Sommelier explica para que serve a cavidade nofundo da garrafa de vinho

Entenda as teorias que envolvem essa peculiaridade.

Você já comprou alguma garrafa de vinho que tinha uma cavidade ao fundo e ficou se perguntando para que ela serve? Existem muitas hipóteses para responder a esta curiosidade. Uma delas está relacionada à qualidade do vinho, conforme revela o sommelier da Decanter Blumenau, Sidney Lucas. “Uma delas, que posso afirmar que é apenas uma lenda, diz que quanto mais funda e côncava a cavidade, melhor a qualidade da bebida. Outras ainda trazem a explicação de que a cavidade serve para facilitar a execução de servir o vinho, ou até mesmo para criar uma ilusão de ótica para parecer que há mais líquido no interior do que realmente tem”.

Porém, atualmente a versão mais aceita sobre a questão, está relacionada à origem do processo de produção das garrafas de vidro, quando ainda eram feitas com a técnica de sopro, explica Lucas. "Enquanto o artesão soprava o vidro para ganhar forma, a garrafa que ia se formando era apoiada por uma base de metal de formato convexo e isso então criava a curva para o interior da garrafa", conta o sommelier.

Lucas conta ainda que há outra teoria, de que essa cavidade era feita para aumentar a capacidade do vidro de suportar a pressão interna do líquido, especialmente aquelas destinadas à elaboração ou guarda de espumantes. Também para suportar maiores atritos. "Mas hoje há tecnologia para fabricar garrafas de vidro super-resistentes sem necessidade da tal cavidade", complementa.

Seja qual for de fato a explicação sobre a cavidade ao fundo da garrafa, o vinho é uma das bebidas mais consumidas no país e no mundo. O Brasil é um dos países que mais consomem vinho no mundo, ocupando o 17º lugar no ranking, segundo Organização Internacional da Vinha e do Vinho. A média de consumo anual do país fica em torno de 330 milhões de litros, o que equivale a aproximadamente 1,7 litro por pessoa, ou mais ou menos duas garrafas.

Decanter

Uma das maiores e mais destacadas importadoras de vinhos do Brasil, a Decanter foi eleita a Importadora do Ano, na edição anual de vinhos da revista Gula. Fundada em Blumenau, em 1997, conta com mais de 50 distribuidores por todo o país, além da rede de Enotecas Decanter. Seriedade, respeito ao cliente e uma política de preços convidativos têm sido alguns dos suportes desse crescimento. No entanto, é a esmerada seleção de vinhos que dá corpo à empresa.

Harmonização: importadora de vinhos dá dicas de como harmonizar a bebida

Grand Cru compartilha seleção de vinhos para combinar em diversas ocasiões
Vinho e carne são uma combinação clássica, mas e vinho com pipoca, você arriscaria experimentar? A Grand Cru, importadora e distribuidora de vinhos finos da América Latina, apresenta ao público, junto com o sommelier executivo, Massimo Leoncini, uma série de rótulos para aproveitar momentos clássicos e inusitados combinados com a bebida.

Do tinto ao espumante, todo momento do dia a dia pode se tornar diferente com uma taça de vinho ao lado. Seja em uma leitura, na cozinha preparando uma refeição com uma música, no seu momento de relaxamento assistindo séries e filmes com uma pipoca, inserir a bebida no seu estilo de vida é uma alternativa para dar novos significados aos momentos rotineiros.

Confira algumas combinações para sair na rotina:

O momento de leitura pode harmonizar muito bem com os tintos e brancos. Uma dica é combinar o tipo de livro com a uva escolhida. Para um romance, por exemplo, uma uva como a carmenére, que pode resultar em um vinho macio, frutado e fácil de beber é uma ótima pedida. Um rótulo em destaque na importadora é a Leyda Carmenere Reserva 2020.

Para uma pausa e descontração na hora de curtir um filme com pipoca, a sugestão é um blend de uvas, 50% Malvasia Branco e 50% Sauvignon Blanc com o San Marzano Il Pumo Sauvignon Malvasia.

Pensando em deixar mais gostoso aquele momento na cozinha, de receita com uma música ao fundo, as combinações são inúmeras com os vinhos. Para um jantar especial e leve, por exemplo, o espumante sempre é uma ótima pedida. O Nocturno Brut 2020 é alegre, democrático e fácil de beber, com toque de frutas frescas como pêssego, lichia, lima e maçã verde. Mas a dica de ouro para uma rotina mais leve é deixar sua criatividade escolher a bebida certa para o seu momento especial

Sobre a Grand Cru

A Grand Cru é a maior importadora e distribuidora de vinhos finos do Brasil, fundada em 1998 e que hoje possui um portfólio com mais de 1300 rótulos de todo o mundo entregue para qualquer região do país. É a única empresa do segmento com forte atuação multicanal, incluindo franquias, lojas de operação própria, live commerce, app, e-commerce, clube de assinaturas e distribuição aos melhores restaurantes, hotéis e bares, além de empórios e supermercados. São décadas de tradição sendo reconhecida como sinônimo de qualidade pela experiência única que proporciona aos apaixonados por vinhos, dos experts aos iniciantes.

Site: https://www.grandcru.com.br

Instagram:@grandcruvinhos
Facebook: https://www.facebook.com/grandcruvinhos

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCpiJ7K5VMDwZlqkdCD1cefA

Para mais informações e dicas de como incluir os vinhos na sua rotina, basta acessar: https://www.grandcru.com.br

Dicas para brindar o fim do ano

Em dúvida sobre o que degustar nas festas de fim de ano? Nós te ajudamos com 8 indicações!

Mais um fim de ano chegando e, apesar de todos os pesares, a época é de alegria e muitos brindes. Seja para agradecer o ano que termina ou festejar o início de um novo ciclo, a escolha de um bom vinho é fundamental. Por isso, pegue sua taça e deixe os rótulos com a gente! Dá uma olhada nas 8 dicas que selecionamos. Todos os produtos são trazidos ao Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.

Cava Don Román Brut
Ideal para acompanhar aperitivos e peixes, esse espanhol é seco, fresco e equilibrado. Elaborado na região de Penedès, tem boa persistência e acidez agradável.

Veuve du Vernay Brut Rosé
Esse espumante é para quem prefere um rosé francês, elaborado na Borgonha. Ele é ótimo para acompanhar aves e massas com molhos leves. De tom rosa claro, os aromas florais e minerais se destacam.

3B Rosé Filipa Pato
Uma boa opção para quem aprecia vinhos espumantes secos, frutados e de boa acidez. Destaque para a assinatura de Filipa Pato, uma das principais enólogas do mundo, que elabora um trabalho impecável na Bairrada, em Portugal.

Espumante Grande Reserva Blanc de Noirs
Para comemorar em grande estilo, a dica é esse português da uva Baga (o blanc de noirs significa vinho branco elaborado com uva tinta). Vai bem com aperitivos, salmão, steak tartar e carpaccio. Com cinco safras premiadas, é um rótulo seco, encorpado e de final longo e intenso.

Pouca Roupa branco
Depois das dicas de espumantes, vamos aos brancos tranquilos. Elaborado em Portugal, esse vinho é a cara do verão: fresco e muito fácil de beber. Harmoniza com peixes, mariscos e carnes brancas com molhos delicados.

Reguengos Reserva Branco
Elaborado no Alentejo, em Portugal, esse vinho passa por um processo que confere deliciosa complexidade e untuosidade em boca. Ótima opção para acompanhar mariscos e peixes gordos assados.

Château Reynon Sauvignon Blanc
Um francês muito elegante que combina à perfeição com peixes e frutos do mar. Elaborado pela prestigiada vinícola Domaine Denis Dubourdieu, em Bordeaux, é seco e frutado, além de se destacar pela mineralidade em boca.

Caves de Cairanne Grande Resérve branco
Rótulo eleito Best in Show no Decanter World Wine Awards, é excelente acompanhamento para peixes, aves, queijos e saladas. Possui aromas florais e frutados, com notas de mel. Em boca destacam-se o equilíbrio e a persistência.

Em Curitiba, preços sugeridos:
Cava Don Román Brut: R$ 57,90
Espumante Veuve de Vernay Brut Rosé: R$ 71,90
Espumante 3B Rosé: R$ 101,90
Espumante Gran Reserva Blanc de Noir: R$ 158,90
Pouca Roupa branco: R$ 64,90
Reguengos Reserva Branco: R$ 85,90
Château Reynon Sauvignon Blanc: R$ 118,90
Réserve Cairanne: R$ 141,90

DIA DAS CRIANÇAS NO FANTÁSTICO MUNDO DAS CORES COM VINHO TINTA

Com distanciamento social, grupo de empresas vai proporcionar festa virtual para os pequenos
Dia 12 de outubro está chegando e como tornar a data especial? Um grupo de empresários de Curitiba montou uma tarde de experiências para a galerinha, via zoom meeting. Ao aderir ao evento, cada criança receberá um kit em sua casa contendo massinhas de comer, suco de brincar, kit de pintura em tela com tinta e pincel, e giz de cera!
“A ideia é original, exclusiva e saudável”, diz Marcos Santos, empresário da Vinho Tinta, que participa do grupo. A sua empresa fará a live que ensinará os pequenos a pintura em tela. “Toda criança gosta de brincar com tinta. Nós mostraremos a eles uma forma diferente de pintar”, diz Marcos, salientando que a criançada não precisa ter qualquer noção de pintura em tela e que a live não é uma aula.
Além de Vinho Tinta, as atrações contam com o chef Piu José e Sal Divino Temperos e chás, promovido pelo programa Festas e realizado por Zoli Eventos Exclusivos. Os kits atendem a crianças a partir de 2 anos, com supervisão dos pais, e estão sendo vendidos pelo site www.zolieventos.com.br e custam R$ 98,90 por criança. Mais informações: (41) 9 9266 3450.

Cerveja: descubra como a bebida trazida pelos portugueses caiu no gosto dos brasileiros

O beer sommelier da cervejaria Berggren, Robson Vergillio, fala sobre as primeiras cervejas produzidas no país e explica como elas chegaram no Brasil

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Segundo dados divulgados pela startup myTapp, em 2018, o Brasil contava com 889 cervejarias operantes e cadastradas no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Já em fevereiro deste ano, o mercado abrigava por volta de 1.171 estabelecimentos. “Por conta da facilidade de conseguir informações através da internet, os brasileiros estão mais informados e interessados em descobrir os sabores, estilos e combinações que uma cerveja artesanal é capaz de proporcionar”, explica Robson Vergillio, beer sommelier da cervejaria Berggren.

O início de tudo

Quando as primeiras indústrias de cervejas nacionais foram implantadas no país, as bebidas recebiam o nome de cerveja barbante, já que elas eram envasadas como os “growlers” de hoje em dia e os barbantes é que seguravam as rolhas das garrafas para evitar que saltassem por conta do gás da bebida engarrafada. “No fim do período monárquico, as cervejarias brasileiras deram os primeiros passos, e foi a família real portuguesa responsável por trazê-las ao Brasil”, afirma Vergillio.

Para evitar que a bebida conquistasse o paladar de todos, e no intuito de incentivar o consumo do vinho que era produzido em Portugal, a produção da cerveja era apenas para as famílias de imigrantes. “No Brasil, as primeiras cervejas vendidas recebiam o nome de Gengibirra e Caramuru. A Gengibirra era feita com cascas de limão, água, farinha de milho e gengibre, e custava 80 réis. Já a Caramuru, levava em sua receita gengibre, milho, água e açúcar mascavo, e tinha um preço mais acessível, custava 40 réis”, ressalta o beer sommelier.

A partir de 1840, os primeiros alemães começaram a chegar ao Brasil e fizeram com que a bebida ficasse ainda mais relevante no país, pois eles foram os responsáveis em dar continuidade na cultura cervejeira implantada pelos colonizadores. Depois disso, a cerveja caiu no gosto dos brasileiros e foi crescendo cada vez mais através de grandes cervejarias que foram surgindo no decorrer da história do Brasil. “Hoje é possível encontrar facilmente, em qualquer local, cervejas cada vez mais elaboradas e que levam em sua composição chocolate, café e manga”, finaliza Vergillio.

Sobre a Berggren

A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o Diretor Geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009, quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e entre 2013/2014 a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e deu retomada definitiva ao projeto.

Produzindo cervejas de estilo clássico, e outras inspiradas na Escola Americana, a Berggren Bier conta com uma fábrica piloto (com laboratório e estrutura de envase) para testar as cervejas – algo presente em poucas cervejarias do país.

Batalha dos Sommeliers online vai escolher melhores harmonizações para cervejas e vinhos

O Centro Europeu promove, no dia 11 de agosto, às 19h, uma batalha online entre sommeliers de vinhos e cervejas. Os profissionais serão desafiados a encontrar as melhores combinações para pratos do dia a dia, que serão sugeridos, na hora, por um Chef e pelo público. As harmonizações vencedoras serão escolhidas com a ajuda dos espectadores.

O Chef convidado para propor os pratos do desafio é Washington Silvera, especialista em análise sensorial e fundador da Confraria Honesta Volúpia. Os sommeliers desafiados são o enólogo Alcioni Dumes e o beer sommelier Guilhermo Spindola.

Todos são professores do Centro Europeu e o desafio integra três cursos da escola: Gastronomia, Beer Sommelier e Sommelier.

A batalha será mediada por Rogério Gobbi, diretor acadêmico responsável pelos cursos de Gastronomia. "O objetivo é trazer o público para uma discussão sobre as possibilidades de harmonizar diferentes pratos com vinho ou cerveja", afirma Gobbi. "O beer sommelier e o sommelier de vinhos deverão fazer sua defesa, com todos seus argumentos, sobre qual é a melhor harmonização para que haja uma vencedora. Além de inusitada, será uma atividade divertida".

Ainda segundo Gobbi, serão harmonizados pratos populares da cozinha paranaense, brasileira e clássicos da cozinha italiana, além de algumas surpresas. "Todos poderão participar desafiando a harmonização com aquele prato consumido em seu dia a dia", finaliza Gobbi.

A Batalha dos Sommeliers será transmitida em uma live no canal do YouTube da escola.

Batalha dos Sommeliers
Data: 11 de agosto de 2020
Horário: 19h
Canal: YouTube Centro Europeu (https://www.youtube.com/channel/UCsRiBSYy2Kme7ur3uU9M_LQ

Dia Mundial do Rock: por que cerveja é tão rock n´roll?

*por Carolina Scheibe beer sommelière e cofundadora da Whatever Cervejaria
O Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de julho desde 1985, foi escolhida em homenagem ao Live Aid. A celebração é uma referência a um desejo do Phil Collins, que expressou que aquele deveria ser considerado o “dia mundial do rock”. Que assim seja!

Avançando 35 anos na linha do tempo, chegamos a 2020. Um ano surpreendente que confinou a humanidade em casa por tempo indeterminado. Sem poder aglomerar em um bom e velho show de rock n´ roll, devido a pandemia do novo coronavírus, a saída para saudar as lendas rebeldes que fizeram desse gênero musical um estilo de vida é #ficaremcasa.

Em casa sim, sozinha nunca
Embalada por quase 100 dias de confinamento, comecei a refletir sobre o dia do rock n’roll e senti uma nostalgia absurda dessa dupla inseparável. Liguei o som e abri uma cerveja para pensar e me conectar com a música. Foi inevitável sentir falta da sensação de estar em outros ambientes, uma casa de show, na praia com amigos, em um bar. Enfim, a combinação de rock e cerveja remete a rua, liberdade, amizades e curtição. Todas essas coisas que a COVID-19 tirou temporariamente da nossa vida.

Por isso, peguei minha Whatever Vitii Capim limão, meu computador e sentei para escrever sobre experiências. São tantas as referências que o rock me proporcionou ao longo vida, mas a minha primeira memória é da Rita Lee. A rainha do rock nacional ainda é uma das cantoras preferidas da minha mãe e cresci escutando Ovelha Negra, Lança Perfume, Mania de Você e tantos outros sucessos.

Além da Rita, lembro que minha mãe ouvia Tropicália, Cazuza, Jovem Guarda, Beatles, Tim Maia, Os Mutantes, Secos e Molhados, em todos os lugares. Por isso, essa fase do rock nacional tem cheiro e gosto de mãe.

Só quem viveu sabe
Quando cresci um pouco, comecei a ouvir o que minha irmã mais velha escutava. Comecei minha jornada no rock dos anos 90 ajudando minha irmã a apertar o play na fita cassete na hora certa que a rádio iria tocar nossa música favorita ou rebobinando com caneta esferográfica aqueles pedaços enormes de fita embolados para fora. Nessa época descobri Biquini Cavadão, Legião Urbana, Paralamas, Titãs, RPM, The Cure, The Police, Pixies, Echo & the Bunnymen, Blur, Blondie, Pearl Jam e tantas outras bandas.

Aí veio a adolescência e com ela as descobertas dos prazeres da vida exterior. Ir à shows de rock e tomar cerveja começou a fazer parte da minha lista de programas favoritos. Como uma adolescente latino americana sem dinheiro no banco que era, bebia a cerveja que cabia no meu bolso. Nessa fase, meu critério era óbvio: quantidade e não qualidade. Foi mais ou menos nessa mesma época que a minha irmã caçula me apresentou sons novos como Raimundos, Charlie Brown Jr, Chico Science e Nação Zumbi, Lulu Santos, O Rappa, Virgulóides, Offispring, Blink 182, No Doubt, Green Day, Rage Against the Machine e outras tantas bandas do final dos anos 1990.

Enfim, um certo dia fomos a um show do Raimundos em Praia de Leste e nesse dia percebi como era bom ouvir rock n’ roll tomando uma cerveja bem gelada. Naquela hora outra dimensão se abriu para mim e percebi que essa união era perfeita e que iria me acompanhar ao longo da vida.

Muito tempo passou, minha lista de bandas preferidas aumentou demais e meus estudos sobre cervejas também. Passei por vários momentos ouvindo rock n’ roll com uma cerveja na mão. Não vou listar aqui quantos foram, pois faltaria espaço!

Toca Raul
Porém, para encurtar a história, vou dar um salto no tempo para o ano de 2019 para contar a mais recente experiência que reforçou minha convicção de que rock n’ roll e cerveja nasceram um para o outro. O mês era novembro e a banda Newholly tocava durante a festa do “Inesperado Acontece” do The12Beers, evento de cerveja que acontece duas vezes por ano em Curitiba, e eu peguei um copo de cada cerveja artesanal que estava sendo servida na festa.

A cerveja da mão direita era a “Black IPA” (IBU: 50-ABV: 5.7%), da Alright Beer que, segundo o mestre cervejeiro e criador da receita Marcos Marcelino, o Marcão, “é uma variação da American IPA de coloração escura, porém sem sabores fortes torrados dos maltes utilizados. Com perfil aromático de frutas tropicais, provenientes dos lúpulos americanos utilizados, é uma cerveja leve, refrescante e com alta drinkability“. Dei um gole e a banda começou a tocar Raul Seixas. Foi impressionante como percebi a sincronia entre cerveja e música passando por minha corrente sanguínea, trazendo uma sensação de maluquice beleza para minha boca. Esperava torra, amargor, terroso da IPA e fui surpreendida por uma cerveja tropical, fresca e deliciosa. Uma loucura!

Olhei para minha mão esquerda tinha um copo da sugestiva “Me Engana que eu Gosto” (IBU: 28-ABV: 9,1%), criada por Marcio Pádua, mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria 365. “A Me Engana que Eu Gosto apresenta sabores e aromas complexos provenientes da levedura belga utilizada, que associada ao seu alto teor alcoólico, proporcionará uma degustação única e equilibrada. A cerveja é convite para se deixar ser enganado”, explica Marcio. Nem preciso dizer que fui encantadoramente enganada por essa cerveja super saborosa e complexa, que não entrega tudo no primeiro gole. Cada prova traz mais profundidade e novas descobertas, viajei em frutas amarelas, especiarias como cravo, aroma licoroso, suave picância e paro por aqui, afinal, cada um que sinta o que quiser. Mas não posso deixar de dizer que não será enganado quanto à qualidade da cerveja.

Com a palavra os especialistas
Como gosto é algo super pessoal, conversei com pessoas que admiro muito na cena cervejeira de Curitiba e pedi depoimentos de suas experiências com cerveja e rock n´roll. Confira o que feras como Suelen Presser, da Klein, Fábia Malburg, da Mestre-Cervejeiro.com, Rodolfo Andrade, da Whatever Cervejaria e Haroldo Rocha do The12Beers têm a contar:

Suelen Presser, beer sommelière e proprietária da Klein
“O rock sempre será a melhor inspiração para criar cervejas com atitude. Foi nas suas batidas que nasceu Banda Rock Ipa da Klein, que tem o objetivo de fazer a sua cabeça chacoalhar. Com muito lúpulo, identidade marcante e atitude vamos ouvir um bom som. No Baixo, com notas moderadas apresento a Klein Session Rock IPA (IBU: 32-ABV: 4.7%) fazendo uma base de som sutil e imprescindível para a evolução do show. Na guitarra, com presença marcante, à Rock IPA (IBU: 45-ABV: 6.8%). Na Batera, com força total, está à Klein Imperial IPA (IBU: 86-ABV: 9.2%) com suas batidas firmes e intensas fazendo você pular o show inteiro. E no vocal, nada mais, nada menos que o lendário Dave Evans, vocalista do AC/DC que nos concedeu a honra de produzir a Klein Rock Ipa Dave Evans com adição de maracujá (IBU: 45-ABV 7.2%0 para sua turnê no Brasil. Uma edição limitada, autografada e inesquecível, um marco para a história da cervejaria Klein”, conta Suelen Presser, beer sommelière e proprietária da Klein Cervejaria.

Jamais poderia escrever um texto sobre cerveja e rock n´roll sem falar com a Suelen. Se hoje nós mulheres recuperamos nosso espaço no mundo cervejeiro temos muito a agradecer à Suelen. Ela é uma das pioneiras nesse mercado e, com muita dedicação e persistência, abriu o caminho que passamos atuar nessa área. A Klein Cervejaria é o exemplo de como a união entre cerveja boa e rock pode ser fantástica.

Fábia Malburg, beer sommelière e gestora de comunicação da Mestre-Cervejeiro.com
“Quando o Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden (uma das minhas bandas favoritas), revelou que era mestre cervejeiro e fez a primeira Trooper, fiquei louca atrás da cerveja e do copo. Naquela época conhecia muito pouco sobre estilos, ela é uma Special Bitter, eu experimentei e não entendi muito bem a proposta. Anos depois tive que degustar de novo. Quando a Bodebrown, cervejaria de Curitiba, divulgou que estava produzindo a Trooper brasileira, uma Session IPA com adição de nibs de cacau, foi uma nova emoção. Lá fui eu atrás da cerveja e me apaixonei. Obrigada, Bruce!!! Rock’n’roll e cerveja são minhas paixões. Por mais que as duas coisas casem perfeitamente, grandes shows raramente oferecem cervejas artesanais, e nós, beer lovers, temos que nos contentar com cervejas comerciais a preços absurdos. Lembro uma vez que fui a São Paulo para um show do Richie Sambora, ex guitarrista do Bon Jovi. Era um lugar pequeno, excelente pois ficamos perto do palco muito confortáveis, sem aperto. Quando fui ao bar, custei a acreditar, 4 torneiras de chope artesanal! Tive que degustar todos eles, foi uma bela experiência, curti muito mais o show!”

Rodolfo Andrade, sócio e fundador da Cervejaria Whatever
Para o meu sócio, o Rodolfo Andrade, que também é o criador das nossas cervejas. “Geralmente é assim quando vou bolar uma nova béra: lápis e papel na mão direita, pint gelado da mão esquerda, chinelo de dedo nos pés e rock’n’roll nos fones! É o tipo de coisa que não se faz por encomenda. A inspiração vem e BUM! Lembro do dia em que nasceu a Ceis, session IPA da Whatever Cervejaria. Eu queria brassar uma IPA de presença nas minhas panelas em casa e estava com algumas ideias de lúpulos para usar. Conversando comigo mesmo eu dizia: vou usar Columbus e Citra. Não, não, usarei Chinook e Cascade. Putz, mas Centennial e Comet ficaria massa. Enfim, dei outro gole na minha béra, a faixa virou nos fones e o estalo rolou! Cara, vou botar todos eles, todos os seis, e caprichar nas técnicas de lupulagem para extrair o melhor de cada um deles só pra ver no que vai dar. Fiquei surpreso com a coincidência de usar seis variedades de lúpulo na mesma cerveja e todos começarem com a letra C. O nome nasceu na sequência, Ceis que nada mais é seis lúpulos com a letra C. O resultado nas panelas ficou tão irado que mandamos brassar na cervejaria. Essa foi a cerveja mais rock’n’roll que já criei até hoje. Os seis lúpulos formaram uma espécie de banda, cada um fazendo a sua parte pra melodia soar perfeita”, relembra Rodolfo.

Por que cerveja e rock n´roll combinam tanto?
“Se você ainda não está convencido que rock n´roll e cerveja combinam saiba que os dois harmonizam tanto porque são democráticos, possuem vários estilos e vertentes. São apreciados por pessoas de todas as classes, cores e estilos ao redor do mundo. Cada pessoa curte rock e cerveja do seu jeito, no seu tempo e sem preconceitos. É por isso que eu gosto tanto dos dois e da combinação deles”, conta Haroldo Rocha, organizador do The12Beers.

Quem tem amigos tem tudo
Depois de tantas experiências, cheias de significados, só posso agradecer ao depoimento de cada uma dessas pessoas queridas e, finalmente, convidar você que chegou até aqui a colocarem seu rock preferido no som, pegar sua bera e deixar rolar. Permita-se viajar nas notas musicais e nos sabores e aromas da cerveja. Sinta tudo aquilo que sentimos quando unimos essa dupla.

Para quem ficou curioso, escrevi este texto ao som de “Wish You Were Here” do Pink Floyd em homenagem a todos que perderam seus entes queridos nesse ano tão estranho. Depois vieram “Dreaming”, do Blondie na versão do Green Day, “Back On The Chain Gang”, The Pretenders, “Pretend We’re Dead” do L7 e muito mais. E a cerveja? Nem posso contar, mas é uma que me ajuda a sonhar. Mas tudo sem muita “goumertização”, pois o mais importante é curtir e ser feliz.

Grand Cru lança campanha “Ciao Itália”

Uma seleção com os melhores vinhos italianos onde o cliente compra cinco garrafas e paga quatro

A Itália é um dos países mais importantes e pioneiros na produção de vinhos, tendo as mais icônicas regiões vinícolas. Então, nada melhor que conhecer um pouco mais dessa história e dos sabores dos vinhos italianos com a promoção que a Grand Cru, maior importadora e distribuidora especializada em vinhos da América Latina, lança: “CIAO ITÁLIA” – Na compra de 5 vinhos selecionados o cliente paga 4. Além disso, na compra dos ESPUMANTE TERRA SERENA GRAN CUVEE BRUT e ALLEGRINI PALAZZO DELLA TORRE VERONESE IGT, o cliente ganha 10% de desconto, cumulativos a campanha.

E para fechar a experiencia, a importadora promove toda semana lives com sommelier italiano Massimo Leoncini, que no próximo dia 15 (sexta-feira), às 19h30 bate um papo pra lá de descontraído e cheio de informações, com o Mariano Levy, sócio fundador da importadora. Os dois falarão sobre winehunting, ou seja, como pesquisam e selecionam os vinhos e as aventuras e histórias dessa jornada. Outra live sobre vinhos italianos também está na grade de programação. Tudo em @grandcruvinhos

Então, separe seu vinho da promoção, uma bela comida italiana para harmonizar, como pizza, massas, queijos e antepassos e acompanhe esse bate papo.

A seguir, uma seleção de alguns vinhos italianos:

VINHO

VINÍCOLA

PREÇO

MILUNA PUGLIA BIANCO

San Marzano

R$ 59,90

EXTRA DRY ROSE

Terra Serena

R$ 74,90

PALAGETTO CHIANTI DOCG

Il Palagetto

R$ 84,90

ACQUERELLO NERO D'AVOLA TERRE SICILIANE IGT

Barone Montalto

R$ 99,90

ACQUERELLO PINOT GRIGIO TERRE SICILIANE IGT

Barone Montalto

R$ 99,90

IL PUMO ROSSO SALENTO

San Marzano

R$ 99,90

IL PUMO NEGROAMARO SALENTO

San Marzano

R$ 99,90

VINHO RICOSSA ASTI DOC DOLCETTO

Ricossa

R$ 99,90

IL PUMO SAUVIGNON MALVASIA

San Marzano

R$ 99,90

TERRA MAZZEI

Mazzei

R$109,90

PROSECCO DOC TREVISO EXTRA DRY

Terra Serena

R$ 114,90

RICOSSA ASTI DOCG BARBERA

Ricossa

R$114,90

POGGIO BADIOLA ROSSO TOSCANA IGT

Mazzei

R$129,90

FONTERUTOLI NUMERO 10 ROSSO TOSCANA IGT

Mazzei

R$129,90

COLLEZIONE DI FAMIGLIA NERO D'AVOLA IGT

Barone Montalto

R$144,90

TALO PRIMITIVO DI MANDURIA

San Marzano

R$179,90

VINHO MAZZEI BELGUARDO BRONZONE MORELLINO DI SCANSANO DOCG RISERV

Mazzei

R$ 239,90

RICOSSA BARBARESCO DOCG

Ricossa

R$259,90

ALLEGRINI PALAZZO DELLA TORRE VERONESE IGT

Allegrini

R$269,90

PRIMITIVO DI MANDURIA DOP SESSANTANNI

San Marzano

R$ 379,90

VINHO ALLEGRINI LA GROLA ROSSO VERONESE IGT 2015

Allegrini

R$ 389,90

VINHO SAN MARZANO PRIMITIVO MANDURIA DOP RIS. ANIVERSARO 62 2014

San Marzano

R$ 399,90

VINHO FANTI BRUNELLO DI MONTALCINO DOCG 2014

Fanti

R$ 499,90

VINHO MAZZEI ZISOLA DOPPIOZETA 2015

Zisola

R$ 499,90

VINHO MAZZEI CASTELLO FONTERUTOLI CHIANTI CLASSICO DOCG 2016

Mazzei

R$ 639,90

Mais informações em: www.grandcru.com.br. Siga-nos: @grandcruvinhos

Sommelier esclarece as principais dúvidas sobre os diferentes tipos de embalagens e rolhas para os vinhos

Garrafa de vidro ou caixa; rolha de cortiça, sintética, vidro ou tampa de rosca. Quais os prós e os contras de cada embalagem para os vinhos?

Quando se fala em vinho, é muito comum lembrar da expressão “abrir uma garrafa de vinho”. Afinal, a expressão faz parte de um verdadeiro ritual de apreciação da bebida. Entretanto, a boa e velha garrafa de vidro está abrindo espaço para novas embalagens presentes no mercado, como as caixas da bebida.

O Sommelier da Decanter Blumenau, Sidney Lucas, destaca que as garrafas de vidro são a maneira mais popular de preservar o vinho hoje. “O vidro foi escolhido por ser resistente à contaminação de microrganismos e exigir uma higienização simples. Outro ponto importante da garrafa de vidro, é que ela não afeta o processo de envelhecimento da bebida e protege a qualidade do vinho”, diz.

O conceito de Bag in Box é uma solução para fazer o vinho durar mais, sem precisar da garrafa de vidro. “A embalagem nada mais é do que é um saco dentro de uma caixa. A versão possui uma espécie de torneira que fica fora da caixa e impede a entrada de ar quando o vinho é servido, o que evita o processo de oxidação da bebida e garante mais durabilidade depois que o vinho é aberto”, relata o sommelier.

Tampas e rolhas

Além da garrafa, os tipos de rolhas para vinhos também causam algumas dúvidas entre os apaixonados pela bebida. O sommelier explica que a rolha de cortiça é a mais tradicional no mundo dos vinhos. “Este tipo material impede que o líquido entre em contato com o oxigênio. Por outro lado, a rolha é mais suscetível ao risco de contaminação por TCA (tricloroanisol), que ocasiona mofo e odor, e danifica o vinho”, alerta.

O sommelier da Decanter Blumenau destaca que as rolhas sintéticas são feitas a partir do plástico, sendo ideais para vinhos jovens. Seguindo a mesma linha, a tampa de rosca é prática e protege a bebida por mais tempo depois de aberta. “Por último, a rolha de vidro ainda não é tão conhecida e utilizada no mercado de vinhos, mas, apresenta benefícios, já que por não apresentar sabor, acaba não interferindo no aroma final da bebida”, conclui.

Decanter

Uma das maiores e mais destacadas importadoras de vinhos do Brasil, a Decanter foi eleita a Importadora do Ano, na edição anual de vinhos da revista Gula. Fundada em Blumenau, em 1997, conta com mais de 50 distribuidores por todo o país, além da rede de Enotecas Decanter. Seriedade, respeito ao cliente e uma política de preços convidativos têm sido alguns dos suportes desse crescimento. No entanto, é a esmerada seleção de vinhos que dá corpo à empresa.

Descubra como preparar uma sessão de degustação de cervejas em casa

O beer sommelier da cervejaria Berggren, Robson Vergillio, explica o passo a passo

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Preparando o local

É preciso que o local da degustação esteja limpo, que os copos e a refrigeração sejam adequados e que tudo esteja preparado para a ocasião. É importante evitar ingerir qualquer bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes do evento, para que os órgãos envolvidos na degustação estejam atentos a todos os estímulos. É essencial que a atmosfera seja descontraída, sem exigência de formalidades ou requintes de etiqueta.

O primeiro item é a definição do critério de escolha das cervejas. Uma possibilidade é realizar uma sessão de degustação de cervejas do mesmo estilo, para comparar produtos de diferentes fabricantes. Outra possibilidade é degustar cervejas de estilos diferentes. O importante é prestar atenção às características esperadas de cada um: a avaliação deve corresponder ao estilo analisado e não ao gosto ou a preferência do degustador.

O segundo item é a infraestrutura: local, copos, guardanapos, geladeira etc. Os copos devem ser de vidro ou plástico rígido transparente, perfeitamente limpos e sem odor, e estar sempre em temperatura ambiente (nunca gelados). É absolutamente inadequado realizar uma degustação diretamente da garrafa ou lata. É importante manter jejum de pelo menos uma hora. Devem ser evitados odores de perfume, batom, cigarro ou maquiagem. As cervejas devem estar na temperatura de serviço indicada ao estilo.

Para limpar o paladar entre uma amostra e outra, disponibiliza-se água sem gás e pãezinhos sem sal ou biscoitos tipo cream cracker. A degustação é feita com cada exemplar, um por vez, servido de acordo com o seu estilo. Cada estilo tem seu próprio perfil (que será indicado posteriormente), que precisa ser respeitado tanto pelo mestre cervejeiro quanto pelo apreciador final.

Degustação através dos sentidos

Audição

Aquele barulho da tampa da garrafa ou da latinha abrindo já indica que você está perto de tomar uma cerveja. Seu cérebro identifica que você está prestes a se deliciar com uma gelada, por isso é importante escutar o “tchssss”. Além disso, nesta etapa já se verifica o nível de carbonatação da cerveja. Já dá para sentir seu frescor, sua “idade” e a qualidade/abundância de espuma.

Visão

Você precisa olhar a cerveja ao colocá-la no copo, preferencialmente servindo num ângulo de 45 graus. Nesta etapa deve-se conferir a cor, a transparência e, principalmente, a espuma. É preciso verificar se a espuma é cremosa, densa ou esparsa, se há bolhas e se elas são grandes ou pequenas. Não sendo transparente, é necessário saber se é uma cerveja não filtrada; caso contrário, isso é uma indicação de problemas de estabilidade físico-química (turbidez a frio) ou possível contaminação microbiológica. Finalmente, é preciso verificar se há resíduos no copo. Eles podem ser restos de fermento aglutinados, o que é aceitável na cerveja com refermentação na garrafa, mas também podem indicar impurezas.

Olfato

Deve-se cheirar a bebida tão logo ela tenha sido servida. Alguns aromas são mais voláteis, isto é, evaporam rapidamente e precisam ser identificados logo. É necessário prestar atenção ao primeiro aroma percebido, pois é o mais rico; depois os sensores nasais ficam rapidamente saturados e não mantêm a mesma capacidade inicial. O objetivo é identificar os principais aromas característicos: malte, lúpulo, tostado, frutas e temperos (condimentos).

Paladar

O primeiro gole é sempre o melhor, tanto para o prazer de apreciar uma boa cerveja quanto para a degustação com objetivos de qualificá-la. É recomendável reter o primeiro gole na boca, de forma que o líquido possa entrar em contato com toda a superfície da língua. Deve-se perceber a alma da cerveja, formada pelo casamento do malte com o lúpulo, que carregam 80% da mensagem da bebida. É preciso se atentar para o caráter de cada um desses ingredientes, que revelam a essência do que está se apreciando. Por fim, deve-se sentir a carbonatação, a sensação muitas vezes descrita como “crocante”, e a presença de álcool, percebida pelo leve calor na língua e no céu da boca. Este é o momento de apreciar, de fato, a bebida.

Sensação Final

As últimas impressões da degustação são conhecidas como “final”, o que inclui o retrogosto, a sensação refrescante e de satisfação, além do leve calor experimentado pela boca e pelo corpo. Durante o percurso através do esôfago até o estomago, a impressão deve ser de agradável saciedade e prazer, como se estivesse absorvendo um pão líquido. O amargor e sabores remanescentes, chamados de retrogosto, devem ser observados de forma a completar a experiência gustativa. Após alguns goles, temos a medida exata chamada “drinkability”, que é o quão bebível a cerveja é.

Sobre a Berggren

A Berggren é uma cervejaria que foi oficialmente inaugurada em novembro de 2015. Quem está à frente dos trabalhos é o Diretor Geral Lucas Berggren. A empresa teve seu projeto iniciado entre 2008/2009, quando a família Berggren começou a estudar o funcionamento dos equipamentos para a montagem da fábrica e entre 2013/2014 a família, que tem atuação na indústria têxtil, ganhou um fôlego financeiro e deu retomada definitiva ao projeto.

Produzindo cervejas de estilo clássico, e outras inspiradas na Escola Americana, a Berggren Bier conta com uma fábrica piloto (com laboratório e estrutura de envase) para testar suas cervejas – algo presente em poucas cervejarias do país.

Uma seleção de vinhos para brindar na Páscoa

Credito: Pexels - SkiterPhotos

O Enólogo Óscar Salas, da Vinícola Santa Rita, selecionou dois vinhos especiais que harmonizam perfeitamente para o almoço de Páscoa. Aproveite para conferir as sugestões de receitas para a data

Páscoa é tempo de celebrar, certo? Mas, como brindar quando a distância se faz necessária? A gastronomia pode ser um caminho. Muitas pessoas têm redescoberto o prazer de cozinhar com as medidas de isolamento social. E, sozinho ou acompanhado por familiares e amigos (ainda que virtualmente) uma taça de vinho é sempre um convite para desfrutar de cada momento.
Por isso, a Santa Rita Wines convidou o enólogo Óscar Salas para indicar um vinho branco e outro tinto para brindar a data. Para acompanhar cada rótulo, o time da vinícola selecionou duas receitas para te inspirar. Que tal?
Vinho Caménère 120 Reserva Especial

O 120 Reserva Especial Carménère é um vinho tinto seco que representa muito bem esta variedade icônica do Chile. Predominam aromas de frutas vermelhas e pretas e de especiarias. Em boca, a sedosidade dos taninos e sua profundidade fazem dele um vinho fácil de beber e, ao mesmo tempo, muito versátil para acompanhar uma grande variedade de pratos.

País / Região - Chile - Valle Central
Classificação/ Tipo - Vinho Tinto Seco
Casta / Uva - Carménère
Graduação alcoólica - 13,2%ABV
Litragem - 750ml
Temperatura de serviço - 16ºC

Valor médio: R$ 53,99

E para acompanhar, Filé suíno ao molho, uma receita prática e deliciosa, é uma opção que vai surpreender a todos. Veja a receita completa abaixo.

Tempo: 1h (+2h de descanso)
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes do filé suíno ao molho

1 peça de filé-mignon suíno (com aproximadamente 1,2kg)
1 xícara (chá) de suco de maracujá concentrado
1 xícara (chá) de água
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de gengibre picado
1/3 de xícara (chá) de molho de soja (shoyu)
1 folha de louro
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Azeite para regar
1 colher (sobremesa) de maisena

Purê de mandioquinha

3 xícaras (chá) de mandioquinha cozida e espremida
1 xícara (chá) de creme de leite
3 colheres (sopa) de manteiga
Sal, pimenta-do-reino e cheiro-verde picado a gosto

Modo de preparo

Tempere o filé com o suco, a água, o açúcar, o gengibre, o shoyu, o louro, sal e pimenta. Deixe descansar na geladeira por 2 horas. Retire do tempero e coloque em uma fôrma. Regue com azeite e leve ao forno médio, preaquecido, por 50 minutos ou até assar e dourar. Coe o tempero, separe 1 e 1/2 xícara (chá) e dissolva a maisena. Despeje em uma panela e leve ao fogo baixo, mexendo até engrossar. Leve os ingredientes do purê ao fogo baixo em uma panela, mexendo até ficar cremoso. Em um prato, arrume o purê polvilhado com cheiro-verde e ao lado o filé fatiado e regado com o molho. Sirva.
Fonte: Guia da Cozinha

Um bom branco é sempre bem-vindo!

Agora se você é amante de um bom vinho branco, pode se surpreender com o 120 Reserva Especial Sauvignon Blanc. Este é um vinho de tom esverdeado brilhante, com aromas herbáceos em combinação com flores brancas e um final frutado. Na boca mostra uma acidez equilibrada e frescor com um agradável final frutado. Sua persistência média-longa o torna um vinho leve e fácil de ser bebido.

Ficha técnica:
Variedades 98% Sauvignon Blanc e 2% Semillón
pH: 3.12
Acidez total: 5.4 g/l
Teor Alcoólico: 13.3% Vol
Açúcar Residual: 3.88 g/l
Valor médio: R$ 53,99
Onde encontrar: Pão de Açúcar e Extra

Nossa sugestão de prato é esta receita de Bacalhau gratinado, ideal para a época de páscoa, leva vinho em seu preparo e fica uma delícia! Experimente!

Tempo: 1h30
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: fácil

Ingredientes:

4 lombos de bacalhau dessalgado
1 xícara (chá) de vinho Sauvignon Blanc Santa Rita
2 cebolas em rodelas
1 pimentão amarelo em rodelas
1 xícara (chá) de azeitona preta picada
Sal a gosto
1/2 xícara (chá) de azeite
200g de queijo parmesão ralado
Preparo:

Coloque as postas de bacalhau em um refratário e regue com o vinho Sauvignon Blanc Santa Rita. Cubra com a cebola, o pimentão e a azeitona.
Polvilhe com sal a gosto, regue com o azeite e cubra com o parmesão.
Leve ao forno médio, preaquecido, por 25 minutos ou até dourar levemente.
Fonte: Guia da Cozinha

Sobre a vinícola Santa Rita

Fundada em 1880, a Vinícola Santa Rita entrou para o ranking As Marcas de Vinho Mais Admiradas do Mundo, elaborado pela revista inglesa Drinks International, que classifica os 50 melhores produtores do mundo inteiro. Também por 10 vezes consecutivas, a marca levou o título de Winery of the Year, oferecido pela revista Wine & Spirits.
120 é uma marca com tradição e história, existente para tornar o conceito do vinho algo simples, genuíno, aberto a uma experiência significante. “Viver a Vida 120” consiste em aproveitar o lado simples da vida, desfrutando cada momento com as pessoas que você ama, sem complicações, da forma mais sincera, compartilhando momentos com a família e amigos junto a um bom vinho.
@santaritawinesbr

Família Fardo suspende atendimento por 15 dias

Seguindo as recomendações do Governo do Estado do Paraná, por questões preventivas e de responsabilidade social,

a Família Fardo Vinícola suspende, a partir de quarta-feira (18/3), o atendimento ao público pelos próximos 15 dias,

podendo ser ampliado conforme determinações futuras. Abaixo nota na íntegra.

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Vinhos e astrologia: confira dicas sobre a bebida que combina melhor com cada signo

As afinidades e características de cada signo combinam com um estilo de vinho, diz apaixonado pela bebida e por astrologia.

Levante a mão quem nunca leu uma previsão do zodíaco, mesmo que por curiosidade, não é mesmo? A verdade é que, mesmo sem acreditar totalmente no que está sendo dito sobre seu signo, a grande maioria das pessoas costuma olhá-lo e, a questão não está em acreditar nas previsões, mas em aprender um pouco mais sobre este enigma que é a astrologia.

Para o publicitário da Decanter Blumenau, estudioso e admirador de vinho e astrologia, Renato R. Rita, a astrologia tem tudo a ver com vinhos, pois, são dois temas com infinitas possibilidades e que, se combinados podem dar muito certo. “A astrologia não é ciência, é autoconhecimento, são variações de personalidades que se completam”, explica.

Para auxiliar na hora de escolher um bom vinho, o estudioso alinhou as características de cada signo com o vinho que melhor se encaixa nas preferências de cada um. Confira.

Áries (21/01 a 20/04) – Este signo é regido por Marte e é um signo de fogo. Considerados fortes e ativos, os arianos são zero frescuras e gostam de novidades. Por isso, o vinho que mais combina com este signo é o Malbec, que está sempre pronto para qualquer ocasião.

Touro (21/04 a 20/05) - O nome desse signo já fala muito sobre sua personalidade. Forte e determinado, os taurinos são sensuais e adoram os prazeres da vida, como um bom vinho, boa comida e conforto. Gostam de vinhos aromáticos e cheios de sensações como um Late Harvest, um vinho de sobremesa ou para aqueles momentos doces.

Gêmeos (21/05 a 21/06) - Signo regido por Mercúrio, planeta da comunicação, são os repórteres e jornalistas natos. Para serem comunicadores têm que ter mente rápida, característica desse signo. São ótimos companheiros para tomar um vinho e curtir um bom papo. Com relação à escolha do vinho, aposte nos espumantes, pois são vinhos que combinam com tudo.

Câncer (22/06 a 22/07) – Sentimento é a palavra deste signo, com certeza o mais sensível emocionalmente do zodíaco, por ser um signo impulsivo de água, qualquer motivo desperta neles uma emoção. Para os cancerianos não há problemas na hora de escolherem o vinho ideal, estando sempre prontos para novos sabores, o Merlot por ser amável e com certeza agradará este signo.

Leão (23/07 a 23/08) – Se tem algo que passa longe dos leoninos é a baixa autoestima. Como são regidos pelo sol, costumam se achar o centro das atenções. Apesar de serem muito caricatos, talvez o de mais fácil leitura, têm algumas qualidades a serem destacadas, como a generosidade. Adoram um bom vinho, e se impressionam facilmente. Para agradá-los, aposte em um imponente Brunello, uva conhecida por produzir um dos melhores vinhos italianos.

Virgem (24/08 a 22/09) – Os virginianos são considerados céticos, então, para fazê-los acreditar em algo, tenha uma prova científica sobre o assunto. Como é um signo mutável de terra, tem uma ótima percepção para os sabores da vida. O vinho que mais combina com este signo é o Chardonnay, pois é correto e claro, encaixando-se perfeitamente nas características virginianas.

Libra (23/09 a 22/10) – Libra é o signo da balança, por isso, é o signo da perfeição, buscando sempre o equilíbrio. Signo impulsivo de ar, demora a tomar decisões por conta dessa busca por equilíbrio. Inteligentes e racionais, tendem a aceitar sugestões, tudo que tire a obrigação de decidir, principalmente, se for alguma decisão imediata. Para agradá-los, escolha um vinho por eles, o Pinot Noir é elegante e certamente fará a felicidade do libriano.

Escorpião (23/10 a 21/11) – Considerado o signo mais misterioso do zodíaco, os escorpianos são ótimos ouvintes e possuem uma memória incrível. Não gostam de falar de si e nem que falem de sua vida. Um vinho que combina com este signo são os profundos e intensos como o Amarone, cuja origem é um mistério e especula-se que tenha surgido por um erro, há cerca de 70 anos, quando um enólogo esqueceu de interromper a fermentação de um Recioto, vinho de sobremesa, dando origem a um vinho muito mais seco e amargo, amaro em italiano.

Sagitário (22/11 a 21/12) – Para eles a vida é uma festa. Regido por Júpiter, são o símbolo da abundância. Não são tão exigentes, aliás, possuem a característica de não cobrarem as pessoas. Vinho bom para eles, é vinho. Adoram brindar a vida com alegria, por isso, a festividade do Shiraz é perfeita.

Capricórnio (22/12 a 20/01) - Os capricornianos possuem muita paciência, às vezes até cansativa. É difícil brigar com eles. São bastante obstinados, acreditam que sempre irão atingir seus objetivos, que podem ser bastante ambiciosos. Para agradá-los, aposte em um Cabernet Sauvignon, pois é sério como eles.

Aquário (21/01 a 19/02) - O aquariano não tem pressa, pois para eles o tempo simplesmente não existe. São super inteligentes, donos da lógica. Por isso, são considerados os mais teimosos de todos. São os humanitários do zodíaco, gostam dos amigos e os amigos gostam deles. Costumam fazer sucesso com as pessoas, são muito queridos. Para acertar, aposte em um Riesling, o vinho branco do futuro.

Peixes (20/02 a 20/03) - Super sensíveis, quase sensitivos, sofrem muito por conta disso. Humildes na sua essência, pouca coisa os impressiona, a não ser compaixão verdadeira. Então para agradar um pisciano, aposte em um Rosé, pois reúne todas as cores num só vinho.

Decanter

Uma das maiores e mais destacadas importadoras de vinhos do Brasil, a Decanter foi eleita a Importadora do Ano, na edição anual de vinhos da revista Gula. Fundada em Blumenau, em 1997, conta com mais de 50 distribuidores por todo o país, além da rede de Enotecas Decanter. Seriedade, respeito ao cliente e uma política de preços convidativos têm sido alguns dos suportes desse crescimento. No entanto, é a esmerada seleção de vinhos que dá corpo à empresa.

Degustação de vinho ativa áreas do cérebro mais do que matemática, aponta estudo

Estudo da Universidade de Yale mostra também que o cérebro é responsável pela percepção do sabor da bebida

Você já tem motivos de sobra para beber um bom vinho, seja para confraternizar ou para apreciar o momento. E se houver mais uma razão, dessa vez científica, para aproveitar a bebida?

Uma pesquisa datada de 2017, realizada na Faculdade de Medicina de Yale (EUA), afirma que o consumo de vinho engaja mais o nosso cérebro do que qualquer outro comportamento humano.

Na prática, os resultados das análises feitas pelo neurocientista Gordon Shepherd indicam que a quantidade de atividade cerebral necessária para degustar um vinho é superior àquelas necessárias para ouvir música ou resolver um problema de matemática complexo.

Isso acontece porque uma parte fundamental de beber um vinho é a experiência, ou seja, avaliar a garrafa, notar a coloração da bebida, apreciar o aroma e afins, movimentar a língua, a boca, o diafragma e a garganta.

Além disso, as moléculas do vinho estimulam receptores de gosto e de odores, fazendo com que o cérebro trabalhe seu lado cognitivo para reconhecer padrões, ativar a memória, julgar o valor e ter prazer.

Dessa forma, o cérebro acelera quando você está ativamente focado em provar sua bebida, mas nem tanto se você só está engolindo um líquido sem prestar atenção, ou resolvendo um exercício matemático ou ouvindo uma melodia de Beethoven.

O cérebro e o paladar

Um ponto importante que contribui para a elevada ativação cerebral é que o sabor percebido ao beber o vinho não está na bebida em si. Ele é criado pelo cérebro de quem o ingere no momento em que expiramos o ar combinado com o aroma do vinho.

O professor e neurocientista responsável pelo estudo criou a expressão “neurogastronomia” para descrever como nossa mente constrói as distintas sensações de sabor. Em seu livro “Neuroenology: How the Brain Creates the Taste of Wine” é possível entender mais sobre o assunto.

Enquanto isso, você pode escolher e comprar o seu vinho online e continuar aproveitando uma garrafa com a certeza de que o seu cérebro terminará a experiência muito mais ativo.