ATIVIDADES CONTINUAM SUSPENSAS NO SANTA MÔNICA CLUBE DE CAMPO

Diante da expansão da pandemia do Covid-19, e continuando a seguir as determinações dos três níveis de governo (Municipal, Estadual e Federal), a Diretoria do Santa Mônica Clube de Campo comunica a continuidade da suspensão de suas atividades culturais, sociais, esportivas e de lazer até o dia 5 de maio de 2020. Havia a expectativa de que as atividades pudessem retornar a normalidade a partir do dia 20 de abril, contudo o quadro geral da situação permaneceu inalterado.

O Presidente do Santa Mônica Clube de Campo, Gilberto Foltran, conta com a compreensão e colaboração de todos em acatar mais essa dura, porém necessária, determinação. O Clube está atento a qualquer nova determinação e informa quando e a medida poderá ser revista a qualquer momento, além disso, coloca-se à disposição para quaisquer esclarecimentos.

A Diretoria

EMPRESAS PARANAENSES SE UNEM E PROMOVEM DOAÇÕES DURANTE A PRIMEIRA LIVE MULTIPLATAFORMA DO BRASIL

A primeira live multiplataforma do Brasil, promovida pela dupla sertaneja Fernando & Sorocaba, aconteceu no último sábado, 18.04, em um haras localizado em Jaguariúna, e incluiu transmissão pela TV Record e plataformas digitais.
O objetivo foi arrecadar doações de alimentos, máscaras de proteção e álcool em gel, em prol do combate ao covid-19, além de doações em dinheiro, destinadas ao Hospital do Câncer de Barretos/SP.
Durante a live, cinco empresas paranaenses se uniram em uma ação conjunta, para colaborar com o hospital e juntas doaram cinquenta mil reais.
A iniciativa de reunir as cinco empresas partiu da Daju, já conhecida dos paranaenses, que reuniu outras grandes marcas do Paraná, como Balaroti, Supermercados Rio Verde, Cartões Senff e Pop Me.
Segundo o diretor das lojas Daju, Roger Karsten Lorenz, essas doações são muito importantes. “Mesmo nesse momento de combate a pandemia do coronavírus, onde todas as doações e ações estão voltadas para esse período tão delicado, não podemos esquecer dos outros hospitais e entidades, que trabalham incansavelmente no tratamento de outras doenças, como é o caso do câncer”.
Eventos transmitidos ao vivo pela internet, como as lives de grandes cantores e atrações musicais, ganham cada vez mais força durante a quarentena do coronavírus (covid-19), pois é uma forma de trazer entretenimento para todos que estão em casa, e o melhor, de forma totalmente gratuita.

Fonte: Cris Osike Nova Comunicação

Ação Civil Pública contra a China pede R$ 420 bilhões de indenização em favor do povo brasileiro por pandemia do coronavírus

Este artigo não é em primeira mão. Foi publicado na Folha de São Paulo hoje.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2020/04/associacao-de-cabo-frio-pede-r-420-bilhoes-da-china-por-danos-ao-povo-brasileiro-pelo-coronavirus.shtml

O Consultor e Advogado Dr. Anselmo Ferreira Melo Costa explica que essa ação judicial vem buscar reparar as perdas sofridas pelo povo brasileiro perante ao vírus produzido na China.

A Associação Comercial de Cabo Frio-RJ entrou com Ação Civil Pública contra a China e está pedindo na justiça uma indenização de 420 bilhões em favor do povo brasileiro devido aos desdobramentos da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) e os prejuízos à atividade comercial.

Segundo o advogado e consultor jurídico responsável pela ação, Dr. Anselmo Ferreira Melo Costa, a ação busca a reparação dos danos causados pelo SARS-CoV-2, ou, popularmente conhecido como novo coronavírus à economia e a atividade comercial no Brasil: "como podemos observar, a atividade mundial parou. As pessoas começaram a se isolar em suas casas, como medida de prevenção e para evitar a disseminação do novo coronavírus, levando a demissões em massa e crise financeira, sem contar ainda os danos à saúde pública e as milhares de vítimas do covid-19 que vieram a falecer.”

Ação pede R$ 420 bilhões em indenização ao povo brasileiro

Segundo o advogado, busca-se também reparar os danos que os cofres públicos sofrerão com a pandemia: "De acordo com o Ministério da Economia, foi feita a revisão da projeção do PIB, em 2020, de 2,1% para 0,02%, como reflexo direto na meta de resultado primário, o que aumentou a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 419,2 bilhões, devendo então, quem deu causa a isso, no caso a China, reparar o dano material.”

Análise detalhada e exemplo estrangeiro

Antes de protocolar a ação, o Dr. Anselmo Melo conta que houve intensa pesquisa: "Tomou-se muito cuidado para o ajuizamento da ação popular. Em conversa com a parte autora, bem como com a minha equipe de advogados, incluímos estudos médicos já feitos em diversos países do mundo e analisamos o histórico da China em relação à origem de novas doenças. Buscou-se, também preceitos internacionais e ações que outros advogados em relação ao mesmo caso, como foi o caso de dois escritórios nos Estados Unidos, o que nos impulsionou a fazer o mesmo trabalho aqui no Brasil.”

Ainda nessa esfera, o Dr. Anselmo Ferreira Melo Costa aponta como fundamentou a sua argumentação: “Há evidências de que a China é a grande responsável por esse cenário caótico que estamos presenciando em todo mundo e que precisa sim ser responsabilizada. Sabemos que será uma grande inovação no mundo jurídico e que não há notícias de ações similares no histórico do Direito Brasileiro. A petição foi fundamentada por meio de provas técnicas e informativas não resta dúvida que o Governo chinês foi negligente e imprudente, com nenhuma cautela para evitar tal propagação mundial, adotando atitudes flagrantemente abusivas.”

Possibilidade de golpe político questionada

O advogado também levanta a possibilidade da pandemia do covid-19 ter sido parte de um conluio político: “Acredita-se que por conta do pavor que assola a população neste momento, que está com medo de ser infectada, as pessoas ainda não se deram conta em toda a possibilidade disso ter sido um perfeito golpe político da China. Isso porque, entre várias evidências que mencionamos na ação, como o fato dos médicos que tentaram avisar a população terem sido todos silenciados pelo governo chinês, merecendo destaque o Dr. Li Wenliang, que chegou a realizar alertas à população quanto à existência e a gravidade da doença e foi detido pela polícia chinesa, sendo acusado de propagar boatos. Dias após, o mesmo se tornou uma vítima fatal do coronavírus.”

Também são apontadas questões geopolíticas para embasar a possibilidade de uma ação planejada: "O vírus começou a se espalhar em larga escala em um dos países centrais da Europa, a Itália, que está listada em primeiro lugar do ranking mundial de maior população idosa no mundo (ou seja, mortes em escala para causar pânico na Europa e consequentemente do mundo). Outro fato que chama atenção é que Rússia, um dos maiores países do mundo e que faz fronteira com a China, ter pouquíssimos casos de covid-19. Sabe-se que a relação entre os presidentes de ambos países vêm de longa data assim como suas diferenças com os EUA.”

Governo Chinês responsabilizado

A ação cita nominalmente, em face da República Popular da China, o presidente Xi Jinping, e a representação do país no Brasil, a Embaixada da República Popular da China em Brasília e o Embaixador, Yang Wanming: “Devido a negligência do governo chinês, são nítidas que as consequências da covid-19 vão além da saúde da população, havendo grande desfalque econômico, déficits nos cofres públicos, desemprego em massa, o que deixará toda população à míngua e, muito provavelmente, crise na saúde pública. O governo chinês precisa indenizar a população brasileira, pois tudo isto é fruto da negligência deles.”

Desemprego e quarentena

Na petição, o Dr. Anselmo Melo aponta que nem todos os trabalhadores brasileiros podem estar em quarentena e trabalhar a partir de suas casas: “Existem diversos setores onde não é possível atuar em home office. Logo, as máquinas estão paradas, as vendas encerradas, o dinheiro não gira, e as dívidas aumentam a cada hora. O que temos como resultado é um colapso total da economia, desemprego, grandes perdas e sofrimento em nosso país.”

LANAC realiza testes rápidos para COVID-19

O LANAC- Laboratório de Análises Clínicas realiza o teste rápido para o coronavirus, com análise feita por IgG/IgM para COVID-19, que detecta o anticorpo contra o vírus depois de 5 a 8 dias de contágio. O resultado sai no mesmo dia, em até 5 horas, e o valor é de R$300.

Segundo o bioquímico e especialista em bacteriologia do LANAC, Marcos Kozlowski, estudos sugerem uma chance de erro de 75% nos resultados negativos, e 14% nos positivos nos testes rápidos, por este motivo é que um médico avalie qual o teste deve ser solicitado. “Nem todo paciente formará anticorpos nos primeiros dias, acarretando um resultado falso negativo. Além disso, o paciente curado do coronavírus apresenta um resultado positivo nesse teste, e o objetivo não é isolar os IgM positivos e sim isolar os que têm carga viral positiva, ou seja, que podem transmitir o vírus”, explica.

O laboratório realiza também o teste por PCR, que detecta o vírus logo após a contaminação. “Logo nos primeiros dias de infecção pode se detectar o agente, basta existir cinco copias de vírus em 2 ml de material”, explica Kozlowski. Os resultados do teste por PCR saem em 24 a 72 horas, e o valor é de R$ 370,00.

O especialista lembra da importância de consultar um médico. “A solicitação deve vir do médico, que conhece o estado clínico do paciente e avalia qual teste será eficaz no caso avaliado”, alerta, lembrando que mais de 50% dos resultados positivos encontrados no laboratório se consideram assintomáticos. “Mesmo assintomáticos, essas pessoas são potenciais transmissores do vírus. Por isso é importante respeitar a ordem médica e fazer o uso de máscaras”, alerta.

Sobre o LANAC:

Há 28 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 45 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 400 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

Renata Spallicci, executiva da Apsen, entrega pessoalmente 26 toneladas de alimentos para ONG em São Paulo

Na manhã deste sábado (18) Renata Spallicci, executiva e musa fitness, entregou mais de 26 toneladas de alimentos doados pela Apsen, indústria farmacêutica, para a ONG Pequeno Príncipe, em Parelheiros, zona Sul de São Paulo.

Mesmo em meio a pandemia, a diretora de assuntos corporativos da Apsen decidiu entregar as cestas básicas pessoalmente. Ela literalmente colocou a mão na massa e ajudou descarregar as caixas do caminhão.

Essa iniciativa é um complemento do projeto social Miligramas Contra Fome da Apsen, que prevê a doação de alimentos às comunidades carentes em nível nacional, através da ONG Banco de Alimentos.

"Nós doamos 26,6 toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e eu tive a alegria de poder fazer esta entrega pessoalmente. Meu coração se encheu de alegria e emoção pela oportunidade de ajudarmos neste momento em que as pessoas que já vivem em situação de vulnerabilidade estão ainda mais necessitadas", contou Renata Spallicci orgulhosa do projeto.

Sobre Renata Spallicci
Renata Spallicci é empresária, empreendedora, atleta profissional de fisiculturismo, blogueira, rainha de bateria da escola de samba Barroca da zona sul, influenciadora digital, palestrante, escritora, coach e realizadora social. Formada em engenharia química, pós-graduada em administração e com MBA para CEOs, Renata também possui inúmeros certificados em processos de coaching, mentoring e liderança, em renomadas instituições como o Instituto Brasileiro de Coaching, a Fundação Getúlio Vargas, entre outras. Realizadora compulsiva, busca alcançar os seus propósitos e inspirar pessoas para o exercício de uma vida mais plena e completa.

Informações sobre a Apsen
Com sede em Santo Amaro, São Paulo - SP, a Apsen é uma indústria farmacêutica brasileira que investe em pesquisa e inovação para comercializar 47 produtos sendo 14 exclusivos. Fundada há mais de 50 anos por um casal de imigrantes italianos, hoje a empresa emprega 1500 colaboradores divididos nas áreas de Vendas, Administrativo, Industrial, Técnica e Assuntos Corporativos.
Voltada para produtos de marca, a Apsen está presente nas principais áreas terapêuticas: Neurologia, Psiquiatria, Otorrinolaringologia, Urologia, Ginecologia, Reumatologia, Ortopedia, Gastroenterologia, Geriatria, Endocrinologia, Angiologia e está crescendo a cada dia na área de MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição) e Alimentos Funcionais.

Dados da companhia
• Faturamento: R$ 848 milhões (2019)
Dados da companhia ajuste
• 14,8% CAGR de crescimento nos últimos 5 anos (Fonte: Close Up Retail Market MAT Fev/20 em Reais)
• 1500 colaboradores

Site: http://www.apsen.com.br

As possibilidades de redução das mensalidades dos Clubes Sociais em tempos de COVID-19

A pandemia do COVID-19 impactou sobremaneira a sociedade civil. Especialistas em diversos segmentos da saúde sinalizam que o arrefecimento das contaminações passa pelo “distanciamento social” e nesse passo, tem-se visto a adoção de medidas favoráveis ao isolamento, seja no âmbito do Poder Executivo (por meio de medidas provisórias), do Legislativo (por meio de leis) e até mesmo do Judiciário (por meio de decisões que impõem, sob pena de multa, o isolamento de pessoas que descumprem com as medidas de isolamento social).

O Ministério da Saúde, declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Portaria 188/2020), após o que foi promulgada a Lei Federal 13.979/2020 que dentre outras medidas, previu a possibilidade de adotar-se medidas preventivas tais como, dentre outras, o isolamento, a quarentena e a restrição de atividades não essenciais.

E como ficam os Clubes Sociais que não integram o rol de “atividades essenciais” (consoante o Decreto Federal 10.282/2020) – fecharam suas portas para evitar o contágio entre seus associados e funcionários, o que faz surgir o legítimo questionamento: o associado deve ou não pagar a ‘mensalidade’ do clube enquanto o mesmo estiver fechado?

Título de sócio de clube pode ser penhorado em ação de execução ...

A resposta não é “sim”, nem “não”.

Clubes possuem natureza jurídica de associação sem fins lucrativos. Não é por outro motivo que os usuários dos clubes são denominados “associados” que, nessa condição, contribuem mensalmente com o rateio das despesas que o clube enfrenta para regularmente funcionar.

É errônea, portanto, a generalização de que toda e qualquer relação entre usuários e clube devam ser regidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Nesse sentido, o mais recente posicionamento do Superior Tribunal de Justiça a esse respeito ponderou que “em virtude das diversas situações envolvendo clubes recreativos e seus associados, dependendo do caso concreto, pode haver a aplicação das normas do CDC” (REsp 1713822 de relatoria do Ministro Moura Ribeiro, publicado em 23/03/2020).

Entendemos que a relação básica entre o clube e seu associado (isto é: a mera relação entre clube e associado baseada no uso/gozo do clube pelo associado e no direito do clube ao crédito referente à contribuição associativa) é de natureza civil e que o fechamento do clube por conta da pandemia, por si só, não desautoriza o associado a pagar sua contribuição mensal.

Todavia, se a contribuição associativa representa a divisão das despesas do clube (consoante previsão orçamentária aprovada de tempos em tempos) entre os associados, a redução das despesas do clube, ainda que temporárias, justificariam a redução (também temporária) da contribuição associativa? Nos parece que sim.

O fechamento temporário do clube motivado pelo isolamento vertical inevitavelmente implicará importante economia ao clube quanto ao consumo de água, gás, energia elétrica, telefone, materiais de escritório, insumos de limpeza e de conservação. Adicionalmente, a Medida Provisória 936/2020 permitiu a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, bem como a suspensão temporária do contrato de trabalho, medidas essas que poupam relevantes recursos dado que a folha de pagamento representa a maior despesa dos clubes.

Sem dúvida, a boa gestação realizada em clubes recreativos (economia nas despesas gerais e redução do valor da folha) causará uma relevante economia que deverá ser repassada aos associados por meio de descontos proporcionais às economias auferidas.

Ao tratar do direito das obrigações (e a contribuição associativa é uma obrigação que decorre da associação, e não de um “contrato de prestação de serviços”), a parte do Código Civil que trata do Direito das Obrigações previu, no Artigo 317, que “quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação”.

Ora! Se a contribuição associativa corresponde ao rateio das despesas do clube, se o clube reduzirá suas despesas com contas de consumo e com folha de pagamento, é consequência lógica o dever do clube repassar as economias aos seus associados, na mesma proporção da economia.

Tal medida é corolário não só do Artigo 317 do Código Civil, como também do dever de boa-fé em todas as suas vertentes, como o cuidado, a cooperação e o duty to mitigage the loss. Não se pode perder de vista que os associados atravessam por um período difícil e que possivelmente terão que racionalizar suas despesas para enfrentar a crise de extensão ainda desconhecida (e que fatalmente se prolongará para além do tempo da quarentena ou da própria pandemia em si).

Deve então o clube zelar por seus associados, sob o risco de estimular uma debanada em massa, ou uma expressiva judicialização – cenários que não são interessantes ao clube (pois em médio prazo se verá obrigado a aumentar o valor da contribuição associativa já que as despesas passarão a ser rateadas por menor número de associados), tampouco aos associados – que, pelo mesmo motivo, passarão a ter uma contrapartida mais onerosa, podendo ser o estopim para decidirem cortar essa “despesa”, dando-se espaço a um movimento cíclico de aumento de mensalidades e debandada de associados.

Enfim, a nossa conclusão quanto à contribuição associativa (pois outro é o tratamento jurídico aplicável às cobranças por serviços prestados pelo clube tais como a cobrança por aulas, por uso de academia, sauna, spa, etc.) é que segue sendo exigível pelo clube, dada a inexistência de caráter de “prestação de serviços”, mas sim de repartição de despesas razão pela qual, havendo relevante economia imprevista e inesperada, deve o clube conceder aos seus associados um desconto na mesma proporção da economia, o que é medida de transparência, equidade, consciência social, boa-fé (em todas as suas vertentes), além de decorrer de expressa possibilidade prevista no Código Civil Brasileiro.

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Assinatura:
Dr. Rodrigo Karpat Sócio da Karpat Sociedade de Advogados, especialista em direito imobiliário e questões condominiais e Coordenador da Coordenadoria de Direito Condominial OAB Seccional São Paulo na OAB-SP.
Dr. Arthur Zeger Professor universitário em cursos de graduação, extensão, pós-graduação e em cursinhos preparatórios para o Exame de Ordem e concursos públicos, juiz de Tribunais de Justiça Desportiva, membro (relator) da 20ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/SP.

Movimento Todos Pela Saúde incentiva uso de máscaras durante live de Roberto Carlos

Campanha tem início esse domingo e se intensificará ao longo da semana para conscientizar a população sobre a importância do uso de máscaras de proteção

São Paulo, 19 de abril de 2020 – A Todos pela Saúde, iniciativa lançada pelo Itaú Unibanco no dia 13 de abril com o objetivo de combater o novo coronavírus e seus efeitos sobre a sociedade brasileira, inicia um grande movimento essa semana para incentivar o uso de máscaras por toda a população. A ação inicial já acontece esse domingo, durante a live do cantor Roberto Carlos, que será transmitida pelo canal oficial do artista no YouTube a partir das 19h45, e que terá ainda trechos exibidos durante o Domingão do Faustão, na TV Globo. O rei reforçará a importância do uso do equipamento de proteção para que todos cuidem uns dos outros e evitem a propagação do vírus. A hashtag #mascarasalva ilustrará a mensagem, assim como a referência ao site todospelasaude.org..

O uso de máscaras de proteção passou a ser recomendado para toda população nas últimas semanas pelo Ministério da Saúde. A medida alinha-se aos estudos médicos recentes que comprovam a alta capacidade de transmissão também entre pessoas assintomáticas, tornando indispensável o uso da máscara de proteção mesmo para quem não apresenta febre, tosse, dor de cabeça ou de garganta.

Durante os playbacks do show do cantor no YouTube, um breve vídeo de abertura vai mostrar várias pessoas Brasil afora cantando a música “Como é grande o meu amor por você” usando máscaras. Uma série de vinhetas, que serão usadas em mídia digital, também vão reforçar a mensagem de conscientização ao mostrar um coração que se protege com uma máscara. E ao longo da semana, a campanha deve se intensificar por meio de ações com influenciadores, formadores de opinião e mídia out of home.

Todos pela Saúde
A inciativa tem como objetivo o combate ao novo coronavírus e seus efeitos sobre a sociedade brasileira. O Itaú Unibanco direcionou R$ 1 bilhão para financiar as atividades da Todos pela Saúde. Os recursos aportados estão sendo administrados por um grupo de especialistas liderado pelo médico Paulo Chapchap, doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo e diretor-geral do Hospital Sírio Libanês. Esta equipe está definindo as ações a serem financiadas, de forma que as decisões estratégicas sejam respaldadas por premissas técnicas e científicas. O grupo se guiará por quatro eixos de atuação: informar, proteger, cuidar e retomar.

Ame Digital patrocina live de Fernando e Sorocaba e convoca público à solidariedade

Apresentação vai ajudar o Hospital do Câncer de Barretos e aplicativo ainda oferecerá 50% de cashback aos doadores

Direto do haras da dupla, em Jaguariúna, Fernando e Sorocaba se apresentam ao público na primeira live brasileira multiplataforma neste sábado (18), a partir das 22h15. Ame Digital é uma das patrocinadoras do evento intitulado #IssoÉChurrasco e vai convocar todos os espectadores ao gesto solidário durante a transmissão.

Isso porque a apresentação, além de entreter o público, tem como foco angariar donativos para o Hospital do Câncer de Barretos. Como incentivo, a Ame vai oferecer 50% de cashback, com limite de R$ 15. Assim, quem doar R$ 30 receberá R$ 15 de volta na sua conta no aplicativo.

A live dos sertanejos, donos de hits como “É Tenso” e “Madri”, poderá ser vista no canal oficial da dupla no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=6yvF_X_S1aY) e também na TV Record, além das plataformas digitais da emissora no Instagram, Facebook e YouTube.

Sobre a Ame: A Ame é uma fintech e plataforma de negócios mobile criada para simplificar a maneira como as pessoas e empresas se relacionam com o dinheiro. Com pouco menos de dois anos de existência, já tem presença nas mais de 1.600 unidades da Lojas Americanas em todo o país, além dos sites Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato e em diversos outros lojistas do mundo físico. Além de possibilitar o pagamento via celular com uso do QR Code, a Ame também apresenta o cashback, benefício no qual uma parte do dinheiro de todas as compras volta para a conta Ame do cliente. Com o app Ame Digital também é possível fazer pagamentos de contas e boletos bancários, compra de cartão de transporte, recarga de celular e depósito de dinheiro em espécie. Na versão Ame Plus, destinada para quem quer vender com o app, os lojistas podem realizar transferência de valores da sua conta Ame para sua conta bancária. Uma das primeiras iniciativas da IF - Inovação e Futuro, Ame conta com mais de 7 milhões de downloads e oferece serviços e soluções que facilitam o dia a dia das pessoas.

Clubes Sociais, COVID-19 e a cobrança pelos serviços contratados

A pandemia do COVID-19 impactou sobremaneira a sociedade civil. Especialistas em diversos segmentos da saúde sinalizam que o arrefecimento das contaminações passa pelo “distanciamento social” e nesse passo, tem-se visto a adoção de medidas favoráveis ao isolamento seja no âmbito do Poder Executivo (por meio de medidas provisórias), do Legislativo (por meio de leis) e até mesmo do Judiciário (por meio de decisões que impõem, sob pena de multa, o isolamento de pessoas que descumprem com as medidas de isolamento social).

O Ministério da Saúde, declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Portaria 188/2020), após o que foi promulgada a Lei Federal 13.979/2020 que dentre outras medidas, previu a possibilidade de adotar-se medidas preventivas tais como, dentre outras, o isolamento, a quarentena e a restrição de atividades não essenciais.

Os Clubes Sociais – que não integram o rol de “atividades essenciais” (consoante o Decreto Federal 10.282/2020) – fecharam suas portas para evitar o contágio entre seus associados e funcionários. Já nos posicionamos, em outro artigo, que a contribuição associativa (mensalidade) permanece exigível mas, dada a inexistência de caráter de “prestação de serviços” pelo clube (mas sim de repartição de despesas do clube pelos associados), havendo relevante economia imprevista e inesperada pelo clube (em razão da vertiginosa redução no consumo de água, gás, energia, material de escritório, limpeza, etc., assim como a redução da folha de pagamento a partir do que previu a MP936/2020), deve o clube conceder aos seus associados um desconto na mesma proporção da economia.

Yoga de Piramide (Waterlandpleinbuurt en omgeving) - Sterrenmakers

Resta analisar, então, se o associado deve ou não pagar por serviços que contratava do clube (tais como aula de esportes e artes) e pelo uso de espaços contratados (como por exemplo sauna, quadras de tênis, quadras de squash, spa, estacionamento, estande de tiro, brinquedotecas, berçários, etc.).

Apesar de clubes possuírem natureza jurídica de associação sem fins lucrativos e apesar de os associados não poderem ser, sempre, enquadrados como consumidores (nos termos do Código de Defesa do Consumidor), entendemos que quando o clube vende um serviço, ou o uso de um espaço determinado ao seu associado, essa relação passa, sim, a ser regida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Nesse sentido, o mais recente posicionamento do Superior Tribunal de Justiça a esse respeito ponderou que “em virtude das diversas situações envolvendo clubes recreativos e seus associados, dependendo do caso concreto, pode haver a aplicação das normas do CDC” (REsp 1713822 de relatoria do Ministro Moura Ribeiro, publicado em 23/03/2020).

Ora! Se um associado contrata do clube aulas de natação e se não pode gozar das aulas contratadas, não é correto impor do associado o pagamento (contrapartida) por uma prestação que não ocorreu e que por tempo incerto não ocorrerá.

Quando o clube e seu associado formalizam a contratação de certo serviço (aula ou uso de um espaço cuja frequência é condicionada a certo pagamento), estão celebrando típico contrato de prestação de serviços, contrato esse tipicamente sinalagmático. No direito, chamam-se de sinalagmáticas as relações cuja prestação/contraprestação têm íntima relação. Assim, se o pagamento é feito por um serviço e se o serviço é desempenhado tendo o pagamento como contrapartida, não se mostra justo, tampouco razoável exigir de uma parte a contrapartida (pagamento) sem que a outra desempenhe o serviço contratado.

O Código Civil prevê no Artigo 884 que “aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários” e no Artigo 885 completa com a seguinte disposição: “a restituição é devida, não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas também se esta deixou de existir”.

O Código de Defesa do Consumidor, por sua vez, dispõe no Artigo 6º que dentre os direitos básicos do consumidor está a “a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais”. No Artigo 39, dispõe o CDC que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, “exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva”.

O fechamento temporário do clube motivado pelo isolamento vertical inevitavelmente implicará na impossibilidade de gozo dos serviços contratados (sejam “aulas” ou o uso de “espaços restritos”). Consequentemente, restará o clube desautorizado de cobrar de seu associado as contrapartidas, enquanto restar impedido de prestar os serviços contratados (ainda que por motivo alheio às suas vontades – e, também o associado/consumidor).

A primeira solução a se pensar, nesse momento, é de criar mecanismos de “compensação”. Todavia, não cremos razoável assim pensar posto que em tempos de calamidade, de isolamento social e de perda generalizada de empregos e receitas, o valor que seria destinado aos serviços que o clube não prestará serão melhor empregados seja nas primeiras necessidades dos associados, seja na manutenção como reserva para eventual necessidade.

Ademais, a compensação futura passaria inexoravelmente pela suspensão temporária das cobranças no futuro.

Explicamos: se em abril paga-se por um serviço não gozado e que será “compensado” em dezembro, obviamente que em dezembro não se poderia cobrar pelo serviço; nada mais lógico, então, que suspender a cobrança atualmente e cobrar apenas ao tempo que o serviço vier a ser prestado. Ainda mais evidente é a impossibilidade de compensação futura quando a reflexão se faz sobre a contratação para o uso de certos espaços. Assim, tome-se o exemplo da sauna: o pagamento atual para o uso da sauna não há como ser compensado no futuro (exceto, novamente, se no futuro deixar-se de cobrar pelo referido uso). Portanto, é evidente que durante o fechamento dos clubes e enquanto durar a recomendação para isolamento social, não serão lícitas as cobranças pelos serviços prestados pelos clubes.

Associados da Apras já podem confirmar o cadastro no Programa Cartão Comida Boa

Com o objetivo de contribuir com o Programa Comida Boa do Paraná, instituído pelo Governo do Estado, a Apras (Associação Paranaense de Supermercados) participou do planejamento do projeto e contribuiu com uma lista de associados para um pré-cadastro. Os supermercados interessados em aderir ao programa, devem confirmar o credenciamento por meio do aplicativo “SeuVale Empresas”, que pode ser baixado gratuitamente pelo Google Play.

Os requisitos necessários para o aparelho e o passo a passo detalhado para criar a conta estão disponíveis em um manual no site www.cartaocomidaboa.pr.gov.br. Após o cadastro, basta cadastrar a conta bancária que deseja receber o pagamento, conforme orientações do mesmo manual.

A iniciativa cria um vale para que famílias em situação de vulnerabilidade possam comprar produtos alimentícios durante a pandemia do novo coronavírus. A estimativa é distribuir 1 milhão de cestas de alimentos. O programa será operacionalizado por meio de um voucher com QR Code, para evitar falsificações. O valor de cada vale será R$ 50 e a distribuição será feita com auxílio das prefeituras assim que os trâmites legais estejam encerrados e haja estabelecimentos comerciais credenciados no aplicativo para o atendimento.

Os beneficiários poderão usar o cartão nos mercados credenciados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Até agora, já são 1.158 estabelecimentos em todo o Estado, dos quais 790 são associados da Apras. A adesão pode ser feita por qualquer comércio de alimentos, mas a participação não é obrigatória.

O programa de auxílio emergencial terá duração de três meses, com possibilidade de prorrogação, e é destinado a famílias mais vulneráveis. A base de beneficiários é o Cadastro Único (CadÚnico) dos programas sociais do país. O programa limita o recebimento do vale a dois membros da mesma família e abre espaço para que a pessoa provedora de família monoparental (apenas um dos pais arca com as responsabilidades) possa requerer o recebimento de duas cotas do auxílio emergencial, independente do sexo, se cumprir os requisitos básicos do programa.

A Apras foi convidada a colaborar com o Programa pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, no dia 24 de março. Desde então, a Secretaria e a Associação têm trabalhado em conjunto para definir melhor os termos e a operacionalização do projeto.

85% dos portadores da COVID-19 são assintomáticos

Especialista em bacteriologia explica os riscos da transmissão e a importância da utilização de máscaras

Pesquisa divulgada pelo hematologista e pós-doutorando da Universidade de Paris, Ramy Rahmé, afirma que 85% dos contaminados pelo coronavírus são assintomáticos, ou apresentam sintomas moderados, como febre, cansaço, tosse seca, sem a necessidade de atendimento hospitalar. Estudos sugerem que é possível que esses indivíduos possam estar com a COVID-19 por até 14 dias antes de apresentar os sintomas, ou desenvolver imunidade a ele.

Cerca de 80% dos pacientes se recuperam da doença sem a necessidade de tratamentos especiais e, muitas vezes, sem sentir sintoma algum. “Depois de infectado, o indivíduo passa a multiplicar a carga viral dentro do organismo e, a partir do segundo dia de infecção, já está transmitindo o vírus para outras pessoas, mesmo que sem sintomas”, afirma o especialista em bacteriologia do LANAC, Marcos Kozlowski.

O uso de máscaras, mesmo as de tecido, estão sendo indicadas pelo órgãos de saúde para conter o vírus. “Elas criam uma barreira física que segura a emissão de gotículas enquanto a pessoa fala, tosse ou simplesmente respira. Assim, ajuda a reduzir a propagação viral de pessoas assintomáticas e auxilia na proteção de quem está ao seu redor”, afirma o especialista.

A chegada do inverno também ascende uma preocupação com as infecções, que aumentam consideravelmente nessa época, principalmente entre crianças e idosos. O LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, registra aumento de 20% nos resultados positivos para infecções de vírus e bactérias nesse período.

Segundo Kozlowski, atitudes simples impedem as infecções, e essas são as mesmas disseminadas para evitar o contágio do coronavirus. “É importante lavar as mãos com frequência, evitar colocá-las em contato com boca, nariz, olhos e ouvidos quando estão sujas e manter o corpo descansado e bem alimentado – isso ajuda o sistema imunológico a se manter forte”, explica, lembrando que é importante manter o ambiente sempre ventilado, apesar do frio.

Sobre o LANAC:

Há 28 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 45 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 400 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

Pesquisa brasileira será apresentada no maior congresso mundial de transplante de medula óssea com apoio do Instituto TMO

Estudo de 11 autores, desenvolvido no Hospital de Clínicas da UFPR, contribui para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, favorecendo para que o resultado seja o melhor possível

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Lide Mutimídia - O Instituto TMO é uma instituição que há 31 anos apoia o transplante de medula óssea (também conhecido pela sigla TMO) em várias frentes, inclusive dando suporte a pesquisas que beneficiam inúmeros pacientes. Recentemente, a instituição viabilizou a apresentação de um estudo desenvolvido no Hospital de Clínicas da UFPR (em Curitiba, Paraná), que será apresentado no maior congresso de TMO do mundo, em Madri, Espanha.

A última edição do Congresso Anual da Sociedade Europeia de Transplante de Medula Óssea (EBMT) contou com mais de 5500 participantes de 94 países. 1068 trabalhos foram selecionados. Destes, somente 182 (17%) foram escolhidos para apresentação oral. A data da 46ª edição deste congresso está agendada para agosto deste ano (originalmente seria em março, mas foi transferida devido à pandemia de coronavírus). Após a apresentação no congresso, os trabalhos serão publicados na revista Bone Marrow Transplantation, que pertence ao conceituado grupo Nature Research.

O Instituto TMO viabilizou a inscrição no congresso e também a viagem a Madri de um dos pesquisadores para a apresentação oral. O bioquímico Alberto Cardoso Martins Lima ficará encarregado de apresentar o trabalho, que faz parte de sua tese de doutorado. Entre os 11 autores, estão incluídos médicos que fizeram ou ainda fazem parte do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Complexo Hospital de Clínicas (STMO/CHC): Ricardo Pasquini (médico que integrou a equipe que realizou o primeiro transplante de medula óssea no Brasil, no HC/UFPR e foi orientador do estudo), Carmem Bonfim (coorientadora), Samir Kanaan Nabhan, Vaneuza Araújo Moreira Funke, Gisele Loth e Samantha Nichele.

Os demais autores incluem os bioquímicos Noemi Farah Pereira (coorientadora), Luciana Nasser Dornelles, Margareth Kleina Feitosa e Geovana Borsato do Amaral, que fazem parte do Laboratório de Imunogenética do CHC/UFPR. Este laboratório foi o primeiro do Brasil credenciado pela Sociedade Americana de Imunogenética, o que lhe confere um dos maiores padrões de qualidade do mundo.

Importância da participação brasileira
A seleção do estudo para o maior congresso de transplante de medula óssea do mundo vem a confirmar a importância do Hospital de Clinicas da UFPR na área, há muitos anos conhecido como referência mundial em TMO.

A conquista conta com vários outros méritos, conforme cita o bioquímico Alberto Cardoso Martins Lima. “É muito difícil ser selecionado para os 17% que vão apresentar, entre tantos trabalhos inscritos mundo afora. O segundo ponto é que este congresso tem foco nos aspectos clínicos do TMO. Ter um trabalho de imunogenética aceito para apresentação oral é muito raro”, afirma.

Mesmo não sendo um trabalho 100% clínico, o estudo tem um grande impacto prático, pois contribui para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, favorecendo para que o resultado seja o melhor possível. Afinal, uma rejeição que é evitada contribui para: poupar tempo de recuperação do paciente, poupar mais trabalho da equipe médica e poupar recursos e insumos. Além disso, um paciente com rejeição tem maior probabilidade de ter complicações depois do transplante.

“É interessante citar que este é um trabalho feito na área de doenças não-malignas, que é muito carente de estudos sobre o HLA-DPB1 (há apenas um, com pacientes com doença Thalassemia) e feito com 106 pacientes com doenças não-malignas, atendidos no HC/UFPR entre 2008 a 2017”, cita Alberto. Mesmo sendo doenças não-malignas, o transplante é necessário.

Questões técnicas sobre o estudo
A pesquisa intitulada “A Alorreatividade contra HLA-DPB1 na direção HvG está associada com risco aumentado de falha de enxertia após transplante com doador não aparentado para doenças não-malignas" foi desenvolvida no Laboratório de Imunogenética em conjunto com o STMO/CHC.

Antes de um transplante ser feito, é necessário encontrar um doador. O mais adequado seria um doador da mesma família do paciente (aparentado HLA idêntico), mas como nem sempre isso é possível, uma opção é a busca por um doador não-aparentado, que geralmente são localizados no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) ou em Registros Internacionais.

Para saber se há compatibilidade, é feito em laboratório um trabalho de tipagem para identificar os genes HLA compatíveis. Este estudo tem como objetivo avaliar o papel da resposta imunológica contra os antígenos HLA-DPB1 incompatíveis no contexto do transplante de medula óssea com doadores não aparentados para doenças não-malignas.

Uma peculiaridade que se observa é que nos transplantes com doadores não aparentados, a grande maioria (80% a 85%) dos voluntários apresentam incompatibilidades HLA-DPB1. Além disso, essas incompatibilidades podem ser classificadas em permissíveis (mais adequadas para transplante) e não permissíveis (menos adequadas e com maior risco).

Uso de algoritmos para encontrar doador compatível
Uma pesquisadora da Alemanha desenvolveu um estudo com uso de algoritmos na busca de doadores e criou um website para classificar o risco dos vários doadores não aparentados. Essa ferramenta, chamada IMGT/T-Cell-Epitope 3 (TCE3), classifica as incompatibilidade HLA-DPB1 em permissíveis e não permissíveis, e os médicos do STMO/CHC usam essa informação para selecionar o doador com menor probabilidade de ter complicação. Clinicamente, as incompatibilidades HLA-DPB1 permissíveis são melhor toleradas e conferem menor risco de complicações. Já as incompatibilidades HLA-DPB1 não permissíveis estão associadas a desfechos deletérios após o transplante. Este tipo de incompatibilidade DPB1 podem ser divididas em duas: não permissíveis na direção do paciente contra o enxerto (HvG) e não permissíveis na direção do enxerto contra o paciente (GvH).

Vários estudos com doenças malignas mostraram a utilidade da ferramenta IMGT/TCE3 para selecionar o melhor doador não aparentado. No entanto, quase não existem estudos avaliando o uso desta ferramenta no contexto das doenças não malignas. Os resultados desta pesquisa indicam que as incompatibilidades DPB1 não permissíveis na direção do paciente contra o enxerto (HvG) estão associadas com risco aumentado de rejeição do enxerto e diminuição de sobrevida-livre de eventos. Desta forma, tais incompatibilidades deveriam ser evitadas com o objetivo de otimizar o prognóstico do TMO não aparentado.

Por fim, os achados desta pesquisa validam a importância da tipagem HLA-DPB1 e a estratégia pioneira de seleção de doadores não aparentados atualmente utilizada pelo Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC/UFPR em conjunto com o Laboratório de Imunogenética.

“É um gesto de coletividade”: cientistas reforçam uso de máscaras em novas respostas para perguntas da sociedade

Novas dúvidas da sociedade sobre o coronavírus foram esclarecidas por cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dessa vez, as perguntas foram respondidas por 11 pesquisadores da Universidade, que reforçam o uso de máscaras sempre que for necessário sair de casa. “Atualmente, usar máscaras é um gesto de coletividade e solidariedade, pois mesmo que para quem está usando máscara a proteção seja baixa, barra parte das gotículas produzidas ao falar, ao tossir e ao espirrar, protegendo os outros”, explicam.
As dúvidas da população sobre prevenção, contaminação e outros temas que envolvem a doença Covid-19 integram a campanha “Pergunte aos Cientistas”, da Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR. Para participar, basta enviar a pergunta ao e-mail agenciacomunicacaoufpr@gmail.com ou no direct do perfil @agenciaescolaufpr no Instagram, com nome completo, idade, profissão e cidade onde reside.
Nessa semana, as perguntas foram respondidas pelas cientistas Maria Fernanda de Paula Werner, Juliana Geremias Chichorro, Janaina Menezes Zanoveli e Alexandra Acco, professoras do Departamento de Farmacologia, e Maria Carolina Stipp e Bruna Barbosa da Luz, doutorandas do mesmo departamento; Juliana Bello Baron Maurer, professora do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular; Lucy Ono (integrante da comissão de especialistas), Edneia Cavalieri e Patricia Dalzoto, professoras do Departamento de Patologia Básica. Também participou o presidente da Comissão de Enfrentamento e Prevenção à Covid-19 da UFPR, Emanuel Maltempi de Souza, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular. Confira abaixo:
Prevenção
“Os chineses consideram que é um erro não usar máscaras, pois a Covid-19 pode ser transmitida mesmo por uma pessoa assintomática. A máscara, neste caso, deveria ser de uso de todos como apontam muitos cientistas na revista Science. Todo mundo está confuso com as informações. Uma hora o Ministério da Saúde diz que não é para usar, depois diz que deve. Devemos usar máscaras? Qual é o tecido ideal para a fabricação caseira destas máscaras?” (Claudia Quadros, professora de Comunicação da UFPR, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Claudia, você tem toda a razão. Esse é um ponto que gerou muita confusão. A recomendação inicial era para não usar máscaras. Mas essa recomendação foi mudada – talvez porque toda essa situação é muito nova e estamos aprendendo juntos. Como você mesma disse, novos experimentos publicados estão subsidiando essas mudanças. O uso de máscaras é indicado sempre que for necessário sair de casa. Mesmo as máscaras caseiras diminuem a propagação do vírus por pessoas contaminadas, e diminuem novas infecções. Mas veja que a máscara impede que você emita gotículas, mas pouco protege você das gotículas dos outros. Por isso é importante cobrar de todos o uso da máscara. As máscaras caseiras, feitas com tecido, permitem a entrada de 70% a 90% das partículas pequenas (aerossóis) emitidas por uma pessoa que esteja a menos de dois metros de distância. Ou seja, não protegem o indivíduo de forma direta. Por outro lado, com o uso destas máscaras, a saída de partículas pequenas é reduzida em até 78%. Além disso, limita o contato manual, tornando-se uma barreira física entre as mãos potencialmente contaminadas e as vias respiratórias. Atualmente, usar máscaras é um gesto de coletividade e solidariedade, pois mesmo que para quem está usando máscara a proteção seja baixa, barra parte das gotículas produzidas ao falar, ao tossir e ao espirrar, protegendo os outros. Portanto, quando estiver fora de casa, use máscaras de proteção individual.
As máscaras:
– Podem ser feitas com duas camadas de tecidos como algodão e tricoline, ou três camadas de TNT.
– Podem ser utilizadas por até duas horas.
– Podem ser higienizadas com água e sabão neutro, ao estarem secas, passadas com ferro para então serem utilizadas novamente.
Lembre-se:
– Mesmo com uso das máscaras, as medidas de proteção individual, como lavagem das mãos com água e sabão e o uso do álcool 70% em gel devem ser mantidas.
– Mantenha distância de pelo menos dois metros.
– Evite levar as mãos ao rosto para coçar abaixo da máscara ou coçar os olhos.
– É necessário ter cuidado ao retirar a máscara, pois pode estar contaminada.
Ainda não há estudos que tenham quantificado o efeito do uso universal de máscaras para diminuir a velocidade de disseminação da Covid-19, no entanto, países asiáticos que têm esse hábito de usar máscaras para proteger o outro da exposição às gotículas contaminadas da sua orofaringe têm conseguido, aliado às demais medidas de distanciamento social e de prevenção baseadas em higiene das mãos e ambientes, diminuir a velocidade de propagação do novo coronavírus. O Ministério da Saúde não recomenda o uso de máscaras cirúrgicas e respiradores N95 pela população, solicitando que esses equipamentos de proteção individual comerciais sejam destinados ao uso dos profissionais da área de Saúde para que esses materiais estejam disponíveis para aqueles que estão sob maior risco de infecção. A última recomendação do Ministério da Saúde, apoiada pela Comissão de Acompanhamento e Controle de Propagação do Novo Coronavírus na UFPR, é pelo uso universal de máscaras caseiras pela população assintomática, o que não influenciaria na disponibilidade de máscaras cirúrgicas para os profissionais da área de Saúde.
“Tenho feito caminhada ao ar livre mesmo com a ameaça do coronavírus. Não venho utilizando máscara, mas agora a orientação do Ministério da Saúde é que todos usem máscara. Devo caminhar de máscara ou devo parar as saídas e fazer exercícios de casa?” (Tamires Sales de Quadros, 24 anos, estudante, Salvador-BA)
Cientistas UFPR – Olá, Tamires! As máscaras podem oferecer uma proteção adicional, sendo muito úteis ao sair de casa. O Ministério da Saúde está recomendando que todos, mesmo sem sintomas, de forma universal, usem máscara caseira (de tecido) ao sair de casa. Esta recomendação se baseia no fato de que, embora para quem esteja usando máscara a proteção seja baixa, barra parte das gotículas que produzimos ao falar, ao tossir e ao espirrar. Assim, o uso da máscara protege os outros (e não a nós mesmos). Por que usarmos para proteger os outros, se não apresentamos sintomas? Há evidências robustas da liberação de partículas virais por pessoas que foram infectadas e apresentam sintomas muito leves (a ponto de não serem diagnosticadas clinicamente) ou que simplesmente não apresentam sintoma. Mesmo nesses casos, essas pessoas podem transmitir o vírus por meio das gotículas que eliminam ao falar, tossir e espirrar.
Um novíssimo estudo indica que as pessoas correndo, andando de bicicleta ou se exercitando ao ar livre expelem gotículas pela boca e nariz a distâncias muito maiores, de até quatro metros. Mesmo que seja apenas um estudo de modelagem Matemática, é prudente manter maior distância de pessoas se exercitando (quatro a cinco metros) e também usar a máscara. Por isso, é importante manter o distanciamento social quando possível e só sair de casa em casos urgentes. Sabemos que as caminhadas são importantes e que deve continuar se exercitando para manter seu corpo e sua mente saudável. A atividade física é essencial para a manutenção da saúde e é recomendada, neste momento de isolamento social, também por contribuir com a diminuição da ansiedade. A melhor maneira, agora, é fazer exercícios em casa. Várias pessoas têm feito isso com o auxílio da internet. Se tiver acesso à internet, você pode pesquisar no Google ou YouTube a atividade física que desejar e encontrará várias aulas de 10, 20 ou 30 minutos. Se não tiver internet, você pode se alongar, fazer exercícios de força e movimentar seu corpo (subir e descer escadas, fazer pequenas corridas, polichinelos, abdominais, alongamentos etc.), sem sair de casa.
Recomenda-se que sejam evitadas ao máximo possível as saídas que não sejam essenciais, pois ao sair de casa pode-se ter contato com objetos contaminados e eventualmente encostar a mão no rosto após tocá-los. Além de outras situações imprevisíveis como a aproximação de pessoas nesses espaços públicos ou a necessidade de dividir elevadores para descer à rua, ou seja, o risco de infecção existirá. Somente diminuindo a circulação de pessoas, nesse momento em que os números de casos infectados e de mortes está se elevando no Brasil e em que ainda não existe medicação comprovadamente eficiente ou vacina contra a Covid-19, conseguiremos diminuir a velocidade de transmissão do vírus.
“O café onde trabalho irá voltar a funcionar e irá fornecer máscaras de tecido para os funcionários. Com o que higienizá-las sem água sanitária já que a máscara é preta e água sanitária iria manchar?” (Ana Carolina Rodrigues Minucci, estudante, 23 anos, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Olá, Ana! É absolutamente necessário lavar as máscaras após o uso, mas basta usar água e sabão para lavar roupas comum. Esse é um método eficiente. O uso da máquina de lavar também é suficiente para a limpeza de máscaras. Neste caso, adicionais cuidados que podem ser utilizados (e caso ainda seja compatível com o tecido) incluem: usar a água na temperatura de 60 a 90 graus e utilizar a opção molho. Seque bem as máscaras, de preferência ao sol, e recomenda-se o uso de ferro de passar roupa. Lembre-se: as máscaras são para uso individual e também que não deve-se usar a máscara por muito tempo, pois o ar expirado úmido vai deixá-la molhada, facilitando contaminação. O ideal é trocá-la a cada duas horas e colocá-la em saco plástico até a hora de lavar.
Entre os desinfetantes recomendados pelo Ministério da Saúde, além da solução de água sanitária diluída, há a possibilidade de uso de soluções a base de peróxido de hidrogênio 0,5% para a desinfecção prévia à lavagem convencional das máscaras caseiras, e pode ser encontrado na formulação de desinfetantes para roupas hospitalares, preservando em parte a cor dos tecidos (deve ser usado de acordo com as instruções do fabricante). Além da recomendações de lavagem e desinfecção das máscaras caseiras de tecido, reforçamos a necessidade de uso correto das mesmas, o que pode ser acessado neste link.
“A Organização Mundial de Saúde (OMS) orientou usarmos um pouco de hipoclorito diluído na água para lavar as máscaras e roupas que usamos na rua. Porém tenho medo de manchar as roupas. Posso usar Lysoform para isso? É eficaz?” (Camila Nery, 28 anos, estudante, Santos-SP)
Cientistas UFPR – Olá, Camila! O uso da máquina de lavar deve ser suficiente para a limpeza e higienização de roupas. Pode-se utilizar o Lysoform como adicional cuidado na limpeza de roupas – duas recomendações: 90 ml ou um copo americano no processo final de lavagem (fabricante) ou usar diluído no programa pré-lavar/molho por cinco minutos. Como recomendação, fazer um teste inicial para verificar se o produto não causará nenhum dano ao tecido. Você pode ainda deixar de molho em sabão de lavar roupas em algumas horas para aumentar eficiência. Em caso de um baixo grau de contaminação viral, como parece ser a condição das roupas utilizadas, lavar com água e sabão e secar bem deve ser suficiente para a inativação viral. No caso das máscaras, também podem ser desinfetadas separadamente com solução diluída de água sanitária e enxaguadas, antes de serem colocadas para lavar juntamente com as outras peças de roupas. A máscara deve ser bem secada e, se possível, deve ser passada. Lembre-se que você deve usar por duas a três horas e então trocar, sempre sem tocar a frente da máscara, mas manuseando apenas pelo elástico ou fita.
“Tenho 63 anos, sou diabética tipo 2 e hipertensa. Sempre fiz caminhada, hidroginástica, musculação e pilates. Agora só dentro casa, como devo proceder? Gostaria muito de fazer pelo menos a caminhada” (Maria Aparecida Correa, Volta Redonda-RJ)
Cientistas UFPR – Olá, Maria Aparecida! Excelente gostar e praticar atividade física. Esse seu hábito com certeza ajuda a controlar sua diabetes e hipertensão. Você pode continuar se exercitando e deve fazer isso pelo seu corpo e para uma mente saudável. A melhor maneira, agora, é fazer exercícios em casa. Várias pessoas têm feito isso com ou sem o auxílio da internet. Se tiver acesso à internet, você pode pesquisar no Google ou Youtube a atividade física que desejar e você encontrará várias aulas de 10, 20 ou 30 minutos. Se não tiver acesso, você pode se alongar, fazer exercícios de força e movimentar seu corpo (subir e descer escadas, fazer pequenas corridas, polichinelos, abdominais, alongamentos etc.), sem sair de casa. Mudar os hábitos não é fácil. Mas nesse período de Covid-19 isso se tornou essencial. Boa sorte nessa fase, lembrando que é uma fase e vai passar! Que tal começar agora?
“É bom ter um nebulizador em casa?” (Ivani Marques, 32 anos, Salvador-BA)
Cientistas UFPR – Olá, Ivani! Boa pergunta. O nebulizador é um equipamento para auxiliar no tratamento de doenças respiratórias, como sinusite, bronquite, asma etc. Assim, a utilização adequada deste equipamento deve ser recomendada pelo médico ou por um profissional da saúde. Nenhuma recomendação de Sociedades Brasileiras (Pneumologia ou Pediatria) foi feita em relação à necessidade de adquirir nebulizadores para uso em casa. Por outro lado, nos serviços de pronto atendimento recomenda-se evitar o uso dos nebulizadores convencionais para mitigar possíveis contaminações e/ou transmissões. Além disso, em suspeita de Covid-19 deve-se dar preferência ao uso de broncodilatador em spray inalatório (“bombinha”). Para hidratar as vias aéreas se você vive em lugar muito seco, use soro fisiológico – lembre-se que o soro fisiológico é de uso pessoal: não deve ser compartilhado com ninguém, pois pode contaminar com conta-gotas usado por outra pessoa.
“A água sanitária pode ser guardada em frasco escuro para ser utilizada depois? Com a amônia quaternária o procedimento é o mesmo? Posso fazer a diluição e guardar num frasco com borrifador para limpar as embalagens vindas do mercado, maçanetas, pisos etc.?” (Eliane Américo, 38 anos, orientadora educacional, Valparaíso-GO)
Cientistas UFPR – Olá, Eliane! Sua preocupação é bem pertinente, pois vários fatores podem interferir na estabilidade das soluções de hipoclorito de sódio, como pH (medida de acidez da solução), temperatura, luminosidade, concentração, embalagem, contato com o ar, presença de matéria orgânica e íons metálicos. Aconselha-se armazenar a solução de hipoclorito de sódio em frascos bem fechados, protegidos da luz e em temperatura que não exceda 20 graus. Neste sentido, os frascos âmbar de vidro ou de plástico são práticos, pois protegem o hipoclorito da ação da luz. Um estudo mostrou que soluções de hipoclorito mantidas nestes frascos e em refrigeração se mantiveram estáveis por cerca de 120 dias. Importante ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda aos consumidores a utilização somente de produtos regularizados. O ideal é dar preferência aos saneantes classificados nas categorias “água sanitária” e “desinfetante para uso geral”, e que apresentem no rótulo o número de registro na Anvisa ou de notificação. A concentração de hipoclorito que inativa em até um minuto o SARS-CoV2 é de 0,1 % (diluição contendo uma parte de água sanitária e 25 partes de água ou aproximadamente três ou quatro colheres de sopa de água sanitária e um litro de água). Em geral recomenda-se que essa solução seja preparada diariamente quando mantida em frasco como o borrifador sem perda de eficiência, mas encontramos pelo menos um estudo que mostrou que após 30 dias nesse tipo de frasco e à temperatura ambiente houve redução de aproximadamente 50% de cloro ativo. O cloreto de benzalcônio é o sal de amônio quaternário mais comumente utilizado. É um agente eficiente contra bactérias patogênicas e parece ser de menor eficácia em baixas temperaturas (8 graus) do que em temperatura mais elevada (20 graus). Mas são poucos estudos que testam a eficiência desse desinfetante contra coronavírus. Alguns ensaios indicam que cloreto de benzalcônio a 0,05-0,2% é menos eficiente para inativar coronavírus SARS-CoV1 do que etanol 70% ou hipoclorito de sódio 0,1%, que são os desinfetantes de escolha para esse vírus. Por isso tem se sugerido uso de álcool 70% ou hipoclorito de sódio a 0,1 %, que tem capacidade de inativar o coronavírus em um minuto ou menos. O cloreto de benzalcônio é um composto bastante estável à temperatura ambiente e numa ampla faixa de pH. Assim, é possível guardar a solução estável em borrifador durante o uso por alguns dias sem perda de eficiência.
Contaminação
“Se uma pessoa com Covid-19 assintomática está numa piscina, todas as pessoas que estiverem naquela piscina serão contaminadas?” (Keila Corrêa Bittencourt, 35 anos, economista, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Olá, Keila! Provavelmente não, mas depende de qual é o tratamento da água desta piscina. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, com base nas instruções da Organização Mundial de Saúde (OMS), água clorada com um a três partes por milhão (ppm) de cloro na piscina inativa o novo coronavírus em menos de 30 minutos. O risco de adquirir a Covid-19 dentro da piscina é pequeno ao se manter um distanciamento de três metros entre seus frequentadores. Além disso, tem o fator de diluição: algumas gotículas de saliva na água serão diluídas em milhares de litros de água, diminuindo muito a chance de que vírus encontre seu alvo. Assim, é improvável que alguém seja contaminado pela água da piscina.
Mas há questões importantes a serem lembradas:
1) O spray respiratório produzido ao nadar é semelhante à tosse e ao espirro, podendo ter a mesma amplitude de contágio.
2) O principal local de contaminação nesta situação são os vestiários, cadeiras compartilhadas e áreas comuns próximas à piscina.
3) Pessoas com qualquer sintoma que possa remeter à Covid-19 devem permanecer em distanciamento social – não devem frequentar piscinas ou salas de ginástica que sejam de uso comum em condomínios ou clubes.
Os cuidados são importantes porque não se tem ainda muitas evidências da sobrevivência do coronavírus na água limpa ou em esgoto. Pela característica deste vírus, de ter um “envelope” lipídico pouco resistente que o envolve, é provável que se torne inativo significativamente mais rápido do que vírus entéricos humanos não envelopados com conhecida transmissão por água, tais como adenovírus, rotavírus e vírus da hepatite A. Considerando os riscos citados acima, não recomendamos uso de piscinas comunitária nesse momento de alta disseminação do novo coronavírus.
“É verdade que o ciclo do vírus no organismo é de aproximadamente 15 dias? Então se fizer o exame de sorologia um mês depois de apresentar os sintomas o resultado será negativo?” (Eliane Alberti, 42 anos, professora UFPR, Piraquara-PR)
Cientistas UFPR – Olá, Eliane! O período de incubação do vírus, que seria o tempo entre a infecção e os sintomas da doença varia de um a 14 dias, em geral de três a sete dias, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas há relatos de casos discrepantes com período de incubação de até 27 dias. O tempo de recuperação médio da doença para casos leves é de duas semanas e de três a seis semanas para casos graves. Como na maioria dos casos o vírus não está presente depois de 14 dias, a recomendação é de isolamento domiciliar para pacientes com Covid-19 com sintomas leves. Pacientes hospitalizados podem ser testados para confirmar a eliminação do vírus antes de terem alta. Se o teste para a Covid-19 for um exame sorológico que detecta anticorpos (IgG/IgM) contra o vírus, indicará infecção em progresso (IgM positivo) ou passada (IgG positivo). Mas esse teste só dá positivo depois do desenvolvimento de anticorpos, aproximadamente sete a 10 dias após aparecimento de sintomas. O teste de RT-PCR detecta diretamente o material genético do vírus (RNA viral) e dá positivo a partir da infecção, quando o vírus começa a se replicar no paciente. Os vários tipos de testes imunológicos também apresentam características distintas como diferentes sensibilidades e especificidades. Se esse exame de detecção de RNA viral for feito após 30 dias do início dos sintomas, em um quadro leve ou assintomático de Covid-19, é provável que seu resultado seja negativo. Mas se nesse período de 30 dias sugerido por você forem usados testes de sorologia para detecção de anticorpos contra o novo coronavírus no sangue, serão positivos. Mesmo o vírus não estando mais presente na amostra clínica, os anticorpos que o sistema imune produziu contra ele poderão ser detectados. Dados epidemiológicos da Covid-19 ainda estão sendo estudados para conhecer melhor a forma de transmissão, a progressão e as respostas imunológicas frente ao SARS-CoV-2.
“Nos últimos dias foram noticiados o contágio em felinos, um gato e uma tigresa. Há a possibilidade de que eles possam se tornar hospedeiros intermediários para o SARS-CoV-2? Isto é, a doença poderia se espalhar entre eles e, porventura, nos contaminaríamos em contatos com esses animais? Além disso, há alguma chance de que o Aedes aegypti possa se tornar um transmissor do vírus?” (Wesley Rodrigo Santos, 27 anos, estudante, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Muito importantes e pertinentes essas perguntas, Wesley. De acordo com estudo publicado na revista Science, os gatos se mostraram suscetíveis à infecção para SARS-CoV-2. Porém, não foi verificado se os gatos podem ser hospedeiros intermediários ou vetores para transmissão do vírus. Recomenda-se, por questão de higiene pessoal, sempre lavar as mãos após brincar com qualquer pet. O mais importante é manter os animais de estimação afastados de pessoas com Covid-19 que estejam se tratando em casa. Essas pessoas precisam ficar em isolamento doméstico seguindo regras estritas para não terem contato com outras pessoas e nem com animais de estimação. Então reforçamos que não há registro de transmissão do SARS-CoV2 de animais de estimação para humanos.
O Aedes aegypti é vetor de doenças chamadas arboviroses, que são doenças provocadas por vírus que estão presentes na circulação sanguínea e cujo ciclo de vida depende de passagem por um artrópode (que é o mosquito). Ou seja, vírus como da dengue e febre amarela provocam doença no mosquito também e o mosquito doente transmite o vírus para humanos quando vai se alimentar. O SARS-CoV-2 não é capaz de se replicar no Aedes aegypti e também não há evidência de que esteja presente no sangue de pessoa com Covid-19. Assim, até o momento não há nenhuma informação de que o Aedes aegypti possa ser transmissor do SARS-CoV-2. A principal forma de transmissão da Covid-19 é de pessoa para pessoa. O que se sabe até agora é que o receptor utilizado por esse vírus está presente em células de outros tipos de primatas, humanos e porcos, e que há uma similaridade desse vírus aos encontrados em morcegos.
“Não sou do grupo de risco, tenho 36 anos, nenhuma comorbidade, pratico exercícios físicos e me alimento bem. Se minha imunidade estiver ok e eu entrar em contato com o vírus, obrigatoriamente eu vou desenvolver a doença (ou ficar com o vírus no meu corpo e ser um transmissor assintomático) ou pode ser que eu não contraia a doença por ter uma imunidade alta?” (Aline Marchese, 36 anos, professora de Agronomia UFPR, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Aline, não há certeza. Os dados têm mostrado que qualquer um pode ser infectado pelo vírus, em qualquer idade e qualquer condição de saúde. A taxa de infectados decresce com a idade, especialmente abaixo de 20 anos. A faixa de 30 a 39 anos constitui 17% dos doentes na China. Esses números variam um pouco dependendo da estratificação etária da população. Não há evidência indicando que uma pessoa “saudável”, sem comorbidade, será refratária à infecção. Comorbidade influi na probabilidade de desfecho positivo, assim como sexo. Mulheres sem comorbidade têm probabilidade menor de morte, mas não necessariamente de desenvolver a forma mais grave da doença. É possível que você entre em contato com o vírus, não desenvolva a doença, e seja uma portadora assintomática, mas capaz de transmitir o SARS-CoV-2 uma vez que a Covid-19 é contagiosa durante o período de latência. Pode ser que também não contraia a doença – não se pode dizer que seja por sua imunidade alta ou por outros fatores como carga viral, por exemplo. É comum na medicina humana relatos de infecções que não apresentam sintomas ou manifestação clínica.
A prática de exercícios físicos regulares e uma alimentação adequada podem contribuir sim para a manutenção de um estado hígido necessário para uma resposta imune que seja a mais adequada para a contenção da multiplicação do vírus. Mas mesmo dentro dessa condição ideal de condicionamento físico e alimentação, a exposição ao vírus poderá levar à infecção, sem aparecimento de sintomas ou com sintomas muito leves ou ao aparecimento de sintomas moderados e até mesmo graves. Ou seja, não é um impeditivo para o desenvolvimento de sinais e sintomas da doença. Dados epidemiológicos da Covid-19 ainda estão sendo estudados para conhecer melhor sobre a transmissão, a progressão e as respostas imunológicas frente ao SARS-CoV-2.
“Corro algum risco de contaminação indo ao meu sítio nos fins de semana? Entro no carro na garagem de casa e só saio no sítio – lá não terei contato com ninguém. Na volta para casa procederia da mesma maneira. Somos meu marido e eu com 73 e 71 anos, respectivamente” (Ângela Trece Lopes, 71 anos, economiária aposentada, Belo Horizonte-MG)
Cientistas UFPR – Olá, Ângela! Você e seu esposo são do grupo de risco. Portanto, o distanciamento social é altamente recomendado. Se vocês não têm contato com ninguém em casa e no sítio, correm pouco risco de serem infectados. Se alguém além de vocês tiver acesso à casa do sítio, pode ser uma fonte de contaminação. Portanto, importante manter a casa bem arejada na sua chegada e limpar as superfícies, de preferência, com álcool 70%. O vírus pode sobreviver em superfícies. É importante higienizar todos os produtos que chegam da farmácia e supermercado para que o vírus não tenha acesso à sua casa através desses produtos. Durante a higienização dos produtos, procure não levar as mãos ao rosto e lave bem as mãos com água e sabão quando terminar. Dê preferência às compras por telefone ou aplicativo ou peça ajuda aos mais jovens, evitando assim locais fechados e com aglomeração de pessoas. Além disso, devemos sempre considerar que a parte externa do carro está exposta ao vírus. Desta forma, é recomendado que após tocar a parte externa, como a porta e porta-malas, seja usado o álcool 70% para higienizar as mãos. É importante também limpar o volante, a marcha e o freio de mão com um papel toalha embebido em álcool 70%. Os tapetes do carro também devem ser lavados periodicamente com água e sabão, pois nossos sapatos levam a sujeira para o interior do carro. E sempre lavar as mãos com água e sabão, mesmo que não tenha tido contato com outras pessoas. Recomendamos que pesem a decisão de se deslocarem de casa, a probabilidade de acontecimento de imprevistos que poderiam levar ao contato não programado com outras pessoas e o fato de normalmente os locais como sítios, por serem afastados das cidades, levarem a maiores dificuldades de acesso a hospitais e unidades de saúde caso surjam emergências médicas. Parabéns pela sua preocupação e continuem praticando o distanciamento social, tão importante nesse momento para diminuir a velocidade de propagação da Covid-19 no Brasil.
“Tenho hipertensão e tomo o medicamento Losartana 50mg de 12 em 12 horas. Mesmo eu não tendo mais de 60 anos, também sou considerado do grupo de risco?” (Jean Pscheidt Weiss, 26 anos, químico, Curitiba-PR)
Cientistas UFPR – Essa deve ser uma dúvida de muita gente. A relação entre o uso de medicamento losartana (que é da classe dos bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina 2 ou ARBs) e a maior propensão à infecção do SARS-CoV-2 é baseada em hipótese e não confirmada – ou seja, não é baseada em evidência clínica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os hipertensos não devem em nenhuma circunstância deixar de tomar o hipertensivo prescrito e qualquer modificação do tratamento deve ser avaliada pelo seu médico. Quanto à sua pergunta, a resposta é sim. Você faz parte do grupo de risco. Em números significa o seguinte: pacientes com Covid-19 que são hipertensos têm 6-8% de morte enquanto os que não tem uma comorbidade têm risco abaixo de 1%. É uma grande diferença e por isso você precisa ser extra cuidadoso. Mas se sua hipertensão estiver descontrolada, o risco pode aumentar. Por isso, não deixe de tomar seu medicamento e monitore sua pressão. As pessoas hipertensas, assim como os portadores de doenças cardíacas e respiratórias crônicas, diabéticos e em tratamento contra câncer, devem reforçar as medidas de prevenção indicadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde. Fazer distanciamento social rígido (só saia de casa se for essencial e mantenha distância de pessoas que coabitam com você e precisam sair), lavar as mãos, usar de álcool gel quando necessário, usar máscara etc.
“Qual é a projeção percentual de contágio por Covid-19 nas pessoas que hoje estão confinadas? Findo o confinamento estas pessoas estarão em contato com possíveis pessoas ainda contaminadas. Se para chegar ao Brasil bastaria uma pessoa assintomática, por que não haverá contaminação? Por que o número total de contaminados na hipótese de ausência de restrição de contato social poderia ser maior que a soma do número de pessoas contaminadas durante a restrição do confinamento de contato social? Mais o número de pessoas que serão contaminadas após o fim da restrição de contato social? Mais os casos de pessoas recontaminadas? Imaginaria que o confinamento somente teria evitado as mortes por insuficiência de leitos se o pico ultrapassasse a capacidade hospitalar do Brasil. Estou certo? O número de imunes e ou imunizados seria sempre o mesmo nas duas situações, se não aparecer remédio ou vacina” (Liamar Bicalho, 77 anos)
Cientistas UFPR – Liamar, estudos realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido utilizaram modelos Matemáticos para tentar prever possíveis cenários da pandemia no Brasil, considerando o confinamento ou não da população. O fato é que diante do cenário atual não dispomos de vacinas e nem medicamentos específicos para prevenir a contaminação e tratar a Covid-19. Até o momento, tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto o Ministério da Saúde recomendam o isolamento social como importante ferramenta de saúde pública, pois diminuem significativamente o número de contágio por Sars-CoV-2. Estudos demonstraram que o percentual de incidência de Covid-19 entre pessoas que estão sob isolamento social é de 1,5%, considerando pessoas com histórico de viagens e que estiveram em contato com casos suspeitos. Atualmente, o Brasil não tem testes suficientes para avaliar a quantidade de pessoas que foram contaminadas e que pertencem ao grupo dos assintomáticos. Então, mesmo que nossas medidas de saúde pública não consigam conter completamente a disseminação da Covid-19 por causa das características do vírus, ainda serão eficazes para atrasar o início da transmissão generalizada na comunidade, reduzindo a incidência do pico da doença e seu impacto nos serviços públicos. Levando em consideração a gravidade dos sintomas clínicos, caso não houvesse isolamento social o número de leitos disponíveis não seria suficiente para atender todos os pacientes. Enquanto ainda não contarmos com testes suficientes para contabilizar a porcentagem de indivíduos que já foram contaminados com o Sars-Cov-2 não temos como fazer previsões nem como estimar a possibilidade de recontaminação. É preciso ainda lembrar que situações de pandemia como essa têm reflexos diferentes em países onde há grande desigualdade social, como é o caso do Brasil. Quando todos praticam o distanciamento social, permanecendo nesse momento em suas residências, estaremos ajudando a proteger também as parcelas mais vulneráveis socialmente da população brasileira. Enquanto não dispomos de medicamentos comprovadamente eficientes para tratar as pessoas infectadas, de vacinas seguras e eficientes e de testes para avaliar a população de modo geral, as medidas de distanciamento social são nesse momento o único recurso de que dispomos (associado às medidas de higiene de mãos e superfícies) para diminuir a velocidade de propagação do novo coronavírus. Como você mesmo observou temos mais interrogações do que respostas, mas é possível prever alguns cenários:
1) Se não houver regras de distanciamento social rígidas nesse momento, o fato de termos transmissão comunitária disseminada significa que o número de novos casos crescerá exponencialmente, dobrando a cada três a quatro dias no máximo. Nessa situação nosso sistema de saúde entra em colapso, pois cerca de 5% a 8% dos doentes precisam de cuidados em unidade de terapia intensiva (esse número parece estar se mantendo em todos os países). Podemos imaginar que os médicos teriam que escolher quem vive e quem morre. Os modelos mencionados acima preveem esta situação explosiva.
2) Podemos viver numa situação de distanciamento social que mantenha um número de casos novos em equilíbrio com o número de pessoas recuperadas e falecidas. Essa situação perdura até que número substancial da população estiver imunizada (as estimativas variam de 50% a 70%) ou descoberta de uma vacina. Há incertezas a respeito de recontaminação (estudo recente citado pela OMS diz que algumas pessoas não desenvolvem anticorpos contra o novo coronavírus), duração da imunidade, além de ser difícil definir o ponto de equilíbrio e a duração e quando vacina estará disponível.
3) Podemos aplicar regras rígidas até que o número de casos novos esteja bastante reduzido, nosso sistema de saúde tenha folga de leitos de UTI (números precisam ainda ser determinados). Nesse momento, duas ações são necessárias: afrouxar distanciamento social progressivamente com regras bem definidas (algumas regras de distanciamento devem ser permanentes como eliminar contato físico ao cumprimentar, uso de máscaras, eliminação de filas etc.), estabelecer um sistema de monitoramento por exames abrangentes e vigilância constante. Nesse cenário, a cada novo caso, todos contatos dessa pessoa são identificados e testados para barrar a transmissão, uma estratégia chamada de “contact tracking”. Além disso, seria importante analisar amostras da população para presença do vírus em assintomáticos (escolhidas usando análise estatística) e presença de anticorpos contra SARS-CoV-2.
Esses cenários são bem simplificados. Entre essas possibilidades a terceira parece trazer mais benefício com as informações que dispomos. Exemplos de aplicação dessa estratégia encontra-se a Coreia do Sul, China e Alemanha. Na Coreia do Sul e China o número de novos casos é bastante reduzido, depois de uma fase de crescimento exponencial. A Alemanha ainda tem um grande número de casos, mas um número de mortes muito menor que em outros países com características semelhantes.
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O inverno e os pets: combinação perigosa

Veterinária dá dicas de como proteger os animais de estimação nesses dias mais frios

Com o frio se aproximando em quase todas as cidades brasileiras, surge mais uma preocupação: como proteger os animais de estimação? Muitas pessoas pensam que, por terem pelos, os pets não sofrem com temperaturas baixas, mas a especialista Luana Sartori, veterinária responsável pela Monello Select, da Nutrire, alerta que cães e gatos podem ficar doentes se não forem aquecidos em dias com vento, chuva e frio.

Animais podem pegar gripe?

Sim, eles também ficam resfriados e os sintomas são bem parecidos com os da gripe nos humanos. “Espirros, falta de apetite, secreção ocular e nasal, e febre podem ocorrer. Além disso, quando estão gripados, os animais ficam apáticos, sem vontade de brincar ou interagir com seus tutores”, explica Luana. Muito embora eles possam ficar gripados em qualquer estação, o inverno é sempre mais perigoso, principalmente para os animais que dormem nos pátios das casas. Filhotes e idosos também sofrem mais com o frio e estão bem mais suscetíveis às doenças respiratórias.

Como saber se meu pet está com frio?

Vários sinais podem indicar que o seu melhor amigo está com frio. “O pet busca lugares quentes, como os cantinhos da casa, por exemplo. Eles costumam ficar enroladinhos no próprio corpo, os focinhos e orelhas ficam gelados”, indica. Os gatos procuram as cobertas para se aquecer. Luana alerta que felinos com acesso à rua estão mais propícios ao frio. “O principal fator de risco para a saúde e segurança dos gatos é rua”, acrescenta.

Devo colocar roupas em cães e gatos?

A resposta é: depende. Cachorros são mais tolerantes, mas os gatos realmente não gostam de roupinhas, com algumas exceções. “É preciso analisar com bom senso, pois o que pode ser bonitinho para as pessoas, pode ser desconfortável ao extremo para o pet”, diz. Luana revela que cachorros mais velhos e filhotes se adaptam melhor ao uso de roupas. “Para os animais idosos ou com pelo curto, que sentem mais frio, as roupinhas são uma boa opção”, explica.

No mercado há vários tipos de tecidos que ajudam a combater o frio, mas alguns pets podem ser alergicos, esse cuidado é essencial que você tenha ao escolher o tipo de roupa, converse com o veterinário antes. “Não esqueça que animais de rua sofrem muito mais com as temperaturas baixas. Se você quiser ajudar a aquecer um bichinho sem dono, encontre uma entidade protetora perto de você e doe o que puder”, pede a especialista.

Meu cachorro dorme no pátio, e agora?

A primeira coisa é garantir uma casinha com cobertura e cobertor para o pet, nunca em espaço aberto. Se o pet está acostumado a dormir na rua, garanta que ele esteja longe da chuva e do vento direto. “Proteja a cama do cão colocando revestimento de borracha ou estrado evitando o contato direto com o chão”, diz.

Devo diminuir a frequência do banho?

Se for possível, sim. Além disso, banhos devem ser com água morna e a secagem é muito importante. Não deixe o pet molhado e nem saia com ele após o banho. Espere, no mínimo, 30 minutos. “Nesses tempos de quarentena, os passeios devem cessar. Se o animal precisa sair para as necessidades fisiológicas, evite locais com aglomeração de pessoas. No retorno do passeio, lave as patinhas com água e sabão”, explica. Nos gatos, aumente a frequência da escovação. “Com o frio eles se lambem mais e, consequentemente, engolem mais pelos que podem prejudicar o estômago. A indicação é que o tutor escove o pet três vezes por semana”, conclui a veterinária.

Animais podem pegar o novo Coronavírus?

Até o momento não há indicações de que isso possa acontecer. A gripe felina se chama Rinotraqueíte Felina e pode ser provocada pelo vírus Herpesvírus felino tipo 1 ou FeHV-1. “Por ser caracterizada pelos sintomas respiratórios, é também conhecida como Complexo Respiratório Viral Felino (CRVF) e acomete o trato respiratório superior”, explica. Seu período de incubação é curto, sendo que no inverno os casos se multiplicam e se manifestam com muita intensidade.

Já nos cães, a gripe é pelo vírus influenza A e a Traqueobronquite Infecciosa Canina é fruto da infecção por parainfluenza, bordetella e adenovirus. Cães e gatos também podem pegar resfriados mais comuns, onde os sintomas também são mais leves”, conclui a veterinária. A indicação da OMS é de que humanos com sintomas do Covid-19 devem ficar longe de seus animais de estimação, evitando o contato o máximo possível. Embora não haja evidências científicas de contágio, o cuidado é sempre bem vindo.

Rede Lojacorr assina manifesto #nãodemita

CURITIBA, ABRIL DE 2020 – LIDE MULTIMÍDIA - No início desse mês, mais de 40 empresas brasileiras se uniram para criar o manifesta #nãodemita, pensando em manter os quadros de colaboradores, evitando e minimizando um possível colapso econômico e social no País. Compartilhando dessa ideia, é que o CEO da Rede Lojacorr, Diogo Arndt Silva, assinou o manifesto poucos dias depois, ampliando a rede de empresas aderentes ao propósito.

Para ele, “o País precisa do nosso protagonismo e esforço máximo para minimizarmos os impactos dessa pandemia em nossa sociedade. Se todos fizerem sua parte, para mantermos o isolamento social e empenharmos nossos esforços para sustentar a atividade econômica, logo sairemos dessa”, diz.

Na Rede Lojacorr, após o cancelamento dos eventos, reuniões e treinamentos presenciais, todos os colaboradores foram colocados em home office com o apoio das equipes de tecnologia, suporte, pessoas e cultura, comunicação e o comitê multidisciplinar, de forma rápida para manter a qualidade das operações, focando nas entregas dos projetos estratégicos prioritários. Em paralelo, foram desenhadas novas medidas financeiras para auxiliar as unidades e corretoras. Essas ações priorizaram manter os empregos diretos do quando colaborativo da Rede, bem como as estruturas das corretoras do ecossistema.

O manifesto também sugere que os gestores de fábricas e instalações que permanecem em operação, que sigam as orientações da OMS e do Ministério da Saúde, criando um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa.

O movimento é válido até o final de maio e está criando uma cadeia de reflexão sobre os custos empresariais, bem como a criação de alternativas que não a demissão para manter as organizações após a pandemia do coronavírus no Brasil. O manifesto recomenda a busca de linhas de crédito e opções para evitar as demissões em massa, em meio às circunstâncias das dificuldades financeiras que as empresas estão enfrentando.

Para aderir e conhecer mais sobre o programa, acesse o link https://www.naodemita.com/

Sobre a Rede Lojacorr: A Lojacorr é a maior Rede de Corretoras de Seguros Independentes do Brasil. Por meio do seu modelo de negócios disruptivo, realiza a intermediação entre corretoras de seguros e as seguradoras, disponibilizando suporte operacional, comercial e estratégico. Fundada em 1996, a empresa se dedica para oferecer as melhores soluções em distribuição de seguros e produtos financeiros às corretoras e clientes. Presente em 22 estados e no Distrito Federal, por meio de 55 Unidades de Negócios, as 360 mil apólices ativas, foram comercializadas por 3.330 profissionais de seguros, que atuam em mais de 3600 municípios. Tendo como sede administrativa, Curitiba (PR) e sede comercial em São Paulo (SP), a Rede Lojacorr conta também com 220 colaboradores. A Rede Lojacorr está entre as empresas emergentes do Sul e é certificada pelo Great Place to Work.

20 DÚVIDAS MAIS COMUNS EM CADA FASE DA GRAVIDEZ

A preocupação em cuidar do bebê aparece desde o primeiro momento em que a mulher descobre que vai ser mãe. A partir desse momento as mamães começam a se interessar por qualquer informação que possa ajudar no desenvolvimento de uma gravidez tranquila e saudável. Algumas delas até se transformam em “experts“ de bebês e até orientam outras grávidas sobre suas descobertas.
De acordo com o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho (CRM- 107.997), a cada fase que a gestante avança, o corpo modifica. “A gestação é uma fase marcada por mudanças físicas e psíquicas. Durante a gravidez a mulher começa a produzir uma quantidade enorme de hormônios, como o Beta HCG, a progesterona e diversos outros, que vão interferir diretamente no seu corpo”, explica o ginecologista.
A gestação é dividida em três fases: Primeira, Segunda e Terceira, cada uma referente a um trimestre.
O primeiro trimestre corresponde a 1ª a 13ª semana. É a fase mais difícil para a mãe e o bebê. “Enjoos matinais, cansaço, alterações de humor, seios sensíveis são um dos sintomas que correspondem ao primeiro trimestre da gravidez. O exercício físico, substituir os sutiãs por outros mais confortáveis, consumir bebidas quentes e frutas secas são boas escolhas para atenuar esses sintomas durante esse estágio”, destaca o ginecologista Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.
O segundo trimestre ocorre da 14ª a 27ª semana. A barriga começa a crescer e as náuseas desaparecem. É a hora de a mãe passar a cuidar melhor da alimentação e evitar os excessos para não engordar. “A partir do quarto mês, o alargamento da cintura é mais nítido e com isso surge à necessidade de começar a usar roupas mais confortáveis e soltas. É possível que a gestante engorde, em média, de 5 a 7 quilos, devido ao apetite que aumenta na mesma proporção em que o bebê cresce. A digestão fica mais lenta e pode ocorrer constipação e prisão de ventre. Por isso, é importante uma alimentação rica em grãos integrais e fibras”, alerta o médico.
O terceiro trimestre que acontece da 28ª a 40ª semana marca a última fase da gestação. “Nesse último estágio que antecede a chegada do bebê a gestante pode sentir falta de ar provocada pela pressão do ventre desenvolvido sobre o diafragma. Outro fator é o crescimento do bebê que também aperta a bexiga, podendo levar a perdas involuntárias de pequenas quantidades de urina ao tossir, correr, rir ou fazer algum esforço”, ressalta o ginecologista.

O ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli esclarece 20 dúvidas das gestantes que estão passando por cada uma dessas fases.
Primeiro Trimestre
1.Sangrar durante o início da gravidez é normal?
A perda de sangue no início da gravidez ocorre em quase 20% das gestantes e pode sim ser normal, correspondente à nidação que é a fixação do embrião dentro do útero! Porém as patologias como a ameaça de abortamento devem ser descartadas.
2.Os meus sintomas de gravidez parecem ter desaparecido, significa que posso ter tido um aborto?
A intensidade dos sintomas como cansaço, tensão mamária, náuseas variam muito de mulher para mulher. Caso, você note alguma anormalidade diante desses sintomas, procure o seu médico para ele fazer um exame que possa detectar se existe algum problema fora do comum.
3. Como deve ser feita a alimentação?
Alimentação da gestante deve ser equilibrada. Frutas, verduras, carnes, cereais e leite devem ser incluídos. “O ideal é a gestante comer pouco e fazer de quatro a seis refeições ao dia, bebendo bastante líquido (de um a dois litros de água por dia). Evite massas, doces, bebidas gasosas e álcool. E observe o seu peso, o recomendado é 9 a 12 Kg referentes ao IMC da gestante, que é considerado uma medida saudável para a mãe e o bebê”, orienta o ginecologista. E nada de comer por dois!!
4. É possível sentir os movimentos do feto a partir do primeiro trimestre de gestação
Os movimentos do bebê nesse estágio ainda não são perceptíveis pela mãe. O bebê só pode ser sentido a partir da décima oitava semana. Antes disso o que a gestante sente são os movimentos peristálticos do intestino.
5. Inchaço em grávidas é sempre sinal de que a pressão está alta?
No final da gestação o edema é bastante comum, devido á compressão da veia cava dentro do abdômen e muitas vezes não significa que é problema de pressão alta.
6. Sexo durante a gravidez faz mal para o bebê?
A relação sexual pode ser bem-vinda para o casal. Exceto em casos especiais, como o surgimento de sangramento ou contrações.
Segundo Trimestre
7. Já dá para saber o sexo do bebê e a data do parto?
A data do parto pode ser calculada a partir da primeira data da última menstruação. Quanto, ao sexo do bebê, por meio do exame de sangue a partir da 10 semanas e com o ultrassom com 18 semanas é possível saber o sexo do bebê.
8. Grávidas não podem fazer nenhum tratamento odontológico?
Isso é mito. A gestante pode realizar um tratamento bucal normalmente, pois é nesse estágio de gravidez que há maior incidência de cáries e inflamação na gengiva. Caso for necessário realizar exames de raios-X, a gestante deve vestir um avental de chumbo para proteger o feto, e a anestesia deverá ser preferencialmente sem substância vasoconstrictora.
9. A partir de quantas semanas é possível ouvir o coração do bebê?
Os batimentos cardíacos são audíveis a partir da quinta semana com o uso do ultrassom.
Entre 12ª e 14ª semanas de gestação, é possível ouvir o coraçãozinho do bebê com outro equipamento, o sonar Doppler.
10. Quantos quilos posso engordar?
A gestante deve se preocupar com o ganho de peso durante o segundo trimestre. As futuras mamães não podem ultrapassar o seu IMC (Índice de Massa Corpórea), ela pode ter variações de peso para um pouco mais ou para menos conforme o seu IMC.
O ideal seria engordar de 5 a 12kg no máximo .
11. Posso passar qualquer hidratante no corpo ou precisa ser um tipo específico para gestantes?
Alguns ativos de hidratantes comuns são proibidos na gravidez, como ureia em concentrações altas. Por essa razão, o melhor é optar por produtos exclusivos para gestantes. Mas saiba que mesmo eles podem causar alguma irritação.
12. Posso fazer tratamento para varizes?
As varizes que aparecem durante a gestação normalmente somem após o parto. O ideal para as gestantes que estão passando por esse problema é não optar por nenhum tratamento. Deixar as pernas levantadas por alguns minutos, evitar ficar muito parada em pé ou sentada e fazer caminhadas podem amenizar os sintomas.

13. Posso tingir o cabelo?
Somente a partir do quarto mês de gestação. As tinturas, mesmo aquelas sem amônia na composição, e a hena, não devem ser usadas no primeiro trimestre da gravidez. Escova progressiva, alisamentos também deve ser evitados durante toda a gestação.
14.Como calculo a semana de gestação?
Faça a contagem a partir do último dia da menstruação e considere que a gravidez tem 280 dias, ou 40 semanas. Mas, não misture o cálculo das semanas com o dos meses. Isso porque quatro semanas tem 28 dias, e não um mês

Terceiro Trimestre
15. A ansiedade pode acelerar o parto ou fazer mal para o bebê?
Independente do grau de ansiedade da mãe ela não interfere no aceleramento da gestação. Em alguns casos, alguns médicos orientam o uso de medicamentos para controlar o equilíbrio emocional, pois você querendo ou não, essa ansiedade apesar de não acelerar o parto, ela libera hormônios que passa para o bebe causando varias alterações.
16. Estou muito inchada. Devo me preocupar?
O inchaço é comum no final da gestação, mas se ele acontece de forma generalizada, procure o seu médico para diagnosticar se esse edema pode desencadear um problema grave, por exemplo, a doença hipertensiva que ocorre na gravidez.
17. Tenho tido muitas dores nas costas. O que posso fazer para aliviá-las?
A coluna vertebral é bastante sobrecarregada durante a gestação. Se as dores forem insuportáveis, pode-se ainda utilizar analgésicos.
Alongamentos e massagens pode ser a salvação durante toda a gravidez.
18. Até quantas semanas uma gestação pode ir?
O tempo previsto é de 40 semanas. O envelhecimento da placenta pode comprometer tanto a circulação do sangue como a troca de nutrientes entre o bebê e a mãe. Essa situação é arriscada para ambos. Porém hoje em dia os estudos mostram que podemos aguardar em segurança até 41 semanas
19. Como sei que estou entrando em trabalho de parto?
As contrações aumentam e duram em torno de 30 a 40 segundos cada uma. Ocorrem em media de 3 contrações em 10 minutos. O rompimento da bolsa é o sinal que a mãe deve ir imediatamente para o hospital, pois ela pode estar entrando em trabalho de parto.
20. Quando o bebê encaixa?
A mulher não tem como saber. Somente um exame clínico e o toque vaginal é que são capazes de revelar se há ou não a dilatação.

Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra - autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição. Dr. Domingos Mantelli tem pós-graduação em Ultrassonografia Ginecológica e Obstétrica, e em Medicina Legal e Perícias Médicas.

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