“Trava Bruta”, solo de Leonarda Glück sobre a vivência da sua transexualidade na realidade brasileira, chega a 30ª edição do Festival de Teatro de Curitiba

Espetáculo estreou em São Paulo em dezembro de 2021 e marca os 25 anos de carreira da artista Leonarda Glück, que teve trabalhos apresentados em países da Europa e da América Latina

Após realizar estreia nacional na cidade de São Paulo e cumprir temporadas presencial e online no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “Trava Bruta”, solo escrito e encenado por Leonarda Glück com direção de Gustavo Bitencourt, faz duas únicas apresentações gratuitas no Festival de Teatro de Curitiba, dias 5 e 6 de abril, às 19h, no Auditório da Biblioteca Pública do Paraná. Os ingressos podem ser retirados na própria Biblioteca Pùblica do Paraná 1h antes de cada sessão.

“Trava Bruta” é um manifesto que parte da experiência transexual da própria Glück para propor uma ponte e um embate entre o contexto artístico e a atual conjuntura política e social brasileira no que se refere ao campo da sexualidade. O trabalho marca as comemorações de 25 anos de carreira da artista e também o seu reencontro com o diretor Gustavo Bitencourt. Juntos os dois já desenvolveram criações em performance, dança e teatro, com destaque para Valsa Nº 6, montagem do texto de Nelson Rodrigues premiada pela Funarte em 2012, na ocasião do centenário do autor.

Leonarda, que hoje mora na capital paulista, começou a escrever o texto ainda em Curitiba, sua cidade de origem, onde fundou importantes coletivos do cenário teatral nacional como a Companhia Silenciosa e a Selvática Ações Artísticas. Seus trabalhos tratam de diversas temáticas, e já foram apresentados em vários países da Europa e América Latina, mas esta é a primeira vez em que a artista dedica uma criação exclusivamente à transexualidade: “Me veio uma possível angústia repentina de talvez não ter conseguido em outro momento antes escrever tão intimamente sobre o assunto da transexualidade, e seus efeitos na minha mente e na vida social da qual faço parte”, diz Leonarda.

Sobre o processo de direção do espetáculo, Gustavo Bitencourt conta que percebeu o quanto o texto fala de vivências que dizem respeito a todos, e não somente às relacionadas a transexualidade no Brasil: “É importante que a gente olhe tanto para o que tem de específico nesse contexto do qual ela fala, quanto para onde essa história se conecta com outras tantas”. Partindo daí, ele entendeu o texto de “Trava Bruta” como uma auto-ficção, gênero literário e teatral que combina autobiografia com ficção.

Leonarda e Gustavo, então, se encontraram no conceito, como nos diz o diretor: “Ficção que é o que eu pesquiso, é a minha profissão – como drag queen, que é o que eu faço da vida há 12 anos - e é uma necessidade básica de qualquer ser humano. Humano precisa de ficção pra viver, e em diferentes medidas, com diferentes graus de comprometimento e de risco, todo mundo vai dando um jeito de concretizar”, destaca.

Para Gustavo, o ponto chave da ideia no trabalho encontra-se no fato de que “algumas ficções são permitidas e outras não. Quando se trata de gênero, as pessoas tendem a ficar muito assustadas”. Leonarda complementa: “chego aqui com a certeza de que o herói macho branco, heterossexual, cristão e suas ideias precisam urgentemente ser substituídos, trocados ou mesmo revisitados por outros ângulos. Estão chatos. De alguns eu ainda gosto muito, mas estão chatos.”

A participação de Leonarda, Gustavo e da Pomeiro no Festival marca, também, o retorno dos artistas à cidade: por muitos anos os três integraram eventos variados dentro do Festival (como o Fringe, a Mostra Oficial, a Mostra Novos Repertórios, a Curitiba Mostra e outras). Embora suas obras mais recentes tenham estreado em outros municípios do país nos últimos anos, boa parte de suas trajetórias foi consolidada em Curitiba.

O espetáculo chega à capital paranaense integrando a edição comemorativa de 30 anos do Festival de Curitiba, dentro do Interlocuções, uma das ações do evento, a convite da curadoria de Giovana Soar e Celso Curi.

Sobre os artistas:
Leonarda Glück é atriz, dramaturga e diretora curitibana radicada em São Paulo. Co-fundadora da Companhia Silenciosa e do Coletivo Selvática. Graduada em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Tem mais de vinte textos encenados por diferentes grupos, companhias e artistas brasileiros e internacionais de diversas linguagens artísticas. Publicou A Perfodrama de Leonarda Glück - Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro, coletânea com seis textos teatrais. Para maiores informações acesse www.leonardagluck.com
Gustavo Bitencourt é diletante profissional, nascido e residente em Curitiba, Paraná. Estudou Letras na UFPR. Atua em diversos campos artísticos e tem na indisciplinaridade uma das principais características de seu trabalho. Trabalha como ilustrador, designer gráfico, redator e tradutor, performer, ator, diretor de teatro, drag queen, crítico de arte e já compôs trilhas para teatro, dança e vídeo.

SERVIÇO
TRAVA BRUTA.
Dias 5 e 6 de abril, às 19h.
Teatro da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133 - Centro, Curitiba - PR).
Entrada gratuita, com retirada de ingressos 1h antes do espetáculo no próprio teatro.
18 Anos, 70 Minutos.

FICHA TÉCNICA
Criação, texto e interpretação: Leonarda Glück
Direção: Gustavo Bitencourt
Direção de produção: Igor Augustho
Trilha original: Jo Mistinguett
Luz: Wagner Antônio
Assistente de iluminação: Dimitri Luppi
Criação em vídeo e projeções: Ricardo Kenji
Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Fotografias: Alessandra Haro
Assessoria de imprensa São Paulo: Pombo Correio
Assessoria de imprensa Curitiba: Platea Comunicação e Arte
Realização e produção: Pomeiro Gestão Cultural

SÚBITA COMPANHIA É A ATRAÇÃO DESTA SEMANA DA MOSTRA PÔR DO SOL

O espetáculo solo “Mulher, como se chama?” será apresentado sexta e sábado (25 e 26), no Campo das Artes.

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Foto: Elenize Dezgeniski

A terceira semana da Mostra Pôr do Sol traz ao palco o trabalho solo de Janaína Matter, com direção de Maíra Lour, da Súbita Companhia de Teatro (Curitiba), “Mulher, como se chama? ”. Serão duas apresentações, sexta (25) e sábado (26), às 20h, no Campo das Artes, em São Luiz do Purunã. Indicado em 3 categorias ao Prêmio Troféu Gralha Azul 2019: dramaturgia, direção e iluminação, o espetáculo aborda a história sob a perspectiva das mulheres. Tenta responder à inquietação provocada pelo apagamento das mulheres na história do mundo.

“É sempre importante colocar espetáculos, companhias e linguagens diferentes em cruzamento, em diálogo. Ainda mais em um projeto cultural novo que propõe uma outra relação de geografia com a arte e cultura em nossa região. Para a Súbita Companhia estar na Mostra Pôr do Sol representa um movimento poderoso de retomada das artes presenciais, do contato com o público, as possibilidades infinitas da experiência coletiva renovada em um espaço tão especial quanto o Campo das Artes. É uma honra e uma responsabilidade grande fazer parte deste movimento que se inicia neste momento tão singular e que se faz tão necessário”, declara a diretora Maíra Lour.

Este ano a companhia completa 15 anos de trajetória, nasceu do encontro de artistas que desejam fazer arte de um ponto de vista coletivo, autoral e contemporâneo. Dedica-se a investigar o teatro explorando as potências do corpo, a criação de novas dramaturgias, as possibilidades de transposição da literatura para a cena e modos de criação colaborativa.

“Recentemente tivemos a experiência de uma temporada em São Paulo que marcou nosso retorno à cena e que nos fez reconectar com a possibilidade de horizontes para o teatro no momento que vivemos. Este reencontro com o público, que nos parecia tão simples e fácil antes de 2020, neste momento ganha novos contornos e desafios. Percebemos um desejo no público de ocupar as salas e estabelecer este contato. E nós estamos dispostos a investigar quais são estas novas relações e suas potências hoje, com as marcas atuais das experiências coletivas”, complementa.

Outro trabalho da Súbita que será apresentado na Mostra Pôr do Sol será “O Arquipélago”, trabalho solo de Pablito Kucarz, também com direção de Maíra Lour, dias 15 e 16 de abril.

“Estes trabalhos que estamos trazendo para a mostra estrearam em 2019 e fazem parte do repertório da companhia. Participaram de circulações e festivais pelo país, porém tiveram suas trajetórias interrompidas por conta da pandemia. Hoje, as temáticas abordadas nos trabalhos, se potencializam a partir do que o trauma coletivo recente nos revelou sobre nós e o modo que nossa sociedade se construiu ao longo de tanto tempo”, conta a diretora.

A Mostra Pôr do Sol foi idealizada e produzida pelo Campo das Artes, projeto de vida do ator paranaense Luís Melo. O evento conta com coprodução do ator e diretor Marcio Juliano e Cia Ilimitada, de Curitiba e marca a abertura oficial do espaço que vem sendo construído desde 2008.

Confira a programação da Mostra que segue até 16 de abril:

25 e 26 de março – 20h

Mulher, como você se chama? – Súbita Companhia de Teatro

1 e 2 de abril – 20h

Marcio Juliano Outro Samba – Cia Ilimitada

*durante o Festival de Teatro de Curitiba

8 e 9 de abril – 20h

Marcio Juliano Outro Samba – Cia Ilimitada

*durante o Festival de Teatro de Curitiba

15 e 16 de abril – 20h

O Arquipélago - Súbita Companhia de Teatro

MOSTRA PÔR DO SOL VIRTUAL

Local: Canal Campo das Artes no Youtube

https://www.youtube.com/channel/UCAVR2jOa08eYZ46p31YuzLw

Horário: 20h

Datas:

19 de abril

Manaós – Trupe Ave Lola (Duração: 80min)

20 de abril

Noël.doc – Marcio Juliano e Cia ilimitada (Duração: 53min)

21 de abril

Aqui - Súbita Companhia de Teatro (Duração: 60min)

O evento integra a programação do Festival de Teatro de Curitiba – edição 2022 que terá início no dia 28 de março.

Projeto realizado com o apoio da Copel, por meio do PROFICE (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura), da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado do Paraná.

SERVIÇO:

MOSTRA PÔR DO SOL - 11 de março a 16 de abril

Espetáculo: Mulher, como se chama? (Súbita Companhia de Teatro)

Data: 25 e 26 de março

Horário: 20h

Local: Campo das Artes (Estrada da Lage, 370 – São Luiz do Purunã/Balsa Nova-PR)

Contato exclusivo por whatsapp: 41 99995 8383

Email: contato@campodasartes.com.br

Ingressos gratuitos mediante reserva pelo site: https://www.campodasartes.com.br/

Capacidade: 100 pessoas por apresentação

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Atuação: Janaina Matter /Direção: Maíra Lour /Trilha Original e Desenho de Som: Alvaro Antonio /Iluminação: Beto Bruel /Técnica de Luz: Lucri Reggiani /Cenário: Guenia Lemos /Figurino: Val Salles /Interlocução Artística: Francisco Mallmann /Orientação Dramatúrgica: Camila Bauer /Treinamento de Voz: Babaya /Assessoria em Canto: Paola Pagnosi /Colaboração em Movimento: Ane Adade /Realização: Súbita Companhia de Teatro

SAIBA MAIS:

https://www.campodasartes.com.br/

https://www.instagram.com/_campodasartes/

Facebook: @campodasartesbrasil

#6 – Boletim do 30º Festival de Curitiba

Hoje é 23 de março e faltam 6 dias para o Festival de Curitiba

Gigante Tarsila
Este é o nome da exposição inspirada livremente na obra dos artistas plásticos Tarsila do Amaral (1886-1973) e Di Cavalcanti (1897-1976) montada na comemoração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, em São Paulo. De 1.º a 7 de abril, os infláveis gigantes, recriando figuras importantes da obra dos modernistas, farão parte do Festival de Curitiba, instalados na praça Santos Andrade.

Emicida – Ingressos Esgotados
Acabaram em duas horas os ingressos para balcão e plateia da sessão extra do espetáculo AmarElo, de Emicida. A sessão extra acontece dia 07 de abril, às 17h no Teatro Guaira. Saiba mais sobre AmarElo e Emicida aqui: https://bit.ly/3i8EkjB

Interlocuções
O Interlocuções é um evento com curadoria de Giovana Soar e Celso Curi que acontece dentro do 30.º festival de Curitiba e promove debates, oficinas, encontros, lançamento de livros, exibição de filmes e outras vivências que visam ampliar a experiência e integração entre artistas, público e atrair estudantes e grupos estimulando o pensamento sobre as artes cênicas. Toda a programação pode ser acessada aqui: https://bit.ly/3itzH3S

Nicole Puzzi de volta
Com 48 anos no teatro, televisão e cinema, Nicole Puzzi está de volta ao 30.º Festival de Curitiba. Paranaense de Floraí, Nicole foi enfermeira e modelo antes de começar na TV Tupi em 1974 com a novela “O Machão”. Entre as décadas de 1970 e 80, foi uma das estrelas do cinema brasileiro em uma de suas fases mais populares em filmes como Ariella (1980) e O Convite ao Prazer (1980). No teatro, Nicole já trabalhou em mais de 20 peças como atriz, autora e diretora. Em 2022, Nicole Puzzi está em cena na peça Aurora, da Cia de Teatro Os Satyros, com sessões no dia 7 e 8 de abril. Saiba tudo sobre a peça Aurora aqui: https://bit.ly/3iqhnc7

Cordel do Amor Sem Fim
O diretor, cenógrafo e figurinista mineiro Gabriel Villela é um dos mais premiados do teatro brasileiro e estará representado no 30.º Festival de Curitiba 2022 pelo espetáculo “Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico”, que será encenado pelo grupo “Os Geraldos”. A peça conta a história de três irmãs que vivem às margens do Rio São Francisco e traz reflexões sobre espera, tempo e amor. Com músicas tocadas e cantadas ao vivo, a obra trará canções da Música Popular Brasileira. Saiba mais sobre este espetáculo musical aqui: https://bit.ly/3um7IJ5

Palestras Documentadas

Durante a programação do Interlocuções 2022, cinco palestras com grupos e criadores importantes vão debater questões de suas pesquisas e da situação do teatro contemporâneo. Vão participar o diretor e autor Gerald Thomas e os grupos Parlapatões, Magiluth, Os Fodidos Privilegiados e a Cia. Brasileira de Teatro. As palestras são gratuitas, tem mediação dos críticos Ruy Filho e Luciana Romagnolli e acontecem nos dias 30 e 31 de março e 4 e 10 de abril, no Sesc Paço da Liberdade. Confira a programação completa aqui: https://bit.ly/37FhYnV

Boca de Cena

É o questionário do 30.º Festival de Curitiba com 4 perguntas para atores e criadores que estão na programação do festival. O primeiro entrevistado foi o ator Luís Melo: https://bit.ly/3qrahsh

Material do Festival de Curitiba 2022 para imprensa:
Os releases, fotos das atrações do Festival de Curitiba estão aqui:
https://bit.ly/36js5hE

O 30.º Festival de Curitiba nas Redes Sociais:
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 OX ROOM STEAKHOUSE & Bom Gourmet

Nesta quarta-feira  estive na OX STEAKHOUSE,  almoço com experiência incrível! ambiente premiadíssimo, equipe super preparada para lhe receber com todo carinho e profissionalismo que você merece!
Estão na agenda Bom Goutrmet, confiram as fotos que fiz e confiram...

"Ao escolher o protagonista da OX ROOM Steakhouse: a carne, acompanhada da sua devida guarnição, com certeza você vai querer seguir essa experiência de harmonização e equilíbrio para a bebida. Por esse motivo, desenvolvemos drinks autorais, considerando cada combinação, em diferentes experiências e momentos.
Te esperamos para brindar com excelentes drinks hoje na OX Room Steakhouse."

"Nada é comum! Aqui na arquitetura da OX Room Steakhouse cada detalhe é um verdadeiro diferencial e foi desenvolvido especialmente para você na vibe dining do restaurante. Esse é um dos lustres do nosso colorido garden, para quem ama curtir um espaço descontraído, leve e, claro, muito elegante.
Você já conhece esse ambiente da OX?
Te esperamos hoje na OX Room Steakhouse."
Um novo conceito em gastronomia e entretenimento.
Alameda Dom Pedro II 390, Batel 80420060 Curitiba, PR

Musical “Roberta, uma Ópera Rock” abre programação de rua do Festival de Curitiba e reúne Alessandro Sangiorgi, Nena Inoue e Maurício Vogue na equipe de criação

Estreia está marcada para o dia 01 de abril, às 19h30, na Praça Santos Andrade. Ao todo, serão sete apresentações gratuitas ao ar livre até o dia 09, na Praça Santos Andrade e também no Centro Cultural Boqueirão

Entre os dias 01 e 09 de abril, acontece a estreia gratuita e ao ar livre do musical “Roberta, uma Ópera Rock”, que integra a programação oficial de rua do tradicional Festival de Curitiba. As apresentações estão divididas entre o Palco EBANX, na Praça Santos Andrade, e o Centro Cultural Boqueirão. A entrada é gratuita e não é necessário retirar ingressos antecipadamente.

O espetáculo retrata a trajetória de um grupo de jovens que, na década de 80, circulam pelas ruas da cidade em busca de respostas para seus dilemas. Na trama, Roberta, uma jovem usuária de drogas, encontra em Giovanni uma oportunidade de fugir do vício e deixar o grupo liderado pelo traficante Ugo que, por sua vez, fará de tudo para mantê-la por perto. A tragédia contemporânea funde as linguagens da Ópera Clássica e do Rock and Roll para falar de amor e do uso de drogas na juventude.

A obra se destaca como evento de abertura da programação de rua do Festival de Teatro de Curitiba, que retoma as atividades presenciais depois de dois anos devido às restrições causadas pelo coronavírus. A estreia do espetáculo é na sexta-feira, 01 de abril, às 19h30, no Palco EBANX, instalado na Praça Santos Andrade. As exibições seguem no mesmo local e horário nos dias 02 e 03 (sábado e domingo). Já nos dias 06, 07, 08 e 09 (quarta a sábado), o grupo se apresenta às 20h no Centro Cultural Boqueirão (Rua José Guercheski, 281).

O texto é de Roberto Innocente, e a obra tem composição e direção musical de Alessandro Sangiorgi, com direção artística de Nena Inoue e Maurício Vogue. Além dos atores convidados Marwem Hd e Ranieri Gonzalez, o elenco selecionado a partir de audições e oficinas, conta com os artistas Duilio de Pol, Gustavo Godoy, Larissa Carangi, Madu Forti, Margheurita Dissá, Marina Gobetti, Matheus González, Paulo Soares, Wilyah Schmitt e Priscila Esteves como Roberta.

“Patrícia, uma Ópera Rock” era o tíitulo original da obra, porém Nena Inoue e Alessandro Sangiorgi decidiram pela mudança para “Roberta, uma Ópera Rock” em homenagem ao dramaturgo e idealizador do projeto, Roberto Innocente, diretor, ator e produtor italiano radicado em Curitiba, que faleceu em abril de 2021, vítima de COVID-19.

Ao todo, são 18 músicas originais, que remetem aos anos 80, tocadas e cantadas ao vivo pela banda convidada “Eles Mesmos” - Luiz Carlos Braga na bateria; Valter Rodrigues Ferraz no baixo e Fernando Gouvêa na voz e guitarra. O diretor musical do projeto, Alessandro Sangiorgi, fala sobre os principais desafios. “O rock sempre fez parte da minha vida, e a ideia de escrever músicas de uma ópera rock me instigou muito. Sou maestro de música clássica e pianista por ofício, então o desafio já começou por aí. Depois veio a necessidade de readequar o projeto por conta do falecimento do Roberto que, além de parceiro no projeto, era um grande amigo. E o grande desafio de fazer um musical e combinar as músicas com o texto, mas está sendo uma experiência muito interessante”, declara o maestro.

A diretora artística da obra, Nena Inoue - que só acatou o convite em dirigir este musical por tratar-se de uma homenagem a Roberto Innocente - comenta sobre a trama: “este espetáculo fala sobre o uso de drogas na juventude e suas consequências e estão presentes os desencantos da vida, o amor como saída, o tempo, a noite, a morte. E situa onde esses jovens estão, porquê estão, o que querem e o que conseguem… ou não”, completa a artista.

Para assistir o espetáculo, é obrigatório o uso de máscara de proteção e o distanciamento seguro de 1,5m.

O projeto tem o apoio da Copel e foi aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice) - Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura - Governo do Estado do Paraná.

Sobre Roberto Innocente
Nascido em Padova, Itália, formou-se como ator na “Academia Veneta dello Spettacolo” em 1985. Chegou ao Brasil em 2005 convidado pelo Teatro Guaíra para dirigir “La Boheme” e coordenar no ano seguinte o projeto de montagem de “La serva padrona”, atelier de formação sobre todos os aspectos cênico de encenação da ópera. Com a direção de “L’occasione fa il ladro” e “Suor Angelica” em 2015 começou a colaborar com a Opera Orquestra Curityba apresentando na Opera de Arame. Convidado pela direção cênica da Camerata Antígua de Curitiba, em 2008, com a obra “A comédia do senhor Carlo Goldoni”, e em 2018 com “La Barca di Venezia per Padova”. Dirigiu na Capela S. Maria “Livietta e Tracollo” em 2013 e “Marc’Antonio e Cleopatra” em 2015. E em 2013-14 colaborou com o Projeto Ademar Guerra, em São Paulo. Criou o Grupo Comedia Dell’ACT (2006 a 2008) onde recebeu vários prêmios por seu trabalho em direção e em seguida, o Grupo Arte da Comédia, referência de Comédia dell’Arte no Brasil, onde se manteve até o ano de seu falecimento em 2021.

SERVIÇO
Roberta, uma Ópera Rock
Exibições gratuitas de 01 a 09 de abril
01, 02 e 03 (sexta a domingo), às 19h30, no Palco EBANX (Praça Santos Andrade - Centro)
06, 07, 08 e 09 (quarta a sábado), às 20h, no Centro Cultural Boqueirão (Rua José Guercheski, 281 - Boqueirão)
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 90 minutos

FICHA TÉCNICA
Texto: Roberto Innocente
Direção Musical: Alessandro Sangiorgi
Direção Artística: Nena Inoue e Mauricio Vogue
Elenco: Duilio de Pol, Gustavo Godoy, Joseane Berenda, Madu Forti, Margheurita Dissá, Marina Gobetti, Matheus González, Paulo Soares, Wilyah Schmitt e Priscila Esteves
Atores Convidados: Marwem Hd e Ranieri Gonzalez
Músicas: Alessandro Sangiorgi
Banda: Eles Mesmos (Luiz Carlos Braga - bateria; Valter Rodrigues Ferraz - baixo; Fernando Gouvêa - voz e guitarra)
Pianista: Priscila Malanski
Preparação Vocal: Babaya Morais
Coreografia: Raphael Fernandes
Cenografia e Figurino: Paulinho Maia
Iluminação: Beto Bruel
Visagista e Arte Visual (tambores): Fabi Melatte
Designer Gráfico: Martin Castro
Fotografia: Roberto Reitenbach
Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Platea Comunicação e Arte
Técnico de Áudio: Luigi Castel
Assistente de Produção: Vinícius Jardim e Ana Luiza Metzger
Diretor de Produção: Marcos Trindade
Proponente: Alessandro Sangiorgi
Apoio Cultural: Centro Cultural Teatro Guaíra, UFPR, Padaria América, Bar Quermesse

Apoio: Copel - Companhia Paranaense de Energia
Incentivo: Profice - Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura - Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura - Governo do Estado do Paraná.

“PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA ESTADUAL DE FOMENTO E INCENTIVO À CULTURA (PROFICE) – SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL E DA CULTURA – GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ”.

#5 – Boletim do 30º Festival de Curitiba

Hoje é 22 de março e faltam 7 dias para o Festival de Curitiba

***** SESSÕES EXTRAS: Emicida e Fábio Porchat *****
As duas atrações com maior procura, e que estavam esgotadas há dias no 30.º Festival de Curitiba, terão sessões extras.
Olho no horário das vendas de ingressos:
O espetáculo AmarElo, de Emicida, e a primeira noite de apresentações no Risorama, que tem Fábio Porchat e outros humoristas no line-up, abriram a venda de ingressos para os novos horários hoje (22), na bilheteria física do Shopping Mueller e no site oficial do festival: https://festivaldecuritiba.com.br

Olho nos novos horários:
Emicida fará uma sessão extra de AmarElo no mesmo dia 07/4, quinta-feira, às 17h, no Teatro Guaíra. Saiba tudo sobre o show de Emicida aqui: https://bit.ly/3i8EkjB

No Risorama, a primeira sessão cujo line-up tem Arianna Nutt; Confraria Comedy; Diogo Portugal; Igor Guimarães; Fábio Porchat e Murilo Couto será repetida as 22h30, no mesma quinta-feira, dia 31/03. Tudo sobre o Risorama aqui: https://bit.ly/3tuQVEc

8 Peças baseadas em clássicos da literatura
A melhor literatura sempre foi matéria prima para o melhor teatro. Autores do primeiro time da literatura brasileira e mundial estarão presentes no 30.º Festival de Curitiba em adaptações de suas obras ou de espetáculos baseados nelas. Tem Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Shakespeare e muito mais.
Confira oito espetáculos inspirados em clássicos literários que estão na programação: https://bit.ly/3qpDKCC

Pão com Bolinho

Duas tradições de Curitiba se encontram em 2022: pela primeira vez, o popular Festival de Pão com Bolinho, organizado pela Curitiba Honesta, fará parte da programação do 30º Festival de Curitiba. O Festival de Pão Com Bolinho começa dia 28 de março e vai até 17 de abril. Participam 62 estabelecimentos. Todos estarão vendendo o sanduíche ao preço fixo de R$19,00. Tem bolinho pra todos os gostos. Quer saber quais os bares estão participando, clique aqui: https://bit.ly/3D088J0

Peças com temática racial

Espetáculos para adultos e para crianças e oficinas voltadas a que debatem a questão racial, inclusão e diversidade compõem a programação do 30.º Festival de Curitiba. Veja três exemplos no link abaixo e se programe: https://bit.ly/37PAni3

Encontro Críticos no INTERLOCUÇÕES

Dentro da programação do INTERLOCUÇÕES os críticos e pesquisadores teatrais Valmir Santos e Luciana Romagnolli recebem artistas de diferentes vertentes do teatro e da performance para conversar sobre as possibilidades e o futuro de suas pesquisas a partir dos sintomas do presente. Os “Encontros Críticos – Porvires” acontecem sempre entre as 17h e 19h, na Alfaiataria, com acesso livre. Confira a programação completa aqui: https://bit.ly/3usI8ST

Angels in America

Tida por muitos como um dos textos teatrais mais importantes dos últimos 50 anos, ANGELS IN AMERICA é uma peça em duas partes escrita por Tony Kushner no início dos 1990. Jamais montado integralmente no Brasil, o texto recebeu os principais prêmios da dramaturgia americana, incluídos aí os prestigiados Tony Award, Drama Desk Award e Pulitzer Prize. A Armazém Cia.de Teatro retorna ao Festival de Curitiba com esta histórica montagem. A peça é uma das atrações imperdíveis do 30º Festival de Curitiba. Saiba tudo sobre a peça aqui: https://bit.ly/36k0vkB

Material do Festival de Curitiba 2022 para imprensa:
Os releases, fotos das atrações do Festival de Curitiba estão aqui:
https://bit.ly/36js5hE

O 30º Festival de Curitiba nas Redes Sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/festivaldecuritiba/
Twitter: https://twitter.com/Fest_Curitiba
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16° Festival de Pão com Bolinho integra programação do Festival de Curitiba

Evento gastronômico começa no dia 28 de março e terá 62 participantes com sanduíches ao preço fixo de R$ 19

Pela primeira vez, o popular Festival de Pão com Bolinho, organizado pela Curitiba Honesta, fará parte da programação do tradicional Festival de Curitiba, que comemora neste ano sua 30ª edição. O convite partiu do evento cultural e foi acolhido com muito orgulho. “Nós, da Curitiba Honesta, temos como missão divulgar e valorizar a gastronomia da cidade. Por isso estamos muito contentes com o crescimento nosso festival gastronômico, que a partir desta edição fará parte todos os anos da programação do Festival de Curitiba”, diz Sérgio Medeiros, sócio-proprietário da empresa. O Festival de Pão Com Bolinho começa dia 28 de março e vai até 17 de abril. Participam 62 estabelecimentos, um recorde de inscrições no evento. Todos estarão vendendo o sanduíche ao preço fixo de R$ 19.

“Para nós do Festival de Curitiba comemorarmos os 30 anos junto do público, por meio de um festival gastronômico que já é tradição em Curitiba, ainda mais que evidencia uma iguaria da nossa cidade, é algo bastante especial. É mais um espaço de convivência, de encontro durante o período. Há anos o Festival de Curitiba movimenta restaurantes, bares e pubs da cidade, pois quase todo mundo gosta de comer algo antes ou depois dos teatros. Esse evento especial é mais um ‘viva’ para a arte, para o nosso setor gastronômico, para o público e, principalmente, para os 30 anos do Festival de Curitiba”, observa Fabíula Passini, diretora do Festival de Curitiba.

Os bares capricharam nas receitas dos sanduíches e além dos saborosos bolinhos tradicionais, há opções inovadoras. O Porks tem um bolinho de carne suína coberto com queijo canastra e finalizado com maionese de cebolinha, acompanha porkspoca ( torresmo pururuca). Já o Falaf apresenta uma versão vegana, com bolinho de falafel, salada fresca e molho artesanal. O Jipe Bar vem com bolinho de carne e linguiça blumenau, maionese spice, cebola crispy , acompanha batatas rústicas com lemon pepper. O Smoke n’Fire aposta no sabor defumado, com Bolinho de carne bovina defumado, queijo colonial tostado, krejalky (conserva de repolho ucraniana) e maionese verde no pão cervejinha.

O 16º Festival de Pão com Bolinho tem patrocínio da Gold Food Service e apoio do Instituto de Turismo de Curitiba, da Curta Curitiba e da Abrasel-PR.

Confira a lista de participantes abaixo. Para ver todos os endereços e receitas, basta acessar o site www.curitibahonesta.com.br.

1. ACADEMIA DAS CERVEJAS - @academiadascervejas
2. AQUARIUS - @aquariuscuritiba
3. BAR DO DANTE - @bardodantecwb
4. BAR DA MANIACS - @bardamaniacs
5. BARBARAN - @barbaran_ucrania
6. BARONEZA - @barbaroneza
7. BARRACA DO CLAÚDIO - @barracadoclaudio­_
8. BC WINGS – MONDRI - @bc.wings
9. BC WINGS – VILA URBANA - @bc.wings
10. BODEZSA COMIDA DE BOTECO – SOUQ - @bodezsa
11. BOTECO CURITIBA - @botecocuritiba
12. BOTECO DA ORDEM - @botecodaordem
13. BURGUER BAR - @burguer.bar
14. BURGUER BAR ITUPAVA - anexo ao Botânico - @burguer.bar
15. CANABENTA - @canabenta
16. CARTOLAS - @cartolassportsbar
17. CERVEJARIA CURITIBANA - @cervejariacuritibana
18. CHARLES BURGUER - @charles_burguer
19. CONFRARIA GUNHA - @confrariagunha
20. COZINHA DO RAGULO - @cozinhadoragulo
21. CURITIBA BURGER - @curitibaburger
22. DELICÁRIO - @odelicario
23. DOM CERVANTES - @domcervantesbeer
24. DOWN TOWN BAR - @dtownpubegarden
25. DUBLINS PUB - @dublin_pub
26. FALAF - @falafcuritiba
27. GARDEN - @gardencwb
28. GÁS FOOD - @gasfood
29. GIGG’S PUB - @giggspubcwb
30. GREEN GATE - @greengatebar
31. HAMBURGUERIA ÁGUA VERDE – @hamburgueriaaguaverde
32. HAMBURGUERIA DAS AMERICAS - @dasamericashamburgueria
33. HOOLEY BAR - @hooleycoffebar
34. JIPE BAR - @jipebarcwb
35. KANAVIAL - @kanavial_bar
36. KAPELLE – capão raso - @kapellebar
37. MERCEARIA 2840 - @mercearia.2840
38. MR HOPPY – PORTÃO - @mrhoppyportao
39. PERUANO - @peruanogastronomia
40. PIT STOP - @pitstopburgergrill
41. PORKS AGUA VERDE - @porks_aguaverde
42. PORKS AV. BRASILIA - @porks_avbrasilia
43. PORKS AV. IGUAÇU - @porks_aviguacu
44. PORKS CHAMPAGNAT - @porkschampagnat
45. PORKS ITUPAVA - @porks_itupava
46. PORKS MON - @porks_museudoolho
47. PORKS PORTÃO - @porksportao
48. PORKS SALGADO FILHO - @porkssalgadofilho
49. PORKS TRAJANO - @porkstrajano
50. QUERMESSE - @barquermesse
51. QUINTAL 68 - @quintal68
52. QUINTAL HOPLAND - @hoplandcwb
53. QUITUTTO - @quitutto
54. QUITUTTO – DISTRITO 1340 - @quituttodistrito
55. SILZEUS - @silzeus_bar
56. SMOKE N’ FIRE - @smokenfireexpress
57. TAKE YOUR BEER - @takeyourbeercwb
58. UKRA BAR - @ukra.bar
59. UM GASTROBAR - @umgastrobar
60. USHUAIA BAR - @ushuaiabarcuritiba
61. VILLA BISTRÔ - @villabistrocwb
62. WANKE BURGER HOUSE - @wankeburgerhouse

Serviço:

16º Festival de Pão com Bolinho

De 28 de março a 17 de abril

Informações: www.curitibahonesta.com.br

Instagram @curitibahonesta

Facebook: https://www.facebook.com/curitibahonesta

#4- Boletim do 30º Festival de Curitiba

Hoje é 21 de março e faltam 8 dias para o Festival de Curitiba

Guritiba

A mostra voltada ao público infantojuvenil é para toda a família. O Guritiba conta com uma programação repleta de atrações teatrais, musicais, contação de histórias e atividades recreativas com o foco principal na formação de plateia e no lazer cultural das famílias O Guritiba já foi contemplado com o Prêmio ODS, que tem por objetivo incentivar, valorizar e dar visibilidade às práticas que contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no País, dentro das normativas da ONU. O Programa Guritiba acontece o ano todo. Confira a programação aqui: https://bit.ly/3tnZ8tO

10 vezes Gerald Thomas

O dramaturgo Gerald Thomas está de volta ao Festival de Curitiba. A montagem de G.A.L.A, monólogo estrelado por Fabiana Gugli, em cartaz no Guairinha, nos dias 29 e 30 de março, será a décima participação do autor e diretor no evento. Sobre G.A.L.A leia aqui: https://bit.ly/36tHw6O

Aos 68 anos, Thomas já assinou 84 trabalhos teatrais em 16 países. As 10 peças de Gerald Thomas no Festival de Curitiba:

1992 – The Flash And Crash Days

1993 – Império das Meias Verdades

1995 – Nowehere Man

1997 – Os Reis do Lê-Lê-Lê

2000 – Coro e camarim – Uma Tragédia Rave

2008 – Rainha Mentira/ Queen Liar

2012 – Gargólios

2014 – Entre Dentes

2022 – G.A.L.A

Conselho de Classe

O premiado espetáculo “Conselho de Classe”, da Cia. dos Atores, volta aos palcos do Festival de Curitiba com duas apresentações: nos dias 29 e 30 de março, ambas às 21h, no Teatro da Reitoria. A montagem, concebida em 2013 para comemoração dos 25 anos da Cia, retorna a Curitiba com elenco original. A peça tem uma carreira luminosa: 200 apresentações, 50 mil espectadores e os prêmios Shell (cenário), Cesgranrio (espetáculo, texto, direção e cenário) e APTR (texto, direção e ator), entre outros. A história se passa numa escola pública carioca e trata de questões macro e micropolíticas da educação. No texto, há a abordagem realista do ambiente escolar, a fim de gerar um diálogo a respeito da educação no Brasil e da sua atual situação no mundo. Saiba mais sobre a peça aqui: https://bit.ly/3qgQZFY

Lançamento de Livros

A programação do 30.º Festival de Curitiba inclui o lançamento de livros. Serão três obras lançadas na programação do Interlocuções, que também terá exibição de documentário, encontros críticos e oficinas. A programação do Interlocuções é totalmente gratuita, voltada, também, para o espectador. Os lançamentos acontecem na Alfaitaria (R. Riachuelo, 274), sempre às 11h com mediação do jornalista Ruy Filho.

06 de abril: “Forças de um corpo vazado”, de Ana Kfouri

07 de abril: “Tempos de Viver e Contar” – 40 anos do Grupo Galpão

08 de abril: “Entre o nada e o infinito”, de Ivam Cabral

A programação completa do Interlocuções: https://bit.ly/3usI8ST

Hélio Leites receita Tarja Branca

O artista plástico, performer, poeta e botoneiro, Hélio Leites vai armar sua tenda na chapelaria do Teatro Guaira para expor seu trabalho literário. Leites, que um dia Paulo Leminski definiu como “significador de insignificâncias”, apresenta seus dois livros que curiosamente tem o mesmo nome, Tarja branca – O Libreto que Faltava. Um de crônicas e outro de webcontos, ambos lançados em 2017 pela Editora Prosa Nova. Saiba mais sobre os livros aqui: https://bit.ly/3ijUxmi

Prego na Testa

Texto do ator e dramaturgo Eric Bogosian, Prego na Testa, ganhou versão brasileira em 2005, com tradução, adaptação e direção do dramaturgo Aimar Labaki e interpretação de Hugo Possolo, do Grupo Parlapatões. O texto é uma espécie de comédia stand-up de uma hora de duração que articula o absurdo da vida nas grandes cidades e faz rir das nossas próprias desgraças. Bogosian é autor de peças que viraram filmes como Talk Radio e Suburbia e atualmente faz parte do elenco da série Succession. Saiba tudo sobre Prego na Testa aqui: https://bit.ly/3ijbrl1

Conteúdos Digitais Pandêmicos

A pandemia de Covid 19 forçou os criadores de artes cênicas a migrarem para os formatos digitais durante os anos de 2020/21. Estes Conteúdos Digitais Pandêmicos, dentro da programação do Interlocuções, serão exibidos entre os dias 30 de março a 10 de abril sempre às 14h e 22h no Cine Passeio, na Sala Valêncio Xavier. Ao todo são 16 espetáculos com propostas e gêneros diferentes. Veja aqui a programação completa: https://bit.ly/3wjDpoX

Material do Festival de Curitiba 2022 para imprensa:
Os releases, fotos das atrações do Festival de Curitiba estão aqui:
https://bit.ly/36js5hE

O 30º Festival de Curitiba nas Redes Sociais:
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“Viva arte! Arte Viva!”

A rua será palco da 30.° Festival de Curitiba. De 1° a 9 de abril, a Mostra Festival na Rua transformará os espaços públicos e mudará a rotina da capital paranaense, levando a arte para vários pontos da cidade, tudo totalmente gratuito. É a arte ao alcance de todos.

A Mostra Festival na Rua terá cerca de 60 companhias locais, 11 espaços e um total de 130 apresentações. A novidade é que nesta edição quatro espaços terão estrutura de palco, com iluminação e sonorização. São eles: Ruínas São Francisco, Praça Santos Andrade, Centro Cultural do Boqueirão e Praça Rui Barbosa. A programação ainda conta com outros seis espaços preparados para receber apresentações: Calçadão e Parque de São José dos Pinhais, Praça da Bíblia - em Araucária -, Largo da Ordem, Centro Pop Plinio Tourinho, Parque Barigui e Boca Maldita.

“O Festival na Rua busca a democratização da cultura, pois não há cobrança de ingressos e acomodamos maior número de pessoas de maneira acessível a todas as classes sociais”, explica a coordenadora da mostra, Carol Scabora.

O Festival na Rua terá a participação de companhias locais, com o objetivo de estimular a economia criativa na região, por meio da contratação de artistas e fornecedores do município. A produtora Iara Elliz destaca a importância do evento para fomentar a cultura. “O conceito é ser democrático e buscamos dar espaço ao maior número de companhias possível. O festival abriga companhias profissionais com mais de 10 anos atuando, bem como grupos mais novos”.

O evento envolverá mais de 400 artistas e conta com cerca de 50 pessoas na organização. Um grande incentivo à cultura e valorização dos profissionais ligados ao setor. E para que tudo isso seja possível, o Festival montou uma grande estrutura. Cada espaço tem um produtor - responsável por manter a programação e o cumprimento dos horários -, e equipe técnica com assistente, maquinista, técnico de luz e técnico de som, além da equipe de logística e seguranças.

Atrações – Entre os espetáculos há peças e artistas vencedores dos principais prêmios do teatro e destaques da cultura nacional. É o caso do espetáculo de estreia “Roberta, uma Ópera Rock”, que tem na direção artística Nena Inoue, vencedora do Prêmio Shell, e composição e direção musical do maestro Alessandro Sangiorgi. A estreia está marcada para o dia 1° de abril, às 19h30, na Praça Santos Andrade. Ao todo, serão sete apresentações gratuitas ao ar livre até o dia 9, na Praça Santos Andrade e também no Centro Cultural Boqueirão.

O espetáculo retrata a trajetória de um grupo de jovens que, na década de 80, circula pelas ruas da cidade em busca de respostas para seus dilemas. A tragédia contemporânea funde as linguagens da Ópera Clássica e do Rock and Roll para falar de amor e do uso de drogas na juventude. A diretora artística comenta sobre a trama: “Este espetáculo fala sobre o uso de drogas na juventude e suas consequências. Estão presentes os desencantos da vida, o amor como saída, o tempo, a noite, a morte. E situa onde esses jovens estão, o porquê estão, o que querem e o que conseguem… ou não”, afirma Nena.

Outra peça premiada presente na Mostra Festival de Rua é “Hi, Breasil!”, ganhadora do Gralha Azul, que estreia no dia 2 de abril, às 17h, na Boca Maldita e terá outras duas apresentações: dia 3, na Praça Santos Andrade, às 14h30, e dia 9, no Parque Barigui, às 18h.

“Hi Breasil” é a terra de um professor, uma mãe, uma atriz, uma jovem e um peixe que, por medo de ser fisgado, nada. É uma terra construída que fricciona o real com o ficcional, o presente e passado e eclode em momentos de realidades poéticas.

Tradição no Festival – A programação contempla ainda companhias que têm tradição em se apresentar no Festival de Curitiba. É o caso da Cia. Máscaras de Teatro, comandada pelo ator e dramaturgo João Luiz Fiani. O grupo participa do Festival de Curitiba desde 1998. De acordo com Fiani o teatro na rua é a essência mais pura das artes cênicas. “O Festival, ao levar o teatro para rua, está elevando o nível do festival a um momento único, de aproximação popular. É uma energia verdadeira e sincera. Um renascimento para celebrar o momento de retorno à normalidade. Celebrar o teatro e a vida!”.

A Cia Máscaras de Teatro apresentará, nos dias 5 e 6, às 16h, nas Ruínas São Francisco, o musical para crianças “A Cigarra e a Formiga”, levando ao palco a magia da clássica história de Esopo, autor da Grécia Antiga. Uma das fábulas mais famosas da literatura mundial numa montagem cheia de magia e encantamento, ela fala sobre uma cigarra preguiçosa e uma formiga esforçada, comparando as suas posturas sobre o trabalho e o futuro.

Quem também é presença frequente no Festival de Curitiba é o Teatro Rodrigo D’Oliveira, que este ano levará a peça “Tintino, o espetáculo continua...” nos dias 8 e 9 de abril, nas Ruínas São Francisco. “O Festival de Teatro de Curitiba sempre foi o pontapé inicial das temporadas do ano nos teatros de Curitiba. E agora pode ser também o ponta pé inicial da retomada do teatro presencial”, afirma o diretor do teatro, Rodrigo D’Oliveira.

A peça conta a vida do palhaço Tintino, da infância à velhice, até o dia de sua partida. Ele, que ao longo dos anos colore a vida de outras pessoas, ao envelhecer é esquecido. Quando chega o dia de ir embora e quando tudo parecia triste, o reencontro com a plateia no lado de lá o enche de luz.

Desafios para adaptação – Se na rua está a essência do teatro, o desafio é redobrado. A maior parte das cerca de 60 peças presentes na mostra foi concebida para palco, o que requer diversos cuidados para adaptá-las para a rua. Algumas foram feitas para exibição na internet, em razão da pandemia, e agora ganham montagem especial na rua.

“Adaptar uma peça para a rua exige muito do artista e produtores. No nosso caso, foi desafiador porque é um espetáculo criado com muitos detalhes para dar a ideia de uma passagem da vida física para vida espiritual. Mas nem sempre precisamos de grandes palcos e produções para tocar as pessoas. Acredito que será uma boa experiência fazer Tintino ao ar livre”, comenta Rodrigo D’Oliveira.

Acessibilidade – A acessibilidade também estará presente na Mostra Festival na Rua. Com audiodescrição, o festival conta com as seguintes peças: “Tupi Pererê” (dias 02 e 03/04, às11h, na Praça Santos Andrade); “Negro não Nego” (no dia 7, às 16h, no dia 8, às 12h e no dia 09, às 20h, nas Ruínas São Francisco); “Pitombas do amor” (no dia 7, às 18h30 e no dia 8, às 12h30, no Palco Boca Maldita e Praça General Osório);

Já na lista de espetáculos com acessibilidade em libras temos: “Bamberê”, nos dias 08 e 09/04, às14h30, na Praça Santos Andrade); “Aqui é minha casa” (nos dias 7,8 e 9, às 19h30, na Praça Santos Andrade); “Fandango” (dias 2 e 3, às 15h, no Palco Boca Maldita - Praça General Osório); “Fome” (no dia 6, às 16h30 e 19h30, na Praça Santos Andrade).

O espetáculo “Astrocirco” terá tanto libras quanto audiodescrição (no dia 4, às 10h e às 14h, no Parque Cachoeira).

Programação Completa – A programação completa da Mostra Festival na Rua, com os horários e locais de todas as cerca de 60 peças, pode ser acessada através do site https://festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Festival na Rua é apresentada por Uninter, Junto Seguros, Banco CNH Industrial e Bosch, com patrocínio de Vivo, Instituto Cultural Vale e Da Magrinha 100% Integral, Copel e Governo do Estado do Paraná.

Lista dos Espaços com endereço:

Espaços com estrutura de palco

- Largo da Ordem (Rua Cel. Enéas, S/N – São Francisco)
- Praça Rui Barbosa (Rua André de Barros, S/N – Centro)
- Praça Santos Andrade (Travessa Alfredo Bufren, S/N – Centro)
- Centro Cultural de Boqueirão (Rua José Guercheski, 281)
- Calçadão de São José dos Pinhais (Rua XV de Novembro – Centro)
- Centro Pop Plínio Tourinho (Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico)
- Praça da Bíblia (Rua Nossa Senhora dos Remédios - Fazenda Velha, Araucária
- Praça General Osório (Rua Voluntários da Pátria, S/N – Centro)
- Praça João Candido (Rua Jaime Reis, S/N – Centro)

Serviço:
O que: Mostra Festival na Rua | 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 1º/04 a 9/04 de 2022.
Espetáculos Gratuitos
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #viva #vivaofestival #festival30anos

Sugestão de Tags – festival, curitiba, festival de curitiba, mostra, teatro, festival na rua, rua, peças gratuitas, artes cênicas, artes, circo, dança, música, cultura, show, atrações

#3- Boletim do 30º Festival de Curitiba

Hoje é 18 de março e faltam 11 dias para o Festival de Curitiba

MishMash

O circo chega ao 30º Festival de Curitiba no dia 8 de abril. Mágicos, equilibristas, palhaços contorcionistas e arqueiros estão entre as atrações do MishMash, a miscelânea de artistas que se unem no palco para surpreender, divertir e encantar adultos e crianças durante o Festival. Nesta edição, o MishMash será na Live Curitiba (Rua Itajubá, 143, Novo Mundo). Saiba tudo sobre as atrações, ingressos e horários aqui: https://bit.ly/34P3mBo

Vem trabalhar no Festival de Curitiba!

Hoje, 18/03, é o último dia para a inscrição às 100 vagas de trabalho temporário no 30º Festival de Curitiba. Os postos são de aprendiz de técnico de som, montador de som, operador de luz, técnico de som, recepcionista, entre outros. O trabalho dos selecionados será entre os dias 28 de março e 10 de abril.

Além de experiência e habilidades técnica, os candidatos devem ter disponibilidade integral para o período e devem comparecer à Agência do Trabalhador da Cultura (Rua Saldanha Marinho, 240, Centro), com documentos pessoais e preencher uma ficha. Mais detalhes aqui: https://bit.ly/3tkgt74

Uma Homenagem à Lúcia Camargo

A principal mostra do 30º Festival de Curitiba é uma homenagem a uma das mais importantes personalidades culturais brasileiras: a jornalista, produtora e curadora Lúcia Camargo (1944-2020).

Como gestora cultural, Lúcia foi diretora (1979-1983) e presidente da Fundação Cultural de Curitiba (1989-1992), e secretária de Estado da Cultura (1998-2004) do Paraná Fora do Paraná, foi diretora artística do Teatro Municipal de São Paulo, presidente do Instituto Cultural da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, secretária-adjunta de Cultura do Estado de São Paulo e coordenadora da organização SP Escola de Teatro, entre outros cargos.

Seu legado nas artes e na cultura, contudo, vai além das posições oficiais que ocupou. Lucia esteve envolvida com o Festival de Curitiba desde a edição de 1995. Foi curadora durante anos e deu uma larga contribuição na consolidação do festival como evento internacional.

A partir de 2022, o Festival faz uma homenagem permanente à sua memória. A Mostra Lúcia Camargo traz 25 opções de espetáculos reunindo estrelas brasileiras, atrações premiadas e aclamadas pela crítica, tudo isso com a atuação de fortes nomes profissionais das artes! Saiba tudo sobre a mostra aqui: https://bit.ly/3wlNlhT

O Casamento e algumas frases fatais

O Festival de Curitiba sem uma peça de Nelson Rodrigues (1912-1980) não fica completo. Sem o maior dramaturgo brasileiro falta aquele olhar pelo buraco da fechadura que enxerga as sombras de cada um de nós.

No 30º Festival de Curitiba o grupo Os Fodidos Privilegiados monta um dos mais célebres textos, O Casamento, único romance assinado por Nelson, proibido pela censura em 1966. Com adaptação de João Fonseca e Antônio Abujamra, a peça já teve outras duas montagens no Festival de Curitiba. Saiba tudo sobre a remontagem da peça aqui: https://bit.ly/36oZjw4

Algumas frases do texto de Nelson Rodrigues só para entrar no clima de O Casamento:

“Todo canalha é magro!"

"Qualquer um pode ser obsceno, menos o ginecologista."

"O amor normal é triste e doente. Doente, não. Mas é triste, o amor normal é triste."

"O que não se diz apodrece em nós."

"Em cada família, há trevas que convém não provocar."

“Só não estamos de quatro, urrando no bosque, porque o sentimento de culpa nos salva”.

Léo Sem Filtro no Festival

Quem também está no 30º Festival de Curitiba é o ator, humorista, criador de conteúdo, influencer e Tiktoker Léo Sem Filtro, que já tem mais de 1,5 milhão de seguidores na internet.

Pela #leonofest é possível acompanhar o vídeos e conteúdos sobre a programação e bastidores do festival: Olha o Léo aqui no Insta: https://bit.ly/3KQpLxB

Material do Festival de Curitiba 2022 para imprensa:
Os releases, fotos das atrações do Festival de Curitiba estão aqui:
https://bit.ly/36js5hE

O 30º Festival de Curitiba nas Redes Sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/festivaldecuritiba/
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Arte Viva! Viva a Arte!

Espetáculo PPP@wllmshkpr.br, que estreou em Curitiba há 24 anos, volta com status de clássico imperdível

Na 7ª edição do Festival de Curitiba, em 1998, o Grupo Parlapatões fez estrondoso sucesso com a estreia nacional da peça PPP@wllmshkpr.br. Foi com este espetáculo que o grupo construiu sua reputação em todo o Brasil. O nome incomum do espetáculo precisa ser explicado.

PPP é a sigla para Parlapatões, Patifes e Paspalhões, nome original do grupo de humor circense criado em 1991. O resto do endereço eletrônico é o nome sem vogais do bardo William Shakespeare.

Como a peça foi apresentada aqui há longos 24 anos fizemos uma lista para demonstrar porque a remontagem deste novo clássico do teatro de humor internacional é uma das peças imperdíveis do 30º Festival de Curitiba, na Mostra Lúcia Camargo:

1) O argumento da peça é ótimo:
A ideia original do espetáculo é sensacional: pegar as 37 peças de William Shakespeare, cânone máximo do teatro mundial, resumi-las num texto de 90 minutos e entregá-lo a uma enlouquecida trupe de palhaços. A montagem pode ser resumida como uma hora e meia de tirar o fôlego de um público que ri ouvindo os textos mais brilhantes da história do teatro.

2) Uma seleção do teatro brasileiro a montou:
O texto original da peça é dos atores americanos Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer, cuja trupe montou a primeira versão e conseguiu ficar seis anos ininterruptos em cartaz em Londres. Mas na versão brasileira da montagem convergiram forças poderosas do teatro brasileiro: a tradução do texto foi de Bárbara Heliodora, professora, ensaísta e crítica de teatro brasileira, maior autoridade da obra de Shakespeare no Brasil. Já a direção foi de Emílio Di Biasi, histórico ator e diretor paulistano que também foi muito importante dirigindo a Oficina de Atores da Rede Globo, onde revelou grandes talentos. Junte a eles a força dos Parlapatões...

3) Tem Shakespeare para todos os gostos
Na encenação predominam trechos da popularíssima peça Romeu e Julieta e há muito Hamlet, considerada a maior obra da dramaturgia ocidental, mas há um pouco de todos os escritos de Shakespeare. Mas tudo é trazido para a rês do chão: as peças históricas com sangrentos embates por reinos, coroas e poder são comparadas a jogos de futebol; os versos de Otelo são ditos sobre beats de rap; e as comédias são condensadas em uma única encenação absurda, que faz sátira ao teatro de animação.

4) Não tem desculpa para não ver (ou rever)
Os cenários, figurinos e elenco original mudaram, mas o texto brilhante é o mesmo. Assim a peça é e não é uma reprise. A reencenação então serve, como dizem os próprios Parlapatões, “para quem diz que não viu e ouviu falar muito, possa ver. Para quem já viu, poder rever. Para quem não tinha idade para ver, poder ver”. Se você se enquadra em qualquer dessas categorias não perca tempo e garanta seu ingresso.

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, New Holland, com patrocínio de Neodent, Vonder, SulAmérica, Novozymes e Governo do Estado do Paraná

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA: PPP@ WllmShkspr.Br
Texto: Adam Long
Direção: Emílio Di Biasi
Tradução: Barbara Heliodora
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto e Alexandre Bamba
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Serviço:
O que: PPP@wllmshkspr.br – Parlapatões no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 31 de março e 01 de abril às 21h
Onde: Sesc da Esquina (Visc. do Rio Branco, 969 - Mercês).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.

NÚCLEO DE PROJETOS AUDIOVISUAIS (NPA) PROMOVE MESA REDONDA SOBRE CINEMA PARANAENSE.

O evento será online, gratuito e pretende discutir o cenário e as perspectivas da área.

O Núcleo de Projetos Audiovisuais de Curitiba (NPA) está encerrando a edição de 2021 com uma mesa redonda (online) sobre o Cinema Paranaense: cenários e perspectivas. O evento será dia 26 de março (sábado), das 10h às 12h, via Google Meet. A participação é gratuita, mas estará sujeita à lotação da sala virtual, por isso é necessário fazer inscrição pelo site: https://tambormultiartes.com/mesa-redonda-cinema-paranaense-cenarios-e-perspectivas/

Como conquistar cada vez mais mercados internos e externos de forma consistente e estruturada? Compreendendo que avanços acontecem a partir de ações que unam mercado e produção, formação e pesquisa, política e representatividade o NPA reúne nesta mesa redonda profissionais desses três fronts de atuação.

O encontro terá a participação do produtor Antonio Gonçalves Junior, do professor e diretor Eduardo Baggio e da distribuidora e produtora audiovisual Paula Gomes, com a mediação do coordenador do Núcleo, Marcelo Munhoz.

Os desafios e oportunidades no mercado da produção de conteúdo, o cenário do ensino de cinema e audiovisual no Brasil, a partir das perspectivas de cursos de graduação e pós-graduação e a atuação da Associação de Cinema e Vídeo do Paraná (AVEC-PR) são alguns dos assuntos que serão abordados no evento, bem como a interação entre produção, pesquisa e a atuação política na promoção do desenvolvimento de projetos e da área audiovisual como um todo.

“O ano de 2021 foi de grandes desafios, mas também de conquistas inéditas para o cinema paranaense. Ao lado do desmonte de políticas públicas de incentivo à produção, vimos a ascensão definitiva do streaming e a presença crescente dos filmes do estado em premiações e festivais nacionais e internacionais. Também vimos a formação na área ganhando mais demanda e espaço, com novos cursos de graduação e pós-graduação, e a renovação de iniciativas de fomento, além da percepção crescente do valor das entidades de representação política. Esta mesa redonda traz a possibilidade de encontro e de ampliação do diálogo na área para que ela se torne ainda mais potente e inclusiva”, declara Munhoz, coordenador do NPA.

Sobre os participantes

Antonio Gonçalves Junior
Mais de 13 anos de experiência no mercado cinematográfico. Produziu os filmes: Deserto Particular (Giornate degli Autori Veneza), Ferrugem (Sundance, Melhor Filme Festival de Gramado), Para minha amada morta (7 prêmios Festival de Brasília, Zenith de Prata em Montreal, San Sebastian), Circular (Festival do Rio), A gente (Prêmio da ONU no Dok Leipzig) Zona Árida (Menção Especial no Dok Leizpig), A mesma parte de um homem (Prêmio Helena Ignez na Mostra de Tiradentes), Jesus Kid (Gramado), Pátio (Cannes), O Estacionamento (Melhor Curta Festival do Rio), A Fábrica (Oscar shortlist, Menção Especial Clermont Ferrand), Ainda Ontem (Clermont Ferrand), Tarântula (Veneza). Participou do Talents Berlinale 2018. Produziu a coprodução Portugal-Brasil-Moçambique Avó Dezenove e o Segredo do Soviético e o longa Nunca Nada Aconteceu (Portugal-Bélgica-Brasil) e três novos longas e uma série para os próximos meses. Também é Fundador e Diretor Artístico do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.

Eduardo Baggio

Professor do Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Mestrado em Cinema e Artes do Vídeo, ambos da Unespar. Colíder do grupo de pesquisa Cinecriare (Unespar/CNPq). Membro do ST Teoria de Cineastas da Socine e do GT Teoria dos Cineastas da AIM. Publicou textos em revistas como Cine Documental, Aniki, Doc Online, Vazantes e Cognítio. É um dos organizadores dos livros Teoria dos Cineastas (Vols.1, 2 e 3) e do livro Cineastas do Paraná: Primeiros Tempos. Entre seus filmes destacam-se A Alma do Gesto (2020), João & Maria (2016) e Santa Teresa (2014).

Paula Gomes

Distribuidora e produtora audiovisual, graduada em Marketing pela FGV, é co-fundadora da Olhar Distribuição, onde lançou no circuito comercial brasileiro mais de 20 filmes nacionais e estrangeiros. Atuou na produção executiva de curtas, longas e conteúdos para televisão. Coordenou o Escritório Regional Sudeste da Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas de 2014 a 2016. É presidenta da gestão 2021/2022 da AVEC/PR (Associação de Cinema e Vídeo do Paraná).

Mediação

Marcelo Munhoz

Produtor, diretor, preparador de elenco e professor em cinema. Formado em Jornalismo pela UFPR, é mestre em Filosofia PUCPR, onde é professor nos cursos de Cinema e Teatro e coordenador da pós-graduação em Cinema e Produção Audiovisual. Criador de projetos audiovisuais de impacto na cena regional, como o Projeto Olho Vivo, o Minha Vila Filmo Eu, o Ficção Viva, o Cinema nos Faxinais e o Núcleo de Projetos Audiovisuais de Curitiba. Dirigiu o documentário de longa-metragem “A Grande Nuvem Cinza” (2016), ganhador do Grande Prêmio do Júri do 6º Family Film Project – Festival Internacional do Porto (Portugal).

Projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. Incentivo: Barigui Veículos e Heads.

SERVIÇO:

Mesa Redonda (online)

CINEMA PARANAENSE: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS.

Data e Horário: 26 de março (sábado), das 10h às 12h

Participantes: Antonio Gonçalves Jr, Eduardo Baggio, Paula Gomes, e Marcelo Munhoz.

Local: Google Meet

Inscrição: https://tambormultiartes.com/mesa-redonda-cinema-paranaense-cenarios-e-perspectivas/

Quanto: Gratuita, com vagas limitadas.

Realização: Tambor Multiartes

CONTATOS:

Produção e Coordenação

Marcelo Munhoz

41 99903 5516

Vivian Britsch

41 98414 4004

Bruna Junskowski

41 99526 0791

Marianna Holtz

41 99811 0212

contato@tambormultiartes.com

https://www.facebook.com/npacuritiba/

instagram: @npacuritiba

Budweiser traz a música de volta aos palcos após mais de 1.000 dias com o Lollapalooza Brasil

Marca volta a abrir as portas dos shows e festivais para o reencontro do público com seus artistas preferidos

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A espera acabou! Depois de mais de mil dias, mais precisamente 1.082, os grandes festivais estão prontos para acontecer e, com isso, Budweiser entra em cena para trazer a música de volta aos palcos. E nesse reencontro tão esperado do público com os shows, a marca prepara uma série de experiências para os fãs no Lollapalooza Brasil, que acontece de 25 a 27 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Cerveja oficial do festival, Budweiser vai trazer para o Brasil neste ano o BUDX, uma plataforma global de experiência da marca que une mentes criativas de todo mundo. Essa é a primeira vez que a iniciativa desembarca no país, trazendo 100 creators – da música, das artes, da moda e dos esportes - para a produção de conteúdos especiais, levando tudo o que acontece dentro do festival para todos os lugares, além da capital paulista. Além disso, o espaço vai contar com a presença e encontros especiais de grandes artistas, algo que só mesmo Bud poderia promover.

“Budweiser é uma marca icônica e sua história se funde com a do Lollapalooza. Agora, depois de tanto tempo sem os grandes shows, não poderíamos ficar parados. Somos apaixonados por música, distribuímos mais de 400 ingressos e estamos ao lado dos artistas e dos fãs nesse momento de reencontro, celebrando nomes já consagrados e abrindo novos palcos para novos talentos que merecem destaque na cena musical. Foram mais de mil dias sem o Lollapalooza, então, estamos ansiosos para viver novamente essas emoções após tanta espera. E isso é apenas o início”, afirma Carolina Caracas Gargione, Head de Budweiser no Brasil.

Essa expectativa é vivida ao som de “Industry Baby”, de Lil Nas X, que embala uma campanha da marca que ganha as redes sociais. https://www.youtube.com/watch?v=HSkaccnmuY8. A criação é da agência Africa.

G.A.L.A: a volta de Gerald Thomas é um grito no meio do caos

Arte Viva! Viva a Arte!

Com monólogo estrelado pela atriz Fabiana Gugli, diretor vem pela décima vez ao Festival de Curitiba para romper e provocar

O autor e diretor Gerald Thomas vem a 30.ª edição do Festival de Curitiba para, entre outras coisas, romper com sua maior influência criativa, Samuel Beckett, o gênio irlandês do teatro do absurdo, com quem se correspondeu por anos e de quem foi amigo pessoal.
“Chega de Beckett”, chega a gritar a protagonista do monólogo “G.A.L.A'', que faz sua estreia nacional em duas noites, 29 e 30 de março, no Guairinha, às 21h durante a Mostra Lúcia Camargo.

G.A.L.A é estrelada pela atriz Fabiana Gugli, originalmente concebida por Thomas como uma montagem audiovisual em 2021. Toda a ação transcorre em um barco à deriva em que a mulher que dá nome a peça faz um desabafo existencial que, como de costume, é um desafogo autobiográfico do próprio Thomas. Escrito durante o período mais incerto e caótico da pandemia, o texto expõe “ruínas contemporâneas” como a solidão e a desesperança. Rápido (apenas 45 minutos), desenfreado, surreal e tropicalista, o monólogo será apresentado pela primeira vez a uma plateia de “pessoas de carne e osso” dentro de um teatro escuro.

O título é uma referência a Gala Dalí (1894-1992), a múltipla artista russa que influenciou todas as vanguardas artísticas do começo do século 20, despertou ódios e amores célebres e foi esposa e parceira criativa de Salvador Dali (1904-1989).

Um autor revolucionário
Gerald Thomas nasceu em Nova York, em 1957. Filho de pai alemão e mãe galesa, Gerald migrou com a família para o Rio de Janeiro e começou a estudar artes com Ivan Serpa e Hélio Oiticica. Aos 14 volta a Nova York para ser assistente de Oiticica. Aos 16, mudou-se para Londres e começou a trabalhar com teatro.
De volta a Nova York, nos anos 1980 constrói uma carreira de sucesso. Autor, produtor e diretor de várias peças teatrais, Gerald Thomas tem uma carreira controversa e revolucionária no teatro brasileiro. Nas últimas três décadas consolidou sua carreira internacional e iniciou uma trajetória como diretor de óperas. Aos 68 anos, Thomas já assinou 84 trabalhos teatrais em 16 países. Esta é a sua décima participação no festival de Curitiba.

As 10 vezes de Gerald Thomas no Festival de Curitiba:

1992 – The Flash And Crash Days
1993 – Império das Meias Verdades
1995 – Don Juan
1996 – Nowhere Man
1997 – Os Reis do Iê-Iê-Iê
2000 – Coro e camarim – Uma Tragédia Rave
2008 – Rainha Mentira/ Queen Liar
2012 – Gargólios
2014 – Entre Dentes
2022 – G.A.L.A

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica, Novozymes e Governo do Estado do Paraná.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA
G.A.L.A
Texto, Criação e Direção: Gerald Thomas
Atriz: Fabiana Gugli
Som e Espaço Cênico: Gerald Thomas
Figurino: Fabiana Gugli
Sonorização: Ale Martins
Iluminação (versão online): Nicolas Caratori
Assistente de Direção: Lucas Brandão
Contrarregra: Raíssa Milanelli
Costureira: Judite Lima
Adereços: Clau Carmo
Cenografia: Casa Malagueta
Coordenação Técnica: Rafael Dias, Ronaldo Zero
Direção de Produção: Dora Leão
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos de Cena: Roberto Setton
Vídeo: Maestria.TV
Transmissão e Vídeo: Leandro Oliveira
Infraestrutura e TI: Raphael Borges
Áudio: Murillo Corrêa
Assistente de Vídeo: Irina Alfonso
Assistente Técnico: Zito Barbosa
Produção e Administração: PLATÔ Produções
Realização (versão online): Sesc SP
Agradecimentos: Adriane Gomes, Borut Krzisnik, Liliane Guglielmetti de Carvalho, Beatriz Gugli Oliveira e SP Escola de Teatro.

Serviço:
O que: G.A.L.A no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 29 de março e 30 de abril às 21h
Onde: Guairinha (Rua XV de Novembro, 971 - Centro).
Valores: R$ 80,00 (inteira)
Ingressos: Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 16
Duração: 45’

“Conselho de Classe” traz para o palco os problemas e desafios da educação

A montagem, concebida em 2013 para comemoração dos 25 anos da Cia dos Atores,
volta aos palcos do Festival de Curitiba

O premiado espetáculo “Conselho de Classe”, da Cia. dos Atores, volta aos palcos do Festival de Curitiba com duas apresentações: nos dias 29 e 30 de março, ambas às 21h, no Teatro da Reitoria. A montagem, concebida em 2013 para comemoração dos 25 anos da Cia. e que retorna a Curitiba com elenco original, trilhou trajetória nacional que ultrapassa 200 apresentações e 50 mil espectadores. Destaque nas premiações de teatro em 2014, a peça recebeu os prêmios Shell (cenário), Cesgranrio (espetáculo, texto, direção e cenário) e APTR (texto, direção e ator), entre outros.

Conselho de Classe traz o texto de Jô Bilac dirigido por Bel Garcia (in memorian) e Susana Ribeiro e, no elenco, Cesar Augusto, Marcelo Olinto, Leonardo Netto, Paulo Verlings e Thierry Tremouroux.

A história ocorre em uma escola pública do centro carioca, problematizando questões macro e micropolíticas da educação. No texto, há a abordagem realista do ambiente escolar, a fim de gerar um diálogo a respeito da educação no Brasil e da sua atual situação no mundo.

Em cena, uma reunião de professores é desestabilizada pela chegada de um novo diretor. Esse encontro faz eclodir dilemas éticos e pessoais em meio a decisões que se confundem nas relações de poder da instituição escolar. É o ambiente escolar fervilhando. Problemas no processo ensino-aprendizagem, no processo avaliativo das instituições escolares, na avaliação do rendimento do aluno, nos conteúdos, na metodologia de ensino e na filosofia de educação, fundem-se com as dificuldades políticas existentes entre grupos “rivais” liderados pelas pessoas que almejam os cargos mais altos da escola.

Desafios da educação

Susana Ribeiro, uma das diretoras da peça, explica que Conselho de Classe surgiu do desejo da companhia de produzir um espetáculo realista, com tempo cronológico e pessoas do cotidiano. Segundo ela, o ensino brasileiro está em colapso por falta de valorização dos professores.

Desde 2013, quando a peça estreou, Susana acredita que a educação tenha piorado no país. “Sabíamos que não era fácil mudar a realidade em 2013, mas não imaginávamos que estaríamos tão mal e que se desvalorizaria tanto o professor. A educação nunca foi prioridade no país e continua não sendo. Não só não é uma prioridade como para alguns é uma ameaça. Não termos direito a uma educação mínima é surreal”.

Na opinião da diretora, a importância da peça é continuar discutindo o assunto do ponto de vista de quem faz a educação. E, de acordo com ela, o espetáculo costuma ter a aprovação de espectadores ligados ao tema. “O maior elogio que recebemos é quando os professores dizem que se sentem representados em cena. Infelizmente, pois o que a peça retrata é triste. O ensino público no Brasil vive situação de calamidade. O corpo docente está adoecido por conta das condições precárias de trabalho. É um tema duro, difícil de contar”.

Susana Ribeiro afirma que a peça mostra a necessidade de a escola ser construída com envolvimento da comunidade. “A peça é um desejo de que possamos construir uma educação com mais escuta. A escola não é feita só de professores. Precisa de engajamento da comunidade, pois é uma referência, um lugar de encontro, de pensamento e de troca de conhecimento”.

Aliás, é dessa premissa – envolvimento da comunidade – que surge o nome da peça. Conselho de Classe é um colegiado que deveria abranger professores, funcionários, pais e até representante dos alunos – embora essa formatação nem sempre se apresente. “Esse é o verdadeiro conselho e é isso é o que deveria acontecer, uma vez que abrange todos os lados e pontos de vista sobre esse espaço de conhecimento”.

Ainda que a peça denuncie o abandono político da educação, também levanta pontos sobre o que pode ser feito por quem faz parte do sistema educacional. “A escola não está bem há muito tempo, por isso precisa olhar para ela mesma, se revisar, discutir e ter lugar para isso ser feito de forma inteligente e comprometida”. E o despertar das reflexões durante o espetáculo acontece, de acordo com a diretora, sem defender lados. “Tentamos distribuir as razões e entender que um professor de Educação Física pode ter um ponto de vista diferente de um professor de Artes ou Biologia. Isso é rico e cria dinâmica forte. Acaba, muitas vezes, que a plateia concorda com todos, mesmo que os personagens discordem entre si”.

Tema instigante, daqueles para ficar debatendo horas após o espetáculo e que é apresentado de maneira dinâmica e com humor - uma das passagens que costuma arrancar risos da plateia é quando uma reunião de professores é realizada na quadra de esportes, pois o ventilador da sala está quebrado.

Volta do Festival
A Cia dos Atores esteve presente na primeira edição do Festival de Curitiba, em 1992, e em diversos outros anos, e agora volta para a célebre edição de 30 anos. Para a diretora, a volta do maior evento de artes cênicas da América Latina com espetáculos presenciais representa um marco da retomada da cultura.

“Dá uma alegria de viver. É uma beleza voltarmos para o palco e criar relação de corpo a corpo com o público. Além da possibilidade de conviver com outras produções, pois essa é a beleza de um festival. É o momento de encontrarmos pessoas, nos apoiarmos e trocarmos”.

A pandemia, conforme disse, provocou diferentes momentos – como o de ficar em casa, de fazer arte no computador e de escrever novos projetos. Agora, segundo disse, chegou a hora de apresentar um pouco dessa vivência e das reflexões produzidas no período. “Por isso, é muito importante a presença de um festival. É no palco que vamos construir algo para o nosso futuro”.

Mostra Lúcia Camargo

A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

FICHA TÉCNICA:
Texto: Jô Bilac
Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro
Assistência de direção: Raquel André
Elenco: Cesar Augusto, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, Paulo Verlings e Thierry Trémouroux
Voz off: Drica Moraes
Cenário: Aurora dos Campos
Figurinos: Rô Nascimento e Ticiana Passos
Iluminação: Maneco Quinderé
Trilha sonora original: Felipe Storino
Consultoria pedagógica: Cléa Ferreira
Direção de produção: Luísa Barros
Direção de palco: Wallace Lima
Operação de luz: Genilson Barbosa
Operação de som: Diogo Magalhães
Agenciamento artístico: Claudia Marques
Realização: Cia. dos Atores

Serviço:
O que: Conselho de Classe no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 29 e 30 de março, às 21h
Onde: Teatro da Reitoria ( R. XV de Novembro, 1299 - Centro, Curitiba - PR, 80060-000)
Valores: R$ 80,00 (inteira) + taxa
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: 12 anos.
Duração: 70’

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba30anos #vivaofestival #omeufestival

Sugestão de Tags – festival, curitiba, festival de curitiba, mostra, teatro, artes cênicas, artes, educação, reitoria, cultura, show, atrações, conselho de classe, professores

#1 – Boletim do 30º Festival de Curitiba

Hoje é 16 de março e faltam 13 dias para o Festival de Curitiba

A volta do público à plateia e dos atores aos palcos do 30º Festival de Curitiba, maior evento de artes cênicas da América Latina, são um marco na retomada e resistência do setor cultural após a suspensão de espetáculos presenciais por causa da pandemia.
Na programação, algumas das principais companhias de teatro do país, muitas delas com história no Festival de Curitiba. De hoje até 10 de abril, tudo o que é preciso saber sobre o 30º Festival de Curitiba estará nesta newsletter publicada todas as manhãs. Arte Viva! Viva a Arte!

Teatros com 100 % de ocupação
E falando em presença de público, a melhora dos indicadores da pandemia permitiu que, na semana passada, a prefeitura de Curitiba flexibilizasse as regras de ocupação dos espaços do Festival de Curitiba. Assim, uma nova leva de ingressos foi liberada para todos os espetáculos.
Os 30% de ingressos que estavam bloqueados por questões sanitárias estão agora à disposição do público. Quem queria ver peças que tinham ingressos esgotados como o clássico “O Mistério de Irma Vap” ou “Aurora”, dos Satyros, tem mais uma chance. Mas é preciso correr… Saiba mais aqui: https://bit.ly/3id5yFQ

Espetáculos com lotação esgotada:

Emicida – AmarElo:
https://festivaldecuritiba.com.br/evento/emicida-em-amarelo/
Abjetos Sujeito: Clarice Lispektor por Denise Stoklos: https://festivaldecuritiba.com.br/evento/abjeto-sujeito-clarice-lispector-por-denise-stoklos/

Guilherme Weber apresenta “Tudo”
Nascido e formado como ator nos teatros de Curitiba, o ator e diretor Guilherme Weber dirige a pré-estreia nacional do espetáculo Tudo, baseado no texto do ator e autor argentino Rafael Spregelburg. A carreira de Weber se confunde com a história do evento: ele foi ator em peça na primeira edição em 1992 e, depois de dezenas de participações como ator e diretor, foi curador do Festival de Curitiba entre 2016 e 2020. No elenco de Tudo estão Julia Lemmertz, Vladimir Brichta, Dani Barros, Márcio Vito e Cláudio Mendes. Mais informações aqui: https://bit.ly/3q9aoZ3

Festival é bom quando é NA RUA
E nas praças, parques, bares... ou qualquer lugar onde as pessoas transitem e que também possam abrigar a arte. Em 2022, o Festival na Rua vai. De 1º a 9 de abril, 60 companhias locais se apresentam em 10 palcos espalhados por Curitiba e Região Metropolitana. Serão, ao todo, cerca de 130 apresentações entre espetáculos teatrais, de música e outros. Tudo totalmente gratuito! Dá uma olhada na programação: https://bit.ly/364joI9

Olho na alteração de locais na mostra Festival na Rua:
Algumas peças da mostra Festival na Rua precisaram alterar os horários e espaços de apresentação originalmente programados. Veja abaixo a lista das mudanças e os novos locais e horários das peças: https://bit.ly/3CMjzE3
● Quem ainda não trocou seus ingressos do Festival de 2020 confira como é a política de trocas aqui: https://bit.ly/3u35D4u

Filhos de Peixes
O grupo Parlapatões já montou 9 peças em oito edições diferentes do Festival de Curitiba. Em 2022, eles voltam com três peças, entre as quais “Parlapatões revistam Angeli”, grande sucesso no Festival de 2013 que volta com novidades como uma banda para executar ao vivo a trilha da peça.
E não é qualquer banda: o power trio tem na guitarra Yohan Kisser, filho de Andreas Kisser, do Sepultura, no baixo, Bento Mello, filho do “titã” Branco Mello, co-autor das canções da trilha e na bateria Gabriel Haddad. Todos tocam na banda de hard rock Sioux 66. Saiba mais no link ao lado: https://bit.ly/36pe6ad

Dançar para não dançar
De ballet passando por flamenco até a dança contemporânea, o Festival de Curitiba tem espetáculos para quem gosta de dança, e de dançar. O mix inclui desde espetáculos com grupos e coreógrafos consagrados até espetáculos gratuitos na rua. Saiba mais aqui: Confira abaixo os espetáculos de dança que vão movimentar os corpos no 30º Festival de Curitiba: https://bit.ly/3JepzaR

Festival de Curitiba no Telegram
O Festival de Curitiba 2022 tem agora uma lista no Telegram. Quem se inscrever tem acesso a debates sobre as peças, promoções, comunicados oficiais e conteúdo exclusivo. Acesse: https://t.me/festivaldecuritiba

Material do Festival de Curitiba 2022 para imprensa:
Os releases, fotos das atrações do Festival de Curitiba estão aqui:
https://bit.ly/36js5hE

O 30º Festival de Curitiba nas Redes Sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/festivaldecuritiba/
Twitter: https://twitter.com/Fest_Curitiba
Facebook: https://www.facebook.com/fest.curitiba/
Youtube: https://www.youtube.com/c/festivalcuritiba
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