UFPR produz desinfetante de mãos para postos de saúde e hospitais do SUS no Paraná

Em meio à pandemia do coronavírus no mundo, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) está produzindo álcool 70% glicerinado para distribuição gratuita a hospitais e postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná, além de instituições beneficentes com pessoas do grupo de risco. A iniciativa do Laboratório de Espectrometria de Massas (LabFenn) da UFPR, em Jandaia do Sul, busca trazer uma alternativa para o alto preço e baixa disponibilidade do álcool gel em farmácias e mercados.
O produto não é gelificado, mas pode ser usado para esterilização cirúrgica e para desinfetar as mãos. A produção chega a 500 litros de álcool 70% por dia e a expectativa é que se alcancem mil litros diários na semana que vem. Dos 100 frascos já entregues, 50 foram para o SUS de Jandaia do Sul, enquanto outros 50 tiveram como destino o Asilo São Vicente de Paula, do mesmo município.

Desinfetante é produzido na UFPR a partir de uma formulação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Fotos: Divulgação
Nesta terça-feira (23), 50 litros do desinfetante serão entregues para um hospital na cidade de Jaguapitã, no interior do Paraná, e para a Fazenda da Esperança, em Jandaia do Sul. A distribuição é prioritária para hospitais e postos de saúde. Depois, o foco é para instituições beneficentes, que atendem pessoas do grupo de risco do coronavírus, e após essa distribuição, o produto será ofertado à sociedade como um todo.
“O produto vai ajudar a suprir uma demanda. O álcool em gel está em falta e o preço está alto. A ideia é compensar essa necessidade momentânea”, diz o professor Eduardo Meurer, pesquisador do Laboratório de Espectrometria de Massas da UFPR.

Distribuição é prioritária para hospitais e postos de saúde, depois, para instituições beneficentes e sociedade como um todo
O desinfetante é produzido a partir de uma formulação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O processo começa num tanque de alimentação, em que são colocados os componentes, para então serem transferidos para um tanque maior, onde acontece a mistura. Após isso, os produtos são envasados, rotulados e estão prontos para serem utilizados.
Além do Laboratório de Espectrometria de Massas da UFPR, a produção contou com contribuições da comunidade e indústria local de Jandaia do Sul.
Álcool gel em Curitiba
Em Curitiba, a equipe da Farmácia Escola da UFPR, em parceria com a Pró-reitoria de Administração (PRA) e a Reitoria, produziu álcool gel. Essa produção foi destinada ao uso da comunidade interna da Universidade. Em uma semana, foram produzidos 56 quilos de álcool gel. “É um impacto muito importante e relevante para a comunidade acadêmica. Isso contribui para a segurança da comunidade interna da UFPR”, diz a professora Camila Costa, coordenadora da Farmácia Escola.
Essa não é a primeira vez que a o projeto contribui em uma situação como essa. Na época do surto de H1N1, houve a produção de álcool gel para a UFPR, além do medicamento Tamiflu em solução oral para a prefeitura de Curitiba.
Confira respostas de cientistas da UFPR para perguntas da sociedade sobre coronavírus, incluindo dúvidas sobre uso do álcool gel
Saiba tudo sobre as ações da UFPR relacionadas ao Coronavírus

Cientistas da UFPR esclarecem dúvidas da sociedade sobre coronavírus

Você já se perguntou se a utilização do vinagre é recomendada para eliminar o coronavírus? Ou quanto tempo o vírus permanece nas superfícies ou nas mãos? Essas e outras perguntas da sociedade foram respondidas pelo cientista Emanuel Maltempi de Souza, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele preside a comissão de especialistas criada na UFPR para o enfrentamento e prevenção da doença Covid-19, causada pelo coronavírus.
As dúvidas enviadas pela população fazem parte da campanha “Pergunte aos cientistas”, da Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR. No momento atual de pandemia do coronavírus, o público interno e externo à Universidade pode continuar enviando dúvidas sobre o assunto. Para participar, basta enviar a pergunta ao e-mail agenciacomunicacaoufpr@gmail.com ou no direct do perfil @agenciaescolaufpr no Instagram, com nome completo, idade, profissão e cidade onde reside.
Perguntas sobre prevenção
“O uso do álcool sem ser em gel tem a mesma eficácia? E a utilização do vinagre é recomendado ou é uma notícia falsa?” (Flavia Cristina Furtuoso Barbosa, 20 anos, estudante de Comunicação, de Pinhais – PR). “Se não encontro álcool em gel, posso substituir por álcool de mercado?” (Priscila Gaia, 41 anos, advogada, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Álcool na concentração de 70% é um agente desinfetante eficiente, matando bactérias e vírus patogênicos, inclusive o coronavírus SARS-CoV-2. Para as mãos e pele é recomendado álcool gel, que possui ingredientes para impedir a desidratação da pele. Se não encontrar álcool gel, procure lavar as mãos frequentemente com água e sabonete e atente para a técnica correta. Se você usar muito frequentemente solução de álcool a 70%, a pele ficará ressecada. Finalmente, vinagre é ineficiente e não vai matar o coronavírus seja em superfícies, pele ou na garganta fazendo gargarejo. Essa é 100% fake.
“Para alguém com sintomas de gripe, qual o tempo de isolamento recomendado?” (Ana Rank, administradora, 29 anos, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – O problema do sintoma de gripe é que pode ser Covid-19. Se for a doença leve, deve ser curada em 14 dias e após esse período o vírus não deve estar mais presente. Portanto, o recomendado seriam 14 dias de isolamento voluntário.
“É verdade que se os sintomas forem leves é melhor nem ir ao hospital e ficar em repouso, cuidando como uma gripe normal?” (Patrícia Dall Agnol, 29 anos, engenheira ambiental, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Sim, é verdade. O sistema de saúde estará sobrecarregado, não só por causa da Covid-19, mas por um grande número de doenças que circulam. Além disso, você provavelmente vai se expor à contaminação no caso de não ter Covid-19. O melhor é se tratar em casa num regime de isolamento voluntário durante pelo menos 14 dias. Evite sair e principalmente evite contato com outras pessoas para não passar seu vírus para frente (se for o SARS-CoV2 ou não). Vale lembrar que a grande maioria dos casos de Covid-19 são leves (cerca de 80%). Cerca de 15% requerem cuidados médicos e 5% desenvolvem quadro grave. O sistema de saúde tem que se preocupar com esses casos que se não forem tratados imediatamente, pode ir a óbito.
“Minha filha e eu viajamos a São Paulo. Minha avó faleceu. Por isso, não foi possível evitar/adiar. É necessário isolamento domiciliar, sem contato externo algum? Caso sim, por quantos dias?” (Sarah Rezende, 31 anos, designer gráfico, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – No momento não existe uma recomendação para isolamento. Porém, como vocês vêm de uma região onde tem transmissão comunitária e devem ter frequentado locais com número razoável de pessoas, isolamento voluntário é indicado. O período de incubação em geral é de até cinco dias. Portanto, no seu caso sete dias de isolamento seria suficiente.
“Vou viajar para minha casa de ônibus. Quais cuidados devo ter em relação ao coronavírus?” (Ariane Welke, 23 anos, estudante, de Jandaia do Sul (PR), com viagem para Ponta Grossa – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Ariane, você deve manter distância das pessoas. O ideal seria um assento de intervalo, pois você ficará tempo razoável no ônibus (cerca de uma hora). O que é preconizado é um afastamento de 1,5 metro, que é a distância que gotículas de secreção oral e nasal alcançam quando se tosse ou espirra. Se a distância for menor que 1,5 metro, é recomendado que não dure mais que 15 minutos. Se o passageiro que estiver ao seu lado apresentar sintoma de gripe ou resfriado, talvez você pudesse pedir para mudar de lugar. O assento também pode estar contaminado. Por isso, não passe as mãos no rosto. Use álcool gel para desinfetar as mãos e lave-as bem quando tiver oportunidade. Nos pontos de parada é comum aglomeração de pessoas: procure se distanciar dessas situações. Não é questão de ser antissocial, é necessário para você se proteger e proteger a comunidade evitando que o vírus se espalhe.
“Tenho um pai diabético e cardíaco em casa. Eu tenho que sair de casa já que tenho que trabalhar e não posso ficar em quarentena? Como devo agir e o que fazer para garantir a saúde e segurança dele?” (Patrícia Dall Agnol, 29 anos, engenheira ambiental, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Patrícia, você precisa proteger seu pai, pois ele faz parte do grupo de risco. Evite que seu pai saia de casa, principalmente se for para lugares onde ele pode entrar em contato com muitas pessoas. Você também deve se policiar para não contaminá-lo. Para isso, será necessário se distanciar fisicamente de seu pai: o contato deve ser de aproximadamente 1,5 metro. Quando chegar em casa, lave bem as mãos e outras áreas expostas, e troque de roupa. Procure limpar mesas e bancadas com detergente/sabão e água e desinfetar com álcool 70% (ou produtos de limpeza geral) regularmente. No trabalho siga as regras de distanciamento social: cumprimentar as pessoas a distância, mantenha distância de 1,5 metro das pessoas, lave mãos sempre que possível ou use álcool gel e procure não passar mãos no rosto. Se você tiver sintoma gripal, sugiro restringir mais ainda contato para o que chamamos de isolamento. Algumas empresas estão liberando os colaboradores que coabitam com pessoas do grupo de risco. Verifique se não é o seu caso.
Sobre a contaminação
“Quanto tempo o vírus permanece vivo na mão e permanece nas superfícies?” (Simone Moraes Christini, 46 anos, decoradora autônoma, de Curitiba – PR, e Mariana Thais Megel, 20 anos, estudante, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Depende o tipo de superfície. O coronavírus pode sobreviver de horas até vários dias em certas superfícies e outros fatores como umidade e temperatura. Por isso, é recomendado limpar superfícies com água e sabão e, em seguida, desinfetar com álcool 70% ou usar produto de limpeza de uso geral. Já na sua mão ele vai sobreviver o mínimo de tempo possível, pois você vai lavar as mãos frequentemente e usar álcool em gel.
“É verdade que o coronavírus fica na garganta por mais ou menos quatro dias? E se fizer gargarejo de água quente com sal e vinagre é possível matar o vírus?” (Vinícius Rocha Sampaio, 18 anos, estudante de Fisioterapia, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Isso é totalmente fake. O vírus não será inativado com água quente, sal e vinagre. A forma de evitar o coronavírus e não ser contaminado é manter distanciamento social, lavar as mãos com água e sabão, usar álcool gel (quando não puder usar álcool gel, lavar as mãos), não levar mãos ao rosto e ficar longe de fake news.
“Coronavírus pode ser transmitido pelo ar?” (Venilson Farias)
Emanuel, cientista UFPR – Sim. Gotículas de secreção nasal e saliva expelidas na tosse e espirro contêm o vírus. Essas gotículas caem sobre superfícies que ficam contaminadas. Quando as pessoas passam as mãos nessas superfícies contaminadas e levam ao rosto, permitem a entrada do vírus pela boca, nariz ou olhos. Acredita-se que essa seja a principal forma de infecção. Por isso, a insistência: fique a no mínimo 1,5 metro das pessoas (para evitar contaminação direta no caso da pessoa tossir ou espirrar ou lançar gotículas ao falar), lavar as mãos frequentemente e não levar mãos ao rosto.
“Qual é a célula específica que o coronavírus ataca? E quais os prejuízos fisiológicos?” (Marwim Renan, 25 anos, estudante de Medicina, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – O vírus infecta células epiteliais pulmonares (e de outros órgãos) que expressam o seu receptor, que é a proteína chamada enzima conversora da angiotensina 2 (abreviada ECA2 ou ACE2, em inglês). As espículas (projeções da camada lipídica na superfície do vírus composta pela proteína viral S) são as estruturas que interagem com a ECA2.
Perguntas sobre saúde
“É verdade que perde de 20 a 30% da capacidade respiratória depois de curado? E pode pegar coronavírus duas vezes?” (Letícia Bengtsson, 23 anos, estudante, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – De fato os relatos indicam que há perda da capacidade respiratória e que o pulmão pode ter lesões. Se essas lesões serão permanentes, ainda não se sabe. Embora o vírus prefira os pulmões, pode infectar membranas mucosas do nariz e sistema digestório, podendo inclusive alcançar rins, fígado e sistema vascular, onde pode provocar inflamação e falha de funcionamento do órgão.
“Quanto tempo o coronavírus fica no corpo de alguém infectado?” (Rafael Krasinki, 22 anos, técnico em mecânica, de Curitiba – PR)
Emanuel, cientista UFPR – Acredita-se que nos casos leves cerca de 14 dias. Pacientes com casos graves têm a doença pelo menos três semanas, podendo se estender até seis.

UFPR determina trabalho remoto para todos os servidores técnico-administrativos, professores e estagiários

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) publicou na tarde desta quinta-feira (19) a Portaria nº 754/2020, que determina a adoção obrigatória do regime de trabalho remoto para todos os servidores técnico-administrativos, professores e estagiários em todas as unidades da UFPR a partir desta sexta-feira (20). As novas medidas foram adotadas após reunião desta quinta-feira (19) da comissão criada para acompanhar e controlar a propagação do coronavírus na Universidade, que elaborou um documento com recomendações.
O acesso às dependências da UFPR está restrito aos servidores técnico-administrativos e docentes devidamente autorizados pelos diretores de Setor, pró-reitores ou chefias equivalentes, única e exclusivamente para a realização de atividades essenciais e urgentes.
O acesso dos estudantes às dependências da UFPR está restrito aos casos de atividades que demandam acompanhamento ou trabalho ininterrupto, desde que previamente autorizado pelo professor responsável e comunicado ao diretor do Setor, Pró-Reitoria ou Unidade equivalente onde o trabalho acadêmico é realizado.
O acesso e a prestação de serviços dos empregados terceirizados às dependências da UFPR será controlado e autorizado pela Pró-Reitoria de Administração (PRA).
O Complexo do Hospital de Clínicas seguirá as suas regulamentações internas.
Servidores poderão levar equipamentos sob responsabilidade patrimonial
Os servidores que executarão suas atividades em regime de home office a partir desta sexta-feira (20) poderão utilizar os computadores sob sua responsabilidade patrimonial para realização de tarefas funcionais remotamente. Uma ordem de serviço regulamenta os termos e orienta as informações.
Para fazerem uso do equipamento, os funcionários deverão preencher o documento Nato Digital do Sistema SEI, DPA: Termo de Portabilidade. O documento também informa que, para agilizar o processo, o Termo de Portabilidade deverá ser emitido pelo servidor detentor da carga patrimonial do(s) bem(ns) e ser assinado por ele e por sua chefia imediata.
O Processo deverá ser encaminhado à Divisão de Patrimônio – PRA/DELOG/DPA para os devidos registros e controles. Caso necessitem de auxílio nesse transporte, os servidores podem contactar a Central de Transportes.
Acesse o documento.
COMUNICAÇÃO

A equipe da Superintendência de Comunicação Social e Marketing (Sucom) da Universidade Federal do Paraná comunica que trabalhará em regime de home office a partir desta sexta-feira (20). A medida considera as orientações da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus na UFPR em função da pandemia do COVID-19 (Coronavírus). Todas as atividades desenvolvidas pela Sucom continuarão sendo realizadas em regime remoto.

Jornalistas / Imprensa: A assessoria de imprensa da Sucom-UFPR continuará atendendo e dando encaminhamento às demandas. Todos os pedidos de indicação de fontes e de informações da UFPR devem ser enviados por meio do Sistema de Apoio à Comunicação Integrada (Saci) ou pelo e-mail jornalismo.sucom@ufpr.br. Em função da conjuntura, serão priorizados atendimentos relacionados à pandemia e ao funcionamento da UFPR.

Evento na UFPR incentiva meninas e mulheres a se interessarem pelas Exatas

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) promoverá o evento “Meninas nas Exatas: por elas para todos!” amanhã (11), das 9h às 17h, no Setor de Ciências Exatas, no Centro Politécnico, no Jardim das Américas. A ideia é incentivar meninas de escolas públicas a investirem nas Exatas, um ambiente culturalmente e tradicionalmente masculino.

image.png
Organizadoras e ministrantes de oficinas sobre problemas matemáticos comprovam a relevância do papel das mulheres nas Ciências Exatas (Fotos: Amanda Miranda/Sucom UFPR)

A história contada por Raquel Aita, estudante de Engenharia Civil da UFPR, não teria sido a mesma se ela não fosse medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática. Criada no interior, ela descobriu sua inclinação para os números e, a partir daí, uma série de oportunidades começaram a surgir. Foi assim que passou a ser uma multiplicadora daquilo que mudou sua trajetória – as Ciências Exatas.

Raquel ministra, na próxima terça-feira (11), uma oficina no evento “Meninas nas Exatas: por elas para todos!”, organizado, na instituição, por um grupo de professoras e estudantes que foi crescendo até se tornar enorme. “A rede foi criada espontaneamente, com muita sororidade”, conta a professora do departamento de Química, Camila Silveira, que estuda a temática. “As meninas costumam ser conduzidas e direcionadas para outras áreas. Fazemos parte de um quadro em que as mulheres são minoria”.

O evento terá também exposições, oficinas, jogos interativos, mesas redondas e experimentos variados – tudo oferecido gratuitamente, de forma simultânea. Apresentação de pesquisas da Universidade, da Química a partir de uma fábrica de perfumes e uma oficina de foguetes estão entre as atividades planejadas para atrair crianças e jovens de todas as faixas etárias. As inscrições podem ser feitas aqui.

Um dos pontos de partida da iniciativa foi o projeto “Meninas na Matemática: Procuram-se Arletes”, coordenado pela professora Elizabeth Wegner Karas, do Departamento de Matemática. O projeto é financiado pelo CNPq e homenageia uma professora de Matemática que foi decisiva para a história dela, incentivando e arcando com os custos de uma etapa da sua formação.

O evento é uma prestação de contas do projeto, que reuniu um público de cinco escolas da rede estadual, além de bolsistas da UFPR, mas também uma celebração do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência e uma porta de entrada a um verdadeiro parque de diversões. Serão mais de 40 atividades que estimulam o amor pela Matemática, pela Química, pela Física, chamando atenção para o fato de que existe algo desigual nos bancos escolares, nas universidades e no mercado.

“Na Química, por exemplo, nós temos cerca de 70% de mulheres nas vagas de Mestrado e Doutorado, mas apenas cerca de 30% mulheres professoras. Por que essas pesquisadoras não estão ocupando esses espaços?”, questiona Camila.

Apesar de reforçar o debate sobre equidade de gênero, o evento é aberto a todos os públicos: homens e meninos serão muito bem-vindos. Apaixonada por Matemática desde a escola, Elizabeth, também uma incentivadora de torneios como as Olimpíadas, lembra que a ideia é divulgar as ciências exatas por uma outra lógica. “Nós acreditamos na transformação a partir da educação e queremos que todos se sintam estimulados a se interessarem e desenvolverem suas habilidades para as exatas. Uma criança não imagina a diferença que o incentivo pode fazer em sua vida”.

Aprenda a resolver um problema de forma lúdica

Para gostar de Matemática, às vezes, basta gostar de uma boa história. É isso o que Raquel Larissa Moreira, Nadia, Larissa Maciel e Verônica irão apresentar a quem participar da atividade programada por elas: uma oficina que dispensa conhecimentos específicos da Matemática e aposta no lúdico para mostrar que todo mundo é capaz de resolver um problema.

Apresentadas num ritmo de jogos e competições, as histórias que escondem problemas de lógica foram planejadas por elas tendo como base as provas das Olimpíadas Brasileiras de Matemática, das quais todas são medalhistas. “Acreditamos que seja um incentivo, pois o evento é público e é atrativo para crianças”.

A programação foi construída de forma coletiva, e o engajamento ocorreu de maneira espontânea. Segundo Elizabeth, bastaram chamadas nas redes sociais para que as propostas começassem a aparecer. “A mobilização ocorreu naturalmente e nós ficamos encantadas com a qualidade das atividades que serão oferecidas”, comenta. O evento também está conectado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que prevê a equidade de gênero como um caminho para a justiça social.

Calouros de Medicina da UFPR participam de trote solidário no Ambulatório Menino Jesus de Praga

Até quinta-feira (6), os recém-aprovados do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) iniciam a tradicional ação do trote solidário que marca a recepção aos calouros. Pelo quarto ano consecutivo, o grupo realiza atividades com as crianças atendidas no Ambulatório Menino Jesus de Praga (CHC –UFPR e APACN), que atua na área de hematoncologia.
Divididos em grupos, cerca de 60 calouros do curso devem participar da ação, durante os quatro dias, entre 9 e 11 horas.
A proposta promove a interação com os pequenos pacientes com jogos e brincadeiras, conta um dos idealizadores, Lucas Eduardo de Matos, aluno do 9º período de Medicina e coordenador do MEDinfância – projeto de recreação hospitalar que acontece no ambulatório e nas brinquedotecas do Hospital de Clínicas (HC).

Trote Solidário de Medicina
Local: Ambulatório Menino Jesus de Praga
Datas: de 03 a 06 de fevereiro
Horário: das 9h às 11h

Pesquisadores em biotecnologia pela Universidade Federal do Paraná lançam tônico capilar

Para combater a condição que atinge 42 milhões de brasileiros, pesquisadores doutores em biotecnologia pela Universidade Federal do Paraná lançam o Je Suis, tônico capilar frequenciado que utiliza princípios da medicina biofísica para fazer nascer, crescer, fortalecer e engrossar os fios do cabelo, barba e sobrancelhas

Comando News - Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira do Cabelo (SBC), em 2018, a calvície alcançou a marca 20% da população brasileira. Ainda de acordo com essa pesquisa, essa condição atinge uma significativa quantidade de homens jovens, entre 20 e 25 anos. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a calvice atinge metade dos homens com até 50 anos no mundo inteiro. Além dos homens, as mulheres, também podem sofrer com queda de cabelos e alopecia androgenética. Estima-se que 5% das mulheres sofram com a calvície feminina por estresse oxidativo, causas hormonais e excesso do uso de tratamentos químicos como tinturas e descolorações.

Tônico Capilar Je Suis é resultado de intensa pesquisa científica

Para combater essa condição que afeta a autoestima e causa desconforto em tantos homens e mulheres ao redor do mundo, dois pesquisadores da Universidade Federal do Paraná desenvolveram o tônico capilar quântico Je Suis. "O Je Suis é o primeiro produto que foi pesquisado e desenvolvido internamente pela Universidade Federal do Paraná a ser comercializado. O tônico possui tecnologia inovadora, patenteada e sem precedentes no mercado. A pesquisa foi realizada em 300 pessoas que utilizaram placebo, minoxidil e o Je Suis. Quando comparados, os resultados do tônico capilar quântico são mais expressivos e eficazes," explica a médica e PhD dra. Andrea Soccol.

Desenvolvido por Dr Carlos Soccol, em parceria com sua filha dra. Andrea Soccol. Carlos é uma das maiores autoridades mundiais em Biotecnologia com mais de 81 patentes registradas, 1.159 artigos científicos publicados e 23 livros escritos e sua filha é PhD em Biotecnologia com premiações internacionais. “A pesquisa conduzida por ambos biotecnólogos ao longo de 8 anos, validada pela Universidade Federal de Paraná (UFPR) e com resultados comprovados, foi decisiva para integrarmos o Je Suis ao portfólio da BelClinic” diz Cleyton Ogura, CEO da marca de Dermoativos. Parte da industrialização do tônico acontece na universidade. Lá o tônico é frequenciado com equipamentos de última geração, depois é feito o acabamento e comercialização.

Como o Je Suis funciona

O tônico capilar frequenciado Je Suis utiliza princípios da medicina biofísica para fazer nascer, crescer, fortalecer e engrossar os fios do cabelo. O tônico elimina o estresse oxidativo usando um "blend" de ativos (naturais) e por meio da frequência equilibra o couro cabeludo e permite que os cabelos existentes cresçam mais fortes e novos fios nasçam de folículos capilares. Além de cabelos, o tônico pode ser utilizado para fortalecimento de sobrancelhas e barba.

Onde comprar

O tônico capilar quântico Je Suis pode ser adquirido por meio do serviço de vendas da BelClinic Dermoativos pelo WhastsApp (41) 9.9689-1035 / 9.9945-3164, preço sugerido R$ 233,00/unidade ou Kit com 3 unidades por R$599,00.

Sobre a BelClinic Dermoativos

Fundada em 1991 por Mutsumi Ogura imigrante japonesa que veio para o Brasil aos 17 anos, a BelClinic, tornou-se referência em tratamento de pele, com presença em 11 estados por meio de uma rede de distribuidores. Desde 2017, a empresa é conduzida por Cleyton Ogura. Cleyton é palestrante e engenheiro formado pela Unicamp e pós-graduado em administração pela FGV-SP. Para saber mais sobre a Belclinic acesse www.belclinicbrasil.com.br ou www.belclinic.com.br

Sírio é o primeiro refugiado a ser diplomado mestre pela UFPR

Menos de um quilômetro de distância separa a Praça Tiradentes da Praça Santos Andrade, ambas na região central de Curitiba. A primeira delas foi o lugar onde o advogado e jornalista sírio Amr Houdaifa passou uma noite em claro, assim que chegou, em 2015, por conta dos conflitos no seu país. A segunda remete a lembranças mais recentes e felizes – foi ali, no Prédio Histórico da Faculdade de Direito que ele se tornou o primeiro refugiado a receber o título de mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Houdaifa defendeu, em dezembro do ano passado, a dissertação “Participação política do migrante: entre a teoria e o Direito Internacional e suas aplicações no Brasil”. O pioneirismo, como ele conta, deu origem a sentimentos duais: ao mesmo tempo em que sentia medo, enchia-se de coragem e orgulho da sua trajetória. “Mas no dia da defesa eu me sentia tranquilo. Estudei até 17h do dia anterior”, recorda.
O estudo de mais de cem páginas usa como referência os conceitos de Estado, soberania e cidadania. Os deslocamentos forçados de pessoas migrantes, segundo ele, mobilizam um estado de sub-cidadania por conta dos obstáculos à efetivação dos direitos de participação política.
Uma das questões trabalhadas na pesquisa é o direito de voto da pessoa migrante, em que trata dos aspectos normativos e legais. A participação em atividades sindicais e partidos também é foco da dissertação. As conclusões, entretanto, são duras: “As formulações que compõem os Direitos Humanos embora necessárias não são suficientes para assegurar o exercício deste direito, mesmo nos países em que a legislação nacional contém uma previsão, como é o caso do Brasil”, indica, no texto final.

Amr conheceu o Prédio Histórico antes de se tornar acadêmico do mestrado (Fotos: Marcos Solivan/Sucom UFPR)
A ideia de estudar questões sobre a participação política dos migrantes no Brasil não veio ao acaso. Anos antes, ao ir a uma manifestação, ele foi retirado do local por amigos, que temeram que ele pudesse prejudicar sua estada no país. A experiência empírica se transformou no trabalho acadêmico, com a orientação do professor José Antonio Peres Gediel, a quem, nos agradecimentos, se refere como “grande guia ética e teórica”.
Mas mesmo com a conquista que a obtenção de um diploma representa, a história de Houdaifa não é tão diferente dos mais de onze mil moradores do Brasil reconhecidos como refugiados. Ele deixou a Síria a força, por conta da guerra, e foi em busca de uma embaixada que o acolhesse. O primeiro percurso levou-o ao Líbano, região em que sofreu por conta do preconceito e da xenofobia. De lá, partiu em um voo rumo a São Paulo, acompanhado do irmão, com 63 dólares na carteira.
As lembranças daquele longínquo dia de 2015 também o remetem a uma sensação típica de quem enfrenta a incerteza. “Pena que chegamos”, foi o que conseguiu balbuciar na aterrissagem, preocupado com o que teria pela frente. Três dias antes, fez uma pesquisa das cidades onde poderia se instalar e escolheu Curitiba. “Foi muito difícil. Tentei usar um aplicativo de carona para ir de São Paulo a Curitiba, mas precisava de um cadastro com CPF. Fui ajudado por um policial”, conta ele, que não sabia falar nada em Português.

Sírio é o primeiro refugiado a se tornar mestre pela UFPR; defesa ocorreu em dezembro de 2019

A primeira noite na Praça Tiradentes, sem conseguir pregar os olhos, também não saiu da memória. A busca por um lugar para se instalar deu certo com a ajuda dos recursos financeiros de um irmão e graças à interlocução com um brasileiro de quem desconhece o nome e a quem chamava de “inglês”, por ter retornado ao país brevemente depois de viver nos Estados Unidos.
A Universidade e uma nova perspectiva
No Brasil, Houdaifa não conseguiu exercer nenhuma de suas profissões: trabalhou em obras e restaurantes. A chegada de um jornalista brasileiro que atuava na Síria, no entanto, acabou lhe trazendo novas perspectivas: foi quando conheceu a UFPR. “Fomos a um encontro sobre migração e participei junto com ele. Foi quando me falaram sobre a sala 28. Seis meses depois eu procurei o mestrado”, conta.
A sala 28 é onde funciona o atendimento ao migrante e refugiado, serviço oferecido pela UFPR para acolher e orientar pessoas que enfrentavam a mesma situação de Houdaifa. Assim que chegou ao local, ele buscou informações sobre o mestrado. Estudou sozinho para as provas de proficiência em Português. Depois, entrou em um curso de português para migrantes e conseguiu passar na segunda tentativa.
Mesmo enfrentando as dificuldades naturais de adaptação, entre elas o vocabulário jurídico e a tradição da escola jurídica brasileira, ele se dedicou a estudar “o dobro” que os colegas, justamente para enfrentar seus maiores problemas. O desempenho ficava melhor a cada disciplina, e o trabalho final de Filosofia do Direito – que envolvia filosofia política e marxismo – lhe dá orgulho até hoje.

Registro do dia da defesa, ao lado do orientador e membros da banca (Foto: acervo pessoal)
Houdaifa não demonstra a menor dúvida ao ser questionado se deixaria seu país caso ele não estivesse em guerra. A resposta é não. Formado em Direito e Jornalismo pela Universidade de Damasco, ele trabalhava em um jornal quando foi forçado a deixar o país e se orgulhava de viver em um lugar em que a educação e a saúde privadas eram proibidas.
A namorada, farmacêutica, chegou logo depois, e hoje eles moram juntos no bairro São Francisco. Os pais também tentaram se adaptar ao Brasil, mas não conseguiram. Como vieram de um vilarejo de cerca de sete mil habitantes, a falta da comunidade e da atividade agrícola pesou – ambos voltaram para a Síria e permanecem por lá.
A presença dos familiares está viva na páginas dos agradecimentos da dissertação assinada por ele. Aos pais, se refere como “casal que mora na nossa casa num vilarejo esquecido, no outro lado do planeta, os camponeses e os professores de dignidade e generosidade”. Os irmãos e amigos também têm os nomes grafados no documento que representa sua conquista.
Mas ele não pretende voltar. Seu foco, agora, é o doutorado, que pretende cursar na mesma universidade onde se tornou mestre. “A ideia não é o título, mas o que ele representa. Ser um refugiado mestre, para mim, é um grande feito. Sinto orgulho porque significa que os refugiados conseguem salvar seu futuro”, comenta.

Curso gratuito de Técnico em Agente Comunitário de Saúde da UFPR recebe inscrições até 1º de novembro

Curso gratuito de Técnico em Agente Comunitário de Saúde da UFPR recebe inscrições até 1º de novembro

Estão abertas as inscrições para o curso técnico em Agente Comunitário de Saúde (TACS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é oferecido no Setor de Educação Profissional e Tecnológica (Sept), em Curitiba. O prazo segue até 17 horas do dia 1º de novembro e as inscrições são gratuitas.

O processo seletivo consiste na análise do histórico escola do 1º e 2º ano do ensino médio. Após preencher o formulário pelo site do Núcleo de Concursos (NC) (aqui: http://app.nc.ufpr.br/concursos_institucionais/pspet/pspet2020/inscricao.php), o candidato deve entregar a documentação exigida em edital até o dia oito de novembro na secretaria de cursos do Setor de Educação Profissional e Tecnológica (Sept).

São ofertadas 30 vagas para candidatos que já possuam ou irão concluir o ensino médio até o dia 31 de dezembro deste ano. As aulas serão ministradas no turno da manhã no Sept e o curso tem duração de dois anos.

Confira o edital aqui (http://portal.nc.ufpr.br/PortalNC/PublicacaoDocumento?pub=1301). Mais informações estão disponíveis na página do NC ou pelo e-mail sept.coord.tacs@ufpr.br

SERVIÇO
Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde
Período: abertas até 01/11/2019
Vagas: 30
Processo seletivo: sem provas – análise do histórico escolar do 1º e 2º ano do ensino médio
Inscrições: site do Núcleo de Concursos da UFPR (http://portal.nc.ufpr.br/PortalNC/Concurso?concurso=SEPT2020, mesmo hotsite do processo seletivo do Curso Técnico de Petróleo e Gás)
Entrega da documentação exigida: – até 08/11/2019 na secretaria de cursos do SEPT
Local das aulas: Setor de Educação Profissional e Tecnológica – Sept (R. Dr. Alcides Vieira Arcoverde, 1225, Jd. das Américas, Curitiba/PR)