Guairão recebe show em celebração ao Mês da Consciência Negra

Guairão recebe show em celebração ao Mês da Consciência Negra

Na próxima terça-feira (20/11), às 20 horas, o Guairão recebe o show da cantora Sandra de Sá, com a participação especial de Michele Mara, Janine Mathias, Kátia Drumond e da Soulution Orchestra. O evento acontece em celebração ao Mês da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC). Na data também será entregue a premiação às 10 personalidades afro-paranaenses de destaque na sociedade. A entrada é gratuita.

No repertório, além dos sucessos de Sandra de Sá, destaque para as canções autorais Pérola Negra, Esse som é pra dizer e Preta até o osso" interpretadas pelas cantoras convidadas. Já a Soulution Orchestra, vem com um repertório de clássicos internacionais adaptados às Big Bands.

Mais shows
Michele Mara, Janine Mathias, Kátia Drumond se apresentam também em Maringá (23/11), no Palco Resistências; e Ponta Grossa (24/11), no Complexo Ambiental. Os dois shows são abertos ao público e têm entrada livre.

Cantoras convidadas

Michele Mara
Cantora e compositora Curitibana, recebeu em 2017, o prêmio de Personalidade Afro-Paranaense, concedido pelo Governo do Paraná, em cerimônia no Palácio Iguaçu, por se destacar pelo trabalho e compromisso com a promoção da igualdade racial e pelas ações de valorização da população negra.
Foi a vencedora do quadro a Maior Imitadora da América Latina, no programa do Faustão, em 2011, ao imitar a rainha do Soul, Aretha Franklin.
É a organizadora da marcha do orgulho crespo Curitiba, movimento que valoriza a beleza, ancestralidade e estética negra, que começou em SP em 2015 e teve sua 1° edição em Curitiba em 2016, tido como a maior marcha com o maior número de negras (os) da história de Curitiba.

Janine Mathias
Janine Mathias é filha de sambista, nascida em Brasília e, desde 2009, está radicada em Curitiba. A cantora versa entre o rap, o soul e vai até o samba. Acaba de lançar o seu primeiro disco solo, "Dendê". Composto por 10 faixas, o álbum conta com a participação de Rincon Sapiência e traz canções de Leandro Lehart, Martinho da Vila, Tássia Reis e Val Andrade, além de composições próprias.

Kátia Drumond
Cantora e atriz, iniciou a carreira artística em 1984, na cidade de Curitiba. Em 1990 passou a se apresentar também como cantora profissional. Fez shows pelo Brasil e se apresentou também na Argentina, Europa e Japão. Com carreira extensa na música, Kátia é compositora e diretora artística do projeto musical MUV, já abriu shows para Gilberto Gil, Gal Costa, Elza Soares, Lenine, entre outros grandes nomes da música. Em 2012, cantou ao lado de Carlinhos Brown, Michele Mara e Jhonatan Matheus, no show "Criança Esperança 2012", da Rede Globo.
Com o MUV participou de Festivais importantes da música, como Nu Jazz Festival 2012, Lupaluna 2011, Virada Cultural 2012 e Quadra Cultural 2013, entre outros.

Serviço
Mês da Consciência Negra

Curitiba
Show com Sandra de Sá e convidados - Michele Mara, Janine Mathias, Kátia Drumond e Soulution Orchestra.
Dia 20 de novembro, às 20h
Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto Guaírão
Entrada gratuita
Classificação: maiores de 16 anos

Maringá
Show Michele Mara convida Janine Mathias e Kátia Drumond
Dia 23 de novembro, às 21h
Palco Resistências | Travessa Jorge Amado, s/n,
Entrada gratuita
Classificação: maiores de 16 anos

Ponta Grossa
Show Michele Mara convida Janine Mathias e Kátia Drumond
Dia 24 de novembro, às 20h
Complexo Ambiental Ponta Grossa Gov. Manoel Ribas, s/n.
Entrada gratuita
Classificação: maiores de 16 anos

A ânsia de crescer Processo Multiartes remonta “CriÂnsia”

A ânsia de crescer
Processo Multiartes remonta “CriÂnsia”, espetáculo que propõe uma experiência sensorial ao contrapor infância e vida adulta, com referências atuais. Temporada no TEUNI será gratuita, a partir de 16 de novembro

Como a vida adulta quebra o espírito lúdico que é a essência da infância para programar as pessoas a partir de uma ótica mercadológica. Este é o ponto de partida da nova montagem de “CriÂnsia”, que a Processo Multiartes estreia no TEUNI (Teatro Experimental da UFPR). Com direção e roteiro de Adriano Esturilho, o espetáculo foi montado inicialmente em 2003 e retorna agora como outro elenco, novas cenas e um olhar que dialoga com o momento atual.

A peça fará temporada gratuita de 16 de novembro a 16 de dezembro. De quinta a sábado, às 20h30 e aos domingos, ás 19h30.

“A ‘ânsia de crescer’ e a ‘cria de ansiar’ são as frases que dão o norte para o espetáculo”, adianta o diretor. “Queremos falar sobre como a vida adulta, desde cedo, faz a gente perder o espírito lúdico para ir nos programando e condicionando para a selvageria do mercado, do trabalho, da sede de consumismo", completa.

Brincadeiras, brinquedos e referências a programas de auditório populares nos anos 80, bem como algumas cenas que tencionam a vontade de manter-se neste universo lúdico em meio à intolerância e violência que crescem, ajudam na construção de uma metáfora do teatro em escombros. A ambientação envolve e convida a plateia a participar de um grande quebra-cabeças. “E ao artista cabe envelhecer mantendo esse espírito lúdico da infância. E isso se manifesta na forma sensível como faz e observa as coisas, como ele critica, no jeito como tenta sair dessa caixinha para a qual somos preparados desde cedo”, pontua Esturilho. “É uma atitude que tem parentesco claro com o olhar supostamente irresponsável da criança, sob o viés adulto”.

Com intervenções musicais ao vivo, uma marca dos trabalhos da Processo, CriÂnsia é um trabalho mais visual e propõe imagens que suscitam sensorialmente o público. Os temas aparecem mais diluídos, mas são claramente perceptíveis. “É mais sensorial, mas também reforça um lado cruel que procuramos dar... Fala da infância, mas tem muito a ideia da ânsia muito presente no conceito de construir”, pontua o diretor que ao optar pelos tambores ao vivo trouxe um clima um tanto ritualístico à cena.

A Processo também toca em outro tema caro a seu currículo, que é a interação. O cenário é um grande quebra cabeças, em meio aos escombros de um teatro, e as pessoas são convidadas a participar. “Elas estarão espalhadas pelo espaço e as arquibancadas não serão usadas. Queremos criar uma simbologia do momento: a gente ainda tem o teatro, ainda temos acesso a ele, mas as pessoas já não podem sentar nas poltronas. O que está em escombros, será destruído, que é o que acontece em momentos como o que vivemos. É um desconforto que propomos à plateia” fala Esturilho.

As referências ao momento político foram inevitáveis. “Isso influencia no olhar das pessoas para o espetáculo e, claro, nos influencia também! Em 2003 era outro o planeta em que vivíamos. Essas questões, ligadas à violência e intolerância existiam, mas não ressoavam tanto”, diz comentando sobre uma cena de malhação do Judas que traduz a intolerância com minorias. “E com a não aceitação da diferença, que também é uma forma da vida adulta podar este espirito livre da criança”.

Viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, CriÂnsia tem o incentivo do Banco do Brasil."

Serviço:
O que: CriÂnsia
Quando: 16 de novembro a 16 de dezembro. De quinta a sábado, às 20h30 e aos domingos, ás 19h30.
Onde: TEUNI (Praça Santos Andrade, s/n – Prédio História da UFPR).
Quanto: gratuito

CAIXA Cultural Curitiba apresenta o samba de Anaí Rosa

CAIXA Cultural Curitiba apresenta o samba de Anaí Rosa

Cantora paulista vai se apresentar com músicos de Curitiba

A sambista paulista Anaí Rosa é a penúltima atração da temporada 2018 do Projeto Samba de Bamba e se apresenta no próximo dia 6 de novembro, terça-feira, às 20 horas, na Caixa Cultural Curitiba. Na ocasião a cantora será acompanhada por um trio de músicos de Curitiba Jeff Sabbag (piano), Fábio Hess (contrabaixo) e Mauro Martins (bateria). No repertório ela trará alguns sambas de seu segundo disco, Samba Comigo, e composições de grandes mestres como Paulinho da Viola (“Eu Canto Samba” e “Coração Leviano”), Lupicínio Rodrigues (“Se Acaso Você Chegasse”), Chico Buarque (“Deixa a Menina” e “Samba do Grande Amor“), entre outros. Anaí promete ainda uma homenagem especial ao compositor mineiro Geraldo Pereira no ano de seu centenário de nascimento.
Com cerca de 23 anos de carreira na música, em uma trilha tão variada que inclui forró, gafieira, ritmos latinos e até música clássica a paulista Anaí Rosa tem um carinho especial pelo samba – gênero que consagrou seu segundo cd, Samba Comigo. Foi neste disco que ela se aproximou da obra de vários sambistas e chorões e, aos poucos, foi ampliando seu repertório cantando composições de Cartola, Nelson Cavaquinho, Wilson das Neves, João Bosco, Billy Blanco, Geraldo Filme, Noel Rosa, Vadico, Ary Barroso, a nata dos autores do gênero. Nascida em Ribeira, na divisa dos estados de São Paulo e Paraná, criou-se em Piracicaba, aonde teve início sua carreira artística. Começou integrando corais e, paralelamente, também estudava viola de arco na Escola de Música de Piracicaba e graduou-se em viola de arco na UNICAMP. O estudo da música clássica deu-lhe amplo embasamento que tem sido de grande aplicação na sua carreira como musicista e intérprete de música popular. Pela experiência adquirida, participa na elaboração dos arranjos executados nas suas apresentações.
Como cantora, ganhou diversos prêmios de “melhor intérprete” nos festivais de Poços de Caldas, São João da Boa Vista, Piracicaba, Limeira e Avaré. Foi uma das 24 classificadas, entre quase dois mil concorrentes, no 5º Prêmio Visa – Edição Vocal. Há quinze anos é a cantora do Havana Brasil, orquestra de ritmos latinos com apresentações regulares, aos domingos, no Bourbon Street, em São Paulo. É integrante do Grupo Cochichando que, todos os sábados anima o público do tradicional bar Ó do Borogodó, em São Paulo. Participa também do octeto Paulicéia Combo, que é integrado por 5 músicos da Banda Mantiqueira. Recentemente, tem se apresentado cantando um repertório de samba com o grupo A Sambíssima Trindade.
Ao longo de sua carreira, Anaí Rosa dividiu o palco com renomados artistas brasileiros, entre eles, Guinga, Proveta, Alceu Valença, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Moraes Moreira, Chico César e muitos outros. Em 2004, lançou seu primeiro CD solo – “Influências”, um trabalho que registra músicas nordestinas compostas pelos mais significativos compositores brasileiros como, Tom Jobim, Chico Buarque, Djavan, Raul Seixas, João Donato, entre outros. No início de 2011 lançou seu segundo CD Samba Comigo com repertório de samba e suas variações.
A última atração do projeto Samba de Bamba 2018 é o sambista gaúcho Marcelo Amaro no dia 4 de dezembro.
Incentivo à cultura
A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.
A CAIXA Cultural Curitiba oferece, desde 2004, uma programação diversificada, com opções gratuitas ou a preços populares, estimulando a inclusão e a cidadania. O espaço, situado no centro da capital, conta com duas galerias, um teatro, uma sala de oficinas e tem 70 atrações previstas na programação de 2018.

Serviço
Música: Samba de Bamba – Anaí Rosa
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Data: 6 de novembro
Horário: terça-feira às 20h
Ingressos: Vendas a partir de 3 de novembro. R$30 e R$15 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura.
Bilheteria: (41) 2118-5111 (De terça a sábado das 12h às 20h. Domingo das 16h às 19h)
Duração: 90 minutos
Classificação: livre para todos os públicos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)

Sugestão de box

ROTEIRO MUSICAL ANAÍ ROSA

1. O Samba é Meu Dom - Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro
2. Batendo a Porta - João Nogueira e Paulo César Pinheiro
3. Se Acaso Você Chegasse - Lupicínio Rodrigues
4. Saudosa Maloca - Adoniran Barbosa
5. Verde - Eduardo Gudin e Costa Neto
6. Naquela Mesa - Sérgio Bittencourt
7. Coisa Feita - João Bosco e Aldir Blanc
8. Mambembe - Chico Buarque
9. Estácio, Holly Estácio - Luiz Melodia
10. Amor Até o Fim - Gilberto Gil
11. Da Cor do Pecado – Bororó
12. Falsa Baiana - Geraldo Pereira
13. Ladeira Preguiça - Gilberto Gil
14. Deixa a Menina - Chico Buarque
15. Samba do Grande Amor - Chico Buarque
16. A Rã - João Donato
17. Eu Canto Samba - Paulinho da Viola
18. Coração Leviano - Paulinho da Viola
19. Linha de Passe - João Bosco e Aldir Blanc
20. Paris: de Santos Dumont aos Travestis - Moacir Luz e Aldir Blanc
21. O Negócio é Amar - Carlos Lyra e Dolores Duran
22. Choro Pro Zé - Guinga e Aldir Blanc