Contrabaixo e mulheres na Capela Santa Maria

Bruna Buschle lança álbum dedicado às compositoras

Grandão, pesado, com tons graves, o contrabaixo acústico é quase sempre associado ao universo masculino. Quase. Há no entanto um movimento feminino que vem, aos poucos, quebrando esse paradigma. Aqui em Curitiba a contrabaixista Bruna Buschle sistematicamente mostra que o instrumento pode e deve ser tocado por mulheres. Ela vai apresentar na próxima quarta-feira, dia 2, às 20 horas, o concerto de lançamento do seu álbum ONDAS – Compositoras para Contrabaixo, na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro). No repertório ela reúne obras de compositoras da música de concerto, popular e contemporânea para diferentes formações camerísticas, tendo o contrabaixo como protagonista. O recital marca o lançamento de seu trabalho nas plataformas de streaming. Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia) e podem ser adquiridos no site comprenozet.
Bruna Buschle lembra que o projeto Ondas nasceu a partir da conclusão de seu curso. Ela é graduada em Música pela FAP e foi a primeira mulher a concluir o curso de Contrabaixo Acústico da EMBAP. “O contrabaixo é como qualquer instrumento, exige técnica, estudo, e não tem nada que incapacite as mulheres de tocar. Quando você estuda o repertório tradicional, a maior parte dos autores são homens. Então me questionei e comecei a pesquisa sobre as mulheres compositoras. No meu recital de formatura, eu toquei ‘Pantomime’, música da russa Sofia Gubaidulina, que é uma grande referência da música contemporânea”. A composição, que completa 60 anos em 2026, foi o embrião do projeto que foi gravado e será apresentado no recital da Capela.
Na sua pesquisa Bruna tinha outra certeza. Gravar a composição “Ondas”, da compositora brasileira Sônia Ray, para contrabaixo solo, que acabou nomeando o álbum. “Essa obra é bem conhecida fora do Brasil, e eu a escolhi por ser uma referência brasileira”. Com mais de 20 anos de atuação na cena musical de Curitiba, Bruna recorreu então às suas amigas compositoras e encomendou três obras inéditas para incluir no repertório do projeto. Tainá Caldeira (“The Empress”), Maria Betânia Hernandez (“Atlântico”) e Ana Lima (“Canto nº1"). “Essas compositoras transitam no universo erudito e popular. A proposta era música de câmara, contemporânea, e elas colocaram as influências delas”.
No recital de lançamento Bruna será acompanhada pelas musicistas Lilian Nakahodo (piano), Camila Cardoso (marimba), Gabriela Bruel (bateria) e Denusa Castellain (flauta). “A ideia do projeto era para ser compositoras, mas foi se formando, naturalmente, um grupo de feminino que eu toco faz tempo. Pessoas que eu confio e são super profissionais. E foi muito legal fazer esse trabalho ao lado de mulheres que eu admiro e que são amigas e parceiras de outros projetos”.
Para a gravação do álbum Ondas, que foi realizada no estúdio Brasil Nativo, pelo selo Ars Magna, ela convidou a contrabaixista Maria Eliana Salomão, sua orientadora na Belas Artes, “Além de minha professora, ela durante anos foi contrabaixista da Orquestra Sinfônica do Paraná. Sua ajuda foi fundamental para minha carreira. E, para esse trabalho, ela fez minha orientação técnica e estou muito feliz de ter ela junto”, reconhece. O álbum estará disponível gratuitamente nas plataformas digitais a partir do dia 2 de setembro.

Serviço: Ondas – Compositoras para Contrabaixo – Recital de lançamento álbum da contrabaixista Bruna Buschle.
Dia 02 de setembro, quarta-feira.
Horário: 20 horas
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Entrada: R$20 e R$10 (meia entrada).
Ingressos à venda pelo site comprenozet.
Classificação 12 anos
Duração: 60 minutos

Crédito fotográfico: Miriane Figueira/divulgação

Programa do Recital:
“Ondas” - Sonia Ray
‘Pantomime’, - Sofia Gubaidulina
“Atlântico” - Maria Betânia Hernandez
“The Empress” - Tainá Caldeira
“Canto nº1” - Ana Lima

Bruna Buschle CLIPE:
“Ondas” (Sonia Ray)
https://youtu.be/JuaKG8_kfd4?si=o4ScWs3eybuO6FF9

João Carlos Coutinho é a última atração do projeto Piano e Voz

O pianista e arranjador João Carlos Coutinho, que já tocou com Tom Jobim, Tony Bennett e foi maestro e arranjador de Maria Bethânia e Leny Andrade, é a última atração do projeto Piano e Voz – Uma jornada musical, série que a cantora Cristina El Tarran promove na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro). A apresentação acontece na próxima quinta-feira (20), às 19h30. No repertório do recital foram escolhidos temas jazzísticos como “500 miles High” (Chick Corea), clássicos da bossa nova “Tem dó” (Baden Powell/ Vinicius de Moraes), “Samba de Verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), “Ilusão à Toa” (Johnny Alf), entre outras surpresas musicais. Destaque para a participação especial do músico curitibano Jeff Sabbag (teclado). O projeto é dedicado à memória do pianista paranaense Fernando Montanari. Os ingressos, com preços populares de 15 e R$7,50, já estão à venda no site Comprenozet.
Cristina El Tarran lembra que este show encerra o projeto com seis pianistas, de gerações distintas, da linha de frente da música brasileira, que foram convidados para se apresentar com ela na Capela Santa Maria. “Nossa jornada musical começou em setembro do ano passado com Cristóvão Bastos parceiro de Chico, Aldir, Paulinho da Viola e tantos craques da música. Fizemos uma noite memorável. E a partir dali eu tive a certeza que tudo daria certo”. Ela conta que na sequência, em outubro, veio a juventude e o frescor de Davi Sartori com quem ela trabalha há alguns anos. “Além de nossa afinidade musical, nós dois nos entendemos no olhar”.
Depois de uma breve pausa, o projeto voltou em março desse ano com Gilson Peranzzetta, um dos maiores arranjadores do mundo, na opinião de Quincy Jones. “Cantar ao seu lado foi um presente que eu recebi nas vésperas dele completar 80 anos”. Em abril a série trouxe mais uma prata da casa, o pianista Fábio Cardoso. “Ele tem um jeito suave de tocar. Nosso amor pelo Chico Buarque nos aproximou ainda mais”, recorda a cantora. Em maio, a penúltima atração foi o pianista Osmar Barutti, que tocou no sexteto do Programa Jô durante anos. Nessa apresentação tivemos a participação especial do músico Derico Sciotti, seu parceiro de programa. “Foi uma noite de encontros, boas músicas e ótimas risadas” resume Cristina.
Na próxima quinta-feira, dia 20, a jornada musical termina com o pianista João Carlos Coutinho. “O João é um arranjador muito criativo, ele tem muito swing e trabalhou anos com a Maria Bethânia e com a Leny Andrade e, agora é um prazer dividir o palco com ele. Nós descobrimos recentemente uma paixão em comum pelo músico Chick Corea e, por isso, vamos fazer o tema ‘500 miles High’ durante o show. Juntos preparamos um repertório com muitas surpresas musicais que terá a participação especial de Jeff Sabbag, com quem tenho uma amizade linda, resultado de 40 anos de relação musical”.
Cantora e produtora Musical, Cristina El Tarran, com mais de 35 anos de carreira, domina repertórios variados da música brasileira ao mais puro Jazz. Sobre a homenagem ao pianista Fernando Montanari, ela conta que ele foi um nome fundamental no cenário da música instrumental em Curitiba. A cantora explica que em todos os concertos Montanari foi homenageado em reconhecimento ao seu talento e por sua contribuição significativa na origem do jazz em Curitiba. “Foi o Fernando que me incentivou a cantar o repertório jazzístico. E ele ensinava a todos de forma generosa e paciente. O projeto é dedicado a ele por ter construído uma história musical linda na cidade”, considera.
Dona de uma voz suave e acolhedora Cristina El Tarran apresenta sua arte com uma dedicação ímpar, traduzida na qualidade em tudo que faz. Em sua trajetória musical, Cristina dividiu o palco com grandes nomes da música nacional e mundial; Flora Purim e Airto Moreira, João Donato, José Neto, Rosa Maria Colin, Ayrton Montarroyos, Derico e Sérgio Sciotti, Fatima Guedes, Maestro Edson Frederico, Luiz Carlos Vinhas e, recentemente, com os pianistas Cristovão Bastos e Gilson Peranzetta. Agora é a vez de João Carlos Coutinho.
João Carlos Coutinho
Aclamado como pianista, arranjador, compositor e maestro, João Carlos Coutinho construiu uma trajetória marcada por colaborações com grandes nomes da música brasileira e internacional, como Leny Andrade, Tom Jobim, Maria Bethânia, Paquito D'Rivera e Tony Bennett. Durante muitos anos foi pianista de Leny Andrade e também atuou como arranjador e diretor musical em importantes projetos, entre eles o Prêmio da Música Brasileira, consolidando-se como uma das maiores referências do piano e dos arranjos no país.
O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical Cristina El Tarran convida Grandes nomes do Piano Brasileiro é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Uninter.

Serviço: Piano & Voz – Uma jornada musical - Cristina El Tarran & João Carlos Coutinho.
Dia 20 de agosto, quinta-feira.
Horário: 19h30
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Entrada: R$15 e R$7,50 (meia entrada).
Ingressos à venda no site Comprenozet pelo link: Piano & Voz.
Classificação 12 anos
Duração: 75 minutos

Peça teatral marca lançamento de livro escrito por médicos

Evento será realizado em Curitiba

Em celebração ao lançamento do livro “A Escolha É Sua”, será realizada uma apresentação teatral gratuita, na sexta-feira (24/07), às 19h, na Capela Santa Maria, localizada no centro de Curitiba.

A obra homônima foi escrita pelos médicos oftalmologistas Hamilton Moreira e André Romano, trata-se de um método seis estrelas para a escolha da lente intraocular e tem como o objetivo facilitar e ajudar o oftalmologista a decidir com precisão e não por acaso.

O Dr. Hamilton Moreira revela que a apresentação une teatro, música e poesia a uma reflexão sobre comunicação, escolhas, envelhecimento e liberdade. Segundo ele, será uma noite especial em quatro atos: “A palavra”, “A armadilha”, “A máquina” e “O envelhecimento” - mantendo o formato do livro.

O monólogo, que tem produção artística de Júlia Cipolla, contará com a participação da atriz Pagu - interpretando a personagem Arlequina e do DJ Leo Franco. O encerramento ficará por conta da participação especial do médico Gerson Zafalon, que falará sobre o envelhecimento.

SERVIÇO:

Peça teatral de lançamento do livro “A Escolha É Sua”

Quando: 24 de julho, sexta-feira, 19h

Onde: Capela Santa Maria - Rua Conselheiro Laurindo, 273 - Centro - Curitiba

Entrada gratuita - vagas limitadas

Informações e reserva de ingresso: https://medicosdeolhos.com.br/teatro - 41 99654-7807 ou @medicosdeolhos

Sobre o livro

A escolha da lente intraocular tornou-se uma das decisões mais complexas da cirurgia de catarata contemporânea, à medida que se multiplicaram as tecnologias de lentes disponíveis e as expectativas dos pacientes. A obra “A Escolha é Sua” propõe uma abordagem estruturada e reprodutível para orientar essa decisão, organizando em critérios objetivos aquilo que, na prática clínica, muitas vezes permanece intuitivo.

Responsável pelo capítulo “A Máquina”, o qual aborda a inteligência artificial, o Dr. André Romano explica que a IA ocupa um papel de crescente relevância. Longe de substituir o julgamento do cirurgião, ela atua como ferramenta de apoio à decisão, capaz de integrar dados biométricos, literatura publicada e particularidades de cada caso para sistematizar o raciocínio que antecede a escolha da lente. Segundo o Dr. André, a obra procura situar essas ferramentas dentro de um método clínico coerente, discutindo suas possibilidades e seus limites com o rigor que o tema exige - uma contribuição que aproxima a prática oftalmológica das transformações tecnológicas em curso, sem perder de vista a centralidade da decisão médica.

O prefácio do livro foi escrito por Dr. Rubens Belfort Jr., um dos médicos mais influentes na Oftalmologia brasileira, professor e pesquisador, referência na especialidade, é reconhecido nacional e internacionalmente, é o oftalmologista Latino Americano com o maior número de trabalhos científicos publicados e citados por outros pesquisadores.

O livro pode ser adquirido no site da editora Cultura Médica (www.culturamedica.com.br) ou na Amazon.

Sobre os autores

Dr. Hamilton Moreira - É um renomado médico oftalmologista e professor em Curitiba, especialista em córnea, cirurgias refrativa e de catarata, é ex-presidente do do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e atua como Diretor Executivo da clínica Médicos de Olhos.

Dr. André Romano - É um especialista renomado em retina e vítreo, é referência no tratamento de catarata, degeneração macular e deslocamento de retina, é diretor do Neovista Eye Institute em Americana (SP), professor adjunto da Universidade de Miami Miller School of Medicine e professor visitante do New York Eye and Ear Infirmary em Nova York.

Orquestra chinesa se apresenta pela primeira vez no Brasil como parte integrante da programação oficial do Ano Cultural Brasil–China 2026

Concertos acontecerão no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre em julho e agosto de 2026

Parte integrante da programação cultural oficial criada para celebrar o Ano Cultural Brasil–China 2026, a Orquestra Chinesa de Shanghai chega em julho ao Brasil para suas primeiras apresentações no país. Para a turnê pelo país, a orquestra vai apresentar o programa Cores da China.

A turnê passará pelo Rio de Janeiro (30 de julho, Sala Cecília Meirelles), São Paulo (1º de agosto, Teatro B32), Brasília (04 de agosto, Teatro Planalto), Belo Horizonte (06 de agosto, Palácio das Artes), Curitiba (09 de agosto, Capela Santa Maria Espaço Cultural) e Porto Alegre (11 de agosto, Teatro Simões Lopes Neto).

Para acesso às informações acesse:

midiorama.com/orquestra-chinesa-de-shangai-apresenta-cores-da-china

COM 600 ANOS, CAPPELLA MUSICALE PONTIFICIA “SISTINA” VEM AO BRASIL

Com grande influência na história da música, Coro da Capela Sistina é a instituição de canto coral mais antiga do Mundo. Grupo é responsável pela
música das principais celebrações no Vaticano.

Maestro brasilero é o primeiro não-italiano a ocupar a função na história

Com entrada gratuita, apresentações serão as primeiras do
grupo na América Latina e no Hemisfério Sul.
A instituição coral mais antiga do mundo chega ao Brasil em julho de 2026. A Cappella Musicale Pontificia “Sistina” — que tem suas origens no século VI e é responsável por moldar decisivamente o desenvolvimento da música vocal no Ocidente — realiza sua primeira viagem à América Latina. Com apresentações em São Paulo e Brasília financiadas via Lei Rouanet, a turnê terá concertos extras em Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro. Todas as performances terão acesso 100% gratuito.
Responsável pela música nas principais celebrações do Vaticano, o grupo é conhecido informalmente como "O Coro do Papa". E destaca-se em atuações na Basílica de São Pedro, Capela Sistina e, mais recentemente, em momentos históricos como os funerais dos Papa Francisco.
As origens da Cappella Musicale Pontificia “Sistina” remontam aos séculos VI e VII, numa época em que a Europa ainda não tinha orquestras, óperas nem conservatórios. Entretanto, o marco que projetou o conjunto ao centro da vida musical europeia ocorreu em 1471, quando o Papa Sisto IV reorganizou e ampliou a instituição, que desde então carrega seu nome. A partir desse momento, a Cappella Musicale Pontificia “Sistina” tornou-se o principal polo de atração e formação musical do continente. Por seus quadros passaram alguns dos maiores nomes da história da composição: Guillaume Dufay (c. 1397–1474), Josquin des Prez (c. 1450–1521) — considerado por muitos o maior compositor antes de Bach —, Giovanni Pierluigi da Palestrina (c. 1525–1594), Cristóbal de Morales (c. 1500–1553), Luca Marenzio (c. 1553–1599), Costanzo Festa (c. 1485–1545), Jacob Arcadelt (c. 1505–1568) e Gregorio Allegri (1582–1652), entre dezenas de outros.Vários deles compuseram obras exclusivamente para esse coro — peças calibradas para a acústica única da Capela Sistina, que se tornaram a referência técnica e estética da polifonia coral para toda a Europa. Quando os compositores passaram a escrever para conjuntos vocais em qualquer parte do mundo, tinham em mente o modelo da Sistina.
O Miserere de Allegri: uma obra composta para existir apenas ali e a história com Mozart - Entre as obras criadas especificamente para a Cappella Sistina, o Miserere de Gregorio Allegri — composto por volta de 1638 para um cantor do próprio coro — ocupa um lugar singular. A peça foi escrita para ser executada naquele espaço, por aquelas vozes, com uma técnica de ornamentação que os cantores da Cappella desenvolveram ao longo de gerações e que não estava registrada em partitura: era transmitida oralmente, de cantor para cantor, como um segredo de ofício.
Essa dimensão intransmissível é o que torna o Miserere um caso único na história da música: uma obra cujo poder dependia não apenas das notas escritas, mas de uma tradição de interpretação viva, preservada dentro do coro. Em 1770, o jovem Wolfgang Amadeus Mozart, então com 14 anos, assistiu a uma execução na Semana Santa e realizou uma transcrição da obra — episódio registrado em carta por seu pai Leopold e que, menos de três meses depois, levou o Papa Clemente XIV a receber Mozart e lhe conceder a Ordem da Espora de Ouro, uma das mais altas distinções pontifícias. A transcrição foi publicada no ano seguinte em Londres pelo historiador Dr. Charles Burney, encerrando definitivamente o monopólio da obra.

O Miserere é hoje uma das peças corais mais gravadas e executadas do mundo. Mas a versão que chegou até nós — incluindo o célebre Dó agudo, uma das notas mais reconhecíveis do repertório coral — é ela mesma produto de camadas de transcrição, reinterpretação e até de um erro tipográfico incorporado ao cânone no século XIX. O que a Cappella Sistina preserva e executa é a versão do Códice Sistino de 1661, o registro mais próximo da obra original — anterior a todas essas transformações.

Da Renascença aos streamings: gravações pela Deutsche Grammophon - No século XX a tradição do coro da Sistina encontrou o registro sonoro. O conjunto realizou gravações para o selo Deutsche Grammophon — a mais antiga e tradicional gravadora de música em atividade no mundo, responsável pelo catálogo de nomes como Herbert von Karajan, Leonard Bernstein e Maria. Esses registros documentam um repertório de profundidade e extensão únicos, e levaram ao público global o som de um conjunto que acompanhou, e em grande medida protagonizou, mais de quinze séculos de história musical.

O grupo já se apresentou em países como Japão, Coreia do Sul, Hungria, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. A turnê brasileira inaugura um capítulo inédito: é a primeira vez que o coro se apresenta na América Latina e ao sul do Equador.

O programa no Brasil – Canto gregoriano e clássicos do Renascimento e outros - O coro que vem ao Brasil é composto por 24 cantores adultos e cerca de 30 Pueri Cantores — os meninos cantores que constituem a seção das chamadas vozes brancas do conjunto – caracterizadas pela sonoridade pura, precedente à puberdade. “O programa preparado para as apresentações brasileiras abrange quinze séculos de repertório coral, do canto gregoriano à música do século XX, incluindo uma obra de um compositor brasileiro”, afirma Monsenhor Marcos Pavan, maestro e diretor musical atual do grupo.

Os concertos incluirão, entre outras obras, peças como o antífona gregoriana Factus est repente; obras de Palestrina (incluindo o Credo da célebre Missa Papae Marcelli) e Tomás Luis de Victoria — dois dos maiores polifonistas do Renascimento e ex-membros do próprio coro; peças de Lorenzo Perosi e Domenico Bartolucci — ambos ex-maestros diretores da Cappella Sistina e o Choral varié sur le thème du ‘Veni Creator’ de Maurice Duruflé para órgão solo.

Brasileiro, o primeiro maestro não-italiano no cargo em 600 anos — Nascido em São Paulo, Monsenhor Marcos Pavan realizou estudos musicais na capital paulista, especializando-se em técnica vocal e canto gregoriano, e obteve o Fellowship Diploma em Regência Coral pelo National College of Music and Arts de Londres. Após carreira no Brasil como cantor lírico e regente, transferiu-se para a Itália em 1991. Em 1998, foi nomeado Maestro dos Pueri Cantores da Cappella Sistina, participando das gravações do coro para a Deutsche Grammophon e a Paulus. Em 2020, o Papa Francisco o nomeou Maestro Diretor — tornando-o o primeiro não-italiano a ocupar o posto desde que o cargo foi criado, no século XIX.

Uma turnê histórica pelo Brasil — entradas 100% gratuitas - A vinda da CAPPELLA MUSICALE PONTIFICIA “SISTINA” ao Brasil é realizada com patrocínio via Lei Rouanet do Grupo Mix, Itaú, Mobifácil , Iguatemi S.A. e Empório do Bem. Conta com apoio da Catedra da Sé de São Paulo, Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, UBRAJUC e UJUCASP. Realização. Estúdio Centro, São Paulo Schola Cantorum, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e Ministério da Cultura do Governo Federal.

A classificação etária geral é Livre (AL).
CONCERTOS REALIZADOS A PARTIR DA LEI ROUANET
São Paulo – Catedral Metropolitana de São Paulo (Catedral da Sé) | 5 de julho de 2026, às 13 horas. Entrada gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos | Sujeito à lotação do espaço – 800 lugares.

Brasília – Catedral de Brasília | 09 de julho | 19:00 horas.
Entrada gratuita. Retirada de ingressos via Sympla. 4.000 lugares.

São Paulo – Sala São Paulo | 14 de julho de 2026 | 20:30 horas
Entrada gratuita | Retirada de ingressos a partir de 7/7/2026, nos canais online e presencialmente na Sala São Paulo. – 1388 lugares.
Todas as apresentações contarão com acessibilidade física, tradução simultânea em LIBRAS e Audiodescrição. Além de disponibilização de abafadores de ruído para pessoas com necessidades especiais.

APRESENTAÇÕES EXTRAS / CONCERTOS

Campinas — Catedral Metropolitana de Campinas | 3 de julho | 18 horas.

Curitiba — Capela Santa Maria Espaço Cultural | 6 de julho | 19:30

Rio de Janeiro — Igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema | 10 de julho | 19:30 horas
Além dos concertos acima, o grupo realizará concerto para convidados em comemoração aos 80 anos da PUC-SP, no TUCA.

Osmar Barutti é a penúltima atração do projeto Piano e Voz

O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical, série que a cantora Cristina El Tarran promove na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) traz como penúltima atração o pianista Osmar Barutti para única apresentação no dia 21 de maio, quinta-feira, às 19h30. No repertório do recital foram escolhidos temas clássicos do jazz e muitas surpresas musicais. Destaque para a participação especial do músico Derico Sciotti (sax) num encontro inédito dos dois músicos em Curitiba. O projeto é dedicado à memória do pianista paranaense Fernando Montanari. Os ingressos, com preços populares de 15 e R$7,50, já estão à venda no site Comprenozet pelo link: Piano& Voz.
Cristina El Tarran está entusiasmada com essa apresentação que vai reunir no mesmo palco dois integrantes da famosa banda do Programa do Jô. “O Osmar é um pianista que eu admiro há muito tempo não só pelo programa, mas, principalmente, pela sua elegância ao piano. O projeto está me oferecendo essa possibilidade e aproveitei essa oportunidade e convidei o Derico que tem uma versatilidade enorme no sax e na flauta e já tem uma intimidade enorme como o Osmar. Essa é a primeira vez que eles se apresentam na Capela Santa Maria e tenho certeza que será um encontro musical inesquecível”.
Cantora e produtora Musical, Cristina El Tarran, com mais de 35 anos de carreira, domina repertórios variados da música brasileira ao mais puro Jazz. Sobre a homenagem ao pianista Fernando Montanari, ela conta que ele foi um nome fundamental no cenário da música instrumental em Curitiba. A cantora explica que em todos os concertos está homenageando o Montanari como reconhecimento ao seu talento e por sua contribuição significativa na origem do jazz em Curitiba. “Foi o Fernando que me incentivou a cantar o repertório jazzístico. E ele ensinava a todos de forma generosa e paciente. O projeto é dedicado a ele por ter construído uma linda história musical na cidade. E quando falei do projeto ao Derico, que é um amigo de longa data, ele ficou muito entusiasmado em participar ao lado do Osmar, pela primeira vez nesse lugar encantador que é a Capela. Será uma noite muito especial, uma celebração ao amor”, considera.
Dona de uma voz suave e acolhedora Cristina El Tarran comenta que, como o próprio nome adianta, a proposta da série é promover uma jornada musical, passeando por estilos e gêneros diversificados. “No projeto Piano e Voz cada pianista convidado se apresenta com a sua personalidade e seu sotaque dentro da música. Agora é a vez do Osmar Barutti e vamos finalizar com o João Carlos Coutinho, outro grande pianista que eu sempre admirei”. De fato, a cantora apresenta sua arte com uma dedicação ímpar, traduzida na qualidade em tudo que faz. Em sua trajetória musical, Cristina dividiu o palco com grandes nomes da música nacional e mundial; Flora Purim e Airto Moreira, João Donato, José Neto, Rosa Maria Colin, Ayrton Montarroyos, Derico e Sérgio Sciotti, Fatima Guedes, Maestro Edson Frederico, Luiz Carlos Vinhas e, recentemente, com os pianistas Cristovão Bastos e Gilson Peranzetta.
Osmar Barutti
A quinta atração da série Piano e Voz – Uma jornada musical, o pianista, compositor e arranjador Osmar Barutti iniciou seus estudos de Música ainda criança, como autodidata. Aos 15 anos de idade recebeu seu primeiro Diploma em música conferido pelo Conservatório Musical Heitor Villa Lobos (SP). Interessou-se pela música erudita e pela música popular, especialmente pelo jazz e pela música brasileira composta por Jobim e por outros grandes mestres.
Em 1980 viajou para Boston, USA, onde permaneceu durante três anos na qualidade de bolsista na famosa Berkley Faculty of Music, onde graduou-se com destaque. De volta ao Brasil, foi convidado pela Universidade Livre de Música para lecionar Piano, Harmonia e Arranjo. Também tocou ativamente na noite paulistana em casas noturnas, bares e clubes sociais.
Em 1990, foi convidado por Jô Soares a participar por quase duas décadas do Programa do Jô. Durante este período, Osmar Barutti acompanhou inúmeros cantores/as do Brasil e do exterior: George Benson, Stancey Kent, Emilio Santiago, Roberto Carlos, para citar apenas alguns. Atualmente apresenta-se com seu "Sexteto Osmar Barutti " em Teatros e Salas de música pelo interior paulista e diversas capitais brasileiras.
O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical Cristina El Tarran convida Grandes nomes do Piano Brasileiro é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Uninter.

Serviço: Piano & Voz – Uma jornada musical - Cristina El Tarran & Osmar Barutti.
Dia 21 de maio, quinta-feira.
Horário: 19h30
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Entrada: R$15 e R$7,50 (meia entrada).
Ingressos à venda no site Comprenozet pelo link: Piano& Voz.
Classificação 12 anos
Duração: 75 minutos

Vozes que resistem: “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna em nova temporada na Capela Santa Maria

Montagem híbrida que une tragédia grega, ópera e rap reestreia em Curitiba com protagonismo feminino e entrada gratuita nos dias 22 e 23 de maio.

Na foto de @fiscaazulfotogtafia, a atriz Taciane Vieira em cena ocupa o centro da narrativa como Antígona, conduzindo com voz e presença a travessia poética de “Édipo: Uma Ópera RAP”. (Para mais imagens acesse: Fotos Édipo na Capela)
Entre o trágico e o pulsante, entre o mito e a urgência do agora, o espetáculo “Édipo: Uma Ópera RAP” retorna para uma temporada, em novo formato, renovando sua potência estética e política ao revisitar um dos mais conhecidos mitos da antiguidade sob uma perspectiva radicalmente contemporânea: a das mulheres que sobreviveram à tragédia.

Após sessões lotadas no Teatro Guairinha, em 2024, a montagem da Entre 2 Produções chega à Capela Santa Maria para duas apresentações gratuitas, nos dias 22 e 23 de maio, precedidas por um ensaio aberto no dia 20. A obra, que articula tragédia grega, ópera e rap, transforma o palco em território de fricção entre linguagens, tempos e vozes, sobretudo aquelas historicamente silenciadas.

Sob direção cênica de Jossane Ferraz, dramaturgia de Marcelo Bourscheid e direção musical e composição de André Ricardo Souza, o espetáculo constrói uma tessitura híbrida em que o erudito e o urbano não apenas coexistem, mas se tensionam e se reinventam mutuamente. Em cena, canto lírico, beats, corpos em movimento e poesia falada erguem uma narrativa que desloca o centro do mito: não mais o herói trágico, mas as mulheres que restam. “A gente não queria apenas revisitar o mito, mas escutar o que ficou à margem. É um trabalho sobre presença, sobre as mulheres que permaneceram e que agora conduzem a narrativa”, destaca a diretora Jossane.

Da tragédia clássica ao corpo contemporâneo
Inspirado na obra de Sófocles, o espetáculo desloca o eixo narrativo para Antígona e Ismene, filhas de Édipo, que assumem o protagonismo de uma história marcada por fatalidades e silenciamentos. Ao dar corpo e voz a essas personagens, a montagem propõe uma escuta ampliada, sensível e crítica, sobre as heranças simbólicas e afetivas que atravessam o feminino ao longo da história.

O trabalho nasce de um processo colaborativo que reúne artistas de diferentes campos, do hip hop à música de concerto, da dança urbana à interpretação teatral, criando uma linguagem cênica singular, marcada pela força coletiva e pela diversidade de expressões.

Quando as mulheres ocupam a narrativa
Em “Édipo: Uma Ópera RAP”, o mito é atravessado por um gesto político e poético que devolve às mulheres o lugar de narradoras de sua própria história. Antígona e Ismene emergem das margens para se tornarem eixo e pulsação da cena.

Em cena, Taciane Vieira, Jaquelivre, Vanessa Rafaelly, Jossane Ferraz e Kimberlyn Freitas tecem um tecido vivo de vozes e presenças que sustenta a narrativa. Entre canto, palavra e movimento, suas atuações não se organizam apenas como personagens, mas como um coro feminino que atravessa o espetáculo, ampliando a escuta e tensionando as camadas do mito. Soma-se a elas a presença do ator e bailarino Silvester Neto e do MC Junior Zehut, que irrompem em cenas de rap. Ao lado desse núcleo, outros artistas e musicistas reforçam a arquitetura coletiva da obra, na qual o feminino não é apenas tema, mas força estruturante da cena.

Entre batidas, árias e movimentos, o espetáculo constrói uma paisagem sonora e visual que evoca tanto o rito ancestral quanto a urgência urbana. O resultado é uma obra que reverbera no presente, questionando estruturas de poder, memória e apagamento. “A música nasce desse encontro entre mundos que, à primeira vista, parecem distantes. O rap traz a urgência da fala, enquanto o canto lírico expande o tempo da escuta. Juntos, eles criam uma dramaturgia sonora que atravessa o corpo e a memória”, afirma o diretor musical André Ricardo.

SERVIÇO: ÉDIPO: UMA ÓPERA RAP

Ensaio aberto: 20 de maio (terça-feira), às 15h

Reservas: via Instagram @entre2producoes ou pelo e-mail entre2prod@gmail.com

Apresentações: 22 e 23 de maio ( sexta-feira e sábado), às 20h

Sessão com Libras: 23 de maio

Local: Capela Santa Maria

Entrada: Gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

Realização: Entre 2 Produções

SINOPSE

A clássica narrativa de Édipo, o rei tebano que mata o pai e se casa com a própria mãe, é um dos mitos mais conhecidos da antiguidade clássica. No espetáculo Édipo: Uma Ópera RAP, essa história é recontada a partir da perspectiva das filhas do rei tebano, Antígona e Ismene, últimas remanescentes do legado imemorial de mortes e infortúnios que permeia a família de um dos personagens mais conhecidos da mitologia grega.

FICHA TÉCNICA

Direção: Jossane Ferraz | Direção Musical e composição: André Ricardo | Dramaturgia: Marcelo Bourscheid | Assistência de direção e designer gráfico: Rapha Fernandes | Produção e Realização: Entre 2 Produções | Assistentes de produção: Róger Borges Araujo e Íris Pereira Gonçalves | Elenco: Taciane Vieira, JaqueLivre, Silvester Neto, Kymberlyn Freitas e Jossane Ferraz | Instrumentistas: Dalila Lopes, Violinista Chavosa, Lina Abe e João Martinez | Cantora lírica: Vanessa Rafaelly | MC: Junior Zehut | Iluminação: Lucri Reggiani | Cenografia: Jossane Ferraz e Rapha Fernandes | Figurino: Rapha Fernandes | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo

Música para ouvir de peito aberto e se transportar para algo bom

Duo de piano e voz apresenta em Curitiba pela primeira vez repertório de seu álbum

Acontece no dia 18 de outubro, sábado, o recital Canto D´Anime, com Carmen Monarcha (canto) e Daniel Gonçalves (piano). Os dois artistas internacionais trazem o repertório de voz e piano para Curitiba de seu álbum inédito em palco e mostram ao público o virtuosismo e a experiência das duas carreiras internacionais.

A soprano brasileira Carmen Monarcha é conhecida por seus 18 anos de trajetória na Orquestra de André Rieu, com quem realizou turnês internacionais. Formada na Holanda, a artista tem família ligada às artes, sendo sua mãe, Marina Monarcha, cantora. Já Daniel Gonçalves é pianista com formação na Escócia, com passagem por produções de óperas e recitais, além de ser o pianista oficial de vários concursos brasileiros de canto e do coro acadêmico da Osesp. Atualmente é professor na Academia de Ópera do Theatro São Pedro, em São Paulo.

A dupla já tem 12 anos e se conheceram quando Carmen estava buscando um pianista para acompanhá-la em alguns projetos. A cantora lírica recebeu a indicação de Daniel e, coincidentemente, ele estava no Brasil fazendo um intervalo de seus estudos no Reino Unido. A afinidade de ideias e repertório foi imediata, bem como a sinergia e o gosto musical, que culminou na gravação do álbum “Canto D´Anime” (Azul Music, 2025), lançado em abril apenas digitalmente.

“Somos dois brasileiros que tiveram a oportunidade de estudar fora e queremos compartilhar essa nossa experiência com nossos conterrâneos. Esse projeto nasceu da nossa vontade de levar o público para um estado mental e emocional diferente quando estão conosco”, diz Carmen Monarcha, referindo-se à plenitude oferecida pela música clássica e, em especial, a música de câmara – feitas especialmente para voz e piano ou para pequenas orquestras.

Essa imersão em sensações e sentimentos será conduzida pelo repertório do álbum Canto D´Anime, que embora tenha sido lançado, ainda não foi apresentado em um teatro. Além das músicas, interpretadas com maestria pelos artistas, o recital também revela curiosidades sobre compositores e contexto das peças musicais, auxiliando o público nessa experimentação. “Queremos despertar a conexão com o público, trazendo à tona memórias emocionais, algo que remeta a infância, à certos momentos da vida, a algum resgate... e o que não trouxer essas sensações, a gente constrói, transportando as pessoas para um sentimento bom”, explica Carmen.

“Canto D´Anime” é o nome de uma das obras de Giacomo Puccini, que está no repertório do espetáculo. Além desta obra, também foram selecionadas peças de Gabriel Fauré, Franz Schubert, Heitor Villa-Lobos, entre outros. “Escolhemos um repertório que dialogue, principalmente, com voz e piano. A seleção não foi apenas emocional, mas considerou os estilos que os brasileiros não têm muita vivência, como peças alemãs, francesas ou italiana, com suas personalidades, humor e jeito de tocar”, conta Daniel Gonçalves.

O recital acontece na Capela Santa Maria, local considerado ideal para as apresentações de música clássica devido a sua atmosfera aconchegante. “Em um mundo em que temos necessidade de corresponder à expectativa dos outros nos distanciamos da nossa essência. Queremos trazer as pessoas de volta para seus eixos por meio da nossa música”, diz Carmen. E Daniel completa: “e queremos a aproximação do público com a nossa música no palco, sem distanciamento, sem pressa, que eles apreciem o aqui e o agora”, finaliza Daniel.

O álbum Canto D´Anime

Lançado em abril de 2025, o CD Canto D´Anime é um trabalho que coroa 12 anos de parceria entre a soprano Carmen Monarcha e o pianista Daniel Gonçalves. “Passamos vários meses preparando e gravando o álbum. O processo foi bastante satisfatório e compensador. Foi muito emocionante ver o trabalho pronto”, celebra Carmen.

O selo Azul Music é brasileiro e se dedica com exclusividade à música clássica. Trata-se de uma gravadora e editora musical independente, com mais de 20 milhões de álbuns vendidos e grande presença nas plataformas digitais. Suas músicas estão presentes em novelas, filmes, documentários e trilhas publicitárias no Brasil e no mundo há quase três décadas de trabalho. “Estar com esse selo é muito bom! Estamos muito orgulhosos por fazer parte desse rol da música clássica no Brasil”, diz Daniel Gonçalves.

Serviço:

Recital “Canto D´Anime”, com Carmen Monarcha (voz) e Daniel Gonçalves (piano)

Dia 18 de outubro (sábado)

Horário: 18h30 (abertura do teatro às 18h)

Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 273, Centro – Curitiba – PR

Classificação livre

Ingressos a R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia entrada e Clube Gazeta do Povo) à venda no zet – https://encurtador.com.br/oFH7w

Carmen Monarcha é soprano brasileira, reconhecida internacionalmente por sua carreira com o maestro André Rieu e a Johann Strauss Orchestra, com turnês em mais de 50 países. Formada na Holanda, com aperfeiçoamento na Áustria e Alemanha, já venceu concursos de canto no Brasil e foi eleita Melhor Cantora Lírica de 2023 pelo Troféu Imprensa Brasil. Com voz marcante e presença emocionante, une música e literatura em interpretações que conquistam plateias no Brasil e no exterior.

Daniel Gonçalves, Mestre em Colaboração Pianística pelo Royal Conservatoire da Escócia, atua em importantes festivais e teatros do Brasil e do exterior. Foi pianista oficial de renomados concursos de canto, integrou o Coro Acadêmico da Osesp e tem três álbuns gravados, incluindo Lendas Amazônicas e Canto d’anime. Atualmente, é professor na Academia de Ópera do Theatro São Pedro, em São Paulo.

Carmen Monarcha e Daniel Gonçalves Carmen Monarcha e Daniel Gonçalves Carmen Monarcha

Davi Sartori é a segunda atração do projeto piano e voz

O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical, série que a cantora Cristina El Tarran promove na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) traz como segunda atração o pianista Davi Sartori para única apresentação na próxima quinta-feira (16), às 19h30. No repertório serão interpretados clássicos de Tom Jobim, Chico Buarque, João Donato e muitas surpresas musicais. O projeto é dedicado à memória do pianista paranaense Fernando Montanari, com participação especial do músico Rogério Leitum (trompete). Os ingressos já estão à venda pelo link: Piano & Voz.
Cristina El Tarran explica que neste projeto convidou seis pianistas, de gerações distintas, da linha de frente da música brasileira. “A proposta da série é promover uma jornada musical, passeando por estilos e gêneros diversificados. Assim, além das apresentações do Cristovão Bastos que abriu o projeto em setembro, e agora do Davi Sartori, nós vamos ter ao longo de 2026 mais quatro pianistas: Fábio Cardoso, João Carlos Coutinho, Gilson Peranzetta e Osmar Barutti. Cada um com a sua personalidade e seu sotaque dentro da música”.
Sobre Davi Sartori, segunda atração da série, Cristina El Tarran conta que a escolha foi natural. “Eu já trabalho com ele há muitos anos, quase sempre como diretor musical. Ele é de uma geração que surge depois do Montanari e, por conta da música erudita, tem um estilo de tocar que amplia o jazz e a MPB que me atrai muito”. A cantora explica que assim como Fernando Montanari, o Davi Sartori também é um exímio arranjador. “Nós somos de gerações diferentes, mas temos afinidades artísticas e musicais. Uma conexão que consegue se entender no olhar”.
Piano e Voz – Uma jornada musical faz uma homenagem ao pianista Fernando Montanari, nome fundamental no cenário da música instrumental e do jazz em Curitiba. Cristina adianta que em todas as apresentações haverá uma lembrança musical dentro do repertório. “Em cada show vamos buscar uma música marcante que ele gostava de tocar ou ouvir”.
Cristina El Tarran possui uma carreira impecável, sempre direcionada à belas interpretações e encontros memoráveis. domina repertórios variados da música brasileira ao mais puro jazz, do samba à bossa nova. Nesta apresentação ela conta que haverá a participação especial do trompetista Rogério Leitum. ”Ele é um parceiro, um amigo, que também teve contato com o Fernando e vai tocar alguns temas com a gente. Vai ser lindo”.
Davi Sartori
A segunda atração da série Piano e Voz – Uma jornada musical é o compositor, pianista e arranjador Davi Sartori que constrói sua trajetória artística transitando por diferentes gêneros musicais. Premiado em diversos concursos de piano, é autor de composições e arranjos para formações orquestrais e de câmara.
Radicado em Curitiba, graduou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde foi aluno da renomada professora Olga Kiun. É integrante da “Orquestra à Base de Sopro de Curitiba”, com a qual já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira, como Egberto Gismonti, Nelson Ayres e Nailor Proveta, entre outros.
O projeto Piano e Voz – Uma jornada musical Cristina El Tarran convida Grandes nomes do Piano Brasileiro é realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Uninter.

Serviço: Piano e Voz – Uma jornada musical - Cristina El Tarran convida Davi Sartori. Participação especial Rogério Leitum (Trompete).
Quinta-feira, dia 16, às 19h30.
Local: Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)
Entrada: R$15 e R$7,50 (meia entrada).
Ingressos a venda pelo link: https://comprenozet.com.br/eventos/piano-e-voz-uma-jornada-musical-cristina-el-tarran-davi-sartori/
Classificação 12 anos
Duração: 75 minutos

Crédito fotográfico: Nay Klym/divulgação