Carros antigos, customizados e para todos os estilos neste fim de semana na 3ª Edição da Old & Low Car em Curitiba

O evento automotivo, que reunirá aproximadamente 140 veículos, acontecerá, entre os dias 01 e 03 de abril, no Parque Barigui.

Neste final de semana, de sexta a domingo, os apreciadores e apaixonados por carros antigos ou customizados poderão acompanhar a 3ª edição da Old & Low Car, no pavilhão de feiras do Parque Barigui, no Centro de Eventos do Positivo. Serão aproximadamente 140 veículos de diversos estilos e culturas automotivas, expostos que vão dos antigos aos customizados, além de produtos e serviços com empresas ligadas a esse universo, neste evento que é considerado um dos maiores e mais completos do segmento da região Sul.

Além dos automóveis expostos, a Old & Low Car reunirá empresas com produtos e serviços que serão comercializados com preços de feira, abaixo do mercado. Estarão presentes fabricantes de peças, autopeças, comércio de rodas e pneus, som automotivo, consórcios, oficinas, restauradores, lataria, pintura, acessórios, artigos para decoração automotiva, além de vestuário e artigos para colecionadores.

O evento que reúne marcas que estarão apresentando suas novidades, tendências e muitas outras atrações voltadas para todas as idades, foi totalmente pensado para que os apaixonados pelo universo automotivo possam se divertir junto com toda a sua família, conhecendo e explorando essa cultura e suas peculiaridades.

Será ponto de encontro para os apreciadores e apaixonados por carros, clubes e colecionadores. Nesta edição, as novidades ficam por conta do evento Auto Detalhe, que acontece em paralelo, contando com cursos profissionalizantes e bate-papos com profissionais da área de Estética Automotiva Nacional, e também o 1° Campeonato de Detalhamento Automotivo.

Durante a feira, o público poderá acompanhar uma verdadeira viagem no tempo, acompanhando a história dos veículos em exposição, seus estilos e conceitos como potência, características aerodinâmicas, estruturais. Vários clubes automotivos estarão presentes com suas belas máquinas a fim de reunir os fãs desse universo.

Cursos e bate-papos da área de Estética Automotiva Nacional

Paralelamente à feira, acontece o Auto Detalhe, evento que abordará cursos e bate-papos com profissionais da área de Estética Automotiva Nacional. Haverá dois cursos profissionalizantes de polimento técnico em todos os níveis, sendo um deles exclusivo para os hobystas.

O evento estará ainda apresentando aos visitantes lançamentos de equipamentos, produtos e serviços em um momento intenso de trocas de experiências, dicas e conhecimentos de um dos segmentos de maior ascensão do mercado.

SERVIÇO:

3ª EDIÇÃO DA OLD & LOW CAR EM CURITIBA

Data: 01 a 03 de abril de 2022 (Sexta a domingo)
Local: Centro de Eventos do Positivo (pavilhão de feiras do parque barigui – (Rodovia do Café (BR 277) KM 0 – Santo Inácio).
Horários: 01/04 sexta-feira (14h às 22h) / 02/04 sábado (10h às 22h) / 03/04 domingo (10h às 20h)
Classificação: Livre

Ingressos: Antecipados R$ 20,00 nos pontos de venda nas seguintes lojas:
Loja Autocar Automotivo
KTM Sportbay
Fixados Lava Car
* Após esta data, os ingressos custarão R$ 30,00 e serão vendidos nos dias e horários de funcionamento do evento na bilheteria do Centro de Eventos do Positivo.

Realização: 2A Eventos

TRUPE AVE LOLA DE TEATRO REALIZA MOSTRAINTERNACIONAL NO FESTIVAL DE CURITIBA

A Trupe Ave Lola reúne uma série de ações artísticas e formativas com artistas nacionais e internacionais, além de shows ao vivo na 6ª Mostra Ave Lola - Celebrando a Resistência que acontecerá ao ar livre

Após dois anos, o Festival de Curitiba volta a acontecer e junto retorna a Mostra Ave Lola com sua sexta edição trazendo como tema “Celebrando a Resistência”, com mais de 30 horas de programação, incluindo espetáculos teatrais do Brasil e do Chile, shows musicais, ações formativas, leituras dramáticas e exibições audiovisuais. A mostra acontecerá na Ave Lola ao ar livre – Teatro na tenda, situada na Associação Eunice Weaver do Paraná (R. Dr. Alarico Vieira de Alencar, 10 – Bacacheri, Curitiba – PR), de 1º a 10 de abril. Para mais informações sobre programação e reservas, o público interessado deve acessar o site www.avelola.net.br.

A 6ª Mostra Ave Lola - Celebrando a Resistência é uma ação independente de uma trupe fundada há mais de 10 anos pela diretora, atriz e dramaturga Ana Rosa Genari Tezza. A diretora explica que a companhia possui genética feminina e que todos os papéis de liderança são ocupados por jovens mulheres que tiveram suas formações profissionais iniciadas na Ave Lola, ainda nos primeiros anos de existência do grupo. “O debate sobre o papel da mulher no espaço artístico e na sociedade como um todo, tem se aprofundado e isso tem mostrado que nós da Ave Lola somos feministas mesmo antes de nos engajarmos de forma direta no movimento. A Ave Lola tem uma liderança feminina muito presente. Nosso núcleo de tomada de decisão é composto integralmente por mulheres, bem como a chefia de setores estratégicos como produção, comunicação e criação artística”. Ressalta a diretora que também é quem assina a dramaturgia da companhia. “Na dramaturgia e nos espetáculos, os papéis femininos protagonizam e isso não é uma casualidade, isso é uma construção pela necessidade que eu, enquanto diretora mulher, sinto visto o esforço que nós mulheres temos que fazer para obter o mesmo reconhecimento que figuras normativas de uma sociedade hegemonicamente masculina”, declara Ana Rosa.

Para a trupe, o tema da mostra “celebrando a resistência” remete à postura e iniciativas que o grupo adotou diante de uma pandemia e a defasagem das políticas públicas para a classe artística nos últimos anos. Em 2020, no início da pandemia a Ave Lola precisou adiar a estreia do espetáculo "Cão Vadio" e manter-se ativa com projetos artísticos que não demandassem presencialidade, como publicações literárias, podcast, exibições teatrais, oficinas online e até uma radioteatro. Em mais um ato de resistência, num espaço ao ar livre, com a equipe e boa parte da população vacinadas, em setembro de 2021, numa proposta inusitada e pioneira, a Ave Lola retomou o teatro presencial com uma temporada de três meses com reservas esgotadas e lista de espera, numa tenda montada no bairro Bacacheri, em parceria com a Associação Eunice Weaver. Nessa ocasião, finalmente a estreia do espetáculo "Cão Vadio" aconteceu e centenas de pessoas puderam voltar a experienciar o teatro ao vivo novamente, após quase dois anos de confinamento.
O que veremos na Tenda Ave Lola
Agora, no mês de abril, durante o Festival de Curitiba, a Tenda Ave Lola volta com uma programação internacional artística e formativa. “Na programação da nossa mostra, nós escolhemos fortalecer os nossos laços com parcerias importantes com nomes da América Latina que tem nos inspirado como o diretor e dramaturgo Jaime Lorca do Chile e o ator Alfredo Allende da Argentina que apresentarão o espetáculo “Frankenstein”, e também quisemos dar um olhar especial para questão da crítica e do pensamento sobre as artes cênicas convidando as jornalistas, professoras e críticas de teatro Julia Guimarães e Michele Rolim que ministrarão o minicurso “Observatório de espectadores” no intuito de contribuir e estimular a escrita sobre obras de arte e quem sabe, ajudar a retomar o momento em que os jornais e meios de comunicação preocupavam-se em dar uma pauta mais profunda para cultura e arte”, explica a diretora que também conta que a programação terá apresentações do mais recente espetáculo da trupe: “Certamente, depois de uma temporada de absoluto sucesso entre os meses de outubro e novembro com ‘Cão Vadio’, sentimos que o espetáculo deveria voltar porque o Festival é uma oportunidade de que pessoas de outras cidades, de outros locais também possam assistir”.

A 6ª Mostra Ave Lola - Celebrando a resistência terá as leituras dramáticas dos espetáculos Manaós - Uma Saga de Luz e Sombra e Tchekhov, as quais serão gravadas como parte de dois audiobooks da companhia que terão a participação do público, entre os dias 07 e 10/04.

Pela primeira vez a mostra trará shows musicais com a Bananeira Brass Band no dia 02/04 e Klüber que se apresentará na Festa Ave Lola, no dia 06/04, que também contará com a discotecagem do DJ acreano Dande Tavares, um pesquisador de ritmos brasileiros, latinos e universais atemporais.

Gratuitamente, o público poderá participar de um bate-papo, na Tenda Ave Lola, com o premiado diretor Chileno Jaime Lorca, uma referência do teatro de animação. Outra programação gratuita da mostra será no Cine Passeio, onde serão exibidas duas produções audiovisuais da trupe: “A Pausa - um ensaio sobre as memórias de ontem” e Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos.

As demais atrações têm como forma de pagamento o sistema “Pague o quanto vale”, uma política adotada desde o surgimento da trupe que tem o intuito de democratizar o acesso a bens artísticos. Já o minicurso “Observatório de espectadores” com duração de três dias será cobrado o investimento de R$180 e contará com certificado de participação.

A programação detalhada da mostra, bem como reservas, pode ser verificada no site da trupe: http://www.avelola.net.br/

SERVIÇO:
6ª Mostra Ave Lola - Celebrando a resistência (de 1º a 10 de abril)

ESPETÁCULOS TEATRAIS:
Espetáculo: Cão Vadio
Companhia: Trupe Ave Lola (BR)
Gênero: Contemporâneo
Duração: 105 minutos
Classificação Indicativa: 16 anos
Dias de apresentação: 01, 02, 03, 08, 09 e 10 de abril às 19h
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

Espetáculo: Frankenstein
Companhia: Viajeinmóvil (CL)
Gênero: Teatro de Animação
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 10 anos
Dias de apresentação: 04, 05, 06 e 07 de abril às 19h
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

LEITURAS DRAMÁTICAS:

Leitura dramática: Tchekhov
Companhia: Trupe Ave Lola
Gênero: Aventura
Duração: 120 minutos
Classificação Indicativa: livre
Dias de apresentação: 07 e 08 de abril às 14h30
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

Leitura dramática: Manaós - Uma Saga de Luz e Sombra
Companhia: Trupe Ave Lola
Gênero: Melodrama
Duração: 80 minutos
Classificação Indicativa: livre
Dias de apresentação: 09 e 10 de abril às 14h30
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

SHOWS MUSICAIS:
Bananeira Brass Band
Dia de apresentação: 02 de abril às 22h
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

Klüber
Dia da apresentação: 06 de abril às 22h
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

Celebrando a resistência - Festa Ave Lola com DJ Dande Tavares
Dia da apresentação: 06 de abril às 23h
Ingressos: Pague O Quanto Vale
Reservas pelo site: www.avelola.net.br

AÇÕES FORMATIVAS:
Observatório de espectadores
Ministrantes: Julia Guimarães e Michele Rolim
Vagas: Até 30 pessoas
Dias: 2, 3 e 4 de abril, das 14h30 às 16h30
Público-alvo: estudantes de artes cênicas, letras e jornalismo, professores do ensino básico e superior, programadores culturais, público geral do Festival de Curitiba e outras pessoas interessadas em teatro. Não é necessário conhecimento prévio na área.
Investimento: R$ 180,00
Inscrições pelo formulário: www.avelola.net.br

Bate-papo com Jaime Lorca
Dia do bate-papo: 05 de abril às 20h30
Ingressos: Gratuito

As exibições audiovisuais integram a Mostra de Conteúdos Digitais Pandêmicos, que será realizada no Cine Passeio – Sala Valêncio Xavier. A programação completa com datas e horários estará disponível pelo site do Festival de Curitiba.

Exibição: A Pausa - um ensaio sobre as memórias de ontem
Produção: Ave Lola e as Meninas Produções Artísticas
Gênero: Documentário híbrido
Duração: 15’11’’
Classificação Indicativa: livre
Exibição: Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos
Produção: Ave Lola e as Meninas Produções Artísticas
Gênero: Documentário
Duração: 80’
Classificação Indicativa: livre

6ª Mostra Ave Lola - Celebrando a resistência (de 1º a 10 de abril)
Local: Ave Lola ao ar livre – Teatro na tenda, situada na Associação Eunice Weaver do Paraná (R. Dr. Alarico Vieira de Alencar, 10 – Bacacheri, Curitiba – PR)
Ingressos: A programação da 6ª Mostra Ave Lola - celebrando a resistência segue o sistema de pagamento de ingressos "Pague O Quanto Vale" mediante reserva pelo site: http://avelola.net.br/ .

Contatos com a companhia:
41-99668-8927 (Dara van Doorn - produção)
41-98510-6389 (Larissa de Lima - comunicação)
92-98161-1848 (Jamilssa Melo - assessoria de imprensa)

Site: Ave Lola - Espaço de Criação
Facebook: Ave Lola Espaço de Criação | Facebook
Instagram: Trupe Ave Lola (@ave_lola) • Fotos e vídeos do Instagram
YouTube: Trupe Ave Lola - YouTube

MUPA recebe neste sábado a escritora Noemi Jaffe para mesa-redonda sobre plantas e linguagem

Na escrita e na vida, já tem sido possível perceber os impasses que a crise do capitalismo tem provocado na nossa relação com a natureza. Em Írisz: as orquídeas, a escritora, professora e crítica literária paulistana Noemi Jaffe enreda a história de uma bióloga fugitiva da guerra que desaparece deixando diários nos quais é possível perceber sua arguta percepção da língua húngara, da crise do comunismo e de sua relação com as orquídeas. A escritora curitibana Julie Fank, em seu ainda inédito A história da cebola, escreve um protagonista sem memória que se utiliza dos verbetes enciclopédicos sobre plantas para se reconhecer e se reinscrever no mundo.

No próximo sábado (26), Noemi Jaffe vem a Curitiba para uma mesa-redonda gratuita e aberta a todos os públicos no Museu Paranaense (MUPA), com mediação de Julie Fank. Durante o evento, as escritoras devem debater questões que atravessam nossa vida hoje e dialogam com a literatura, a única pólvora possível para quem escreve. Diante da situação de um mundo com os fósforos acesos para o conflito, como isso perpassa nossa relação com as plantas e com a linguagem?

A ação integra a programação geral do Programa Público “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas” que segue ativa até o mês de maio deste ano no Museu Paranaense. O programa é formado por uma série de ações artísticas, educativas e culturais, nas quais o público é convidado a aproximar-se das múltiplas formas de vínculos entre seres humanos e seres vegetais. Uma das ideias gerais do projeto é reafirmar a importância da cultura imaterial, dos saberes ancestrais de pessoas enraizadas em seus territórios, bem como da potência do museu enquanto espaço de relações. Por meio de mesas-redondas, conversas, atividades práticas e ações artísticas, o projeto tem como objetivo promover o encontro entre os sujeitos que carregam consigo uma relação estreita com as plantas — das mais diferentes formas — e o público do MUPA.

Para conferir a agenda completa, acesse este link.

SOBRE NOEMI JAFFE — Escritora, professora de literatura e de escrita e crítica literária. Doutorou-se em Literatura Brasileira pela USP. Publicou "O que os cegos estão sonhando" (Ed. 34 — 2012), "A verdadeira história do alfabeto" (Companhia das Letras — 2012), vencedor do Prêmio Brasília de Literatura em 2014, "Irisz: as orquídeas" (Companhia das Letras — 2015), "Não está mais aqui quem falou" (Companhia das Letras — 2017) e "O que ela sussurra", entre outros. Desde 2016, mantém o Centro Cultural Literário Escrevedeira, em parceria com Luciana Gerbovic e João Bandeira.

SOBRE JULIE FANK — Graduada em Letras, mestra em Literatura Comparada pela Unioeste-PR, doutora em Escrita Criativa pela PUCRS. É escritora, artista visual e diretora da Esc. Escola de Escrita.

SERVIÇO - Mesa-redonda “Letras em Fotossíntese” com Noemi Jaffe
Mediação: Julie Fank
Sábado, 26 de março, às 15h

Para assistir à mesa-redonda não é necessário inscrever-se previamente. A liberação dos lugares será realizada a partir de 14h30, por ordem de chegada, até completar a capacidade do local.

O Museu Paranaense fica na Rua Kellers, 289, Alto São Francisco – Curitiba.

Contatos da assessoria
Tel: +55 41 99695-2884
Email: fmaldonado@secc.pr.gov.br (Fernanda Maldonado)

MON promove visita mediada e oficina na exposição de Orlando Azevedo

A edição de março do programa Arte para Maiores, do Museu Oscar Niemeyer (MON), destinado especialmente ao público com mais de 60 anos, terá visita mediada e oficina prática na exposição “O Labirinto da Luz”, do fotógrafo Orlando Azevedo.

Será no dia 15 de março, das 14h às 17h, com a equipe do Educativo do Museu. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. Para se inscrever é necessário preencher o formulário online.
Haverá também uma videoconferência com o fotógrafo e com o curador da exposição, Rubens Fernandes Junior, no dia 22 de março, das 14h às 15h30. Mais informações e inscrição em: bit.ly/APMmarco.

O Labirinto da Luz
A mostra “O Labirinto da Luz” celebra os 50 anos de fotografia de Orlando Azevedo. São 237 imagens, com curadoria de Rubens Fernandes Junior, que podem ser vistas pelo público na Sala 1 do MON.

O curador criou um labirinto que divide a exposição em núcleos referentes a algumas das vertentes criativas do fotógrafo. São eles: “Ruínas”; “Religiosidade”; “Índia”; “Cósmica”; “Retratos”; “Marinhas”; “Corpo e Movimento”; “Paisagem”; “Festas e Populares”; “iPhone”; “Surreal” e “Voo”.

Orlando Azevedo possui obras em diversos acervos do Brasil e de outros países, como no International Center of Photography, em Nova York; Centre Georges Pompidou e Museu Francês de Fotografia, em Paris; Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna de São Paulo; Instituto Cultural Itaú; Museu de Fotografia Cidade de Curitiba; Empresa Portuguesa das Águas Livres/Lisboa; Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo; Fototeca de Cuba, em Havana, além do próprio Museu Oscar Niemeyer (MON), e também várias e importantes coleções privadas nacionais e internacionais.

No total, Orlando tem 12 livros publicados e entre eles estão: “Mestiço – Retrato do Brasil” (2019); “Augusto Weiss 1890/1990” (2017) e “Rio Grande/RS” (2014).

Arte para Maiores
Em 2019, o programa Arte para Maiores conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus, o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Em 2020, o programa tornou-se on-line, em decorrência das restrições impostas pela pandemia. Em 2021, o Arte para Maiores retornou em sua versão presencial, seguindo o protocolo de segurança.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
Visita mediada e oficina
Data: 15 de março
Horário: das 14h às 18h

Videoconferência
Data: 22 de março
Horário: das 14h às 15h30
Inscrição: bit.ly/APMmarco

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Curitiba – Paraná
museuoscarniemeyer.org.br

Mostra Artefacto 2022: Patrícia Penna cria oásis urbano, que convida ao bem-viver

Trabalhando o uso do espaço de uma maneira essencial com elementos criativos, a arquiteta marca sua 13ª participação na mostra com um projeto de mais de 180 m²

Arquiteta Patrícia Penna | Foto: Cleiby Trevisan
Reunindo ambientes assinados por grandes nomes da arquitetura nacional, a conceituada mostra Artefacto, na Haddock Lobo (São Paulo), chega à mais uma edição com o tema “Natureza Modernista”. A arquiteta Patricia Penna, que comanda o escritório Patrícia Penna Arquitetura & Design e participa da mostra pela 13ª vez, assina o ambiente com mais de 180 m², composto por um grande espaço gourmet para receber visitas e familiares.

“Esta obra foi a mais desafiadora que já fizemos na Artefacto. Para isso, me inspirei em um ambiente de jardim urbano, sofisticado, compondo um gostoso rooftop que convida ao uso”, explica Patricia. A proposta foi conceber um oásis na cidade, tendo o paisagismo como pano de fundo. “Pensando em uma natureza modernista, propusemos áreas externa e interna que integram-se e quase misturam-se, amonde o “purismo” da geometria existente no local fica evidenciado” completa.

No ambiente localizado no 3º pavimento, foram realizadas algumas mudanças para trazer amplitude necessária e desejada, o que levou apenas 40 dias de obra. Patricia e sua equipe repensaram a, ampliando o trecho coberto do ambiente, que é abundante em iluminação natural. Para isso, recorreram ao uso de estruturas metálicas, com cobertura e fechamento de vidro, além do piso de porcelanato que lembra o limestone. Na área externa, que continua livre e descoberta, novos gazebos e poltronas suspensas roubam a cena e tornam o lugar, inclusive, instagramável.

Esse Oásis Urbano ainda reserva surpresas que pretendem encher os olhos do público. A paleta de cores varia entre cinza, preto e tons de azul. Os tapetes de lã natural e fibra de viscose, assim como os principais elementos do ambiente, apostam num toque gostoso, reforçando a vocação sensorial do projeto.

Mostra Artefacto Haddock Lobo 2022
Prevista para ser aberta ao público a partir de 12 de março de 2022
Rua Haddock Lobo, 1405, São Paulo
www.artefacto.com.br
@artefactooficialbrasil
Sobre Patrícia Penna
No mercado há mais de 20 anos, a arquiteta Patrícia Penna é destaque de mostra de decoração no Brasil e no exterior. Com a equipe multidisciplinar que faz parte do escritório Patrícia Penna Arquitetura & Design, assina projetos de arquitetura e design de interiores nas áreas residenciais, corporativos e institucionais. Seu principal objetivo é atender às expectativas de cada cliente, traduzindo seus anseios e concretizando-os. Transitando por estilos variados, trabalha com grande apuro e cuidado ao lado da equipe para atingir um resultado marcado pelo ecletismo e, sobretudo, pela identificação particular de cada cliente com o seu próprio projeto.

Alameda Santos, 2326 – São Paulo
(11) 99792-0208
www.patriciapenna.arq.br
@patricia_penna_arquitetura

Catálogo com imagens inéditas da exposição “OS GÊMEOS: Segredos” no MON já está disponível

O Museu Oscar Niemeyer (MON) acaba de lançar um novo catálogo da exposição “OSGÊMEOS: Segredos”, com imagens inéditas da mostra realizada no MON, que já foi vista por mais de 143 mil visitantes. Este é o último mês da exposição, que irá até o dia 3 de abril.

Produção original da Pinacoteca de São Paulo, a exposição em Curitiba é uma parceria com o Museu Oscar Niemeyer, apresentada pela Copel e viabilizada pelo Governo do Estado do Paraná. Estão expostos mais de 850 itens, entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas, intervenções site specific, desenhos e cadernos de anotações.

O novo catálogo é um complemento do anterior, que já está esgotado, e traz imagens específicas da exposição no MON. Os exemplares são limitados e estão disponíveis na MON Loja. Outros produtos relacionados à exposição também estão disponíveis na loja, como camiseta, garrafinha e marcador de páginas.

Os artistas
A dupla de artistas formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (São Paulo, 1974) construiu uma trajetória no mundo das artes sem nunca ter perdido de vista o desejo de manter-se acessível ao grande público.

Esse percurso inclui a participação em mostras nas principais instituições internacionais, como o Hamburger Bahnhof, em Berlim, em 2019, com um projeto concebido em parceria com o grupo berlinense de breakdance Flying Steps – um dos mais premiados mundialmente; a Vancouver Biennale, no Canadá (2014); o MOCA – Museum of Contemporary Art, em Los Angeles (2011); o MOT – Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio, no Japão (2008); a Tate Modern, em Londres, no Reino Unido (2008), onde os artistas pintaram a fachada, e a Trienale de Milão (2006), entre outros. Ao longo de sua carreira, os irmãos também receberam convites para criar para os principais espaços públicos de mais de 60 países, incluindo Suécia, Alemanha, Portugal, Austrália, Cuba, Estados Unidos – com destaque para os telões eletrônicos da Times Square, em Nova York (2015) –, entre outros.

Gustavo e Otávio sempre tomaram o espaço urbano como lugar de vivência e de pesquisa desde o início de sua produção, em meados da década de 1980. Os artistas partiram de uma forte imersão na cultura hip hop, que havia chegado ao Brasil no momento em que os irmãos começaram a produzir, e da influência da dança, da música, do muralismo e da cultura popular para desenvolver um estilo singular, com atmosfera alegre, que acabou se tornando um emblema dos espaços urbanos pelo Brasil e pelo mundo.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço:
Catálogo “OSGEMEOS: Segredos, a Exposição”
Disponível na MON Loja
Valor: R$ 70
Contato: (41) 3350-4467, ou lojadomon@gmail.com
www.museuoscarniemeyer.org.br

Conheça o trabalho de André MendesCuritiba-PR, 1979

2011 Pintura Avançada III, disciplina isolada, UFPR, Curitiba, Brasil
2008 Gravura em Metal, Solar do Barão, Curitiba, Brasil
2004 Especialização em Desenho, IDEP, Barcelona, Spain
2003 Graduado em Desenho Industrial, Programação Visual, PUC PR, Curitiba, Brasil

A forma é a linguagem usada por André Mendes para construir pouco a pouco uma plasticidade em constante transformação. Ela é pesquisa, objetivo, projeto, sua maneira de pensar. Ao mesmo tempo, ela permanece inalcançável, pois nunca tem fim. No início o desenho foi o meio escolhido pelo artista, mas, mesmo com traço livre, o domínio do bidimensional não foi suficiente: aos poucos as linhas se desfizeram e os cantos da tela se abriram. Com mais cor, corpo e liberdade, suas formas ganharam o espaço, se espalhando entre murais, preenchendo lugares com esculturas improváveis, equilibrando instalações que se tramam no espaço ao redor com provocação. Percebe-se que cada trabalho de Mendes é como um desafio: até onde a forma vai, como pode existir e resistir? Para responder, não é tímido nos materiais e na manipulação: da tinta ao plástico, passando pelo metal e pelo próprio ar. O óleo tem sido a escolha da vez, criando elementos orgânicos com aspecto de sonho, marcando uma passagem do físico para o metafísico. No futuro, quem sabe? Somente o processo - que para o artista mais importa - é que vai poder mostrar os caminhos imprevisíveis.

André Mendes

André Mendes | “Horizonte de Eventos” | 110X181X28cm | Resina vegetal sobre tecido com revestimento de fibra de PET 100% reciclado | 2021
AME315 - André Mendes 130X130cm

André Mendes | "Medite se Puder" | 130X130cm | Acrílica sobre tela | 2022
ANDRÉ MENDES
Foto: Letícia Akemi

PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:

2021 – LUGAR, Galeria Zilda Fraletti, Curitiba, Brasil
2019 – Ainda não, Matèria Gallery, Roma, Italia
2018 - ESTADO, Galeria Zilda Fraletti, Curitiba, Brasil
2018 - Antes do Fim III, Cloitre des Billettes, Paris, France
2018 - Antes do Fim, Galeria Ponto de Fulga, Curitiba, Brasil
2016 - Solo Project Art Basel
2016, Galeria Ricardo Fernandes, Suíça
2014 - Espacial, Exposição de Atelier, Curitiba, Brasil
2013 - André Mendes, Galeria Zilda Fraletti, Curitiba, Brasil
2012 - Falando de Arte, Museu Guido Viaro, Curitiba, Brasil
2009 - Desconstrução, Espaço Cultural BRDE, Curitiba, Brasil

PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES COLETIVAS:

2021 - Extraperlo ‘Curating Curators’, Anne Pingreoun, Madrid, Espanha
2020/21 – Wander Art, Alter Project, Belgravia- Londres - UK
2020 - André Mendes, Marcelo Sola e Lula Ricardi, Ricardo Fernandes Gallery, Paris, França
2019 - This is DOPE, Taksu Gallery, Cingapura
2017 - Aestival 07, Galeria Ricardo Fernandes no Centro Cultural Cloître des Billettes, Paris, França
2016 - M3ND3S / Memorial da Cidade de Curitiba / Curitiba - Brasil (Over)Laid / Galeria InterArtividade / Curitiba –Brasil Nasi Campur, TAKSU Gallery Singapore, Cingapura aestival 06, Galeria Ricardo Fernandes no Centro Cultural Cloître des Billettes, Paris, França
2015 - Tropikos, Hof Art Space, Bangkok, Tailândia Total, Farol Galeria, Circuito Bienal Vento Sul, Curitiba, Brasil Total, Galeria Zilda Fraletti, Circuito Bienal Vento Sul, Curitiba, Brasil
2013 - I Salão de Arte Contemporânea de Ponta Grossa, Centro de Cultura Cidade de Ponta Grossa, Brasil 13o Salão Nacional de Artes de Itajaí, Brasil
2012 - Elementares, André Mendes e Fernando Franciosi, MAC-PR, Curitiba, Brasil ColorFlow, André Mendes e Rimon Guimarães, Galeria RAS, Barcelona, Espanha
2011 - Águas do Amanhã, MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil MOB + ARTE BICICLE e MOBILIDADE, Solar do Barão, Curitiba, Brasil
2010 - Estado da Arte, 40 anos de Arte Contemporânea no Estado do Paraná, Coletivo Interlux Arte Livre, MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil Autorretrato, Casa Andrade Muricy, Curitiba, Brasil
2009 - V Bienal Vento Sul, Projeto Grade Sobre Grade, Coletivo Interlux Arte Livre, Memorial de Curitiba, Curitiba, Brasil
2008 - Cicloviaérea, Colaboração com Jarbas Lopes, CCSP, São Paulo, Brasil SINTOMAS, Centro Cultural Solar do Barão, Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Brasil Galerias Subterrâneas, Curitiba, Brasil, Coletivo Interlux Arte Livre Arte em Circulação, Caixa Cultural, Curitiba, Brasil, Coletivo Interlux Arte Livre
2007 – MOB – Arte Bicicleta e Mobilidade, Centro Cultural São Lourenço Curitiba, Brasil

PRINCIPAIS RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS:

2015 - Tropikos, Hof Art Space, Bangkok, Tailândia
2012 - Kakiseni International Art Residency, Kuala Lumpur, Malásia
2008 - Jarbas Lopes, Maricá, Brasil Principais

PREMIAÇÕES:

2013 - Salão Nacional de Artes de Ponta Grossa, Brasil - Primeiro Prêmio Principais Murais Face to Face
2020 - Wander Art, Belgravia, Londres, UK UNIMED – PR
2020 - Curitiba, Brasil Laços
2019 - Hospital Pequeno Principe, Curitiba, Brasil Colegio Anjo da Guarda,
2018 - Curitiba, Brasil World Traveller
2017- Andaz Hotel, Hyatt - Cingapura Jornal Gazeta do Povo,
2015 - Curitiba, Brasil Uma breve História do Brasil
2015 – Auvernier, Suiça Instituto de Oncologia do Paraná
2014 – Curitiba, Brasil A grande Parede
2011 - INK, Curitiba, Brasil Hospital Santa Cruz
2007 – Curitiba, Brasil Água é Vida, Sanepar
2007 – Curitiba, Brasil Instituto de Direito Romeu Bacelar
2000 – Curitiba, Brasil
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Galeria

Pop-up da Breton em Curitiba apresenta showroom de designers brasileiros

A produção do showroom foi inspirada nas características do lifestyle curitibano

Inaugurada em 27 de janeiro, a pop-up da Breton, em Curitiba, apresenta a coleção "Desejos de Família" nas primeiras ambientações da loja. No projeto, pensado para acolher o público nesse primeiro contato da marca com a cidade, a proposta é trazer o aconchego por meio de um estilo contemporâneo clássico - identidade do lifestyle curitibano.

A coleção, que conta com mais de 200 itens e assinatura de 21 designers brasileiros, é pautada no conforto e em elementos sensoriais do mobiliário. "A Breton é uma marca de família, feita para a família. E no showroom curitibano os ambientes demonstram carinho e aconchego, com propostas para todas as faixas etárias, da criança ao idoso", descreve o diretor de produto e estilo da marca, Daniel Pegoraro.

Nos 150m² da pop-up os clientes encontram peças assinadas por Lilly Sarti, como a poltrona Bumbo e os sofás Agogo e Cello; por Reinaldo Lourenço, com a mesa de centro Rei; e por Bruno Simões, com as poltronas Tropico e Palma, que está na vitrine da loja. "Por ser uma marca que busca constantemente a inovação, o showroom, em Curitiba, é dinâmico. Sempre apresentará novos produtos e ambientações diferenciadas", adianta Pegoraro.

A Breton

Fundada em 1967, a marca mantém o seu DNA e tradição sobre valores como família e lar. A Breton é reconhecida pela qualidade, design exclusivo e inovação de suas peças, oferecendo móveis e objetos de decoração de alto padrão, residencial ou comercial, sempre com o objetivo de superar as expectativas de seus clientes. Atualmente, a grife de mobiliário tem 14 lojas físicas pelo País (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Boa Vista, Manaus, Balneário Camboriú e Porto Alegre, com inaugurações previstas em Curitiba e Cuiabá para o ano de 2022).

Serviço
Breton – Pop-up | Curitiba
Inauguração: 27/01 (quinta-feira)
Aberto ao público: a partir de 31/01 (segunda-feira)
Endereço: Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 860 – Batel
Atendimento: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h | Aos sábados, das 10h às 16h
Telefone: (41) 9 9114-4602
Instagram: @bretonoficial
Site: www.breton.com.br

Exposição permanente de João Turin em espaço público promove acessibilidade da arte

As 100 obras mais representativas do artista podem ser apreciadas gratuitamente no Parque São Lourenço, em Curitiba, contribuindo para a popularização do legado deixado por João Turin

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Uma seleção representativa das obras do artista João Turin (1878-1949) está hoje acessível em um ambiente público, e pode ser apreciada gratuitamente por todas as pessoas que visitarem o Parque São Lourenço, na cidade de Curitiba. Lá foi construído pela Prefeitura da cidade o Memorial Paranista, em homenagem ao artista como um espaço para preservação e difusão de obras de arte, que abriga cerca de 100 esculturas e baixos relevos de João Turin em uma exposição permanente e em um jardim de esculturas ampliadas, a céu aberto. “Ser público e de graça nos aproxima do ideal de popularização da arte. O local passa a ser um espaço de convivência”, afirma Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais do artista.

A conquista de um espaço privilegiado como este, que proporciona grande visibilidade ao legado de João Turin é um dos pontos mais altos de um trabalho minucioso de levantamento de seu legado: um resgate de ponta a ponta, realizado pela Família Lago e SSTP Investimentos, algo até então inédito no mundo das artes. Iniciado em 2008, quando tiveram início as negociações com a família de João Turin, o resgate compreendeu uma série de etapas, tais como pesquisa, localização de obras, catalogação, recuperação, fundição, entre outras.

Foram catalogadas 410 obras, contemplando não somente esculturas, mas também desenhos, pinturas, design de moda e criações arquitetônicas mostrando o quanto João Turin foi um artista versátil. As cerca de 100 obras presentes no Parque São Lourenço compreendem esculturas e baixos relevos em bronze. Antes do resgate artístico, muitos trabalhos deixados pelo artista estavam disponíveis apenas em gesso. “Estamos em um caminho de tornar o João Turin cada vez mais conhecido e sem dúvida uma exposição permanente é importante nessa estratégia e funciona super bem”, comenta Samuel Lago.

Construído pela Prefeitura de Curitiba e inaugurado em maio de 2021, o Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, reuniu quase 100 obras de Turin graças a uma junção de esforços. Das 15 esculturas ampliadas, 12 foram compradas pela Prefeitura, e as outras 3 foram doadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), por meio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura). 78 esculturas em tamanho original foram doadas pela Família Lago para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura de Curitiba em regime de comodato.

“É muito significativo ter um espaço de exposição permanente para um artista como João Turin, que retrata o imaginário do povo paranaense. Isso é muito importante como reconhecimento ao artista e como reforço de auto-estima do paranaense, que é um povo multifacetado devido a suas influências de colonização. É imprescindível que as pessoas conheçam os artistas locais. A gente só consegue isso com algo de larga extensão como uma exposição permanente, pois uma exposição temporária não teria esse alcance”, avalia Samuel Lago.

Na área externa há um Jardim de Esculturas com mais 13 obras em bronze, que podem ser vistas pelo público que visitar o parque. Todas essas esculturas são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é Marumbi, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta. Para agendar uma visita guiada, basta fazer um agendamento através do site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista.

Além de um reconhecimento de preservação cultural tão importante, o Memorial Paranista é também uma oportunidade de incentivar o turismo na cidade de Curitiba. “Do ponto de vista econômico para a cidade é muito interessante, pois tem um grande potencial de se tornar um local de visitação de turistas, como a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, que ficam próximas do Parque São Lourenço”, observa Samuel Lago.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios do Paraná, Rio de Janeiro e na França. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do estado do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

MON abre mostra Da Vinci Experience

Exposição interativa apresenta projeções em realidade virtual e maquetes de invenções

A exposição “Da Vinci Experience e suas invenções” celebra os 500 anos da morte do gênio Leonardo da Vinci (1452-1519) e chega a Curitiba para apresentar a trajetória de uma das mentes mais brilhantes da história, de forma interativa e inovadora.

A mostra é dividida em quatro núcleos que mostram as diversas abordagens do artista - engenharia, arquitetura, pintura e anatomia -, além de vídeos e uma sala de imersão que convidam o público a mergulhar no universo criativo de Da Vinci por meio de diferentes linguagens.

“Da Vinci Experience e suas invenções” poderá ser vista nas salas 3 e 6 do Museu Oscar Niemeyer no período de 17 de fevereiro a 8 de maio de 2022.

“Com o propósito de sensibilizar as pessoas para a arte e pela arte, a realização da mostra Da Vinci Experience vem ao encontro das premissas do MON”, afirma a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika. Ela explica que além de colecionar e expor artes visuais, arquitetura e design, a instituição busca oferecer aprendizados transformadores e diálogos constantes entre público e arte. “O Museu Oscar Niemeyer é um espaço vivo que proporciona experiências únicas e inesquecíveis. A mostra imersiva sobre Da Vinci sem dúvida será mais uma delas”, comenta Juliana.

“A exposição destina-se a um público de todas as idades. O objetivo é compartilhar o universo particular das criações de Da Vinci e revelar alguns dos mistérios que habitavam a mente do gênio”, explica Ricardo Ribenboim, diretor da Base7 Projetos Culturais, responsável pela mostra.

Na Sala de Máquinas, o visitante encontra dez reproduções artesanais das famosas máquinas pensadas e desenvolvidas pelo artista, como o paraquedas, o volante e a asa-delta. Leonardo da Vinci, acima de tudo, foi um cientista brilhante e projetou dispositivos que, posteriormente, viriam à luz em sua forma definitiva.

Projeções gigantescas e uma trilha sonora Dolby Surround 360o coroam a narrativa, formando a Sala Imersiva. Nela, o público mergulha em centenas de imagens digitalizadas e vídeos em alta definição.

Concebida pela Crossmedia Group e consultoria de Roberta Barsanti, diretora do Museo Leonardiano, em Vinci, a exposição foi exibida na Itália, nas cidades de Milão, Florença e Treviso; no Peru, em Lima; no Chile, em Santiago; na Colômbia, em Bogotá; e no Brasil, em São Paulo.

Ministério do Turismo e Copel apresentam a exposição, que conta com patrocínio da Uninter, apoio do Park Shopping Barigüi, Peregrino Neto Advogados, Colégios Marista de Curitiba e apoio institucional do Consulado Geral da Itália em Curitiba. Uma realização do MON e da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Estado do Paraná.

Educativo -
Ao longo do período expositivo, estão previstos atendimentos ao público espontâneo e grupos agendados, por meio de visitas guiadas e oficinas, além de palestras para o público geral.
Para mais informações e inscrições, basta entrar em contato pelo e-mail agendamentodavinci@gmail.com ou pelo telefone 41- 99920-0419 (atendimento de terça a sexta, das 14h às 17h).
Oficinas para o público espontâneo, aos domingos, das 14h às 17h (respeitando o limite de público da oficina do MON).
Todas as quartas feiras, haverá visita guiada com mediação de tradutores de libras, às 16h.
Mediações para o público espontâneo: de terça à domingo, das 10h às 18h; mediações ao público agendado: terças, quintas e sábados - das 10:30h às 12h; das 14:30h às 16h; e das 16h às 17:30h.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
“Da Vinci Experience e suas invenções”
de 17 de fevereiro a 8 de maio de 2022
Salas 3 e 6
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Obra customizada de Eduardo Kobra é exposta na Praça Croma, gentileza urbana da Construtora Piemonte

Além do letreiro do empreendimento que foi customizado por Kobra, estão previstos dois painéis no empreendimento

No último sábado (29), Curitiba recebeu a visita, a convite da Construtora e Incorporadora Piemonte, do artista urbano e muralista Eduardo Kobra. Na ocasião, Kobra deu cor ao nome do empreendimento que será lançado em Março, o Croma. Ainda nesse empreendimento está previsto a confecção de dois painéis gigantes, que darão cor e trarão um diferencial.
Para Kobra, a presença em Curitiba é engrandecedora. “Tenho obras espalhadas pelo mundo, mas quando posso produzir algo no meu país, isso me dá um entusiasmo”, ressalta. Em Curitiba serão as primeiras obras de Eduardo Kobra planejadas para a cidade, “A Piemonte entendeu e valorizou a obra dos artistas urbanos, mostrou sua vanguarda e me deu a possibilidade de criar, sem interferências. Será uma surpresa para todos. Vou trazer cor, luz e brilho para uma cidade que é referência mundial”, comenta.
“Fiquei muito satisfeito com o convite feito pela Piemonte. Analisei todo o projeto e fiquei encantado, não apenas pelos cuidados que a construtora tem com o meio ambiente, tecnologia, acessibilidade, mas também pela seriedade da empresa. Tudo isso levo em conta para criar a parceria”, ressalta Kobra. O muralista ainda comenta que as obras que serão realizadas no empreendimento estarão intimamente ligadas a história da cidade. “Esse período que estive em Curitiba, e outras visitas que farei a cidade serão determinantes para a criação”, acrescenta.
Segundo Kobra, esse tempo entre a ação do dia 29 até a finalização dos painéis – quando o empreendimento estiver pronto, será o momento de conhecer Curitiba e suas peculiaridades, “vou buscar contato com outros artistas locais e me aprofundar na história, para desenvolver todo o meu material”, pontua.
Filipe Demeterco, diretor da Construtora e Incorporadora Piemonte, contar com a obra do Eduardo Kobra em um dos empreendimentos é único. “Com o projeto que foi criado, queríamos além de proporcionar o lar para os moradores, também queríamos presentear a cidade que é nossa base há mais de 20 anos”, comenta. “Somos uma empresa 100% curitibana e tudo que podemos fazer para melhorar a cidade, está em nossos objetivos. No caso do Croma, não apenas o morador será presenteado com a obra do Kobra, mas também todos aqueles que circulam diariamente pelo Bigorrilho, que poderão contemplar, seja a pé ou de carro, as cores que traremos para a cidade”, enaltece.
“Essa é minha primeira oportunidade de estar em Curitiba e levar a minha obra para essa cidade que é referência mundial. Em todos os meus trabalhos sempre mantenho a origem, características, integridade e a mensagem que queremos passar”, comenta Kobra. Nesse primeiro momento, o curitibano poderá sentir a obra do artista urbano no letreiro do empreendimento que ficará exposto na Praça Croma (Rua Jerônimo Durski, 1624). “É uma pequena instalação, com letras customizadas, que foram pensadas em todas as cores e já deixa um pouco da marca do meu trabalho”, enfatiza.
Os painéis que serão criados para o Croma, embora estejam inseridos e conectados com o empreendimento, serão únicos. “Tenho a total liberdade criativa, e me anima muito saber que o empreendimento está próximo de um dos parques mais movimentados de Curitiba e também de um terminal de ônibus, assim tenho a certeza de que a arte urbana e toda a iniciativa da Piemonte, será vista por um grande público”, comenta Kobra. “Assim como uma peça de teatro precisa de um apoio, o meu trabalho, e a continuidade dele nas ações sociais que desenvolvo, são facilitadas com esses convites que recebo. E sei, que junto a Piemonte, muitas coisas boas serão criadas. É isso que é importante e que me possibilita a sonhar com as minhas obras sendo colocadas em mais cidades brasileiras”, finaliza o muralista.

IMG 2330 – Eduardo Kobra
IMG 2122 – Eduardo Kobra e Filipe Demeterco, diretor da Construtora e Incorporadora Piemonte
Crédito Valterci santos

MAE-UFPR lança exposição virtual “Cavalgada à Pedra do Reino”

Exposição é resultado de parceria do MAE-UFPR com estudante de graduação do curso História – Memória e Imagem – Foto: Guilherme Trancozo Aguilar/Divulgação
O Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE-UFPR) lança nesta sexta-feira, 21 de janeiro de 2022 a exposição virtual “Cavalgada à Pedra do Reino”. A exposição pode ser visitada gratuitamente a partir do endereço http://www.mae.ufpr.br/cavalgadaapedradoreino/ .

A mostra virtual é resultado da monografia do aluno Guilherme Trancozo Aguilar, que defendeu seu trabalho no final de 2021 no curso de graduação História – Memória e Imagem da UFPR, orientado pelo professor Luiz Geraldo Silva, do Departamento de História e coorientado por Bruna Marina Portela, historiadora do MAE-UFPR.

Guilherme apresenta na exposição a festividade da “Cavalgada à Pedra do Reino”, que acontece todos os anos na cidade pernambucana de São José do Belmonte. Diferentes temporalidades são apresentadas, no intuito de trazer uma compreensão histórica do evento em sua totalidade. A exposição é dividida em quatro seções, marcadas temporalmente nos séculos XVI, XIX, XX e XXI, e traz para o visitante uma série de fontes manuscritas, jornais e fotografias.

A exposição virtual dialoga diretamente com o acervo de Cultura Popular do museu, formado por coleções que representam diferentes manifestações culturais brasileiras, incluindo as Cavalhadas de Palmas e Guarapuava, no Paraná, que se assemelham em alguns aspectos com a Cavalgada à Pedra do Reino de Pernambuco. Com a inauguração desta exposição virtual, o MAE-UFPR tem como objetivo ampliar a discussão sobre cultura popular e abrir espaço para novos debates e diálogos sobre seu acervo.

Confira esta e outras exposições do MAE-UFPR no site: www.mae.ufpr.br

Visitas a museus, presenciais ou virtualmente, são ótimas opções de lazer durante as férias

Em qualquer canto do mundo, os museus estão entre as melhores opções de lazer para se fazer, sempre muito procurados especialmente no período de férias. São espaços que oferecem diversas formas de aprendizado, interação e até mesmo diversão.

Muitos já reabriram suas portas ao público, seguindo todos os protocolos de segurança necessários. Mas, para quem vive distante dos museus que gostaria de conhecer, muitos deles também podem ser visitados virtualmente.

Para a Profa. Dra. Maria Aparecida de Menezes Borrego, supervisora do Museu Republicano de Itu, ainda que a visita online não ofereça as mesmas sensações de vivenciar esses espaços presencialmente, é uma maneira de acessá-los de forma imersiva.

"A visita online, pelos recursos tecnológicos que oferece, garante ao público a possibilidade de escolher o roteiro a ser percorrido dentro do Museu, se deter nas obras de maior interesse e conhecer o acervo e o edifício", afirma a supervisora.

No caso do Museu Republicano, o tour virtual oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, recursos de audiodescrição e descrição do conteúdo em espanhol e inglês.

Confira outras instituições pelo Brasil que também podem ser visitadas virtualmente:

- Pinacoteca, em São Paulo
- MASP, em São Paulo
- Museu Afro Brasil, em São Paulo
- Inhotim, em Minas Gerais
- Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
- Museu Oscar Niemeyer, no Paraná.

A escultura Pietá, de João Turin, resistiu aos bombardeios de uma guerra e foi encontrada em 2013; um exemplar está exposto no Memorial Paranista

Obra feita na França resistiu a uma série de bombardeios da Segunda Guerra Mundial e foi dada como perdida por quase 70 anos, até ser encontrada e ganhar uma reprodução em bronze no Brasil, em um intenso trabalho de resgate artístico

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Entre as muitas obras de João Turin (1878-1949) no Memorial Paranista, uma delas chama a atenção não só pela expressividade, pelos motivos religiosos, mas também por ter sido realizada na França. Trata-se de uma Pietá, que até alguns anos atrás era dada como perdida, pois se imaginava que havia sido destruída por um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial.

A obra primígena é uma escultura em baixo relevo em pedra, feita em 1917 quando o artista morava na França. Foi concebida para homenagear os combatentes mortos na Primeira Guerra Mundial da cidade de Condé-sur-Noireau, na região da Baixa Normandia. Instalada na Igreja de Saint Martin, a Pietá de João Turin tem uma representação de Jesus Cristo e da Virgem Maria, rodeados por nomes dos soldados falecidos em combate.

Um fato curioso é que por quase 70 anos, a escultura foi dada como destruída por outro conflito, a Segunda Guerra Mundial, que devastou a cidade de Condé-sur-Noireau com uma série de bombardeios em 1944. A Igreja de Saint Martin foi parcialmente destruída, mas a Pietá conseguiu se manter intacta. No entanto, boa parte dos arquivos da cidade foram destruídos, apagando vestígios da existência da obra e sobre seu autor. A Pietá caiu no esquecimento.

O resgate de uma obra dada como perdida
Somente em 2013 confirmou-se que aquela era uma obra de João Turin. Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais do artista, comenta que até aquele ano, a única referência sobre a Pietá era uma foto do acervo do pesquisador Saul Lupion de Quadros adquirido pela família Lago, que realizou um resgate da vida e obra de João Turin.

“Encontramos nos escritos deixados por Turin uma referência dele a uma obra que foi feita quando ele andava pela Normandia. Mas quando ele relatou isso cometeu um erro de grafia no nome da cidade. Então não se conseguia encontrá-la. O professor José Roberto Teixeira Leite, autor do livro ‘João Turin – Vida, Obra e Arte’, escreveu uma carta para algumas prefeituras da Normandia. Felizmente ele recebeu resposta da cidade de Condé-sur-Noireau que confirmou que estava lá uma obra assinada por Z.Turin, em vez de J.Turin, como ele costumava assinar. O ‘Z’ é a inicial de seu nome do meio, Zanin, o que dificultou um pouco mais a busca. Mas eles acharam que poderiam ser, mandaram resposta e de fato foi encontrada a Pietá”, relata Samuel Lago.

Com a identificação, foi iniciada uma ação para integrar a obra ao acervo do artista, com o trabalho de produção de um molde a partir da obra primígena, para que a Pietá pudesse ser reproduzida no Brasil. “Foi montada uma equipe multidisciplinar com um produtor brasileiro que morava na França na época, Odilon Merlin. Mandamos para lá o escultor Elvo Betino Damo, de Curitiba, que coordenou a moldagem no local. Depois disso, o molde foi transportado de navio para o Brasil, onde fizemos a primeira fundição inédita em bronze da Pietá”, relata. Todo esse processo foi registrado no documentário “A Pietá de João Turin”, dirigido por Fabrizio Rosa e produzido por Samuel Lago (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo).

Obra em exposição permanente
A Pietá está hoje entre as quase 100 obras de João Turin que podem ser apreciadas no Memorial Paranista, construído em homenagem ao artista pela Prefeitura de Curitiba como um espaço para preservação e difusão de obras de arte. Possui uma área interna de exposição permanente com 78 esculturas de Turin em tamanho original que foram doadas pela Família Lago (detentora dos direitos autorais do artista) e pela SSTP Investimentos, para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura em regime de comodato.

Na área externa há um Jardim de Esculturas com mais 13 obras em bronze, que podem ser apreciadas pelo público que visitar o parque. Todas essas esculturas são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é Marumbi, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios do Paraná, Rio de Janeiro e na França. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do estado do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Agendamento de visitas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin
Documentário “A Pietá de João Turin”: https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo
Vídeo com detalhes da moldagem: https://www.youtube.com/watch?v=LK5CVSCPo7U

*Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin (legenda em inglês):*
https://youtu.be/wxxtuNEcOEM

A arte de João Turin é tema de cursos no Memorial Paranista

Artista que foi um dos fundadores do movimento conhecido como Paranismo tem sua obra preservada por meio de exposição permanente e também por uma série de atividades artísticas para pessoas de todas as idades no Memorial Paranista

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Foto: Cido Marques/FCC

O legado artístico do escultor João Turin (1878-1949) está perpetuado no Memorial Paranista não apenas pela exposição permanente de cerca de 100 obras do artista no local, mas também através de cursos e oficinas que fazem referência a este importante nome da arte do Paraná. Turin, que foi um dos fundadores do movimento artístico conhecido como Paranismo (que buscava construir a identidade do estado do Paraná por meio da arte e de símbolos locais), se destacou criando esculturas e baixos relevos sobre animais selvagens, povos indígenas e reproduções de momentos históricos.

Construído no Parque São Lourenço pela Prefeitura de Curitiba, o Memorial Paranista conta com diversos espaços culturais e educativos. Os cursos e oficinas são realizados em um Liceu de Artes. A área interna de exposição tem 78 esculturas de João Turin em tamanho original que foram doadas pela Família Lago (detentora dos direitos autorais do artista) e pela SSTP Investimentos, para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura em regime de comodato. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta.

Desde o mês de outubro, o Liceu de Artes realiza diversas atividades artísticas gratuitas para pessoas de todas as idades. Entre elas está a oficina de escultura, direcionada para crianças, que se relacionam com técnicas básicas de modelagem feita com argila, um dos materiais mais utilizados por João Turin. Esta oficina tem sido oferecida ao público mensalmente, com algumas variações. No mês de dezembro, ela é realizada não só com crianças, mas também com seus pais, avós, ou outros parentes, com a proposta de estimular habilidades artísticas e a criatividade em grupos familiares de até 4 pessoas.

Em outra oficina, chamada “Imagens afetivas”, pessoas com mais de 60 anos entram em contato com suas memórias e experiências com o objetivo de se aproximarem das narrativas próprias de João Turin para desenvolver inspiração para produções artísticas com diversos materiais como fotografias, pinturas, gravuras e colagens.

A programação também contempla palestras relacionadas à obra do artista, como ocorreu em “Diálogos entre a escultura de João Turin e a fotografia na Illustração Paranaense”. De caráter acadêmico, essa palestra trouxe reflexões sobre as imagens no Paraná dos anos 1920, especialmente as esculturas de Turin e as fotos publicadas em uma revista daquela época.

“O trabalho desenvolvido no Liceu de Artes do Memorial Paranista João Turin é de imensa importância, pois permite que crianças, famílias, jovens, adultos e estudantes universitários tenham oficinas, palestras, atividades formativas e informativas acerca dos temas ligados às artes e à cultura. O próprio João Turin, como um dos professores fundadores da escola de Belas artes do Paraná certamente ficaria feliz em ver toda esta movimentação”, comenta Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais de João Turin.

As inscrições para os cursos ocorrem no início de cada mês no site www.sympla.com.br/memorialparanista. As vagas são limitadas e as oficinas respeitam as regras sanitárias e os decretos municipais de combate à Covid 19. O uso de máscaras e o distanciamento entre pessoas é obrigatório. O limite de capacidade respeita o decreto municipal vigente no momento da oficina.

"As atividades no setor educativo do Memorial Paranista têm tido grande procura, especialmente as oficinas infantis. Notamos nas crianças uma curiosidade muito grande em relação às obras de João Turin, elas têm questionamentos muito contundentes sobre os processos de criação e de execução das peças. Aproveitamos essa curiosidade para trabalhar experiências que vinculem o acervo do Memorial ao imaginário infantil", destaca Desire Fabri, coordenadora do Memorial Paranista.

Exposição permanente
Inaugurado em maio de 2021 no Parque São Lourenço, o Memorial Paranista é um espaço de preservação e difusão de obras de arte em Curitiba. Possui um Jardim de Esculturas com 13 obras de João Turin em bronze, que podem ser apreciadas pelo público que visitar o parque. Todas essas obras são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é “Marumbi”, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. O Memorial também conta com três edificações interligadas por uma galeria com cobertura de vidro. Para visitar a exposição de João Turin na parte interna é necessário fazer um agendamento através do site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios paranaenses, no Rio de Janeiro e até na França, onde o artista tem exposta uma Pietá, feita em 1917. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

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Foto: Daniel Catellano/SMCS

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Foto: Maringas Maciel