Mostra apresenta obras do acervo de Juarez Machado

Ao todo, 37 telas do acervo pessoal do artista que retratam algumas de suas cidades favoritas estarão na exposição que inaugura na Artestil Galeria de Arte neste sábado

No próximo sábado, dia 16 de março, a partir das 11h, a Artestil Galeria de Arte, no Batel, vai abrir uma exposição com 37 obras do acervo particular de Juarez Machado, um dos artistas mais singulares da cena artística brasileira.

"A exposição, traz quadros produzidos em suas cidades favoritas: Paris, Nice, Veneza, New York, Los Angeles e Rio de Janeiro. O público vai se encantar"” explica a galerista Liliana Cabral, representante do artista e curadora da exposição. As obras poderão ser visitadas até o dia 30 de abril.

Recentemente agraciado com a Ordre des Arts et Letres pelo governo francês, em reconhecimento à sua notável trajetória e à inestimável contribuição para o desenvolvimento da cultura na França, Juarez Machado é um dos mais importantes artistas visuais vivos do Brasil. Este mostra presenteia o público com uma seleção de trabalhos que refletem sua vasta experiência e seu olhar único.

Ao longo de mais de três décadas, o artista teve seu ateliê em Paris, onde se integrou ativamente ao movimento cultural das comunidades francesas. Natural de Joinville, ele também manteve ateliês em sua cidade natal e no Rio de Janeiro. Dedicou-se à construção do Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville, comandado por seu irmão, Edson Busch Machado.

O multiartista catarinense Juarez Machado tem sua história ligada a Curitiba, para onde se mudou no início dos anos 1960 para estudar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Além de pintor e escultor, Juarez Machado também foi ilustrador, cenógrafo para televisão e teatro, figurinista, escultor e cartunista, entre outros ofícios criativos. Fez um quadro de mímica e performance no programa Fantástico da Rede Globo, nos anos 1980, que é lembrado até os dias de hoje. Sua obra inspirou a fotografia do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, dirigido por Jean-Pierre Jeunet, amigo e frequentador de seu ateliê parisiense, em Montmartre.

Um dos mais importantes e multifacetados artistas brasileiros vivos da atualidade, a obra de Juarez Machado é múltipla e muito extensa. Esta exposição merece ser visitada, especialmente por estar composta por obras de seu acervo pessoal.

Crédito das fotos: Acervo do Instituto Internacional Juarez Machado

SERVIÇO:
Exposição: Juarez Machado - Obras do Acervo Particular
Endereço: Loja Batel fica na Rua Carlos de Carvalho, 1663 - Batel
Data: 16 de março a 30 de abril de 2024
Horário: Terça a sexta, das 9h30 às 18h30 e sábado, das 9h30 às 13h30

Mostra Temporada de Musicais reúne bois-bumbás, Silvio Santos,Ney Matogrosso e Carmen Miranda no Festival de Curitiba

Festival de Curitiba terá mostra exclusiva de musicais com quatro espetáculos sobre ícones da cultura nacional, no palco do Teatro Positivo e do Guairão

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Curitiba, 5 de março de 2024 – A Pequena Notável, o Dono do Baú, o Homem com H e o Duelo da Amazônia vão se encontrar na capital paranaense durante o 32º Festival de Curitiba. Pela primeira vez, a Mostra Temporada de Musicais reúne em sua programação três espetáculos que contam a história de ícones da cultura nacional, além de receber o maior evento cultural da Região Norte, em apresentações inéditas no Sul do Brasil. Os ingressos já estão disponíveis no site oficial do Festival de Curitiba, ou na bilheteria física localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

“Os musicais são grande tendência no teatro nacional, atraindo milhares de pessoas que buscam este gênero das artes cênicas. Por isso, não poderíamos deixar de preparar uma programação especial de musicais durante o Festival, além dos que já estão na Mostra Lucia Camargo e no Fringe. A Temporada de Músicas traz espetáculos nacionais consagrados e premiados que, muitas vezes, acabam não vindo para Curitiba”, comentam Leandro Knopfholz e Fabíula Passini, diretores do Festival de Curitiba.

A Mostra Temporada de Musicais também inclui quatro oficinas que são voltadas para o estudo de musicais, incluindo voz, canto e interpretação. As oficinas serão realizadas em parceria com o Projeto Broadway e serão divulgadas com a programação do Interlocuções.

Conheça mais detalhes sobre os espetáculos da Mostra Temporada de Musicais:

Caprichoso e Garantido: O Duelo da Amazônia

Além de ser apresentado na festa de abertura da 32ª edição do Festival de Curitiba, o espetáculo “Caprichoso e Garantido: O duelo da Amazônia” terá duas apresentações nos dias 26 e 27 de março, às 20h30, no Teatro Positivo.

Pela primeira vez na Região Sul, um dos maiores patrimônios culturais do país chega ao Festival trazendo o desafio de toadas dos bumbás de Parintins, no Amazonas. Com duração de 90 minutos, o espetáculo é um convite para mergulhar na força da cultura popular da floresta, com suas lendas, celebrações e rituais indígenas. Os costumes do universo caboclo ribeirinho traduzidos em arte, toada e boi bumbá.

Com mais de 110 anos de história, os bois Garantido e Caprichoso são parte fundamental da cultura amazonense, no Festival de Parintins, um evento cultural apoteótico e que reúne milhares de pessoas em uma celebração festiva. No centro do festival, realizado anualmente, estão os bois com cada uma das agremiações representadas por suas cores - azul e vermelho -, protagonistas de uma rivalidade que se transforma em um espetáculo de amor pela cultura popular e, principalmente, pela região amazônica, formando juntos o maior festival a céu aberto do mundo.

Ney Matogrosso – Homem com H

O musical explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor Ney Matogrosso, sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. A história começa em um show do grupo Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se desenrolando na cena desse ícone da MPB, com mais de 50 anos de carreira. Apresentações dias 1º e 2 de abril, às 20h30, no Teatro Guaíra (Guairão). A duração é de 180 minutos, com intervalo.

Silvio Santos Vem Aí!

A comédia musical "Silvio Santos Vem Aí!", escrita por Marília Toledo e Emílio Boechat, dirigida por Fernanda Chamma e Marilia Toledo, faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel desde sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 1990, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, e músicas que marcaram essas décadas e animaram os programas de auditório, o espetáculo promete agradar todas as gerações.

Serão duas apresentações no dia 31 de março, às 16h e às 20h, no Teatro Positivo, com duração de 135 minutos.

Carmen, A Pequena Grande Notável

O musical conta a história da cantora Carmen Miranda (1909-1955), vivida por Amanda Acosta, desde sua chegada ao Brasil vinda de Portugal, ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloisa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável, que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.

"Carmen" terá duas apresentações nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, no Teatro Positivo, com duração de 90 minutos.

A Mostra Temporada de Musicais é apresentada pelo Instituto Joel Malucelli e pela Universidade Positivo. Acompanhe todas as novidades e informações pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Serviço:
Mostra Temporada de Musicais
32º Festival de Curitiba
- Caprichoso e Garantido: O Duelo da Amazônia - 6 e 27 de março, 20h30, no Teatro Positivo.
- Ney Matogrosso: Homem com H - 1º e 2 de abril, 20h30, no Teatro Guaíra.
- Silvio Santos Vem Aí! - 31 de março, às 16h e às 20h, no Teatro Positivo.
- Carmen, A Pequena Grande Notável - 3 e 4 de abril, às 20h30, no Teatro Positivo.
Ingressos a partir de R$ 42,50, pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
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Artefacto Curitiba apresenta as vitrines assinadas pelos profissionais Valliatti & Padrão Arquitetura e Ivan Wodzinsky / Em São Paulo Mostra Artefacto 2024: arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos homenageiam o artista brasileiro Carlos Araújo

À frente do escritório Dantas & Passos Arquitetura, a dupla promete surpreender com uma combinação de elementos fluídos atemporais, bem como com o uso de tramas e texturas em volta da temática “Meu Lugar”

Marcando presença pela terceira vez no evento paulistano, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos projetaram um dormitório e um terraço para reproduzir a temática da Mostra Artefacto. Ambos são interpretados como refúgios íntimos, de proteção e energizantes | Retrato: Dantas & Passos Arquitetura | Foto: Divulgação
Conhecida por reunir prestigiados escritórios de arquitetura e decoração do país, a consagrada Mostra Artefacto, na Avenida Haddock Lobo, em sua edição 2024, propõe uma instigante reflexão em torno do sugestivo tema "Meu Lugar", acompanhada ainda da missão de homenagear personalidades emblemáticas por meio da concepção criativa de ambientes. Inspiradas na temática, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos escolheram o artista Carlos Araújo.

Para o evento, as profissionais e sócias do escritório Dantas & Passos Arquitetura projetaram um quarto de casal completo com terraço, com área total de aproximadamente 38 m2 e 45m2, com o propósito de emanar a essência de refúgios aconchegantes e capazes de refletir o conceito pautado para esse ano.

Nas definições, o projeto é adornado por um tom verde fantasma que representa o frescor e a calmaria da natureza. Com essa paleta, Paula e Danielle elegeram um mobiliário contemporâneo e de formas assimétricas, além de materiais como pedra, couros, camurça, madeira e tecidos bouclet e tricot. “Fomos motivadas pela admiração que temos pelas obras do Carlos, que alcançaram a reverência internacional. Sua arte é uma incrível junção de sombras, luzes, aparências anônimas, silhuetas e feições sutis aquareladas que revelam um trabalho de extrema beleza e que causam um impacto profundo naqueles que apreciam suas tê-las”, avaliam as arquitetas.

Sobre o artista:
Carlos Alberto de Araújo Filho é pintor, desenhista, escultor e litógrafo brasileiro. Nascido em 1950, na capital paulista, foi descoberto aos 20 anos de idade e participou de diversas exposições, tendo pinturas e esculturas apresentadas no Museu do Vaticano, na reinauguração do Panteão de Roma e na Rotunda Gallery, em Hong Kong. Consagrou-se por seu acervo dedicado à pintura teológica e meditação espiritual.

Mostra Artefacto Haddock Lobo 2024
Março de 2024
Rua Haddock Lobo, 1405, São Paulo
De Segunda-feira a Sexta-feira das 10h às 19h; De Sábado das 10h às 18h
@artefactooficialbrasil
www.artefacto.com.br

Sobre o escritório Dantas & Passos Arquitetura
Dantas & Passos Arquitetura desenvolve projetos de arquitetura e design de interiores para os segmentos residencial e comercial. Atuando no mercado desde 1996, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos valorizam os projetos que os clientes possam realmente aproveitá-los. Cores neutras e atemporais fazem parte da essência da dupla, que tem um vasto portfólio nas cidades de São Paulo, interior e Miami. “Buscamos sempre pensar em soluções exclusivas e feitas sob medida para cada cliente, sempre respeitando os sonhos de cada um. Participamos pessoalmente de todas as etapas do projeto, desde a criação até os objetos de decoração.”

Dantas & Passos Arquitetura
@dantaspassos.arquitetura
www.dantasepassosarquitetura.com.br
Tel. e WhatsApp: (11) 99366-9690 (Danielle Dantas)
Tel. e WhatsApp: (11) 98339-9096 (Paula Passos)

Mostra de Improvisação (MoiM) retorna ao Festival de Curitiba

Os espetáculos, oficinas e debates partilham diferentes vertentes da improvisação e destacam a diversidade

Este será o segundo ano em que a Mostra de Improvisação (MoiM) trará sua bagagem artística e cultural para fazer parte do Festival de Curitiba. Entre os dias 03 a 07 de abril de 2024, na Caixa Cultural Curitiba, mais de 50 artistas apresentarão 13 eventos compostos por espetáculos, oficinas gratuitas, bate-papos e uma faixa experimental - com sessões nos períodos da manhã, tarde e noite.

Para essa edição do Festival de Curitiba, a MoiM preparou ainda mais novidades, colocando em cena artistas dos estados Paraná, Santa Catarina e São Paulo e ampliando a programação com foco na diversidade da improvisação teatral ao partilhar diferentes vertentes da pesquisa nessa linguagem.

A MoiM tem como objetivo divertir o público e consolidar a linguagem da improvisação na trajetória do Festival de Curitiba. “A improvisação teatral movimenta a cidade durante o ano todo. A MoiM, dentro do Festival, é mais uma oportunidade para o público desfrutar de uma ampla programação, toda num único espaço”, afirma Ju Herculano, coordenadora de comunicação da mostra.

As atividades foram planejadas para envolver pessoas de todas as idades e valorizar o universo da improvisação teatral. Entre as performances estão o “Manas”, formato de improvisação feito por mulheres; o “Criô: histórias de onde eu vim”, de Edson Duavy, que conta e encena suas histórias improvisadas e musicadas a partir de uma base conceitual afro referenciada; e a nova faixa infantojuvenil com o espetáculo “Improvisões”, criada com a intenção de buscar diálogo com esse público mais jovem, em que palhaços e palhaças improvisam jogos com a participação constante da plateia.

Outra das grandes novidades será a faixa “Experimental”, em que espetáculos em fase de criação podem apresentar seus processos, encontrando o público pela primeira vez, realizando em seguida debates e reflexões para enriquecerem suas pesquisas.

Além da programação voltada para o público em geral, a Mostra de Improvisação elaborou ações formativas para a classe artística, com três oficinas pensadas para socializar a pesquisa dos grupos locais. “Serão diálogos que vão do roteiro à narrativa improvisada, passando pelo encontro com a palhaçaria. Além de tudo isso, ainda haverá uma roda de bate-papo para discutir a improvisação na encruzilhada entre o local e o global”, explica Nilo Netto, um dos coordenadores da MoiM.

Recordar é viver
A MoiM estreou em 2023 no Festival de Curitiba, no FRINGE, e reuniu inúmeros artistas em seis espetáculos, três oficinas e dois bate-papos. Todas as sessões foram rapidamente esgotadas e o público participou ativamente das atividades da Mostra.
Rebeca Schwarz, coordenadora e produtora do MoiM, destaca que as expectativas para 2024 estão altas e promete experiências marcantes. “Estamos animados para entregar momentos e vivências incríveis para cada uma das pessoas presentes em nossas sessões! Nossos artistas pesquisaram e treinaram muito para trazer o que há de mais especial na improvisação, e esperamos que estejam abertos a conexões e ao fortalecimento da arte.”

Confira a programação completa da MoiM no Festival de Curitiba

QUARTA | 03/04
NOITE: 20h00 às 21h30
ESPETÁCULO: “Retalhos”
Cia Arvoredo, Curitiba
Sinopse: Espetáculo de improviso que se baseia em memórias, conhecimentos e opiniões para contar histórias. Em conjunto com a plateia, os(as) artistas definem uma palavra tema e, a partir dela, constroem cenas totalmente improvisadas que podem variar entre comédia, terror, suspense, drama e os mais diferentes gêneros.
A Cia Arvoredo insere o público no mundo da Contação de História, oscilando entre o real e o lúdico, propiciando uma experiência divertida e inesquecível para todas as idades com base na sinceridade e espontaneidade do improviso teatral.

QUINTA | 04/04
MANHÃ: 9h30 às 11h30
FAIXA EXPERIMENTAL: Solos de impro
> CHRONICA MORTIS
Pinoia - Operárias da Impro, Blumenau, SC.
Sinopse: Uma morta desperta no palco da vida e tenta relembrar seus últimos passos antes de vir a defuntar. Chronica mortis é o último estágio da morte morrida, quando a falecida empresta memórias de desconhecidos para reconstituir as suas próprias e relembrar seus últimos passos nessa terra.
> SEGUNDA CHANCE
Cia Clandestinos, Florianópolis, SC.
Sinopse: "Quando eu era criança, eu sonhava em sair da casa de meus pais...". Desde o anseio de liberdade até o compartilhamento de um apartamento com o melhor amigo, esse é um relato sincero sobre os desafios e as transformações da amizade. À medida que a convivência estreita os laços entre eles, surgem também as tensões. Determinado a preservar essa amizade especial, ele busca inspiração nas histórias dos espectadores. Por meio destas, o protagonista tenta uma segunda chance para preservar essa conexão, explorando narrativas improvisadas em busca de soluções para os desafios que testam essa relação tão importante em sua vida.

TARDE: 13h30 às 16h30
OFICINA “ImproVisando”
Ministrantes: Laurihetty Junior e Massa Nakatani, Cia Arvoredo, Curitiba.
Ementa: A oficina tem por objetivo apresentar, de forma introdutória, os princípios (escuta, aceitação, proposição e presencialidade), técnicas e jogos da Impro como ferramentas para explorar e potencializar as capacidades criativas e comunicativas. Tudo isso levando em conta as individualidades de cada um e as tornando potências. A impro desperta em nós a inventividade e espontaneidade, aperfeiçoando a forma de se relacionar seja no trabalho, na faculdade, no palco, em frente às câmeras ou em qualquer outro lugar. Sendo assim, essa oficina é destinada para atores/atrizes e não atores/atrizes que buscam aprender a lidar com as circunstâncias da vida de forma divertida e alegre.

NOITE: 20h00 às 21h30
ESPETÁCULO: “O banco”
Cia Mequetrefes, Itajaí, SC
Sinopse: E se o banco da praça pudesse falar? Quantas histórias um banco presencia durante uma vida, um ano, um dia, um instante? O espetáculo “O banco” é um formato de improvisação que promove uma transição entre a memória e a criação. Uma pessoa da plateia compartilha suas lembranças e inspira o elenco a tecer imagens, passagens, cenas e criações improvisadas.
Direção: Aline Ewald e Fabrício de Carvalho
Elenco: Edson Duavy, Henrique Sereno, Vitor Berti, Aline Ewald, Fabrício de Carvalho, Laurihetty Junior, Larissa Lima e Ester Graf.
Iluminação: Juane Julye

SEXTA | 05/04
MANHÃ: 9h30 às 12h00
OFICINA “Palhaçaria & Impro: encontros e desencontros”
Ministrantes: Nilo Netto e Thays Teixeira, Cia Risas, Curitiba.
Ementa: A oficina propõe breve imersão no universo da palhaçaria a partir dos elementos fundamentais, pesquisados pela Cia Risas, para a linguagem: o riso, o jogo, o erro, a inadequação, a subversão e a rebeldia. Com os corpos mergulhados nesses aspectos, propõe-se a investigação das possibilidades da improvisação teatral, em diálogo ridente com a linguagem clownesca.

TARDE: 14h00 às 16h30.
OFICINA: "Improviso e narrativa"
Ministrante: Vítor Berti, Curitiba.
Ementa: Essa oficina tem por objetivo explorar as possibilidades de construção narrativa a partir da análise de estruturas clássicas, aplicando o entendimento na prática por meio de exercícios de improvisação teatral. Buscaremos em conjunto compreender “como criar uma história” identificando ambientação, construção de personagens, importância de conflitos, solução de problemas e como isso tudo pode ser feito por nós!

NOITE: 19h00 às 20h00
ESPETÁCULOS “Suspeitos”
Cia Clandestinos, Florianópolis, SC

Sinopse: Em uma noite sombria, a Cia Clandestinos de Florianópolis convida improvisadores do sul do brasil para transformar o palco do Teatro Londrina em um cenário noir repleto de mistérios e intrigas. Em Suspeitos, o público se torna cúmplice de um crime a ser desvendado, enquanto o detetive Tony encara o desafio de juntar as pistas deixadas pela plateia.

NOITE: 20h30 às 21h30
ESPETÁCULO: “Manas”
Cia Risas & Ju Herculano, Curitiba, PR
Sinopse: O que acontece quando mulheres se juntam? Quais relações se estabelecem? Mães, irmãs, filhas, amigas, amantes. Um elenco de 7 mulheres se reúne no palco da Sala Londrina, para compartilhar suas histórias em cenas improvisadas. Nessas cenas, personagens se apaixonam, sentem medo, se divertem e se descobrem… o formato ASSSCAT feito sob a ótica de mulheres com cenas cotidianas que adentram este universo.

SÁBADO | 06/04
TARDE: 14h00 às 15h30
BATE-PAPO "A impro entre o local e o global: consensos e dissensos".
Mediação:
Nilo Netto
Debate:
Edson Duavy (SP), Ester Graf (SC), Andrei Moscheto (PR) e Nata Vieira (SC).
Ementa: Fazer impro é um fazer genérico, generalizável e universalizante? Ou é algo singular, geopoliticamente situado e dessa forma, isolado? Em que o local e o global se encontram? Em que se separam? Em que se hierarquizam? Em que se apropriam? É a partir de provocações do pensamento por contradições que esse papo caminhará em busca de novas sínteses, fazeres e escrevivências improvisadas.

NOITE: 18h00 às 19h00
ESPETÁCULO: “Pretérito Imperfeito”
Cia Abaruna Playback, Curitiba, PR
Sinopse: No Teatro Playback histórias reais contadas pela plateia são encenadas em suas emoções e diferentes perspectivas. O espetáculo "Pretérito Imperfeito" é um espetáculo de Teatro Playback, um espetáculo que se constrói com o público. O Abaruna trabalha com este formato há 12 anos e é uma companhia de referência nacional na área.

NOITE: 20h00 às 21h30
ESPETÁCULO “ImproJam”
Cia Risas & Cia Arvoredo, Curitiba, PR
Sinopse: O palco do Teatro Londrina recebe improvisadores e improvisadoras da região Sul para a Sexta Edição da IMPROJAM. No encontro, cenas, luzes e sonorizações são criadas na hora, a partir de sugestões oferecidas pela plateia. Uma experiência inusitada para todos os públicos!

DOMINGO | 07/04
TARDE: 15h00 às 16h00
ESPETÁCULO "Improvisões".
Cia Risas, Curitiba
Sinopse: Espetáculo de improvisação de palhaços e palhaças, em que Nilovsky e Mina recebem convidadas e as desafiam para jogos de impro com cenas, piadas e previsões históricas!

NOITE: 19h00 às 20h15
ESPETÁCULO “Criô: histórias de onde eu vim”
Edson Duavy, Brasília, DF
Sinopse: Os mitos e histórias dos nossos povos nos orientam em nossas decisões. Quando isso é tirado e apagado de nós, vamos à imaginação e criamos nossa própria narrativa e História para que ninguém mais possa fazê-lo por nós. Em “CRIÔ: Histórias de onde eu vim”, um ator negro cria com o público uma palavra, e a partir dela um legado de histórias e imagens.

Mais informações:
Mostra de Improvisação no Festival de Curitiba
03 a 07 de abril de 2024, na Caixa Cultural Curitiba: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro

Site oficial: www.moim.com.br
Instagram: www.instagram.com/moim.impro

Balaroti retorna à CASACOR Paraná na edição de 30 anos da mostra

Balaroti retorna à CASACOR Paraná na edição de 30 anos da mostra
Durante a obra, o casarão-sede contará com uma instalação exclusiva do maior home center do Sul do país

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Caique Perin (gerente da Kinta Acabamentos), Elisangela Bonin (gerente da loja Balaroti Barigui), Marina Nessi (diretora da CASACOR Paraná), Fernando Beker (gerente de marketing do Grupo Balaroti) e Bianca Santos (gerente de CRM do Grupo Balaroti). Foto: Patrícia Amancio.

A CASACOR Paraná celebra seus 30 anos em grande estilo! Dentre os motivos que já fazem a 30ª edição ser um marco para o mercado, está o retorno de um parceiro de longa data. Em 2024, o Balaroti é o fornecedor oficial da maior e mais completa mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado.

Com quase cinco décadas de história, o maior home center do Sul do país tornou-se especialista em oferecer uma grande variedade de marcas – são mais de 500. O portfólio inclui desde os materiais básicos para construção, reformas e acabamentos; até os itens de decoração e produtos de utilidade doméstica. Destacam-se as linhas exclusivas de pisos, revestimentos, metais e louças.

O conceito de atendimento personalizado será replicado na obra da CASACOR Paraná. Eis a grande novidade da parceria com o Balaroti para este ano: a operação contará com uma mini loja de materiais de construção. Ou seja, os mais de 30 mil itens encontrados nas unidades Balaroti também estarão disponíveis para os profissionais que assinam os ambientes da CASACOR Paraná no casarão-sede mostra. Marina Nessi comemora o anúncio.

“O Balaroti oferece itens premium de marcas renomadas, são produtos que abrangem todas as etapas da obra. Contarmos com uma mini loja dentro da operação é uma solução inovadora, que otimizará a rotina dos profissionais e o andamento obra, garantindo tudo o que há de melhor no mercado para os nossos ambientes”, finaliza a diretora da CASACOR Paraná. Com inauguração prevista para o início de junho, a mostra ocorrerá no coração do Batel, na Rua Bispo Dom José, nº 2222.

MOSTRA DE FILMES SILENCIOSOS COM MÚSICA EXECUTADA AO VIVO, NA CAIXA CULTURAL CURITIBA, TERMINA NO DOMINGO

A Mostra CineConcertos oferece filmes clássicos e debates até 25 de fevereiro. A entrada é gratuita.

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Cena do filme Pour Don Carlos está na programação da Mostra CineConcertos,
com trilha ao vivo executada por Carlos Ferreira e Diego Poloni.

A CAIXA Cultural Curitiba está oferecendo até domingo (25 de fevereiro) a Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo, são filmes silenciosos exibidos com trilhas sonoras improvisadas ao vivo. A programação conta com cinco longas-metragens e uma sessão de 13 curtas, todos filmes clássicos do cinema mundial musicados por três grupos de diferentes músicos. As sessões são sempre às 19h, com entrada gratuita. A retirada dos ingressos pode ser feita uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do teatro. O público pode contribuir com alimentos não perecíveis.
Algumas sessões contam com debate na sequência. No sábado (24), o debate contará com audiodescrição e intérprete de libras. Em todas as exibições estão sendo disponibilizados protetores auriculares para público com transtorno do espectro autista (TEA).
A iniciativa é do cineasta, crítico de cinema e jornalista, Aristeu Araújo, que assina a curadoria cinematográfica da Mostra. Já a curadoria musical é de Luiz Lepchak, desenhista de som e compositor de trilhas para cinema. A Mostra CineConcertos tem o patrocínio CAIXA.
“A Mostra tem sido bem recebida e a disputa por ingressos está concorrida. O público está abismado com a qualidade dos filmes e dos músicos, além de impressionados com a potência deste cinema. Sem dúvida, tem sido uma experiência marcante para todos”, conta Aristeu.
“O intuito de reunir filmes tão distintos uns dos outros foi mostrar ao público o quão rico e plural é o cinema silencioso. Era uma época de muita exploração da linguagem cinematográfica que abriu novos horizontes estéticos do cinema e influenciou o mundo. “Limite”, por exemplo, a produção brasileira que integra a Mostra que será exibido no encerramento, é considerado por muitos estudiosos e cineastas o melhor filme realizado no país, entretanto poucos o conhecem”, explica o curador cinematográfico.
Ver filmes “mudos”, como popularmente os filmes ficaram conhecidos na época, com música ao vivo é uma experiência única e algo muito raro, com certeza o público irá se emocionar. “Na verdade, ‘o cinema nunca foi mudo’, aliás este é o slogan da Mostra, desde o início os filmes eram acompanhados de som, mesmo nas salas mais simples sempre tinha um pianista. Os filmes podiam ser acompanhados por orquestras, narradores que explicavam o que estava acontecendo, atores atrás das telas fazendo vozes ou gramofones tocando. A ideia é proporcionar uma atualização dessa experiência que acontecia 100 anos atrás”, acrescenta.
Criar a trilha para os filmes é o maior desafio do projeto, a proposta da curadoria musical foi reunir grupos e músicos com trabalhos diferentes entre si para proporcionar ao público diferentes sonoridades para cada filme. O trabalho é de improviso, ou seja, as trilhas para cada filme só acontecem uma única vez.
“Tem sido muito gratificante ver os resultados sonoros dessa experiência que acrescenta aos filmes da Mostra contemporaneidade musical. Nesses primeiros dias, ritmos brasileiros foram misturados ao jazz para musicalizar filmes franceses. O público está empolgado com o vigor da música que tem surgido. A expectativa para os próximos dias é ótima. Antonio “Panda” Gianfratti, por exemplo, mestre da improvisação livre, irá trazer instrumentos que ele mesmo constrói, com texturas poucos usuais e busca de timbres inéditos”, destaca o curador musical.
Os músicos convidados são: Antonio “Panda” Gianfratti (do Grupo Abaetetuba); Carlos Ferreira e Diego Poloni (música experimental, guitarra elétrica, sintetizadores e pedais de efeitos) e Juarez Neto Sexteto - grupo de jazz de Curitiba, criado especialmente para a Mostra, composto por: Lilian Nakahodo (pianista), Duda Comunello (guitarrista), Igor Loureiro (baixo elétrico), Gabi Bruel (percussionista) e Dani Dalessa (baterista).

Confira a programação até domingo:

22/02 (quinta) – 19h (*com debate na sequência)
Nosferatu / Alemanha (1922)
Duração: 94min
Direção: F.W. Murnau
Música ao vivo: Antonio Gianfratti
Classificação: 12 anos
Um clássico do cinema Expressionista alemão. Hutter, agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock, que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen, a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.

23/02 (sexta) – 19h
São Paulo, Sinfonia da Metrópole / Brasil (1929)
Duração: 90min
Direção: Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny
Música ao vivo: Antonio Gianfratti
Classificação: 10 anos
A cidade de São Paulo no final da década de 20. Urbanismo, moda, monumentos públicos, industrialização, fatos históricos, expansão do café, educação e o burburinho do cotidiano. Baseados no clássico Berlim – Sinfonia da Cidade (1927), os húngaros Adalberto Kemeny e Rodolfo Lustig, donos de um dos melhores laboratórios de cinema da época, produziram este documentário.

24/02 (sábado) – 19h
(*sessão com audiodescrição e debate na sequência com intérprete de libras)
Pour Don Carlos / França (1921)
Duração: 90min
Direção: Musidora e Jacques Lasseyne
Música ao vivo: Carlos Ferreira e Diego Poloni
Classificação: 12 anos
Baseado no livro de Pierre Benoît, o filme retrata a guerra civil entre o governo republicano local e os Carlistas, apoiadores do pretendente ao trono da Espanha, no final do século XIX. Um jovem subprefeito cai em uma armadilha elaborada pela musa da insurreição Carlista antes de se juntar à causa.

25/02 (domingo) – 19h
Limite / Brasil (1931)
Duração: 120min
Direção: Mário Peixoto
Música ao vivo: Carlos Ferreira e Diego Poloni
Classificação: 12 anos
Único filme de Mário Peixoto. Em um pequeno barco à deriva, duas mulheres e um homem relembram seu passado recente. Uma das mulheres escapou da prisão; a outra estava desesperada; e o homem tinha perdido sua amante. Cansados, eles param de remar e se conformam com a morte, relembrando (através de flashbacks) as situações de seu passado. Eles não têm mais força ou desejo de viver e atingiram o limite de suas existências.

SOBRE OS CURADORES

Aristeu Araújo - Curador cinematográfico
Cineasta, crítico de cinema e jornalista, Aristeu Araújo já realizou dezenas de mostras cinematográficas como curador e produtor. Destaque para as mostras “Ser Tão Pop - O novo cinema de sertão” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro e Fortaleza), “Lembrando Joaquim Pinto e Nuno Leonel” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro) e “Autorretratos” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro e Recife). Foi produtor e curador do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba (FICBIC) entre 2016 e 2018, bem como programador da sala CinePensamento, no centro cultural Sesc Paço da Liberdade (2012 a 2014), em Curitiba. Lá realizou o projeto Novos Repertórios trazendo diversos filmes brasileiros inéditos para a cidade junto com seus realizadores para debate junto ao público. Como cineasta, já dirigiu nove curtas-metragens, entre eles o filme “Naquela Noite Ele Sonhou com Um Mar Azul”. No momento se dedica a roteirização de seu primeiro longa, o filme “A Ponte”.
aristeuaraujo.com.br

Luiz Lepchak - Curador musical
Desenhista de Som e Compositor para filmes, estudou Cinema na EICTV em Cuba e Produção Sonora na UFPR. Já colaborou com mais de 60 filmes, muitos dos quais foram vistos em importantes festivais de cinema pelo mundo, tendo já recebido sete prêmios. Participou duas vezes da rede de cineastas emergentes da Berlinale Talents, Berlim 2019 e Buenos Aires 2020. Dá aulas como professor convidado em CHAVÓN (Carreira de Cinema da Escola de Arte na República Dominicana), desde 2019. É ainda membro colaborador do coletivo de sonidistas latino-americanos STEMS desde 2017. Como compositor, idealizou a plataforma @cafilasounds com o intuito de criar trilhas sonoras experimentais para imagens silenciosas. Como realizador, rodou “Aquela Mesma Estação”, curta-metragem ensaio sobre a nostalgia através dos sons e das ondas de rádio em Cuba.

SOBRE OS MÚSICOS:

Antonio “Panda” Gianfratti
Percussionista contemporâneo que se dedica a improvisação livre musical há muitos anos, conhecido no Brasil e no exterior. É o decano da música improvisada brasileira, como o foi antes do free jazz. Fundou o coletivo de improvisação livre Abaetetuba em 2004. Também deixou a sua marca no jazz “mainstream” e tocou rock, bossa nova, música tradicional do Brasil. Seu trabalho de percussão consiste no desenvolvimento timbrístico através do uso de arco em pratos em cima de tambores, vibrafone preparado e violoncelo, assim como nos instrumentos que projeta ou transforma. Interage com cinema, teatro, poesia, artes visuais e multimídia.

Carlos Ferreira e Diego Poloni

Carlos Ferreira é guitarrista e compositor experimental, cujo trabalho se preocupa com a natureza da escuta e explora a relação entre som, espaço, tempo e memória. Artista dos selos Past Inside The Present (EUA), AKP Recordings (EUA) e Modern Obscure Music (Espanha), lançou álbuns por diversos selos ao redor do mundo, além de já ter produzido live sets para a rádio Dublab de Los Angeles (EUA) e Osaka (Japão).

Diego Poloni é artista sonoro e tem como foco de sua pesquisa o potencial transcendental do time-stretch, o tensionamento entre audições ambientes e estruturais; o som como erotismo e a exploração hauntológica de gêneros eletrônicos como jungle e drum and bass. Foi indicado ao Grammy Latino, vencedor do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, desenvolveu obras comissionadas pelo Instituto Goethe, Instituto Ling, Farol Santander e teve seu trabalho exibido no The White Cubicle Toilet Gallery (Londres) e Tate Modern (Londres), entre outros.

Juarez Neto Sexteto

Juarez Neto: Natural de São Paulo, é artista visual e músico, atuando como saxofonista e flautista recorrente no cenário curitibano, tendo se apresentado em diversos festivais com o quarteto que leva seu nome e outros projetos como After Jazz, Mutum Jazz, Tangará, Mamba Blues e UAIU, também acompanhou artistas como Teresa Cristina na Orquestra de Sopros de MPB dirigida por Nailor Proveta em 2023.

Lilian Nakahodo: Pianista, compositora e produtora musical radicada em Curitiba (PR). Transita entre o instrumental e o experimental com influências do jazz brasil e artes sonoras contemporâneas. Graduada em Produção Sonora e mestre em Música pela UFPR, atua em diversos projetos musicais, como o @coletivopianovero e @sonsnikkei, além de se dedicar à criação de trilhas e desenho de som para espetáculos e conteúdos audiovisuais.

Bi Bruel: Percussionista e Bacharel em Música Popular pela Faculdade de Artes do Paraná. Atua em conceituados grupos da cena musical de Curitiba e tem participação expressiva nos mais importantes eventos culturais da capital paranaense acompanhando artistas de renome nacional como Tete Spindola, Antonio Madureira, Letieres Leite, Antônio Nóbrega, B-Negão entre outros. É integrante dos grupos Rosa Armorial, Terra Sonora, Fronteiriça de Roseane Santos e Forró de Maravilha. Ao lado de Denis Mariano, criou o duo de percussão Sol.katu ê maraca.drum, e tem como padrinho Antônio Madureira, que gentilmente batizou o grupo.

Daniel Dalessa: Baterista, dedica-se a projetos como ímã, Iskundum, Lu Faccini, Seithy, Mutum Jazz, Tangará, Julia Klüber e vários outros ao longo de 10 anos de carreira, incluindo a cantora e compositora Roseane Santos. Nos últimos anos, fez parte de espetáculos de teatro através do grupo Um Bailinho Perdido, em projetos vinculados à Selvática Ações Artísticas, com apresentações em eventos como o Festival Internacional de Cabaré do México 2021, a Mostra Internacional de Cabaré (MIC) 2022, além do processo de residência artística que resultou em uma participação na 13ª Cruzada Central por el Teatro, em Querétaro, México, em 2022.

Duda Comunello: Instrumentista, compositor e arranjador. Músico há 10 anos fez aulas de guitarra, harmonia funcional e prática de banda no Conservatório de Música Popular Brasileira (CMPB). Em 2017 lançou com a banda Zarabatana um álbum de música autoral. No mesmo ano participou do festival de blues de Antonina. Em 2019 ingressou no curso de Bacharelado em Música Popular na Faculdade de Artes do Paraná. Atualmente é guitarrista dos projetos Tangará MPB, Mutum Jazz, Mamba Blues e Rubia Divino.

Igor Loureiro: Músico de destaque na cena curitibana, formado em baixo elétrico no Conservatório de MPB de Curitiba e bacharelando em Música Popular pela Faculdade de Artes do Paraná. Integrante de diversos grupos, destaca-se o trio de música instrumental autoral Capybara Trio, com o qual já se apresentou em festivais como Curitiba Jazz Festival, Playing for Change Day, Jazz À Gosto e Jazz na Ilha (Ilha do Mel - PR). Com o trio também realizou apresentações em clubes de jazz em Assunção, no Paraguai. Como baixista, Igor já acompanhou grandes nomes da música brasileira como Danilo Caymmi, Teresa Cristina, Nailor Proveta, Amanda Pacífico, Ana Decker e Jorginho Neto.

Serviço
O que: Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo
Quando: Até 25 de fevereiro, sempre às 19h.
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 –

Centro)

Capacidade máxima: 123 lugares + 02 espaços para cadeirantes

Ingresso: Gratuito
Contribua levando 1kg de alimento
Retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão, na
bilheteria do teatro.
Verifique a classificação indicativa de cada filme.

Mostra Artefacto 2024: com o tema “Meu Lugar”, Patricia Penna prepara ambiente para homenagear a jornalista Lucila Zahran, do Casa de Valentina

Patricia Penna completa sua 17ª participação no tradicional evento paulistano e inova com materiais ultramodernos e surpresas baseadas no universo da jornalista, referência no segmento de decoração no Brasil

Refletindo sobre o tema Meu Lugar, a veterana Patricia Penna projeta um amplo living para mostra de decoração, usufruindo de recursos tecnológicos em sincronia com os materiais naturais para criar um espaço acolhedor e, ao mesmo tempo, futurista | Foto: Marco Antônio
Em 2024, a tradicional Mostra Artefacto na Haddock Lobo – que reúne escritórios renomados de arquitetura e decoração – instigou a reflexão dos profissionais com o tema “Meu Lugar”, juntamente com a missão de homenagear personalidades icônicas nos espaços projetados por eles. O duplo desafio não intimidou a arquiteta e designer de interiores Patricia Penna, que completa, esse ano, sua 17ª participação no conceituado evento paulistano, com inauguração marcada para março de 2024.

Sobre a temática, a arquiteta, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, reflete que o “Meu Lugar” é um universo particular, uma casa, onde “está tudo aquilo que você ama” e, para isso, ela propôs um living de 120 m², acolhedor e receptivo, que mistura materiais ultramodernos, como lâminas sinterizadas, e elementos naturais, como o pau-ferro e o linho. Tudo isso ganha ainda mais força com o uso de móveis e peças com linhas orgânicas, trazendo leveza e fluidez ao ambiente.

A personalidade escolhida para a homenagem foi Lucila Zahran Turqueto, publicitária e jornalista especializada em decoração, responsável pela criação do blog Casa de Valentina, que se tornou um dos principais no segmento de arquitetura da América Latina segundo a Worth Global Style Network (WGSN). Nas redes sociais, Lucila soma mais de 430 mil seguidores e a parceria com Patricia é a materialização de um espaço que acolhe as memórias afetivas da jornalista e coloca como protagonista espaços caros para ela como o estar e a sala de jantar.

Mostra Artefacto Haddock Lobo 2024
Março de 2024
Rua Haddock Lobo, 1405, São Paulo
De Segunda-feira a Sexta-feira das 10h às 19h; De Sábado das 10h às 18h
@artefactooficialbrasil
www.artefacto.com.br
Sobre Patricia Penna
No mercado há mais de 20 anos, a arquiteta Patricia Penna é destaque de mostra de decorações no Brasil e no exterior. Com a equipe multidisciplinar que faz parte do escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, assina projetos de arquitetura e design de interiores nas áreas residenciais, corporativos e institucionais.
Seu principal objetivo é atender às expectativas de cada cliente, traduzindo seus anseios e concretizando-os. Transitando por estilos variados, trabalha com grande apuro e cuidado ao lado da equipe para atingir um resultado marcado pelo ecletismo e, sobretudo, pela identificação particular de cada cliente com o seu próprio projeto.

Patricia Penna Arquitetura & Design
Alameda Santos, 2326 – São Paulo | (11) 99792-0208

Rua Armando D’Oliveira Cobra, 50 – São José dos Campos | (12) 3209-9785
www.patriciapenna.arq.br
@patricia_penna_arquitetura

Fevereiro/2024

Festival de Curitiba traz pela primeira vez ao Sul do Brasil, Caprichoso e Garantido, o duelo de bois da Amazônia

Um dos maiores patrimônios culturais do Brasil abre a programação da 32ª edição do Festival de Curitiba, trazendo o desafio de toadas dos bumbás de Parintins, no Amazonas

Um dos maiores e mais importantes festivais de artes cênicas do Brasil, o Festival de Curitiba anunciou sua programação oficial para a 32ª edição, que ocorre de 25 de março a 7 de abril. Divulgada recentemente, uma das atrações mais aguardadas pelo público será o espetáculo “Caprichoso e Garantido: O Duelo da Amazônia”, que traz pela primeira vez ao Sul do Brasil um dos principais patrimônios culturais do país, por meio de um convite para que o público “mergulhe” na força da cultura popular da floresta, com suas lendas, celebrações, rituais indígenas e os costumes do universo caboclo ribeirinho traduzidos em arte, toada e Boi Bumbá.

Além da apresentação na abertura oficial da 32ª edição, o público poderá conferir a atração em duas sessões na Mostra Temporada de Musicais, nos dias 26 e 27 de março, às 20h30, no Teatro Positivo. Os ingressos já estão disponíveis por meio do site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

Com mais de 110 anos de história, os bois Garantido e Caprichoso são parte fundamental da cultura amazonense, no Festival de Parintins, um evento cultural apoteótico e que reúne milhares de pessoas em uma celebração festiva. No centro do festival, realizado anualmente, estão os bois com cada uma das agremiações representadas por suas cores - azul e vermelho -, protagonistas de uma rivalidade que se transforma em um espetáculo de amor pela cultura popular e, principalmente, pela região amazônica, formando juntos o maior festival a céu aberto do mundo.

O público do Festival de Curitiba poderá conferir uma amostra do que é exposto na arena do Bumbódromo, nos três dias do Festival Folclórico de Parintins, que acontecem sempre no último final de semana do mês de junho. As duas agremiações dos bois, seus itens oficiais e bailarinos farão evoluções com as toadas que são a trilha sonora desta maravilha da cultura e da arte raiz brasileira.

“Estamos felizes em poder trazer pela primeira vez ao Sul do Brasil este espetáculo único, uma celebração da cultura e da tradição da floresta. É uma atração que encanta e emociona, que certamente deixará uma marca inextinguível na história do Festival de Curitiba e, também, da cidade, do Paraná e do Sul do país”, comentam Leandro Knopfholz e Fabíula Passini, diretores do Festival de Curitiba.

A lenda do boi-bumbá - A história é narrada todos os anos sempre de modo diferente. Na lenda que deu origem, a Mãe Catirina, que estava grávida, sente o desejo de comer língua de boi, especificamente, do animal preferido do “amo”, o rico fazendeiro para quem seu marido, Pai Francisco, trabalhava. Para agradar sua esposa, Francisco mata o animal. Ao descobrir, após chamar um médico para certificar a morte do boi, o patrão manda capturar o seu serviçal. Para trazer a vida de volta ao animal, o “amo” chama um padre, que atualmente é representado pelo Pajé que, com seus rituais, consegue ressuscitar o animal, motivo de comemoração com uma grande festa que também marca o perdão de Pai Francisco e de Mãe Catirina.

A Mostra Temporada de Musicais é apresentada pelo Instituto Joel Malucelli e pela Universidade Positivo. Já a Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Serviço:
“Caprichoso e Garantido: O Duelo da Amazônia”
Mostra Temporada de Musicais - 32º Festival de Curitiba
Data: 26 e 27 de março, às 20h30.
Local: Teatro Positivo (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Ecoville)
Classificação: Livre
Duração: 1h30
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.
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Festival de Curitiba divulga sua programação de 2024 e abrevendas online e na bilheteria física no ParkShoppingBarigüi

32ª. edição do Festival de Curitiba vai de 25 de março a 7 de abril, reunindo mais de 300 atrações e grandes nomes da dramaturgia, além de estreias nacionais e espetáculos gratuitos

O paranaense Luís Melo sobe ao palco do Guairinha com o aclamado espetáculo Mutações
(Créd. Giorgio D'Onofrio)
Um dos maiores e mais importantes festivais de artes cênicas do Brasil, o Festival de Curitiba anuncia sua programação oficial para a sua 32ª edição, que ocorre de 25 de março a 7 de abril.

Com cerca de 300 atrações, reunindo estreias nacionais, espetáculos premiados e aclamados pelo público, além de dança, circo, humor, música, oficinas, shows, performances e gastronomia, o Festival de Curitiba dá início à venda de ingressos nesta terça-feira (6), pelo site oficial www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

“Temos a proposta de produzir um ‘Festival para Todos’, que abrace todos os tipos de públicos, idades, com acessibilidade, diferentes gêneros e estilos artísticos, mantendo boa parte da programação de forma gratuita e plural, promovendo assim, por meio da arte, a economia criativa e o turismo de Curitiba e região”, explica o diretor do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz.

Nesta edição, em seus mais diversos eventos, mostras, encontros e atividades culturais, nomes consagrados das classes artísticas estão confirmados, como as atuações de Marco Nanini, Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros, Patricya Travassos, Eduardo Moscovis, Bete Coelho, Gerogette Fadel, Luís Melo, Clayton Nascimento, Ranieri Gonzales, Renata Carvalho, Kiko Mascarenhas, Cássia Damasceno, participação de grupos como Galpão e Magiluth, direção de Gerald Thomas, Fábio Porchat, Deborah Colker, Giovana Soar, Daniela Thomas, performances de Alessandra Maestrini, Danilo Gentili, Ed Gama, Nany People, entre outros.

Confira as novidades para a 32ª edição do Festival de Curitiba e a programação por mostras e eventos:

Em Traidor, o ícone Marco Nanini atua em peça escrita por Gerald Thomas no palco do Teatro Guaíra (Créd. Matheus José Maria)
Mostra Lucia Camargo - Seguem na curadoria da Mostra Lucia Camargo, pelo segundo ano consecutivo, a produtora e pesquisadora Daniele Sampaio, a atriz e diretora Giovana Soar e o dramaturgo e crítico teatral Patrick Pessoa, que selecionaram 22 espetáculos que representam a diversidade do atual cenário do teatro nacional. “Recebemos com grande expectativa as propostas da curadoria para a nossa 32ª edição, que, juntos, montaram uma grade diversa, com diferentes formatos de textos, linguagens e estilos. Será um Festival de Curitiba marcante, com grandes nomes da nossa dramaturgia, estreias e espetáculos que lotaram as salas de teatro em todas as regiões do país”, comenta Fabíula Passini, também diretora do Festival de Curitiba.

Estarão em cartaz no Guairão, espetáculos consagrados, como “Traidor”, escrita por Gerald Thomas para Marco Nanini, em que o personagem conduz o espectador por uma espécie de fluxo de sua consciência; como também a estreia nacional de “Agora É Que São Elas”, com direção e texto de Fábio Porchat, em que as atrizes e comediantes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco extrapolam a questão de gênero e se transformam em 20 personagens protagonistas de esquetes; bem como o sucesso “DUETOS, A Comédia de Peter Quilter”, peça encenada em mais de 20 países, com Patricya Travassos e Eduardo Moscovis; além do mais novo espetáculo de dança de Deborah Colker, “Sagração”, que adiciona sons e ritmos brasileiros à partitura de Igor Stravinsky e conta com a energia, vigor e originalidade da linguagem da premiada companhia.

Patricya Travassos e Eduardo Moscovis levarão o público no Teatro Guaíra nas gargalhadas com a montagem - DUETOS, A Comédia de Peter Quilter (Créd. Barbarah Queiroz)
Já o palco do Guairinha recebe “Mutações”, com Luís Melo, indicado aos Prêmios Shell e APCA, em uma investigação sensível do caos contemporâneo a partir de múltiplas linguagens, como teatro, cinema, música e artes plásticas; o novo espetáculo do Grupo Galpão, “Cabaré Coragem”, que leva o público em uma atmosfera engraçada e delirante e os artistas dançam, cantam e fazem números de variedades em um formato inovador; bem como “Tatuagem”, adaptação do longa-metragem contemplado com o Kikito de melhor filme, peça que já recebeu indicação ao Prêmio APCA como melhor direção e 6 indicações ao Prêmio Bibi Ferreira; e a estreia nacional de “O Fantasma de Friedrich”, da produtora Bife Seco, de Curitiba, em uma obra em parceria com o maestro e compositor Enzo Veiga, mestre em teatro musical pela New York University, com produções feitas na Off-Broadway em Nova Iorque.

No Teatro da Reitoria, o espetáculo “Ana Lívia”, com texto de Caetano Galindo, que marca a volta da respeitada atriz Bete Coelho ao Festival de Curitiba, ao lado de Georgette Fadel, em uma concepção artística limpa, precisa e despida de enfeites; o solo musical “Azira’i”, com quatro indicações ao Prêmio Shell, que aborda a relação entre uma filha e sua mãe; e o Corpo de Dança do Amazonas com “TA | Sobre Ser Grande”, trazendo um dos mais respeitados grupos de dança do Norte do país, mantendo uma programação artística com repertório diverso, como um patrimônio imaterial reconhecido nacionalmente; bem como o drama musical “O Que Nos Mantém Vivos?”, indicado ao Shell de Melhor Direção e ao APCA de Melhor Espetáculo, dá seguimento à montagem ‘'O que Mantém um Homem Vivo?', que estreou em 1973 no Teatro Oficina, celebrando os 65 anos da companhia que Renato Borghi fundou ao lado de Zé Celso.

O SESC da Esquina recebe o aclamado “Macacos”, que trata sobre a urgência da vida negra no Brasil e que traz o ator Clayton Nascimento junto aos prêmios Shell e APCA por sua atuação; além do musical “Leci Brandão - Na Palma da Mão”, que conta a trajetória de uma das maiores artistas brasileiras, que já foi assistido por um público estimado de mais de 5 mil pessoas em apenas 40 apresentações.

Já o Teatro Paiol será o local de dois dos mais comentados e elogiados espetáculos da atualidade, o teatro documentário de “Meretrizes”, que resulta de um trabalho de quase 1 ano com dezenas de profissionais do sexo, mesclando teatro e piano ao vivo; e o contemporâneo “Minifesto Transpofágico”, que já circulou por 9 países, em que a atriz, diretora e ativista Renata Carvalho faz questionamentos de como as pessoas enxergam o corpo travesti.

No Teatro Zé Maria, a dramédia “Meu Corpo Está Aqui”, um espetáculo baseado nas experiências pessoais de atrizes e atores PCDs, em que, em cena, eles falam abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos, seus desejos; o contemporâneo e elogiado “Todas as Coisas Maravilhosas”, que celebra os 40 anos de carreira do ator Kiko Mascarenhas, em um monólogo de grande sucesso de público e críticas; o drama musical manauara “Cabaré Chinelo”, sucesso que traz relevância política ao falar da outra face da belle époque no Amazonas; e a estreia nacional de “Três Luzes”, monólogo com Cássia Damasceno, escrito pela atriz e o cineasta Aristeu Araújo, marcando a primeira experiência do montador e diretor de filmes na direção teatral.

Ainda, na Mostra Lucia Camargo, os espetáculos “Apenas O Fim do Mundo”, do Grupo Magiluth, que completa 20 anos e será encenado no Palácio Garibaldi, contando a história de um homem que regressa à casa de seus familiares para lhes dar a notícia de sua morte próxima; e a performance-ritual “ÜHPÜ”, no Museu Paranaense, em uma transmutação corporal conduzida pelos xamãs em diálogo com os ancestrais, concebido a partir de experiências xamânicas com os indígenas Ye’pá Mahsã (Tukano) e Huni Kuin, direto do estado do Amazonas.

Fringe - Com parte de sua programação gratuita e acessível a todos os públicos, a mostra ocupa teatros, praças, parques e ruas de Curitiba e Região Metropolitana, com mais de 285 espetáculos, produzidos por aproximadamente 1800 artistas e técnicos vindos de 12 estados do Brasil e de outros países, como Argentina, Peru, Chile e Bolívia, sendo 38 deles apresentados de forma gratuita.

O Fringe é uma mostra que não passa pela curadoria do Festival, nela, companhias de teatro, circo, música, dança e outras vertentes artísticas participam por meio de cadastro voluntário, separadas por “Mostras”, “Espetáculos de Rua” e pelo “Circuito Independente”. Neste ano, o Fringe contará com atrações vindas de todas as cinco regiões do Brasil e promoverá a sua segunda edição da “Rodada de Conexões”, que reúne e aproxima curadores e programadores de festivais e salas de teatro de todo o Brasil com companhias presentes no Fringe e, também, grupos radicados em Curitiba.

A Mostra Lucia Camargo e o Fringe são apresentados por Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Musical sobre a vida e carreira de Leci Brandão estará em cartaz no Festival de Curitiba no Sesc da Esquina (Créd. Alberto Mauricio)
Mostra Temporada de Musicais - Outra grande novidade na 32ª edição do Festival de Curitiba é a “Mostra Temporada de Musicais”, que ocupará o Teatro Positivo com quatro grandes montagens. Entre algumas das atrações já confirmadas, estão os sucessos “Ney Matogrosso - Um Homem com H - O Musical”, espetáculo com texto de Emílio Boechat e Marília Toledo, que homenageia o cantor camaleônico Ney Matogrosso, vivido no palco por Renan Mattos, que venceu o prêmio Destaque Imprensa Digital 2022 e foi indicado ao APCA, ambos na categoria de melhor ator; como também “Silvio Santos Vem Aí”, que homenageia o maior apresentador da TV brasileira, com a participação de personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, com músicas que marcaram essas décadas e animaram os programas de auditório. Outras duas grandes atrações serão divulgadas em breve.
A Mostra Temporada de Musicais é apresentada pelo Instituto J. Malucelli e pela Universidade Positivo.
Mostra Surda de Teatro - Outra novidade na edição de 2024, seguindo a importante acessibilidade à arte é a “Mostra Surda de Teatro”, que celebra o protagonismo de artistas surdos, apresentando a cultura e expressão artística em Libras. A mostra foi convidada para apresentar sete atrações no TUC - Teatro Universitário de Curitiba -, com espetáculos e performances como os dramas “Sede de Sangue”, do Recife - PE; “Dois Perdidos: A Língua Não Dita Numa Relação”, de São Carlos - SP; e “Surdo, Logo Existo”, de Curitiba; além das comédias “UFC UNIÃO FORÇA DA COMÉDIA: Mimico Putz x Palhaço Surddy”, de Macapá - AP e Recife - PE; “Um Perfume Pra Te Conquistar”, de Florianópolis - SC; bem como as experimentais curitibanas “Espaços” e “Visualinguas”.

Guritiba - Projeto cultural e social que ocorre durante todo o ano e tem seu pontapé durante o Festival de Curitiba, tem como foco a democratização do acesso à arte para crianças, adolescentes, educadores e famílias. Em 2024, o programa acontece de 26 de março até 7 de abril, com uma programação especial com espetáculos para toda a família.
Nesta edição, no Teatro Bom Jesus, o premiado espetáculo “Valentim Valentinho”, ganhador do Prêmio APCA 2023 de Melhor Direção na categoria Infanto-juvenil, que narra a história de um menino prestes a completar 11 anos e que sonha em ganhar ‘coragem’ de presente de aniversário; e “Itan e Tal”, do Grupo Baquetá, premiado como Melhor Iluminação em 2023 com o Troféu Gralha Azul, que conta a história de uma menina preta que adora cantar, brincar e cria um jogo chamado “Mundo Invertido das Palavras”, em que descobre que seu nome ao contrário é itaN. Antes dos espetáculos, o “Muralzinho de Ideias” traz brincadeiras e atividades artísticas para todos. Além disso, durante o período do Festival de Curitiba diversas ações levarão cultura, divertimento e educação de forma lúdica à diversas instituições sociais da região, com os espetáculos “Rádio Girolê”, “O Terreno Baldio”, “No Armário não Cabe Ninguém” e “Ynari: A Menina das Cinco Tranças”.
O Programa Guritiba é apresentado por BRFértil Fertilizantes, Banco CNH Industrial e New Holland, Peróxidos do Brasil e Sanepar, com patrocínio de Neovia Engenharia, Mili, Ritmo Logística, Tradener Comercialização de Energia, Grupo Barigüi e Schattdecor, com apoio da Impextraco.

MishMash - Mostra de variedades artísticas e performáticas que diverte famílias inteiras com números de malabarismo, mágica, mímicas, circo, palhaçaria, música, entre outras vertentes, ocorrerá 6 e 7 de abril, no Viasoft Experience – Universidade Positivo, com direção do experiente Ricardo Nolasko e curadoria de Pedro de Freitas e Rafael Barreiros, o Palhaço Alípio, que já confirmam a presença como Mestre de Cerimônias da cantora e atriz Alessandra Maestrini.

O MishMash é apresentado por Arotubi, Thales Group e Sanepar, com patrocínio de Tintas Darka, Universidade Positivo, Vianmaq Equipamentos, Gelopar, Itambé e Neovia Engenharia.

Risorama | 20 anos - Mantendo sua tradição em formato de um grande comedy club com os maiores nomes do humor do país, em apresentações com serviço de bar ao público, cujo anfitrião é Diogo Portugal, um dos precursores do stand-up no Brasil, o Risorama chega em sua comemorativa 20ª edição, trazendo humoristas de destaque da televisão, da internet e dos palcos. O mais tradicional festival de humor nacional ocorre de 28 de março a 2 de abril, no Viasoft Experience – Universidade Positivo, com nomes já confirmados como Danilo Gentili, Marlei Cevada, Igor Guimarães, Patrick Maia, Diguinho Coruja, Dra. Rosangela, Ed Gama, Nany People, Afonso Padilha, Matheus Ceará, entre outros.

O Risorama é apresentado por Grupo Potencial, Electra, Havan, Você + Seguro, Grupo Barigüi, com patrocínio de Uni Lubrificantes, Helisul Aviação, Universidade Positivo, Grupo Risotolândia, Balaroti, Porto a Porto, Therezópolis e Coca-Cola - FEMSA, com o apoio de Neovia Engenharia e Grupo Vellore.

Gastronomix - O primeiro evento artístico e gastronômico ao ar livre do país, que une programação de música instrumental, artes cênicas e gastronomia, com curadoria do estrelado Chef Celso Freire. Com a participação de restaurantes nacionais e internacionais, o evento utiliza gastronomia sustentável e fornecedores locais para diminuir ao máximo os impactos ambientais. Na programação, aulas-show e atividades para toda a família. O Gastronomix ocorre nos dias 6 e 7 de abril, das 11h às 18h, na Universidade Positivo, anexo ao lago e ao Espaço de Eventos.

O Gastronomix é patrocinado por Chocolates Weissburg, Thales Group, Universidade Positivo, Banco CNH Industrial e New Holland, Therezópolis e Coca-Cola - FEMSA.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Valores:
Mostra Lucia Camargo – De R$00 a R$85 (entrada inteira), + taxa adm.
Risorama – De R$42,50 a R$85 (entrada inteira) + taxa adm.
Fringe – De R$0 a R$75 (entrada inteira) + taxa adm.
Mostra Temporada de Musicais - De R$42,50 a R$85 (entrada inteira) + taxa adm. Mostra Surda e Teatro - R$ 0 (gratuita)
MishMash – De R$30 a R$60 (entrada inteira) + taxa adm. *Confira opções de combos de ingressos para a família
Programa Guritiba – De R$30 a R$60 (entrada inteira) + taxa adm.
Gastronomix – De R$15 a R$30 (entrada inteira) + taxa adm.
*Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais de R$36 e R$18, somente na bilheteria física. Verifique as condições especiais para colaboradores de empresas apoiadoras.

Serviço:
32.º Festival de Curitiba
Data: De 25/3 a 7/4 de 2024
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sexta, das 11h às 23h, sábados das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h.
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.
Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe #risorama20 #mishmash #gastronomix #interlocuções #mostrasurda #temporadademusicais
Sugestão de Tags – festival, curitiba, festival de curitiba, mostra, teatro, mishmash, guritiba, risorama, stand-up, artes cênicas, artes, circo, dança, música, cultura, show, atrações

CINEMA RARO: CAIXA CULTURAL CURITIBA REALIZA MOSTRA DE FILMES SILENCIOSOS COM MÚSICA EXECUTADA AO VIVO.

A Mostra CineConcertos será realizada de 20 a 25 de fevereiro, incluindo 6 sessões de filmes e três debates. A entrada é gratuita.

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Filme Limite (Brasil, 1931), único filme de Mário Peixoto, na programação da Mostra
CineConcertos, com trilha ao vivo executada por Carlos Ferreira e Diego Poloni.

Quem ama cinema não pode perder! A CAIXA Cultural Curitiba vai oferecer uma experiência inesquecível, de 20 a 25 de fevereiro será realizada a Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo, onde filmes silenciosos serão exibidos com trilhas sonoras improvisadas ao vivo. O evento conta na programação com cinco longas-metragens e uma sessão de 13 curtas, todos filmes clássicos do cinema mundial musicados por três grupos de diferentes músicos. As sessões serão sempre às 19h, com entrada gratuita. A retirada dos ingressos poderá ser feita uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do teatro. A produção recolherá alimentos não perecíveis para a população carente, o público está convidado a contribuir. Três das seis sessões serão seguidas por debates, uma delas, no dia 24, contará com audiodescrição e intérprete de libras. Em todas as sessões serão disponibilizados protetores auriculares para público com transtorno do espectro autista (TEA).
A iniciativa é do cineasta, crítico de cinema e jornalista, Aristeu Araújo, que assina a curadoria cinematográfica da Mostra. Já a curadoria musical é de Luiz Lepchak, desenhista de som e compositor de trilhas para cinema. A Mostra CineConcertos tem o patrocínio CAIXA.
“O intuito de reunir filmes tão distintos uns dos outros foi mostrar ao público o quão rico e plural é o cinema silencioso. Era uma época de muita exploração da linguagem cinematográfica que abriu novos horizontes estéticos do cinema e influenciou o mundo. “Limite”, por exemplo, a produção brasileira que integra a Mostra, é considerado por muitos estudiosos e cineastas o melhor filme realizado no país, entretanto poucos o conhecem”, conta Aristeu.

Ver filmes “mudos”, como popularmente os filmes ficaram conhecidos na época, com música ao vivo é uma experiência única e algo muito raro, com certeza o público irá se emocionar. “Na verdade, ‘o cinema nunca foi mudo’, aliás este é o slogan da Mostra, desde o início os filmes eram acompanhados de som, mesmo nas salas mais simples sempre tinha um pianista. Os filmes podiam ser acompanhados por orquestras, narradores que explicavam o que estava acontecendo, atores atrás das telas fazendo vozes ou gramofones tocando. A ideia é proporcionar uma atualização dessa experiência que acontecia 100 anos atrás”, explica o curador.
Criar a trilha para os filmes é o maior desafio do projeto, a proposta da curadoria musical foi reunir grupos e músicos com trabalhos diferentes entre si para proporcionar ao público diferentes sonoridades para cada filme. O trabalho é de improviso, ou seja, as trilhas para cada filme só vão acontecer uma única vez. Cada grupo de músicos irá musicar duas sessões. Os ensaios serão para conhecer os filmes, definir os instrumentos e determinar um acordo de improvisação.
“Vamos trabalhar com profissionais talentosos e experientes cujo objetivo será criar trilhas não convencionais explorando instrumentos e sons que não eram comuns na época que esses filmes foram produzidos. Será muito instigante acrescentar uma nova camada de sonoridade com texturas contemporâneas aos filmes clássicos”, destaca o curador musical.
Os músicos convidados são: Antonio “Panda” Gianfratti (do Grupo Abaetetuba); Carlos Ferreira e Diego Poloni (música experimental, guitarra elétrica, sintetizadores e pedais de efeitos) e Juarez Neto Sexteto - grupo de jazz de Curitiba, criado especialmente para a Mostra, composto por: Lilian Nakahodo (pianista), Duda Comunello (guitarrista), Igor Loureiro (baixo elétrico), Gabi Bruel (percussionista) e Dani Dalessa (baterista).

Confira a programação:

20/02 (terça) – 19h (*com debate na sequência)

Curtas de Alice Guy / França (1898 a 1907)
Duração:48min
Direção: Alice Guy
Música ao vivo: Juarez Neto Sexteto
Classificação: Livre
Filmes cedidos pelo Institut Français de Cinema que serão exibidos: “Chez le magnétiseur”, “Chirurgie fin de siècle”, “Avenue de l’opéra”, “Chapellerie et charcuterie mécaniques”, “Chez le photographe”, “Questions indiscrètes”, “Madame a des envies”, “Les Résultats du féminisme”, “Le Lit à roulette”, “La Course à la saucisse”, “Alice Guy tourne une phonoscène?”, “Sur la barricade” e “Le Billet de banque”.
Embora tenha sido apagada da história, Alice Guy foi a primeira a fazer ficção no cinema.

21/02 (quarta) – 19h
Nanook, O Esquimó / França, EUA (1922)
Duração:78min
Direção: Robert J. Flaherty
Música ao vivo: Juarez Neto Sexteto
Classificação: 12 anos
O filme é considerado o primeiro documentário formal da história do cinema. Documenta um ano da vida do esquimó Nanook e de sua família, que vivem em Hudson Bay, no Canadá. Retrata a caça (a animais como o leão marinho), a pesca e as migrações de um grupo que está totalmente à parte da industrialização da década de 20. Registra o cotidiano de uma família que realiza as atividades do dia-a-dia com foco basicamente em uma única questão: ter o que comer.

22/02 (quinta) – 19h (*com debate na sequência)
Nosferatu / Alemanha (1922)
Duração: 94min
Direção: F.W. Murnau
Música ao vivo: Antonio Gianfratti
Classificação: 12 anos
Um clássico do cinema Expressionista alemão. Hutter, agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock, que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen, a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.

23/02 (sexta) – 19h
São Paulo, Sinfonia da Metrópole / Brasil (1929)
Duração: 90min
Direção: Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny
Música ao vivo: Antonio Gianfratti
Classificação: 10 anos
A cidade de São Paulo no final da década de 20. Urbanismo, moda, monumentos públicos, industrialização, fatos históricos, expansão do café, educação e o burburinho do cotidiano. Baseados no clássico Berlim – Sinfonia da Cidade (1927), os húngaros Adalberto Kemeny e Rodolfo Lustig, donos de um dos melhores laboratórios de cinema da época, produziram este documentário.

24/02 (sábado) – 19h
(*sessão com audiodescrição e debate na sequência com intérprete de libras)
Pour Don Carlos / França (1921)
Duração: 90min
Direção: Musidora e Jacques Lasseyne
Música ao vivo: Carlos Ferreira e Diego Poloni
Classificação: 12 anos
Baseado no livro de Pierre Benoît, o filme retrata a guerra civil entre o governo republicano local e os Carlistas, apoiadores do pretendente ao trono da Espanha, no final do século XIX. Um jovem subprefeito cai em uma armadilha elaborada pela musa da insurreição Carlista antes de se juntar à causa.

25/02 (domingo) – 19h
Limite / Brasil (1931)
Duração: 120min
Direção: Mário Peixoto
Música ao vivo: Carlos Ferreira e Diego Poloni
Classificação: 12 anos
Único filme de Mário Peixoto. Em um pequeno barco à deriva, duas mulheres e um homem relembram seu passado recente. Uma das mulheres escapou da prisão; a outra estava desesperada; e o homem tinha perdido sua amante. Cansados, eles param de remar e se conformam com a morte, relembrando (através de flashbacks) as situações de seu passado. Eles não têm mais força ou desejo de viver e atingiram o limite de suas existências.

SOBRE OS CURADORES

Aristeu Araújo - Curador cinematográfico
Cineasta, crítico de cinema e jornalista, Aristeu Araújo já realizou dezenas de mostras cinematográficas como curador e produtor. Destaque para as mostras “Ser Tão Pop - O novo cinema de sertão” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro e Fortaleza), “Lembrando Joaquim Pinto e Nuno Leonel” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro) e “Autorretratos” (CAIXA Cultural Rio de Janeiro e Recife). Foi produtor e curador do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba (FICBIC) entre 2016 e 2018, bem como programador da sala CinePensamento, no centro cultural Sesc Paço da Liberdade (2012 a 2014), em Curitiba. Lá realizou o projeto Novos Repertórios trazendo diversos filmes brasileiros inéditos para a cidade junto com seus realizadores para debate junto ao público. Como cineasta, já dirigiu nove curtas-metragens, entre eles o filme “Naquela Noite Ele Sonhou com Um Mar Azul”. No momento se dedica a roteirização de seu primeiro longa, o filme “A Ponte”.
aristeuaraujo.com.br

Luiz Lepchak - Curador musical
Desenhista de Som e Compositor para filmes, estudou Cinema na EICTV em Cuba e Produção Sonora na UFPR. Já colaborou com mais de 60 filmes, muitos dos quais foram vistos em importantes festivais de cinema pelo mundo, tendo já recebido sete prêmios. Participou duas vezes da rede de cineastas emergentes da Berlinale Talents, Berlim 2019 e Buenos Aires 2020. Dá aulas como professor convidado em CHAVÓN (Carreira de Cinema da Escola de Arte na República Dominicana), desde 2019. É ainda membro colaborador do coletivo de sonidistas latino-americanos STEMS desde 2017. Como compositor, idealizou a plataforma @cafilasounds com o intuito de criar trilhas sonoras experimentais para imagens silenciosas. Como realizador, rodou “Aquela Mesma Estação”, curta-metragem ensaio sobre a nostalgia através dos sons e das ondas de rádio em Cuba.

SOBRE OS MÚSICOS:

Antonio “Panda” Gianfratti
Percussionista contemporâneo que se dedica a improvisação livre musical há muitos anos, conhecido no Brasil e no exterior. É o decano da música improvisada brasileira, como o foi antes do free jazz. Fundou o coletivo de improvisação livre Abaetetuba em 2004. Também deixou a sua marca no jazz “mainstream” e tocou rock, bossa nova, música tradicional do Brasil. Seu trabalho de percussão consiste no desenvolvimento timbrístico através do uso de arco em pratos em cima de tambores, vibrafone preparado e violoncelo, assim como nos instrumentos que projeta ou transforma. Interage com cinema, teatro, poesia, artes visuais e multimídia.

Carlos Ferreira e Diego Poloni

Carlos Ferreira é guitarrista e compositor experimental, cujo trabalho se preocupa com a natureza da escuta e explora a relação entre som, espaço, tempo e memória. Artista dos selos Past Inside The Present (EUA), AKP Recordings (EUA) e Modern Obscure Music (Espanha), lançou álbuns por diversos selos ao redor do mundo, além de já ter produzido live sets para a rádio Dublab de Los Angeles (EUA) e Osaka (Japão).

Diego Poloni é artista sonoro e tem como foco de sua pesquisa o potencial transcendental do time-stretch, o tensionamento entre audições ambientes e estruturais; o som como erotismo e a exploração hauntológica de gêneros eletrônicos como jungle e drum and bass. Foi indicado ao Grammy Latino, vencedor do Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, desenvolveu obras comissionadas pelo Instituto Goethe, Instituto Ling, Farol Santander e teve seu trabalho exibido no The White Cubicle Toilet Gallery (Londres) e Tate Modern (Londres), entre outros.

Juarez Neto Sexteto

Juarez Neto: Natural de São Paulo, é artista visual e músico, atuando como saxofonista e flautista recorrente no cenário curitibano, tendo se apresentado em diversos festivais com o quarteto que leva seu nome e outros projetos como After Jazz, Mutum Jazz, Tangará, Mamba Blues e UAIU, também acompanhou artistas como Teresa Cristina na Orquestra de Sopros de MPB dirigida por Nailor Proveta em 2023.

Lilian Nakahodo: Pianista, compositora e produtora musical radicada em Curitiba (PR). Transita entre o instrumental e o experimental com influências do jazz brasil e artes sonoras contemporâneas. Graduada em Produção Sonora e mestre em Música pela UFPR, atua em diversos projetos musicais, como o @coletivopianovero e @sonsnikkei, além de se dedicar à criação de trilhas e desenho de som para espetáculos e conteúdos audiovisuais.

Bi Bruel: Percussionista e Bacharel em Música Popular pela Faculdade de Artes do Paraná. Atua em conceituados grupos da cena musical de Curitiba e tem participação expressiva nos mais importantes eventos culturais da capital paranaense acompanhando artistas de renome nacional como Tete Spindola, Antonio Madureira, Letieres Leite, Antônio Nóbrega, B-Negão entre outros. É integrante dos grupos Rosa Armorial, Terra Sonora, Fronteiriça de Roseane Santos e Forró de Maravilha. Ao lado de Denis Mariano, criou o duo de percussão Sol.katu ê maraca.drum, e tem como padrinho Antônio Madureira, que gentilmente batizou o grupo.

Daniel Dalessa: Baterista, dedica-se a projetos como ímã, Iskundum, Lu Faccini, Seithy, Mutum Jazz, Tangará, Julia Klüber e vários outros ao longo de 10 anos de carreira, incluindo a cantora e compositora Roseane Santos. Nos últimos anos, fez parte de espetáculos de teatro através do grupo Um Bailinho Perdido, em projetos vinculados à Selvática Ações Artísticas, com apresentações em eventos como o Festival Internacional de Cabaré do México 2021, a Mostra Internacional de Cabaré (MIC) 2022, além do processo de residência artística que resultou em uma participação na 13ª Cruzada Central por el Teatro, em Querétaro, México, em 2022.

Duda Comunello: Instrumentista, compositor e arranjador. Músico há 10 anos fez aulas de guitarra, harmonia funcional e prática de banda no Conservatório de Música Popular Brasileira (CMPB). Em 2017 lançou com a banda Zarabatana um álbum de música autoral. No mesmo ano participou do festival de blues de Antonina. Em 2019 ingressou no curso de Bacharelado em Música Popular na Faculdade de Artes do Paraná. Atualmente é guitarrista dos projetos Tangará MPB, Mutum Jazz, Mamba Blues e Rubia Divino.

Igor Loureiro: Músico de destaque na cena curitibana, formado em baixo elétrico no Conservatório de MPB de Curitiba e bacharelando em Música Popular pela Faculdade de Artes do Paraná. Integrante de diversos grupos, destaca-se o trio de música instrumental autoral Capybara Trio, com o qual já se apresentou em festivais como Curitiba Jazz Festival, Playing for Change Day, Jazz À Gosto e Jazz na Ilha (Ilha do Mel - PR). Com o trio também realizou apresentações em clubes de jazz em Assunção, no Paraguai. Como baixista, Igor já acompanhou grandes nomes da música brasileira como Danilo Caymmi, Teresa Cristina, Nailor Proveta, Amanda Pacífico, Ana Decker e Jorginho Neto.

Serviço
O que: Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo
Quando: de 20 a 25 de fevereiro (terça a domingo), sempre às 19h.
Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 –

Centro)

Capacidade máxima: 123 lugares + 02 espaços para cadeirantes

Ingresso: Gratuito
Contribua levando 1kg de alimento
Retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão, na
bilheteria do teatro.
Verifique a classificação indicativa de cada filme.

MON realiza programação especial na mostra de Bispo do Rosário

O Museu Oscar Niemeyer realizará em fevereiro duas oficinas artísticas ministradas por artistas participantes da exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário”, em cartaz na Sala 6. As vagas são limitadas e as inscrições serão pelo site e pelas redes sociais do MON.

São elas: “Oficina de Bordado Criativo e Experimental”, com Rick Rodrigues, dias 8 e 9, e “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”, com Marlon de Paula, dias 15 e 16. Os horários são sempre das 14h às 17h, totalizando 6 horas de cada oficina. As atividades são para o público acima de 15 anos.

Na “Oficina de Bordado Criativo e Experimental”, o artista irá propor a construção de obras com suportes alternativos, utilizando técnicas do bordado tradicional e expandido.

Em “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”, os participantes terão uma vivência com a técnica pinhole, um método rudimentar para criar imagens sem o auxílio de equipamento fotográfico convencional.

Os artistas
Rick Rodrigues é natural de João Neiva (ES). Artista visual e mestre em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), trabalha com séries de desenhos, gravuras, bordados, objetos e instalações. Também integra o Coletivo Almofadinhas, formado por três artistas que utilizam o bordado para elaborar suas obras, enfatizando memória, gênero, afetividade e sexualidade. O artista apresentou 11 exposições individuais, participou de mais de 50 exposições coletivas, ministra oficinas de desenho e bordado experimental e vivencia residências artísticas com frequência.

Marlon de Paula é natural da região do Vale do Rio Doce (MG). Sua produção é permeada pela dimensão ambiental e mitológica dos territórios que habita. Mestrando em Artes Visuais pela EBA/UFMG, foi contemplado com o XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez (2021) e 4º Prêmio Décio Noviello de Fotografia. Também foi selecionado pelo 9º Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger (2023) e participou do Programa de Residência do Museu Bispo do Rosário/RJ (2019) e da residência de criação no Labanque – Centre de Production et de Diffusion en Art Contemporain, em Béthune/França (2022).T

A exposição
Com mais de 100 obras expostas, a exposição “Sonoridades de Bispo do Rosário” coloca o legado de Arthur Bispo do Rosário em diálogo com outros artistas cujos processos criativos foram influenciados por ele e pela convivência com a Colônia Juliano Moreira, onde Bispo do Rosário passou a maior parte da vida como interno. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho.

Além de Rick Rodrigues e Marlon de Paula, participam da mostra os artistas Antônio Bragança, Stella do Patrocínio, Leonardo Lobão, Paulo Nazareth, Eduardo Hargreaves, Fernanda Magalhães e Guilherme Gontijo Flores.

Evocando os aspectos sonoros e poéticos presentes na obra do artista, os diversos objetos, instalações, colagens, assemblages e estandartes presentes na exposição dialogam com a obra visual, performática e poética de outros artistas que integram a exposição, deixando evidente o impacto de seu legado no cenário da arte contemporânea.

Arthur Bispo do Rosário (1909-1989) foi interno da Colônia Juliano Moreira (RJ), um dos maiores hospitais psiquiátricos do país no século passado, durante boa parte de sua vida. Carregou vários estigmas de marginalização social ainda vigentes em nossa sociedade – negro, pobre, louco, asilado em um manicômio – e conseguiu, na sua genialidade, subverter a lógica excludente proposta, a partir da sua obra.

Centenas de exposições nacionais e internacionais feitas ao longo das últimas décadas em torno do seu trabalho mostram o incrível alcance de sua obra. Bispo do Rosário foi tema de livros, filmes e peças de teatro, entre outras vertentes artísticas.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
Oficina “Bordado Criativo e Experimental”,
com o artista Rick Rodrigues,
dias 8 e 9,
das 14h às 17h (6 horas de oficina)
Inscrições: https://bit.ly/OficinaRickRodrigues2024

Oficina “Desvelando Imagens com Pinhole: Uma Jornada entre a Vigília e o Sonho”,
com o artista Marlon de Paula,
dias 15 e 16,
das 14h às 17h (6 horas de oficina)
Inscrições: https://bit.ly/OficinaMarlondePaula2024

As atividades são para o público acima de 15 anos.

As vagas são limitadas e as inscrições para cada atividade serão pelo site e pelas redes sociais do MON. Para participar da oficina, será necessário adquirir ingressos de acesso ao Museu.

www.museuoscarniemeyer.org.br

Exposição “João Turin: Vida, Obra, Arte” completa 10 anos, consagrada como a mais visitada na história do Museu Oscar Niemeyer

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Foto: Maringas Maciel

Este ano de 2024 marca uma década desde que a exposição "João Turin: Vida, Obra, Arte" abriu suas portas no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e se tornou uma referência na história da arte brasileira. Durante o período de oito meses em que esteve em cartaz (de 05/06/2014 a 22/02/2015), a mostra atraiu um extraordinário número de visitantes, alcançando a marca de 266 mil pessoas, tornando-se a mais visitada na história do MON.

Além de conquistar o público local, a exposição obteve reconhecimento internacional, assegurando seu lugar no ranking da revista britânica The Art Newspaper entre as mais visitadas do mundo em 2014. No Brasil, conquistou o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como a melhor exposição do ano. No mesmo evento de premiação promovido pela ABCA, arrebatou também o Prêmio Sérgio Milliet na categoria melhor livro de arte por “João Turin: Vida, Obra, Arte”, biografia escrita pelo jornalista, historiador, escritor e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite.

Esta foi a maior mostra sobre João Turin já realizada, após um intenso trabalho de resgate de ponta a ponta de todo o trabalho deixado pelo artista, promovida pela Família Ferrari Lago, que adquiriu os direitos patrimoniais sobre a obra de Turin, sendo responsável pela gestão de seu legado, composto por 410 obras.

O trabalho de resgate foi acompanhado por José Roberto Teixeira Leite, que além de escrever a biografia de Turin, foi curador da exposição, montada no privilegiado espaço conhecido como “Olho” do Museu Oscar Niemeyer. Contou não apenas com esculturas (arte pela qual Turin é mais conhecido), mas também por pinturas, desenhos e até projetos de design, inclusive em arquitetura e moda deixados pelo artista, mostrando o quanto era versátil.

Cerca de 130 obras em bronze foram apresentadas, sendo que grande parte ainda estava inédita até aquele momento. “João Turin não pôde fundir em bronze boa parte de suas esculturas, que permaneceram em gesso, guardadas há décadas por sua família”, afirma Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra de João Turin. “Durante o resgate de ponta a ponta, iniciado em 2013, montamos uma fundição para realizar a produção de mais de 100 obras de Turin em bronze. Muitas delas puderam ser vistas pela primeira vez na exposição no Museu Oscar Niemeyer”, completa.

Entre as peças expostas, uma parte considerável trazia onças e outros animais, mostrando porque Turin é consagrado como o maior escultor animalista brasileiro: “Marumbi”, “Luar do Sertão”, “Tigre esmagando a cobra”, entre outras. Os visitantes também puderam admirar “Frade Lendo”, escultura selecionada pelo governo brasileiro para presentear o Papa Francisco em sua visita ao Brasil em 2013. A mostra também contou com “Pietá” feita em 1917 na Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau, na França, tendo sobrevivido a um bombardeio na Segunda Guerra Mundial que arrasou com a cidade.

O público que passou pelo local pôde contemplar também pinturas, desenhos, documentos, vestidos feitos a partir de projetos deixados pelo artista, projetos de arquitetura e design, e até apreciar a reprodução do ateliê em que João Turin trabalhava.

A celebração destes 10 anos é um momento para refletir sobre como esta exposição ajudou a propagar a obra e a importância de João Turin, bem como solidificar um ponto de referência na cena cultural de Curitiba e além. A exposição viajou para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde foi apresentada de forma condensada no Museu Nacional de Belas Artes (em 2015) e na Pinacoteca de São Paulo (em 2016). Para celebrar esta década de impacto artístico e cultural, estão sendo programados eventos especiais ao longo do ano, que serão divulgados em breve.

Últimos dias da exposição de Victor Brecheret no MON

A exposição “O Feminino na Obra de Victor Brecheret” poderá ser vista até 21 de janeiro. A mostra é uma parceria do Museu Oscar Niemeyer com o Instituto Victor Brecheret (IVB), em cartaz na Sala 1.

Com obras que se relacionam ao eterno feminino, a exposição reúne pequenas, médias e grandes esculturas que alternam em materiais e técnicas variadas, como bronze e mármore, além de uma coleção de desenhos, em bico de pena e caneta tinteiro, uma expressão autônoma de criação artística. A curadoria é de Daisy Peccinini.

Também compõe a mostra uma linha do tempo que remete as principais realizações do modernista Victor Brecheret, nome imprescindível no cenário nacional e internacional.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Exposição “O Feminino na Obra de Victor Brecheret”, de Victor Brecheret
Sala 1
Até 21 de janeiro

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Últimos dias da exposição Poesia Experimental Portuguesa

Mostra na Caixa Cultural Curitiba celebra 60 anos do movimento

O público de Curitiba tem até o próximo domingo (21) para assistir a exposição "Poesia Experimental Portuguesa", que acontece na Caixa Cultural Curitiba na Galeria Mezzanino (Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro). O compilado de obras apresenta, pela primeira vez ao público brasileiro, um panorama da poesia experimental realizada em Portugal desde os anos 1960 até os dias atuais. São cerca de 80 trabalhos de 18 artistas portugueses, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri. A coletânea percorre uma trajetória de seis décadas de produção poética em diferentes formatos e suportes: impressões, pinturas, caligrafias, fotografias, objetos, áudios e vídeos. A exposição, com produção da Espaço Líquido, tem visitação gratuita, de terça a domingo, das 10h às 20 horas, e nos domingos, das 10 às 19 horas. E na próxima quinta-feira, dia 18, será realizado um bate-papo virtual com os poetas portugueses Fernando Aguiar, Rui Torres e Silvestre Pestana. O encontro terá mediação dos curadores Bruna Callegari e Omar Khouri e acontecerá via Youtube (youtube.com/@espacoliquido ), às 14h30.
A Poesia Experimental Portuguesa surgiu na década de 1960, desafiando métodos e convenções pré-definidas na cena artística portuguesa. Reconhecida em outros países como concreta, visual, espacial ou intersemiótica, autodenominou-se, em Portugal, Poesia Experimental com o lançamento, em 1964, de revista de mesmo nome, a qual alcançou o seu segundo número em 1966. Em cerca de 60 anos de existência, a Poesia Experimental segue em atividade. Cada artista desenvolve uma maneira diferente de expressão da visualidade na poesia. Ao longo dos anos, as novas gerações de poetas deram continuidade às experimentações, mantendo sempre o princípio da invenção. Tudo pode virar poesia: poemas-objetos, poesia visual, poesia-performance, poesia-cinética e videopoesia.

Serviço:
Exposição: "Poesia Experimental Portuguesa"
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Centro, Curitiba/PR
Informações: (41) 4501-8722
Período: Até domingo, dia 21/01/24
Horários de visitação: de terça-feira a sábado das 10h às 20h, domingos e feriados das 10h às 19h.
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação Indicativa: livre para todos os públicos
Entrada Franca
Bate-papo virtual com poetas portugueses: quinta-feira, dia 18, às 14h30 no canal:https://www.youtube.com/@espacoliquido
Participação dos poetas portugueses Fernando Aguiar, Rui Torres e Silvestre Pestana. O encontro terá mediação dos curadores Bruna Callegari e Omar Khouri.

Sobre os participantes:
Fernando Aguiar (Lisboa 1956-). Poeta, artista plástico e performer, curador e colecionador,
tem sido responsável, nos últimos anos, pela divulgação da Poesia Experimental Portuguesa
dentro e fora do país. Aguiar organizou festivais, exposições e antologias de poesia
experimental, entre os quais Poemografias: Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa (1985), 1º Festival Internacional de Poesia Viva (1987), Concreta, Visual, Experimental, Poesia Portuguesa 1959-1989 (1989), Imaginários de Ruptura, Poéticas Experimentais (2002) entre outros.
Rui Torres (Porto 1973-). Professor na Universidade Fernando Pessoa (UFP), leccionando
seminários de graduação e pós-graduação em comunicação, semiótica, literatura e hipermédia
– seus cruzamentos e metodologias. Faz trabalhos de escrita criativa digital, poesia digital e/ou
ciberliteratura. Criador e coordenador do site ARQUIVO DIGITAL DA PO.EX.
Silvestre Pestana (Funchal-Madeira 1949-). Poeta, artista plástico e performer, com obrasintegrando importantes coleções como as da Fundação Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian. Pioneiro da poesia com/para computador nos anos 80’, sua obra é marcada pelo hibridismo e permutação de signos linguísticos, misturando frequentemente procedimentos baseados em sistemas digitais com representações de carácter analógico. Fez parte da representação portuguesa na XIV Bienal de São Paulo, em 1977.

JORGE ELMOR DEIXA SUA MARCA NA MOSTRA ARTEFACTO 2023

Jorge Elmor leva o estilo de vida sofisticado e moderno para seu ambiente na Mostra Artefacto 2023, em Curitiba, que este ano traz como tema a Felicidade. Com 120m², o espaço é um tributo aos momentos de alegria compartilhados entre as pessoas nas áreas sociais como jantar, estar e jardim, e também na área íntima do quarto, onde prevalecem as sensações de serenidade e relaxamento.

Conhecido por sua visão única e abordagem criativa, o profissional trouxe uma interpretação contemporânea para o tema, criando um projeto que destaca a conexão entre a felicidade e a arquitetura. A inspiração de Elmor se baseia em estudos científicos sobre o impacto do ambiente nas emoções humanas. A presença de elementos visuais ligados à natureza, como o jardim, é uma expressão da Biofilia — o "amor pelas coisas vivas" — gerando sensação de bem-estar.

"Para mim, a felicidade é um estado emocional que reflete satisfação, contentamento e uma sensação universal de bem-estar. É um privilégio poder criar espaços onde as pessoas possam experimentar momentos significativos e gratificantes", explica o Elmor.

No ambiente, a felicidade é personificada em uma atmosfera acolhedora, repleta de afeto e momentos especiais. O foco no quarto reforça a busca pela máxima tranquilidade e paz interior. A paleta de cores, em tons de madeira mais escuros, cria uma harmonia acolhedora, contrastando elegantemente com a seleção cuidados dos móveis, acentuando a sensação de conforto. A iluminação foi meticulosamente planejada para envolver o espaço em uma atmosfera acolhedora.

Jorge Elmor mais uma vez se destaca como um mestre na criação de espaços que transcendem o mero design, elevando-os a experiências emocionais profundas e enriquecedoras. Sua contribuição à Mostra Artefacto 2023 é uma celebração da felicidade que nos lembra da importância de ambientes que nutrem a alma e inspiram alegria.

Fotos: Daniel Katz - https://drive.google.com/drive/folders/11-eBZW8jDUp7D_4F8AjaZ0Avv8qTxqwT?