Projeto Nariz Itinerante leva palhaçaria a UPAs, CAPS e hospitais públicos de Curitiba e região metropolitana

Até o momento, iniciativa da premiada Associação Nariz Solidário, já beneficiou mais de 19 mil pessoas com as intervenções cênicas, que acontecem semanalmente

Créditos: Gabriela Valiente
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Desde 2014, a Associação Nariz Solidário tem a missão de transformar relações e pessoas por meio da palhaçaria. Em 2024, a ONG celebra seus 10 anos de atuação, com o projeto Nariz Itinerante proporcionando arte, cultura e saúde mental para pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde em ambientes de atenção à saúde de Campo Largo, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais, além da capital curitibana.

Com ações itinerantes realizadas semanalmente e de forma gratuita, cerca de 25 palhaços profissionais e voluntários visitam Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA), maternidades e hospitais. Utilizando da linguagem do palhaço, do improviso e da música, eles promovem intervenções cênicas e oferecem atendimento humanizado e especializado para quem precisa.

O Nariz Itinerante se destaca por ser a única ação de uma organização social e artística dentro das UPAs, CAPS e do Hospital Municipal do Idoso em Curitiba, e também a única iniciativa presente nos equipamentos de saúde de Fazenda Rio Grande. O cofundador, diretor e presidente da organização, Eduardo Roosevelt, ressalta que “os grandes diferenciais do projeto são a sua itinerância e descentralização, levando a arte da palhaçaria de Curitiba para a região metropolitana, ampliando o impacto e alcançando mais pacientes e profissionais da saúde".

Até o momento, o Nariz Itinerante já atendeu 19 mil pessoas em 150 ações realizadas nas UPAs, CAPS e no Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, em Curitiba, na UPA de Fazenda Rio Grande, no Hospital e Maternidade de São José dos Pinhais e no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, todos parte do Sistema Único de Saúde (SUS). A meta é impactar mais de 20 mil pessoas ao longo de 700 horas de atuação ao longo do projeto.

Para a palhaça Lupita, interpretada por Sabrina Almeida, é gratificante proporcionar momentos de bem-estar em ambientes muitas vezes marcados por dor e sofrimento. “O que mais me move são as interações que proporcionam alívio e respiro às pessoas. Muitas vezes, um simples 'olho no olho', uma palavra ou uma música já fazem a diferença, mostrando que grandes momentos moram nos gestos mais simples”, complementa ela, que já atua como palhaça em hospitais há 7 anos.

Antes de entrar em cena, os palhaços e palhaças passam pelo programa de formação “Encontros e Risos”, com duração de um ano, e contam com acompanhamento terapêutico em grupo recorrente. “Por trás de cada palhaço, existe um ser humano absorvendo situações de luto e das mais diversas fragilidades. Então, é essencial ter esse espaço seguro, para que eles possam falar, refletir juntos e trocar experiências uns com os outros”, diz Luana Bastos, psicóloga hospitalar e responsável pelo acompanhamento terapêutico dos palhaços na Associação.

O projeto também contempla atividades educativas em escolas públicas, onde palestras são realizadas para capacitar educadores e estudantes sobre o uso da palhaçaria como técnica facilitadora de novos processos de aprendizagem. Com uma abordagem inclusiva, a equipe do Nariz Itinerante ainda recebe treinamento em Libras para garantir o atendimento a pessoas com deficiência auditiva.

O projeto Nariz Itinerante é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei nº 8.313/91, e tem o patrocínio das seguintes empresas: BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Cimento Itambé, Banco CNH Industrial Capital, Malhas Wilson, New Holland, RD Saúde e Unimed Paraná.

Sobre a Nariz Solidário
A Associação Nariz Solidário é uma organização da sociedade civil que trabalha com a arte da palhaçaria para a melhoria das relações em diversos contextos. Desde 2014, promove a arte, a cultura e a saúde mental em ambientes de atenção à saúde, empresas e escolas. Já realizou mais de 2.100 ações que chegaram de forma gratuita a mais de 328 mil pessoas entre pacientes, familiares, professores de escolas públicas e profissionais da saúde e de outras áreas.

A Nariz Solidário tem sido amplamente reconhecida por suas práticas de gestão de voluntários e impacto social. Em 2019, venceu o 1º Prêmio Impulso de Boas Práticas no 3º Setor, e em 2021 foi laureado com os Prêmios RPC GAME, Dhesca Brasil Memorial da Pandemia, além de conquistar o maior prêmio de Marketing do Paraná. Em 2022 e 2023, ficou entre as 10 melhores ONGs de pequeno porte do país e recebeu o Prêmio VOL 2022 e 2023 por suas práticas de voluntariado.

Mais informações no site https://narizsolidario.org.br/

SERVIÇO
Nariz Itinerante*
Semanalmente, de março de 2024 a fevereiro de 2025

Campo Largo
- Hospital Infantil Waldemar Monastier (R. XV de Novembro, 3701 - Bom Jesus, Campo Largo)
Terças-feiras, no período da tarde

Fazenda Rio Grande
- Unidade de Pronto Atendimento (R. Rio Tejo, 515 - Pioneiros, Fazenda Rio Grande)
Sextas-feiras, no período da tarde

*Para informações sobre as ações nas outras unidades, entre em contato.

Mario Sergio Cortella fará palestra em homenagem aos 24 anos de aniversário da Viva e Deixe Viver

Associação Viva e Deixe Viver comemora 24 anos e apresenta programação variada para o mês de agosto, incluindo palestra online e gratuita do filósofo Mario Sergio Cortella

No mês de agosto, a Associação Viva e Deixe Viver (Viva), organização da sociedade civil (OSC) que congrega 1,3 mil voluntários responsáveis por contar histórias em 85 hospitais do País, faz aniversário. Para celebrar seus 24 anos de histórias contadas, a Associação preparou uma programação diversa, com direito a palestra online e gratuita do filósofo Mario Sergio Cortella, que falará do tema: "Leitores do mundo e leitores de livros - como está a formação de nossa sociedade?".

A Viva nasceu em 1997, da união de voluntários motivados pelo desejo comum de alegrar o dia de crianças e adolescentes hospitalizados. Hoje são mais de 2,7 milhões de pessoas impactadas e uma atuação múltipla, que vai além das paredes dos hospitais. Com a pandemia, a Viva se adaptou ao ambiente online e se conectou com pessoas em toda a sociedade, por meio do Viva On, uma sala em plataforma online com duas apresentações diárias, de segunda à sábado, dos voluntários.

"Neste momento em que a sociedade se tornou um grande hospital, com todas as pessoas afetadas de alguma forma, descobrimos caminhos para que a contação de histórias fosse um alento para todos. A gentileza, a generosidade e a gratidão são pilares que vão reconstruir a percepção e a realidade que vivemos", comenta Valdir Cimino, fundador da Viva.

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Criança hospitalizada acompanhando contação de histórias online na sala Viva On.

A organização, ao longo dos anos, criou também o Viva Eduque, realizou cursos online, firmou parcerias pela humanização da saúde em todos os ambientes e participou, inclusive, de pesquisas científicas. A principal delas comprovou o efeito positivo da contação de histórias na saúde dos pequenos pacientes hospitalizados. O estudo foi publicado este ano no Proceedings of the National Academy of Sciences, periódico científico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

"A Associação Viva e Deixe Viver é especialista em: criar alcances, abrangências de possibilidades, e mais ainda: relembrar e treinar o potencial humano para o exercício contínuo da empatia e do afeto. Através de um trabalho que conta com mais de 16.000 atendimentos/ano, a Ong, que poderia ser considerada uma empresa de grande porte, sabe muito bem - ao longo de seus 24 anos de sucesso - como gerir histórias e valores humanos de modo que cada gesto para o bem-estar saia dos moldes do "Era uma vez" para dar lugar ao "e somos felizes"", celebra Valdir.

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Serviço:

24 anos da Associação Viva e Deixe Viver - Programação de aniversário

Viva Persona no Tik Tok

A Viva vai inaugurar seu perfil no Tik Tok com a publicação de vídeos do projeto Viva Personas, que contou com personalidades como Antonio Fagundes, Claudia Raia, Giovanna Antonelli, Emicida, entre muitos outros, além de voluntários da Viva. Serão dois vídeos por semana, com início no dia 17 de agosto.

Super live de aniversário com palestra de Mario Sergio Cortella

Data: 17 de agosto, 18h30.

Programação detalhada da live:

- Abertura com Valdir Cimino, fundador da Associação Viva e Deixe Viver

- Ranking de Livros - apresentação dos 24 livros mais lidos pelos voluntários, pela atriz Alexandra Richter

- Homenagem aos voluntários da Viva e da Volvo, capacitados pela Viva e atuantes na contação de histórias do Viva On

- Apresentação da parceria da Viva com as marcas Degustar e Pimentas do Jamal

- Receita asiática com chef Guga Rocha, utilizando a Pimenta do Jamal

- Palestra principal com Mario Sergio Cortella: "Leitores do mundo e leitores de livros - como está a formação de nossa sociedade?"

- Desafio da Pipoca - brincadeira e interação com o público, com William Cury

Transmissão ao vivo: Canais da Associação Viva e Deixe Viver no Youtube e no Facebook .

Lançamento da parceria com Degustar e Pimentas do Jamal

Neste mês de agosto, também como parte da celebração de seus 24 anos, a Viva anuncia a parceria com a linha Do Good, da marca Pimentas do Jamal. Trata-se de uma iniciativa inédita para a Viva de licenciamento social de marca, em que parte das vendas dos molhos e pimentas desta linha serão revertidos para a Associação.

A ação é resultado de outra parceria da Viva, com a Degustar, organização que atua, entre outras vertentes, com o licenciamento social de marcas.

Acesse www.pimentadojamal.com.br para conhecer e adquirir os molhos. A Pimentas do Jamal é uma empresa familiar, com mais de dez anos de história, fundada por Jamal Suleiman, um médico sanitarista apaixonado por pimentas.

Sobre Mario Sergio Cortella - Nasceu em 5 de março de 1954, em Londrina, no interior do Paraná. Quando tinha 13 anos, mudou-se com os pais, irmão e irmã para São Paulo, onde está até hoje, faz mais meio século. Nesta cidade casou-se, tem dois filhos e uma filha, e estes se desdobraram (por enquanto) em dois netos e duas netas. Formou-se em Filosofia, fez Mestrado e Doutorado em Educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na qual começou a dar aulas em 1977 com docência e pesquisa na Pós-Graduação em Educação (Currículo) e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião; nela se aposentou como professor-titular 35 anos depois. Professor convidado da Fundação Dom Cabral (desde 1997) e do GVpec da FGV-SP (entre 1997 e 2009), foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992). É comentarista e colunista em programas de rádio e televisão, além de ter presença constante nas mídias digitais, e também autor, até 2020, de 45 livros publicados no Brasil e exterior.

Sobre a Associação Viva e Deixe Viver - Fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino, a Associação Viva e Deixe Viver (https://www.vivaedeixeviver.org.br) é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) pioneira em diversas frentes e políticas públicas. Por meio da arte de contar histórias, forma cidadãos conscientes da importância do acolhimento e de elevar o bem-estar coletivo, a partir de valores humanos como empatia, ética e afeto. A entidade também é referência em educação e cultura, por meio da promoção de atividades de ensino continuado. Nesse sentido, conta com o canal Viva Eduque (https://www.vivaedeixeviver.org.br/o-que-e/), espaço criado para a difusão cultural, educacional e gestão do bem-estar para toda a sociedade. Hoje, além dos 1.357 fazedores e contadores de histórias voluntários, que visitam regularmente 85 hospitais em todo o Brasil, a Associação conta com o apoio das empresas Pfizer, Volvo, Cremer, UOL, Safran, Santa Massa, Instituto Pensi e Instituto Helena Florisbal.

Dia mundial da enfermagem: Voluntários homenageiam equipes em hospitais com mais de mil bonecas de fuxico

Gerente de enfermagem recebe homenagem da própria mãe, que participou do grupo de quase 40 costureiras voluntárias

Uma iniciativa que une 38 costureiras voluntárias a 1.021 profissionais de enfermagem que estão na linha de frente da pandemia. E, mais do que isso, uma ação que liga uma mãe e uma filha, que, há mais de um ano, estão mais distantes do que gostariam por causa da Covid-19. Foram mais de mil bonecas de fuxico produzidas ao longo de 2 meses para distribuir, como forma de homenagem, à equipe que tem se dedicado dia após dia aos pacientes. Entre as voluntárias, a dona de casa Ester do Carmo Gomes, que entrou para o grupo motivada pela filha enfermeira e viu no voluntariado um alento durante a pandemia.

“Sempre quis fazer algum trabalho assim, mas nunca dava certo. Aí veio a pandemia e o hospital perguntou se eu queria ajudar a fazer máscaras, tudo indicação da minha filha. Aceitei e fiz máscaras por 5 meses e continuamos com as bonecas de fuxico até hoje. Para mim, foi uma benção, principalmente nessa pandemia. Como sou do grupo de risco e tenho que ficar em casa, me apeguei ao voluntariado. Pra mim é uma terapia”, diz Ester.

Jhosy do Carmo Gomes é filha de Ester e gerente de enfermagem do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), onde, junto com o Hospital Universitário Cajuru, serão entregues as bonecas de pano ao longo da semana em que se comemora o Dia da Enfermagem. “O sentimento de receber uma homenagem que minha mãe ajudou a fazer é de gratidão porque ela é tudo pra mim. E saber que minha mãe está participando de uma homenagem para a minha classe, me deixa sem palavras. É um presente com amor em dobro”, revela.

Mãe e filha precisaram se afastar durante a pandemia. “Nós nos vemos com muito menos frequência, mas ela é quem me ajuda em tudo e é meu suporte no dia a dia. Eu não posso mais abraçar, fazer as coisas que fazia antes e sinto muita falta disso. A gente não deixou de se ver, mas não ter aquele contato mãe e filha é muito difícil”, se emociona Jhosy.

Realidade que é enfrentada por muitos desses profissionais ao longo de todos esses meses, o que traz um significado ainda maior para a homenagem. “Essas pequenas ações são um motivador porque tiram a equipe da rotina e surpreendem. É um ato em que os profissionais se sentem reconhecidos e conseguem sentir que alguém está se preocupando com eles. E esse carinho agrega muito valor no dia a dia da equipe”, comenta a gerente.

Impacto na vida dos voluntários

Para Maria Regina Figueiredo Silva, voluntária há 9 anos no Hospital Universitário Cajuru, a ideia era exatamente essa: demonstrar, por meio das bonecas, todo o carinho e admiração que elas sentem pelos profissionais da enfermagem que têm se mostrado ainda mais essenciais durante a pandemia. “Resolvemos elaborar uma maneira de contribuir e homenagear as equipes mesmo à distância. Queríamos mostrar que estávamos pensando nas pessoas que estão trabalhando no hospital. As bonequinhas acabaram sendo uma ponte entre o nosso trabalho, naquele pequeno pedaço de pano, e os profissionais da saúde. O que eu espero com essas bonecas é que os enfermeiros percebam que eles não estão sozinhos”, afirma.

Sentimento de solidão que muitas vezes os voluntários também sentiam, por estarem com as atividades suspensas na pandemia. E até pensando em diminuir o impacto dessa ausência física, a entrega das bonecas nos hospitais é feita com o apoio de um tablet, para que os voluntários possam estar presentes por meio de uma videochamada. “Como a visita presencial dos voluntários está suspensa por causa da pandemia, decidimos usar um tablet para que a equipe de costureiras pudesse acompanhar a entrega das bonecas de forma remota e deixar uma mensagem para os profissionais”, diz a coordenadora do voluntariado dos hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat, Nilza Maria Brenny.

No meio dessa boa ação, o coração dos próprios voluntários foi aquecido pelo simples fato de fazer o bem. Para a costureira Masumi Fuji de Mello, a história no voluntariado começou após a aposentadoria e hoje percebe o impacto na pandemia. “Eu senti a necessidade de ocupar o tempo fazendo algo útil e ajudando quem precisava. E nesse momento, ao nos unirmos em um grupo de voluntários para atuar em um trabalho tão lindo em prol da equipe na área de saúde, compartilhamos atividades, conhecimento, dedicação e amor, mesmo em um momento tão difícil”, finaliza.

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS. Está orientada pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

CIRCLE ACELERADORA “Projeto Circulando” faz doações de 15 mil máscaras para aldeias indígenas

Além de hospitais, ONG´s, supermercados e entregadores, projeto distribui máscaras para tribos Xavante, Karajas e Yawalapitis no Mato Grosso, em Tocantins e Goiás. Até o momento, foram entregues 150 mil máscaras e a meta é chegar a 1 milhão de doações.

São Paulo, julho de 2020 – Uma pesquisa feita na Alemanha e publicada no site VoxEu revela que o uso de máscara pela população pode reduzir em 40% a taxa de crescimento de casos do novo coronavírus. Com esta preocupação, o Projeto Circulando, da Circle Aceleradora, responsável por iniciativas que priorizam a inovação e sustentabilidade, lançou uma campanha para confecção e distribuição gratuita de máscaras para a população em situação de vulnerabilidade social.

A ação, que convida empresas e pessoas a doar materiais como tecido, aviamentos e elástico ou qualquer quantia em dinheiro, já distribuiu mais de 150 mil máscaras para hospitais, ONG´s, público de rua e outras comunidades necessitadas. Com a arrecadação de mais recursos, o projeto ampliou a distribuição para aldeias indígenas e foram entregues 15 mil unidades para as tribos Xavante, Karajas e Yawalapitis no Mato Grosso, em Tocantins e Goiás. A meta é chegar a 1 milhão de máscaras.

“Estamos à frente de importantes projetos sustentáveis. Enquanto existirem pessoas precisando de máscaras, continuaremos produzindo, com o objetivo de chegar a 1 milhão. Já começamos no início do ano uma parceria com a ONG Ecoarts, que faz um trabalho lindo na Amazônia e, com eles, soubemos dessa enorme necessidade das comunidades indígenas de receber máscaras para proteção.”, explica Fabiana Schaeffer, COO da Circle.

“O território de atuação da Ecoarts é o norte do Mato Grosso, mas devido à pandemia estamos estendendo nosso apoio a outras comunidades indígenas, como os Karajas, Tapirapé, Krenak e Canela do Araguaia, somando mais de 6 mil pessoas. A demanda por máscaras de adultos e especialmente infantis é enorme, e agradecemos a Circle por nos ajudar nesta urgente missão.”, explica Maristela Miguel, presidente da Ecoarts.

A fabricação das máscaras está por conta de diversas ONG´s - como a Igreja Projeto Viver (localizada na capital paulista) e também de costureiras e artesãs sem vínculo com ONG´s - e de mais de 100 costureiras voluntárias e/ou remuneradas pela Circle. A ação acontece por tempo indeterminado, enquanto o projeto receber doações.

Interessados em doar materiais devem entrar em contato com a Circle Aceleradora pelo contato@circleaceleradora.com.br. Já as doações em dinheiro deverão ser feitas para:

Banco Santander

Agência 4251

Conta corrente: 13006566-3

Sitael Intermediações de Negócios, Pagamentos e Participações S.A.

CNPJ: 33.330.067/0001-43

A prestação de contas da campanha estará disponível no www.circleaceleradora.com.br/projeto-social

Sobre o Projeto Circulando - Desde 2016, a agência Netza faz parte do pacto global da ONU, com a iniciativa de reaproveitar as lonas que sobravam dos seus eventos e transformar em brindes upcycling para os clientes, fabricados em parceria com cooperativas e empreendimentos solidários. Como resultado, foi a única agência de comunicação entre as empresas finalistas e ganhadoras do Prêmio ODS Pacto Global 2019 que reconhece projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Com o ótimo residual que a ação despertou internamente e nos clientes somados a toda movimentação sustentável que criava, em 2019 a agência - que lançou a Circle Aceleradora - começou a entender que o projeto poderia ser algo mais abrangente, não só interno, mas uma rede para gerar o desenvolvimento sustentável.

A Circle impulsionou a agência a ter um olhar estratégico, com mais conexões, visibilidade e residuais sustentáveis. E o projeto, antes chamado de “Brindes Upcycling” ganhou corpo, ganhou prêmio, ganhou mais parceiros e, em sua quarta edição, sem dúvida, se transformou hoje em um grande case. Com novo nome, agora “Projeto Circulando”, uma nova cultura foi estabelecida pela Circle e disseminada aos clientes e parceiros.

Sobre a Circle Aceleradora - Fundada em 2019, a Circle é uma aceleradora de empresas e empreendedores da área de marketing, gestão e vendas, que promove o cross selling entre os participantes de seu ecossistema, com a missão de criar conexões e fomentar a transformação do mercado por meio da economia colaborativa. Pioneira e única aceleradora de martechs do Brasil, o ecossistema é uma iniciativa da agência Netza e concentra produtos e serviços de live experience, big data & business intelligence, branded content e marketing digital. Os pilares que sustentam a atuação da aceleradora são inovação, criatividade, crescimento exponencial, conexão com pluralidade e compartilhamento. Atualmente com 150 colaboradores, o ecossistema conta com a participação de 4 empresas aceleradas para as quais oferece mentoria nas áreas de gestão, tecnologia, branding, marketing digital e inovação; centro de inovação e tecnologia exclusivo (Tech Center), e Networking. Mais informações pelo www.circleaceleradora.com.br.

Sobre a Ecoarts Amazônia - Fundada há 15 anos, a Ecoarts nasceu dentro de uma família, a terceira geração de pioneiros no estado do Mato Grosso, na Amazônia Legal Brasileira, mas a primeira a imaginar e desenvolver um modelo de viabilidade da floresta em pé. Com título de OSCIP (Organização Social de Interesse Público), a Ecoarts é um novo modelo de empreendedores ecológicos que. promove as dimensões materiais e imateriais da floresta, desenhando modelos inovadores de preservação, junto a comunidades, instituições e corporações. A ONG traz um novo caminho de sustentabilidade, unindo arte e ecologia profunda, ativismo e social business, povos originais e empresas globais, cultura e produtos, causas e consumidores, governos e cidadãos. Mais informações pelo www.ecoarts.org.br ou pelo @ecoartsamazonia.

Hospitais e instituições sociais recebem doações no Paraná

União entre os setores público e privado viabiliza doações para fundos da saúde e de assistência social

A curva de número de casos do novo coronavírus teve crescimento no Paraná nas últimas semanas, afetando direta e indiretamente toda a população, principalmente a mais vulnerável. Como forma de ajudar, um grupo de organizações públicas e privadas se uniu para arrecadar fundos para o combate à covid-19 no Estado. As doações já somam cerca de R$ 4 milhões, em dinheiro e em materiais, e estão sendo entregues para hospitais e outras entidades de todo o Paraná.

As primeiras arrecadações de equipamentos hospitalares já foram destinadas para o Hospital de Clínicas, Hospital do Trabalhador e Casa de Misericórdia de Jacarezinho. Comunidades de Guaraqueçaba, no litoral paranaense, e diversos asilos do município, também foram beneficiados com doações de cestas básicas, máscaras, itens de higiene e álcool em gel.

As doações somam mais de R$ 4 milhões, entre dinheiro e materiais para apoio às demandas emergenciais na área da saúde e para prestar apoio às ações e entidades sociais, como lares e asilos. Cerca de 20 instituições já foram beneficiadas. Apesar do resultado, o grupo que conduz a iniciativa reforça que as demandas continuam crescendo. “Ainda há muito o que ser feito. As instituições e o setor da saúde necessitam de muito auxílio neste momento. Quanto mais pessoas e empresas se juntarem a causa, maior será o benefício para toda a sociedade”, afirma a promotora de justiça do Ministério Público do Paraná, Karina Anastácio Faria de Moura Cordeiro.

Capacidade de atendimento

A Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho foi uma das instituições beneficiadas com a doação de materiais. “As arrecadações ajudaram a adquirir equipamentos e insumos muito necessários para o tratamento, aumentando assim a capacidade do hospital de atender os pacientes da região”, diz Caio Gome Tinti, analista Contábil do Hospital.

Rejane Costa de Oliveira Paredes, responsável do Instituto Lixo e Cidadania, uma organização criada para apoiar as associações de catadores de recicláveis na Região Metropolitana de Curitiba, afirma que as doações foram importantes para as famílias. “As arrecadações de máscaras e cestas básicas impactaram 72 associações e mais de 1,3 mil catadores de materiais recicláveis. Em sua maioria eles não podem parar de trabalhar. Cerca de 70% do nosso público é composto por mulheres, mães de família, que necessitam de muita proteção para continuar o seu trabalho de maneira segura”, reforça.

Como doar

Empresas, pessoas físicas e organizações podem fazer suas contribuições via depósito bancário tanto para o fundo de apoio à área da saúde, quanto para o de iniciativas sociais. As doações são feitas de forma direta e não podem ser abatidas do cálculo do Imposto de Renda. Aqueles que quiserem contribuir de forma anônima podem fazer depósito ou transferência.

Os recursos dos fundos serão administrados por um comitê gestor que fiscaliza a destinação das doações. A prestação de contas para a sociedade é feita em tempo real e com fácil acesso pelo site da Funpar.

Para doar ou saber mais detalhes sobre a campanha acesse http://www.funpar.ufpr.br/oamorcontagia/

O amor contagia

A maior campanha de arrecadação vigente no Estado do Paraná nasceu da união das promotorias de Justiça do Ministério Público do Paraná e Ministério Público do Trabalho que firmaram uma parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Funpar (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Paraná). Logo em seguida se uniram ao grupo Instituto GRPCOM, Grupo Marista, PUCPR, Instituto Positivo, a comissão do Terceiro Setor da OAB-PR e associações da sociedade civil organizadas com sede no Estado. A expectativa é que mais organizações integrem o grupo e ajudem a fortalecer ainda mais a iniciativa, intitulada como “O amor contagia” para reforçar a mensagem

A campanha conta com o apoio do Instituto Oportunidade Social, Instituto Renault, Facop. JCS Group, Instituto Purunã, Instituto Massa, Instituto Robert Bosch e das agências de comunicação 433, Vivas, Páprica, Página 1 Comunicação e Central Press

Medo do coronavírus pode agravar estado de saúde de pacientes crônicos

Os hospitais estão tendo uma “fuga”de pacientes por medo de contaminação com o novo coronavírus; as instituições estão preparadas para receber tanto os pacientes com Covid-19, como pacientes com outras doenças e incidentes de saúde

A demora em procurar ajuda em um hospital por medo de contágio do Coronavírus levou uma mulher, na faixa dos 70 anos, a agravar seus problemas de saúde. Ela sofreu uma queda em casa, fraturou a coluna e, esperou cinco dias para ir ao hospital, ficou em casa sem movimentos, o que gerou uma tromboembolia pulmonar. O relato é do médico e diretor técnico do Hospital Marcelino Champagnat, Rogério de Fraga.

O caso, ocorrido no fim de março, e outras histórias de complicações por não procurar ajuda médica a tempo são relatados pelo médico, como a dificuldade que a equipe do hospital teve para convencer um paciente com sintomas de AVC para ficar no estabelecimento de saúde. “Temos um nível de cuidado máximo, bem como protocolos e utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), a divisão de fluxos de paciente com Covid-19 e seus sintomas, separado de pacientes com outras doenças, além de uma ala preparada para o isolamento”, diz o médico.

Segundo o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, a maior parte dos doentes que estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais privados do Paraná, atualmente, é de pessoas com doenças crônicas e/ou graves e não com a Covid-19. São pessoas que tiveram descompensação de seus quadros por não terem se tratado, principalmente com doenças cardiovasculares e pulmonares, câncer, diabetes, e doenças psiquiátricas. A média de ocupação desses hospitais caiu 40% durante a pandemia em comparação com uma média de 75% registrada normalmente. O Paraná tem atualmente 4.200 leitos de UTI’s públicos e privados. E 1.900 são somente leitos privados e que não atendem o SUS, segundo o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes).

De acordo com Ventorim, a maioria dos hospitais privados do Paraná está preparada para atender os pacientes durante a pandemia. Vários têm a certificação de qualidade ONA, canadense e americana, que prevê a estruturação e execução de planos de contingência para situações como a pandemia. O presidente do Sindipar conta que desde que começaram os primeiros casos no País, os hospitais investiram em infraestrutura, equipes e fluxos para atender a população. Enquanto alguns construíram novas UTIs e áreas de emergência específicas para receber os pacientes com sintomas de doenças respiratórias ou com a Covid-19, outros investiram na alteração de fluxo, separando áreas distintas para receber pacientes com a doença e outras não relacionadas à Covid-19.

Pânico

O medo de se contaminar com o novo coronavírus, que afugentou as pessoas com doenças crônicas e graves dos hospitais, aconteceu também em países como a Espanha, Itália e EUA, que tiveram aumento de mortalidade por doenças não relacionadas à Covid-19. Na região Norte da Itália, por exemplo, houve um incremento de morte por doenças cardíacas fora dos hospitais em 58% durante a pandemia. A incidência de mortes em casa em Nova York aumentou 800% em abril deste ano. Em São Paulo, a mortalidade domiciliar por causa de infarto agudo do miocárdio subiu 80%, segundo a Vigilância Epidemiológica daquele Estado.

A cardiologista intervencionista Viviana Guzzo Lemke alerta que os pacientes com doenças cardiovasculares, mesmo durante a pandemia, precisam procurar os hospitais ou seu médico quando tiverem qualquer sinal de descompensação da sua doença ou ao ter sintomas compatíveis com infarto, como dor no peito, falta de ar e sudorese. Viviana conta que não está sendo incomum os pacientes chegarem no hospital já com complicações do infarto, por terem demorado a procurar o atendimento médico. Foi o caso de um paciente que procurou o hospital dois dias depois de sentir dores no peito. Ele já estava infartado e com insuficiência cardíaca. “É importante que o paciente saiba que o infarto não respeita quarentena”, diz a médica. Os hospitais que atendem pacientes com problemas cardiológicos chegaram a atender apenas 30% dos pacientes em comparação a igual período no ano passado, por causa do medo das pessoas contraírem o novo coronavírus.

O oncologista Evanius Garcia Wiermann alerta também que o paciente não pode negligenciar o câncer por causa do medo do novo coronavírus. “O câncer não é menos importante que a Covid-19. Provavelmente teremos um surto, no próximo ano, de pessoas com câncer. As pessoas diagnosticadas com a doença não podem abandonar o tratamento. E quem tem histórico na família ou sintomas precisa fazer exames, procurar o hospital ou o seu médico”, avisa. Ele cita uma estatística do Instituto Nacional de Câncer (Inca) de que o Brasil vai ter 50 mil menos casos de câncer diagnosticado este ano por causa da pandemia e do medo que ela dissemina entre as pessoas. Wiermann relata que há até casos de pessoas que abandonaram o tratamento quimioterápico por medo de contrair a Covid-19 em hospitais.

“A população não pode entrar em contato com o outro “p” de pandemia que é o pânico. As pessoas precisam conversar com seus médicos e ter um hospital de confiança com ambiente seguro. Os bons hospitais estão preparados para dar atendimento com segurança, tanto de pacientes com a Covid-19 quanto de pacientes com outras doenças não relacionadas à essa doença”, afirma o superintendente médico do Vita Batel, Gustavo Justo Schulz.

Os hospitais especializados registraram uma queda de 50% no atendimento por causa da pandemia. Segundo a neurologista Vanessa Rizelio não há coincidência alguma: mortes por infartos e acidente vascular cerebral (AVC) podem aumentar durante o período de isolamento social. Como estas doenças se manifestam de forma súbita, é bom estar atento aos sinais. “Temos observado não só aqui no Brasil, mas no mundo, a diminuição de chegada de pacientes com suspeita de AVC aos hospitais”, avalia. “E quando vão, chegam além do tempo para estabelecer um tratamento que melhora o quadro e evitar sequelas (até quatro horas do início dos sintomas)". Entre os sintomas do AVC estão a dificuldade para falar, pronúncia de palavras ou de a pessoa enrolar a língua; e falta de coordenação motora com desequilíbrio na hora de tentar caminhar, entre outros.

Vacinas

No início do isolamento social houve uma retração na procura por vacinas, de modo geral, até por quê algumas recomendações estavam divergentes se era recomentado fazer ou não a vacinação em função do novo coronavírus. Mas desde que a Sociedade Brasileira de Imunizações se posicionou deixando claro que as vacinas não deveriam ser adiadas houve um retorno de forma progressiva na procura e o volume de atendimentos está normalizando. “Não estar com a vacinação em dia pode levar a uma debilidade imunológica, que pode tornar a pessoa mais suscetível ao coronavírus e outras infecções”, avisa a coordenadora do Centro de Vacinas do Hospital Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Giamberardino.

Suicídios

A psiquiatria é uma das áreas mais impactadas pela pandemia porque os transtornos mentais como a ansiedade, depressão e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), por exemplo, aumentam nesse período, segundo o psiquiatra Roberto Ratzke. O afastamento das pessoas dos hospitais e clínicas acaba piorando a saúde mental dos pacientes, que podem enfrentar outro tipo de problema também com uma medida recente da Anvisa no período da pandemia, de acordo com o psiquiatra. Em sua opinião, a permissão para os médicos darem receita para três meses é perigosa porque o acúmulo de remédios pode levar a pessoa com transtorno mental a cometer suicídio, tomando todos os comprimidos. “Nosso receio é que muita gente vá morrer por suicídio por ter acesso a mais remédios de receita por um período mais longo”, avisa. Outro aspecto que pode se agravar com o afastamento de pacientes do tratamento psiquiátrico provocado pelo medo do novo coronavírus são as psicoses, como a esquizofrenia, por exemplo. Segundo Ratzke, em geral o paciente com psicose não tem noção que está doente e tem dificuldade em ir ao médico. Com a pandemia, o psiquiatra prevê o aumento de crises psicóticas ocorrendo em casas e famílias sofrendo em lidar com o problema.

Sindipar, Ahopar, Fehospar

Queda de 50% na ocupação dos hospitais privados e aumento de custos com Covid-19 devem reduzir funcionários e leitos disponíveis

Hospitais do Paraná podem não sobreviver à pandemia do
coronavírus se medidas urgentes não forem tomadas

O Sindipar - Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná – estima uma queda de 50% na ocupação dos hospitais do Estado e prevê uma consequente redução no quadro de funcionários e leitos das instituições privadas nos próximos dias. Os representantes do setor esperam que soluções propostas pela entidade – como isenção de taxas de luz e água e isenção de ISS (Impostos sobre Serviços) – sejam aceitas pelo Governo para diminuir O prejuízo na casa de milhões para as instituições e cortes em todos os setores.

A queda na ocupação de leitos foi impulsionada pelas medidas de contenção à Covid 19, situação que fez com que a maioria das cirurgias e consultas eletivas fossem canceladas, causando um esvaziamento dos hospitais. O Paraná tem 484 hospitais privados (filantrópicos e não filantrópicos) e públicos. São aproximadamente 28 mil leitos no Estado, sendo 4,3 mil leitos de UTI.

“Apenas metade desses leitos estão ocupados hoje causando prejuízo e dívidas para as instituições”, aponta o presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná (Sindipar) e da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) Flaviano Feu Ventorim. Ele explica que as associações que representam os hospitais se uniram para propor medidas que evitem o endividamento das instituições e garantir que os hospitais não fechem as portas como consequência da situação.

Além da queda de 50% dos leitos nos hospitais particulares e filantrópicos, o atendimento clínico também sofreu alteração. A estimativa do Sindipar é que 60% dos atendimentos foram cancelados desde abril. “Essa realidade já causou uma redução de 30% no quadro de funcionários”, revela Ventorim, sem descartar a possibilidade de novas demissões acontecerem nos próximos dias.

O Sindipar está propondo planos de incentivo ao setor para evitar o colapso financeiro, mas ainda não obteve retorno do governo. “A resposta precisa ser urgente para que as portas dos hospitais não fechem com a pandemia”, diz o presidente do sindicato. Ele explica que todos os hospitais representados pelo Sindipar operam com taxa de ocupação reduzida, mas que os custos fixos de cada instituição não diminuíram, o que causa prejuízos ao fluxo de caixa. A estimativa é que o faturamento dos hospitais tenha caído cerca de 60%.

Sindipar, Fehospar, Ahopar

Hospitais do Paraná destacam ações das instituições para enfrentar o novo coronavírus

O presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) e do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, e os presidentes da Associação dos Hospitais do Paraná (Ahopar), José Octávio da Silva Leme Neto, e da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), Rangel da Silva, realizaram, nessa segunda-feira, 23 de março, uma coletiva de imprensa para falar sobre as medidas adotadas pelos hospitais no combate à pandemia de Covid-19.

De acordo com Ventorim, os hospitais têm, hoje, uma estrutura organizada de atendimento e estão mantendo uma boa rotina de trabalho. Porém, apesar disso, a preocupação agora é com os itens básicos de proteção individual, como máscaras e luvas, por exemplo. “Houve um consumo intenso, inclusive da população, e o estoque que tínhamos para alguns meses foi consumido em duas semanas. Por isso, estamos adotando medidas para controle, para sanear essas situações, colocando algumas travas importantes na hora de distribuição, para não faltar nenhum equipamento de proteção para aqueles que estão na linha de frente, que são os profissionais de saúde”, destacou. Ele lembrou, ainda, que é importante a população se conscientizar de que não deve comprar esses insumos sem necessidade, gerando um desabastecimento no mercado.

Para garantir o atendimento à população, as instituições têm adotado algumas orientações do Ministério da Saúde, como o cancelamento de cirurgias eletivas e atendimento ambulatorial eletivo. No momento, a indicação é atender somente urgência e emergência, e a exceção são os pacientes crônicos, que precisam de continuidade no tratamento.

Outra medida apontada por Ventorim foi com relação à proibição de visitas nos hospitais, pois há uma grande preocupação com os colaboradores envolvidos no dia a dia das instituições de Saúde. “Por orientação do Ministério da Saúde, cancelamos visitas para justamente limitar o número de pessoas dentro de um hospital. Precisamos evitar que pessoas que estejam com COVID-19 e não tenham sintoma entrem no hospital e contaminem os demais. Isso protege os colaboradores e também a população de modo geral. Ainda não estamos em um momento crítico e, por isso, queremos tomar medidas extremas agora para que possamos estar preparados em uma eventual necessidade, se a situação se agravar”, garantiu.

Leitos
Ventorim destacou que o Paraná tem, hoje, 15.191 leitos, sendo 10.805 do Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, são 2.022 leitos de UTIs adulto – 1.218 do SUS. Na avaliação dele, o Paraná tem uma boa relação de leito-paciente quando comparado aos números do Brasil. Também é importante reforçar que há a possibilidade de se transformar enfermarias em leitos de cuidado intensivo, mas isso vai depender da demanda e da logística de equipamentos e insumos.

Preocupações
De acordo com o presidente da Femipa e do Sindipar, Flaviano Feu Ventorim, a preocupação no momento é com relação a medidas duras que estão sendo tomadas por alguns municípios, como fechar limites da cidade ou paralisar o transporte coletivo. “Fechar os limites dificulta a entrega de materiais e insumos e também a logística dos colaboradores, pois sabemos que, no interior, é muito comum que os profissionais de Saúde trabalhem em diferentes cidades. Além disso, eles precisam de transporte para chegar até o trabalho. Nesse sentido, nossa sugestão é que os prefeitos tenham esse cuidado na hora de adotar medidas. Em Curitiba, por exemplo, houve redução de horários de transporte, mas não paralisação. Assim, conseguimos organizar a sistemática de chegada nos hospitais”, ressaltou.

Para melhorar esse cenário, a primeira indicação dos hospitais do Paraná é para que as pessoas fiquem realmente em casa. Segundo ele, essa medida ajuda a diminuir o contágio de COVID-19; protege dos males da sociedade contemporânea que exigem ida aos hospitais, como acidentes; e reduz a exposição das pessoas ao sarampo e à dengue, doenças que ainda estão circulando pelo Paraná. “São ações que ajudam a reduzir o volume de pessoas dentro dos hospitais, garantindo que sobre espaço para aqueles que realmente precisam. O grande risco que corremos no sistema de saúde é justamente a doença chegar de forma abrupta e atingir muitas pessoas de uma vez. Por isso as medidas de contenção são tão importantes. Também indicamos que haja uma forte campanha de vacinação contra a gripe. Assim, conseguimos tomar medidas mais rápidas de atendimento em pessoas vacinadas que apresentem sintomas, pois a H1N1 já pode ser descartada”, afirmou.

Novas demandas
Para se antecipar às demandas, Ventorim comentou que cada hospital está criando a sua forma de se estruturar e de planejar seus fluxos internos, organizando o fluxo de pessoas e separando pacientes com problemas respiratórios dos demais, por exemplo. Nesse cenário, ele reforçou que as instituições de Saúde têm contado com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do governo do Estado. Uma das ações, por exemplo, foi buscar indústrias paranaenses que possam mudar sua linha de produção para atender às necessidades urgentes da saúde.

“Estamos tomando todas as medidas possíveis para proteger as pessoas. Talvez tenhamos que solicitar à população que fez estoques de materiais que traga esses produtos aos hospitais para que possamos proteger aqueles que estão na linha de frente, que estão envolvidos no atendimento ao doente. Há um esforço muito grande dos governantes para ajudar nesse momento difícil, e precisamos nos unir e olhar pelo outro”, reforçou.

Ainda sobre isso, José Octávio da Silva Leme Neto, presidente da Ahopar, salientou que os hospitais estão criando comitês de gestão de crise para discutir, diariamente, as ações e próximos passos. Ele reforçou que as entidades que representam o setor estão dando total apoio às instituições, inclusive na articulação com o governo e na troca de experiências.

Rangel da Silva, presidente da Fehospar, finalizou a coletiva, lembrando à imprensa que é preciso reforçar à população os protocolos de atendimento, pois esse é um momento de “combate à guerra e é preciso ter doentes nos lugares corretos”. “De acordo com o plano de contingência do Estado, cada macrorregional terá um hospital de referência e os demais serão de retaguarda”, completou.

Fehospar, Ahopar, Sindipar e Femipa

Coronavírus

As diretorias da Associação dos Hospitais do Paraná (Ahopar), Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar) e Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) se reuniram nesta quinta-feira (dia 19 de março) para tratar de medidas conjuntas na condução dos diversos desdobramentos da pandemia de Covid-19 e comunicam que:

- Os hospitais do Paraná estão empenhando todos os esforços sem qualquer limitação financeira, operacional, técnica ou de pessoal para oferecer à população o melhor atendimento no combate à disseminação do COVID-19;

- Estão dando aos profissionais de saúde todas as condições para que exerçam suas funções plenamente e esperam das autoridades a mesma atenção para que estes profissionais e toda a cadeia ligada ao setor tenha a estrutura necessária para trabalhar;

- Já solicitaram às operadoras de saúde que não alterem suas rotinas de trabalho;

- As falsas notícias têm criado pânico e têm atrapalhado o bom andamento dos atendimentos;

- A população só deve procurar pelo pronto-atendimento se tiver sintomas associados à doença e se realmente precisar de atendimento médico-hospitalar. Assim, além de não sobrecarregar os serviços, as pessoas não se expõem desnecessariamente;

- Mesmo os que possuem planos de saúde devem buscar orientação dada pelas Secretarias Municipais e Estadual de Saúde;

- Pedem aos profissionais da área que utilizem com parcimônia os insumos hospitalares, especialmente álcool gel, máscaras, luvas, aventais, toucas etc, pois já há dificuldade de encontrá-los no mercado;

- Os hospitais limitaram visitas hospitalares e a permanência de acompanhantes quando não necessário, isso para evitar a circulação de pessoas possivelmente contaminadas dentro das unidades hospitalares, medida essencial para conter a disseminação do vírus;

- A melhor fonte de informação é a oficial e o compartilhamento de informações de origem duvidosa só gera prejuízos.

José Octavio da Silva Leme Neto – presidente em exercício da Ahopar

Flaviano Feu Ventorim – presidente do Sindipar e da Femipa

Rangel da Silva – presidente da Fehospar

Consulta Pública da Anvisa quer melhorar funcionamento de UTIs

A Associação dos Hospitais do Paraná (Ahopar) apoia a Consulta Pública 753/2019 lançada pela Anvisa desde o dia 2 de janeiro e que trata da alteração da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 7/2010), que dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento das unidades de terapia intensiva (UTIs). Os interessados têm até o dia 17 de fevereiro deste ano para contribuir com comentários e sugestões. O objetivo da consulta é coletar informações para aperfeiçoar a regulação relacionada ao tema.

O primeiro passo para participar desse processo é conhecer a proposta, já disponível na área de consultas públicas do portal da Anvisa. Depois da leitura e avaliação do texto, sugestões poderão ser enviadas eletronicamente, por meio do preenchimento de um formulário específico.

As contribuições recebidas são consideradas públicas e estarão disponíveis a qualquer interessado, por meio de ferramentas contidas no menu “resultado” do formulário eletrônico, inclusive durante o processo de consulta.

Ao término do preenchimento do formulário, será disponibilizado ao interessado o número de protocolo do registro de sua participação, sendo dispensado o envio postal ou protocolo presencial de documentos.

Aqueles que não têm acesso à internet também podem participar. Nesse caso, as sugestões e comentários podem ser enviados por escrito, para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Grecs/GGTES – SIA, Trecho 5, Área Especial 57, Brasília-DF, CEP 71.205-050.

Excepcionalmente, contribuições internacionais poderão ser encaminhadas em meio físico, para o mesmo endereço, mas direcionadas especificamente à Assessoria de Assuntos Internacionais (Ainte).

Ahopar – Associação dos Hospitais do Paraná