Dramaturgia de Resistência: Artistas de Minas Gerais levam quatro espetáculos autorais ao coração do Fringe 2026

Mostra Insubmissa ocupa o Memorial de Curitiba com disruptura narrativa, lançamento literário e formato "Pague Quanto Vale" como manifesto político.

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Na foto de Marcella Calixto, as atrizes Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini em cena do espetáculo Doce Árido, um dos destaques da Mostra Insubmissa no Fringe do Festival de Curitiba. (Para mais imagens acesse: Material para imprensa - Mostra Insubmissa)

O que é preciso desobedecer para transformar estruturas opressoras e obsoletas? É a partir dessa provocação que se organiza a Mostra Insubmissa, que reúne no Fringe da 34ª edição do Festival de Curitiba um conjunto de obras criadas por artistas de Juiz de Fora (MG), marcadas pela força da dramaturgia autoral. Entre cozinhas que guardam segredos de família, personagens que escapam das páginas de Machado de Assis, mitos religiosos revisitados com ironia e jogos imaginativos da infância, os trabalhos transitam por universos muito distintos, mas compartilham uma mesma pulsão: questionar o que parece estabelecido e reinventar narrativas.
A Mostra Insubmissa acontece entre 1º e 6 de abril de 2026, no Memorial de Curitiba, reunindo quatro espetáculos, cenas curtas, leitura dramatizada e música ao vivo. “O projeto nasce de duas necessidades complementares. A primeira, reunir histórias ligadas pela insubordinação, pela reflexão crítica, pela recusa em baixar a cabeça. A segunda, mostrar que essa resistência à opressão vem do interior, chega com o pé na porta e sotaque mineiro, vindo de longe do eixo dos grandes centros e celebrando o impulso criativo artesanal de Minas”, afirma Tairone Vale, um dos idealizadores.

A ocupação também promove o trânsito entre linguagens. O espetáculo Doce Árido, que encerra a mostra, marca o retorno aos palcos de atriz Pri Helena com trabalhos recentes de destaque no audiovisual nacional, como o premiado longa Ainda Estou Aqui e a novela Volta por Cima.

Narrativas da insubmissão
Entre os espetáculos está Doce Árido, parceria do coletivo Grilla! com o dramaturgo e diretor Tairone Vale. A montagem acompanha três gerações de mulheres que sustentam a casa com a produção artesanal de doce de leite no interior de Minas Gerais. Em cena, o trabalho cotidiano na cozinha se transforma em metáfora para discutir herança familiar, sobrevivência e resistência feminina. O elenco reúne as atrizes Pri Helena, Rebeca Figueiredo e Layla Paganini.

A mostra ainda traz de volta a Trupe Qualquer a Curitiba, onde esteve em 2024, no FRINGE com sua Minas Mostra. Desta vez, em uma ousada releitura do maior autor brasileiro, Um Homem Célebre é construída a partir dos mais famosos contos de Machado de Assis. A peça costura personagens e situações do romancista para explorar temas universais e atemporais como identidade, arte brasileira, sucesso, fracasso e as contradições da natureza humana. A ideia era contribuir para a vida de uma obra que persiste em apontar feridas, sobretudo em um momento que Machado de Assis pode ser relido a partir de sua negritude, tarefa que a peça se encarrega. Para a supervisão dramatúrgica é assinada por Pedro Kosovski, diretor e dramaturgo carioca vencedor do Prêmio Shell de Teatro.

Já o solo Versão Demo, primeiro monólogo escrito e protagonizado por Tairone Vale, apresenta uma perspectiva provocadora: o próprio Senhor das Trevas decide contar sua versão da história. Com humor ácido e ironia, o espetáculo revisita narrativas religiosas e questiona conceitos de culpa, moralidade e livre-arbítrio.

Voltado ao público infantil e familiar, Como Cozinhar uma Criança parte de uma premissa inusitada: em um programa culinário fictício, dois cozinheiros discutem se devem ou não seguir uma receita que manda preparar… uma criança. O tema gira em torno da importante pergunta: como preparar uma criança para não virar um adulto duro e intragável? Inspirado no livro do escritor português Afonso Cruz, o texto e direção de Tairone dão vida ao espetáculo que mistura teatro, música e humor para abordar imaginação e infância de forma lúdica. A montagem marca também a estreia teatral da Banda Trupicada.

Além dos espetáculos, a Mostra Insubmissa inclui as cenas curtas Pharmakon e Memento Mori, da Trupe Qualquer, com textos de Rafael Coutinho, a leitura dramatizada de Big Bang, texto infantojuvenil de Tairone Vale, e ainda um pocket show da Banda Trupicada.

Do palco para as páginas: lançamento literário

O Fringe de Curitiba marca também o nascimento editorial de Versão Demo. Após quase dez anos de gestação, o monólogo de chega ao formato de livro pela Helicônia Editora. A publicação reúne o texto integral da peça e ilustrações de Bel Benetti, que transformam o sarcasmo do espetáculo em um jogo visual igualmente irreverente.

Acesso como manifesto: Pague quanto Vale

Na contramão da elitização do acesso à cultura, todas as sessões da Mostra Insubmissa adotam o formato "Pague Quanto Vale". Mais do que uma facilidade econômica, a escolha é um posicionamento político dos coletivos mineiros para democratizar a fruição artística e convocar o espectador do Fringe à corresponsabilidade pela manutenção da pesquisa teatral independente. “O teatro de resistência vive muito da insistência e da coletividade. A mostra também é um gesto de encontro entre artistas, obras e público”, afirma Rafael Coutinho, diretor de Um Homem Célebre e integrante da Trupe Qualquer.

SERVIÇO: Mostra Insubmissa

Programação integrante do Festival de Curitiba - Fringe Festival

Local: Memorial de Curitiba - Teatro Londrina (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco)

Data: 1º a 6 de abril de 2026

Ingressos: Pague quanto vale

Acesse: www.mostrainsubmissa.com | @mostrainsubmissa

Programação

01 DE ABRIL

11H - Pocket Show: Banda Trupicada

SINOPSE: Com Lívia Gomes e Felipe Tavares à frente, a Banda Trupicada apresenta um pocket show vibrante que mistura música, histórias e muita brincadeira. Em formato compacto, o duo cria um encontro leve e envolvente com diversão garantida para toda a família.
Foto: divulgação

DURAÇÃO: 30 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre

17H - Cenas Curtas: Memento Mori e Pharmakon

SINOPSE MEMENTO MORI: Uma mulher com muitas atribulações de trabalho sofre um acidente em frente ao cemitério. Com esse acontecido ela tem uma revelação: todos um dia vão morrer, e, com isso, começa uma peregrinação para lembrar a todos que a vida é passageira. Livremente inspirada em Hamlet, de Shakespeare, a cena recria o delírio de Ofélia sob uma perspectiva do contemporâneo: o neoliberalismo que espera que os trabalhadores assimilem uma onipotência para nunca poderem parar de trabalhar.
Foto: divulgação

DURAÇÃO: 15 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos

SINOPSE PHARMAKON: Uma mulher com a vida cronometrada precisa dormir. Urgentemente. Para isso, usará de artifícios não usuais de sua rotina que lhe trarão um encontro com o inesperado. Autocontrole e autogestão. Esses conceitos que sugerem uma ação autômata, em que o sujeito é “empresário de si mesmo” são novas facetas do patriarcado e da sociedade de controle. Esses desdobramentos filosóficos e sociais quando encontram com a estética dramatúrgica da Trupe Qualquer encontram o oposto. Quando se fala de patriarcado, é preciso falar de feminino, quando se fala de social, é preciso falar de subjetivo.
Foto: divulgação

DURAÇÃO: 15 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos
02 DE ABRIL

11H E 17H - ESPETÁCULO: COMO COZINHAR UMA CRIANÇA

SINOPSE: Em um programa de culinária ao vivo, dois cozinheiros ensinam uma receita cujos ingredientes principais são,nada mais, nada menos que… CRIANÇAS. A ideia é preparar devidamente os pequenos para que não se tornem adultos intragáveis. O problema aparece quando os chefs não concordam quanto aos métodos de preparo. E agora? Quem será que vai acabar indo pra panela?
Foto: Marcella Calixto

DURAÇÃO: 45 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre

03 DE ABRIL

11H E 17H - ESPETÁCULO: VERSÃO DEMO

SINOPSE: Ele já foi o favorito do Patrão. Agora é persona non grata. Neste solo irreverente, o chamado Senhor das Trevas atravessa tempos e vozes para narrar, com humor e acidez, a sua versão do livro mais vendido do mundo; uma história antiga demais para ser esquecida — ou aceita sem questionar.
Foto: Thais Andressa

DURAÇÃO: 90 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

04 DE ABRIL

11H E 17H - ESPETÁCULO: UM HOMEM CÉLEBRE

SINOPSE: Na peça, um ator que está prestes a entrar em cena fica em pânico ao não conseguir se ver mais no espelho. Com isso, ele ata a ponta de sua vida à de Pestana, músico do teatro, que teve sua vida celebrada por compor polcas, e, também, por um suposto pacto com o Diabo - que na peça disputa com Deus a narrativa da Terra.
Foto: Marcella Calixto

DURAÇÃO: 100 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

05 DE ABRIL

11H - LEITURA DRAMATIZADA: BIG BANG

SINOPSE: E se a criação do Universo não passasse de um grande jogo? Dois seres espaciais, identificados apenas como ELA e ELE, já entediados com a brincadeira de inventar estrelas, resolvem criar algo mais divertido. Assim surgem a Terra, a água, plantas, dinossauros e, finalmente, a humanidade. Só não contavam que sua maior criação, o ser humano, fosse tão complicada!
Foto: divulgação

DURAÇÃO: 40 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre

17H - ESPETÁCULO: DOCE ÁRIDO

SINOPSE: À beira do tacho, três gerações de mulheres sustentam a casa com a produção artesanal de doce de leite. Entre o risco de um parto, a escassez que ronda e a promessa de uma encomenda capaz de mudar suas vidas, mãe, filha e avó se equilibram entre o peso da tradição e o desejo de liberdade.
Foto: Marcella Calixto

DURAÇÃO: 90 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

Cerimônia comemora registro de Indicação Geográfica da Carne de Onça de Curitiba

Evento da Associação dos Amigos da Onça será neste dia 4, no Memorial de Curitiba

A tradicional Carne de Onça, prato símbolo da boemia curitibana, recebeu recentemente o registro de Indicação Geográfica (IG) de Curitiba, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para comemorar a conquista e entregá-la simbolicamente à cidade, a Associação dos Amigos da Onça (Aonça) promove nesta quarta-feira, 4 de junho, um evento especial com a presença do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; de representantes do Sebrae/PR, da Abrasel, da Abrabar, de empresários e amantes da cultura gastronômica local. Será no Memorial de Curitiba, a partir das 19 horas. E claro, terá muita carne de onça para os convidados.
A ideia é celebrar não só a Indicação Geográfica, mas todo o caminho coletivo que deu visibilidade e reconhecimento ao prato. A cerimônia também marca outra conquista importante: a Carne de Onça de Curitiba foi reconhecida, também em maio, como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, fortalecendo ainda mais seu vínculo com a identidade paranaense. O evento conta com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Sebrae e Maniacs.
Proteção da cultura e da memória
A solicitação da IG foi apresentada pela Associação dos Amigos da Onça, que atua na valorização da Carne de Onça e na preservação de suas raízes. O processo envolveu o trabalho conjunto com o Sebrae/PR, numa parceria iniciada em janeiro de 2023.
Para o presidente da associação, o empresário Sérgio Medeiros, da Curitiba Honesta, o selo é uma ferramenta de proteção e pertencimento. “A IG é fortalece identidades culturais e impulsiona a economia e turismo”, afirma. Ele lembra a importância de preservar a receita original do prato, para manter a memória e a cultura local. Medeiros destaca ainda que a IG apenas confirma uma história já consolidada. “Ninguém cria uma IG. Ela já existe. No caso da Carne de Onça, desde os anos 40”, reforça.
Simplicidade que conquista
Diferente de preparações como o Hackepeter alemão ou o Steak Tartare francês, a força da receita curitibana está na simplicidade. A que foi aprovada pelo INPI para a Indicação Geográfica da Carne de Onça de Curitiba leva poucos ingredientes: apenas carne bovina crua e fresca, broa de centeio, sal, pimenta do reino, cebola branca, cebolinha verde e azeite de oliva. Justamente por isso, ela pode ser feita nos bares mais simples da cidade, o que contribuiu para sua popularização e presença constante na cultura de boteco local.
Os bares e restaurantes que quiserem utilizar o selo oficial da Carne de Onça de Curitiba terão que seguir essa receita e se filiar à Associação dos Amigos da Onça. “Cada associado terá o compromisso de preservar a receita original. Quem quiser servir de forma diferente, não vai poder chamar o prato de Carne de Onça de Curitiba”, explica Sérgio Medeiros.
Bar e futebol
Segundo Sérgio Medeiros, que fez toda a pesquisa para que a Carne de Onça recebesse o selo de Patrimônio Cultural Imaterial de Curitiba em 2016, a origem do prato remonta aos anos 1940 e se entrelaça com o futebol. Na época, Cristiano Schmidt, diretor do clube Britânia e proprietário do bar Toca do Tatu, oferecia aos jogadores carne crua com os mesmos ingredientes da receita atual. O nome “Carne de Onça” teria surgido após uma brincadeira do goleiro Duia: “Você só serve essa carne aí, que nem onça come”. A frase pegou — e o prato se espalhou pelos bares da cidade, até se tornar o clássico que é hoje.

RECEITA OFICIAL
Carne de Onça de Curitiba
Por Sérgio Medeiros, presidente da Aonça
Ingredientes
80 g de patinho moído e bem fresco (ou outra carne bovina magra)
3 colheres de sopa de cebola branca picada
3 colheres de cebolinha verde picada
1 fatia de broa de centeio
Sal e pimenta do reino à gosto
Azeite de oliva à gosto
Modo de fazer:
Espalhe a carne moída sobre a broa. Por cima, coloque a cebola picada. Acrescente a cebolinha verde. Tempere com sal e pimenta do reino. Finalize com um fio de azeite de oliva. Servir imediatamente
A receita aprovada pelo INPI prevê também que a carne pode ser temperada (com os mesmos ingredientes) antes de ser colocada sobre a broa. Ou a carne temperada e a broa podem ser servidos separadamente. “Importante é que os ingredientes são os mesmos, mudando apenas detalhes no preparo”, explica Medeiros, e acrescenta: “Agora é comemorar. A Carne de Onça é nossa! É de Curitiba, é do Paraná!”.
Serviço
Comemoração da IG Carne de Onça de Curitiba
Dia 4 de junho, 19 horas
Memorial de Curitiba
Rua Claudino dos Santos, 79, São Francisco.

Cerimônia comemora registro de Indicação Geográfica da Carne de Onça de Curitiba

Evento da Associação dos Amigos da Onça será neste dia 4, no Memorial de Curitiba

A tradicional Carne de Onça, prato símbolo da boemia curitibana, recebeu recentemente o registro de Indicação Geográfica (IG) de Curitiba, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para comemorar a conquista e entregá-la simbolicamente à cidade, a Associação dos Amigos da Onça (Aonça) promove nesta quarta-feira, 4 de junho, um evento especial com a presença do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; de representantes do Sebrae/PR, da Abrasel, da Abrabar, de empresários e amantes da cultura gastronômica local. Será no Memorial de Curitiba, a partir das 19 horas. E claro, terá muita carne de onça para os convidados.
A ideia é celebrar não só a Indicação Geográfica, mas todo o caminho coletivo que deu visibilidade e reconhecimento ao prato. A cerimônia também marca outra conquista importante: a Carne de Onça de Curitiba foi reconhecida, também em maio, como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná, fortalecendo ainda mais seu vínculo com a identidade paranaense. O evento conta com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Sebrae e Maniacs.
Proteção da cultura e da memória
A solicitação da IG foi apresentada pela Associação dos Amigos da Onça, que atua na valorização da Carne de Onça e na preservação de suas raízes. O processo envolveu o trabalho conjunto com o Sebrae/PR, numa parceria iniciada em janeiro de 2023.
Para o presidente da associação, o empresário Sérgio Medeiros, da Curitiba Honesta, o selo é uma ferramenta de proteção e pertencimento. “A IG é fortalece identidades culturais e impulsiona a economia e turismo”, afirma. Ele lembra a importância de preservar a receita original do prato, para manter a memória e a cultura local. Medeiros destaca ainda que a IG apenas confirma uma história já consolidada. “Ninguém cria uma IG. Ela já existe. No caso da Carne de Onça, desde os anos 40”, reforça.
Simplicidade que conquista
Diferente de preparações como o Hackepeter alemão ou o Steak Tartare francês, a força da receita curitibana está na simplicidade. A que foi aprovada pelo INPI para a Indicação Geográfica da Carne de Onça de Curitiba leva poucos ingredientes: apenas carne bovina crua e fresca, broa de centeio, sal, pimenta do reino, cebola branca, cebolinha verde e azeite de oliva. Justamente por isso, ela pode ser feita nos bares mais simples da cidade, o que contribuiu para sua popularização e presença constante na cultura de boteco local.
Os bares e restaurantes que quiserem utilizar o selo oficial da Carne de Onça de Curitiba terão que seguir essa receita e se filiar à Associação dos Amigos da Onça. “Cada associado terá o compromisso de preservar a receita original. Quem quiser servir de forma diferente, não vai poder chamar o prato de Carne de Onça de Curitiba”, explica Sérgio Medeiros.
Bar e futebol
Segundo Sérgio Medeiros, que fez toda a pesquisa para que a Carne de Onça recebesse o selo de Patrimônio Cultural Imaterial de Curitiba em 2016, a origem do prato remonta aos anos 1940 e se entrelaça com o futebol. Na época, Cristiano Schmidt, diretor do clube Britânia e proprietário do bar Toca do Tatu, oferecia aos jogadores carne crua com os mesmos ingredientes da receita atual. O nome “Carne de Onça” teria surgido após uma brincadeira do goleiro Duia: “Você só serve essa carne aí, que nem onça come”. A frase pegou — e o prato se espalhou pelos bares da cidade, até se tornar o clássico que é hoje.

RECEITA OFICIAL
Carne de Onça de Curitiba
Por Sérgio Medeiros, presidente da Aonça
Ingredientes
80 g de patinho moído e bem fresco (ou outra carne bovina magra)
3 colheres de sopa de cebola branca picada
3 colheres de cebolinha verde picada
1 fatia de broa de centeio
Sal e pimenta do reino à gosto
Azeite de oliva à gosto
Modo de fazer:
Espalhe a carne moída sobre a broa. Por cima, coloque a cebola picada. Acrescente a cebolinha verde. Tempere com sal e pimenta do reino. Finalize com um fio de azeite de oliva. Servir imediatamente
A receita aprovada pelo INPI prevê também que a carne pode ser temperada (com os mesmos ingredientes) antes de ser colocada sobre a broa. Ou a carne temperada e a broa podem ser servidos separadamente. “Importante é que os ingredientes são os mesmos, mudando apenas detalhes no preparo”, explica Medeiros, e acrescenta: “Agora é comemorar. A Carne de Onça é nossa! É de Curitiba, é do Paraná!”.
Serviço
Comemoração da IG Carne de Onça de Curitiba
Dia 4 de junho, 19 horas
Memorial de Curitiba
Rua Claudino dos Santos, 79, São Francisco.

Cia Aire Flamenco apresenta “JONDO” no Memorial de Curitiba no próximo domingo

Esta é a segunda edição do Espetáculo Flamenco na capital paranaense, a primeira ocorreu no Festival de Teatro em 2022

Foto: Divulgação

A rica e vibrante cultura flamenca chega ao Memorial de Curitiba no próximo domingo (13) às 11h, com o espetáculo “Jondo”, da Cia Aire Flamenco. Em parceria com a Púrpura Produções, responsável por trazer para a capital paranaense sucessos como o musical da Broadway “Os Últimos 5 Anos”, a apresentação promete emocionar o público com a força e a beleza da dança flamenca.

Com direção artística de Cris Macedo, bailaora e coreógrafa, o nome “JONDO” é uma homenagem ao 1° Concurso de Cante Jondo de Granada (1922), evento que marcou a história do flamenco. O espetáculo, com uma hora de duração, explora os cantos profundos e viscerais que caracterizam o estilo, transportando o público para a alma da Espanha.

“Por ser um espetáculo muito bonito e significativo, desde a estreia em 2022, a Cia tinha intenção de reapresentá-lo, de propiciar que um público maior conhecesse esse nosso trabalho”, afirma Cris.

Sendo esta a segunda montagem do projeto, a primeira ocorreu em 2022 na mostra Fringe do 30° Festival de Teatro de Curitiba, em duas noites.O elenco é composto por quatro bailarinos (bailaores), Cris Macedo, Joe Caetano, Giovana Bianconi e Kelly Araújo.

Foto: Divulgação

Sobre a Cia Aire Flamenco

Criada em 2007, a Cia Aire Flamenco tem como objetivo difundir e desenvolver a arte flamenca em Curitiba. Com uma trajetória marcada por apresentações em diversos palcos da cidade, como o Teatro Guaíra e a Capela Santa Maria, a companhia já participou de grandes eventos, como o show de abertura do 11° Festival de Cinema da Lapa e o Ato Carmem do Sertão - Ópera da Serra da Capivara - Piauí, em 2023.

A direção musical da Cia é feita pelo guitarrista e cantaor Ozir Padilla e o grupo é formado por Fabián Siqueira (sax e flauta) e os bailaores-criadores, Joe Caetano e Cris Macedo.

Serviço

Espetáculo: JONDO
Data: 13 de outubro de 2023
Horário: 11h
Local: Memorial de Curitiba - R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco, Curitiba - PR, 80020-170
Companhia: Cia Aire Flamenco
Direção artística: Cris Macedo

Sobre a Púrpura Produções

A produtora cultural Púrpura é responsável por trazer grandes espetáculos para Curitiba, como o musical da Broadway “Os Últimos 5 Anos” e o Bloco Púrpura, que já conta com cinco edições. Com uma vasta experiência no mercado, a Púrpura busca sempre oferecer ao público curitibano o que há de melhor no âmbito cultural.

Coro Masculino Ottava Bassa apresenta “Momentos”, dentro da programação da 40° Oficina de Música de Curitiba

O Coro Masculino Ottava Bassa apresenta "Momentos", dentro da programação da 40° Oficina de Música de Curitiba

A apresentação musical conta a trajetória do coro masculino Ottava Bassa, com seus maiores sucessos.
No programa, obras e compositores de diversas épocas e estilos, assim como arranjos especiais de obras já consagradas.

Data 31/01 às 18h30
Local Memorial de Curitiba (Capela dos Fundadores, no 1º andar)

Entrada Gratuita

Dia da Ucrânia em Curitiba: folclore, exposições, lançamento de cerveja e feira de artesanato e comidas típicas agitam o final de semana

4ª edição do evento celebra os 100 anos da Sociedade Ucraniana do Brasil com extensa programação no Centro Histórico de Curitiba

Entre os dias 28 e 31 de julho, o Centro Histórico de Curitiba vai se transformar num espaço de preservação da cultura ucraniana. O Dia da Ucrânia em Curitiba chega a sua 4ª edição com extensa programação, como exibição gratuita de filme, exposição, apresentações folclóricas, lançamento de cerveja, e venda de artesanato e comidas típicas.

Organizado pelo Folclore Ucraniano Barvinok, o evento nasceu em 2015 como mais uma forma de manifestar e manter a cultura ucraniana na capital. Realizado a cada dois anos, originalmente ocorreria em 2021, mas foi transferido para 2022 por conta das restrições da pandemia.

Esta edição em particular celebra os 100 anos da Sociedade Ucraniana do Brasil (SUBRAS), que busca preservar as tradições do país de origem por meio de diversas atividades. Os irmãos ucranianos que sofrem há cinco meses com a invasão russa também serão lembrados durante o evento.

Na quinta-feira (28) à tarde, a Cinemateca exibe gratuitamente o filme "Iván, De Volta ao Passado", do diretor Guto Pasko. A obra conta a história de Ivan, um imigrante fugido da 2ª Guerra Mundial e que após muitos anos retorna para sua tão amada terra, reencontra a família e relembra tudo que viveu em seu país de origem.

O filme apresenta uma reflexão importante diante do momento difícil pelo qual novamente a Ucrânia passa, já que mostra os desafios impostos por uma guerra, mas também relembra o espírito combativo do povo e mantém a esperança por dias melhores.

Entre quinta e sexta-feira (29), a Casa da Memória também estará aberta ao público, apresentando um extenso acervo sobre a imigração ucraniana no Brasil. A pesquisa e seleção do material a ser exposto foram feitas por membros da SUBRAS.

A maior parte da programação ocorre no Memorial de Curitiba, que receberá no final de semana apresentações de grupos folclóricos do Canadá, Argentina e Paraguai, além de cidades do Paraná e Santa Catarina. Todos os espetáculos são abertos ao público.

O tradicional Folclore Ucraniano Barvinok, departamento da SUBRAS, também subirá ao palco do Memorial, no domingo (31).

A programação do Memorial inclui a venda de comidas típicas ucranianas, como vareniky (também conhecido como pierogi) e holopti (charuto de repolho recheado), além de artesanato, incluindo pêssankas (ovos pintados a mão), porcelanas pintadas, artes em madeira, e várias outras peças.

Ainda no final de semana, ocorrerá o lançamento da cerveja Volya (Воля), uma iniciativa da SUBRAS em parceria com a Cervejaria Fortuna, de Colombo. O preço da lata de 473 ml é R$ 25 e parte do valor arrecadado será destinado ao projeto Humanitas Brasil-Ucrânia e aos refugiados do país europeu no Brasil.

O público do Memorial poderá adquirir a bebida, que também pode ser reservada na pré-venda por meio do site (https://resolvevolyabr.wixsite.com/website), diretamente na sede da Sociedade Ucraniana do Brasil e em estabelecimentos parceiros.

A bebida do estilo Kellerbier é uma lager não filtrada com 4,8% de graduação alcoólica. O termo se refere às “cervejas de porão” que eram produzidas na Alemanha no século 19. Para efeitos de comparação, tem corpo, sabor e aromas mais intensos do que uma Pilsen.

A cerveja colaborativa faz parte do Resolve, um movimento lançado por uma cervejaria dos EUA sensibilizada com a guerra na Ucrânia. Ao menos 39 cervejarias de diversos países já lançaram sua própria cerveja para apoiar a causa humanitária ucraniana.

De acordo com o rótulo, a Resolve Volya é “uma cerveja colaborativa para reconhecer a determinação do povo ucraniano e sua luta pela liberdade. Produto para beneficiar organizações sem fins lucrativos que prestam ajuda à crise humanitária na Ucrânia”.

Serviço:
IV DIA DA UCRÂNIA EM CURITIBA
Em celebração aos 100 anos da Sociedade Ucraniana do Brasil

Quinta (28/07) e sexta-feira (29/07) | das 10h às 12h e das 14h às 16h
Casa da Memória (R. São Francisco, 319 - São Francisco)
Exposição de acervo sobre a imigração ucraniana no Brasil

Quinta-feira (28/07) | 16h
Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
Exibição do filme Iván, De Volta Ao Passado (Direção: Guto Pasko)

Sexta-feira (29/07) | 19h
Memorial de Curitiba (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco)
Abertura oficial com homenagem ao centenário da SUBRAS. Presença de grupos folclóricos integrantes da Associação Interétnica do Paraná (AINTEPAR) e do grupo canadense Pavlychenko Folclorique Ensemble.

Sábado (30/07) e domingo (31/7) | das 9h às 18h
Memorial de Curitiba (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco)
Apresentações folclóricas com grupos ucranianos do Canadá, Argentina e Paraguai e de cidades do Paraná e de Santa Catarina. Venda de comidas e artesanato típicos ucraniano, da cerveja Volya, e exposição de trajes.

Sábado (30/07)
Lançamento da cerveja Resolve Volya, já em pré-venda na loja on-line (https://resolvevolyabr.wixsite.com/website) e na sede da Sociedade Ucraniana do Brasil, na Alameda Augusto Stellfeld, 795, Centro, Curitiba. Retirada de segunda à sexta, das 13h às 18h. Telefone e WhatsApp (41) 3224-5597; resolvevolya.br@sociedadeucraniana.com.br.

Mais informações e programação completa: https://www.facebook.com/barvinokoficial e https://www.instagram.com/barvinokoficial/

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