Projeto pede doações para o 5º Natal de Rua em Curitiba

ONG Mãos Invisíveis promove almoço natalino para população em situação de rua com comida típica da data, distribuição de panetones e chocotones, brinquedos para as crianças e kits de higiene, além de música e arte

Garantir um Natal digno para a população em situação de rua e famílias em extrema vulnerabilidade. Esse é um dos resultados do trabalho da ONG Mãos Invisíveis, de Curitiba – projeto inédito que busca ir além do assistencialismo, procurando levar dignidade e representatividade a uma população normalmente invisível para a sociedade.

A ONG realizou a primeira festa de Natal em 2018, na ceia do dia 24 de dezembro. “Ali eu percebi que na noite da véspera tem mais pessoas que dão comida, mas que no dia 25 não tinha ninguém. Então os Natais de Rua dos anos seguintes foram um almoço no dia 25, com música, arte, comida natalina com chester, farofa, refrigerante, sobremesa, chocotone, brinquedos... Em 2021, conseguimos levar mesas e cadeiras, voluntários como garçons, servimos idosos e crianças”, conta a historiadora Vanessa Lima, fundadora da organização.

Para 2022, a intenção é atender de 400 a 500 pessoas e levar mais tendas (que ainda não foram viabilizadas) para servir os convidados na sombra, com música, brinquedos, pintura de rosto, kits de higiene, panetones e chocotones pra todos. Para servir a comida quentinha, a ONG também estuda a possibilidade de adquirir um forno – porque assar 45 a 50 chesters não é assim tão fácil.

Ao contrário do que acontece normalmente em ações de distribuição de comida para esse público, o Natal de Rua não utiliza marmitex prontos. “Levamos tudo nas panelas mesmo, pra que o privilégio da escolha possa ser exercido como em um Natal de família: a pessoa serve-se do que quer comer, na quantidade e do que jeito que quiser”, completa Vanessa.

Para ajudar o projeto a viabilizar o Natal de rua, doações podem ser feitas por meio do pix projetomaosinvisiveis@gmail.com.

TRAJETÓRIA – Além de historiadora, Vanessa deu aulas de artes para educação infantil por muito tempo e também começou a fazer trabalho voluntário com crianças, no contraturno da escola em que trabalhava.

Em 2018, ela decidiu passar o Natal na rua e começou uma busca por organizações que trabalhassem com essa população. “Nesse processo, eu não consegui encontrar nada que me ‘vestisse’. Me deparei com organizações que faziam uma exposição absurda da vulnerabilidade do outro, ou que faziam apenas uma entrega de comida automática, sem ter nada alem disso pra oferecer ou lutar”, conta.

Até que se deparou com o MNPR (Movimento Nacional da População de Rua), cujos integrantes do movimento têm algum histórico de trajetória na rua. Ali, Vanessa descobriu uma vocação e entendeu exatamente o que eu queria fazer. “Passamos – eu, meu ex-marido e meus filhos – por um mês, ou um pouco mais, indo todos os dias (todos mesmo) para a rua. Escutando, conversando, aprendendo. Aí a gente primeiro se desmonta, né? Eu sempre digo que o primeiro monstro que eu tive que matar era eu mesma, com tudo que tinha sido construído sobre essa população dentro da minha formação enquanto pessoa. Planejei uma metodologia para estar sempre no mesmo horário, mesmo local e da mesma forma, com vários detalhes que servem tanto pra criar vínculo com a pessoa em situação de rua e falar sobre direitos, quanto para educar voluntários e pessoas interessadas na pauta”.

Assim, ainda no início de 2018, nasceu um evento chamado “Café Pretexto”, na praça Generoso Marques. Todo domingo, até hoje, a ONG atende cerca de 300 pessoas distribuindo lanche como um pretexto para aproximação com a população atendida. São oferecidas diversas opções, para representar o privilégio da escolha. “Fazemos o café que a gente toma em casa e estamos ali: ouvindo demandas, fazendo encaminhamentos”, conta. No mesmo ano veio o primeiro Natal, que teve uma sequência e é realizado anualmente desde então.

Também desde 2018 o projeto vem atendendo diversos casos de gestantes em situação de rua e vivenciando todas as dificuldades enfrentadas por essas mulheres e seus filhos. Assim, surgiu uma campanha de arrecadação voltada com o intuito de construir um espaço de atendimento que possa oferecer suporte e acompanhamento durante todo o período de gestação, para em seguida encaminhar essas mulheres a uma moradia digna.

A CASA (Centro de Acolhimento, Saúde e Atenção da gestante em situação de rua) contará com uma estrutura profissional capacitada, composta por profissionais da saúde e da assistência social, visando o acompanhamento dessas mulheres no processo de desenvolvimento da maternagem. “É um sonho, mas precisamos de muito recurso pra torná-lo realidade. Estamos lutando demais pra que logo a gente consiga viabilizar”, finaliza Vanessa.

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SERVIÇO
• Doações para o Natal de rua podem ser feitas por meio do pix projetomaosinvisiveis@gmail.com.
• Mais informações sobre a ONG e as campanhas de arrecadação estão no site www.maosinvisiveis.com.br

EXPOSIÇÃO VIDA – HISTÓRIAS DA PANDEMIA TRANSFORMA SUPERAÇÃO EM ARTE

“Inédita no país, exposição de artes visuais VIDA – Histórias da Pandemia une instalações artísticas, vídeos e fotografia para contar como a nossa sociedade vem ressignificando a pandemia de Covid-19 com criatividade e esperança. Mostra fica em cartaz de 1.º a 30 de novembro no Estádio Athletico Paranaense e integra projeto cultural com desdobramentos sociais”.

A pandemia ainda não terminou, mas as máscaras foram dispensadas, o medo do vírus se foi e os beijos e abraços voltaram. O que mudou desde quando tudo começou, em março de 2020? O quanto as pessoas se transformaram desde então? Com o intuito de gerar reflexão sobre a capacidade criativa do ser humano em produzir esperança diante das adversidades, a Montenegro Produções, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, lança VIDA – Histórias da Pandemia, primeira exposição de artes visuais multimídia a apresentar recortes sobre a reinvenção e a ressignificação da existência humana diante da pandemia de Covid-19. Com direção artística do arquiteto e urbanista Felipe Guerra, VIDA traz ambientes que representam áreas da sociedade fortemente impactadas pela pandemia. Os visitantes serão conduzidos por um percurso afetivo composto por instalações artísticas criadas pelo artista visual, designer e figurinista Gustavo Krelling; projeções de minidocumentários com roteiro e direção do artista Eduardo Ramos; e retratos do fotojornalista Brunno Covello. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz de 1.º a 30 de novembro, ocupando totalmente o Piso P3 do prédio do Estádio Athletico Paranaense, a famosa Arena da Baixada, que pela primeira vez sedia uma exposição de artes visuais em suas instalações.

A rotina em sala de aula, em ambientes de trabalho, os impactos nas relações humanas, as modificações estéticas na arquitetura urbana, as descobertas da ciência, a solidão na velhice. Recortes comuns com objetivo de conectar as cenas à vida das pessoas. Perspectivas e percepções que além da relevância histórica, também assumem a função artística de inspirar o olhar dos visitantes da exposição para o futuro.

"Em épocas de grandes rupturas, os produtos culturais e artísticos contribuem para a transformação da sociedade como respostas criativas às tragédias. VIDA – Histórias da Pandemia, enquanto produto cultural gerado a partir de uma lei de incentivo federal com apoio da iniciativa privada, cumpre com o propósito de democratizar as vozes dessa história e traça um mapa singular dos espaços que operam nossas escolhas do que lembrar e do que esquecer diante de tudo o que vivemos", explica Carolina Montenegro, gestora da Montenegro Produções.

Como parte integrante de um projeto cultural de ARTES VISUAIS que traz em seu resultado uma exposição gratuita, a iniciativa apresenta trabalhos de artistas curitibanos em um formato original, que irá proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes. "As paredes que compõem o espaço expositivo, onde essas histórias serão contadas, são paredes de ar, pneumáticas, que funcionam como se fossem grandes pulmões e isso é totalmente inédito", destaca Felipe Guerra, diretor artístico da mostra. Nessas paredes infláveis serão projetados minidocumentários com roteiro e direção do artista Eduardo Ramos, que captou em vídeo as histórias vividas durante a pandemia por 25 pessoas dos mais variados perfis sociais. "Entender que a razão pela qual nós sobrevivemos e estamos diante do outro talvez seja algum tipo de propósito que possamos lembrar diariamente: somos uma única vida. Somos um só", ressalta o videomaker.

Completa a exposição VIDA – Histórias da Pandemia um conjunto de três instalações do artista visual, designer e figurinista Gustavo Krelling totalmente confeccionadas com materiais inusitados e descartáveis, tratando de questões como: vida e morte, aceitação e negação, lixo e ressignificação. A primeira delas é uma releitura da obra de arte “A Lição de Anatomia do Dr. Tulp”, do pintor barroco holandês Rembrandt, representando a união entre arte e ciência médica. "A releitura é feita com materiais hospitalares inusitados, as golas rufo do período são feitas com gaze tingida, máscaras descartáveis, luvas, seringas, radiografias e outros materiais do universo médico que estiveram presentes em nosso cotidiano recente. Trazemos a obra barroca para a contemporaneidade e levantamos reflexões sobre o período pandêmico que estamos atravessando de uma maneira artística", explica Krelling, que somente nos trajes da cena utilizou 2 mil pedaços de gaze tingida costurados em patchwork. "As instalações do Gustavo trazem a textura humana do artesanato para dentro da exposição. Então, temos uma coisa mais hi-tech, das projeções em vídeo, mas também temos o elemento feito à mão, trabalhado por ele", comenta Guerra.

A experiência dos visitantes será ainda mais imersiva nos dias 5 e 11 de novembro, quando a exposição VIDA recebe o gupo LAMUSA – Laboratório de Música Antiga da UFPR, para apresentações gratuitas do recital "As Representações do Humano na Música Barroca". Com duração de 30 minutos, o programa reúne obras de três compositores barrocos europeus – Marin Marais (1656-1728), Giovanni Rovetta (1595/7-1668) e Giovanni Felice Sances (1600-1679) –, que dialogam com o conjunto de instalações artísticas criadas por Gustavo Krelling a partir dos conceitos de vida, morte e fé. Há mais de dez anos se dedicando à recuperação de obras raras do período barroco, o grupo LAMUSA é formado pelos músicos Matheus Prust (violino), Silvana Scarinci (alaúde), Thomas Gunther Jucksch (violoncelo) e a soprano Ana Luisa Vargas, que recriam as técnicas de interpretação da época ao resgatar óperas inéditas e concertos com repertórios esquecidos no tempo.

Livro e ações sociais

Além da exposição de artes visuais, o projeto cultural VIDA – Histórias da Pandemia também inclui a publicação de um livro de mesmo nome, que reúne mais de 100 relatos de médicos, historiadores, pesquisadores, professores, psicólogos, filósofos entre outros profissionais sobre a vida na pandemia, em textos dos jornalistas Daniélle Carazzai, Guilherme Krauss, Katia Brembatti e Rafaela Mascarenhas Rocha.

Uma primeira edição do livro foi lançada em 2021, com tiragem de 2 mil exemplares e distribuição gratuita e dirigida para escolas e bibliotecas. Uma reedição online, com novos textos atualizando o contexto da pandemia nos dias de hoje, será lançada junto com a exposição e disponibilizada para download gratuito no site da Montenegro (https://montenegroproducoes.com/projeto/vida/ ).
Como desdobramento social do projeto, a primeira ação do projeto cultural VIDA – Histórias da Pandemia foi apresentada pela Montenegro, a Unimed Curitiba e a Associação dos Amigos do HC em maio de 2021: uma projeção de vídeos na fachada do Hospital de Clínicas, em que profissionais de saúde diretamente envolvidos no enfrentamento da pandemia contavam suas experiências dentro de um dos maiores centros de combate à Covid-19 no país. Este ano, as ações sociais do projeto tiveram sequência nas sedes da Associação Amigos do HC, instituição apoiadora do projeto, e da Associação Beneficente São Roque, localizada em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, que puderam oferecer oficinas de grafitti para seus colaboradores e frequentadores com o artista visual curitibano Michael Devis, um dos produtores do renomado encontro internacional de grafiteiros Street of Styles. Juntos, eles criaram murais que inspiram a superação após a pandemia. “A proposta é refletir sobre o que passamos e externar de forma mais leve tudo o que aconteceu”, conta Devis, para quem a arte tem um papel muito importante, pois expressa sentimentos, convida à superação e inspira as pessoas a seguirem em frente.

O projeto VIDA tem patrocínios das empresas Unimed Curitiba, Grupo Barigüi, Greca Asfaltos, Sanepar, Sideral Linhas Aéreas, GDM Genética do Brasil, Peróxidos do Brasil, Jaguá Frangos, Vanleather Indústria e Comércio de Couros, Tecnolimp, BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, BRFértil, Eletrofrio, Schattdecor, Engepeças, Ravato Combustíveis, Nórdica Veículos, Magnetron, Tratornew, MA Máquinas Agrícolas, Magparaná e Agromaster Máquinas Agrícolas, com apoios de Casa da Fazenda, F2 Iluminação, JSA Consultoria e Treinamentos em Segurança do Trabalho, Nordecor e Guanabara Produção Cultural.

SERVIÇO:
VIDA – HISTÓRIAS DA PANDEMIA – EXPOSIÇÃO DE ARTES VISUAIS
CURITIBA
De 1.º a 30 de novembro de 2022
Local: Estádio Athletico Paranaense (R. Buenos Aires, 1.260, Piso P3)
Horários: Todos os dias, das 10h às 22h (dias 8 e 13, das 10h às 17h; dias 14 e 21, excepcionalmente fechada para visitação).
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre

RECITAIS – LAMUSA – LABORATÓRIO DE MÚSICA ANTIGA DA UFPR
Dias 5 e 11 de novembro de 2022
Local: Estádio Athletico Paranaense (R. Buenos Aires, 1.260, Piso P3)
Horários: Dia 5/11 (sábado), às 11h, 12h e 17h30; dia 11/11 (sexta-feira), às 17h, 17h30 e 18h
Duração: 30 minutos
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre

Texturas e perfurações em belas formas orgânicas ressaltam obra brasileira na Itália

A magia cálida do vidro com enorme capacidade de transformação atribui leveza à arte colocando em evidência pela quinta vez o trabalho da curitibana Désirée Sessegolo em Veneza.

Por Emanuelle Spack

Testando os limites da teoria com seu estilo próprio para converter o fluido incandescente e reproduzir algo diferente e inovador em uma peça rígida, a designer e artista vidreira Désirée Sessegolo destaca texturas e perfurações que agregam um efeito orgânico e inusitado à sua obra Amazônia, que foi selecionada para o The Venice Glass Week 2022, um festival internacional dedicado à arte em vidro, que será realizado entre os dias 17 e 25 de setembro, no Instituto Vêneto de Ciências, Letras e Artes – Palazzo Loredan, em Veneza, na Itália.

É a quinta vez consecutiva que a artista vidreira curitibana vai representar o Brasil no festival. Désirée tem uma forte ligação com a natureza e sempre agrega o tema em suas obras. “Esse importante momento de reconhecimento à arte vidreira brasileira é oportuno para chamar a atenção para algo relevante, como questão ambiental”, explica a artista que tem a habilidade de transformar o vidro em poesia.

No dia 05 de setembro é comemorado o Dia da Amazônia, uma data para lembrar da importância de um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade, além de ser a maior reserva natural do planeta. “O The Venice Glass Week sempre acontece em setembro, então, neste ano, eu incorporei um elemento a outro, levando a arte como forma de reflexão para a situação da degradação do meio ambiente, em especial a da Amazônia, que afeta o ecossistema do bioma causando impactos em todo o mundo.” ressalta Désirée.

Sobre a Amazônia

A confluência entre artes visuais e natureza mostra-se como uma das vertentes poéticas da obra que propõe a reflexão sobre a importância da floresta para o planeta e, em última análise, a um pensamento crítico sobre a relação do homem com a natureza nos dias de hoje.
Composta por 3 esculturas em vidro feitas manualmente por meio de uma técnica exclusiva de vitrofusão, as peças são repletas de texturas e perfurações que agregam um efeito orgânico e inusitado à obra. Para a artista, o vidro é um material perfeito para expressar conceitos relativos à “transformação”, pois ele próprio é um material natural, que assim como a natureza, permite infinitas transformações.
Sobre a artista
Désirée Sessegolo é designer e artista vidreira. Seu trabalho é reconhecido pelo Museu Alfredo Andersen, Casa João Turin, Museo del Vidrio de Bogotá, International Biennale of Glass na Bulgária, Bienal de Arte em Vidro da Costa Rica e The Venice Glass Week na Itália, entre mais de 50 mostras, salões e prêmios que participou em 15 anos dedicados à arte do vidro.
A denominação “Vidro Celular”, técnica exclusiva da designer e artista visual, se define pelo seu processo de fusão, onde as partículas de vidro se movimentam buscando um equilíbrio físico, originando texturas orgânicas compostas por espaços vazados que remetem a texturas celulares.
Redes Sociais:

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Site da artista

Portfólio da artista

Histórico de participações na The Venice Glass Week

2018 – Instalação Amazônia

2019 – Morpho

2020 – Oggetti (participação cancelada devido à pandemia)

2021 – Instalação Vuoti

2022 – Amazônia

Serviço

The Venice Glass Week 2022 /The Italian Glass Weeks

Data: 17 a 25 de setembro de 2022

Local: Instituto Vêneto de Ciências, Letras e Artes – Palazzo Loredan – Veneza.

Entrada: Gratuita

Site do evento

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No sábado, dia 08/10, o Medieval Market e a Ordem do Grifo de Fogo reunirão artesãos, músicos, artistas e atletas em torno da temática medieval com programação especial também de Dia das Crianças.

O evento contará com atrações das 10h às 18h e inclui bardos medievais, simulação de acampamento histórico dos séculos X e XV, torneios de artes marciais históricas, arremesso de machado e arquearia medieval promovidos pela Ordem do Grifo de Fogo na chácara Refúgio do Vale, em Almirante Tamandaré.

O evento conta com 100 mil metros² de área verde, com trilha e bosque onde adultos, crianças, pets e toda a família podem se divertir com música ao vivo, dança folclórica, artesãos e mercadores temáticos, além da gincana medieval com jogos e contação de histórias para celebrar o Dia das Crianças.

A alimentação no evento conta com foodtrucks e culinária histórica com a Comidas da Sigvord preparando receitas da Escandinávia da Era Viking, tudo voltado para trazer a Idade Média de volta à vida em um ambiente próximo à natureza, aumentando ainda mais todo o encanto do período.

Nesta edição, intitulada “Despedida”, os organizadores e professores André Barreto e Luana Azevedo celebram as amizades criadas na empreitada do Medieval Market, que promove eventos na temática medieval há 5 anos, conquistando pessoas de diversos Estados. Como estão se mudando para continuar os estudos sobre a Idade Média na Europa, a organização incluiu ingressos promocionais que vão desde camisetas temáticas até um hidromel especialmente produzido pela Empório Stonehenge para a ocasião.

MAIS INFORMAÇÕES: ingressos (apenas com compras antecipadas, vagas limitadas: a partir de 30 reais*)

Endereço: Rua João Wicki, 263 (Chácara Refúgio do Vale)

Horário: 10h às 18h no dia 08/10

*Crianças de 0 a 5 anos não pagam

Para adquirir os ingressos, acesse o link: https://www.even3.com.br/despedidamedievalmarket/

Confira a programação do evento no site e nas redes sociais do Medieval Market:

Site: www.medievalmarketbrasil.com.br

Instagram https://www.instagram.com/medievalmarket/ (@medievalmarket)

Facebook: https://fb.me/e/3NVYP1ZPu

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Abertas inscrições para tradicional Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho

Sesc PR

De 22 de agosto a 7 de outubro, artistas do campo das artes visuais de todo o Brasil e do exterior podem inscrever seus trabalhos para a 37ª edição do Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho, promovida pelo Sesc PR em parceria com a Prefeitura de Jacarezinho, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Serão aceitos trabalhos realizados entre 2018 e 2022, nas categorias Convencional (desenho, pintura, escultura, gravura e fotografia) e Não Convencional (objetivo, instalação, performance e videoarte)

As inscrições serão realizadas em duas etapas: a primeira será por meio de formulário eletrônico, disponível AQUI e, a segunda, consiste no envio das obras para o Museu de Arte e Cultura Popular do Norte do Paraná, instalado no Parque Universitário da UENP, na Avenida Marciano de Barro, 700, Bairro Estação - Jacarezinho, Paraná.

A Comissão de Seleção e Premiação analisará e avaliará os trabalhos recebidos seguindo os critérios de originalidade, criatividade, linguagem estética, contemporaneidade e discurso visual ou mensagem. Vinte e três obras serão selecionadas, deste total, 20 propostas receberão o valor de R$ 400 cada e, às três premiadas, serão entregues prêmios no valor de R$ 3.000 para cada.

O prazo limite para entrega das obras é 7 de outubro. O edital completo está disponível AQUI. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3911-3132 ou pelo e-mail salaodeartes.jacarezinho@gmail.com.

SERVIÇO

37º Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho

Inscrições: de 22 de agosto a 7 de outubro

Formulário de Inscrições.

Edital completo.

Mês em homenagem às artes é convidativo para conhecer o legado do artista paranaense João Turin

Agosto é um mês de homenagem às artes, com datas que celebram as atividades artísticas e os profissionais da área. Em 12/08 se comemora o Dia Nacional das Artes, enquanto 24/08 é o Dia do Artista. Por ocasião destas datas, este é um mês convidativo para realizar passeios culturais e visitas a espaços como museus, memoriais e galerias para conhecer mais sobre artistas brasileiros e suas obras, que muito contribuem com a cultura nacional.

Em Curitiba, é possível conhecer de forma gratuita a vida e o legado artístico do escultor João Turin (1878-1949), que tem boa parte de suas obras expostas em espaços públicos da cidade, como diversas praças e também no Memorial Paranista, construído em sua homenagem. Conhecido como o maior escultor animalista do Brasil, realizou esculturas e baixos-relevos não somente de animais (em especial onças, retratadas com realismo), mas também representações de personalidades, povos indígenas, momentos históricos, obras que dialogam com a arte sacra, entre outros temas.

O roteiro cultural pode começar pela Praça Tiradentes, onde há uma estátua do personagem da História do Brasil que dá nome à praça, em uma obra que completa 100 anos. Criada em 1922 quando Turin morava na França, foi exposta no Salão dos Artistas Franceses em Paris, onde recebeu boas referências da crítica francesa. No ano seguinte, participou do Salão Nacional de Belas Artes de 1923, no Rio de Janeiro, tendo recebido na ocasião menção honrosa e um prêmio em dinheiro. No mesmo local, também há obras do artista no Monumento à República.

A cerca de 800 metros de distância, na Praça Santos Andrade, está a Águia de Haia, que integra o monumento a Rui Barbosa. Assim, o roteiro começa a mostrar Turin como escultor animalista. Em outro ponto próximo, na rotatória do Centro Cívico, está uma das obras mais representativas do artista, “Luar do Sertão”, de uma onça rugindo. Originalmente batizada como “O rugir do Tigre”, rendeu ao artista a medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1947. Além de Curitiba, um exemplar está presente também no Rio de Janeiro, na Praça General Osório. É possível encontrar em outros locais públicos da capital paranaense bustos de celebridades assinados por Turin, como o do maestro Carlos Gomes (na praça de mesmo nome).

Jardim de Esculturas - Memorial Paranista João Turin - Onça e Tartaruga - Foto Maringas Maciel.jpg

Memorial Paranista reúne 100 obras do artista
O local mais importante para conhecer João Turin e seu legado artístico é o Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, que conta com uma seleção representativa das obras do artista. Construído pela Prefeitura de Curitiba, o espaço abriga cerca de 100 esculturas e baixos-relevos em bronze de João Turin em uma exposição permanente disposta em dois ambientes: em uma área interna (onde estão a maior parte das obras e também murais com informações sobre a trajetória do artista) e outra externa, que constitui o maior jardim de esculturas público do Brasil, com 13 obras ampliadas em bronze, a céu aberto. Boa parte delas são de onças em diversas situações (em repouso, em combate, brincando com um filhote, etc), com destaque para “Marumbi”, que retrata a luta de dois grandes felinos, em uma ampliação em proporção heróica, com quase 3 metros de altura e 700 quilos. Quem quiser saber mais sobre o artista, também tem a opção de agendar uma visita guiada no site do Memorial Paranista.

A conquista de um espaço privilegiado como este, que proporciona grande visibilidade ao legado de João Turin é um dos pontos mais altos de um trabalho minucioso de levantamento de seu legado: um resgate de ponta a ponta, realizado pela Família Lago, algo até então inédito no mundo das artes. Foi iniciado em 2008, quando tiveram início as negociações com a família do artista, e compreendeu uma série de etapas, como pesquisa, localização de obras, catalogação, recuperação, fundição, entre outras. Foram catalogadas 410 obras, contemplando não somente esculturas, mas também desenhos, pinturas, design de moda e criações arquitetônicas. “Estamos em um caminho de tornar João Turin cada vez mais conhecido e sem dúvida uma exposição permanente é importante nessa estratégia. Além disso, o Memorial Paranista começou a ser apontado como um dos pontos turísticos mais procurados de Curitiba, o que contribui para aumentar a popularidade do artista”, comenta Samuel Lago, um dos gestores da obra de João Turin.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

João Turin - Índio Guairacá II - foto André Castellano (1).jpg

Exposição apresenta quadros inéditos de Theodoro de Bona, na Artestil, a partir de 13 de agosto

Arte que Inspira acontece 95 anos depois da primeira mostra do artista em Curitiba

Abre, no próximo dia 13 de agosto, na Artestil Galeria de Arte, em Curitiba, a exposição Arte que Inspira, com 65 obras do artista paranaense Theodoro de Bona. Com concepção e curadoria de Liliana Cabral, a mostra reúne trabalhos de todas as fases do artista, com obras do acervo da família e de particulares, nunca apresentadas ao público. “A exposição irá surpreender os apreciadores de arte, pois traz óleos e desenhos de fases pouco conhecidas”, explica Liliana.

Sobre o artista

De Bona nasceu em Morretes, no litoral paranaense, e estudou desenho no colégio, a partir de 1912. Mais tarde foi aluno de Gina Bianchi, Ercília Cecchi e Alfredo Andersen. Em 1927, foi bolsista na Academia de Belas Artes de Veneza, retornando para Curitiba nove anos mais tarde. O artista foi cidadão honorário de Curitiba e recebeu a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana. Em sua estada na Europa, participou ativamente de movimentos artísticos. Logo que chegou na Itália juntou-se ao Cà Pesaro, grupo que se destacou pelo esforço em renovar a linguagem e a estética.

Expôs na 17ª Bienal de Veneza, no 50º Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, na Pinacoteca de São Paulo, dentre diversos outros espaços responsáveis pela democratização da arte brasileira. Contemporâneo dos também paranaenses Estanislau Traple e Waldemar Curt Freyesleben, foi professor e inspirou muitos artistas na nova geração paranaense.

Arte que Inspira apresenta os primeiros trabalhos, obras feitas durante seus três períodos em Veneza, obras feitas no Rio de Janeiro, além, é claro, de paisagens paranaenses. A exposição acontece entre 13 de agosto e 18 de setembro, na galeria Artestil. A entrada é gratuita.

Serviço:
Exposição Theodoro de Bona – Arte que Inspira
13 de agosto a 18 de setembro
Das 9 às 18 horas de segunda a sexta-feira
Das 9h30 às 13h30 aos sábados
Galeria Artestil - Rua Carlos de Carvalho, 1663 – Batel

TEKA BRAGA CÔRTES EXPÕE EM NOVA GALERIA DE ARTE EM ITAJAÍ

ARTISTAS DO PARANÁ PARTICIPAM DA EXPOSIÇÃO DE GALERIA DE ARTE EM ITAJAÍ

Estamos a menos de uma semana da inauguração e da exposição de arte da SAVE GLOBAL ART GALLERY do fotógrafo e empreendedor Luiz Todeschi (Tod) que acontece no próximo dia 31 de Maio, em Itajaí, Santa Catarina.

O Luiz Todeschi é um artista premiado em diversos salões e concursos internacionais mostrando e retratando o que de melhor sabe fazer a fotografia. Sempre com uma preocupação com o mundo e a sustentabilidade, é um ser de sensibilidade apurada. Agora a abertura da Save Global Arte Gallery é a realização de um dos seus muitos projetos. O paranaense, durante a pandemia foi morar em Balneário e região, por lá encontrou um lugar que transformou totalmente, com o propósito de ser um ponto de encontro e de conversa sobre arte, cultura e economia criativa, também com um portfólio repleto de potenciais artistas e suas criações.

Participam da primeira exposição alguns artistas do Paraná, entretanto vou destacar em especial as obras da artista visual e gravadora TEKA Braga Côrtes.

TEKA, participa com uma dezena de gravuras selecionadas pessoalmente por Luiz Todeschi no atelier da artista em Curitiba, no início do ano.

Um ímpeto da vontade

Repleta de expressividade e sutilezas, as obras, leia-se Gravuras de Teka Braga Côrtes, nos conduzem por técnicas e meios que surgiram no período medieval e quando processadas pelas mãos da artista, nos trazem o traço significativo da contemporaneidade. São relevos, linhas e cores que com a predominância do preto, que aqui não é a ausência de luz, mas sim a luz gráfica, estabelecem um diálogo aberto e direto com o espectador. Segundo Gaston Barchelard “o poeta é um estado d´alma, a paisagem do gravador é um caráter, um ímpeto da vontade, uma ação impaciente por agir sobre o mundo.” Estamos diante de uma artista paranaense que cheia de ímpeto e vontade nos trás suas ações sobre o mundo. Suas Obras.

A Save Global Art Gallery, acertou em cheio ao trazer para seu espaço os trabalhos de Teka Braga Côrtes uma das mais representativas gravadoras contemporâneas do Brasil.

Carlos Henrique Tullio, Curitiba 26, de maio de 2022. -------------------------------------------------------------------------------

Serviço: A Save Global Art Gallery será inaugurada na próxima terça-feira, dia 31 de Maio, às 20 horas, na Rua Ernesto Schneider, 210 – Itajaí – SC.

Contatos com a artista e gravadora Teka Braga Côrtes em Curitiba @tekabragacortes

EM ANEXO:

- A artista Teka Braga Côrtes. | Fotografia: Carlos Henrique Tullio.

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba – divulga as datas de sua 11° edição

Festival reúne longas e curtas-metragens de todo o mundo e retorna à modalidade presencial, com parte da programação online,
de 1º a 9 de junho

Arte de Bruna Pereira
A nova edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba já tem data para acontecer. O festival, que é voltado a todos os apaixonados pela sétima arte e pela cultura de forma geral, retorna com sua 11ª edição em formato presencial e com parte de sua programação no online, de 1º a 9 de junho.

“Depois de dois anos atuando em formato online, estamos muito felizes em poder voltar a ocupar as salas de cinema, exibindo produções que fogem dos grandes circuitos e que dão a oportunidade para longas e curtas-metragens de todo o mundo de serem apreciados pelos cinéfilos de plantão, além de promover encontros e bate-papos com críticos, cineastas e profissionais da área”, comenta Antonio Gonçalves, um dos idealizadores do Olhar de Cinema.

Entre as salas de cinema e espaços que receberão as produções selecionadas pela curadoria do festival, estão o Cine Passeio (R. Riachuelo, 410 – Centro, Curitiba); Teatro da Vila (R. Davi Xavier da Silva, 451 – Cidade Industrial, Curitiba); Cinemark Mueller (Av. Cândido de Abreu, 124 – Centro Cívico, Curitiba); a Cinemateca de Curitiba (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco, Curitiba); e o Museu Oscar Niemeyer (R. Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba).

A relação completa de filmes selecionados para a edição será divulgada em breve.

Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba retorna em formato presencial e parte da programação no online - Cred Olhar de Cinema/Divulgação
O 11ª Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba ainda será marcado pela volta das mostras Pequenos Olhares, Olhares Clássicos e Olhar Respectivo.

“A Mostra Pequenos Olhares é voltada às crianças e adolescentes e tem o intuito de apresentar a experiência cinematográfica para as mais variadas idades, tornando-a um programa para toda a família. Já a Olhares Clássicos traz um panorama dos mais diversos filmes que marcaram a história do Cinema, passando por diferentes países, cineastas, gêneros e épocas. E a Olhar Retrospectivo dá destaque a um grande nome do cinema mundial, estudando sua trajetória e uma reflexão sobre suas obras”, explica Gonçalves.

O festival ainda reúne as mostras:

- Mostra Competitiva: Reúne longas e curtas-metragens inéditos no Brasil com narrativas que se apresentam de forma envolvente e arriscada, em busca do equilíbrio entre inventividade e potencial de comunicação com o público;

- Mostra Novos Olhares: Reúne longas-metragens com propostas estéticas mais radicais, convidando o público a diferentes sensações, podendo ser um mergulho lírico, investigações das criações alegóricas;

- Mostra Outros Olhares: Reúne longas e curtas-metragens com uma grande variedade de propostas, estilos, linguagens e abordagens que refletem o mundo atual de extremos que vivemos, fazendo um diálogo entre produções inéditas e outras que já possuem trajetória internacional em festivais e mostras recentes;

- Olhares Brasil: Reúne curtas e longas-metragens nacionais inéditos ou que já estiveram em festivais de cinema do Brasil e do mundo;

- Mostra Foco: Destaca a uma obra ainda não conhecida pelo público, ou pouco vista nos circuitos de festivais brasileiros, dando a chance ao público de explorar uma produção ainda em formação e maturação, porém dentro de um conjunto de filmes que contém a força necessária para lançar um nome à posição de cineasta contemporâneo;

- Mirada Paranaense: Convida o público a conhecer as primeiras produções de novos (as) diretores (as), assim como acompanhar obras inéditas de cineastas experientes, resultando em um panorama da produção audiovisual do Paraná;

- Exibições Especiais: Um espaço privilegiado para destaques do cinema nacional, mundial, pré-estreias e para a redescoberta de produções, passando por diferentes culturas, realidades e mesclando elementos do passado e presente para criar possibilidades futuras;

Com o retorno do formato presencial, 11ª edição do Olhar de Cinema promete lotar as salas de cinema da cidade - Cred Olhar de Cinema / Divulgação
CURITIBAlab 2022

Além das mostras especiais dentro do período do festival, o Olhar de Cinema ainda realiza seminários e oficinas gratuitas, em que o público é convidado a refletir e debater sobre a linguagem cinematográfica e seus impactos no espectador.

Há ainda o CURITIBAlab, um laboratório de desenvolvimento voltado exclusivamente para projetos de primeiros longas-metragens de ficção em andamento. A proposta do laboratório é de se consolidar como um espaço de escuta, troca e construção de conhecimentos para quem está iniciando no segmento de longas. Seis projetos brasileiros serão selecionados e, ao longo de quatro dias, receberão consultorias com profissionais de destaque do cinema nacional e internacional.

As inscrições para o CURITIBAlab 2022 podem ser feitas até o dia 21 de abril de 2022, pelo https://www.olhardecinema.combr/curitiba-lab/ .

A 11ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba tem patrocínio da Sanepar, Compagas, Copel, Uninter e Peroxidos do Brasil; apoio do Grupo Servopa e Tintas Verginia; apoio cultural do Projeto Paradiso; e produção da Grafo. O projeto também tem recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba -, com realização do Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura.

Cartaz 11º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba - Arte de Bruna Pereira
Serviço:
11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 1º a 9 de junho de 2022
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Redes sociais: Instagram | Facebook | Twitter
Patrocínio: Sanepar, Compagas, Copel, Uninter e Peroxidos do Brasil
Apoio: Grupo Servopa e Tintas Terginia
Apoio Cultural: Projeto Paradiso
Produção: Grafo
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com realização do Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura

CURITIBALab 2022
Inscrições até o dia 21 de abril: https://www.olhardecinema.com.br/curitiba-lab/

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Escolas públicas de Campo Largo recebem projeto de arte e tecnologia

Tetear Tech é um catalisador de potenciais humanos e contribui para formação cultural de crianças e adolescentes

Com o objetivo de transformar a educação por meio da arte e da tecnologia, a cidade de Campo Largo, pioneira do projeto e da Região Metropolitana de Curitiba, receberá pela nona vez, a partir de 21 de março, o projeto Tetear Tech em escolas municipais e estaduais que beneficiará 600 alunos no ano. Em sua 9ª edição, o projeto realizado pela Criacom e Parabolé, oferece aulas de Artes Plásticas, Musicalização, Circo, Teatro, Dança e CIT – Criatividade, Inovação e Tecnologia.

O projeto Tetear Tech, que ganhou força e espaço nas escolas públicas nos estados do Paraná e São Paulo, traz uma novidade para este ano: essas modalidades, agora, estão inclusas na grade curricular dos estudantes, o que reforça, ainda mais o caráter pedagógico atrelado a tais práticas, assim como valoriza a possibilidade de educar por meio de diferentes linguagens.

O coordenador cultural do Tetear Tech em Campo Largo, Thiago Domingues, está feliz com a retomada do projeto depois das dificuldades da pandemia. “A educação passou por muitas transformações neste período pandêmico. E o projeto fez parte disso também, em que ser flexível nos ajudou muito a encarar as mudanças e adaptações necessárias para se viver em um mundo em constantes alterações. A educação do futuro é a educação para a incerteza. É exatamente isso que trabalhamos com os estudantes, o olhar curioso, a possibilidade de investigar, tentar, encontrar alternativas, colocar em questão preceitos básicos, tudo isso voltado ao âmbito social mais amplo, que valoriza a importância de sermos adaptáveis, conectados, atentos ao mundo e às pessoas com quem vivemos. O Tetear Tech é uma oportunidade de desenvolvimento não apenas profissional, com qualificação nas áreas artísticas e tecnológicas, mas, principalmente, favorece o olhar sensível de cada participante, de maneira a observar e praticar a simplicidade da vida”, conta.

O projeto é um catalizador de potenciais humanos, colaborando com a comunidade escolar para ampliar os horizontes dos estudantes em relação a aplicação prática dos conteúdos curriculares aprendidos na escola e, também, no desenvolvimento de aprendizagem sociais e emocionais - como o trabalho em equipe, a empatia, o autoconhecimento e a comunicação efetiva.

Para isso, as atividades são direcionadas para vivências de processos criativos e experiências estéticas que promovam o contato dos estudantes com as diferentes linguagens artísticas e com atividades de cunho tecnológico, representadas pelo movimento maker e pelo currículo STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), por meio de um viés “mão na massa” e na perspectiva do “aprender fazendo”.

Um dos objetivos do Tetear Tech é contribuir para a formação cultural de crianças e adolescentes de diferentes níveis socioeconômicos, fortalecendo a autoestima de cada sujeito, assim como a inclusão social. Os alunos passam a ter contato com novas perspectivas de aprendizagem, desenvolvem habilidades de trabalho em equipe, acessam diferentes tecnologias e ampliam seu repertório cultural. “O projeto favorece as competências para a vida. Ele possibilita a descoberta, pesquisa, investigação e a criação, tudo isso associado ao conviver em grupo. São as competências socioemocionais”, revela Thiago.

O coordenador ainda fala sobre exemplos reais de participantes do projeto que conseguiram seguir carreira na área. “Ao longo dos anos, uma participante do projeto, depois, virou professora de dança do próprio Tetear e, futuramente, seguiu carreira na área, em Portugal. Sabemos o quanto contribuímos para o desenvolvimento dela. Outro exemplo é de uma aluna de circo que achou que nunca faria a atividade, pois não tinha recursos financeiros para investir em aulas especializadas em tal área. Então, sabemos que realizamos e proporcionamos acesso aos sonhos dos alunos”, revela Thiago.

Outra novidade é que o projeto está pautado nas ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), causando uma aproximação com importantes temas a serem desenvolvidos em relação a agenda 2030, construída e trabalhada pela ONU. Isso fortalece o pensamento sistêmico, o olhar para sustentabilidade e dialoga com as questões sociais e ambientais que afetam a todos e da qual fazemos parte.

Patrocinadores e Apoiadores

O projeto Tetear Tech é uma realização da Criacom e Parabolé através da lei de incentivo à cultura e tem como patrocinadores:

Scala Data Center, Blau Farmacêutica, Oji Papéis Especiais, Frameport, Ademicon, Atlas Eletrodomésticos, Caterpillar, ScanSource, ArcelorMittal, Gonvarri, Artely, Metisa e Ritmo Logística.

Apoiadores

Instituto CLQ e Prefeitura Municipal de Campo Largo.

Instituição Beneficiada

Hospital Pequeno Príncipe.

Exposição permanente de João Turin em espaço público promove acessibilidade da arte

As 100 obras mais representativas do artista podem ser apreciadas gratuitamente no Parque São Lourenço, em Curitiba, contribuindo para a popularização do legado deixado por João Turin

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Uma seleção representativa das obras do artista João Turin (1878-1949) está hoje acessível em um ambiente público, e pode ser apreciada gratuitamente por todas as pessoas que visitarem o Parque São Lourenço, na cidade de Curitiba. Lá foi construído pela Prefeitura da cidade o Memorial Paranista, em homenagem ao artista como um espaço para preservação e difusão de obras de arte, que abriga cerca de 100 esculturas e baixos relevos de João Turin em uma exposição permanente e em um jardim de esculturas ampliadas, a céu aberto. “Ser público e de graça nos aproxima do ideal de popularização da arte. O local passa a ser um espaço de convivência”, afirma Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais do artista.

A conquista de um espaço privilegiado como este, que proporciona grande visibilidade ao legado de João Turin é um dos pontos mais altos de um trabalho minucioso de levantamento de seu legado: um resgate de ponta a ponta, realizado pela Família Lago e SSTP Investimentos, algo até então inédito no mundo das artes. Iniciado em 2008, quando tiveram início as negociações com a família de João Turin, o resgate compreendeu uma série de etapas, tais como pesquisa, localização de obras, catalogação, recuperação, fundição, entre outras.

Foram catalogadas 410 obras, contemplando não somente esculturas, mas também desenhos, pinturas, design de moda e criações arquitetônicas mostrando o quanto João Turin foi um artista versátil. As cerca de 100 obras presentes no Parque São Lourenço compreendem esculturas e baixos relevos em bronze. Antes do resgate artístico, muitos trabalhos deixados pelo artista estavam disponíveis apenas em gesso. “Estamos em um caminho de tornar o João Turin cada vez mais conhecido e sem dúvida uma exposição permanente é importante nessa estratégia e funciona super bem”, comenta Samuel Lago.

Construído pela Prefeitura de Curitiba e inaugurado em maio de 2021, o Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, reuniu quase 100 obras de Turin graças a uma junção de esforços. Das 15 esculturas ampliadas, 12 foram compradas pela Prefeitura, e as outras 3 foram doadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), por meio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura). 78 esculturas em tamanho original foram doadas pela Família Lago para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura de Curitiba em regime de comodato.

“É muito significativo ter um espaço de exposição permanente para um artista como João Turin, que retrata o imaginário do povo paranaense. Isso é muito importante como reconhecimento ao artista e como reforço de auto-estima do paranaense, que é um povo multifacetado devido a suas influências de colonização. É imprescindível que as pessoas conheçam os artistas locais. A gente só consegue isso com algo de larga extensão como uma exposição permanente, pois uma exposição temporária não teria esse alcance”, avalia Samuel Lago.

Na área externa há um Jardim de Esculturas com mais 13 obras em bronze, que podem ser vistas pelo público que visitar o parque. Todas essas esculturas são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é Marumbi, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta. Para agendar uma visita guiada, basta fazer um agendamento através do site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista.

Além de um reconhecimento de preservação cultural tão importante, o Memorial Paranista é também uma oportunidade de incentivar o turismo na cidade de Curitiba. “Do ponto de vista econômico para a cidade é muito interessante, pois tem um grande potencial de se tornar um local de visitação de turistas, como a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, que ficam próximas do Parque São Lourenço”, observa Samuel Lago.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios do Paraná, Rio de Janeiro e na França. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do estado do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

Hostel Bebel é opção de hospedagem para os participantes da 39ª Oficina de Música de Curitiba

Evento será realizado de 16 a 30 de janeiro, em formato híbrido, tanto na etapa pedagógica quanto na programação de espetáculos, shows e concertos abertos ao público que acontecerão em teatros, parques, cinemas, bares e igrejas espalhados pela cidade
A Fundação Cultural e o Instituto Curitiba de Arte e Cultura confirmaram a realização da 39ª Oficina de Música de Curitiba de 16 a 30 de janeiro, em formato híbrido, tanto na etapa pedagógica quanto na programação de espetáculos, shows e concertos abertos ao público. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de janeiro pelo site www.oficinademusica.curitiba.pr.gov.br.

A 39ª Oficina de Música de Curitiba terá as atividades divididas nas seguintes fases: música erudita (16 a 22 de janeiro), música antiga (16 a 29 de janeiro) e música popular (23 a 30 de janeiro).

Marcada pela descentralização e pela oferta à população de uma programação intensa, a Oficina de Música traz nesta 39ª edição apresentações de música erudita à popular brasileira em espaços por toda a cidade: teatros, parques, cinemas, bares e igrejas, promovendo o acesso de diferentes plateias ao talento de artistas nacionais e internacionais e as demonstrações do aprendizado dos alunos da Oficina.

Onde se hospedar

Com fácil acesso para os locais que acontecerão as atividades da 39ª Oficina de Música de Curitiba, o Hostel Bebel, a mais nova opção de hospedagem de Curitiba, está disponível para receber as pessoas que vierem à capital para participar ou acompanhar o evento.

O Hostel Bebel fica na Rua Vinte e Quatro de Maio esquina com a Rua Engenheiros Rebouças, no bairro Rebouças. O prédio se destaca no local pela sua arquitetura e cores; à noite, ganha uma iluminação toda especial que chama muito a atenção porque valoriza ainda mais o visual.

Construído na década de 1940, o Hostel Bebel tem a capacidade para receber 50 pessoas e dispõe de dois quartos coletivos com 12 leitos, três suítes (uma é pet friendly) com aparelho de tv, três quartos para família e um quarto preparado para pessoas com deficiências e idosos com toda a acessibilidade e estrutura necessárias. O espaço ainda oferece lockers individuais e com chaves, roupa de cama, cozinha e banheiros compartilhados e um deck superior para lazer com mesa e churrasqueira, além de uma vista panorâmica da cidade. Além disso, o hostel tem a Sala Mercedes com televisão e lareira e o Espaço Gagá com redes para descanso. As diárias variam de R$ 70 a R$ 90 por pessoa, o café da manhã é opcional com agendamento, bem como o aluguem de tolhas.

Para mais informações e reservas acesse www.hostelbebel.com.br ou via whatsapp (41) 9 9957-1547.

A arte de João Turin é tema de cursos no Memorial Paranista

Artista que foi um dos fundadores do movimento conhecido como Paranismo tem sua obra preservada por meio de exposição permanente e também por uma série de atividades artísticas para pessoas de todas as idades no Memorial Paranista

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Foto: Cido Marques/FCC

O legado artístico do escultor João Turin (1878-1949) está perpetuado no Memorial Paranista não apenas pela exposição permanente de cerca de 100 obras do artista no local, mas também através de cursos e oficinas que fazem referência a este importante nome da arte do Paraná. Turin, que foi um dos fundadores do movimento artístico conhecido como Paranismo (que buscava construir a identidade do estado do Paraná por meio da arte e de símbolos locais), se destacou criando esculturas e baixos relevos sobre animais selvagens, povos indígenas e reproduções de momentos históricos.

Construído no Parque São Lourenço pela Prefeitura de Curitiba, o Memorial Paranista conta com diversos espaços culturais e educativos. Os cursos e oficinas são realizados em um Liceu de Artes. A área interna de exposição tem 78 esculturas de João Turin em tamanho original que foram doadas pela Família Lago (detentora dos direitos autorais do artista) e pela SSTP Investimentos, para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura em regime de comodato. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta.

Desde o mês de outubro, o Liceu de Artes realiza diversas atividades artísticas gratuitas para pessoas de todas as idades. Entre elas está a oficina de escultura, direcionada para crianças, que se relacionam com técnicas básicas de modelagem feita com argila, um dos materiais mais utilizados por João Turin. Esta oficina tem sido oferecida ao público mensalmente, com algumas variações. No mês de dezembro, ela é realizada não só com crianças, mas também com seus pais, avós, ou outros parentes, com a proposta de estimular habilidades artísticas e a criatividade em grupos familiares de até 4 pessoas.

Em outra oficina, chamada “Imagens afetivas”, pessoas com mais de 60 anos entram em contato com suas memórias e experiências com o objetivo de se aproximarem das narrativas próprias de João Turin para desenvolver inspiração para produções artísticas com diversos materiais como fotografias, pinturas, gravuras e colagens.

A programação também contempla palestras relacionadas à obra do artista, como ocorreu em “Diálogos entre a escultura de João Turin e a fotografia na Illustração Paranaense”. De caráter acadêmico, essa palestra trouxe reflexões sobre as imagens no Paraná dos anos 1920, especialmente as esculturas de Turin e as fotos publicadas em uma revista daquela época.

“O trabalho desenvolvido no Liceu de Artes do Memorial Paranista João Turin é de imensa importância, pois permite que crianças, famílias, jovens, adultos e estudantes universitários tenham oficinas, palestras, atividades formativas e informativas acerca dos temas ligados às artes e à cultura. O próprio João Turin, como um dos professores fundadores da escola de Belas artes do Paraná certamente ficaria feliz em ver toda esta movimentação”, comenta Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais de João Turin.

As inscrições para os cursos ocorrem no início de cada mês no site www.sympla.com.br/memorialparanista. As vagas são limitadas e as oficinas respeitam as regras sanitárias e os decretos municipais de combate à Covid 19. O uso de máscaras e o distanciamento entre pessoas é obrigatório. O limite de capacidade respeita o decreto municipal vigente no momento da oficina.

"As atividades no setor educativo do Memorial Paranista têm tido grande procura, especialmente as oficinas infantis. Notamos nas crianças uma curiosidade muito grande em relação às obras de João Turin, elas têm questionamentos muito contundentes sobre os processos de criação e de execução das peças. Aproveitamos essa curiosidade para trabalhar experiências que vinculem o acervo do Memorial ao imaginário infantil", destaca Desire Fabri, coordenadora do Memorial Paranista.

Exposição permanente
Inaugurado em maio de 2021 no Parque São Lourenço, o Memorial Paranista é um espaço de preservação e difusão de obras de arte em Curitiba. Possui um Jardim de Esculturas com 13 obras de João Turin em bronze, que podem ser apreciadas pelo público que visitar o parque. Todas essas obras são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é “Marumbi”, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. O Memorial também conta com três edificações interligadas por uma galeria com cobertura de vidro. Para visitar a exposição de João Turin na parte interna é necessário fazer um agendamento através do site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios paranaenses, no Rio de Janeiro e até na França, onde o artista tem exposta uma Pietá, feita em 1917. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

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Foto: Daniel Catellano/SMCS

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Foto: Maringas Maciel

Arranjos geométricos é o título da extensa série de pinturas que Celso Orsini

Vem realizando ao longo da pandemia, da qual ele reservou algumas das mais bem sucedidas para exibir nesta sua individual em Curitiba. É fácil imaginar a rígida disciplina de trabalho do artista, os dias passados no atelier em isolamento ainda maior, posto que sua localização na edícula de uma casa por si só já convida a solidão e ao silêncio, fazendo-o esquecer, até por tornar quase inaudível, o ruído baixo e incessante do fluxo de carros e caminhões pela avenida dos Bandeirantes, distante dali dois quarteirões, que ao seu final liga São Paulo às rodovias que levam ao litoral e ao Rio de Janeiro. Nada disso o perturba. Nada? Bem, apuremos o olhar:
Todas essas pinturas nascem de um evidente desejo de ordem, expresso em planos quadrados e retângulos coloridos, justapostos, eventualmente arranjados entre planos magros retilíneos, linhas retas, pode-se dizer, muito embora seja difícil definir quando elas, linhas, se transformam, por inchaço, em plano, metamorfoseiam-se em um outro ente geométrico. Essa é uma ambiguidade dessa série fundada em ambiguidades. Lembremo-nos de Plotino, que escreveu “Num círculo, o centro é naturalmente imóvel; mas, se a circunferência também o fosse, não seria ela senão um centro imenso”, sinalizando o caráter ambíguo da geometria, um dos parâmetros da nossa capacidade de elaborar precisões e certezas. Pois bem, todas as pinturas de Celso Orsini trazem consigo a falência das certezas, do impulso de organização que subjaz a nossas ações, das extraordinárias às triviais. Notemos que a maior parte das formas geométricas mencionadas estão como que abafadas, recobertas por véus, por camadas finas de tinta, mais ou menos homogêneas, mais ou menos densas, como a água que escorre pelos vidros embaçando-os, tornando difuso o mundo lá fora, convidando-nos a assoprá-lo, condensando o nosso hálito, para em seguida passarmos o dedo desenhando sobre ele. Trata-se de um hábito que trazemos desde sempre, mas não seria ele uma boa metáfora da nossa distância do mundo?
Examinemos a magnífica Arranjos geométricos 6, de um metro e meio de altura por um e setenta de largura, cujo azul profundo -Ultramar- cuida em eclipsar todas as formas existentes, as linhas verticais e horizontais, melhor dizendo, os planos mais ou menos esquálidos, que variam do branco ao preto. Gostaríamos, talvez, de ver as formas de modo nítido, seus contornos bem delimitados, mas o artista prefere que isso não se dê. Coisa semelhante acontece nas telas vermelhas, produzidas a partir de jornais, tomando como base a organização reticular das imagens e textos com os quais despeja-se informações sobre o mundo que nos cerca, do mundo imediato, tangível, as notícias de porções distantes do planeta, às vezes até de fora do planeta. Nelas também o impulso de organização que perpassa nossas atitudes, submerge no imponderável.
Realizadas em plena pandemia, as pinturas recentes de Celso Orsini, fundadas na ambivalência, na oposição entre certeza e a dúvida, são filhas de um tempo em que nossas vidas são postas em risco, totalmente desestabilizadas, pelos caprichos de um vírus tão sutil e ardiloso que alguns, como os Inocentes do Leblon, do grande Drummond, insistem em se manter alheios a eles, seguem acreditando num
óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem

Agnaldo Farias
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Obras de arte serão leiloadas para ajudar pessoas em tratamento contra o câncer

Os recursos serão destinados aos pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade social
No próximo dia 26 de outubro (terça-feira) ocorrerá um leilão beneficente de obras de arte para gerar recursos em prol de pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade social. Não há lance mínimo e todas as pessoas podem participar. Metade da renda obtida por meio da iniciativa será destinada à ONG Anjos Sem Asas, dedicada exclusivamente para a oncologia. No total serão oito pinturas que retratam o céu de Curitiba. As obras são inéditas de autoria da artista plástica Raquel de Andrade. O leilão começa às 18h e ocorrerá por meio da plataforma www.kronbergleiloes.com.br.

“Há muitas pessoas sem condições para arcar com despesas básicas e inerentes ao tratamento do câncer. Algumas delas vêm de cidades do interior, outras são estrangeiras, refugiadas, que já lidam com diversas dificuldades pregressas à própria doença”, revela Liz Tratz, fundadora da instituição Anjos Sem Asas, beneficiada pelo leilão.

Diante desta realidade, a jornalista e artista plástica Raquel de Andrade criou a exposição “Céus de Curitiba”, como um vislumbre de novos dias, horizontes e fé na cura, para passar adiante sua visão sobre Curitiba e uma mensagem de esperança para os que lidam com o desafio de superar o câncer. “Sou carioca, muito ligada à natureza, o que sempre me levou a contemplar o céu de Curitiba, elemento que considero um dos mais bonitos e fascinantes da capital paranaense. Suas cores, nuances, texturas e formas me inspiraram a criar oito obras, por meio das quais resumo a fé em dias melhores, enquanto também desejo contribuir com a causa oncológica”, comenta.

Andrade diz ainda que escolheu a instituição Anjos Sem Asas porque, além da causa ser séria, considera a aplicação de todos os recursos muito transparente. “Percebi que a instituição é extremamente idônea, o que se somou à sensibilidade quanto a esta causa humanitária, para que a Anjos sem Asas fosse contemplada”, explica.

“Céus de Curitiba” reúne acrílicas sobre tela, em diferentes formatos e dimensões e estará disponível no dia 26, às 18h, por meio da plataforma de leilões www.kronbergleiloes.com.br.

Serviço
Leilão beneficente em prol de pacientes com câncer
Data: 26/10, às 18h
Onde: Na plataforma de leilões www.kronbergleiloes.com.br

INTERVENÇÃO CULTURAL EM CURITIBA PROMOVE A UNIÃO DA ARTE DO SKATE COM O GRAFITE

“O 8º festival de Graffiti Street of Styles - vai reunir na capital paranaense, nos dias 17 e 18 de julho, artistas de diversas partes do país, em um movimento de expressão e revolução da arte visual na Curitiba Skate Park” street_of_styles