Trabalho remoto na pandemia: servidores públicos são mais cobrados e mulheres estão sobrecarregadas

Trabalho remoto na pandemia: servidores públicos são mais cobrados e mulheres estão sobrecarregadas

Um relatório técnico baseado na pesquisa sobre o trabalho remoto na pandemia aponta que, em uma comparação entre setor público e privado, o número de servidores públicos que precisa cumprir metas de produtividade é maior que de trabalhadores de empresas privadas. O estudo também indica que profissionais do setor de educação têm apresentado dificuldades de adaptação à nova modalidade. Com relação ao gênero, o relatório destaca que a maior parte dos profissionais que diz estar trabalhando em um ritmo mais acelerado na pandemia é composta por mulheres. O trabalho foi realizado pelo Grupo Estudo Trabalho e Sociedade (GETS) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com a Rede de Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (Remir).

O distanciamento social, medida necessária e mais eficaz para combater o avanço da pandemia de Covid-19, obrigou 8,3 milhões de pessoas a trabalharem remotamente nesse período, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD COVID19 IBGE). Com o objetivo de compreender as condições gerais dos trabalhadores e a adaptação quanto à mudança do trabalho presencial para o trabalho remoto em razão da crise causada pela doença, o GETS aplicou uma pesquisa a cerca de mil profissionais dos mais diferentes segmentos econômicos, categorias e funções. Após sistematizar os dados gerais dos participantes, os pesquisadores fizeram uma análise reorganizando as informações a partir de recortes específicos que englobam docentes; setor público e privado; e gênero.

Setor público e privado
Entre os respondentes da pesquisa, foram entrevistados 593 trabalhadores do setor público e 303 do setor privado. Questionados sobre e existência de metas, a maioria dos funcionários públicos (62%) disse que precisa cumprir critérios de produtividade, enquanto no setor privado 51% possuem metas. No trabalho remoto, 25% dos profissionais das duas categorias tiveram suas metas de produtividade aumentadas. Durante a pandemia, o ritmo de trabalho ficou mais acelerado para 47% dos servidores públicos e para 52% dos profissionais do setor privado.

O estudo também constatou que os trabalhadores do setor público tiveram mais gastos pessoais e menos recursos oferecidos pelas instituições para a execução das atividades em regime remoto do que aqueles que atuam na esfera privada. O resultado está alinhado com a diminuição de gastos que vem sendo constatada pelo setor público com a adoção dessa modalidade de serviço. Os pesquisadores concluíram que houve uma transferência de custos de trabalho para os próprios profissionais, que não estão recebendo ajuda dos órgãos públicos e precisam arcar com as despesas demandadas por recursos e estruturas necessárias para trabalhar em regime remoto.

“A impressão que tenho é que trabalho muito mais e rendo muito menos. Em apenas dois meses já senti algumas dores nas costas por conta de a estação de trabalho não ser a mais adequada. Sinto pressão para mostrar que estou presente através de produtividade, quando no trabalho presencial isso não existia. Saliento que estou em um setor com uma equipe muito boa e com uma chefia bastante compreensiva, o que tem tornado essa experiência bem melhor do que poderia ser”, avalia um dos funcionários públicos que respondeu a pesquisa.

Para os especialistas, as falas dos trabalhadores do setor público, no espaço aberto para comentários, refletem dificuldades em equilibrar a atividade profissional, geralmente com cobrança de metas, com as atividades domésticas e cuidados com filhos, que estão com as aulas suspensas. A falta de treinamento e de capacitação para execução do trabalho nessa modalidade são alguns dos fatores evidenciados pelos participantes.
Trabalho docente
Sobre os profissionais do setor educacional, os pesquisadores observaram que a maioria (72%) encontrou dificuldades ao realizar o trabalho de forma remota. A nova condição demanda dos trabalhadores novas habilidades e conhecimentos ausentes da dinâmica cotidiana de muitos docentes antes da pandemia. Soma-se a esse aspecto a característica de indissociabilidade dos espaços de trabalho e de vida privada, acentuada na modalidade.

Outros aspectos dificultados no trabalho remoto apontados por essa categoria foram o recebimento de demandas de trabalho a qualquer horário e dia da semana (53%), a falta de contato com os colegas e alunos (50%), a dificuldade em separar a vida familiar da atividade profissional (48%) e muitas interrupções durante o trabalho (45%). Nessa questão, a pesquisa permitia a escolha de múltiplas respostas.Para a maioria desses profissionais (60%), o ritmo de trabalho ficou mais acelerado durante a pandemia e quase metade deles (44%) passou a trabalhar mais de oito horas diárias. Houve aumento também no número de dias trabalhados na semana. Enquanto a quantidade de docentes que trabalham seis dias na semana aumentou em 27%, a daqueles que passam todos os dias executando funções profissionais teve um crescimento de 35%.

Nesse setor, a maioria dos profissionais (79%) acredita que a qualidade do trabalho é melhor quando realizado presencialmente. Já 16% dos entrevistados acham que não há prejuízo no trabalho remoto e, somente, 5% consideram o trabalho em home office melhor. A maioria (58%) teve gastos pessoais para adaptar as condições de trabalho ao ambiente residencial. Ainda assim, muitos (48%) acreditam que existem aspectos positivos e negativos nessa modalidade, enquanto 44% veem só pontos negativos e 7%, positivos.

Mulheres
O estudo revelou que homens e mulheres vivenciam o trabalho remoto de formas diferentes e que as desigualdades entre os gêneros persistem também nessa modalidade. Os pesquisadores destacam que as mulheres são incumbidas, historicamente, ao trabalho reprodutivo e de cuidados e, em um momento como esse em que essas atividades estão concentradas aos domicílios, elas estão ainda mais sobrecarregadas.

Das mulheres entrevistadas na pesquisa que deu origem ao relatório, mais da metade (51%) avalia que passou a trabalhar em um ritmo mais acelerado durante a pandemia. Com relação aos homens, essa percepção é menor: 43%. Paralelamente, mais homens relataram que o ritmo de trabalho não sofreu alterações (24%) ou que passaram a trabalhar em uma velocidade mais lenta (33%) durante o distanciamento social. Para as mulheres, esses quesitos correspondem a 43% e 17%, respectivamente.

Nesse período, o percentual de mulheres que têm trabalhado cinco dias na semana caiu de 83%, antes da pandemia, para 57%, assim como dos homens que passou de 78% para 55%. Isso se reflete no aumento de dias trabalhados semanalmente. Antes da pandemia, apenas 8% das mulheres exerciam atividades profissionais seis dias na semana. Durante a quarentena, na modalidade remota, esse percentual mais que dobrou, atingindo 19% do sexo feminino. Para os homens, trabalhar seis dias na semana passou de 10% para 16%. Já o trabalho sete dias na semana passou de uma taxa de 1% a 17% para as mulheres e de 4% a 18% para homens. Esses dados são relativos apenas ao trabalho remunerado.

De acordo com a pesquisa, 65% das mulheres e 53% dos homens tiveram dificuldades em executar o trabalho de modo remoto, enquanto 47% dos homens e 35% das mulheres disseram que não tiveram dificuldades.

“O grande problema é enfrentar sozinha questões emocionais. No meu caso, os sintomas de ansiedade generalizada retornaram. A angústia aumenta e não sinto tanta liberdade para conversar com meus gestores sobre isso por medo de perder o emprego”, declarou uma trabalhadora do setor privado casada e sem filhos.

“Acredito que o trabalho remoto impacte mais as mulheres, principalmente as mães solo como eu. Se as jornadas de trabalho já eram três ou quatro (trabalho fora, estudo, trabalho em casa, filhos), elas continuam as mesmas, mas com a diferença de estarem sendo realizadas no mesmo momento. Enquanto faço a janta, respondo e-mail, falo com a chefia, medico meu filho. Está pesado, estou cansada”, desabafa uma servidora pública mãe de dois filhos.

Para os pesquisadores, notam-se percepções sobre o trabalho remoto totalmente diferentes entre homens e mulheres, as quais estão relacionadas com seus papéis sociais. A conclusão do relatório aponta que, quando discorreram livremente sobre suas experiências em home office, as mulheres destacaram-se pela centralidade dos termos “casa”, “filho, “cuidado” e “criança”, enquanto os homens utilizaram mais as palavras “tempo”, “contrato”, “pandemia” e “casa”, sendo que esse último termo tem a ver, para os homens, com a gestão do tempo e não com cuidado dos filhos e trabalho doméstico.

Trabalho pós-pandemia
De acordo com a coordenadora da pesquisa e professora de Sociologia, Maria Aparecida da Cruz Bridi, o estudo sinaliza alterações no mundo do trabalho após a pandemia e uma possível ampliação da modalidade remota em distintos setores da economia. “Ele aponta os desafios para a classe trabalhadora e seus sindicatos: Como assegurar direitos e condições de trabalho que garantam a saúde física e mental dos trabalhadores? Como certificar que o trabalho seja realizado com jornadas que não ultrapassem as oito horas regulares, que foi uma conquista histórica da classe trabalhadora?”.

Para a pesquisadora, é importante garantir que as pessoas tenham vida para além do trabalho. “Como salvaguardar que a empresa não se estenda para todos os domínios da vida do trabalhador, agora também em seu espaço privado? Há a necessidade de uma regulamentação que assegure direitos e saúde. Os sindicatos estão desafiados também a enfrentar esse tema e atuar, sobretudo, na questão das jornadas de trabalho. Poder trabalhar a partir de casa é uma boa saída para os trabalhadores, mas os ganhos obtidos com a redução de custos pelas empresas, por exemplo, devem ser repartidos com os profissionais”, avalia Maria.

A pesquisa sobre trabalho remoto na pandemia e o relatório técnico que categorizou os resultados foram realizados pelos pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR): Alexandre Pilan Zanoni, Fernanda Ribas Bohler, Fernanda Landolfi Maia, Giovana Uheara Bezerra, Kelen Aparecida da Silva Bernardo, Mariana Bettega Braunert, Kelen Aparecida da Silva Bernardo, Zélia Freiberger e coordenados pela professora Maria Aparecida da Cruz Bridi.

Links úteis
Matéria completa no site UFPR: https://bit.ly/3kpOLyF

Relatório técnico completo: https://bit.ly/3mwp7tZ

Alto da XV Mall será inaugurado em outubro

Empreendimento administrado pela Argo tem conceito embasado em praticidade e conveniência

No dia 28 de outubro, será inaugurado o Alto da XV Mall, que ficará localizado na Rua Camões, 601, no bairro Alto da XV, em Curitiba. O empreendimento será administrado pela Argo Desenvolvimento & Gestão, empresa responsável pelo gerenciamento de dezenas de shopping centers em sete estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

O diretor de operações da Argo, Fabiano Bussi, afirma que a localização do Alto da XV Mall é economicamente e emocionalmente estratégica. “A vida de muitas pessoas se encontra nessa localidade, então acreditamos na influência que a região já oferece para continuar atendendo aos potenciais consumidores de modo mais assertivo. O Alto da XV Mall veio para resgatar a conveniência e a comodidade para os curitibanos, e oferecer tudo o que a região merece”, explica.

Ana Ades é a superintendente que assume o Alto da XV Mall. Ela, que atua há mais de 20 anos nas áreas administrativa e financeira e há cerca de 10 está no ramo do varejo, acrescenta que o espaço também será um bom negócio para os lojistas. “Fizemos diversas pesquisas e entendemos que as pessoas têm um carinho especial por esse local, que se torna uma extensão da sua casa. Somos o grande amigo do bairro e vamos oferecer para toda a região conveniência e comodidade para o dia a dia. Com esse viés, estamos reformulando alguns elementos logísticos e comerciais, mas acreditamos que o fato de ser um centro de compras prático e rápido no Alto da XV já será atrativo por si só”, comenta.

Marcello Almeida, sócio da Cia Iguaçu, proprietária do empreendimento e responsável pelo projeto, expõe o quanto acredita no potencial da região e do espaço onde ficará instalado o centro de compras. “A origem da Cia Iguaçu é em Curitiba e ainda temos laços muito profundos por aqui. Por isso não poderíamos deixar de homenagear a cidade e nossa história. A partir de agora, a população de Curitiba e mais especificamente os moradores da região do Alto da XV podem contar com um projeto moderno, dinâmico e focado na praticidade, economia e parceria com os seus colaboradores e clientes”, ressalta.

Economia, conveniência e proximidade

O Alto da XV Mall possui características que devem atrair variados tipos de consumidor. Com a intenção de ser um “amigo” do cliente, o shopping contará com um mix de cerca de 180 lojas de diferentes segmentos como vestuário, calçados, telefonia, beleza, praça de alimentação, utensílios, acessórios, etc., com custo-benefício acessível e que traga praticidade e conveniência.

De acordo com a administradora, a estimativa é que o shopping movimente a economia local, gerando centenas de empregos diretos e indiretos por meio de lojistas, prestadores de serviço e funcionários próprios.

O shopping abre seguindo todos os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias, que determina distanciamento necessário, obrigatoriedade de máscara, disponibilização de álcool gel, sanitização constantes de áreas comuns, como banheiros, mobiliário da praça de alimentação, quantidade limitada de clientes, cuidado na operação de ar condicionado, entre outras medidas que visam proteger os clientes e os funcionários do mall, com a vantagem de ser um empreendimento de piso único com várias portas de acesso que permanecerão abertas para favorecer a circulação do ar.

Serviço

Alto da XV Mall

Data de lançamento: 28 de outubro

Horário de funcionamento: Segunda a sábado das 10h às 20h; domingo do 12h às 18h.

Sobre o Alto da XV Mall

Administrado pela Argo Desenvolvimento & Gestão e lançado em outubro de 2020, o Alto da XV Mall é um shopping com variado mix de lojas que têm a intenção premissa de oferecer bom custo-benefício e praticidade aos clientes. Com apenas um piso, o empreendimento conta com quase 200 espaços para lojistas e praça de alimentação e um estacionamento com mais de 100 vagas. O endereço é Rua Camões, 601, Alto da XV – Curitiba/PR. Em breve, site à disposição: www.altodaxvmall.com.br.

ABRAPE E FETURISMO SÃO RECEBIDOS NA SECRETARIA DE SAÚDE DO PARANA

Representantes da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, Mac Lovio Solek, vice-presidente da região Sul, e da FETURISMO, Susan Klein, diretora de comunicação, estiveram presentes na tarde da última quinta (10.09) na Secretaria da Saúde com Geraldo Biesek, Diretor Executivo de Saúde e chefe do Gabinete do Secretário Beto Preto, e com Fabio Oliveira, diretor de administração e finanças do Paraná Projetos, para solicitar a retomada urgente do setor de eventos no Estado do Paraná.

Durante a reunião, foi apresentado pela Abrape, um protocolo com as sugestões para a realização de eventos responsáveis e seguros, o qual passará nos próximos dias, por uma avaliação interna da Secretaria da Saúde do Estado, como falou o diretor e também presidente interino do COI, Geraldo Biesek. Na conversa, Biesek explicou também como está a curva de novos casos do COVID-19 em relação ao descaso da população durante o feriado da Independência, além de se dispor para ajudar a desenvolver com sua equipe um documento técnico e seguro para o segmento.

Para isso, foi entregue uma carta aberta com planos propostos sobre as ações de retomada do setor de eventos no Paraná, direcionada ao Secretário de Saúde, Carlos Alberto Gebrin, e ao Governador do Estado do PR, Carlos Roberto Massa Júnior.

A reunião é resultado direto do encontro das entidades, que aconteceu no dia 19/8 no Palácio Iguaçu, juntamente com o Vice Governador, Darci Piana, e o Secretário de Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge.

"O setor já está parado há mais de 180 dias. Entende-se a impossibilidade neste momento da retomada de forma integral, mas é preciso urgente da sua viabilidade parcial e bem como um plano a ser seguido com o aval das autoridades. Durante os últimos dias, fomos impactados com fatos e acontecimentos pelo Brasil que geraram espanto pelo comportamento das pessoas, e revolta pelo fato de nós que temos a legalidade estarmos sendo impedidos de trabalhar e manter nossas empresas e empregos sejam eles diretos ou indiretos”, cita Mac Lovio Solek, vice-presidente da Abrape na região sul, na carta entregue. “O intuito dessa retomada é diminuir o impacto o quanto antes gerado pelo fechamento das atividades de serviços para empresas de organização de eventos, que alcança mais de 60 tipos de categorias profissionais de colaboradores diretos ou indiretos. Entende-se que retomar as atividades não é 'virar uma chave' e tudo vai voltar (a ser) como era antes. Mas já demorou muito para enxergar como um setor importante do Estado e assim planejar a volta, primando pela responsabilidade sanitária, social, técnica, mas também econômica”, completa Mac.

Mário Queiroz se une a jornalistas em Paris e Milão para lançar curso de atualização internacional em Moda Masculina

Direto de Paris, Milão e São Paulo, as jornalistas Ana Garmendia, Camila Leonelli e o designer, professor e consultor de Moda Mário Queiroz lançam seu primeiro curso “Atualização Internacional em Moda Masculina” juntos. “Queremos oferecer nesse momento tão especial, uma gama de informações diretamente da Europa num período onde as pessoas não estão podendo viajar”, anuncia Queiroz que se reúne as duas jornalistas para o que eles chamam de requalificação profissional frente ao cenário do Covid 19. Com início no próximo dia primeiro de outubro, a atualização traz temas envolvendo marketing, varejo, design, moda de rua e VM. As informações estão sendo diretamente apuradas de Milão, Paris e São Paulo sobre as diversas frentes da moda masculina.
O público alvo são designers, empresários, gerentes de produto, jornalistas e publicitários. O programa busca entender os atuais perfis de consumidores, o design, o marketing, o VM e novas estratégias do Mercado para esse momento. As aulas terão duração de uma hora e acontecem sempre às 10 horas da manhã. As inscrições estão abertas na plataforma Sympla e podem ser feitas por Encontro ou todo o Curso. Ao todo são Cinco Encontros onde os inscritos terão acesso simultaneamente aos panoramas das três cidades, podendo assim atualizar e re-direcionar seus olhares para o que a moda masculina tem como foco hoje.

“Acreditamos que seja importante nós oferecermos o que as ruas, as lojas, o varejo, o designer estão vivenciando e apresentando ao mercado depois de mais de seis meses de Pandemia , onde vimos tudo com relação a moda parar abruptamente e muita gente que, habitualmente fazia viagens e participava de feiras para se atualizar, ficou parada vendo tudo pelas redes sociais”, ressalta Ana que vai entrar com as informações e pesquisas da Capital Francesa.

Para Camila Leonelli, nunca foi tão importante essa conexão internacional. “Milão sofreu arduamente com a pandemia, viu suas fábricas de moda reverterem a produção para produção de materiais para a linha de frente no combate ao Covid 19. Existiu até um certo orgulho que ressaltava a excelência do made in Italy dizendo que em nenhum outro lugar do mundo os jalecos eram Armani e as máscaras Prada. A Itália se viu diante de um pesadelo. O país, hoje, é responsável por 70% da produção do prêt- à - porter de luxo mundial e aposta na moda como um dos setores chaves para alavancar a retomada da economia italiana. É importantíssimo e crucial entender o movimento italiano nesse momento tão importante, seja na produção, criação e varejo de moda."

Serviço:

Atualização Internacional em Moda Masculina
Dias 1, 8, 15, 22 e 29 de outubro pelo Zoom.Inscrições pelo Sympla no link https://www.sympla.com.br/atualizacao-internacional-em-moda-masculina__958953

INVESTIMENTO:As inscrições poderão ser feitas por Encontro ou todo o Curso.
Cada encontro – R$ 180,00
Combo (5 encontros) – R$ 720,00

Quem Somos

Ana Clara Garmendia é jornalista e vive em Paris desde 2006 onde foi pioneira do movimento mundial de Street Style com o site Moda Paris (anagarmendia.com.br) que atualmente é uma plataforma independente onde vários colaboradores publicam. Colaborou com várias revistas brasileiras como Vogue, Marie Claire, GQ, Glamour, FFW e Elle, entre outras, sempre na área de moda e beleza. Atualmente se dedica a suas páginas no Instagram num trabalho independente, de opinião onde fala de moda de rua, tendências e comportamento.

Camila Leonelli é fotojornalista e repórter de moda em Milão. Atuou como relações públicas em São Paulo por cinco anos com as principais marcas do setor. Hoje na Itália, depois de uma longa experiência como assessora de imprensa, faz cobertura das semanas de moda em Milão como fotógrafa de street style e jornalista.Pós-graduada em Moda e Criação pela Faculdade Santa Marcelina e Comunicação de moda pelo IED- Roma, e especializada em Cool Hunting pela Central Saint Martins de Londres.

Mário Queiroz é designer, professor e consultor de moda. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC SP, onde também realizou seu mestrado. Tem uma carreira como Designer de moda em grandes empresas de varejo, têxteis e de confecção e também como diretor criativo da marca que leva seu nome. Com sua marca participou de grandes eventos no Brasil e na França: Tem linha assinada de joias com a empresa Rommanel, onde atua como consultor de moda. Criou e coordenou o Curso de Design de Moda da UAM SP e em seguida foi diretor do IED São Paulo. Atua como professor de pós-graduação em diversas instituições no Brasil. Tem três livros publicados, recentemente lançou o “Os Homens e Moda no séc XXI”. Criou e coordena o evento HOMEM BRASILEIRO, único evento transdisciplinar sobre as masculinidades.

A vida doce como um tiramisù

O Tiramisù resiste. Está confirmada a quarta edição da Tiramisù World Cup no início de novembro em Treviso, na Itália. Além do país sede, estão inscritos concorrentes do Reino Unido, França, Polônia e Croácia para competir no torneio mais saboroso do mundo. A missão: preparar um Tiramisù irretocável seja da forma tradicional com os ingredientes clássicos: biscoitos savoiardi/pavesini, mascarpone, café, ovos, cacau e açúcar; ou dar asas à imaginação e criar um Tiramisù criativo. Os critérios de avaliação vão considerar a execução, o equilíbrio da montagem, a aparência, o sabor, a harmonia e a intensidade do paladar em cada Tiramisú.
Este ano, foi preciso redimensionar o evento para 200 vagas, seguindo as novas normas de segurança. As inscrições permanecem abertas enquanto houver vagas. “Foram quase todas preenchidas durante o período de lockdown. Mas ainda dá tempo de se inscrever!”, convoca Francesco Redi, CEO da Tiramisù World Cup, durante o lançamento oficial da quarta edição da Tiramisù World Cup, organizada pela agência de turismo gastronômico Twissen Group, no dia 9 deste mês, na Itália.
As inscrições são feitas diretamente pelo site da Tiramisù World Cup tiramisuworldcup.com/partecipa/, pagando uma taxa de 20 Euros, com provas presenciais na cidade sede italiana. O valor inclui o kit do concorrente: ingredientes do tiramisù original (biscoitos savoiardi/pavesini, mascarpone, café, ovos, cacau e açúcar), prato oficial do evento e um brinde surpresa.
A semifinal e a final da competição para amadores mantêm-se firmes, agendadas para 1 de novembro. Os campeões mundiais ganharão uma viagem a uma capital europeia, ainda não divulgada, além de participar de eventos exclusivos pela web. Haverá também um prêmio surpresa dos biscoitos Pavesini Barilla.
A grande final seguirá todas as normas de segurança exigidas pela OMS, para segurança do público, como uso de máscara e distanciamento: “Estamos nos esforçando para produzir um grande evento. Apesar das limitações impostas pelo período de pandemia, acreditamos que o público irá se surpreender novamente”, afirma Redi.
Este ano o Tiramisù World Cup vem com o tema “Treviso, cidade do esporte”, que inclui também estilo de vida, turismo esportivo (ciclismo, equitação, golf, canoagem). As principais marcas locais do esporte de Treviso estarão presentes, como Lotto, Nordica, Diadora e Barilla. É possível acompanhar todas as etapas do processo pelo site oficial do evento tiramisuworldcup.com/.
No lançamento oficial do evento, Redi salientou que, de acordo com pesquisas da Twissen, o Tiramisù World Cup ganhou mercados, nos últimos anos, em países como Indonésia, Turquia e Coreia do Sul: “E há muitas startups que nasceram da Copa do Mundo de Tiramisù. Entre concorrentes, campeões e finalistas, muitos já abriram seu próprio negócio”, comemora.
Durante o período de pandemia do Covid-19, os preparativos da competição mais doce do mundo, mantiveram-se a pleno vapor durante esses meses, pelas redes sociais. Devido à necessidade de isolamento físico, a organização criou uma programação especial de conteúdo e eventos multiplataforma pelo site, Instagram e Youtube. Tem receitas dos campeões mundiais, dicas exclusivas de pratos e entrevistas com personalidades italianas do setor.
Pelo Instagram, um evento chamado IG Festival dedicou-se a divulgar os ingredientes do tiramisù: açúcar, ovos, mascarpone, biscoitos savoiardi, café e cacau. Em cada episódio, foi trabalhado um ingrediente por vez, por exemplo, os ovos. Os participantes postavam uma foto do prato preparado com os ovos e a receita, que não precisava ser necessariamente o tiramisù: “A ideia era descobrir novas possibilidades de uso do ingrediente, bem como outros elementos que podem ser combinados com esse item.
“Além disso, queríamos gerar interação com o usuário”, explica Francesco Redi. Ele conta que o site do evento tiramisuworldcup.com/ traz um novo plano editorial, veiculando conteúdo exclusivo sobre estilo de vida e cultura gastronômica, além de combinação de ingredientes, conselhos culinários e receitas.
Já pelo Youtube, o programa “UnTiramisù con...” traz importantes personalidades da confeitaria italiana no canal da Tiramisù World Cup. Trata-se de uma série online de entrevistas que mostra diferentes realidades e ideias inspiradoras relacionadas ao famoso doce italiano.
O primeiro entrevistado é Roberto Lestani, cavaleiro de Ordem de Mérito da República Italiana e presidente da Federação Internacional de Pasticceria, Sorveteria e Chocolateria. A gravação foi feita no restaurante onde teria surgido o tiramisù original, em 1962, o Le Beccherie, de Roberto Linguanotto.
Outro convidado da série é o produtor teatral Ugo Massabò, italiano que vive em Cornwall, no interior da Inglaterra. Por lá, Massabò fundou a empresa TiramisUGO, preparando sua tradicional (e secreta) receita de família.
Um novo ciclo de entrevistas está previsto para outubro, mês em que também estreia o programa online “TWC Experience” tiramisuworldcup.com/esperienze/, por plataforma digital, com distribuição da Musement. Na atração, os campeões mundiais Fabio Peyla, Sara Arrigoni e Francesca Piovesana farão um show cooking, dando preciosas dicas para a preparação do tiramisù.
O famoso doce italiano ganhou ainda uma entidade para exaltá-lo, a Academia do Tiramisù, um braço cultural da Tiramisù World Cup. Trata-se de uma instituição de promoção social, sem fins lucrativos, criada em 2019, na Itália, em Treviso (Vêneto). Seu objetivo é resguardar a cultura gastronômica do tiramisù, difundindo informações sobre sua origem, preparação e degustação. Academia do Tiramisù foi reconhecida legalmente na Itália como uma iniciativa que valoriza e aprimora a cultura vêneta no mundo.

Etapa brasileira
No Brasil, a pré-seleção para a edição de 2020 da Tiramisù World Cup começou em novembro do ano passado, em Curitiba, com a presença dos dois campeões mundiais 2019: Fabio Peyla (Tiramisù Clássico) e Sara Arrigoni (Tiramisù Criativo), junto de Francesco Redi. Na ocasião, os campeões integraram o júri da pré-seleção brasileira e serviram o melhor tiramisù do mundo em um jantar de gala para 200 convidados, no Palácio Garibaldi, com presença da presidente Cida Borghetti e do cônsul geral da Itália naquele período, Raffaele Festa, entre outras autoridades.
A população de Curitiba também teve oportunidade de provar o tiramisù campeão em espaço público, quando Fabio e Sara serviram sua receita na Praça Osório, centro da cidade. Durante sua rápida passagem pelo Paraná, a dupla fez ainda um tour histórico por Curitiba e deu uma esticada até a Ilha do Mel, para conhecer as belezas naturais de lá.
Atualmente, devido à pandemia do Covid-19, a seleção nacional para eleger o representante do Brasil na Itália foi adiada temporariamente, ainda sem previsão de retomada.

Serviço
Tiramisù World Cup 2020
- Site oficial: tiramisuworldcup.com/
- Quando: Semifinal e Final – 1 de novembro
- Onde: Treviso, Itália – As provas são presenciais.
- Preço: 20 Euros (taxa de inscrição)
- Inscrições diretamente pelo link: tiramisuworldcup.com/partecipa/
Academia do Tiramisù
- Site oficial (em construção): www.tiramisuacademy.org

Paraná está no primeiro lote de repasse de recursos da Lei Aldir Blanc

O Governo do Paraná recebeu nesta quinta-feira (11), do Governo Federal, R$ 71. 915. 814,94, referentes ao primeiro lote da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020). Esses recursos serão distribuídos por meio do auxílio emergencial e de editais de fomento.

Termina no próximo dia 14 de setembro o prazo para o credenciamento dos trabalhadores de toda a cadeira produtiva da cultura que preenchem os requisitos para receber o auxílio emergencial de renda previsto pela Lei Aldir Blanc. Quem tiver seu cadastro aprovado terá direito a três parcelas de R$ 600 de auxílio, pagas de uma única vez, retroativamente.

O plano de implementação da Lei Aldir Blanc no Paraná, um dos primeiros aprovados no país, foi desenvolvido pelo Governo do Estado em constante diálogo com o Conselho Estadual da Cultura (CONSEC)

Sepultura, Angra, Shaman, Korzus, Armored Dawn e outras bandas falam sobre o Coronavírus no documentário Rock em Pandemia

Série documental 'A tirania da minúscula coroa: Covid-19' fala do Rock em tempos de pandemia

Com a impossibilidade de se apresentarem ao vivo, músicos se reinventam e buscam alternativas de renda
Tercio David Braga

Shows de rock cancelados por todo país, ídolos se reinventando por meio de aulas em plataformas digitais e composições que, no futuro, retrarão um novo mundo. A pandemia atingiu em cheio o rock e, com turnês suspensas por tempo indeterminado, a rotina dos músicos mudou completamente.