Com Caio Castro no corner, Lucas Mineiro tem encarada tensa contra alemão no BRAVE CF 51

Minsk, Belarus - 3 de Junho de 2021

Durante as semanas que antecederam a luta principal do BRAVE CF 51 entre Lucas “Mineiro” Martins e Marcel Grabinski, a temperatura esquentou e uma verdadeira guerra de declarações públicas tomou conta do noticiário.

Conforme esperado, tamanha animosidade culminou em uma encarada bastante tensa quando os dois ficaram frente a frente pela última vez antes de entrarem no cage.

Entrando primeiro no palco, Marcel Grabinski, que passou as últimas semanas dizendo que está pronto para provar que é superior ao rival brasileiro em todos os aspectos, encarou intensamente enquanto Lucas subiu à balança.

O brasileiro subiu acompanhado do ator Caio Castro, que o está em Belarus para participar do seu corner e carregava uma bandeira do Brasil e da academia paulistana Capital da Luta.

Quando os dois ficaram a poucos centímetros de distância, a tensão tomou conta do ambiente. Grabinski ergueu o braço enquanto Mineiro entrou em “modo caçador”, buscando os olhos de Marcel e sequer piscando por alguns momentos.

O presidente do BRAVE CF Mohammed Shahid até tentou sugerir que a dupla se virasse para frente e tirasse as fotos protocolares, mas eles ainda permaneceram se encarando por quase meio minuto.

Na balança, Lucas bateu 70,5kg, o mesmo peso de Grabinski. Todos os outros 22 atletas escalados para o card também bateram o peso e confirmaram suas lutas. O BRAVE CF 51 acontece nesta sexta (4), com 12 lutas no Falcon Club, em Minsk, capital de Belarus.

O evento terá transmissão ao vivo e gratuita para o Brasil no site www.bravecftv.com, a partir das 13h30, horário de Brasília.

Confira abaixo os resultados da pesagem do BRAVE CF 51:
Peso leve: Lucas Martins (70,5kg) vs Marcel Grabinski (70,55kg)
Peso super meio-médio: Denis Maher (79,45 kg) vs Rinat Sagyntay (79,6kg)
Peso leve: Ylies Djiroun (70,6 kg) vs Sam Patterson (70,25kg)
Peso super meio-médio: Vadim Kutsyi (79,75kg) vs Daniyar Abdibaev (79,2kg)
Peso pena: Roman Bogatov (66,2kg) vs Abdulmutalip Gairbekov (66,2kg)
Peso combinado (59kg): Muhammad Mokaev (58,5kg) vs Ibragim Navruzov (58,9kg)
Peso galo: Vladislav Novitskiy (61,4kg) vs Yanis Ghemmouri (61,65kg)
Peso mosca: Badmatsyren Dorzhiev (57,05kg) vs Almanbet Abdyvasy Uulu (57kg)
Peso galo: Aydemir Kazbekov (61,05kg) vs Abdul Karim Badakhshi (60,9kg)
Peso palha: Anastasia Feofanova (51,5kg) vs Sevde Turk (51,9kg)
Peso meio-pesado: Vadim Rolich (92,35kg) vs Kurbonsho Jamolov (92,65kg)
Peso combinado (62,5kg): Artem Lukyanov (62,5kg) vs Bakhtovar Yunusov (62,45kg)

Cantora italiana Carla Cocco encerra Festival Mia Cara 2021

Artista enaltece a realização do evento destacando a troca cultural e união promovidas através da música

Em show inédito, gravado em um pequeno teatro nos arredores de Roma, a cantora italiana Carla Cocco encerra a nona edição do Mia Cara 2021. Assim como o restante da programação do festival, o público poderá acompanhar a performance por meio das redes sociais do evento. O show será transmitido dia 6 de junho, às 20h, e ficará disponível no YouTube e Facebook do Mia Cara após a exibição.

No espetáculo, que a artista carinhosamente chamou de Mio Caro Brasile, serão reverenciados ícones da MPB como Toquinho, Maria Gadú, Chico Buarque de Hollanda e sua irmã, Miúcha. “O Brasil é uma parte de mim, sou muito apegada à sua terra, à sua cultura e aos seus artistas e sinto imensa alegria em atuar como uma ‘cola musical’ entre as duas culturas”, revela Carla.

Além dos nomes nacionais, também serão homenageados grandes personalidades da música Italiana, como Sergio Endrigo, Ennio Morricone e Ornella Vanoni. “Espero poder trazer um pouco da nossa Itália para o Brasil, e que toda a emoção e amor que colocamos na organização deste show também chegue até o público”, diz. Acompanhando a artista no palco, se apresentam os músicos Stefano Indino, acordeonista de Massimo Ranieri, Nicola Piovani e Fiorella Mannoia, bem como Andrea De Luca, no violão, representante na Itália da Asher Guitars.

Tornar a arte viva
Além de comentar o show em si, Carla Cocco também aproveitou para ressaltar a importância da realização do festival em meio à pandemia. “Penso que a organização do evento é uma grande oportunidade para todos. Em vez de desistir da arte, da música, foi encontrada uma nova maneira de vivê-la e torná-la viva. Não devemos desistir de esperar que esse momento passe e, neste meio tempo, precisamos encontrar uma nova maneira de viver e nos relacionar com o mundo. Para nós, músicos, este convite foi muito emocionante, um pequeno retorno a nossa vida que parecia ter parado há mais de um ano”, desabafa a cantora.

Projeto social na África
No sentido de aproximar diferentes culturas, a artista também faz um paralelo ao seu projeto “Africa Sarda”, associação que fundou em 2017, em uma em uma pequena comunidade da Zâmbia, por meio da qual ela se propõe a oferecer educação musical para crianças e adolescentes. Com o projeto, Carla conseguiu arrecadar o dinheiro que investiu na criação de um estúdio de gravação e escola de música. “ A música é o veículo fundamental e universal que une povos e culturas. É um abraço, um aperto, principalmente em um momento difícil como esse que todos temos em comum”, conta.

Da mesma forma que se sente tão ligada à África, através do Mia Cara 2021, Carla também espera reafirmar os laços que a unem com o Brasil. “É uma iniciativa muito importante, principalmente para mim que fui precursora ao abordar a cultura brasileira através da música no exterior. Estamos aproximando nossas culturas, é uma troca. “Espero muito que toda a nossa vontade de estar com vocês, fisicamente, chegue, talvez no próximo ano. Para nós seria muito especial”.

Rica programação
Nas duas semanas de duração, a nona edição levou para todo o Brasil uma rica programação cultural, ações de gastronomia e turismo e uma grande homenagem ao escritor Dante Alighieri. Com patrocínio do Banco BRDE, Sanepar, Copel, Celepar, Detran, Havan e Fomento Paraná. A realização do evento é feita pelo Consulado Geral da Itália em Curitiba e pela ONG Unicultura com apoio do Comites Curitiba, Festval, GME, Angelina Caron, Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Instituto Curitiba de Arte e Cultura - Icac, Sociedade Garibaldi, Centro Europeu, Mozzarellart, Santa Maria Papéis, Carti Mais, Gardenia Orchidea, Família Martinelli, UFPR e ENIT.

MIA CARA - SHOW DE ENCERRAMENTO | Programação:

06/06 | Transmissão pelo YouTube e Facebook Mia Cara
“Mio Caro Brasile”: Espetáculo musical com interpretação e comentários da cantora italiana Carla Cocco, acompanhada dos músicos Stefano Indino (acordeão) e Andrea De Luca (violão).
Horário da transmissão: 20h
Repertório:
“La Casa” (A Casa) – Sergio Endrigo;
“4/3/43” (Minha História) – Lucio Dalla;
“Você Abusou” – José Carlos Figueiredo, António Carlos M. Pinto e José Ubaldo A. Brito;
“Io So Che Ti Amerò” (Eu sei que vou te amar) – Vinicius De Moraes e Tom Jobim;
“Tritezza” (Tristeza) – Vinicius De Moraes;
“Io Che Amo Solo Te” – Sergio Endrigo;
“Roma Nun Fa La Stupida Stasera”– Pietro Garinei, Sandro Giovannini e Armando Trovajoli;
“Anema e Core” – Salve D’esposito e Tito Manlio;
“La Voglia, La Pazzia, L'Incoscienza, L'Allegria” (Se Ela Quisesse) – Toquinho;
“Nuovo Cinema Paradiso” – Ennio Morricone;
“Nel Blu Dipinto Di Blu” (Volare) – Domenico Modugno.

Serviço:
Festival Mia Cara 2021 - edição on-line
Data: 24 de maio a 6 de junho
https://www.facebook.com/miacaraoficial
https://www.instagram.com/miacaraoficial/
YouTube: bit.ly/miacaraoficial
Site: www.miacara.com.br
WEB RADIO OFICIAL - https://www.inmystream.app/player2/enit.html

O desrespeito nos afasta de possíveis soluções

Por José Luiz Gomes do Amaral*

Como nas tantas pestes que precederam esta, elas nunca vieram sós; com frequência se fizeram acompanhar da ignorância e da intolerância.
Vivemos, também no Brasil, tristes momentos de tensão e agressividade.
É deplorável ver cidadãos e colegas serem alvo de agressões, ameaças, calúnias, apenas por externarem suas convicções. A liberdade de pensamento e expressão, bem como o respeito às ideias discordantes, são essenciais às sociedades civilizadas.
A sociedade brasileira está enlutada pela perda de cerca de meio milhão de pessoas: nossos familiares, amigos, colegas e pacientes. A morte nos ronda, levando-nos todos os dias aos milhares. Este é o foco da tragédia.
Quando a solidariedade e a convergência se fazem mais necessárias, vemos a discórdia prevalecer.
Profundamente lamentável!
No Congresso Nacional, uma CPI foi criada para que, da análise dos erros encontre-se o melhor caminho. Entre os protagonistas da gestão desta crise, vários têm sido chamados a depor: médicos, ministros, militares, advogados, economistas, empresários... Outros virão. Independentemente de seus cargos, formação, independentemente de suas convicções e matizes político-ideológicas, serão tirados de suas respostas os elementos que caracterizarão erros e acertos na condução da pandemia, de sorte a, com eles definir, o melhor caminho a seguir. Entretanto, não será jamais possível lograr o esperado êxito sem ouvi-los, em ambiente de civilidade e equilíbrio. Se não lhes é dado falar livremente, se não lhes dão ouvidos, de que serve obrigá-los a depor? Para expô-los a deploráveis cenas de humilhação? Inaceitável!
Assistimos o constrangimento dos depoentes, episódios que, a repetirem-se, afastar-nos-ão da desejada solução.
Acrescentar-se-á à peste a destruição dos nossos melhores valores e da nossa própria estrutura social.
Devemos resposta aos tantos que ficaram neste caminho.

*José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina