Referência do metal europeu, In Flames confirma show em Curitiba

A banda sueca carrega um vasto repertório que atravessa mais de três décadas de carreira. Apresentação acontece na Ópera de Arame, no dia 26 de abril

Curitiba, fevereiro de 2026 - Um dos nomes mais influentes do metal europeu, o In Flames acaba de confirmar seu retorno ao Brasil em 2026. Como não poderia ser diferente, a turnê da banda sueca no país terá, além da cidade de São Paulo, Curitiba na agenda: dia 26 de abril, com única apresentação na Ópera de Arame, com assinatura Bangers Open Air, Planeta Brasil Entretenimento e Honorsounds. A banda, formada em 1990, na cidade de Gotemburgo, é reconhecida por sua contribuição ao death metal melódico e por uma trajetória que atravessa gerações sem perder relevância.

Idealizado pelo guitarrista Jesper Strömblad, o In Flames começou como uma proposta ousada no underground, mesclando a agressividade do death metal com harmonias melódicas inspiradas no metal tradicional. Essa fusão logo se tornaria a base do chamado Gothenburg Sound, estilo que definiria toda uma geração do metal melódico escandinavo. Com 13 álbuns de estúdio e uma carreira construída entre tradição e reinvenção, o grupo mantém como marca a combinação de riffs precisos, melodias marcantes e composições que equilibram agressividade e densidade emocional.

Desde os primeiros trabalhos, como “Lunar Strain” (1994) e “The Jester Race” (1996), até títulos que ampliaram seu alcance global, como "Soundtrack to Your Escape" (2004) e "Come Clarity" (2006), a banda construiu um repertório que dialoga tanto com os fãs da fase clássica quanto com o público que a acompanhou nas transformações sonoras dos anos 2000 em diante. O resultado é um repertório que sustenta apresentações intensas, com setlists que costumam atravessar diferentes momentos da discografia.

Em Curitiba, o In Flames vai apresentar a turnê mundial do aclamado álbum "Foregone", de 2023, que celebra as mais de três décadas de carreira da banda. A formação atual reúne Anders Fridén (vocal), Niclas Engelin (guitarra), Björn Gelotte (guitarra) e Joe Rickard (bateria), músicos responsáveis por sustentar a identidade sonora que projetou o In Flames.

O show da banda In Flames em Curitiba acontece no dia 26 de abril, na Ópera de Arame, com abertura dos portões a partir das 19h. Os ingressos estão à venda pela plataforma Disk Ingressos (www.diskingressos.com.br). Mais informações nos perfis oficiais no Instagram: @planetabrasilentretenimento, @honorsounds, @bangersopenair e @inflames.

Grupo Magiluth vai dar “festão tecnobrega” na Ópera de Arame

Dividida em duas partes, releitura de “Édipo Rei” tem forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” das redes sociais

*Por Sandoval Matheus

Habitués do Festival de Curitiba, os pernambucanos do Magiluth frequentam o maior evento de artes cênicas da América Latina há quase 15 anos. Aportaram por aqui pela primeira vez na edição de 2012, e logo de cara com três espetáculos: “Aquilo Que Meu Olhar Guardou Pra Você”, “O Canto de Gregório” e “1 Torto”, os últimos dois pela Mostra Fringe. Também pelo Fringe, voltaram no ano seguinte, com “Viúva, Porém Honesta”. Dali pra frente, estiveram mais três vezes na Mostra Oficial, rebatizada em 2022 de Mostra Lucia Camargo, com “Dinamarca” (2018), “Estudo Nº 1: Morte e Vida” (2022) e “Apenas o Fim do Mundo” (2024).

Em 2026, o Magiluth chega à programação do 34ª edição do Festival de Curitiba com a peça “Édipo REC”, uma releitura da tragédia grega de Sófocles com forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” nas redes sociais. Dividido em duas partes, o espetáculo começa com um “festão”, nas palavras do dramaturgo Giordano Castro. “É discotecagem, música pra balançar, pra dançar. A gente convida o público pra estar no palco, bebendo e tudo mais”, conta, em entrevista.

As sessões acontecem nos dias 08 e 09 de abril, às 20h30, e ajudam a marcar o retorno da programação do Festival de Curitiba à Ópera de Arame. “A proposta é fazer a coisa ficar gigantesca. São mais de mil e quinhentos lugares.” Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Fundado em 2024, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Magiluth é hoje um dos grupos teatrais mais respeitados do país, batizado com o acrônimo produzido a partir das iniciais de seus quatro fundadores: Marcelo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Thiago Liberdade.

Da trupe original, ficaram Lucas e Giordano, que no decorrer dos anos ganharam o acréscimo de Bruno Parmera, Mário Sergio Cabral, Pedro Wagner e Erivaldo Oliveira. Erivaldo, inclusive, faz uma ponta de “O Agente Secreto”, filme de Kléber Mendonça Filho indicado ao Oscar em quatro categorias, entre elas Melhor Seleção de Elenco.

Em “Édipo REC”, pensada como parte das comemorações dos vinte anos do grupo, em 2024, todos estão no palco, com a atriz convidada Nash Laila. A produção é do próprio Grupo Magiluth e do Corpo Rastreado.

A peça ainda reedita a parceria com o encenador paulista Luiz Fernando Marques, o Lubi, que pela quarta vez dirige uma peça da companhia. “A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste a camisa. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth”, brinca Giordano.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
No quê vocês basearam a montagem dessa versão tão inusual de Édipo Rei?

Tudo começa com a ideia de fazer um espetáculo pra comemorar os 20 anos do Magiluth. A gente queria algum clássico, alguma coisa que fosse marcante. E a ideia primeira era pensar num espetáculo que fosse uma celebração, uma festa mesmo.

Quando a gente chega no Édipo e começa a estudar a estrutura dramatúrgica da peça, percebe que existem leituras possíveis dentro dela. Uma delas, que talvez a gente siga muito mais do que a da peça original, é a do filme do Pasolini.

O filme tem uma primeira parte imaginando o que aconteceu antes, e na segunda parte ele usa basicamente a estrutura da peça original. É isso que a gente pega pra fazer o espetáculo.

Então, quem for assistir ao Édito REC vai pegar toda a trajetória do Édipo, não somente o Édipo do Sófocles, a gente faz uma atualização pensando o que aconteceu antes.

Quando a gente começa a fazer o espetáculo e a pensar sobre ele, uma das coisas que chama muito a nossa atenção é que a tragédia do Édipo é uma tragédia pela busca de se conhecer. A busca por tentar entender a si mesmo vai revelando a sua própria tragédia.

Hoje, a gente tem um excesso de informação o tempo todo, não só daquilo que a gente consome, mas também do que dá pro mundo. O tempo todo todo mundo tem uma câmera, está criando conteúdo, alguma coisa sobre si. E a discussão que a gente faz é: o que você revele que é de fato verdadeiro, o que é você por trás de tudo isso? Nessa busca por tentar saber quem é, o Édipo vai encontrando a própria tragédia.

É um espetáculo que flerta, faz uma junção, de toda a trajetória do Magiluth nesses 20 anos. Tem um flerte muito grande com a linguagem audiovisual, algo que a gente sempre traz muito forte pra dentro das peças do Magiluth. É por isso também que a Nash está conosco. A Nash é uma atriz que, se você pegar os dez últimos filmes pernambucanos que foram feitos, ela está em oito. É uma cara muito comum no cinema pernambucano.

Nessa primeira parte da peça o Édipo é um DJ. Tem também um beijaço, certo? Fala um pouco dessa festa.

A gente faz na peça uma divisão clássica do teatro grego. A primeira parte é comédia, a segunda é tragédia, tentando fazer com o que o público perceba que, pra você ter a dimensão da tragédia, você tem que viver um momento de festa: “Opa, a coisa virou”. É uma peça em que você experimenta isso. A primeira parte é uma festa mesmo, a gente convida o público pra estar conosco, dançando, cantando, beijando, sarrando.

Isso dura uma hora. O público vai estar uma hora com o DJ Édipo. Dentro do espelhamento que a gente faz da peça, o antigo DJ, o DJ Laio, morreu misteriosamente numa situação e violência. E quem assume agora a festa é esse novo DJ que chega na cidade, esse forasteiro, o DJ Édipo, que traz de volta a alegria pra aquele lugar. Então, assim, é festão mesmo, discotecagem, música pra balançar, pra dançar, a gente convida o público pra estar com a gente no palco, bebendo e tudo mais.

A proposta da gente é essa e dentro da Ópera de Arame é fazer a coisa ficar gigantesca, né? São mil e poucos lugares. Depois, num segundo momento, a gente convida o público a sentar e a assistir a tragédia desse Édipo.

No material de divulgação, vocês chamando Édipo REC de “uma tragédia à la Magiluth”. Como você define isso?

É fazer com que você viva a experiência, de fato. Os espetáculos do Magiluth tem a proposta de fazer o público participar de uma forma muito ativa, vivenciar aquela situação. Muito mais do que assistir ou apreciar, é fazer com que essa experiência seja uma experiência de fato imersiva. É uma das coisas que a gente foi entendendo dentro da linguagem do grupo.

Dentre todas as possibilidades à mão, por que Édipo?

Talvez porque, dentro dos clássicos, foi o que a gente conseguiu ver de forma mais palpável esse flerte com o cinema? Quando a gente encontrou a obra do Pasolini – talvez ela tenha aparecido pra gente até antes do que o próprio Édipo. Foi uma busca pra ver onde o teatro e o cinema se encontravam de alguma forma. O filme do Pasolini é muito forte.

A gente também assiste a um filme muito legal chamado “O Funeral das Rosas”, um filme japonês da década de 60, uma adaptação que tem uma travesti fazendo o Édipo. E isso deu um bom na cabeça da gente, maravilhoso.

É um filme feito na década de 60, numa sociedade super restrita, cheia de valores muito arraigados, e ao mesmo tempo é absolutamente contemporâneo. Quando a gente terminou de assistir, eu fazia assim: “Não é possível. De quando é que esse filme, gente? Parece que foi feito no ano passado”.

Foi quando a gente viu a possibilidade dramatúrgica que essa peça poderia dar. Se a galera fez isso em 60, vai o Édipo virar DJ é fichinha.

Agora, queria que você falasse um pouco da parceria com o Luiz Fernando Marques, o Lubi. Como ela se consolidou? Por que vocês se deram tão bem trabalhando juntos?

Trabalhar com o Lubi é muito fácil e gostoso, porque ele é um diretor que propõe e dirige muito numa ideia de parceria, horizontalidade, o que pra gente é muito caro. O Magiluth é um grupo que está caminhando pra 22 anos, e que foi se consolidando por essa relação de horizontalidade.

Quando a gente encontra um parceiro como Lubi, um diretor que vem pra trabalhar com o material da sala de ensaio, um material que a gente pensa de forma coletiva, isso é muito legal. A gente se sente muito respeitado por trabalhar com ele dessa forma, sabe? De fato, somos atores-criadores, e o Lubi é um diretor que tem uma escuta e uma sensibilidade muito forte pra entender os anseios desse grupo. Quando a gente propõe um projeto pro Lubi, a primeira pergunta que ele sempre faz é: “Tá bom, mas como é que vocês querem fazer essa peça?”. Nunca é uma proposta tipo: “Ai, eu queria que a gente fizesse a peça assim”.

Isso é muito legal. Acaba que no resultado final da peça, todo mundo está muito empoderado sobre aquilo, sabe muito o que está fazendo. A gente está em cena muito completo, porque é uma criação de fato coletiva.

O Lubi é um diretor muito sensível, e com um olhar para as questões e discussões contemporânea. Ele consegue fazer com que a gente perceba dentro da peça discussões que são muito importantes trazer pro nosso tempo de agora. É um cara muito bom de trabalhar. A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste muito mais a camisa do que a gente. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth.

Vocês também já disseram que fizeram essa trabalho porque gostariam de entender o que faz as pessoas saírem de casa pra assistir a uma história tão antiga. Conseguiram?

As peças são clássicas porque o tempo todo elas têm coisas muito humanas pra dizer. As questões humanas que atravessam essa peça, ou tantos outros clássicos, são questões que nos atravessam o tempo todo. Ela não se torna uma peça data, porque ela não está falando sobre uma situação específica, está falando sobre gente.

E quando a gente faz o Édipo, começa a entender e a levantar a peça, começa a perceber que existem muitas coisas dentro dela que são sobre nós, sobre nossa relação social, individual, sobre a relação do indivíduo com o meio. Viver essa experiência é responder muita coisa sobre si, sabe?

Por isso todo mundo sempre volta pra ver. O Édipo não é um cara que matou o pai, ficou com a mãe e agora está descobrindo a própria tragédia. Isso é Freud. É como Freud leu a peça. O Édipo está dizendo: cara, quem eu sou? Quem eu sou no meio disso aqui? Tipo, o mundo está acontecendo ao meu redor e eu estou querendo entender. Obviamente que não são respostas diretas, matemáticas.

Na montagem, o corifeu [no teatro grego, responsável por fazer a ponte entre o coro e os atores] da peça original é representado por uma câmera que fica captando e reproduzindo as imagens. E você mesmo antes levantou uma crítica ao excesso de produção de fotos e vídeos que a gente faz hoje, nas redes sociais. Como a peça trata isso?

Existem dois personagens que carregam a peça e que são importantíssimos pra contar e alinhavar essa história: o coro e o corifeu. O coro, na figura de uma mestre de cerimônias, uma drag queen, que convida as pessoas a viver tudo aquilo. E o corifeu que observa a situação.

A discussão que a gente vai trazendo na peça é a partir desses dois personagens, que vão revelando suas questões. O coro vai falando pro corifeu que, por mais que a gente tenha hoje um excesso de câmeras, um excesso de filmagens, um excesso de informações, ainda assim isso é um recorte. Não tem a ver com a experiência de tudo aquilo.

E aí em algum momento a gente começa a brincar dentro da peça com a experiência do é o cinema e o que é o teatro. E como a gente faz com que aquilo ali esteja vivo.

Por mais que o corifeu vá fazendo um recorte e ajudando a gente a fazer a leitura da peça a partir desses recortes, ainda assim a experiência completa tem a ver com presença, com o fato de estar ali e vivenciar tudo aquilo. E aí entra essa discussão sobre as redes sociais, né?

Uma coisa é aquilo tudo que eu posto no meu Instagram, o recorte que eu dou. E o recorte que eu dou no meu Instagram sou eu, Giordano, pai de família, artista, apaixonado pelo seu filho, e quem me acompanha, chega e diz: “Nossa, é tão legal ver teus vídeos com o seu”. Beleza, mas isso é quando eu estou na câmera. Fora da câmera, ninguém viu que esse final de semana eu dei um beliscão nele. E ele ficou puto comigo, e que eu briguei com ele. Porque aquele recorte que eu postei no Instagram é um recorte específico, mas na vida, criar uma criança, viver um relacionamento, viver essas dores, é uma outra coisa. Tem essa discussão dentro da peça: o que é real e o que é ficção? O que é real e o que você está recortando?

O cinema ou o teatro dão conta dos dias de hoje?

Eu acho que não. Tanto um quanto o outro são sempre um recorte artístico daquilo ali. Tem muito mais a ver com a ideia de proporcionar uma experiência estética.

A vida vai ser sempre a vida, sabe? Não tem como. Por mais que a gente faça e aconteça, ainda assim vai ser um recorte estético e artístico. O que a gente propõe é que, mesmo que seja uma experiência estética coordenada e encaminhada por um grupo de artistas, ainda assim ela seja sensorialmente quente, sabe?

Nesses quase 22 anos, como é a relação do Magiluth com a cidade de Recife? Parece que vocês têm até um tipo de fã-clube, certo?

Eu acho que uma das coisas que a gente conseguiu fazer nesses 22 anos de coletivo foi uma construção artística e estética muito alinhada com o pensamento de uma geração da cidade. Em Recife, Pernambuco como um todo, a gente tem uma ideia cultural muito apaixonada pela cidade. Eu tava agora no carnaval vendo isso. Não sei se em outro lugar as pessoas usam a bandeira do estado como roupa, como em Pernambuco. No carnaval a gente canta o hino da cidade, como quem está cantando uma música de carnaval.

Essa relação com a cidade é uma coisa muito forte, que tem a ver com uma construção passada, que veio antes de nós, mas que continua acontecendo. O Magiluth é muito fruto da continuidade de um legado cultural pernambucano. E falando da sua aldeia, você fala do seu mundo, né?

Agora parece que a camisa da Pitombeira [Pitombeira dos Quatro Cantos, tradicional bloco de carnaval de Olinda] se tornou uma segunda farda brasileira, todo mundo tem uma camisa da Pitombeira, e isso tem muito a ver com o filme do Kleber [Mendonça Filho], que usa elementos da cultura pernambucana pra falar sobre uma ideia de Brasil.

Quando “O Agente Secreto” está discutindo a memória brasileira, essa memória apagada, esquecida, causada por uma anistia e uma ditadura militar absolutamente violenta, e pra isso usa elementos fantásticos como a perna cabeluda, alguns críticos de cinema falaram: “Ah, mas parece algo muito localizado”.

Aí você fala: “Tá bom, você acha isso localizado, mas você lê ‘Cem Anos de Solidão’ e se emociona e, sei lá, quando é que você foi na Colômbia? Ou ouviu aquele realismo fantástico?”. São elementos que estão contando aquela história.

E quando a gente chega no Magiluth, é um grupo muito pautado, muito enraizado na cultura de uma cidade, de um estado, o tempo todo dialogando com questões nossas, mas que têm a ver com o mundo, sabe? É festa que a gente propõe no Édipo é uma discotecagem de qualquer festa de Recife. Tem som, grave alto, uma batida tecnobrega pernambucana, essa coisa toda. A gente é muito feliz de ser uma companhia com 22 anos sediada em Recife, sabe?

E já que a gente entrou no assunto, qual é a sua avaliação de “O Agente Secreto”?

Eu acho impecável, maravilhoso. Erivaldo, do Magiluth, está no filme. A gente fez até uma camisa na onda de que ele vai trazer o Oscar pra gente. É um filme que muitos amigos e parceiros fazem e participam. Eu saí muito emocionado do cinema. Eu acho realmente uma obra-prima, o melhor filme do Kléber, mesmo.

Eu acho que é um filme de uma densidade e de uma importância muito grande, principalmente nesse processo que a gente está vivendo, que chegou tão perto da perda de uma conquista tão dura que foi a democracia.

No final do filme, na última cena, quando menina chega pra conversar e um dos personagens do Wagner diz: “Então, você sabe mais do meu pai do que eu. Eu não sei nada do meu pai”. Caralho. Foi de uma geração pra outra que tudo se apagou, sabe? Eu acho assim que é um filme que vai trazer alguma coisa, sabe? Tem uma qualidade muito foda.

Trouxe bastante já, vários prêmios. Agora o pessoal está na expectativa do Oscar.

É, já trouxe bastante. Só pra Pitombeira, já pagou dois carnavais. Então, já trouxe muito.

Hoje, vocês são um os grupos mais respeitados do país, mas imagino que seja difícil se manter por mais de 20 anos fazendo teatro. Já fizeram muita coisa, não exatamente por vontade artística, mas por necessidade de sobreviver?

Já, já. Fizemos muito. Hoje, com 22 anos, dentro desse recorte do teatro brasileiro, a gente não é mais nenhum novinho. Mas que bom que na frente da gente tem alguns outros dinossauros, que também vão estar no Festival de Curitiba, como o Grupo Galpão e o Armazém, uma galera que veio antes e que foi abrindo todo o espaço pra que a gente pudesse andar.

Fora disso, quando alguém que sabe um pouco da história do Magiluth encontra o grupo, tem a ideia de que parece que a gente já chegou sentando na janela, saca? “Nossa, a galera vai todo ano pro Festival de Curitiba.” Cara, pra gente chegar aqui, teve que roer muita coisa.

A gente fez muita coisa, ação de bombom, trabalho de divulgação, teatro de empresa. A gente já fez a ação de Dia dos Namorados do Sonho de Valsa. Irmão, você está entendendo. Passei um mês andando de perna de pau, vestido de Cupido, no meio de shopping center e em parada de ônibus, entregando bombom e fazendo piada com o público. Isso a gente já fez, pô. Traz pra cá, vamos viver essa porra. Tem que pagar conta. Hoje, por tudo que conquistou, a gente está conseguindo, obviamente, escolher algumas coisas, tentar fazer com que sejamos donos do nosso destino.

Mas não é fácil. Vez ou outra você faz assim, “hum, esse projeto não era bem o projeto que eu queria fazer”, mas a gente tem que fazer porque precisa, mas obviamente com um lugar de mais autonomia, para poder escolher alguns processos. É uma loucura. É começar todo o ano pensando o que é que vamos fazer, como é que vai ser, quanto tempo a gente tem pela frente, planejamento, a mesma coisa de qualquer empresa.

E como é que faz um grupo funcionar por tanto tempo, manter ele coeso? Por mais que todos tenham o mesmo propósito, são pessoas, com suas idiossincrasias.

A gente tenta resolver tudo de forma democrática, o que é dificílimo, porque democracia com seis pessoas sempre tem um momento que pode dar empate. Aí começa de fato o exercício democrático, quando você começa a conversar, a entender, a fazer a divisão das coisas. Mas eu acho que nesse processo todo a gente também foi encontrando um lugar de respeito muito grande. Entendendo que todo mundo trabalha em prol de um bem coletivo. Todo mundo quer o melhor para o trabalho, o melhor para o grupo.

E quando existe algum atrito em relação ao trabalho, sempre existe o pensamento de todos nós que esse atrito é por conta de caminhos e não de objetivos. Todos nós queremos o mesmo objetivo, o caminho que cada um quer fazer pra chegar naquele objetivo é que às vezes é diferente.

E, claro, estamos envelhecendo juntos, percebendo que questões e ranzinzices de cada um vão aumentando, mas quem está a menos tempo no grupo está há quase dez anos, é muito tempo trabalhando juntos, você começa a entender muito bem.

E criando uma relação familiar, né? E você começa a entender que família não está ligada somente a amor. Eu tenho um irmão, ele é meu irmão, ele nasceu comigo e é isso. Eu posso não gostar, eu posso não sei o quê, mas é o que tenho.

Somos uma família. Cada um tem suas questões, mas é que somos. E como é que a gente vai trabalhando com isso? Eu acho que hoje o grupo está num lugar que maturidade de relação muito bonito. E, obviamente, sempre vai ter conflito.

Sempre vai ter um dia em que alguém acordou com o ovo mais virado. E aí hoje somam outras questões, né? Metade do grupo já tem filho. Agora o problema já é outro, o problema é com quem vai ficar a criança. Tem que viajar e a gente pensa assim: “Meu Deus, onde é que vai ficar o menino? Com quem vai ficar o menino? Pelo amor de Deus”. Tem um pouco disso.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica
Criação: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Direção: Luiz Fernando Marques
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner
Design de luz: Jathyles Miranda
Design gráfico: Mochila Produções
Figurino: Chris Garrido
Trilha sonora: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Cenografia e montagem de vídeo: Luiz Fernando Marques
Cenotécnico: Renato Simões
Videomapping e operação: Carol Goldinho
Operação de som: Gabriel Mago
Captação de imagens: Bruno Parmera, Pedro Escobar e Vitor Pessoa
Equipe de produção de vídeo: Diana Cardona Guillén, Leonardo Lopes, Maria Pepe e Vitor Pessoa
Produção: Grupo Magiluth e Corpo Rastreado
Instagram: @brunoparmera_ @erivaldooliveiraator @giordanocastro @torresmagiluth @mariosergiocabralator @nashlaila @roberto__brandao @eupedrowagner
Serviço:
Édipo REC – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Ópera de Arame - Rua João Gava, 920 - Abranches
Data: 8 de 9 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Teatro contemporâneo
Classificação: 18 anos
Duração: 120 min (+5 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NA CAIXA CULTURAL CURITIBA TRAZ MONÓLOGO TEATRAL SOBRE MATERNIDADE REAL

“Não Me Chame de Mãe”, com Carolina Damião, propõe acolhimento e partilha
a partir da vivência de uma mãe solo

Créditos: Max Miranda | Design: Fernando Souza
A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 6 e 8 de março, o espetáculo teatral “Não Me Chame de Mãe”, uma programação especial do Dia Internacional das Mulheres. Com entrada gratuita, o monólogo apresenta a atriz Carolina Damião como Elisa, uma mãe solo que, pela primeira vez, vê o pai de sua filha cumprir o horário de convivência e se depara com a difícil escolha entre resolver pendências acumuladas ou simplesmente descansar.

Dirigida por Luciana Navarro, a montagem transforma experiências individuais em reconhecimento coletivo. Ao evitar romantizações, o espetáculo constrói proximidade com o público e marca a cena com a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?”.

A criação resulta de dois anos de pesquisa e da escuta de mulheres que compartilham histórias de exaustão, trabalho e desejo de autonomia. Elisa surge como síntese dessas vozes e como afirmação de que o cuidado não deve ser vivido em solidão.

Desde a estreia em Maringá, em 2024, a peça percorre o Paraná por meio da Política Nacional Aldir Blanc, ampliando conversas sobre saúde mental materna e redes de apoio.

Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena.

A agenda inclui ainda ensaio aberto em 5 de março e bate-papo com Letícia Costa, do Kilombo das Mães Pretas, em 4 de março, com acessibilidade em Libras.

Serviço:
[Teatro] “Não Me Chame de Mãe”
Formato: Monólogo teatral + roda de conversa
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: de 6 a 8 de março de 2026
Horários: 06 e 07 de março (sexta e sábado), às 20h; 08 de março (domingo), às 19h - sessão com Libras no dia 08
Duração: espetáculo (60 minutos) | roda de conversa (30 minutos)
Entrada gratuita – retirada de ingressos no local
Classificação: 18 anos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público:
• 4 de março, às 20h - Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)
• 5 de março, das 14h30 às 17h - Ensaio aberto

Sensação entre a geração Z, Bea Duarte traz seu show “Acústico” a Curitiba

A cantora e multi-instrumentalista, ‘autista, vegana e bruxa', aposta em letras complexas com profundidade lírica.

Pela primeira vez em Curitiba, Bea Duarte trará seu show em formato intimista para o Teatro Fernanda Montenegro, no dia 07 de março de 2026. A jovem cantora, revelação da internet, promete uma experiência única e inesquecível para o público curitibano.

Indo além do óbvio, Bea conquistou a geração Z com canções profundas e bem-pensadas. A artista, diagnosticada com autismo e altas habilidades, toca mais de 20 instrumentos, aprendeu diversas línguas sozinha e aproveita o hiperfoco para criar.

No palco, Bea apresentará seu novo disco numa atmosfera mágica onde sua voz potente e suas interpretações tocantes serão as grandes protagonistas. O repertório, cuidadosamente selecionado para esta estreia em Curitiba, passeia por canções autorais que revelam a profundidade de sua arte que emocionam, mostrando toda a versatilidade da artista.

Mais do que um show, será um convite a uma jornada pessoal, onde Bea compartilhará histórias e inspirações por trás de suas criações, construindo uma ponte direta e sincera com a plateia.

Os ingressos custam a partir de R$ 185 mais taxa administrativa e estão à venda pelo site Zig. A produção é da Todt Produções e Lado C Ativadora.

Informações:
Onde: Teatro Fernanda Montenegro
Shopping Novo Batel - Rua Coronel Dulcídio, 517, Batel - Curitiba/PR
Quando: Sábado, 07 de março, às 20 horas
Ingressos: https://zig.tickets/eventos/bea-duarte-acustico-em-curitiba
Abertura da casa: 19 horas
Classificação: Livre.
Realização: Todt Produções & Lado C Ativadora Cultural

[AGENDA CULTURAL] Roberta Sá comemora 20 anos de carreira na Caixa Cultural Curitiba

Espetáculo reúne canções marcantes da carreira da artista e destaca a produção musical feminina

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A cantora Roberta Sá. Crédito Foto: Flora Negri

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, nos dias 13, 14 e 15 de março, o show Tudo Que Cantei Sou, da cantora e compositora Roberta Sá. O espetáculo celebra os 20 anos de carreira da artista e revisita canções marcantes de sua trajetória em formato intimista.

Após lançar o projeto em álbum e audiovisual, gravado na Casa de Francisca, em São Paulo, Roberta leva ao palco um repertório que percorre diferentes fases de sua discografia. Ao lado de Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão), a cantora revisita músicas como “Eu Sambo Mesmo” (Janet de Almeida), “Cocada” (Roque Ferreira), “Casa Pré-Fabricada” (Marcelo Camelo), “Fogo de Palha” (Roberta Sá e Gilberto Gil), “O Lenço e o Lençol” (Gilberto Gil), e “Olho de Boi” (Rodrigo Maranhão).

A artista explica que sempre procurou marcar suas fases com registros audiovisuais, como forma de documentar e encerrar ciclos criativos, que funcionam como retratos de cada momento artístico. “Sempre que faço um audiovisual, sinto que ele marca bem a fase que estou vivendo e me arrependo quando não faço”, afirma.

Um dos destaques do show é o bloco dedicado à produção musical feminina, que reúne compositoras de diferentes gerações e estilos. O segmento inclui “Lavoura” (Pedro Amorim e Teresa Cristina), “Juras” (Fernando de Oliveira e Rosa Passos), “Virada” (Manu da Cuíca e Marina Irís) e “Essa Confusão” (Dora Morelenbaum e Zé Ibarra). Para Roberta, a escolha dialoga diretamente com sua própria trajetória. “Se estou contando minha história, faz sentido perguntar: quais são as mulheres que me ajudam a contá-la hoje?”, questiona.

Ao revisitar o repertório feminino, a cantora reflete sobre como sua percepção do papel da mulher na música mudou ao longo dos anos. “Eu sou outra pessoa, completamente diferente de vinte anos atrás e o mundo também é outro. A minha consciência sobre o feminino mudou junto.”

Mais do que uma retrospectiva, Tudo Que Cantei Sou reafirma o olhar artístico de Roberta Sá sobre sua caminhada na música brasileira. Em clima próximo e delicado, o show celebra a força das canções que moldaram sua identidade e convida o público a revisitar memórias, afetos e encontros construídos ao longo de duas décadas de carreira.

SERVIÇO:

[Música] - Roberta Sá – Show “Tudo Que Cantei Sou”

Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas: 13, 14 e 15 de março de 2026 (sexta a domingo)
Horários: sexta-feira e sábado, às 20h; domingo, às 19
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei)
Vendas: se iniciam no dia 7 de março, presencialmente na bilheteria a partir das 10h e online a partir das 15h em www.bilheteriadigital.com
Horário da bilheteria: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h
Duração: 90 minutos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Espetáculo em Cartaz – Entre Risos

🎭😂 Humor ao vivo, interação total e nenhuma apresentação igual à outra!

No dia 07 de março (sábado), às 18h30, o espetáculo Entre Risos e Improvisos entra em cartaz aqui no Teatro Barracão EnCena para uma apresentação imperdível.

Um show de humor interativo, baseado em técnicas de improvisação instantânea usadas no mundo todo.
Quatro atores se revezam em cenas e jogos criados na hora, com a participação direta da plateia, que sugere lugares, situações e até mudanças no rumo das cenas. 🎤🎲

👉 A cada apresentação, um espetáculo diferente.
Riso e descontração do começo ao fim. 😂✨

🎟 Ingressos:
R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia)

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro ou via Sympla. https://www.sympla.com.br/evento/entre-risos-e-improvisos/3323104?

📍 Teatro Barracão EnCena
🗓 Sábado – 07/03
⏰ 18h30

Garanta seu ingresso e venha rir com a gente! 🎭🔥

Quando o beijo vira manchete: Garalhufa estreia “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:” no Mini Guaíra

Garalhufa estreia montagem investigativa inspirada em Nelson Rodrigues no Miniauditório Glauco Flores de Sá com temporada gratuita em março.

Na foto de Lina Sumizono, as atrizes Stephanie Zouza e Mariana Venâncio e o ator Victor Lucas Olivier em preparo para a estreia da nova montagem no Mini Guaíra reinventando um clássico rodrigueano. (para mais imagens acesse: FOTOS IMPRENSA)

Três atores decidem montar O Beijo no Asfalto. Durante o processo, percebem que talvez não estejam montando a peça, mas investigando-a. A partir dessa provocação nasce “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”, novo espetáculo da companhia Garalhufa, que estreia para o grande público no dia 12 de março, no Miniauditório Glauco Flores de Sá (Mini Guaíra), em Curitiba, com entrada gratuita e sessões acessíveis em Libras.

O projeto parte de um estudo aprofundado de O Beijo no Asfalto, clássico de Nelson Rodrigues. Mas não se trata de uma adaptação ou releitura tradicional. É um espetáculo-investigação. Durante o processo de pesquisa, o grupo mergulhou na dramaturgia rodrigueana e descobriu informações históricas pouco conhecidas sobre a escrita da obra e sobre o próprio autor. A partir desse material, decidiu transformar o palco em laboratório: uma mesa de apuração, sala de ensaio, redação de jornal, tribunal, delegacia e feed de notícias.

Na peça original, o beijo entre Arandir e um homem atropelado vira manchete e serve como cortina de fumaça para encobrir um crime policial. Mais de seis décadas depois, a pergunta permanece: quem constrói os fatos? Por que se contam algumas histórias e não outras? Um jornal mentiria?

Em vez de “atualizar” Nelson, o espetáculo da Garalhufa utiliza a obra como ponto de partida para investigar a permanência das estruturas que ele denunciava: espetacularização midiática, moralismo, violência institucional e fake news. “A obra não é uma adaptação. É um estudo cênico. Investigamos como um gesto íntimo pode ser convertido em escândalo público, e como as versões se consolidam como verdade”, afirma a atriz e idealizadora do projeto Mariana Venâncio.

Peça-ensaio, palestra performativa, investigação
Com orientação artística de Giordano Castro, integrante do grupo pernambucano Magiluth, o trabalho assume uma linguagem híbrida entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. A dramaturgia é assinada por Vinicius Medeiros, com direção colaborativa entre elenco e dramaturgo. Em cena estão Mariana Venâncio, Victor Lucas Olivier e Stephanie Zouza.

O projeto nasceu em 2023, durante uma residência de Criação Colaborativa realizada no CPT Sesc Consolação, em intercâmbio com os grupos Magiluth e Quatroloscinco. A partir dessa experiência, iniciou-se a pesquisa que agora chega ao público.

Todas as apresentações da primeira temporada são gratuitas, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro. As sessões com tradução em Libras acontecem nos dias 15 (19h) e 19 (20h). A segunda temporada, com data marcada para o meio do ano, no Teatro Cleon Jacques, também oferece ingressos gratuitos e as sessões com Libras acontecem nos dias 17, 18 e 24 de julho.

O projeto é realizado por meio do Mecenato - Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com incentivo do Centro Diagnóstico Água Verde, Florença Veículos e Serra Verde Express.

Sobre a Garalhufa
A Garalhufa é uma trupe teatral, escola de atuação e centro cultural sediado no Largo da Ordem, em Curitiba. Com seis anos de atuação, já produziu seis espetáculos (quatro autorais) e três curta-metragens, além de circular por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Campinas.

Serviço: “BEIJO E ASFALTO ou O fato é:”

Temporada de estreia: Miniauditório Glauco Flores de Sá (Rua Amintas de Barros, s/n - Centro)
Data: 11 a 22 de março, de quarta a sábado às 20h e nos domingos às 16h e às 19h. *Dia 14 (sexta) não haverá apresentação.
Sessões com Libras: dia 15 às 19h e dia 19 às 20h.

2ª Temporada: Teatro Cleon Jacques (Rua Prof. Nilo Brandão, 710 - São Lourenço)
Data: 17 a 26 de julho, sextas e sábados às 20h, e domingos às 19h.
Sessões com Libras: 17, 18 e 24 de julho.

*Ingressos: Gratuito - retirar 30 minutos antes de cada sessão na bilheteria do teatro.

Ficha Técnica
Idealização e direção de produção: Mariana Venâncio | Orientação artística: Giordano Castro | Dramaturgia: Vinicius Medeiros | Direção colaborativa: elenco e dramaturgo | Elenco: Mariana Venâncio, Stephanie Zouza e Victor Lucas Oliver | Sonoplastia: Cadu Machado | Iluminação: Ever Silva | Preparação vocal: Elis Koppe | Preparação corporal: Ana Filimberti | Cenário: Júlia Herculano | Figurino: Beatriz Alves | Assistência de produção: Mateus Sandré | Mediação: Enzo Torre

INGRESSOS À VENDA: Sitarista mais famosa do mundo se apresenta em Curitiba em março

Anoushka Shankar, artista com mais de 30 anos de carreira e 14 indicações ao Grammy, fará sua primeira turnê pelo Brasil

Brasil, fevereiro de 2026 - O Brasil recebe, pela primeira vez, a aclamada sitarista e compositora Anoushka Shankar, um dos nomes mais influentes da música contemporânea global. Com 14 indicações ao Grammy, trilhas sonoras premiadas e uma carreira que ultrapassa fronteiras culturais, a artista desembarca no país para três apresentações especiais no próximo mês de março — em Curitiba (21/03), Porto Alegre (22/03) e São Paulo (25/03). Os ingressos já estão à venda via plataforma Meaple.

A turnê brasileira, encabeçada pela participação de Anoushka no consagrado Curitiba Jazz Sessions, na capital paranaense, marca um momento simbólico da carreira da artista, que celebra três décadas de apresentações desde sua estreia aos 13 anos. Discípula de seu pai, Pandit Ravi Shankar, ela cresceu aprendendo não apenas a tradição transmitida por gerações, mas também a liberdade de improvisação que marcaria sua identidade artística. Anoushka também é irmã da cantora Norah Jones, com quem já colaborou e divide a herança musical de uma das famílias mais importantes da música indiana no cenário global.

Seu currículo inclui conquistas raras: foi a mais jovem e a primeira mulher a receber o British House of Commons Shield; é autora indicada ao Prêmio Ivor Novello; recebeu título honorário da Royal Academy of Music; e tornou-se a primeira musicista indiana a se apresentar ao vivo e atuar como apresentadora no Grammy Awards, além de ser a primeira mulher indiana indicada. Em 2024, recebeu um Doutorado Honorário em Música pela Universidade de Oxford.

“A vinda de Anoushka Shankar ao Brasil é um marco para a música instrumental e para o público que acompanha artistas que transcendem fronteiras culturais”, destaca Patrik Cornelsen, diretor da Planeta Brasil Entretenimento, uma das realizadoras da turnê. “Escolhemos Curitiba, Porto Alegre e São Paulo por serem capitais com cenas musicais vibrantes e público aberto a experiências artísticas profundas. Trazer uma artista desse porte, em sua primeira passagem pelo país, reforça nosso compromisso em conectar o Brasil às potências criativas do mundo”, ressalta Lucas Rodrigues, diretor da Goat Entertainment.

Com uma lista extensa de colaborações — de Herbie Hancock, Patti Smith e Sting a Joshua Bell, Arooj Aftab, M.I.A. e Norah Jones — Anoushka se destaca por sua capacidade de romper rótulos e criar pontes culturais. Sua versatilidade foi construída em apresentações que vão de cafés de jazz a festivais para 40 mil pessoas, além das principais salas de concerto do mundo. Seu trabalho mais recente, “Chapter III: We Return to Light”, encerra uma trilogia de mini álbuns aclamados pela crítica.

Confira os detalhes da turnê de Anoushka Shankar pelo Brasil:

Curitiba — Curitiba Jazz Sessions - 21 de março de 2026

Local: Ópera de Arame

Realização: Planeta Brasil e Goat Entertainment

Ingressos: https://meaple.com.br/curitibajazzsessions/anoushka-shankar-curitiba

Porto Alegre — 22 de março de 2026

Local: Teatro do Bourbon Country

Realização: Goat Entertainment e Branco Produções

Ingressos: https://uhuu.com/v/teatro-do-bourbon-country-72

São Paulo — 25 de março de 2026

Local: Cine Joia

Realização: Goat Entertainment e Planeta Brasil Entretenimento

Ingressos: https://meaple.com.br/goat/anoushka-shankar-sao-paulo

Para mais informações sobre a passagem de Anoushka Shankar pelo Brasil, acesse os perfis oficiais das produtoras no Instagram: @curitibajazzsessions, @planetabrasilentretenimento, @goat_entertainment e @brancoproducoespoa.

Espetáculo gratuito inspirado no universo de Ariano Suassuna circula por 15 cidades do Paraná

Montagem "O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena" combina teatro, música e palhaçaria em apresentações ao ar livre, promovendo o encontro de culturas e a reflexão sobre a identidade brasileira

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Créditos: Divulgação
O espetáculo "O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena" passará por 15 cidades do Paraná entre os meses de março e abril. Com entrada gratuita e adaptada a cada espaço, a montagem convida o público a uma experiência cênica imersiva e interativa, inspirada na rica obra do escritor e filósofo paraibano Ariano Suassuna.

Ambientada no sertão paraibano da década de 1930, a narrativa é conduzida por Pedro Dinis Ferreira Quaderna, que é investigado pela misteriosa morte de seu padrinho, Pedro Sebastião Garcia-Barreto, e o enigmático desaparecimento de seus dois filhos, Sinésio e Arésio. Durante o inquérito conduzido pela Juíza, Quaderna aproveita para transformar o interrogatório em uma oportunidade para escrever sua grande obra literária, revelando sua descendência real. O personagem reflete, dessa forma, sobre a cultura e a identidade brasileira e explora pontos de vista de forma bem-humorada.

“Colocamos pontos de vista em cena, mas não entregamos respostas prontas. O espetáculo convida o espectador a tirar suas próprias conclusões, usando uma linguagem teatral acessível, encantadora e provocadora”, afirma Dafne Viola, atriz e proponente do projeto.

A circulação passa pelas cidades de Antonina, Morretes, Guaraqueçaba, Balsa Nova, Tijucas do Sul, Capanema, Ampére, Clevelândia, Carambeí e Tibagi, entre outras. As sessões ocupam praças e parques, transformando esses espaços em pontos de encontro entre arte e comunidade.

“A rua permite um encontro mais diverso e acessível com o público. Cada praça traz novos desafios e possibilidades, e isso faz com que o espetáculo se transforme a cada cidade, com mais improviso, mais escuta e uma participação ainda mais ativa das pessoas”, completa Dafne.

A montagem estreou em 2019, em Curitiba, e propõe uma experiência cênica que une teatro popular, elementos épicos e uma reflexão bem-humorada sobre a identidade cultural brasileira. Toda a sonoplastia do espetáculo é realizada ao vivo pelo elenco, formado por Alefer Soares, Anna Wantuch, Dafne Viola e Nathan Gabriel, que também manipulam instrumentos musicais para criar atmosferas e conduzir a narrativa, tornando a experiência acessível a públicos de todas as idades.

"As presepadas, as histórias mirabolantes, os personagens astutos, tudo isso já faz parte da cultura brasileira e logo reconhecemos que a peça está falando daqui, do nosso país", destaca o ator Nathan Gabriel, ressaltando a conexão da obra com o público paranaense.

Além das 15 apresentações, o projeto contempla sete vivências de criação teatral em escolas públicas e duas oficinas formativas abertas ao público: Técnicas de Improvisação no Processo Criativo, com Andrei Moscheto, e Kryação – Ser Sonoro, com Vadecoo Schetini.

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com incentivo da Copel.

SERVIÇO
O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Mais informações: www.instagram.com/flutuaproducoes

FICHA TÉCNICA
Idealização e coordenação de projeto: Dafne Viola e Nathan Gabriel
Elenco: Alefer Soares, Anna Wantuch, Dafne Viola e Nathan Gabriel
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Dânatha Siqueira
Assistência de produção: Álvaro Antonio
Figurinos: Patricia Cipriano
Interlocução artística: Andrei Moscheto e Vadecoo Schetini
Assessoria de imprensa: Thays Cristine
Redes sociais: Gabriela Berbert

Renato Albano apresenta stand up “A Ignorância é uma Dádiva” em Guarapuava, Ponta Grossa e Curitiba

Apresentações no estado atraem grande interesse e devem reunir plateias cheias neste fim de semana

Fotos em alta: https://drive.google.com/drive/folders/1KoxM9LZXXIodHa9QxaFeqd0ezbT2Iizl?usp=sharing

Após o primeiro final de semana com sessões lotadas, Renato Albani segue sua passagem pelo Paraná com o espetáculo “A Ignorância É Uma Dádiva” neste fim de semana. O humorista se apresenta, desta vez, em três cidades do estado, levando ao público seu texto mais recente e um dos maiores sucessos de sua carreira. A agenda começa no dia 27 em Guarapuava, no dia 28 em Ponta Grossa e no dia 1º de março em Curitiba.
Em cartaz desde 2025, “A Ignorância É Uma Dádiva” já foi assistido por mais de 195 mil pessoas no Brasil e na Europa, consolidando-se como um dos maiores sucessos da carreira do humorista. No palco, Renato Albani conduz o público por reflexões bem-humoradas e observações afiadas sobre a vida adulta, as relações humanas, o impacto das redes sociais e os absurdos do cotidiano — sempre com alto poder de identificação.
O próprio comediante define o espetáculo como o melhor texto que já escreveu. Durante a apresentação, ele explora diferenças entre gerações, transformações no comportamento social e situações comuns do dia a dia, transformando experiências cotidianas em um humor direto, inteligente e atual.
Com ingressos disputados por onde passa, a reta final da turnê reforça a conexão de Albani com o público e mantém o espetáculo entre os stand-ups mais procurados do país.
cidades da Europa.
Serviço - Renato Albani “A Ignorância é uma Dádiva” Tour no Paraná
Ingressos disponíveis: https://albani.nonstop.com.br/agenda
27/02 (Sexta) - Guarapuava-PR
Sessão: 21h
Local: Centro de Eventos Fiori

28/02 (Sábado) - Ponta Grossa-PR
Sessões: 17h, 18h e 21h
Local: Teatro Marista
01/03 (Domingo) - Curitiba-PR
Sessões: 18h e 20h
Local: Teatro Positivo

Premiado drama “Dois Papas” ganha montagem brasileira no Festival de Curitiba

No palco do Guairão, dentro da programação da Mostra Lucia Camargo, espetáculo transforma imaginado encontro entre Bento XVI e Jorge Bergoglio em um diálogo sobre polarização, tradição e mudança

Em tempos de polarização, o palco reafirma sua posição de campo de confronto. É nesse contexto que a Mostra Lucia Camargo, do Festival de Curitiba, recebe “Dois Papas”, nos dias 6 e 7 de abril, no Guairão. A encenação brasileira do texto de Anthony McCarten reúne Celso Frateschi e Zécarlos Machado em um duelo cênico de ideias, fé e poder.

Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Com direção de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro imaginado entre dois líderes da Igreja Católica com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista cardeal argentino Jorge Bergoglio, então futuro Papa Francisco, vivido por Celso Frateschi.

Primeira montagem internacional do texto teatral de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, a dramaturgia ganhou projeção mundial ao ser indicada a três Oscars, quatro Globos de Ouro e cinco BAFTAs. No palco, a encenação brasileira propõe uma imersão na intimidade e nos dilemas desses dois homens públicos, revelando a humanidade por trás das vestes papais.

A trama parte do momento em que Bergoglio viaja a Roma decidido a pedir aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado para uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se desenha é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

“Apesar de ser um homem mais aberto, é Bergoglio quem chega hesitante ao encontro. Já Bento XVI, mais conservador, é quem propõe o diálogo. É nesse jogo de complexidades que a trama se desenrola. O que move essa história é justamente a possibilidade de escuta mútua diante das diferenças”, observa o diretor Munir Kanaan.

Além de Frateschi e Machado — que voltam a dividir o palco após “Santa Joana”, de Bernard Shaw, nos anos 1980 — o elenco conta com Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de personagens femininas próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, jovem freira argentina transformada pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, editora de livros religiosos e confidente de Bento XVI.

A encenação aposta em forte aparato visual. O cenário branco, concebido como instalação cênica, se transforma a partir de figurinos, objetos e projeções, construindo desde ambientes sacros até momentos de intimidade. O videomapping insere conteúdos documentais e amplia o impacto estético do espetáculo, enquanto a trilha sonora conduz as transições com sutileza.

O ator Zécarlos Machado destaca a atualidade da obra: “Vivemos um tempo em que cada um tem sua própria verdade, muitas vezes de forma agressiva. A peça propõe um caminho de reconciliação pela escuta, pelo reconhecimento do humano no outro — mesmo que ele pense diferente.”

Celso Frateschi, que traz no repertório montagens como “O Grande Inquisidor” e “Processo de Giordano Bruno”, ressalta que a discussão extrapola o universo religioso: “São duas visões de mundo antagônicas que nos fazem refletir sobre a polarização e os impasses do nosso tempo. A dramaturgia é potente, filosófica, mas profundamente acessível.”

Trajetória e reconhecimento
Estreada mundialmente em junho de 2019, no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chega ao Brasil com produção da Gengibre Multimídia e da Zug Produções. Após temporada de estreia no Sesc-SP, com sessões esgotadas e ampla repercussão crítica, o espetáculo foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, marcando a retomada das apresentações teatrais no espaço histórico.

“Dois Papas” foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama do Ano 2025 e teve seus protagonistas indicados ao Prêmio APCA 2025 na categoria Melhor Ator, consolidando-se como uma das montagens mais relevantes da temporada.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. O espetáculo conta com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Munir Kanaan Dramaturgia: Anthony McCarten Elenco: Celso Frateschi, Zécarlos Machado, Carol Godoy e Eliana Guttman Equipe Criativa: Dramaturgia: Anthony McCarten Tradução: Rui Xavier Diretor Assistente: Gustavo Trestini Trilha Sonora: Dan Maia Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud Cenário: Eric Lenate Figurino: Carol Roz Iluminação: Beto Bruel Produção: Gengibre Multimídia e Zug Produções Instagram: @doispapasteatro @munir_kanaan @carolgodoyatriz @celsofrateschi @zecarlosmachadooficial @eguttman

Serviço:
Dois Papas – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Teatro Guaíra (Guairão)
Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro
Data: 6 de 7 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Drama
Classificação: Livre
Duração: 135 min (+15 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #doispapas #teatroguaira

Sugestões de palavras-chave – festival, curitiba, festival de curitiba, mostra, teatro, guairão, curitiba, teatro, anthonymccarten, artes cênicas, artes, cultura, atrações

Jason Mraz e II Volo são destaques na agenda de março do Teatro Positivo

UP Experience

Programação também conta com ícones da música popular brasileira como Guilherme Arantes e Sidney Magal

Março começa em alta no Teatro Positivo, que recebe atrações internacionais da música pop e um dos principais representantes do stand-up nacional. No dia 3 de março, Jason Mraz sobe ao palco. Vencedor do Grammy, o cantor norte-americano retorna à América do Sul com a turnê Return to South America. No repertório, sucessos como “I’m Yours”, “Lucky” e “Have It All”, além de faixas mais recentes que misturam pop, folk e soul.

Já Renato Albani apresenta o espetáculo A Ignorância é uma Dádiva, em que aborda situações do cotidiano, comportamento, relações humanas e as mudanças da vida adulta. A alta demanda levou à abertura de duas sessões, ambas no dia 1º de março.

As atrações internacionais seguem com II Volo, que retorna a Curitiba para apresentação única no dia 17 de março, no Teatro Positivo. O grupo combina ópera e música popular em um repertório que inclui canções clássicas italianas e sucessos contemporâneos.

Voz da Verdade é um dos grupos mais tradicionais da música gospel brasileira, com mais de quatro décadas de trajetória. Conhecido por canções de louvor que marcaram gerações, o grupo se apresenta em Curitiba no dia 6 de março, com repertório que reúne clássicos e músicas recentes.

Além disso, a Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo segue em turnê nacional com o espetáculo Hermanoteu na Terra de Godah. No dia 22, o Teatro Positivo recebe a comédia que narra a história fictícia de Hermanoteu, combinando referências bíblicas e contemporâneas.

Também integra a programação o espetáculo internacional que celebra a obra de Elvis Presley. Elvis Experience com Dean Z acontece no dia 7 de março. Reconhecido mundialmente como um dos principais intérpretes do Rei do Rock, Dean Z recria diferentes fases da carreira de Elvis com figurinos, coreografias e grandes sucessos.

Com orquestra ao vivo, dançarinos em cena e recursos audiovisuais, Flash Dance On Stage apresenta versões sinfônicas de clássicos que marcaram gerações, integrando música, dança e efeitos especiais. O espetáculo, que transforma sucessos das décadas de 1970, 1980 e 1990 em um show vibrante, será apresentado no dia 20 de março.

No dia 27 de março, sobe ao palco um dos representantes do samba contemporâneo. Na turnê Infinito Samba, Diogo Nogueira celebra o gênero com repertório que reúne sucessos da carreira, clássicos do samba e homenagens à tradição musical brasileira.

Cantor e compositor com mais de cinco décadas de carreira, Guilherme Arantes apresenta, no dia 21 de março, show que revisita clássicos como “Planeta Água”, “Cheia de Charme” e “Meu Mundo e Nada Mais”.

Encerrando a agenda do mês, Sidney Magal se apresenta no dia 28 de março. Ícone da música popular brasileira, conhecido por figurinos marcantes, coreografias e interação com o público, o artista reúne hits como “Sandra Rosa Madalena” e “Meu Sangue Ferve por Você”.

No Teatro UP Experience

Revisitando sucessos que marcaram sua trajetória, Thiago Brado traz à capital paranaense apresentação intimista, apenas com voz e violão, buscando criar momentos de profundidade e reflexão. O cantor sobe ao palco do Teatro UP Experience no dia 8 de março.

No dia 14, Pamela Magalhães apresenta a palestra Um Olhar para Dentro, que propõe reflexão sobre autoconhecimento, emoções e relacionamentos, por meio de exemplos do cotidiano. Seguido pela Conferência Além da Dor, que reúne palestrantes para discutir temas relacionados à superação, saúde mental e enfrentamento de desafios pessoais. O evento será no dia 22 de março.

O Teatro UP Experience recebe Maurício Meirelles, no dia 27 de março, com o espetáculo Surto Coletivo. Em formato interativo, o show utiliza tecnologia para integrar a plateia à apresentação, fazendo com que cada sessão seja diferente.

Serviço

Teatro Positivo

01/03 (duas sessões) – Renato Albani: “A Ignorância é uma dádiva”

03/03 – Jason Mraz: Return to South America

06/03 – Voz da Verdade em Curitiba

07/03 – Elvis Experience com Dean Z

17/03 – Il Volo

20/03 – Flash Dance on Stage

21/03 – Guilherme Arantes

22/03 – Hermanoteu na Terra de Godah

27/03 – Turnê Diogo Nogueira: Infinito Samba

28/03 – Sidney Magal

Teatro UP Experience

08/03 – Thiago Brado: Essencial

14/03 – Pamela Magalhães: Um Olhar para Dentro

22/03 – Conferência Além da Dor

27/03 – Maurício Meirelles: Surto Coletivo

Ingressos à venda no site do DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Positivo.

Sobre a UP Experience

A UP Experience é o maior e mais completo complexo cultural, esportivo e científico do Brasil. Responsável pela gestão dos espaços de locação de todas as instituições do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, a UP Experience é hoje parte indispensável do ecossistema de eventos e turismo do país, atuando como polo de acesso do grande público à cultura, ao esporte e ao conhecimento em todo o território brasileiro. upx.art.br

Caixa Cultural recebe espetáculo sobre exaustão materna na semana do Dia Internacional das Mulheres

Texto contemporâneo, com direção de Luciana Navarro, “Não Me Chame de Mãe” traz a atriz Carolina Damião na pele de Elisa, mergulhada em um drama reconhecível para muitas mulheres; entrada é gratuita

Curitiba, fevereiro de 2025 - No fim de semana do Dia Internacional das Mulheres (6 a 8 de março de 2026), o espetáculo "Não Me Chame de Mãe" ocupa a Caixa Cultural Curitiba com uma narrativa sensível e contundente: a história de uma mãe solo que conquista uma rara hora livre quando o genitor de sua filha cumpre, pela primeira vez, o horário estabelecido de convivência com a criança. Diante dessa pausa inesperada, Elisa (Carolina Damião) se vê frente a frente com a possibilidade de escolher o que fazer com o próprio tempo — resolver pendências acumuladas ao longo dos anos ou, simplesmente, descansar. O espetáculo, com apresentações gratuitas, foi aprovado no edital de Circulação Paraná da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.

“Não Me Chame de Mãe” provoca, acolhe e desperta riso sem romantizar a maternidade. A obra dialoga diretamente com mulheres que reconhecem, em Elisa, diferentes camadas de suas próprias vivências — inclusive aquelas que não são mães. Essa identificação ganha força em um dos momentos mais marcantes da encenação, quando a personagem lança a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?”

A dramaturgia nasceu de um processo de escuta ampliada. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de dois anos pela diretora Luciana Navarro e pela atriz Carolina Damião, ambas mães solo que, no período pós-pandemia, buscaram transformar em linguagem cênica experiências pessoais e coletivas que atravessavam seus cotidianos. As vivências individuais se somam às conversas que Carolina mantém com mais de 80 mil mulheres em suas redes sociais, onde circulam relatos reais de mães que tentam conciliar cuidado, trabalho, exaustão e autonomia.

“A gente queria se ver. E se ver no palco seria uma rebeldia, porque ninguém estava nos pedindo isso. Era o nosso próprio impulso poético de escrever nossas dores e nossos desejos. Queríamos romper esse isolamento. Transformamos o nosso silêncio acumulado em grito e acolhimento”, afirma a diretora Luciana Navarro. Segundo ela, o processo criativo foi marcado pela autonomia e pela construção coletiva entre mulheres que precisaram abrir seus próprios caminhos. “Tivemos que criar esse caminho juntas e sozinhas”, completa.

Já Carolina Damião conta: "Eu estava fora do mercado de trabalho, por fora do teatro, dos editais, de tudo, completamente imersa na pandemia e no puerpério, sozinha cuidando de uma criança muito pequena. Foi quando a Luciana me disse que eu precisava voltar para os palcos, que o meu trabalho na internet deveria se estender para o teatro, e a gente começou a compartilhar nossas histórias maternas e a criar o ‘Não me chame de mãe’. Dos textos que eu escrevi, o que mais explicita esse meu processo de vida naquele momento da criação é a ‘História para dormir’, que é um poema, na qual a personagem termina dizendo: ‘e viveram invisíveis para sempre’, porque era justamente desse lugar que eu estava querendo sair.”

Elisa é uma personagem ficcional inserida nesse contexto de solidão e sobrecarga, mas carrega múltiplas vozes, reforçando a ideia de que essas mulheres não estão sozinhas. O espetáculo se constrói, assim, como um espaço de identificação, acolhimento e partilha.

"Não Me Chame de Mãe” estreou em Maringá (PR), em 2024, viabilizado pelo Prêmio Aniceto Matti, e agora percorre o estado por meio da Lei Aldir Blanc, ampliando o debate sobre saúde mental materna e sobre o papel da coletividade na sustentação da infância.

Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena.

Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público:
• Ensaio aberto no dia 5 de março, das 14h30 às 17h
• Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, no dia 4 de março, às 20h, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)

Mais informações sobre essas ações estão disponíveis no Instagram @naomechamedemae.

SERVIÇO – CURITIBA

Espetáculo: Não Me Chame de Mãe
Formato: Monólogo teatral + roda de conversa
Classificação indicativa: 18 anos

Duração:
– Espetáculo: 60 minutos
– Roda de conversa: 30 minutos

Local: Caixa Cultural Curitiba
Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro

Datas e horários:
– 06 de março (sexta-feira) – 20h
– 07 de março (sábado) – 20h
– 08 de março (domingo) – 19h

Entrada gratuita
Retirada de ingressos no local.

Acessibilidade: sessão com Libras no dia 08

FICHA TÉCNICA – CURITIBA

Direção Artística - Luciana Navarro @gloz.artes
Elenco - Carolina Damião @carolina_damiao_
Intérprete de Libras - Dani Marrie - Fluindo Libras @dani_marrie @fluindolibras
Dramaturgia - Carolina Damião e Luciana Navarro
Trilhas Originais - Natália Gimenes @nategimenes
Técnico de som - Chá di Lirian @chadilirian
Técnica de Luz - Fábia Regina @fabia_rguimaraes
Concepção de cenário e figurino - Luciana Navarro
Assistência e produção de cenário e figurino - Carolina Damião
Preparação Vocal - Ariadine Gomes @ariadinegomescanta
Vozes - Carolina Damião e Luciana Navarro
Artista Local - bate-papo Arte e Maternidade - Letícia Costa @leticiiacosta
Assessoria de Imprensa - Ana Paula Brandão, Madá Criativa @madacriativa.com.br
Apoio Local Imprensa - Dani Brito Bureau de Comunicação @danibritocwb
Designer gráfico e social mídia - Fernando Souza, Maringaense Cultural @maringaensecultural
Fotos e vídeos divulgação - Max Miranda, Fenda Filmes @maaxmiranda @fenda.art.br
Fotos acervo Carolina Damião e Luciana Navarro - Polly Polsaque @polsaque
Vídeo, registro - Guilherme de Souza, Duo Rec @gui.cisma
Fotografia, registro - DANICARV @danicarv_
Distribuição de cartazes - Pretha Almeida @owpre___
Produção fonográfica e captação para podcast - Chá di Lirian @chadilirian
Produção - Horla Produção e Arte
Coordenação de Produção - Carolina Damião
Produção Executiva - Isadora Cecília @isadorayalode
Produção e mobilização - Carolina Mariano @marolina.c
Produção Local - Pretha Almeida @owpre___
Jurídico - Natália Ferruzzi @natferruzzi

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.

CONTATOS E REDES

Instagram da artista: @carolina_damiao_
Instagram do projeto: @naomechamedemae
Instagram da diretora: @gloz.artes
Site: www.carolinadamiao.com.br

Coletivo Gompa apresenta “Instinto”, espetáculo indicado aoPrêmio Shell 2025

Inspirado em Ibsen, grupo gaúcho faz duas apresentações gratuitas, no Sesc da Esquina

As inquietações que nascem do desejo de entender mais sobre o ser humano, seus instintos e semelhanças com os primatas deram origem à peça Instinto, que o Coletivo Gompa, de Porto Alegre, apresenta em Curitiba, no Sesc da Esquina. As apresentações, gratuitas, serão nos dias 25/02, 20 horas, com audiodescrição; e dia 26/02, no mesmo horário, com Libras. A retirada de ingressos deve ser feita 01 hora antes do espetáculo.
O Grupo partiu do personagem Brand, da obra homônima do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, para falar sobre o agora, ambientando as cenas em contextos atuais, de modo fragmentado. Esteticamente, Instinto se define por uma dramaturgia híbrida, em que a dança, a atuação e as artes visuais se fundem. Um dos pilares é o uso de máscaras inteiras, que exigem dos bailarinos uma nova percepção de corpo e movimento, acompanhados por trilha sonora executada ao vivo por dois músicos em cena.

O espetáculo Instinto consolida a trajetória de pesquisa do coletivo ao investigar a natureza das relações de poder e a figura do líder na contemporaneidade. A obra mergulha no desejo humano por referências e questiona os limites éticos e pessoais daqueles que guiam e daqueles que são guiados.

"Escolhemos montar o Instinto pela atualidade desse tema: até onde a gente vai por uma liderança? Esse desejo de buscar continuamente uma referência, um líder. E de entender até onde eles vão, seja por ideais ou interesses pessoais. É algo que já vem interessando ao coletivo em seus últimos trabalhos", pontua a diretora, Camila Bauer. "O espetáculo lida com uma dramaturgia híbrida que construímos em sala de ensaio. É um trânsito entre o trabalho com máscaras inteiras, a música feita ao vivo e fragmentos de texto. Existe essa fusão muito forte entre o corpo, a atuação e as artes visuais", explica Camila, sobre o trabalho que foi vencedor do prêmio norueguês Ibsen Scope, selecionado entre 54 trabalhos de mais de 30 países. Em 2018, o trabalho anterior, Inimigos na Casa de Bonecas, também rendeu ao coletivo o Prêmio Ibsen e apresentações na Noruega.

Depois do reconhecimento no exterior, Instinto também rendeu uma indicação ao Prêmio Shell 2025, na categoria de Melhor Direção. "Para a gente, que é do Sul, ser indicado já é uma conquista. Enquanto diretora, é um reconhecimento muito bonito estar ao lado de nomes que admiro tanto e com trabalhos tão sólidos. Sinto-me muito honrada", completa sobre o Shell.

Além das apresentações, o Gompa faz um Intercâmbio com a companhia curitibana Súbita, em um atividade que vai reunir os integrantes das duas formações para trocas de experiências e ideias cênicas, no intuito de promover dinamismo e diálogo entre grupos teatrais que investem em pesquisa.

Instinto é um projeto selecionado no edital da SEDAC PNAB RS - 23-33/2024 "Instinto - circulação e conexões".

EQUIPE ARTÍSTICA
Concepção: Camila Bauer e Liane Venturella
Direção: Camila Bauer
Elenco: Alexsander Vidaleti, Fabiane Severo, Liane Venturella e Nelson Diniz
Sonografia e operação de som: Álvaro RosaCosta
Intervenção sonora autoral: Paola Kirst
Dramaturgia: Giuliano Zanchi, a partir da obra Brand, de Henrik Ibsen, e da colaboração dramatúrgica do elenco
Direção coreográfica: Carlota Albuquerque
Cenografia e objetos: Elcio Rossini
Criação de vídeos: Elcio Rossini e Maurício Rossini
Iluminação e videografia: Ricardo Vivian
Figurinos: Daniel de Lion
Máscaras: Victor Lopes
Provocadores convidados: Alexsander Vidaleti, Elcio Rossini, Mailson Fantinel e Rafael Bricoli
Convidados para a música “Choro do Macaco”: Simone Rasslan (piano) e Beto Chedid (Violão e cavaquinho)
Participação em áudio feira (RO): Anderson Silva e Rinaldo Santos
Arte gráfica: Jéssica Barbosa
Redes sociais: Pedro Bertoldi
Produção geral: Projeto Gompa
Financiamento: Ibsen Scope
Agradecimento especial: Hilde Guri Hohlin, Korina Vasileiadou, Letícia Vieira, Sala Terpsi e Cia IncomodeTe

Serviço
O que: Instinto – Com Coletivo Gompa
Quando: Dias: 25/02, às 20h, com audiodescrição; e 26/02, às 20h, com Libras.
Quanto: Entrada gratuita. Os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do espetáculo.
Onde: Sesc da Esquina (R. Visconde do Rio Branco, 969).

O fenômeno IL VOLO volta a Curitiba em março

Está confirmado! a turnê mundial WORLD TOUR 2026/2027 do IL Volo chega em Curitiba no dia 17 de março, terça feira, às 21 horas, no Teatro Positivo – Grande Auditório (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Universidade Positivo). O trio de jovens tenores Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble vão apresentar para o público as canções “Grande Amore”, “O Sole Mio”, “História de um Amor”, “Volare”, “Granada” e algumas árias de ópera como “Nessun Dorma”, todas em arranjos especiais acompanhados pela Orquestra Sinfônica Villa Lobos. Os ingressos já estão à venda pelo site do Disk Ingressos.
A nova turnê apresentará um espetáculo que sintetiza a essência artística do IL VOLO: os maiores sucessos do trio, grandes clássicos da tradição operística e da música pop internacional, além das canções que marcaram sua trajetória global. A WORLD TOUR 2026/2027 tem início em março na Cidade do México, e percorre alguns dos principais palcos do continente antes de chegar ao Brasil, em uma jornada que celebra a forte conexão entre Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble com o público da América Latina.
IL VOLO
A história do IL VOLO – contada pelo trio em dois livros ("Uma Aventura Extraordinária" e "Il Volo, o que carrego no coração") - começou em 2009, quando os três jovens artistas se apresentaram como participantes solo no show de talentos da RAI1, "Ti lascio una canzone". Descoberto pelo empresário Michele Torpedine, que trabalhou com grandes nomes como Andrea Bocelli e Zucchero, o trio rapidamente enveredou por um caminho artístico internacional, tornando-se o primeiro artista italiano a assinar com a gravadora americana Geffen Records.
Seu álbum de estreia, "Il Volo" (2010), alcançou disco de platina e posições de destaque na Billboard, impulsionando o trio para o cenário internacional com aparições em programas renomados como "The Tonight Show" e "American Idol". Suas interpretações os levaram a colaborações com estrelas como a histórica turnê de doze shows com Barbra Streisand em 2012, que antecedeu os duetos de gravação do segundo álbum "We Are Love" (2012), com Plácido Domingo e Eros Ramazzotti.
Em 2015, IL VOLO consolidou sua fama ao vencer o Festival de Sanremo com "Grande Amore", que se tornou um sucesso de vendas e audiência, levando o grupo a representar a Itália no Eurovision Song Contest. Paralelamente, lançaram álbuns como "L'amore si muove" e participaram de turnês esgotadas em arenas icônicas como Radio City Music Hall e Arena de Verona.
O tributo aos Três Tenores - José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti -, com o projeto "Notte Magica", na Piazza Santa Croce de Florença, reafirmou sua excelência artística, combinando homenagens a grandes nomes da música clássica com uma turnê mundial de sucesso. Em 2018, destacaram-se por apresentações dedicadas a causas humanitárias, como seu concerto para as forças de paz no Líbano e um especial de Natal transmitido pela RAI 1. Em 2019, o trio italiano se apresentou no Panamá por ocasião da XXXIV Jornada Mundial da Juventude, diante do Papa Francisco e de mais de um milhão de pessoas, em evento transmitido para todo o mundo.
Após uma década de sucesso global, IL VOLO continuou inovando, dedicando-se em 2021 a homenagear o legado de Ennio Morricone com um show especial na Arena de Verona e o lançamento do álbum "Il Volo Sings Morricone". Em 2022, o ano termina com "Il Volo - Natal em Jerusalém" (projeto de Michele Torpedine), em que a voz inconfundível do trio se juntou à atmosfera da Terra Santa, que serviu de cenário para o emocionante concerto.
Depois do sucesso de suas seis datas especiais no Teatro Arcimboldi de Milão e de sua turnê europeia por palcos de prestígio em 2023, o IL VOLO lançou um EP de Natal intitulado "4 Xmas", contendo quatro músicas, incluindo uma versão especial de "Happy Xmas", "Amazing Grace", "O Tannenbaum" e "Feliz Navidad".
Em 2024, nos 15 anos de carreira, o trio deu início a uma das mais bem sucedidas turnês mundiais, lotando arenas nas mais importantes capitais do mundo - “Tutti Per Uno” (um projeto de Michele Torpedine), quatro shows especiais na Arena di Verona transmitidos pelo Channel 5 com parcerias com os mais importantes artistas italianos da atualidade. A seguir, Tutti Per Uno - Capolavoro, foi uma turnê pelos locais mais marcantes da Itália, incluindo a monumental Piazza San Marco, em Veneza. Em dezembro, participou como super convidado do evento especial de Andrea Bocelli em Los Angeles. E, na noite da véspera de Natal, o Concerto de Natal gravado no Vale dos Templos de Agrigento foi transmitido em horário nobre no Canal 5.
O último álbum, “Ad Astra”, foi lançado em 29 de março de 2024 pela Epic Records/Sony Music Italy. Em Maio de 2025, Il Volo retornou e em 29 de novembro de 2024, o Ad Astra (Edição Internacional), a versão internacional enriquecida com cinco novas faixas, incluindo Capolavoro (versão em inglês), música apresentada no Sanremo 2024 e certificada Disco de ouro. No dia 6 de dezembro foi lançado o novo single e vídeo “Tra le onde”. No dia 08 de Dezembro de 2024, o Il Volo participa como convidado super especial de um evento do Tenor Andrea Bocelli em Los Angeles, cantando “Il Gladiatore” e “O sole mio,” juntamente com Bocelli. Um presente para o público.
Em 2025, o Il Volo fez uma grande turnê pelas Arenas da Itália “Tutti Per Uno - Ad Astra Live Nei Palasport,” e em fevereiro, como convidados, se apresentam no 75º Festival de San Remo em parceria com a cantora Clara, cantando a música de Simon & Garfunkel The Sound.
Foi um ano muito importante para o Il Volo. Arenas lotadas, público crescente e diferentes projetos como “Tutti Per Uno - Ad Astra Live Nei Palasport”, "IL VOLO Live in Concert". Um grande sucesso por todos os países que passaram, incluindo 7 shows lotados no Brasil em Outubro.
SERVIÇO:
IL VOLO WORLD TOUR 2026/2027 – Show com o trio de tenores italianos Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble. Terça-feira, dia 17 de março, às 21 horas, no Teatro Positivo – Grande Auditório (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Universidade Positivo). Duração: 90 minutos. Classificação indicativa: livre.
Ingressos:
SETOR AMARELO - R$800 (inteira)
SETOR ROSA R$600 (inteira)
SETOR LARANJA R$450 (inteira)
+ Taxa de Conveniência.
Compras:
Site do Disk Ingressos.
Loja do Disk Ingressos no Shopping Mueller - de segunda a sábado das 10 às 22h e domingos das 14 às 20 h;
Bilheteria do Teatro Positivo de segunda a sexta das 11 às 15h e 16h10 às 20h. Sábados das 17h às 21h;
Família Pavê (Av. Pres. Arthur da Silva Bernardes, 938 - de Terça à Sábado das 09h às 19h.
Não serão aceitos cheques.

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA O ESPETÁCULO INFANTIL“A MENINA E A ÁRVORE”

Montagem premiada da companhia Dobra propõe uma delicada aventura sobre imaginação, coragem e descobertas, com sessões acessíveis e oficina gratuita

Foto: Renato Mangolin

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, de 27 de fevereiro a 1º de março, o espetáculo infantil A Menina e a Árvore, uma das montagens mais premiadas da companhia Dobra, que completa 15 anos de trajetória em 2026. Voltada para todas as idades, a peça conduz o público por uma narrativa sensível sobre coragem, imaginação, pertencimento e escuta da natureza, com linguagem cênica minimalista e de forte apelo visual.

Fiel à pesquisa que consagrou o grupo desde Hominus Brasilis (2014), o espetáculo é encenado sobre uma pequena plataforma de madeira de dois metros por um, recurso que potencializa o corpo, o gesto e a imaginação. Sem cenários ou objetos, os atores utilizam teatro físico, pantomima, palhaçaria e sonoplastia vocal ao vivo para criar imagens diretamente na imaginação do público.

Na história, uma menina que vive com a família em uma fazenda decide ultrapassar os limites conhecidos de seu território. Guiada pela intuição e pelos sinais da natureza, ela encontra uma planta caída e aparentemente sem vida, iniciando uma jornada repleta de descobertas, riscos e encantamento. A travessia por rios, montanhas e florestas evoca temas universais como o medo do desconhecido, o desejo de ir além e o cuidado com o que é frágil.

“A linguagem da plataforma propõe um jogo que as crianças dominam, em que todos podem ser tudo a favor da história. O público se sente parte da aventura”, destaca o diretor e ator Matheus Lima.

O figurino, assinado por Camila Nhary, dialoga com o universo rural e a vida no interior, inspirado na paleta do pôr do sol, com tons de laranja, vinho e roxo. O visagismo de Mona Magalhães reforça o caráter lúdico e familiar dos personagens, evidenciando laços afetivos e criando uma atmosfera de fábula contemporânea. Mais do que uma história de aventura, o espetáculo propõe reflexões sobre crescimento, limites, escolhas e transformações.

Além das apresentações, a programação inclui a oficina gratuita “DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico”, voltada para artistas, estudantes de artes cênicas e interessados na pesquisa corporal do grupo. Ministrada por Helena Marques e Matheus Lima, a atividade acontece no sábado (28/02), das 10h às 13h, na CAIXA Cultural. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 20 de fevereiro por meio de formulário online.

Criada em 2011, a Dobra se consolidou como uma companhia que alia pesquisa de linguagem, qualidade artística e forte comunicação com o público. O grupo já circulou por diversas cidades brasileiras e representou o país em festivais internacionais nos Estados Unidos, China, Argentina e Portugal. Ao longo da trajetória, acumulou indicações a importantes premiações do teatro brasileiro, como Shell, Cesgranrio, CBTIJ e Zilka Sallaberry.

Serviço:
[Teatro] “A Menina e a Árvore”
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: 27 de fevereiro a 1º de março de 2026
Horário: às sextas-feiras, às 18h; sábado e domingo, às 15h e 18h
Sessão com acessibilidade: domingo (01/03), às 15h, com audiodescrição, intérprete de Libras e bate-papo após o espetáculo
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei); vendas a partir de 21/02, na bilheteria física da CAIXA Cultural Curitiba e pelo site Link
Horário bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h e nos domingos e feriados das 10h às 19h
Classificação: livre
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Oficina DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280. Centro
Data: 28 de fevereiro (sábado)
Horário: das 10h às 13h
Inscrições: gratuitas e devem ser feitas Inscrições até 20/02 através do link Link.
Vagas: 30 vagas
Público-alvo: grupos de teatro e artistas interessados