Descubra a beleza e a fragilidade da Amazônia em uma exposição surpreendente de arte em vidro
A obra principal da mostra será uma instalação com centenas de peças, acompanhada de outras 10 esculturas
Post Stories Inauguração
Você já se imaginou mergulhando em um mundo de imaginação e criatividade sem fim feitas com o vidro? Esse é o universo que a designer Désirée Sessegolo vai expor no Museu Municipal de Curitiba – MuMA (Portão Cultural), entre os dias 09 de março e 28 de maio, na Exposição Amazônia. A instalação principal terá centenas de folhas em diversos formatos e cores e será exibida sobre carvão como forma de chamar a atenção para as queimadas na Floresta Amazônica.
Uma Obra Fragmentada
Na abertura da mostra, uma das obras será fragmentada e passará a existir apenas em meio digital em uma galeria de NFTs – Non-Fungible Token, que em português significa token não fungível, no Marketplace OpenSea. “Os fragmentos da obra quebrada serão retrabalhados na criação de uma nova obra para a substituir a primeira”, conta a designer que explora a infinita capacidade de transformação do vidro em analogia ao meio ambiente.
Com obras inovadoras e impressionantes pelos detalhes que cada peça revela, esta será a oportunidade perfeita para o visitante se conectar com a arte e a inovação de forma intensa e profunda. De acordo com a curadora Edilene Guzzoni, essa mostra tem o intuito de proporcionar ao visitante uma imersão na dimensão ética da liberdade de criação artística e poética de Désirée Sessegolo que, “com sua técnica única na beleza do vidro, lamenta pelo desmatamento da floresta, pelas queimadas, pelas invasões das terras, pelos assassinatos dos que a defendem, entrando em defesa das culturas e terras”, esclarece a curadora.
Em 15 anos dedicados à arte em vidro, as folhas em vidro celular de Désirée foram exibidas em forma de esculturas, instalações, vitrais e painéis em diversas partes do mundo (Brasil, Itália, Bulgária, Reino Unido). Agora com uma mostra individual e com obras inéditas, Amazôniaretorna para sua cidade natal como uma exposição única e diferenciada para surpreender e encantar a todos.
Acessibilidade
A mostra acontecerá em um espaço expositivo equipado para receber pessoas que possuem dificuldades de locomoção, terá etiquetas para a identificação das obras em braile e intérprete de libras. As pessoas com problemas de visão poderão ter contato com algumas obras e perceber suas formas e texturas através do tato.
Esta será a chance de se surpreender ao mergulhar nesse universo incrível que a arte em vidro oferece e experimentar a combinação única entre arte e tecnologia com o vidro celular. Em Amazônia, cada peça é moldada e transformada em uma obra de arte única refletindo a diversidade e a riqueza da floresta brasileira.
Sobre a artista:
Désirée Sessegolo é designer e artista vidreira nascida em Curitiba. Seu trabalho é reconhecido pelo Museu Alfredo Andersen, Casa João Turin, Museo del Vidrio de Bogotá, International Biennale of Glass na Bulgária e The Venice Glass Week na Itália, entre as mais de 50 mostras que participou em 15 anos dedicados à arte do vidro.
A denominação “Vidro Celular”, técnica exclusiva da designer e artista visual, se define pelo seu processo de fusão, onde as partículas de vidro passam para o estado líquido, formando uma espécie de “caramelo” que e se movimenta naturalmente em busca de equilíbrio físico, originando texturas e espaços vazados com formas orgânicas.
Serviço
Exposição Amazônia
Local: Museu Municipal de Arte (MuMA) – Portão Cultural
Endereço: Av. República Argentina, 3430, Portão – Curitiba, Paraná – CEP: 80610-270.
Entrada: Franca
Inauguração: Quinta-feira, dia 09 de março às 19h00.
Data: de 09 de março a 28 de maio de 2023.
Dias e Horários: de terça a domingo das 10h00 às 19h00.
O MuMa não abre as segundas-feiras.
Mais Informação sobre o MuMa:
http://www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br/espacos-culturais/museu-municipal-de-arte-muma-r-portao-cultural/
Redes Sociais:
Site da artista
Portfólio da artista
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Divulgação
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Museu Oscar Niemeyer realiza nova edição do “Uma Noite no MON”
As cores e suas diversas possibilidades de misturas serão exploradas na primeira edição de 2023 do programa “Uma Noite no MON”. A atividade ocorrerá no sábado, 27 de maio, das 18h30 às 22h, com vagas limitadas e destinadas ao público infantil de 7 a 10 anos.
As crianças devem, obrigatoriamente, estar acompanhadas de um adulto responsável, que participará junto de todas as atividades, em um ambiente de interação e conexão.
O roteiro temático “A Incrível Fábrica de Cores” convidará os inscritos para uma série de atividades lúdicas após o fechamento do Museu, que incluem brincadeiras, oficinas, visitas mediadas e um lanche. Os ingressos devem ser adquiridos pelo site.
No dia 20 de maio, a mesma edição será realizada gratuitamente para crianças de instituições de acolhimento. A atividade é uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e o Museu Oscar Niemeyer (MON).
Uma Noite no MON
Em duas edições por ano, o projeto desenvolve ações no Museu no período noturno para crianças de 7 a 10 anos. Com um roteiro temático especial, a ação convida os inscritos a descobrirem o MON de uma forma diferente e participativa. Tem como objetivo criar experiências em arte e cultura aliando a ludicidade aos conceitos das mostras em cartaz. São planejadas ações ligadas às artes visuais, arquitetura e design, buscando a análise das obras e/ou artistas.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Uma Noite no MON – A Incrível Fábrica de Cores
27 de maio
Das 18h30 às 22h
Ingressos em: bit.ly/UmaNoiteNoMON2023
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br
Obra número um de Alfredo Andersen, Porto de Cabedelo, estará em exposição na Fazenda Purunã ao lado de De Bonna, Nisio e Mirtilo Trombrini
Porto de Cabedelo, pintado em um pedaço da vela do navio, é a primeira e principal obra de Alfredo Andersen, o Pai da Pi..
Pedro Ribeiro - 29 de abril de 2021, 12:25
Empresário Lenomir Trombini proprietário da obra prima de Alfredo Andersen. (Foto: Rodolfo Rodolfo Bührer)
Empresário Lenomir Trombini proprietário da obra prima de Alfredo Andersen. (Foto: Rodolfo Rodolfo Bührer)
Porto de Cabedelo, pintado em um pedaço da vela do navio, é a primeira e principal obra de Alfredo Andersen, o Pai da Pintura Paranaense.
A principal e mais importante obra do artista plástico nórdico, Alfredo Andersen, o “Porto de Cabelo, uma paisagem com personagens representativas da vida cotidiana dos brasileiros do litoral paraibano, fará parte de uma exposição que o proprietário da tela, industrial Lenomir Trombini, realizará na inauguração de empreendimento que está lançando em sua fazenda Purunã.
Pintado em 1892, em um pano de vela do navio em que viajava, vindo na Noruega e ancorado em Cabedelo, na Paraiba, Alfredo Andersen destacou a luminosidade das terras brasileiras iniciando, depois, em uma outra viagem quando desembarcou em Paranaguá, sua carreira como um dos mais representativos pintores da paisagem paranaense.
A partir dai surgia, no cenário artístico paranaense, o pintor, retratista e escultor, agraciado com o título de o “Pai da Pintura Paranaense”. No Paraná, Alfredo Andersen foi o autor de obras como as “Sete Quedas”, Construção da Ferrovia Curitiba-Paranaguá”, entre centenas de outras, algumas expostas no Museu Casa Alfredo Andersen, localizado em Curitiba.
Andersen foi, também, o criador do Brasão das Armas do Paraná onde se destacam o trabalhador no campo, a águia (harpia) e os ramos do pinheiro nativo e da erva mate.
Vidal Pinto também destaca Cabedelo como a primeira e principal obra de Alfredo Andersen que foi um pintor apaixonado pela paisagem paranaense e ganhou o título de “Pai da Pintura Paranaense” também por ter discípulos como De Bonna, Lang de Morretes e outros.
A artista Plástica Débora Russo, ex-diretora do Museu Casa Alfredo Andersen e Centro Juvenil de Artes Plásticas, disse que “Porto de Cabedelo” é considerada a primeira paisagem e retratação do povo brasileiro do norueguês Alfredo Andersen.
Nesta obra, ele registra a praia do litoral nordestino, suas construções e a população dentro do seu cotidiano simples. Ele retrata uma vegetação exuberante com a presença de pessoas que se protegem do sol, sob os galhos e folhas de uma frondosa árvore. Os barcos também estão presentes, demonstrando os hábitos cotidianos de pescadores do local. Seus reflexos ficam caracterizados nas águas do mar. A luminosidade presente nesta obra é registrada como uma característica inédita até este momento na carreira de Andersen.
CONHEÇA A HISTÓRIA DE ALFREDO ANDERSEN
Alfredo Andersen foi um artista norueguês considerado “O Pai da Pintura Paranaense” por suas inúmeras contribuições nas áreas da pintura, da formação de artistas e por seus registros pictóricos do Paraná do século XIX.
Nascido em 1860 em Kristiansand, na Noruega, desde muito jovem já demonstrava interesse e aptidão para a arte, recebendo uma sólida formação artística adquirida em importantes instituições educacionais do norte da Europa.
Em 1892, o artista que já era conhecido em sua terra natal, viaja com seu pai, capitão da marinha mercante, rumo à Argentina. Viagem que terminou antes de seu destino final quando por um extravio no barco eles aportaram no porto de Paranaguá.
A partir de então, Andersen passou a viver no estado, residindo dez anos em Paranaguá antes de se transferir para Curitiba, onde pôde ter contato com personalidades locais e criar um atelier para a formação de artistas.
Alfredo Andersen nasceu em Kristiansand, na Noruega, em 3 de novembro de 1860. Pintou sua primeira tela intitulada “Akt” aos treze anos. Foi aceito como discípulo de Wilhelm Krogh. Atuou com pintor, escultor, decorador, cenógrafo e desenhista.
Em 1879 ingressou, por concurso, na Academia Real de Belas Artes de Copenhagen. Foi professor de desenho livre na Escola de Rapazes, junto ao Asilo de Vesterbron, rompendo com a tradição de ensino através da cópia de gravuras impressas, adotando o modelo vivo.
PROFESSOR DE DESENHO E ANIMADOR DAS ARTES PLÁSTICAS
Como crítico de arte foi enviado a Paris para o Salão Oficial de Belas Artes. Em 1891 e 1892 viajou pela Europa, Ásia, Índia e América, e chegou ao Brasil na Paraíba do Norte em 1892, pintou “Porto de Cabedelo”, seu primeiro registro artístico no país. Após retornar à Noruega fez outra grande viagem partindo da Inglaterra em direção a Buenos Aires. Alguns concertos no navio em que viajava exigiram uma parada em Paranaguá, no Paraná, onde permaneceu por dez anos, cativado pelo Brasil. Casou-se com Anna de Oliveira, descendente de índios, constituindo uma família de quatro filhos.
Em 1902 transferiu-se para a capital, Curitiba. Fez projetos para escolas oficiais de arte e foi professor de Desenho na Escola Alemã, Colégio Paranaense, Escola de Belas Artes e Indústrias de Mariano de Lima e Escola Profissional Feminina República Argentina.
Alfredo Andersen foi, acima de tudo, um grande animador das Artes Plásticas do Paraná. Ensinou como um grande mestre, orientou tendências como um sábio, permitiu a liberdade de criação, desenvolvendo assim, um trabalho pioneiro na formação de algumas gerações de pintores entre os quais destacam-se Traple, Freysleben, Lange de Morretes, Theodoro de Bona, Maria Amélia D’Assunção, Isolde Höltte, seu filho Thorstein, entre outros.
Como pintor e desenhista, documentou sua época, dentro de três linhas temáticas: o retrato, a cena de gênero e a paisagem. Utilizou uma linguagem plástica própria, fruto da concepção artística presente na Noruega do século XIX.
Em 9 de agosto de 1935, Andersen faleceu na sua residência-atelier, onde se situa hoje o museu. Pelo seu trabalho pictórico, durante toda sua vida passou a ser considerado o “Pai da Pintura Paranaense”. (MCAA).https://paranaportal.uol.com.br/gente/obra-numero-um-de-alfredo-andersen-porto-de-cabedelo-estara-em-exposicao-na-fazenda-puruna-ao-lado-de-de-bonna-nisio-e-mirtilo-trombrini/
Obra número um de Alfredo Andersen, Porto de Cabedelo, estará em exposição na Fazenda Purunã ao lado de De Bonna, Nisio e Mirtilo Trombrini
Porto de Cabedelo, pintado em um pedaço da vela do navio, é a primeira e principal obra de Alfredo Andersen, o Pai da Pi..
Pedro Ribeiro - 29 de abril de 2021, 12:25
MON promove atividades para profissionais da educação
Em abril, o MON na Escola volta com mais uma edição, na quarta-feira, 26/4, em duas sessões: às 9h30 e 14h. Tradicional, o programa criado pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) promove atividades gratuitas voltadas a professores, alunos de licenciatura e profissionais da mediação cultural.
Desta vez, as ações serão focadas na obra do artista catalão Jaume Plensa, expostas no Olho. Os participantes farão uma visita mediada pela mostra “Invisível e Indizível”, seguida de uma oficina artística, ambas conduzidas pelo Setor Educativo do Museu.
As atividades acontecerão em dois períodos: pela manhã, das 9h30 às 11h30, e à tarde, das 14h às 16h. As inscrições, sujeitas a lotação, devem ser feitas com antecedência pelo link: bit.ly/MONnaEscolaProfessoresAbril.
MON na Escola
O programa MON na Escola é direcionado a professores do ensino público e privado, alunos de licenciatura e outros profissionais da área de mediação cultural. Os encontros são mensais e gratuitos, com emissão de declaração de participação.
Em cartaz
A exposição “Invisível e Indizível” apresenta a obra do artista espanhol Jaume Plensa, um dos principais nomes de sua geração. A mostra, que poderá ser vista até o dia 14/5 no espaço expositivo do Olho do MON, provoca com imagens uma profunda reflexão ao visitante. São obras que gritam, mesmo sem falar; que extrapolam a função de objeto e desenvolvem sensações e relações entre espectadores e obras.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
MON na Escola – Para Professores
“Invisível e Indizível”
Quarta-feira, dia 26 de abril de 2023
Das 9h30 às 11h30
Das 14h às 16h
Inscrições pelo link: bit.ly/MONnaEscolaProfessoresAbril
Exposição Olhares Cruzados Brasil-Canadá
O projeto Olhares Cruzados: Imagens de duas Culturas é uma iniciativa da CCBC para promover o intercâmbio cultural entre Canadá e Brasil através das lentes das câmeras de dois fotógrafos, um de cada país.
Além de reunir fotos das Cidades de Quebec e de Curitiba, esta exposição, que seguirá aberta ao público até 14 de maio, apresenta o trabalho dos profissionais Brian Noppè (Canadá) e Renato Negrão (Brasil), que valoriza as pequenas comunidades tanto na neve de Quebec quanto nas dunas de areia do Ceará, Piauí e Maranhão (Rota das Emoções), mostrando ao público as riquezas de seu modo de vida, somadas ao respeito ao meio ambiente. Um resultado incrível e que reforça o objetivo do projeto de despertar a reflexão sobre os caminhos possíveis para o desenvolvimento sustentável regional de cada localidade.
Exposição Olhares Cruzados Brasil-Canadá
estará em exibição no MON de Curitiba
João Turin deixou um legado de obras que valorizam a temática indígena
Dezenas de esculturas e baixos-relevos retratam povos indígenas em situações de seu cotidiano, com destaque para o Cacique Guairacá
João Turin - obra em homenagme ao Cacique Guairacá - foto Daniel Castellano (1).jpg
Foto: Daniel Castellano
Um dos maiores mestres da arte escultórica do Paraná, João Turin (1878-1949) teve dois temas como os principais de suas obras: os animais selvagens (em especial onças, que lhe conferiu o título de maior escultor animalista do Brasil), e os povos indígenas
Segundo o pesquisador José Roberto Teixeira Leite (responsável pelos livros “João Turin: Vida, Obra, Arte” e “Paranismo”), os povos originários do Brasil foram o segundo tema de maior destaque do artista, rendendo dezenas de obras. “Afastando-se das representações idealizadas do Romantismo brasileiro, ele buscou retratar em seus hábitos e costumes o primitivo senhor de uma terra que lhe foi usurpada - como aquele Guaicará que há séculos teria oferecido desesperada resistência ao invasor europeu.”, escreveu o pesquisador.
O Guairacá, a que Teixeira Leite se refere, pode ser apreciado em duas esculturas ampliadas em tamanho heroico no Jardim de Esculturas do Memorial Paranista, no Parque São Lourenço, em Curitiba. Há ainda diversas outras esculturas e baixos-relevos com temática indígena na exposição permanente, em uma área interna do Memorial Paranista. Os indígenas são mostrados em diversas situações: retornando de caçadas, fazendo trabalhos manuais, entre outras. O local está aberto para visitações diárias e gratuitas.
Guairacá em Guarapuava
Localizado na região Centro-Sul do Paraná, o município de Guarapuava conta com um monumento em homenagem ao Cacique Guairacá, inaugurado em 1978. A estátua tem cerca de 2 metros de altura, colocada sobre um pedestal de 5 metros. Segundo o jornalista e pesquisador paranaense Aramis Millarch (1943-1992), o cacique Guairacá era um chefe indígena que habitava as terras que hoje são o terceiro planalto paranaense e que enfrentou os desbravadores espanhóis, no século XVII.
De acordo com um registro feito pelo IBGE, uma das vertentes históricas afirma que o Cacique Guairacá viveu pela região de Guarapuava em meados do século XVII. Na época, a colonização estava sendo combatida pelos indígenas. Guairacá teria comandado os embates gritando “Co ivi oguereco yara!”, ou seja “Esta terra tem dono!”, frase que foi incluída no Monumento.
Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.
Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil. Possui obras em espaços públicos no Paraná, Rio de Janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.
Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.
Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Entrada gratuita.
Agendamento de visitas guiadas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista
Site sobre João Turin: joaoturin.com.br
Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin
Vídeo sobre o Memorial Paranista João Turin:
https://youtu.be/0ZevRuwdti8
João Turin - voltando da caça - Foto Maringas Maciel (web).jpg
Foto: Maringas Maciel
Museu Casa Lacerda, na Lapa (PR), recebe exposição sobre seu “patrimônio vivo”
Exposição é resultado de oficina de educação patrimonial realizada com moradores da cidade da Lapa
O Museu Casa Lacerda, na Lapa, Paraná, recebe, a partir desta quinta-feira, 13 de abril, às 16h, uma exposição de fotos e textos, resultado do projeto “Patrimônio Vivo: referências que conectam gerações e regiões”, realizado pela Olaria Projetos de Arte e Educação. O projeto ofereceu uma oficina de Educação Patrimonial, de acesso gratuito, à população do município da Lapa e agora conta com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por meio de espaço para divulgação de seus resultados. A mostra ficará disponível até o dia 25 de agosto de 2023.
A oficina tinha como proposta o levantamento de referências culturais locais, resultando no registro delas em foto e vídeo. Seu objetivo era tornar os participantes protagonistas tanto dos registros quanto da divulgação e preservação das referências culturais de seu município, sobretudo no que tange ao Patrimônio Imaterial, como festas, saberes, fazeres, ofícios, expressões, lendas e personalidades que ajudam a contar a história da cidade e que marcam suas memórias.
A exposição é resultado dessa oficina e é composta por 32 painéis fotográficos que retratam referências culturais como a coxinha de farofa da Lapa, o Parque do Monge, o Theatro São João, a Congada Ferreira e os lírios de Santo Antônio. Juntamente com a mostra, foi produzido um catálogo reunindo material desta e de outras duas exposições produzidas nas cidades de Prudentópolis e Palmeira. O material apresenta um pouco da diversidade cultural de cada cidade, contribuindo com sua valorização e potencializando também o turismo e a economia local.
Museu Casa Lacerda
O Museu Casa Lacerda, localizado no município da Lapa, no Paraná, é um edifício de estilo luso-brasileiro construído entre 1842 e 1845 pela família Lacerda. Tombado pelo Iphan desde 1938, abriga hoje um museu-casa, com exposição permanente de móveis e objetos que retratam o cotidiano dessa família tradicional da Lapa ao longo de várias gerações. Funciona também como ponto de encontro e diálogo entre o Iphan e os moradores da Lapa e como espaço para receber exposições temporárias e atividades de Educação Patrimonial.
Serviço:
Exposição “Patrimônio Vivo: referências que conectam gerações e regiões”
Abertura: 13 abril de 2023, às 16h
Visitação até o dia 25 de agosto de 2023
Local: O Museu Casa Lacerda, Lapa, Paraná.
Endereço: Museu Casa Lacerda – Rua XV de Novembro, 67 – Centro Histórico de Lapa (PR)
Horário: das 9h às 17h
Informações: museucasalacerda@gmail.com – (41) 3264-7971
Exposição e lançamento de livro celebram os 100 anos do Movimento Paranista
Evento realizado na semana do aniversário de Curitiba homenageia o Paranismo, que exerceu influência em áreas como artes e arquitetura por meio de símbolos paranaenses
Livro Paranismo (2).jpeg
O Movimento Paranista, que exalta a identidade do Paraná por meio da valorização de seus símbolos, está completando 100 anos. Para celebrar, um evento realizado no Memorial de Curitiba marca a abertura de uma exposição artística e o lançamento de um livro sobre o tema, nesta quinta-feira (30/03) às 19h, com entrada gratuita. Na ocasião, também é celebrado o aniversário de 330 anos de Curitiba.
O livro “Paranismo” foi escrito pelo pesquisador e crítico de arte José Roberto Teixeira Leite, o mesmo que lançou em 2014 a biografia do artista João Turin (1878-1949), um dos criadores e grande expoente do movimento. Teixeira Leite analisa a proposta que enaltece a identidade paranaense por meio do pinheiro, do pinhão, da erva-mate e de outros elementos típicos na arquitetura, esculturas, pinturas, móveis e até na moda.
Além de uma rica pesquisa sobre o tema, a publicação também traz um texto da Família Ferrari Lago, gestora do patrimônio artístico de João Turin, que relata a trajetória póstuma para preservação das obras (iniciado por familiares como Jiomar José Turin e Elisabete Turin) até o processo de resgate do legado deixado pelo artista. Turin também é citado diversas vezes em outras passagens do livro por sua relevância dentro da temática Paranista.
“O fortalecimento do legado do escultor paranista aconteceu graças à junção de esforços entre gerações de pessoas interessadas em manter sua arte viva ao longo dos anos”, comenta Samuel Ferrari Lago, um dos gestores das obras de Turin. O resgate realizado por sua família, a partir de 2011, possibilitou ações como a construção de uma fundição para produzir originais inéditos, montagem de três grandes exposições, localização e recuperação da obra “Pietá” na França, inauguração do Memorial Paranista (administrado pela Prefeitura de Curitiba), entre outras relatadas no livro.
Exposição artística
O livro “Paranismo” é um lançamento da Fundação Cultural de Curitiba, que também concebeu a exposição “Curitiba, Capital do Paranismo”. A mostra vai ocupar dois andares do Memorial de Curitiba com originais e reproduções de obras de diversos artistas, com linguagens artísticas que assimilaram as propostas do movimento, acompanhadas de textos explicativos.
Entre os trabalhos de João Turin presentes na mostra, o maior destaque é a releitura da obra perdida “No Exílio”, escultura com 2,70m de altura feita pela artista Luna do Rio Apa. No local, os visitantes poderão acessar um QR Code para acessar um vídeo que mostra a história desta obra e o trabalho para seu resgate e releitura. “No Exílio" foi a primeira escultura de grandes proporções feita por Turin, concebida em Bruxelas e premiada com Menção Honrosa em Paris.
A mostra também conta com duas esculturas em gesso de felinos (“Luar do Sertão” e “Tigre Esmagando a Cobra”), três vestidos produzidos a partir de croquis deixados pelo artista, especialmente criados pelo Centro Europeu para a premiada exposição “João Turin: Vida, Obra, Arte” no Museu Oscar Niemayer, entre 2014 e 2015; desenhos e reproduções arquitetônicas de Turin com a temática paranista. A exposição permanecerá em cartaz, podendo ser visitada de terça a domingo.
Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.
Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil. Possui obras em espaços públicos no Paraná, Rio de Janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.
Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.
Serviço:
Exposição “Curitiba, Capital Paranista”
Lançamento do livro “Paranismo”, de José Roberto Teixeira Leite
Local: Memorial de Curitiba – R. Claudino dos Santos, 79 (Centro, Curitiba-PR)
Data e horário: 30 de março, quinta-feira, às 19h
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Sábados e domingos, das 9h às 15h.
Entrada gratuita
MON abrirá normalmente nos feriados de abril
O Museu Oscar Niemeyer (MON) terá funcionamento normal nos feriados do mês de abril: Sexta-feira Santa, Páscoa e Tiradentes (respectivamente dias 7, 9 e 21). O Museu abre ao público de terça a domingo, das 10h às 18h, com acesso até às 17h30. Os ingressos estão disponíveis no site ou na bilheteria física do MON.
Atualmente estão em cartaz as seguintes mostras: “África, Expressões Artísticas de um Continente”, “Ásia: a Terra, os Deuses, os Homens (Colonialismo), “Poty, Entre Dois Mundos”, “Invisível e Indizível – Jaume Plensa”, “Afinidades II – Elas!”, “MON sem Paredes”, “Bancos Indígenas do Brasil”, “Carne Viva”, “O Mundo Mágico dos Ningyos”, “Sou Patrono”, “Luz e Espaço”, Pátio das Esculturas, Espaço Niemeyer e Cones.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Horário normal de funcionamento MON nos feriados de abril:
Dias 7, 9 e 21/4, das 10h às 18h, com acesso até às 17h30.
www.museuoscarniemeyer.org.br
CulturaEmCasa celebra aniversário de Curitiba com programação especial
Plataforma apresenta atrações realizadas em parceria com órgãos culturais da cidade
Completando 330 anos nesta quarta, 29 de março, Curitiba ganha destaque na programação da #CulturaEmCasa, maior plataforma de streaming cultural da América Latina, ligada à Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerida pela Amigos da Arte. Atrações de cinema, literatura, teatro e música do “Ponte Aérea Curitiba” foram selecionadas para a comemoração da data.
Para Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte, o projeto Ponte Aérea incentiva a difusão de conteúdos produzidos por meio de editais e políticas públicas de fomento e a parceria com diversos estados do Brasil. “Em primeiro lugar, é uma honra termos estabelecido uma parceria tão importante e fundamental para eliminar fronteiras ao acesso cultural e chegar ao maior número de pessoas possível, com a transmissão gratuita da plataforma”, diz Danielle.
Entre os destaques está o Podcast Cine Passeio, que trata de assuntos ligados ao cinema brasileiro e internacional, em um bate-papo com nomes estabelecidos da indústria cinematográfica como Lázaro Ramos, Daniel Filho, Bárbara Paz e Mayana Neiva.
A série “Literatura Contada”, que disponibiliza contos e poemas da literatura indígena e da literatura negra brasileiras também integra a programação que conta ainda com Hip-Hop Vivaldi, uma obra em que a música barroca dialoga com os movimentos do hip-hop, criando uma peça inédita e impactante; e a “Semana da Música”, em que artistas apresentam um programa enxuto, com canções de diversos gêneros, em um espaço intimista e convidativo.
Com cerca de cinco mil conteúdos e quase oito milhões de visualizações, a plataforma #CulturaEmCasa comemora três anos de lançamento no próximo dia 20 de abril. Durante o período, reuniu um acervo com mais de cinco mil conteúdos, de 13 linguagens – “Cinema”, “Circo”, “Conteúdos Acessíveis” “Cultura Popular”, “Dança”, “Gastronomia”, “Humor”, “Infantil”, “Literatura”, “Museus”, “Música”, “Ópera” e “Teatro”. Todo o conteúdo da #CulturaEmCasa, clique aqui.
#CulturaEmCasa
A plataforma de streaming e vídeo por demanda #CulturaEmCasa tem a missão de ampliar o acesso da população a conteúdos culturais de qualidade, 100% gratuitos e difundir a intensa produção cultural do Estado de São Paulo, seus equipamentos e municípios. Em dois anos, a #CulturaEmCasa atingiu 4,4 mil cidades do Brasil e 166 países. A plataforma foi responsável pelo emprego direto e indireto de mais de 21 mil profissionais do setor, entre artistas, produtores e técnicos. CulturaEmCasa é uma iniciativa da Secretaria da Cultura e Economia Criativa gerida pela Amigos da Arte e conta com um acervo com mais de cinco mil conteúdos com diferentes linguagens artísticas, entre elas, peças de teatro, shows, musicais, entrevistas, infantis e produções exclusivas.
Lançada em abril de 2020, a plataforma, disponível na GoogleStore e AppleStore gratuitamente, já foi acessada 7,7 milhões de vezes. São cerca de 3,6 milhões de usuários de 5,5 mil cidades. Com os olhos voltados para a diversidade, no começo de 2022, a plataforma, que já possuía ícones de acessibilidade, inaugurou uma categoria exclusivamente dedicada aos conteúdos acessíveis.
A ferramenta reúne também conteúdo do Teatro Sérgio Cardoso, do Teatro Estadual de Araras, além de diversos programas de difusão cultural como o Festival de Circo Online de São Paulo, o #CircuitoSP Online, a #ViradaSP Online, e o #SPGastronomia. Integram ainda a programação da plataforma, diversas iniciativas das instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, entre as quais a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), a Jazz Sinfônica, a Pinacoteca, a São Paulo Companhia de Dança, o Conservatório de Tatuí, o Projeto Guri, Fábricas de Cultura, TV Cultura, Bibliotecas, e os Museus da Imagem e do Som, MIS Experience, do Futebol, Índia Vanuíre, Casa de Portinari, Felícia Leirner/ Auditório Claudio Santoro, além dos museus casa-literários, Casa das Rosas, Casa Mário de Andrade e Casa Guilherme de Almeida.
Plataforma #CulturaEmCasa
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Amigos da Arte
A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão do Teatro Sérgio Cardoso, Teatro Sérgio Cardoso Digital e Teatro de Araras, além da plataforma de streaming e vídeo por demanda #CulturaEmCasa, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus mais de 17 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 60 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.
MON comemora 29 de março com palestra e visita à exposição do Poty
No dia do aniversário de Curitiba, 29 de março – e coincidentemente data de nascimento do artista Poty Lazzarotto –, o Museu Oscar Niemeyer incorporou, há um ano, a maior coleção já doada à instituição: aproximadamente 4,5 mil obras assinadas por Poty (1924-1998).
Para a comemoração tripla, o MON irá promover, na próxima quarta-feira (29), uma palestra com a professora Maria José Justino, curadora da mostra “Poty, Entre Dois Mundos”. Em seguida, os participantes serão convidados para uma visita à exposição. O evento gratuito acontecerá às 17h, no miniauditório do Museu. Para participar não é necessário inscrição prévia.
A coleção doada ao MON um ano atrás foi a maior já recebida pelo Museu e reúne mais de 3 mil desenhos e 366 gravuras, além de tapeçarias, entalhes, serigrafias e esculturas, entre outros. Feita pelo irmão do artista, João Lazzarotto, a doação foi recebida pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, e passou a pertencer ao Estado do Paraná.
No último 25 de outubro, o MON inaugurou, na Torre do Olho, a exposição “Poty, Entre Dois Mundos”, com obras inéditas do artista. A curadoria é de Maria José Justino e a assistência de curadoria é de Juliane Fuganti.
A exposição, que continua em cartaz, inaugurou no Museu um espaço permanente, destinado a apresentar ao público o trabalho de Poty Lazzarotto.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Palestra – “Poty, Entre Dois Mundos”
29 de março
17h
Miniauditório do MON
* Para participar não é necessário inscrição prévia.
www.museuoscarniemeyer.org.br
Lançamento do livro sobre acervo do MON reúne artistas, curadores e patronos da instituição
O livro histórico de 400 páginas com um recorte da coleção permanente do Museu Oscar Niemeyer (MON) foi lançado na noite desta quarta-feira (22), na Livraria da Vila (Pátio Batel), em Curitiba. O evento reuniu artistas, curadores, patronos e conselheiros da instituição. Para marcar a ocasião foi realizado um bate-papo com a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika; o curador Marc Pottier, integrante do Núcleo Curatorial do MON, e o sócio-fundador da Editora Bei, Tomás Alvim.
Juliana Vosnika destacou que o livro é uma forma de ampliar o acesso ao acervo do MON, um museu que foi um passo importante nas artes visuais do Brasil, da América Latina e do mundo. “Além de um salto quantitativo no seu acervo, o MON alterou e expandiu o marco referencial, demonstrando amadurecimento como instituição museológica. Entendemos então que era hora de registrar esta conquista e compartilhar com o público diferentes momentos da construção de sua coleção permanente. Assim nasceu a ideia desta publicação”, disse.
“O MON desperta em cada um de nós a sensação de pertencimento, de que ele é nosso. E o livro reafirma isso. Artistas, curadores, colecionadores, o público. Todos ajudaram a construir o museu”, afirmou a secretária da Cultura.
Também estavam presentes no lançamento alguns dos autores de textos que fazem parte do livro, como o artista Fernando Velloso, o historiador Ricardo Freire e Fábio Domingos Batista, que integra o Núcleo Curatorial do MON.
O decano Fernando Velloso disse que a arte e cultura paranaense passaram por uma “evolução respeitável” nas últimas décadas. “Esse texto é o depoimento de alguém que viveu todos esses fatos e que na sua juventude conseguiu colher uma série de depoimentos de pessoas que hoje se tornaram importantes para construir esse edifício que é a arte paranaense”, afirmou.
O livro
A publicação, editada pela Bei em capa dura, conta com textos autorais e centenas de imagens que retratam os destaques deste acervo que, nos últimos anos, quintuplicou de tamanho, chegando atualmente a 14 mil obras.
Além do aumento quantitativo do acervo, o museu alterou e expandiu o marco referencial. As áreas de artes visuais, arquitetura e design, com ênfase em arte paranaense e brasileira, passaram a conviver também com arte africana contemporânea, latino-americana e asiática.
O livro enfoca todas essas áreas, destacando cerca de 500 obras. Também há textos assinados pelos curadores, que selecionaram obras que representam a amplitude do acervo. São eles: o artista paranaense Fernando Velloso, que traz uma abordagem histórica da formação do acervo do MON; o curador Marc Pottier, que discorre sobre arte contemporânea e o acervo de design; os curadores das coleções asiática e africana, Fausto Godoy e Renato Araújo, respectivamente; e o arquiteto Fabio Domingos Batista, representantes do Núcleo Curatorial do Museu.
O valor do livro, que será vendido no MON Loja e em livrarias de todo o Brasil, com distribuição da Editora Bei, é de R$ 200.
Trajetória
O acervo do MON teve início com a junção de três coleções: NovoMuseu (que foi o primeiro nome do MON), Museu de Arte do Paraná (MAP) e coleção Banestado. No legado da união dessas três coleções, destacam-se nomes de importantes artistas como Miguel Bakun, Helena Wong, Alfredo Andersen, Maria Amélia D'Assumpção, Arthur Nisio, Leonor Botteri, João Turin, Poty Lazzarotto, Bruno Giorgio, Sérvulo Esmeraldo e Emanoel Araújo.
O acervo foi se diversificando com a produção de artistas representativos no âmbito nacional e internacional. “Após o processo de pesquisa e reflexão para discutir a orientação e a identidade que o acervo do MON deveria objetivar, além da prioridade de colecionar arte paranaense e brasileira, também passou a expandir seu olhar não eurocêntrico para a arte latino-americana, asiática e africana”, explica Juliana.
A coleção de obras de arte asiática foi doada pelo diplomata Fausto Godoy e colocou o MON em posição de destaque nacional. Disputada por outras instituições do Brasil e por colecionadores do Exterior, a coleção é composta por aproximadamente 3 mil obras de arte.
Dando continuidade ao processo de consolidação de seu marco referencial, o MON iniciou uma negociação para viabilizar a vinda para o Museu de uma grande coleção de arte africana existente no País. Assim como aconteceu com a primeira grande doação, em 2021 as negociações foram concluídas e o MON foi mais uma vez escolhido por suas condições técnicas, capacidade de gestão e credibilidade, recebendo cerca de 1.700 obras de uma das mais importantes coleções de objetos de arte africana do século XX, doação da Coleção Ivani e Jorge Yunes (CIJY).
Em março de 2022, o MON concluiu, também, mais um complexo processo de negociações para receber sua maior doação até então: aproximadamente 4,5 mil obras assinadas pelo artista paranaense Poty Lazzarotto (1924–1998). A doação foi feita pelo irmão do artista, João Lazzarotto. São mais de 3 mil desenhos e 366 gravuras, além de tapeçarias, entalhes, serigrafias e esculturas, entre outros.
Outra maneira de incrementar o acervo foi a criação do projeto Sou Patrono, um movimento pioneiro no apoio e valorização da cultura e da arte no Paraná. Por meio dele, pessoas engajadas e comprometidas com a arte contribuem com a aquisição de obras, a partir de uma seleção realizada pela diretoria executiva e pelos Conselhos do Museu. Como contrapartida, o doador tem benefícios, além de deixar seu nome gravado na história da instituição.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Últimos dias da exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”
A exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea” poderá ser vista até o dia 12 de março, na Sala 11 do Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra reúne a produção recente de 40 artistas mulheres do Rio Grande do Sul, com curadoria de Ana Zavadil.
Por meio de um conjunto de obras, muitas inéditas, as artistas questionam a situação da mulher numa história da arte dominada pelos homens. A resistência é expressada pelo processo criativo de cada uma delas, formando um conjunto inquietante e questionador.
São 140 obras de diversas técnicas. O modelo curatorial de exibição das obras é o labiríntico, sem seguir cronologia, deixando o visitante livre para escolher o seu caminho dentro da sala expositiva. Faz parte da proposta provocar questões que possam ampliar as pesquisas individuais produzidas pelas artistas.
Os trabalhos apresentados constituem fonte de resistência e poder dentro do cenário vigente da produção das artistas, muitas com um caráter feminista. A arte deve potencializar a militância artística coletiva pela busca de respeito, igualdade e diversidade, buscando romper valores do sistema patriarcal, bem como reconhecer a qualidade da obra de artistas mulheres e o seu lugar na sociedade.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”
Sala 11
Até 12/3/2023
www.museuoscarniemeyer.org.br
MON promove imersão na vida e obra de Poty Lazzarotto
A arte é para todos. Seguindo na missão de reaproximar o público com mais de 60 anos do Museu Oscar Niemeyer (MON), a instituição apresenta a primeira edição do Arte para Maiores em 2023. Este encontro ocorrerá em duas etapas, nos dias 7 e 14 de março, ambas centradas na vida e na obra do desenhista curitibano Poty Lazzarotto.
Na primeira data, às 14h, os participantes farão uma visita mediada pela exposição “Poty, Entre Dois Mundos”, seguida de uma oficina prática. Já no segundo encontro, os inscritos participarão de uma videoconferência com a artista Juliane Fuganti, assistente de curadoria da exposição, no mesmo horário, de maneira remota.
Para se inscrever, é necessário preencher o formulário online. As vagas são limitadas e não é necessário possuir conhecimento prévio em artes visuais. A participação é gratuita para pessoas com mais de 60 anos e outros grupos isentos de pagamento de ingressos no MON (confira aqui). Para os outros públicos, o ingresso do Museu deve ser pago para que ter acesso à atividade. Todos e todas são bem-vindos(as).
Em 2019, o programa Arte para Maiores conquistou um importante reconhecimento nacional na área de educação em museus – o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).
Em cartaz
“Poty, Entre Dois Mundos”, em cartaz na Torre do Olho do Museu Oscar Niemeyer, reúne aproximadamente 130 obras e é um recorte da maior coleção já doada à instituição, com aproximadamente 4,5 mil obras. A mostra “Poty, Entre Dois Mundos” inicia no MON um espaço contínuo de exposições deste importante artista.
Sobre a convidada
A catarinense Juliane Fuganti nasceu em 1963 e é natural de Joaçaba (SC). Atuou como professora de Desenho e Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Formou-se em Economia pela FAE em 1983 e, em 1989, em Pintura pela Unespar. É mestre em Poéticas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 2011). No exterior, participou da Trienal de Gravura de Cracóvia 2000, Bienal Bela-Porto 2012, Bienal de Assunção 2017 e Bienal de Gaia 2021. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, em cidades como Londres, Madrid, Lisboa, Porto, Frankfurt, Berlim, Paris, Lyon, São Petersburgo e Nova York. Em 2001, foi selecionada para o programa de residência de artista em Lyon, na França.
SOBRE O MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Arte para Maiores
Inscrição: bit.ly/APMmarco2023
Visita mediada e oficina
7 de março
14h às 17h
Videoconferência com Juliane Fuganti
14 de março
14h às 15h30
Museu Oscar Niemeyer
www.museuoscarniemeyer.org.br
Obras do escultor João Turin fazem parte de acervos de 15 museus e instituições
João Turin - Onça à espreita - foto Maringas Maciel 1958.jpg
Considerado o mais importante escultor animalista do Brasil, João Turin (1878-1949) é também um dos maiores mestres da arte escultórica do Paraná. Sua obra repleta de simbolismos está presente não só em espaços públicos, como parques e praças, mas também fazem parte dos acervos de museus e instituições em três estados do Brasil: Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Ao todo, são 15 instituições que possuem obras de Turin em seus acervos. No Rio Grande do Sul, estão na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (que é gerenciada pelo Instituto de Artes da UFRGS) e na Pinacoteca Aldo Locattelli (da Secretaria da Cultura da capital gaúcha). Esta última disponibilizou de seu acervo um baixo-relevo de Turin em exposição permanente no Paço Municipal de Porto Alegre.
Na cidade do Rio de Janeiro, também há obras em dois espaços: no Museu de Arte do Rio e no Museu Nacional de Belas Artes – mesmo local que recebeu a exposição, “João Turin – Vida, Obra, Arte”, em 2015, que atraiu cerca de 25 mil pessoas.
O Paraná, onde o artista passou maior parte de sua vida e realizou a etapa mais representativa de sua trajetória artística, é o estado com mais instituições que possuem obras em seus acervos. Ao todo, são 11 locais, na capital Curitiba: Museu Oscar Niemeyer, Memorial Paranista, Museu Ferroviário, Museu Paranaense, Museu Alfredo Andersen, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Palácio Iguaçu, Museu Municipal de Arte de Curitiba – MUMA, Memorial de Curitiba, Clube Curitibano e Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.
“Ter obras de João Turin em acervos de diversos museus e outras instituições é um fator bastante positivo para seu legado artístico”, afirma Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra do artista. “Uma vez presente em acervos, os trabalhos de João Turin podem vir a integrar exposições e outras atividades artísticas realizadas por essas instituições, tornando-se acessíveis a um público ainda maior”, completa.
Exposição permanente
O Memorial Paranista, inaugurado em 2021, apresenta uma seleção representativa de obras de João Turin em exposição permanente, acessível de forma gratuita ao público. Ao todo, o acervo permanente é composto por 100 obras, sendo que 78 delas foram doadas pela Família Ferrari Lago (gestora do patrimônio artístico de Turin, que realizou um resgate de ponta a ponta de seu legado artístico) ao Governo do Paraná, que cedeu as obras à prefeitura de Curitiba para exposição no local.
João Turin - Onça à espreita - foto Maringas Maciel 5000.jpg
No exterior
Fora do Brasil, uma escultura de João Turin integra o acervo do Vaticano. Trata-se de “Frade Lendo”, obra doada pela Família Ferrari Lago e entregue ao Papa Francisco pelo governo brasileiro durante sua visita ao país, em 2013.
Sobre João Turin
Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.
Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil. Possui obras em espaços públicos no Paraná, Rio de janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.
Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.
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