Neurologista da UFPR indica que perda de olfato e paladar por covid-19 pode permanecer após eliminação do vírus

Perda de olfato e de paladar são alguns dos sintomas mais comuns da covid-19, ocorrendo até com mais frequência que outras manifestações características da doença como tosse, febre e cansaço, e têm auxiliado no diagnóstico inicial de pessoas infectadas pelo coronavírus. Esses sintomas são corriqueiros também em outros tipos de resfriado e gripe, porém sempre de forma transitória e reversível. O que tem se observado com relação à covid-19 são relatos de perda de olfato e paladar sem retorno mesmo após o desaparecimento dos demais sintomas e da criação de anticorpos pelo organismo.

Esse é o caso de Viviane Flumignan Zétola, que está há quatro meses sem sentir gosto e cheiro de praticamente nada. Médica neurologista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ela descobriu que havia sido infectada pelo vírus logo no início da pandemia no Brasil, em 17 de março, e, após a perda súbita desses sentidos, passou a pesquisar mais sobre o assunto que está dentro de sua especialidade médica. Seu autorrelato foi publicado na revista internacional Crimson Publishers.

Viviane explica que a maioria das infecções respiratórias apresenta um neurotropismo, ou seja, um vírus que tem habilidade de infectar o sistema nervoso periférico, acometendo a parte respiratória. Por isso é comum a manifestação de anosmia (perda da capacidade do olfato) por um curto espaço de tempo coexistente com outros sintomas respiratórios como congestão nasal e coriza. “Com o coronavírus, o desenvolvimento da anosmia é diferente, pois pode acontecer independentemente do comprometimento respiratório alto e da congestão nasal. No meu caso não tive nenhum desses sintomas, o que me diz que essa via de entrada para o sistema nervoso pode ocasionar um processo inflamatório comprometendo a via olfatória. Ainda estamos aprendendo de que maneira isso pode acontecer”.

Estudos recentes revelam que cerca de 36% dos pacientes infectados pelo coronavírus desenvolvem complicações neurológicas, das quais as mais comuns relativas ao sistema nervoso periférico são a disgeusia, isto é, a diminuição da capacidade de paladar (5,6%) e a hiposmia, ou baixa sensibilidade olfativa, (5,1%). Porém como os testes olfativos e de sabor não fazem parte dos exames gerais de saúde, os médicos precisam confiar nos relatórios de pacientes, o que pode levar a uma análise estatística subestimada desses sintomas.

Na experiência da neurologista, a perda de olfato e paladar aconteceu de forma súbita e total após o quarto dia do início dos demais sintomas, que de modo geral restringiram-se a febre e tosse. “Estava assistindo a um filme, minha filha fez pipoca e eu não senti nem o cheiro e nem o gosto da pipoca. Foi aí que percebi o sintoma e então passei a me observar”. Após 20 dias do início da doença, ela notou um retorno leve na percepção do sabor principalmente para alimentos condimentados, mas o olfato não melhorou. Depois de 30 dias sem melhora no olfato, Viviane realizou um teste de Sniffin Sticks, exame que submete o paciente a diferentes cheiros e produz um score de acertos e erros. O resultado foi compatível com hiposmia.

O mecanismo que converte os estímulos em olfato e paladar é uma sequência complexa de processos com mediadores bioquímicos induzidos pela presença de partículas. Segundo a especialista, as particularidades anatômicas tornam esses neurônios mais vulneráveis a lesões, no entanto eles geralmente são substituídos em poucos dias. “Apesar disso, certos medicamentos, radiação e infecções virais podem prejudicar esse sistema de renovação, que normalmente é rápido. Parece que nesse contexto, a renovação do neurônio no nervo craniano I não acontece porque a célula indiferenciada da lâmina basal foi atacada”.

Mesmo após a cura dos demais sintomas e a realização de diversos exames que demonstram uma boa resposta imunológica do organismo ao coronavírus, Viviane ainda persiste com perda de paladar e olfato. “Apresento recuperação para alguns olfatos e paladares específicos, porém para outros posso dizer que é zero. Tenho dois cachorros e me balizo pelo fato de não sentir cheiro algum proveniente deles”, comenta.

Recentemente, especialistas da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, descobriram que o coronavírus ataca as células que fornecem suporte metabólico e estrutural aos neurônios sensoriais, bem como certas células-tronco e vasos sanguíneos. O estudo, publicado na revista científica Science Advances, indica que o vírus altera o sentido do olfato nos pacientes não infectando diretamente os neurônios, mas afetando a função das células de suporte.

A combinação de anosmia e ageusia pode impactar significativamente a qualidade de vida em pacientes sobreviventes e, de acordo com a neurologista, deve ser considerada uma bandeira vermelha para o diagnóstico diferencial de síndromes respiratórias agudas, sugestivo de coronavírus. “As razões para isso ainda não são claras. Esperamos que mais casos, séries e pesquisas se concentrem em informações prognósticas sobre sintomas e seu valor para o desenvolvimento de doenças específicas no futuro”.

Covid-19 e sistema nervoso
O estudo que aponta cerca de 36% de pacientes apresentando complicações neurológicas decorrentes da covid-19 revela que a maior parte dessas questões está relacionada ao comprometimento do sistema nervoso central, sendo mais frequentes as tonturas (16,8%) e dores de cabeça (13,1%). Segundo a publicação, os sintomas neurológicos são significativamente mais comuns em casos graves em comparação aos menos severos. “Esses pacientes também apresentavam alto nível de dímero D no sangue e menor número de linfócitos. Ambos foram implicados como tendo um papel potencial na fisiopatologia AVC em pacientes com covid-19 e como mecanismo de possível imunossupressão”, comenta a neurologista.

A atuação do sistema nervoso neurológico é bastante importante em todos os aspectos relacionados à doença provocada pelo novo coronavírus e Viviane alerta para outras consequências causadas por essa relação. “Temos visto também uma espécie de encefalopatia, um comprometimento do comportamento do encéfalo, que pode causar agitação quando o paciente é desligado do respirador. Essa conduta não é comumente vista em outras doenças que requerem auxílio do ventilador mecânico. Nesses casos, as pessoas precisam ser sedadas novamente e, muitas vezes, retornam ao respirador”. O relato da médica indica um dos motivos que têm contribuído para a escassez de algumas drogas sedativas e para a permanência prolongada em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

“Percebemos que a covid-19 pode afetar tanto o sistema nervoso central como o periférico. Há muitos eventos trombóticos e pró-trombóticos que têm capacidade de ocasionar microtromboses e até Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, menciona a neurologista destacando que os estudos atuais estão bastante focados na sobrevivência do paciente, mas que em breve devem passar a relatar com mais profundidade as sequelas que a doença pode deixar.

Link para a matéria
https://bit.ly/3hRnCmW

Momento atual e Pós-Pandêmico da Economia serão debatidos por Economistas em Live promovida pelo CoreconPR

 O evento on-line que comemora o Dia do Economista é aberto à sociedade e tem como objetivo enaltecer a profissão do economista contribuindo com informações de grande relevância para todos.

 

A pandemia da Covid-19 atingiu a economia de todos os países, e para debater este momento econômico atual e os rumos pós-pandemia no Brasil, economistas paranaenses estarão reunidos através da plataforma on-line Zoom, para a live com tema “Aspectos atuais e tendências da economia brasileira: presente e futuro”. O evento que acontece no dia 13 de agosto, a partir das 14h, promovida pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (CoreconPR), reunirá cinco economistas em debate, para comemorar o Dia do Economista, com o objetivo de levar informações de qualidade e relevância sobre o atual momento e pós-pandêmico.

O evento on-line é voltado para toda a sociedade com inscrições através do e-mail: eventos@coreconpr.gov.br ou direto no formulário do site  https://www.coreconpr.gov.br/sem-categoria/live/, onde será confirmada a inscrição e enviado para o e-mail um link de acesso para a transmissão. O evento tem inscrições limitadas.

Durante a tarde quatro economistas farão sua explanação, que serão mediadas pelo vice-presidente do CoreconPR, Eduardo Cosentino, que é mestre em Desenvolvimento Econômico pela UFPR.  Entre os debatedores estará o presidente do CoreconPR, Carlos Magno Bittencourt, que é doutor em Engenharia de Produção pela UFSC. Ele abordará o tema “Cenário da economia brasileira – crise 2014-2018 e pré-pandemia”. A economista Luciana Bastos que é mestre e doutora em História Econômica pela USP e professora associada da UNESPAR de Campo Mourão falará sobre o “Momento atual da economia brasileira na crise da pandemia”.

O economista José Maria Ramos que é doutor e Direito pela PUCPR, professor Adjunto da Unioeste e delegado do CoreconPR terá como tema “Perspectivas da economia brasileira pós-pandemia” e o economista Jandir Ferrera Lima, que é professor do Departamento de Economia e do mestrado e doutorado em Desenvolvimento Regional e Agronegócio da Unioeste com o tema sobre “Os reflexos da pandemia na economia paranaense”.

DIA DO ECONOMISTA

Anualmente no mês de agosto o CoreconPR promove diversas ações para comemorar o Dia do Economista. Mas neste ano devido a pandemia da Covid-19 e o isolamento social, o Conselho teve que mudar sua estratégia e irá promover a live como forma de enaltecer a profissão dos economistas perante a sociedade, levando informações de relevância e qualidade em prol de todos.

SERVIÇO:

Live com tema “Aspectos atuais e tendências da economia brasileira: presente e futuro”.

Data: 13/08/2020 – Dia do Economista.

Horário: 14 horas

Plataforma: Zoom

Inscrição: pelo e-mail ou no link https://www.coreconpr.gov.br/sem-categoria/live/

Promoção: CoreconPR em comemoração ao Dia do Economista

Informações: e-mail: eventos@coreconpr.gov.br ou whats (41) 98419-4807

UFPR assina protocolo para início de testes da vacina contra a Covid-19

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) assinou na última sexta-feira, dia 24, um acordo de parceria técnico-cientifica com o Instituto Butantan, de São Paulo. Essa cooperação permitirá o início da fase 3, em humanos, dos testes da vacina contra o novo coronavírus no Complexo Hospital de Clínicas (CHC).

O complexo é uma das 12 instituições brasileiras que serão responsáveis pelos testes da CoronaVac, uma vacina produzida na China e que é uma das mais promissoras contra o novo coronavírus em todo o mundo. O Butantan enviará ao CHC as doses da vacina produzida pela empresa Sinovac Biotech para a realização de testes clínicos em voluntários, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

Participaram da assinatura o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca; a vice-reitora Graciela Bolzon de Muniz; a superintendente do CHC, Claudete Reggiani; a professora do Departamento de Saúde Coletiva e chefe da Unidade de Infectologia do CHC, Sonia Raboni; e Rosires Pereira de Andrade, gerente de ensino e pesquisa do CHC.

Um grupo de pesquisadores liderados por Raboni selecionará 850 voluntários entre trabalhadores da linha de frente contra a Covid-19. Metade dos voluntários receberá a vacina, feita com o vírus inativado quimicamente, para estimular a produção de anticorpos. Outra metade receberá um placebo, substância sem efeito direto para a doença. Depois de 14 dias, haverá uma segunda dose.

Após esse período, a equipe do CHC acompanhará os voluntários por até 16 meses, monitorando quem desenvolveu sintomas de Covid ou anticorpos contra o vírus nos dois grupos, em consultas e coletas de sangue. “Se houver maior prevalência de doentes entre os que não receberam a vacina, será possível constatar a eficácia da vacina para quem a recebeu”, explica Raboni. O estudo é duplo-cego, ou seja, nem o profissional do CHC responsável pela aplicação, nem os voluntários saberão se a aplicação é de vacina ou de placebo.

Os interessados em participar dos testes podem acessar a página do Instituto Butantan em que há uma série de perguntas e respostas para triagem. Se a pessoa se encaixar no perfil, é orientada a entrar em contato com o grupo do CHC para agendamento da consulta presencial, pelo email sinovac@hc.ufpr.br e pelo whatsapp (41) 98522-5146.
Durante a consulta, a equipe analisará as respostas do questionário e realizará outros exames para verificar se o voluntário pode participar da pesquisa. A triagem dos voluntários e a aplicação da vacina começam na próxima segunda-feira, dia 03 de agosto.

Os testes da CoronaVac no CHC juntam-se a outros 27 estudos sobre a Covid-19 que estão em andamento dentro do complexo, o que reforça a sua importância nas pesquisas da área de saúde, de acordo com a superintendente Claudete Reggiani. “Nesse momento, atuar em pesquisa nas áreas mais promissoras, é um grande orgulho”, sintetiza.Para o reitor da UFPR, a escolha da instituição para realização dos testes reflete o conhecimento científico já estabelecido pela universidade. “Os testes da vacina chinesa reforçam o protagonismo que a universidade pública tem em situações de emergência, contribuindo para uma solução de saída da crise da pandemia”, ressalta Ricardo Marcelo Fonseca.

Links

Matéria completa - https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/ufpr-assina-protocolo-para-inicio-de-testes-da-vacina-contra-a-covid-19/ Site de avaliação do Instituto Butantan - https://app.profiscov.com/avaliacao
Anexos

Participaram da assinatura (da esquerda para a direita) Rosires Pereira de Andrade, gerente de ensino e pesquisa do CHC; a vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzon de Muniz; o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca; a superintendente do CHC, Claudete Re
Convênio permitirá o início da fase 3 de testes no complexo CHC. Foto: Marcos Solivan

Oito capitais brasileiras, incluindo as do Sul, estão longe do pico de mortalidade de Covid-19, indica sistema ModInterv

Sistema baseado em modelo matemática desenvolvido por rede de pesquisadores da UFPR, UFPE e UFS aponta que Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre regrediram no combate à doença, enquanto Recife e Belém já ultrapassaram o pico de mortes

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Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis estão entre as capitais brasileiras que mostram, nesta segunda metade de julho, distância em relação ao pico da mortalidade por Covid-19, o que indica retração do combate à pandemia. A análise é baseada no ModInterv, sistema para projeções criado por pesquisadores de áreas de Exatas das universidades federais do Paraná (UFPR), Pernambuco (UFPE) e Sergipe (UFS). Segundo o sistema, a situação ocorre também com outras cinco capitais: Goiânia, Belo Horizonte, Campo Grande, João Pessoa e Brasília. A avaliação foi registrada em artigo no banco de pré-prints da Scielo e considera a situação das 27 capitais no dia 19 de julho (que vem se mantendo desde então).

Segundo os cientistas, as oito capitais mencionadas estão com a curva acumulada de mortalidade em ascensão, seja ela mais ou menos acentuada. Considerando que todos os estados brasileiros tinham mortes confirmadas por Covid-19 já na primeira quinzena de abril, o cenário sugere que as cidades estão falhando nas medidas de combate (o que faz com que a curva permaneça ascendente desde o início) ou houve retrocessos no combate ao vírus por causa do afrouxamento de medidas de prevenção.

Nesse último caso, é possível notar uma mudança de rumo na curva dos gráficos de mortalidade que os autores do trabalho chamaram de “relargada”.

“Em Curitiba foi o que aconteceu, certamente, porque a curva de óbitos da cidade parecia perto de ponto de inflexão para formar o platô e houve a ‘relargada’ no fim de junho. É um quadro parecido como o das outras capitais do Sul”, avalia o professor Giovani Vasconcelos, do Departamento de Física da UFPR, que faz parte da Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19 e Intervenções não Farmacológicas (Modinterv), criadora do sistema. “É diferente de cidades que estão na mesma situação porque a curva sempre mostrou crescimento, caso de João Pessoa”.

Saturação

Recife e Belém são as únicas capitais já na fase de saturação, ou seja, que atingiram o pico de mortes, o que significa que o gráfico de óbitos tende a formar um platô que aponta regressão da pandemia — a linha reta significa que as mortes pela pandemia pararam de se acumular. As outras 17 capitais se encontram em situação de combate à pandemia (curvas de óbitos em ritmo desacelerado, próximas do ponto de inflexão).

Desse último grupo, Maceió é a que parece mais propensa a alcançar a mesma situação das outras duas cidades nordestinas. É preciso cautela, porém, já que a piora do cenário tem se mostrado mais rápida e fácil do que o contrário. “O gráfico da capital alagoana é exemplo de como a situação é dinâmica: no domingo passado, o modelo que prevê saturação ainda não ‘convergia’ para Maceió”, explica Vasconcelos. A instabilidade fica mais clara quando se analisa o motivo pelo qual Maceió ainda não faz parte do mesmo grupo que Recife e Belém: aumentos esporádicos no número de mortes neste fim de julho, que têm adiado a inflexão da curva de óbitos e a formação do platô.

Mudanças bruscas

Da mesma forma Recife e Belém devem manter cautela, afirma o professor Raydonal Ospina, do Departamento de Estatística da UFPE e membro da rede de pesquisa. Entre as duas cidades, Recife tem números melhores no que diz respeito à taxa de mortalidade por milhão de habitantes (126,63 óbitos por 100 mil habitantes no último dia 26, contra 137,93 de Belém segundo a plataforma Brasil.io) e apresenta uma aproximação mais rápida em relação ao que se pode considerar o fim da pandemia. Ospina ressalta que a capital pernambucana Implementou em meados de maio um “lockdown”, com fechamento de escolas, comércio e serviços não essenciais, assim como do acesso às praias.

O município também fez campanhas de conscientização — obtendo altos índices de cidadãos adeptos do isolamento social — e criou grupos de trabalho com a participação de cientistas para planejar a reação à escalada de mortes. Para o professor, os resultados dessas medidas parecem se refletir nas estatísticas. Por outro lado, há o risco de uma reabertura precoce, como a decretada neste mês, suscitar uma “relargada” como a vivenciada pelas capitais sulistas.

“Ter chegado ao platô ou à fase de saturação não implica que estamos terminando. Indica que as medidas de prevenção têm sido adequadas a fim de manter o número de óbitos controlados. Mas isso assumindo que as condições se mantenham. Se mudar as medidas de contenção da doença, por exemplo, relaxando o quadro, a doença pode recrudescer. Sem vacina fica muito difícil pensar em fim de epidemia”, analisa.

Aplicativo

O sistema ModInterv se baseia em um modelo matemática descrito em um artigo científico publicado em maio na revista “PeerJ”, focada em ciências da vida e ambientais. A inovação do modelo é a capacidade de adaptação da sua fórmula, que permite fazer projeções em diferentes cenários e localidades, desde que a hipótese de um tratamento farmacológico específico para a doença esteja
fora da equação.

Em breve o ModInterv poderá ser acessado, por qualquer interessado, por meio de um aplicativo para celulares batizado com o nome do sistema. Assim como na ferramenta on-line, o aplicativo permitirá escolher curva (contágio ou óbitos) e localidade (cidade, estado ou país). Há ainda a opção de gerar imagens dos gráficos para download.

O aplicativo foi desenvolvido por pós-graduandos dos programas de Física da UFPE e pesquisadores dos Departamentos de Física da UFS e da UFPR. O lançamento ocorreu durante um seminário on-line, em junho. Atualmente o app está em fase de avaliação pela Google Play Store.

LINKS

Matéria no Portal da UFPR (com gráficos): https://bit.ly/3hJBOym

Acesso ao sistema: http://fisica.ufpr.br/modinterv/

Artigo "Recife and Belém are currently the only capitals that are already in the saturation phase of Covid-19 in Brazil" (2020), no Scielo Preprints: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/1001

Matéria no Portal da UFPR com explicação da metodologia: https://bit.ly/2VTGyrH

Legenda da foto: "Para pesquisadores da Rede ModInterv, Curitiba teve retrocessos no combate à mortalidade por Covid-19 aparentes no gráfico no fim de junho e passou a ter um ritmo de crescimento ainda maior do que no início da pandemia. Foto: Luiz Costa/SMCS, 30/3/2020"

Funarte e UFRJ lançam o Sistema Nacional de Orquestras Sociais

Programa promove capacitação musical e pedagógica para projetos orquestrais e a inclusão social em todo o Brasil. Atividades se iniciam em
15 de julho, com vídeos e publicações disponíveis em site

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Orquestra de Sopros da UFRJ, regida pelo Maestro Marcelo Jardim. Foto: Ana Liao

O Sistema Nacional de Orquestras Sociais (Sinos), fruto de parceria entre a Fundação Nacional de Artes – Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, principia suas atividades dia 15 de julho, quarta-feira. O lançamento será com uma "live", no canal Arte de Toda Gente, do Youtube. Os convidados são: a Diretora pedagógica do projeto Brasil de Tuhu e líder artística do Quarteto Radamés Gnattali, Carla Rincón ; o compositor e professor de Composição da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wellington Gomes; o Diretor Executivo do Instituto Baccarelli, Edilson Ventureli, e o Diretor do Centro da Música da Fundação Nacional de Artes - Funarte, Bernardo Guerra. A mediação será de André Cardoso, Coordenador do Sinos e Professor de regência da Escola de Música da UFRJ.

O Sinos é uma rede composta por dezenas de profissionais de música, que atuará em cursos, oficinas, concertos e festivais, neste segundo semestre e também por todo o ano de 2021. As atividades se iniciam exclusivamente online e, quando possível, se estenderão a ações presenciais, em todas as regiões do país. A ideia é capacitar regentes, instrumentistas, compositores e educadores musicais, apoiando projetos sociais de música e, ainda, contribuir para o desenvolvimento das orquestras-escola de todo o país. A iniciativa integra o Programa Funarte de Toda Gente.

“O propósito inicial do Sinos é estimular quem já está colocando a mão na massa”, diz o maestro Marcelo Jardim, vice-diretor da Escola de Música da UFRJ e coordenador dos projetos da universidade em parceria com a Funarte. “Em lugar de criar um programa que iniciasse tudo do zero, a escolha da Fundação e da Universidade foi valorizar essas pessoas que já atuam, mas são carentes de apoio e de sustentação; e reforçar e chancelar o que elas já estão fazendo em suas áreas” afirma.
Num primeiro momento, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, o projeto terá apenas ações online – cursos, oficinas e publicações, disponibilizadas de modo virtual, todas gratuitas, mediante inscrição. Mais tarde, as atividades serão presenciais, em várias cidades das cinco regiões do país, junto a instituições parceiras. Por meio do site do projeto – www.sinos.art.br –, estarão disponíveis oito linhas de ação:

Pedagogia para cordas
A primeira vertente é o Curso de Capacitação Pedagógica para o Ensino dos Instrumentos de Cordas. Ele é direcionado para professores e monitores de projetos sociais de todo o país e estará disponível no site. É composto por
16 módulos de vídeo oficinas, a cargo de uma equipe de 16 professores. Eles abordarão temas como postura, afinação e musicalidade, aplicadas à prática de violino, viola, violoncelo e contrabaixo.

Projeto Espiral – capacitação instrumental de jovens músicos
A segunda linha de ação reúne cursos de capacitação para alunos de orquestras e bandas de projetos sociais de todo o Brasil. Ao todo, 40 professores distribuem-se entre 22 cursos livres, compostos, cada um, por 20 vídeos, com duração de oito a dez minutos, destinados a diversos instrumentos dos grupos de cordas, metais, madeiras e percussão. Estão incluídos, ainda, temas como música de câmara, teoria musical, história da música e reparo e manutenção de instrumentos de sopro e de cordas.

Projeto Orquestra
Já o Projeto Orquestra prevê atividades presenciais, a serem desenvolvidas em 2021. Estão planejadas oficinas de capacitação intensiva de uma semana para jovens instrumentistas, que participarão de uma rotina diária, com ensaios gerais e de naipe, além de palestras e “masterclasses” com alguns dos músicos profissionais mais conhecidos do Brasil. A ideia é formar uma “sinfônica laboratório” e preparar dois concertos. Em cada edição haverá um regente e um solista convidados. Estão previstas ações nas capitais dos estados do Pará, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia; e em Brasília.

Sinos e-Orquestra
Esta vertente reúne jovens músicos de orquestras de projetos sociais de todo o Brasil a instrumentistas profissionais, numa grande celebração da música sinfônica brasileira. As apresentações, que conjugarão as participações isoladas de cada músico, serão registradas em vídeos, com execuções de peças orquestrais de compositores brasileiros, em formações de orquestras sinfônicas, de cordas e de sopros.

Academia de Regência
Esta iniciativa é dirigida a jovens regentes das orquestras de projetos sociais, que, em sua maioria, têm dificuldade de acesso a conteúdo didático e a professores. A ação começa com vídeo oficinas sobre temas introdutórios da regência, a partir de obras inéditas, encomendadas a compositores de todo o país. Ao todo, serão 24 vídeos, de seis professores diferentes e 30 compositores envolvidos com o projeto.

Academia de Ópera
Esta é uma ação pedagógica que reúne, em vídeo oficinas, regentes, cantores, diretores e demais profissionais da ópera. O objetivo é colaborar para a implementação de núcleos desse gênero musical nos projetos sociais que já tenham uma orquestra consolidada; e que tenham potencial de ampliação de suas atividades musicais.

Orquestra/Instituição Parceira
O objetivo desta iniciativa é compartilhar procedimentos pedagógicos com orquestras jovens, projetos sociais e instituições educativas e culturais, governamentais, ou do terceiro setor. Serão disponibilizadas vídeo oficinas de capacitação para demandas específicas e material didático, também online. O alvo é que esses conjuntos possam avançar, tanto tecnicamente, quanto em termos de sustentabilidade – com apoio na capacitação para produzir espetáculos, por exemplo.

Festivais de música
Essa vertente do projeto tem como foco o apoio a festivais que sejam reconhecidamente relevantes. Nela está prevista com a contratação de professores para oficinas e “masterclasses” para alunos de instrumentos e de regência, ao longo de 2021.

“Lives” e material pedagógico

Como suporte a essas ações, o Sinos conta com duas ferramentas importantes: a primeira são as “lives” na internet, em que, em formato interativo, professores, músicos e profissionais da área interagirão com alunos das mais diferentes regiões do país, em tempo real, tratando de temas relacionados às oficinas e de atualidades da profissão. Haverá também entrevistas e mesas redondas. A segunda será a publicação de cadernos pedagógicos, apostilas e partituras; e de um periódico, destinado ao universo das orquestras do Brasil – tanto profissionais quando acadêmicas, sejam formações jovens ou de projetos sociais. O objetivo é oferecer apoio pedagógico, teórico e prático ao trabalho de organizações sociais, instituições de ensino e orquestras do Brasil.

Parceria estratégica

Principal fomentadora, promotora e incentivadora governamental de atividades artísticas no país, a Funarte agrega, na parceria com a UFRJ, conhecimento e capacidade técnica para a execução do projeto Sinos. Uma das principais e mais respeitadas instituições de ensino superior do país, a Universidade – com sua Escola de Música – tem em seu quadro, docentes especializados, não somente em métodos e didática específicos, direcionados a alunos, como também na capacitação de professores e regentes; e no estímulo do desenvolvimento pedagógico e artístico das formações orquestrais, por meio de oficinas, palestras e preparação de material didático.

“A intenção é de que, no futuro, a iniciativa possa ganhar vida própria e ter continuidade”, aponta Jardim. Para que isso ocorra, será especialmente importante a participação das instituições e secretarias de cultura dos vários estados do país, para repartir e compartilhar responsabilidades com o Governo Federal. As parcerias com a UFRJ integram uma série de ações da Funarte, o Programa Funarte de Toda Gente.

Serviço:

Sistema Nacional de Orquestras – Sinos
Realização: Fundação Nacional de Artes – Funarte e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Curadoria: Escola de Música da UFRJ
Lançamento: 15 de julho de 2020, quarta-feira
www.sinos.art.br

Informações sobre editais e outros programas da Funarte
www.funarte.gov.br

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Pesquisas revelam dados sobre crise econômica causada pela pandemia e home office na quarentena

Confira duas sugestões: Crise econômica deve ser longa e duradoura / Trabalho remoto na quarentena tem causado sobrecarga

PAUTA 1

Crise econômica causada pela pandemia será longa e rigorosa como a dos anos 30, aponta relatório feito na UFPR
A pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus, tem assolado o mundo inteiro e desencadeou uma crise econômica mundial que pode ser comparada à Grande Depressão, ocorrida nos 30 (século XX) após a quebra da bolsa de valores e considerada uma das mais graves recessões econômicas já vividas. É o que revela o relatório “Brasil e o mundo diante da Covid-19 e da crise econômica”, produzido pelo Programa de Educação Tutorial (PET) em Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Por dois meses o grupo de estudo reuniu bibliografia, acompanhou sites e blogs e seguiu com atenção as questões econômicas procurando constituir um acervo de informações e dados que reflitam o cenário econômico nacional e mundial e que sejam úteis à sociedade. A partir destas observações, os pesquisadores concluíram que a crise deve ser mais longa e mais profunda do que muitos relatórios de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugerem.

Um dos motivos que leva a esse entendimento é o fato de que a recuperação das atividades econômicas será difícil, a exemplo dos ramos do turismo, dos esportes e do entretenimento. Essa situação é agravada pela transição produtiva que resultou em novas plataformas não disponíveis para toda a população. O home office, por exemplo, não é uma norma laboral a todos e muitos perderam definitivamente os seus empregos.

De acordo com os estudiosos, na verdade a pandemia funcionou como um gatilho para agravar a crise econômica de boa parte dos países, pois o ritmo de crescimento global já se mostrava débil. “Poucos países antes da pandemia apresentavam crescimento robusto. As medidas exigidas para frear os contágios dessocializam a vida e a economia. Os prognósticos mostram uma queda monumental e não há sinais claros de como poderá ocorrer uma recuperação”, revela Demian Castro, coordenador do projeto e professor do Setor de Ciências Sociais Aplicadas.

O Brasil é um desses países que já passava por um momento econômico desfavorável antes do coronavírus, ao apresentar recuo da produção industrial, queda dos investimentos, altos níveis de desemprego, informalidade e precarização do trabalho. “Simultaneamente, nunca o Estado esteve tão amarrado e impossibilitado de, pelo menos, articular políticas anticíclicas. Com relação à pandemia, a falta de coordenação com os governos subnacionais, a abertura prematura de atividades econômicas e a falta de uma política industrial de emergência para a cadeia produtiva da saúde colaboraram para agravar este cenário”, analisa o professor.

Crise no mundo
Assim como todos os países foram atingidos pela doença, todos também têm sentido e sentirão, por um tempo, os reflexos econômicos por ela causados. Segundo o relatório, existe uma relação direta entre a forma como os países se posicionaram perante a covid-19 e a saúde com as consequências na economia.

O documento aponta que os países que estão se saindo melhor são os que têm serviços de saúde mais preservados ou souberam prevenir com firmeza seu congestionamento; aqueles que conseguem testar mais e identificar a população de risco; os que mostram maior grau de coordenação; e os que conseguem demonstrar maior autoridade e clareza quanto aos interesses diante das pressões de grupos econômicos de origem comercial.

“Com lockdown, testagem e monitoramento rígidos, China, Coréia do Sul, Nova Zelância, Singapura, Austrália, Alemanha, Cuba, Venezuela e Argentina devem se recuperar mais rápido”, aponta Castro. Ele acredita, ainda, que Brasil e Estados Unidos adotaram um posicionamento errado ao negarem a ciência e não se aparelharem para atender a população, bem como a Índia, cuja situação está fora de controle atualmente. “Para que os impactos sejam sentidos em menor intensidade no Brasil, o país teria que promover um confinamento radical de pelo menos três semanas”.

Confira a matéria completa no site: https://bit.ly/3gLoid0

PAUTA 2
Trabalhar de casa durante a pandemia tem causado sobrecarga nos trabalhadores, revela pesquisa da UFPR
Pessoas que estão trabalhando de casa forçadas pela quarentena encontram-se mais sobrecarregadas e em um ritmo mais acelerado. Em contrapartida, a flexibilidade no horário e não precisar enfrentar o trânsito no deslocamento são os pontos positivos da modalidade. É o que revela uma pesquisa realizada pelo Grupo Estudo Trabalho e Sociedade (GETS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com a Rede de Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (Remir).

O estudo, que teve o objetivo de compreender as condições gerais dos trabalhadores e a adaptação quanto à mudança do trabalho presencial para o trabalho remoto em razão da crise causada pela covid-19, alcançou cerca de mil respostas de profissionais dos mais diferentes segmentos, categorias e funções, contemplando, na maior parte, trabalhadores do setor público (65,12%) e com alto nível de escolaridade da cidade de Curitiba.

O aumento considerável de dias e horas de trabalho durante a pandemia foi um dos aspectos constatados nos resultados da pesquisa. Do total de trabalhadores entrevistados, 34,44% estão exercendo suas atividades laborais por mais de oito horas diárias, isso é mais que o dobro de pessoas que antes adotavam essa prática, e 17,77% trabalham os sete dias da semana. Para quase metade dos respondentes (48,45%), o ritmo de trabalho ficou mais acelerado no home office.

Giovanni Allam Taborda, analista de tecnologia da informação, não participou da pesquisa, mas também está em home office desde o início de março. Ele conta que tem passado mais horas trabalhando desde que iniciou na modalidade, pois as demandas têm chegado por diversos canais diferentes. “Além dos meios oficiais, chegam tarefas por e-mail e aplicativos de mensagem. Como trabalho na área de redes, os solicitantes geralmente precisam de uma resposta rápida”. Para ele, a atuação profissional agora está mais voltada a cumprir metas e demandas, do que apenas cumprir o horário de serviço.

A maior dificuldade apontada pelos entrevistados, nesse contexto, foi a falta de contato com os colegas de trabalho (60,55%), seguida pelo número de interrupções (54,59%) e dificuldade em separar a vida familiar da vida profissional (52,91%). Sendo que a maioria (61,15%) afirmou ter experimentado alguma dificuldade ao executar o trabalho remotamente. Nesse quesito as pessoas puderam marcar mais de uma alternativa.

Apesar da falta de contato presencial, Taborda revela que no caso dele a comunicação com os colegas melhorou, pois agora são realizadas reuniões de equipe toda semana. “Não era uma prática comum na unidade e agora virou rotina. Cada um descreve o que fez no período e as dificuldades enfrentadas. Tentamos nos ajudar nos desafios e problemas que aparecem”.

Por outro lado, a flexibilidade de horários (69,09%), não enfrentar trânsito (66,23%) e a menor preocupação com a aparência (58,61%) foram citadas como facilidades dessa forma de trabalho. Também nessa questão os respondentes tinham a possibilidade de assinalar mais do que um aspecto.

A grande maioria (87,2%) considera a qualidade do trabalho presencial melhor ou igual ao trabalho desenvolvido remotamente. Em aspectos gerais, 48,34% dos trabalhadores afirmaram que a modalidade possui tanto pontos positivos quanto negativos.

Confira a matéria completa no site: https://bit.ly/2W3BIZM

UFPR indicam novos epicentros da pandemia no Brasil em modelo estatístico

cientistas da ; UFPR Litoral oferta tecnologias de diagnóstico a baixo custo

Veja abaixo duas sugestões de pauta da Universidade Federal do Paraná (UFPR):

Modelo estatístico adaptado pela UFPR indica Sul e Centro-Oeste como novos epicentros da pandemia no Brasil
Um modelo estatístico adaptado da literatura internacional e alimentado por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) baseado na taxa da transmissibilidade da covid-19 indica que o Sul e o Centro-Oeste são os novos focos da disseminação da doença no Brasil. Isso porque, nessas regiões, o contágio está se alastrando de uma pessoa doente para novos contaminados de forma mais rápida. No Sul, uma pessoa com a doença está contagiando uma média de outras 1,23. No Centro-Oeste, o indicador é ainda maior: cada individuo doente contamina outros 1,35.

Os dados estão sendo atualizados sistematicamente por uma equipe do Laboratório de Estatística e Geoinformação, em parceria com o Serviço de Epidemiologia do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR. Segundo o professor Wagner Bonat, que está a frente dos estudos, a investigação da taxa de transmissibilidade baseada nos óbitos é mais confiável do que a que se baseia nos casos notificados. Basicamente, quando o indicador é maior do que um, significa que o número absoluto de infectados aumentará exponencialmente. “Isso nos informa um número aproximado de possíveis novos casos”, explica o pesquisador. A taxa é representada no modelo pela letra R. [...].

Acesse release completo: https://bit.ly/2YVW2wU

Tecnologias da UFPR Litoral para testes imunológicos de Covid-19, que custam R$ 5 e R$ 10, estão abertas a parceria
Desenvolvidas no Laboratório de Microbiologia Molecular da UFPR Litoral, duas tecnologias que podem substituir o fator que mais pesa no custo nos testes imunológicos para a Covid-19 — os antígenos virais, hoje importados — estão em oferta tecnológica via Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As tecnologias viabilizam alternativas nacionais aos testes imunológicos, em geral comerciais, que atestam a presença do vírus no organismo por meio dos anticorpos que o corpo produz ao reagir ao microrganismo. Isso ocorre de sete a dez dias depois do contágio.

A proposta das ofertas tecnológicas é criar parcerias com empresas a fim de colocar no mercado kits de diagnóstico para uso laboratorial capazes de constatar o coronavírus por meio de uma gota de sangue. Uma das inovações propõe metodologia nova para um diagnóstico rápido, em 15 minutos, cujo kit teria custo de produção estimado em R$ 10. A outra é uma adaptação para um teste imunológico tradicional, o Elisa (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), que sairia ainda mais barato, cerca de R$ 5. [...]

Grupo de MPB lança produção com 48 artistas em casa no evento cultural online da UFPR; banda de médicos no combate à pandemia também integra programação

Segunda edição do Movimento Conexão será dias 25 e 26 de junho e terá 14 atrações gratuitas com diferentes estilos musicais, aula de forró, batalha de poesias e webinários

É de Aldir Blanc a letra da canção que será interpretada por 48 artistas do Grupo de MPB da UFPR em suas casas. Em um vídeo com mosaico de vozes e sons, cantores e instrumentistas vão homenagear o compositor brasileiro que morreu por Covid-19 cujo nome virou lei que prevê auxílio emergencial à cultura durante a pandemia. A produção será lançada na segunda edição do evento cultural online Movimento Conexão, que será transmitido gratuitamente nos dias 25 e 26 de junho das 15h às 18h pelo Facebook da Agência Escola UFPR. Ao todo, serão 14 atrações com diferentes estilos musicais, aula de forró em clima de festa junina, sarau e batalha de poesias e webinários – confira a programação completa neste link (http://www.agenciacomunicacao.ufpr.br/site/?p=1609).

A canção que será apresentada pelo Grupo de MPB da UFPR foi composta por Aldir Blanc na década de 1970 e celebrizada por Elis Regina. Regente do Grupo de MPB da UFPR, Vicente Ribeiro conta que a letra retrata questões sociais vividas pelo Brasil na época, mas que tem muita relação com o momento atual. “Parece que foi feita para o tempo que estamos vivendo”. O nome da música será surpresa ao público a critério do grupo.

Com novos elementos técnicos e artísticos, a apresentação SOS Brasil encerrará o Movimento Conexão às 17h30 do dia 26, sexta-feira – na primeira edição do evento o Grupo de MPB apresentou a performance “Dança do Ouro”. “Com essas produções virtuais, mostramos que continuamos fazendo arte, que a arte está viva. A arte se confunde com a própria vida e nos humaniza, nos torna pessoas melhores”, acrescenta Vicente ao se referir ao contexto de pandemia.

Coordenadora da Agência Escola UFPR e diretora do Setor de Artes, Comunicação e Design (Sacod), a professora Regiane Ribeiro destaca que a segunda edição do evento potencializa as diferentes linguagens artísticas, além de ampliar a participação dos campi avançados da UFPR. “A programação traz diversidade de atrações e linguagens de grande relevância dentro do contexto cultural da cidade e da universidade”.

O Movimento Conexão é uma realização da Agência Escola de Comunicação Pública UFPR em parceria com o Setor de Artes, Comunicação e Design (Sacod) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) da Universidade.

Pluralidade

Para a produtora cultural do Sacod, Patricia Salles o diferencial do Movimento Conexão é mostrar produções da UFPR com trabalhos e pesquisas de alunos, professores e técnico-administrativos e ao mesmo tempo dialogar com convidados de outros segmentos ou instituições. “A curadoria do evento é sempre pensada a partir de uma pluralidade tanto das linguagens artísticas quanto de público e formato de conteúdo”.

“Buscamos trazer propostas que fossem diferentes do que o público conferiu na edição passada e também atrações que fossem diferentes entre si em termos de estilo, temática e linguagens artísticas”, acrescenta Kleiton Costa, produtor cultural da Coordenadoria de Cultura da Proec. Para ele, o destaque é a própria diversidade do evento, que mistura música pop e clássica, poesia, debates e forró com atrações para todos os gostos.

Banda de médicos no combate à pandemia

Rogerio de Fraga, Marcos Sigwalt, Luiz Araújo, Alexandre Soares e Marcelo Wada são médicos formados na UFPR e atuam no combate à pandemia de Covid-19 seja linha de frente ou na gestão. Ao Movimento Conexão trarão arte para o público no dia 25, quinta-feira, às 17h30, com apresentação da banda de rock Uso Utópico que criaram em 2004. Recentemente o formando de Medicina Gabriel Schier de Fraga também passou a integrar a banda.

“É recompensador poder compartilhar algo lúdico neste momento tão reflexivo e doloroso para tantas pessoas. A música é uma das conexões humanas mais ancestrais que existe. É um exercício excelente para a saúde mental e social”, diz o médico Rogerio de Fraga, que também atua no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, e vocalista da banda Uso Utópico.

Orgulho LGBTI

No mês do orgulho LGBTI, o Movimento Conexão traz o webinário “Gênero e cultura pop: identidades LGBTI+ nas animações seriadas” no dia 26, sexta-feira, às 16h30. Mestrandos em Comunicação na UFPR, Leonardo José Costa e Romão Matheus Neto discutem as animações seriadas como materialidade para se pensar questões de gênero na cultura pop.

Ainda na sexta-feira, dia 26, às 15h30, Jeruza Miller, drag queen pianista com carreira internacional, apresenta o projeto PianoDrag unindo piano e canto em repertório clássico, jazzístico e popular. “O mês do orgulho LGBTI é uma visibilidade para a comunidade. Artistas que defendem e contribuem para a diversidade também devem ter a oportunidade de apresentar o seu trabalho. Nesse momento de pandemia é importante que essas plataformas virtuais aconteçam”, diz.

Fotos em alta resolução: bit.ly/movimentoconexao

Link da notícia no portal UFPR: https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/grupo-de-mpb-lanca-producao-com-48-artistas-em-casa-no-evento-cultural-online-da-ufpr-confira-programacao-completa/

Campanha para doar parte do Imposto de Renda ao Instituto TMO vai até 30/06

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Lide Multimídia - O Instituto TMO, por meio da campanha “Abrace o Leão e doe parte do seu imposto”, está recebendo doações de pessoas físicas, que podem destinar até 3% do seu imposto de renda. O prazo vai até o dia 30 de junho, último dia em que a Receita Federal receberá as declarações dos contribuintes. A doação deve ser feita durante o preenchimento do formulário de declaração, conforme instruções abaixo.

Pessoas Jurídicas também podem contribuir, mas de uma forma diferente: doando até 1% do imposto devido, deduzindo o valor destinado no pagamento que será realizado no ano subsequente.

O Instituto TMO é uma instituição sem fins lucrativos que há 31 anos realiza ações em prol do transplante de medula óssea e do acolhimento a pessoas em tratamento. Possui uma residência de passagem chamada Casa Malice, que hospeda gratuitamente pessoas de outras cidades que vêm a Curitiba fazer tratamento no Hospital de Clínicas da UFPR. Existem diversas formas de contribuir, que estão disponíveis no site www.institutitmo.org.br/apoie .

Como doar:

Critério: Declarar por formulário completo (seja IR a restituir ou a pagar). Valor: Até 3% do IR devido, referente ao exercício. O valor será calculado automaticamente pelo programa de declaração da receita federal.

1. DOAÇÃO: Depois de informar as possíveis doações realizadas em 2019 e terminar o preenchimento da sua declaração, selecione, “Resumo da Declaração” e escolha a opção “Doação diretamente na declaração – ECA”. Clique em “Novo”, escolha o “Fundo Municipal”; em UF, selecione “PR – Paraná”; e em Município, “Curitiba”. Na sequência digite o valor calculado pelo programa da receita federal.

2. IMPRESSÃO: Entre na opção “Imprimir” e selecione “DARF – Doações diretamente na declaração – ECA”.

3. PAGAMENTO: Pague a guia até o dia 30 de junho de 2020.

4. E-MAIL DE CONFIRMAÇÃO: Para direcionar sua doação a Associação Alírio Pfiffer/Instituto TMO, envie um e-mail para captacao@institutotmo.org.br, contendo as seguintes informações: Comprovante de pagamento do DARF de doação; nome completo, CPF, endereço e telefone. Obs.: O envio deste e-mail é fundamental para que o seu recurso direcionado aos nossos projetos.

Redes sociais do Instituto TMO:
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Cientistas da UFPR trabalham no desenvolvimento de vacina contra a covid-19

Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão utilizando nanotecnologia para desenvolver uma vacina contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). A técnica consiste em produzir nanopartículas que imitam os antígenos do vírus, ativando o sistema imune contra a doença. O método escolhido proporciona baixo custo no produto final e pode ser replicado em vacinas para outras enfermidades. O projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Para elaborar a vacina, os pesquisadores produzirão nanoesferas de polímero, biocompatível e biodegradável, recobertas com partes específicas da proteína Spike, que é a proteína que permite ao Sars-CoV-2 infectar nossas células, e da proteína do envelope do vírus. As partes escolhidas dessas proteínas são vitais para a infecção viral. Essas nanopartículas funcionarão como um veículo para apresentar ao sistema imune os antígenos do vírus. “A vantagem é que elas não causam prejuízo ao nosso organismo e são biocompatíveis, ou seja, as partículas circulantes no sangue serão degradadas pelo organismo assim que cumprirem a missão de ativar o sistema imune contra o novo coronavírus”, explica Marcelo Müller dos Santos, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR.

A técnica escolhida utiliza o polímero bacteriano polihidroxibutirato (PHB), que é uma macromolécula acumulada naturalmente por diversas bactérias. Quimicamente o PHB é um poliéster com características muito similares a polímeros utilizados para a fabricação de plásticos, como o polietileno e o polipropileno. Segundo Santos, partículas de PHB carreando proteínas já foram empregadas com sucesso para imunizar camundongos contra tuberculose e hepatite C.

“Nosso grupo de pesquisa na UFPR já trabalha, há mais de 30 anos, com bactérias que produzem esses polímeros. Há cerca de 10 anos, essa linha de pesquisa foi revitalizada com a perspectiva de contribuir para a redução do uso de insumos fósseis não renováveis e geradores de gases de efeito estufa. Nesse sentido, pretendemos associar o que estamos fazendo para desenvolver uma tecnologia que possa contribuir no combate à covid-19”, revela Emanuel Maltempi de Souza, também docente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular e presidente da Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Coronavírus na UFPR.

Processo
O processo de produção da vacina consistirá na produção das proteínas recombinantes capazes de serem imobilizadas em nanopartículas de PHB e na produção das nanopartículas de PHB. “Os dois procedimentos serão realizados na bactéria Escherichia coli (E.coli), amplamente utilizada em biotecnologia. Como a E. coli não produz PHB naturalmente, nós reorganizaremos o processo de engenharia genético dela para produzir o polímero em altas quantidades e sob condições específicas”, esclarece Santos.

A ideia é utilizar biologia sintética para montar as proteínas em módulos, unindo diferentes blocos de DNA em um novo gene sintético. De acordo com Souza, a proteína derivada desse novo gene terá as características por eles planejadas. “Essa é uma estratégia bem interessante, já que não temos certeza de qual proteína do vírus será mais imunogênica. As proteínas podem ter milhares de aminoácidos, mas apenas uma parte com algumas dezenas pode ser necessária e suficiente para induzir a formação de anticorpos”. Empregando essa técnica, os cientistas podem criar uma coleção de proteínas ou peptídeos sintéticos, baseados nos originais, unidos a proteínas que apresentem antígenos do vírus e imunizar os animais em testes pré-clínicos para escolher as combinações mais eficientes.

“Além disso, é possível preparar bibliotecas de antígenos de outros vírus e de patógenos bacterianos e fúngicos, visando à imunização contra outras doenças. Bibliotecas, nesse contexto, significam uma coleção de genes para diferentes antígenos. Essa coleção pode ser utilizada para escolher o melhor antígeno de acordo com a necessidade”, comenta o presidente da comissão.

Etapas
Atualmente o projeto está na fase pré-clínica. Os pesquisadores esperam que dentro de um mês tenham o primeiro lote de nanopartículas prontas para inocular camundongos. Caso os testes comprovem ser possível induzir anticorpos nos animais e que não há risco para seres humanos, a vacina passará para a fase clínica.

A fase clínica é composta por três estágios de testagens. A primeira é realizada em dezenas de voluntários. Na segunda, os testes são estendidos para centenas de voluntários e, além da indução de anticorpos, é verificada a segurança. O último estágio testa a eficácia da vacina para proteger toda uma população contra a doença e inclui milhares de voluntários. “Os resultados de todas as fases são submetidos às autoridades de saúde para liberar o produto. Só aí passamos para a etapa de produção. Isso tudo deve demorar pelo menos dois anos”, conta Santos.

Segundo o professor, o objetivo é transferir a tecnologia de forma rápida para que algum órgão federal especializado ou instituições do setor privado possam iniciar os testes clínicos o quanto antes.

Outras vacinas
Os especialistas afirmam que a técnica utilizada nesta vacina é diferente das demais que estão na fase dois, de testes clínicos. As substâncias produzidas tanto pela Universidade de Oxford, quanto por uma empresa chinesa usam um adenovírus como vetor para expressar proteínas de SARS-CoV-2 e imunizar os pacientes. “Apesar de essa ser uma técnica já conhecida e com bons resultados experimentais, existe apenas uma vacina comercial que a utiliza: a vacina veterinária contra o vírus da raiva. Por mais que a vacina contra a covid-19 seja alcançada com vetores adenovirais, ainda não sabemos quanto custará sua fabricação em larga escala”, avalia Souza. Ele também alerta sobre um problema evidenciado por esse tipo de vacina: caso o paciente já tenha entrado em contato com o adenovírus, o sistema imune dele pode atacar a vacina, reduzindo sua eficácia.

Outro tipo de vacina que tem apresentado resultados aceitáveis e também já está na fase clínica é baseada em RNA. O presidente da comissão menciona que a tecnologia aplicada é bem diversa da anterior, pois é utilizado um RNA sintético codificando parte da proteína S para imunizar as pessoas. “Até agora nenhuma outra vacina utilizando essa tecnologia foi produzida e o custo de produção pode ser alto”.

Santos considera muito importante haver várias técnicas de produção da vacina em andamento. “A que propomos utiliza métodos de fermentação e purificação de proteínas já desenvolvidos na indústria e que podem ser adaptados facilmente para a produção da vacina. Certamente terá um custo mais baixo do que vacinas que utilizam vetores virais e possivelmente também terá um custo competitivo frente àquelas com vírus atenuados. E mais, teremos uma plataforma tecnológica que poderá ser usada para desenvolver vacinas para outras doenças”.

Link: https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/cientistas-da-ufpr-trabalham-no-desenvolvimento-de-vacina-contra-a-covid-19/

Aplicativo que faz projeções matemáticas da curva de Covid-19 será lançado em webinário nesta sexta (12/6), às 16h

Programa permite monitoramento em tempo real e foi desenvolvido por rede de pesquisa sobre modelagem matemática voltada à pandemia que reúne cientistas das universidades federais do Paraná (UFPR), Pernambuco (UFPE) e Sergipe (UFS)

Um aplicativo por meio do qual o público em geral poderá acompanhar projeções da curva epidemiológica da Covid-19 em diversas localidades será lançado durante um webinário marcado para esta sexta-feira (12) e promovido por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em breve o aplicativo será disponibilizado gratuitamente na Google Play Store para usuários do sistema Android. O colóquio será transmitido pelo YouTube a partir das 16 horas.

Cientistas dos departamentos de Física das duas universidades têm atuado por meio da recém-criada Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19 e Intervenções não Farmacológicas (Modinterv), que teve como base a parceria de um grupo de pesquisa do CNPq. Também participam da rede pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Um dos estudos nascido da parceria, publicado na revista PeerJ, apresentou a redução de eficácia das medidas contra a pandemia quando há demora na implementação (veja os links no pé do release).

Segundo a rede, o aplicativo (chamado Modinterv Covid-19) permite o monitoramento em tempo real da curva epidêmica de países, bem como de estados e cidades. Basta que o usuário selecione o local no menu para que o aplicativo mostre os resultados da projeção de casos confirmados e de óbitos.

“A plataforma pretende servir como uma ferramenta de auxílio à comunidade científica, autoridade sanitárias e gestores públicos envolvidos no entendimento e enfrentamento da pandemia”, explica o professor Giovani Lopes Vasconcelos, do Departamento de Física da UFPR. Ele será um dos palestrantes do colóquio ao lado de Antônio Murilo Santos Macêdo (UFPE).

Metodologia

Estudos que envolvem projeções sobre a disseminação da Covid-19, relevantes no enfrentamento do novo coronavírus, têm usado as modelagens matemáticas como metodologia no mundo todo. Experiências nesse tipo de estudo também serão tema do webinário.

Além das ações no âmbito da rede, com apresentação de produtos e produção científica, os pesquisadores usarão o ponto de vista da Física para tratar de temas polêmicos relacionados à Covid-19. Um desses temas é a chamada possibilidade de imunidade coletiva, que consideram “falaciosa no caso da Covid-19”, segundo Vasconcelos.

Os pesquisadores também abordarão modelos de crescimento e epidemiológicos do tipo SIRD. A ideia é mostrar como é possível obter, no contexto de modelos de crescimento, uma fórmula analítica para a eficiência de medidas não farmacológicas.

SERVIÇO
Webinário conjunto do DF-UFPE e DFIS-UFPR sobre modelagem matemática da Covid-19
Quando: 12/6 a partir das 16 horas
Onde: no YouTube (acesse em https://www.youtube.com/channel/UCHVsViyehcdmvWCI9aX8_DQ/featured)

Mais informações no site da rede: http://fisica.ufpr.br/redecovid19/index.html

Links

Matéria sobre o app no Portal da UFPR: https://bit.ly/3dScSD1

Matéria sobre o estudo publicado na revista PeerJ: https://bit.ly/3ffcL4P

Foto usada para ilustrar a matéria: https://bit.ly/30tWTHB

Com recursos próprios, UFPR investe mais R$ 11,2 milhões em ensino, pesquisa e extensão

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) destina mais R$ 11,2 milhões de recursos próprios para o ensino, a pesquisa e a extensão. Cinco novos editais foram lançados nesta segunda-feira (1º) para apoiar melhorias nas unidades, atividades de pesquisa, manutenção de equipamentos e publicações científicas internacionais. Professores, pesquisadores e técnico-administrativos da UFPR podem enviar propostas. Os editais estão com inscrições abertas e podem ser acessados no site da Pró-reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) e da Pró-reitoria de Pequisa e Pós-graduação (PRPPG).

O investimento é possível após o planejamento realizado com descontingenciamento do orçamento feito pelo governo federal em outubro do ano passado. Com o corte de verbas em abril pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade aprimorou com responsabilidade a gestão de seus recursos, prevendo todos os cenários possíveis.

“São verbas do nosso orçamento que foram remanejadas com o planejamento a partir do descontingenciamento que aconteceu a partir do ano passado. Vamos mostrar a UFPR mais forte e mostrar a sua marca maior: a qualidade”, diz o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.
Os editais utilizando recursos próprios investidos no Fundo de Desenvolvimento Acadêmico (FDA) foram aprovados pelo Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da UFPR.

Outro edital com verba própria de R$ 2 milhões foi lançado pela Universidade neste mês para projetos no combate à pandemia de Covid-19. Dessa forma, o total de recursos investidos em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica é de R$ 13,2 milhões.

Ensino, pesquisa e extensão

O edital “Demanda de Fluxo Programado 2020” visa apoiar melhorias da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Professores e técnico-administrativos podem submeter propostas para necessidades do planejamento estratégico da unidade, como aquisições de equipamentos, móveis, material de laboratório incluindo vidraria e bibliografia. Para isso, são investidos R$ 2,5 milhões. As inscrições seguem até 17 julho na primeira chamada e podem ser feitas via formulário disponível no site da Proplan.

Outro edital que apoia melhorias em ensino, pesquisa e extensão é o “Demanda de Fluxo Contínuo 2020”. O objetivo é atender necessidades imprevisíveis e com urgência relativa para implantação, como consertos, calibração e instalação de equipamentos suplementares, serviços de terceiros e importação de peças. O investimento é de R$ 2,5 milhões e também podem participar professores e técnico-administrativos. O edital segue aberto até 1º de março com inscrições em formulário disponível no site da Proplan.

Os recursos próprios desses editais são do Fundo de Desenvolvimento Acadêmico (FDA) da UFPR.

Atividades de pesquisa

Grupos de pesquisa da UFPR certificados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) podem enviar propostas ao edital de “Apoio a atividades de pesquisa”. Serão financiados materiais de consumo, passagens e diárias nacionais destinadas a reuniões de trabalho, serviços de análises e pesquisas científicas e bolsas de iniciação científica. Os recursos investidos são de R$ 2,9 milhões e as propostas devem ser enviadas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da UFPR até 5 de julho.

Os projetos de pesquisa devem abranger os eixos meio ambiente e sociedade; biodiversidade e biociências; materiais manufaturados; nanotecnologia; energias renováveis; sistemas agroalimentares e agronegócios; promoção da saúde humana, modelagem e simulação computacional; democracia, direitos humanos, diversidade e inclusão social; e sociedade, cultura e linguagem.

Manutenção de equipamentos

O edital de “Apoio à manutenção de equipamentos multiusuários de pesquisa” recebe propostas do responsável patrimonial do equipamento da UFPR. O objetivo é apoiar atividades de pesquisa e o desenvolvimento de teses e dissertações dos programas de pós-graduação da Universidade.

São investidos R$ 3 milhões para manutenção corretiva de equipamentos e laboratórios com característica multiusuária, adequação de infraestrutura e renovação de licença de software de apoio à pesquisa. Propostas devem ser enviadas pelo pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da UFPR até o dia 15 de cada mês.

Publicações científicas internacionais

Taxas de publicação em periódicos científicos internacionais podem ser financiadas com recursos próprios do edital de “Apoio a publicações científicas internacionais”. Podem participar autores vinculados a pós-graduação stricto sensu da UFPR com trabalhos sobre atividades de pesquisa, inovação e desenvolvimento. São disponibilizados R$ 300 mil. O edital tem fluxo contínuo aberto até 10 de outubro ou enquanto existir a disponibilidade financeira – as propostas devem ser enviadas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da Universidade.

Links para acessar editais:
http://www.proplan.ufpr.br/portal/inscricoes/
http://www.prppg.ufpr.br/site/editais-de-apoio-a-pesquisa/apoio_pesquisa/

Link da notícia no portal UFPR:
https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/com-recursos-proprios-ufpr-investe-mais-r-112-milhoes-em-ensino-pesquisa-e-extensao/

Estamos à disposição para agendamento de entrevistas. Lembrando que estamos atendendo pelo e-mail jornalismo.sucom@ufpr.br.

Professoras da UFPR lançam livro de passatempos gratuito sobre mulheres cientistas no combate à covid-19

Iniciativa faz parte de projeto de extensão sobre mulheres na ciência

Um grupo de professoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ligadas ao projeto de extensão “Meninas e Mulheres nas Ciências”, lançou, nesta sexta-feira (22), um livro gratuito com passatempos sobre as mulheres cientistas no combate ao coronavírus. As idealizadoras, professoras Alessandra Barbosa, Camila Silveira, Camilla Oliveira, Clarice Amaral, Glaucia Pantano e Tatiana Simões, são docentes do Setor de Ciências Exatas. As ilustrações foram feitas pelo estudante de Física da UFPR, Marcelo Machado.

“É uma produção coletiva de mulheres cientistas sobre mulheres cientistas e isso tem grande valor para o cenário no qual atuamos profissionalmente”, destaca a professora do departamento de Química, Camila Silveira, coordenadora do “Meninas e Mulheres nas Ciências”. O material é voltado para o público em geral, com atividades para crianças, jovens, adultos e idosos, que vão de caça-palavras e palavras-cruzadas a desenhos para colorir. Nele, por exemplo, é possível obter informações de forma lúdica sobre o papel do grupo das cientistas brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus.

Por meio de um caça-palavras, também é possível conhecer melhor o trabalho de Kizzmekia Corbett, uma pesquisadora afro-americana que lidera as pesquisas na busca da vacina para a Covid-19. A brasileira Nísia Trindade Lima, presidenta da Fiocruz, instituição que lidera trabalhados relacionados à saúde no Brasil, é outra cientista apresentada no livreto. Com palavras cruzadas e imagens para colorir, os passatempos ainda oferecem informações sobre a importância de higienizar as mãos e a relevância da matemática no combate ao vírus.

Segundo Camilla Oliveira, do departamento de Física e vice-coordenadora do projeto, um dos objetivos do livro é reconhecer e homenagear o trabalho das mulheres que dedicam suas vidas à ciência. “Elas permanecem anônimas, na grande maioria das vezes”, destaca. A professora do departamento de Física Alessandra Barbosa destaca que essa é uma oportunidade de “informar de maneira mais acessível, mostrar o quanto a Ciência é bonita e precisa ser compartilhada”. Já para Clarice Amaral, do departamento de Química, a iniciativa é uma oportunidade para apresentar o trabalho “de mulheres incríveis e competentes que fazem e fizeram diferença na batalha contra o novo coronavírus”.

O livro traz de forma lúdica a questão da representatividade feminina. “É um caminho para inspirar as meninas a seguirem carreiras científicas”, afirma a professora Tatiana Simões, do departamento de Química. A proposta de trazer o combate à pandemia como eixo da divulgação científica também é destacada por outra de suas idealizadoras, a professora Glaucia Pantano, do mesmo departamento. “Nesse grave cenário de Pandemia, elaborar passatempos que apresentam as cientistas envolvidas no combate da Covid-19 e trazem importantes informações como formas de prevenção dessa doença é de suma importância para a sociedade”, diz.

Link para download: https://meninasemulheresnascienciasufpr.blogspot.com/2020/05/livreto-passatempos-mulheres-nas.html

Conselho da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decide adiar vestibular devido a pandemia

De outubro, data da prova objetiva (primeira fase) do Vestibular 2020/2021 fica preliminarmente agendada para 10 de janeiro de 2021. Comissão de acompanhamento lança nova nota técnica

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPR (Cepe) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou nesta quarta-feira (20) o adiamento do Vestibular 2020/2021 devido às condições decorrentes da pandemia de covid-19. Antes prevista para 18 de outubro deste ano, a data da prova objetiva do vestibular (primeira fase) fica agendada para 10 de janeiro de 2021.

O conselho decidiu ainda, seguindo a proposta do Núcleo de Concursos, estabelecer o dia 10 de agosto como data máxima para confirmar ou postergar a nova data, de acordo com a evolução da pandemia. Outras datas referentes ao processo serão divulgadas posteriormente.

A decisão segue as recomendações do Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus do Ministério da Saúde e de plano definido em sequência pela Secretaria Estadual de Saúde do Governo do Estado do Paraná, que também decidiu, no dia 16 de março de 2020, suspender eventos abertos ao público, de qualquer natureza, com aglomeração acima de 50 pessoas.

O relator da proposta e coordenador do Núcleo de Concursos da UFPR, Altair Pivovar, apresentou diversas razões para o adiamento, sem o qual haveria risco de contaminação para os candidatos e para os aplicadores de provas. Para cumprir as medidas de afastamento seriam necessários dobrar o número de salas de 800 para 1600 que comportem 25 candidatos cada, em vez de 50 em uma situação normal, além disso, o montante de pessoal para aplicação por sala deveria ser de 25, o que mobilizaria ainda mais pessoas, trazendo mais riscos.

O transporte de candidatos, que vêm de diversas regiões e têm de circular por aeroportos e rodoviárias também foi citado, o que contraria as recomendações das autoridades de saúde.

Análise

Durante o Cepe a comissão criada pela universidade para acompanhamento e controle de propagação do novo coronavírus apresentou nova nota técnica em que avalia a situação da pandemia no Paraná.

A nota alerta para o aumento do número de novos casos diários, com o consequente crescimento da taxa de ocupação de leitos hospitalares no período verificado (entre fim de abril e início de maio). De acordo com a comissão, contribuíram para esse retrocesso (em relação ao achatamento da curva de transmissão verificado na nota técnica anterior) o aumento da mobilidade social e a diminuição do distanciamento social.

Considerando que as projeções futuras da Covid-19 no Brasil indicam "um número alto de novos casos devem ocorrer pelos menos até agosto", a comissão avalia que a testagem da população deve ser um fator considerado para ampliar a eficiência do distanciamento social. Os exames aptos ao monitoramento da população nessa estratégia são os para detecção do vírus e testes imunológicos.

Isso é necessário, apontam os pesquisadores, frente à projeção de que apenas vacina apropriada encurtaria o período de alta circulação do vírus.

LINKS

Matérias no site da UFPR:

"Conselho adia data do Vestibular UFPR 2020/2021 para janeiro"
https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/conselho-adia-data-do-vestibular-ufpr-2020-2021-para-janeiro/

"Comissão da UFPR lança nota com novas informações e recomendações sobre a covid-19"
https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/comissao_da_ufpr_lanca_nota_com_novas_informacoes_e_recomendacoes_sobre_a_covid-19/ (acesso a links e gráficos)

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A COMUNICAÇÃO DA UFPR ESTÁ EM TRABALHO REMOTO DURANTE A PANDEMIA DE CORONAVÍRUS. MAIS INFORMAÇÕES AQUI: https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/comunicacao-da-ufpr-passa-a-trabalhar-em-regime-remoto-demandas-devem-ser-enviadas-digitalmente/

Terapeuta oferece curso online gratuito sobre prosperidade

Em três dias de aula, Cristie Regine Klotz Zuffo irá dividir suas experiências na Índia e auxiliar os participantes em sua jornada de autoconhecimento e abundância

A terapeuta Cristie Regine Klotz Zuffo vai oferecer de 26 a 31 de maio o curso online Inspire Prosperidade. Dividido em três aulas, sempre às 20h, o curso será gratuito, a todos que queiram compreender e experienciar os conceitos da tradição mística indiana sobre o tema.

No dia 26, a terapeuta irá falar sobre “O despertar de uma nova visão”. No dia 28, o tema será “O poder que a crença tem de manifestar sua realidade” e no dia 31, “Conecte-se ao propósito de manifestar prosperidade em sua vida e ser contribuição para a humanidade”.

“Eu entendo que o momento pede para que as pessoas desenvolvam novas habilidades, se reinventem e aprendam um novo jeito de atravessar as crises. Esse curso se propõe a auxiliar os participantes a ressignificarem suas vidas, e a se conectarem ao fluxo da sabedoria maior, que é de prosperidade, e a manifestarem sua vida com consciência”, explica Cristie, que promete dividir ferramentas para que cada um consiga iniciar sua caminhada.

Formada em Nutrição pela UFSC, Mestre pela UFPR na mesma área, Cristie Regine Klotz Zuffo quis ampliar os limites que o termo nutrir representava em sua vida. Do interior de Santa Catarina, no sul do Brasil, a terapeuta partiu em busca de experiências que pudessem alimentar também a jornada de autoconhecimento e o despertar de seus clientes. Iniciou-se em Deeksha na Índia e tornou-se mestre em Reiki – práticas de transmissão de energia e saúde pela imposição de mãos -, formou-se em leitura de aura, em Gineterapia e Constelação Familiar, e desde 2010 vem frequentando diversas aulas de temas relacionados ao desenvolvimento espiritual na Índia, na Oneness University, One World Academy e na O&O Academy. Nesses dez anos de atuação e aperfeiçoamento, Cristie desenvolveu uma abordagem integrativa que vem auxiliando pessoas em todo o Brasil.

Inscrições e informações pelo link: https://bit.ly/inspireprosperidadegratuito

UFPR destina recursos próprios para projetos no combate à pandemia de Covid-19

Edital recebe propostas de todas as áreas do conhecimento com metas em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica

Diante de um cenário de incertezas e cortes de investimentos, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) destina R$ 2 milhões dos seus recursos próprios para o combate à pandemia de Covid-19. Para isso, lançou nesta segunda-feira (18) edital para projetos de todas as áreas do conhecimento com metas em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica. As propostas podem ser enviadas por professores e técnico-administrativos até as 17h de 1º de junho – o edital completo pode ser acessado neste link (proplan.ufpr.br/portal/inscricoes).

“O edital com recursos próprios da UFPR focado no contexto pós-pandemia reflete a preocupação da nossa Universidade em priorizar ações no ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica em um novo contexto ainda incerto, mas que reforça o papel das universidades públicas enquanto produtoras de conhecimento”, diz o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.

“A nossa Universidade se mostra organizada e forte no enfrentamento à Covid-19. Esse edital é uma oportunidade de a UFPR ampliar os estudos transversais e interdisciplinares. A pluralidade e o trabalho de cada um se unem para construir ações maiores”, acrescenta a vice-reitora da Universidade, Graciela Bolzón de Muniz.

Os projetos devem ter ênfase no enfrentamento da Covid-19 em pelo menos uma das fases de desaceleração e controle da pandemia, de modo transversal e interdisciplinar. As propostas inscritas devem ser únicas e individualizadas, mas podem ser montadas equipes de caráter multidisciplinar.

Os critérios analisados incluem aspectos como abrangência e impactos, articulação em redes internas e/ou com outras universidades e adesão de entidades públicas e privadas e terceiro setor.

Os recursos apoiam despesas de capital, como aquisição de equipamentos e peças de reposição, e de custeio, que agrega bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, manutenção de equipamentos, material de consumo e gastos acessórios com importação.