais e pacientes com doenças psicossomáticas e com luto. Na pandemia, temos que encarar perdas de pessoas próximas e conviver com histórias de famílias do mundo todo que perderam familiares para a Covid-19. Precisamos falar mais sobre a morte, o luto e como o conforto da religião pode ajudar a passar pela perda”, diz Cris Angelini.
O programa especial estreia no Dia de Finados, 2 de novembro no Canal Angelini no Youtube.

Luto na pandemia: como diferentes culturas lidam com a morte

Tradições em colônias de imigrantes precisaram ser adaptadas com a Covid-19

“Agora, em tempos de coronavírus, a presença é limitada e muitas pessoas ficam nas ruas, entre a igreja e o cemitério, para acenar para os enlutados e assim prestar sua solidariedade”. O relato é da Roselin de Best, moradora de uma colônia holandesa em Carambeí (PR), sobre como as famílias de imigrantes precisaram adaptar suas tradições de apoio a quem perdeu amigos e parentes durante o período de pandemia. Com os cuidados de distanciamento social, a tradição fúnebre também foi afetada e a solidariedade às famílias tem sido prestada a distância.

Mesmo com as adaptações, a forma com que as pessoas lidam com a morte e o luto está muito relacionada à cultura e à tradição local. Visitas a cemitérios, flores, velas, cantigas e orações fazem parte dos costumes de muitas famílias no dia 2 de novembro. O ritual criado na Roma do século XII tem um forte significado para a Igreja Católica e seus seguidores. No Dia de Finados, amigos e familiares que morreram são homenageados em rezas e orações, um ato para interceder pelas almas que estariam no purgatório passando por um processo de purificação, segundo a fé católica cristã.

No Brasil, a morte é vista como um assunto delicado e que causa certo incômodo pelo luto e ausência de entes queridos. Mas, em regiões com forte influência da imigração, tradições relacionadas à despedida trazidas pelos primeiros imigrantes são mantidas. É o caso das colônias holandesas no Paraná, que resgatam no Brasil a forma com que os Países Baixos encaram a morte. De acordo com Roselin, a Holanda vê a morte como um fato que faz parte da vida e pelo qual todas as pessoas irão passar em um determinado momento. “A cultura holandesa encara a morte de uma maneira mais natural, não faz muito mistério. Claro que ficam tristes, de luto, mas falam mais abertamente sobre a morte. Em holandês a palavra seria ‘nuchter’, que traz um tom menos emotivo talvez”, conta Roselin.

Os próprios rituais fúnebres revelam essa naturalidade holandesa. Tradicionalmente, toda a comunidade se envolve nos preparativos do velório em solidariedade à família e unidos pela Igreja. Enquanto o Dia de Finados no Brasil tem influência da Igreja Católica, os costumes holandeses estão ligados à Igreja Reformada, seguindo a linha Calvinista. Bernardo Bouwman, morador da colônia holandesa Castrolanda, em Castro (PR), conta que a igreja tem um papel fundamental na comunidade, prestando suporte para a família e unindo voluntários.

“Quando alguém morre, o presbítero é imediatamente avisado para visitar a família e organizar tudo. O interessante é que a família não se envolve com o enterro. O presbítero reúne todos os vizinhos e separa quem vai ficar em casa cuidando da família, quem fica responsável pela alimentação e até quais serão os vizinhos que vão abrir a cova para enterrar o corpo. E toda essa união da comunidade é feita de forma voluntária para que a família não se preocupe com nada”, comenta Bernardo.

As diferenças de culturas também estão presentes na construção dos cemitérios. Com jardins amplos e uma estrutura minimalista, esses locais reforçam a naturalidade dos Países Baixos. “O cemitério da nossa Igreja IERA (Igreja Evangélica Reformada Arapoti) é diferente também por questão da tradição reformada, que é mais discreta, diferente da tradição católica, que usa túmulos mais elaborados”, comenta Janet Bosch, moradora da colônia holandesa em Arapoti (PR).

No Brasil, essas colônias mantêm viva a tradição holandesa, mas a migração pode mudar alguns costumes. Na Holanda, os corpos são velados por uma semana, enquanto no Brasil dura no máximo 36 horas. Tal diferença acontece pelo clima. O frio europeu permite a conservação dos corpos, o que é inviável no Brasil por causa do clima tropical. “A tradição de um povo é vista de muitas formas e todas elas são importantes para preservar a riqueza de uma cultura e fazer com que cada ritual siga de geração para geração”, diz o vice-presidente da Associação Cultural Brasil-Holanda, Albert Kuipers.

Sobre a ACBH
A Associação Cultural Brasil-Holanda (ACBH) é uma organização formada por holandeses e descendentes de holandeses no Brasil, oriundos de diversas colônias. Visa preservar o patrimônio histórico artístico e cultural holandês e brasileiro para a posteridade. Também quer incentivar, desenvolver e divulgar as várias formas de expressão cultural. Mais informações: https://www.acbh.com.br/

Zezé Di Camargo e Luciano retomam show presencial para celebrar 29 anos de estrada

Adiado em duas ocasiões entre o início e o meio deste ano em razão da pandemia, o show que Zezé Di Camargo e Luciano planejaram para comemorar os seus 29 anos de estrada finalmente poderá ser realizado: a dupla mal pode esperar para este saudoso reencontro com o seu público, agora reagendado para 19 de dezembro, em São Paulo.

Na data em questão, as portas do Espaço das Américas vão se abrir para celebrar mais um aniversário da sólida união da dupla com o público, sua moeda mais valiosa na construção da longa e bem-sucedida estrada trilhada pelos Filhos de Francisco desde 19 de abril de 1991, quando “É o Amor” foi lançada nas ondas do rádio, de Goiânia para o mundo.

Hoje, após mais de 70 regravações daquele que se tornaria um clássico da música brasileira, executado por mais de 1 bilhão de vezes, Zezé e Luciano se apresentam presencialmente no ano mais excepcional de nossas vidas em condições muito especiais, a fim de marcar a contagem regressiva que conduz o par aos seus 30 anos de história.

Para tanto, rigorosas regras de protocolo de segurança imposto pela crise sanitária trazida pela Covid-19 serão seguidas no dia 19, no Espaço das Américas. À porta, todos os convidados terão suas temperaturas testadas por termômetros à distância, e a plateia terá apenas lugares disponíveis com distanciamento entre as cadeiras, além de ingressos para camarotes.

O show começará pontualmente às 21h, duas horas após a reabertura das portas, para que a casa possa estar vazia às 23h, atendendo a normas da prefeitura de São Paulo.

Atenção: as vendas estão abertas a partir desta sexta-feira (30), pelo link www.ticket360.com.br/evento/14541/ingressos-para-zeze-di-camargo-luciano-edicao-limitada. A compra de ingressos das mesas de 04 lugares ou camarotes de 06 lugares deverá ser feita por pessoas do mesmo núcleo familiar ou convívio social, conforme protocolo vigente.

Rumo aos 30

Já no embalo que conduz a dupla a três décadas de sucesso, Zezé Di Camargo e Luciano estão em estúdio gravando uma websérie de cinco episódios que abrirá as comemorações da data. Entre relatos, memórias e revelações de um passado do qual se orgulham, os irmãos recebem, a cada episódio, um convidado ou convidada para uma nova parceria musical.

A trilha inclui Marília Mendonça, com “Você Não é Mais Assim”; Thiaguinho, com “Dois Corações e Uma História”; Luan Santana, com “É o Amor”, e Ivete Sangalo, que deverá cantar com eles “Diz Pro Meu Olhar”. Em breve, outro amigo integra o time de feat.

Dirigida por João Cardia, a produção tem lançamento previsto para janeiro, nos canais da dupla na internet, incluindo YouTube.

A websérie tem como objetivo reunir grandes vozes para ajudar a contar e cantar uma grande história, que já brilhou no cinema, na literatura e no teatro. Todos os escolhidos participam de um bate papo intimista ao lado dos mestres Zezé Di Camargo e Luciano.

É O AMOR - 1 bilhão de execuções e 30 anos de sucesso

Da lista de vozes e arranjos que já regravaram “É o Amor”, estão Alex Cohen, Banda Bem Brasil, Banda Tradição, Bonde do Brasil, Dudu & Darli, Bruno e Marrone, Diego e Ricardo, Donizetti, Flor em Pele, Fabio Junior, Henrique e Diego, João Neto e Frederico, Leandro e Leonardo, Leo Magalhães, Luciano Costa, Maria Bethânia, Marines, Mastruz com Leite, Mexe Ville, Minuano, Nação Forrozeira, Oxente Forro Mania, Quinta Essência, Rosário Negro, Sambalanço, Super mix samba, Thales e Thiago, Villa mix festival 2015, Wanessa Camargo, Gusttavo Lima, Ray Conniff, Lucas Lucco, Vanessa Jackson, Raça Negra, Lilach Davidoff (hebraico ), Os VIPS, Wilson & Soraia, Diego & Sebastian (Argentina), Ramiro Delgado & Ruan Moreno (México), La Mafia (Argentina), Ralf (solo italiano), Vanutti, Roni Motta, Maestro Zezinho (instrumental), André Mazini, Marcelo Barra, Aa Meninas Cantoras de Petrópolis, Valdo Tocantins (sax), Luiz Fernando, Banda Mel, Coral Municipal Uirapuru, Tony Maia, Lindomar Castilho, Grupo Papo 10, James & Danilo, Jaime Villalba, Banda do Maestro José Paulo Soares, Pespuma, Henrique e Claudinho – Tonny Tavio e Zé Rhael, Adelmo Cazé, João Henrique & Fernando, Anna Gue, Wando, Banda Plinta, Alma Serrana, Maestro Janio Santone, Leonardo & Luciano, Busão do Forró, Eduardo Lages, Caio Mesquita, Hebe Camargo, Caio Henrique / Enzo & Dever / Vitoria Lopes (The Voice Kids), Yahir (México), e Hugo Pena & Gabriel.

Sucesso traduzido em números:

Nesses 29 anos de carreira, Zezé Di Camargo e Luciano somam:

* 120 shows por ano, em média

* Mais de 40 milhões de cópias vendidas

* 28 CDs e 6 DVDs

* 7 milhões de espectadores nas bilheterias de cinema com o filme “2 Filhos de Francisco”

* 400 mil exemplares vendidos do livro “Simplesmente Helena”, sobre a matriarca

* 100 mil pessoas de plateia para o espetáculo musical “2 Filhos de Francisco”

* 4 vitórias (entre 5 indicações) no Grammy Latino

* 20 discos de platina

* 15 discos de platina duplo

* 27 discos de ouro

* 27 discos de prata

* 25 discos de diamante

* Prêmio na Academia Brasileira de Letras

* Liderança em campanhas publicitárias no país por 3 anos consecutivos, de 2017 a 2019

* Maior público em show: 500 mil pessoas em Salvador

* 250 mil pessoas em show único no Ibirapuera, em São Paulo

* Zezé Di Camargo foi eleito pela Revista Veja como um dos maiores artistas do século 20 e está entre os 10 compositores que mais arrecadam no Brasil

Entre as parcerias internacionais, a dupla está muito bem acompanhada, a começar por Willie Nelson e Julio Iglesias. No Brasil, os duetos percorrem todos os segmentos da música, como mostram gravações que muito os orgulham com Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Domiguinhos, Fagner, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Luan Santana, Chitãozinho e Xororó, Leonardo, Sérgio Reis e Nando Reis, entre outros.

Redes sociais:

• + de 4 milhões de seguidores no Instagram (@zezedicamargoeluciano) somando o perfil individual

• + de 1,47 milhão no Facebook

• + de 380 mil Novos inscritos no canal oficial

• + de 327 mil espectadores Simultâneos no YouTUbe

• + de 2 milhões de inscritos no Youtube

• 54 mil ouvintes mensais no Spotify

• + de 183 mil seguidores no Spotivy

• + de 75 mil fãs no Deezer

Antes do BRAVE CF 44, francês revela foto do campeão Cleiton Predador no seu quarto:

Distrito de Seef, Bahrein - 1 Novembro de 2020

O franco-tunisiano Amin Ayoub encara o campeão Cleiton Predador no BRAVE CF 44, mas o brasileiro já está na cabeça do desafiante há mais tempo. Em entrevista, Ayoub revelou que mantém uma foto de Cleiton no seu quarto desde que a luta entre eles foi anunciada, para não se esquecer dos desafios que terá que superar para conquistar o tão sonhado título.

“Eu penso no meu adversário todos os dias”, Amin Ayoub contou. “Eu tenho uma foto do Cleiton no meu quarto, para que eu não esqueça nenhum dia por que eu estou trabalhando tão duro. Quando eu acordo, eu vejo a cara dele. Quando eu vou dormir, eu vejo a cara dele de novo”.

“Ele está na minha cabeça o dia todo, toda hora”, o desafiante continuou. “Durante os meus treinos, eu fico pensando em como fazer pra ganhar essa luta, e é por isso que eu vou vencer. Eu estou muito focado na luta, no adversário e no cinturão”.

Ayoub também disse que está muito confiante em uma vitória por finalização sobre o campeão e previu que o triunfo virá no terceiro assalto.

“O Cleiton é mais alto, longilíneo e eu sei que ele vai vir com tudo já no início da luta, mas ele não vai conseguir manter esse ritmo durante a luta toda. Ele vai se cansar bem rápido e eu vou capitalizar nisso. Eu acho que vou finalizar a luta no terceiro round”, assegurou o desafiante.

A luta contra Amin Ayoub vai marcar a primeira defesa de cinturão do campeão dos leves Cleiton Predador, que conquistou o título em agosto do ano passado após finalizar o compatriota Luan “Miau” Santiago. Cleiton tem um cartel profissional de 15 vitórias e duas derrotas, enquanto Amin Ayoub ostenta um retrospecto de 14 vitórias e quatro derrotas.

O BRAVE CF 44 acontece no próximo dia 5 de novembro, em Riffa, no Bahrein. O evento abre a segunda parte da série “Kombat Kingdom”, que contará com dois eventos consecutivos no país-natal do BRAVE Combat Federation.