Mônica Martelli faz última apresentação de “Minha Vida em Marte” nesta sexta em Curitiba

O espetáculo, que já levou cerca de 500 mil pessoas ao teatro e originou uma versão cinematográfica com milhões de espectadores, terá a última exibição na capital paranaense.

Curitiba recebe nesta sexta-feira (20) o espetáculo "Minha Vida em Marte", protagonizado pela multipremiada Mônica Martelli, sendo a última apresentação da peça, que está em cartaz desde 2017 e já foi vista por mais de meio milhão de espectadores. Com direção de Susana Garcia, o monólogo hilário e profundo tem apresentação na capital paranaense às 21h, no Teatro Guaíra, com realização da Martelli Produções e produção local da Orth Produções. Os ingressos são vendidos pela DiskIngressos.com.br.

A divertida comédia protagonizada pela atriz Mônica Martelli, que vive no palco a personagem Fernanda, uma mulher de 45 anos, casada há oito e que se encontra imersa em uma crise conjugal, abordando temas universais como a rotina que esfria a paixão, a falta de libido, o acúmulo de mágoas, o machismo estrutural e o medo da solidão e de como recomeçar.

O espetáculo se passa durante as sessões de terapia de grupo de Fernanda, onde ela desabafa e revive, de forma catártica e engraçada, as alegrias e frustrações de sua relação, questionando: é possível reacender a chama ou a solução é seguir em frente? “A personagem luta contra o medo da separação, o medo da solidão, o medo de ressignificar sua vida e, claro, o medo de se separar com 45 anos numa sociedade machista onde a mulher não tem permissão para envelhecer”, explica Mônica.

Tendo como inspiração suas próprias experiências, Mônica leva ao teatro um monólogo bem-humorado que aproxima através do riso e leva homens e mulheres à reflexão. E assim a atriz se confirma como uma das autoras brasileiras que melhor traduzem o comportamento feminino moderno. Será que é possível voltar a se apaixonar pelo marido? Ou a solução é se separar? A comédia toca ainda em temas como traição, machismo, trabalho duplo da mulher e educação dos filhos. Minha Vida em Marte é um texto libertador que foi escrito sob a premissa de que ser feliz é fundamental.

Desde que estreou, em 2017, Minha Vida em Marte passou por dezenas de cidades brasileiras, sempre com sessões esgotadas, sendo vista por cerca de 500 mil espectadores e recebendo cinco indicações a prêmios. Além disso, a peça inspirou o filme homônimo que levou mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas e que marca a sua última atuação com o amigo Paulo Gustavo (1978-2021). Assim como no teatro e na televisão, Mônica foi dirigida por sua irmã, Susana Garcia, celebrando mais uma vez o sucesso da parceria.

O enredo de Minha Vida em Marte

A comédia conta a história de Fernanda, casada há oito anos e enfrentando uma crise no seu casamento. A personagem luta contra as intolerâncias diárias que a rotina traz, como a falta de libido e o acúmulo de mágoas de um relacionamento. Difícil separar, mas será que a gente tem que suportar tudo em nome da família? Ou por medo de ficar sozinha?

Esse é o pano de fundo para Fernanda se questionar na terapia de grupo. São nas sessões de análise que ela narra e vivencia deliciosamente as alegrias e os muitos problemas do seu casamento. Ali ela expõe assuntos íntimos como a intolerância no casamento, a falta de tesão, as tentativas de “trabalhar a relação” e percebe que nas relações estagnadas adia-se o afeto e acumulam-se as mágoas. “É muito comum no casamento a gente deixar para amanhã a ternura, o sexo: a gente adia o afeto.” revela Mônica sobre Fernanda.

Sobre Mônica Martelli

Nascida em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, Mônica Martelli é atriz, jornalista, criadora, roteirista e apresentadora. Uma voz potente de seu tempo que com seus trabalhos autorais lota salas de teatro e cinemas pelo Brasil afora. Criou e atuou no monólogo Os Homens São de Marte... E é pra Lá que eu Vou!, que conquistou um público superior a 2,5 milhões de espectadores. A montagem ficou em cartaz durante 12 anos, passando por 40 cidades em 20 estados brasileiros, além de Portugal. O sucesso de Mônica em seu primeiro monólogo foi tamanho que a história migrou para o cinema em 2014 com mais de dois milhões de espectadores. Em seguida, protagonizou a série de quatro temporadas no GNT, um dos maiores sucessos do canal até hoje.

Em 2017, estreou a peça Minha Vida em Marte, também de sua autoria, que segue em cartaz – após um hiato por conta da pandemia – e já conquistou cerca de 500 mil espectadores pelo Brasil. Ao lado de Paulo Gustavo, lançou a versão cinematográfica da peça como roteirista e protagonista, resultando em outro grande sucesso: mais de cinco milhões de espectadores e uma das maiores bilheterias do cinema nacional dos últimos anos. Por nove anos, Mônica atuou como uma das apresentadoras do programa Saia Justa, no GNT – participou ainda de novelas globais como Beleza Pura e TITITI, integrou o elenco do seriado Mandrake, da HBO, e de filmes como Trair e Coçar e Só Começar, entre outros. Nas redes sociais, criou o quadro Mônica Total com vídeos autorais sobre diversos assuntos que são publicados em seu Instagram.

Sobre Susana Garcia, a diretora

Susana Garcia é a diretora do espetáculo e do filme Minha Vida em Marte. Essa parceria profissional entre as irmãs começou quando Susana codirigiu o filme Os Homens São de Marte..., e continuou com as quatro temporadas da série do GNT, com o mesmo título e com Susana à frente da direção. Agora, essa parceria completou um ciclo artístico no teatro e no cinema. Diretora da maior bilheteria do cinema nacional, Minha Mãe É Uma Peça, com Paulo Gustavo, Susana também dirigiu 220 Voltz, especial de fim de ano na Globo, estrelado por Paulo Gustavo. Susana foi responsável ainda pela direção do filme Minha Irmã e Eu, que conquistou mais de dois milhões de espectadores nos cinemas.

SERVIÇO: MINHA VIDA EM MARTE COM MÔNICA MARTELLI

Data: 20 de março de 2026

Horário: Abertura do teatro às 20 horas e início do espetáculo às 21 horas

Local: Teatro Guaíra - Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) - Conselheiro Laurindo, 175 – Centro

Classificação etária: 14 anos. Proibida a entrada de crianças menores de 5 anos.
Realização: Martelli Produções e Orth Produções

Ingressos: a partir de 110 a meia-entrada + taxa administrativa no 2º balcão.
Vendas: https://www.diskingressos.com.br/evento/2563/2026-03-20/pr/curitiba/monica-martelli-em-minha-vida-em-marte

Informações: diskingressos.com.br

Grupo Magiluth vai dar “festão tecnobrega” na Ópera de Arame

Dividida em duas partes, releitura de “Édipo Rei” tem forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” das redes sociais

*Por Sandoval Matheus

Habitués do Festival de Curitiba, os pernambucanos do Magiluth frequentam o maior evento de artes cênicas da América Latina há quase 15 anos. Aportaram por aqui pela primeira vez na edição de 2012, e logo de cara com três espetáculos: “Aquilo Que Meu Olhar Guardou Pra Você”, “O Canto de Gregório” e “1 Torto”, os últimos dois pela Mostra Fringe. Também pelo Fringe, voltaram no ano seguinte, com “Viúva, Porém Honesta”. Dali pra frente, estiveram mais três vezes na Mostra Oficial, rebatizada em 2022 de Mostra Lucia Camargo, com “Dinamarca” (2018), “Estudo Nº 1: Morte e Vida” (2022) e “Apenas o Fim do Mundo” (2024).

Em 2026, o Magiluth chega à programação do 34ª edição do Festival de Curitiba com a peça “Édipo REC”, uma releitura da tragédia grega de Sófocles com forte inspiração cinematográfica e crítica à realidade “recortada” nas redes sociais. Dividido em duas partes, o espetáculo começa com um “festão”, nas palavras do dramaturgo Giordano Castro. “É discotecagem, música pra balançar, pra dançar. A gente convida o público pra estar no palco, bebendo e tudo mais”, conta, em entrevista.

As sessões acontecem nos dias 08 e 09 de abril, às 20h30, e ajudam a marcar o retorno da programação do Festival de Curitiba à Ópera de Arame. “A proposta é fazer a coisa ficar gigantesca. São mais de mil e quinhentos lugares.” Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Fundado em 2024, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Magiluth é hoje um dos grupos teatrais mais respeitados do país, batizado com o acrônimo produzido a partir das iniciais de seus quatro fundadores: Marcelo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres e Thiago Liberdade.

Da trupe original, ficaram Lucas e Giordano, que no decorrer dos anos ganharam o acréscimo de Bruno Parmera, Mário Sergio Cabral, Pedro Wagner e Erivaldo Oliveira. Erivaldo, inclusive, faz uma ponta de “O Agente Secreto”, filme de Kléber Mendonça Filho indicado ao Oscar em quatro categorias, entre elas Melhor Seleção de Elenco.

Em “Édipo REC”, pensada como parte das comemorações dos vinte anos do grupo, em 2024, todos estão no palco, com a atriz convidada Nash Laila. A produção é do próprio Grupo Magiluth e do Corpo Rastreado.

A peça ainda reedita a parceria com o encenador paulista Luiz Fernando Marques, o Lubi, que pela quarta vez dirige uma peça da companhia. “A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste a camisa. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth”, brinca Giordano.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
No quê vocês basearam a montagem dessa versão tão inusual de Édipo Rei?

Tudo começa com a ideia de fazer um espetáculo pra comemorar os 20 anos do Magiluth. A gente queria algum clássico, alguma coisa que fosse marcante. E a ideia primeira era pensar num espetáculo que fosse uma celebração, uma festa mesmo.

Quando a gente chega no Édipo e começa a estudar a estrutura dramatúrgica da peça, percebe que existem leituras possíveis dentro dela. Uma delas, que talvez a gente siga muito mais do que a da peça original, é a do filme do Pasolini.

O filme tem uma primeira parte imaginando o que aconteceu antes, e na segunda parte ele usa basicamente a estrutura da peça original. É isso que a gente pega pra fazer o espetáculo.

Então, quem for assistir ao Édito REC vai pegar toda a trajetória do Édipo, não somente o Édipo do Sófocles, a gente faz uma atualização pensando o que aconteceu antes.

Quando a gente começa a fazer o espetáculo e a pensar sobre ele, uma das coisas que chama muito a nossa atenção é que a tragédia do Édipo é uma tragédia pela busca de se conhecer. A busca por tentar entender a si mesmo vai revelando a sua própria tragédia.

Hoje, a gente tem um excesso de informação o tempo todo, não só daquilo que a gente consome, mas também do que dá pro mundo. O tempo todo todo mundo tem uma câmera, está criando conteúdo, alguma coisa sobre si. E a discussão que a gente faz é: o que você revele que é de fato verdadeiro, o que é você por trás de tudo isso? Nessa busca por tentar saber quem é, o Édipo vai encontrando a própria tragédia.

É um espetáculo que flerta, faz uma junção, de toda a trajetória do Magiluth nesses 20 anos. Tem um flerte muito grande com a linguagem audiovisual, algo que a gente sempre traz muito forte pra dentro das peças do Magiluth. É por isso também que a Nash está conosco. A Nash é uma atriz que, se você pegar os dez últimos filmes pernambucanos que foram feitos, ela está em oito. É uma cara muito comum no cinema pernambucano.

Nessa primeira parte da peça o Édipo é um DJ. Tem também um beijaço, certo? Fala um pouco dessa festa.

A gente faz na peça uma divisão clássica do teatro grego. A primeira parte é comédia, a segunda é tragédia, tentando fazer com o que o público perceba que, pra você ter a dimensão da tragédia, você tem que viver um momento de festa: “Opa, a coisa virou”. É uma peça em que você experimenta isso. A primeira parte é uma festa mesmo, a gente convida o público pra estar conosco, dançando, cantando, beijando, sarrando.

Isso dura uma hora. O público vai estar uma hora com o DJ Édipo. Dentro do espelhamento que a gente faz da peça, o antigo DJ, o DJ Laio, morreu misteriosamente numa situação e violência. E quem assume agora a festa é esse novo DJ que chega na cidade, esse forasteiro, o DJ Édipo, que traz de volta a alegria pra aquele lugar. Então, assim, é festão mesmo, discotecagem, música pra balançar, pra dançar, a gente convida o público pra estar com a gente no palco, bebendo e tudo mais.

A proposta da gente é essa e dentro da Ópera de Arame é fazer a coisa ficar gigantesca, né? São mil e poucos lugares. Depois, num segundo momento, a gente convida o público a sentar e a assistir a tragédia desse Édipo.

No material de divulgação, vocês chamando Édipo REC de “uma tragédia à la Magiluth”. Como você define isso?

É fazer com que você viva a experiência, de fato. Os espetáculos do Magiluth tem a proposta de fazer o público participar de uma forma muito ativa, vivenciar aquela situação. Muito mais do que assistir ou apreciar, é fazer com que essa experiência seja uma experiência de fato imersiva. É uma das coisas que a gente foi entendendo dentro da linguagem do grupo.

Dentre todas as possibilidades à mão, por que Édipo?

Talvez porque, dentro dos clássicos, foi o que a gente conseguiu ver de forma mais palpável esse flerte com o cinema? Quando a gente encontrou a obra do Pasolini – talvez ela tenha aparecido pra gente até antes do que o próprio Édipo. Foi uma busca pra ver onde o teatro e o cinema se encontravam de alguma forma. O filme do Pasolini é muito forte.

A gente também assiste a um filme muito legal chamado “O Funeral das Rosas”, um filme japonês da década de 60, uma adaptação que tem uma travesti fazendo o Édipo. E isso deu um bom na cabeça da gente, maravilhoso.

É um filme feito na década de 60, numa sociedade super restrita, cheia de valores muito arraigados, e ao mesmo tempo é absolutamente contemporâneo. Quando a gente terminou de assistir, eu fazia assim: “Não é possível. De quando é que esse filme, gente? Parece que foi feito no ano passado”.

Foi quando a gente viu a possibilidade dramatúrgica que essa peça poderia dar. Se a galera fez isso em 60, vai o Édipo virar DJ é fichinha.

Agora, queria que você falasse um pouco da parceria com o Luiz Fernando Marques, o Lubi. Como ela se consolidou? Por que vocês se deram tão bem trabalhando juntos?

Trabalhar com o Lubi é muito fácil e gostoso, porque ele é um diretor que propõe e dirige muito numa ideia de parceria, horizontalidade, o que pra gente é muito caro. O Magiluth é um grupo que está caminhando pra 22 anos, e que foi se consolidando por essa relação de horizontalidade.

Quando a gente encontra um parceiro como Lubi, um diretor que vem pra trabalhar com o material da sala de ensaio, um material que a gente pensa de forma coletiva, isso é muito legal. A gente se sente muito respeitado por trabalhar com ele dessa forma, sabe? De fato, somos atores-criadores, e o Lubi é um diretor que tem uma escuta e uma sensibilidade muito forte pra entender os anseios desse grupo. Quando a gente propõe um projeto pro Lubi, a primeira pergunta que ele sempre faz é: “Tá bom, mas como é que vocês querem fazer essa peça?”. Nunca é uma proposta tipo: “Ai, eu queria que a gente fizesse a peça assim”.

Isso é muito legal. Acaba que no resultado final da peça, todo mundo está muito empoderado sobre aquilo, sabe muito o que está fazendo. A gente está em cena muito completo, porque é uma criação de fato coletiva.

O Lubi é um diretor muito sensível, e com um olhar para as questões e discussões contemporânea. Ele consegue fazer com que a gente perceba dentro da peça discussões que são muito importantes trazer pro nosso tempo de agora. É um cara muito bom de trabalhar. A gente fica dizendo que ele é o sétimo magiluth. Ele veste muito mais a camisa do que a gente. Se você olhar qualquer foto do Lubi, ele está com o boné do Magiluth.

Vocês também já disseram que fizeram essa trabalho porque gostariam de entender o que faz as pessoas saírem de casa pra assistir a uma história tão antiga. Conseguiram?

As peças são clássicas porque o tempo todo elas têm coisas muito humanas pra dizer. As questões humanas que atravessam essa peça, ou tantos outros clássicos, são questões que nos atravessam o tempo todo. Ela não se torna uma peça data, porque ela não está falando sobre uma situação específica, está falando sobre gente.

E quando a gente faz o Édipo, começa a entender e a levantar a peça, começa a perceber que existem muitas coisas dentro dela que são sobre nós, sobre nossa relação social, individual, sobre a relação do indivíduo com o meio. Viver essa experiência é responder muita coisa sobre si, sabe?

Por isso todo mundo sempre volta pra ver. O Édipo não é um cara que matou o pai, ficou com a mãe e agora está descobrindo a própria tragédia. Isso é Freud. É como Freud leu a peça. O Édipo está dizendo: cara, quem eu sou? Quem eu sou no meio disso aqui? Tipo, o mundo está acontecendo ao meu redor e eu estou querendo entender. Obviamente que não são respostas diretas, matemáticas.

Na montagem, o corifeu [no teatro grego, responsável por fazer a ponte entre o coro e os atores] da peça original é representado por uma câmera que fica captando e reproduzindo as imagens. E você mesmo antes levantou uma crítica ao excesso de produção de fotos e vídeos que a gente faz hoje, nas redes sociais. Como a peça trata isso?

Existem dois personagens que carregam a peça e que são importantíssimos pra contar e alinhavar essa história: o coro e o corifeu. O coro, na figura de uma mestre de cerimônias, uma drag queen, que convida as pessoas a viver tudo aquilo. E o corifeu que observa a situação.

A discussão que a gente vai trazendo na peça é a partir desses dois personagens, que vão revelando suas questões. O coro vai falando pro corifeu que, por mais que a gente tenha hoje um excesso de câmeras, um excesso de filmagens, um excesso de informações, ainda assim isso é um recorte. Não tem a ver com a experiência de tudo aquilo.

E aí em algum momento a gente começa a brincar dentro da peça com a experiência do é o cinema e o que é o teatro. E como a gente faz com que aquilo ali esteja vivo.

Por mais que o corifeu vá fazendo um recorte e ajudando a gente a fazer a leitura da peça a partir desses recortes, ainda assim a experiência completa tem a ver com presença, com o fato de estar ali e vivenciar tudo aquilo. E aí entra essa discussão sobre as redes sociais, né?

Uma coisa é aquilo tudo que eu posto no meu Instagram, o recorte que eu dou. E o recorte que eu dou no meu Instagram sou eu, Giordano, pai de família, artista, apaixonado pelo seu filho, e quem me acompanha, chega e diz: “Nossa, é tão legal ver teus vídeos com o seu”. Beleza, mas isso é quando eu estou na câmera. Fora da câmera, ninguém viu que esse final de semana eu dei um beliscão nele. E ele ficou puto comigo, e que eu briguei com ele. Porque aquele recorte que eu postei no Instagram é um recorte específico, mas na vida, criar uma criança, viver um relacionamento, viver essas dores, é uma outra coisa. Tem essa discussão dentro da peça: o que é real e o que é ficção? O que é real e o que você está recortando?

O cinema ou o teatro dão conta dos dias de hoje?

Eu acho que não. Tanto um quanto o outro são sempre um recorte artístico daquilo ali. Tem muito mais a ver com a ideia de proporcionar uma experiência estética.

A vida vai ser sempre a vida, sabe? Não tem como. Por mais que a gente faça e aconteça, ainda assim vai ser um recorte estético e artístico. O que a gente propõe é que, mesmo que seja uma experiência estética coordenada e encaminhada por um grupo de artistas, ainda assim ela seja sensorialmente quente, sabe?

Nesses quase 22 anos, como é a relação do Magiluth com a cidade de Recife? Parece que vocês têm até um tipo de fã-clube, certo?

Eu acho que uma das coisas que a gente conseguiu fazer nesses 22 anos de coletivo foi uma construção artística e estética muito alinhada com o pensamento de uma geração da cidade. Em Recife, Pernambuco como um todo, a gente tem uma ideia cultural muito apaixonada pela cidade. Eu tava agora no carnaval vendo isso. Não sei se em outro lugar as pessoas usam a bandeira do estado como roupa, como em Pernambuco. No carnaval a gente canta o hino da cidade, como quem está cantando uma música de carnaval.

Essa relação com a cidade é uma coisa muito forte, que tem a ver com uma construção passada, que veio antes de nós, mas que continua acontecendo. O Magiluth é muito fruto da continuidade de um legado cultural pernambucano. E falando da sua aldeia, você fala do seu mundo, né?

Agora parece que a camisa da Pitombeira [Pitombeira dos Quatro Cantos, tradicional bloco de carnaval de Olinda] se tornou uma segunda farda brasileira, todo mundo tem uma camisa da Pitombeira, e isso tem muito a ver com o filme do Kleber [Mendonça Filho], que usa elementos da cultura pernambucana pra falar sobre uma ideia de Brasil.

Quando “O Agente Secreto” está discutindo a memória brasileira, essa memória apagada, esquecida, causada por uma anistia e uma ditadura militar absolutamente violenta, e pra isso usa elementos fantásticos como a perna cabeluda, alguns críticos de cinema falaram: “Ah, mas parece algo muito localizado”.

Aí você fala: “Tá bom, você acha isso localizado, mas você lê ‘Cem Anos de Solidão’ e se emociona e, sei lá, quando é que você foi na Colômbia? Ou ouviu aquele realismo fantástico?”. São elementos que estão contando aquela história.

E quando a gente chega no Magiluth, é um grupo muito pautado, muito enraizado na cultura de uma cidade, de um estado, o tempo todo dialogando com questões nossas, mas que têm a ver com o mundo, sabe? É festa que a gente propõe no Édipo é uma discotecagem de qualquer festa de Recife. Tem som, grave alto, uma batida tecnobrega pernambucana, essa coisa toda. A gente é muito feliz de ser uma companhia com 22 anos sediada em Recife, sabe?

E já que a gente entrou no assunto, qual é a sua avaliação de “O Agente Secreto”?

Eu acho impecável, maravilhoso. Erivaldo, do Magiluth, está no filme. A gente fez até uma camisa na onda de que ele vai trazer o Oscar pra gente. É um filme que muitos amigos e parceiros fazem e participam. Eu saí muito emocionado do cinema. Eu acho realmente uma obra-prima, o melhor filme do Kléber, mesmo.

Eu acho que é um filme de uma densidade e de uma importância muito grande, principalmente nesse processo que a gente está vivendo, que chegou tão perto da perda de uma conquista tão dura que foi a democracia.

No final do filme, na última cena, quando menina chega pra conversar e um dos personagens do Wagner diz: “Então, você sabe mais do meu pai do que eu. Eu não sei nada do meu pai”. Caralho. Foi de uma geração pra outra que tudo se apagou, sabe? Eu acho assim que é um filme que vai trazer alguma coisa, sabe? Tem uma qualidade muito foda.

Trouxe bastante já, vários prêmios. Agora o pessoal está na expectativa do Oscar.

É, já trouxe bastante. Só pra Pitombeira, já pagou dois carnavais. Então, já trouxe muito.

Hoje, vocês são um os grupos mais respeitados do país, mas imagino que seja difícil se manter por mais de 20 anos fazendo teatro. Já fizeram muita coisa, não exatamente por vontade artística, mas por necessidade de sobreviver?

Já, já. Fizemos muito. Hoje, com 22 anos, dentro desse recorte do teatro brasileiro, a gente não é mais nenhum novinho. Mas que bom que na frente da gente tem alguns outros dinossauros, que também vão estar no Festival de Curitiba, como o Grupo Galpão e o Armazém, uma galera que veio antes e que foi abrindo todo o espaço pra que a gente pudesse andar.

Fora disso, quando alguém que sabe um pouco da história do Magiluth encontra o grupo, tem a ideia de que parece que a gente já chegou sentando na janela, saca? “Nossa, a galera vai todo ano pro Festival de Curitiba.” Cara, pra gente chegar aqui, teve que roer muita coisa.

A gente fez muita coisa, ação de bombom, trabalho de divulgação, teatro de empresa. A gente já fez a ação de Dia dos Namorados do Sonho de Valsa. Irmão, você está entendendo. Passei um mês andando de perna de pau, vestido de Cupido, no meio de shopping center e em parada de ônibus, entregando bombom e fazendo piada com o público. Isso a gente já fez, pô. Traz pra cá, vamos viver essa porra. Tem que pagar conta. Hoje, por tudo que conquistou, a gente está conseguindo, obviamente, escolher algumas coisas, tentar fazer com que sejamos donos do nosso destino.

Mas não é fácil. Vez ou outra você faz assim, “hum, esse projeto não era bem o projeto que eu queria fazer”, mas a gente tem que fazer porque precisa, mas obviamente com um lugar de mais autonomia, para poder escolher alguns processos. É uma loucura. É começar todo o ano pensando o que é que vamos fazer, como é que vai ser, quanto tempo a gente tem pela frente, planejamento, a mesma coisa de qualquer empresa.

E como é que faz um grupo funcionar por tanto tempo, manter ele coeso? Por mais que todos tenham o mesmo propósito, são pessoas, com suas idiossincrasias.

A gente tenta resolver tudo de forma democrática, o que é dificílimo, porque democracia com seis pessoas sempre tem um momento que pode dar empate. Aí começa de fato o exercício democrático, quando você começa a conversar, a entender, a fazer a divisão das coisas. Mas eu acho que nesse processo todo a gente também foi encontrando um lugar de respeito muito grande. Entendendo que todo mundo trabalha em prol de um bem coletivo. Todo mundo quer o melhor para o trabalho, o melhor para o grupo.

E quando existe algum atrito em relação ao trabalho, sempre existe o pensamento de todos nós que esse atrito é por conta de caminhos e não de objetivos. Todos nós queremos o mesmo objetivo, o caminho que cada um quer fazer pra chegar naquele objetivo é que às vezes é diferente.

E, claro, estamos envelhecendo juntos, percebendo que questões e ranzinzices de cada um vão aumentando, mas quem está a menos tempo no grupo está há quase dez anos, é muito tempo trabalhando juntos, você começa a entender muito bem.

E criando uma relação familiar, né? E você começa a entender que família não está ligada somente a amor. Eu tenho um irmão, ele é meu irmão, ele nasceu comigo e é isso. Eu posso não gostar, eu posso não sei o quê, mas é o que tenho.

Somos uma família. Cada um tem suas questões, mas é que somos. E como é que a gente vai trabalhando com isso? Eu acho que hoje o grupo está num lugar que maturidade de relação muito bonito. E, obviamente, sempre vai ter conflito.

Sempre vai ter um dia em que alguém acordou com o ovo mais virado. E aí hoje somam outras questões, né? Metade do grupo já tem filho. Agora o problema já é outro, o problema é com quem vai ficar a criança. Tem que viajar e a gente pensa assim: “Meu Deus, onde é que vai ficar o menino? Com quem vai ficar o menino? Pelo amor de Deus”. Tem um pouco disso.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica
Criação: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Direção: Luiz Fernando Marques
Dramaturgia: Giordano Castro
Elenco: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Nash Laila e Pedro Wagner
Design de luz: Jathyles Miranda
Design gráfico: Mochila Produções
Figurino: Chris Garrido
Trilha sonora: Grupo Magiluth, Nash Laila e Luiz Fernando Marques
Cenografia e montagem de vídeo: Luiz Fernando Marques
Cenotécnico: Renato Simões
Videomapping e operação: Carol Goldinho
Operação de som: Gabriel Mago
Captação de imagens: Bruno Parmera, Pedro Escobar e Vitor Pessoa
Equipe de produção de vídeo: Diana Cardona Guillén, Leonardo Lopes, Maria Pepe e Vitor Pessoa
Produção: Grupo Magiluth e Corpo Rastreado
Instagram: @brunoparmera_ @erivaldooliveiraator @giordanocastro @torresmagiluth @mariosergiocabralator @nashlaila @roberto__brandao @eupedrowagner
Serviço:
Édipo REC – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Ópera de Arame - Rua João Gava, 920 - Abranches
Data: 8 de 9 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Teatro contemporâneo
Classificação: 18 anos
Duração: 120 min (+5 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #ediporec #operadearame

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PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NA CAIXA CULTURAL CURITIBA TRAZ MONÓLOGO TEATRAL SOBRE MATERNIDADE REAL

“Não Me Chame de Mãe”, com Carolina Damião, propõe acolhimento e partilha
a partir da vivência de uma mãe solo

Créditos: Max Miranda | Design: Fernando Souza
A CAIXA Cultural Curitiba recebe, entre os dias 6 e 8 de março, o espetáculo teatral “Não Me Chame de Mãe”, uma programação especial do Dia Internacional das Mulheres. Com entrada gratuita, o monólogo apresenta a atriz Carolina Damião como Elisa, uma mãe solo que, pela primeira vez, vê o pai de sua filha cumprir o horário de convivência e se depara com a difícil escolha entre resolver pendências acumuladas ou simplesmente descansar.

Dirigida por Luciana Navarro, a montagem transforma experiências individuais em reconhecimento coletivo. Ao evitar romantizações, o espetáculo constrói proximidade com o público e marca a cena com a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?”.

A criação resulta de dois anos de pesquisa e da escuta de mulheres que compartilham histórias de exaustão, trabalho e desejo de autonomia. Elisa surge como síntese dessas vozes e como afirmação de que o cuidado não deve ser vivido em solidão.

Desde a estreia em Maringá, em 2024, a peça percorre o Paraná por meio da Política Nacional Aldir Blanc, ampliando conversas sobre saúde mental materna e redes de apoio.

Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena.

A agenda inclui ainda ensaio aberto em 5 de março e bate-papo com Letícia Costa, do Kilombo das Mães Pretas, em 4 de março, com acessibilidade em Libras.

Serviço:
[Teatro] “Não Me Chame de Mãe”
Formato: Monólogo teatral + roda de conversa
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: de 6 a 8 de março de 2026
Horários: 06 e 07 de março (sexta e sábado), às 20h; 08 de março (domingo), às 19h - sessão com Libras no dia 08
Duração: espetáculo (60 minutos) | roda de conversa (30 minutos)
Entrada gratuita – retirada de ingressos no local
Classificação: 18 anos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público:
• 4 de março, às 20h - Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)
• 5 de março, das 14h30 às 17h - Ensaio aberto

[AGENDA CULTURAL] Roberta Sá comemora 20 anos de carreira na Caixa Cultural Curitiba

Espetáculo reúne canções marcantes da carreira da artista e destaca a produção musical feminina

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A cantora Roberta Sá. Crédito Foto: Flora Negri

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, nos dias 13, 14 e 15 de março, o show Tudo Que Cantei Sou, da cantora e compositora Roberta Sá. O espetáculo celebra os 20 anos de carreira da artista e revisita canções marcantes de sua trajetória em formato intimista.

Após lançar o projeto em álbum e audiovisual, gravado na Casa de Francisca, em São Paulo, Roberta leva ao palco um repertório que percorre diferentes fases de sua discografia. Ao lado de Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão), a cantora revisita músicas como “Eu Sambo Mesmo” (Janet de Almeida), “Cocada” (Roque Ferreira), “Casa Pré-Fabricada” (Marcelo Camelo), “Fogo de Palha” (Roberta Sá e Gilberto Gil), “O Lenço e o Lençol” (Gilberto Gil), e “Olho de Boi” (Rodrigo Maranhão).

A artista explica que sempre procurou marcar suas fases com registros audiovisuais, como forma de documentar e encerrar ciclos criativos, que funcionam como retratos de cada momento artístico. “Sempre que faço um audiovisual, sinto que ele marca bem a fase que estou vivendo e me arrependo quando não faço”, afirma.

Um dos destaques do show é o bloco dedicado à produção musical feminina, que reúne compositoras de diferentes gerações e estilos. O segmento inclui “Lavoura” (Pedro Amorim e Teresa Cristina), “Juras” (Fernando de Oliveira e Rosa Passos), “Virada” (Manu da Cuíca e Marina Irís) e “Essa Confusão” (Dora Morelenbaum e Zé Ibarra). Para Roberta, a escolha dialoga diretamente com sua própria trajetória. “Se estou contando minha história, faz sentido perguntar: quais são as mulheres que me ajudam a contá-la hoje?”, questiona.

Ao revisitar o repertório feminino, a cantora reflete sobre como sua percepção do papel da mulher na música mudou ao longo dos anos. “Eu sou outra pessoa, completamente diferente de vinte anos atrás e o mundo também é outro. A minha consciência sobre o feminino mudou junto.”

Mais do que uma retrospectiva, Tudo Que Cantei Sou reafirma o olhar artístico de Roberta Sá sobre sua caminhada na música brasileira. Em clima próximo e delicado, o show celebra a força das canções que moldaram sua identidade e convida o público a revisitar memórias, afetos e encontros construídos ao longo de duas décadas de carreira.

SERVIÇO:

[Música] - Roberta Sá – Show “Tudo Que Cantei Sou”

Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro
Datas: 13, 14 e 15 de março de 2026 (sexta a domingo)
Horários: sexta-feira e sábado, às 20h; domingo, às 19
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei)
Vendas: se iniciam no dia 7 de março, presencialmente na bilheteria a partir das 10h e online a partir das 15h em www.bilheteriadigital.com
Horário da bilheteria: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h
Duração: 90 minutos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Espetáculo em Cartaz – Entre Risos

🎭😂 Humor ao vivo, interação total e nenhuma apresentação igual à outra!

No dia 07 de março (sábado), às 18h30, o espetáculo Entre Risos e Improvisos entra em cartaz aqui no Teatro Barracão EnCena para uma apresentação imperdível.

Um show de humor interativo, baseado em técnicas de improvisação instantânea usadas no mundo todo.
Quatro atores se revezam em cenas e jogos criados na hora, com a participação direta da plateia, que sugere lugares, situações e até mudanças no rumo das cenas. 🎤🎲

👉 A cada apresentação, um espetáculo diferente.
Riso e descontração do começo ao fim. 😂✨

🎟 Ingressos:
R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia)

Ingressos à venda na bilheteria do Teatro ou via Sympla. https://www.sympla.com.br/evento/entre-risos-e-improvisos/3323104?

📍 Teatro Barracão EnCena
🗓 Sábado – 07/03
⏰ 18h30

Garanta seu ingresso e venha rir com a gente! 🎭🔥

Espetáculo gratuito inspirado no universo de Ariano Suassuna circula por 15 cidades do Paraná

Montagem "O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena" combina teatro, música e palhaçaria em apresentações ao ar livre, promovendo o encontro de culturas e a reflexão sobre a identidade brasileira

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Créditos: Divulgação
O espetáculo "O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena" passará por 15 cidades do Paraná entre os meses de março e abril. Com entrada gratuita e adaptada a cada espaço, a montagem convida o público a uma experiência cênica imersiva e interativa, inspirada na rica obra do escritor e filósofo paraibano Ariano Suassuna.

Ambientada no sertão paraibano da década de 1930, a narrativa é conduzida por Pedro Dinis Ferreira Quaderna, que é investigado pela misteriosa morte de seu padrinho, Pedro Sebastião Garcia-Barreto, e o enigmático desaparecimento de seus dois filhos, Sinésio e Arésio. Durante o inquérito conduzido pela Juíza, Quaderna aproveita para transformar o interrogatório em uma oportunidade para escrever sua grande obra literária, revelando sua descendência real. O personagem reflete, dessa forma, sobre a cultura e a identidade brasileira e explora pontos de vista de forma bem-humorada.

“Colocamos pontos de vista em cena, mas não entregamos respostas prontas. O espetáculo convida o espectador a tirar suas próprias conclusões, usando uma linguagem teatral acessível, encantadora e provocadora”, afirma Dafne Viola, atriz e proponente do projeto.

A circulação passa pelas cidades de Antonina, Morretes, Guaraqueçaba, Balsa Nova, Tijucas do Sul, Capanema, Ampére, Clevelândia, Carambeí e Tibagi, entre outras. As sessões ocupam praças e parques, transformando esses espaços em pontos de encontro entre arte e comunidade.

“A rua permite um encontro mais diverso e acessível com o público. Cada praça traz novos desafios e possibilidades, e isso faz com que o espetáculo se transforme a cada cidade, com mais improviso, mais escuta e uma participação ainda mais ativa das pessoas”, completa Dafne.

A montagem estreou em 2019, em Curitiba, e propõe uma experiência cênica que une teatro popular, elementos épicos e uma reflexão bem-humorada sobre a identidade cultural brasileira. Toda a sonoplastia do espetáculo é realizada ao vivo pelo elenco, formado por Alefer Soares, Anna Wantuch, Dafne Viola e Nathan Gabriel, que também manipulam instrumentos musicais para criar atmosferas e conduzir a narrativa, tornando a experiência acessível a públicos de todas as idades.

"As presepadas, as histórias mirabolantes, os personagens astutos, tudo isso já faz parte da cultura brasileira e logo reconhecemos que a peça está falando daqui, do nosso país", destaca o ator Nathan Gabriel, ressaltando a conexão da obra com o público paranaense.

Além das 15 apresentações, o projeto contempla sete vivências de criação teatral em escolas públicas e duas oficinas formativas abertas ao público: Técnicas de Improvisação no Processo Criativo, com Andrei Moscheto, e Kryação – Ser Sonoro, com Vadecoo Schetini.

Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná, com incentivo da Copel.

SERVIÇO
O Enigmático Reino de Sol e Sangue e a Epopeia da Gota Serena
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Mais informações: www.instagram.com/flutuaproducoes

FICHA TÉCNICA
Idealização e coordenação de projeto: Dafne Viola e Nathan Gabriel
Elenco: Alefer Soares, Anna Wantuch, Dafne Viola e Nathan Gabriel
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Dânatha Siqueira
Assistência de produção: Álvaro Antonio
Figurinos: Patricia Cipriano
Interlocução artística: Andrei Moscheto e Vadecoo Schetini
Assessoria de imprensa: Thays Cristine
Redes sociais: Gabriela Berbert

Premiado drama “Dois Papas” ganha montagem brasileira no Festival de Curitiba

No palco do Guairão, dentro da programação da Mostra Lucia Camargo, espetáculo transforma imaginado encontro entre Bento XVI e Jorge Bergoglio em um diálogo sobre polarização, tradição e mudança

Em tempos de polarização, o palco reafirma sua posição de campo de confronto. É nesse contexto que a Mostra Lucia Camargo, do Festival de Curitiba, recebe “Dois Papas”, nos dias 6 e 7 de abril, no Guairão. A encenação brasileira do texto de Anthony McCarten reúne Celso Frateschi e Zécarlos Machado em um duelo cênico de ideias, fé e poder.

Os ingressos para o Festival estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).

Com direção de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro imaginado entre dois líderes da Igreja Católica com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista cardeal argentino Jorge Bergoglio, então futuro Papa Francisco, vivido por Celso Frateschi.

Primeira montagem internacional do texto teatral de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, a dramaturgia ganhou projeção mundial ao ser indicada a três Oscars, quatro Globos de Ouro e cinco BAFTAs. No palco, a encenação brasileira propõe uma imersão na intimidade e nos dilemas desses dois homens públicos, revelando a humanidade por trás das vestes papais.

A trama parte do momento em que Bergoglio viaja a Roma decidido a pedir aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado para uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se desenha é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

“Apesar de ser um homem mais aberto, é Bergoglio quem chega hesitante ao encontro. Já Bento XVI, mais conservador, é quem propõe o diálogo. É nesse jogo de complexidades que a trama se desenrola. O que move essa história é justamente a possibilidade de escuta mútua diante das diferenças”, observa o diretor Munir Kanaan.

Além de Frateschi e Machado — que voltam a dividir o palco após “Santa Joana”, de Bernard Shaw, nos anos 1980 — o elenco conta com Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de personagens femininas próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, jovem freira argentina transformada pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, editora de livros religiosos e confidente de Bento XVI.

A encenação aposta em forte aparato visual. O cenário branco, concebido como instalação cênica, se transforma a partir de figurinos, objetos e projeções, construindo desde ambientes sacros até momentos de intimidade. O videomapping insere conteúdos documentais e amplia o impacto estético do espetáculo, enquanto a trilha sonora conduz as transições com sutileza.

O ator Zécarlos Machado destaca a atualidade da obra: “Vivemos um tempo em que cada um tem sua própria verdade, muitas vezes de forma agressiva. A peça propõe um caminho de reconciliação pela escuta, pelo reconhecimento do humano no outro — mesmo que ele pense diferente.”

Celso Frateschi, que traz no repertório montagens como “O Grande Inquisidor” e “Processo de Giordano Bruno”, ressalta que a discussão extrapola o universo religioso: “São duas visões de mundo antagônicas que nos fazem refletir sobre a polarização e os impasses do nosso tempo. A dramaturgia é potente, filosófica, mas profundamente acessível.”

Trajetória e reconhecimento
Estreada mundialmente em junho de 2019, no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chega ao Brasil com produção da Gengibre Multimídia e da Zug Produções. Após temporada de estreia no Sesc-SP, com sessões esgotadas e ampla repercussão crítica, o espetáculo foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística, em São Paulo, marcando a retomada das apresentações teatrais no espaço histórico.

“Dois Papas” foi vencedor do Prêmio Arcanjo de Cultura como Melhor Drama do Ano 2025 e teve seus protagonistas indicados ao Prêmio APCA 2025 na categoria Melhor Ator, consolidando-se como uma das montagens mais relevantes da temporada.

A Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. O espetáculo conta com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

FICHA TÉCNICA:
Direção: Munir Kanaan Dramaturgia: Anthony McCarten Elenco: Celso Frateschi, Zécarlos Machado, Carol Godoy e Eliana Guttman Equipe Criativa: Dramaturgia: Anthony McCarten Tradução: Rui Xavier Diretor Assistente: Gustavo Trestini Trilha Sonora: Dan Maia Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud Cenário: Eric Lenate Figurino: Carol Roz Iluminação: Beto Bruel Produção: Gengibre Multimídia e Zug Produções Instagram: @doispapasteatro @munir_kanaan @carolgodoyatriz @celsofrateschi @zecarlosmachadooficial @eguttman

Serviço:
Dois Papas – Mostra Lucia Camargo
34º Festival de Curitiba
Local: Teatro Guaíra (Guairão)
Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro
Data: 6 de 7 de abril
Horário: 20h30
Categoria: Drama
Classificação: Livre
Duração: 135 min (+15 min de intervalo)

34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

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Caixa Cultural recebe espetáculo sobre exaustão materna na semana do Dia Internacional das Mulheres

Texto contemporâneo, com direção de Luciana Navarro, “Não Me Chame de Mãe” traz a atriz Carolina Damião na pele de Elisa, mergulhada em um drama reconhecível para muitas mulheres; entrada é gratuita

Curitiba, fevereiro de 2025 - No fim de semana do Dia Internacional das Mulheres (6 a 8 de março de 2026), o espetáculo "Não Me Chame de Mãe" ocupa a Caixa Cultural Curitiba com uma narrativa sensível e contundente: a história de uma mãe solo que conquista uma rara hora livre quando o genitor de sua filha cumpre, pela primeira vez, o horário estabelecido de convivência com a criança. Diante dessa pausa inesperada, Elisa (Carolina Damião) se vê frente a frente com a possibilidade de escolher o que fazer com o próprio tempo — resolver pendências acumuladas ao longo dos anos ou, simplesmente, descansar. O espetáculo, com apresentações gratuitas, foi aprovado no edital de Circulação Paraná da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura – Governo Federal.

“Não Me Chame de Mãe” provoca, acolhe e desperta riso sem romantizar a maternidade. A obra dialoga diretamente com mulheres que reconhecem, em Elisa, diferentes camadas de suas próprias vivências — inclusive aquelas que não são mães. Essa identificação ganha força em um dos momentos mais marcantes da encenação, quando a personagem lança a pergunta: “Você já viu sua mãe descansando?”

A dramaturgia nasceu de um processo de escuta ampliada. O espetáculo foi desenvolvido ao longo de dois anos pela diretora Luciana Navarro e pela atriz Carolina Damião, ambas mães solo que, no período pós-pandemia, buscaram transformar em linguagem cênica experiências pessoais e coletivas que atravessavam seus cotidianos. As vivências individuais se somam às conversas que Carolina mantém com mais de 80 mil mulheres em suas redes sociais, onde circulam relatos reais de mães que tentam conciliar cuidado, trabalho, exaustão e autonomia.

“A gente queria se ver. E se ver no palco seria uma rebeldia, porque ninguém estava nos pedindo isso. Era o nosso próprio impulso poético de escrever nossas dores e nossos desejos. Queríamos romper esse isolamento. Transformamos o nosso silêncio acumulado em grito e acolhimento”, afirma a diretora Luciana Navarro. Segundo ela, o processo criativo foi marcado pela autonomia e pela construção coletiva entre mulheres que precisaram abrir seus próprios caminhos. “Tivemos que criar esse caminho juntas e sozinhas”, completa.

Já Carolina Damião conta: "Eu estava fora do mercado de trabalho, por fora do teatro, dos editais, de tudo, completamente imersa na pandemia e no puerpério, sozinha cuidando de uma criança muito pequena. Foi quando a Luciana me disse que eu precisava voltar para os palcos, que o meu trabalho na internet deveria se estender para o teatro, e a gente começou a compartilhar nossas histórias maternas e a criar o ‘Não me chame de mãe’. Dos textos que eu escrevi, o que mais explicita esse meu processo de vida naquele momento da criação é a ‘História para dormir’, que é um poema, na qual a personagem termina dizendo: ‘e viveram invisíveis para sempre’, porque era justamente desse lugar que eu estava querendo sair.”

Elisa é uma personagem ficcional inserida nesse contexto de solidão e sobrecarga, mas carrega múltiplas vozes, reforçando a ideia de que essas mulheres não estão sozinhas. O espetáculo se constrói, assim, como um espaço de identificação, acolhimento e partilha.

"Não Me Chame de Mãe” estreou em Maringá (PR), em 2024, viabilizado pelo Prêmio Aniceto Matti, e agora percorre o estado por meio da Lei Aldir Blanc, ampliando o debate sobre saúde mental materna e sobre o papel da coletividade na sustentação da infância.

Após cada apresentação, o público é convidado a permanecer para uma roda de conversa com a atriz, ampliando o espaço de escuta e troca sobre os temas abordados em cena.

Atividades paralelas gratuitas e abertas ao público:
• Ensaio aberto no dia 5 de março, das 14h30 às 17h
• Bate-papo sobre arte, maternidade e mercado de trabalho, no dia 4 de março, às 20h, com Letícia Costa (jornalista, mãe da Aurora e idealizadora do Kilombo das Mães Pretas), com captação em formato de podcast e acessibilidade em Libras)

Mais informações sobre essas ações estão disponíveis no Instagram @naomechamedemae.

SERVIÇO – CURITIBA

Espetáculo: Não Me Chame de Mãe
Formato: Monólogo teatral + roda de conversa
Classificação indicativa: 18 anos

Duração:
– Espetáculo: 60 minutos
– Roda de conversa: 30 minutos

Local: Caixa Cultural Curitiba
Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro

Datas e horários:
– 06 de março (sexta-feira) – 20h
– 07 de março (sábado) – 20h
– 08 de março (domingo) – 19h

Entrada gratuita
Retirada de ingressos no local.

Acessibilidade: sessão com Libras no dia 08

FICHA TÉCNICA – CURITIBA

Direção Artística - Luciana Navarro @gloz.artes
Elenco - Carolina Damião @carolina_damiao_
Intérprete de Libras - Dani Marrie - Fluindo Libras @dani_marrie @fluindolibras
Dramaturgia - Carolina Damião e Luciana Navarro
Trilhas Originais - Natália Gimenes @nategimenes
Técnico de som - Chá di Lirian @chadilirian
Técnica de Luz - Fábia Regina @fabia_rguimaraes
Concepção de cenário e figurino - Luciana Navarro
Assistência e produção de cenário e figurino - Carolina Damião
Preparação Vocal - Ariadine Gomes @ariadinegomescanta
Vozes - Carolina Damião e Luciana Navarro
Artista Local - bate-papo Arte e Maternidade - Letícia Costa @leticiiacosta
Assessoria de Imprensa - Ana Paula Brandão, Madá Criativa @madacriativa.com.br
Apoio Local Imprensa - Dani Brito Bureau de Comunicação @danibritocwb
Designer gráfico e social mídia - Fernando Souza, Maringaense Cultural @maringaensecultural
Fotos e vídeos divulgação - Max Miranda, Fenda Filmes @maaxmiranda @fenda.art.br
Fotos acervo Carolina Damião e Luciana Navarro - Polly Polsaque @polsaque
Vídeo, registro - Guilherme de Souza, Duo Rec @gui.cisma
Fotografia, registro - DANICARV @danicarv_
Distribuição de cartazes - Pretha Almeida @owpre___
Produção fonográfica e captação para podcast - Chá di Lirian @chadilirian
Produção - Horla Produção e Arte
Coordenação de Produção - Carolina Damião
Produção Executiva - Isadora Cecília @isadorayalode
Produção e mobilização - Carolina Mariano @marolina.c
Produção Local - Pretha Almeida @owpre___
Jurídico - Natália Ferruzzi @natferruzzi

PROJETO APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.

CONTATOS E REDES

Instagram da artista: @carolina_damiao_
Instagram do projeto: @naomechamedemae
Instagram da diretora: @gloz.artes
Site: www.carolinadamiao.com.br

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA O ESPETÁCULO INFANTIL“A MENINA E A ÁRVORE”

Montagem premiada da companhia Dobra propõe uma delicada aventura sobre imaginação, coragem e descobertas, com sessões acessíveis e oficina gratuita

Foto: Renato Mangolin

A CAIXA Cultural Curitiba recebe, de 27 de fevereiro a 1º de março, o espetáculo infantil A Menina e a Árvore, uma das montagens mais premiadas da companhia Dobra, que completa 15 anos de trajetória em 2026. Voltada para todas as idades, a peça conduz o público por uma narrativa sensível sobre coragem, imaginação, pertencimento e escuta da natureza, com linguagem cênica minimalista e de forte apelo visual.

Fiel à pesquisa que consagrou o grupo desde Hominus Brasilis (2014), o espetáculo é encenado sobre uma pequena plataforma de madeira de dois metros por um, recurso que potencializa o corpo, o gesto e a imaginação. Sem cenários ou objetos, os atores utilizam teatro físico, pantomima, palhaçaria e sonoplastia vocal ao vivo para criar imagens diretamente na imaginação do público.

Na história, uma menina que vive com a família em uma fazenda decide ultrapassar os limites conhecidos de seu território. Guiada pela intuição e pelos sinais da natureza, ela encontra uma planta caída e aparentemente sem vida, iniciando uma jornada repleta de descobertas, riscos e encantamento. A travessia por rios, montanhas e florestas evoca temas universais como o medo do desconhecido, o desejo de ir além e o cuidado com o que é frágil.

“A linguagem da plataforma propõe um jogo que as crianças dominam, em que todos podem ser tudo a favor da história. O público se sente parte da aventura”, destaca o diretor e ator Matheus Lima.

O figurino, assinado por Camila Nhary, dialoga com o universo rural e a vida no interior, inspirado na paleta do pôr do sol, com tons de laranja, vinho e roxo. O visagismo de Mona Magalhães reforça o caráter lúdico e familiar dos personagens, evidenciando laços afetivos e criando uma atmosfera de fábula contemporânea. Mais do que uma história de aventura, o espetáculo propõe reflexões sobre crescimento, limites, escolhas e transformações.

Além das apresentações, a programação inclui a oficina gratuita “DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico”, voltada para artistas, estudantes de artes cênicas e interessados na pesquisa corporal do grupo. Ministrada por Helena Marques e Matheus Lima, a atividade acontece no sábado (28/02), das 10h às 13h, na CAIXA Cultural. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 20 de fevereiro por meio de formulário online.

Criada em 2011, a Dobra se consolidou como uma companhia que alia pesquisa de linguagem, qualidade artística e forte comunicação com o público. O grupo já circulou por diversas cidades brasileiras e representou o país em festivais internacionais nos Estados Unidos, China, Argentina e Portugal. Ao longo da trajetória, acumulou indicações a importantes premiações do teatro brasileiro, como Shell, Cesgranrio, CBTIJ e Zilka Sallaberry.

Serviço:
[Teatro] “A Menina e a Árvore”
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: 27 de fevereiro a 1º de março de 2026
Horário: às sextas-feiras, às 18h; sábado e domingo, às 15h e 18h
Sessão com acessibilidade: domingo (01/03), às 15h, com audiodescrição, intérprete de Libras e bate-papo após o espetáculo
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei); vendas a partir de 21/02, na bilheteria física da CAIXA Cultural Curitiba e pelo site Link
Horário bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h e nos domingos e feriados das 10h às 19h
Classificação: livre
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Oficina DesDobra – Corpo, gesto e espaço cênico
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280. Centro
Data: 28 de fevereiro (sábado)
Horário: das 10h às 13h
Inscrições: gratuitas e devem ser feitas Inscrições até 20/02 através do link Link.
Vagas: 30 vagas
Público-alvo: grupos de teatro e artistas interessados

Mônica Martelli faz última apresentação de “Minha Vida em Marte” em Curitiba

O espetáculo, que já levou cerca de 500 mil pessoas ao teatro e originou uma versão cinematográfica com milhões de espectadores, terá a última exibição na capital paranaense.

"Minha Vida em Marte", protagonizada pela multipremiada Mônica Martelli, volta a Curitiba para a última apresentação da peça, que está em cartaz desde 2017, sendo vista por mais de meio milhão de espectadores. Com direção de Susana Garcia, o monólogo hilário e profundo, terá a sua última apresentação na capital paranaense no dia 20 de março, às 21h, no Teatro Guaíra. Com realização da Martelli Produções e produção local da Orth Produções, os ingressos para a peça estão à venda pela DiskIngressos.com.br.

A divertida comédia protagonizada pela atriz Mônica Martelli, que vive no palco a personagem Fernanda, uma mulher de 45 anos, casada há oito e que se encontra imersa em uma crise conjugal, abordando temas universais como a rotina que esfria a paixão, a falta de libido, o acúmulo de mágoas, o machismo estrutural e o medo da solidão e de como recomeçar.

O espetáculo se passa durante as sessões de terapia de grupo de Fernanda, onde ela desabafa e revive, de forma catártica e engraçada, as alegrias e frustrações de sua relação, questionando: é possível reacender a chama ou a solução é seguir em frente? “A personagem luta contra o medo da separação, o medo da solidão, o medo de ressignificar sua vida e, claro, o medo de se separar com 45 anos numa sociedade machista onde a mulher não tem permissão para envelhecer”, explica Mônica.

Tendo como inspiração suas próprias experiências, Mônica leva ao teatro um monólogo bem-humorado que aproxima através do riso e leva homens e mulheres à reflexão. E assim a atriz se confirma como uma das autoras brasileiras que melhor traduzem o comportamento feminino moderno. Será que é possível voltar a se apaixonar pelo marido? Ou a solução é se separar? A comédia toca ainda em temas como traição, machismo, trabalho duplo da mulher e educação dos filhos. Minha Vida em Marte é um texto libertador que foi escrito sob a premissa de que ser feliz é fundamental.

Desde que estreou, em 2017, Minha Vida em Marte passou por dezenas de cidades brasileiras, sempre com sessões esgotadas, sendo vista por cerca de 500 mil espectadores e recebendo cinco indicações a prêmios. Além disso, a peça inspirou o filme homônimo que levou mais de cinco milhões de espectadores aos cinemas e que marca a sua última atuação com o amigo Paulo Gustavo (1978-2021). Assim como no teatro e na televisão, Mônica foi dirigida por sua irmã, Susana Garcia, celebrando mais uma vez o sucesso da parceria.

O enredo de Minha Vida em Marte

A comédia conta a história de Fernanda, casada há oito anos e enfrentando uma crise no seu casamento. A personagem luta contra as intolerâncias diárias que a rotina traz, como a falta de libido e o acúmulo de mágoas de um relacionamento. Difícil separar, mas será que a gente tem que suportar tudo em nome da família? Ou por medo de ficar sozinha?

Esse é o pano de fundo para Fernanda se questionar na terapia de grupo. São nas sessões de análise que ela narra e vivencia deliciosamente as alegrias e os muitos problemas do seu casamento. Ali ela expõe assuntos íntimos como a intolerância no casamento, a falta de tesão, as tentativas de “trabalhar a relação” e percebe que nas relações estagnadas adia-se o afeto e acumulam-se as mágoas. “É muito comum no casamento a gente deixar para amanhã a ternura, o sexo: a gente adia o afeto.” revela Mônica sobre Fernanda.

Sobre Mônica Martelli

Nascida em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, Mônica Martelli é atriz, jornalista, criadora, roteirista e apresentadora. Uma voz potente de seu tempo que com seus trabalhos autorais lota salas de teatro e cinemas pelo Brasil afora. Criou e atuou no monólogo Os Homens São de Marte... E é pra Lá que eu Vou!, que conquistou um público superior a 2,5 milhões de espectadores. A montagem ficou em cartaz durante 12 anos, passando por 40 cidades em 20 estados brasileiros, além de Portugal. O sucesso de Mônica em seu primeiro monólogo foi tamanho que a história migrou para o cinema em 2014 com mais de dois milhões de espectadores. Em seguida, protagonizou a série de quatro temporadas no GNT, um dos maiores sucessos do canal até hoje.

Em 2017, estreou a peça Minha Vida em Marte, também de sua autoria, que segue em cartaz – após um hiato por conta da pandemia – e já conquistou cerca de 500 mil espectadores pelo Brasil. Ao lado de Paulo Gustavo, lançou a versão cinematográfica da peça como roteirista e protagonista, resultando em outro grande sucesso: mais de cinco milhões de espectadores e uma das maiores bilheterias do cinema nacional dos últimos anos. Por nove anos, Mônica atuou como uma das apresentadoras do programa Saia Justa, no GNT – participou ainda de novelas globais como Beleza Pura e TITITI, integrou o elenco do seriado Mandrake, da HBO, e de filmes como Trair e Coçar e Só Começar, entre outros. Nas redes sociais, criou o quadro Mônica Total com vídeos autorais sobre diversos assuntos que são publicados em seu Instagram.

Sobre Susana Garcia, a diretora

Susana Garcia é a diretora do espetáculo e do filme Minha Vida em Marte. Essa parceria profissional entre as irmãs começou quando Susana codirigiu o filme Os Homens São de Marte..., e continuou com as quatro temporadas da série do GNT, com o mesmo título e com Susana à frente da direção. Agora, essa parceria completou um ciclo artístico no teatro e no cinema. Diretora da maior bilheteria do cinema nacional, Minha Mãe É Uma Peça, com Paulo Gustavo, Susana também dirigiu 220 Voltz, especial de fim de ano na Globo, estrelado por Paulo Gustavo. Susana foi responsável ainda pela direção do filme Minha Irmã e Eu, que conquistou mais de dois milhões de espectadores nos cinemas.

SERVIÇO: MINHA VIDA EM MARTE COM MÔNICA MARTELLI

Data: 20 de março de 2026

Horário: Abertura do teatro às 20 horas e início do espetáculo às 21 horas

Local: Teatro Guaíra - Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) - Conselheiro Laurindo, 175 – Centro

Classificação etária: 12 anos
Realização: Martelli Produções e Orth Produções

Ingressos: a partir de 100 a meia-entrada + taxa administrativa no 2º balcão.
Vendas: https://www.diskingressos.com.br/evento/2563/2026-03-20/pr/curitiba/monica-martelli-em-minha-vida-em-marte

Informações: diskingressos.com.br

CAIXA CULTURAL CURITIBA APRESENTA A PEÇA “AGORA É MINHA VEZ”

Montagem propõe uma releitura brasileira do clássico mundial, convidando adultos e crianças a refletirem sobre escuta, afeto e conexão

Foto: Aldo Boaretto

A CAIXA Cultural Curitiba recebe o espetáculo infantil “Agora é minha vez”, uma releitura brasileira de “O Pequeno Príncipe”, transformando a fábula em um jogo teatral divertido, delicado e contemporâneo. A temporada acontece nos dias 6, 7, 8, 13, 14 e 15 de fevereiro de 2026, com sessões às sextas-feiras às 15h, aos sábados às 15h e às 17h, e aos domingos às 15h. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) e podem ser adquiridos pelo site da CAIXA Cultural Curitiba ou diretamente na bilheteria física da unidade. A classificação indicativa é livre para todos os públicos.

Produzido pelo Grupo de Pesquisa em Teatro para Infância (GPeTI), o espetáculo tem direção de Gabriela Valcanaia e é interpretado por Karina Rozek e Vinícius Précoma. Em cena, dois atores se preparam para contar a história do Pequeno Príncipe, mas, ao tentar dar vida à narrativa, enfrentam desafios que ultrapassam a atuação dos personagens. Ao longo do enredo, surgem temas como tristeza, ausência e as dificuldades de comunicação entre adultos e crianças, sempre tratados com humor, leveza e sensibilidade. A montagem reforça a ideia de que sentir faz parte da experiência humana e que as emoções podem ser acolhidas e compartilhadas de forma cuidadosa.

Com uma linguagem poética e acessível, o espetáculo convida crianças e adultos a uma experiência conjunta, em que a escuta atenta se torna fundamental. Ao valorizar a brincadeira como forma de expressão, a peça propõe que emoções como a tristeza possam ser vivenciadas coletivamente, sem perder a delicadeza. “Partimos da escuta e da brincadeira como caminhos para que adultos e crianças possam elaborar juntos emoções que fazem parte da vida”, destaca a diretora Gabriela Valcanaia.

Sobre o Grupo de Pesquisa em Teatro para Infância (GPeTI)
Fundado em 2018, em Curitiba/PR, o grupo dedica-se à criação de teatro contemporâneo para crianças, com atuação multidisciplinar e projetos autorais. Suas pesquisas e produções são orientadas por três pilares: a infância como alteridade; a arte-educação; e a inclusão, acessibilidade e diversidade.

Seu primeiro espetáculo, “NO ARMÁRIO NÃO CABE NINGUÉM” (2023), circulou por importantes festivais e mostras no Brasil, como a Mostra Internacional de Artes para Crianças, o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, o FENATA e o Festival de Curitiba, além de ter sido indicado ao Prêmio Gralha Azul de Melhor Cenário. “AGORA É MINHA VEZ” é o segundo espetáculo do grupo e reafirma o compromisso do GPeTI com a criação de obras que dialogam com crianças e adultos de forma sensível e transformadora.

Além dos espetáculos, o grupo também mantém produções digitais gratuitas como dramaturgias, podcast e curta-metragem, ampliando o acesso e o debate sobre o teatro para crianças no Brasil.

Serviço:
[Teatro] “Agora é minha vez”
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: 6, 7, 8, 13, 14 e 15 de fevereiro de 2026
Horário: às sextas-feiras, às 15h; aos sábados, às 15h e às 17h; e aos domingos, às 15h
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada para cliente CAIXA e todos os casos previstos em lei); vendas a partir das 10h do dia 31/01, presencialmente na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba, e a partir das 15h na Link
Horário bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h e nos domingos e feriados das 10h às 19h
Duração: 50 minutos
Classificação: livre para todos os públicos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

CHICO CHICO EM CURITIBA

“No sábado, dia 31 de janeiro, um dos nomes mais potentes da nova geração brasileira, o cantor e compositor carioca desembarca na capital paranaense para o lançamento do álbum ´Let It Burn / Deixa Arder´, que leva o mesmo nome da turnê. A dobradinha acontece no palco do Guairinha”.

Em um dos momentos mais potentes de sua carreira, o cantor e compositor carioca Chico Chico lança oficialmente a turnê nacional “Let It Burn / Deixa Arder”. A série de shows, que celebra o novo álbum de mesmo nome teve estreia em novembro no Rio de Janeiro e chega nesta semana a Curitiba. Com realização da Prime, ele desembarca no sábado, dia 31 de janeiro, com direito a dobradinha no palco do Guairinha (R: XV de Novembro, 971). As sessões estão marcadas para às 18horas (restam poucos ingressos) e às 21h15 (ingressos esgotados).

Os ingressos estão à venda na plataforma www.blueticket.com.br e custam a partir de R$100,00 (meia-entrada) + taxa adm, de acordo com o setor. A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. ***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.

A nova turnê é fruto da recente parceria com a LAGOSTAe, que assume o booking do artista e passa a contar com Chico em seu casting, ao lado de nomes como Nando Reis e Jorge Vercillo. “Chico é um artista novo, potente e autêntico, tudo o que acreditamos. Queremos levá-lo ainda mais longe. É uma dessas vozes que merecem circular mais, ocupar palcos e conquistar novos públicos. A turnê Let It Burn / Deixa Arder traduz bem essa força”, comenta Diogo Damascena, presidente da LAGOSTAe.

O espetáculo propõe uma experiência visceral, refletindo a diversidade musical presente no novo disco e em toda a trajetória de Chico, com uma estética que mistura rock, música eletrônica e ritmos da cultura popular brasileira.

O álbum Let It Burn / Deixa Arder, que já está disponível nas plataformas digitais pela gravadora Deck, é uma jornada profunda pelo universo do artista. Em seu trabalho mais visceral, Chico parece acender uma chama que começa com “Tanto Pra Dizer”, faixa que revela um lado mais romântico do compositor, também presente em “Tempo de Louças” e “Let It Burn”.

Como um fogo em movimento, o disco percorre suas múltiplas influências: o blues de “Two Mother’s Blues”, a milonga “Lugarzinho” com o bandoneon de Richard Scofano, o groove brasileiro de “Hora H”, o gospel “Acaso Inevitável”, e as delicadas “Canção de Ninar” e “Rita e Luísa”.

Navegando entre brasilidades e referências do folk norte-americano, o álbum amplia a travessia artística de Chico. Em “Parabelo da Existência”, o cantor conta com participações de Josyara (vocais e violões), Marcos Suzano (percussão) e Carlos Malta (pife). “Esse é um disco muito diverso, então cada música que o Chico me apresentava trazia uma ideia distinta de arranjo. Busquei ser fiel a cada gênero, usando instrumentações apropriadas para cada um deles”, comenta o produtor Pedro Fonseca.

Cantando com ainda mais domínio e sensibilidade, Chico também revisita clássicos em novas leituras, como “Vila do Sossego” (Zé Ramalho), “Girl From The North Country” (Bob Dylan) e “Four and Twenty” (Stephen Stills), do repertório de Crosby, Stills, Nash & Young.

“Estou muito feliz com o álbum. Sinto como um trabalho coletivo, meu, do produtor Pedro Fonseca e dos músicos incríveis que participam. Lançar um projeto novo sempre traz essa sensação de nova etapa, estou muito empolgado para sair em turnê com ‘Let It Burn – Deixa Arder’”, diz Chico Chico.

Para acompanhar o artista, ele está em todo as redes sociais - Instagram / Youtube / Spotify ou por meio do link oficial: linktr.ee/duasvezeschico .

SOBRE CHICO CHICO

Cantor e compositor, Chico Chico é uma das vozes mais potentes e autênticas da nova geração da música brasileira. Desde o início de sua carreira com a banda 2x0 Vargem Alta em 2015, o artista coleciona trabalhos aclamados. Sua canção “A Cidade” foi indicada ao Grammy Latino, e a parceria com Fran Gil na faixa “Ninguém” ultrapassou 23 milhões de plays no Spotify, integrando a trilha sonora da novela Vai na Fé, da Rede Globo. Entre as faixas já lançadas, destaca-se também a versão ao vivo de “Menino Bonito”, atualmente a música com mais streams do artista nas plataformas de streaming.

Seu álbum “Pomares” (2022) foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira e teve a canção “Ribanceira” como tema da personagem Maria Bruaca em Pantanal. No mesmo ano, lançou o disco “Ao Vivo na Macaco Gordo”, e em 2024, o álbum “Estopim”, que deu nome à turnê iniciada em sua terceira participação no Rock in Rio. Filho da icônica Cássia Eller, Chico honra o legado familiar enquanto constrói uma trajetória musical própria, marcada por parcerias com Maria Bethânia, Nando Reis e Zé Ramalho.

SERVIÇO:
CHICO CHICO - Turnê “Let It Burn / Deixa Arder”
QUANDO: 31 de janeiro de 2026 (sábado)
LOCAL: Guairinha (R:XV de Novembro, 971)
HORÁRIO: SESSÃO EXTRA: Abertura da casa - 17h15 / Início do show: 18h | 1a SESSÃO: Abertura da casa - 20h15 / Início do show: 21h15
VALORES: a partir de R$100,00 (meia-entrada) + taxa adm., de acordo com o setor. A meia-entrada é válida para estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. ***Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.
VENDAS ONLINE: www.blueticket.com.br .Para compras online é necessária a comprovação do direito ao benefício da meia-entrada no acesso ao evento.
FORMA DE PAGAMENTO: Dinheiro, Pix e cartões de crédito/débito
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos. Menores de 16 anos acompanhados por um responsável legal.
Realização: Prime

DE VOLTA À CAIXA CULTURAL CURITIBA, SANDRA PÊRA APRESENTA NOVO SHOW DEDICADO À OBRA DE GONZAGUINHA

Espetáculo é marcado pela intensidade emocional, pela memória afetiva e pela força poética de um dos grandes nomes da música popular brasileira

Foto : Ana Alexandrino

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, nos dias 30 e 31 de janeiro, o show “Eu apenas queria que você soubesse”, espetáculo em que a cantora e atriz retorna aos palcos com o repertório do álbum homônimo, dedicado exclusivamente à obra de Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha. O trabalho foi lançado recentemente pela gravadora Biscoito Fino e celebra os 80 anos de nascimento do compositor.

Depois de se apresentar na CAIXA Cultural Curitiba em 2024 com um espetáculo dedicado a Belchior, Sandra Pêra volta ao palco do espaço em um show marcado pela intensidade emocional, pela memória afetiva e pela força poética de um dos grandes nomes da música popular brasileira, falecido precocemente em 1991, aos 46 anos.

Atriz e cantora com trajetória consolidada na música, no teatro e no cinema, Sandra mergulha em canções que atravessam gerações. Músicas de amor, de luta, de dúvida e esperança são apresentadas com a emoção de quem viveu de perto a ebulição artística e humana de Gonzaguinha. O roteiro percorre diferentes fases da obra de Gonzaguinha, equilibrando lirismo e veia contestadora, enquanto Sandra imprime uma leitura afetiva, pessoal e teatral a cada interpretação.

No repertório, estão clássicos como “O Que É, O Que É?”, “Recado”, “Coração” e “Feliz”, além de canções menos conhecidas do grande público, como “Morro de Saudade” e “Borboleta Prateada”. O espetáculo inclui ainda “A Felicidade Bate à Sua Porta”, primeiro sucesso do grupo As Frenéticas, do qual Sandra fez parte.

O desejo de levar essas canções ao palco nasce do vínculo profundo da artista com essa obra e com o próprio Gonzaguinha, pai da única filha de Sandra, Amora Pêra, que também está à frente da direção musical do show (compartilhada com Paula Leal). “Estar no palco com o repertório do Gonzaga é um desafio que me move. São canções que pedem entrega e sensibilidade, e me sinto motivada e feliz para vivê-las no palco”, afirma a cantora.

No palco, a artista é acompanhada por Lourenço Vasconcellos (bateria), Pedro Moraez (baixo), Rodrigo Lima (violão e guitarra) e João Bittencourt (piano e sanfona), com participação especial de Aline Gonçalves (sopros). Os arranjos contemporâneos respeitam a essência original das composições, valorizando o texto e a dramaticidade características da obra de Gonzaguinha.

Serviço:
[Música] Sandra Pêra – Show “Eu apenas queria que você soubesse”, com músicas de Gonzaguinha
Local: CAIXA Cultural Curitiba - Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro - Curitiba
Data: 30 e 31 de janeiro de 2026
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada para cliente CAIXA e todos os casos previstos em lei); vendas a partir das 10h do dia 24/01, presencialmente na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba, e a partir das 15h no site da Bilheteria Digital
Horário bilheteria: de terça a sábado, das 10h às 20h e nos domingos e feriados das 10h às 19h
Duração: 80 minutos
Classificação: a partir dos 12 anos
Capacidade: 125 lugares (2 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Informações: (41) 3041-2155| Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

A música corporal do Barbatuques na 43ª Oficina de Música de Curitiba

Reconhecidos pelo mundo por sua linguagem singular de percussão e música corporal, o Barbatuques se apresenta dentro da programação da 43ª Oficina de Música de Curitiba. O grupo acumula mais de 26 anos de trajetória, que vem sintetizada neste show que explora sua gênese musical, desde a fundação. O show será no domingo, dia 11 de janeiro, no Guairão, e recebe as crianças e jovens do programa de educação musical MusicaR.

A 43ª Oficina de Música de Curitiba acontece de 7 a 18 de janeiro, oferecendo shows para todos os públicos e cursos voltados a educadores, reunindo prática musical, inclusão, inovação pedagógica e novas perspectivas de ensino. Entre eles, também o curso de Musicalização com o grupo Barbatuques, em abordagem criativa para introdução à música em sala de aula.

O repertório do show traz uma seleção significativa de toda a discografia do Barbatuques, como “Barbapapa’s Groove”, primeira peça para percussão corporal composta pelo fundador do grupo, Fernando Barba, também hits como Baianá e Baião Destemperado, novos singles que ainda não faziam parte dos shows, como “Eu vou Cantar” e “Natureza“ (parceria com Russo Passapusso), além dos tradicionais momentos de improviso e de interação musical com a plateia.

Junto a essa seleção, o show “Barbatuques" percorre a trajetória sonora do grupo, desde os ritmos e cantos afro-brasileiros no primeiro disco “O Corpo do Som”, passando pelos experimentalismos vanguardistas de “O Seguinte é Esse”, pelas harmonias e polirritmias ricamente elaboradas de “AYÚ”, chegando ao momento atual onde a canção também ganha força nos singles. Uma síntese da sonoridade do Barbatuques desde a sua criação.

A sonoridade do Barbatuques tem uma sobreposição moderna de estilos e estéticas, são canções e “músicas "instrumentais" em ritmos tradicionais ou contemporâneos, como o baião, coco, samba, maracatu, rap, música eletrônica, afoxé, funk, carimbó, toré indígena, rock, beatbox, kecak e a música africana. Exploram a fonética, aspectos rítmicos, harmônicos e melódicos do erudito, da tradição popular brasileira ao pop.

É uma experiência singular ver e ouvir o Barbatuques ao vivo, uma potente orquestra orgânica de música corporal, ressoando a musicalidade de variados cantos do mundo, sempre destacando a nossa brasilidade.

Show Barbatuques
Data: 11 de janeiro de 2026
Horário: 17h (domingo)
Local: Guairão
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo 175, Centro - Curitiba
Duração: 90 minutos
Classificação: livre
Capacidade: 2180 lugares
Acessibilidade: acessível para cadeirantes
Ingressos: a partir de R$ 30,00
Vendas on-line Disk Ingressos: Link

Músicos: André Hosoi, André Venegas, Giba Alves, Helô Ribeiro, João Simão, Luciana Cestari, Lu Horta, Mairah Rocha, Marcelo Pretto, Maurício Maas, Renato Epstein, Taís Balieiro.

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Canais Barbatuques:
www.instagram.com/barbatuques
www.youtube.com/barbatuques
www.barbatuques.com.br

+ Sobre:
Grupo paulista de música corporal e vocal com trajetória de mais de 26 anos de música. O Barbatuques foi muito além dos palcos, de mais de 30 países, estão em trilhas sonoras do cinema e da publicidade, em jogos, nas pistas de dança pelos milhares de remixes criados por DJs. Clássicos já consagrados pelo público, como “Baião Destemperado” e “Baianá“, fazem sucesso em todas as plataformas de streaming no mundo, com uso massivo em vídeos pelas redes sociais.

A linguagem pioneira desenvolvida pelo grupo contribuiu significativamente para a difusão da música corporal pelo mundo e é referência até hoje. O Barbatuques também mantém atividades pedagógicas e formativas, em setores distintos como o corporativo e educacional. Recentemente, lançou seu primeiro songbook ‘Barbatuques Volume 1’, com partituras de músicas transcritas e cifradas e um rico material sobre técnicas de música corporal, ferramenta que amplifica o acesso a essa linguagem. Recentemente lançaram dois livros: “ABCtuques”, que traz para as crianças uma lúdica representação sonora dos sons feitos pelo grupo, e “Barbatuques: músicas, jogos, brincadeiras”, que reúne jogos e atividades para explorar a música e transformar o corpo em um instrumento musical, este para adultos e crianças. Ambos apresentados na Flip 2025.

BADI ASSAD e SIMONE SOU se reencontram em “Mulheres do Mundo” na 43ª Oficina de Música de Curitiba

Depois de uma década, Badi Assad e Simone Sou voltam a dividir o palco em um encontro marcado pela música, pela amizade e pela celebração das mulheres na criação artística. O espetáculo “Mulheres do Mundo” acontece no dia 10 de janeiro de 2026 (sábado), às 19h, no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), como parte da 43ª Oficina de Música de Curitiba.

O show marca o reencontro do duo formado em 1999, quando a parceria musical entre Badi e Simone surgiu e ganhou o mundo. Simone acompanhou Badi em turnês internacionais e participou do álbum Singular (2016). Desde então, seguiram trajetórias paralelas, até este retorno especial, que costura passado, presente e novas possibilidades artísticas.

Em “Mulheres do Mundo”, Badi Assad e Simone Sou apresentam seus trabalhos solo e, juntas, revisitam canções que entrelaçam suas histórias pessoais e musicais. O espetáculo é dedicado às mulheres compositoras, artistas e cantoras de diferentes gerações e origens, revelando a força, a diversidade e a sensibilidade feminina na música global.

Badi Assad traz um repertório que reúne músicas de compositoras do mundo inteiro, canções autorais feitas em parceria com artistas brasileiras e obras criadas em homenagem às mulheres. Com sua virtuosidade única ao violão e sua expressividade vocal, a artista constrói uma verdadeira narrativa musical, transformando o palco em um espaço de reconhecimento e celebração da influência feminina na arte.

Reconhecida como uma das artistas mais singulares da música brasileira, Badi Assad foi eleita pela Rolling Stone Brasil como uma das maiores violonistas do país. Sua trajetória inspirou o filme Badi, premiado em festivais nacionais e internacionais. Com sólida carreira internacional, teve o álbum Wonderland escolhido pela BBC London entre os 100 melhores discos do ano, foi eleita Artista do Ano pela revista americana Guitar Player e venceu o International Singer-Songwriter Competition como compositora. Ao longo de sua carreira, Badi lançou 26 álbuns, realizou turnês em quase cinquenta países e recebeu prêmios como APCA, WME e Prêmio da Música Brasileira. Recentemente, lançou o disco “Parte de Tudo Isso”, reafirmando sua constante inventividade artística.

Simone Sou é percussionista e baterista, construiu carreira a partir da década de 1990, integrando importantes projetos e bandas, como Orquídeas do Brasil, que acompanhou Itamar Assumpção, além de trabalhos de longa duração com artistas como Chico César, Zélia Duncan e Mutantes. Desenvolveu projetos autorais e colaborativos, como o duo Soukast e o álbum autoral SOS BRAS BEAT (2016), no qual reúne bateria, percussão, voz e experimentação sonora, consolidando-se como uma artista inventiva, plural e referência na percussão contemporânea.
“Mulheres do Mundo” é uma noite de celebração, reencontro e emoção — um espetáculo que une duas artistas em plena maturidade criativa, homenageando as mulheres que transformam o mundo por meio da música.

SERVIÇO:

Espetáculo: Mulheres do Mundo – Badi Assad e Simone Sou
Evento: 43ª Oficina de Música de Curitiba
Data: 10 de janeiro de 2026 (sábado)
Horário: Abertura às 18h | Show às 19h
Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)
Endereço: Rua XV de Novembro, 971 – Centro – Curitiba/PR
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia-entrada)

Vendas:https://www.diskingressos.com.br/evento/2100/2026-01-10/pr/curitiba/badi-assad-e-simone-sou-no-show-mulheres-do-mundo

INFORMAÇÕES PARA IMPRENSA:
Débora Venturini
Assessoria de Comunicação
Tel.: (11) 98326.3851
Email: debora@venturinicomunicacao.com.br

Curitiba recebe oficinas gratuitas de Iluminação Cênica

Formação oferece 50 horas de aprendizado teórico e prático voltado à área técnica das artes cênicas

Estão abertas as inscrições para a oficina “Iluminação Cênica – Da origem à construção de um espetáculo”, que chega agora a Curitiba. As atividades serão realizadas entre os dias 6 e 9 de janeiro, no Teatro Barracão EnCena, com entrada gratuita e vagas limitadas. Inscrições podem ser realizadas através deste LINK.

Com carga horária total de 50 horas, a formação é voltada a artistas, técnicos, estudantes e pessoas interessadas em ingressar ou aprofundar conhecimentos na área técnica das artes cênicas. A oficina combina conteúdos teóricos e práticos, abordando desde noções básicas de eletricidade e ótica até o uso de refletores, lâmpadas, mesas de luz, dimmers e softwares de iluminação.

Ao longo do curso, os participantes têm contato com temas como teoria das cores, posicionamento e afinação de equipamentos, leitura e criação de mapas de luz, desenvolvimento de projetos de iluminação e operação técnica, além da construção de uma dramaturgia visual a partir da luz como elemento narrativo da cena.

A oficina integra o circuito estadual de formação em iluminação cênica, que já passou por cidades como Ponta Grossa, Londrina, Paranaguá, Francisco Beltrão e Guarapuava, fortalecendo o cenário técnico das artes cênicas no Paraná e ampliando o acesso gratuito à qualificação profissional.

A ação é uma produção do Coletivo Cacareco e da Dupla de Dois Produções, com realização da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Serviço
Oficina: Iluminação Cênica – Da origem à construção de um espetáculo
Local: Teatro Barracão EnCena
Endereço: R. Treze de Maio, 160 – Centro, Curitiba – PR
Datas e horários: 6, 7, 8 e 9 de janeiro – das 09h às 18h
Inscrições: Através deste LINK
Produção: Coletivo Cacareco e Dupla de Dois Produções
Realização: Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná | Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura | Ministério da Cultura | Governo Federal