
A exposição é um dos destaques do V Festival de Inverno de Curitiba 2017 acontece na próxima quinta (13), no Hostel Roma

As fábricas de cervejas especiais brotam por todos os cantos de Curitiba. O gosto pela bebida ganhou espaço e, rompendo estereótipos, é também muito apreciado pelas mulheres. A partir disso, a diretora de eventos da Rede Empresarial do Centro Histórico de Curitiba, Francielle Zuffo, convidou o Coletivo Sibilas para visitar e registrar o processo de fabricação em três cervejarias da cidade e região. O convite abriu as portas para uma exposição fotográfica no V Festival de Inverno de Curitiba.

Seis olhares que se mesclam nas peculiaridades com resultados surpreendentes, que vão além de um simples registro do ambiente cervejeiro. No repertório percebe-se que não há formalidades aos retratos habituais, não existe nada institucional, ou relação com a ética do recuo documental. Vemos um mergulho imagético envolvente e repleto de referências ao cinema – do psicodelismo crítico do The Wall de Pink Floyd, às linhas futuristas do cult Star Wars – e à arte conceitual, da repetição de formas e cores da pop art, ao surrealismo de Dali.

“A princípio, não tínhamos uma estratégia definida de como fotografar, porque nenhuma de nós fazia ideia do que encontraria por lá. A maior surpresa foi a emoção das meninas, inclusive a minha, ao chegarmos à primeira cervejaria. O sentimento foi quase o mesmo de uma criança, visitando a Fantástica Fábrica de Chocolates do Willy Wonka”, garantiu Lu Berlese.
Para Janine Bello, acompanhar o processo como um todo nas cervejarias mostrou inúmeras possibilidades. “Nunca fui apreciadora de cervejas, então o projeto me apresentou um universo do qual ainda não conhecia, fiquei encantada! Foi incrível, fomos tateando juntas nessa descoberta, de uma forma leve e com muitas risadas”, declarou a fotógrafa.

Origem do nome

Segundo a mitologia greco-romana, Ceres é considerada deusa da agricultura ou dos grãos. Da expressão Ceres Visia, ou “aos olhos de Ceres” surgiu a palavra cerveja. Para os povos antigos a bebida era um fenômeno divino, pois não se sabia como ocorria a fermentação e suas propriedades inebriantes eram consideradas uma ponte com o plano espiritual. Nada mais apropriado para nomear essa exposição que une o olhar feminino sobre a produção de cervejas.
- A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres provém de “ker”, de raiz Indo-Europeia e que significa “crescer”, também é a raiz das palavras “criar” e “incrementar”. O asteroide Ceres levou o nome desta deusa, o mesmo aconteceu com o elemento químico Cério.
- Ceres também é relacionada à cerveja, que em latim é grafada Cervisiae, batizada pelos romanos em homenagem à deusa.[carece de fontes] Empresta seu nome também à famosa levedura da cerveja cujo nome científico é Saccharomyces cerevisiae.
- Ref.: De Natura Deorum, Livro II, XXVI, por Cícero
O Coletivo é composto por: Isa Vellozo, Janine Bello, Johanna Lieskow, Ju Rybzinski, Lu Berlese e Tati Dellani, que além do amor pela fotografia, têm em comum a paixão pela cerveja.

Serviço
- Local: Hostel Roma
- Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 805 – Centro
- Data: 13 de Julho – quinta-feira
- Hora: 19h30
- Informações:
- www.centrohistoricodecuritiba.com.br
- Entrada Franca
*com divulgação
Categorias:AGENDA DA SEMANA, COLUNA VANESSA MALUCELLI, CULTURA, DIVIRTA-SE, FREE LIFESTYLE, GASTRONOMIA













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