A árvore que anda: artista indígena Uýra vem ao MUPA com performance inédita no Brasil

Neste final de semana, o Museu Paranaense recebe uma convidada muito especial para duas ações no Programa Público: uma performance e uma roda de conversa. Uýra, artista indígena contemporânea, bióloga e educadora, define-se como “a árvore que anda” e vai trazer ao público reflexões e provocações que permeiam três frentes: floresta, ecologia e arte contemporânea.

No sábado (19), acontece a roda de conversa “Simbioses: arte, ecologias e políticas na paisagem cidade floresta”. Além de Uýra, o MUPA recebe também a artista visual e cineasta amazonense Keila Sankofa. Nesse encontro, Uýra irá compartilhar suas vivências enquanto bióloga, educadora e artista visual que busca articular sabedorias ancestrais indígenas com conhecimentos científicos.

Ela irá falar sobre sua vivência enquanto indígena, artista e pesquisadora em Manaus, território industrial localizado no meio da floresta, seus interesses pelos sistemas vivos e suas violações, decolonialidades, memórias e diásporas indígenas. Já Keila Sankofa dialoga a partir de sua atuação como artista visual e cineasta. Suas produções utilizam a fotografia e o audiovisual como ferramenta para propor autoestima e questionar apagamentos de pessoas negras.

A atividade é gratuita e para participar não é necessário inscrever-se previamente. A liberação dos lugares será realizada a partir de 16h30, por ordem de chegada, até completar a capacidade do local.

No domingo (20), a partir das 11h acontece a performance “Ponto Final, Ponto Seguido”, com Uýra. A proposta da artista é pensar e ativar ressurgimentos de vida coberta pelas materialidades e imaginários coloniais — as terras, memórias, águas e florestas que dormem debaixo dos asfaltos. Já apresentada pelo Kunnstraum Museum, nas ruas de Viena, e também no Castelo Di Rivolli, Itália, essa será sua primeira apresentação no Brasil. “Ponto Final, Ponto Seguido” começa dentro do MUPA e segue trajeto para a Praça João Cândido, em frente ao museu. Para assistir não é necessário inscrever-se previamente. Chegue com antecedência para garantir seu lugar.

CONVIDADAS
Uýra é uma indígena da Amazônia Central. Formada em Biologia e mestre em Ecologia, atua como artista visual, arte educadora e pesquisadora. Mora em Manaus, território industrial no meio da floresta. Ela descreve a si mesma como uma manifestação em carne de bicho e planta que se move para exposição e cura de doenças sistêmicas coloniais. Por meio de elementos orgânicos, utilizando o corpo como suporte, encarna esta árvore que anda e atravessa suas falas em fotoperformance e performance. Interessa-se pelos sistemas vivos e suas violações, e a partir da ótica da diversidade, dissidência, do funcionamento e adaptação, (re)conta histórias naturais, de encantaria e atravessamentos existentes na paisagem floresta-cidade.

Uýra já realizou inúmeras exposições individuais e coletivas. Dentre elas, destacam-se “Faz Escuro Mas Eu Canto” (34º Bienal de São Paulo, 2021), “Resurgences of Amazonia!” (Kunstraum, Innsbruck, 2021) e “Árvore que Anda” (Galeria de Artes Visuais do Largo São Sebastião, Manaus, 2019).

Keila Sankofa nasceu em Manaus (AM), onde vive e trabalha. Artista visual e cineasta. Compreende a rua como espaço de diálogo com a cidade, produzindo instalações audiovisuais que exibem filmes, fotos e videoartes. Atualmente, Sankofa utiliza seu corpo como protagonista na construção de suas obras. Reconhece o espaço urbano como encruzilhada de possibilidades, que proporciona um diálogo não-hierárquico com o público.

Indicada ao Prêmio Pipa 2021. Tem uma vasta experiência na direção de produção em projetos audiovisuais como séries e curtas, além de produção de mostras, festivais e espetáculos de diversas linguagens artísticas.

As atividades integram a programação geral do Programa Público “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”. Para saber mais, acesse o site: www.museuparanaense.pr.gov.br/Programa-Publico .

SERVIÇO
Roda de conversa “Simbioses: arte, ecologias e políticas na paisagem cidade floresta” com Uýra e Keila Sankofa
Sábado, 19 de março, às 17 horas
Atividade gratuita. Para participar não é necessário inscrever-se previamente. A liberação dos lugares será realizada a partir de 16h30, por ordem de chegada, até completar a capacidade do local.

Performance “Ponto Seguido, Ponto Final” com Uýra
Domingo, 20 de março, às 11h
A performance começa no Museu Paranaense e segue para a Praça João Cândido, em frente ao museu.

O Museu Paranaense fica na Rua Kellers, 289, Alto São Francisco – Curitiba.
Para mais informações sobre o Programa Público “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas” acesse este link.

MON promove visita mediada e oficina na exposição de Orlando Azevedo

A edição de março do programa Arte para Maiores, do Museu Oscar Niemeyer (MON), destinado especialmente ao público com mais de 60 anos, terá visita mediada e oficina prática na exposição “O Labirinto da Luz”, do fotógrafo Orlando Azevedo.

Será no dia 15 de março, das 14h às 17h, com a equipe do Educativo do Museu. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. Para se inscrever é necessário preencher o formulário online.
Haverá também uma videoconferência com o fotógrafo e com o curador da exposição, Rubens Fernandes Junior, no dia 22 de março, das 14h às 15h30. Mais informações e inscrição em: bit.ly/APMmarco.

O Labirinto da Luz
A mostra “O Labirinto da Luz” celebra os 50 anos de fotografia de Orlando Azevedo. São 237 imagens, com curadoria de Rubens Fernandes Junior, que podem ser vistas pelo público na Sala 1 do MON.

O curador criou um labirinto que divide a exposição em núcleos referentes a algumas das vertentes criativas do fotógrafo. São eles: “Ruínas”; “Religiosidade”; “Índia”; “Cósmica”; “Retratos”; “Marinhas”; “Corpo e Movimento”; “Paisagem”; “Festas e Populares”; “iPhone”; “Surreal” e “Voo”.

Orlando Azevedo possui obras em diversos acervos do Brasil e de outros países, como no International Center of Photography, em Nova York; Centre Georges Pompidou e Museu Francês de Fotografia, em Paris; Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna de São Paulo; Instituto Cultural Itaú; Museu de Fotografia Cidade de Curitiba; Empresa Portuguesa das Águas Livres/Lisboa; Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo; Fototeca de Cuba, em Havana, além do próprio Museu Oscar Niemeyer (MON), e também várias e importantes coleções privadas nacionais e internacionais.

No total, Orlando tem 12 livros publicados e entre eles estão: “Mestiço – Retrato do Brasil” (2019); “Augusto Weiss 1890/1990” (2017) e “Rio Grande/RS” (2014).

Arte para Maiores
Em 2019, o programa Arte para Maiores conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus, o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Em 2020, o programa tornou-se on-line, em decorrência das restrições impostas pela pandemia. Em 2021, o Arte para Maiores retornou em sua versão presencial, seguindo o protocolo de segurança.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
Visita mediada e oficina
Data: 15 de março
Horário: das 14h às 18h

Videoconferência
Data: 22 de março
Horário: das 14h às 15h30
Inscrição: bit.ly/APMmarco

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Curitiba – Paraná
museuoscarniemeyer.org.br

Catálogo com imagens inéditas da exposição “OS GÊMEOS: Segredos” no MON já está disponível

O Museu Oscar Niemeyer (MON) acaba de lançar um novo catálogo da exposição “OSGÊMEOS: Segredos”, com imagens inéditas da mostra realizada no MON, que já foi vista por mais de 143 mil visitantes. Este é o último mês da exposição, que irá até o dia 3 de abril.

Produção original da Pinacoteca de São Paulo, a exposição em Curitiba é uma parceria com o Museu Oscar Niemeyer, apresentada pela Copel e viabilizada pelo Governo do Estado do Paraná. Estão expostos mais de 850 itens, entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas, intervenções site specific, desenhos e cadernos de anotações.

O novo catálogo é um complemento do anterior, que já está esgotado, e traz imagens específicas da exposição no MON. Os exemplares são limitados e estão disponíveis na MON Loja. Outros produtos relacionados à exposição também estão disponíveis na loja, como camiseta, garrafinha e marcador de páginas.

Os artistas
A dupla de artistas formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo (São Paulo, 1974) construiu uma trajetória no mundo das artes sem nunca ter perdido de vista o desejo de manter-se acessível ao grande público.

Esse percurso inclui a participação em mostras nas principais instituições internacionais, como o Hamburger Bahnhof, em Berlim, em 2019, com um projeto concebido em parceria com o grupo berlinense de breakdance Flying Steps – um dos mais premiados mundialmente; a Vancouver Biennale, no Canadá (2014); o MOCA – Museum of Contemporary Art, em Los Angeles (2011); o MOT – Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio, no Japão (2008); a Tate Modern, em Londres, no Reino Unido (2008), onde os artistas pintaram a fachada, e a Trienale de Milão (2006), entre outros. Ao longo de sua carreira, os irmãos também receberam convites para criar para os principais espaços públicos de mais de 60 países, incluindo Suécia, Alemanha, Portugal, Austrália, Cuba, Estados Unidos – com destaque para os telões eletrônicos da Times Square, em Nova York (2015) –, entre outros.

Gustavo e Otávio sempre tomaram o espaço urbano como lugar de vivência e de pesquisa desde o início de sua produção, em meados da década de 1980. Os artistas partiram de uma forte imersão na cultura hip hop, que havia chegado ao Brasil no momento em que os irmãos começaram a produzir, e da influência da dança, da música, do muralismo e da cultura popular para desenvolver um estilo singular, com atmosfera alegre, que acabou se tornando um emblema dos espaços urbanos pelo Brasil e pelo mundo.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço:
Catálogo “OSGEMEOS: Segredos, a Exposição”
Disponível na MON Loja
Valor: R$ 70
Contato: (41) 3350-4467, ou lojadomon@gmail.com
www.museuoscarniemeyer.org.br

Mulheres artistas com obras no acervo são destaque na programação deste mês no MON 

Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, o Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece ao público, ao longo deste mês, várias atividades desenvolvidas por mulheres artistas que têm obras no acervo da instituição. São mediações em texto, videoconferência e oficinas artísticas.

A programação terá início no dia 7, com uma série de publicações nas redes sociais do MON, que trarão mediações em texto sobre obras de artistas mulheres presentes no acervo.

No dia 8, haverá uma videoconferência gratuita com a artista Lilian Gassen, às 19h. Com o título “Campo Artístico, uma Arena de Disputas”, a conversa vai abordar a inserção de artistas mulheres no sistema da arte no Estado do Paraná. A partir dessa perspectiva vamos discutir a instauração de um espaço de luta e resistência e todas as contradições nele estabelecidas por sua complexidade e constante transformação.

Lilian Gassen é licenciada em Educação Artística – Artes Plásticas (2001) e em Educação Artística – Desenho (2000) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). É mestre em História pela UFPR (2007). Atua principalmente como artista visual, pesquisadora e professora. Atualmente é professora no Departamento de Escultura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Embap, onde ministra disciplinas de graduação como Escultura II, Gerenciamento e Documentação e Técnica de Projeto em Escultura. Também atua como docente em cursos de extensão universitários e palestras nos seguintes temas: técnicas tradicionais de escultura, teoria e prática da cor e mudanças culturais no meio artístico de Curitiba, de 1960 a 1990. Juliane Fuganti - Crédito_ Cadi Busatto.jpg

MON estará aberto ao público no Carnaval

O Museu Oscar Niemeyer (MON) estará aberto normalmente ao público em todos os dias do feriado de Carnaval, incluindo segunda, terça e quarta-feira (dias 28, 1° e 2), em horário normal: das 10h às 18h.

Maior museu de arte da América Latina, o MON oferece atualmente aos seus visitantes 12 exposições simultâneas. Para acessá-las, os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria física ou on-line, a partir do site da instituição, mas existem algumas especificações. São elas:

Para a exposição “OSGEMEOS: Segredos”, o ingresso é vendido exclusivamente online, com dia e horário marcados. Não é possível fazer a compra na bilheteria física. Ingressos isentos e as entradas gratuitas das quartas-feiras também precisam ser agendados. O ingresso dá direito a visitar as demais mostras em cartaz no Museu.

Para as demais exposições, inclusive “Da Vinci Experience e suas Invenções”, os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria física do MON ou de maneira on-line, no site do Museu, não sendo necessário o agendamento prévio. O acesso à exposição pode ser feito até as 17h. Esses ingressos não dão acesso à exposição “OSGEMEOS: Segredos”, localizada no Olho.

“Da Vinci Experience e suas Invenções”, a mais recente exposição inaugurada pelo MON, apresenta a trajetória de uma das mentes mais brilhantes da história, de forma interativa e inovadora, com reproduções de suas principais obras e réplicas artesanais das famosas máquinas criadas por ele, como bicicleta, paraquedas, volante, tanque blindado e asa-delta.

Essencialmente didática, interativa e imersiva, a exposição conduz o público a penetrar em espaços digitais, vivenciando as mais diversas experiências multissensoriais.

Além de “Da Vinci Experience e suas Invenções”, as exposições atualmente em cartaz no MON são: “O Labirinto da Luz”, de Orlando Azevedo; “Forma e Matéria”, de Claudia Moreira Salles; “Afinidades”; “OSGEMEOS: Segredos”; “Mens Rea: A Cartografia do Mistério”, de Mac Adams; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Segunda Edição”; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Espaço Niemeyer”; “Cones” e obras do Pátio das Esculturas.

O MON fica aberto até as 18h, mas o último horário de acesso é às 17h. Os momentos mais tranquilos para visitação do Museu são terças, quintas e sextas-feiras, ou aos fins de semana, na parte da manhã.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
Museu Oscar Niemeyer (MON)
www.museuoscarniemeyer.org.br

Exposição permanente de João Turin em espaço público promove acessibilidade da arte

As 100 obras mais representativas do artista podem ser apreciadas gratuitamente no Parque São Lourenço, em Curitiba, contribuindo para a popularização do legado deixado por João Turin

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Uma seleção representativa das obras do artista João Turin (1878-1949) está hoje acessível em um ambiente público, e pode ser apreciada gratuitamente por todas as pessoas que visitarem o Parque São Lourenço, na cidade de Curitiba. Lá foi construído pela Prefeitura da cidade o Memorial Paranista, em homenagem ao artista como um espaço para preservação e difusão de obras de arte, que abriga cerca de 100 esculturas e baixos relevos de João Turin em uma exposição permanente e em um jardim de esculturas ampliadas, a céu aberto. “Ser público e de graça nos aproxima do ideal de popularização da arte. O local passa a ser um espaço de convivência”, afirma Samuel Lago, um dos detentores dos direitos autorais do artista.

A conquista de um espaço privilegiado como este, que proporciona grande visibilidade ao legado de João Turin é um dos pontos mais altos de um trabalho minucioso de levantamento de seu legado: um resgate de ponta a ponta, realizado pela Família Lago e SSTP Investimentos, algo até então inédito no mundo das artes. Iniciado em 2008, quando tiveram início as negociações com a família de João Turin, o resgate compreendeu uma série de etapas, tais como pesquisa, localização de obras, catalogação, recuperação, fundição, entre outras.

Foram catalogadas 410 obras, contemplando não somente esculturas, mas também desenhos, pinturas, design de moda e criações arquitetônicas mostrando o quanto João Turin foi um artista versátil. As cerca de 100 obras presentes no Parque São Lourenço compreendem esculturas e baixos relevos em bronze. Antes do resgate artístico, muitos trabalhos deixados pelo artista estavam disponíveis apenas em gesso. “Estamos em um caminho de tornar o João Turin cada vez mais conhecido e sem dúvida uma exposição permanente é importante nessa estratégia e funciona super bem”, comenta Samuel Lago.

Construído pela Prefeitura de Curitiba e inaugurado em maio de 2021, o Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, reuniu quase 100 obras de Turin graças a uma junção de esforços. Das 15 esculturas ampliadas, 12 foram compradas pela Prefeitura, e as outras 3 foram doadas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), por meio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura). 78 esculturas em tamanho original foram doadas pela Família Lago para o Governo do Estado do Paraná, que emprestou as obras à Prefeitura de Curitiba em regime de comodato.

“É muito significativo ter um espaço de exposição permanente para um artista como João Turin, que retrata o imaginário do povo paranaense. Isso é muito importante como reconhecimento ao artista e como reforço de auto-estima do paranaense, que é um povo multifacetado devido a suas influências de colonização. É imprescindível que as pessoas conheçam os artistas locais. A gente só consegue isso com algo de larga extensão como uma exposição permanente, pois uma exposição temporária não teria esse alcance”, avalia Samuel Lago.

Na área externa há um Jardim de Esculturas com mais 13 obras em bronze, que podem ser vistas pelo público que visitar o parque. Todas essas esculturas são ampliadas e algumas ganharam proporções heróicas. A maior de todas é Marumbi, com 3 metros de altura e aproximadamente 700 quilos. Outro espaço importante é uma fundição elétrica e moderna, que também foi doada pela Família Lago e SSTP Investimentos, substituindo uma antiga fundição que estava obsoleta. Para agendar uma visita guiada, basta fazer um agendamento através do site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista.

Além de um reconhecimento de preservação cultural tão importante, o Memorial Paranista é também uma oportunidade de incentivar o turismo na cidade de Curitiba. “Do ponto de vista econômico para a cidade é muito interessante, pois tem um grande potencial de se tornar um local de visitação de turistas, como a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, que ficam próximas do Parque São Lourenço”, observa Samuel Lago.

Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Há esculturas em locais públicos de municípios do Paraná, Rio de Janeiro e na França. Turin também está no acervo de arte do Vaticano. A escultura “Frade Lendo” foi entregue como presente do povo brasileiro para o Papa Francisco, em 2013, na primeira visita do pontífice ao Brasil.

Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do estado do Paraná, João Turin veio ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura na Bélgica. Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa. Foi premiado no salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949.

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses. Esta exposição também teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e na Pinacoteca de São Paulo.

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8

Semana de Arte Moderna de 1922 é tema de série de posts do MON

A partir deste domingo, dia 13, as redes sociais do Museu Oscar Niemeyer (MON) darão início a uma série informativa de posts e quiz sobre a Semana de Arte Moderna, que completa 100 anos.

O evento, realizado em São Paulo em fevereiro de 1922 por um grupo de intelectuais, tinha o objetivo de mostrar e promover uma arte livre, sem paradigmas, e tornou-se marco da arte moderna no Brasil.

Os artistas que participaram da Semana de Arte Moderna e que têm obras no acervo do MON são: Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro.

Anita Malfatti (1889-1964)
Depois de entrar em contato com a arte moderna em seus estudos na Alemanha e nos Estados Unidos, Anita Malfatti produziu uma série de pinturas especialmente influenciada pelo Expressionismo. Suas obras, no entanto, foram qualificadas como “coisas dantescas” por seu tio, que até então a patrocinava. Pouco depois, a própria pintora foi considerada uma artista equivocada em ferina crítica publicada por Monteiro Lobato. Apesar disso, Anita foi acolhida com entusiasmo pelos modernistas, sendo uma das artistas que mais tiveram espaço na exposição da Semana de Arte Moderna de 1922.
O MON possui em seu acervo uma pintura de Anita intitulada “Caminho da Vila”, na qual a artista mostra, com sua usual e reduzida paleta, como ela via aquela paisagem composta de uma estrada que conduz ao interior de uma vila rural.

Di Cavalcanti (1897-1976)
Di Cavalcanti, reconhecido pintor de temas que abordam a cultura e a sociedade brasileiras, começou como chargista e ilustrador de revistas. Foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922 e quem ilustrou a capa do programa e do catálogo da exposição que foi realizada no hall do Teatro Municipal. O próprio Di participou dessa mostra expondo 11 telas. Depois de 1922, ele passou um tempo em Paris, de onde retornou bastante influenciado pelo Cubismo, que passou a ser refletido nas suas obras, sempre ligadas, contudo, à realidade brasileira.
O MON possui em seu acervo a aquarela “Mulher com Flores e Cachorro”, onde se vê a figura volumosa da mulher morena tantas vezes representada em suas obras.

Vicente do Rego Monteiro (1899-1970)
Seis anos após retornar de Paris, onde havia feito seus estudos de arte, Vicente do Rego Monteiro realizou uma exposição em São Paulo inspirada na arte indígena e que foi considerada “futurista” pela crítica, o que não significava, então, algo lisonjeiro. O artista acabou se aproximando dos modernistas e, em 1922, antes de retornar a Paris, deixou oito pinturas, entre óleos e aquarelas, para serem expostas na Semana de Arte Moderna.
O MON possui em seu acervo uma pintura de Vicente do Rego Monteiro intitulada “Meditação”, na qual se vê o característico traço do artista, que transmite volume e textura aveludada à figura.
Exposições realizadas
O MON também já realizou exposições sobre alguns dos artistas que participaram da Semana de Arte de 1922. São eles: Anita Malfatti, Di Cavalcanti e John Graz. Saiba mais sobre as mostras:

Anita Malfatti
Em 2011, o MON promoveu a exposição “Anita Malfatti”, que contou com 93 obras da artista, de diferentes épocas. Nessa exposição, o público pôde observar as primeiras obras com ímpetos modernos, marcadas pelo tom expressionista e, também, obras produzidas no final de sua vida, pinturas bucólicas e que beiravam o primitivismo. Compreende-se o percurso de Anita, presente na exposição, pelas palavras da própria artista: “Procurei todas as técnicas e voltei à simplicidade, diretamente, não sou mais moderna nem antiga, mas escrevo e pinto o que me encanta”.

Di Cavalcanti
Em 2012, o MON realizou a exposição de 74 obras de Di Cavalcanti intitulada “Di Cavalcanti, Brasil e Modernismo”, uma das maiores exposições até então realizadas sobre o artista. O público pôde entrar em contato com obras inéditas do artista e com outras já consagradas, como “Cinco Moças de Guaratinguetá”.

John Graz (1891-1980)
John Graz, artista suíço radicado no Brasil e considerado um dos introdutores do estilo art déco no país, participou com sete obras na exposição da Semana de Arte Moderna de 1922. Além de pintor, Graz conquistou reconhecimento como arquiteto de interiores e designer de móveis. Em 2010, o MON apresentou a exposição “John Graz”, que mostrava desenhos, pinturas, esculturas e móveis criados por ele, num total de 108 peças que testemunhavam sua versatilidade.

Modernismo
Em 2016, o MON recebeu a exposição “Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz”. Foram expostas 76 obras produzidas entre as décadas de 1920 e 1960 por diversos artistas modernistas que vieram na esteira dos acontecimentos da Semana de Arte Moderna de 1922. A exposição contou com obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro, artistas que participaram da exposição de arte daquela semana.
O catálogo da exposição “Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz” está à venda na loja do MON, assim como outros de exposições vinculadas ao modernismo, como “Anita Malfatti”, “John Graz”, “Di Cavalcanti - Brasil e Modernismo”, “Luiz Sacilotto” e “Abraham Palatnik”.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
Museu Oscar Niemeyer (MON)
www.museuoscarniemeyer.org.br
@museuoscarniemeyer

MON abre mostra Da Vinci Experience

Exposição interativa apresenta projeções em realidade virtual e maquetes de invenções

A exposição “Da Vinci Experience e suas invenções” celebra os 500 anos da morte do gênio Leonardo da Vinci (1452-1519) e chega a Curitiba para apresentar a trajetória de uma das mentes mais brilhantes da história, de forma interativa e inovadora.

A mostra é dividida em quatro núcleos que mostram as diversas abordagens do artista - engenharia, arquitetura, pintura e anatomia -, além de vídeos e uma sala de imersão que convidam o público a mergulhar no universo criativo de Da Vinci por meio de diferentes linguagens.

“Da Vinci Experience e suas invenções” poderá ser vista nas salas 3 e 6 do Museu Oscar Niemeyer no período de 17 de fevereiro a 8 de maio de 2022.

“Com o propósito de sensibilizar as pessoas para a arte e pela arte, a realização da mostra Da Vinci Experience vem ao encontro das premissas do MON”, afirma a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika. Ela explica que além de colecionar e expor artes visuais, arquitetura e design, a instituição busca oferecer aprendizados transformadores e diálogos constantes entre público e arte. “O Museu Oscar Niemeyer é um espaço vivo que proporciona experiências únicas e inesquecíveis. A mostra imersiva sobre Da Vinci sem dúvida será mais uma delas”, comenta Juliana.

“A exposição destina-se a um público de todas as idades. O objetivo é compartilhar o universo particular das criações de Da Vinci e revelar alguns dos mistérios que habitavam a mente do gênio”, explica Ricardo Ribenboim, diretor da Base7 Projetos Culturais, responsável pela mostra.

Na Sala de Máquinas, o visitante encontra dez reproduções artesanais das famosas máquinas pensadas e desenvolvidas pelo artista, como o paraquedas, o volante e a asa-delta. Leonardo da Vinci, acima de tudo, foi um cientista brilhante e projetou dispositivos que, posteriormente, viriam à luz em sua forma definitiva.

Projeções gigantescas e uma trilha sonora Dolby Surround 360o coroam a narrativa, formando a Sala Imersiva. Nela, o público mergulha em centenas de imagens digitalizadas e vídeos em alta definição.

Concebida pela Crossmedia Group e consultoria de Roberta Barsanti, diretora do Museo Leonardiano, em Vinci, a exposição foi exibida na Itália, nas cidades de Milão, Florença e Treviso; no Peru, em Lima; no Chile, em Santiago; na Colômbia, em Bogotá; e no Brasil, em São Paulo.

Ministério do Turismo e Copel apresentam a exposição, que conta com patrocínio da Uninter, apoio do Park Shopping Barigüi, Peregrino Neto Advogados, Colégios Marista de Curitiba e apoio institucional do Consulado Geral da Itália em Curitiba. Uma realização do MON e da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura do Estado do Paraná.

Educativo -
Ao longo do período expositivo, estão previstos atendimentos ao público espontâneo e grupos agendados, por meio de visitas guiadas e oficinas, além de palestras para o público geral.
Para mais informações e inscrições, basta entrar em contato pelo e-mail agendamentodavinci@gmail.com ou pelo telefone 41- 99920-0419 (atendimento de terça a sexta, das 14h às 17h).
Oficinas para o público espontâneo, aos domingos, das 14h às 17h (respeitando o limite de público da oficina do MON).
Todas as quartas feiras, haverá visita guiada com mediação de tradutores de libras, às 16h.
Mediações para o público espontâneo: de terça à domingo, das 10h às 18h; mediações ao público agendado: terças, quintas e sábados - das 10:30h às 12h; das 14:30h às 16h; e das 16h às 17:30h.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço
“Da Vinci Experience e suas invenções”
de 17 de fevereiro a 8 de maio de 2022
Salas 3 e 6
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Visitas a museus, presenciais ou virtualmente, são ótimas opções de lazer durante as férias

Em qualquer canto do mundo, os museus estão entre as melhores opções de lazer para se fazer, sempre muito procurados especialmente no período de férias. São espaços que oferecem diversas formas de aprendizado, interação e até mesmo diversão.

Muitos já reabriram suas portas ao público, seguindo todos os protocolos de segurança necessários. Mas, para quem vive distante dos museus que gostaria de conhecer, muitos deles também podem ser visitados virtualmente.

Para a Profa. Dra. Maria Aparecida de Menezes Borrego, supervisora do Museu Republicano de Itu, ainda que a visita online não ofereça as mesmas sensações de vivenciar esses espaços presencialmente, é uma maneira de acessá-los de forma imersiva.

"A visita online, pelos recursos tecnológicos que oferece, garante ao público a possibilidade de escolher o roteiro a ser percorrido dentro do Museu, se deter nas obras de maior interesse e conhecer o acervo e o edifício", afirma a supervisora.

No caso do Museu Republicano, o tour virtual oferece recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, recursos de audiodescrição e descrição do conteúdo em espanhol e inglês.

Confira outras instituições pelo Brasil que também podem ser visitadas virtualmente:

- Pinacoteca, em São Paulo
- MASP, em São Paulo
- Museu Afro Brasil, em São Paulo
- Inhotim, em Minas Gerais
- Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
- Museu Oscar Niemeyer, no Paraná.

Retrospectiva: MON triplicou o seu acervo e realizou 16 exposições em 2021

Ao longo de 2021, o Museu Oscar Niemeyer realizou 14 exposições, além de duas itinerantes. São elas: “Yutaka Toyota – O Ritmo do Espaço”; “Fernando Velloso por ele mesmo”; “Japonésia, de Naoki Ishikawa”; “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, “A Travessia do Desastre, de François Andes”; "Radical”, de Sonia Dias Souza; “Formas & Anjos: Obras de Kika Costa (1984-2021)”; “Mens Rea: A Cartografia do Mistério”, de Mac Adams; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “Concursos como Prática: A Presença da Arquitetura Paranaense”; “OSGEMEOS: Segredos”; “Afinidades”; “Forma e Matéria”, de Claudia Moreira Salles, e “Labirinto da Luz”, de Orlando Azevedo.

O sucesso da exposição “OSGEMEOS: Segredos”, a maior já realizada pelos artistas, fez com que o MON, pela primeira vez na história do museu, fizesse venda exclusivamente on-line de ingressos, com horários agendados.

Também foram realizadas pelo MON, no ano de 2021, duas exposições itinerantes, ambas na Região Metropolitana de Curitiba: “Estruturas e Valores”, do artista paranaense Antonio Arney, na Casa da Memória Manoel Alves Pereira, em Piraquara; e “O Mundo Mágico dos Ningyos”, no Museu Atílio Rocco, em São José dos Pinhais.

No mesmo ano, o Museu Oscar Niemeyer recebeu a grandiosa doação de uma das mais importantes e significativas coleções de arte africana contemporânea, com aproximadamente 1.700 obras, oriunda da Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY), de São Paulo. Um recorte desta coleção está em exposição na sala 4, na mostra “África, Expressões Artísticas de um Continente”, de longa duração.

Além das muitas atividades educativas on-line, realizadas desde 2020 pelas redes sociais do MON (52 oficinas artísticas, 20 mediações e
19 exposições no Google Arts and Culture), em 2021 tiveram início duas novas atividades: MON ao Vivo (oficinas artísticas em tempo real por meio de videoconferências) e MON na Escola (versão reformulada e virtual do tradicional MON para Educadores). No final do ano, o MON voltou a receber grupos agendados, escolas e a realizar mediações presenciais.

Intercâmbio cultural -
Em novembro de 2021, o governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou uma exposição com obras itinerantes do Acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON) no Teatro Municipal de Cascavel. A iniciativa atende solicitação da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) e deverá ser replicada em outras regiões do Estado.

As obras serão expostas em uma sala do terceiro piso do Teatro Municipal de Cascavel, que comporta até 300 pessoas e está localizado no Centro da cidade. A expectativa de inauguração da exibição é para fevereiro de 2022.

Maior museu de arte –
O Museu Oscar Niemeyer tem um consistente acervo que reúne pintura, gravura, desenho, fotografia, videoarte, escultura, instalações, mobiliário, objetos de design e maquetes de arquitetura. Na atual gestão, o acervo do MON foi triplicado, sendo composto hoje por cerca de 9.400 obras.

Abrigado em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados apenas para exposições, o MON é o maior museu de arte da América Latina.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo, Grupo Focus e Moinho Anaconda.

Serviço:
Museu Oscar Niemeyer (MON)
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON inaugura sua 16ª exposição virtual no Google Arts & Culture

O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura a exposição “Gente no MON”, do fotógrafo Dico Kremer, no Google Arts & Culture. É a 16ª exposição virtual do MON na plataforma.

Realização do próprio Museu, a mostra foi inaugurada em outubro de 2020, com curadoria do professor Fernando Bini. Reuniu 84 fotos selecionadas entre mais de 5 mil imagens de visitantes anônimos do MON entre março de 2016 e novembro de 2019.

GOOGLE ARTS & CULTURE – O MON ingressou na plataforma Google Arts & Culture em fevereiro de 2018, ao lado dos grandes museus do Brasil e do mundo. Além de “Gente no MON”, outras exposições estão disponíveis na plataforma. Entre elas: “Fernando Velloso por ele mesmo”; “O que é Original?”, de Marcelo Conrado; “Declaração de Princípios”, de Geraldo Leão; “Luz ≅ Matéria”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”; “Nos Pormenores um Universo – Centenário de Vilanova Artigas”; “Irmãos Campana”; “Não Está Claro até que a Noite Caia”, da artista Juliana Stein; “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira; “O Último Império”, de Serguei Maksimishin; “Man Ray em Paris”; “Antanas Sutkus: Um Olhar Livre” e “União Soviética Através das Câmeras”.

Lançado em 2011, o Google Arts & Culture tem parcerias com mais de 2 mil museus e instituições culturais em todo o mundo. O MON está entre os mais de 60 museus brasileiros desde fevereiro de 2018.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
Museu Oscar Niemeyer
“Gente no MON”, do fotógrafo Dico Kremer
Plataforma Google Arts & Culture
Disponível em https://bit.ly/MONGoogleArtsAndCulture

5 lugares para ver o pôr do sol em Curitiba

Curitiba é conhecida pelos dias frios e chuvosos, mas é também uma das capitais com o céu mais colorido do Brasil. Além de diversos parques com belíssimas paisagens, a cidade conta ainda com bares e restaurante com excelente vista para o pôr do sol. E o melhor: muitos deles ao som de boa música e excelente gastronomia. Confira cinco lugares em Curitiba para curtir o fim de tarde em ótima companhia:

Museu Oscar Niemeyer (Museu do Olho): O Museu do Olho é o lugar perfeito para curtir um happy hour com os amigos e apreciar o pôr do sol. Além do extenso gramado para piquenique, a região conta com diversas opções de bares e restaurantes para embalar o fim de tarde, entre eles o Porks, com cardápio repleto de petiscos feitos com carne de porco, cervejas regionais e música ao vivo.

Parque Barigui: A harmonia do lago Barigui emoldurado pelos prédios da região garante um fim de tarde incrível para todos que transitam pelo parque. Se a fome bater, o restaurante do parque oferece um deck com variado cardápio de entradas, saladas, carnes, peixes e sobremesas para embalar a vista do pôr do sol curitibano.

Praça Abílio de Abreu (Pista do Guabi): Famosa entre os jovens skatistas e apaixonados por carrinho de rolimã, a Pista do Guabi é uma alternativa para quem deseja curtir o fim de tarde em um espaço público diferente. E para quem não dispensa um bom chope e ótimos petiscos na hora de assistir ao pôr do sol, logo atrás da praça está localizada a mais nova loja da rede Porks, com cardápio a preços juntos e que cabem em todos os bolsos.

Praça das Nações: Por estar localizada em um dos pontos mais altos de Curitiba, a Praça das Nações tem uma vista privilegiada do pôr do sol. Quem passar pela região no fim de tarde com certeza vai notar muitas famílias sentadas na mureta da praça enquanto assistem ao espetáculo da natureza e apreciam o tradicional caldo de cana que há anos é servido por lá.

Terrazza 40: Localizado em um dos mais altos edifícios de Curitiba, o Observatório Panorâmico do Champagnat Tower, o restaurante Terrazza 40 é a opção certa para quem busca um lugar mais sofisticado para assistir ao pôr do sol. Além de vasto cardápio mediterrâneo, o restaurante conta com bar diversificado, atendimento impecável e uma linda vista de Curitiba.

Uma Cartografia Mítica da Escarpa Devoniana

Segue aberta para visitação até 18 de julho, no Museu da Fotografia do Solar do Barão, a exposição “Cartografia Mítica da Escarpa Devoniana”, com mapas, objetos, fotografias e vídeos que compõem uma proposta “work in progress”, iniciada em 2020 pela artista visual Maria Baptista.

Os trabalhos foram produzidos durante a passagem dela por cidades como Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa e Tibagi, que integram a Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, região de rica biodiversidade marcada pelo encontro dos biomas da Mata Atlântica com o Cerrado. Também fazem parte da exposição trabalhos anteriores, de 2018 e 2019, produzidos durante imersões nesse mesmo contexto geográfico.

Cada passo da pesquisa pode ser conhecido no website www.cartografiamitica.wordpress.com.

Interessados podem agendar uma visita guiada com Maria Baptista, pelo instagram (@gutabap). O Solar do Barão está aberto de terça a domingo das 12 às 18h, com todos os protocolos de segurança. Também é possível agendar visita guiada diretamente com a artista,

O Projeto é realizado com apoio do Fundo Municipal de Cultura – Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba

Serviço:
Local: Museu da Fotografia Cidade de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533 - Solar do Barão).
Horário de visitação. Até 18 de julho, de terça a domingo, das 12h às 18h. Respeitando o protocolo de saúde com uso obrigatório de máscara, álcool gel e distanciamento. Com no máximo 4 pessoas em sala.
Informações: 3321-3240
Agendamento de visitas guiadas pelo instagram: @gutabap

Arte dentro de casa: museus e eventos culturais com exposições virtuais

Ícones nacionais da arte, da Pinacoteca à Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, contam com atrações gratuitas em meios digitais

CURITIBA, 15/06/2021 – O acesso à arte e cultura, ainda que limitado pela pandemia, continua sendo essencial às pessoas. Conhecer artistas e obras, revisitar importantes períodos históricos do Brasil e apreciar a produção cultural do país são ótimas pedidas. Ainda que muitos espaços estejam fechados ou com visitas limitadas, plataformas digitais fornecem conteúdo e qualidade para o público.

Confira uma lista de indicações:

Bienal On-Line: Ação digital da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, a Bienal On-Line apresenta muito conteúdo gratuito pelas redes sociais. Até dezembro, o evento tem programação de exposições, lives e bate-papos, entre outras atividades como a chamada aberta para artistas divulgarem seus trabalhos nos stories do Instagram @bienaldecuritiba. Pintura, escultura, vídeoarte, design e arquitetura, entre muitos outros, são apresentados na Bienal, que celebra discussões sobre responsabilidade socioambiental, tecnologia e arte. Mais informações em www.instagram.com/bienaldecuritiba e bienaldecuritiba.com.br.

Museu do Amanhã: Localizado no Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã é dedicado à ciência. Foi inaugurado em 2015 com a proposta de pensar o futuro, sobre como podemos moldar os próximos 50 anos. Discussões ambientais, de sustentabilidade e convivência são promovidas pelo espaço e por suas exposições. A visita virtual apresenta fotos, vídeos e áudios explicando o conceito dos detalhes da construção, das obras de arte e das pesquisas que ganham as paredes do museu. Confira em: https://museudoamanha.org.br/tourvirtualpratodomundo/.

Museu Oscar Niemeyer: Com um espaço de 35 mil metros quadrados de área construída, é considerado o maior museu de arte da América Latina. Contando com acervo próprio e recebendo grandes exposições, já realizou desde 2002mais de 350 mostras nacionais, internacionais e itinerantes. No site, é possível conferir informações e imagens de algumas destas atrações. A visita virtual 3D destaca os espaços do MON, do famoso Olho ao jardim de esculturas, passando pelas maquetes e até uma sala de exposição. Disponível em www.museuoscarniemeyer.org.br/visite/visita-virtual-3D.

Pinacoteca de São Paulo: Fundada em 1905, a Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais, destacando produções a partir do século XIX até hoje. Seu cervo conta com 11 mil peças, incluindo nomes que mudaram os rumos da arte brasileira, como Tarsila do Amaral e Candido Portinari. A visita virtual conta com vídeo pelos corredores do prédio centenário que abriga o museu e a apreciação de obras, com explicações e links para entender a trajetória da arte brasileira. Mais em pinacoteca.org.br/visite/tour-virtual.

Museu Nacional de Belas Artes: Localizado no Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes abriga o maior acervo de obras de arte do século XIX. Inaugurado em 1938, abriga pinturas e esculturas de variados temas, desde um conjunto de esculturas africanas e arte decorativa até mobiliário e obras de arte popular e sacra. Documentos, livros, desenhos e objetos históricos também completam o acervo. Há dois roteiros de visita disponíveis, além da visualização de coleções, em artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes.

Legado do artista João Turin pode ser apreciado em um dos maiores jardins de esculturas do Brasil

E em memorial que reúne quase 100 obras

Memorial Paranista João Turin - foto Maringas Maciel (1).jpeg

Lide Multimídia - O escultor João Turin (1878-1949) é o grande destaque do Memorial Paranista, inaugurado em 14 de maio no Parque São Lourenço, em Curitiba. O novo espaço conta com 78 obras de Turin em uma exposição permanente, que pode ser visitada gratuitamente com agendamento antecipado pela internet (www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista) limitada a pequenos grupos em razão das medidas de prevenção de covid-19. O local guarda a memória do Paranismo, movimento artístico que exalta a identidade do estado do Paraná. Na área externa foi construído um dos maiores jardins de esculturas do Brasil, com 15 obras de Turin ampliadas em bronze. Ao todo, são quase 100 obras reunidas no Parque em uma junção de esforços entre Prefeitura de Curitiba (coordenadora geral do projeto), Copel, Família Lago (detentora dos direitos autorais de João Turin) e Governo do Estado do Paraná.

Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://www.youtube.com/watch?v=0ZevRuwdti8

Memorial-Paranista-João-Turin---foto-Maringas-Maciel-(5).jpg

MON estará aberto também às segundas-feiras

O Museu Oscar Niemeyer (MON) tem uma novidade aos seus visitantes: a partir de 24 de maio, passará a abrir também às segundas-feiras. A iniciativa tem o objetivo de oferecer mais uma opção para que o público visite o local em segurança, dentro do rígido protocolo sanitário que, entre outras questões, determina a limitação de pessoas para garantir o distanciamento seguro durante a pandemia.

De acordo com a determinação da Superintendência de Cultura do Paraná, o MON estará fechado neste sábado e domingo (22 e 23/5).

“A ideia é oferecer um dia a mais da semana como opção para que o público visite o MON em segurança e tranquilidade”, explica a diretora-presidente da instituição, Juliana Vosnika.
Ela lembra que um dos itens do rigoroso protocolo sanitário aprovado pela Secretaria de Estado da Saúde prevê público reduzido e limites individuais em cada sala expositiva, de acordo com o tamanho de cada uma.

O amplo espaço físico de 35 mil metros quadrados faz com que o MON, maior museu de arte da América Latina, seja uma das opções mais seguras de lazer durante a pandemia.
“É importante que o Museu continue sendo um espaço vivo e atuante e que a arte levada até o público possa ter um papel inspirador”, comenta Juliana. “Além de conteúdo, o Museu oferece aos visitantes leveza, entretenimento e descontração de maneira muito segura”, diz.

Outra medida adotada foi a substituição de todo o material impresso, como guias e folders, por versões digitais, disponíveis por QR codes. O protocolo completo de segurança do MON está disponível aqui: bit.ly/protocolomon.

Conteúdo
Várias exposições estão em cartaz atualmente no MON. São elas: “A Travessia do Desastre”, de François Andes; “Schwanke, uma Poética Labiríntica”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Segunda Edição”; “Japonésia”, de Naoki Ishikawa; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Luz ≅ Matéria”; “África, Mãe de Todos Nós”; “Museu em Construção”; “Espaço
Niemeyer”; “Cones” e obras do Pátio das Esculturas.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina. No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço:
Museu Oscar Niemeyer
Aberto ao público: de segunda a sexta, das 10h às 18h
www.museuoscarniemeyer.org.br