O Boticário é única marca nacional entre as 10 mais influentes do Brasil, segundo pesquisa da Ipsos

Empresa de beleza está entre gigantes de tecnologia no levantamento do The Most Influential Brands

O Boticário acaba de ser apontada como uma das marcas mais influentes entre os brasileiros no ranking "The Most Influential Brands" de 2020, idealizado pela Ipsos, empresa líder em pesquisa de mercado. Ocupando o oitavo lugar, a marca é a única empresa brasileira na lista.

A pesquisa é realizada anualmente e tem como objetivo avaliar as marcas e sua influência no cotidiano e comportamento dos consumidores. Além do Boticário, o ranking é formado por empresas como Google, na liderança, Youtube (2º lugar), Samsung (3º lugar), Microsoft (4º lugar), Facebook (5º lugar), Colgate (6º lugar), Nestlé (7º lugar), Mercado Livre (9º lugar) e MasterCard (10º lugar). Os resultados reforçam o alto poder de influência das marcas de tecnologia para os brasileiros.

O levantamento considera seis dimensões para avaliar a influência das marcas: Inovação, Confiança, Presença, Responsabilidade Social, Engajamento e a dimensão estreante Covid-19, que avalia o desempenho das empresas durante a pandemia. O Boticário conquistou mais pontuação nas dimensões de Responsabilidade Social, Confiança e Inovação.

Para a marca, o reconhecimento se deve pela conexão com os seus consumidores, pela abordagem de temas relevantes para a sociedade e pelas ações em prol ao combate a pandemia. Em 2020, o Boticário ampliou o programa de logística reversa, o Boti Recicla, com a abertura de lojas feitas com plástico reciclável. E foi além, com o compromisso de entregar 15 unidades pedagógicas em todo o país no mesmo modelo construtivo usado para as 11 lojas em operação, resignificando a coleta e reciclagem de embalagens que mantém desde 2006 e que envolve toda a sua rede de franqueados.

Nas ações no ambiente de pandemia, participou do Movimento Não Demita, liderado pelo Grupo Boticário; o Compre do Bairro, projeto que estimula a economia local, as doações - tanto de produto quanto de investimento para projetos que combatem o Covid-19, e as inovações que facilitam as operações de parceiros franqueados e de revendedores, como o omnichat, em que o cliente acessa a loja mais próxima via WhatsApp, estimulando assim os negócios em um momento sensível para a economia.

"Dividir esse ranking com tantas outras empresas que trazem discussões e propõem mudanças na sociedade é um motivo de orgulho e, também, uma grande responsabilidade. Ser influente exige compromisso com a verdade, o principal ativo de uma comunicação de qualidade. Ser eleita entre um Top 10, como uma das mais influentes e ser a única marca brasileira, nos dá certeza de que estamos trilhando o caminho certo, de construirmos uma trajetória sólida e relevante para a sociedade", diz Gustavo Fruges, diretor de Comunicação e Marca do Boticário.

Sobre a pesquisa

O estudo "The Most Influential Brands" é realizado pela Ipsos em 14 países. No Brasil, a pesquisa entrevistou 2.000 pessoas por meio de painel online, entre os dias 6 de novembro e 5 de dezembro 2020.

#OndeTemAmorTemBeleza

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Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos, unidade de negócios do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem hoje a maior rede franqueada de cosméticos do país; com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação - seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais. Uma das marcas mais lembradas em Diversidade e Inclusão** e comprometida com a beleza das pessoas e do planeta, o Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos, para torná-los cada vez mais sustentáveis.

*Fonte: Kantar, divisão Worldpanel, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de Dezembro de 2020. Total Brasil, 3079 lares.

**Fonte: Oldiversity. Grupo Croma Nov/2017

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: http://www.ipsos.com/pt-br

http://www.oboticario.com.br

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Pesquisa aponta que cinema é a prioridade de entretenimento entre os jovens na vida pós-pandemia

O movimento #JuntosPeloCinema realizou uma pesquisa online com mais de 27 mil pessoas no país através da empresa Vibezz para entender a percepção sobre o retorno às salas de cinema. Com alto engajamento do público, com idade de 16 a 65+ anos, com renda de menos de 800 reais até mais de 15 mil reais por mês, a pesquisa foi respondida em todas as regiões do país.

Entre os resultados, destaca-se o fato de que o público jovem, de 16 a 24 anos, é o que mais sente falta e o que deve retornar mais rápido às salas. 75% dos jovens colocam o cinema como prioridade de entretenimento no retorno das atividades, ficando acima de passeio ao ar livre, que ocupa o segundo lugar da preferência, com 37,5% dos votos. 80% dos jovens ainda afirmam que, no futuro, a frequência de ida ao cinema deve se manter igual ou maior ao que era antes da pandemia.

A pesquisa, realizada no período de 11 a 22 de maio, também mostra que o retorno ao cinema tem uma importância significativa para o público que recebe renda de até R$ 2.165,00, por ser considerado uma opção mais econômica em comparação a outros tipos de entretenimento, como shows e teatro.

Para os cinéfilos, público que vai ao cinema mais de uma vez por mês, a volta deve acontecer logo no primeiro mês de reabertura das salas, conforme 70% das respostas. Esse público também se diz tranquilo com as medidas de segurança e bem-estar adotadas pelos exibidores.
De acordo com 70% de todas as pessoas pesquisadas, o que mais sentem falta é a experiência do cinema, algo que não é possível reproduzir em casa, e esse é o fator que mais impacta a agilidade do retorno às salas. 98% dos respondentes também associam o cinema com sentimentos positivos. As palavras mais associadas à experiência foram: diversão, filmes e pipoca.

A pesquisa teve o apoio de parceiros do segmento como AdoroCinema, Instituto de Pesquisa Boca a Boca, Comscore, FLIX Media, Ingresso.com e Velox Tickets, que utilizaram suas bases de cadastrados para disparo do link de acesso ao questionário, além da participação de exibidores e distribuidores que enviaram à sua base o convite para responder a pesquisa.

Com recursos próprios, UFPR investe mais R$ 11,2 milhões em ensino, pesquisa e extensão

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) destina mais R$ 11,2 milhões de recursos próprios para o ensino, a pesquisa e a extensão. Cinco novos editais foram lançados nesta segunda-feira (1º) para apoiar melhorias nas unidades, atividades de pesquisa, manutenção de equipamentos e publicações científicas internacionais. Professores, pesquisadores e técnico-administrativos da UFPR podem enviar propostas. Os editais estão com inscrições abertas e podem ser acessados no site da Pró-reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) e da Pró-reitoria de Pequisa e Pós-graduação (PRPPG).

O investimento é possível após o planejamento realizado com descontingenciamento do orçamento feito pelo governo federal em outubro do ano passado. Com o corte de verbas em abril pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade aprimorou com responsabilidade a gestão de seus recursos, prevendo todos os cenários possíveis.

“São verbas do nosso orçamento que foram remanejadas com o planejamento a partir do descontingenciamento que aconteceu a partir do ano passado. Vamos mostrar a UFPR mais forte e mostrar a sua marca maior: a qualidade”, diz o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.
Os editais utilizando recursos próprios investidos no Fundo de Desenvolvimento Acadêmico (FDA) foram aprovados pelo Conselho de Planejamento e Administração (Coplad) da UFPR.

Outro edital com verba própria de R$ 2 milhões foi lançado pela Universidade neste mês para projetos no combate à pandemia de Covid-19. Dessa forma, o total de recursos investidos em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica é de R$ 13,2 milhões.

Ensino, pesquisa e extensão

O edital “Demanda de Fluxo Programado 2020” visa apoiar melhorias da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Professores e técnico-administrativos podem submeter propostas para necessidades do planejamento estratégico da unidade, como aquisições de equipamentos, móveis, material de laboratório incluindo vidraria e bibliografia. Para isso, são investidos R$ 2,5 milhões. As inscrições seguem até 17 julho na primeira chamada e podem ser feitas via formulário disponível no site da Proplan.

Outro edital que apoia melhorias em ensino, pesquisa e extensão é o “Demanda de Fluxo Contínuo 2020”. O objetivo é atender necessidades imprevisíveis e com urgência relativa para implantação, como consertos, calibração e instalação de equipamentos suplementares, serviços de terceiros e importação de peças. O investimento é de R$ 2,5 milhões e também podem participar professores e técnico-administrativos. O edital segue aberto até 1º de março com inscrições em formulário disponível no site da Proplan.

Os recursos próprios desses editais são do Fundo de Desenvolvimento Acadêmico (FDA) da UFPR.

Atividades de pesquisa

Grupos de pesquisa da UFPR certificados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) podem enviar propostas ao edital de “Apoio a atividades de pesquisa”. Serão financiados materiais de consumo, passagens e diárias nacionais destinadas a reuniões de trabalho, serviços de análises e pesquisas científicas e bolsas de iniciação científica. Os recursos investidos são de R$ 2,9 milhões e as propostas devem ser enviadas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da UFPR até 5 de julho.

Os projetos de pesquisa devem abranger os eixos meio ambiente e sociedade; biodiversidade e biociências; materiais manufaturados; nanotecnologia; energias renováveis; sistemas agroalimentares e agronegócios; promoção da saúde humana, modelagem e simulação computacional; democracia, direitos humanos, diversidade e inclusão social; e sociedade, cultura e linguagem.

Manutenção de equipamentos

O edital de “Apoio à manutenção de equipamentos multiusuários de pesquisa” recebe propostas do responsável patrimonial do equipamento da UFPR. O objetivo é apoiar atividades de pesquisa e o desenvolvimento de teses e dissertações dos programas de pós-graduação da Universidade.

São investidos R$ 3 milhões para manutenção corretiva de equipamentos e laboratórios com característica multiusuária, adequação de infraestrutura e renovação de licença de software de apoio à pesquisa. Propostas devem ser enviadas pelo pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da UFPR até o dia 15 de cada mês.

Publicações científicas internacionais

Taxas de publicação em periódicos científicos internacionais podem ser financiadas com recursos próprios do edital de “Apoio a publicações científicas internacionais”. Podem participar autores vinculados a pós-graduação stricto sensu da UFPR com trabalhos sobre atividades de pesquisa, inovação e desenvolvimento. São disponibilizados R$ 300 mil. O edital tem fluxo contínuo aberto até 10 de outubro ou enquanto existir a disponibilidade financeira – as propostas devem ser enviadas pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da Universidade.

Links para acessar editais:
http://www.proplan.ufpr.br/portal/inscricoes/
http://www.prppg.ufpr.br/site/editais-de-apoio-a-pesquisa/apoio_pesquisa/

Link da notícia no portal UFPR:
https://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/com-recursos-proprios-ufpr-investe-mais-r-112-milhoes-em-ensino-pesquisa-e-extensao/

Estamos à disposição para agendamento de entrevistas. Lembrando que estamos atendendo pelo e-mail jornalismo.sucom@ufpr.br.

UFPR destina recursos próprios para projetos no combate à pandemia de Covid-19

Edital recebe propostas de todas as áreas do conhecimento com metas em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica

Diante de um cenário de incertezas e cortes de investimentos, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) destina R$ 2 milhões dos seus recursos próprios para o combate à pandemia de Covid-19. Para isso, lançou nesta segunda-feira (18) edital para projetos de todas as áreas do conhecimento com metas em ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica. As propostas podem ser enviadas por professores e técnico-administrativos até as 17h de 1º de junho – o edital completo pode ser acessado neste link (proplan.ufpr.br/portal/inscricoes).

“O edital com recursos próprios da UFPR focado no contexto pós-pandemia reflete a preocupação da nossa Universidade em priorizar ações no ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica em um novo contexto ainda incerto, mas que reforça o papel das universidades públicas enquanto produtoras de conhecimento”, diz o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.

“A nossa Universidade se mostra organizada e forte no enfrentamento à Covid-19. Esse edital é uma oportunidade de a UFPR ampliar os estudos transversais e interdisciplinares. A pluralidade e o trabalho de cada um se unem para construir ações maiores”, acrescenta a vice-reitora da Universidade, Graciela Bolzón de Muniz.

Os projetos devem ter ênfase no enfrentamento da Covid-19 em pelo menos uma das fases de desaceleração e controle da pandemia, de modo transversal e interdisciplinar. As propostas inscritas devem ser únicas e individualizadas, mas podem ser montadas equipes de caráter multidisciplinar.

Os critérios analisados incluem aspectos como abrangência e impactos, articulação em redes internas e/ou com outras universidades e adesão de entidades públicas e privadas e terceiro setor.

Os recursos apoiam despesas de capital, como aquisição de equipamentos e peças de reposição, e de custeio, que agrega bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação, manutenção de equipamentos, material de consumo e gastos acessórios com importação.

Pesquisa identifica compostos do arroz aromático brasileiro

Um grupo de cientistas identificou seis compostos que caracterizam o arroz aromático brasileiro. A pesquisa ajudará os agricultores no processo de definição de futuras cultivares que tenham essa propriedade destacada e cujo grão é utilizado em pratos da culinária internacional ou adaptado a receitas nacionais. O estudo foi liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em parceria com a Embrapa e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA/ARS). Os resultados do trabalho foram publicados em artigo científico no periódico Cereal Chemistry.

O objetivo do trabalho é agregar valor à rizicultura no País, oferecendo aos agricultores a possibilidade de plantar novas cultivares para atender diferentes nichos de mercado. O arroz aromático é comum na Ásia, América do Norte e Europa, mas sua produção no Brasil e na América Latina ainda é insignificante e o consumo quase totalmente restrito à alta gastronomia.

A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Priscila Zaczuk Bassinello acredita que o interesse por esse arroz tende a crescer, pois as pessoas têm buscado novas experiências culinárias, o que fará o arroz aromático se tornar mais popular.
O cheiro da alta gastronomia

Alguns pratos mais comuns com o cereal aromático são o arroz basmati com frango e curry e, no Brasil, há a adaptação do grão aromático em receitas com manjericão e castanha-do-pará triturada. No livro Delícias com arroz e feijão, da Cozinha Experimental da Embrapa Arroz e Feijão, o arroz aromático entra em várias preparações, destacando-se o bolo sem glúten.

Segundo Priscila, estudos como esse apoiam o trabalho para a oferta de produtos com qualidades diferenciadas. “Com mais conhecimento, agricultores, indústrias e melhoristas podem ajudar na seleção de genótipos brasileiros que, no futuro, irão se tornar novas cultivares de arroz aromático à disposição do consumidor”, prevê.
Molécula lembra o cheiro de pipoca

O principal elemento diferenciador do arroz aromático brasileiro, em relação ao arroz também produzido no País, mas não aromático, é a substância chamada 2-acetil-1-pirrolina, ou 2AP, pertencente ao grupo químico das cetonas e associada por consumidores ao cheiro de pipoca. Essa molécula é um composto volátil natural do arroz aromático e controlada por influência genética. O odor está presente no grão, que, ao ser cozido, desprende mais intensamente a fragrância.

O 2AP é uma substância também encontrada no arroz aromático da Índia, China e Indonésia, e está em variedades comercializadas internacionalmente do tipo Basmati e Jasmine. No estudo, foram utilizados grupos de plantas que fazem parte do programa de melhoramento da Embrapa e originárias dos dois tipos citados, a partir do cruzamento entre Pusa Basmati 1 e Diwani, uma linhagem de arroz aromático Jasmine. No trabalho, foi utilizado o grão integral de arroz, que apresenta quantidade maior de constituintes voláteis em relação ao arroz branco polido.

Assinatura química pode ajudar na rastreabilidade

Os outros cinco compostos voláteis das amostras resultantes desse cruzamento de arroz aromático foram decanal, 2-hexanona, 2-pentilfurano, 1-hexanol e hexanal. De acordo com a pesquisadora, esse conhecimento é importante, pois, com o 2-AP, essas substâncias podem funcionar como biomarcadores. “A presença e a concentração desses compostos podem indicar a interação entre a variedade e o ambiente, abrindo perspectivas de investigações científicas sobre rastreabilidade e autenticidade de produtos, possibilitando futuros estudos de identificação geográfica do arroz aromático brasileiro com potencial agregação de valor. Por exemplo, o 1-hexanol e o hexanal são apontados, respectivamente, como identificadores do arroz branco oriundo da Coréia e da China”, conta.

Rede continental pela qualidade do arroz

Além da característica aromática, o arroz é conhecido por possuir uma série de propriedades que variam muito, conforme o gosto dos consumidores. Mesmo em se tratando do arroz branco polido, a preferência do brasileiro pelo grão longo fino com cozimento soltinho é o oposto da versão, por exemplo, do risoto italiano. Por haver preferências muito específicas, quando o assunto é o cereal, profissionais de diferentes áreas buscam fazer convergir as necessidades da pesquisa: produção, comercialização e consumo. Isso levou à criação de uma iniciativa inédita: a Rede Latino-Americana de Qualidade de Arroz.

Sob a coordenação do professor Nathan Vanier, do Laboratório de Grãos da Universidade Federal de Pelotas (Labgrãos-UFPEL), a rede ainda não tem um número exato de membros porque o momento é de estabelecer interlocução e expandir a base de laboratórios participantes, mas já há integrantes do Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia. Existem também fabricantes de equipamentos compondo um segmento que procura aprimorar tecnologias industriais para atender ao setor.

Segundo Vanier, a rede pretende trabalhar alguns assuntos prioritários em seu primeiro ano de atividades. “As metas são criar um sistema que permita a comunicação de forma mais rápida, segura e moderna entre os participantes dos diferentes projetos e, claro, iniciar as análises e diálogos interlaboratoriais”, anuncia o cientista ao contar que um dos projetos iniciais é a análise interlaboratorial de amilose, viscoamilografia e outras variáveis de qualidade de arroz, tanto para o da classe longo fino como para outras variedades especiais.

Outra meta é o início de ações para definição de padrões de qualidade premium nos diferentes países integrantes da rede. Vanier explica que há até diferenças conceituais de um país para outro. Portanto é necessário padronizar os termos até para orientar normas de comercialização.

“Existe ainda um grupo de participantes que manifestou interesse em atuar nas ações de marketing e divulgação da qualidade e benefícios do consumo de arroz para promoção do produto junto ao consumidor”, declara o professor.
Excelência em produtos do campo à mesa

A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão foi uma das idealizadoras da Rede Latino-Americana de Qualidade de Arroz. Ela conta que a ideia surgiu de sua participação em outra iniciativa semelhante, a rede de qualidade do Instituto Internacional do Arroz (IRRI), sediado nas Filipinas.

De acordo com Priscila, a oferta de produtos de qualidade, a partir da cultura do arroz, envolve o trabalho desde o campo até a transformação dos grãos pela indústria de alimentos. “A rede pode atuar em diferentes etapas de produção, porque a escolha da cultivar, o manejo da lavoura, o armazenamento e o beneficiamento, por exemplo, podem interferir na qualidade final dos produtos”, afirma.

Ainda segundo a pesquisadora, a qualidade pode ser também estudada a partir de como determinado país ou nicho de mercado consumidor valoriza o grão em sua cultura. Devem ser considerados também os tipos especiais de grãos com propriedades culinárias, sensoriais, nutricionais e funcionais peculiares, como arroz preto, vermelho, arbóreo e aromático. Complementarmente, outra possibilidade é o desenvolvimento de produtos diferenciados, sem glúten, como massas e biscoitos derivados da farinha de arroz.

“Nós temos cultivares de grãos especiais sendo lançadas, mas muito pouco exploradas em termos nutricionais e funcionais. Precisamos incentivar pesquisas que busquem novos usos, formas de preparo e possibilidades de aproveitamento industrial do cereal em farinhas e extrusados que sejam saudáveis. O arroz oferece diferentes possibilidades e estamos apenas engatinhando nesse mercado no Brasil”, considera Priscila.

Priscila avalia que, de forma geral, a rede pode estimular a disputa entre empresas pelo mercado latino-americano de arroz. Como o foco do trabalho é beneficiar o consumidor com cultivares de qualidade, as necessidades de determinada localidade podem ajudar na seleção e ditar a aptidão ou a demanda por produtos, abrindo um leque de opções para a concorrência e para o aproveitamento de nichos de mercado. “Essa diversificação é uma oportunidade para aqueles que quiserem produzir com excelência e o consumidor final só terá vantagens, com acesso à informação sobre os produtos e muitas opções para variar seu cardápio e alcançar suas metas de nutrição e saúde”, destaca.

Desenvolvimento de mercado

Um dos participantes da rede, o CEO da S21 Solutions, Alberto Takeshi, espera que a iniciativa se transforme em referência de qualidade e fonte de consulta profissional, além de orientar ações voltadas para a melhoria do produto. “Meu desejo é compartilhar minha experiência acumulada e também aprender com os especialistas do grupo”, diz. Takeshi trabalha há mais de uma década no ramo de Análise Digital Física de Arroz, aplicada ao rendimento industrial do grão. Ele possui interlocução com indústrias arrozeiras para facilitar a tarefa de padronização oficial de classificação do grão no beneficiamento.

Já Giovani Albuquerque, gerente de vendas da Corteva Agriscience, nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, considera que a rede possui grande aderência à missão da empresa. Ele diz que pretende contribuir com debates sobre agendas estratégicas da cadeia do arroz e desenvolvimento do mercado.