Confeitaria: Uma porta de emprego na pandemia

Possibilidade de empregados frustrados se tornarem empreendedores de sucesso

A pandemia do coronavírus foi um momento de muitas portas fechadas. De acordo com o Ministério da Economia, mais de 800 mil pessoas perderam o emprego em decorrência do coronavírus e, desse modo, precisaram recorrer ao seguro-desemprego. Porém, segurados por, no máximo, 5 meses, esses profissionais precisaram encontrar rapidamente novas oportunidades de fonte de renda para poder manter o sustento de suas famílias.

A Confeitaria

Após largar uma carreira em um banco que, à época, parecia muito promissora, Janaina Pontes, cake designer e dona do Ateliê Janaina Pontes, decidiu empreender e investir no seu próprio negócio. Com mais de 11 anos no ramo da confeitaria, a tradicionalmente doceira entendeu, bem antes da pandemia, que investir no seu próprio sonho é a melhor escolha que qualquer um pode tomar. “A pandemia foi um momento que mostrou a todos os benefícios de ser o seu próprio chefe: é você quem traça o seu próprio caminho”, afirma a empresária.

Atualmente, mesmo após sofrer os abalos que milhões de negócios foram vítimas na pandemia, as suas portas continuam abertas. Agora, talvez, escancaradas. Isso porque, além de oferecer soluções gastronômicas e experiências culinárias únicas aos seus clientes, após perceber a defasagem de ensino no nicho da confeitaria para novos profissionais, a empresária decidiu tornar-se também professora desse ramo da cozinha.

Momento de inovar

“O ano de 2020 veio para nos mostrar que, independentemente dos nossos planos, precisamos ter a capacidade de conseguir, sempre que necessário, nos transformar”, argumenta Janaína. Por isso, a empresária e agora também professora, abriu vagas para um curso que ensina, desde leigos, que nunca tiveram contato com a confeitaria, até mesmo profissionais que desejam aperfeiçoar a técnica, a montarem o próprio negócio do ramo.

A confeiteira acredita que não existe concorrência. “Existe mercado para todos e cada negócio em si é único. Além de preço, localização e atendimento, são inúmeros os fatores que determinam a dinâmica de um negócio”, afirma. Desse modo, com um valor de R$ 297,00 de investimento, Janaína promete ensinar técnicas que podem fazer o empreendedor faturar até R$ 5000,00 ao mês.

“Muito além dos doces, o curso ensina em etapas todas as partes para abrir o seu negócio, incluindo a precificação”, afirma a empreendedora.

Em momentos de pandemia, a melhor capacidade que podemos ter é a de adaptação. A hora de mudar bate às portas e oportunidades não faltam. Esse pode ser o empurrão que faltava para tornar-se, finalmente, dono da sua própria carreira.

Para mais informações, acesse Fórmula dos doces insubstituíveis

Serviço: Janaina Pontes

Doces finos, Bolos Personalizados e Cursos de Confeitaria

Ateliê Janaina Pontes

@ateliejanainapontes

(41) 998714771

Conheça 4 tendências do setor moveleiro para 2021

Com a pandemia e o isolamento social, as pessoas começaram a passar mais tempo em casa, o que levou ao aumento no número de reformas e o desejo de deixar o lar mais prático e confortável. Quem sente isso é o setor moveleiro, que já teve um crescimento em 2020, e com expectativa de alta de 20% em 2021, segundo previsão da IEMI, consultoria que realiza pesquisa para indústrias e entidades.

De acordo com a agência FIEP, os fatores que devem movimentar o setor moveleiro em 2021 são: novos hábitos de compra da geração nascida entre 1980 e 2000, o desenvolvimento acelerado de novas tecnologias, a chegada da indústria 4.0 e o avanço do mercado chinês.

A Eucatex, que realiza pesquisas desde 2017, com objetivo de mapear o mercado, identificou que houve um aumento na venda de imóveis novos, o que impacta positivamente nos segmentos de materiais de construções, móveis e eletrodomésticos. “Conforto, design e estilo estão entre as principais razões para a compra de móveis novos, destacando a diversificação de modelos e estilos”, explica Andréa Krause, coordenadora da pesquisa.

Com base na pesquisa, a Romanzza Curitiba listou tendências do setor para 2021. Confira:

Transformar a ida do consumidor à loja em experiência
A pesquisa da Eucatex revelou que 50,3% das pessoas que compraram móveis em 2020 foram pessoalmente conhecer o produto. Isso demonstra a importância de levar o cliente até a loja e transformar a visita dele em uma experiência. É necessário mostrar como o móvel vai resolver a necessidade do consumidor de uma forma criativa. “Por isso, aqui na Romanzza, estamos preparados para que o consumidor se sinta em casa, e para isso, realizamos visitas agendadas”, explica Fernando Matoso, responsável pela Romanzza Curitiba.

O atendimento faz toda a diferença
Para 50,2% das pessoas, um suporte atencioso na hora da compra faz diferença na tomada de decisão. Isso reflete a necessidade de investir no treinamento da equipe de showroom e dar todo o suporte necessário na hora que o consumidor busca uma solução moveleira.

A loja física ainda é importante para a maioria dos consumidores
De acordo com a pesquisa da Eucatex, 58% dos consumidores fazem compras de móveis somente em lojas físicas. Isso mostra a importância de ter ambientes físicos adequados, com mostra de mobiliário aplicado, exemplos de acabamentos e texturas, além de salas confortáveis para receber os clientes. A Romanzza Curitiba conta com um ambiente moderno e os principais lançamentos e novidades da marca.

As redes sociais influenciam no poder de compras
Para uma geração cada vez mais conectada, é essencial ter canais nas principais redes sociais - em especial no Instagram - atualizados e com atendimento direto ao público. As publicações devem fornecer informações sobre o produto e a linguagem deve ser clara e acessível.

Sobre a Romanzza Curitiba

Com mais de 30 anos de fundação, a Romanzza tem sede em Flores da Cunha-RS, e fabrica móveis planejados e estofados. Como garantia de excelência, a empresa assumiu no cartório o compromisso de deixar o cliente totalmente satisfeito com seus produtos. Em Curitiba, a Romanzza acaba de anunciar uma nova gestão, sob o comando de Fernando Matoso. A proposta é oferecer um modelo especial de atendimento para os especificadores, e auxiliar no melhor produto para cada projeto.

Teatro Sesc da Esquina realiza primeira apresentação artística com público presencial desde o início da pandemia

Teatro Sesc da Esquina realiza primeira apresentação artística com público presencial desde o início da pandemia

Após um ano e meio sem receber público em atividades culturais, o Sesc da Esquina realiza neste sábado (14), às 16h, a primeira apresentação artística presencial, com capacidade reduzida e seguindo todos os protocolos de segurança rigorosamente.

A Cia. do Abraço apresenta o espetáculo O Mágico de Oss - uma peça teatral infantil que faz uma releitura do clássico O Mágico de Oz, e traz aprendizados sobre a busca pela sabedoria. Na nossa história, a protagonista Doroti, uma menina egoísta e dominadora, briga com seus amigos e se sente incompreendida por seus avós. Em um ataque de fúria, a menina egoísta que acredita que a vida que leva é sem graça e sem cores, se vê abduzida por um furacão que a transporta para um lugar mágico e colorido.

Na jornada psicodélica de Doroti, ela encontra um espantalho sem cérebro, um homem de lata sem coração e um tigre covarde. Todos se unem para encontrar o único que poderá dar-lhes o que cada um necessita: o poderoso Mágico de Oss, o único capaz de dar um cérebro, um coração, coragem e o caminho de volta para casa.

Porém, na história de O Mágico de Oss, toda esta viagem e estes encontros foi apenas projeção do subconsciente de Doroti que, com a viagem, transcendeu suas fraquezas e conquistou virtudes.

O ambiente cênico propõe alusões à cultura oriental, conferindo uma atmosfera mística ao mesmo tempo em que um grande quebra cabeças tridimensional, calcado em cores primárias, de uma forma brincante, vai construindo os espaços do subconsciente da personagem central Doroti.

A Cia. do Abração conta com uma equipe de profissionais que se dedica a estudar e a praticar a vivência teatral, a arte educação assim como a experiência de grupo de trabalho, criação coletiva.

Os ingressos para o espetáculo já estão à venda no SAC do Sesc da Esquina e podem ser adquiridos pelos valores de R$20 a inteira, R$10 a meia e R$5 para trabalhador do comércio e dependentes.

SERVIÇO

Espetáculo: O Mágico de Oss

Data: 14 de agosto, às 16h

Local: Teatro do Sesc da Esquina - Rua Visconde do Rio Branco, 969 | Centro

Ingressos: R$20 inteira | R$10 a meia | R$5 para trabalhador do comércio e dependentes

Informações: (41) 3259-1350

Dia Internacional do Aperto de Mão (21/6): “Soquinho” não é cumprimento ideal na pandemia

No ambiente corporativo, aperto de mão, que é sinal de confiança e negócio fechado, precisou ser ressignificado e deu lugar a novas formas de fortalecer vínculos e engajar

A pandemia da Covid-19 impôs novas formas de trabalho, convivência e até mesmo de cumprimentar as pessoas. O tão utilizado aperto de mão que já foi sinônimo de boas-vindas, confiança e negócio fechado também precisou ser deixado de lado. O gesto, que segundo historiadores, já é utilizado há mais de 3 mil anos, acabou se tornando um risco maior de contaminação pelo coronavírus. A maioria das pessoas acaba adotando o “soquinho” para substituir esse gesto que é sinônimo de reciprocidade e confiança. Mas, ele também pode ser um risco à saúde.

Os médicos alertam que as mãos oferecem muitos perigos porque “capturam” as bactérias e vírus presentes em objetos manipulados. “O habitual soquinho que substituiu o aperto de mão apresenta risco menor. Mas o ideal é que, quando as pessoas se encontrarem, usem o cotovelo para cumprimentar ou apenas um aceno. Ainda precisamos ter paciência e manter os cuidados para evitar a infecção pela Covid-19”, alerta o cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Gustavo Lenci.

Home office

E se há um ambiente em que o aperto de mão era rotina é o ambiente corporativo. Em reuniões entre equipes, negociações com clientes, fechamento de parcerias. Essa foi só mais uma das adaptações impostas pela Covid-19. Em 16 meses de pandemia e de trabalho remoto o gesto precisou ser ressignificado e deu lugar a novas formas que profissionais e gestores encontraram para fortalecer vínculos e engajar a equipe.

Reuniões virtuais que funcionam como “momento do cafezinho”, grupo de conversas voltadas para o compartilhamento de momentos familiares, dicas de vinhos e, até mesmo, a fabricação caseira de biscoito com direito a entrega “pessoal” de lembranças na casa dos colaboradores, mesmo dos que moram em outros estados. Essas foram algumas das formas que o diretor de Auditoria Interna, Riscos e Compliance do Grupo Marista, Renato Lara, encontrou para se aproximar da equipe na pandemia. “No último Natal, eu e meu filho fomos vestidos de Papai Noel entregar biscoitos para todos os colaboradores da minha equipe. Chegamos a ir até São Paulo e foi muito recompensador. Nosso grupo no whatsapp, que já existia antes da pandemia para compartilharmos assuntos mais pessoais, acabou ganhando ainda mais força. É uma maneira que encontramos de estarmos próximos”, explica.

Já o diretor financeiro do grupo, Maurício Zanforlin, aposta na verbalização dos sentimentos, no aumento da frequência das conversas com a equipe e na empatia para tentar amenizar a falta do aperto de mão e do convívio presencial. “Nós precisamos ser mais sensíveis e flexíveis à realidade do outro. Expressar nossos sentimentos de confiança e de agradecimento com palavras ou até mesmo ‘emojis’, que ganharam ainda mais espaço no mundo virtual”, argumenta. “Os momentos de espiritualização sobre o nosso papel, e como podemos ser melhores, ganharam uma importância muito grande em nossos encontros on-line”, complementa.

Segurança emocional

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais de 7,3 milhões de profissionais estão atuando de forma remota no Brasil. Garantir a estrutura organizacional, equipe engajada e produtiva tem sido cada vez mais desafiador para os gestores. E agora as empresas se dedicam novamente a pensar em como será a rotina num possível formato de trabalho híbrido.

Os desafios são muitos, mas a clareza e a profundidade da comunicação, o fortalecimento dos vínculos, os momentos de descontração e de criatividade também podem ser prejudicados nesses processos ainda incertos. “Não existe fórmula mágica, mas as empresas precisam criar cada vez mais espaços de segurança psicológica que sirvam de alicerce para que os indivíduos possam expressar seus sentimentos e pensamentos. Para que consigam se sentir inteiros dentro da organização, vistos e ouvidos não apenas como colaboradores, mas como pessoas”, ressalta a gestora de talentos do grupo, Lucia Lima Coelho.

Sobre o Grupo Marista

O Grupo Marista faz parte da Província Marista Brasil Centro-Sul, unidade administrativa do Instituto Marista, que foi idealizada em 1817 por Marcelino Champagnat, na França. Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista atua nas áreas da educação – com Colégios Maristas, Escola Champagnat, Marista Escolas Sociais e FTD Educação - e saúde, por meio de seus Hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, trabalhando por um mundo melhor, mais humano e mais solidário, promovendo a vivência e a disseminação de valores humanos, cristão e Maristas. Mais informações: www.grupomarista.org.br

ACBH Do campo à mesa: Agricultores se reinventam e encontram novas formas de chegar ao consumidor durante pandemia

Entrega em domicílio, marketing digital e aproveitamento integral dos produtos foram alternativas encontradas para inovar; orgânicos cresceram 30% no período

Com o vai e vem no funcionamento de restaurantes e feiras, muitos produtores rurais precisaram encontrar uma forma de, literalmente, chegar diretamente ao consumidor na pandemia. Um formato de trabalho que antes ficava restrito às pequenas cidades tomou conta da rotina de quem precisava sobreviver nesse período. É o caso das irmãs Christina e Rolinda Salomons, que atuam no setor de hortaliças em Castro (PR). Há três anos, elas distribuem alface, beterraba, brócolis, couve, cebolinha, salsão e outros alimentos pela região dos Campos Gerais. Com a interrupção das atividades dos clientes maiores em vários momentos, foram os pequenos consumidores que mantiveram o negócio vivo.

E para auxiliar no crescimento das vendas, Christina e Rolinda também mudaram a forma de produzir as hortaliças. “Aumentamos a produção e começamos a investir em diferentes variedades de hortaliças para atender às necessidades dos nossos clientes. Criamos assim, formas diferenciadas de aproveitamento de todos os vegetais que produzimos”, conta Rolinda.

As hortaliças produzidas pelas irmãs são naturais, sem agrotóxicos, o que faz com que tenham um diferencial ainda mais valorizado pelos clientes. “As pessoas estão procurando muito por produtos 100% naturais, o que nos motiva ainda mais a produzir hortaliças de boa qualidade e nos incentiva na produção de variedades diferentes”, salienta.

Como as produtoras já faziam entregas por delivery, as mudanças com a pandemia foram em relação ao uso de máscara, luva e pagamentos feitos por transferência bancária para garantir a segurança delas e dos clientes. Elas contam que os aprendizados nesse período foram muitos, como a busca pela criatividade no empreendedorismo e também a importância do uso das redes sociais. “Percebemos que temos que estar sempre procurando coisas novas, sendo criativas. Com certeza devemos saber o que o nosso cliente gosta, procura e necessita, e assim produzir hortaliças que os agradem”, destaca.

Hortaliças e orgânicos em alta

De acordo com o levantamento da Associação de Promoção dos Orgânicos, o setor registrou uma alta nas vendas de 30% em 2020, movimentando R$ 5,8 milhões. Além do aumento da produtividade, novas unidades orgânicas foram cadastradas pelo Ministério da Agricultura, com um crescimento de 5,4%. A produção de hortaliças, tanto orgânicas quanto tradicionais, ficam geralmente com pequenos produtores, em terrenos de no máximo 10 hectares, que são responsáveis por 60 a 70% da produção nacional nos cinturões verdes das cidades.

Na região dos Campos Gerais, o aumento no interesse levou otimismo para a economia local. “Temos muitos imigrantes e descendentes de holandeses que optaram por atividades relacionadas ao plantio de hortaliças na nossa região, por isso, ver o crescimento desse mercado nos traz esperança de que a atividade seja cada vez mais valorizada e também traga protagonismo aos nossos colegas e vizinhos que trabalham na área”, ressalta Willem Kiewiet, tesoureiro da Associação Cultural Brasil-Holanda.

Reinvenção em meio à pandemia

Ainda dentro da agricultura, mas da produção de cogumelos, a fungicultora Caroline Boff, de Arapoti (PR), precisou se reinventar. A jovem de 24 anos começou a produção em 2017 com objetivo de gerar uma renda extra para a família e conciliar a agricultura e a maternidade. “Eu sempre gostei de agricultura, principalmente da parte ecológica, onde os cogumelos se encaixam perfeitamente, pois são alimentos extremamente nutritivos produzidos a partir de resíduos da agricultura convencional, além de serem saborosos e exóticos”, explica a empreendedora.

De acordo com Caroline, no começo das restrições para conter o avanço da Covid-19, as vendas estavam estáveis, mas, com o tempo, foram diminuindo bastante. “Por esse motivo, optei por mais variedades e não quantidade. O mais difícil mesmo foi lidar com o mercado, pois quem perde sempre é o produtor. Para não perder o cliente temos que reduzir os preços, porém os custos da matéria-prima aumentaram, então a conta não fecha”, diz.

Dessa maneira, a jovem começou a fazer cursos e buscou aprender mais sobre empreendedorismo. “Conheci novas pessoas, aumentei minha rede de apoio, de conhecimento e me renovei mesmo”, afirma. Caroline conta que estudou sobre startups, sistemas de entrega de produtos e marketing digital. Com isso, ela adaptou a produção para atender melhor os clientes. “No momento estou com um projeto encaminhado de industrialização de cogumelos para não depender mais tanto do produto in natura, que acaba sendo uma corrida contra o tempo pra não perder a qualidade”, comenta.

Ela destaca que, com as mudanças, teve a oportunidade de aprender muito e acredita que essas transformações ajudaram o negócio a crescer. "Eu acredito que os resultados de todo esforço e aprendizado serão gloriosos quando tudo isso acabar”, finaliza.

Sobre a ACBH

A Associação Cultural Brasil-Holanda (ACBH) é uma organização formada por holandeses e descendentes de holandeses no Brasil, oriundos de diversas colônias. Visa preservar o patrimônio histórico artístico e cultural holandês e brasileiro para a posteridade. Também quer incentivar, desenvolver e divulgar as várias formas de expressão cultural. Mais informações: https://www.acbh.com.br/

Fechada pela pandemia, Vila Yamon produz refeições para pessoas carentes

Cozinha de uma das casas noturnas mais renomadas de Curitiba prepara refeições que são distribuídas a pessoas em situação de rua pelo projeto beneficente Do Sofá Pra Rua

CURITIBA, 02/05/2021 – Desde o início da pandemia de Covid-19, a Vila Yamon, conglomerado de bares que reúne oito operações gastronômicas na rua Itupava, em Curitiba, passou sete meses completamente fechada para atendimento ao público. Mais recentemente, o empreendimento passou a viver a instabilidade de aberturas e fechamentos impostos pelo poder público na tentativa de controlar o aumento no número de casos da doença.

Enquanto isso, a falta de alimentos e o aumento da extrema pobreza se tornaram realidade para 14,5 milhões de brasileiros. Hoje, 58 milhões de pessoas correm o risco de deixar de comer por falta de dinheiro no Brasil, país que em 2013 havia deixado o Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas).

Diante desse cenário de dificuldades, os empresários Thiago Pissaia, Fabio Helm, Willy Pires, Vinícius Michalack e Nelson Peixoto uniram esforços para ajudar a minimizar a insegurança alimentar entre os moradores de Curitiba. Há três meses, a cozinha da Vila Yamon está servindo de estrutura para a preparação de aproximadamente 800 refeições por mês, que são distribuídas pelo projeto Do Sofá Pra Rua a pessoas em situação de rua, comunidades e casas de apoio.

Criado no início da pandemia, em Curitiba, o projeto Do Sofá Pra Rua hoje conta com mais de 300 voluntários e uma organização que beneficia mais de 850 pessoas por semana, entre ações programadas e pontuais, como noites de pizza e cafés da manhã aos necessitados. A iniciativa é um dos projetos voluntários que atendem o programa Mesa Solidária, a convite da Prefeitura Municipal de Curitiba, por meio da Fundação de Ação Social (FAS). "O projeto vai muito além das entregas, nós formamos uma rede que, com pequenas ações e muito amor envolvido, está ajudando muita gente que mora nas ruas a ter uma refeição digna e muitos voluntários com a compaixão que recebem ao participar", explica Kahoê Mudry, um dos idealizadores.

Neste momento igualmente delicado para o setor gastronômico, obrigado a fechar as portas sem qualquer auxílio financeiro do setor público, os empresários e sócios da Vila Yamon encontraram na parceria com o Do Sofá Pra Rua uma maneira de continuar transformando a sociedade através da comida feita por amor. "O mais importante nesse momento é ver que as pessoas, mesmo na dificuldade, podem sorrir e ter alimento para estar melhor e com menos vulnerabilidade social. Nós não mediremos esforços para dar continuidade a esse projeto", conta Thiago Pissaia, um dos idealizadores do projeto Vila Yamon.

Para contribuir com o Do Sofá Pra Rua, basta acessar o Instagram @dosofaprarua e enviar uma mensagem direta. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp (41) 99685-5180 ou (41) 99918-1102. É possível ainda fazer uma doação em dinheiro pela plataforma EBANX Beep (ebanxbeep.com/do-sofa-pra-rua).

A Vila Yamon fica na Rua Itupava (Nº 1.402), no bairro Alto da XV, em Curitiba. O empreendimento está fechado para atendimento presencial devido à bandeira vermelha de contenção à pandemia de Covid-19 no município de Curitiba. Delivery de comidas e bebidas de terça-feira a domingo – cardápio completo no Instagram @vilayamon ou pelo WhatsApp (41) 99568-3970. Para mais informações, acesse o site www.vilayamon.com.br.

Demora em tratar fratura de fêmur, comum durante a pandemia, traz complicações à saúde dos idosos

Frequente em idosos, a fragilidade óssea, ou osteoporose, pode ser evitada e tratada com medidas preventivas, em especial atividades físicas e adequação do metabolismo ósseo no organismo

Curitiba, maio de 2021 - Neste ano, um fato chamou a atenção da equipe do Pilar Hospital. Idosos chegavam ao atendimento com fratura de fêmur ocorrida há muitos dias, até mesmo uma semana. Este é um caso de emergência médica, mas devido à pandemia, os pacientes não procuraram o atendimento logo após o ocorrido.

“Notamos que na pandemia as pessoas ficaram com muito medo de sair, de se expor. Elas acabavam chegando ao hospital quando já não estavam aguentando tanta dor”, relata Dr. Luiz Renato Brand, médico ortopedista especializado em trauma ortopédico e em cirurgia de reconstrução de quadril e de joelho do Pilar Hospital.

É importante que as pessoas procurem por esse atendimento, mesmo na época da pandemia. O Pilar Hospital tem um ambiente exclusivo para o tratamento de pessoas com Covid-19 e outro específico para outras patologias.

A fratura de fêmur por fragilidade (que geralmente ocorre na região superior do osso, conhecida como fêmur proximal) necessita de uma intervenção cirúrgica na maioria dos casos, em caráter de urgência médica. Uma pessoa com este osso fraturado há dias pode ter uma série de complicações, como pneumonia, alguns tipos de trombose, coágulos e escaras de pressão (feridas que aparecem na pele de pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição), além de dores intensas.

“Quanto mais rápido a equipe médica age, melhores as chances de não haver complicações. Muitas vezes o paciente é operado no mesmo dia em que ele dá entrada no hospital, ou no dia seguinte. Sempre com o objetivo de que o paciente volte a andar o mais breve possível. Quanto mais tempo de espera para operar, a incidência de complicações pode ocorrer de forma muito rápida”, alerta o médico.

Segundo Dr. Luiz Renato, a fratura de fêmur ocorre em idosos com fragilidade óssea (osteoporose) podendo ser essa a causa de uma queda. “A falta crônica de vitamina D muda o metabolismo da parte óssea, pois em níveis muito baixos não ocorre adequadamente a impregnação do cálcio nos ossos”, explica. A fragilidade óssea tem maior incidência em mulheres acima de 60 anos. No homem, começa a ser mais frequente acima dos 75 anos.

Somada à osteoporose, há fatores que propiciam o desequilíbrio de um indivíduo, para que ocorra uma queda. “Infelizmente, as pessoas de mais idade não se hidratam com tanta frequência devido a uma diminuição do reflexo da sede. A redução da hidratação leva a uma diminuição da oxigenação do cérebro, ou hipóxia cerebral. Isso pode provocar falta de equilíbrio e acarretar em tonturas e quedas”, explica o Dr. Luiz Renato. Outro fator é a sarcopenia, que é a perda de massa muscular, sendo também uma das causas da falta de equilíbrio.

Os dois principais fatores de prevenção são: atividade física específica para cada pessoa e adequação do metabolismo ósseo por meio de uma consulta médica, sendo investigado através de exames laboratoriais específicos e exames de imagem. Assim podem ser tomadas medidas para regulação ideal desse metabolismo. “A vitamina D não pode ser tomada em jejum. Ela é lipossolúvel, portanto, precisa ser ingerida com gordura para ser absorvida. Além disso, é ativada com exposição solar. Com atividade física e exposição solar, você cria um ambiente favorável a não desenvolver a fragilidade óssea”, explica o médico.

No Pilar Hospital, um idoso com o fêmur fraturado passará pelo pronto atendimento, onde será feito o diagnóstico da fratura e uma avaliação clínica pré-operatória, para que em um segundo momento seja encaminhado ao serviço de ortopedia e para programação cirúrgica. É necessário que ele tenha estabilidade clínica (sem outras complicações além da fratura) para que esteja apto à cirurgia. Além de tudo isso, o hospital segue um protocolo de ação rápida para atendimento do idoso.

Santa Felicidade arrecada doações para ajudar a comunidade afetada pela pandemia

A campanha vai durar dois meses e objetiva atingir famílias carentes de Santa Felicidade e região - Vila Torres, Caximba, Parolin e Portelinha.

O desemprego no Brasil atingiu mais de 14 milhões de brasileiros em janeiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cenário causado pela crise decorrente da pandemia de Covid-19. E, em tempos em que famílias passam por necessidades, faltam itens básicos, ações de solidariedade fazem a diferença.

Pensando nisso, em Curitiba, os moradores de Santa Felicidade uniram-se e criaram o projeto “Santa Solidariedade”, com o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis e de higiene pessoal, para atender às famílias necessitadas do bairro e de outras regiões do seu entorno, como a comunidade Vila Torres, Caximba, Parolin e Portelinha, algumas das mais carentes da cidade.

A iniciativa se deu através da Sociedade Operária Beneficente Esportiva Iguaçu (SOBE Iguaçu), e logo se estendeu para a Associação do Comércio e Indústria de Santa Felicidade (ACISF), reunindo comerciantes, entidades religiosas e moradores, todos em prol da causa.

“O objetivo é arrecadar doações para suprir a necessidade de famílias vulneráveis, colocar comida na mesa de quem não tem nem o básico”, afirma o presidente da Sociedade Iguaçu, Sidnei Toaldo.

Lançamento da campanha, da esq. para a dir.: Marcus Bertoli (Presidente da ACISF), Daniela Brum (Advogada da ACISF) e Sidnei Toaldo (Presidente do Iguaçu).

Segundo ele, toda a campanha foi montada através de doações, como: a arte, o banner, as faixas, as caixas e as embalagens. A ação acontece pelo período de dois meses, podendo ser estendida, caso necessário.

“Esse é o primeiro projeto registrado em Curitiba, em que um bairro se uniu para uma mesma causa. Pretendemos fazer campanhas de agasalhos, arrecadação de móveis, em casos de força maior, produtos de higiene, brinquedos para crianças, e, também, ações em datas comemorativas, como o Natal”, destacou Toaldo.

As arrecadações serão destinadas às famílias carentes, cadastradas nas seguintes instituições: Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Butiatuvinha, SOS Vila Torres, comunidade Damas de Caridade da Igreja matriz de Santa Felicidade e Igreja do Evangelho Quadrangular do bairro.

Para doar, basta ir aos pontos de comércio de Santa Felicidade. “Todas as doações serão muito bem-vindas”, diz Toaldo.

Para informações, entre em contato pelo telefone (41) 99582-1366 (ACISF).

Covid-19 ou Dengue? Na dúvida sobre os sintomas, saiba o que fazer e onde buscar ajuda

Causadas por vírus e com quadro clínico que vai de assintomático a grave, podendo evoluir para óbito, as duas doenças têm semelhanças que podem confundir os pacientes

A pandemia do novo coronavírus ofuscou outro problema de saúde pública no Brasil: a dengue. Endêmica no país, a doença é uma ameaça e merece atenção pelo crescimento no número de casos, por seus sintomas iniciais serem semelhantes à Covid-19 – o que acaba confundindo os pacientes – e requer cuidados por sua gravidade, já que é uma infecção viral que pode levar à morte.

No Paraná, segundo o boletim epidemiológico nº 27/2020-2021 da Secretaria de Saúde, o número de casos de dengue confirmados ultrapassa 8,6 mil desde agosto do ano passado, com 18 óbitos registrados até o dia 13 de abril. O Estado soma 51.599 notificações em 353 municípios e 10.471 casos estão em investigação.

Professor do UniCuritiba - instituição de ensino superior que faz parte da Ânima, uma das principais organizações educacionais do país - o biólogo Carlos de Almeida Barbosa diz que o combate à dengue exige um esforço coletivo, uma cooperação comunitária para a prevenção, feita basicamente por meio da eliminação dos criadouros do mosquito transmissor.

Além do crescimento no número de casos, outro aspecto preocupa. “Por sua sintomatologia semelhante à da infecção pelo agente viral SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, os pacientes ficam em dúvida na hora de procurar atendimento médico”, comenta.

Mestre em Ciências e doutorando em Tecnologia em Saúde, Carlos explica que a infecção provocada pelo vírus da dengue pode apresentar um espectro clínico variado, desde quadros assintomáticos até eventos graves como hemorragia, choque e risco de morte.

“Não existe tratamento específico para a dengue e os cuidados terapêuticos consistem em tratar os sintomas, combater a febre e, se necessário, fazer a hidratação por via intravenosa. O atendimento rápido para a identificação dos sinais e a intervenção médica ajudam a reduzir o número de óbitos”, alerta.

Alguns países já utilizam uma vacina contra a dengue, aplicada em indivíduos entre 9 e 45 anos previamente infectados e que habitam áreas endêmicas ou de risco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a vacinação seja feita somente em regiões nas quais as condições epidemiológicas indiquem alto índice da doença. No Brasil, o imunizante está em uso desde 2015.

Sintomas e assistência médica

Os primeiros sintomas da dengue podem ser quadros febris variando entre 39ºC e 40ºC de início repentino, com persistência de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas, podendo ocorrer náuseas e vômitos.

No caso da Covid-19, os pacientes costumam apresentar febre, cansaço, dores no corpo, congestão nasal, dor de cabeça, de garganta, diarreia, perda de paladar e olfato, conjuntivite e erupção cutânea.

Em função da pandemia, a orientação é que as pessoas com febre persistente ou qualquer sintoma com características semelhantes à dengue ou Covid-19 entrem em contato com o serviço de saúde de Curitiba para uma triagem prévia, antes do deslocamento para atendimento presencial. O telefone é 3350-9000.

Depois da avaliação inicial, a central fará o direcionamento do paciente para o local adequado: uma unidade de atendimento Covid ou uma “unidade limpa”, para onde são encaminhados pacientes com outras doenças. No caso das consultas presenciais, os atendimentos são feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBs) (casos com sintomas leves e moderados) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em situações graves.

O professor Carlos Barbosa explica que ao apresentar febre alta é importante buscar o serviço de saúde o quanto antes. “É difícil diferenciar inicialmente os sintomas, mas os profissionais de saúde estão habilitados a fazer a triagem. Um teste preliminar para o diagnóstico da dengue é a ‘prova do laço’, que serve como um indicativo.”

Dependendo do caso, continua o docente do UniCuritiba e especialista em Biologia Celular, são realizados outros exames como detecção de anticorpos, IgG e IgM, hemograma, coagulograma e testes com técnicas moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

Reinfecção e prevenção

A pessoa que já teve dengue não está livre de sofrer uma nova infecção. Isso porque existem quatro sorotipos do vírus em circulação no Brasil e, para estar totalmente imune, seria necessário entrar em contato com todos eles. “O problema é que a cada contágio com um novo sorotipo, os sintomas podem ser mais intensos e os riscos de desenvolver uma forma mais grave de dengue são altos”, adverte o biólogo.

Uma das diferenças entre a dengue e a Covid-19 está na forma de transmissão. Enquanto o coronavírus é transmitido de pessoa para pessoa, a dengue depende de um vetor, o mosquito da espécie Aedes aegypti. “Neste caso, dizemos que é um arbovírus, um vírus transmitido por artrópodes”, explica o professor.

Para conter o avanço da dengue é necessário eliminar os criadouros do mosquito transmissor, que se prolifera em locais com água parada. A orientação é inspecionar vasos de plantas, manter o quintal limpo, evitando o acúmulo de entulhos que possam reter água e vedar reservatórios e caixas d’água.

Jasmine Consumo de snacks saudáveis cresce 50% durante pandemia

Aumento de peso e problemas de saúde provocaram mudança de hábitos alimentares

Que a alimentação mais saudável é benéfica para o corpo, saúde e mente todos sabem. Mas, mesmo com o mercado de alimentos saudáveis oferecendo ampla variedade de produtos, após um ano de pandemia, o que se constatou foi o aumento do peso médio da população e uma disparada dos problemas de saúde relacionados à falta de exercícios físicos e a má alimentação.

Por outro lado, algumas pesquisas mostram que boa parte dos brasileiros está "virando a chave" e inserindo na rotina algum tipo de esporte e passando a consumir produtos saudáveis no lugar de ultraprocessados e hipercalóricos. Segundo levantamento desenvolvido pela RG Nutri, em parceria com a Techfit, e divulgado em abril, 78% dos brasileiros entrevistados passaram a se preocupar com a alimentação e mudar seus hábitos alimentares. Outra pesquisa que reforça essa tendência é da Kantar Ibope, que aponta que o consumo de snacks saudáveis teve um crescimento de 50% durante a pandemia no Brasil, França e Reino Unido.

Ainda que os dados apresentem um cenário positivo, o consumo de alimentos ultraprocessados ainda é elevado. A Global Health Advocacy Incubator, entidade que trabalha pela defesa de políticas de saúde pública e na redução de mortes e doenças, tem realizado pesquisas e campanhas para ajudar a reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados no mundo todo. Um trabalho que também já vem sendo realizado há alguns anos pelas indústrias de alimentos saudáveis para ajudar a combater um problema que foi apontado pela OMS como uma epidemia mundial de obesidade. Ao todo, são mais de 300 milhões de pessoas que estão acima do peso no mundo.

Entre as causas apontadas por especialistas estão a ansiedade e a falta de tempo para adotar uma rotina mais regrada. Porém, segundo a engenheira de alimentos Melissa Carpi, o setor de produtos saudáveis evoluiu muito nos últimos anos. "Antigamente, as pessoas não tinham muitas opções de alimentos saudáveis industrializados. Claro que frutas e legumes podem ser consumidos como lanches ou em refeições leves, mas, em tempos de pandemia, em que estamos 100% em casa, a variedade é importante", explica.

Atualmente, as pessoas dispõem de produtos prontos, os chamados "snacks”, que oferecem sabor e qualidade, com mais nutrientes e menos calorias. "Com a evolução das tecnologias e dos insumos, conseguimos desenvolver alimentos saudáveis com muito sabor e praticidade. É importante que as pessoas que possuem hábitos ruins de alimentação busquem realizar mudanças na dieta para uma forma mais saudável e utilizem produtos como os snacks, sabendo identificá-los lendo os rótulos dos produtos. É essencial ter na despensa itens de fácil consumo, mas que sejam benéficos à saúde”, argumenta a gerente de pesquisa e desenvolvimento da Jasmine Alimentos.

Como exemplos de snacks para a rotina diária, Melissa cita os cookies e as granolas, as berries, os nuts, as frutas desidratadas e até mesmo as bolachas doces sem açúcar. "A cada dia, as pessoas se surpreendem com a variedade e com o sabor dos alimentos saudáveis", reforça.

Alimentação Saudável começa na infância

As mudanças bruscas na rotina dos pequenos por conta da pandemia podem afetar a saúde e trazer consequências a longo prazo. Uma pesquisa realizada em 2020 na Itália e publicada no periódico Obesity, acompanhou 41 crianças por um mês e comparou o comportamento delas em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi constatado que as crianças comeram, em média, uma refeição a mais por dia durante o homeschooling e aumentaram significativamente o consumo de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados, como bolachas, salgadinhos e outros.

“Na nova rotina da casa, os adultos estão trabalhando em home office e boa parte das crianças no ensino remoto. Para os pais, é difícil manter o controle de tudo que as crianças com mais de quatro ou cinco anos consomem. Por isso, o controle começa no supermercado e, claro, no exemplo que eles dão aos filhos. Mas algumas dicas interessantes são deixar as crianças menos tempo em frente a telas, estabelecer horários regulares das refeições, implementar a prática de exercícios físicos e reservar um tempo para o lazer, como jogos e livros. São medidas essenciais para termos uma vida mais saudável'', finaliza Melissa.

Sobre a Jasmine Alimentos

A Jasmine Alimentos é uma empresa referência em alimentação saudável. Com produtos categorizados em orgânicos, zero açúcar, integrais e sem glúten, a marca visa atingir o público que busca alimentos saudáveis de verdade e qualidade de vida. A operação da Jasmine começou de forma artesanal no Paraná, há 30 anos. A Jasmine está consolidada em todo Brasil e ampliando sua atuação para a América Latina. Desde 2014 a marca pertence ao grupo francês Nutrition et Santé, detentor de outras marcas líderes no segmento saudável na Europa.

Mais informações: www.jasminealimentos.com

Campanha que mobilizou grandes nomes do futebol entra em nova fase para ajudar famílias durante pandemia

Ação do Instituto Futebol de Rua conta com apoio de ídolos da música, como Nando Reis, para que a mensagem chegue além do âmbito do futebol

Grandes nomes do futebol e da música estão se unindo para ajudar crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social numa campanha promovida pelo Instituto Futebol de Rua, ONG nascida na Comunidade de Heliópolis (SP) e que atende mais de duas mil e quinhentas crianças, de 34 cidades, de 19 estados brasileiros. Alex, Alexandre Pato, Jô, Rogério Ceni, Kaká, Amoroso, Dorival Júnior e outras estrelas do futebol ajudaram na primeira fase da campanha Virando o Jogo, iniciada em abril de 2020, que realizou 37 ações no decorrer do ano.

Apenas no ano passado, foram distribuídas mais de 14 toneladas de alimentos, sopas, lanches, além de gás de cozinha, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza e outros itens essenciais para famílias impactadas pela pandemia. Porém, com o agravamento da situação no Brasil, a necessidade de auxílio nas comunidades em situação de vulnerabilidade social aumentou. Por isso, o Instituto acaba de dar o pontapé inicial na segunda fase do projeto.

Para o fundador do Futebol de Rua, Alceu Natal Neto, a iniciativa faz parte dos valores da instituição. "Desde que nascemos, há 14 anos, sempre trabalhamos para ajudar as crianças a construírem um futuro melhor. É um trabalho gratificante e foi mais gratificante ainda vermos o apoio que recebemos no ano passado. A ideia dessa nova etapa é aumentar o número de pessoas beneficiadas. Todas as doações são bem-vindas, desde alimentos e produtos, até o suporte de empresas que podem ajudar com quantias em dinheiro", ressalta.

Além de grandes nomes do futebol, a campanha "Virando o Jogo - Segundo Tempo" também contará com a ajuda de estrelas da música, como o cantor Nando Reis, que vão divulgar a iniciativa para seus fãs, nas redes sociais. “Nosso embaixador Carlinhos Neves foi quem trouxe a ideia de mobilizar jogadores, técnicos e até artistas nessa causa. Nesse momento, precisamos usar a influência e o alcance de todas as pessoas para fazer o bem”, explica Alceu. Os vídeos das estrelas que apoiam a campanha são postados nas redes sociais do Instituto Futebol de Rua e nos próprios perfis dos ídolos.

Quem quiser ajudar nessa causa, pode realizar as doações com data e horário marcados na sede do Instituto, em Curitiba. Além disso, a instituição também recebe contribuições financeiras para a compra de donativos, além de oferecer a possibilidade de parcerias com empresas e indústrias.

Confira os vídeos dos apoiadores da campanha nas redes sociais:

Instagram @institutofutebolderua

Facebook www.facebook.com/futebolderua.org/

Serviço:

Campanha Solidária - Instituto Futebol de Rua

Doações: alimentos não-perecíveis, itens de higiene pessoal, produtos de limpeza.

Data: de acordo com agendamento ou atraves do link https://ebanxbeep.com/instituto-futebol-de-rua/virando-o-jogo-2-tempo

Local: Sede do Instituto - Rua Antônio Moreira Lopes, 190 - Cajuru, Curitiba - PR.

Conta bancária: Instituto Futebol de Rua

CNPJ: 08.607.847/0001-40

Banco do Brasil

Agência: 1518-0

Conta Corrente: 28234-0

Sobre o Instituto Futebol de Rua

Criado em 2006, o Instituto Futebol de Rua é uma organização sem fins lucrativos que utiliza o esporte, a educação e a cultura como ferramentas para o desenvolvimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Presente em 19 estados, 34 cidades e com mais de dois mil e quinhentos beneficiários, o Instituto conta com metodologia exclusiva que alia aulas de formação humana ao futebol de rua.

Voluntários em hospitais se reinventam durante pandemia

Visitas virtuais por meio de robôs e confecção de máscaras a distância estão entre as iniciativas adotadas no isolamento social

Com a pandemia do coronavírus, a busca por ações sociais aumentou no ano de 2020. Uma pesquisa divulgada pelo Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), ainda antes do encerramento do ano, já indicava que o volume de doações dobraria no ano passado, em comparação com 2019. O estudo também apontou que houve uma mobilização maior para ajudar com recursos ações na área da saúde, principalmente no combate à Covid-19. Especialistas em ação social apontam essa mobilização como um legado da pandemia que deve se expandir nos próximos anos.

Mas e para quem tinha no contato e nas visitas in loco as principais ferramentas de ajuda? O ano de 2020 foi certamente de reinvenção para esses apaixonados pelo voluntariado. O aposentado Márcio Zeni é voluntário do Hospital Universitário Cajuru há 15 anos e conta que a presença de um voluntário, com toda a sua energia e atenção, é uma forma de diminuir o estresse e os traumas que muitos pacientes têm durante o período de internação. “A presença de voluntários comprometidos com a humanização do atendimento, com tempo, olhos e ouvidos à disposição, serve para diminuir o estresse do paciente. Esse olhar para o ser humano, com carinho e respeito transmite ao paciente maior segurança e conforto. É para isso que dedicamos nosso tempo e nossas energias”, diz.

Mas, durante o período de isolamento social, o trabalho dos voluntários em ambiente hospitalar foi suspenso para preservar a saúde dos envolvidos e, com isso, a conversa, a animação e as risadas passaram a fazer falta nos quartos e corredores dos hospitais. A coordenadora do voluntariado do Hospital Universitário Cajuru, Nilza Maria Brenny, conta que nesse momento foi preciso que o trabalho se reinventasse. “Com a pandemia, a presença dos voluntários foi evitada. Mas, a nossa vontade de ajudar os pacientes que estavam lá dentro foi maior do que toda essa situação. Então nós mudamos e adaptamos as atividades para que cada voluntário pudesse contribuir de forma remota, na segurança do seu lar”, revela.

E, se nesse momento está proibido o contato físico entre as pessoas, os robôs entraram em cena para aproximar voluntários e pacientes virtualmente. Desde maio de 2020, o Róbios é o novo integrante do Cajuru. Com um tablet na altura da cabeça, o robô sai pelos corredores levando os voluntários de forma remota até os pacientes. São mais de 320 voluntários que atuam no hospital, desde grupos de palhaços, músicos e até cachorros que agora, por causa da pandemia, fazem suas apresentações à distância com o auxílio do robô Róbios.

Em cinco meses de trabalho fazendo as visitas com o robô três vezes por semana, foram em média 2100 atendimentos em quartos com os grupos de palhaços e cerca de 60 com os músicos, além das visitas diárias para os pacientes nas UTIs. Para Nilza, essa é uma forma de levar alegria para os pacientes e ainda diminuir a saudade dos voluntários. “As pessoas que estão internadas sentem falta desse cuidado, dessa atenção e carinho. Quando os voluntários chegavam, a alegria era contagiante. E agora, com o Róbios, nós podemos levar esse conforto para os pacientes de forma segura. Sem falar que os próprios voluntários sentem falta desse contato no dia a dia”, revela.

A falta para os voluntários

Márcio é voluntário no Hospital Universitário Cajuru desde a fundação do grupo, em 2006. Em 15 anos de trabalho, pelo menos duas vezes por semana ele acompanhava os pacientes pelos corredores do hospital, empurrando a cadeira de rodas entre o quarto, a sala de exames e os passeios no jardim. No caminho, conversas, histórias e risadas. Rotina que ainda segue suspensa. “O serviço de voluntariado foi interrompido para preservar pacientes, colaboradores e voluntários. Está sendo uma experiência única, o contato físico do dia a dia faz muita falta, todos nós fomos impactados. Nosso desejo é um retorno seguro e o mais breve possível ”, afirma.

Outra forma de manter os voluntários ativos mesmo com as restrições, foi a produção de máscaras de proteção. Cerca de 76 mil máscaras foram confeccionadas e distribuídas para pacientes internados, familiares, acompanhantes, visitantes e funcionários dos setores administrativos. “Como tínhamos essa necessidade de ter mais máscara, e tudo era muito caro, o hospital resolveu comprar o tecido para que a gente ajudasse a confeccionar. E, com isso, nós criamos o grupo de costureiras Mãos Que Transformam. Um grupo ficava encarregado de pegar os tecidos no hospital e levar até a casa dos voluntários. Quando prontas, traziam as máscaras para o hospital e, então, a gente distribuía entre as equipes”, diz Nilza.

Como ajudar

O processo é simples para quem deseja doar parte do seu tempo e se tornar um voluntário no Hospital Universitário Cajuru. Basta agendar uma entrevista por meio do telefone (41) 3271-2990 para que a equipe possa avaliar o candidato e ver qual atividade se encaixa de acordo com o perfil e disponibilidade de horários. Os voluntários também participam do projeto “Acolha Novos Voluntários” que ajuda os candidatos a conhecerem as missões e valores do hospital.

Já quem não tem disponibilidade e mesmo assim quer contribuir, existem diversas formas de colaborar com o hospital: boleto bancário, depósito em conta corrente ou por meio da conta de energia elétrica (Copel).

Empresas também podem fazer suas doações e deduzi-las até o limite de 2% do seu Lucro Operacional Bruto, confira mais informações no site http://www.hospitalcajuru.org.br/doacao/ ou pelo telefone (41) 4042-8374.

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS. Está orientada pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Street 444 muda modelo de negócio para se adaptar à pandemia

A casa no Batel muda conceito para restaurante, com cardápio assinado por Adriano Sadowick e inova com o serviço de cafeteria

“Foi um ano de muitos desafios. Da noite pro dia, vimos nossas portas fecharem e nosso faturamento ir a zero. Tivemos que pensar rápido para achar uma solução para não encerrar as atividades”, comenta o sócio-proprietário do Street 444, Marcelo Santana.

E foi da noite pro dia, também, que o badalado bar no coração do Batel, conhecido por estar sempre cheio e com música ao vivo de qualidade, virou um sofisticado restaurante, com um menu delicioso criado pelo então chef do Alessandro e Frederico, e agora sócio do Street 444 e chef da casa, Adriano Sadowick. Além de Sadowick, os colaboradores do extinto restaurante passaram a integrar também a equipe da casa.

“No Street 444 consigo criar semanalmente sugestões diferentes para os clientes, que estão cada vez mais exigentes e preocupados com qualidade”, afirma o chef. O menu habitual da casa contempla os famosos torteli de costela, de brie, mignon com risoto de parmesão, além das pizzas que são feitas artesanalmente, com farinha especial e ingredientes frescos. Para o verão, um cardápio que tem frutos do mar e ingredientes leves, ideais para os dias mais quentes.

Café - O ST 444 lançou neste mês seu novo serviço, junto à unidade da Presidente Taunay: o ST 444 Café, que funciona das 10h às 18h, de segunda a sábado. O cardápio contempla diferentes tipos de cafés da Lavazza, para curtir a qualquer momento do dia. Entre eles, o expresso tradicional, carioca, cappuccino, latte tradicional ou com chantilly e caramelo, entre outras sugestões. Para acompanhar, os queridinhos de preferência nacional: pão de queijo, pão na chapa e misto quente. O cafezinho pode ser degustado tanto na varanda, nos dias de calor, quanto no espaço interno.

Conforme decreto 520 da Prefeitura de Curitiba, o Street 444 funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h (café), 12h às 15h (almoço) e das 19h às 23h (jantar), na Alameda Presidente Taunay, 444. Quem preferir, o restaurante atende diariamente na modalidade delivery pelo telefone (41) 3044-0444 ou pelo iFood, e também na modalidade take away.

Dia da Mulher: Conheça histórias inspiradoras de empreendedoras, gestoras e investidoras que se superam durante a pandemia

Em um ano que surpreendeu o mundo, mulheres enfrentam barreiras e desafios para "darem conta" de todas as responsabilidades; muitas delas estão à frente do mercado de trabalho

Embora o mercado de trabalho esteja mudando e as empresas estejam se preocupando com ambiente e políticas mais igualitárias, as mulheres ainda não dominam os cargos de liderança. Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontou que o Brasil ocupa a 25ª posição na lista de países com mulheres em cargos de chefia. A mesma entidade avaliou 115 países e concluiu que 39% dos cargos de gestão na América Latina e no Caribe são ocupados por mulheres.

Com a pandemia e com o fato de que muitas mulheres carregam a responsabilidade de, além de serem profissionais, também cuidarem da casa e dos filhos, a presença feminina no mercado de trabalho sofreu sérias privações. Segundo dados do IBGE, no terceiro trimestre de 2020, em torno de 8,5 milhões de mulheres tinham deixado a força de trabalho. Especialistas chamam a crise econômica de “she-cession” por estar impactando, principalmente, o mercado de trabalho para as mulheres.

Porém, muitas empresas e mulheres seguem na contramão dessa disparidade no ambiente trabalhista e assumem cargos de liderança ou que são tradicionalmente ocupados por homens, ou até mesmo são donas do próprio negócio e investem para ter independência financeira e alto poder aquisitivo. Conheça algumas dessas histórias inspiradoras:

Mulheres dominam setores inteiros da indústria: Com sede em Castro (PR), a Vapza mantém um quadro de funcionários composto por 364 colaboradores (dados de janeiro de 2021). Desse total, 46,9% são mulheres, mas o que chama mais atenção é a distribuição dos cargos por sexo: das 34 lideranças existentes na empresa, 20 são femininas – o que corresponde a 58,8%.

Além disso, existem setores compostos exclusivamente por mulheres, sendo eles o Financeiro, a Qualidade, o Refeitório e o Comércio Exterior. No setor de higienização, atuam 22 pessoas, sendo 8 mulheres e 13 homens. Nos últimos anos, a área tem sido coordenada por mulheres. Segundo os colegas de trabalho, a gestão feminina é carregada de competência e atenção aos detalhes, não só com a execução das atividades, mas com o bem-estar de cada colaborador.

A gerente de Pesquisa e Desenvolvimento, Andreia dos Santos, faz parte do quadro de funcionários da Vapza há 20 anos. Ela iniciou a carreira como assistente de qualidade no controle de produção, passou para área de P&D e foi técnica comercial, até assumir o cargo de gerente da área.

Mulheres são maioria em rede de fast-food e em cargos de liderança: a participação de mulheres em cargos de gerência nos restaurantes do McDonald’s no Brasil já chega a cerca de 60%. No Paraná, essa média sobe para 64%, pois são 33 mulheres que ocupam o cargo de Gerente de Unidade de Negócios nos 52 restaurantes do estado.

Uma dessas profissionais é Caroline Rettig, de 33 anos, atual Gerente do Méqui do Shopping São José, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, onde é responsável por liderar 34 funcionários. Professora por formação, Caroline entrou na rede há quase nove anos, como Trainee, e com muita dedicação e empenho foi crescendo na empresa até atingir a posição que ocupa hoje. Para que isso fosse possível, fez cursos como ‘O profissional antifrágil - muito além da resiliência’ e ‘Arte de Liderar’, que a própria companhia oferece aos funcionários, e que foi responsável por ampliar sua habilidade em lidar com os desafios que o atual cargo exige. Durante a pandemia, se desdobrou ainda mais para manter a excelência em todas as áreas de sua vida, já que é casada e tem quatro filhos.

A presença de mulheres nos cargos de liderança na Arcos Dorados aumentou de 45% para 47%, no comparativo entre 2019 e o panorama atual. A empresa figura no ranking GPTW Mulher por suas iniciativas voltadas ao público interno feminino. Entre essas, estão rodadas de conversa nos restaurantes, abordando a importância da presença feminina no mercado de trabalho e incentivando a candidatura às oportunidades abertas dentro da empresa.

Empreendedorismo feminino: Cleonice Walsikoski ocupou altos cargos em grandes empresas, mas quando optou por não mudar de cidade para ficar com a família, se viu desligada do mercado corporativo, e foi quando colocou em prática o sonho de empreender. Assim, há quatro anos, surgiu a Segredos da Cleo, loja voltada principalmente ao ramo de pijamas e lingeries, localizada no Alto da XV Mall.

A empresária conta que decidiu atuar nesse segmento porque é algo que sempre gostou, mas tomou segurança em investir, de fato, após muita pesquisa e diversas consultas com o Sebrae. “Eu estudei muito e investi em algo que gosto para ajudar mulheres a recuperarem a autoestima por meio da lingerie funcional”.

Ela também diz que, quando começou, trabalhava sozinha e lidava com todas as funções que comandar um negócio exige. Por isso, passou por muitas experiências até chegar no modelo ideal. Hoje, com um bom faturamento mesmo na pandemia, Cleo ressalta o sonho de ter uma marca própria. “Meu objetivo é estar à frente de um projeto social que, com lingeries funcionais, volte a dar confiança e autoestima às mulheres mastectomizadas”.

Setor financeiro com liderança feminina: A área financeira é, geralmente, comandada por homens. Mas na GT Building, a gestora do setor é Claudia Meira, que está na companhia desde sua fundação, em 2019.

Ela iniciou carreira no setor financeiro e rapidamente identificou que seu perfil tinha tudo a ver com o segmento. Após anos dedicados à área, participando de desafios e projetos, diz ser gratificante estar à frente do departamento e que encara como conquistas diárias. “Mesmo tendo respeito dos demais líderes e equipe, existem situações que ainda precisamos ‘lembrar’ que temos competência e experiência para liderar e dividir informações. Mas, com tempo e persistência conquistamos, sim, nosso espaço”.

Na GT Building, dos 36 funcionários exclusivos da incorporadora, 24 são mulheres, o que representa 67% do quadro total.

Mulheres estão mais ativas em importantes decisões: As mulheres estão cada vez mais assumindo o poder de decisão na hora de concretizar grandes compras. Segundo a Caixa Econômica Federal, em 2014, 37% dos financiamentos aprovados eram delas. Na Construtora e Incorporadora Pride, durante 2020, 41,1% das vendas foram para mulheres.

“É cada vez maior o número de mulheres chefes de família e responsáveis pelas contas da casa. Acredito que isso seja reflexo do empoderamento feminino e participação ativa nas decisões e planejamento familiar”, destacou a sócia da empresa, Bárbara Almeida.

A Construtora e Incorporadora Pride possui 41% de todo o seu corpo técnico formado por mulheres, que vão desde a área administrativa até a direção da companhia. Elas também estão presentes nas obras em cargos muitas vezes ocupados por homens. Sibele Dranka, é técnica de segurança do trabalho há quase 2 anos, assim como a maioria das mulheres, já enfrentou o preconceito, mas soube driblar com muita competência e apoio da empresa.

Sibele destacou que mesmo em um ambiente majoritariamente masculino, é importante nunca perder a feminilidade. “Eu faço questão de sempre estar com uma maquiagem, um rímel e lápis nos olhos, muitas vezes, mesmo de máscara, estou de batom. Acredito que assim, demonstro todo orgulho que tenho em ser mulher”, enfatizou.

Representatividade feminina: A Mondelēz International, líder mundial em snacks e dona de marcas como Lacta, Trident, Halls, Club Social, Bis, Oreo e Tang, anuncia seu compromisso para promover o avanço em diversidade, inclusão, representatividade e pertencimento em todas as áreas em que atua no Brasil.

Entre as principais metas estão cumprir com 50% de cargos de liderança ocupados por mulheres até 2023 e aumentar o número de pessoas pretas e pardas dentro da empresa ainda em 2021. Atualmente a Mondelēz Brasil, além de já cumprir com a equidade salarial, também possui 45% dos cargos de liderança, a partir de gerente, ocupados por mulheres, reforçando o seu compromisso com a equidade de gênero.

Um exemplo disso, é a gerente de manufatura da planta de Curitiba, Cibele Souza, que administra todas as quatro unidades fabris de produtos e lidera mais de 1.500 funcionários. Cibele iniciou na companhia como estagiária em Vitória do Santo Antão, Pernambuco. Em mais de 10 anos, Cibele passou por vários setores até chegar em um dos cargos mais altos na planta de Curitiba. Outro exemplo é Flavia Sebastiani. Ela é diretora de todo supply chain do Brasil, cargo normalmente liderado por homens. Flavia organiza toda a cadeia de produção, manutenção e suprimentos do Brasil.

Investidoras e conselheiras em startups ganham mais visibilidade: Foi a partir da necessidade de conhecer mais sobre inovação, novas dinâmicas de tecnologia e negócios digitais que Maria Cristina Ricciardi e Patricia Rego ingressaram no programa de Certificação para Conselhos de Inovação (C2i), do Gonew. Ambas destacam que a busca constante por conhecimento e qualificação tem sido fundamental para o sucesso de suas carreiras.

Após trabalhar 30 anos na área financeira, Maria Cristina Ricciardi conta que a sororidade - ajuda mútua entre mulheres - foi essencial no início da sua trajetória como investidora anjo. “Em 2017, tive a oportunidade de conhecer várias mulheres que me ajudaram e me indicaram formações. Nos cursos do Gonew ampliei meu networking com empresárias e diretoras que hoje são minhas amigas”. A investidora ainda conta que apenas 5% dos investidores anjos no Brasil são mulheres. “São menos de 700 profissionais que atuam nesse mercado no país. Uma geração que precisou ser autodidata, mas que está abrindo espaço para outras muheres”, explica.

Já para Patricia Rego, conselheira certificada em inovação pelo Gonew, as empresas estão adotando uma postura mais humana, principalmente com as mulheres. Mas ainda é preciso de iniciativas concretas para alcançar um mundo mais igualitário. “As equipes precisam ser multidisciplinares, a liderança das empresas precisa ter a participação de mais mulheres e os conselhos de administração devem apostar mais no público feminino. Quando temos essa diversidade entre homens e mulheres, a empresa ganha em produtividade”. Patricia ainda conta que o conceito “lifelong learning” faz parte de sua carreira e que “é muito importante estudar sempre, principalmente nesses últimos meses com a pandemia, em que tivemos que aprender a desaprender e reaprender coisas novas”, completa.

Mulher no setor elétrico - uma profissão em ascensão: Formar-se em Engenharia Elétrica é um dos maiores desejos de Leila de Nazaré Amador Maciel e, foi por isso, que ela veio para Curitiba. Nascida em Belém do Pará, Leila, que hoje está com 42 anos e trabalha como auxiliar de eletricista, sempre teve interesse pela área e, há um ano, teve a chance que tanto queria. “Sempre gostei de engenharia e foi através do Grupo Noster que tive a oportunidade de trabalhar com isso. Entrei na empresa trabalhando como auxiliar de limpeza, mas durante este período aproveitei para fazer um curso profissionalizante no SENAI e, quando surgiu uma vaga, eles me deram essa chance”, conta feliz.

De acordo com a auxiliar de eletricista, um dos maiores desafios que enfrentou durante o curso foram os olhares de desconfiança. No entanto, isso não foi motivo para desistir. “ Eu era a única mulher da turma e os homens me olhavam como quem dizia: o que você está fazendo aqui? Ainda bem que isso tem diminuído. Agora existe mulher fazendo de tudo e, tudo o que quisermos fazer, podemos fazer”, afirma.

Leila conta que hoje se sente mais feliz por estar atuando na área e que no ambiente de trabalho nenhum de seus colegas a tratam com indiferença. “Faço de tudo um pouco ao que se refere a minha área e isso me faz eu me sentir muito valorizada. Sou a única mulher, mas meus colegas me respeitam. Quando surgiu a vaga cheguei a pensar que pudesse ser recusada por ser mulher, mas foi muito diferente do que imaginava. O Grupo Noster me deu todo apoio necessário e eu sou muito grata. Esta é a profissão que escolhi para minha vida e, por isso, pretendo ir mais a fundo e cursar uma faculdade de Engenharia Elétrica, para poder continuar fazendo o que tanto amo”, finaliza.

Docway anuncia trabalho remoto e tem vagas abertas para todo o país

Referência em soluções de saúde digital para empresas e operadoras de saúde,
a startup está à procura de profissionais multifuncionais

CURITIBA, 26/02/2021 – Referência em soluções de saúde digital para empresas e operadoras de saúde, a Docway cresceu 600% em 2020 na comparação com o faturamento do ano anterior. A expansão aconteceu na esteira do isolamento social, que acelerou a transformação digital em muitos segmentos, incluindo o da saúde, com destaque para a telemedicina. O crescimento exponencial da companhia fez também dobrar seu quadro de funcionários. Além de romper as fronteiras do cuidado da vida com a digitalização da saúde, a empresa optou também por derrubar as fronteiras geográficas na contratação dos seus colaboradores. Atualmente, 25% dos funcionários contratados não moram na capital paulista, cidade sede do escritório da Docway.

A liberdade de poder morar em qualquer lugar do mundo, combinada com a possibilidade de aumentar a diversidade e cultura da empresa, ampliando sua visão de negócio, é uma estratégia de atração de talentos na visão de Marcello Alvarenga, CFO e Diretor de Gente e Gestão. Com processos de recrutamento adaptados para a versão online, a startup está com vagas abertas para todas as regiões do país, incluindo oportunidades para quem deseja trabalhar de casa, no modelo home working, mesmo após o fim da pandemia. “Estamos à procura de profissionais que possam contribuir no desenvolvimento da Docway, independentemente de suas origens e formações. Desta forma, promovemos times diversos, porém com valores compartilhados”, conta Marcello.

Para viabilizar o recrutamento de pessoas de Norte a Sul do Brasil, a Docway firmou parceria com uma empresa de entregas, garantindo mais segurança e transparência às negociações. “Mesmo à distância, conseguimos contratar pessoas, enviar o kit de boas-vindas e fazer toda a gestão da equipe”, explica. “Dependendo do cargo, definimos uma periodicidade de visitas à sede, sempre com todas as despesas custeadas pela empresa. Buscamos um modelo sustentável e coerente com as necessidades e expectativas do gestor e dos colaboradores”, complementa.

Além das vagas já abertas para home working, diversos funcionários já contratados também tiveram a oportunidade de voltar para suas cidades de origem. “Não é mais necessário morar na capital paulista para trabalhar em uma empresa de saúde e tecnologia referência no país”, aponta. Atualmente, a Docway conta com colaboradores atuando à distância, nas áreas de tecnologia, enfermagem, jurídico, marketing e gestão de pessoas. Segundo Marcello, a expectativa é quebrar todas as fronteiras na contratação e, em breve, expandir também para a atuação no exterior. “Ainda que proporcionalmente não tenhamos muita gente de fora, as portas estão abertas”, afirma.

Pós-pandemia

“Até 2020, precisávamos estar no escritório porque lá estavam todos os equipamentos e recursos necessários para viabilizar nosso trabalho. Hoje, tudo o que precisamos é portátil e tem custo razoavelmente acessível”, diz. Marcello conta que ainda estão analisando a necessidade – ou não – de manter a sede fixa no pós-pandemia. “A gente ainda vai ter equipes médicas realizando atendimento, temos uma grande equipe de operação, então o que estamos observando é se faz sentido ter um escritório para alguns casos. Outra ideia é ter uma sede com posições rotativas, na qual apenas duas pessoas de cada cargo estarão atuando presencialmente a cada dia”, explica.

Neste momento, o principal objetivo da empresa é usufruir dos polos tecnológicos localizados nas demais regiões do país, principalmente no Nordeste. “O maior desafio da Docway é romper barreiras tecnológicas”, aponta. “Se temos a oportunidade de aproveitar as demais regiões do Brasil, porque se ater apenas ao mercado paulistano? Essa nova forma de contratação nos propiciou atrair novos talentos em regiões com menos oportunidade de emprego, por exemplo”, complementa.

Vagas abertas

A Docway está com oportunidades abertas para colaboradores de todas as regiões do país, em diversas áreas: Back end Pleno; Executivo Comercial (Closer); Back end Sênior; Engenheiro de Dados Pleno; Product Owner Pleno; Analista de Dados Sênior; e UI Design Pleno. Para saber de todas as vagas, acompanhe a página oficial da Docway no LinkedIn. Para se candidatar, os interessados devem enviar um e-mail para vagas@docway.com.br, colocando o nome da vaga no título.

Para mais informações, acesse o site www.docway.com.br.

Jasmine & Quatro alimentos que ajudam a controlar a ansiedade na pandemia

Estudo revela que cerca de 80% da população brasileira se tornou mais ansiosa com a chegada do novo coronavírus

Medo, apetite desregulado, alteração de sono, tensão muscular e preocupações em excesso são exemplos de sintomas que podem estar relacionados a transtornos de ansiedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil já era o país mais ansioso do mundo antes da pandemia, com cerca de 8,6 milhões de pessoas que sofrem com a doença. Contudo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), após o início da pandemia, aproximadamente 80% da população brasileira se tornou mais ansiosa, enquanto em outros países a média é de 30%.

Segundo a engenheira de alimentos Erika de Almeida, a alimentação balanceada é uma alternativa para ajudar a diminuir e controlar a ansiedade. “Magnésio, cálcio e triptofano são exemplos de nutrientes que aumentam a produção de serotonina, conhecida como o hormônio da felicidade. Outros nutrientes como ômega-3 e selênio, por exemplo, contribuem para um melhor funcionamento do organismo, ajudando a melhorar os sintomas da ansiedade. Alimentos saudáveis podem ser uma grandes aliados neste cenário”, explica a analista de Pesquisa e Desenvolvimento da Jasmine Alimentos, empresa especializada em alimentos saudáveis.

Confira cinco alimentos que ajudam a controlar a ansiedade.

Castanha-do-Pará

Rica em selênio, a castanha-do-pará contribui para reduzir inflamações, que são comuns em pessoas que sofrem com transtornos de humor. Outro benefício das castanhas é a vitamina E, com propriedades antioxidantes, que ajudam a prevenir danos celulares e são benéficas no controle da ansiedade. Além de ser consumida in natura, as Castanhas-do-Pará podem ser encontradas em cookies e granolas, por exemplo.

Banana

Com alto teor de triptofano, a banana é uma importante aliada na produção de serotonina, que ajuda no alívio da depressão e dos sintomas da ansiedade. A fruta também é rica em potássio, nutriente que também pode ajudar a reduzir os sintomas de estresse e ansiedade.

Chia

A chia é rica em ferro, aminoácidos e vitamina B, essenciais para o bom funcionamento da saúde cerebral. Também são fonte de fibras e ômega-3, que ajudam a diminuir os sintomas da ansiedade. Ela pode ser consumida em grãos, como farinha, ou na composição de receitas como biscoitos, bolos e pães.

Frutas cítricas

A vitamina C, presente nas frutas cítricas, diminui a secreção de cortisol e promove o bom funcionamento do sistema nervoso. O hormônio costuma ser liberado em resposta ao estresse e à ansiedade, transmitindo para todo o corpo. A ingestão de frutas cítricas também está relacionada com o aumento da imunidade.

Sobre a Jasmine Alimentos

A Jasmine Alimentos é uma empresa referência em alimentação saudável. Com produtos categorizados em orgânicos, zero açúcar, integrais e sem glúten, a marca visa atingir o público que busca alimentos saudáveis de verdade e qualidade de vida. A operação da Jasmine começou de forma artesanal no Paraná, há 30 anos. A Jasmine está consolidada em todo Brasil e ampliando sua atuação para a América Latina. Desde 2014 a marca pertence ao grupo francês Nutrition et Santé, detentor de outras marcas líderes no segmento saudável na Europa.