Peças milenares, Andy Warhol, Tarsila do Amaral; conheça as raridades do acervo do MON

Maior museu de arte da América Latina abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de coleções asiática e africana. O acervo é de aproximadamente 14 mil obras de arte.
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Está no acervo do MON a serigrafia “The Shadow” (1981), de Andy Warhol, artista plástico americano e principal nome do movimento Pop Art
Foto: Gabriel Rosa/AEN

Qual é a menor e a maior obra do acervo do Museu Oscar Niemeyer (MON)? E a mais antiga? Você sabe, por exemplo, qual poderia ser considerada a mais rara ou artisticamente valiosa?

O MON é o maior museu de arte da América Latina e abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de coleções asiática e africana. São mais de 35 mil metros quadrados de área construída e um respeitável acervo com aproximadamente 14 mil obras de arte.

Embora projetado em 1967 para ser a sede do Instituto de Educação do Paraná, o edifício principal que hoje abriga o MON passou a ser utilizado para sediar algumas secretarias estaduais assim que inaugurado na década de 1970.

Em 2001, a área foi transformada em museu. O prédio antigo passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho (devido ao seu formato arquitetônico). Inicialmente batizado de NovoMuseu, o MON foi inaugurado em 22 de novembro de 2002.

Saiba algumas curiosidades sobre os edifícios, ambos projetados pelo Oscar Niemeyer, figura-chave da arquitetura moderna e um dos responsáveis pelo projeto da capital federal Brasília, bem como da coleção permanente da instituição:

OBRAS MAIS ANTIGAS
A obra mais antiga do acervo do MON faz parte da coleção asiática, doada ao Museu em 2018, e que conta com aproximadamente 3 mil peças, algumas datadas de 3 mil anos antes de Cristo. Mas se olharmos apenas para o setor pictórico do acervo, a obra mais antiga é o grafite sobre papel “Floresta do Litoral Paranaense” (1901), do artista Guilherme William Michaud.

OBRAS MAIS RARAS
Entre as obras mais raras ou artisticamente valiosas está o óleo sobre tela “Cena de Mar” (sem data), do artista paranaense Miguel Bakun - artista cuja obra será exposta na exposição “Miguel Bakun: O Olhar de uma Coleção”.

Também podem ser destacados o grafite sobre papel “Autorretrato Sentada” (1923), de Tarsila do Amaral, um dos principais nomes do modernismo no Brasil, e a serigrafia com pó mineral diamante sobre papel “The Shadow” (1981), de Andy Warhol, artista plástico americano e principal nome do movimento Pop Art iniciado nos anos 1960 nos Estados Unidos.
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Foto: Gabriel Rosa/AEN

OBRA DE MENOR E MAIOR TAMANHO
No quesito tamanho, dentro de setor pictórico do acervo, a menor obra é o nanquim sobre papel “Paisagem na Janela (apart hotel Paineira – Curitiba), da série diário gráfico” (1984), com 8 x 8,7cm, da artista Didonet Thomaz. A maior é a pintura encaustica sobre madeira “Paisagem Deslocada” (2006), de Marcus André, com 3,2 x 13,2m.

JARDINS DE INVERNO
Os jardins de inverno do prédio antigo do MON são uma solução encontrada por Oscar Niemeyer para que o interior do edifício - que contém fachadas cegas - ganhasse iluminação natural. Isso permitiria que as salas de aula, segundo o projeto original para o Instituto de Educação, se ligassem com o exterior, recebendo a iluminação e ventilação necessária, mas sem a ocorrência de ruídos, o que poderia perturbar os alunos.

VÃO LIVRE
O famoso vão livre do MON foi projetado para ter 100 metros, mas acabou sendo construído com 65 mestros, o que o colocava, quando inaugurado (1978), como o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Museu de Arte de Sçao Paulo (Masp), que tem 74 metros. O vão livre foi possível graças a uma viga protendida criada com cabos de aço importados da Suíça.

Atualmente, a Biblioteca Latino Americana Victor Civita, no Memorial da America Latina, em São Paulo, também arquitetada por Oscar Niemeyer, possui um vão livre de 90 metros de extensão, sendo, provavelmente, o maior vão livre da América Latina. Outro recorde do arquiteto Oscar Niemeyer nesse assunto é o maior vão livre flutuante do mundo, o Palácio Tiradentes, sede do governo estadual de Minas Gerais, com 147,50 metros.
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Foto: Gabriel Rosa/AEN

ESTILO
Apesar de a aparência do edifício antigo remeter às características do Brutalismo, estilo desenvolvido a partir da década de 1950 e que defende a visão natural da estrutura, dispensando ornamentações, a produção de Niemeyer não se enquadra nesse estilo.

A Escola Paulista de Arquitetura, encabeçada pelo arquiteto curitibano Vilanova Artigas, outro nome referência da arquitetura modernista no país, foi a que mais trabalhou com o Brutalismo. Oscar Niemeyer, por sua vez, da Escola Carioca de Arquitetura e influenciado pelo francês Le Corbusier - um dos principais nomes da arquitetura do século XX - segue outras vertentes, sendo sua produção melhor inserida no International Style. Há, contudo, na produção de Niemeyer do final da década de 1960, características que se assemelham ao Brutalismo, como o concreto aparente e monobloco.

No edifício que abriga o MON, há ainda a iluminação zenital, vão livre e balanço amplo (extremidades suspensas), tais características forçam pesquisadores a encontrar um possível entrelaçamento de estilos, a buscar semelhanças que qualifiquem e aproximem a obra de Niemeyer com o Brutalismo.

MAIOR PÚBLICO
Em 2024, o Museu Oscar Niemeyer registrou o maior público de sua história: 712.196 pessoas. O número é 41% superior ao total de 2023, que havia sido de 503 mil visitantes. Nos últimos três anos, o MON vem numa curva ascendente, superando seus próprios recordes anteriores. Do total de 2024, 75% foram ingressos gratuitos.

Aproveite as férias para conhecer o “Olho da Noite”, a exposição internacional do MON

São 25 obras em grandes dimensões compostas por materiais como vidro e aço que estão dispostas no Olho, nos Espaços Araucária 1 e 2 e na área externa (espelho d’água) do museu.

O Museu Oscar Niemeyer (MON) está com uma exposição internacional em cartaz: o “O Olho da Noite”, do artista francês Jean-Michel Othoniel. São 25 obras em grandes dimensões compostas por materiais diversos como vidro espelhado e aço inoxidável, vidro espelhado e madeira, e aço e folhas douradas. As esculturas estão no Olho, nos Espaços Araucária 1 e 2 e na área externa (espelho d’água). A curadoria é de Marc Pottier e fica em cartaz no museu até o dia 25 de maio de 2025.

“Cada mostra realizada pelo MON em seu icônico Olho é singular. O que o público vê é sempre a soma do talento de um grande artista, neste caso, o contemporâneo francês Jean-Michel Othoniel, com um espaço expositivo único e deslumbrante, considerado por si só uma obra de arte, projetada pelo mestre Oscar Niemeyer”, explica a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

“A genialidade de Othoniel supera qualquer expectativa ao transformar a sala expositiva numa espécie de grande planetário, com os signos do zodíaco flutuando em forma de 12 esculturas em vidro soprado”, comenta.

No chão, está um mar de tijolos de vidros azuis que refletem, ao mesmo tempo, a constelação e o arco imaginado pelo arquiteto, numa combinação surpreendente.

“Como se não coubesse apenas dentro do espaço expositivo do Museu, a obra de Othoniel extravasa. Aos pés do prédio do Olho, o público verá grandes esculturas abstratas, inspiradas em flores, que flutuam no espelho d’água, causando um efeito surreal”, diz Juliana. Ela explica que essa vem sendo uma premissa do Museu: romper limites físicos e extrapolar os locais originalmente destinados às exposições, invadindo outros espaços.

O Olho da Noite

O curador explica que o título da exposição evoca o formato do prédio onde está a sala expositiva. “O edifício excepcional e este ‘olho’ elevado, construído por Niemeyer, é um lugar muito mais complexo do que parece, apesar da simplicidade do seu design”, comenta Pottier. “O teto é curvo e as paredes de ambos os lados são de vidro, como se estivessem suspensas acima do solo”.

Pottier explica a opção de instalar grandes esculturas abstratas, inspiradas em flores, no espelho d’água externo. “Assim como a construção de Niemeyer, que seria inspirada na Araucária, árvore simbólica da região paranaense, ele fez questão de que seus lótus subissem acima da água exibindo seus reflexos”, diz. Essas esculturas, que são monumentais, parecem relativamente pequenas em comparação com o gigantismo do edifício e são uma homenagem à paixão de Niemeyer pela botânica”.

Jean-Michel Othoniel conta que, quando era um jovem artista, teve a oportunidade de conhecer pessoalmente Oscar Niemeyer, na casa do arquiteto, no Rio de Janeiro. “A lembrança de contemplar as estrelas com ele através de uma grande janela, como se estivesse de frente para o universo curvo de Brasília, deixou uma profunda impressão em mim”, diz. “Foi nessa memória poética que minha primeira grande exposição individual no Brasil foi construída”, afirma o artista.

O artista

Jean-Michel Othoniel (França, 1964) é um artista contemporâneo que vive e trabalha em Paris. Multidisciplinar, desde o final da década de 1980, Othoniel trabalhou em diversas áreas: do desenho à escultura, da instalação à fotografia e da escrita à performance. Em 1993, começou a usar vidro, que se tornou sua marca registrada.

Desde a primeira encomenda pública em Paris, em 2000, “Le Kiosque des Noctambules”, o seu trabalho tem sido exibido tanto em museus como em espaços públicos. Entre eles, o projeto de esculturas de fontes em vidro dourado nos jardins do Château de Versailles, “Les Belles Danses”, e “Alfa”, uma instalação para o novo Museu Nacional do Qatar, com 114 esculturas de fontes. Em 2019, uma nova série de pinturas entrou na coleção permanente do Museu do Louvre.

Jean-Michel Othoniel realizou grandes exposições em todo o mundo desde a sua participação na Documenta de Kassel em 1992. Teve uma importante retrospectiva no Centre Georges Pompidou, em Paris: “My Way”. Esta foi exposta no Leeum Samsung Museum of Art/Plateau, em Seul; no Museu Hara de Arte Contemporânea, em Tóquio; no Museu de Arte de Macau, e no Museu do Brooklyn, em Nova Iorque.

Nos últimos anos, Othoniel expôs em museus e jardins no Petit Palais, em Paris; no Museu de Arte de Seul e no Jardim Botânico do Brooklyn. Atualmente, suas obras estão em alguns dos mais renomados museus de arte contemporânea, fundações e coleções particulares do mundo.

Jean-Michel Othoniel é representado pelas galerias Perrotin, Simões de Assis e Kukje.

Sobre o MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço

“O Olho da Noite” – Jean-Michel Othoniel

Em cartaz até: 25/05/2025
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h (acesso até as 17h30)

Ingressos: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada - Entrada gratuita toda quarta-feira

Olho, Espaços Araucária e área externa (espelho d’água)
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 - Centro Cívico

www.museuoscarniemeyer.org.br
https://www.instagram.com/museuoscarniemeyer/

Quinteto de cordas e soprano levam música clássica de compositores paranaenses a museus de Curitiba

As apresentações do projeto ‘Composições Paranaenses: A Música Pede Passagem’ serão gratuitas e irão circular por museus da cidade no mês de outubro. Conversa didática, oficina de musicalização, intérprete de libras e visita guiada aos espaços também serão oferecidas ao público. O primeiro concerto será no MON, dia 16 (quarta).

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Projeto ‘Composições Paranaenses: A Música Pede Passagem’ irá levar música clássica
de compositores paranaenses a museus de Curitiba durante o mês de outubro.
A estreia será dia 16, com apresentações no MON. (Foto Edição 2021: Josnel Garcia de Carvalho)

O projeto ‘Composições Paranaenses: A Música Pede Passagem’ - Edição Museus 2024 tem como objetivo levar a música clássica, de autoria exclusiva de compositores paranaenses, a espaços públicos não convencionais. A primeira edição de 2021 circulou pelas Ruas da Cidadania. Desta vez, as apresentações serão realizadas em seis Museus da cidade. Após cada concerto o público poderá apreciar uma conversa didática sobre o trabalho e terá também a oportunidade de fazer uma visita guiada no espaço. A estreia será dia 16 de outubro (quarta-feira), com apresentações em dois horários, às 14h e às 15h30, no Museu Oscar Niemeyer (MON), no Auditório Poty Lazzarotto.

O grupo de músicos é formado por um quinteto de cordas: Vitor Andrade – (violinista); Ricardo Molter (violinista); Jader Cruz (violista); Samuel Pessatti (violoncelista); Rafael Rodrigues – (contrabaixista) e a soprano Luciana Melamed.

A entrada é gratuita. Além do público espontâneo, as apresentações contarão com agendamento de alunos da rede pública de ensino e de instituições que atendem pessoas surdas. Todos os concertos irão contar com intérprete de libras.

O programa é dedicado exclusivamente aos compositores paranaenses: Alceo Bocchino (Canção de Inverno); Bento Mossurunga (Ondas do Iapó); Henrique de Curitiba (Seis Poemas de Helena Kolody, Vocalize e Suíte Brasileira) e Rogério Krieger (Frevo com Batuque, Capoeira e Fandango).

Como contrapartida social, o projeto oferece também oficinas de musicalização corporal.

O projeto é uma realização da Catálise Produções Culturais, com coordenação de Cristiano Nagel, direção artística de Vitor Andrade e produção de Lilyan de Souza e Josnel Garcia de Carvalho.

Este projeto é realizado por meio da Lei Municipal Complementar 57/2005 do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. Incentivo: Grupo Positivo

A programação conta com 12 apresentações:

16/10 (quarta) – 14h e 15h30 / Museu Oscar Niemeyer (MON) - Auditório Poty Lazzarotto (Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico).

17/10 (quinta) – 14h e 15h30 / Museu da Vida (Rua Jacarezinho, 1691 – Mercês).

23/10 (quarta) – 14h e 15h30 / Museu de Arte Contemporânea de Curitiba – MAC (Rua Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico).

24/10 (quinta) – 14h e 15h30 / Museu da Imagem e do Som – MIS (Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro).

30/10 (quarta) – 14h e 15h30 / Museu de Arte Indígena – MAI (Av. Água Verde, 1413 - Água Verde).

31/10 (quinta) – 14h e 15h30 / Museu Alfredo Andersen (R. Mateus Leme, 336 – São Francisco).

Ficha Técnica

Soprano - Luciana Melamed

Violino I /Ensaiador -Ricardo Molter

Violino II - Vitor Andrade

Viola - Jader Cruz

Violoncelo - Samuel Pessatti

Contrabaixo - Rafael Rodrigues

Intérprete de Libras - Ravena Abreu

Arranjador- Adailton Pupia

Direção Artística - Vitor Andrade

Coordenação – Cristiano Nagel

Produção – Lilyan Cristina de Souza e Josnel Garcia de Carvalho

Assistência de Produção – Gabriel Santinelli e Zayin F.

Sonorização – Eduardo Schoten e Josnel Garcia de Carvalho

Designer Gráfico – Mariana Citon

Assessoria de Imprensa – Glaucia Domingos

Serviço:

O que: Concerto ‘Composições Paranaenses: A Música Pede Passagem’

Quando: de 16 a 31 de outubro (quartas e quintas)

Onde: MON, Museu da Vida, MAC, MIS, MAI e Alfredo Andersen

Que horas: sempre às 14h e 15h30

Quanto: Gratuito

Informações: 41 99899 0503

Redes Sociais: https://www.instagram.com/composicoes_paranaenses/

Sobre os compositores

Alceo Bocchino (1918 – 2013), maestro curitibano, parceiro de Villa Lobos, professor de Tom Jobim. O compositor aos 5 anos já tocava piano em festivais de arte.
Diplomou-se em piano pelo Conservatório de Salzburgo, Áustria. Após sua passagem como professor de piano, na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, e de fisiologia da voz, no Conservatório de Santos, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como diretor musical das rádios Mayrink Veiga e Mundial. Foi um dos dois principais colegas e colaboradores musicais de Villa-Lobos, trabalhando como revisor e executor ao piano, geralmente à primeira vista. Por esta capacidade notável de ler e reduzir as partituras instantaneamente, Villa-Lobos lhe chamava carinhosamente de "Cachorrão", segundo relato do próprio Bocchino.
Em 1985, tornou-se o fundador e maestro titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, cargo que ocupou por diversos anos e atualmente era seu maestro Emérito. De sua obra Modinha e Fuga e Canção de Inverno.

Zbigniew Henrique Morozowicz (1934 – 2008), mais conhecido como Henrique de Curitiba. Um dos maiores compositores de sua geração e do estado, Henrique começou seus estudos musicais com sua mãe que era pianista, Wanda Lachowski. Em 1953, graduou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Teve uma longa carreira internacional, estudou piano com Henry Jolles e composição com H. J. Koellreuter, na Escola Livre de Música de São Paulo. Aperfeiçoou-se na Polônia na Escola Superior de Música de Varsóvia e fez mestrado em Composição Musical no Ithaca College de New York. Compôs mais de 150 obras, entre elas muitas peças para coral e para voz, gêneros nos quais se destacam. Eles elas, Seis Poemas, de Helena Kolody, e Suite Brasileira, que serão executadas durante o projeto Composições Paranaenses, a música pede passagem. Sua família ainda hoje enriquece a vida cultural, com a presença de seu irmão Norton Morozowicz, importante músico e maestro brasileiro e de Milena Morozowicz, bailarina e coreógrafa.

Bento Mossurunga (1879 – 1970), conhecido por ser o compositor do hino do Paraná e de Curitiba, Bento é natural de Castro. Ainda pequeno aprendeu a tocar violinha sertaneja, tendo crescido entre violeiros populares e ouvindo música produzida por escravos libertos que moravam numa colônia próxima à sua casa. Mudou-se para Curitiba em 1895, onde prosseguiu seus estudos na Escola de Belas Artes. Além de estudar, trabalhava numa loja de chapéus e frequentava o Grêmio Musical Carlos Gomes, tendo convivido com os compositores e músicos da época. Viveu no Rio de Janeiro por 25 anos, onde exerceu as atividades de pianista, violinista, regente e compositor. Em Curitiba criou a Orquestra Estudantil de Concertos, que viria a ser mais tarde a Orquestra Sinfônica da UFPR. Foi professor de canto orfeônico no Colégio Estadual do Paraná e um dos fundadores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba em 1956.

Rogério Krieger (1962- 2023), nascido em Curitiba foi um destacado compositor e maestro. Recebeu suas primeiras lições de música com seu avô, Aldo Krieger. Formou-se em música pela Escola de Música e Belas Arte do Paraná. Foi o fundador e maestro titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, onde também atuou como maestro emérito. Estudou regência e composição com renomados mestres e suas obras foram executadas internacionalmente. Em 2004 foi o primeiro brasileiro a ser interpretado pela Orquestra Sinfônica de Ankara, Turquia. Em 2011, recebeu o Prêmio Funarte de composição clássica.

Sobre os músicos

Luciana Melamed – soprano, atualmente a cantora é solista da Camerata Antiqua de Curitiba. Estudou canto com a cantora e professora Neyde Thomas. É bacharel e mestre em canto pela Universidade Mozarteum Salzburg, na Áustria, classe de Barbara Bonney. Na Universidade de Indiana (EUA) diplomou-se em Performance com a professora Virgínia Zeani. Foi vencedora do primeiro grande prêmio no V concurso de canto Bidu Sayão, em Belém do Pará, ganhou também prêmios nos concursos Maria Callas em Jacareí e Carlos Gomes em Campinas, além de ter sido finalista em diversos concursos internacionais na Europa e Estados Unidos.
Trabalhou com maestros como Maurice Peress, Christopher Zimmermann, Josef Wallnig, Maurizio Arena, Adam Fischer, Yoram David, Alessandro Sangiorgi, Roberto Duarte, Manfred Schmidt, Osvaldo Colarusso, Alceo Bocchino, Massimiliano Carraro, Stefan Geiger e Luis Otavio Santos, entre outros. No ano de 2013 debutou no Teatro Municipal de São Paulo, como Donna Anna, na produção da ópera Don Giovanni de W.A. Mozart.
Vitor Andrade - violinista, proponente do projeto, é músico integrante da Camerata Antiqua de Curitiba desde 2013 e membro fundador da Orquestra Paranaense de Tango, com ampla experiência na música clássica. Formado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná/UNESPAR. Já integrou também a Camerata Dona Francisca (Joinville/SC), Orquestra Sinfônica da EMBAP e Orquestra da Cidade de Ponta Grossa.
Ricardo Molter - violinista spalla da Orquestra Sinfônica do Paraná. Toca desde os dez anos de idade. Foi spalla da Orquestra Sinfônica Cidade de Ponta Grossa de 2010 a 2013. Atuou por cinco anos como concertino, spalla, solista e camerista da Camerata Antiqua de Curitiba. Bacharel em violino pela EMBAP/UNESPAR (2014) e mestre em música pela UEM (2023), foi aluno de Paulo Lückmann, Marco Damm, Paulo Bosísio e Winston Ramalho.
Jader Cruz - violista, arranjador e compositor formado pela Academia de Música da OSESP sob a orientação de Horácio Schaeffer. Integra a Orquestra Sinfônica do Paraná e a Orquestra Paranaense de Tango, o Quarteto Poty e a orquestra Anima Musicale. Já fez parte de importantes orquestras brasileiras como a Orquestra do Teatro São Pedro (SP) e a Orquestra Filarmônica de Goiás, onde fez a estreia brasileira de grandes obras do século XX e gravou a integral das Sinfonias de Cláudio Santoro pelo selo NAXOS. Como convidado, já trabalhou junto à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e à Orquestra Sinfônica Brasileira.
Samuel Pessatti – violoncelista, iniciou seus estudos no violoncelo aos 6 anos, é bacharel em Violoncelo pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Foi solista com a Orquestra Filarmônica da UFPR e convidado para tocar com a Orquestra de Câmara do Conservatório de Winterthur. Já atuou como primeiro violoncelo na Orquestra de Blumenau, Orquestra Filarmonia Santa Catarina, Orquestra da EMBAP, Orquestra Filarmônica da UFPR, Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa. Atualmente integra o Quarteto Poty, desempenhando um intenso trabalho de Música de Câmara. É professor de violoncelo e de música de câmara no Musicarium Academia Filarmônica.
Rafael Rodrigues – contrabaixista, graduado pela Universidade Metropolitana de Santos e aluno da Escola de Música do Estado de São Paulo, atuou como músico das Orquestras Jovem do Estado de São Paulo, Sinfônica Heliópolis, Sinfônica Villa Lobos, Camerata Fukuda, Jovem Municipal de Guarulhos e Banda Sinfônica do Exército, Orquestra Bachiana Filarmônica SESI-SP, tendo participado de concertos nos principais teatros nacionais, bem como no Avery Fischer Hall - Lincoln Center, em Nova Iorque, e no Broward Center, em Fort Lauderdale. Atuou como músico convidado nas Orquestras Sinfônica de Santo André, Sinfônica Municipal de Santos, Sinfônica Municipal de Campinas. Foi solista junto à Orquestra Antunes Câmara, ao Fukuda Cello Ensemble e à Banda Sinfônica do Exército.

Inédito – Shopping Estação realiza “Uma noite no Museu Ferroviário” para comemorar o Dia das Crianças

A programação para o fim de semana também contará com oficinas gratuitas e abertas ao público

Na data em que se comemora o Dia das Crianças, 12 de outubro, o Shopping Estação realiza uma ação inédita e que vai despertar a curiosidade e a imaginação dos pequenos. Que tal passar uma noite no museu, assim como no filme protagonizado por Ben Stiller, só que no Museu Ferroviário?

No local será montado um mini acampamento com muita diversão, jogos e oficinas recreativas, contação de histórias com personagens e ainda projeção de filme com direito a pipoca. O evento é gratuito e será realizado das 18h às 23h59. Foi pensado especialmente para crianças de quatro a 10 anos de idade, que deverão estar acompanhadas de pelo menos um dos pais e/ou responsáveis. As vagas são limitadas e as inscrições começam na quarta-feira (09/10), a partir das 11h, via aplicativo Podi.

“Quem nunca teve curiosidade de saber o que acontece depois que o shopping fecha, ou de descobrir os mistérios por trás de um museu que carrega tanta história? A nossa ideia é trazer as crianças para um mundo de novas descobertas, que elas possam redescobrir a história da cidade e do Estado em que moram, despertar o interesse pela cultura paranaense, em uma noite muito animada e divertida, assim como no filme “Uma Noite no Museu”, que encantou o mundo”, explica Allison Rodrigues, gerente de Marketing do Shopping Estação.

A programação Capi Convida continua no sábado (12/10) - com oficinas de miçangas, onde as crianças podem personalizar seus colares e pulseiras e, domingo (13/10) com oficinas de asas de borboletas e capas de heróis, os pequenos poderão customizar e montar do jeito que mais gostarem, abusando da criatividade. As oficinas serão gratuitas e abertas ao público por ordem de chegada, não é necessário realizar inscrição. Acontecem das 14h às 18h, e são destinadas a crianças de dois a 12 anos.

Mais informações no site www.shoppingestacao.com.br e nas redes sociais do empreendimento.

Serviço
Capi Convida: Uma noite no museu
Quando: 12/10, sábado, das 18h às 23h59.
Quanto: gratuito
Inscrição: vagas limitadas via app Podi (inscrições serão abertas quarta-feira 09/10 às 11h)

Capi Convida: oficina de miçangas
Quando: 12/10, sábado, das 14h às 18h.
Quanto: evento gratuito

Inscrição: não é necessário realizar inscrição

Capi Convida: oficina de asas de borboletas e capas de heróis
Quando: 13/10, domingo, das 14h às 18h.
Quanto: evento gratuito
Inscrição: não é necessário realizar inscrição

Av. Sete de Setembro, 2.775, Rebouças Curitiba (PR)
(41) 3094-5300
https://www.instagram.com/shopping_estacao/ | www.shoppingestacao.com.br
Sobre o Shopping Estação
O Shopping Estação é o shopping mais turístico de Curitiba, sendo um ponto de encontro e referência em entretenimento e gastronomia na cidade desde 1997, com um mix de mais de 150 lojas, entre compras, alimentação, serviços, comodidades e entretenimento. Além disso, reúne parte da história de Curitiba no Museu Ferroviário, único museu dentro de um shopping no Brasil. Inaugurado em 14 de novembro de 1997, há 26 anos o Shopping Estação tem participação ativa na vida dos curitibanos e de milhares de turistas que passam pela capital paranaense.
Imagem: Priscilla Fiedler

 Praça em Curitiba vira “galeria ao ar livre” com obras de Alfredo Andersen & Reinaugura

Meu amado e falecido pai Dirceu Antônio Andersen, com muita honra neto de Alfredo Andersen na inauguração da praça reinaugurada ontem!
#pracaalfredoandersen
@museualfredoandersen
 O Museu Alfredo Andersen é de administração do Governo do Estado, Luiz Gustavo Vardânega Vidal Pinto, diretor do Museu Casa Alfredo Andersen
 Praça em Curitiba vira “galeria ao ar livre” com obras de Alfredo Andersen

Projeto busca aproximar a arte do cotidiano da cidade; obras do artista estão em frente ao Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba
Fonte - Redação Bem Paraná | 01/10/2024 às 23h00

Galeria ao ar livre da Praça Alfredo Andersen já está aberta ao públicoGaleria ao ar livre: são 17 paineis em totens com as obras do artista (Kraw Penas/SEEC-PR)

Uma “Galeria ao ar livre” leva obras de Alfredo Andersen até a praça que leva o nome do pintor, considerado o pai da pintura paranaense. O Museu Casa Alfredo Andersen inaugurou na segunda-feira (3) a Galeria da Praça, um espaço a céu aberto que expõe reproduções de 17 obras do pintor em totens ao longo da praça..
O projeto, que busca aproximar a arte do cotidiano da cidade, está localizado na Praça Alfredo Andersen, entre as ruas Capitão Souza Franco e Augusto Stellfeld, em frente ao Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba.

As obras selecionadas, incluindo Vista do Alto da Glória e Vila Velha, retratam o antigo cotidiano do Paraná sob o olhar de Andersen, cuja trajetória artística deixou um grande legado na representação da paisagem local e na formação de novos artistas no Estado.

O pintor norueguês, que chegou ao Brasil em 1892, encontrou no Paraná o cenário ideal para desenvolver sua arte, influenciando gerações e contribuindo para a consolidação da pintura paranaense.

“Projetos como este tornam a arte mais acessível, integrando o espaço urbano à nossa história da arte. Ao trazer essas imagens para a praça que leva seu nome, o Museu amplia a presença de Andersen na vida da cidade”, disse Luciana Casagrande Pereira, secretária de Estado da Cultura.
Para o diretor do Museu Casa, Luiz Gustavo Vardânega Vidal Pinto, o projeto é uma maneira de conectar a comunidade com a história da arte paranaense. “A Galeria transforma o espaço público em um museu a céu aberto, permitindo que as pessoas, no seu cotidiano, possam ter acesso a obras que normalmente veriam dentro do museu. Isso gera uma relação mais espontânea e significativa com a cultura”, disse.

Maquiador oficial da Natura destaca a beleza como ferramenta de expressão no 1º Encontro com a Criatividade em Curitiba

Evento gratuito, realizado pelo Clube da Alice no Museu Oscar Niemeyer neste sábado (24), terá participação de Marcos Costa, maquiador oficial da marca de cosméticos

O 1º Encontro com a Criatividade do Clube da Alice, que ocorre neste sábado (24) no Museu Oscar Niemeyer, contará com a presença de Marcos Costa, maquiador oficial da Natura. Considerado uma referência no segmento de beleza, o especialista iniciou sua carreira como Consultor de Beleza da Natura e evoluiu para se tornar um renomado maquiador. Hoje, sua carreira brilhante inclui participações em semanas de moda internacionais e publicações de livros na área.

Em Curitiba, Marcos irá compartilhar sua expertise durante a apresentação "Beleza Criativa: Transforme-se com a Maquiagem", ensinando o uso de tendências no dia a dia. "A maquiagem mudou a minha vida e sei que pode mudar a vida de outras pessoas também. É uma forma de expressão, uma maneira de contar histórias e de empoderamento", afirma Marcos Costa. "Estou entusiasmado em participar deste evento inspirador e mostrar como a criatividade pode florescer, impulsionando o empreendedorismo e a autoestima”, conclui.

O “Encontro com a Criatividade”, que conta com o apoio da Natura, tem como objetivo fomentar o empreendedorismo feminino e a inovação. O bate papo com Marcos Costa, inserido no período da tarde, promete ser um dos pontos altos do evento, por oferecer uma perspectiva única sobre a relação entre beleza e criatividade.

"A Natura acredita no poder da beleza para transformar vidas e apoiar iniciativas que empoderam as mulheres", declara Erica Ribaldo, gerente de marketing da Natura. "A parceria com o Clube da Alice reforça também nosso compromisso com o empreendedorismo feminino e a criatividade", explica.

Além da participação de Marcos Costa, o evento contará com outras apresentações inspiradoras sobre cuidados pessoais, neurociência, tecnologia, redes sociais e adaptação a novos cenários, com nomes como a jornalista Andrea Sorgenfrei; e Cris Alessi, consultora de inovação e transformação e digital e Ex-Presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e do Conselho Municipal de Inovação.

A Natura ainda contará com um espaço de beleza para experimentação de produtos da marca, como Natura UNA, Natura Faces, Natura Chronos e Natura Lumina. O local será dedicado ao autocuidado, beleza e bem-estar e cada participante poderá vivenciar uma experiência preparada com muito carinho.

A programação completa e informações sobre inscrições estão disponíveis nas redes sociais do Clube da Alice: www.instagram.com/clubedaalice

Sobre a Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Conta com 1.8 milhões de consultoras na América Latina, sendo líder de beleza e cuidados pessoais na América Latina. Faz parte de Natura &Co, resultado da combinação entre as marcas Avon e Natura. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação de empresa B no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru e Malásia, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras, por meio do e-commerce, app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias. Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.

Exposição mais visitada do Museu Oscar Niemeyer,”João Turin: Vida, Obra, Arte”, completa 10 anos de sua inauguração

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Foto: Maringas Maciel

O mês de junho de 2024 marcou uma década desde que a exposição "João Turin: Vida, Obra, Arte" abriu suas portas no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, e se tornou uma referência na história da arte brasileira. Durante o período de oito meses em que esteve em cartaz (de 05/06/2014 a 22/02/2015), a mostra atraiu um extraordinário número de visitantes, alcançando a marca de 266 mil pessoas, tornando-se a mais visitada na história do MON.

Além de conquistar o público local, a exposição obteve reconhecimento internacional, assegurando seu lugar no ranking da revista britânica The Art Newspaper entre as mais visitadas do mundo em 2014. No Brasil, conquistou o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como a melhor exposição do ano. No mesmo evento de premiação promovido pela ABCA, arrebatou também o Prêmio Sérgio Milliet na categoria melhor livro de arte por “João Turin: Vida, Obra, Arte”, biografia escrita pelo jornalista, historiador, escritor e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite.

Esta foi a maior mostra sobre João Turin já realizada, após um intenso trabalho de resgate de ponta a ponta de todo o trabalho deixado pelo artista, promovida pela Família Ferrari Lago, que adquiriu os direitos patrimoniais sobre a obra de Turin, sendo responsável pela gestão de seu legado, composto por 410 obras.

O trabalho de resgate foi acompanhado por José Roberto Teixeira Leite, que além de escrever a biografia de Turin, foi curador da exposição, montada no privilegiado espaço conhecido como “Olho” do Museu Oscar Niemeyer. Contou não apenas com esculturas (arte pela qual Turin é mais conhecido), mas também por pinturas, desenhos e até projetos de design, inclusive em arquitetura e moda deixados pelo artista, mostrando o quanto era versátil.

Cerca de 130 obras em bronze foram apresentadas, sendo que grande parte ainda estava inédita até aquele momento. “João Turin não pôde fundir em bronze boa parte de suas esculturas, que permaneceram em gesso, guardadas há décadas por sua família”, afirma Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra de João Turin. “Durante o resgate de ponta a ponta, iniciado em 2013, montamos uma fundição para realizar a produção de mais de 100 obras de Turin em bronze. Muitas delas puderam ser vistas pela primeira vez na exposição no Museu Oscar Niemeyer”, completa.

Entre as peças expostas, uma parte considerável trazia onças e outros animais, mostrando porque Turin é consagrado como o maior escultor animalista brasileiro: “Marumbi”, “Luar do Sertão”, “Tigre esmagando a cobra”, entre outras. Os visitantes também puderam admirar “Frade Lendo”, escultura selecionada pelo governo brasileiro para presentear o Papa Francisco em sua visita ao Brasil em 2013. A mostra também contou com “Pietá” feita em 1917 na Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau, na França, tendo sobrevivido a um bombardeio na Segunda Guerra Mundial que arrasou com a cidade.

O público que passou pelo local pôde contemplar também pinturas, desenhos, documentos, vestidos feitos a partir de projetos deixados pelo artista, projetos de arquitetura e design, e até apreciar a reprodução do ateliê em que João Turin trabalhava.

A celebração destes 10 anos é um momento para refletir sobre como esta exposição ajudou a propagar a obra e a importância de João Turin, bem como solidificar um ponto de referência na cena cultural de Curitiba e além. A mostra viajou para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde foi apresentada de forma condensada no Museu Nacional de Belas Artes (em 2015) e na Pinacoteca de São Paulo (em 2016).

Redes sociais:
www.instagram.com/escultorjoaoturin
www.facebook.com/escultorjoaoturin

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Reprodução do ateliê de João Turin - Foto: Maringas Maciel

Últimos dias da exposição “35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível”

A mostra itinerante “35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível” poderá ser vista até domingo, 26 de maio, nas Salas 1 e 2 do Museu Oscar Niemeyer (MON).
A curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel propõe estratégias para enfrentar os desafios institucionais e curatoriais. Nesse sentido, a mostra explora as complexidades e as urgências do mundo contemporâneo, ao reunir pinturas, fotografias, documentários, vídeos, desenhos e instalações de diferentes materiais.
O MON, em parceria com a Fundação Bienal de São Paulo, apresenta nessa exposição um recorte especial de obras para Curitiba, que conta com 19 participantes. São eles: Anna Boghiguian, Katherine Dunham, Luana Vitra, Maya Deren, Min Tanaka, François Pain, Sonia Gomes, Tadáskía, Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami, Roseane Yariana Yanomami, Amos Gitaï, Dayanita Singh, Gabriel Gentil Tukano, Geraldine Javier, Morzaniel ɨramari, Rosana Paulino, Sammy Baloji e Zumví Arquivo Afro fotográfico.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Exposição “35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível”
Até 26 de maio
Salas 1 e 2

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Joana Vasconcelos é tema da edição de maio do Arte para Maiores

A edição de maio do programa Arte para Maiores (APM), do Museu Oscar Niemeyer (MON), destinado especialmente ao público com mais de 60 anos, terá como tema a exposição “Extravagâncias”, da artista Joana Vasconcelos. Para participar, não é necessário conhecimento prévio em arte.

Os encontros acontecerão nos dias 7 e 14 de maio, das 14h às 17h, com visita mediada na mostra, seguida de uma oficina artística. Nessa proposta, os participantes poderão explorar, junto à equipe de educadores do MON, as obras em grande escala de Joana Vasconcelos.

A participação é gratuita e pessoas com mais de 60 anos não pagam o ingresso do Museu. Para se inscrever, é necessário acessar o link abaixo.

Extravagâncias
A proposta da exposição é uma imersão do público no mundo mágico da artista portuguesa Joana Vasconcelos. A mostra da artista no MON é a maior individual no Brasil e uma das mais grandiosas já realizadas pelo Museu. Está em exibição na rampa, túnel, Espaço Araucária, Torre, Olho e Parcão do Museu.

A instalação “Valquíria Miss Dior”, conhecida internacionalmente, foi criada pela artista para o desfile da Dior em Paris, e atualmente figura nas vitrines da marca em vários locais do planeta. Com aproximadamente 7 metros de altura e mais de 20 metros de comprimento, traz a mistura do crochê de lã feito à mão, tecidos e poliéster, suspensa por cabos de aço. Outro destaque é a obra “Valquíria Matarazzo”, instalada sobre a rampa principal de acesso ao Museu. Suas obras reúnem uma experiência inesquecível ao público, numa linguagem própria e singular.

APM
O tradicional programa Arte para Maiores tem como objetivo aproximar o público com mais de 60 anos do Museu e da arte. Em 2019, o APM conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

Em 2023, o programa foi selecionado e apresentado com destaque aos grupos de trabalho do I Encontro Nacional de Educação Museal, promovido pelo Ibram, na Bahia.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
Arte para Maiores – Exposição “Extravagâncias”
Encontros:
Terça, 07 de maio, das 14h às 17h
Terça, 14 de maio, das 14h às 17h
Espaço de Oficinas | Subsolo do MON

Link para inscrição: https://bit.ly/APMMaio2024

Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

*”Poty: Trilhos e Traços – Poty 100 Anos no Museu Oscar Niemeyer*

SOBRE O MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço

MON Primeiros Passos

“O Brilho das Flores”

11 de abril

10h30 às 11h30

Espaço de Oficinas | Subsolo do MON

Público-alvo: crianças de 12 a 24 meses (a participação de um adulto é obrigatória).

Ingressos disponíveis no link: https://bit.ly/MONPrimeirosPassosAbril2024

Obs: Caso a criança possua alergia ou restrição aos materiais que serão utilizados na oficina, é necessário informar a equipe do MON Educativo pelo e-mail educativo@mon.org.br, com até três dias de antecedência, para que seja possível providenciar materiais alternativos.

É obrigatório que cada participante esteja acompanhado por um adulto. Com isso, é permitida a presença de até dois acompanhantes por criança. No entanto, a entrada garante a participação de uma criança acompanhada de um único adulto responsável. Os demais devem adquirir o ingresso comum de acesso ao MON.

Os ingressos estarão disponíveis no site a partir das 10h do dia 6/4 (sábado). As vagas são limitadas.

Museu Oscar Niemeyer

www.museuoscarniemeyer.org.br

*com divulgação

Quem pode te ajudar a planejar um roteiro?
A VR Viagens e Roteiros
Rua Padre Anchieta, nº 2540, Sala 1117, Champagnat (Bigorrilho)
Fale pelo WhatsApp

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O MON abrirá normalmente no feriado

O Museu Oscar Niemeyer (MON) estará aberto normalmente no feriado da Sexta-Feira Santa, 29/3 – data em que também se comemora o aniversário de Curitiba – e no domingo de Páscoa, 31/3.

O horário de funcionamento é sempre de terça a domingo, das 10h às 18h, com acesso até as 17h30. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria física ou de maneira remota, https://museuoscarniemeyer.byinti.com/#/event/museu-oscar-niemeyer-mon-77440.

O público poderá ver diversas exposições em cartaz, como: “Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos; “35ª Bienal de São Paulo –coreografias do impossível”; “Antes e agora, longe e aqui dentro”; “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”; “África, Expressões Artísticas de um Continente”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses – Colonialismo”; “O Mundo Mágico dos Ningyos”; “Pátio das Esculturas”, “Espaço Niemeyer” e “MON sem Paredes”.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
Mais informações
nas redes sociais:
@museuoscarniemeyer
e no site:
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON realiza mesa-redonda sobre Mario Rubinski

O Museu Oscar Niemeyer (MON) irá realizar um debate sobre a obra do artista paranaense Mario Rubinski. Estarão presentes: o curador da exposição, Adolfo Montejo Navas, o professor e crítico de arte Ronaldo Brito e o artista plástico Paulo Pasta. A mediação será do pesquisador Bruno Marcelino.

A ação será no dia 22 março, às 19h, no Auditório Poty Lazzarotto, do MON, com entrada livre. O acesso será liberado por ordem de chegada do público.

A conversa, promovida pelo Museu Oscar Niemeyer, pretende revisar e introduzir a sólida produção de Mario Rubinski no debate sobre a arte nacional. O objetivo do encontro é articular coletivamente possíveis relações entre a pintura do artista paranaense e a pesquisa plástica de outros artistas brasileiros, para localizar o seu trabalho em uma cartografia mais ampla, também a partir das suas singularidades.

Sobre a exposição
“Mario Rubinski – O Espaço Imantado”, em cartaz na Sala 7 do MON, apresenta um conjunto de pinturas, desenhos e estudos deste importante artista paranaense, que traz os elementos da paisagem por meio da geometrização e abstração simbólica. A mostra reúne 150 obras finalizadas ao longo de seis décadas, do final de 1950 a 2021. A curadoria é de Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Mesa-redonda sobre a obra de Mario Rubinski
Dia 22 de março, às 19h
Auditório Poty Lazzarotto, MON
Acesso gratuito, liberado por ordem de chegada

www.museuoscarniemeyer.org.br

Nova edição do “MON sem Paredes” é a mais nova realização do Museu Oscar Niemeyer

O projeto “MON sem Paredes – Artistas Conquistam os Jardins do MON” irá inaugurar no dia 13 de março uma nova edição, renovada. Na área externa do Museu Oscar Niemeyer, o visitante encontrará um parque de esculturas interativas, com obras de artistas como Artur Lescher, Rômmulo Conceição, Alexandre Vogler, Narcélio Grud e Joana Vasconcelos.

Com curadoria de Marc Pottier, o local abriga diversas instalações permanentes e temporárias, num calendário de convites frequentes feitos pelo MON.

"O Museu Oscar Niemeyer vive um inédito momento de expansão não somente da sua área expositiva mas também de ampliação do próprio conceito de exposições, por meio dessa nova e significativa aproximação do público com a arte no projeto MON Sem Paredes", afirma a secretária da Cultura do Estado do Paraná, Luciana Casagrande Pereira.

“Cada vez mais democrático e inclusivo, com o ‘MON sem Paredes’ o Museu rompe o limite físico de suas paredes e abraça a população, tornando-se acessível a todos”, explica a diretora-presidente da instituição, Juliana Vosnika. “A iniciativa é um convite para que o público externo perceba a arte, inspire-se e sinta-se instigado a entrar.”

“Entendemos que a arte no espaço público permite uma variedade de atividades interativas que nem sempre uma exposição museológica possibilita”, diz Juliana. “Ao criar ligações entre os exteriores e as salas expositivas do Museu, o ‘MON sem Paredes’ permite mostrar muitas outras formas de expressão da criatividade artística”, comenta.

O curador Marc Pottier também fala sobre os objetivos do projeto. “O MON trabalha para ampliar seu público e oferecer muitas propostas que possam fazer com que os curitibanos e paranaenses se apropriem do ‘seu’ museu. Por isso, o ‘MON sem Paredes’ é tão importante.”

O projeto foi inaugurado no início de 2023, com as obras “Semeador” e “Ao Redor de uma Árvore”, feitas pelo artista-arquiteto paranaense Gustavo Utrabo, que seguem expostas na área externa do Museu, chamada Parcão.

Saiba mais sobre as obras
Joana Vasconcelos
TÈ DANZANTE
Uma enorme estrutura em ferro forjado, no formato de um bule de chá, coberta e decorada com vegetação (jasmins), impõe a sua presença monumental, captando a atenção do público. Nas grades de ferro que dão forma ao bule, reconhecem-se os padrões característicos das cercas e balaustradas que podem ser observadas em diferentes paisagens urbanas e rurais. O objeto assume a forma de uma verdadeira escultura-árvore, manifestação de um princípio idealizado de complementaridade e simbiose entre o natural e o industrial. O curador explica que “o jasmim, que envolve toda a estrutura da peça em forma de bule e cujas flores são habitualmente usadas para perfumar o chá verde, sublinha a ligação do objeto ao hábito de beber chá”.

Alexandre Vogler
MACA ALECRIM
Tal como as macas de massagem, é planejada para que a pessoa se deite de bruços, com os braços pendendo e o rosto acomodado pela cavidade da prancha, integrada a um arbusto de alecrim. Essa erva é reconhecida como uma das mais poderosas acionadoras de estados de relaxamento, entre os inúmeros benefícios confiados a ela.

MACA CIDREIRA
Composta por quatro tábuas reunidas sob um ângulo de 30 graus no comprimento e na largura (similar à aparência de um cocho onde as vacas são alimentadas), está situada embaixo de uma grande moita de cidreira-de-arbusto, erva medicinal de cheiro bastante agradável. Foi projetada para que a pessoa se deite sendo “abraçada” pela estrutura angulada e coberta (como uma onda) pelo arbusto.

MACA DE FORÇA
Essa maca, desenhada com o formato de uma joaninha (inseto associado à sorte e à bem-aventurança), traz ao seu redor um conjunto de sete espécies de plantas de força comumente utilizadas em práticas ecumênicas de religiões afro-brasileiras – colônia, arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, mirra, guiné e pitanga. Nesse contexto, o visitante se deita e relaxa sob sua forma côncava.

MACA DE GUARDA
Aqui, o visitante se deita sobre sua superfície, a 40 graus, voltando o corpo para o céu. Essa maca reproduz parcialmente a prática lúdica de criação de imagens de anjo, em que a pessoa se deita sobre a neve, abrindo braços e pernas – o que justifica o complemento de seu título. A escultura traz ainda em sua nomenclatura a expressão Maleme, palavra do vocabulário afro-brasileiro que designa súplica, misericórdia ou ajuda, dirigida aos orixás, especialmente Xangô. A posição sugerida, com plexo e pernas abertas e corpo voltado aos céus, encaminha a orientação ecumênica e divina dessa maca.

Artur Lescher
CALEIDOSCÓPIO e GIROSCÓPIO
Obras onde o visitante experimenta girar sobre seu próprio eixo, movimentando o entorno em uma experiência meditativa e divertida. Podemos falar da obra como recipiente para o corpo, uma metacasa para observar o mundo. Girar sobre nosso próprio eixo evoca a dança e os rituais espirituais de acesso a outras dimensões e estados mentais. Algo que nos é familiar, de nossos tempos de criança.

Narcélio Grud
SEMPRE EM PÉ
As obras da série “Sempre em Pé” são mixers de diversos conceitos, utilizando como base estética principal o brinquedo João Teimoso/ Sempre em Pé. Tem por objetivo promover interações por meio dos movimentos e vivências sonoras, ressignificando o objeto e ampliando sua usabilidade em busca da criação de um ambiente onde a descoberta e o brincar andam juntos.

TREPA-TREPA
Essa escultura traz uma composição formal circular onde o raio, o diâmetro e o centro se expandem de um globo para aros entrelaçados, formando uma espécie de cosmos das rotas orbitais planetárias. Em seu conceito de interatividade, propõe ser uma escultura/ mobiliário de escalada, similar aos equipamentos de lazer encontrados em áreas de recreação infantil de praças e parques públicos.

Rômmulo Conceição
ESTRUTURAS DISSIPATIVAS/ TREPA-TREPA
Obra composta por dois trepa-trepas simetricamente dispostos a partir de um eixo perpendicular a uma plataforma que os separa, cujo acesso se dá pelos trepa-trepas ou por escadas. Uma chapa de vidro com altura de 3,5 metros corta a plataforma e configura um plano falso de simetria. Compõem também o trabalho três bancos giratórios, uma mesa e um muro no qual está acoplada uma grade de quatro metros de altura. Todo o trabalho é feito em ferro e concreto.

SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
“MON sem Paredes – Artistas Conquistam os Jardins do MON”
Inauguração: 13/3, 14h
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br

Parceria entre o MON e a Fundação Bienal de São Paulo traz a Curitiba as “coreografias do impossível”

Com um recorte especialmente pensado para a cidade, a exposição ocupará o principal museu da capital paranaense

Curitiba será o palco de uma das mostras itinerantes da 35ª Bienal de São Paulo “coreografias do impossível”, em parceria com o Museu Oscar Niemeyer. Com curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, a exposição, que foi um sucesso de público e crítica em 2023, desembarca na cidade, onde permanece aberta ao público de 12 de março a 26 de maio. Este ano, a mostra se expande para quinze cidades, e Curitiba receberá um recorte especial, sendo um dos maiores fora de São Paulo, com dezesseis participantes:

- Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami, Roseane Yariana Yanomami
- Amos Gitaï
- Anna Boghiguian
- Dayanita Singh
- Geraldine Javier
- Gabriel Gentil Tukano
- Katherine Dunham
- Luana Vitra
- Maya Deren
- Min Tanaka e François Pain
- Morzaniel Ɨramari
- Rosana Paulino
- Sammy Baloji
- Sonia Gomes
- Tadáskía
- Zumví Arquivo Afro Fotográfico

A 35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível explora as complexidades e urgências do mundo contemporâneo, abordando transformações sociais, políticas e culturais. A curadoria busca tensionar os espaços entre o possível e o impossível, o visível e o invisível, o real e o imaginário, dando voz a diversas questões e perspectivas de maneira poética. A coreografia, entendida como um conjunto de movimentos centrados no corpo que desafia limites, considera diversas trajetórias e áreas de atuação, criando estratégias para enfrentar desafios institucionais e curatoriais. As coreografias do impossível geram suas próprias relações, tempos e espaços, oferecendo uma experiência marcante aos visitantes.

Para os curadores, é crucial que a exposição alcance mais cidades, transcendendo os limites do Pavilhão da Bienal. Segundo eles, "os debates propostos pela 35ª Bienal atravessam inúmeros territórios de todo o mundo; assim, não restringir as coreografias do impossível ao Pavilhão da Bienal é de extrema importância para o trabalho realizado".

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, destaca a relevância não apenas de levar as coreografias do impossível para um público mais amplo, mas também de fortalecer os laços entre as instituições culturais. "Levar a mostra para mais cidades e com um parceiro tão importante quanto o Museu Oscar Niemeyer é de extrema importância para o fortalecimento das instituições culturais do Brasil. A troca de experiências entre públicos e instituições é uma das grandes riquezas das itinerâncias da Bienal de São Paulo", afirma.

A diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika, comenta que a arte tem a capacidade de comunicar sem palavras e, por isso, proporciona uma conexão profunda e presente, que muitas vezes não seria possível de nenhuma outra maneira. "Ao participar da itinerância desse tão importante evento, o MON ajuda a transpor barreiras por meio da arte e, desta forma, permite um elo entre pessoas, mundos e vivências", afirma.

Ação educativa
No dia 13 de março, às 19h, haverá uma ação educativa relacionada à exposição, no Miniauditório do Museu. O MON irá receber a equipe de educação da 35ª Bienal de São Paulo para uma conversa a partir dos três movimentos da publicação educativa da mostra, reconhecendo e integrando a dimensão aberta da educação.

O encontro contará com partilhas dos gestos da equipe de educação e colaborações de artistas e autoras dos títulos, influenciados pelo pensamento da poeta, dramaturga e professora Leda Maria Martins, da artista Rosana Paulino, da curadora e pesquisadora Sandra Benites e de Regina Aparecida Pereira e Cíntia Aparecida Delgado, lideranças do Quilombo Cafundó. A ação é direcionada a professores, educadores, mediadores culturais e público em geral interessado no assunto, com entrada gratuita.

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo
Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

Sobre o Museu Oscar Niemeyer
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço:
35ª Bienal de São Paulo – coreografias do impossível
Itinerância
Museu Oscar Niemeyer (MON)
Salas 1 e 2
De 12 de março a 26 de maio de 2024

Ação educativa
13 de março, às 19h
Miniauditório do MON (subsolo)
Entrada gratuita
www.museuoscarniemeyer.org.br

MON realiza a primeira edição do ano do programa para público 60+

A primeira edição deste ano do programa Arte para Maiores (APM), do Museu Oscar Niemeyer (MON), terá como tema a exposição “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”, em cartaz na Sala 7. Direcionado a pessoas com mais de 60 anos, o APM comemora uma década em 2024.

Para abrir esta programação especial, nos dias 5 e 12 de março, das 14h às 17h, a atividade terá a presença da artista e curadora Eliane Prolik, que fará uma visita mediada e, em seguida, conduzirá uma oficina artística sobre a exposição. A atividade é gratuita e, para participar, não é necessário ter conhecimento prévio em arte.

O tradicional programa do MON tem como objetivo aproximar o público com mais de 60 anos do Museu e da arte. Em 2019, o APM conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

No ano passado, o programa foi selecionado e apresentado com destaque aos grupos de trabalho do I Encontro Nacional de Educação Museal, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), na Bahia.

Sobre a exposição
A mostra “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”, reúne cerca de 150 pinturas, desenhos e estudos do artista curitibano Mario Rubinski (1933-2021). A curadoria é de Adolfo Montejo Navas e Eliane Prolik.

Sua inconfundível obra traz os elementos da paisagem por meio da geometrização e abstração simbólica. A exposição reúne obras realizadas ao longo de seis décadas, entre 1950 e 2021.

Rubinski teve formação na Escola de Belas Artes do Paraná e viveu a efervescência da Biblioteca Pública do Paraná como o principal centro cultural de Curitiba. Expôs e foi premiado em salões, conviveu com grandes artistas e, incansavelmente, ensinou arte por toda a vida.

A curadora Eliane Prolik vive e trabalha em Curitiba. É graduada em Pintura (1981), com especialização em História da Arte do Século XX (2000) pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Trabalha com esculturas, instalações, intervenções urbanas e vídeos. Teve alguns de seus trabalhos expostos nas Bienais de Curitiba (2019, 2018 e 2015) e de São Paulo (2002 e 1987), entre outras. Realizou exposições nos mais importantes museus e espaços culturais do Brasil, como o Museu Oscar Niemeyer, Pinacoteca de São Paulo, Solar do Barão, entre outros. Também atua em curadorias e projetos culturais que visam elaborar pesquisa e levantamento de obras, editoração e publicação de catálogos e livros, exposição e aquisição para acervos públicos sobre artistas paranaenses como: Mário Rubinski (2019), Alfredo Andersen (2018), Antonio Arney (2015-19), Miguel Bakun (1999-2010) e Raul Cruz (1994-2006). Em 1986, foi diretora do Museu Alfredo Andersen e membro da comissão de acervo do Museu de Arte do Paraná, em Curitiba.

Sobre o MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Serviço
Arte para Maiores (APM) – Exposição “Mario Rubinski – O Espaço Imantado”.
Encontros:
Terça-feira, 5 de março – das 14h às 17h
Terça-feira, 12 de março – das 14h às 17h

Link para inscrição: https://bit.ly/APMmarço2024
Vagas limitadas.

www.museuoscarniemeyer.org.br