“Colagem Continuada” reúne 19 artistas em nova exposição da Bienal de Curitiba

Nova mostra na Sala Adalice Araújo, na SEEC, apresenta obras que partem da colagem como forma de pensamento. Com isso, aproximam imagens, materiais, histórias e diferentes gerações da produção contemporânea.
Curitiba, agosto de 2026 | Como dar um nome para algo que é uma novidade mas sempre esteve aqui? Recortar, aproximar, sobrepor, deslocar, justapor, aglutinar. Uma imagem retirada de seu contexto encontra outra; um fragmento aparentemente sem importância ganha novo sentido quando muda de lugar; tecidos, papéis, fotografias, pinturas e referências de tempos distintos passam a compartilhar uma mesma superfície. É desse princípio, tão simples quanto radical, que parte “Colagem Continuada”, nova exposição da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba - LIMIARES, que inaugura dia 17 de setembro, às 17 horas, na Sala Adalice Araújo, espaço da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) que integra as sedes do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná).

Com curadoria de Jhon Voese e Mário de Alencar, a mostra reúne 19 artistas e expande a ideia de colagem para além de uma técnica artística. Aqui, colar também significa aproximar pessoas, pensamentos, referências e modos de fazer. A própria construção da exposição é entendida pelos curadores como uma operação de montagem: artistas que já desenvolviam suas pesquisas encontram obras produzidas em outros momentos, pessoas entram no projeto ao longo do percurso e novas relações aparecem justamente porque elementos inicialmente separados passam a conviver. “O ato de curar uma exposição aqui é encarado como um ato de colagem”, escreve Jhon Voese no texto curatorial. “Colagem é o impacto fulminante do passado com o futuro”, escreve Mário de Alencar completando. Para eles, uma mostra também nasce dessa sucessão de encontros: “A ideia que se justapõe a outra e que faz nascer um projeto”, ou “A colagem não começa, e a colagem nunca termina. A colagem continua…”

A exposição apresenta trabalhos de Alexandre Cruz Sesper, Alysson Mazzochin, Ana Camargo, André Bergamin, Annette Skarbek, Arnaldo Baptista, Bia Franzolin, Bomju Coelho, Castrenhos (Gabriel Castro), Dedé Ribeiro, Emerson Persona, Guilherme Lepca, Joana de Lima, Juan Pablo Mapeto, Lucas Fier, Marilene Ropelato, Mário de Alencar, Moira Lacowicz e Yara Osman. Embora reunidos pela colagem, os artistas não obedecem a uma fórmula única. A força da mostra está na multiplicidade de procedimentos. Papel encontra tecido; imagens extraídas de enciclopédias ou antigas ilustrações são deslocadas, transferidas e transformadas; recortes acrescentam volume à pintura; restos, rasgos e sobras deixam de ser descarte para assumir protagonismo. Em outros trabalhos, é a própria associação entre imagens e ideias que funciona como colagem.

Essa diversidade também impede que o gênero seja reduzido à sua aparência mais conhecida. Colagem não é simplesmente recortar uma figura e colocá-la sobre outra superfície. É um modo de pensar por aproximações, rupturas e recombinações. Uma imagem pode esconder parcialmente outra sem apagá-la; materiais carregam suas próprias memórias; aquilo que estava destinado a desaparecer reaparece ocupando uma posição completamente diferente. Colagem são as sobras do almoço dentro de um pote plástico. Colagem é a revista recortada, a fita cassete copiada, o filme pirateado, a farofa de domingo e a roupa velha costurada.

A história da colagem acompanha alguns dos momentos mais transformadores da arte moderna e contemporânea. Picasso e os cubistas incorporaram fragmentos da vida cotidiana às obras; os dadaístas fizeram do corte e da montagem instrumentos de crítica; artistas como Hannah Höch utilizaram imagens da imprensa para desmontar e reconstruir visualmente a sociedade de seu tempo. Mais tarde, procedimentos semelhantes atravessariam o Fluxus, a pop art e inúmeras experiências que dissolveram as fronteiras entre pintura, fotografia, objeto, palavra e vida cotidiana.

Os curadores recuperam essas referências sem transformá-las em uma genealogia rígida. Duchamp, Picasso, Matisse e Hannah Höch aparecem em seu texto ao lado de artistas brasileiras e de experiências posteriores justamente porque a própria história da arte também pode ser percebida como uma colagem. São ideias que se acumulam, se contradizem, são retomadas e modificadas.

No Brasil, essa lógica encontra terreno particularmente fértil. Os curadores mencionam um universo “articulado, colado por Rosanas, Reginas e Lygias”, evocando uma produção que historicamente desafiou separações entre objeto e experiência, arte e cotidiano, matéria e participação. “A colagem não para, a colagem só cresce, o de cima esconde o que o de baixo tece”, parafraseia Voese. Ao que de Alencar completa: “Seria ela uma técnica que surge diante dos excessos visuais e do lixo gráfico criados pela Revolução Industrial? Talvez uma ferramenta conceitual fabricada pelos modernistas para remover o verniz de seriedade da arte. Ou possivelmente algo muito mais ancestral e onipresente na cultura humana: um gatilho para a apropriação daquilo que vem de fora, um mecanismo para transformar o outro naquilo que é nosso”.

Nesse ponto que a exposição encontra LIMIARES, conceito da 16.ª Bienal Internacional de Curitiba. Se esta edição investiga fronteiras em transformação entre humano e tecnológico, material e imaterial, natureza e cultura, passado e futuro, a colagem opera naturalmente nessas zonas intermediárias.

Uma fotografia antiga torna-se material contemporâneo. O retalho carrega a memória do tecido ao mesmo tempo em que integra outra composição. Uma imagem perde sua função original e passa a produzir novos sentidos. Cada fragmento permanece sendo aquilo que era e, simultaneamente, torna-se outra coisa ao entrar em relação com os demais.

“Quando iniciei eu tinha uma ideia, mas a ela foram sendo coladas novas”, afirma Voese. “É impossível ter uma ideia que não seja fruto de uma colagem daquilo que se tinha e daquilo que veio”. Alencar reflete: “Porque, no fim das contas, essa é a pergunta que precisamos responder: qual o papel da colagem brasileira, pautada na antropofagia vanguardista e no caldeirão de misturas que é nossa cultura, para a arte contemporânea? A resposta é fácil, contudo: Colagem é aquilo que chamarmos de colagem”.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. Patrocínio: Aurora Coop. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea.

FICHA TÉCNICA
Curadoria: Jhon Voese e Mário de Alencar
Coordenação de projeto: Ana Camargo e Jhon Voese
Design: Mário de Alencar
Expografia: Ana Camargo e Jhon Voese

Agradecimentos: Asa Basa, Lucas Velloso, Alan Amorim, Bomju Coelho, Clube da Colagem e Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC Paraná.

Artistas: Alexandre Cruz Sesper – @_sesper | Alysson Mazzochin – @bettercallpuff | Ana Camargo – @ana.carolcamargo | André Bergamin – @andre.bergamin | Annette Skarbek – @annetteskarbek | Arnaldo Baptista – @arnaldobaptistaoficial | Bia Franzolin – @_biafranzolin.art | Bomju Coelho – @bomju_coelho | Castrenhos (Gabriel Castro) – @castrenhos | Dedé Ribeiro – @dederibeiro | Emerson Persona – @emersonpersona | Guilherme Lepca – @lepca.art | Joana de Lima – @joanadelima | Juan Pablo Mapeto – @juanpablomapeto | Lucas Fier – @lucasfier | Marilene Ropelato – @marilene_ropelato | Mário de Alencar – @mariodealencar | Moira Lacowicz – @moira.lacowicz | Yara Osman – @yaraosmanyaya

SERVIÇO
16.ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES
Exposição: Colagem Continuada
Curadoria: Jhon Voese e Mario de Alencar
Local: Sala Adalice Araújo – Secretaria de Estado da Cultura / MAC Paraná Rua Ébano Pereira, 240, Centro

Patrocínio: Aurora Coop

Abertura: 14 de setembro
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h
Entrada gratuita

Mais informações:
@bienaldecuritiba
www.16bienaldecuritiba.org

Bienal Internacional do Livro do Paraná

Curitiba será palco da I Bienal Internacional do Livro do Paraná, reforçando sua posição como "capital nacional da leitura"

Evento literário vai acontecer em outubro de 2025 e deve reunir mais de 300 atrações no Viasoft Experience

A capital paranaense se prepara para sediar a I Bienal Internacional do Livro do Paraná, que acontecerá de 25 de setembro a 5 outubro de 2025 no Viasoft Experience. O evento promete ser o maior do gênero no Sul do Brasil, com mais de 300 atrações programadas, reunindo autores nacionais e internacionais, palestras, workshops, lançamentos de livros e atividades interativas voltadas para todas as idades.

“A leitura é a chave para o desenvolvimento humano e social. Ao abrir as portas para a Bienal, o Paraná reafirma seu compromisso com a educação e a cultura, fortalecendo o acesso à literatura e fomentando o hábito de ler entre seus cidadãos”, afirma Lis Alves, curadora do evento.

Curitiba é frequentemente considerada a "capital nacional da leitura" devido aos hábitos literários de sua população e às numerosas iniciativas que promovem o gosto pelas letras. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, enquanto a média nacional de leitura no Brasil é de 4,96 livros por ano, o curitibano lê 72% a mais, atingindo uma média de 8,53 livros anuais. Esse cenário é reforçado pelo número de bibliotecas públicas na cidade: “Curitiba lidera entre as capitais do país, com 4,34 bibliotecas por 100 mil habitantes. Hoje, são 83 instituições desse tipo, um crescimento de 50,9% desde 2015”, salienta Lis.

A expectativa é que a I Bienal Internacional do Livro do Paraná alcance resultados expressivos. Com uma área de feira de 7 mil metros quadrados, o evento contará com 120 expositores nacionais, agentes e expositores internacionais e cerca de 500 selos editoriais, disponibilizando um acervo de 3 milhões de livros aos visitantes. "Estima-se que cerca de 2,1 milhões de livros sejam vendidos durante a Bienal, um número que, embora inferior aos 5,5 milhões de livros vendidos na Bienal do Rio de Janeiro de 2023, representa um marco significativo para uma edição inaugural”, complementa a curadora.

O público esperado é diversificado, com predominância de jovens entre 18 e 24 anos. “A Bienal também terá forte presença de estudantes: já são 180 mil alunos confirmados das redes pública municipal, estadual e particular de Curitiba”, afirma Lis.

A Bienal também se alinha a outras iniciativas estaduais de promoção da leitura, como a plataforma Leia Paraná. Focada nos estudantes do estado, a ferramenta já emprestou quase 2 milhões de livros e contabiliza cerca de 3 milhões de horas de leitura. “Esse tipo de iniciativa é essencial para formar leitores desde cedo e criar uma geração que valorize a leitura como parte fundamental de seu crescimento pessoal e profissional”, comenta Lis.

Com a realização deste evento, Curitiba se consolida ainda mais como um polo cultural e literário no Brasil, reafirmando seu papel na disseminação do conhecimento e da cultura. A expectativa é que, com o sucesso da Bienal, o Paraná continue a fortalecer sua imagem como um estado que valoriza e incentiva a leitura, preparando o terreno para edições futuras que possam atingir números ainda mais expressivos.

Bienal de Curitiba lança evento on-line com nove meses de programação gratuita

Um dos maiores eventos de arte contemporânea do mundo se reinventou para oferecer exposições virtuais, palestras, lives e entrevistas, que vão acontecer entre dos dias 29 de março e 31 de dezembro

CURITIBA, 24/03/2021 – Considerada um dos principais eventos artísticos e culturais do planeta, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba precisou se reinventar em 2021. Devido ao isolamento social tão necessário em mais um ano de pandemia no Brasil, a Bienal vai promover seu primeiro evento majoritariamente on-line, que será inaugurado na próxima segunda-feira, dia 29 de março. A Bienal On-Line integra ainda a 14ª edição do evento, que aconteceu de forma presencial entre 2019 e 2020, e será transmitida nas redes sociais e pelo site www.bienaldecuritiba.com.br. Serão nove meses de palestras, lives, entrevistas e exposições virtuais, fornecendo conteúdo de qualidade sobre artes visuais, design, arquitetura, cinema e literatura.

“Enquanto aguardamos as condições ideais para realização da 15ª Bienal de Curitiba de forma presencial, sentimos a necessidade de oferecer, dentro dos limites impostos pela pandemia, uma programação especial para o nosso público ainda dentro da 14ª edição, além de movimentarmos profissionais e empresas do segmento, que foram intensamente afetados por essa crise humanitária que já dura mais de um ano. Tudo isso com toda a segurança necessária, com as pessoas acompanhando essa extensão da última Bienal de dentro de suas casas”, comenta Carolina Loch, coordenadora institucional da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba.

Novas temáticas foram propostas para a versão digital. Assuntos variados destacam a relação entre arte e responsabilidade socioambiental, arte e tecnologia, e questões sociais, apontadas pela organização como importantes e necessários para contribuir com uma sociedade mais desenvolvida na contemporaneidade. Na 14ª edição, realizada entre 2019 e 2020, o tema foi “Fronteiras Em Aberto”, discutindo o conceito de fronteiras – e recebendo artistas de todos os continentes, com destaque para membros do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Inaugurando a Bienal On-line, o curador e artista curitibano Flávio Carvalho, especialista em arte e tecnologia, vai participar de uma conversa ao vivo. Na próxima segunda-feira, dia 29 de março, a partir das 19h30, vai ao ar “O museu foi para a internet. E agora?”, na qual Carvalho vai discutir as dificuldades, transformações e maneiras de experimentar a arte contemporânea em plataformas on-line, entre outros assuntos. A conversa terá chat aberto para perguntas, comentários e participação do público, e acontecerá pelo Instagram do evento: @bienaldecuritiba.

Além de atingir um público fiel, que há décadas acompanha de perto todos os seus passos, a interação e formação de novos públicos são pontos relevantes da proposta da Bienal para esta edição especial e inédita nas redes sociais. “O evento busca seguir fomentando a cultura com uma audiência plural, proporcionando experiências estéticas adaptadas ao contexto atual de isolamento, facilitando o acesso via celulares e computadores”, completa Carolina.

Programação
As atrações da Bienal On-Line serão divididas por temática de maneira mensal. Após a conversa inaugural, no fim de março, abril traz discussões sobre videoarte. Maio será o mês do design, enquanto junho será o mês da produção internacional. Aproveitando as férias escolares, julho terá a Bienal On-line para o público infanto-juvenil. Em agosto acontece o Take Over – Arte On-line, voltado às plataformas digitais. As temáticas de setembro são o cinema e a literatura, e em outubro, a arquitetura. Novembro é dedicado às exposições, com visitas on-line a mostras e ateliês de artistas. Dezembro retoma o Take Over, destacando artemídia e encerrando o evento. A programação será divulgada de mês a mês, sempre no primeiro dia útil.

Sobre a Bienal

Criada em 1993, a Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba teve suas primeiras edições voltadas a programação expositiva, chegando a ter sedes em outras cidades brasileiras como São Paulo e Brasília, e até em Buenos Aires, na Argentina. A partir de 2007, expandiu sua proposta incluindo performances, interferências urbanas, cursos e palestras. Artistas de renome mundial já participaram da Bienal, como Marina Abramović e Ai Weiwei. Na 14ª edição, o conceito curatorial de “Fronteiras Em Aberto” foi assinado pelo espanhol Adolfo Montejo Navas e pela brasileira residente em Berlim (Alemanha) Tereza de Arruda, e contou com 461 artistas dos cinco continentes. Mais de 100 espaços da capital paranaense foram ocupados por ações do evento, atingindo um público de mais de 900 mil pessoas.

A programação da Bienal On-Line acontece entre os dias 29 de março e 31 de dezembro e estará disponível gratuitamente no site www.bienaldecuritiba.com.br e nas redes sociais da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba: pelo Facebook (www.facebook.com/bienaldecuritiba) e Instagram (www.instagram.com/bienaldecuritiba).

Bienal de Curitiba promove mostra de videoartes em ônibus e terminais da cidade

Bienal de Curitiba promove mostra de videoartes em ônibus e terminais da cidade
As obras estão presentes em 22 terminais e 1.290 ônibus de circulação urbana

CURITIBA 30/10/2019 – A 14ª Bienal Internacional de Curitiba tem as “Fronteiras em Aberto” como tema principal de suas exposições, propondo uma desconstrução das noções de fronteiras. Pensando em levar a arte contemporânea para fora dos limites tradicionais dos museus e galerias, surge então a Bienal no Ônibus, uma grande mostra de videoarte realizada em 22 terminais e 1.290 ônibus de circulação urbana da capital paranaense e Região Metropolitana.

A Bienal do Ônibus terá duas fases, ambas com videoartes de temáticas e formas livres, com duração total de 15 segundos cada, e tempo de exposição distintos. A mostra vigente, que se estende até o dia 18 de novembro, sob curadoria de Tereza de Arruda e co-curadoria de Flávio de Carvalho, possui destaque para artistas representantes do Bloco BRICS, como a AES+F (Rússia), Buhlebezwe Siwani (África do Sul), Daniel Duda (Brasil) e Berna Reale (Brasil).

Já entre os dias 18 de novembro e 01 de março de 2020, entra em exibição a mostra “Eutimia”, com curadoria de Flávio de Carvalho. A segunda fase busca proporcionar aos passageiros da linha de transporte metropolitano de Curitiba a sensação de calmaria em meio ao caos urbano por meio de videoar­tes experimentais originárias da internet. Os artistas reunidos nesta mostra são Michele Schiocchet, Kevin Lustgarten, RenderBurger, Erik Winkowski e Lilian Döring.

A Bienal do Ônibus acontece em 22 terminais e 1.290 ônibus de circulação urbana até o dia 01 de março de 2019. Mais informações no site www.bienaldecuritiba.com.br.